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SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA SUSANY MARTINS DE SOUSA PROJETO DE ENSINO EM PEDAGOGIA Importância na Leitura e na Formação Integral dos Alunos no Ensino Brasília de Minas 2021 Sumario INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3 1 ........................................................................................................................... TEMA ..................................................................................................................................... 3 2 ........................................................................................................... JUSTIFICATIVA ..................................................................................................................................... 4 3 ........................................................................................................ PARTICIPANTES ..................................................................................................................................... 5 4 ................................................................................................................ OBJETIVOS ..................................................................................................................................... 7 Específicos ............................................................................................................... 7 6 REFERENCIAL TEÓRICO ...................................................................................... 8 5.1 METODOLOGIA .............................................................................................. 15 5.2 CRONOGRAMA .............................................................................................. 16 5.3 RECURSOS..................................................................................................... 17 AVALIAÇÃO ........................................................................................................... 17 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 18 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 19 INTRODUÇÃO A literatura infantojuvenil desempenha um papel crucial no desenvolvimento educacional e moral das crianças. Através da leitura, os alunos não apenas adquirem conhecimento e habilidades de linguagem, mas também assimilam valores importantes para sua formação integral. Este projeto de ensino tem como objetivo explorar a utilização da literatura infantojuvenil no processo de ensino e aprendizagem, destacando sua importância na formação de indivíduos críticos e emancipados. A leitura deve ser incentivada tanto pela família quanto pela escola desde a educação infantil, para que se torne um hábito prazeroso e enriquecedor. O estudo está estruturado da seguinte forma: a introdução apresenta o projeto; a apresentação do tema discute a importância da literatura infantojuvenil; a justificativa explica a relevância do tema; os participantes indicam a quem o projeto é destinado; os objetivos descrevem as metas a serem alcançadas; a problematização expõe o problema a ser investigado; o referencial teórico fundamenta o projeto; a metodologia detalha o desenvolvimento do projeto; o cronograma organiza as atividades propostas; os recursos utilizados são listados; a avaliação descreve os critérios de sucesso; e, finalmente, as considerações finais encerram o estudo. 1TEMA O tema deste projeto de ensino é "A Utilização da Literatura Infantojuvenil para o Processo de Ensino e Aprendizagem". Este tema foi escolhido devido à sua relevância no desenvolvimento integral das crianças, tanto no aspecto cognitivo quanto emocional. A literatura infantojuvenil oferece uma rica fonte de histórias e personagens que ajudam as crianças a compreender o mundo ao seu redor, desenvolver habilidades de leitura e escrita, e assimilar valores importantes. A escolha de autores de literatura infantojuvenil é crucial para o sucesso deste projeto. Autores renomados como Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ana Maria Machado e Ziraldo, entre outros, têm uma vasta produção literária que aborda temas variados e relevantes para o público infantil. Suas obras são reconhecidas pela qualidade literária e pela capacidade de engajar e educar os jovens leitores. Monteiro Lobato, por exemplo, é conhecido por suas histórias que misturam fantasia e realidade, estimulando a imaginação