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1 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Sumário INTRODUÇÃO ................................................................................. 3 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (SAE) 9 TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS ................. 12 A ENFERMAGEM É PARTE INTEGRANTE DA EQUIPE DE SAÚDE. .................................................................................................................. 13 PROCESSO DE ENFERMAGEM .................................................. 16 REFERÊNCIAS .............................................................................. 28 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. INTRODUÇÃO As teorias de enfermagem têm sido freqüentemente visualizadas num enfoque dicotômico do existir, não existir; do ser, não ser e da possibilidade ou não de sua utilização na prática. Possuir um corpo de conhecimentos próprio e uma prática independente e autônoma, parece representar as nossas mais elevadas aspirações. Na nossa realidade, as teorias geralmente aceitas são aquelas que provêm de centros de enfermagem mais avançados, caracterizando nossa dependência tecnológica neste âmbito. Embora se afirme que os conhecimentos resultantes do "fazer enfermagem" sejam transculturais, há que se perceber que a essência do ser-enfermeiro e do ser-cliente, numa relação de interdependência, certamente influenciará o ser-enfermagem, produzindo ações de enfermagem específicas em determinados contextos culturais. Apresenta-se aí, o credo de Wanda de Aguiar Horta, que nos anos sessenta, estudando e ensinando as propostas teóricas iniciais das autoras americanas, passa a "pensar" sobre a enfermagem. E, é neste contexto que surgem as verdadeiras "novas dimensões" brasileiras de enfermagem: do encontro do Ser-enfermeiro, com o Ser-cliente, resultante das percepções e ações que levam a uma transação — neste momento surge o Ser-Enfermagem. Um ser abstrato que tem, na concepção de Wanda de Aguiar Horta, como objeto a assistência às necessidades humanas no ciclo saúde-enfermidade em qualquer fase do ciclo vital. Horta usou em sua teoria dois paradigmas fundamentais: o de Maslow e o de Mohama. Usando sua criatividade e o seu saber, associou as duas propostas num sistema de classificação próprio, que mostra claramente a sua linha de pensamento. Outras teoristas também influenciaram a sua teoria: McDowell (homeostasia), Levine (holísitica), Roy (adaptação), King (percepção, transação e interação) e Rogers (homem no tempo e no espaço). O resultado final destas influências centraliza o processo de assistência a ser utilizado pela enfermeira no atendimento das Necessidades Humanas Básicas. Parece-nos que a teoria apresentada por Horta teria um poder prescritivo muito maior, se nós, enfermeiras, nos últimos 15 anos, tivéssemos nos preocupado com a estrutura do saber fazer enfermagem, ao invés da estrutura como um simples método. Horta inicia a construção da sua teoria num alto nível de abstração, fundamentando-se nos valores pessoais e profissionais. A seguir, percorre um caminho lógico dedutivo, baseando-se nos paradigmas já citados. Estabeleceu um sistema de relações simples entre os conceitos abstratos e concretos, desenvolvendo um modelo operacional, centrado no como se deveria fazer enfermagem. Propõe uma teoria de amplo alcance, visualizada por meio das suas proposições e princípios que orientam as ações de enfermagem e caracterizam a sua clientela. A teoria indica um caminho para o julgamento clínico de enfermagem, determinando, categorizando e priorisando ações a serem implementadas, permitindo uma prospecção dos resultados dessa ação, se for estudada cuidadosamente. Além desse aspecto, proporciona subsídios para a avaliação da qualidade da assistência de enfermagem. A operacionalização da teoria é explícita e está concatenada, porém de construção complexa no que se refere ao diagnóstico e prognóstico, exigindo, como a própria autora refere em sua obra, a inclusão destes modelos na prática, a título experimental para a sua validação. Outro aspecto a ser destacado é a importância da validação de nível de dependência/independência, em relação à capacidade de auto-cuidado do cliente. O contexto utilizado pela autora é abrangente, visto que o conhecimento relativo às Necessidades Humanas Básicas ocorre no equilíbrio e no desequilíbrio das suas manifestações, estabelecendo ainda um controle sobre os resultados das ações propostas (evolução e prognóstico). É uma teoria