Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA 
 
 
SUSANY MARTINS DE SOUSA 
 
PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA 
Importância na Leitura e na Formação Integral dos Alunos no Ensino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília de Minas 
2021 
 
 
 
Sumario
 
 
INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3 
1 ........................................................................................................................... TEMA
 ..................................................................................................................................... 3 
2 ........................................................................................................... JUSTIFICATIVA
 ..................................................................................................................................... 4 
3 ........................................................................................................ PARTICIPANTES
 ..................................................................................................................................... 5 
4 ................................................................................................................ OBJETIVOS
 ..................................................................................................................................... 7 
Específicos ............................................................................................................... 7 
6 REFERENCIAL TEÓRICO ...................................................................................... 8 
5.1 METODOLOGIA .............................................................................................. 15 
5.2 CRONOGRAMA .............................................................................................. 16 
5.3 RECURSOS..................................................................................................... 17 
AVALIAÇÃO ........................................................................................................... 17 
CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 18 
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 19 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 A literatura infantojuvenil desempenha um papel crucial no desenvolvimento 
educacional e moral das crianças. Através da leitura, os alunos não apenas 
adquirem conhecimento e habilidades de linguagem, mas também assimilam valores 
importantes para sua formação integral. 
Este projeto de ensino tem como objetivo explorar a utilização da literatura 
infantojuvenil no processo de ensino e aprendizagem, destacando sua importância 
na formação de indivíduos críticos e emancipados. A leitura deve ser incentivada 
tanto pela família quanto pela escola desde a educação infantil, para que se torne 
um hábito prazeroso e enriquecedor. 
O estudo está estruturado da seguinte forma: a introdução apresenta o projeto; a 
apresentação do tema discute a importância da literatura infantojuvenil; a justificativa 
explica a relevância do tema; os participantes indicam a quem o projeto é destinado; 
os objetivos descrevem as metas a serem alcançadas; a problematização expõe o 
problema a ser investigado; o referencial teórico fundamenta o projeto; a 
metodologia detalha o desenvolvimento do projeto; o cronograma organiza as 
atividades propostas; os recursos utilizados são listados; a avaliação descreve os 
critérios de sucesso; e, finalmente, as considerações finais encerram o estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1TEMA 
 
 O tema deste projeto de ensino é "A Utilização da Literatura 
Infantojuvenil para o Processo de Ensino e Aprendizagem". Este tema foi escolhido 
 
 
devido à sua relevância no desenvolvimento integral das crianças, tanto no aspecto 
cognitivo quanto emocional. A literatura infantojuvenil oferece uma rica fonte de 
histórias e personagens que ajudam as crianças a compreender o mundo ao seu redor, 
desenvolver habilidades de leitura e escrita, e assimilar valores importantes. 
A escolha de autores de literatura infantojuvenil é crucial para o sucesso deste projeto. 
Autores renomados como Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ana Maria Machado e Ziraldo, 
entre outros, têm uma vasta produção literária que aborda temas variados e relevantes 
para o público infantil. Suas obras são reconhecidas pela qualidade literária e pela 
capacidade de engajar e educar os jovens leitores. 
Monteiro Lobato, por exemplo, é conhecido por suas histórias que misturam fantasia 
e realidade, estimulando a imaginação das crianças e promovendo reflexões sobre a 
sociedade. Ruth Rocha e Ana Maria Machado, por sua vez, abordam temas como 
diversidade, inclusão e cidadania, contribuindo para a formação de valores éticos e 
sociais. Ziraldo, com seu humor característico, consegue cativar os leitores e 
despertar o interesse pela leitura de forma lúdica e prazerosa. 
A literatura infantojuvenil, quando bem escolhida e integrada ao currículo escolar, pode 
ser uma ferramenta eficaz para abordar temas complexos de maneira acessível e 
envolvente. A criança não nasce gostando da leitura, na verdade ela aprende a gostar 
através dos estímulos e incentivos, seja dos professores ou da família. Dessa forma, 
faz-se necessário buscar estratégias de incentivo de forma que as crianças tenham 
experiências positivas em relação à leitura. Cabe aos pais e professores apresentar a 
leitura de forma cativante despertando na criança, curiosidade, simpatia e admiração 
pelos livros. 
2JUSTIFICATIVA 
 A leitura é fundamental na formação integral do sujeito, justificando 
a relevância de abordar a temática apresentada neste estudo. Por meio da leitura, 
examinamos nossos próprios valores e conhecimentos em comparação com os dos 
outros. Assim como as pessoas, os livros podem ser surpreendentes, formar e 
informar leitores, transportar-nos para outros mundos possíveis e fazer de nós 
indivíduos aprendizes e mestres. Escutar histórias é o início da aprendizagem para 
 
