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ENFERMAGEM – Campus Sorocaba Assistência em Enfermagem a pessoa com PNEUMONIA 08 de outubro de 2024 THIAGO CARDOSO SILVA LEITE – F34EBH1 2 Introdução As Pneumonias são doenças infecciosas que afetam os espaços aéreos, sendo causados por agentes etiológicos ou por vírus, bactérias ou até mesmo fungos. No grupo de doenças respiratórias agudas, que compromete o aparelho respiratório inferior e superior, as pneumonias acabam representando pelo menos 50% dos quadros de doenças pulmonares, em todas as faixas etárias (TORRES et al., 2021). As Pneumonias representam o grave problema da saúde pública, sendo a primeira causa de mortes de doenças infecciosas e a terceira causa geral dos óbitos, que apesar das descobertas de novos e muito bem qualificados antibióticos e algumas formas de prevenção das pneumonias, como as vacinas e a higienização das mãos corretamente, os números de óbitos pela infecção pulmonar ainda continua muito grande (JAIN; BHARDWAJ, 2023). Dados Epidemiológicos no Brasil e no Mundo Brasil No tempo utilizado para realizar esse estudo, aconteceram 1.562.845 hospitalizações de pneumonia no Brasil. Em um período entre julho e dezembro de 2020, ocorreram 162.275 internações, indicando uma porcentagem de 10,3% do total observado. Entre o período de 2021, no Brasil 360.954 (23,6%) hospitalizações, continuando por 639.453 (40,9%) em 2022. Já de Janeiro a julho de 2023, houve registro de 400.163 (25,6%) internações no país. É notável aumento constante nos números de pacientes que necessitaram de ajuda na atenção terciária por pneumonia nos últimos tempo, com o período analisados também de janeiro a dezembro de 2022 mostrando que ocorreu mais internações. Ficou evidenciado a ineficaz de todo processo na precoce abordagem e um bom resultado da doença no Brasil (Dawson; Rossi; Scherer, 2024). 3 Mundo Globalmente, a pneumonia é a principal causa de morte em crianças menores de cinco anos de idade e a quarta principal causa de morte em todas as idades. Uma pessoa morre por conta da pneumonia a cada 13 segundos e os que correm maior risco são crianças pequenas (uma vez que ela tem início por meio de microrganismo como as bactérias, fungos, vírus ou inalação de produtos que afetam os pulmões. Os pulmões têm alvéolos e quando os pacientes estão saudáveis, eles são repletos de ar, enquanto os pacientes de que estão infectados pela pneumonia, os pulmões estão repletos de fluidos e pus, o que torna a respiração dolorosa, o que limita o oxigênio (Nogueira et al., 2021). Então é possível afirmar que a transmissão da pneumonia ocorre por vários meios que são – gotículas produzidas pelo espirro ou tosse, sangue durante o parto e pós-parto, o que justifica o aumento de patógenos que possa ocasionar a pneumonia e suas transmissões, o que é imprescindível para a prevenção e tratamento (Nogueira et al., 2021). Epidemiologia No tempo utilizado para realizar esse estudo, aconteceram 1.562.845 hospitalizações por pneumonia no Brasil. Em um período entre julho e dezembro de 2020, ocorreram 162.275 internações, indicando uma porcentagem de 10,3% do total observado. 6 No período de 2021, no Brasil 360.954 (23,6%) hospitalizações, continuando por 639.453 (40,9%) em 2022. Já de Janeiro a julho de 2023, houve registro de 400.163 (25,6%) internações no país. É notável aumento constante nos números de pacientes que necessitaram de ajuda na atenção terciária por pneumonia nos últimos anos, com o período analisados também de janeiro a dezembro de 2022 mostrando que ocorreu mais internações. Ficou evidenciado a ineficaz de todo processo na precoce abordagem e um bom resultado da doença no Brasil (Dawson; Rossi; Scherer, 2024). Portanto, para que possa se estabelecer maneiras de melhoras na atenção primária para combater os casos dessa patologia, tornasse necessário, entender o perfil epidemiológico de todas as internações (Dawson; Rossi; Scherer, 2024). Com este conhecimento, fica evidenciado a capacidade de criar métodos terapêuticos individualizadas e planos de combate específicos que tem as necessidades, individualidades e vulnerabilidades de cada região do país. No período estudado, foram registradas 602.631 (38,5%) internações na região Sudeste, seguindo das regiões Nordeste com 399.460 (21,7%), Sul com 268.733 (17,1%), Norte com 171.527 (10,9%) e Centro-Oeste com 120.494 (7%) (Dawson; Rossi; Scherer, 2024). Em relação ao sexo e raça dos pacientes internados, 811.004 (52,4%) seria o número de homens, 505.807 (32,7%) é o total de internações de pacientes Brancos, 727.578 (47%) de pretos e pardos e 22.836 (1,4%) de amarelos. Homens pretos apresentam, portanto, uma maior taxa de internações por pneumonia no passado recente do Brasil. Já em relação à faixa etária, o número de internações de pacientes na faixa de 0-19 anos foi de 555.661 (35,9%) no período, enquanto na de 20-59 anos foi de 303.338 (19,6%) e na de 60 ou mais foi de 697.579 (45,1%), ficando evidente maior taxa de vulnerabilidade dos pacientes de mais idade frente à pneumonia (Dawson; Rossi; Scherer, 2024). Globalmente, a pneumonia é a principal causa de morte em crianças menores de cinco anos de idade e a quarta principal causa de morte em todas as idades. Uma pessoa morre de pneumonia a cada 13 segundos e os que correm maior risco são crianças pequenas (tanto os pacientes quantos os microrganismos causadores das pneumonias são diferentes, tanto no seu comportamento e malignidade, se caso haja sepse as chances do paciente sobreviver são baixas, a pneumonia é responsável por 35% de infecções que pode levar a sepse (Nogueira et al., 2021). 9 Frequentemente a pneumonia pode ser uma doença terminal nos pacientes que já tem um histórico de doenças crônicas graves, sendo a quinta causa mais frequentes de mortes e é a infecção mortal que é muito comum que é adquirida nos hospitais (Nogueira et al., 2021). Pessoas que fumam cigarros, tem diabetes, insuficiência cardíaca, insuficiência pulmonar obstrutiva (DPOC) e é alcoólatra, está mais propenso a ter pneumonia grave. Pessoas com idade avançada e crianças, correm o maior risco de contrair a doença, assim como pessoas com sistema imune deficiente a certos fármacos. Seguindo o grupo de risco, pessoas que estão debilitadas, acamadas, paralisadas ou inconscientes ou com síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) (Nogueira et al., 2021). A pneumonia não é identificada logo, porque não tem sintomas específicos que facilita o diagnostico precocemente, os sintomas são normalmente comuns a outros tipos de doença, mas são comuns os sintomas da pneumonia a febre elevada, arrepios de frio, tosse com mais ou menos expectoração, dificuldade respiratória ou até mesmo falta de ar, dor torácica, dor de cabeça ou musculares, todos esses sintomas podem ou não existir ao mesmo tempo (Nogueira et al., 2021) Existem diversos tipos de pneumonia, a seguir irei citar elas. A Pneumonia bacteriana, é um resultado de um conglomerado de confusão, que é desenvolvida por agentes microbianos que possuem uma certa variabilidade de características fenotípicas. A doença acomete tanto pacientes ambulatórias quanto hospitalizados. O prognóstico depende de diversos fatores, tais como o estado imunológico do paciente, a escolha certa da profilaxia, o tempo para diagnósticos e a condições ambientais. A pneumonia pode causar diversos danos ao paciente, incluindo a morte (BVSMS, 2019). No Brasil, por mais que os números de óbitos em decorrência de pneumonia bacteriana esteja diminuindo, pode-se afirmar que os gráficos são altos, Dados mostra que os países da América Latina estejam em primeiro lugar no ranking em relação as mortes da pneumonia (BVSMS, 2019). A Pneumonia Viral afeta os pulmões e são mais frequentes em lactantes e crianças, causada pelos vírus - sincicial respiratório, o adenovírus, o para influenza e o gripal. Ademais o do sarampo pode também acarretar pneumonia, principalmente em estágio de subnutrição (ATLAS DA SAÚDE, 2014). A Pneumonia Fúngica é normalmente causada por três tipos de fungos o - Histoplasma capsulatum desencadeador da histoplasmose, O Coccidioses immits, que causa a coccidioidomicose, e o Blastomyces dermatitidis, responsável pela a blastomicose. Esse tipo de pneumonia é raro, e que pode ser agressivo e causar complicações serias. 