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DIREITO 
TRIBUTÁRIO
Profa.Dra Carolina Freitas
PLANO DE 
AULAS
01
Direito Financeiro
03
Obrigação tributária
e Crédito tributário
02
Fundamentos do 
Direito tributário
04
Tributos em
espécie;
05
Processo
tributário
Direito financeiro
AULA 1
Conceito
Conjunto de regras e princípios que estuda a atividade financeira do Estado
 
 Atividade financeira do Estado: é a procura de meios para satisfazer às necessidades 
públicas que se dá por intermédio de quatro fenômenos: receitas públicas, despesas públicas, 
orçamento público e crédito público.
 RESUMINDO Direito financeiro trabalha com: 
Obter recursos: receitas públicas
Criar o crédito púbico: endividamento público
Gerir e planejar a aplicação dos recursos: orçamento publico
Despender recursos: despesa publica
arrecadação, gestão e 
aplicação dos recursos
GANHO DEMOCRÁTICO
PRIMAZIA DO INTERESSE PÚBLICO + LEGALIDADE + TRANSPARÊNCIA
Fontes do direito financeiro
art. 24, I e II CF (+ I e II do art. 30 CF)
Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
II – orçamento;
CONSTITUIÇÃO
arts. 21, 23 e 30, pertinentes à discriminação da despesa pública;
art. 31, relativo à fiscalização dos Municípios;
arts. 70 a 75, concernentes à fiscalização orçamentária;
art. 99, sobre o orçamento do Poder Judiciário;
art. 127, sobre o orçamento do Ministério Público;
art. 134, § 2º, sobre o orçamento da Defensoria Pública;
art. 100, concernente às despesas públicas decorrentes de condenação judicial.
Fontes do direito financeiro
LEIS COMPLEMENTARES
Art. 163 CF normas atinentes a orçamento, receitas e despesas públicas e crédito público
▪ dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e demais entidades controladas pelo 
Poder Público;
▪ concessão de garantias pelas entidades públicas;
▪ emissão e resgate de títulos da dívida pública;
▪ fiscalização financeira da administração pública direta e indireta;
▪ operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios;
▪ Lei Complementar nº. 101, de 04.05.2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal)
Fontes do direito financeiro
LEIS ORDINÁRIAS
▪ Plano plurianual (PPA)
▪ Lei de diretrizes orçamentárias (LDO)
▪ Lei orçamentária anual (LOA)
MEDIDAS PROVISÓRIA
abertura de créditos extraordinários (art. 167, § 3º, in fine, CF) 
autorizações de despesas urgentes e 
imprevisíveis, como nos casos de guerra, 
comoção interna ou calamidade pública
Orçamento Público
receitas despesas orçamento
▪ O orçamento público é lei em sentido formal que estabelece as obrigações do Estado em relação às receitas e 
despesas públicas.
▪ vincula o administrador público.
▪ iniciativa do projeto de lei cabe ao chefe do Poder Executivo (colaboração dos demais poderes)
▪ orçamento público instrumentaliza a atividade financeira estatal, confere unidade e sistematicidade às 
despesas públicas, integradas com a política e com a intervenção do Estado na ordem econômica e social
Função do Orçamento Público 
a) Função de limitação legislativa - ao autorizar a realização de despesas, estabelecendo verdadeira 
limitação à Administração Pública, por vinculação das autoridades à observância dos seus critérios (art. 
167, I, II e VI, da CF)
b) Função de planejamento - ao orçamento cabe harmonizar o planejamento público nacional com as 
medidas ele intervencionismo ou de dirigismo constitucional, segundo os planos e programas 
destinados a reduzir desigualdades regionais, redistribuição de rendas e promover o desenvolvimento
c) Função de transparência - com o orçamento tem-se a função de publicidade e transparência das contas 
públicas, mediante amplo acesso parlamentar, do povo e da opinião pública às estimativas de receitas e 
discriminação das despesas a serem autorizadas pelo Parlamento. 
d) Função de controle - o orçamento permite o controle político pelo Poder Legislativo sobre a proposta 
orçamentária dos poderes e da Administração Pública em geral.
Orçamento Público
RECEITA
toda entrada definitiva de valores realizada a partir de autorizações constitucionais e leis (legalidade)
≠ ingresso = qualquer entrada de dinheiro
REPARTIÇÃO DE RECEITA
repartição do produto da arrecadação de alguns dos tributos instituídos e cobrados pelos entes federados, já que 
a repartição das competências tributárias resultou em uma concentração das receitas nos cofres da União.
É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega dos recursos de repartição SALVO (art.160, pu):
a) Condicionar ao pagamento de seus créditos; 
b) Condicionar ao cumprimento da aplicação anual de percentuais em ações e serviços públicos de saúde (art. 
198, § 2º, incisos II e III da CF)
entes que arrecadem mais dividem parte de sua receita com aqueles têm menor arrecadação.
Orçamento Público
D
A
 U
N
IÃ
O
DOS ESTADOS E DF
Orçamento Público
CLASSIFICAÇÃO DE RECEITAS:
a) ordinárias: entrada constante, periódica ou permanente para atender despesas regulares
b) extraordinárias: não previstas no orçamento, excepcional
a) originária: tem origem no próprio patrimônio público
b) derivada: arrecadada compulsoriamente, derivando do patrimônio dos particulares
Periodicidade
Origem
Flexibilidade
a) vinculada: arrecadada com destinação específica
b) não vinculada: o administrador público escolhe onde utilizar a receita
Orçamento Público
ESTÁGIOS DA RECEITA:
a) Previsão = receita orçada e que viabiliza as despesas (art. 51 da Lei n. 4.320/64); 
b) Lançamento = ato de verificação do fato gerador e da responsabilidade (art. 53 da Lei n. 4.320/64)
c) Cobrança = condutas materiais de cobrança
c) Arrecadação = recebimento do crédito e acessórios (art. 56 da Lei n. 4.320/64)
d) Recolhimento = repasse pelo agente arrecadador ao Tesouro Público
Previsão Lançamento Cobrança Arrecadação Recolhimento
Orçamento Público
RENÚNCIA DE RECEITA:
(art. 14 da LC nº 101/2000)
O que é?
a) Anistia = exclusão da sanção tributária (art.180 CTN)
b) Remissão = perdão do crédito tributário já constituído (art.172)
c) Subsídio = incentivos fiscais para promover o desenvolvimento 
de uma atividade relevante para a sociedade. 
d) Crédito presumido = crédito pré-definido para reduzir o tributo
e) Concessão de isenção em caráter não geral = exclusão da 
tributação por lei antes do fato gerador 
f) Alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo 
mediante lei específica!! (art.150, §6º CF)
RENÚNCIA 
VÁLIDA
estimativa do 
impacto 
orçamentário-
financeiro na LOA
Não 
comprometimento 
das metas de 
resultado fiscais da 
LDO 
medidas de 
compensação
Isenção x imunidade = impossibilidade 
originária de tributar um sujeito por fato
Orçamento Público
DESPESAS PÚBLICAS
 Soma dos gastos em dinheiro feitos pelo Estado para a realização do interesse público incluindo 
o gasto com a máquina administrativa, obras e serviços públicos, previamente autorizadas por lei.
CLASSIFICAÇÃO DE DESPESAS:
a) ordinárias: renováveis anualmente em razão de seu caráter regular
b) extraordinárias: não previstas no orçamento, excepcional
Periodicidade
Previsibilidade
a) Orçamentária: incluída na lei orçamentária anual ou proveniente dos créditos adicionais
b) Extraorçamentária: repasse de receitas temporárias que não constituem orçamento público
Orçamento Público
ESTÁGIOS DAS DESPESAS PÚBLICAS
a) fixação da despesa = previsão da despesa na LOA (dotação orçamentária inicial)
b) programação da despesa = cronograma mensal de desembolso segundo a probabilidade de arrecadação (art.8º, pu LRF)
c) empenho da despesa = ato emanado de autoridade competente que cria para o estado obrigação de pagamento e 
reserva do recurso no orçamento
d) liquidação da despesa = quando se verifica que o governo recebeu aquilo que contratou (art.63 Lei 4.320/64)
e) pagamento* = é a emissão do cheque ou ordem bancária em favor do credor
*2) Compensação
• é um abatimento da menor dívida em relação à maior na hipótese de duas pessoas possuírem créditos 
recíprocos) – art.170 CTN
• O crédito deve ser dotado de liquidez e certeza
• Identidade de partes (tributos de competência do mesmo ente)
• Compensação judicial = somente com sentença
Extinção do crédito
MODALIDADES
3) Transação
• quando credor e devedor aceitam abrir mão de vantagens recíprocas – art.171 CTN
• Parcelamento NÃO é extinção, é suspensão!! 
• Lei 13.988/2020 = transação federal = ato administrativo discricionário
• Requisitos de validade:
a) não utilizar a transação de forma abusiva, com a finalidade de limitar, de falsear ou de prejudicar, de qualquer forma, a livre concorrência 
ou a livre iniciativa econômica;
b) não utilizar pessoa natural ou jurídica interposta para ocultar ou dissimular a origem ou a destinação de bens, de direitos e de valores, os 
seus reais interesses ou a identidade dos beneficiários de seus atos, em prejuízo da Fazenda Pública federal;
c) não alienar nem onerar bens ou direitos sem a devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente, quando exigido em lei;
d) desistir das impugnações ou dos recursos administrativos que tenham por objeto os créditos incluídos na transação e renunc iar a 
quaisquer alegações de direito sobre as quais se fundem as referidas impugnações ou recursos; e
e) renunciar a quaisquer alegações de direito, atuais ou futuras, sobre as quais se fundem ações judiciais, inclusive as cole tivas, ou recursos 
que tenham por objeto os créditos incluídos na transação, por meio de requerimento de extinção do respectivo processo com res olução de 
mérito, 
Extinção do crédito
MODALIDADES
4) Remissão
• perdão, total ou parcial, da dívida tributária – art.172 CTN
• Por lei específica a remissão pode ser delegada à autoridade administrativa
• Condições: a) à situação econômica do sujeito passivo; 
b) ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto à matéria de fato; 
c) à diminuta importância do crédito tributário; 
d) a considerações de equidade, em relação com as características pessoais ou materiais do caso; 
e) a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante. 
Extinção do crédito
MODALIDADES
5) Decadência
• perda do direito de constituir o crédito tributário (extingue o direito do Fisco realizar o lançamento ou lavrar o 
auto de infração) – art.173 CTN
• Extinção ANTES do lançamento = imprecisão legislativa porque ainda não existia o crédito
• Prazo = 5 anos 
• Termo inicial: a) a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter 
sido realizado.
b) da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o 
lançamento anteriormente efetuado
Não há causas de suspensão ou interrupção da fluência do prazo decadencial.
Extinção do crédito
MODALIDADES
5) Decadência
• Exceções ao termo inicial: a) quanto aos tributos lançados por homologação, o prazo decadencial flui da 
data da ocorrência do fato gerador, a partir de quando o Fisco tem cinco anos 
para lavrar o Auto de Infração e Imposição de Multa (art. 150, § 4º, do CTN).
b) havendo qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento, a 
contagem do prazo quinquenal passa a correr da data em que o devedor for 
notificado de qualquer ato fiscalizatório após ao fato gerador (art. 173, 
parágrafo único, do CTN)
c) se houver anulação de lançamento por vício formal, o prazo decadencial 
começa a contar da data em que se tornou definitiva a decisão que o houver 
anulado (art. 173, II, do CTN)
Extinção do crédito
MODALIDADES
6) Prescrição
• quando a Fazenda Pública deixa escoar o prazo para propositura da ação de execução fiscal – art.174 CTN
• Prazo = 5 anos
• Termo inicial: 
• Interrupção: a) pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal
 
desde quando se tornou administrativamente imodificável a constituição do crédito tributário
a) devedor paga parcial e não impugna o restante = data do pagamento
b) devedor não paga e não contesta = após 30 dias
c) devedor não paga e contesta administrativamente = trânsito administrativo
b) pelo protesto judicial 
c) por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
d) por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito 
pelo devedor
Extinção do crédito
MODALIDADES
6) Prescrição
• Suspensão: a) por 180 pela inscrição na dívida ativa (art. 2º, § 3º, da LEF) 
se o contribuinte realiza pagamento de dívida prescrita ou decaída terá direito à repetição do indébito
b) pelo prazo de suspensão processual (máximo de 1 ano) se no curso da execução fiscal o juiz 
suspender o processo enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais 
possa recair a penhora (art. 40 da LEF)
c) Prazo entre concessão e revogação de moratória, parcelamento, isenção, remissão ou anistia 
concedidas em caráter individual de maneira fraudulenta (art. 155,pu do CTN)
Inconstitucional - LC
Extinção do crédito
MODALIDADES
7) Conversão do depósito em renda
• depósito prévio para suspensão do crédito tributário em processo judicial ou administrativo
• Fazenda ganha conversão do depósito em renda e extinção do tributo
• art. 156, VI do CTN
8) Pagamento antecipado e homologação do lançamento
• pagamento antecipado, sozinho, não extingue o crédito tributário
• antes da homologação, a rigor, não há lançamento, nem crédito tributário
• Art. 156, VII CTN
Extinção do crédito
MODALIDADES
9) Decisão administrativa irreformável ou judicial com trânsito
• Decisão que julga inválido o crédito tributário
• Art.156, X CTN
10) Dação em pagamento
• Dação em bens imóveis
• Art.156, XI CTN
• Depende de lei estipulando a forma e condições
• Federal = Lei 13.259/16
Exclusão
CONCEITO
São hipóteses de excludentes da exigibilidade do crédito tributário que ocorrem antes do lançamento, impedindo 
a constituição do crédito.
MODALIDADES
1) Isenção
• é o favor legal que dispensa o contribuinte de realizar o pagamento do tributo (art.176 CTN)
• leis que extinguem ou reduzem isenções somente produzirão efeitos após o primeiro dia do ano seguinte 
àquele em que foi publicada a lei (divergência)
• em regra, a isenção somente pode ser concedida pela Pessoa Federativa competente para criar o tributo
• isenções heterônomas = concedida pela União, por lei complementar, à tributos estaduais ou municipais (art. 
155, § 2º, XII, e, da CF)
CUIDADO! É diferente da imunidade que tem previsão constitucional
Exclusão
MODALIDADES
1) Isenção
• Só afasta a obrigação principal
• Pode ser geral ou individual: despacho da autoridade administrativa + requerimento do interessado no qual + 
prova do preenchimento das condições e dos requisitos previstos em lei.
• isenção de caráter não geral depende: a) prévia estimativa do impacto orçamentário no exercício de vigência 
do benefício e nos dois seguintes; b) pelo menos um dos seguintes requisitos: 1- demonstração, pela entidade 
política, de que a renúncia tributária foi considerada na lei orçamentária e de que não afetará as metas de 
resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; 2- estar acompanhada de 
medidas de compensação, no triênio, por meio de aumento da receita, proveniente da elevação de alíquotas, 
ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributos ou contribuições. 
