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SAÚDE DA CRIANÇASAÚDE DA CRIANÇA RESUMOS ILUSTRADOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com Olá, tudo bem? Gostaríamos de te agradecer por adquirir um material do @focoresumos. O nosso material é feito com amor para te ajudar a alcançar o seus objetivos nos estudos. Esperamos que você goste e que se sinta bem ao estudar. Este conteúdo destina-se exclusivamente a exibição privada. É proibida toda forma de reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. Qualquer meio de compartilhamento, seja por google drive, torrent, mega, whatsapp, redes sociais ou quaisquer outros meios se classificam como ato de pirataria, conforme o art. 184 do Código Penal. 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Envia para suporte@focoresumos.com SAÚDE DA CRIANÇA Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com SAÚDE DA CRIANÇA 1.ASSISTÊNCIA AO RECÉM NASCIDO E REANIMAÇÃO NEONATAL......................................................................01 1.1 PREPARO PARA ATENDER RN EM SALA DE PARTO............................................................................................01 1.2 CUIDADOS NA HORA DO NASCIMENTO..........................................................................................................01 1.2.1 ANAMNESE MATERNA (FATORES ANTENATAIS E FATORES RELACIONADOS AO PARTO..................01 1.3 DISPONIBILIDADE DE MATERIAL PARA O ATENDIMENTO ............................................................................01 1.4 PRESENÇA DE EQUIPE TREINADA EM REANIMAÇÃO NEONATAL................................................................02 1.5 AVALIAÇÃO DA VITALIDADE AO NASCER.........................................................................................................02 1.6 ASSISTÊNCIA IMEDIATA AO RN...........................................................................................................................03 1.7 ASSISTÊNCIA MEDIATA AO RN (VITAMINA K, PROFILAXIA DA OFTALMIA NEONATAL.............................03 1.8 ÍNDICE DE APGAR..................................................................................................................................................04 1.9 CUIDADOS PRESTADOS NO ALOJAMENTO CONJUNTO..............................................................................04 2. REANIMAÇÃO NEONATAL....................................................................................................................05 2.1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................................05 2.2 PREPARO PARA ASSISTÊNCIA.............................................................................................................................05 2.3 PASSOS INICIAIS DA ESTABILIZAÇÃO.............................................................................................................. 05 2.4 VENTILAÇÃO POR PRESSÃO POSITIVA (VPP)..................................................................................................06 2.5 MASSAGEM CARDÍACA....................................................................................................................................... 06 3. ALEITAMENTO MATERNO.........................................................................................................................................07 3.1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................................07 3.2 DEFINIÇÃO ...........................................................................................................................................................07 3.3 PRINCIPAIS VANTAGENS ...................................................................................................................................07 3.4 FISIOLOGIA DA AMAMENTAÇÃO.......................................................................................................................07 3.5 TIPOS DE POSIÇÕES.............................................................................................................................................08 3.6 DIFICULDADES......................................................................................................................................................08 3.6 TÉCNICA.................................................................................................................................................................08 3.7 O LEITE MATERNO................................................................................................................................................09 3.8 MANEJO ................................................................................................................................................................ 09 3.9 RELACTAÇÃO.........................................................................................................................................................09 3.10 ORDENHA .............................................................................................................................................................10 3.8 CONTRA INDICAÇÕES ........................................................................................................................................ 10 3.9 FATORES DE RISCO DE INSUCESSO...................................................................................................................10 4. ICTERÍCIA NEONATAL..................................................................................................................................................11 4.1 DEFINIÇÃO..............................................................................................................................................................11 4.2 COMO AVALIAR?...................................................................................................................................................11 4.3 FISIOPATOLOGIA..................................................................................................................................................11 4.4 METABOLISMO DA BILIRRUBINA .......................................................................................................................11 4.5 CAUSAS..................................................................................................................................................................12 4.6 CAUSAS NÃO-FISOLÓGICAS..............................................................................................................................12 4.7 FATORES DE RISCO..............................................................................................................................................12 