10 Normalmente ocorre em pessoas que estão com o sistema imunológicos enfraquecido, como imunocomprometidas ou que estejam em tratamento de câncer (ATLAS DA SAÚDE, 2014). A Pneumonia por Aspiração ocorre quando é inalado pequenos fragmentos que originam na boca que se locomovem até chegar nas vias respiratórias, o mais comum é ser combatidos pelos mecanismos fisiológicos de defesa do organismo, com a mobilidade dos cílios antes de chegar aos pulmões, caso essas partículas não sejam combatidas, pode acabar originando uma diagnose de pneumonia. Esse tipo de pneumonia tem vários sintomas clínicos e fisiopatológicos oriundos da penetração física de corpos ou substâncias estranha não gasosa para o trato respiratório inferior, esse tipo pode acontecer quando o paciente realiza bronco aspiração da boca como – alimentos, líquidos, vomito ou saliva (MCCULLER, CAMPBELL, 2001 Farmacologia Pneumonia Bacteriana Tratamento O tratamento para pneumonia bacteriana é feito com antibióticos. Os antibióticos mais recomendados para o tratamento de pneumonia bacteriana são: Amoxicilina, Azitromicina, Claritromicina. A amoxicilina é a primeira opção de tratamento para adultos e crianças que não são alérgicas às penicilinas (Kalil, 2013). O tratamento deve começar o mais rápido possível, preferencialmente em até 4 horas após o aparecimento dos sintomas. O tempo de tratamento pode variar de 5 a 14 dias, mas em alguns casos leves pode durar apenas 3 dias. Já em casos mais graves, o tratamento pode durar meses. A pneumonia bacteriana pode ser fatal, principalmente se não for tratada adequadamente ou se não for diagnosticada precocemente. A infecção pode se espalhar e causar complicações sérias, como a morte (CDRA,2019). Para prevenir a pneumonia bacteriana, é possível: Lavar as mãos, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas, evitar aglomerações, Tomar a vacina da gripe ou a vacina antipneumocócica (CDRA,2019). Pneumonia adquirida na comunidade (PAC) O tratamento farmacológico da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) depende do organismo que causou a infecção e pode incluir antibióticos, antivirais ou antifúngicos: • Antibióticos Para pacientes saudáveis, os macrolídeos, como azitromicina ou claritromicina, são os fármacos de escolha. Para o tratamento hospitalar, pode-se combinar beta-lactâmicos (como 11 ceftriaxona) com macrolídeos orais ou endovenosos. Outra opção é o uso de quinolonas respiratórias em monoterapia endovenosa (Sanar, 2020). • Antivirais Para pneumonias virais, o tratamento pode incluir antitérmicos e analgésicos para aliviar os sintomas. Em formas graves, podem ser usados medicamentos antivirais, como oseltamivir e remdesivir (Einstein, 2024). O tratamento da PAC deve começar o mais rápido possível, preferencialmente em até 4 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas. Pacientes com complicações ou pneumonia causada por patógenos menos comuns podem precisar de ciclos de tratamento mais longos (Sethi, 2024) A PAC é uma infecção pulmonar que pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos, mas as bactérias são as causas mais comuns. Os principais agentes bacterianos causadores de PAC são: Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae, Staphylococcus aureus (Sethi, 2024). O sintoma mais comum de PAC é a tosse produtiva, mas também podem ocorrer dor torácica, calafrios, febre e falta de ar (Sethi, 2024). Pneumonia Viral Os principais fármacos utilizados no tratamento da pneumonia viral incluem: Antivirais: Medicamentos como o oseltamivir (Tamiflu), Zanamivir, Ribavirina, Aciclovir e Ganciclovir são frequentemente usados para tratar pneumonias causadas pelo vírus influenza. Eles ajudam a reduzir a proliferação do vírus e devem ser iniciados nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas (Saude, 2024). Analgésicos e antitérmicos: Medicamentos como paracetamol e ibuprofeno são usados para aliviar sintomas como febre, dor de cabeça e dores musculares. Broncodilatadores: Em alguns casos, broncodilatadores podem ser prescritos para ajudar a abrir as vias respiratórias e facilitar a respiração. Nos casos mais graves, pode ser necessário o uso de medicamentos intravenosos e hospitalização para receber oxigenoterapia (Saúde, 2024). Pneumonia Aspirativa O tratamento da pneumonia aspirativa consiste na toma de antibióticos e, em alguns casos, na necessidade de cuidados de apoio: • Antibióticos: os antibióticos mais utilizados são a clindamicina, amoxicilina/clavulanato, ampicilina/sulbactam e imipeném Carbapeném, Piperacilina/tazobactam. (Sethi, 2022) 12 • Cuidados de apoio: podem incluir oxigenoterapia ou assistência temporária de uma máquina de respiração. (Sethi, 2022) • Métodos auxiliares de alimentação: se o doente tiver dificuldades a nível de deglutição,podem ser utilizados métodos auxiliares de