Exclusão
MODALIDADES
2) Anistia 
• a anistia extingue a punibilidade das infrações fiscais, 
• exclui a dívida penal tributária oriunda de infrações praticadas anteriormente à vigência da lei que a concede 
(art. 180 do CTN)
• Não abrange o crédito decorrente de obrigação principal
• lei que concede anistia não se aplica:
• Geral ou individual
a) aos atos qualificados como crimes ou contravenções que sejam 
praticados com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou 
por terceiro, em benefíciodaquele; 
b) salvo disposição de lei em contrário, às infrações resultantes de 
conluio entre duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas; 
c) a infrações cometidas posteriormente à publicação da lei que a 
instituiu
Garantias e Privilégios
DEFINIÇÃO
Garantias são meios jurídicos assecuratórios da Fazenda Pública no recebimento dos créditos tributários. E 
privilégio são preferências dos créditos tributários em relação aos créditos em geral com a finalidade de 
assegurar o cumprimento da obrigação tributária (arts. 183 a 193 CTN)
DISPOSIÇÕES COMUNS
• responde pelo pagamento do crédito tributário a totalidade dos bens e das rendas do sujeito passivo, seu 
espólio ou sua massa falida. (art. 184 CTN) = UNIVERSALIDADE
• inclusive os bens gravados com ônus real ou cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade,
• Não respondem os bens e rendas que a lei declare absolutamente impenhoráveis (art. 649 do CPC)
• presunção relativa de fraude na alienação ou oneração de bens do devedor após a inscrição do crédito em 
dívida ativa (art. 185 do CTN)
Garantias e Privilégios
Privilégio
• Na hipótese de um devedor tornar-se insolvente e de seu patrimônio ser menor do que a totalidade das 
dívidas o crédito tributário possui preferência (art.186 CTN)
• Perde posição apenas para crédito trabalhista ou decorrente de acidente de trabalho
• Não tem preferência na falência: = crédito tributário não prefere aos créditos extraconcursais ou às 
importâncias passíveis de restituição, nos termos da lei falimentar, nem aos créditos com garantia real, no 
limite do valor do bem gravado (art.186, I e art.188 CTN)
• Multiplicidade de sujeitos com crédito tributário = 1º) União e autarquias; 2º) Estados e autarquias; 3º) e 
Municípios e autarquias (art.187 CTN)
• conjuntamente e pro rata = em quinhões proporcionais aos respectivos créditos
os créditos extraconcursais são os créditos contraídos pela Massa Falida durante o procedimento e liquidados com prioridade
Garantias e Privilégios
Garantias
• art. 191 = impõe o dever de apresentar a prova de quitação de todos os tributos como condição para a 
concessão da concordata
• art. 192 = a prolação de sentença relativa à partilha ou adjudicação de bens, também, fica condicionada à 
apresentação de prova de quitação dos tributos relativos aos bens
• art. 193 = nenhum departamento da administração pública da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos 
Municípios, ou sua autarquia, celebrará contrato ou aceitará proposta em concorrência pública sem que o 
contratante ou proponente faça prova de quitação de todos os tributos devido
Direito Tributário
AULA 9
Espécies tributárias
IMPOSTO
• tributos desvinculados de uma atividade estatal relativa ao contribuinte
• fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte 
(art.16 CTN)
• impostos não têm caráter retributivo, e sim contributivo
• obter recursos voltados ao custeio de serviços públicos uti universi e outras despesas estatais gerais
• incidência dos impostos nunca descreve uma atividade estatal = fato ou situação econômica pertinentes à 
esfera privada
• Não afetação: proíbe que o legislador vincule a receita de impostos a órgão, fundo ou despesa (art. 167, IV CF)
▪ duplamente desvinculados = origem e destinação
▪ Base de cálculo = valor desvinculado de qualquer atividade estatal
▪ Alíquota = fixa, variável e progressiva
Espécies tributárias
TAXA
• tributos vinculados cobrados com o objetivo de remunerar atividades estatais específicas relativas ao 
contribuinte
• Competência = comum aos entes federativos (art. 145, II CF) por lei ordinária ou MP (se federal)
• fato gerador da taxa está vinculado a uma atividade estatal = agir estatal (primeiro momento)
• utilização do serviço público pode ser efetiva (usufruído) ou potencial (à disposição)
• Taxa é contraprestação
• custeio de uma atividade estatal específica deve recair sobre seu beneficiário direto
• duas as atividades estatais que são hipótese de incidência: a) prestação de serviços públicos específicos e 
divisíveis; b) o exercício efetivo do poder de polícia (art.145, II CF e art.77 CTN)
• base de cálculo = custo da atividade estatal a ser remunerada pela cobrança do tributo
• as taxas não poderão ter base de cálculo ou fato gerador idênticos de impostos (art.145, §1º CF)
• Afetação = a receita proveniente da arrecadação das taxas deve ser destinada ao custeio da atividade estatal 
que ensejou sua cobrança
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA
• tributos vinculados cobrados quando a realização de uma OBRA PÚBLICA (ou particular em nome do Estado) 
que causa ACRÉSCIMO NO VALOR DO IMÓVEL localizado nas áreas beneficiadas direta ou indiretamente pela 
obra (art. 1º do Decreto-lei n. 195/67)
• Competência comum aos entes federativos = quem fez a obra institui a contribuição (art. 145, III CF) por LO
• valorização de imóveis de propriedade privada nas seguintes hipóteses: 
a)abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgotos pluviais e outros melhoramentos de praças e 
vias públicas
b)construção e ampliação de parques, campos de desportos, pontes, túneis e viadutos;
c)construção ou ampliação de sistemas de trânsito rápido, inclusive todas as obras e edificações necessárias ao 
funcionamento do sistema;
d)serviços e obras de abastecimento de água potável, esgotos, instalações de redes elétricas, telefônicas, transportes e 
comunicações em geral ou de suprimento de gás, funiculares, ascensores e instalações de comodidade pública;
e)proteção contra secas, inundações, erosão, ressacas, e de saneamento de drenagem em geral, diques, cais, 
desobstrução de barras, portos e canais, retificação e regularização de cursos d’água e irrigação;
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA
f) construção de estradas de ferro e construção, pavimentação e melhoramento de estradas de rodagem;
g) construção de aeródromos e aeroportos e seus acessos;
h) aterros e realizações de embelezamento em geral, inclusive desapropriações em desenvolvimento de 
plano de aspecto paisagístico
• Tributo vinculado a realização de obra pública
• Serviço público (atividade) x obra pública (resultado final) 
• Obras pública = realizada pelo Poder Público ou por particulares em nome do Estado.
• Exige prévio processo administrativo para sua cobrança = oportunidade dos proprietários de determinado 
local impugnarem o valor e a valorização
• Dedução da contribuição no IR do lucro imobiliário
• Valor = custo total rateado entre os proprietários de todos os imóveis localizados no entorno da obra, 
proporcionalmente à metragem do imóvel limitado ao acréscimo individual que da obra resultar para o imóvel
Espécies tributárias
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO
• Tributo de competência EXCLUSIVA da União (art.148 CF)
• Empréstimos compulsórios não se diferenciam dos demais tributos pelo fato gerador = podem ter fato gerador 
idêntico ao de outros tributos = NÃO HÁ bitributação.
• Instituído por LEI COMPLEMENTAR. NÃO cabe MP (art. 64, § 1º, III, da CF)
• Pode ser vinculado ou desvinculado de uma atividade estatal específica
• é relevante a destinação do montante arrecadado (art.148, pu)
• Hipóteses autorizativas da instituição (art.148 CTN): 
a)calamidade pública (situação de emergência transitória provocada por ação humana ou natural – local ou 
nacional); 
b)guerra externa ou sua iminência (≠ imposto extraordinário - art. 154, II, da CF); 
c)investimento público relevante (obra pública de grande proporção e relevância nacional).
• cobrança imediata, não se sujeitando nem à anterioridade anual, nem à nonagesimal (art. 150, § 1º, da CF) 
 para investimento público relevante está sujeito às duas anterioridades
Espécies tributárias
EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO
• Fato gerador = um fato econômico qualquer, ainda que já utilizado para cobrança de imposto, taxa ou 
contribuição, de melhoria ou especial, já existente
• Restituível(art. 15, pu do CTN) = a LC deve dispor obrigatoriamente sobre prazos e condições para resgate 
integral dos valores pagos, corrigidos monetariamente
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
• tributos finalísticos qualificados pela destinação:
1) PARA intervenção no domínio econômico (art. 149);
2) PARA custeio das categorias profissionais ou econômicas (art. 149);
3) PARA custeio do serviço de iluminação pública (art. 149-A);
4) PARA financiamento da Seguridade Social (art. 195); 
5) PARA custeio de entidades privadas de serviço social e formação profissional (art. 240);
6) PARA custeio da educação básica pública (art. 212, § 5º, da CF).
• Tipos: 
1) sociais; 
2) de intervenção no domínio econômico (Cides); 
3) de interesse das categorias profissionais ou econômicas
4) Iluminação pública
5) Regime previdenciário próprio
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
1) SOCIAIS
• Competência exclusiva da UNIÃO
• Criada por Lei ordinária ou MP (federal)
• Obedece exclusivamente à anterioridade nonagesimal (art. 195, § 6º, da CF), não precisando respeitar a 
anterioridade anual 
• São imunes a contribuições sociais as entidades beneficentes de assistência social que atendam às 
exigências estabelecidas em lei (art. 195, § 7º)
• As contribuições sociais poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade 
econômica, da utilização intensiva de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do 
mercado de trabalho (art. 195, § 9º);
CUIDADO! a criação de novas fontes de custeio da Seguridade Social (contribuições sociais residuais) 
exige LC FEDERAL (art. 195, § 4º, da CF).
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
1) SOCIAIS
• não incidirão sobre receitas decorrentes de exportação;
• incidirão sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços;
• poderão ter alíquotas: a) ad valorem (variáveis proporcionalmente ao valor do bem): tendo por base o 
faturamento, a receita bruta ou o valor; b) específica: é um alíquota fixa tendo por base a unidade de medida 
adotada (art. 149, § 2º, da CF)
• Fontes de custeio (art.195 CF): a) empregador, empresa e entidade a ela equiparada; b) trabalhador e demais 
segurados da previdência; c) receita de concurso de prognósticos (loterias); d) importador de bens ou serviços 
do exterior ou quem a lei a ele equiparar
PIS (Contribuição para o Programa de Integração Social)
Pasep (Contribuição para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) 
Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) 
Cofins-Importação 
CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido
Contribuição Social do Trabalhador
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
2) CIDES
• Competência exclusiva da UNIÃO
• Criada por Lei ordinária ou MP (federal)
• obedecem as duas anterioridades
• Aplica o art. 149, § 2º, da CF
Cide/combustíveis (art. 177, § 4º, da CF e Lei n. 10.233/2001) 
Cide/Royalties (Lei n. 10.168/2000).
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
3) CUSTEIO DE CATEGORIAS
• Competência exclusiva da UNIÃO
• Criada por Lei ordinária ou MP (federal)
• obedecem as duas anterioridades
• as entidades profissionais exercem a atribuição administrativa de cobrar o tributo, podendo também aplicar os 
recursos arrecadados em suas finalidades
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
4) ILUMINAÇÃO PÚBLICA
• Competência dos MUNICÍPIOS e DF
• Criada por Lei ordinária 
• obedecem as duas anterioridades
• cobrança na fatura da energia elétrica (art. 149, pu CF)
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
4) REGIME PREVIDENCIÁRIO PRÓPRIO
• Competência comum de todos os entes federativos
• Criada por Lei ordinária 
• Obedece exclusivamente à anterioridade nonagesimal (art. 195, § 6º, da CF), não precisando respeitar a 
anterioridade anual 
Art. 149. § 1º A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios instituirão, por meio de lei, contribuições para 
custeio de regime próprio de previdência social, cobradas 
dos servidores ativos, dos aposentados e dos pensionistas, 
que poderão ter alíquotas progressivas de acordo com o 
valor da base de contribuição ou dos proventos de 
aposentadoria e de pensões
Espécies tributárias
CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
Art. 149: “Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico 
e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas 
áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, 
relativamente às contribuições a que alude o dispositivo”.
Art. 149-A: “Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o 
custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III. 
Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput, na fatura de consumo de 
energia elétrica”.
Outras exações
CONCEITO
cobranças praticadas pelo Estado que não possuem natureza de tributo.
Será preciso analisar se o fato gerador da exação enquadra-se, ou não, em alguma das espécies tributárias 
existentes no Sistema Tributário Nacional, sendo irrelevante a nomenclatura definida pelo legislador
TARIFA
▪ Remuneração paga pelo usuário a concessionários e permissionários em troca da prestação de serviços 
públicos delegados (art. 175, pu, III CF c/c art.9º da Lei 8987/95) = STF
▪ Possui natureza de contraprestação administrativa
▪ majoração pode ocorrer por meio de ato administrativo e com aplicabilidade imediata
Tarifa Taxa = serviço delegado serviço direto
Outras exações
PREÇO
▪ remuneração de serviços públicos prestados por concessionários e permissionários, cuja utilização não é 
compulsória (STF/RE 89.876)
▪ Nomenclatura utilizada pelo direito financeiro
PEDÁGIO
▪ é o valor cobrado do usuário pela utilização de vias públicas (art. 150, V, da CF)
▪ Se conservada diretamente pelo Estado = pedágio-taxa (é tributo)
▪ Se conservada diretamente por particular (concessão) = pedágio-tarifa (não é tributo)
▪ pode ser majorado por ato administrativo e sem respeitar a anterioridade
PREÇO TARIFA
Outras exações
FORO E LAUDÊMIO
▪ São valores devidos, no contrato de enfiteuse, pelo detentor do domínio útil ao senhorio direto do imóvel
▪ Foro é o valor pago anualmente (art. 101 do Decreto-lei n. 9.760/46)
▪ laudêmio é devido na hipótese de alienação onerosa do imóvel (art. 3º do Decreto-lei n. 2.398/87)
▪ NÃO são tributos, mas são receitas da união
TAXA DE OCUPAÇÃO DE TERRENOS
▪ moradores que não são foreiros regularizados, mas simples ocupantes da área sem contrato de aforamento, a 
União arrecada taxa de ocupação (art. 1º do Decreto-lei n. 2.398/87)
▪ não tem natureza tributária
TRIBUTO MINERAL
▪ contraprestação pela exploração financeira de recursos minerais e riquezas do subsolo (art. 20, § 1º, da CF)
▪ não é tributo, mas uma exigência de natureza administrativo-contratual, cobrada a título de compensação 
pela exploração econômica de bens pertencentes ao domínio público
 
Outras exações
ROYALTIES DO PETRÓLEO
▪ Contrapartida paga pela exploração comercial de petróleo e gás natural (art.20, §1º CF)
▪ NÃO tem natureza tributária
EMOLUMENTOS NOTARIAIS
▪ valores pagos pelo usuário como remuneração pelos serviços prestados por registradores e notários, nos 
cartórios extrajudiciais
▪ SÃO TRIBUTOS estaduais ou distritais (natureza de taxa) = § 2º do art. 236 da CF
▪ Respeitam a anterioridade e a legalidade para fixação e majoração
CUSTAS, EMOLUMENTOS E TAXAS JUDICIÁRIAS
▪ valores exigidos como contrapartida pela prestação da atividade jurisdicional
▪ SÃO TRIBUTOS estaduais ou federais (natureza de taxa)
▪ Respeitam a anterioridade e a legalidade para fixação e majoração
Direito Tributário
AULA 10
Tributos em espécies
Imposto de importação (II)
regime geral
• art. 153, I CF e Decreto-lei n. 37/66• competência da União
• Não obedece anterioridade e legalidade (decreto pode majorar)
fato gerador
• importação de produtos estrangeiros
• a mercadoria, nacional ou nacionalizada exportada, que retornar ao País
Tributos em espécies
Imposto de exportação (IE)
regime geral
• art. 153, II CF e Decreto-lei n. 1.578/77
• competência da União
• Não obedece anterioridade e legalidade (decreto pode majorar)
fato gerador
• exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados
• ocorrendo o seu retorno nos casos previstos em lei, a quantia paga será restituída
Tributos em espécies
Imposto de Renda (IR)
regime geral
• art. 153, III CF e Decreto n. 3.000/99
• competência da União
• obedece a legalidade (só pode ser criado, majorado, reduzido ou extinto mediante lei ordinária da União) 
• Não exige a anterioridade nonagesimal 
• CUIDADO! Não recepção da Súmula 584 STF (lei no ano-base é a aplicada)
fato gerador
• renda (produto do capital, do trabalho) e proventos (outros acréscimos patrimoniais) auferidos durante o ano-
base
• universalidade = incidir sobre qualquer espécie de renda ou provento.