operacional, segundo STEVENS (1976), por estar organizada ao redor de métodos de intervenção, no caso, o processo de enfermagem. As necessidades humanas básicas, por sua vez, são estados de tensão, conscientes ou inconscientes, resultantes dos desequilíbrios homeodinâmicos dos fenômenos vitais. Em estados de equilíbrio dinâmico, afirma Horta, as necessidades não se manifestam, permanecendo em estado latente. Assim, estados de equilíbrio correspondem à fase de latência das necessidades humanas básicas, e os estados de desequilíbrio correspondem às manifestações das alterações das necessidades humanas básicas. A intensidade da manifestação, por sua vez, depende do desequilíbrio instalado. Entende-se por manifestação da alteração nas necessidades humanas básicas, a condição ou situação apresentada pelo indivíduo, família ou comunidade que exige uma resolução para voltar ao estado de equilíbrio. Esta manifestação pode ser aparente ou inaparente, consciente ou inconsciente e verbalizada ou não. A manifestação de alterações em uma necessidade humana básica, que exija assistência de enfermagem, recebe o nome de problemas de enfermagem. Como exemplo, podemos citar o trabalho de GONÇALVES (1979), sobre segurança emocional, em que a autora considera a ansiedade, tensão, angústia, desconfiança, medo, raiva e temor, como manifestações desagradáveis de experiência emocional e que, conseqüentemente, são considerados como problema de enfermagem. As necessidades humanas básicas, em sendo comuns a todos os seres humanos, são universais. Objetivando facilitar o estudo das necessidades humanas básicas, Horta adotou o sistema de classificação preconizado por MOHANA: necessidades de nível psicobiológico necessidades de nível psicossocial necessidades de nível psicoespiritual, todas estas necessidades apresentam-se inter-relacionadas, fazendo parte de um todo indivisível, extrapolando os limites de simples somatória das partes. Estas inter-relações apresentam um gradiente de ligações, mais ou menos intenso, como resultado das manifestações associadas a desequilíbrios causados por falta ou por excesso de atendimento.Assim, CASTELLANOS (1978), estudando a necessidade humana básica de liberdade, considera o amor, a comunicação, a segurança, a religião, a locomoção, a auto-realização e a gregaria, como aquelas que maior envolvimento apresentam com a liberdade. SILVEIRA (1976), estudando locomoção e mobilidade, também refere outras necessidades relacionadas em maior ou menor grau a estas. Horta nunca escondeu a complexidade do estudo a que se propôs, esperando sempre que outros se engajassem neste desafio, estudando as manifestações das alterações das necessidades humanas básicas, no sentido de criar a ciência de enfermagem. Alguns estudiosos no Brasil referem-se à inespecificidade de delimitação do papel do enfermeiro no atendimento das Necessidades Humanas Básicas, proposto por Horta. Há que se considerar que, em sendo a enfermagem uma área de conhecimento que se utiliza de conhecimento de outras áreas, combinados entre si, certamente, gerará uma nova área de conhecimento, que Leininger chamou de "Ciência do cuidado" — dando origem aos termos "assistência cuidativa". Horta, em sua concepção específica da enfermagem, mantém um limite entre o assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas e ensinar o autocuidado e a função de manter, promover e recuperar a saúde. Esta última, visualizada como a atividade deenfermeira na equipe de saúde. Percebem-se claramente os limiares intrínsecos destas ações, propostas pela própria autora, por meio da representação gráfica apresentada em sua obra. A abordagem dada por Horta apresenta um novo centro de interesse a ser desenvolvido por pesquisadores na área, na tentativa de buscar alternativas da classificação das funções da enfermeira, iniciando a discriminação operacional destas ações num nível teórico. Implementando sua proposta teórica, Horta chega ao método de atuação da enfermagem chamado: Processo de Enfermagem. Diferencia a sua proposta das demais propostas da época, por meio da apresentação de seis fases, representadas por um hexágono, chamado atualmente "Hexágono de Horta". Algumas destas fases identificam-se com os conceitos de outras teoristas, mas outras fazem parte exclusiva do seu contexto teórico. E todos estes, só poderão ser validados por meio de pesquisas operacionais, extrapolando o âmbito de análise teórica e de questionamentos mentais. Neste ponto,necessitamos de informação empírica consistente, tendo em vista que os passos ou fases referem-se