das crianças e promovendo reflexões sobre a sociedade. Ruth Rocha e Ana Maria Machado, por sua vez, abordam temas como diversidade, inclusão e cidadania, contribuindo para a formação de valores éticos e sociais. Ziraldo, com seu humor característico, consegue cativar os leitores e despertar o interesse pela leitura de forma lúdica e prazerosa. A literatura infantojuvenil, quando bem escolhida e integrada ao currículo escolar, pode ser uma ferramenta eficaz para abordar temas complexos de maneira acessível e envolvente. A criança não nasce gostando da leitura, na verdade ela aprende a gostar através dos estímulos e incentivos, seja dos professores ou da família. Dessa forma, faz-se necessário buscar estratégias de incentivo de forma que as crianças tenham experiências positivas em relação à leitura. Cabe aos pais e professores apresentar a leitura de forma cativante despertando na criança, curiosidade, simpatia e admiração pelos livros. 2JUSTIFICATIVA A leitura é fundamental na formação integral do sujeito, justificando a relevância de abordar a temática apresentada neste estudo. Por meio da leitura, examinamos nossos próprios valores e conhecimentos em comparação com os dos outros. Assim como as pessoas, os livros podem ser surpreendentes, formar e informar leitores, transportar-nos para outros mundos possíveis e fazer de nós indivíduos aprendizes e mestres. Escutar histórias é o início da aprendizagem para ser um bom leitor, proporcionando um caminho infinito de descobertas e compreensão do mundo. A literatura infantojuvenil, em particular, desempenha um papel crucial no desenvolvimento das crianças. Através das histórias, a imaginação é aguçada, despertando a curiosidade que é prontamente respondida no decorrer da leitura. Essas histórias permitem que as crianças descubram um vasto mundo de conflitos, impasses e soluções, vivenciados de diferentes maneiras pelos personagens. Dessa forma, a leitura de obras infantojuvenis na educação infantil é essencial para a formação das crianças, permitindo que elas se informem sobre a vida e os ambientes que as cercam. O primeiro contato que a criança tem com a leitura é através da audição, quando alguém lê para ela. É por meio dessa prática que a leitura se apresenta à criança. Segundo Villardi (1999, p. 11): “Há que se desenvolver o gosto pela leitura, a fim de que possamos formar um leitor para toda a vida”. Quando chega à escola, a criança encontra, através da leitura, um mundo mágico, habitado por seres incríveis que capturam sua atenção. "A leitura é uma das formas mais importantes de se adquirir conhecimento e desenvolver a imaginação." – Ruth Rocha (Rocha, 2010, p. 34) . Por esse motivo, é função primordial da escola ensinar a ler. 3PARTICIPANTES Este projeto é voltado para a linha da docência e se destina ao segmento do Ensino Fundamental, sendo trabalhado em uma turma específica. O projeto conta com a participação de diversos atores essenciais para o sucesso do processo de ensino e aprendizagem, incluindo: • Alunos: Os principais beneficiários doprojeto, que participarão ativamente das atividades de leitura e discussão das obras literárias. • Professores: Responsáveis por mediar as atividades, orientar os alunos e promover o gosto pela leitura através de estratégias pedagógicas eficazes. • Equipe Pedagógica: Encarregada de apoiar os professores na elaboração e implementação das atividades, garantindo a coerência e a qualidade do projeto. • Equipe Gestora: Composta por diretores e coordenadores, que fornecerão suporte administrativo e logístico, além de monitorar o andamento do projeto. • Família: Envolvida no processo de incentivo à leitura em casa, colaborando com a escola para criar um ambiente propício ao desenvolvimento do hábito de ler. 4OBJETIVOS Geral • Incentivar o gosto pela leitura, estimulando a oralidade e a escrita, promovendo o desenvolvimento integral dos alunos. Específicos ● Desenvolver aulas interativas e envolventes: Utilizar contos de fadas para criar atividades lúdicas que despertem o interesse e a participação ativa das crianças. ● Aguçar a curiosidade, criatividade e imaginação: Propor atividades que incentivem as crianças a explorar novas ideias e expressar suas próprias histórias e pensamentos. ● Aprimorar o vocabulário: Introduzir novas palavras e expressões através da leitura e discussão dos contos, ampliando o repertório linguístico dos alunos. ● Trabalhar a motricidade fina e o tato: Incorporar atividades manuais, como