4.8 DIAGNÓSTICO......................................................................................................................................................13 4.9 ZONAS DE KRAMER..............................................................................................................................................13 4.10 TRATAMENTO (FOTOTERAPIA, EXSANGUINEOTRANSFUSÃO)..................................................................13 Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com SAÚDE DA CRIANÇA 5. TRIAGEM NEONATAL............................................................................................................................145.1 INTRODUÇÃO........................................................................................................................................................14 5.2 SÍNTESE DO PNTN - FASES..................................................................................................................................14 5.3 TESTE DO PEZINHO.............................................................................................................................................14 5.4 TESTE DO OLHINHO............................................................................................................................................15 5.5 TESTE DO CORAÇÃOZINHO..............................................................................................................................15 5.6 TESTE DA ORELHINHA.........................................................................................................................................16 5.7 TESTE DA LINGUINHA .........................................................................................................................................17 6. CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL..................................................................................18 6.1 CRESCIMENTO.......................................................................................................................................................18 6.2 PARÂMENTROS PARA AVALIAR O CRESCIMENTO...........................................................................................18 6.3 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES...........................................................................................................................18 6.4 DESENVOLVIMENTO............................................................................................................................................19 6.5 ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO.............................................................................................19 6.6 AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO...............................................................................................................19 6.7 DESENVOLVIMENTO NEUROMOTOR ...............................................................................................................19 6.8 MARCOS DO DESENVOLVIMENTO...................................................................................................................20 6.9 REFLEXOS...............................................................................................................................................................20 6.9.1 REFLEXO MORO...............................................................................................................................................20 6.9.2 REFLEXO TÔNICO-CERVICAL.......................................................................................................................20 7. DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA................................................................................................21 7.1 DIARRÉIA.................................................................................................................................................................21 7.2 CARACTERÍSTICAS DA DIARRÉIA.......................................................................................................................21 7.3 SINAIS CLÍNICOS..................................................................................................................................................21 7.4 DESIDRATAÇÃO...................................................................................................................................................22 7.5 FISIOPATOLOGIA.................................................................................................................................................22 7.6 TIPOS.....................................................................................................................................................................22 7.7 TRATAMENTO......................................................................................................................................................22 Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com FATORES ANTENATAIS Idade 35 anos • Ausência de cuidado pré-natal • Diabetes • Rotura prematura das membranas • Hipertensão específica da gestação • Pós-maturidade • Hipertensão crônica • Gestação múltipla • Anemia fetal ou aloimunização • Discrepância entre idade gestacional e peso ao nascer • Óbito fetal ou neonatal anterior • Diminuição da atividade fetal • Sangramento no 2º ou 3º trimestre • Uso de drogas ilícitas • Infecção materna • Malformação ou anomalia fetal • Doença materna cardíaca, renal, tireoidiana ou neurológica • Uso de medicações (por exemplo, magnésio e bloqueadores adrenérgicos) • Polidrâmnio ou oligoâmnio • Hidropsia fetal FATORES RELACIONADOS AO PARTO Cesariana de emergência • Bradicardia fetal • Uso de fórcipe ou extração a vácuo • Padrão anormal de frequência cardíaca fetal • Apresentação não cefálica • Anestesia geral • Trabalho de parto prematuro • Tetania uterina • Parto taquitócico • Líquido amniótico meconial • Corioamnionite • Prolapso de cordão • Rotura prolongada de membranas (>18 horas antes do parto) • Uso materno de opióides nas 4 horas que antecedem o parto • Trabalho de parto prolongado (>24 horas) • Segundo estágio do trabalho de parto prolongado (>2 horas) • Placenta prévia • Descolamento prematuro da placenta ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO E REANIMAÇÃO NEONATALE REANIMAÇÃO NEONATALE REANIMAÇÃO NEONATAL PREPARO PARA ATENDER RN EM SALA DE PARTO É de extrema importância o conhecimento e a habilidade em reanimação neonatal para todos os profissionais que atendem RN em sala de parto, mesmo quando se esperam crianças sem hipóxia ou asfixia ao nascer. Manobras de reanimação podem