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Educação Especial e Inclusiva 
Disciplina: Fundamentos da Educação Inclusiva 
Pedagógico do Instituto Souza 
atendimento@institutosouza.com.br 
Modalidade de Curso 
Pós-Graduação 
 
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Caro aluno, parabéns pela escolha! Começamos agora uma jornada de 
sucesso e muito aprendizado, lembrando que você já é um vencedor, pois o 
conhecimento é um bem que melhora nossa autoestima, nossa vida profissional e, 
principalmente, enriquece a nossa alma sem que ninguém possa tirá-lo de nós, ou 
seja, uma vez adquirido é um tesouro atemporal em nossa existência. 
 
 
 
Segundo Cury (2005), não há nada que discrimine mais do que tratar os 
diferentes como iguais, pessoas diferentes merecem tratamentos diferentes. Nessa 
perspectiva, faz-se necessário abordar o tema inclusão de maneira consciente 
percebendo que o mesmo prevê o respeito à diversidade, tento em vista o fato de 
que os indivíduos não aprendem da mesma forma, cada ser é único e possui uma 
interação própria em relação às situações de ensino/aprendizagem propostas. Cada 
aluno deve ser atendido de acordo com a sua necessidade, só assim será possível 
alcançar a verdadeira inclusão, aquela que estimula o a aluno a participar dos 
momentos de interação, pois perceberá que mesmo possuindo dificuldades, estará 
sendo amparado e assistido de modo a possuir ferramentas suficientes para 
aprender apesar das suas limitações. Desta forma a inclusão não prevê tratar todos 
como iguais, ao contrário, incluir significa atender/amparar de acordo com a situação 
real do aluno, percebendo a limitação existente e atendendo a ela de maneira 
coerente e competente. 
 (Professora Mestre, Liliana Martino) 
 
 
 
 
 
 
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Educação, Inclusiva e Legislação 
 
Constituição Federal, através do artigo 205, garante o direito à educação a 
todos os indivíduos. Quando a constituição se refere ao termo “todos os indivíduos”, 
subtende-se que não há distinção. No artigo 206 é ressaltada a igualdade de 
condições para acesso e permanência na escola. Observa-se então que, a 
constituição garante a todos o direito de a educação sem distinção de raça, sexo, 
cor, origem ou deficiência. Fica claro que não é permitido nenhum tipo de 
discriminação ou impedimento da matrícula do indivíduo com deficiência na rede 
regular de ensino. A Conferência Mundial em Educação Especial, organizada pelo 
governo da Espanha na cidade de Salamanca, em cooperação com a UNESCO, em 
1994, ressalta que o direito de cada criança a educação é proclamado na 
Declaração Universal de Direitos Humanos e foi fortemente reafirmado pela 
Declaração Mundial Sobre Educação para Todos. Na Declaração de Salamanca 
ficou estabelecido que 
 
Toda criança tem direito fundamental a educação, e deve ser dada a 
oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem” e 
“toda criança possui características, interesses, habilidades e 
necessidades de aprendizagens que são únicas. Qualquer pessoa 
portadora de deficiência tem o direito de expressar seus desejos com 
relação à sua educação, tanto quanto estes possam ser realizados. Pais 
possuem o direito inerente de serem consultados sobre a forma de 
educação mais apropriada às necessidades, circunstâncias e aspirações 
de suas crianças. (MEC/SEESP, 2006:33) 
 
A inclusão requer mais que integração, mas respeito à individualidade de 
cada um, considerando as necessidades e desejos apresentados pelo indivíduo com 
deficiência e a opinião da Família em relação ao sujeito incluído. 
 
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 
9.394/96), o Atendimento Educacional Especializado, Assegurado no artigo 58, 
 
 
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§ 1º e § 2º, ressalta que: 7§ 1º. Haverá, quando necessário, serviço de 
apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades 
da clientela de Educação Especial. § 2º. O atendimento educacional será 
feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em 
função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua 
integração nas classes comuns de ensino regular. (LDB 9.394/96). 
 
O artigo da LDB assegura o serviço de apoio especializado, ou atendimento 
educacional especializado, aos indivíduos com deficiência sempre que for 
necessário para atender as necessidades de cada aluno. Quando não for possível a 
integração do aluno nas classes comuns de ensino regular, poderá ocorrer o 
atendimento educacional através do serviço de apoio especializado. 
 
A lei Nº 10.845, de 5 de março de 2004, institui o programa de 
Complementação ao Atendimento Educacional Especializado às pessoas com 
Deficiência e ressalta no artigo 1º que: 
 
Fica instituído, no âmbito do Fundo Nacional de desenvolvimento da 
Educação – FNDE, programa de complementação ao Atendimento Educacional 
Especializado às Pessoas Portadoras de deficiências – PAED, em cumprimento do 
disposto no inciso III do artigo 208 da Constituição, com os seguintes objetivos: 
 
I – garantir a universalização do atendimento especializado de 
educandos portadores de deficiência cuja situação não permita a 
integração em classes comuns de ensino regular; 
II – garantir, progressivamente, a inserção dos educandos portadores de 
deficiência nas classes comuns de ensino regular.” (MEC/SEESP, 2006: 
190). 
 