• generalidade = todas as pessoas físicas ou jurídicas sujeitam-se à incidência do imposto.
• Progressividade = as alíquotas do IR devem ser graduadas conforme a capacidade econômica do contribuinte
Tributos em espécies
Imposto sobre produto industrializado (IPI)
regime geral
• art. 153, IV CF e Lei 11.452/2007
• competência da União
• Não obedece a legalidade 
• Não exige a anterioridade anual, mas exige nonagesimal 
fato gerador
• produtos industrializados (resultante de qualquer operação definida como industrialização), nacionais e 
estrangeiros.
• Seletivo = alíquotas devem ser variáveis, em função da relevância social do item tributado
• Não cumulativo = imposto recolhido sobre insumos (matérias-primas), produtos intermediários e demais itens 
componentes da produção é calculado como crédito a ser descontado no valor de IPI devido pelo produto final
Tributos em espécies
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
regime geral
• art. 153, V CF e Decreto n. 6.306/2007
• competência da União
• Não obedece a legalidade 
• Não exige a anterioridade anual ou nonagesimal 
fato gerador
• Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a títulos ou valores imobiliários
• não incide sobre caderneta de poupança, conta corrente e depósitos judiciais
Tributos em espécies
Imposto Territorial Rural (ITR)
regime geral
• art. 153, VI CF e Decreto n. 4.382/2002.
• competência da União
• obedece a legalidade 
• exige a anterioridade anual ou nonagesimal 
fato gerador
• propriedade, o domínio útil, ou a posse de imóvel rural (só o terreno e independente de construção)
• progressivo = desestimular a manutenção de propriedades improdutivas;
• não incidirá sobre pequenas glebas rurais quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel 
(imunidade);
• será fiscalizado e cobrado pelos Municípios
Tributos em espécies
Imposto sobre transmissão causa mortis e doações (ITCMD)
regime geral
• art. 155, I CF.
• competência dos Estados
• obedece a legalidade 
• exige a anterioridade anual e nonagesimal 
fato gerador
• Transmissão de bens e direitos causa mortis ou gratuita entre vivos
• Não incide em renúncia abdicativa
Súmula n. 112
O imposto de transmissão causa mortis é devido pela alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão.
Súmula n. 113
O imposto de transmissão causa mortis é calculado sobre o valor dos bens na data da avaliação.
Tributos em espécies
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
regime geral
• art. 155, II CF
• competência do Estado
• obedece a legalidade 
• exige a anterioridade anual ou nonagesimal 
• lei complementar federal disciplina: 
a) definir seus contribuintes;
b) dispor sobre substituição tributária;
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;
d) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços e outros produtos 
e) regular isenções, incentivos e benefícios fiscais 
f) definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidirá uma única vez (incidência monofásica);
Tributos em espécies
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
fato gerador
• operações relativas à circulação de mercadorias (habitualidade e intuito comercial);
• prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal; 
• prestação dos serviços de comunicação;
• fornecimento de energia elétrica (art. 155, § 3º, da CF);
• importação de bem ou mercadoria (art. 155, § 2º, IX, a da CF).
• Seletivo = alíquotas devem ser variáveis, em função da relevância social do item tributado
• Não cumulativo = imposto recolhido sobre insumos ou serviços intermediários é calculado como crédito a ser 
descontado no valor de ICMS devido pelo produto final
Tributos em espécies
Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
regime geral
• art. 155, III, da CF
• competência do Estado
• obedece a legalidade 
• exige a anterioridade anual ou nonagesimal 
• terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal
fato gerador
• propriedade de veículo automotor em 1º de janeiro de cada ano.
• poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e forma de utilização da veículo.
• Veículos novos não vendidos ao consumidor final não pagam IPVA (montadoras e concessionárias)
fixação da base de cálculo do IPVA sujeita-se somente à anterioridade anual
Tributos em espécies
Imposto Territorial Urbano (IPTU)
regime geral
• art. 156, I CF
• competência do Município
• obedece a legalidade 
• exige a anterioridade anual e nonagesimal 
fato gerador
• propriedade, o domínio útil ou a posse (como se proprietário fosse) de bem imóvel por natureza ou por 
acessão física localizado na zona urbana do Município (art.32 CTN)
• progressivo = a) desestimular a manutenção de propriedades improdutivas, b) em razão do valor do imóvel, c) 
de acordo com a localização/uso
• exige-se animus domini, detenção ou mera posse não gera a obrigação tributária
• será fiscalizado e cobrado pelos Municípios
a fixação da base de cálculo do IPTU sujeita-se somente à anterioridade anual (art.150, §1º CF)
art. 15 do Decreto-lei n. 57/66, 
incide ITR sobre o imóvel localizado em zona 
urbana que, comprovadamente, seja utilizado em 
exploração extrativa vegetal, agrícola, pecuária ou 
agroindustrial
Tributos em espécies
Imposto sobre a transmissão inter vivos de bens imóveis (ITBI)
regime geral
• art. 156, II CF.
• competência dos municípios e DF
• obedece a legalidade 
• exige a anterioridade anual e nonagesimal 
fato gerador
• transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, de direitos reais sobre imóveis, 
exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição 
• Não incidência na transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pj em realização de capital 
ou decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção (SIC!!)
• Base de cálculo = valor venal do IPTU (art. 38 do CTN) x valor do negócio (Tema Repetitivo 1.113 – STJ)
CUIDADO !! doação onerosa incide ITBI e não ITCMD
Tributos em espécies
Imposto sobre serviços (ISS)
regime geral
• art. 156, III CF
• competência dos Municípios e DF para instituir e cobrar
• obedece a legalidade 
• exige a anterioridade anual ou nonagesimal 
• lei complementar federal disciplina: 
a) alíquotas máximas e mínimas;
b) excluir da sua incidência exportações de serviços (isenção heterônoma);
c) regular a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios serão concedidas
Fato gerador
• Quais serviços? Lei Complementar n. 116/2003
• Devido em regra, ao Município onde se localiza o estabelecimento ou domicílio prestador
Na construção civil = ISS é pago no local da prestação
Tributos em espécies
Imposto sobre serviços (ISS)
• Não incidência = ausência na LC 116; serviços de transporte interestaduais intermunicipale de comunicação 
(art. 155, II, da CF); serviço de locação (súmula vinculante nº 31)
• Base de cálculo = varia de acordo com o tipo de contribuinte
• Alíquota = mínima de 2% e máxima de 5%
Direito Tributário
AULA 11
Administração tributária
Definição
• Administração Tributária = designa o conjunto de órgãos e entidades estatais encarregados de realizar as 
atividades de cobrança e fiscalização do pagamento de tributos = “Fisco” ou a “Fazenda Pública”
• administração tributária = atividades administrativas de cobrança e fiscalização do pagamento de tributos.
Fiscalização tributária
• relacionado à cobrança de tributos 
• instrumentos normativos de menor hierarquia, como portarias, instruções normativas, ordens internas, 
comunicados, ordens de serviços, circulares etc., que passam a integrar a legislação tributária voltada para a 
fiscalização e arrecadação de tributos.
• aplica-se às pessoas físicas (naturais) ou jurídicas, públicas ou privadas, contribuintes ou não, inclusive às 
que gozem de imunidade tributária ou de isenção de caráter pessoal (art. 194 CTN)
• cabe à lei prescrever a discricionariedade no âmbito de atuação do poder fiscalizatório
Administração tributária
Fiscalização tributária
• conservação dos livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos lançamentos 
pelo prazo necessário à consumação da prescrição dos créditos tributários (art.195, pu CTN).
• obrigatoriedade de a autoridade administrativa lavrar o termo documentando o início da diligência de 
fiscalização, fixando o prazo máximo para a conclusão dos trabalhos (art. 196 CTN)
• sujeitos que são obrigados a prestar informação à autoridade administrativa = art. 197 do CTN
• diretrizes para a atuação conjunta e permuta de informações entre as Fazendas federal, estadual, distrital e 
municipal para a fiscalização dos tributos = art. 199 CTN
• Permuta de informações com Estados estrangeiros = art.199, pu CTN
• Princípio do sigilo fiscal = proibindo a divulgação, para qualquer fim, por parte da Fazenda Pública e de seus 
agentes, de informações acerca da situação econômica ou financeira dos contribuintes ou responsáveis, 
excetuando apenas os casos de requisição regular da autoridade judiciária (art.198 CTN)
• Auxílio da força pública quando vítimas de embaraço ou desacato no exercício de suas funções, ou quando 
necessário à efetivação dê medida prevista na legislação tributária, ainda que não se configure fato definido 
em lei como crime ou contravenção = art.200 CTN
Administração tributária
Fiscalização tributária – sigilo bancário
• LC 105/2001 = quebra sem a intermediação do Poder Judiciário 
• sigilo bancário como espécie do direito à privacidade que a Constituição consagra no art. 5º, X, porém, que 
não se trata de um direito absoluto
• Interesse público e obrigação de fiscalizar
• ‘transferência de sigilo’ dos bancos ao Fisco (ADI 2390)
• Autoriza o compartilhamento de informações com autoridades administrativas, no interesse da Administração 
Pública, desde que comprovada a instauração de processo administrativo, no órgão ou entidade a que 
pertencesse a autoridade solicitante, destinado a investigar, pela prática de infração administrativa, o sujeito 
passivo a que se referisse a informação
• os entes federativos devem regulamentar o procedimento fiscalizatório mediante um decreto
Administração tributária
Dívida ativa
• após a constituição definitiva do crédito tributário (lançamento), e não tendo o devedor realizado o 
pagamento, a inscrição do débito na dívida ativa é o passo seguinte no devido processo legal para cobrança 
do tributo e das penalidades deles decorrentes liquidez e certeza
• inserir o nome do contribuinte na lista dos inadimplentes perante o Fisco (art.201 CTN)
• requisito indispensável e preparatório para o ingresso com a ação de execução fiscal.
• requisitos que deve conter o termo de inscrição da dívida ativa = art.202 CTN + indicação do número do livro e 
da folha em que foi inscrita a dívida
• Certidão da Dívida Ativa (CDA) = ato administrativo enunciativo
• Natureza jurídica da dívida ativa = bem público dominical
• Efeitos da inscrição: 1) inibe a expedição de certidão tributária negativa (art. 205 do CTN);
2) suspende por 180 dias o prazo prescricional para propositura da execução fiscal (SIC!)
3) autoriza a Fazenda a adotar providências cautelares para garantir a satisfação do crédito; 
4) sujeita o patrimônio do devedor a diversas limitações;
5) presume-se fraudulenta a alienação de bens do devedor se não houver reserva de patrimônio.
Administração tributária
Dívida ativa
• Não havendo dívidas tributárias no período será expedida certidão negativa (art. 205 CTN)
• Certidão administrativa é ato administrativo vinculado 
• Certidão positiva com efeitos negativo (art.206 CTN) = existência de créditos:
• Recusa de expedição: mandado de segurança pelo contribuinte
a) não vencidos 
b) em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou garantido o juízo por outra forma
c) créditos cuja exigibilidade esteja suspensa
Súmula n. 446 do STJ: “Declarado e não pago o débito tributário pelo contribuinte, é legítima a recusa 
de expedição de certidão negativa ou positiva com efeito de negativa”
Processo Tributário
Conceito
• Atos administrativos ou jurisdicionais praticados para solucionar conflitos entre o Fisco e o sujeito passivo da 
obrigação tributária.
• Abrange processo administrativo e processos judicial
Processo administrativo
• Procedimento estabelecido no âmbito no próprio Fisco para determinação, exigência, consulta e impugnação 
de créditos tributários.
• Regulado pelo Decreto n. 70.235/72 e Decreto n. 7.574/2011
• Procedimento se inicia com: I – o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, 
cientificado o sujeito passivo da obrigação tributária ou seu preposto;
II – a apreensão de mercadorias, documentos ou livros;
III – o começo de despacho aduaneiro de mercadoria importada.
Lançamento ou auto de infração
Processo Tributário
Processo administrativo
• Após a intimação o contribuinte poderá apresentar impugnação no prazo de 30 dias (art. 15)
• a qualquer momento o devedor pode, antes ou durante o processo administrativo fiscal, impugnar a exigência 
na esfera judicial.
• Da decisão cabe recurso voluntário com efeito suspensivo ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – 
CARF (art. 75 Decreto 7.574/2011) no prazo de 30 dias (Art. 33. Decreto n. 70.235/72)
• Da decisão do conselho cabe recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, no prazo de 15 dias da 
ciência do acórdão se a decisão que der à lei tributária interpretação divergente da própria Câmara Superior 
de Recursos Fiscais (art. 79 Decreto 7.574/2011).
impugnação Recurso ao CARF Recuso Especial à Câmara
Processo Tributário
Processo Judicial
• O procedimento de execução fiscal é disciplinado pela Lei n. 6.830/80
• processos de execução fiscal em âmbitos federal, estadual, distrital e municipal.
• Aplicação subsidiaria do CPC
• Cobrança créditos estatais definidos como dívida ativa da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não 
tributária, incluindo atualização monetária, juros e multa de mora e demais encargos previstos em lei ou 
contrato
• Polo ativo = pessoa federativa competente para instituição do tributo ou responsável pela sua cobrança
• Polo passivo (art 4º LEF) = 
ATENÇÃO! Procedimento da LEF se aplica para cobrança de qualquer crédito estatal e NÃO SÓ o tributário
I – o devedor; 
II – o fiador; 
III – o espólio; 
IV – a massa; 
V – o responsável, nos termos 
da lei, por dívidas
VI – os sucessores a qualquer 
título
Processo Tributário
Processo Judicial
• Em princípio a demanda deve ser intentada contra aqueles que constam como devedores na certidão da 
dívida ativa. 