ser necessárias de maneira inesperada. O risco de haver necessidade de procedimentos de reanimação é maior quanto menor a idade gestacional e/ou o peso ao nascer. ANAMNSESE MATERNA: (fatores antenatais e fatores relacionados ao parto); CUIDADOS NA HORA NO NASCIMENTO - A temperatura ambiente na sala de parto deve ser, no mínimo, de 26ºC para que se mantenha com maior facilidade a temperatura corpórea normal do RN; - Todo material necessário para reanimação deve ser preparado, testado e estar disponível, em local de fácil acesso, antes do nascimento. Esse material é destinado à manutenção da temperatura, aspiração de vias aéreas, ventilação e administração de medicações. DISPONIBILIDADE DE MATERIAL PARA O ATENDIMENTO: 01 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com gestação a termo? ausência de mecônio? respirando ou chorando? tônus muscular bom? - A necessidade de reanimação depende da avaliação rápida de 4 situações, referente a vitalidade do RN, sendo feita as seguintes perguntas: - Se a resposta por sim para todas as perguntas, considera-se que o RN está com boa vitalidade e não tem necessidade de maobras de reanimação; - A determinação da necessidade de reanimação e a avaliação da sua eficácia dependem de dois sinais - É fundamental que pelo menos um profissional capaz de iniciar de forma adequada a reanimação neonatal esteja presente durante todo o parto. - Quando se antecipa o nascimento de um feto de alto risco, podem ser necessários 2 a 3 profissionais treinados e capacitados para reanimar o RN de maneira rápida e efetiva; PRESENÇA DE EQUIPE TREINADA EM REANIMAÇÃO NEONATAL; ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO E REANIMAÇÃO NEONATALE REANIMAÇÃO NEONATALE REANIMAÇÃO NEONATAL RESPIRAÇÃO FREQUÊNCIA CARDÍACA AVALIAÇÃO DA VITALIADE AO NASCER AVALIAÇÃO DA VITALIADE AO NASCER - A respiração deve ser regular e suficientepara manter a FC em, aproximadamente 100bpm; - De acordo com o Manual de Atenção a Saúde do Recém nascido, a frequência cardíaca adequada para recém-nascido (RN) varia, em média, de 120- 160 bpm; -A FC é avaliada por meio da ausculta do precórdio com estetoscópio, podendo eventualmente ser verificada pela palpação do pulso na base do cordão umbilical. - Além disso, RN com esforço respiratório e FC adequados podem demorar alguns minutos para ficarem rosados. Nos RNs que não precisam de procedimentos de reanimação ao nascer, a saturação de oxigênio com um minuto de vida situa-se ao redor de 60% – 65%, só atingindo valores de 87% – 92% no quinto minuto de vida. - O processo de transição para alcançar saturação de oxigênio acima de 90% requer cinco minutos ou mais em RNs saudáveis que respiram ar ambiente. 02 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com manter a tempertura corporal, secar e aquecer o RN e garantir a temperatura ambiente em sala de parto entre 23-26 Cº incentivar o aleitamento materno na primeira hora de vida OBETIVOS ASSISTÊNCIA IMEDIATA AO RN promover e manter o equilíbrio orgânico, prevenir infecções; estabelecer a permeabilidade das vias aéreas superiores, mas não aspirar de rotina PROFILAXIA DE OFTALMIA NEONATAL - Até 4 horas após o nascimento; - Recomenda-se a utilização da pomada de eritromicina a 0,5% - Como alternativa --> tetraciclina a 1% - Se não dispuser dos dois - utilizar nitrato de prata a 1% ASSISTÊNCIA MEDIATA AO RN - Pinçamento e corte do cordão umbilical - Administrar vit K; - Profilaxia da oftalmia neonatal - Identificar o RN; - Realizar medidas antropométricas (perímetro cefálico, perímetro torácico, perímetro abdominal, comprimento, peso) Todos os recém nascidos devem receber vitamina K para profilaxia de doenças hemorrágicas, deve ser administradas via intramuscular (IM) no vasto lateral da coxa, dose única de 1mg; Se os pais recusarem a administração IM, deve oferecer ao RN por via oral, e eles devem ser advertidos de que esse método deve seguir as recomendações dos fabricante e exige múltiplas doses. VITAMINA K ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO E REANIMAÇÃO NEONATALE REANIMAÇÃO NEONATALE REANIMAÇÃO NEONATAL 03 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com ÍNDICE DE APGAR Frequência cardíaca Tônus muscular Irritabilidade reflexa Cor 0 ausente ausente flacidez total ausente cianose, palidez cutânea 1 lenta 100 regular (bom e forte) boa movimentação choro, espirro completamente rosa O índice baseia-se em: observção da FC no tônus muscular no esforço respiratório AVALIAÇAÕ DA VITALIDADE DO RN - APGAR --- Escore de 0 a 3 - Sofrimento grave Escore de 4 a 6 - Sofrimento moderado (intermédiario) Escore de 7 a 10 - Ausência de dificuldade na adaptação a vida extrauterina na irritabilidade reflexa e na cor Esforço respiratório --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- --- CUIDADOS PRESTADOS NO ALOJAMENTO CONJUNTO - Evitar a separação mãe-filho na primeira hora, depois do nascimento, para procedimentos de rotina; - Higiene do coto umbilical com álcool a 70% a cada troca de fraldas; - Imunização com BCG e hepatite B; - Estimular ao aleitamento materno; ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDOASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO 04 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com REANIMAÇÃO NEONATALREANIMAÇÃO NEONATALREANIMAÇÃO NEONATAL INTRODUÇÃO - É necessário avaliar a cor, atividade e reatividade Ii manipulação basica (secar, aspirar, estimular), o tonus muscular, a FC e a respiração (padrão, esforço etc); - A reanimação depende da avaliação simultânea da respiração e da frequência cardíaca (FC). A FC é o principal determinante da decisão de indicar as diversas manobras de reanimação. - Logo após o nascimento, o RN deve respirar de maneira regular, suficiente para manter a FC acima de 100 bpm; e deve ser avaliada inicialmente por meio da ausculta do precórdio com estetoscópio; A maioria dos bebes nascem bem e exigem poucas intervenções ao nascer (aquecer, posicionar, aspirar, secar, estimular) para assumir o controle da respiração e fazer a transição entre a circulação fetal e a neonatal após o clampeamento do cordão; PREPARO PARA ASSISTÊNCIA Em alguns casos existe alguma dificuldade na transição da oxigenação placentária para a pulmonar ou ocorrem complicações, como: depressão respiratória ou asfixia, que exigem a intervenção de uma equipe treinada e habil para reverter rapidamente as situações que podem comprometer a saúde e a performance futura do RN. A fim de manter a permeabilidade das vias aéreas, posiciona-se a cabeça do RN com uma leve extensão do pescoço. Evitar sua hiperextensão ou flexão exagerada. Por vezes, é necessário colocar um coxim sob os ombros do paciente para facilitar o posicionamento adequado da cabeça Na sequência, se houver excesso de secreções nas vias aéreas, a boca e depois as narinas são aspiradas com sonda traqueal conectada ao aspirador a vácuo PASSOS INICIAIS DA ESTABILIZAÇÃO Após os passos iniciais da reanimação, avalia-se a respiração e a FC. Se houver vitalidade adequada, com respiração rítmica e regular e FC > 100 bpm, o RN deve receber os cuidados de rotina na sala de parto. Se o paciente, após os passos iniciais, não apresenta melhora, indica-se a ventilação com pressão positiva, a colocação dos eletrodos do monitor cardíaco e do sensor neonatal do oxímetro de pulso. 