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Resumo endodontia 1
Endodontia 1 (Universidade Nove de Julho)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Resumo endodontia 1
Endodontia 1 (Universidade Nove de Julho)
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Baixado por Anne Karoline Sores Olivareira (karooll2202@gmail.com)
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Afecções da polpa dental 
 
1 
 
Morfologia e acesso cavitário 
A polpa dentária apresenta diversas 
conformações e formatos em toda 
dentição 
- Bom conhecimento da morfologia 
dentária, cuidadosa interpretação 
radiográfica, acesso adequado e a 
exploração da cavidade pulpar são pré-
requisitos para todos os procedimentos 
endodônticos. 
Componentes do sistema de canais 
radiculares 
O espaço ocupado pela polpa é 
denominado sistema de canais radiculares.. 
O formato dessa sistema geralmente 
corresponde ao contorno externo do 
dente 
- Fatores como o envelhecimento, 
patologias, traumas e oclusão podem 
modificar suas dimensões através da 
produção de dentina terciária. 
- O sistema de canais é dividido em duas 
porções: a câmara pulpar, localizada na 
coroa anatômica do dente, e a polpa ou 
canal radicular, encontrada na raiz 
anatômica. 
- Outras características: corno pulpares, 
canais acessórios, laterais e cavo-inter-
radiculares, os orifícios de entrado do 
canal, delta periapicais e o forame apical. 
- Nos dentes unirradiculares, não existe 
um limite preciso entre a câmara pulpar e 
o canal radicular 
 
 
- A câmara pulpar é limitada pelas 
paredes: mesial, distal, vestibular, lingual, 
oclusal (teto) e cervical (assoalho) 
O canal radicular inicia-se com formato de 
um funil, geralmente na linha cervical, e 
termina no forame apical, que se abre na 
raiz em até 3mm do centro do ápice 
radicular. 
- Quase todos os canais são curvos no 
sentido vestíbulo-lingual (podem causar 
problemas durante o preparo do canal 
radicular, já que não são evidentes nas 
radiografias ortorradiais). 
-Os canais acessórios são pequenos 
canais que se estendem em direção 
horizontal, vertical ou lateral do espaço 
pulpar ao periodonto. 
-Os canais acessórios são significativos do 
ponto de vista patológico uma vez que 
servem como via para a passagem de 
substâncias irritantes, principalmente da 
polpa para o periodonto 
Os canais acessórios presentes na 
bifurcação ou trifurcação de dentes 
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Afecções da polpa dental 
 
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multirradiculares são chamados canais 
cavo-inter-radiculares 
Anatomia do canal radicular 
- A importância da anatomia do canal 
radicular é de tal relevância que estudos 
demonstraram uma maior influência das 
variações anatômicas no preparo do canal 
radicular do que as técnicas de 
instrumentação utilizadas para se atingir 
esse objetivo. 
- Os canais percorrem vários caminhos 
na sua trajetória até o ápice. Pode se 
ramificar, se dividir e fusionar novamente. 
Denominações específicas do sistema de 
canais 
1- Principal: apresenta-se como a 
raiz de configuração cônica, 
iniciando-se no assoalho da câmara 
pulpar e terminando ao nível do 
forame apical 
2- Colateral: é um canal mais ou 
menos paralelo ao principal, 
podendo alcançar a região 
periapical de maneira independente 
3- Intercanal: é um canalículo, 
ligando um canal ao outro 
4- Reticulares: é um emaranhado 
de canalículos, interligando um canal 
ao outro 
5- Lateral: é uma ramificação que 
vai do canal principal ao periodonto, 
geralmente acima do terço apical 
6- Recorrente: parte do canal 
principal apresentando um trajeto 
dentinário mais ou menos longo, 
desembocando no canal principal, 
geralmente acima do terço apical 
7- Secundário: é o canal que se 
derivando do principal, ao nível do 
terço apical, alcança diretamente a 
região periapical 
8- Acessório: é o canal que se deriva 
do secundário em direção ao 
periodonto 
9- Delta apical: são as múltiplas 
terminações do canal radicular 
principal, determinando o 
aparecimento de foraminas, em 
substituição ao forame único 
10- Inter-radicular: ramificação 
observada ao nível ao forame único 
Determinação clínica da conformação do 
canal radicular 
- Considerações sobre o terço cervical 
O Exame do assoalho da câmara pulpar 
pode indicar a localização de orifícios e do 
tipo de sistema de canais presente. É 
importante notar que, quando apenas um 
canal está presente, este geralmente 
está localizado no centro do acesso. 
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Afecções da polpa dental 
 