A lei citada destaca a necessidade de garantir às crianças com 
necessidades especiais nas escolas inclusivas, apoio e suporte extra que 
assegurem uma educação efetiva evitando-se o encaminhamento dessas crianças a 
escolas, classes ou seções permanentes de Educação Especial, salvo exceções, 
quando há incapacidade do aluno frequentar a classe regular de ensino. 
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Há estruturas de ação em Educação Especial, adotadas pela Conferência 
Mundial em Educação Especial, que se compõe de aspectos que visam à 
implementação de políticas, recomendações e ações governamentais que visam 
aspectos de melhoria para a Educação Especial, dentre eles estão incluídos os 
serviços externos de apoio à Educação Especial. 
 
De acordo com a LDB (artigo 58), existe a possibilidade do Atendimento 
Educacional Especializado, ocorrer fora do ambiente escolar, entretanto, o ensino 
regular não deve ser substituído, e sim, apoiado através de intervenções que visem 
o aprendizado e o desenvolvimento do aluno. A importância do apoio ou suporte ao 
professor que possui em sala de aula um aluno com deficiência é percebida através 
da dificuldade que o educador apresenta em alfabetizar esse aluno, visto que, 
normalmente as salas de aula do ensino regular público, onde a inclusão ocorre de 
forma mais efetiva, normalmente apresentam problemas de superlotação. Tal fato 
impossibilita o professor de desenvolver com este aluno, um trabalho mais 
específico que atenda suas reais necessidades. 
 
Para crianças com necessidades educacionais especiais uma rede 
contínua de apoio deveria ser providenciada, com variação desde a 
ajuda mínima na classe regular até programas adicionais de apoio à 
aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, à 
provisão de assistência dada por professores especializados e pessoal 
de apoio externo. (MEC/SEESP, 2006:335) 
 
Click e assista ao vídeo do MEC sobre Inclusão 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=T5E_8ct-JEA 
 
https://www.youtube.com/watch?v=T5E_8ct-JEA
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O DESPREPARO PARA PRÁTICA INCLUSIVA 
 
O despreparo e o medo do desconhecido ainda pairam sobre as salas de 
aula frente à inclusão. Incluir um aluno na escola regular vai muito além de permitir a 
frequência e participação do mesmo nas aulas sem dá-lo condições para aprender. 
A inclusão requer participação ativa no processo de ensino e aprendizagem, 
socialização e vivência. Para que isto ocorra de forma efetiva é necessário que a 
escola se organize funcionalmente e estruturalmente para receber este alunoe 
incluí-lo. O currículo deve ser adaptado às necessidades dos alunos, promovendo 
oportunidades que se adéquem as habilidades e interesses diferenciado na intenção 
de promover a inclusão de todos. 
 
A Educação Especial deve fazer parte do cotidiano da escola, abrangendo a 
educação básica e o ensino superior, na intenção de garantir aos alunos que 
necessitem de apoio especializado e de intervenção pedagógica adequada, uma 
maior eficiência no processo de ensino e aprendizagem, dentro do contexto no qual 
está inserido. 
 
O movimento nacional para incluir todas as crianças na escola e o ideal de 
uma escola para todos vêm dando novo rumo às expectativas educacionais para os 
alunos com necessidades especiais. 
Esses movimentos evidenciam grande impulso desde a década de 90 no 
que se refere à colocação de alunos com deficiência na rede regular de ensino e têm 
avançado aceleradamente em alguns países desenvolvidos, constatando-se que a 
inclusão bem-sucedida desses educandos requer um sistema educacional diferente 
do atualmente disponível. Implicam a inserção de todos, sem distinção de condições 
linguísticas, sensoriais, cognitivas, físicas, emocionais, étnicas, socioeconômicas ou 
outras e requer sistemas educacionais planejados e organizados que deem conta da 
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diversidade dos alunos e ofereçam respostas adequadas às suas características e 
necessidades. 
A inclusão escolar constitui, portanto, uma proposta politicamente correta 
que representa valores simbólicos importantes, condizentes com a igualdade de 
direitos e de oportunidades educacionais para todos, em um ambiente educacional 
favorável. Impõe-se como uma perspectiva a ser pesquisada e experimentada na 
realidade brasileira, reconhecidamente ampla e diversificada. 
Ao pensar a implementação imediata do modelo de educação inclusiva nos 
sistemas educacionais de todo o país (nos estados e municípios), há que se 
contemplar alguns de seus pressupostos. Que professor o modelo inclusivista 
prevê? O professor especializado em todos os alunos, inclusive nos que apresentam 
deficiências? 
O plano teórico-ideológico da escola inclusiva requer a superação dos 
obstáculos impostos pelas limitações do sistema regular de ensino. Seu ideário 
defronta-se com dificuldades operacionais e pragmáticas reais e presentes, como 
recursos humanos, pedagógicos e físicos ainda não contemplados nesse Brasil 
afora, mesmo nos grandes centros. Essas condições, a serem plenamente 
conquistadas em futuro remoto, supõe-se, são exequíveis na atualidade, em 
condições restritamente específicas de programas-modelos ou experimentais. 
 