05 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com A ventilação e as compressões devem ser realizadas de forma sincrônica, sendo 3 movimentos de massagens para 1 movimento de ventilação, numa frequência de 90 movimentos de massagem e 30 de ventilação por minuto. Essas manobras devem ser executadas por 60 seg antes de reavaliar a frequência cardíaca, pois é o tempo mínimo para que a massagem cardíaca possa restabelecer a pressão de perfusão coronariana. REANIMAÇÃO NEONATALREANIMAÇÃO NEONATALREANIMAÇÃO NEONATAL MASSAGEM CARDÍACA Se for decisão --> ação --> reavaliação PASSOS INICIAIS DA ESTABILIZAÇÃO Tem como finalidade de inflar os pulmões do recém-nascido e, com isso, levar à dilatação da vasculatura pulmonar e à hematose apropriada; SINAIS DE VPP EFETIVA: - Aumento da FC; - Melhora da cor e tônus; - Início da respiração regular. OBSERVAR: - Adaptação da máscara a face do RN; - Permeabilidade das vias aéreas; - Expansibilidade pulmonar. A massagem cardíaca está indicada se após 30 segundos de VPP com técnica adequada, a FC estiver 60 bpm. Caso não apresente melhora, verificar a posição da cânula, a permeabilidade das vias aéreas e a técnica da ventilação e da massagem, corrigindo o que for necessário. - O uso de adrenalina e de modo eventual, do expansor de volume está indicado- A adrenalina é indicada quando a ventilação adequada e a massagem cardíaca efetiva não elevaram a FC acima de 60 bpm; - A via preferencial para a infusão de medicações na sala de parto é a endovenosa, sendo a veia umbilical de acesso fácil e rápido; A administração de medicações por via traqueal só pode ser usada para a adrenalina, uma única vez, enquanto o cateter venoso está sendo inserido. 06 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com ALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNO INTRODUÇÃO PARA A MÃE - efeito anticoncepcional nos primeiros meses; - menor incidência de cancêr; - melhora do vínculo relação mãe-filho; - sem custo, menos trabalho, compra, armazenamento - retorno mais rápdio ao peso pré gestacional; PARA O BEBÊ - proteção contra doenças infecciosas; - redução do risco de morte por diarréia/desnutrição; - melhora o desenvolvimento neurocognitivo; - menor incidência de asma, rinite, dermatite - melhor digestibilidade A amamentação promove o vínculo afetivo entre mãe e filho e tem repercussões na habilidade da criança de se defender de infecções, auxilia em seu desenvolvimento cognitivo e emocional, e também na saúde física e psíquica da mãe; O leite materno exclusivo é a alimentação ideal para todo lactente ate o 6º mes de vida. 0 leite humano dos primeiros dias (colostro), tem menor volume, mais proteinas, eletrólitos, fatores imunológicos e de crescimento. A transição do colostro para o leite maduro ocorre entre o 7º e o 14º dia. 0 volume do leite aumenta significativamente em torno do 3º ao 5 ºdia de vida (apojadura); DEFINIÇÃO AM EXCLUSIVO (AME): quando o lactente recebe somente leite materno, direto da mama ou ordenhado, ou leite humano de outra fonte, sem outros líquidos ou sólidos; com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, sais de reidratação oral, suplementos minerais ou medicamentos. AM PREDOMINANTE: recebe, além do leite materno, água ou bebidas à base de água (água adocicada, chás, infusões) e sucos de frutas; AM– recebe leite materno (direto da mama ou ordenhado), independentemente de estar recebendo ou não outros alimentos. AM COMPLEMENTADO: além do leite materno, também recebe alimentos complementares, definidos como qualquer alimento sólido ou semissólido com a finalidade de complementar o leite materno. O termo “suplemento” tem sido utilizado para água, chás e/ou leite de outras espécies; No período da gravidez a mama se desenvolve para lactação, estimulada por estrogeno e progesterona. Após o parto a produção do leite é estimulada pela prolactina liberada pela hipófise e pela perda de inibição hormonal placentária. O contato do bebe com a mãe, estimulos visuais e choro do bêbe, estimulam a produção de ocitocina e o reflexo de descida e ejeção do leite das unidades lactiferas para as ampolas dos seios lactferos, perto da areola, de onde é mais facilmente extraído pelo bebe por sucção. FISIOLOGIA DA AMAMENTAÇÃO PRINCIPAIS VANTAGENS AM MISTO OU PARCIAL: quando a criança recebe, além do leite materno, outros tipos de leite. 07 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com PROBLEMA CAUSA SOLUÇÃO E PROFILAXIA Dermatites , assaduras e fissuras pega inadequada, tempo longo de mamada manter a ducção frequente e diminuir o tempo de mamada, corrigir os erros de pega e posição do bebê na mama, usar sutiã com suporte adequado, utilizar absorventes para manter o seio seco, Mastite (febre ou flutuação) fissuras, ingurgitame nto, e estase prolongada do leite tratar com antibióticos, manter sução se a mãe aguentar ou manter ordenha do lado afetado, em alguns casos necessita de drenagem. PROBLEMA CAUSA SOLUÇÃO E PROFILAXIA Baixa produção estresse, medo, ansiedade, dor e desconforto Presença do bebe ao lado da mãe (alojamento conjunto precoece), criar um ambiente emocional adequado de apoio, ensinar e corrigir erros de técnica, emocional, vigiar a evolução do peso do bebe. apojadura dolorosa e engurgitam ento muita produção - efeito da prolactina, com pouca descida (efeito da ocitocina) ordenha manual, aumentar o intervalo entre as mamadas, mudar a posição da pega do mamilo e massagear as partes túrgidas. ALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNO DIFICULDADES - A primeira mamada deve ocorrer dentro da primeira hora de vida, mesmo na sala de parto. - Amamentar em livre demanda; - Oferecer um seio a cada mamada, esvaziando-o por completo, e complementar com a outra mama após esvaziar completamente a primeira. Deve-se iniciar cada mamada por aquela que terminou. Isso estimula a produção do leite, além de favorecer a sucção do leite posterior, mais rico em gorduras, o que garante a saciedade e o ganho ponderal; - A mãe deve estar sentada, com as costas apoiadas, em posição o mais confortável possível e que permita o adequado posicionamento do bebê; TÉCNICA TIPOS DE POSIÇÕES 08 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com