 
ser um bom leitor, proporcionando um caminho infinito de descobertas e compreensão 
do mundo. 
A literatura infantojuvenil, em particular, desempenha um papel crucial no 
desenvolvimento das crianças. Através das histórias, a imaginação é aguçada, 
despertando a curiosidade que é prontamente respondida no decorrer da leitura. 
Essas histórias permitem que as crianças descubram um vasto mundo de conflitos, 
impasses e soluções, vivenciados de diferentes maneiras pelos personagens. Dessa 
forma, a leitura de obras infantojuvenis na educação infantil é essencial para a 
formação das crianças, permitindo que elas se informem sobre a vida e os ambientes 
que as cercam. 
O primeiro contato que a criança tem com a leitura é através da audição, quando 
alguém lê para ela. É por meio dessa prática que a leitura se apresenta à criança. 
Segundo Villardi (1999, p. 11): “Há que se desenvolver o gosto pela leitura, a fim de 
que possamos formar um leitor para toda a vida”. Quando chega à escola, a criança 
encontra, através da leitura, um mundo mágico, habitado por seres incríveis que 
capturam sua atenção. 
 "A leitura é uma das formas mais importantes de se adquirir conhecimento e 
desenvolver a imaginação." – Ruth Rocha (Rocha, 2010, p. 34) . Por esse motivo, é 
função primordial da escola ensinar a ler. 
3PARTICIPANTES 
 
 
Este projeto é voltado para a linha da docência e se destina ao segmento do Ensino 
Fundamental, sendo trabalhado em uma turma específica. O projeto conta com a 
participação de diversos atores essenciais para o sucesso do processo de ensino e 
aprendizagem, incluindo: 
• Alunos: Os principais beneficiários doprojeto, que participarão ativamente das 
atividades de leitura e discussão das obras literárias. 
• Professores: Responsáveis por mediar as atividades, orientar os alunos e 
promover o gosto pela leitura através de estratégias pedagógicas eficazes. 
• Equipe Pedagógica: Encarregada de apoiar os professores na elaboração e 
implementação das atividades, garantindo a coerência e a qualidade do projeto. 
• Equipe Gestora: Composta por diretores e coordenadores, que fornecerão 
suporte administrativo e logístico, além de monitorar o andamento do projeto. 
• Família: Envolvida no processo de incentivo à leitura em casa, colaborando com a 
escola para criar um ambiente propício ao desenvolvimento do hábito de ler. 
 
 
 
 
 
 
4OBJETIVOS 
Geral 
• Incentivar o gosto pela leitura, estimulando a oralidade e a escrita, 
promovendo o desenvolvimento integral dos alunos. 
 
Específicos 
● Desenvolver aulas interativas e envolventes: Utilizar contos de 
fadas para criar atividades lúdicas que despertem o interesse e a 
participação ativa das crianças. 
● Aguçar a curiosidade, criatividade e imaginação: Propor 
atividades que incentivem as crianças a explorar novas ideias e 
expressar suas próprias histórias e pensamentos. 
● Aprimorar o vocabulário: Introduzir novas palavras e 
expressões através da leitura e discussão dos contos, ampliando o 
repertório linguístico dos alunos. 
● Trabalhar a motricidade fina e o tato: Incorporar atividades 
manuais, como ilustrações e artesanato, relacionadas aos contos de 
fadas, para desenvolver habilidades motoras. 
● Promover a musicalidade: Integrar músicas e canções 
relacionadas aos contos de fadas, estimulando a percepção rítmica 
e melódica das crianças. 
 
 
 
No contexto atual, a tecnologia tem se tornado cada vez mais presente na vida das 
crianças, oferecendo fácil acesso a jogos eletrônicos e vídeos que muitas vezes 
substituem o hábito da leitura. Esse cenário apresenta um desafio significativo para a 
escola, que precisa encontrar maneiras eficazes de incentivar o gosto pela leitura 
desde a infância. 
 
