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MALÁRIA Agente etiológico: Plasmodium spp. Parasitologia Valentina Radavelli Roman - LVII · · Predominância de P. vivax no Brasil – principalmente Amazônia · Crianças, gestantes e adolescentes são mais suscetíveis · Ocorrência sazonalfebre de padrão paroxístico e intermitente - Cotidiana (24h) -Terçã (48h) -Quartã (72h) · Hemoparasitose · Doença tropical · Vetor (transmissor) = mosquitos fêmeos do ANOPHELES · Reservatórios = humanos e primatas não portadores de gametócitos · · Espécies – P. vivax (terça benigna) Brasil P. falciparum (terça maligna) África P. malarie (quartã) P. ovale (terça – África) P knowlesi (ásia) FORMAS EVOLUTIVAS · Esporozoíto Forma inoculada no hospedeiro · Esquizontes Amadurecem de esporozoíto (esquizogonia) · Merozoíto Infecta eritrócitos · Oocineto · Oocisto · Trofozoíto jovem · Trofozoíto maduro · Gametócitos CICLO BIOLÓGICO *Se já estou com malária e outro mosquito contaminado me picar = re-infecção, ciclo novo = diferentes estágios do parasita circulando dificulta tratamento CICLO EXOERITROCÍTICO (fora do eritrócito) 1. Mosquito anopheles infectado se alimenta e inocula ESPOROZOITOS no humano 2. Esporozoítos vão para o fígado e inctam células hepáticas 3. Ocorre reprodução ASSEXUADA – ESQUIZOGONIA e maturam para ESQUIZONTES 4. Esquizontes rompem a célula e são liberados como MEROZOÍTOS 5. Merozoítos vão infectar eritrócitos CICLO ERITROCÍTICO 1. MEROZOÍTOS infectam ERITRÓCITOS e multiplicam assexuadamente 2. MEROZOÍTO TROFOZOÍTO IMATURO (estágio de anel) 3. Há duas possibilidades 3.1 – Amadurecem para ESQUIZONTES que rompem a células e são liberados como MEROZOÍTOS reinfecta eritrócitos 3.2 Diferenciam em GAMETÓCITOS masculino e feminino Ficam circulando no sangue, a reprodução irá ocorrer apenas no mosquito O gametócito da maioria das espécies é + redondo, do P. falciparum parece feijão CICLO ESPOROGÔNICO - NO MOSQUITO 1. Mosquitos anopheles se alimentam de sangue e ingerem os gametócitos masculinos e femininos – micro e macrogametócitos. 2. No estômago deles, microgameta fecunda o macro e forma um zigoto REP SEXUADA 3. Zigoto evolui para OOCINETO – tornam-se moveis e mais alongados 4. OOCINETOS invadem parede do intestino médio e se desenvolve em OOCISTOS 5. OOCISTOS contêm esporozoítos e ao crescerem, rompem e liberam os ESPOROZOITOS 6. ESPOROZOÍTOS vão para saliva do mosquito onde o ciclo pode ser reiniciado TRANSMISSÃO · Inoculação de esporozoítos pelo mosquito fêmea · Transfusão sanguínea · Congênita – consequências graves para o feto PATOGENIA · Ciclo exoeritrocítico – sem sintomas determinados · Ciclo eritrocítico – responsável pelas manifestações clínicas · Pigmento malárico – hemozoína, um subproduto do metabolismo. Com a ruptura da hemácia, essa toxina é liberada no sangue e ingerido por fagócitos ou se deposita em órgãos. Desencadeia uma serie de respostas do organismo · Fagocitose de hemácias infectadas ou da hemozoína por macrófagos esplênicos gera liberação de citocinas que induzem Destruição de eritrócitos Fagocitose de hemácias anemia Toxidade induzida por citocina · Citoaderência – parasito envia proteínas para a superfície do eritrócito hospedeiro que se incorpora a membrana celular. Forma “botões – KNOBS que facilitam a adesão a moléculas do endotélio Leva a obstrução da circulação – principalmente de capilares sanguíneos no cérebro, rins (insuficiência), pulmões (desconforto respiratório agudo) e placenta. · Rosetas – eritrócitos infectados começam a aderir em eritrócitos normais formando aglomerados = rosetas esses fatores podem gerar interrupção do fluxo sanguíneo levando a hipoxia, acidose láctica, hipoglicemia, disfunções orgânicas graves. SINTOMAS · Período de incubação varia. P vivax = 12-17 dias P falciparum = 9-14 dias · Envolve TRÍADE de febre, calafrios e sudorese São ataques paroxísticos = calafrios de até 1 hora período de febre ALTA 2-6h após, sudorese intensa e fraqueza período sem sintomas reinicio do ciclo Dura alguns dias · Após essa sintomatologia inicial, inicia a febre intermitente Esses ciclos nem sempre são regulares, paciente pode ter diferentes estágios evolutivos · Adultos não imunes, crianças e gestantes Malária Cerebral: cefaleia, vomito, sonolência, convulsões, coma Insuficiência Renal aguda: redução do volume urinário, aumento da ureia e creatinina Edema Pulmonar agudo: gestantes. Hiperventilação e febre alta, transudação alveolar, redução da pressão arterial. DIAGNÓSTICO · Exame de gota espessa – análise de gota de sangue na lâmina · Testes rápidos imunocromatográficos – detecta antígenos · PCR TRATAMENTO · Derivados de Cinchona = QUINA isolamento da quinina · Antimaláricos aminoquinolínicos Quinina, cloroquina e primaquina · Tratamento depende da - Espécie do plasmodium - Idade -Histórico de exposição anterior - Gravidade da doença - Possibilidade de gestação PREVENÇÃO · Orientar sobre medidas de proteção individuais e coletivas (uso de repelente) · Controle vetorial · Atividades de manejo ambiental (drenagem urbana) · Uso de mosquiteiros QUESTÃO – por que a malária ainda é tão prevalente? Possui 7 formas evolutivas diferentes com metabolismos diferentes = diferentes medicamentos Econômico = afeta países com pouca estrutura Cultural = malária tornou-se comum, cotidiano em alguns países Tudo se resumo a um fator político deveriam melhorar as condições de vida das pessoas image3.png image1.png image2.png