• Competência = domicílio do devedor (art. 5º da LEF)
• Petição inicial (art. 6º da LEF):
• A produção de provas pelaFazenda Pública independe de requerimento na petição inicial (art. 6º, § 3º).
I – o Juiz a quem é dirigida; 
II – o pedido; 
III – o requerimento para a citação. 
IV – será instruída com a Certidão da Dívida Ativa
V – o valor da causa será o da dívida na CDA (art. 6º, §4ºLEF)
Súmula n. 558 do STJ: Em ações de execução fiscal, a petição inicial não pode ser indeferida 
sob o argumento da falta de indicação do CPF e/ou RG ou CNPJ da parte executada
Processo Tributário
Processo Judicial
• Despacho ordenando a citação interrompe a prescrição (art.8º, §2º LEF)
• executado será citado para, no prazo de 5 dias, pagar a dívida com os juros e multa de mora e encargos 
indicados na Certidão de Dívida Ativa
• Defesa do devedor = embargos no prazo de 30 dias a contar da garantia ou penhora
• Garantia parcial, desde que reforçada posteriormente
• penhora ou arresto na execução fiscal seguirá a ordem abaixo (art.11 LEF):
• o juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os 
quais possa recair a penhora, e, nesses casos, não correrá o prazo de prescrição (art.40 LEF) = prz 1 ano
• Após 1 ano = inicia-se automaticamente a contagem do prazo prescricional tributário de 5 (cinco) anos
I – dinheiro;
II – título da dívida pública, bem como título de 
crédito, que tenham cotação em bolsa;
III – pedras e metais preciosos;
IV – imóveis;
V – navios e aeronaves;
VI – veículos;
VII – móveis ou semoventes; e
VIII – direitos e ações.
Processo Tributário
Processo Judicial - Embargos
• Nos embargos o devedor poderá aduzir toda matéria útil à defesa
• Embargos do devedor NÃO suspende automaticamente a execução (art.739-A, §1º CPC)
• Admite-se garantia parcial
• Para suspender = comprovar que o prosseguimento da execução possa causar grave dano de difícil ou incerta 
reparação (ADI 5165)
ATENÇÃO! Embargos não é contestação. Ação autônoma = dependência + demonstrar preenchimento de
pressupostos processuais e condições da ação
Não são admissíveis embargos do executado antes de garantida a execução (Art. 16 §1º LEF)
Processo Tributário
Exceção de pré-executividade
• possibilidade de o executado defender-se, sem necessidade de garantir o juízo
• Sem previsão expressa na LEF / garantia da ampla defesa e contraditório
• é um incidente processual e não uma ação autônoma
• NÃO tem prazo
• Hipóteses de cabimento: 1) executado não tem patrimônio suficiente para garantir o juízo; 
2) nulidade da CDA passível de reconhecimento de plano; 
3) matérias de ordem pública conhecíveis de ofício pelo juiz, que não demandem 
dilação probatória (Súmula 393 STJ) – art.337 e 806 do CPC, art156 CTN
4) alegação de pagamento
5) ilegitimidade da parte com redirecionamento da execução contra sócio cujo nome 
não consta da CDA
6) inconstitucionalidade do tributo reconhecida pelo STF
7) prescrição e decadência, desde não seja necessária dilação probatória
Processo Tributário
Exceção de pré-executividade
• EXIGE prova pré-constituída
• Da decisão que rejeitar = agravo de instrumento / da decisão que julgar procedente = apelação
• a mera apresentação de exceção de pré-executividade não suspende a execução fiscal e atos constritivos de 
patrimônio do executado
• Para suspender = 1) oferecimento de garantia 
2) em casos de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (art.151 CTN)
3) Tutela de urgência
Processo Tributário
Ação anulatória
• prevista no art. 38 da Lei n. 6.830/80
• seu objetivo é promover judicialmente a extinção do lançamento tributário ou da autuação fiscal se tais atos 
administrativos estiverem eivados de ilegalidade
• pressupõe o lançamento ou a lavratura do auto de infração
• prazo prescricional da ação anulatória:
• Independe de garantia
• pode ser proposta mesmo após iniciada a execução fiscal (conexão ou não)
• Se proposta antes, não obsta o ajuizamento da execução fiscal (sic! = obsta se feito depósito integral)
1) 5 anos (art. 1º do Decreto n. 20.910/32)
2) 2 anos se precedida de decisão administrativa que 
denegar a restituição do indébito (art. 169 do CTN)
Processo Tributário
Ação declaratória de inexistência de relação jurídico tributária
• é cabível antes de qualquer ato concreto do Fisco tendente a exigir o tributo (art. 19, I CPC)
• veicula pretensão inibitória visando afastar exigência futura
• declaração sobre a inexistência de relação jurídica que obrigue o contribuinte ao pagamento de um tributo 
que considere ser ele indevido:
• Não se admite também ação declaratória com o intuito único de reconhecimento de tese jurídica. Deve existir 
a obrigação tributária
• é imprescritível
• não suspende a exigibilidade do tributo ou seu lançamento (salvo tutela de urgência)
a) em razão da inconstitucionalidade do ato que o instituiu
b) em razão da ilegalidade de normas infralegais
c) em casos de imunidade tributária.
Processo Tributário
O Estado X, por ter sofrido perdas de arrecadação com a alteração promovida pela Emenda Constitucional nº 
87/2015, no Art. 155, § 2º, inciso VII, da CRFB/88, instituiu, por lei ordinária, “taxa de vendas interestaduais” 
com incidência sobre operações de venda destinadas a outros Estados. A taxa tem, como base de cálculo, o 
preço de venda das mercadorias destinadas a outros Estados e, como contribuintes, os comerciantes que 
realizam essas vendas, aos quais incumbe o recolhimento do tributo no momento da saída das mercadorias de 
seu estabelecimento. Por reputar inconstitucional a referida taxa, a sociedade empresária XYZ deixou de efetuar 
seu recolhimento, vindo a sofrer autuação pelo fisco estadual. Não tendo a sociedade empresária XYZ logrado 
êxito no processo administrativo, o débito foi inscrito em dívida ativa e a execução fiscal foi distribuída à 4ª Vara 
de Fazenda Pública do Estado X. Devidamente citada e após nomeação de bens pela executada, formalizou-se a 
penhora em valor suficiente à garantia da execução. Após 10 dias da intimação da penhora, a sociedade 
empresária XYZ procura você para, na qualidade de advogado(a), promover sua defesa na referida execução 
fiscal e obstar a indevida excussão dos bens penhorados. Na qualidade de advogado(a) da sociedade empresária 
XYZ, redija a medida judicial mais adequada à necessidade da sua cliente, com o objetivo de afastar a cobrança 
indevida. 
	Slide 1
	Slide 2
	Slide 3: Direito financeiro
	Slide 4: Conceito
	Slide 5: GANHO DEMOCRÁTICO
	Slide 6: Fontes do direito financeiro
	Slide 7: Fontes do direito financeiro
	Slide 8: Fontes do direito financeiro
	Slide 9: Orçamento Público
	Slide 10: Função do Orçamento Público 
	Slide 11: Orçamento Público
	Slide 12: Orçamento Público
	Slide 13: Orçamento Público
	Slide 14: Orçamento Público
	Slide 15: Orçamento Público
	Slide 16: Orçamento Público
	Slide 17: Orçamento Público
	Slide 18: Orçamento Público
	Slide 19
	Slide 20: Direito financeiro
	Slide 21: Leis Orçamentárias
	Slide 22: Leis Orçamentárias
	Slide 23: Leis Orçamentárias
	Slide 24: Leis Orçamentárias
	Slide 25: Leis Orçamentárias
	Slide 26: Leis Orçamentárias
	Slide 27: EMENDAS PARLAMENTARES
	Slide 28: Leis Orçamentárias
	Slide 29: Direito financeiro
	Slide 30: Leis Orçamentárias
	Slide 31: Leis Orçamentárias
	Slide 32: Leis Orçamentárias
	Slide 33: Leis Orçamentárias
	Slide 34: Leis Orçamentárias
	Slide 35: Leis Orçamentárias
	Slide 36: Leis Orçamentárias
	Slide 37: Leis Orçamentárias
	Slide 38: Direito Tributário
	Slide 39: Noções básicas de direito tributário
	Slide 40: Noções básicas de direito tributário
	Slide 41: Noções básicas de direito tributário
	Slide 42: Competência tributária
	Slide 43: CAPACIDADE TRIBUTÁRIA?
	Slide 44: Competência tributária
	Slide 45: Competência tributária
	Slide 46: Competência tributária
	Slide 47: Competência tributária
	Slide 48: Competência tributária
	Slide 49: Competência tributária
	Slide 50: Classificação dos tributos
	Slide 51: Classificação dos tributos
	Slide 52: Classificação dos tributos
	Slide 53: Espécies tributáriasSlide 54: Espécies tributárias
	Slide 55
	Slide 56: Direito Tributário
	Slide 57: Princípios
	Slide 58: Princípios
	Slide 59: Princípios
	Slide 60: Princípios
	Slide 61: Princípios
	Slide 62: Imunidades tributárias
	Slide 63: Imunidades tributárias
	Slide 64: Imunidades tributárias
	Slide 65: Imunidades tributárias
	Slide 66: Imunidades tributárias
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	Slide 71: Imunidades tributárias
	Slide 72: Imunidades tributárias
	Slide 73: Imunidades tributárias
	Slide 74: Imunidades tributárias
	Slide 75
	Slide 76: Direito Tributário
	Slide 77: Obrigação tributária
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	Slide 79: Obrigação tributária
	Slide 80: Obrigação tributária
	Slide 81: Obrigação tributária
	Slide 82: Obrigação tributária
	Slide 83: Obrigação tributária
	Slide 84: Obrigação tributária
	Slide 85: Obrigação tributária
	Slide 86: Obrigação tributária
	Slide 87: Obrigação tributária
	Slide 88: Obrigação tributária
	Slide 89: Direito Tributário
	Slide 90: Obrigação tributária
	Slide 91: Obrigação tributária
	Slide 92: Obrigação tributária
	Slide 93: Obrigação tributária
	Slide 94: Obrigação tributária
	Slide 95: Obrigação tributária
	Slide 96: Obrigação tributária
	Slide 97: Obrigação tributária
	Slide 98: Obrigação tributária
	Slide 99: Obrigação tributária
	Slide 100
	Slide 101: Direito Tributário
	Slide 102: Crédito tributário
	Slide 103: Crédito tributário
	Slide 104: FINALIDADE DO LANÇAMENTO
	Slide 105: Lançamento tributário
	Slide 106: Lançamento tributário
	Slide 107: Lançamento tributário
	Slide 108: Suspensão do crédito 
	Slide 109: Suspensão do crédito
	Slide 110: Suspensão do crédito
	Slide 111: Suspensão do crédito
	Slide 112: Suspensão do crédito
	Slide 113: Suspensão do crédito
	Slide 114: Extinção do crédito
	Slide 115: Extinção do crédito
	Slide 116: Extinção do crédito
	Slide 117: Extinção do crédito
	Slide 118: Extinção do crédito
	Slide 119: Extinção do crédito
	Slide 120: Extinção do crédito
	Slide 121: Extinção do crédito
	Slide 122: Extinção do crédito
	Slide 123: Extinção do crédito
	Slide 124: Extinção do crédito
	Slide 125: Extinção do crédito
	Slide 126: Exclusão
	Slide 127: Exclusão
	Slide 128: Exclusão
	Slide 129: Garantias e Privilégios
	Slide 130: Garantias e Privilégios
	Slide 131: Garantias e Privilégios
	Slide 132: Direito Tributário
	Slide 133: Espécies tributárias
	Slide 134: Espécies tributárias
	Slide 135: Espécies tributárias
	Slide 136: Espécies tributárias
	Slide 137: Espécies tributárias
	Slide 138: Espécies tributárias
	Slide 139: Espécies tributárias
	Slide 140: Espécies tributárias
	Slide 141: Espécies tributárias
	Slide 142: Espécies tributárias
	Slide 143: Espécies tributárias
	Slide 144: Espécies tributárias
	Slide 145: Espécies tributárias
	Slide 146: Espécies tributárias
	Slide 147: Outras exações
	Slide 148: Outras exações
	Slide 149: Outras exações
	Slide 150: Outras exações
	Slide 151: Direito Tributário
	Slide 152: Tributos em espécies
	Slide 153: Tributos em espécies
	Slide 154: Tributos em espécies
	Slide 155: Tributos em espécies
	Slide 156: Tributos em espécies
	Slide 157: Tributos em espécies
	Slide 158: Tributos em espécies
	Slide 159: Tributos em espécies
	Slide 160: Tributos em espécies
	Slide 161: Tributos em espécies
	Slide 162: Tributos em espécies
	Slide 163: Tributos em espécies
	Slide 164: Tributos em espécies
	Slide 165: Tributos em espécies
	Slide 166: Direito Tributário
	Slide 167: Administração tributária
	Slide 168: Administração tributária
	Slide 169: Administração tributária
	Slide 170: Administração tributária
	Slide 171: Administração tributária
	Slide 172: Processo Tributário
	Slide 173: Processo Tributário
	Slide 174: Processo Tributário
	Slide 175: Processo Tributário
	Slide 176: Processo Tributário
	Slide 177: Processo Tributário
	Slide 178: Processo Tributário
	Slide 179: Processo Tributário
	Slide 180: Processo Tributário
	Slide 181: Processo Tributário
	Slide 182: Processo Tributáriorestos a pagar = caso o governo não consiga pagar ou o empenho seja prorrogado para o ano seguinte (não cumprimento do contratante no prazo), ele entra no 
orçamento do ano seguinte como Restos a Pagar = novo orçamento deverá suportar a despesa antiga!
fixação programação empenho liquidação pagamento
Orçamento Público
REQUISITOS DA DESPESA PÚBLICA
▪ Utilidade: deve-se atender o maior número de contribuintes possível de maneira geral.
▪ Possibilidade: devem estar em comum acordo com a possibilidade contributiva de seus cidadãos.
▪ Discussão Pública: Nenhuma despesa pode ser realizada sem que ocorra uma discussão a seu respeito.
▪ Oportunidade: momento certo e necessário.
▪ Legalidade: todo despesas tem base em autorizações legais.