 
A leitura é uma habilidade fundamental que vai além da simples decodificação de 
palavras; ela envolve a compreensão e a interpretação do mundo ao nosso redor. 
Como afirma Rubem Alves, "Ler é brincar. Um livro é um brinquedo feito com letras" 
(Alves, 2003, p. 45). Essa capacidade de explorar e entender o ambiente é essencial 
para o desenvolvimento cognitivo e emocional. 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Língua Portuguesa (BRASIL, 1998) 
destacam a importância da leitura na construção do conhecimento e no 
desenvolvimento das habilidades e competências dos alunos. A leitura não só facilita 
a escrita, mas também desempenha um papel crítico e social, permitindo que as 
crianças façam escolhas informadas e desenvolvam uma visão crítica da realidade. 
A literatura infantojuvenil, em particular, oferece uma oportunidade única para engajar 
as crianças em histórias que refletem suas próprias experiências e emoções. Ao 
compartilhar essas histórias, as crianças não apenas desenvolvem suas habilidades 
de leitura, mas também adquirem uma compreensão mais profunda do mundo e de si 
mesmas. 
Portanto, é essencial que a escola implemente estratégias que promovam a leitura de 
forma atrativa e significativa, integrando a literatura infantojuvenil ao currículo e 
criando um ambiente que valorize e incentive o hábito de ler. 
 
 
 
 
 
 
6 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
 A leitura desempenha um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo, 
emocional e social das crianças. Desde os primeiros anos de vida, o contato com os 
livros e histórias contribui para a formação de habilidades essenciais para a 
alfabetização e a aprendizagem. Segundo Brites (2020), a leitura na educação infantil 
 
 
ajuda a desenvolver habilidades de alfabetização, amplia o vocabulário, favorece a 
concentração e estimula a criatividade e a imaginação 
A literatura infantojuvenil, em particular, oferece uma rica fonte de histórias que 
refletem as experiências e emoções das crianças, ajudando-as a compreender o 
mundo ao seu redor. De acordo com Fernandes (2017), a literatura infantil é um meio 
eficaz para o desenvolvimento socioemocional das crianças, pois permite que elas 
explorem e compreendam suas próprias emoções e as dos outros. Além disso, a 
leitura de histórias promove a empatia, ao colocar as crianças em contato com 
diferentes perspectivas e realidades. Vygotsky (1996) destaca que a aprendizagem 
está intimamente relacionada aos estímulos recebidos do ambiente externo. Através 
da interação com os livros e histórias, as crianças internalizam conhecimentos e 
constroem sua visão de mundo. Esse processo de aprendizagem é mediado pela 
linguagem, que desempenha um papel crucial no desenvolvimento cognitivo e social 
Piaget (1991) também enfatiza a importância das interações sociais e culturais no 
desenvolvimento infantil. Segundo ele, a criança aprende e se desenvolve através da 
assimilação e acomodação de novas informações, em um processo contínuo de 
adaptação ao meio. A literatura infantojuvenil, ao apresentar diferentes contextos e 
personagens, contribui para esse processo de construção do conhecimento e da 
identidade 
A contação de histórias é uma prática valiosa na educação infantil, pois incentiva a 
criatividade, a expressão e a interação entre os colegas. Coelho (2010) afirma que a 
interação proporcionada pela leitura traz segurança para a criança se expressar e 
possibilita a descoberta de diferentes gêneros culturais. Além disso, a leitura 
compartilhada fortalece os vínculos entre pais, professores e alunos, criando um 
ambiente propício ao desenvolvimento do hábito de ler. 
Para incentivar a leitura, é essencial que a escola e a família criem estratégias que 
tornem esse momento prazeroso e significativo. Segundo Kleiman (2007), “para 
formar leitores, devemos ter paixão pela leitura”. O entusiasmo do professor e dos pais 
ao apresentar os livros é fundamental para despertar a curiosidade e o interesse das 
crianças pela leitura. 
 