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- Se um único orifício for encontrado e 
não estiver no centro da raiz, é provável 
que exista outro orifício e o clínico deve 
procurá-lo no lado aposto. 
Considerações sobre o terço médio 
Conforme o canal deixa o terço cervical 
e se inicia no terço médio, muitas 
alterações podem ocorrer, como 
apêndices e istmos 
- Outra alterações que geralmente 
ocorrem na porção medial da raiz é a 
divisão de um único canal em dois ou 
mais canais, bem como a ampla variação 
na morfologia do canal. 
- Canais que se iniciam separadamente no 
terço cervical podem se unir nessa 
região 
Considerações apicais 
O conceito clássico de anatomia do ápice 
radicular é baseado em três divisões 
anatômicas e fisiológicas dessa região: 
1- Constrição apical (CA) 
2- Junção cemento-dentinária (JCD) 
3- Forame apical 
O ápice é o término da raiz. Ele é 
relativamente reto nos dentes jovens 
maduros, mas tende a curvar-se 
distalmente com o passar do tempo. 
- A JCD é o ponto do canal em que o 
cemento encontra a dentina; é onde o 
tecido pulpar termina e o tecido 
periodontal começa. 
Forame Apical 
O forame apical varia em tamanho e 
configuração com a maturidade do dente. 
Antes da maturação, o forame apical está 
aberto. Com o tempo e a deposição de 
dentina e cemento, ele se torna menor e 
afunilado. Significativamente, o forame 
geralmente não sai no ápice radicular 
verdadeiro anatômico, mas está 
deslocado cerca de 0,5 mm e desvia-se 
raramente mais do que 1,0 mm do ápice 
verdadeiro 
O preparo do canal radicular e a 
obturação terminam próximos ao ápice 
radicular anatômico. 
Dilaceração: por definição, a 
dilaceração é uma curvatura radicular 
severa ou complexa 
Cirurgia de acesso 
Abertura coronária é o ato de se 
estabelecer uma comunicação da 
cavidade pulpar com o meio externo, 
para possibilitar o tratamento endodôntico. 
Objetivos: 
- Remover cárie,se presente 
- Preservar estrutura sadia do dente 
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Afecções da polpa dental 
 
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- Remover completamente o teto da 
câmara pulpar 
- Remover todo o tecido da polpa coronal 
(necrótico ou vital) 
- Localizar a entrada dos canais 
- Obter acesso direto ao forame apical 
O Acesso à cavidade pulpar dever ser 
realizado na face lingual ou palatina nos 
dentes anteriores, e na face oclusal nos 
pré-molares e molares. 
Etapas da cirurgia de acesso 
- Ponto de eleição 
- Direção de trepanação 
- Forma de contorno 
- Forma de conveniência 
Ponto de eleição 
Local onde se inicia a abertura, visando 
alcançar de forma mais direta possível a 
câmara pulpar, utilizando pontas ou 
brocas indicadas 
 
Dentes anteriores: face palatina/lingual, 
2,0mm do cíngulo em direção à borda 
incisal 
 
Pré-molares: face oclusal, centro sulco 
principal No primeiro pré molar inferior, 
devido à presença de uma ponte de 
esmalte, evitamos o desgaste desta 
estrutura de reforço e iniciamos o acesso 
na fosseta mesial da face oclusal. Além 
disso, nos pré molares inferiores, os 
canais estão localizados um pouco mais 
para a mesial. 
Molares superiores: O ponto de 
eleição situa-se na face oclusal, no centro 
da fosseta mesial no primeiro molar e na 
fosseta central no segundo molar. 
Molares inferiores: centro do sulco 
principal 
Direção de trepanação 
A direção de trepanação para dentes 
unirradiculares deve ser posicionando a 
broca no sentido do longo eixo do dente. 
Para dentes multirradiculares, em direção 
ao canal mais amplo 
 
Incisivos e caninos: 45° graus em 
relação ao longo eixo do dente, tomando 
uma direção mais paralela em relação ao 
longo eixo à medida que a broca vai 
penetrando em direção à câmara pulpar. 
Pré molares superiores: Paralela em 
relação ao longo eixo do dente. No 
primeiro pré molar superior, à medida 
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Afecções da polpa dental 
 
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que a broca vai penetrando em direção à 
câmara pulpar, devemos tomar uma 
direção ligeiramente inclinada em direção 
à raiz palatina, devido a maior incidência 
de 2 canais e 2 raízes neste dente e, 
desta forma, ao inclinar a broca 
desviamos do assoalho da câmara pulpar 
e seguimos para o canal que geralmente 
é mais amplo, o canal palatino. 
Pré molares inferiores: Paralela em 
relação ao longo eixo do dente. No 
primeiro pré molar inferior, à medida que 
a broca vai penetrando em direção à 
câmara pulpar, devemos tomar uma 
direção ligeiramente inclinada em direção 
ao centro da coroa, devido a localização 
do ponto de eleição mais para a mesial. 
Molares superiores: Paralela em 
relação ao longo eixo do dente. À medida 
que a broca vai penetrando em direção à 
câmara pulpar devemos tomar uma 
direção ligeiramente inclinada em direção 
à raiz palatina, devido à presença do 
assoalho da câmara pulpar nos molares 
superiores, desta forma, ao inclinar broca, 
desviamos do assoalho e seguimos para o 
canal que geralmente é mais amplo, o 
canal palatino. 
Molares inferiores: Paralela em 
relação ao longo eixo do dente. À medida 
que a broca vai penetrando em direção à 
câmara pulpar devemos tomar uma 
direção ligeiramente inclinada em direção 
à raiz distal, devido à presença do 
assoalho da câmara pulpar nos molares 
inferiores, desta forma, ao inclinar broca, 
desviamos do assoalho e seguimos para o 
canal que geralmente é mais amplo, o 
canal distal. 
Forma de contorno 
 