RESTRIÇÕES PARA FIM DE MANDATO
disciplinar a utilização de recursos públicos no último ano de mandato: 
▪ nulos os atos de que resultem aumento das despesas de pessoal a partir de 1º de julho do último ano do 
mandato do titular de cada Poder (art. 21, parágrafo único);
▪ é vedada, nos últimos 8 meses de mandato, a assunção de compromisso que não possa ser cumprido 
integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte, sem que haja 
suficiente disponibilidade de caixa para esse fim (art. 42, caput);
ESTUDO DE CASO
Se dividam em três grupos e 
realizem uma busca na internet
de matérias jornalísticas atuais
sobre a importância da 
arrecadação de tributos na impl
ementação de políticas públicas
Direito financeiro
AULA 2
Leis Orçamentárias
PLANO PLURIANUAL
▪ iniciativa do Poder Executivo (art.165 CF)
▪ o projeto do PPA deve ser enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional até quatro meses 
antes do encerramento do primeiro ano de seu mandato (art. 35, § 2º, I, do ADCT)
▪ o planejamento das atividades governamentais nos quatro anos seguintes dispondo, de forma regionalizada, 
as diretrizes, sobre os objetivos e as metas da Administração para as despesas de capital e outras delas 
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada (art. 165, § 1º CF)
▪ Vigência = o art. 35, § 2º, inciso I, do ADCT = o PPA vigora “até o final do primeiro exercício financeiro do 
mandato presidencial subsequente” (execução entrelaçada)
▪ nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia 
inclusão no Plano Plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade (art. 
167, § 1º, CF)
Leis Orçamentárias
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
▪ estabelecer as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o 
exercício financeiro subsequente;
▪ orientar a elaboração da lei orçamentária anual (LOA);
▪ dispor sobre as alterações na legislação tributária;
▪ estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 
▪ estipular os prazos para envio e os limites das propostas orçamentárias dos poderes (art. 99, § 1º, CF) do 
Ministério Público (art. 127, § 3º, CF) e das Defensorias Públicas da União e do Distrito Federal (art. 134, § 3º, 
CF1329) e dos Estados (art. 134, § 2º, CF1330)
▪ autorizar a concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e 
funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer 
título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta (inclusive fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público), ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista (art. 
169, § 1º, inciso II, CF).
Leis Orçamentárias
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS
▪ Funciona como elo entre o PPA e a LOA
▪ iniciativa do Poder Executivo (art.165 CF) até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro 
(art. 35, § 2º, inciso II, do ADCT)
▪ necessária a participação dos demais poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública no processo de 
elaboração do seu projeto (limites das propostas orçamentárias destes órgãos)
▪ são finalidades da LDO a) dispor sobre equilíbrio entre receitas e despesas (art. 4º, inciso I, alínea a);
b) orientar a elaboração da lei orçamentária anual (art. 5º, caput)
c) dispor sobre o controle de custos e a avaliação dos resultados dos programas financiados 
com recursos dos orçamentos (art. 4º, inciso I, alínea e);
d) estabelecer parâmetros para a programação financeira e o cronograma mensal de 
desembolso do Poder Executivo (art. 8º, caput);
e) dispor sobre demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades 
públicas (art. 4º, inciso I, alínea f, c/c art. 25, § 1º) e privadas (art. 4º, inciso I, alínea f, c/c 
art. 26, caput).
Leis Orçamentárias
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL
▪ iniciativa do Poder Executivo (art.165 CF c/c art. 35, § 2º, inciso III, do ADCT) e deverá se enviado ao CF até 
quatro meses antes do encerramento de cada exercício financeiro (ou seja, até o dia 31 de agosto)
▪ Compreende o orçamento fiscal, orçamento de investimento e orçamento da seguridade social
▪ terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, 
▪ transparência ao processo de planejamento
▪ deverá conter (art. 2º, § 1º da Lei n. 4.320/64), a LOA :o sumário geral da receita por fontes e da despesa por 
funções de Governo; quadro demonstrativo da receita e despesa segundo as categorias econômicas; quadro 
discriminativo da receita por fontes e respectiva legislação; quadro das dotações por órgãos do Governo e da 
Administração.
▪ todas as despesas relativas à dívida e as receitas que as atenderão deverão nela constar (art. 5º, § 1º LRF), 
▪ é vedado conter crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada (art. 5º, § 4º LRF)
▪ Não pode consignar dotação para investimento com duração superior a um ano que não esteja incluído no 
PPA ou em lei que autorize a sua inclusão (art. 5º, § 5º LRF c/c art. 167, §1º CF)
Leis Orçamentárias
CRÉDITOS EXTRAORDINÁRIOS, ADICIONAIS e SUPLEMENTARES
▪ Extraordinários: Crédito adicional para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de 
guerra, comoção interna ou calamidade pública, aberto por meio de medida provisória (art. 167, § 3º da CF e 
art. 41, III Lei nº 4.320/1964)
▪ Adicionais especiais: Instrumento de ajuste orçamentário para autorização de despesas não computadas ou 
insuficientemente dotadas na lei orçamentária. (Lei nº 4.320/1964, arts. 40 e 41)
▪ Suplementar: destinado a reforço de dotação orçamentária, sendo autorizado por lei (arts. 165, § 8º, e 167, V; 
da CF e art. 41, I Lei nº 4.320/1964)
▪ Para que haja despesa adicional tem que existir fonte superavit financeiro apurado em balanço 
patrimonial do exercício anterior; excesso de arrecadação; anulação parcial ou total de despesas; operações 
de crédito autorizadas
CUIDADO! não pode ser usado para despesas previsíveis
SALVO CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO!
Leis Orçamentárias
ORÇAMENTO IMPOSITIVO
▪ Emenda Constitucional n. 86 de 2015 = que acrescentou ao art. 166 da CF os §§ 9º a 18 
▪ parte das despesas incluídas no orçamento por emendas individuais dos deputados federais e senadores 
tornou-se impositiva. + do relator + das bancadas
▪ transferências constitucionais (fundos de participação dos estados e municípios) = art.159
▪ as despesas de pessoal e encargos sociais; 
▪ dívidas pública 
▪ benefícios previdenciários, abono salarial, seguro-desemprego
▪ gastos mínimos em educação e saúde (art.212, art. 198,§2º CF)
▪ débitos judiciais (precatórios e outras sentenças)
EMENDAS 
PARLAMENTARES
COMO FUNCIONA?
1,2% 1%
Leis Orçamentárias
VEDAÇÕES (art.167 CF)
▪ início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual;
▪ realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou 
adicionais
▪ realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as 
autorizadas mediante créditossuplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder 
Legislativo por maioria absoluta;
▪ abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos 
correspondentes;
▪ transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra 
ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa;
▪ concessão ou utilização de créditos ilimitados;
▪ utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social 
para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos
Direito financeiro
AULA 3
Leis Orçamentárias
CRÉDITO PÚBLICO
▪ procedimento de que o Estado lança mão para CAPTAR, por meio de empréstimo, RECURSOS MONETÁRIOS 
para aplicá-los aos gastos públicos, tanto para custear investimentos como para antecipar receita, assumindo, 
em contrapartida, a obrigação de RESTITUÍ-LOS nos prazos e condições fixados
▪ Modalidade de RECEITA
▪ CONTRATO de direito administrativo: a) deve haver prévia previsão orçamentária; b) exige disposição legal 
específica; c) há obrigatoriedade de autorização e controle do Senado; d) necessária a finalidade pública; e) é 
possível alteração unilateral ; f) há sujeição a prestação de contas; g) pode ocorrer rescisão unilateral
▪ FORMAS: a) contratos; b) emissão de títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal
▪ CLASSIFICAÇÃO: a) antecipação de receita (curto prazo – ano fiscal); b) operações de crédito em geral.
▪ Competência para dispor sobre operação de crédito e dívida pública = Congresso Nacional (art. 48, inciso II)
▪ Competência para dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno = 
privativamente ao Senado Federal (art. 48, caput c/c art. 52, inciso VII)
▪ autorizadas as operações de crédito, devem ser incluída na LOA como despesa de capital (art. 165, §6º)
Leis Orçamentárias
CRÉDITO PÚBLICO
▪ LIMITES = para operação de crédito ou emissão de títulos (por proposta do Executivo aprovado pelo Senado – 
art.30 da LRF)
▪ Os limites podem sofrer alteração com a apresentação da LOA (art. 30, § 5º, LRF) e, extraordinariamente, 
quando as condições fáticas que autorizaram o endividamento forem alteradas e for necessária a revisão no 
curso de uma lei orçamentária (art. 30, § 6º, LRF)
▪ ordenação, a autorização ou a realização de operação de crédito, interno ou externo, quando o montante da 
dívida ultrapassa o limite máximo autorizado por lei = crime contra as finanças públicas (art. 359-A, parágrafo 
único, inciso II do CP)
▪ Excedido o limite = prazo de 3 (três) quadrimestres subsequentes para a eliminação do excesso sob pena de 
não receber as transferências voluntárias (art. 31, § 2º, LRF).
▪ Não pagamento de dívida dos demais entes à União por mais de 2 anos consecutivos = intervenção da União 
(art. 34, inciso V, CF), salvo comprovado motivo de força maior.
Leis Orçamentárias
REGIME DE RECUPERAÇÃO FISCAL (RRF)
▪ lei Complementar nº 159 de 2017 e Lei Complementar nº 178 de 2021
▪ Estabelece benefícios à Estados que se encontram em desequilíbrio fiscal
▪ flexibilização de regras fiscais, concessão de operações de crédito e a possibilidade de suspensão do 
pagamento da dívida
▪ Contrapartidas = reformas institucionais, teto de gastos, criação de previdência complementar... medias para 
sanear o estado
▪ Plano de Recuperação Fiscal (PRF) = conjunto de vedações que visam a restringir a expansão das despesas e 
a concessão de benefícios fiscais
▪ PRF deve ser aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional
▪ Limites não são rígidos se o Estado comprovar que não impactará o atingimento do equilíbrio fiscal
▪ POLÊMICA = autonomia federativa e acesso à justiça
Leis Orçamentárias
PRINCÍPIOS DO ORÇAMENTO PÚBLICO
■ legalidade: apenas a lei em sentido formal pode aprovar os orçamentos e autorizar os créditos suplementares e 
especiais
■ exclusividade: o orçamento, em regra, não poderá conter dispositivo estranho à fixação da despesa e à 
previsão da receita (art. 165, § 8º, 1ª parte, CF).
■ universalidade: determina que todas as receitas e todas as despesas governamentais devem ser incluídas na 
lei orçamentária por seus valores brutos, sem quaisquer deduções (art. 6º, Lei n. 4.320/64)
■ especialização: as receitas e as despesas são autorizadas pelo Poder Legislativo, não em bloco (de modo 
global), mas de modo preciso e detalhado, conferindo, em decorrência, clareza e compreensão ao orçamento 
público (art. 165, § 6º, CF)
■ programação: a formulação de objetivos e o estudo das alternativas da ação futura para alcançar os fins da 
atividade governamental
■ anterioridade: recomenda que o orçamento seja aprovado antes do início do exercício financeiro a que servirá
■ anualidade: o orçamento público seja elaborado e autorizado para determinado período, que denominamos 
exercício financeiro
Leis Orçamentárias
PRINCÍPIOS DO ORÇAMENTO PÚBLICO
■ unidade: (art. 2º da Lei n. 4.320/64), o orçamento deveria ser uno, ou seja, que deveria existir somente uma 
orientação política agrupando as receitas e despesas do Estado para determinado exercício financeiro
■ transparência: obrigação de ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público, aos 
orçamentos públicos
Leis Orçamentárias
CONTROLE
▪ controlar a execução orçamentária significa acompanhar e obter condições para, se for o caso, otimizar os 
meios de arrecadação da receita pública, de um lado, e adotar medidas de contenção dos gastos, de outro 
lado, ainda no decorrer do exercício.
▪ Verificar a compatibilidade entre o planejado e o que está sendo executado.
▪ Controle interno: cada Poder exerce a autotutela da legalidade e eficiência da gestão financeira, orçamentária 
e patrimonial (art.74 CF)
▪ controle externo: Poder Legislativo (controle externo parlamentar) + os respectivos Tribunais de Contas 
(Municipais e Estaduais, onde não houver)
▪ Legalidade, constitucionalidade, probidade (somente o controle parlamentar)
Leis Orçamentárias
TRIBUNAIS DE CONTAS
▪ são órgãos auxiliares do Poder Legislativo, possuindo a competência para a fiscalização contábil, financeira, 
orçamentária, operacional e patrimonial das entidades da administração direta e indireta
▪ AVALIAÇÃO da legalidade, legitimidade e economicidade da medida (até o término do exercício seguinte)
▪ COMPETÊNCIA = a) julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores 
públicos da administração direta e indireta (art. 71, inciso II, CF). B) emitir parecer sobre as contas prestadas 
pelo Chefe do Poder Executivo (art. 71, I, CF), que serão votadas pelo Congresso
▪ TIPOS de controle: a) posterior; b) concomitante
▪ Detêm autonomia administrativa e financeira (STJ, RMS 12.366/CE) + poder regulamentar
▪ Receber e decidir sobre denúncia encaminhada por qualquer cidadão, partido político, associação ou 
sindicato sobre irregularidades ou ilegalidades (§ 2º do art. 74 da CF)
▪ Declarar a inconstitucionalidade incidentalmente de ato normativo (Súmula 347 do STF)
▪ Sanção = multas e inabilitação
Leis Orçamentárias
LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL (LC101 de 2000)
▪ normas direcionadas à organização e ao equilíbrio das contas públicas
▪ Vincula todos os governantes, ordenadores de despesas, bem como os agentes públicos em geral de qualquer 
um dos três poderes 
▪ LRF abrange todas as entidades que, direta ou indiretamente, UTILIZAM dinheiro público
▪ Prestar contas sobre quanto e como gastam
▪ Transparência, controle e responsabilização 
▪ Estabelece tetos de gastos 
▪ Receita Corrente Líquida (RCL) = principal base para apuração dos tetos (endividamento e despesas com 
pessoal) = somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de 
serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, deduzidas receitas do art.2º, IV LRF
▪ Prevê sanções,administrativas, civis, penais, crime de responsabilidade e improbidade administrativa
Direito Tributário
AULA 4
Noções básicas de direito tributário
CONCEITO
“Direito Tributário é a disciplina da relação entre fisco e contribuinte, resultante da imposição, arrecadação e 
fiscalização dos impostos, taxas e contribuições”.
FONTE MATERIAL
▪ Os pressupostos fáticos da tributação
▪ Riquezas, bens em geral, como o patrimônio, a renda e os serviços.
▪ art. 114 do CTN = situação relevante para o direito e definida em lei como necessária e suficiente a sua 
ocorrência gerar a obrigação de pagar tributo (fato gerador)
FONTES FORMAIS
▪ normas jurídicas que disciplinam as relações fáticas que compõem a formulação da hipótese de incidência 
tributária
▪ Art. 59 CF c/c 97 CTN = emendas à Constituição, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, 
medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções. 
TRIBUTOS
▪ meios para a obtenção de recursos por parte dos entes políticos
▪ fonte de receita derivada (porque advinda do patrimônio Privado) e compulsória (uma vez que independem da 
vontade das pessoas de contribuírem) = caráter fiscal
▪ Extrafiscalidade = utiliza do tributo como instrumento para dissuadir ou estimular determinadas condutas
▪ Tributo X Multa = multa sempre representa uma sanção pecuniária pela prática de ato ilícito.