à atuação da enfermeira e conseqüente operacionalização dos conceitos elaborados e propostos. As proposições explícitas da autora aparecem claramente estruturadas em relação à assistência de enfermagem, função da enfermeira e âmbito da ciência de enfermagem. Os conceitos explícitos e implícitos têm ressonância teórica, estrutura sistematizada e inter-relacionada, apesar de sua simplicidade. A teoria pode parecer incongruente com a maior parte dos atuais valores dos enfermeiros, mas congruente com os valores emergentes que demonstram preocupação com a independência do Ser-Enfermagem, com a autonomia das decisões e das ações do enfermeiro e principalmente com a necessidade de se sistematizar estas ações de modo a possibilitar uma avaliação da qualidade dos resultados do seu trabalho. É uma teoria transcultural, visto que as Necessidades Humanas Básicas são universais, variando apenas nas suas manifestações e no seu atendimento. Se conceitos, definições, descrições, explanações, dimensões e outros caracteres de uma abordagem teórica parecem não satisfazer alguns autores e estudiosos, devemos lamentar tão somente a inexistência do compromisso grupai no âmbito da enfermagem brasileira. Não buscamos formar grupos ou equipes interessadas em crescer ou fazer a enfermagem crescer. Em nossa essência, somos apenas "indivíduos", usamos os trabalhos daqueles que pensam e estudam por nós, mas pouco contribuímos num sistema de referência e contra-referência de conhecimentos, tão importantes para o desenvolvimento do saber e da ciência da enfermagem. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (SAE) Os enfermeiros devem possuir uma ampla gama de competências para desempenhar seu papel profissional de forma eficaz. Essas competências incluem: ATENÇÃO À SAÚDE: Os enfermeiros devem ser capazes de cuidar da saúde das pessoas em todas as suas dimensões, compreendendo as diferentes fases da vida e realizando ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde. Eles devem incorporar a ciência e a arte do cuidar em sua prática, sempre seguindo os princípios éticos e bioéticos. TOMADA DE DECISÕES: O trabalho dos enfermeiros exige a capacidade de tomar decisões com eficácia e custo-efetividade. Eles devem ser habilidosos em avaliar, sistematizar e decidir a conduta mais apropriada em diferentes situações. COMUNICAÇÃO: Os enfermeiros devem ser acessíveis e manter a confidencialidade das informações, tanto ao interagir com outros profissionais de saúde quanto ao lidar com o público em geral. A comunicação engloba habilidades verbais, não verbais, escrita, leitura, além do domínio de uma língua estrangeira e de tecnologias de comunicação e informação. LIDERANÇA: Os enfermeiros devem ter habilidades de liderança para assumir posições de destaque em equipes multiprofissionais. Isso inclui comprometimento, responsabilidade, empatia, habilidades de tomada de decisões, comunicação efetiva e gerenciamento adequado. ADMINISTRAÇÃO E GERENCIAMENTO: Os enfermeiros devem ter capacidade de gerenciar recursos humanos, físicos, materiais e de informação. Eles devem ser capazes de atuar como gestores, empregadores ou líderes na equipe de saúde, reconhecendo as relações de trabalho e sua influência na saúde. EDUCAÇÃO PERMANENTE: Os enfermeiros devem ter a capacidade de aprender continuamente, tanto durante sua formação quanto na prática profissional. Isso implica em desenvolver e atualizar constantemente seus conhecimentos técnicos e científicos, assumindo a responsabilidade pela educação e treinamento das futuras gerações de profissionais. Já os técnicos e auxiliares de enfermagem devem possuir competências que lhes permitam assumir a responsabilidade pelo cuidado, interagindo com as pessoas, famílias ou coletividades atendidas. Eles devem considerar as necessidades e escolhas dos indivíduos, valorizando sua autonomia na promoção de sua própria saúde. Além disso, devem agir mobilizando conhecimentos, habilidades e atitudes requeridos pela natureza do trabalho de enfermagem. Essas competências incluem o domínio dos conteúdos e procedimentos técnicos específicos, habilidades organizacionais e metodológicas para planejar, organizar e gerenciar o trabalho, habilidades de comunicação para interagir e colaborar com colegas de trabalho e clientes, além de competências sociais e políticas para refletir sobre o mundo do trabalho, exercer a cidadania e ter consciência ética das implicações de seu trabalho. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é o método científico de trabalho que proporciona melhora significativa da qualidade da assistência prestada ao cliente através do planejamento individualizado das ações elaboradas pelo profissional enfermeiro. A SAE constitui o Processo de Enfermagem (PE) que se desenvolve com a elaboração de cinco etapas: Histórico do cliente, diagnósticos de enfermagem, planejamento de ações, implementação do plano de cuidados proposto e avaliação. Com isso, a SAE potencializa-se pelo conhecimento teórico do enfermeiro que irá realizar essas etapas e seu comprometimento com a assistência a ser prestada, a fim de obter uma visão integral, contínua e documentada que possibilita melhorias na qualidade da assistência de enfermagem. Essas competências incluem o domínio dos conteúdose procedimentos técnicos específicos, habilidades organizacionais e metodológicas para planejar, organizar e gerenciar o trabalho, habilidades de comunicação para interagir e colaborar com colegas de trabalho e clientes, além de competências sociais e políticas para refletir sobre o mundo do trabalho, exercer a cidadania e ter consciência ética das implicações de seu trabalho. Figura -1: Funções da enfermeira Fonte: https://portenf.files.wordpress.com/2012/10/teoria-das-nhb.png A teoria de Maslow se fundamenta nas necessidades humanas básicas. É o que será exposto a seguir: TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS O Homem é parte integrante do Universo dinâmico e como tal sujeito a todas as leis que o regem, no tempo e no espaço. A dinâmica do Universo provoca mudanças que o levam a estados de equilíbrio e desequilíbrio no tempo e no espaço. O Homem como parte integrante do Universo está sujeito a estados de equilíbrio e desequilíbrio no tempo e no espaço. O Homem se distingue dos demais seres do Universo por sua capacidade de reflexão, por ser dotado do poder de imaginação e sinibolização e por poder unir presente, passado e futuro. Estas características do Homem permitem sua Unicidade, Autenticidade e Individualidade. O Homem por suas características é também agente de mudanças no Universo dinâmico, no tempo e no espaço, consequentemente: O Homem, como agente de mudança é também a causa de equilibrio e desequilibrio em seu próprio dinamismo. Os desequilíbrios geram no Homem necessidades que se caracterizam por estados de tensão conscientes ou inconscientes que o levam a buscar satisfação de tais necessidades para manter seu equilíbrio dinâmico no tempo e no espaço. As necessidades não atendidas ou atendidas inadequadamente trazem desconforto, e se este se prolonga é causa de doença. Estar com saúde é estar em equilíbrio dinâmico no tempo e espaço. A ENFERMAGEM É PARTE INTEGRANTE DA EQUIPE DE SAÚDE. Como parte integrante da equipe de saúde, a enfermagem mantém o equilíbrio dinâmico, previne desequilíbrios e reverte desequilíbrios em equilíbrio do Homem, no tempo e no espaço. O Homem tem necessidades básicas que precisam ser atendidas para seucompleto bem-estar. O conhecimento do Homem a respeito do atendimento de suas necessidades é limitado por seu próprio saber exigindo, por isto, o auxílio de profissional habilitado. Em estados de desequilíbrio esta assistência se faz mais necessária. Todos os conhecimentos e técnicas acumuladas sobre a enfermagem dizem respeito ao cuidado do ser humano, isto é, como atendê-lo em suas necessidades básicas. A enfermagem assiste o Homem no atendimento de suas necessidades básicas, valendo-se para isto dos conhecimentos e princípios científicos das ciências físico-químicas, biológicas e psicossociais. A enfermagem como parte integrante da equipe de saúde implementa estados de equilíbrio, previne estados de desequilíbrio e reverte desequilíbrios em equilíbrio pela assistência ao homem no atendimento de suas necessidades básicas, procura sempre reconduzir o homem a situação de equilíbrio dinâmico no tempo e espaço. Desta teoria decorrem conceitos, proposições e princípios que fundamentam a ciência de enfermagem. CONCEITO, PROPOSIÇÕES E PRINCÍPIOS Partindo-se da teoria proposta o primeiro conceito que se impõe é o de enfermagem: Enfermagem é a ciência e a arte de assistir o ser humano (indivíduo, familia e comunidade) no atendimento de suas necessidades básicas, de torná-lo independente desta assistência, quando possível, pelo ensino do auto-cuidado; de recuperar, manter e promover a saúde em colaboração com outros profissionais. Assistir em enfermagem é: fazer pelo ser humano tudo aquilo que ele não pode fazer por si mesmo; ajudar ou auxiliar quando parcialmente impossibilitado de se autocuidar; orientar ou ensinar, supervisionar e encaminhar a