 
Portanto, a literatura infantojuvenil tem um papel crucial na formação integral das 
crianças, promovendo o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e 
sociais. Ao integrar a leitura ao currículo escolar e criar um ambiente que valorize e 
incentive o hábito de ler, contribuímos para a formação de leitores críticos e reflexivos, 
preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Nesse sentido, o 
desenvolvimento e a aprendizagem estão interligados desde o primeiro ano de vida 
da criança. 
 Para Piaget (1991), um grande defensor da concepção construtivista, o 
desenvolvimento e a aprendizagem do ser humano estão muito relacionados não só 
com o ambiente, mas também com as relações pessoais e a influência da cultura. 
Ou seja, ao nascer à criança é capaz de se adaptar ao meio e a realidade para 
conviver em sociedade. Nesse sentido Piaget buscou estruturar sua teoria de 
desenvolvimento mental no processo de acomodação e assimilação. Tratase de um 
processo gradual em que a criança vai se capacitando seguindo uma sequência 
lógica. Assim sendo o incentivo a leitura dos contos de fadas na educação infantil 
faz-se importante a criança aprende a avaliar fatos, personagens, comportamentos e 
atitudes. 
 Para Coelho (2000), a literatura é uma forma de linguagem que 
contribui com o desenvolvimento e organização de pensamento, pois a fala dos 
personagens se tornam significativas para o receptor, uma vez que, os contextos das 
histórias estão relacionados com a realidade. De acordo com Pereira (2010), os contos 
de fadas estão envolvidos no maravilhoso universo que denota fantasia, partindo 
sempre duma situação real, concreta lidando com emoçõesque qualquer criança já 
vive. Porque se passa num lugar que é apenas esboçado fora dos limites do tempo e 
do espaço, mas onde qualquer um pode caminhar. Porque todo esse processo é vivido 
através da fantasia e do imaginário, com intervenção de entidades fantásticas como, 
bruxas, fadas, duendes, animais falantes, plantas sabias, entre outras. 
 Portanto a literatura tem um papel importantíssimo no que diz 
respeito à aquisição de conhecimento das crianças, uma vez que, pode despertar nas 
crianças as habilidades de refletir, escutar opiniões diversas, questionar e reformular 
o seu pensamento através da interação com a leitura. Bettetlheim (2002), afirma que: 
"Quanto mais tentei entender a razão destas estórias terem tanto êxito no 
enriquecimento da vida interior da criança, tanto mais percebi que estes 
contos, num sentido bem mais profundo do que outros tipos de leitura 
 
 
começam onde a criança realmente se encontra no seu ser psicológico e 
emocional. Falam de suas pressões internas graves de um modo que ela 
inconscientemente compreende e sem menosprezar as lutas interiores mais 
sérias que o crescimento pressupõe- oferecem exemplos tanto soluções 
temporárias quanto permanentes para dificuldades prementes”. (Bettelheim, 
2002, p. 6) 
Trabalhar os contos de fadas é uma forma de estimular os alunos a despertar o gosto 
pela leitura, através do encantamento percebendo seus diferentes valores literários. A 
leitura de mundo fantasioso e mágico faz com que a criança associe ou diferencie os 
acontecimentos de sua vida real, fazendo suas preferências e formando seus próprios 
conceitos. 
 Na Educação a apresentação da leitura tem por obrigação de vir 
acompanhada de entusiasmo pelo professor, e este, deve atuar como mediador para 
que a leitura se desenvolva com todo vigor entre os pequenos. “Para formar leitores 
devemos ter paixão pela leitura”. (KLEIMAN, 2007, p. 15). Ao ouvir a leitura ou relato 
de uma história, as crianças, mesmo caladas, participam ativamente do enredo 
narrativo, conseguem caracterizar as personagens e comunga da linguagem em que 
o relato vai sendo feito. 
 O primeiro contato com a leitura deve ser uma fonte de 
entretenimento, prazer e valorização da própria leitura. Algumas crianças têm a sorte 
de morar num lar que a leitura faz-se presente desde berço. Outras só têm a sorte de 
encontrá-la ao chegar à escola. É muito importante que pais e professores valorizem 
e incentivem o ato de ler. É comum observarmos crianças da Educação Infantil que 
têm exemplos de leitores em casa, pegar um livro e começar a lê-lo sem saber ler. 
Segundo Lajolo (2002, p. 7): 
“quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida, mas 
intensamente se lê, numa espiral quase sem fim, que pode e deve começar 
na escola, mas não pode (nem costuma) encerrar-se nela”. 
O incentivo ou estímulo é a peça-chave para formar leitores. O tempo que o professor 
tem em contato com as crianças dentro da escola é muito valioso e durante esse 
tempo, ele deve propor situações para que estas possam tornar-se leitores 
apaixonados pela leitura. Como explica Micotti (2009, p. 103), 
 [...] a leitura instrui as crianças a serem mais críticas, a discernir, a se tornarem 
viajantes do mundo, e assim se tornarem a cada dia mais leitoras e, ao 
mesmo tempo, ela proporciona prazer, contentamento diante de histórias 
fantásticas, contos fantasiosos. Essa é a verdadeira função da leitura: instruir 
e oferecer prazer. 
 