▪ Legalidade = tributo só pode nascer da lei (art.150, I CF)
art. 3º do CTN = “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante 
atividade administrativa plenamente vinculada”
Noções básicas de direito tributário
TRIBUTOS
▪ Cobrança = atos administrativos vinculados
▪ Obrigação principal = obrigação de dar
▪ Obrigação acessória = obrigação de fazer / ações diversas do pagamento
▪ Multas = em decorrência do descumprimento da obrigação principal ou acessórias
ATENÇÃO! Obrigação acessória persiste mesmo sem a obrigação principal
lançamento é o ato administrativo vinculado e obrigatório, declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito tributário
Noções básicas de direito tributário
Competência tributária
PARA LEGISLAR SOBRE DIREITO TRIBUTÁRIO
▪ competência para criar leis sobre Direito Tributário é concorrente entre a União, os Estados e o Distrito 
Federal.(art.24, I c/c §1º CF) através de Lei Complementar (art. 146, III CF)
▪ aptidão para disciplinar diversos temas relacionados com a tributação
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
▪ É a possibilidade de instituição do tributo
▪ Repartição de competências prevista na CF = arts. 153, 155 e 156
CARACTERÍSTICAS DA COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA:
CUIDADO! competência para legislar sobre Direito Tributário é da competência tributária
Indelegabilidade (para instituir –art.7º CTN)
Irrenunciabilidade
Incaducabilidade (art.8º CTN)
Facultatividade (art.145 CF x art.11 LC101/2000
CAPACIDADE 
TRIBUTÁRIA?
NÃO SE CONFUNDE COM 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
Possibilidade de COBRAR 
tributos
Ato administrativo
Admite delegação 
Competência tributária
Conceito
É a habilitação para criar (instituir), modificar, reduzir e extinguir tributos por meio de lei.
É atribuída pela CF ao legislativo dos entes federativos (arts. 145, 147, 148, 149, 149-A, 153, 155, 156 e 195)
Mesmo nas hipóteses em que a Constituição Federal autoriza a modificação de alíquotas por ato do 
Executivo (exceções à legalidade), tais modificações devem ocorrer sempre nos termos e limites 
estabelecidos na lei (art.153, §1º CF)
Competência tributária
Criação do tributo
A CF define qual o ente federativo competente, mas a criação do tributo propriamente dita é realizada no plano 
infraconstitucional pelo legislador da entidade federativa competente.
Criação do tributo = lei ordinária do ente federativo indicado pela CF (em regra) 
A lei de criação deve especificar:
1) aspecto temporal = QUANDO deve ser pago o tributo?
2) aspecto espacial = ONDE deve ser pago?
3) aspecto quantitativo = QUANTO deve ser pago?
4) aspecto pessoal = QUEM são o credor e devedor?
5) aspecto material = POR QUE deve ser pago?
Lei complementar para IGF, empréstimos compulsórios, impostos residuais e 
novas fontes de custeio da seguridade (exceção) 
Competência tributária
Atributos da competência
a) indelegabilidade: impossibilidade de a entidade competente transferir por vontade própria a aptidão para 
instituir tributo a outra pessoa.
b) facultatividade: Constituição Federal prevê a criação do tributo como uma permissão dada ao legislador, nunca 
como um dever. Por isso, o legislador não está constitucionalmente obrigado a criar os tributos de sua 
competência.
d) irrenunciabilidade: a entidade federativa não pode abrir mão definitivamente de suas competências 
tributárias.
e) incaducabilidade: a falta de uso não faz a competência tributária desaparecer nem ser transferida a outra 
entidade.
Competência tributária
LEI ORDINÁRIA
Somente lei poderá (regra): 
a) instituir ou extinguir tributo; 
b) Majorar ou reduzir tributos; 
c) definir fato gerador; 
d) definição de alíquota ou base de cálculo; 
e) estipulação de sanções; 
f) hipóteses de exclusão, suspensão e extinção do crédito tributário ou dispensa de multas
Define QUANDO deve ser pago, ONDE deve ser pago, QUANTO deve ser pago, QUEM DEVE pagar, QUEM irá RECEBER
Indica abstratamente uma HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA que, quando ocorre no mundo concreto, 
teremos o FATO GERADOR da obrigação tributária
MEDIDA PROVISÓRIA? 
• Art.62, §2º CF (majoração e criação) A cobrança dos impostos instituídos por MP depende da conversão desta 
em lei antes do exercício financeiro em que o tributo será exigido SALVO:
• Outros assuntos = vigência imediata!
• não preenche o requisito indispensável: princípio constitucional da legalidade tributária
• relativamente aos impostos sujeitos ao princípio da anterioridade: esvazia o conteúdo do requisito 
constitucional da urgência para sua edição
• Tributos que exigem lei complementar para criação não podem ser criados por MP. C
R
ÍT
IC
A
S
a) Imposto de Importação (art.153, I)
b) Imposto de Exportação (art.153, II)
c) IPI (art.153, IV)
d) IOF (art.153, V)
e) Imposto Extraordinário de guerra (art. 154, II)
Competência tributária
LEI COMPLEMENTAR
• conflitos de competência (art. 146, III, a)
• limitações constitucionais ao poder de tributar (art. 146, III, b)
• estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária (art. 146, III, d)
• Instituir empréstimos compulsórios (art. 148)
• Instituir imposto sobre grandes fortunas (art. 153, VII);
• criação de impostos residuais (art. 154, I);
• aspectos da disciplina do ICMS (art. 155, § 2º, XII);
• definição do fato gerador do ISS (art. 156, III);
• novas fontes de custeio da seguridade social (art. 195, § 4º).
art. 62, § 1º, III, da CF proíbe a edição de medidas provisórias 
tratando de tema sob reserva de lei complementar
ATENÇÃO
Competência tributária
Classificação dos tributos
QUANTO À FUNÇÃO
▪ tributos fiscais: cobrados com finalidade meramente arrecadatória, para prover os cofres públicos de recursos 
aptos a custear o aparelho estatal. 
▪ tributos extrafiscais: instituídos pelo Estado com objetivos predominantemente sociais ou políticos, e não com 
a simples finalidade de obter recursos financeiros
▪ tributos parafiscais: arrecadados por pessoa diversa daquela que detém a competência constitucional para 
sua criação
QUANTO À VINCULAÇÃO
▪ tributos vinculados, bilaterais ou sinalagmáticos: aqueles que pressupõem uma atividade estatal a ser por 
eles remunerada
▪ tributos desvinculados, unilaterais ou “sem causa”: independem de uma atividade estatal relativa ao 
contribuinte
Classificação dos tributos
QUANTO À COMPETÊNCIA
▪ Tributos federais: aqueles que competem à União Federal (art.153 CF) 
residuais (art154, I CF) 
extraordinários de guerra (art. 154, II, da CF)
empréstimos compulsórios (art.148 da CF) 
contribuições especiais (arts. 149 e 195 da CF)
taxas e contribuições de melhoria, como
forma de remunerar atividades administrativas de sua competência (art. 145, II e III CF)
▪ Tributos estaduais: transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (art.155)
operações relativas à circulação de mercadorias 
prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação
propriedade de veículos automotores
taxas e contribuições de melhoria, quando a atuação for de sua competência
Contribuição previdenciária de seus servidores (art.149, §1º CF)
Classificação dos tributos
QUANTO À COMPETÊNCIA
▪ Tributos municipais: propriedade predial e territorial urbana (art. 156 da CF)
transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso
serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei 
complementar.
taxas e contribuições de melhoria
contribuições de iluminação pública (arts. 149-A CF)
previdência de seus servidores (art. 149, § 1º, da CF)
Espécies tributárias
A espécie tributária será definida de acordo com o fato gerador da obrigação (art.4 CTN)
Há quatro teorias sobre espécies tributárias:
A) TEORIA BIPARTITE (Ataliba)
▪ vinculados a uma atuação estatal, como as taxas e contribuições de melhoria; 
▪ desvinculados de uma atividade do Estado, como os impostos
B) TEORIA TRIPARTITE 
▪ três espécies tributárias: imposto, taxa e contribuição de melhoria (art.145 CF) 
▪ Adotada pelo CTN, mas minoritária na doutrina e jurisprudência
Espécies tributárias
C) TEORIA QUADRIPARTITE (RE 138284-CE/92)
▪ Aceita a existência de quatro espécies tributárias: a) impostos; b) taxas; c) contribuições (art.145,III 
e 149 CF); e d) empréstimos compulsórios (art.148 CF)
D) TEORIA QUINQUIPARTITE ou QUINÁRIA
▪ identifica cinco espécies de tributos na atual ordem jurídica brasileira: a) impostos; b) taxas; c) 
contribuições de melhoria; d) empréstimos compulsórios e e) contribuições especiais.
▪ Teoria predominante na doutrina e jurisprudência
ESTUDO DE CASO
Em matéria divulgada no site eletrônico Consultor Jurídico em 18/11/2021 foi 
noticiado "O Supremo Tribunal Federal vai decidir se é constitucional a 
aplicação, à Ordem dos Advogados do Brasil, do valor de R$ 500 estabelecido 
para as anuidades dos conselhos profissionais em geral. A matéria é tema de 
recurso extraordinário com agravo que teve repercussão geral reconhecida 
(Tema 1.180), por unanimidade, pelo Plenário Virtual do STF. O recurso foi 
interposto pela Seccional da OAB do Rio de Janeiro contra decisão da 7ª 
Turma Recursal do Juizado Especial Federal do estado que limitou o valor da 
anuidade a ser paga por um advogado a R$ 500, em observância ao artigo 6º, 
inciso I, da Lei 12.514/2011, que trata das contribuições devidas aos conselhos 
profissionais em geral. Para a turma recursal, a natureza de autarquia sui 
generis da OAB não a exclui como órgão de classe e de fiscalização 
profissional." Disponível em: https://www.conjur.com.br/2021nov18/stfdecidira-
limiteanuidadeconselhosaplicaoab Acesso em: 21 dez. 2021.
A partir disso, pergunte-se: os órgãos de representação das categorias 
profissionais possuem competência tributária? Como vem se posicionando os 
tribunais superiores a respeito da natureza jurídica da Ordem dos Advogados 
do Brasil (OAB) e da anuidade por ela cobrada dos seus inscritos? 
Direito Tributário
AULA 5
Princípios
AUTOIMPOSIÇÃO TRIBUTÁRIA
▪ é a garantia de que o contribuinte não pode ter sua situação agravada, com a criação de novas figuras 
tributárias, sem a devida concordância, nos termos do processo legislativo pertinente, 
▪ prerrogativa do Estado, uma vez que as normas jurídicas produzidas em consonância com o modelo 
democrático não podem ser refutadas pelos destinatários, independentemente de serem consideradas 
“injustas” ou excessivas
VEDAÇÃO AO EFEITO CONFISCATÓRIO
▪ Proibição da pretensão governamental que possa conduzir à injusta apropriação estatal, no todo ou em 
parte, do patrimônio ou dos rendimentos dos contribuintes, comprometendo-lhes o exercício do direito a 
uma existência digna, ou a prática de atividade profissional lícita ou, ainda, a regular satisfação de suas 
necessidades vitais básicas (ADI 1.075-MC)
▪ Tanto da obrigação principal quanto das multas
Princípios
NON OLET
▪ o patrimônio ou a renda obtidos a partir de atividades em desacordo com a lei ou imorais são alcançados 
pela tributação
▪ não se tributa a conduta (que é assunto de ordem criminal), mas o resultado econômico obtido 
ilegalmente (art.118, I CTN)
▪ Ato ilícito ainda em curso (momento de percepção) = não tributação perdimento do bem
IGUALDADE
▪ Art.150, II CF
▪ tratamento idêntico para situações equivalentes
▪ o ente político responsável pela instituição de tributos estabeleça, em lei, critérios aptos a reconhecer 
traços distintivos entre as pessoas, de forma a identificá-las e agrupá-las de acordo com as condutas e 
mecanismos de incidência previstos na norma
▪ progressividade
Princípios
CAPACIDADE CONTRIBUTIVA
▪ Os impostos devem ter caráter pessoal e ser graduados de acordo com a capacidade econômica do 
contribuinte.
▪ Art.145, §1º CF
▪ Adequar a tributação às forças financeiras
IRRETROATIVIDADE
Art.150, III CF c/c art.106 CTN = lei em vigor no momento do lançamento
▪ impede as normas jurídicas de captar e produzir efeitos em relação a fatos anteriores à sua existência
▪ impede a exigência de tributos antes da entrada em vigor da lei que os instituir ou aumentar
▪ Redução do tributo = não retroage
▪ Extinção ou redução da penalidade = tem efeitos retroativos
▪ Retroatividade benéfica = art.106 CTN (apenas no que tange às infrações)
Princípios
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE
▪ o intervalo de tempo mínimo e necessário entre a introdução de normas tributárias no sistema 
e o atendimento, pelo destinatário, das suas determinações
▪ Anterioridade geral = (art. 150, III, b CF) vedado cobrar tributos no mesmo exercício financeiro 
em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou + noventena
NOVENTENA = prazo mínimo de noventa dias entre a publicação da lei e a 
possibilidade de exigência da carga tributária majorada
STF — Súmula Vinculante 50 Norma legal que altera o prazo de recolhimento de 
obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade
Princípios
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE
a) Tributos que aguardam o exercício seguinte e a noventena — é a regra geral, para todos os 
casos em que não houver exceção, decorrente da aplicação simultânea dos dois intervalos 
(exemplo: aumento de alíquota do IPVA).
b) Tributos que têm eficácia imediata (II, IE, IOF, Empréstimo Compulsório em caso de Calamidade 
ou Guerra Externa, Imposto Extraordinário de Guerra).
c) Tributos que aguardam apenas o exercício seguinte (Imposto de Renda e a fixação das bases 
de cálculo do IPTU e do IPVA). 
d) Tributos que aguardam apenas a noventena (Contribuições Sociais, IPI, restabelecimento de 
alíquotas de CIDE-Combustíveis e ICMS combustíveis)
Imunidades tributárias
Conceito
São normas contidas no texto da Constituição Federal que limitam as regras de competência tributárias das 
entidades Federativas para afastar a possibilidade de instituição de tributos sobre determinados atos, fatos e 
pessoas.