outros profissionais. Destes conceitos algumas proposições podem ser inferidas: As funções da enfermeira podem ser consideradas em tres áreas ou campos de ação distintos: Área específica - assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades básicas e torná-lo independente desta assistência, quando possível, pelo ensino do auto-cuidado; Área de interdependência ou de colaboração — a sua atividade na equipe de saúde nos aspectos de manutenção, promoção e recuperação da saúde; Área social — dentro de sua atuação como uma profissional a serviço da sociedade, função de pesquisa, ensino, administração, responsabilidade legal e de participação na associação de classe. Figura - 2: Processo do trabalho do enfermeiro Fonte: http://www.moriaeducacao.com.br/kge/files/20170113200907_AULA%2001- %20Processo%20de%20trabalho%20em%20enfermagem.pdf Neste contexto a expressão ser humano significa — indivíduo, família e comunidade. A ciencia da enfermagem compreende o estudo das necessidades humanas básicas, dos fatores que alteram sua manifestação e atendimento, e na assistência a ser prestada. Alguns princípios podem também ser deduzidos: A enfermagem respeita e mantém a unicidade, autenticidade e individualidade do Homem. A enfermagem é prestada ao Homem e não à sua doença ou desequilíbrio. Todo o cuidado de enfermagem é preventivo, curativo e de reabilitação. A enfermagem reconhece o Homem como membro de uma família e de uma comunidade. Sendo elemento participante ativo no seu auto-cuidado. Para que a enfermagem atue eficientemente, necessita desenvolver sua metodologia de trabalho que está fundamentada no método científico. Este método de atuação da enfermagem é denominado processo de enfermagem. PROCESSO DE ENFERMAGEM É a dinâmica das ações sistematizadas e interrelacionadas que visa a assistência ao ser humano. O processo de enfermagem caracteriza-se pelo interrelacionamento e dinamismo de suas fases ou passos. Distinguem-se seis fases ou passos. A interrelação e a igual importância destas fases no processo, por um hexágono, cujas faces são vetores bi-orientados, querendo se assim mostrar, também, a reiteração eventual de procedimentos. No centro deste hexágono situar-se-ia o indivíduo, a família e a comunidade. O primeiro passo do processo de enfermagem é o Histórico de enfermagem: roteiro sistematizado para o levantamento de dados (significativos para a enfermeira) do ser humano e que tornam possível a identificação de seus problemas. Estes dados, convenientemente analisados e avaliados, levam ao segundo passo: Diagnóstico de enfermagem - A identificação das necessidades do ser humano que precisam de atendimento e a determinação, pela enfermeira, do grau de dependência deste atendimento em natureza e em extensão. O diagnóstico analisado e avaliado levará ao terceiro passo: Plano assistencial: A determinação global da assistência de enfermagem que o ser humano deve receber diante do diagnóstico estabelecido. Este plano assistencial é sistematizado em termos do conceito de assistir em enfermagem, isto é, encaminhamentos, supervisão (observação e controle), orientação, ajuda e execução de cuidados (fazer). Determinado o plano assistencial passa-se ao quarto passo: Plano de cuidados: Implementação do plano assistencial pelo roteiro diário que coordena a ação da equipe de enfermagem na execução dos cuidados adequados ao atendimento das necessidades básicas e específicas do ser humano. O plano de cuidados é avaliado diariamente, fornecendo os dados necessários para o quinto passo ou fase: Evolução de enfermagem: Relato diário das mudanças sucessivas que ocorrem no ser humano, enquanto estiver sob assistência profissional. Pela evolução é possível avaliar a resposta do ser humano à assistênciade enfermagem implementada. O estudo analítico e avaliação dos passos anteriores completam o hexágono com a sexta fase: Prognóstico de enfermagem: Estimativa da capacidade do ser humano em atender suas necessidades básicas alteradas após a implementação do plano assistencial e à luz dos dados fornecidos pela evolução de enfermagem. Dadas as características já citadas do processo de enfermagem é possível corrigir erros em qualquer uma das fases e também a previsão simultânea de todas as fases, assim é que ao fazermos o diagnóstico e mesmo na própria coleta de dados já teremos uma idéia do prognóstico; somente por razões didáticas e de sistematização estas fases são separadas. O processo de enfermagem introduziu termos como assistência e cuidado de enfermagem. Há diferença entre esta terminologia? Para muitos