O que se afigura de maneira mais expressiva ao se pensar na viabilidade do 
modelo de escola inclusiva para todo o país no momento, é a situação dos recursos 
humanos, especificamente dos professores das classes regulares, que precisam ser 
efetivamente capacitados para transformar sua prática educativa. A formação e a 
capacitação docente impõem-se como meta principal a ser alcançada na 
concretização do sistema educacional que inclua todos, verdadeiramente. 
É indiscutível a dificuldade de efetuar mudanças, ainda mais quando 
implicam novos desafios e inquestionáveis demandas socioculturais. O que se 
pretende, numa fase de transição onde os avanços são inquietamente almejados, é 
o enfrentamento desses desafios mantendo-se a continuidade entre as práticas 
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passadas e as presentes, vislumbrando o porvir; é procurar manter o equilíbrio 
cuidadoso entre o que existe e as mudanças que se propõem. 
Observe-se a legislação atual. Quando se preconiza, para o aluno com 
necessidades especiais, o atendimento educacional especializado preferencialmente 
na rede regular de ensino, evidencia-se uma clara opção pela política de integração 
no texto da lei, não devendo a integração – seja como política ou como princípio 
norteador – ser penalizada em decorrência dos erros que têm sido identificados na 
sua operacionalização nas últimas décadas. 
O êxito da integração escolar depende, dentre outros fatores, da eficiência 
no atendimento à diversidade da população estudantil. Como atender a essa 
diversidade? Sem pretender respostas conclusivas, sugere-se estas, dentre outras 
medidas: elaborar propostas pedagógicas baseadas na interação com os alunos, 
desde a concepção dos objetivos; reconhecer todos os tipos de capacidades 
presentes na escola; sequenciar conteúdos e adequá-los aos diferentes ritmos de 
aprendizagem dos educandos; adotar metodologias diversas e motivadoras; avaliar 
os educandos numa abordagem processual e emancipadora, em função do seu 
progresso e do que poderá vir a conquistar. 
Alguns educadores defendem que uma escola não precisa preparar-se para 
garantir a inclusão de alunos com necessidades especiais, mas tornar-se preparada 
como resultado do ingresso desses alunos. Indicam, portanto, a colocação imediata 
de todos na escola. Entendem que o processo de inclusão é gradual, interativo e 
culturalmente determinado, requerendo a participação do próprio aluno na 
construção do ambiente escolar que lhe seja favorável. Embora os sistemas 
educacionais tenham a intenção de realizar intervenções pedagógicas que propiciem 
às pessoas com necessidades especiais uma melhor educação, sabe-se que a 
própria sociedade ainda não alcançou níveis de integração que favoreçam essa 
expectativa. 
 
 
 
 
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 Click e assista ao vídeo 
 
 
 
 
 https://www.youtube.com/watch?v=krYIZ_6UtrQ 
 
 
 