 
 
 Diante dessas possibilidades, Coelho (2000) explana que a literatura tem uma função 
primordial a realizar nesta sociedade em desenvolvimento, ou seja, ser agente de 
formação, sendo espontaneamente por meio do leitor/livro, seja na interação 
leitor/texto motivado pela escola. 
 
 Segundo os PCNs, 1997, p.58: “para tornar os alunos bons leitores 
para desenvolver, muito mais do que a capacidade de ler, o gosto e o compromisso 
com a leitura – a escola terá de mobilizá-los internamente, pois aprender a ler (e 
também ler para aprender) requer esforço”. Esse esforço deve ser entendido como do 
professor na tentativa de fazer uma apresentação da leitura de forma cativante, 
despertando nas crianças curiosidades, simpatia e admiração pelo livro. Também deve 
ser entendido como do aluno, no sentido dele querer aprender a ler, gostar de ler e 
também dos incentivos dos pais que fará diferença na formação de crianças leitoras. 
De acordo com o Referencial curricular nacional para a Educação Infantil, 1998, p.135: 
O ato de ler é cultural. Quando o professor faz uma seleção prévia da história 
que irá contar para as crianças, independente da idade delas, dando atenção 
para a inteligibilidade e riqueza do texto para a beleza das ilustrações, ele 
permite às crianças construírem um sentimento de curiosidade pelo livro (ou 
revista, gibi, etc) e pela escrita. 
É interessante que os professores da Educação Infantil organizem um ambiente 
especial para os livros na sala de aula, criem rodas de leituras, num clima 
aconchegante e prepare um ambiente que entusiasme os alunos, fazendo com que 
eles construam uma relação prazerosa com a leitura. Os professores podem e devem 
ler contos de fadas para cativar as crianças. 
 A literatura infantil é uma arte capaz de propiciar ao leitor diferentes 
experiências: tanto pode fazer com que ele transcenda o espaço real e adentre o 
universo imaginário como, também, levá-lo a experimentar o medo, a solidão e a 
tristeza, mesclando fantasia e realidade. É nesse mundo de sonhos que o ato criador 
desabrocha, podendo o leitor ser provocado e criar ou recriar outras histórias, sentindo, 
então, a necessidade de fazer parte dessa construção de forma periódica, ou seja, no 
seu dia a dia. 
 
 
 A criança, por meio da literatura, desenvolve as capacidades 
psicossociais necessárias para sua vida adulta. A maneira como esse processo é 
trabalhado durante a Educação Infantil possui fundamental importância, visto que, 
conforme assevera Coelho (2009), durante esse período, a criança é conduzida a se 
identificar, a se ver como herói bom e belo, não por sua bondade ou beleza, mas por 
perceber nele a própria personificação de seus problemas infantis, como seu 
inconsciente desejo de bondade e beleza e, sobretudo, sua necessidade de 
segurança e proteção. Desse modo, domina o medo que a impossibilita de encarar os 
perigos e ameaças que pressente à sua volta, podendo atingir, progressivamente, o 
equilíbrio adulto. 
 De acordo com Cagneti (2008), é na faixa etária dos quatro/cinco 
anos que a criança descobre que é capaz de inventar e registrar seu invento, 
escrevendo, desenhando ou construindo. Por isso, é necessário que se criem espaços 
onde ela possa exercitar o processo criador: imaginar, criar, construir e registrar. 
Prosseguindo, a autora nos explica que, se de um lado a experiência ajuda a fantasia, 
isto é, a partir do que se conhece, experimenta-se algo do que é relatado ou lido; de 
outro, a fantasia enriquece a experiência, visto que, ao se defrontar com o registro 
literário de um acontecimento alegre ou triste, imediatamente se reage a ele, 
elaborando uma imagem correspondente, completando ou complementando o real na 
imaginação. Destarte, fantasia e realidade se interagem, produzindo novas 
experiências e emoções. 
 Bettelheim (2012) assegura que, por meio do conto de fadas, a 
criança tem vivências marcantes na vida, fato que contribui para o seu 
desenvolvimento. À medida que diverte a criança, o conto de fadas lhe oferta 
esclarecimentos referentes à sua própria existência, auxiliando, pois, a formação de 
sua personalidade. Complementando, Cagneti (2008)afirma que as histórias lidas ou 
contadas constituem sempre uma fonte de sentimentos e emoções que não acabam 
quando chegam ao fim. A história incorpora-se na mente da criança como um alimento 
de sua imaginação criadora, abrindo caminhos para as suas próprias produções. 
 À vista disso, o conto de fadas torna-se ferramenta e/ou instrumento 
imprescindível na Educação Infantil. Construído por meio de uma linguagem 
metafórica, polissêmica e plurissignificativa, esse gênero se liga ao pensamento fértil 
da criança, impulsionando-a a refletir sobre sua vida, posto que, ao ouvir ou ler um 
 