profissionais são sinônimos. De maneira restritiva e em alguns casos os dois termos podem ser usados com o mesmo significado, porém, de modo geral consideramos significados distintos, assim: Assistência de enfermagem: É a aplicação, pela enfermeira, do processo de enfermagem para prestar o conjunto de cuidados e medidas que visam atender as necessidades básicas do ser humano. Cuidado de enfermagem: É a ação planejada, deliberativa ou automática da enfermeira, resultante de sua percepção, observação e análise do comportamento, situação ou condição do ser humano. O cuidado de enfermagem pode implicar em várias atividades, por exemplo, a higiene oral, verificar o material que o paciente possui; avaliar sua capacidade de auto-cuidado; observar condições da cavidade bucal; explicar o cuidado ao paciente; ensinar se necessário, a técnica adequada de escovação; encaminhar ao odontólogo; lavar o material utilizado; anotar, etc. Para concluir esta exposição resta-nos ainda conceituar e enumerar os instrumentos básicos indispensáveis à enfermeira para que aplique o processo de enfermagem ou, em última análise, para que possa dar a assistência de enfermagem em qualidade e quantidade que se espera de um profissional universitário. Instrumentos básicos: São as habilidades, conhecimentos e atitudes indispensáveis para a execução de uma atividade. Na enfermagem estes instrumentos podem ser enumerados; sua seqüência não significa hierarquia, pois todos têm o mesmo valor: observação, comunicação, aplicação do método científico, aplicação de princípios científicos, destreza manual, planejamento, avaliação, criatividade, trabalho em equipe, utilização dos recursos da comunidade. As pesquisas que se têm desenvolvido e publicado em nosso país parecem confirmar nossa teoria. Resta-nos esperar que novos estudos, trabalhos, pesquisas, e investigações confirmem totalmente ou a invalidem. A Resolução 358/2009, do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) dispõe sobre a Sistematização da Assistência e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem e oferece outras providências. Em seu artigo 4º, prescreve a função do enfermeiro cuja liderança, na execução e avaliação do Processo de Enfermagem (PE), segue o princípio da função. Toda a constituição da SAE é privativa do enfermeiro. O diagnóstico de enfermagem pode ser considerado o eixo norteador da sistematização. Responde pela identificação do estado de saúde/doença com um julgamento clínico sobre respostas potenciais da pessoa, família ou comunidade, aos problemas de saúde, proporcionando embasamento para elaborar as intervenções de enfermagem de forma a alcançar resultados pelos quais o enfermeiro é responsável, o que facilita o cuidado da enfermagem. Figura 3: Paciente Fonte: https://pt.scribd.com/presentation/78235650/Mapa-Mental-de-referencias-ao- processo-de-enfermagem# Para melhor implementar, à SAE é orientado o uso de uma teoria de enfermagem, cuja a finalidade é descrever, explicar, diagnosticar e/ou prescrever cuidado de enfermagem, sustentando a qualidade da assistência. Desta forma, a teoria de enfermagem aponta versões de uma realidade e oferece elementos para soluções dos problemas relacionados ao fazer profissional. Para implementação da SAE em instituições de saúde sugere-se o desenvolvimento de instrumentos para a anamnese, contemplando o exame físico, a elaboração do diagnóstico de enfermagem e a prescrição de enfermagem. Exemplo: A elaboração do instrumento para a aplicação da SAE em hospitais deve contemplar todas as fases do processo de enfermagem baseado na Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda de Aguiar Horta, onde a assistência de enfermagem seria sistematizada, documentada e assim, arquivada no prontuário do paciente. A Resolução COFEN 358/2009, rege que a SAE deve ocorrer em toda instituição de saúde, pública e privada, sendo registrada formalmente no prontuário do paciente/cliente/usuário. O instrumento contempla três partes: primeiro o Histórico de Enfermagem e Exame Físico; segundo os Diagnósticos de Enfermagem; e terceiro a Prescrição de Enfermagem e Evolução a fim de auxiliar o enfermeiro na sistematização de sua assistência ao paciente. O Histórico de Enfermagem e Exame Físico é composto por: identificação, entrevista, exame físico e exames laboratoriais importantes, como mostram a Figura 4. Figura-4:Histórico Fonte: https://www.redalyc.org/journal/3070/307046625003/html/ O exame físico do instrumento está subsidiado nas NHB que a Teoria de Wanda Aguiar Horta elenca, cujo objetivo é identificar