PRÁTICAS INCLUSIVAS NAS ESCOLAS 
 
Para incluir todas as pessoas, a sociedade deve ser modificada, devendo 
firmar a convivência no contexto da diversidade humana, bem como aceitar e 
valorizar a contribuição de cada um conforme suas condições pessoais. 
A educação tem se destacado como um meio privilegiado de favorecer o 
processo de inclusão social dos cidadãos, tendo como mediadora uma escola 
realmente para todos, como instância sociocultural. 
A prática escolar tem evidenciado o que pesquisas científicas vêm 
comprovando: os sistemas educacionais experimentam dificuldades para integrar o 
aluno com necessidades especiais. Revelam os efeitos dificultadores de diversos 
fatores de natureza familiar, institucionais e socioculturais. 
A maioria dos sistemas educacionais ainda baseia-se na concepção 
médicopsicopedagógica quanto à identificação e ao atendimento de alunos com 
necessidades especiais. Focaliza a deficiência como condição individual e minimiza 
a importância do fator social na origem e manutenção do estigma que cerca essa 
população específica. Essa visão está na base de expectativas massificadas de 
desempenho escolar dos alunos, sem flexibilidade curricular que contemple as 
diferenças individuais. 
Outras análises levam à constatação de que a própria escola regular tem 
dificultado, para os alunos com necessidades especiais, as situações educacionais 
comuns propostas para os demais alunos. Direcionam a prática pedagógica para 
https://www.youtube.com/watch?v=krYIZ_6UtrQ
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alternativas exclusivamente especializadas, ou seja, para alunos com necessidades 
especiais, a resposta educacional adequada consiste em serviços e recursos 
especializados. 
Tais circunstâncias apontam para a necessidade de uma escola 
transformada. Requerem a mudança de sua visão atual. A educação eficaz supõe 
um projeto pedagógico que enseje o acesso e a permanência – com êxito – do aluno 
no ambiente escolar; que assume a diversidade dos educandos, de modo a 
contemplar as suas necessidades e potencialidades. A forma convencional da 
prática pedagógica e do exercício da ação docente é questionada, requerendo-se o 
aprimoramento permanente do contexto educacional. Nessa perspectiva é que a 
escola virá a cumprir o seu papel, viabilizando as finalidades da educação. 
Em uma dimensão globalizada da escola e no bojo do seu projetopedagógico, a gestão escolar, os currículos, os conselhos escolares, a parceria com 
a comunidade escolar e local, dentre outros, precisam ser revistos e 
redimensionados, para fazer frente ao contexto da educação para todos. A lei nº 
9.394 – de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – respalda, enseja e oferece 
elementos para a transformação requerida pela escola de modo que atenda aos 
princípios democráticos que a orientam. 
 
 
 
 Click e assista o incrível 
 vídeo sobre a professora cadeirante 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=ieasHdgWDJA 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=ieasHdgWDJA
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A REDEFINIÇÃO DO OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL 
 
A Educação Especial tem sido atualmente definida no Brasil segundo uma 
perspectiva mais ampla, que ultrapassa a simples concepção de atendimentos 
especializados tal como vinha sendo a sua marca nos últimos tempos. 
Conforme define a nova LDB, trata-se de uma modalidade de educação 
escolar, voltada para a formação do indivíduo, com vistas ao exercício da cidadania. 
Como elemento integrante e indistinto do sistema educacional, realiza-se 
transversalmente, em todos os níveis de ensino, nas instituições escolares, cujo 
projeto, organização e prática pedagógica devem respeitar a diversidade dos alunos, 
a exigir diferenciações nos atos pedagógicos que contemplem as necessidades 
educacionais de todos. Os serviços educacionais especiais, embora diferenciados, 
não podem desenvolver-se isoladamente, mas devem fazer parte de uma estratégia 
global de educação e visar suas finalidades gerais. 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais preconizam a atenção à diversidade 
da comunidade escolar e baseiam-se no pressuposto de que a realização de 
adaptações curriculares pode atender a necessidades particulares de aprendizagem 
dos alunos. Consideram que a atenção à diversidade deve se concretizar em 
medidas que levam em conta não só as capacidades intelectuais e os 
conhecimentos dos alunos, mas, também, seus interesses e motivações. 
A atenção à diversidade está focalizada no direito de acesso à escola e visa 
à melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem para todos, irrestritamente, bem 
como as perspectivas de desenvolvimento e socialização. A escola, nessa 
perspectiva, busca consolidar o respeito às diferenças, conquanto não elogie a 
desigualdade. As diferenças vistas não como obstáculos para o cumprimento da 
ação educativa, mas, podendo e devendo ser fatores de enriquecimento. 
A diversidade existente na comunidade escolar contempla uma ampla 
dimensão de características. Necessidades educacionais podem ser identificadas 
em diversas situações representativas de dificuldades de aprendizagem, como 
decorrência de condições individuais, econômicas ou socioculturais dos alunos: 
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• Crianças com condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais e 
sensoriais diferenciadas; 
• Crianças com deficiência e bem dotadas; 
• Crianças trabalhadoras ou que vivem nas ruas; 
• Crianças de populações distantes ou nômades; 
• Crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais; 
• Crianças de grupos desfavorecidos ou marginalizados. 
A expressão necessidades educacionais especiais podem ser utilizadas para 
referir-se a crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua elevada 
capacidade ou de suas dificuldades para aprender. Está associada, portanto, a 
dificuldades de aprendizagem, não necessariamente vinculada a deficiência(s). O 
termo surgiu para evitar os efeitos negativos de expressões utilizadas no contexto 
educacional – deficientes, excepcionais, subnormais, superdotados, infradotados, 
incapacitados etc. – para referir-se aos alunos com altas habilidades/superdotação, 
aos portadores de deficiências cognitivas, físicas, psíquicas e sensoriais. Tem o 
propósito de deslocar o foco do aluno e direcioná-lo para as respostas educacionais 
que eles requerem, evitando enfatizar os seus atributos ou condições pessoais que 
podem interferir na sua aprendizagem e escolarização. 
É uma forma de reconhecer que muitos alunos, sejam ou não portadores de 
deficiências ou de superdotação, apresentam necessidades educacionais que 
passam a ser especiais quando exigem respostas específicas adequadas. 
O que se pretende resgatar com essa expressão é o seu caráter de 
funcionalidade, ou seja, o que qualquer aluno pode requerer do sistema educativo 
quando frequenta a escola. Isso requer uma análise que busque verificar o que 
ocorre quando se transforma as necessidades especiais de uma criança numa 
criança com necessidades especiais. Com frequência, necessitar de atenção 
especial na escola pode repercutir no risco de tornar-se um portador de 
necessidades especiais. Não se trata de mero jogo de palavras ou de conceitos. 
 