alimentação. (Sethi, 2022) A duração do tratamento é geralmente de 1 a 2 semanas. Dependendo da gravidade da doença e do estado de saúde do paciente, pode ser necessário: Internamento hospitalar, Administração de oxigênio, ventilador para auxiliar a respiração, Métodos auxiliares de alimentação (Saude, 2024). A pneumonia aspirativa pode ser grave e sem tratamento pode causar problemas como abcessos pulmonares, insuficiência respiratória e morte. No entanto, a maioria das pessoas que recebem tratamento especializado sobrevivem (Saúde, 2024). Para evitar o transporte de bactérias da boca para o pulmão, o paciente deve: Escovar sempre os dentes, manter a boca limpa, retirar o pigarro da garganta (Saúde, 2024). Pneumonia Fúngica O tratamento da pneumonia fúngica é feito com medicamentos antifúngicos, que são administrados por via oral ou intravenosa. O tipo de medicamento e a forma de administração dependem da gravidade da doença e da saúde do sistema imunológico do paciente (D’Or, 2022). Alguns medicamentos antifúngicos que podem ser usados para tratar a pneumonia fúngica são: Itraconazol, Fluconazol, Anfotericina B. (Center, 2023) Em alguns casos, o itraconazol pode ser combinado com corticosteroides orais para ajudar a eliminar o fungo do pulmão. (Ortega; Izquierdo, 2022) Devido à progressão mais lenta da pneumonia fúngica, pacientes com sintomas leves podem precisar tomar antifúngicos por alguns meses. Em qualquer caso de falta de ar, é importante procurar acompanhamento médico. (Ortega; Izquierdo, 2022) PROCESSO DE ENFERMAGEM NO PACIENTE COM PNEUMONIA O enfermeiro atua na forma sistematizada e individualizada em relação ao paciente, com os dados clínicos que lhe é apresentado, visando a recuperação do paciente aos aspectos regulares (Alves, 2019). 13 A enfermagem normalmente encontra pacientes que tem distúrbios no sistema respiratório. É necessário estar preparado para planejar todo processo de cuidado de enfermagem a esses pacientes, para que chegue no resultado desejado, tendo em vista o aumento dos casos de pneumonia, é notado que a literatura que abrange todo processo de enfermagem nos pacientes com pneumonia são poucos, é de extrema relevância o levantamento de dados que ajude nas decisões corretas para os pacientes (Alves, 2019). A seguir irei relatar alguns passos que o enfermeiro deve seguir no processo: Anamnese Ao realizar a anamnese de um paciente com pneumonia, o enfermeiro deve: • Perguntar sobre a história clínica do paciente, como quando os sintomas começaram e como evoluíram • Observar se o paciente tem algum fator de risco, como idade, vacinação incompleta, estado nutricional, tabagismo ou etilismo • Ficar atento aos principais sintomas da pneumonia, que podem ser: o Febre alta, muitas vezes com calafrios o Dor torácica em pontada, bem localizada o Tosse com expectoração purulenta o Dispneia o Queda do estado geral A pneumonia pode ser diagnosticada por exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax. O tratamento costuma ser feito com antibióticos e a melhora ocorre em três ou quatro dias (Vetorri, 2019). Exame Clínico O exame clínico de enfermagem para pacientes com pneumonia deve incluir: • Avaliação de sinais e sintomas, como febre, calafrios, sudorese, dor pleurítica, tosse, escarro purulento, taquipneia, bradicardia, uso de músculos acessórios para respirar • Monitoramento de alterações na temperatura, pulso, frequência e intensidade da tosse, quantidade, odor e coloração das secreções • Avaliação de pacientes idosos quanto a comportamento incomum, alteração do estado mental, desidratação, fadiga excessiva • Monitoramento do estado respiratório, como frequência respiratória, retrações, oscilação das narinas, cianose, sibilos • Oferta de oxigenoterapia, se necessário • Manutenção da cabeceira da cama elevada a 45º • Aspiração de vias aéreas 14 • Assistência ventilatória O diagnóstico de pneumonia é feito com base na apresentação clínica, auscultação dos pulmões e radiografia de tórax. O tratamento é feito com antibióticos e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias (Vetorri, 2019). Terapia farmacológica A terapia farmacológica para pneumonia depende do tipo de micro-organismo que a causou, e pode incluir antibióticos, antitérmicos, analgésicos ou medicamentos antivirais: • Pneumonia bacteriana: O tratamento é feito com antibióticos, como amoxicilina, azitromicina e