as possíveis NHB afetadas no paciente. O histórico de enfermagem, também conhecido por levantamento e investigação de dados, é um roteiro sistematizado de coleta de dados no qual se pode identificar possíveis problemas, ou seja, é a investigação das condições do paciente, tendo por finalidade conhecer os hábitos individuais e biopsicossociais, visando a identificação de problemas reais e/ou potenciais. A coleta de dados precisos e fidedignos é imprescindível para a identificação dos problemas reais ou potenciais do paciente, mediante os quais se pode construir inferências parasubsídios, a identificação dos diagnósticos de enfermagem e o direcionamento das demais etapas do processo de enfermagem. O diagnóstico de enfermagem é considerado a etapa mais complexa do processo de enfermagem, constituindo-se em importante desafio para o enfermeiro por requerer dele o pensamento crítico e conhecimentos técnicocientíficos para interpretação dos dados obtidos no exame físico e nas informações coletadas durante a anamnese. Desta forma, a segunda parte do instrumento são os Diagnósticos de enfermagem que foram elaborados de acordo com Teoria das NHB, conforme a tabela abaixo. Figura 5: Diagnostico de enfermagem DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM NOME: _________________ CLINICA:_____________________ LEITO:___________________ 1.NECESSIDADES PSICOBIOLÓGICAS: 1.1 REGULAÇÃO NEUROLÓGICA 1. ALTERAÇÃO NO PROCESSO DE PENSAMENTO ( ) 2. MEMÓRIA PREJUDICADA ( ) 3. CONFUSÃO AGUDA ( ) 4. NEGLIGENCIA UNILATERAL 1.2 PERCEPÇÃO DOS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS 1. ALTERAÇÕES SENSSORIAL PERCEPTIVA: VISÃO, AUDITIVA, CINESTÉSICA, OFALTIVA, GUSTATIVA, TÁTIL ( ) 2. DOR ( ) 1.3 OXIGÊNAÇÃO 1. PADRÃO RESPIRATORIO INEFICAZ ( ) 2.TROCA DE GASES PREJUDICADA ( ) 3. INCAPACIDADE DE MANTER RESPIRAÇÃO ESPONTÂTENA ( ) 1.4 REGULAÇÃO VASCULAR ( ) 1. DEBITO CARDÍACO DIMINUÍDO ( ) OU RISCO PARA ( ) 2. ALTERAÇÃO NA PERFUSÃO TISSULAR ( ) 3. RISCO PARADISFUNÇÃO NEUROVACULAR PERIFERICA ( ) 1.5 REGULAÇÃO TÉRMICA ( ) 1. RISCO PARA ALTERAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL ( ) 2. HIPOTERMIA ( ) 3. HIPERTERMIA ( ) 1.6 HIDARTAÇÃO ( ) 1. EXECEÇO NO VOLUME DE LÍQUIDOS ( ) 2. DÉFICIT NO VOLUME DE LÍQUIDOS ( ) 3. RISCO PARA DESEQUILIBRIO DOS FLUIDOS CORPORAIS( ) 1.7 ALIMENTAÇÃO 1. DEGLUTIÇÃO PREJUDICADA 2. ALTERAÇÃO NA NUTRIÇÃO _____________ DO QUE O CORPO PRECISA __________( ) 3. NÁUSEA 1.8 ELIMINAÇÃO 1. CONSTIPAÇÃO 2. INCONTINÊNCIA INTESTINAL () 3. DIARREIA ( ) 1.9 INTEGRIDADE FÍSICA ( ) 1. INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA ( ) 2. OU RISCO DE LESÃO POR PRESSÃO ( ) 3. INTEGRIDADE RISSULAR PREJUDICADA ( ) 4. ALTERAÇÃO NA MUCOSA ORAL ( ) 1.10 SONO E REPOUSO 1. DISTÚRBIO NO PADRÃO DO SONO ( ) 2. PRVAÇÃO DO SONO ( ) 3. FADÍGA ( ) 1.11 ATIVIDADE FÍSICA ( ) 1. MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA ( ) 2. INTOLERÂNCIA À ATIVIDADE ( ) 3. DEAMBULAÇÃO PREJUDICADA ( ) 4. MOBILIDADE NO LEITO PREJUDICADA ( ) 5. RECUPERAÇÃO CIRÚRGICA PREJUDICADA ( ) 1.12 CUIDADO CORPORAL ( ) 1. DÉFICIT NO AUTOCUIDADO ( ) 1.13 SEGURANÇA FÍSICA / MEIO AMBEITE 1. PRETEÇÃO ALTERADA ( ) 2. RISCO DE INFECÇÃO ( ) 3. RISCO PARA LESÃO ( ) 4. RISCO PARA TRAUMA ( ) 5. SÍNDROME DE ESTRESS POR MUDANÇA ( ) 6. CONTROLE INEFICAZ DO REGIME TERAPÊUTCO ( ) 2. NECESSIDADES PSICOSOCIAIS ( ) 2.1. COMUNICAÇÃO ( ) 1.COMUNICAÇÃO PREJUDICADA ( ) GREGÁRIA 1. INTERAÇÃO SOCIAL PREJUDICADA ( ) 2. ISOLAMENTO SOCIAL ( ) 3. RISCO PARA SOLIDÃO ( ) SEGURANÇA EMOCIONAL 1. ASSIEDADE ( ) 2. MEDO ( ) 3. IMPOTÊNCIA ( ) 4. NEGAÇÃO INEFICAZ ( ) AMOR / ACEITAÇÃO 1. PROCESSOS FAMILIARES ALTERADOS ( ) 2. SENTIMENTO DE PENSAR ( ) LIBERDADE E PERTICIPAÇÃO 1. CONFLITO DE DECISÕES ( ) 2. ENFRENTAMENTO INEFICAZ ( ) 3. ENFRENTAMENTO DEFENSIVO ( ) EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE/ APRENDIZAGEM 1. AJUSTAMENTO PREJUDICADO ( ) 2. FALHA DE CONHECIMENTO ( ) AUTORREALIZAÇÃO 1. ALTERAÇÃO NO DESMPENHO DE PAPEL ( ) NECESSIDADES PSICOESPIRITUAIS 1. SOFRIMENTO ESPIRITUAL ( ) 2. RISCO PARA SOFRIMENTO ESPIRITUAL ( ) Fonte: Autor Os diagnósticos de enfermagem contemplam as NHB conforme sua divisão em: Necessidades Psicobiológicas, Necessidades Psicossociais e Necessidades Psicoespirituais, sendo que as necessidades psicobiológicas agregam a oxigenação, hidratação, eliminação, sono e repouso, nutrição, atividades físicas, motilidade, sexualidade, cuidado corporal, integridade cutâneo-mucosa e física, regulação térmica, neurológica, hidroeletrolítica, vascular, percepção dos órgãos do sentido, ambiente, terapêutica e