 
 
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Click e assista ao vídeo sobre a 
 política de inclusão do MEC 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=_P3gBZZ1YJI 
 
 
 
O QUE A ESCOLA PODE FAZER PARA DAR RESPOSTAS ÀS NECESSIDADES 
 
Falar em necessidades educacionais especiais, portanto, deixa de ser 
pensar nas dificuldades específicas dos alunos e passa a significar o que a escola 
pode fazer para dar respostas às suas necessidades, de um modo geral, bem como 
aos que apresentam necessidades específicas muito diferentes dos demais. 
Considera os alunos, de um modo geral, como passíveis de necessitar, mesmo que 
temporariamente, de atenção específica e poder requerer um tratamento 
diversificado dentro do mesmo currículo. Não se nega o risco da discriminação, do 
preconceito e dos efeitos adversos que podem decorrer dessa atenção especial. Em 
situação extrema, a diferença pode conduzir à exclusão. Por culpa da diversidade ou 
de nossa dificuldade em lidar com ela? 
Nesse contexto, a ajuda pedagógica e os serviços educacionais, mesmo os 
especializados – quando necessários – não devem restringir ou prejudicar os 
trabalhos que os alunos com necessidades especiais compartilham na sala de aula 
com os demais colegas. Respeitar a atenção à diversidade e manter a ação 
pedagógica “normal” parece ser um desafio presente na integração dos alunos com 
maiores ou menos acentuadas dificuldades para aprender. 
Embora as necessidades especiais na escola sejam amplas e diversificadas, 
a atual Política Nacional de Educação Especial aponta para uma definição de 
prioridades no que se refere ao atendimento especializado a ser oferecido na escola 
para quem dele necessitar. 
https://www.youtube.com/watch?v=_P3gBZZ1YJI
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Nessa perspectiva, define como aluno portador de necessidades especiais 
aquele que “... por apresentar necessidades próprias e diferentes dos demais alunos 
no domínio das aprendizagens curriculares correspondentes à sua idade, requer 
recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas.” A classificação 
desses alunos, para efeito de prioridade no atendimento educacional especializado 
(preferencialmente na rede regular de ensino), consta da referida Política e dá 
ênfase a: 
• portadores de deficiência mental, visual, auditiva, física e múltipla; 
• portadores de condutas típicas (problemas de conduta); 
• portadores de Superdotação. 
A educação especial pode ser oferecida em instituições públicas ou 
particulares. As políticas recentes de educação especial têm indicado as seguintes 
situações para a organização do atendimento: 
• Integração plena na rede regular de ensino, com ou sem apoio em sala de 
recursos. 
 • Classe especial em escola regular. Pelas dificuldades de integração dos 
alunos em salas de ensino regular, algumas escolas optam pela organização de 
salas de aula exclusivas ao atendimento de alunos com necessidades especiais. 
 • Escola especializada, destinada a atender os casos em que a educação 
integrada não se apresenta como viável, seja pelas condições do aluno, seja pelasdo sistema de ensino. 
 
 
 
 Click e assista ao vídeo sobre 
a resposta da escola à inclusão 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=w8EDNWyJKg0 
https://www.youtube.com/watch?v=w8EDNWyJKg0
Página 15 de 23 
 
 
 