Pega adequada - Em caso de excesso de leite com ingurgitação mamária, realizar massagem suave e ordenha, esvaziando parcialmente. O mesmo deve ser realizado no caso de mastite asséptica e quando o RN não consegue sugar, devido à ingurgitação; - Em casos de fissura do mamilo, lavar os mamilos somente com água corrente, aplicar o próprio leite nas fissuras e realizar exposição solar para secar. Não utilizar cremes nem pomadas ALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNO O LEITE MATERNO LEITE MATERNO COLOSTRO: rico em protéinas MADURO (a partir do 7º ao 10º dia pós parto): rico em gorduras Principal proteína: LACTOALBUMINA Principal anticorpo: Imunoglobulina A (IgA) Pode ser conservado na geladeira por até 12h, e no freezer ou congelador por até 15 dias COM QUE FREQUÊNCIA? - deixar o bebe sugar por livre demanda, colocando no peito sempre que chorar ou manifestar fome. com o tempo ele se adaptara a um intervalo de aproximadamente 3 horas. QUANTO TEMPO PARA CADA MAMADA? - o ideal é deixar o bêbe mamar quanta tempo quiser e com o intervalo que quiser. Entratanto, para nao cansar demais a mae ou para evitar lesao do mamilo, pode-se limitar as mamadas em cerca de 10 minutos em cada seio com mamadas mais frequentes. Em 5 a 10 minutos a criança mama mais de 80% do total da mamada e tempo maior aumenta o risco de lesao do mamilo. MANEJO RELACTAÇÃO É utilizado para recuperar a lactação quando, por doença materna ou do bebe, a lactação não foi iniciada após a parto. Também pode ser tentada em casos de adoção. Recomenda-se que o bebe seja colocado para sugar os dois seios por cerca de 15 minutos e depois oferecer leite ordenhado, leite humano pasteurizado (de banco de leite) ou formula. Um boa alternativa de relactação e administrar o leite através de um a sonda que e introduzida na boca do bebe junto com o mamilo de forma que, ao sugar o seio bebe receba algum leite mesmo antes que a relactaçao ocorra. - O leite pode será administrado pela sonda com auxilio de uma seringa ou com um copo. A relactação e o inicio da produção de leite ocorre apos aproximadamente uma semana, e o aumento de volume permite reduzir pogressivamente a suplementação. 09 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com CONTRA INDICAÇÕES - A amamentação cruzada (uma mae amamentar ao seio o filho de outra) e contra-indicado pelo risco de transmissao de inlecções, principalmente HIV-AIDS; - Necessidade de uso de drogas incompatíveis com a amamentação; - Doenças maternas muito graves (cardiopatias ou disfunção renal ou hepática graves), doenças psiquiátricas graves com risco para o bebê. A ordenha é utilizada para obter leite materno para prematuros que ainda não aprederam a sugar, na prevenção e tratamento do ingurgitamento mamário, durante pausas na amamentação por motivos de doença (mastite dolorosa, ictericiapersistente), utilizado também para mães que trabalham ou se ausentam e querem deixar o leite para ser dado ao bebê, e para doação aos bancos de leite materno. ORDENHA ALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNOALEITAMENTO MATERNO OBS: Não interromper a amamentação nos casos de: mastite ou infecção puerperal em que a mae tolere continuar amamentando, tuberculose bacilifera (se a mae está em tratamento e a criança recebe isoniazida profilatica), e hepatite B se o bebe recebeu vacina e imunoglobulina nas primeiras 12 horas de vida; - Posição e "pega" inadequada (boca-mamilo- areola) - Falta de suporte e orientação no ínicio da amamentação - Disponibilidade de mamadeiras, bicos e fórmulas - Antecedente de mamoplastia redutora - Dor e desconforto intenso ao amamentar - Separação prolongada do filho no pós-parto - Bebes prematuros, baixo peso ou asfixiados FATORES DE RISCO DE INSUCESSO Mama aparentando esticada; A aréola fica de fora; O bebê suga ou mastiga o mamilo, com os labios geniva ou a língua; A lingua pode estar mal colocada, impedindo a protusão do mamilo na boca. ANOTAÇÕES ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 10 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com ICTERÍCIA NEONATALICTERÍCIA NEONATALICTERÍCIA NEONATAL Trata-se de uma das condições mais frequentes do período neonatal, ocorrendo em recém- nascidos (RN) de todas as idades gestacionais (IG). DEFINIÇÃO A icterícia é uma manifestação visível, definida pela coloração amarelada da pele, das mucosas e das escleróticas, produzida pela deposição de bilirrubina nestes tecidos, com aparecimento céfalo-caudal. cor normal cor amarelada Cerca de 60% dos recém-nascidos (RN) a termo e 80% dos RN pré- termo tornam-se ictéricos na primeira semana de vida, a qual representa uma manifestação fisiológica resultante da degradação de hemácias fetais, que possuem uma sobrevida mais curta nesta fase da vida. COMO AVALIAR? Está associada a uma limitação transitória da captação e da conjugação hepática e com a exacerbação da circulação entero-hepática. Como nos prematuros a captação e a conjugação são mais lentas, eles se tornam mais ictéricos no sétimo dia de vida. A hiperbilirrubinemia indireta também pode decorrer de um processo patológico, podendo-se alcançar concentrações elevadas de bilirrubina COMO AVALIAR? lesivas ao cérebro, instalando-se o quadro de encefalopatia bilirrubínica (kernicterus). Várias são as restrições do metabolismo da bilirrubina que explicam a chamada “icterícia fisiológica”: a origem da bilirrubina está na degradação de hemácias, fisiologicamente normal nos RN. A partir desse fenômeno, instala-se uma cascata de eventos: a sobrecarga de bilirrubina ao hepatócito e a menor capacidade de captação, conjugação e excreção hepática da bilirrubina. A sobrecarga de bilirrubina ao hepatócito decorre da produção aumentada de bilirrubina indireta: o RN produz 2 a 3 vezes mais bilirrubina do que o adulto, por causa da maior quantidade proporcional de hemoglobina e menor vida média das hemácias, que é de 70 a 90 dias. FISIOPATOLOGIA METABOLISMO DA BILIRRUBINA 11 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com Considera-se hiperbilirrubinemia patológica com risco num RN a termo, ou próximo do termo e saudável, quando os valores obtidos por meio de avaliação laboratorial da bilirrubina específica para a sua idade em horas de vida, encontra-se em níveis que podem levar a complicações de gravidade, principalmente neurológicas. Sobrecarga de bilirrubina ao hepatócito - Doenças hemolíticas - Incompatibilidade Rh - Incompatibilidade ABO - Incompatibilidade por antígenos irregulares (c, E, Kell, etc.) - Deficiência de G6PD Causas adquiridas - Infecções, especialmente sepse - Coleções sanguíneas extravasculares (céfalo- hematomas e outras hemorragias) - Policitemia - Jejum prolongado, baixo aporte de leite - Anomalias gastrointestinais/com obstrução de trânsito