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matriz de Atividade INDIVIDUAL Estudante: Tássio de Freitas Souza Disciplina: Análise de Demonstrações Contábeis Turma: 0624-6 1. Introdução O presente trabalho tem como objetivo realizar um estudo das demonstrações contábeis e evolução financeira nos anos de 20x1 e 20x2 de uma empresa denominada XPTO. Para isso, faremos uso dos demonstrativos contábeis disponibilizados no curso de Pós-Graduação em Gestão Financeira da FGV durante a disciplina “Análise das Demonstrações Contábeis”. As principais análises serão vertical e horizontal com o intuito de avaliar os maiores grupos e suas variações para compreender as principais estratégias da companhia em termos de suas origens e destinos com capital próprio e terceiros. Além disso avaliaremos os principais indicadores de liquidez, estrutura de capital, lucratividade e rentabilidade da companhia. Seguiremos com a apresentação dos cálculos dos principais demonstrativos contábeis, para realizarmos a análise do cenário econômico/financeiro da empresa, sua rentabilidade, eficiência, estrutura de capital, liquidez, entre outros fatores. Iniciaremos nossas análises informando os dados do balanço patrimonial e DRE que serão usados em nosso trabalho, os quadros abaixo estão consolidados com a análise vertical e horizontal. BALANÇO PATRIMONIAL Ativo Fonte: elaborado pelo autor, 2024 Passivo e Patrimônio Líquido Fonte: elaborado pelo autor, 2024 DRE Fonte: elaborado pelo autor, 2024 2. Análise horizontal A análise horizontal compara cada conta em relação a si mesma no ano anterior, resultando na variação percentual de cada um dos itens. De acordo com OLIVEIRA, SILVA, ZUCARRI e RIOS, (2010, p.3) A finalidade principal da análise horizontal é apontar a variação de itens das Demonstrações Contábeis através de períodos, a fim de caracterizar tendências. Trata-se de discernir o ritmo de crescimento dos vários itens. A análise horizontal também é conhecida como análise de tendência ou análise de evolução. Ela é importante para verificar a evolução dos itens ao longo do tempo, traçando cenários e identificando necessidades de atuação par corrigir itens que não estejam em conformidade com os interesses da empresa, maximizando as chances de atingir os objetivos definidos pela liderança. No caso da empresa XPTO nos exercícios de 20x1 e 20x2, na parte do Ativo, podemos destacar que houve um crescimento muito significativo na conta de Caixa e equivalentes de caixa (609%), o que indica que há maior disponibilidade de capital para investimentos da empresa, logo há indicação de novo projeto a ser realizado pela empresa que deve ser analisado no exercício posterior. Também merece destaque a conta de outros ativos circulantes com uma variação de 488%. Houve redução também na conta de Aplicações financeiras, na ordem de 73% o que mostra uma saída relevante da empresa na área de investimentos. Podemos verificar que há predominância dos ativos de liquidez em ambos os exercícios e o seu crescimento entre eles também é maior do que o dos ativos de rentabilidade. Verificamos ainda que entre esses ativos houve mudança na conta de maior volume, passando na conta de Aplicações financeiras para a conta de Estoques que também trouxe um aumento e Contas a receber, mostrando que o volume de negócios feitos aumentou e há tendencia de crescimento, pois os estoques cresceram substancialmente. Os ativos de rentabilidade apresentaram crescimento, destacando-se os Investimentos que cresceram 37% ultrapassando em valores absolutos o Ativos realizável a longo prazo. De forma geral do ativo da empresa cresceu 20% entre os exercícios o que indica que o volume de recursos aplicados na atividade operacional aumentou significativamente, e principalmente nos ativos circulantes que tendem a trazer maior rotatividade e auferir lucros a empresa, trazendo perspectivas positivas aos exercícios posteriores. Na origem dos recursos, tivemos um elevado aumento no capital de terceiros com uma variação de 60% no passivo circulante, indicando que o endividamento de curto prazo da empresa foi bastante alavancado e se faz necessário análise da aplicação desses recursos para verificar se o retorno esperado será suficiente para liquidar esse passivo, principalmente porque houve aumento de 20240% em Empréstimos e financiamentos que é um passível oneroso e ainda soma-se a esse passível a conta de Fornecedores que passou por variação de 42%. Assim como a conta de Outras obrigações que variou 32%. Temos como principais contas os Fornecedores, outras obrigações e Empréstimos e financiamentos passou a ser uma das principais contas no exercício 20x2 devido ao seu aumento de grande volume. No passivo de longo prazo tivemos uma redução significativa (-10%), de forma geral, destacando-se Empréstimos e financiamentos (-98%), trazendo quase todas as dívidas para o curto prazo, que é algo preocupante. E Tributos diferidos (-100%). Temos como principais contas nesse passivo o Arrendamento mercantil e as Provisões fiscais, trabalhistas e cíveis. No capital próprio temos pouca variação (-3%), as principais contas são o Capital social e as Reservas de lucro que não sofreram alterações relevantes, e nas maiores variações temos estão as Reservas de capital (-207%) e Outros resultados abrangentes (252%). 