ilustrações e artesanato, relacionadas aos contos de fadas, para desenvolver habilidades motoras. ● Promover a musicalidade: Integrar músicas e canções relacionadas aos contos de fadas, estimulando a percepção rítmica e melódica das crianças. No contexto atual, a tecnologia tem se tornado cada vez mais presente na vida das crianças, oferecendo fácil acesso a jogos eletrônicos e vídeos que muitas vezes substituem o hábito da leitura. Esse cenário apresenta um desafio significativo para a escola, que precisa encontrar maneiras eficazes de incentivar o gosto pela leitura desde a infância. A leitura é uma habilidade fundamental que vai além da simples decodificação de palavras; ela envolve a compreensão e a interpretação do mundo ao nosso redor. Como afirma Rubem Alves, "Ler é brincar. Um livro é um brinquedo feito com letras" (Alves, 2003, p. 45). Essa capacidade de explorar e entender o ambiente é essencial para o desenvolvimento cognitivo e emocional. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Língua Portuguesa (BRASIL, 1998) destacam a importância da leitura na construção do conhecimento e no desenvolvimento das habilidades e competências dos alunos. A leitura não só facilita a escrita, mas também desempenha um papel crítico e social, permitindo que as crianças façam escolhas informadas e desenvolvam uma visão crítica da realidade. A literatura infantojuvenil, em particular, oferece uma oportunidade única para engajar as crianças em histórias que refletem suas próprias experiências e emoções. Ao compartilhar essas histórias, as crianças não apenas desenvolvem suas habilidades de leitura, mas também adquirem uma compreensão mais profunda do mundo e de si mesmas. Portanto, é essencial que a escola implemente estratégias que promovam a leitura de forma atrativa e significativa, integrando a literatura infantojuvenil ao currículo e criando um ambiente que valorize e incentive o hábito de ler. 6 REFERENCIAL TEÓRICO A leitura desempenha um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. Desde os primeiros anos de vida, o contato com os livros e histórias contribui para a formação de habilidades essenciais para a alfabetização e a aprendizagem. Segundo Brites (2020), a leitura na educação infantil ajuda a desenvolver habilidades de alfabetização, amplia o vocabulário, favorece a concentração e estimula a criatividade e a imaginação A literatura infantojuvenil, em particular, oferece uma rica fonte de histórias que refletem as experiências e emoções das crianças, ajudando-as a compreender o mundo ao seu redor. De acordo com Fernandes (2017), a literatura infantil é um meio eficaz para o desenvolvimento socioemocional das crianças, pois permite que elas explorem e compreendam suas próprias emoções e as dos outros. Além disso, a leitura de histórias promove a empatia, ao colocar as crianças em contato com diferentes perspectivas e realidades. Vygotsky (1996) destaca que a aprendizagem está intimamente relacionada aos estímulos recebidos do ambiente externo. Através da interação com os livros e histórias, as crianças internalizam conhecimentos e constroem sua visão de mundo. Esse processo de aprendizagem é mediado pela linguagem, que desempenha um papel crucial no desenvolvimento cognitivo e social Piaget (1991) também enfatiza a importância das interações sociais e culturais no desenvolvimento infantil. Segundo ele, a criança aprende e se desenvolve através da assimilação e acomodação de novas informações, em um processo contínuo de adaptação ao meio. A literatura infantojuvenil, ao apresentar diferentes contextos e personagens, contribui para esse processo de construção do conhecimento e da identidade A contação de histórias é uma prática valiosa na educação infantil, pois incentiva a criatividade, a expressão e a interação entre os colegas. Coelho (2010) afirma que a interação proporcionada pela leitura traz segurança para a criança se expressar e possibilita a descoberta de diferentes gêneros culturais. Além disso, a leitura compartilhada fortalece os vínculos entre pais, professores e alunos, criando um ambiente propício ao desenvolvimento do hábito de ler. Para incentivar a leitura, é essencial que a escola e a família criem estratégias que tornem esse momento prazeroso e significativo. Segundo Kleiman (2007), “para formar leitores, devemos ter paixão pela leitura”. O entusiasmo do professor e dos pais ao apresentar os livros é fundamental para despertar a curiosidade e o interesse