 
conto de fadas, concomitantemente, protagoniza-se nesse processo, vê-se 
personagem principal desse instigante enredo que trata de múltiplos dilemas pelos 
quais o homem passa. E, assim, advém a contribuição da Psicanálise dos contos de 
fadas na Educação Infantil, por analisar os significados simbólicos dos contos 
maravilhosos, corroborando, desse modo, a função desse gênero nas instituições de 
ensino. 
 Maia (2007) argumenta que a leitura, seja pela força obrigatória da 
tradição, seja pelo seu reconhecimento como instrumento de integração e participação 
nos quadros culturais da sociedade em que vive, seja ainda, pelo êxito e difusão dos 
ideais democráticos, ou por tudo isso em conjunto, tanto nas escolas de ontem como 
nas de hoje, tanto nas escolas tradicionais de “ler, escrever e contar”, quanto nas 
escolas progressivas, cuja finalidade essencial é a formação da criança, vem sendo 
sempre considerada como sério problema. E isso ocorre porque tal prática possui uma 
dimensão funcional que transcende o Ensino Fundamental, que ultrapassa o Ensino 
Médio, que vai além mesmo do Ensino Superior, estendendo-se pela vida afora, por 
ser técnica fundamental da cultura. 
. 
 
 
5.1 METODOLOGIA 
 A metodologia deste projeto visa alcançar os objetivos propostos, utilizando 
atividades que envolvam ludicidade, criatividade, imaginação e, principalmente, que 
despertem o gosto pela leitura. O projeto será realizado ao longo de duas semanas, 
com atividades nos dois últimos horários das aulas. 
 
• 1ª Semana: 
• Segunda-feira: A professora fará a leitura do conto "Chapeuzinho Vermelho" para 
as crianças, seguida de uma roda de conversa para discutir o que os alunos 
compreenderam, trabalhando a oralidade. 
• Terça-feira: Leitura compartilhada. A professora distribuirá cópias da história e 
iniciará a leitura, passando a vez para os alunos continuarem. Em casa, os alunos 
deverão reler a história. Atividades de interpretação serão realizadas para praticar 
a escrita. 
• Quarta-feira: Exibição do filme "Chapeuzinho Vermelho" no auditório, promovendo 
o uso da tecnologia. 
• Quinta-feira: Discussão sobre os valores presentes no conto (responsabilidade, 
bondade, solidariedade, amor, obediência e confiança). Os alunos, divididos em 
grupos, criarão cartazes sobre esses valores, estimulando a criatividade e a 
oralidade. 
• Sexta-feira: Apresentação dos cartazes pelos grupos. A professora mediará a 
discussão sobre os valores trabalhados e orientará os alunos sobre a importância 
de manterem vínculos com os pais e responsáveis, abordando temas como 
violência e abuso. 
 
• 2ª Semana: 
• Segunda-feira: Revisão das atividades da semana anterior. Atividades impressas 
serão oferecidas para relembrar os valores discutidos. A professora explicará sobre 
o teatro que acontecerá no encerramento do projeto e escolherá os alunos que 
participarão da apresentação. 
 
 
• Terça-feira: Início dos ensaios para o teatro na biblioteca, com auxílio da 
bibliotecária. Os demais alunos realizarão um ditado de palavras da história, 
praticando a ortografia. 
• Quarta-feira: Ensaios para o teatro. Os demais alunos ouvirão músicas e pintarão 
desenhos dos personagens. Haverá um espaço para recontar a história. Os alunos 
levarão um bilhete convidando os pais para o encerramento do projeto. 
• Quinta-feira: Ensaio final no auditório. Os alunos que não participarem do ensaio 
brincarão no pátio sob supervisão. A professora e a bibliotecária ornamentarão o 
auditório. 
• Sexta-feira: Encerramento do projeto no auditório. A professora agradecerá a 
participação de todos e apresentará os convidados. O psicólogo convidado fará 
uma palestra sobre a importância da ligação entre família e criança. Em seguida, 
haverá a apresentação do teatro e um vídeo com momentos registrados durante o 
projeto. O evento será encerrado com um lanche para todos os presentes. 
 