locomoção. As necessidades psicossociais englobam segurança, amor e aceitação, liberdade e participação, comunicação, educação para saúde, gregária, autoestima, autoimagem e segurança emocional. As necessidades psicoespirituais contemplam as religiosas, éticas e de filosofia de vida. Assim, o instrumento engloba praticamente todas as NHB que podem ser afetadas, fornecendo subsídios para o profissional enfermeiro traçar o plano de cuidados para o paciente. O instrumento foi elaborado desta forma a fim de facilitar a identificação dos diagnósticos de enfermagem de acordo com as NHB afetadas que o paciente possa apresentar, pois a teoria funciona como um alicerce estrutural para a implantação da SAE, que requer uma metodologia para ser implantada. E, cabe ressaltar que os problemas de enfermagem encontrados na teoria das NHB relacionam-se com as características definidoras e fatores relacionados da NANDA (North American NursingDiagnosisAssociation). Assim, o enfermeiro, a partir dos dados coletados no histórico de enfermagem e exame físico, deverá identificar os problemas de enfermagem e NHB afetadas e fará um julgamento clínico sobre as respostas do indivíduo, da família e comunidade aos problemas/processos de vida vigentes ou potenciais. Embasado nos problemas e diagnósticos de enfermagem, o enfermeiro deve elaborar a prescrição de cuidados que é implementada pela equipe de enfermagem, oferecendo a assistência de que o paciente necessita. Desta maneira, a terceira parte do instrumento contempla a Prescrição de Enfermagem e evolução de enfermagem, conforme a Figura 8. Figura 6: Evolução de enfermagem Fonte: https://www.sanarmed.com/prescricao-medica-hospitalar As prescrições de enfermagem são medidas para a solução dos diagnósticos de enfermagem identificados, registrados previamente pelo enfermeiro a partir da análise do histórico de enfermagem e exame físico. Devem ser avaliadas constantemente a fim de saber se estão sendo positivas para responder aos diagnósticos de enfermagem e a recuperação e manutenção ou não das NHB afetadas. Caso negativo, é responsabilidade do enfermeiro reavaliar sua conduta, fazer nova prescrição, pois a prescrição de enfermagem são medidas deliberadas por este profissional, que direciona e coordena a assistência de enfermagem ao paciente de forma individualizada e contínua, objetivando a prevenção, promoção, proteção, recuperação e manutenção da saúde. A evolução de enfermagem permite ao enfermeiro avaliar os resultados dos cuidados subsidiados na prescrição de enfermagem, incluindo, excluindo ou modificando as intervenções, conforme as respostas do paciente ao cuidado prestado. A cada 24 horas, deve-se atualizar a evolução, avaliando se os problemas foram ou não resolvidos, se novos problemas surgiram ou se modificaram com o cuidado de enfermagem. Segundo o art. 1º da Resolução do Conselho Federal de Enfermagem nº 358/2009, o Processo de Enfermagem deve ser realizado, de modo deliberado e sistemático, em todos os ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem Os ambientes referem-se a instituições prestadoras de serviços de internação hospitalar, instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações comunitárias, fábricas, entre outros. Quando realizado em instituições prestadoras de serviços ambulatoriais de saúde, domicílios, escolas, associações comunitárias, entre outros, o Processo de Saúde de Enfermagem corresponde ao usualmente denominado nesses ambientes como Consulta de Enfermagem. Neste sentido, o instrumento possibilita a implementaçãodasistematização da assistência de enfermagem, promovendo uma nova rotina quanto à utilização do impresso, oferecendo subsídios na qualidade da assistência de enfermagem e fortalecerá e valorizará as condutas da equipe de enfermagem e a avaliação e evolução do paciente pelo enfermeiro. REFERÊNCIAS Horta, W.A. - Enfermagem: teoria, conceitos, princípios e processo. Rev. Esc. Enf. USR, 5(1) 7-15,1974. Horta, W.A. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - Conceito de enfermagem. Rev. Esc Enf. USP. 2 (2): 1-5 – set 1968. Horta, WA. Nota preliminar sobre o histórico de enfermagem. Rev. Esc Enf. USP, 3 (2): 33-38, set. 1969. Horta, W.A. — Contribuição a uma teoria de enfermagem. Rev. Bras, de Enf., 22 (3, 4, 5, 6): 119-125, jul. - dez. 1970. Horta, W.A. - Dois instrumentos básicos em enfermagem. Rev. Esc Enf. USP, 4 (1 e 2): 3, mar-set 1970. Horta, W.A. - Metodologia do processo de enfermagem. Rev. Bras, de Enf, 24 (6): 81, out-dez.. 1971. 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