das crianças pela leitura. Portanto, a literatura infantojuvenil tem um papel crucial na formação integral das crianças, promovendo o desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais. Ao integrar a leitura ao currículo escolar e criar um ambiente que valorize e incentive o hábito de ler, contribuímos para a formação de leitores críticos e reflexivos, preparados para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Nesse sentido, o desenvolvimento e a aprendizagem estão interligados desde o primeiro ano de vida da criança. Para Piaget (1991), um grande defensor da concepção construtivista, o desenvolvimento e a aprendizagem do ser humano estão muito relacionados não só com o ambiente, mas também com as relações pessoais e a influência da cultura. Ou seja, ao nascer à criança é capaz de se adaptar ao meio e a realidade para conviver em sociedade. Nesse sentido Piaget buscou estruturar sua teoria de desenvolvimento mental no processo de acomodação e assimilação. Tratase de um processo gradual em que a criança vai se capacitando seguindo uma sequência lógica. Assim sendo o incentivo a leitura dos contos de fadas na educação infantil faz-se importante a criança aprende a avaliar fatos, personagens, comportamentos e atitudes. Para Coelho (2000), a literatura é uma forma de linguagem que contribui com o desenvolvimento e organização de pensamento, pois a fala dos personagens se tornam significativas para o receptor, uma vez que, os contextos das histórias estão relacionados com a realidade. De acordo com Pereira (2010), os contos de fadas estão envolvidos no maravilhoso universo que denota fantasia, partindo sempre duma situação real, concreta lidando com emoçõesque qualquer criança já vive. Porque se passa num lugar que é apenas esboçado fora dos limites do tempo e do espaço, mas onde qualquer um pode caminhar. Porque todo esse processo é vivido através da fantasia e do imaginário, com intervenção de entidades fantásticas como, bruxas, fadas, duendes, animais falantes, plantas sabias, entre outras. Portanto a literatura tem um papel importantíssimo no que diz respeito à aquisição de conhecimento das crianças, uma vez que, pode despertar nas crianças as habilidades de refletir, escutar opiniões diversas, questionar e reformular o seu pensamento através da interação com a leitura. Bettetlheim (2002), afirma que: "Quanto mais tentei entender a razão destas estórias terem tanto êxito no enriquecimento da vida interior da criança, tanto mais percebi que estes contos, num sentido bem mais profundo do que outros tipos de leitura começam onde a criança realmente se encontra no seu ser psicológico e emocional. Falam de suas pressões internas graves de um modo que ela inconscientemente compreende e sem menosprezar as lutas interiores mais sérias que o crescimento pressupõe- oferecem exemplos tanto soluções temporárias quanto permanentes para dificuldades prementes”. (Bettelheim, 2002, p. 6) Trabalhar os contos de fadas é uma forma de estimular os alunos a despertar o gosto pela leitura, através do encantamento percebendo seus diferentes valores literários. A leitura de mundo fantasioso e mágico faz com que a criança associe ou diferencie os acontecimentos de sua vida real, fazendo suas preferências e formando seus próprios conceitos. Na Educação a apresentação da leitura tem por obrigação de vir acompanhada de entusiasmo pelo professor, e este, deve atuar como mediador para que a leitura se desenvolva com todo vigor entre os pequenos. “Para formar leitores devemos ter paixão pela leitura”. (KLEIMAN, 2007, p. 15). Ao ouvir a leitura ou relato de uma história, as crianças, mesmo caladas, participam ativamente do enredo narrativo, conseguem caracterizar as personagens e comunga da linguagem em que o relato vai sendo feito. O primeiro contato com a leitura deve ser uma fonte de entretenimento, prazer e valorização da própria leitura. Algumas crianças têm a sorte de morar num lar que a leitura faz-se presente desde berço. Outras só têm a sorte de encontrá-la ao chegar à escola. É muito importante que pais e professores valorizem e incentivem o ato de ler. É comum observarmos crianças da Educação Infantil que têm exemplos de leitores em casa, pegar um livro e começar a lê-lo sem saber ler. Segundo Lajolo (2002, p. 7): “quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida, mas intensamente se lê, numa espiral quase sem fim, que pode e deve começar na escola, mas não pode (nem costuma) encerrar-se