Natureza jurídica
• Limitações constitucionais ao poder de tributar
• constituem cláusulas pétreas (art.150 c/c art.60, §4º, IV CF)
• regulamentação infraconstitucional das imunidades tributárias exige LC (art. 146, II, CF)
• imunidades devem ser invocadas em favor do contribuinte, e não em favor do Fisco
• em regra atinge somente impostos
• Só abrange obrigações principais
Hipóteses previstas no texto constitucional (ainda que com nome diverso)
Afasta a incidência (antes do fato gerador)
Imunidades tributárias
Correlatos
Isenção
• benefício concedido pelo legislador (art. 175 do CTN)
• excluí o crédito tributário (após a ocorrência dofato gerador)
• libera o contribuinte do pagamento do tributo 
• só quem institui pode isentar (regra)
• Isenção heterônomas: tipo especial de isenção concedida por entidade diversa daquela competente para 
instituir o tributo (com autorização na CF) 
• isenção é revogável
• atinge qualquer tributo
Não incidência
• Fato tributariamente atípico (o tributo é indevido porque não ocorreu o seu fato gerador)
Imunidades tributárias
Correlatos
Alíquota zero
• desoneração tributária por meio da qual ente competente elimina a tributação zerando a alíquota
• Há o fato gerador, é constituída a obrigação tributária, mas não há valor a pagar
Crédito presumido
• são atribuídos créditos de tributo ao contribuinte visando à compensação nas operações seguintes
• Esses crédito atribuído não foram efetivamente gerados em operação anterior
• abatimento do valor creditado no recolhimento seguinte = valor menor do tributo
• Previsto em lei
• somente nos tributos submetidos à denominada incidência em cadeia (ICMS, IPI, PIS/Cofins)
Base reduzida
• abatimento quantitativo na grandeza econômica sobre a qual o tributo incide
• Há o fato gerador, é constituída a obrigação tributária, mas o valor a pagar é menor
Imunidades tributárias
Classificação
1) Quanto à finalidade
a) Subjetivas
• quando o benefício constitucional for dirigido à proteção de determinados sujeitos
• art. 150, VI CF: a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros (imunidade recíproca entre entes); b) templos 
de qualquer culto; c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das 
entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
b) objetivas;
• voltada a afastar a incidência de impostos sobre determinados produtos (ITEM E NÃO PESSOA!)
• Art.150, VI CF: d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão; e) fonogramas e 
videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores 
brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou 
arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a 
laser.
Imunidades tributárias
Classificação
2) Quanto à abrangência
a) Gerais
• afastam a incidência de mais de um tributo.
b) Específicas
• afastam a incidência de um tributo
Imunidades tributárias
Espécies
1) Imunidade recíproca (art. 150, VI, a, da CF)
• impede as entidades federativas de cobrar IMPOSTOS reciprocamente
• preservação do equilíbrio e harmonia do modelo federativo
• se estende às autarquias, fundações públicas no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, 
vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
• empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos são imunes no que se 
refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes
• empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica não têm qualquer 
imunidade = prejuízo a concorrência (art. 173, § 1º, II, da CF)
Imunidades tributárias
Espécies
2) Imunidade religiosa (art. 150, VI, b, da CF)
• imunidade subjetiva (qualquer instituição religiosa)
• atinge todas as instituições religiosas, afastando a incidência de quaisquer IMPOSTOS sobre patrimônio, 
renda e serviços relacionados com suas atividades essenciais (art. 150, § 4º, da CF).
• cemitérios: se funcionam como extensão de entidades religiosas, sem fins lucrativos, são imunes de IPTU
• se o imóvel pertence à instituição religiosa mas não é um templo, inexiste imunidade (art. 150, § 4º, da CF)
• se instituição for locatária de imóvel de terceiro, não há imunidade quanto ao IPTU ou ITR
• se a instituição religiosa locar seu templo, ou área contígua, a um terceiro, a imunidade permanece, 
pressupondo-se, também aqui, que o valor do aluguel é revertido para suas finalidades essenciais
Imunidades tributárias
Espécies
3) Imunidade de partidos (art. 150, VI, c, da CF)
• imunidade subjetiva: a) partidos políticos e suas fundações; b) entidades sindicais de trabalhadores; c) 
instituições educacionais sem fins lucrativos; d) instituições assistenciais sem fins lucrativos
• Afasta a incidência de quaisquer IMPOSTOS sobre patrimônio, renda e serviços relacionados com suas 
atividades essenciais 
• Não extensivo para os sindicatos de empregadores (patronais)
• Entidades sindicais, instituições educacionais e assistenciais possuem imunidade desde que: (art. 14 CTN) a) 
não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; b) aplicarem 
integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; c) regularidade 
contábil.
• Instituições assistenciais também são imunes a contribuições sociais (art. 195, § 7º, da CF).
Súmula Vinculante n. 52: “Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a 
qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja 
aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas”
Imunidades tributárias
Espécies
4) Imunidade de imprensa (art. 150, VI, d, da CF)
• imunidade objetiva: livros, jornais, periódicos (revistas) e o papel para sua impressão não pagam nenhum 
imposto
• Sujeitos que produzem esse material pagam todos os impostos pessoais
• Livros digitais, e-books e E-readers são imunes (RE 330.817), mas smartphones e tablets não
• Álbuns de figurinhas (RE 179.893/SP)
• Apostilas (RE 183.403)
• Cd e dvd musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais de autores brasileiros e/ou interpretadas 
por artistas brasileiros
• músicas e vídeos musicais comprados via download pela internet também são imunes
ESTUDO DE CASO
Em decorrência da grande crise econômica e financeira do país, o Presidente 
da República pretende tomar medidas para permitir que a carne bovina 
chegue aos pratos de toda a população brasileira, que há muito tempo não 
sabe o que é saborear um churrasco, visto que os frigoríficos do país só 
querem vender carne para o exterior, desabastecendo assim o mercado 
nacional e provocando uma grande alta no preço interno da carne. A partir 
disso, pergunte aos alunos: Quais instrumentos/medidas podem ser 
utilizados/tomadas pelo presidente da república para que a população 
brasileira seja beneficiada de imediato?
Direito Tributário
AULA 6
Obrigação tributária
É a obrigação de pagar tributo ou multa que se caracteriza como uma obrigação de dar (dinheiro); 
obrigações de escriturar livros fiscais e de entregar declarações tributárias (obrigações de fazer); as obrigações 
de não rasurar a escrituração fiscal e de não receber mercadorias sem os documentos fiscais previstos na 
legislação (obrigações de não fazer).
OBRIGAÇÃO PRINCIPAL: (art.113, §1º CTN) obrigação 
de dar coisa certa que nasce da ocorrência de um 
fato previamente descrito na lei, acontratual e lícito. 
Engloba o tributo e penalidades pecuniárias (multas)
OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA: (art.113, §2º CTN) 
deveres de fazer e não fazer previstos em lei. 
Existem no interesse da fiscalização ou 
arrecadação de tributos
CUIDADO!! obrigações acessórias independem da existência de obrigação principal
CUIDADO!! Multa não é tributo, mas gera crédito tributário!
O que compõe a obrigação tributária?
Quem é o sujeito 
passivo
Quem é o sujeito 
ativo
responsabilidade 
tributária
Hipótese de 
incidência
Fato Gerador 
Domicílio 
tributário
Obrigação tributária
SUJEITO ATIVO
Capacidade para lançar e receber tributos na qualidade de sujeito ativo da obrigação tributária que se instaura 
com a ocorrência do fato gerador (art.119 e art. 113, § 1º, c/c o art. 139 do CTN)
competência legislativa x capacidade para figurar no polo ativoda obrigação tributária.(Art.7º, §3º CTN)
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO (art.121 CTN) - CONTRIBUINTE
▪ pessoa obrigada às obrigações principais ou acessórias
▪ Contribuinte = sujeito passivo que possui relação pessoal com o fato gerador
▪ PLC 121/22 = contribuinte indireto pode pedir restituição
ATENÇÃO! independe da capacidade civil das pessoas naturais
Art.166 do CTN, “a restituição de tributos que 
comportem, por sua natureza, transferência do 
respectivo encargo financeiro somente será feita a 
quem prove haver assumido referido encargo, ou, 
no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por 
este expressamente autorizado a recebê-la”
Direto: pessoa que está legalmente obrigada, 
perante o Fisco, a efetuar o pagamento 
Indireto: aquele que suporta financeiramente 
o pagamento do tributo
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – SOLIDARIEDADE (art.124 e 125 CTN)
▪ a solidariedade é sempre passiva
▪ é admitida somente nos casos expressamente previstos em lei
▪ são solidárias as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da 
obrigação principal
▪ nunca comporta benefício de ordem, razão pela qual o Fisco pode escolher livremente qual, entre os 
devedores solidários, será acionado para o pagamento
▪ Efeitos da solidariedade tributária (art. 125 do CTN):
1) o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais;
2) a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo 
se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a 
solidariedade quanto aos demais pelo saldo;
3) a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, 
favorece ou prejudica aos demais.
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO (art.124 e 125 CTN)
▪ Responsável = sujeito obrigado a pagar o tributo; 
▪ não possui relação pessoal e direta com o fato gerador, mas possui um vínculo com a situação tipificada na lei 
a lei só pode eleger como responsável uma pessoa 
que, embora não realize o fato gerador, participe da 
relação jurídica no contexto da qual o fato gerador 
ocorre (art. 128 do CTN)
NÃO contribuinte
lei como a única fonte habilitada pelo 
ordenamento para definir hipóteses 
de responsabilidade tributária.
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO (art.124 e 125 CTN)
▪ ESPÉCIES: a) por substituição: dever de pagar tributo nasce para o substituto desde a 
ocorrência do fato gerador
b) por transferência: o dever de pagar o tributo nasce vinculado à pessoa do 
contribuinte e deslocar-se para o responsável após a ocorrência de um fato novo
1) por solidariedade: quando por força de lei duas ou mais pessoas são coobrigadas a pagar o 
mesmo tributo. Ex.: IPTU de condomínio pro indiviso;
2) por sucessão: quando o primitivo devedor desaparece deixando quem lhe faça as vezes. Ex: 
falecimento de contribuinte com dívidas, caso em que os herdeiros, após o evento morte, 
respondem pelo pagamento do tributo, até o limite da herança; (art.129 – 133 CTN)
3) por responsabilidade legal: quando a pessoa que tinha o dever legal de fiscalizar o recolhimento 
não o fez, o que produz, em determinadas situações, a obrigação de o responsável legal pagar. Ex.: 
tabelião que não fiscaliza o recolhimento do ITBI no registro da escritura (art.134 CTN)
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO 
▪ SUBSTITUIÇÃO PROGRESSIVA = o legislador atribui o dever de pagar o tributo quanto a fatos geradores futuros 
mediante a presunção de que estes irão ocorrer. Fato não ocorrido e tributo recolhido pelo primeiro sujeito da 
cadeia produtiva.
▪ SUBSTIUIÇÃO REGRESSIVA = sujeito passivo responsável pelo pagamento do tributo em relação aos fatos 
geradores anteriores na cadeia produtiva. 
▪ TRANSFERÊNCIA NA AQUISIÇÃO DE IMÓVEL = Sub-rogam-se na pessoa do adquirente os créditos tributários 
relacionados com o imóvel adquirido, se o respectivo fato gerador consistir na propriedade, no domínio útil ou 
na posse, assim também quanto a taxas pela prestação de serviços e contribuições de melhoria vinculadas ao 
imóvel, salvo quando conste do título prova de sua quitação. (SALVO TAXAS DE POLÍCIA)
CUIDADO = aquisição por arrematação em hasta pública, a sub-rogação 
ocorre sobre o respectivo preço e não sobre a pessoa do arrematante
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO 
▪ TRANSFERÊNCIA NA SUCESSÃO PF= com o falecimento do contribuinte a responsabilidade pelos (a) tributos 
vencidos até a abertura da sucessão será transferida para o espólio; os tributos cujo (b) fato gerador ocorreu 
após a abertura da sucessão serão de responsabilidade dos sucessores e meeiros no limite do seu quinhão 
(art. 131 CTN)
▪ TRANSFERÊNCIA NA SUCESSÃO PJ =
CUIDADO = alienante do fundo de 
comércio responde subsidiariamente 
se prosseguir na exploração ou iniciar 
dentro de seis meses, a contar da data 
da alienação, nova atividade no 
mesmo ou em outro ramo
(a) fusão, transformação ou incorporação: nova empresa é responsável 
pelos tributos devidos pela anterior até a data do ato de 
formação/transformação (art. 132 CTN).
(b) cisão: empresa remanescente e adquirente são responsáveis
(c) trespasse: quem adquire um estabelecimento comercial assume 
também todo o passivo tributário da empresa (art.133); salvo se a 
aquisição ocorrer em processo de falência ou recuperação judicial.
CUIDADO com exceção da exceção do art. 133, § 2º CTN
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO 
▪ TRANSFERÊNCIA PARA TERCEIROS = são responsáveis tributário SUBSIDIÁRIOS (a) os pais, pelos tributos 
devidos por seus filhos menores; (b) os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou 
curatelados; (c) os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes; (d) o inventariante, 
pelos tributos devidos pelo espólio; (e) o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou 
pelo concordatário; (f) os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os 
atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; (g) os sócios, no caso de liquidação de 
sociedade de pessoas. (art.134 CTN)
CUIDADO: somente ocorre se o terceiro tiver participado diretamente da situação concreta que configura o 
fato gerador do tributo, assistindo o contribuinte ou em seu nome atuando, ou, se tinha o dever jurídico de 
assistir o contribuinte, mas deixou de fazê-lo, caso em que a responsabilidade tributária surge como 
decorrência de sua omissão.
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO - DESCONSIDERAÇÃO DA PJ
▪ princípio da autonomia patrimonial (art. 135 CTN) = autonomia entre o patrimônio da empresa e dos diretores, 
sócios, gerentes ou representantes
▪ somente os atos praticados com excesso de poder ou infração de lei, contrato social ou estatutos têm o poder 
de afastar a autonomia patrimonial
▪ a desconsideração da PJ autoriza o redirecionamento da cobrança de débitos da empresa contra os dirigentes
▪ comportamentos dolosos dos dirigente devem ser comprovados pelo Fisco
▪ No caso de sócios = (a) se o nome do sócio estiver indicado na CDA, diante da presunção de 
liquidez e certeza da certidão, inverte-se o ônus da prova, cabendo ao 
sócio demonstrar que não houve excesso de poder ou infração.
(b) confusão patrimonial deles em relação à empresa;
(c) dissolução irregular da sociedade
Obrigação tributária
SUJEITO PASSIVO – RESPONSÁVEL TRIBUTÁRIO POR INFRAÇÕES
▪ responsabilidade por infrações tributárias, salvo disposição de lei em contrário, independe da intenção do 
agente, não importando tampouco se o ato infracional chegou a produzir todos os efeitos (art.136 CTN)
▪ Denúncia espontânea: o infrator confessa ao Fisco a prática de um comportamento irregular antes do início de 
qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização 
▪ Denúncia deve acompanhar o pagamento do tributo + juros ou pedidopara que o Fisco arbitre o valor devido.
▪ Não se aplica denúncia espontânea para: (a) no caso de inadimplemento de obrigações tributárias 
acessórias autônomas (REsp 1129202)
(b) tributos sujeitos a lançamento por homologação (Súmula n. 
360 do STJ)
(c) confissão acompanhada de pedido de parcelamento (REsp 
378.795).
Direito Tributário
AULA 7
Obrigação tributária
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA
é a descrição legislativa de uma situação que, ocorrendo na prática, produz a quem lhe deu causa o 
dever de pagar tributo
Hipótese de incidência x Fato Gerador
• Fato gerador é a ocorrência concreta da situação descrita na hipótese de incidência, pertencente 
ao mundo dos fatos
• Pode ser definido com base em situação de fato ou com base em situação jurídica
Obrigação tributária
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA - Critério
Temporal
• Define quando se considera ocorrido o fato gerador, ou seja, trata-se da fixação do momento de 
sua ocorrência.