Deficiência ou inibição da conjugação da bilirrubina - Icterícia por leite materno - Hipotireoidismo congênito Envolve 2 grandes grupos de patologias, que acolhem vários tipos de causas. Trata-se da hiperbilirrubinemia indireta, produzida pelo aumento sérico da fração livre (BI), e a direta,decorrente do acúmulo da fração conjugada, ou direta, da bilirrubina (BD). As causas de hiperbilirrubinemia indireta podem ser devidas à sobrecarga de bilirrubina ao hepatócito ou as decorrentes da conjugação hepática. ICTERÍCIA NEONATALICTERÍCIA NEONATALICTERÍCIA NEONATAL CAUSAS FISIOPATOLOGIA A icterícia por leite materno é supostamente causada por fatores do próprio leite, e a icterícia associada à amamentação, é geralmente observada quando a amamentação não é satisfatória e a ingestão é insuficiente. - Mãe de tipagem O, e/ou Rh negativo - Irmão prévio que necessitou de tratamento para icterícia neonatal - Mãe diabética - Peso de nascimento entre 2.000 e 2.500 g e/ou idade gestacional entre 35 e 38 semanas (maior risco entre 35 e 36 (semanas) - Sexo masculino - Baixo aporte de leite materno na primeira semana de vida, com perda exagerada de peso pelo RN - Alta precoce da maternidade (antes de completar 48 horas de vida) CAUSAS NÃO FISOLÓGICAS FATORES DE RISCO 12 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com ICTERÍCIA NEONATALICTERÍCIA NEONATALICTERÍCIA NEONATAL DIAGNÓSTICO - Pode ser feito pelo exame físico, pela mensuração da bilirrubina transcutânea e pela mensuração da bilirrubina sérica. - No exame físico, a icterícia pode ser visualmente detectada por meio da digitopressão da pele do RN, sendo que a alteração passa a ser percebida com níveis de bilirrubina maiores que 4-8mg/dL. No entanto, impressão visual não apresenta relação direta com o nível sérico de bilirrubina. ZONAS DE KRAMER A evolução da Icterícia no RN é céfalo-caudal, tanto o de aparecimento quanto o de resolução. A classificação da Icterícia é feita pelas Zonas de Kramer, que considera mais grave quanto mais distal for a icterícia, havendo também a seguinte relação: TRATAMENTO FOTOTERAPIA A luz interage com o pigmento bilirrubínico depositado na pele do RN, quanto maior a superfície corporal exposta à luz, maior será a eficácia da fototerapia. Deve ser colocada a 30 ou 50 cm de distância de sua pele, com óculos de proteção ocular. Para se ter uma eficácia desse tratamento, é importante que a luz emitida tenha um comprimento de onda capaz de ser absorvido pela bilirrubina. EXSANGUINEOTRANSFUSÃO Nesse tratamento o sangue do bebê é removido e substituído por outro, de um doador compatível. Deve ser realizada em ambiente asséptico, com o RN sob calor radiante, em monitorização contínua da temperatura e das frequências cardíaca e respiratória. A duração preconizada é de 60–90 minutos. Objetiva realizar a troca de 2 volemias a fim de diminuir agudamente os níveis de bilirrubina e controlar a hemólise a fim de evitar a Kernicterus. 13 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com TRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATAL Já integrada no Brasil, é um programa de rastreamento queabrange testes e exames realizados nos recém-nascidos (RN) que previnem e detectam doenças precocemente, com o objetivo de evitar morbimortalidade na população infantil; INTRODUÇÃO A partir da criação da Política Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) pelo Ministério da Saúde em 2001, aconteceu a oficialização desse processo com a triagem biológica (teste do pezinho), triagem auditiva e triagem ocular. As doenças detectadas, sejam elas congênitas ou genéticas, quando diagnosticadas em tempo oportuno, permite intervenções clínicas precoces, proporciona um tratamento adequado e uma melhor qualidade de vida. SÍNTESE DO PNTN TRIAGEM BIOLÓGICA - FASES - É o exame feito para identificar precocemente indivíduos com doenças metabólicas, genéticas, enzimáticas e endocrinológicas, para que estes possam ser tratados em tempo oportuno. - É realizado atraves de exames em gotas de sangue em papel de filtro: TESTE DO PEZINHO - Deve ser coletado após 48 horas de vida, de preferência entre o 3º e 5º dia. - RNs prematuros, com baixo peso ou enfermidades graves, a amostra é obtida por punção venosa periférica em, pelo menos, 3 amostras em tempos diferentes: Primeira amostra: na admissão da UTI neonatal, antes de iniciar nutrição parenteral, transfusões ou medicamentos; Segunda amostra: entre 48 e 72 horas de vida, também por punção venosa; Terceira amostra: Na alta ou no 28º dia de vida do recém nascido em internação hospitalar. em caso de coleta precoce, a fenilcetonúria pode gerar falso negativo O PNTN tem a finalidade de investigar seis doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Doença Falciforme e outras hemoglobinopatias, Fibrose Cística, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência de Biotinidase. O Programa Nacional da Triagem Neonatal foi implementado em fases. Atualmente, todos os estados brasileiros estão contemplados com a fase IV, que compreende: 14 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com TRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATAL TESTE DO OLHINHO Também chamado de Teste do Reflexo Vermelho (TRV). Rastreia anormalidades ou opacidades no segmento posterior do olho e deve ser feito com oftalmoscópio pelo pediatra. É realizado utilizando um oftalmoscópio que consiste em uma luz direcionada ao olho da criança a uma distância de aproxidamente 50 cm do olho do paciente, e deve haver um reflexo vermelho, fenômeno semelhante ao observado nas fotografias. Para que este reflexo possa ser visto, é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída de luz pela pupila, e em ambiente escuro. de acordo com as Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância do Ministério da Saúde (2016), deve ser realizado antes da alta da maternidade, pelo menos 2 a 3 vezes por ano nos 3 primeiros anos de vida, e 1 vez ao ano do terceiro ao quinto ano de vida. QUANDO REALIZAR? A evidência de opacidade (leucocoria) requer avaliação do oftalmologista e pode indicar as seguintes doenças: - Catarata congênita; - Retinoblastoma – tumor maligno intraocular mais comum da infância, um tumor de células retinianas imaturas; - Glaucoma congênito; - Opacidades congênitas da córnea; - Retinopatia da prematuridade; - Inflamações e hemorragias intraoculares. TESTE DO CORAÇÃOZINHO É capaz de detectar alterações cardíacas por meio da aferição da oximetria de pulso no membro superior direito e em um dos membros inferiores. É realizado antes da alta hospitalar, permite o diagnóstico de cardiopatias congênitas críticas, ou seja, aquelas em que a apresentação clínica depende do fechamento do canal arterial. - Deve ser realizado entre 24 e 48h de vida do recém-nascido, com as extremidades aquecidas. Pode ser realizado pelo pediatra ou enfermeiro. QUAIS DOENÇAS DETECTAM? 