nela”. O incentivo ou estímulo é a peça-chave para formar leitores. O tempo que o professor tem em contato com as crianças dentro da escola é muito valioso e durante esse tempo, ele deve propor situações para que estas possam tornar-se leitores apaixonados pela leitura. Como explica Micotti (2009, p. 103), [...] a leitura instrui as crianças a serem mais críticas, a discernir, a se tornarem viajantes do mundo, e assim se tornarem a cada dia mais leitoras e, ao mesmo tempo, ela proporciona prazer, contentamento diante de histórias fantásticas, contos fantasiosos. Essa é a verdadeira função da leitura: instruir e oferecer prazer. Diante dessas possibilidades, Coelho (2000) explana que a literatura tem uma função primordial a realizar nesta sociedade em desenvolvimento, ou seja, ser agente de formação, sendo espontaneamente por meio do leitor/livro, seja na interação leitor/texto motivado pela escola. Segundo os PCNs, 1997, p.58: “para tornar os alunos bons leitores para desenvolver, muito mais do que a capacidade de ler, o gosto e o compromisso com a leitura – a escola terá de mobilizá-los internamente, pois aprender a ler (e também ler para aprender) requer esforço”. Esse esforço deve ser entendido como do professor na tentativa de fazer uma apresentação da leitura de forma cativante, despertando nas crianças curiosidades, simpatia e admiração pelo livro. Também deve ser entendido como do aluno, no sentido dele querer aprender a ler, gostar de ler e também dos incentivos dos pais que fará diferença na formação de crianças leitoras. De acordo com o Referencial curricular nacional para a Educação Infantil, 1998, p.135: O ato de ler é cultural. Quando o professor faz uma seleção prévia da história que irá contar para as crianças, independente da idade delas, dando atenção para a inteligibilidade e riqueza do texto para a beleza das ilustrações, ele permite às crianças construírem um sentimento de curiosidade pelo livro (ou revista, gibi, etc) e pela escrita. É interessante que os professores da Educação Infantil organizem um ambiente especial para os livros na sala de aula, criem rodas de leituras, num clima aconchegante e prepare um ambiente que entusiasme os alunos, fazendo com que eles construam uma relação prazerosa com a leitura. Os professores podem e devem ler contos de fadas para cativar as crianças. A literatura infantil é uma arte capaz de propiciar ao leitor diferentes experiências: tanto pode fazer com que ele transcenda o espaço real e adentre o universo imaginário como, também, levá-lo a experimentar o medo, a solidão e a tristeza, mesclando fantasia e realidade. É nesse mundo de sonhos que o ato criador desabrocha, podendo o leitor ser provocado e criar ou recriar outras histórias, sentindo, então, a necessidade de fazer parte dessa construção de forma periódica, ou seja, no seu dia a dia. A criança, por meio da literatura, desenvolve as capacidades psicossociais necessárias para sua vida adulta. A maneira como esse processo é trabalhado durante a Educação Infantil possui fundamental importância, visto que, conforme assevera Coelho (2009), durante esse período, a criança é conduzida a se identificar, a se ver como herói bom e belo, não por sua bondade ou beleza, mas por perceber nele a própria personificação de seus problemas infantis, como seu inconsciente desejo de bondade e beleza e, sobretudo, sua necessidade de segurança e proteção. Desse modo, domina o medo que a impossibilita de encarar os perigos e ameaças que pressente à sua volta, podendo atingir, progressivamente, o equilíbrio adulto. De acordo com Cagneti (2008), é na faixa etária dos quatro/cinco anos que a criança descobre que é capaz de inventar e registrar seu invento, escrevendo, desenhando ou construindo. Por isso, é necessário que se criem espaços onde ela possa exercitar o processo criador: imaginar, criar, construir e registrar. Prosseguindo, a autora nos explica que, se de um lado a experiência ajuda a fantasia, isto é, a partir do que se conhece, experimenta-se algo do que é relatado ou lido; de outro, a fantasia enriquece a experiência, visto que, ao se defrontar com o registro literário de um acontecimento alegre ou triste, imediatamente se reage a ele, elaborando uma imagem correspondente, completando ou complementando o real na imaginação. Destarte, fantasia e realidade se interagem, produzindo novas experiências e emoções. Bettelheim (2012) assegura que, por meio do conto de fadas, a criança tem