 
5.2 CRONOGRAMA 
 
 
Turmas 1 °Semana 
De segunda-feira à 
sexta-feira: 
° Semana 2 
De segunda-feira à 
quinta-feira: 
2 ° Semana 
Sexta-feira: 
5 ° ano do 
Ensino 
Fundamenta 
l I (anos 
iniciais) 
 Atividades em 
sala. 
 Filme no 
auditório. 
 Atividades em sala 
 Brincadeiras no 
pátio 
Enceramento 
do projeto. 
 
 
5.3 RECURSOS 
 Recursos Humanos: 
Professores, auxiliares, coordenadores, supervisores e alunos. 
Recursos Materiais: 
Papel; 
Caneta; 
Data show; 
Maquina Fotográfica; 
Caixa de som; 
Xerox; 
Bloco para anotações; 
Tinta Guache; 
Cola; 
Tesoura; 
Cartolina; 
Livros; 
Impressão de fotos ilustrativas. 
 
AVALIAÇÃO 
 A avaliação configura-se como uma ferramenta essencial para 
analisar se os objetivos propostos foram alcançados. Para isso, é necessário que o 
docente acompanhe todo o processo, observando o envolvimento dos alunos na 
execução das atividades, suas participações e o interesse demonstrado em relação 
ao que foi apresentado. A avaliação será contínua e formativa, considerando a 
participação ativa dos alunos nas atividades propostas, como leituras, discussões, 
apresentações e ensaios. Além disso, será avaliado o interesse e engajamento dos 
alunos pelas atividades de leitura e pela história trabalhada, bem como seu 
engajamento nas tarefas. O desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita, 
oralidade e interpretação dos alunos ao longo do projeto também será analisado. A 
criatividade e a capacidade de expressão dos alunos nas atividades de produção de 
cartazes, recontos e apresentações teatrais serão observadas. 
 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 As historias são uma ferramenta poderosa no desenvolvimento 
infantil, permitindo que as crianças explorem um mundo de fantasia repleto de cores, 
personagens e aventuras. Durante a infância, as crianças têm uma capacidade natural 
de sonhar, imaginar e fantasiar, o que as ajuda a expressar seus sentimentos, 
percepções e sensações. Ao chegarem à escola, elas estão ansiosas por novas 
descobertas, desejando desbravar mistérios, compartilhar vivências e construir novos 
conhecimentos. 
A literatura infantil, especialmente os contos de fadas, desempenha um papel crucial 
nesse processo. Histórias como "Chapeuzinho Vermelho", "Branca de Neve", 
"Cinderela" e "Os Três Porquinhos" fazem parte das memórias de várias gerações e 
cada uma delas possui uma finalidade educativa. No caso de "Chapeuzinho Vermelho", 
por exemplo, a narrativa ensina sobre as consequências de não obedecer às 
orientações dos pais, mostrando que ações têm repercussões. 
Ao se conectar com esse universo, a criança aprende valores importantes como 
obediência, solidariedade, autonomia e a lidar com conflitos. Além disso, a leitura de 
contos de fadas contribui para a formação de futuros leitores, proporcionando prazer 
e descobertas a cada nova história. Ouvir histórias é fundamental para a construção 
da linguagem, ideias, valores e sentimentos, ajudando as crianças a enfrentar suas 
culpas, desejos e medos. 
As historias podem ser utilizados de diversas maneiras e em diferentes metodologias, 
sempre com o objetivo de estimular o hábito da leitura e aguçar a imaginação das 
crianças. Eles não apenas entretêm,mas também educam, oferecendo modelos de 
comportamento e soluções para problemas que as crianças podem enfrentar em suas 
vidas. Portanto, a literatura infantil é uma ferramenta essencial para o 
desenvolvimento integral das crianças, preparando-as para a adolescência e a vida 
adulta com uma base sólida de valores e conhecimentos. 
 