claritromicina. A doxiciclina é uma opção para pessoas alérgicas ou intolerantes às penicilinas ou macrolídeos. • Pneumonia viral: O tratamento é feito com antitérmicos e analgésicos para aliviar os sintomas. Em casos graves, podem ser necessários medicamentos antivirais. • Pneumonia fúngica: O tratamento é feito com medicamentos específicos. Além da medicação, o tratamento da pneumonia inclui: • Hidratação • Oxigenoterapia para hipoxemia • Suporte ventilatório, quando necessário • Repouso O médico deve avaliar a gravidade da pneumonia e decidir se o tratamento deve ser feito em casa ou no hospital. O automedicamento não é recomendado (Vetorri, 2019). Diagnostico de Enfermagem Os diagnósticos de enfermagem para um paciente com pneumonia podem incluir: • Troca gasosa prejudicada • Dor aguda • Padrão respiratório insuficiente • Intolerância a atividade • Nutrição desequilibrada • Hipertermia • Conhecimento deficiente • Risco de intolerância a atividade • Risco de volume de líquidos deficiente • Risco de infecção O diagnóstico de pneumonia é feito por meio de um exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografia de tórax (Vetorri, 2019). 15 Intervenção de Enfermagem As intervenções de enfermagem para pacientes com pneumonia incluem: • Monitoramento do estado respiratório, como frequência, profundidade, facilidade de ventilação, uso de musculatura acessória, cianose e sibilos • Oxigenoterapia, conforme prescrição médica • Aspiração de vias aéreas • Assistência ventilatória • Manutenção da cabeceira da cama elevada a 45° • Terapia nutricional • Controle do ambiente • Ensino sobre o processo da doença • Terapia ocupacional • Promoção do exercício Além disso, é importante avaliar a efetividade dos medicamentos administrados, observar mudanças no estado mental e na cor da pele, e manter o paciente com oximetria de pulso (Vetorri, 2019). Para entender o diagnostico e o tratamento da pneumonia, é importante saber os princípios fisiológicos do sistema respiratório e as trocas gasosas, sendo que essas patologias podem dar origem a uma ventilação inadequada, anormalidades na difusão através da 16 membrana pulmonar e do transporte de gases dos pulmões para os tecidos (Alves, 2015). (Alves, 2015) Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é a metodologia de organização, planejamento e execução de ações sistematizadas, que deve ser realizada no período em que o indivíduo se encontra sob a assistência de enfermagem. O processo de enfermagem mostra o cuidado do enfermeiro com seu paciente, que possibilita a análise crítica sobre as condições de saúde do cliente e efetiva a atuação dos profissionais de Enfermagem (Silva et al., 2016). 17 Conclusão O profissional de enfermagem precisa ter um pensamento crítico para apurar seus serviços, ser responsável, atencioso e humanizado para enriquecer e fundamentar ainda mais essa profissão viabilizando o acesso e melhoria na prática da enfermagem. A sistematização da assistência de enfermagem deve ser um processo individualizado, holístico, planejado, contínuo, documentado e avaliado. Esse método deve facilitar a prestação da assistência ao pacientecomo um ser único, com sentimentos e necessidades peculiares. Cabe aos enfermeiros uma conscientização de que esse faz necessário viabilizar, aperfeiçoar e qualificar sua assistência, garantindo que esta seja digna e a esperada pelo paciente. Observamos também, os tipos de pneumonias e conseguimos ter dimensão de todo o seu problema, des da pneumonia adquirida na comunidade até a adquirida em ambiente hospitalar Referências Bibliográficas • ALVES, Julya Carolline Folle. Pneumonia nosocomial: diagnóstico e intervenções de enfermagem. JMPHC, [S. l.], p. 1-11, 8 maio 2015. Disponível em: https://www.jmphc.com.br/jmphc/article/view/238. Acesso em: 2 nov. 2024. 18 • ATLAS DA SAÚDE. Os diferentes tipos de pneumonia. 2014. • BAHLIS, L. F. et al. Clinical, epidemiological, and etiological profile of inpatients with community-acquired pneumonia in a public hospital in the interior of Brazil. Jornal brasileiro de pneumologia: publicacao oficial da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisilogia, v. 44, n. 4, p. 261–266, 2018. • BERTON, Alessandra Baque; LOURA, Geórgia Lopes de Miranda; XAVIER, Yure P. Ruas. Protocolo clínico e de regulação clínica Pneumonia. 1. ed. rev. 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