vivências marcantes na vida, fato que contribui para o seu desenvolvimento. À medida que diverte a criança, o conto de fadas lhe oferta esclarecimentos referentes à sua própria existência, auxiliando, pois, a formação de sua personalidade. Complementando, Cagneti (2008)afirma que as histórias lidas ou contadas constituem sempre uma fonte de sentimentos e emoções que não acabam quando chegam ao fim. A história incorpora-se na mente da criança como um alimento de sua imaginação criadora, abrindo caminhos para as suas próprias produções. À vista disso, o conto de fadas torna-se ferramenta e/ou instrumento imprescindível na Educação Infantil. Construído por meio de uma linguagem metafórica, polissêmica e plurissignificativa, esse gênero se liga ao pensamento fértil da criança, impulsionando-a a refletir sobre sua vida, posto que, ao ouvir ou ler um conto de fadas, concomitantemente, protagoniza-se nesse processo, vê-se personagem principal desse instigante enredo que trata de múltiplos dilemas pelos quais o homem passa. E, assim, advém a contribuição da Psicanálise dos contos de fadas na Educação Infantil, por analisar os significados simbólicos dos contos maravilhosos, corroborando, desse modo, a função desse gênero nas instituições de ensino. Maia (2007) argumenta que a leitura, seja pela força obrigatória da tradição, seja pelo seu reconhecimento como instrumento de integração e participação nos quadros culturais da sociedade em que vive, seja ainda, pelo êxito e difusão dos ideais democráticos, ou por tudo isso em conjunto, tanto nas escolas de ontem como nas de hoje, tanto nas escolas tradicionais de “ler, escrever e contar”, quanto nas escolas progressivas, cuja finalidade essencial é a formação da criança, vem sendo sempre considerada como sério problema. E isso ocorre porque tal prática possui uma dimensão funcional que transcende o Ensino Fundamental, que ultrapassa o Ensino Médio, que vai além mesmo do Ensino Superior, estendendo-se pela vida afora, por ser técnica fundamental da cultura. . 5.1 METODOLOGIA A metodologia deste projeto visa alcançar os objetivos propostos, utilizando atividades que envolvam ludicidade, criatividade, imaginação e, principalmente, que despertem o gosto pela leitura. O projeto será realizado ao longo de duas semanas, com atividades nos dois últimos horários das aulas. • 1ª Semana: • Segunda-feira: A professora fará a leitura do conto "Chapeuzinho Vermelho" para as crianças, seguida de uma roda de conversa para discutir o que os alunos compreenderam, trabalhando a oralidade. • Terça-feira: Leitura compartilhada. A professora distribuirá cópias da história e iniciará a leitura, passando a vez para os alunos continuarem. Em casa, os alunos deverão reler a história. Atividades de interpretação serão realizadas para praticar a escrita. • Quarta-feira: Exibição do filme "Chapeuzinho Vermelho" no auditório, promovendo o uso da tecnologia. • Quinta-feira: Discussão sobre os valores presentes no conto (responsabilidade, bondade, solidariedade, amor, obediência e confiança). Os alunos, divididos em grupos, criarão cartazes sobre esses valores, estimulando a criatividade e a oralidade. • Sexta-feira: Apresentação dos cartazes pelos grupos. A professora mediará a discussão sobre os valores trabalhados e orientará os alunos sobre a importância de manterem vínculos com os pais e responsáveis, abordando temas como violência e abuso. • 2ª Semana: • Segunda-feira: Revisão das atividades da semana anterior. Atividades impressas serão oferecidas para relembrar os valores discutidos. A professora explicará sobre o teatro que acontecerá no encerramento do projeto e escolherá os alunos que participarão da apresentação. • Terça-feira: Início dos ensaios para o teatro na biblioteca, com auxílio da bibliotecária. Os demais alunos realizarão um ditado de palavras da história, praticando a ortografia. • Quarta-feira: Ensaios para o teatro. Os demais alunos ouvirão músicas e pintarão desenhos dos personagens. Haverá um espaço para recontar a história. Os alunos levarão um bilhete convidando os pais para o encerramento do projeto. • Quinta-feira: Ensaio final no auditório. Os alunos que não participarem do ensaio brincarão no pátio sob supervisão. A professora e a bibliotecária ornamentarão o auditório. • Sexta-feira: Encerramento do projeto no auditório. A professora agradecerá a participação de todos e apresentará os convidados. O psicólogo convidado fará uma palestra sobre a importância da ligação entre família e criança. Em seguida, haverá a apresentação do teatro e um vídeo com momentos registrados durante o projeto. O evento será encerrado com um lanche para todos os presentes. 