 
 A INTEGRAÇÃO DE ALUNOS NEE (NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS) 
NAS ESCOLAS REGULARES 
 
A integração dos portadores de necessidades educativas especiais no 
sistema de ensino regular é uma diretriz constitucional (art. 208, III), fazendo parte 
da política governamental há pelo menos uma década. Mas, apesar desse 
relativamente longo período, tal diretriz ainda não produziu a mudança necessária 
na realidade escolar, de sorte que todas as crianças, jovens e adultos com 
necessidades especiais sejam atendidos em escolas regulares, sempre que for 
recomendado pela avaliação de suas condições pessoais. A concepção da política 
de integração da educação especial na rede regular de ensino abrange duas 
vertentes fundamentais: 
 O âmbito social, a partir do reconhecimento das crianças, jovens e adultos 
especiais como cidadãos e de seu direito de estarem integrados à sociedade o mais 
plenamente possível; 
 O âmbito educacional, tanto nos aspectos administrativos (adequação do 
espaço escolar, de seus equipamentos e materiais pedagógicos) quanto na 
qualificação dos professores e demais profissionais envolvidos. O ambiente escolar 
como um todo deve ser sensibilizado para uma perfeita integração. Propõe-se uma 
escola integradora, inclusiva, aberta à diversidade dos alunos, no que a participação 
da comunidade é fator essencial. 
Entre outras características dessa política, são importantes a flexibilidade e a 
diversidade, quer porque o aspecto das necessidades especiais é variado, quer 
porque as realidades são bastante diversificadas no país. Quanto às escolas 
especiais, a política de inclusão as reorienta para prestarem apoio aos programas de 
integração. 
Enquanto modalidade de ensino, a educação especial deve seguir os 
mesmos requisitos curriculares dos respectivos níveis de ensino aos quais está 
associada. No entanto, de modo a considerar as especificidades dessa modalidade 
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de ensino e auxiliar no processo de adaptação à nova política de integração, os 
sistemas de ensino contam atualmente com o documento Adaptações curriculares. 
Esse documento define estratégias para a educação de alunos com necessidades 
educativas especiais e orienta os sistemas de ensino para o processo de construção 
da educação na diversidade. 
Os currículos devem ter uma base nacional comum, conforme determinam 
os arts. 26 e 27 da LDBEN, a ser suplementada e complementada por uma parte 
diversificada, exigida, inclusive, pelas características dos alunos. 
Em casos muito singulares, em que o educando com graves 
comprometimentos mentais e/ou múltiplos não puder beneficiar-se de um currículo 
que inclua formalmente a base nacional comum, deverá ser proposto um currículo 
especial para atender suas necessidades, com características amplas apresentadas 
pelo aluno. 
O currículo especial – tanto na educação infantil como nas séries iniciais do 
ensino fundamental – distingue-se pelo caráter funcional e pragmático das 
atividades previstas. 
Alunos com grave deficiência mental ou múltipla têm, na grande maioria das 
vezes, um longo percurso educacional sem apresentar resultados de escolarização 
previstos no Inciso I do art. 32 da LDBEN: «o desenvolvimento da capacidade de 
aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do 
cálculo». 
Nesse caso, e esgotadas todas as possibilidades apontadas no art. 24 da 
LDBEN, deve ser dada, a esses alunos, uma certificação de conclusão de 
escolaridade, denominada «terminalidade específica». Terminalidade específica, 
portanto, é «uma certificação de conclusão de escolaridade, com histórico escolar 
que apresenta, de forma descritiva, as habilidades atingidas pelos educandos cujas 
necessidades especiais, oriundas de grave deficiência mental ou múltipla, não lhes 
permitem atingir o nível de conhecimento exigido para a conclusão do ensino 
fundamental, respeitada a legislação existente, esgotadas as possibilidades 
pontuadas no art. 24 da Lei n.º 9.394/96 e de acordo com o regimento e a proposta 
pedagógica da escola». 
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A referida certificação de escolaridade deve possibilitar novas alternativas 
educacionais, tais como o encaminhamento para cursos de educação de jovens e 
adultos e de preparação para o trabalho, cursos profissionalizantes e 
encaminhamento para o mercado de trabalho competitivo ou não. 
A educação especial para o trabalho é uma alternativa que visa à integração 
do aluno com deficiência na vida em sociedade, a partir de ofertas de formação 
profissional. Efetiva-se por meio de adequação dos programas de preparação para o 
trabalho, de educação profissional, de forma a viabilizar o acesso das pessoas com 
necessidades educacionais especiais em cursos de nível básico, técnico e 
tecnológico, possibilitando o acesso ao mercado formal ou informal. As adequações 
efetivam-se por meio de: 
• Adaptação dos recursos instrucionais: material pedagógico, equipamento, 
currículo e outros. 
• Capacitação de recursos humanos: professores, instrutores e profissionais 
especializados. 
• Eliminação de barreiras arquitetônicas. 
A educação especial para o trabalho pode ser realizada em escolas 
especiais, governamentais ou não, em oficinas pré-profissionais ou oficinas 
profissionalizantes (de forma protegida ou não), em escolas profissionais do sistema 
S (SESI, SENAI, SENAC, etc.), em escolas agrotécnicas e técnicas federais ou em 
centros federais de educação tecnológica e em outras congêneres. 
Os arts. 3º e 4º do Decreto n.º 2.208/97 contemplam a inclusão de alunos 
em cursos de educação profissional de nível básico, independentemente de 
escolaridade prévia, além dos cursos de nível técnico e tecnológico. Assim, alunos 
com necessidades especiais também podem, com essa condição, beneficiar-se 
desses cursos, qualificando-se para o exercício de funções demandadas pelo 
mundo do trabalho. 
A educação para o trabalho oferecida aos alunos com necessidades 
especiais que não apresentarem condições de se integrar aos cursos 
profissionalizantes acima mencionados deve ser realizada em oficinas 
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profissionalizantes protegidas, com vista à inserção não-competitiva no mundo do 
trabalho. 
Sendo a educação especial uma modalidade de ensino que perpassa os 