• Instantâneo = ocorrido o fato gerado, surge a obrigação tributária
• Complexo ou complessivo = em situações que se protraem no tempo, o legislador fixa qual a data 
em que juridicamente se tem como nascida a obrigação tributária
Obrigação tributária
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA - Critério
Espacial
• Delimita onde ocorre o fato gerador do tributo, isto é, trata-se da delimitação geográfica de sua 
ocorrência.
• território nacional = tributos federais
• Nos limites do Estado = tributos estaduais
• No Município = tributos municipais
EXTRATERRITORIALIDADE= consiste na incidência, de determinado tributo, em área mais abrangente do que 
aquela que coincide com o território da pessoa política que detém a competência para 
a instituição da citada exação (p.ex convênios de ISS)
Obrigação tributária
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA - Critério
Material
• Determina qual o fato gerador, isto é, o evento ou situação que, ocorrendo, produz o dever de 
pagar tributo
Pessoal
• Define quem são os dois polos da obrigação tributária, isto é, o credor e o devedor do tributo
• Polo ativo = ente federativo ou pessoa física ou jurídica definida em lei
• Polo passivo 
 
 
contribuinte = tem relação direta e pessoal com o fato gerador do tributo 
(art. 121, parágrafo único, I, do CTN)
responsável tributário = aquele que tenha obrigação de recolher tributos decorrente de 
expressa disposição legal (art. 121, parágrafo único, II, do CTN)
Obrigação tributária
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA - Critério
Quantitativo
• indica quanto o contribuinte deve apurando o valor pela ação conjunta de dois elementos 
distintos: a base de cálculo e a alíquota
• Base de cálculo = é a grandeza econômica sobre a qual incide o tributo
• Alíquota = é fração da base de cálculo, normalmente expressa por meio de um percentual, que 
será devida ao fisco
 
 
Obrigação tributária
FATO GERADOR
é a ocorrência concreta da situação descrita na hipótese de incidência.
Consumação (art.4º CTN)
considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos: 
I – tratando-se de situação de fato, desde o momento em que se verifiquem as circunstâncias 
materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios. 
II – tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que esteja definitivamente constituída, nos 
termos de direito aplicável. Entende-se por situação jurídica aquela já disciplinada por algum ramo 
jurídico. Exemplos: prestação de serviço, transmissão de imóvel etc. 
art. 114 Fato gerador da obrigação principal é 
a situação definida em lei como necessária e 
suficiente à sua ocorrência. (CTN)
mesmo que tenha tipificação penal!
Obrigação tributária
Fato gerador presumido
Por meio desta forma de responsabilidade, legitima-se à administração pública lançar e cobrar tributo 
cujo fato gerador ainda não ocorreu, mas cuja situação fática permite que se presuma que sua 
ocorrência se dará em momento posterior. Dessa forma, a Constituição Federal autoriza o Estado a 
presumir que um fato gerador ocorrerá futuramente e a recolher, de imediato, o referido tributo com 
base nessa presunção.
Art. 150 
§ 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de 
obrigação tributária a condição de 
responsável pelo pagamento de imposto ou 
contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer 
posteriormente, assegurada a imediata e 
preferencial restituição da quantia paga, caso 
não se realize o fato gerador presumido.(CF)
CUIDADO HÁ DISCUSSÃO SOBRE 
A INCONSTITUCIONALIDADE! 
TEMA 201 DO STF
Obrigação tributária
FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
▪ é a situação definida em lei como necessária e suficiente à ocorrência da obrigação tributária (art.114 CTN).
▪ situação que, ocorrendo na prática, produz a quem lhe deu causa o dever de pagar tributo
▪ pode ser definido com base em situação de fato ou com base em situação jurídica (situação que já 
configurava um instituto jurídico disciplinado em outro ramo de direito)
FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA
▪ qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não 
configure obrigação principal (art.115 CTN)
▪ podem ser instituídas por ato infralegal.
Obrigação tributária
ASPECTO TEMPORAL DO FATO GERADOR
a) Situação de fato = no momento que se produz circunstâncias materiais descritas em lei (art.116, I CTN)
b) Situação jurídica = no momento em que dita situação esteja constituída, perfeita e acabada nos termos do 
direito aplicável (art.116, II c/c art.117 CTN)
Obrigação tributária
DOMICÍLIO
▪ O domicílio do sujeito passivo determina qual autoridade administrativa terá atribuição para cobrar-lhe tributo
▪ Regra geral = domicílio de eleição (art.127 CTN)
▪ Recusa da eleição = (art.127,§2º CTN) impossibilita ou dificulta a arrecadação ou a fiscalização do tributo
▪ Sem eleição:
a) quanto às pessoas naturais = a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro 
habitual de sua atividade;
b) quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas individuais = o lugar de sua sede, ou, em relação 
aos atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento;
c) quanto às pessoas jurídicas de direito público = quaisquer de suas repartições no território da entidade 
tributante.
Direito Tributário
AULA 8
Crédito tributário
Conceito de crédito
É o direito que o Fisco tem de exigir do devedor o cumprimento da obrigação tributária
O crédito tributário nada mais é do que a conversão da obrigação ilíquida em líquida e certa, exigível no prazo 
estatuído na legislação tributária em decorrência do lançamento. Portanto pode existir obrigação tributária sem o 
crédito tributário, mas o contrário não poderá ocorrer. 
EX.: obrigação que teve lançamento por autoridade incompetente, pode ter o crédito extinto, mas a autoridade 
competente não está impedida de realizar um novo lançamento plenamente válido! 
Crédito tributário não nasce juntamente com a obrigação 
tributária, mas surge dela (art. 139), passando a ter 
existência autônoma, de sorte que sua modificação ou 
extinção não afetam a obrigação tributária que lhe deu 
origem (art. 140).
Crédito tributário
Fato gerador Obrigação Tributária
Lançamento Crédito tributário
Conceito de lançamento
O lançamento tributário é ato administrativo vinculado declaratório do fato gerador e constitutivo do crédito 
tributário que define quem deve pagar, o valor, onde, como e o prazo para pagamento.
SOMENTE com o lançamento a dívida ganha liquidez e o Fisco poderá cobrar o crédito! (TEORIA DUALISTA)
art. 142 Procedimento administrativo tendente a 
verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação
correspondente, determinar a matéria tributável, 
calcular o montante do tributo devido, identificar o 
sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação
da penalidade cabível (CTN)
CUIDADO = lançamento retroage à data do fato gerador 
(art.144 CTN) = naturezajurídica declaratória!!!
FINALIDADE DO LANÇAMENTO
1) constituir o 
crédito 
tributário;
2) verificar a 
ocorrência do 
fato gerador;
3) determinar a 
matéria 
tributável;
4) calcular o 
montante do 
tributo devido;
5) identificar o 
sujeito passivo;
6) propor a 
aplicação da 
penalidade 
cabível.
Lançamento tributário
MODALIDADES
A) DIRETO OU DE OFÍCIO (art.149 CTN)
▪ efetuado e revisto pela autoridade administrativa, sem participação do contribuinte
▪ cabe ao Fisco calcular o valor devido
▪ tributos que têm como fato gerador uma situação permanente
▪ Originário = quando a lei determina / Derivado = quando o contribuinte não apresentar a declaração, ou 
praticar atos com erro, dolo, simulação ou fraude e se materializa através de um auto de infração
▪ IPTU, IPVA, ... Situação permanente / propriedade / cadastro
▪ Revisão = somente poderá ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.
CUIDADO ! Se o erro no lançamento for imputável exclusivamente ao Fisco é incabível a revisão
Lançamento tributário
MODALIDADES
B) MISTO OU POR DECLARAÇÃO (art.147 CTN)
▪ sujeito passivo ou o terceiro presta informações à autoridade administrativa sobre matéria de fato, 
indispensáveis à sua efetivação, cabendo ao Fisco calcular o valor devido (Ex.: ITBI, ITCMD, II, IE)
▪ se contribuinte não prestar as declarações na forma da legislação (obrigação acessória), sujeitar-se-á à 
imposição de multa
▪ somente será passível de retificação para redução ou exclusão do tributo se houver comprovação do erro e 
antes de ser notificado o lançamento (art. 147, § 1º CTN).
▪ Erros não retificados pelo contribuinte podem ser retificados pelo Fisco
▪ não é a existência de declaração do contribuinte que classifica a modalidade de lançamento como por 
declaração, mas a definição de quem faz a quantificação
▪ quantificação pelo Fisco
CUIDADO!! Lançamento por declaração lançamento por homologação
Lançamento tributário
MODALIDADES
C) AUTOLANÇAMENTO OU POR HOMOLOGAÇÃO (art.150 CTN)
• sujeito passivo tem o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa
• Contribuinte apresenta a matéria de fato, alimenta o sistema com as informações, apura o montante a ser 
tributado e, por fim, paga antecipadamente o tributo, com base nos dados por ele mesmo apurados. 
• compete à Fazenda homologar ou não as informações prestadas e o valor do crédito apurado
• IR, ICMS, ISS, IPI
• Quantificação do tributo pelo contribuinte
• Pagamento sob condição resolutiva = crédito tributário só será considerado extinto com a homologação por 
parte da Fazenda Pública (expressa ou tácita)
Suspensão do crédito 
NOÇÕES GERAIS
• As hipóteses de suspensão devem ser definidas e disciplinadas em lei (LC – art. art. 146, III, b, da CF)
• Tipos (de acordo com a abrangência):
• Previsão legal = art. 151 CTN 
Concessão sem previsão legal = responsabilidade funcional (art. 141 do CTN) e improbidade 
administrativa (art. 10 da Lei n. 8.429/92).
a) Geral: produz efeitos com a simples entrada em vigor da lei 
concessiva, dispensando despacho da autoridade fiscal para 
suspender a exigibilidade do crédito
b) Pessoal: exige o preenchimento de requisitos pelo favorecido, 
de modo que a produção de efeitos só ocorre com o despacho 
da autoridade administrativa (ato vinculado!)
EFEITO = Interrompe temporariamente o crédito tributário
Suspensão do crédito
MODALIDADES
1) MORATÓRIA;
• ampliação do prazo legal para regular pagamento do tributo
• impacto de graves crises econômicas, calamidades públicas ou catástrofes da natureza
• depende de lei específica do ente federativo competente pelo tributo
• União pode conceder abrangendo tributos de outros entes = art. 152, I, b CTN X inconstitucionalidade
• Moratória geral: basta a lei
• Moratória individual: lei + despacho da autoridade administrativa (atendimento dos requisitos legais)
• Requisitos da lei: a) prazo de duração; b) condições de concessão (se individual); c) tributo que se aplica; d) 
garantias (no caso da individual)
• Abrange somente os créditos definitivamente constituídos à data da lei ou do despacho ou cujo lançamento já 
tenha sido iniciado (art.154 CTN).
• Revogação = cassada caso o devedor deixe de satisfazer condições para a concessão
• Multa = no caso de cassação que descobrir ter o devedor obtido o benefício indevido por dolo ou simulação.
Suspensão do crédito
MODALIDADES
2) DEPÓSITO INTEGRAL;
• depósito integral do montante devido em dinheiro = faculdade em
• favor do contribuinte
• lei não pode condicionar a propositura de ação judicial ou a interposição e recurso à efetivação de depósito
Art. 5º, XXXV CF + Súmula 373 STJ + Súmula vinculante 21 STF
Suspensão do crédito
MODALIDADES
3) RECLAMAÇÕES E RECURSOS ADMINISTRATIVOS;
• Qualquer obrigação tributária federal pode ser objeto de impugnação pelo devedor no prazo de 30 dia
• art. 151, III CTN e art. 33 do Decreto 70.235/72
• No caso de indeferimento o contribuinte pode interpor recurso voluntário com efeito suspensivo ao Conselho 
Administrativo e Recursos Fiscais – CARF
• Da decisão do CARF caberá ainda recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais
• Enquanto estiver em curso a contestação em qualquer das três instâncias, o crédito estará suspenso
Suspensão do crédito
MODALIDADES
4) MEDIDA LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA ou DEMAIS AÇÕES;
• decisão judicial concessiva de liminar em sede de mandado de segurança (art.151, IV CTN)
• não impede o Fisco de realizar o lançamento (STJ, REsp 575.991)
• Demais ações = cautelares, ações tributárias ou recursos cíveis.
Suspensão do crédito
MODALIDADES
5) PARCELAMENTO.
• Aplicam subsidiariamente ao parcelamento as regras relativas à moratória (art. 155-A, § 2º, do CTN)
• Depende de lei específica do ente com competência tributária.
• Lei estabelecerá: a) condições de adesão; b) prazos; c) número máximo de parcelas
• não exclui a incidência de juros e multas (regra)
Extinção do crédito
NOÇÕES GERAIS
• As hipóteses de extinção devem ser definidas e disciplinadas em lei (LC – art. art. 146, III, b, da CF)
• Tipos (de acordo com a abrangência):
• Previsão legal = art. 156 - 174 CTN 
Concessão sem previsão legal = responsabilidade funcional (art. 141 do CTN) e improbidade 
administrativa (art. 10 da Lei n. 8.429/92).
a) Geral: produz efeitos com a simples entrada em vigor da lei 
concessiva, dispensando despacho da autoridade fiscal para 
suspender a exigibilidade do crédito
b) Pessoal: exige o preenchimento de requisitos pelo favorecido, 
de modo que a produção de efeitos só ocorre com o despacho 
da autoridade administrativa (ato vinculado!)
EFEITO = eliminam definitivamente o direito de cobrar o devedor, APÓS o 
lançamento (exceto a decadência).
Extinção do crédito
MODALIDADES
1) Pagamento;
• Forma natural de extinção do crédito tributário
• Imposição de multa não desobriga o pagamento do crédito principal (art.157)
• Pagamento parcial não importa extinção
• Local = domicílio do sujeito passivo (art.159 CTN) = quesível
• o vencimento do crédito ocorre 30 dias depois da data de notificação do lançamento
• crédito tributário não pago pelo devedor será acrescido de juros de mora
• se o contribuinte tem mais de uma dívida tributária e faz um pagamento parcial sem deixar claro qual delas 
pretende quitar, autoridade imputará
Quanto ao sujeito passivo: 1º) débitos próprios; 2º) débitos por responsabilidade tributária
Quanto a espécie tributária: 1º) contribuições de melhoria; 2º) taxas; 3º) impostos
Quanto ao prazo prescricional: ordem crescente
Quanto ao valor: ordem decrescente
Extinção do crédito
MODALIDADES
1) Pagamento;
• Pagamento indevido ou a maior = direito de restituição com juros 
• Procedimento para restituição = a) pedido administrativo; b) ação de repetição ou compensação
• Prazo para restituição = 5 anos (art.165-168 CTN) a contar da extinção ou da decisão judicial
Extinção do crédito
MODALIDADES

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