15 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com QUAIS DOENÇAS DETECTAM? TRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATAL Atresia pulmonar; Hipoplasia do coração esquerdo; Coarctação da aorta crítica; Transposição da grandes artérias. Fonte: Departamento de Cardiologia e neonatologia da SBP. Diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica: oximetria de pulso como ferramenta de triagem neonatal, 2011. FLUXOGRAMA A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) visa identificar a deficiência auditiva o mais precocemente possível. Também chamado de "'exame de emissões otoacústicas evocadas'' é o metodo mais eficaz para diagnosticar problemas auditivos nos recém nascidos. - O exame é realizado por um fonoaudiólogo ou médico, consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno através de uma delicada sonda introduzida na orelha do RN. É realizado partir de 48 horas de vida, e leva de 5 a 10 minutos. No caso de suspeita de alguma anormalidade, o bebê é para uma avaliação otológica e audiológica completa. TESTE DA ORELHINHA - É necessário ter a integridade anatômica da orelha externa e média, os neonatos com malformações da orelha externa devem ser encaminhados imediatamente para avaliação audiológica e otorrinolaringológica. Fatores de Risco para Deficiência Auditiva: - Antecedente familiar de surdez permanente; - Permanência em UTI por mais de 5 dias ou um dos demais: ventilação assistida, circulação extracorpórea, drogas ototóxicas, O resultado normal é uma saturação maior que 95% em ambos os membros verificados, e uma diferença menor que 3% entre as medidas do membro superior direito e membro inferior. Se haver essas alterações, uma nova aferição deve ser feita após 1 hora. TESTE DO CORAÇÃOZINHO 16 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com TRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATALTRIAGEM NEONATAL TESTE DA LINGUINHA É um exame que possibilita diagnosticar e indicar o tratamento precoce das limitações dos movimentos da língua causadas pela língua presa que podem comprometer suas funções, ex: sugar, engolir, mastigar e falar. Deve ser realizado por um profissional da área da saúde qualificado, como por exemplo, o fonoaudiólogo. Devendo elevar a língua do bebê para verificar se a língua está presa, e observar o bebê chorando e sugando. O teste não tem contra indicações. É recomendado que a avaliação do frênulo da língua seja inicialmente realizada na maternidade. A avaliação precoce é ideal para que os bebês sejam diagnosticados e tratados com sucesso. QUEM REALIZA? No Brasil, a lei nº 13.002 de 20 de Junho de 2014, torna obrigatória a aplicação do protocolo de avaliação do frênulo lingual em todos os recém nascidos. O QUE É AVALIADO? FRÊNULO - uma membrana mucosa que conecta a língua ao assoalho da boca que permite seus movimentos. A mesma pode ter uma alteração anatômica prejudicando os movimentos, causando dificuldades na mamada e problemas de fala. FRÊNULO COMO É O TESTE? - É realizado um questionário sobre a frequência e qualidade da amamentação; - Observação da posição boca em repouso e da língua enquanto chora; - Avaliação anatômica do frênulo, quanto a expessura e sua fixação no assoalho pélvico da boca - hiperbilirrubinemia, anóxia grave, Apgar menor que 4 no 1º minuto e menor que 6 no 5º minuto e peso a ao nascerÉ considerado como um dos melhores indicadores de saúde da criança, em razão de sua dependência de fatores nutricionais e ambientais. E também sofre influência de fatores genéticos e neuroendócrinos, da atividade física e do sono. CRESCIMENTO De acordo com o Caderno da Atenção Básica nº 33 - O acompanhamento sistemático do crescimento e ganho de peso possibilita a identificação de crianças com maior risco de morbimortalidade por meio da sinalização precoce da subnutrição e obesidade. O método mais eficaz para acompanhar o crescimento infantil é o registro periódico do peso, estatura e IMC na caderneta de saúde da criança. PARÂMETROS PARA AVALIAR O CRESCIMENTO DE CRIANÇAS (MENORES DE 10 ANOS) PERÍMETRO CEFÁLICO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) PESO PARA IDADE COMPRIMENTO/ ESTATURA de zero a 2 anos de zero a 2 anos, de 2 a 5 anos e de 5 a 10 anos de zero a 2 anos, de 2 a 5 anos e de 5 a 10 anos de zero a 2 anos, de 2 a 5 anos e de 5 a 10 anos Diversas partes do corpo apresentam diferentes ritmos de crescimento OBSERVAÇÕES IMPORTANTES A cabeça, no feto de 2 meses de vida intrauterina --> proporcionalmente, 50% do corpo, no RN, apresenta 25%, e na idade adulta, 10% A velocidade de crescimento geral NÃO é uniforme A partir do 5º ano: velocidade de crescimento --> praticamente constante, de 5 a 6 cm/ano até o inicio do estirão da adolescência: (11 anos) --> meninas (13 anos) --> meninos 18 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTOCRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTOCRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTILINFANTILINFANTIL - O acompanhamento do desenvolvimento da criança é parte essencial do conjunto de cuidados que visam a promover uma infância saudável, com o objetivo de ser um adulto socialmente adaptado e integrado. "É o aumento da capacidade do indivíduo para realizar funções cada vez mais complexas" - O desenvolvimento tem relação à aquisição de novas habilidades pela criança. Essa aquisição pode ser observada desde as primeiras semanas de vida e dividida em desenvolvimentos motor, cognitivo, social e linguístico. DESENVOLVIMENTO ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO O desenvolvimento exposto por uma criança depende muito do estímulo que ela recebe. É o meio ambiente que influencia o desenvolvimento das potencialidades; Deve ser um processo contínuo de acompanhamento das atividades relativas ao potencial de cada criança, com vistas à detecção precoce de desvios ou atrasos; Existem testes que auxiliam os profissionais de saúde a observar a progressão do desenvolvimento neuro-psicomotor da criança para detectar atrasos mais precocemente. A aplicação rotineira destes testes ou dos conceitos envolvidos pode chamar atenção para problemas ainda não diagnosticados; DESENVOLVIMENTO NEUROMOTOR A regra do desenvolvimento motor é que ocorra no sentido craniocaudal e proximodistal e, por meio de aquisições mais simples para mais complexas; - Ao nascimento, a criança fica com as mãos fechadas na maior parte do tempo. Por volta do 3º mês, em decorrência da redução do tônus flexor, as mãos ficam abertas por período maior de tempo, e as crianças conseguem agarrar os objetos, embora ainda sejam incapazes de soltá-los; AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO Identificação de problemas tais como atraso no desenvolvimento da fala; tendência ao isolamento social dificuldade no aprendizado alterações relacionais agressividade São fundamentais para o desenvolvimento e a intervenção precoce para o diagnóstico dessas crianças 19 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com IDADE MARCOS IMPORTANTES 1º MÊS - olha e observa atentamente um rosto;a cabeça oscila quando sustentado na vertical, tônus com extremidades fletidas, mãos fechadas, prende reflexamente um dedo colocado na sua mão. 2º MÊS - observa um rosto, segue objetos ultrapassados a linha média, reage ao som, vocaliza, (emitindo sons diferentes do choro), eleva cabeça e ombros na posição prona, sorri; 4º MÊS - observa sua própria mão, segue com o olhar até 180°, grita, senta com apoio, sustenta a cabeça, agarra um brinquedo colocado em sua mão; 6º MÊS - tenta alcançar um brinquedo, procura objetos fora do alcance, volta-se para o som, rola no leito, inicia uma interação 9º MÊS - transmite objetos de uma mão para a outra, pinça polegar-dedo, balbucia, senta sem apoio, estranhamento (prefere pessoas de seu convívio), brinca de esconde- achou 12º MÊS - bate palmas, acena, combina sílabas, fica em pé, pinça completa (polpa a polpa), segura o copo ou a mamadeira CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTOCRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTOCRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTILINFANTILINFANTIL MARCOS DO DESENVOLVIMENTO REFLEXOS - Apoio plantar, sucção e preensão palmar: desaparecem até o 6º mês; - Preensão dos artelhos: desaparece até o 11º mês; - Reflexo cutâneo plantar: estímulo da porção lateral do pé do RN --> ocorre a extensão do hálux; a partir do 13º mês --> ocorre a flexão do hálux; A partir dessa idade, a extensão é patológica. REFLEXO MORO -Segurar a criança pelas mãos e liberar bruscamente seus braços --> simétrico; -É incompleto ao 3º mês e não deve existir a partir do 6º mês; REFLEXO TÔNICO- CERVICAL -Rotação da cabeça para um lado --> Com a criança em decúbito dorsal o examinador roda a cabeça dela para um dos lados e sustenta essa posição por 15s a resposta esperada é a extensão dos membros superior e inferior do mesmo lado da rotação e a flexão dos membros do lado oposto -A atividade é realizada bilateralmente --> simétrica; -Desaparece até o 3º mês. 20 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIADOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIADOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA DIARRÉIA - É uma alteração do conteúdo líquido das fezes, geralmente acompanhado por aumento da frequência e do volume e por uma diminuição na consistência das fezes; - É conhecida também como evacuação amolecida ou aquosa; - Fezes com aspecto normal, mesmo aumentando a frequência NÃO é considerado diarréia. Geralmente a quantidade de evacuações diárias depende da dieta e idade da criança; - Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a diarreia pode ser definida como o aumento do número de evacuações, sendo, no mínimo, 3 em um período de 24 horas. CARACTERÍSTICAS DA DIARRÉIA - Perda de água e eletrólitos maior que o normal; - Uma das principais causas de morbimortalidade infantil no Brasil, especialmente em crianças menores de 6 meses que não estão em aleitamento materno exclusivo (AME); - As fezes dos lactentes em AME geralmente são amolecidas e não devem ser consideradas diarréia; - A percepção materna é extremamente confiável para identificar e reconhecer a diarréia nos seus filhos. - Geralmente são causadas por vírus, bactérias ou parasitas. SINAIS CLÍNICOS letargia inconsciência inquietude e irritação a criança não consegue mamar ou beber líquidos olhos fundos - A principal preocupação durante uma diarréia é reidratar a criança ou evitar que ela se desidrate. Os Iiquidos perdidos por diarréia e por vômitos precisam ser repostos, volume a volume, como uma solução de reidratação oral; - É de extrema importância realizar um exame clinico completo e detalhado, com ênfase no estado de hidratação e nutrição. Pesquisar sinais de infecções associadas e de doenças que cursam com diarréia cronica ou prolongada. cólica abdominal nauseas e vômitos PROFILAXIA: As medidas de saneamento (água tratada, filtro de agua, esgoto, lixo), educação em saúde (cuidados de higiene, promoção do aleitamento materno, use do "soro oral" em pacientes com diarreia), reduzem a taxa mortalidade. febre A vacinação contra rotavírus, há redução da morbimortalidade 21 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com Adesidratação é importante nos primeiros meses de vida porque o corpo humano é mais suscetível às perdas hídricas nessa faixa etária. Isso pode ser observado considerando que a proporção de água corpórea no período neonatal é de 80%, permanecendo 50% no espaço extracelular. Contudo, quando ocorre processo diarréico, ou de vômitos a perda de água e de eletrólitos pode ser muito intensa. DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIADOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIADOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA DESIDRATAÇÃO FISIOPATOLOGIA A desidratação aguda na infância tem como causa principal perdas gastrointestinais por diarréia aguda. TIPOS - Está relacionado à intensidade das perdas de líquidos e eletrólitos e essa classificação é fundamental para o seu tratamento. Podem ser dividas em leve, moderada e grave. LEVE: A sintomatologia é discreta ou mesmo ausente. Sede, redução da diurese com urina concentrada e sinais de desidratação intra e extracelular são leves ou ausentes. Existem perdas de até 5% dos líquidos (3 a 5%), o enchimento capilar é inferior a 3 segundos; MODERADA: Apresenta maior redução de diurese, sede intensa, maior intensidade de sinais de desidratação, mucosas secas, taquicardia, embora sem sinais de choque enchimento capilar de 3 a 5 segundos; GRAVE: Ocorre a perda de 10% ou mais do peso corporal. Os sinais de desidratação intra e extracelular são ainda mais acentuados, com sede intensa. As mais preocupantes características são as alterações hemodinâmicas, muitas vezes associadas com problemas na perfusão cerebral. Pode haver sinais de choque: enchimento capilar lento ou mais de 5 segundos, extremidades frias, pulsos rápidos e finos e, mais tardiamente, hipotensão. TIPOS Aumentar a oferta de líquidos como água e sucos, corrigir os eventuais erros na dieta e oferecer o soro de reidratação oral (SRO) de acordo com a aceitação do paciente, após cada evacuação ou vômito. TRATAMENTO 22 FOCO RESUMOS Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com FOCO RESUMOS POR: MARIA CAROLINA ARAÚJO Licenciado para - M árcio José de B rito - 00195870581 - P rotegido por E duzz.com