 
Finalmente, podemos afirmar que os contos de fadas são um recurso valioso na 
educação infantil, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social 
das crianças. Ao integrar a literatura infantojuvenil ao currículo escolar e criar um 
ambiente que valorize e incentive o hábito de ler, estamos promovendo a formação de 
leitores críticos e reflexivos, capazes de enfrentar os desafios do mundo 
contemporâneo com criatividade e sensibilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil, Gostosuras e Bobices. São Paulo: 
Scipione, 1994. 
ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 
2009. 
BALDI, E. Leitura nas séries iniciais: uma proposta para formação de leitores 
de leitura. Porto Alegre: Projeto, 2009. 
BETTELHEIM, B. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra: 
2012. 
BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e 
terra, 2004. 
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação 
 
 
Fundamental. Referencial curricular para a educação infantil. Brasília: 
1998. . Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa (1ª a 4ª série), 
Brasília, 1997. 
BRASIL, Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da 
Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 
1998. (Volumes 1, 2, 3). 
CAGNETI, S. de S. Livro que te quero livre. Rio de Janeiro: Nórdica, 2008. 
COELHO, N.N. Literatura infantil. São Paulo: Moderna, 2000. COELHO, B. Contar 
histórias: Uma arte sem idade. São Paulo: Ática, 2007. 
COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil, teoria, análise, didática. 1ª ed. – São 
Paulo. Moderna, 2000. 
COELHO, Silmara. O Processo de Letramento na Educação Infantil. Pedagogia 
em ação, v. 2, n. 2, p. 1-117, nov. 2010. Semestral. Disponível em: 
http://ws4.pucminas.br. Acesso em: 26/09/2021. 
COUTINHO, Afrânio. A Literatura no Brasil. 4. ed. ver. e atual. São Paulo: Global, 
1997. 
DUBOIS, Maria Arminda Muniz Duquesnois. A Contação de histórias na biblioteca 
escolar. 2014, 
Rio de Janeiro. Disponível em: 
http:www2.unirio.br/unirio/cctts/eb/tccMatiaArminsaDubois-2014pdf. Acesso em: 28 
/09/2021. 
FREIRE, P. A Importância do Ato de Ler. São Paulo: Cortez, 1988. KAUFMAN, Ana 
MarÍa & RODRÍGUEZ, María Elena. Escola, leitura e Produção de textos. Porto 
/alegre: Artes Médicas, 2005. 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica 
educativa. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997. 
KHÉDE, Sonia Salmão. Personagens da Literatura Infanto-Juvenil. São Paulo: 
Ática, 1986. 
KLEIMAN, Angela. Oficina de Leitura: teoria e prática. 11ª Edição, Campinas, SP: 
Pontes, 2007. 
LAJOLO, Marisa. Do Mundo da Leitura para a Leitura do Mundo. 6ª ed. São Paulo: 
Ática, 2002. 
MACHADO, Irene A. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. MAIA, 
J. Literatura na formação de leitores e professores. São Paulo: Paulinas, 2007. 
MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. 19, ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. 
http://ws4.pucminas.br/
 
 
MICOTTI, M.C. de O. Leitura e escrita: como aprender com êxito por meio da 
pedagogia por projetos. São Paulo: Contexto, 2009. 
PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 
1991. Disponível em: http://atividadeparaeducacaoespecial.com. Acesso em: 
14/10/2021. 
ROCHA, Ruth. Contos para rir e sonhar. São Paulo: Salamandra, 2003. 
SOARES, Magda. Como fica a alfabetização e o letramento durante a pandemia? 
Futura, 08 set.2020. Entrevista concedida a Emy Lobo. 
Disponível em:. Acesso em: 25/09/2021. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para 
apresentação de trabalhos. 2. ed. Curitiba: UFPR, 1992. v. 2. 
VILLARDI, Raquel. Ensinando a gostar de ler e formando leitores para a vida 
inteira. Rio de Janeiro: Qualitymark/Dunya Ed., 1999. 
VYGOSTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1996. 
Disponível em: http://ediciplinas.usp.com. Acesso em: 10/10/2021. 
http://atividadeparaeducacaoespecial.com/
http://atividadeparaeducacaoespecial.com/
http://ediciplinas.usp.com/
http://ediciplinas.usp.com/
	INTRODUÇÃO
	1TEMA
	2JUSTIFICATIVA
	3PARTICIPANTES
	4OBJETIVOS
	Específicos
	6 REFERENCIAL TEÓRICO
	5.1 METODOLOGIA
	5.2 CRONOGRAMA
	5.3 RECURSOS
	AVALIAÇÃO
	CONSIDERAÇÕES FINAIS
	REFERÊNCIAS

Mais conteúdos dessa disciplina