Incisivos: Triangular, com a base voltada 
para a incisal. 
Caninos: Losangular, lanceolada ou em 
chama de vela. 
Pré molares sup: Elíptica, no sentido 
vestíbulo-palatino. 
Pré molares inf: Circular no primeiro pré 
molar inferior e oval no segundo. 
Molares sup: Triangular, com base voltada 
para a face vestibular. 
Molares inf: Trapezoidal, com base maior 
voltada para a face mesial. 
Forma de conveniência 
Remoção adicional das projeções de 
dentina que possam dificultar o acesso 
aos canais radiculares. Para essa fase da 
abertura coronária, utilizam-se brocas 
com pontas especiais (Endo Z). 
 
 
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Afecções da polpa dental 
 
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Após a abertura coronária é necessário 
realizar o desgaste do cotovelo de 
dentina, também conhecido como 
concrescência, localizado na porção 
cervical da cavidade. (broca largo) 
Arsenal endodôntico 
Para a realização dos tratamentos 
endodônticos, é essencial a utilização dos 
instrumentos de maneira adequada. Eles 
atuam como os meios mecânicos do 
preparo dos canais radiculares 
Para uma melhor compreensão, eles 
podem ser classificados em: 
1. Instrumental e material auxiliar. 
2. Instrumental e material endodôntico 
3. Instrumental e material complementar 
 
1. Instrumental e Material Auxiliar kit 
clínico, espelho, Pinça clínica, Sonda 
endodôntica, Sonda exploradora n5, 
Escavador duplo, 
2. . Diagnóstico: aparelho radiográfico, 
filme radiográfico, bastão de gelo ou 
gás refrigerante, bastão de guta-
percha. 
.3. Anestesia: seringa Carpule, agulhas 
descartáveis, anestésico tópico e em 
tubetes. 
 
 
 
1.4. Isolamento do Campo Operatório 
Perfurador de Ainsworth, pinça porta-
grampos, porta dique de borracha 
(dobrável), lençol de borracha, 
grampos para isolamento 
 
 
 
 
Os instrumentos manuais como as 
limas são fabricados a partir de uma 
haste metálica de formato circular e 
têm a sua forma modificada para 
tornarem-se instrumentos cônicos 
com lâminas cortantes 
 
Diversos formatos de limas com 
secção transversal estão disponíveis 
comercialmente Foram desenvolvidas 
duas técnicas de fabricação desses 
instrumentos. 
Usinagem: nesta técnica, as hastes são 
usinadas diretamente em um torno, 
como, por exemplo, as limas tipo 
Hedstrom 
Torção: esta técnica consiste 
inicialmente em usinar e, em seguida, 
realizar a torção. A haste base, em 
seu estado bruto, é usinada em três 
formas geométricas cônicas: quadrada, 
triangular e romboide. Essas hastes 
então são torcidas no sentido anti-
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Afecções da polpa dental 
 
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horário, produzindo assim lâminas 
helicoidais de corte. Assim são obtidas 
as limas tipo K 
 
Padronização dos instrumentais 
endodônticos 
1. A parte ativa do instrumento 
apresenta o diâmetro D0 e o 
diâmetro D16, correspondendo à 
ponta e ao fim da parte ativa, 
respectivamente. 
2. O número do instrumento 
corresponde ao diâmetro da ponta 
da parte ativa (D0), expressa em 
centésimos de milímetro. 
3. São construídos em aço inoxidável. 
4. Apresentam cabo plástico colorido 
5. O comprimento da parte ativa é 
sempre 16 mm, independente do 
comprimento do instrumento. 
6. Há um aumento de 0,32 mm no 
diâmetro de D0 para o diâmetro de 
D16. 
7. São fabricados nos comprimentos: 
21, 25 e 31mm. 
8. Há um aumento no diâmetro D0 
de 0,5mm até o instrumento 
número 60. Depois, o aumento do 
D0 é de 0,10mm, até o número 140. 
9. Os instrumentos são divididos em 
séries: Especiais, 1ª Série, 2ª Série e 
3ª Série 
 
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