5.2 CRONOGRAMA Turmas 1 °Semana De segunda-feira à sexta-feira: ° Semana 2 De segunda-feira à quinta-feira: 2 ° Semana Sexta-feira: 5 ° ano do Ensino Fundamenta l I (anos iniciais) Atividades em sala. Filme no auditório. Atividades em sala Brincadeiras no pátio Enceramento do projeto. 5.3 RECURSOS Recursos Humanos: Professores, auxiliares, coordenadores, supervisores e alunos. Recursos Materiais: Papel; Caneta; Data show; Maquina Fotográfica; Caixa de som; Xerox; Bloco para anotações; Tinta Guache; Cola; Tesoura; Cartolina; Livros; Impressão de fotos ilustrativas. AVALIAÇÃO A avaliação configura-se como uma ferramenta essencial para analisar se os objetivos propostos foram alcançados. Para isso, é necessário que o docente acompanhe todo o processo, observando o envolvimento dos alunos na execução das atividades, suas participações e o interesse demonstrado em relação ao que foi apresentado. A avaliação será contínua e formativa, considerando a participação ativa dos alunos nas atividades propostas, como leituras, discussões, apresentações e ensaios. Além disso, será avaliado o interesse e engajamento dos alunos pelas atividades de leitura e pela história trabalhada, bem como seu engajamento nas tarefas. O desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita, oralidade e interpretação dos alunos ao longo do projeto também será analisado. A criatividade e a capacidade de expressão dos alunos nas atividades de produção de cartazes, recontos e apresentações teatrais serão observadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS As historias são uma ferramenta poderosa no desenvolvimento infantil, permitindo que as crianças explorem um mundo de fantasia repleto de cores, personagens e aventuras. Durante a infância, as crianças têm uma capacidade natural de sonhar, imaginar e fantasiar, o que as ajuda a expressar seus sentimentos, percepções e sensações. Ao chegarem à escola, elas estão ansiosas por novas descobertas, desejando desbravar mistérios, compartilhar vivências e construir novos conhecimentos. A literatura infantil, especialmente os contos de fadas, desempenha um papel crucial nesse processo. Histórias como "Chapeuzinho Vermelho", "Branca de Neve", "Cinderela" e "Os Três Porquinhos" fazem parte das memórias de várias gerações e cada uma delas possui uma finalidade educativa. No caso de "Chapeuzinho Vermelho", por exemplo, a narrativa ensina sobre as consequências de não obedecer às orientações dos pais, mostrando que ações têm repercussões. Ao se conectar com esse universo, a criança aprende valores importantes como obediência, solidariedade, autonomia e a lidar com conflitos. Além disso, a leitura de contos de fadas contribui para a formação de futuros leitores, proporcionando prazer e descobertas a cada nova história. Ouvir histórias é fundamental para a construção da linguagem, ideias, valores e sentimentos, ajudando as crianças a enfrentar suas culpas, desejos e medos. As historias podem ser utilizados de diversas maneiras e em diferentes metodologias, sempre com o objetivo de estimular o hábito da leitura e aguçar a imaginação das crianças. Eles não apenas entretêm,mas também educam, oferecendo modelos de comportamento e soluções para problemas que as crianças podem enfrentar em suas vidas. Portanto, a literatura infantil é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento integral das crianças, preparando-as para a adolescência e a vida adulta com uma base sólida de valores e conhecimentos. Finalmente, podemos afirmar que os contos de fadas são um recurso valioso na educação infantil, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. Ao integrar a literatura infantojuvenil ao currículo escolar e criar um ambiente que valorize e incentive o hábito de ler, estamos promovendo a formação de leitores críticos e reflexivos, capazes de enfrentar os desafios do mundo contemporâneo com criatividade e sensibilidade. REFERÊNCIAS ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil, Gostosuras e Bobices. São Paulo: Scipione, 1994. ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 2009. BALDI, E. Leitura nas séries iniciais: uma proposta para formação de leitores de leitura. Porto Alegre: Projeto, 2009. BETTELHEIM, B. 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