diversos níveis de ensino, o nível de formação exigido equivale aos requisitos para 
atuação nos respectivos níveis de ensino aos quais está associada. Sendo assim, 
para atuação na educação infantil e no primeiro segmento do ensino fundamental, 
exige-se formação mínima em nível médio, na modalidade Normal. Para atuação no 
segundo segmento do ensino fundamental e no ensino médio, exige-se formação 
em nível superior. 
A partir de 2007, a formação mínima exigida para atuação nos respectivos 
níveis de ensino e, portanto, na modalidade de educação especial será a licenciatura 
plena, obtida em nível superior. 
O Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Especial, 
também desenvolve o Programa Nacional de Capacitação de Recursos Humanos, 
dirigido aos profissionais que atuam no ensino regular. O Programa prevê 
atendimento gradual dos municípios brasileiros, utilizando-se de recursos da 
educação à distância, de modo a possibilitar maior oferta de atendimento aos alunos 
com necessidades educacionais especiais. 
O conhecimento da realidade da educação especial no país é ainda bastante 
precário, porque não se dispõe de estatísticas completas nem sobre o número de 
pessoas com necessidades especiais nem sobre o atendimento. Somente a partir do 
ano 2000, o Censo Demográfico passou a oferecer dados mais precisos, permitindo 
análises mais profundas da realidade.A Organização Mundial de Saúde estima que em torno de 10% da 
população de um país têm necessidades especiais de diversas ordens: visuais, 
auditivas, físicas, mentais, múltiplas, distúrbios de conduta e, também, superdotação 
ou altas habilidades. Se essa estimativa se aplicar ao Brasil, estima-se a existência 
de cerca de 15 milhões de pessoas nessa condição. 
A informação mais recente de que se dispõe, em âmbito nacional, foi obtida 
pelo Censo Demográfico de 1991, que investigou a existência de pessoas 
portadoras de cegueira, surdez, paralisia, falta de membros ou parte deles e 
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deficiência mental, em uma amostra com aproximadamente 10% dos domicílios do 
país. Apuradas as respostas, a parcela de pessoas portadoras de deficiência foi 
calculada em 1,5% da população brasileira, bem inferior, portanto, às estimativas 
dos organismos internacionais de saúde. 
De qualquer forma, o atendimento nos estabelecimentos escolares mostra-
se muito inferior ao necessário. Em 1999, havia cerca de 311 mil alunos 
matriculados, distribuídos da seguinte forma: 53,8% deficientes mentais; 12,6% com 
deficiências múltiplas; 12,6% com deficiência auditiva; 4,9% com deficiência física; 
4,6% com deficiência visual; 2,7% com problemas de condutas típicas. Apenas 0,4% 
com altas habilidades/superdotados e 8,5% com outro tipo de deficiência. 
Assim como o movimento inclusivo exige mudanças estruturais para as 
escolas comuns e especiais, ele também propõe que haja uma articulação entre os 
diferentes profissionais envolvidos neste processo. O diálogo entre diversos 
profissionais é necessário para o aprofundamento e melhor desempenho, seja do 
aluno, do professor ou do especialista. 
No entanto, o diálogo só acontece quando as partes que se respeitam 
mutuamente e não assumem uma posição de superioridade de conhecimento e de 
dominação sobre o outro. Desta forma, para que cada espaço se organize e cumpra 
com o que se propõe, sem ocupar ou se sobrepor ao trabalho do outro, faz-se 
necessário destacar: 
• Escola (sala comum): Espaço educacional responsável pela saída da vida 
particular e familiar para o domínio público tem função social reguladora e formativa 
para os alunos. A escola cabe ensinar a compartilhar o saber, introduzir o aluno no 
mundo social, cultural e cientifico, ou seja, cabe a escola socializar o saber 
universal. 
• Atendimento Educacional Especializado: Tem por objetivo ampliar o ponto 
de partida e de chegada do aluno em relação ao seu conhecimento. Não se atém a 
solucionar os obstáculos da deficiência, mas criar outras formas de interação, de 
acessar o conhecimento particular e pessoal. É de caráter educacional, mas ao 
contrário da escola que trabalha o saber universal, o AEE trabalha com o saber 
particular do aluno, aquilo que traz de casa, de suas convicções visando propiciar 
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uma relação com o saber diferente do que possui ampliar sua autonomia pessoal, 
garantir outras formas de acesso ao conhecimento (como por exemplo, através do 
BRAILLE, LIBRAS, uso de tecnologia, uso de diferentes estratégias de pensamento, 
etc.) 
• Atendimento Clínico: Preocupam-se com os sintomas específicos, as 
patologias apresentadas em cada área, que são trabalhados de maneira a superar 
ou reabilitar o indivíduo nas manifestações que ocorrem. Exemplo: o fonoaudiólogo 
trabalhará com a dificuldade de linguagem expressiva ou receptiva, melhorando a 
condição da pessoa neste aspecto, o fisioterapeuta buscará, por exemplo, melhorar 
os movimentos perdidos, etc. 
Sabemos que a pessoa é um ser indivisível, em que cada uma de suas 
partes interage com a outra, influenciando e determinando a condição do seu 
funcionamento e crescimento como pessoa. Como exemplo, podemos citar o 
atendimento educacional especializado, que na construção do conhecimento toca 
em questões subjetivas para o aluno, o que fatalmente acarretará consequências no 
seu desenvolvimento global e consequentemente na resposta ao atendimento 
clínico. 
Se uma instituição especializada mantém o atendimento educacional e 
clínico, esses especialistas devem interagir, embora cada um mantenha os limites 
de suas especificidades. E mesmo naquelas escolas especiais e comuns que não 
têm o propósito de desenvolver o atendimento clínico, o diálogo com os 
especialistas é fundamental. E que esta interação não se estabeleça para encerrar 
as possibilidades do aluno em um diagnóstico que contempla apenas as 
deficiências, mas para descobrir saídas conjuntas de atuação em cada caso. 
Todos esses três saberes: o clínico, o escolar e o especializado devem fazer 
suas diferentes ações convergir para um mesmo objetivo, o desenvolvimento das 
pessoas com deficiência. O atendimento educacional especializado foi criado para 
dar um suporte para os alunos deficientes para facilitar o acesso ao currículo. 
 