3. Análise vertical A análise vertical dos ativos é uma avaliação da composição e a proporção dos seus componentes em relação ao total do ativo. Podemos identificar com ela a importância de cada uma das contas do ativo em termos percentuais, e avaliar sua evolução ao longo do tempo. Na empresa XPTO nas análises verticais dos dois exercícios propostos temos contas que apresentam grande relevância e importantes variações entre os exercícios. No exercício 20x1 temos no ativo circulante uma concentração de 65% do total do ativo e esse percentual é composto principalmente por Aplicações financeiras, Contas a receber e Estoques, já no exercício 20x2, temos como principais Contas a receber e Estoques e Outros ativos circulantes. A proporção do ativo circulante e não circulante em relação ao ativo total não sofreu grande variação. Ficando as variações mais tangíveis e que necessitam de maior apreciação no ativo circulante, que, de forma geral, foram aumentadas as contas mais relacionadas com a atividade fim da empresa. A empresa é financiada nos dois exercícios mais com capital de terceiros (60% e 68%) do que com capital próprio (41% e 33%), contudo a uma alteração no viés da dívida, pois ela estava 39% no circulante no primeiro exercício e aumentou para 52% no segundo, alterando mais para o curto prazo, o que de forma geral não é indicado. As principais contas de capital de terceiros de curto prazo são: Fornecedores, Outras obrigações e Empréstimos e financiamentos, sendo essa última importante apenas no segundo exercício, pois sofreu grande alteração. No capital de terceiros de longo prazo temos: Arrendamento mercantil, Provisões fiscais, trabalhistas e cíveis e Empréstimos e financiamentos, sendo esse último importante apenas no primeiro exercício evidenciando mais uma vez que as dívidas da empresa foram alocadas mais no curto prazo. No patrimônio líquido as principais contas são o Capital social e as Reservas de lucro que sofrem pouca variação entre os exercícios, ficando no passivo as maiores variações. 3. Cálculo dos índices de liquidez Fonte: elaborado pelo autor, 2024 4. Cálculo da estrutura de capital Fonte: elaborado pelo autor, 2024 5. Cálculo da lucratividade Fonte: elaborado pelo autor, 2024 6. Cálculo da rentabilidade Fonte: elaborado pelo autor, 2024 7. Conclusão sobre a situação econômica e financeira da empresa Analisando o balanço da empresa XPTO, observamos que a empresa prioriza a liquidez em seus investimentos, com 65% em 20x1 e 66% em 20x2, em comparação com a rentabilidade, que representa 34% e 33%, respectivamente. Os investimentos em liquidez aumentaramsignificativamente, enquanto os de rentabilidade tiveram um crescimento muito pequeno. No Ativo Circulante, os investimentos mais relevantes em liquidez incluem caixa, equivalentes de caixa, aplicações financeiras, contas a receber de clientes e estoques. Já no Realizável a Longo Prazo, as aplicações mais relevantes estão relacionadas a investimentos de longo prazo e ativos permanentes. Quanto às origens de recursos, a empresa depende mais de capital de terceiros (60% e 67%) do que de capital próprio (40% e 32%), com um aumento significativo na utilização de recursos de terceiros entre os exercícios. As origens de recursos de curto prazo estão principalmente ligadas a fornecedores e empréstimos, enquanto as de longo prazo estão relacionadas a arrendamento mercantil, capital social e reservas de lucro. Também houve aumento significativo do passivo de curto prazo, fazendo com que a dívida passasse a ser mais de curto prazo no segundo exercício analisado. A empresa apresenta uma boa estrutura de bens e direitos, com uma liquidez corrente de 169% em 20x1 e 129% em 20x2, demonstrando capacidade de pagamento das dívidas. A liquidez seca, por sua vez, teve uma redução de 120% em 20x1 para 80% em 20x2, destacando a necessidade de atenção a esse indicador. O capital da empresa é suficiente para cumprir suas obrigações, com uma margem de 124% em 20x1 e 109% em 20x2. A empresa utiliza principalmente capital de terceiros para investir em ativos, com 59% em 20x1 e 67% em 20x2, demonstrando uma redução na dependência de capital próprio no último ano. As origens de recursos de terceiros serão mais exigidas em curto prazo, com destaque para o aumento em 20x2. A empresa possui capital próprio suficiente para investir em rentabilidade, com 66% em 20x1 e 81% em 20x2 do capital próprio imobilizado. Em relação aos resultados financeiros, a empresa teve um retorno sobre o capital investido de 12% em 20x1 e 5% em 20x2, mostrando uma queda significativa nos números. A margem bruta da empresa também apresentou uma redução de 3% em 20x2, impactando o resultado operacional. Mesmo com um resultado operacional positivo, a empresa precisa ficar atenta à piora nos números e buscar maior efetividade nos processos. Em resumo, a análise do balanço revela uma priorização da liquidez nos investimentos, uma dependência de capital de terceiros e uma queda nos resultados financeiros em 20x2. A empresa apresenta uma estrutura sólida de bens e direitos, mas precisa melhorar a eficiência operacional e entender as razões por trás da deterioração das margens. *Referências bibliográficas OLIVEIRA, Alessandro Aristides de; SILVA Andréia Regina da; ZUCCARI Solange Maria de Paula. A Análise das Demonstrações Contábeis e sua Importância para Evidenciar a Situação Econômica e Financeira das Organizações. 2010. Disponível em: https://docs.uninove.br/arte/fac/publicacoes/pdfs/ricardo_alessandro.pdf. Acesso em: 04 jul. 2024. LIMEIRA, A. et al. Gestão Contábil Financeira. Série Gestão Empresarial – FGV Management. 2ª Ed. 2015 1 2 1 image6.png image.png image5.png image4.png image3.png image2.png image7.png image1.emf image2.wmf