De acordo com o Decreto nº 6571, de 17 de setembro de 2008: 
 
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Art. 1o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de 
ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na forma deste Decreto, 
com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos 
alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades 
ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino regular. 
 
§ 1º Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de 
atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados 
institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à 
formação dos alunos no ensino regular. § 2o O atendimento educacional 
especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a 
participação da família e ser realizado em articulação com as demais 
políticas públicas. 
 
O AEE é um serviço da Educação Especial que identifica, elabora e organiza 
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para a plena 
participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas. Ele deve ser 
articulado com a proposta da escola regular, embora suas atividades se diferenciem 
das realizadas em salas de aula de ensino comum. (MEC, 2009). 
Deve ser realizado no período inverso ao da classe frequentada pelo aluno e 
preferencialmente, na própria escola. Há ainda a possibilidade de esse atendimento 
acontecer em uma escola próxima. Nas escolas de ensino regular o AEE deve 
acontecer em salas de recursos multifuncionais que é um espaço organizado com 
materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais com formação para o 
atendimento às necessidades educacionais especiais, projetadas para oferecer 
suporte necessário a estes alunos, favorecendo seu acesso ao conhecimento. 
(MEC, 2007). 
O atendimento educacional especializado é muito importante para os 
avanços na aprendizagem do aluno com deficiências na sala de ensino regular. Os 
professores destas salas devem atuar de forma colaborativa com o professor da 
classe comum para a definição de estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso 
ao aluno ao currículo e a sua interação no grupo, entre outras ações que promovam 
a educação inclusiva. 
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Quanto mais o AEE acontecer nas escolas regulares nas que os alunos com 
deficiências estejam matriculados mais trará benefícios para esses, o que contribuirá 
para a inclusão, evitando atos discriminatórios. 
 
 
 
 
Click e assista 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=S7hu2sthM2I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=S7hu2sthM2I
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Referências 
 
CURY, Carlos Roberto Jamil. Os fora de série na escola. Campinas: Armazém do Ipê, 2005. 
BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 4024/61. Brasília : 
1961. 
BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 5692/71. Brasília :1971. 
BRASIL. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9394/96. Brasília : 
1996. 
CARVALHO, Rosita Edler. A nova LDB e a Educação Especial. Porto Alegre : Mediação, 1999. 
GUHUR, Maria de Lourdes Perioto. A representação da deficiência mental numa perspectiva 
histórica. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília : UNESP, 2000. 
MAZZOTA, M.J.S. Educação Especial no Brasil. Histórias e Políticas Públicas. São Paulo : Cortez, 
1996. 
MINTO, César Augusto. Educação Especial: da LDB aos PNE. Revista Brasileira de Educação 
Especial. Faculdade de Filosofia e Ciências. Marília : UNESP, 2000. 
OLIVEIRA, Valeska Fortes (Org). Imagens de professor: significações do trabalho docente. Ijuí : 
UNIJUI, 2000. 
STAINBACK, Susan; STAINBACK, Willian. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre : 
Artmed, 1996. 
TUNES, Elizabeth. Identificando concepções relacionadas à prática com o deficiente mental.

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