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Culturas Anuais
-Subsequente
-PROEJA
Prof. MSc. Aldenir de Carvalho Caetano
APRESENTAÇÃO
Caro (a) Aluno (a)
O Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão – IFMA sente-se honrado em tê-lo
(a) como aluno (a) do Curso Técnico de Nível Médio em Agropecuária a Distância.
O IFMA Campus São Luís – Maracanã atua na Educação Profissional desde 1953, priorizando o
desenvolvimento do homem com base nas competências e habilidades para exercer um caráter produtivo na
sociedade. Assim esta Instituição direciona suas atividades para a formação inicial e continuada de trabalhadores
técnicos de nível médio.
Respaldado no Art. 39 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9. 394/96 e no Decreto nº
7.589/2011, que institui a Rede e-Tec Brasil, o curso, ora apresentado, foi elaborado com a finalidade de atender
um contingente com pouco acesso à educação formal e profissional nas modalidades PROEJA e
SUBSEQUENTE.
Os materiais e recursos utilizados são desenvolvidos por professores especializados, com vasta
experiência no ensino profissionalizante, e aliados à tecnologia da informação e comunicação permitem um
ensino inovador e de qualidade.
Compõem-se como instrumentos pedagógicos: Material impresso, Ambiente de Ensino e Aprendizagem
– AVEA (Vídeos-aulas, fórum, chat e atividade), Seminários, Aulas Presenciais, Práticas, Teóricas e Estágio.
A Rede e-Tec Brasil Campus São Luís Maracanã possui em 18 polos um coordenador de polo e tutores
presenciais, responsáveis pelo acompanhamento das atividades no polo e na plataforma.
O Diploma de Técnico é concedido àquele que concluir com aproveitamento as etapas do curso, sendo
capaz de:
Projetar e acompanhar empreendimentos agropecuários;
Implantar, gerenciar e acompanhar o sistema de controle na produção animal e vegetal;
Aplicar e acompanhar com inovações tecnológicas o processo de monitoramento e gestão de
empreendimentos;
Planejar e gerenciar os incrementos agrícolas, bem como os recursos humanos disponíveis para a
produção.
Buscar atualização sempre, conhecendo as tendências de mercado da sociedade, bem como sua
produtividade.
Sabemos dos desafios que esperam por você, caro (a) aluno (a), mas com seu compromisso, dedicação e
persistência conseguirá alcançar seus objetivos.
Sucesso!
Coordenação do Rede e-Tec Brasil IFMA Campus São Luís - Maracanã
Sumário
Cultura do Milho .............................................................................................. 2
Cultura da Mandioca ..................................................................................... 21
Cultura do Arroz de Sequeiro ....................................................................... 32
Referencial Bibliográfico .............................................................................. 56
2
Culturas Anuais
Cultura do Milho
Revista Plantio Direto
Espiga de milho
O milho é um conhecido cereal
cultivado em grande parte do mundo. O
termo denominado “milhão” é milho
grosso, maior que o milho normal. O
milho é extensivamente utilizado como
alimento humano ou ração animal,
devido as suas qualidades nutricionais.
Existem várias espécies e variedades
de milho, todas pertencentes ao gênero
Zea.
3
VOCÊ SABIA? QUE...
Todas as evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem
americana, já que aí era cultivada desde o período pré-colombiano. É um dos
alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os aminoácidos
conhecidos, sendo exceções a lisina e o triptofano.
Tem um alto potencial produtivo, e é bastante responsivo à tecnologia. Seu
cultivo geralmente é comercializado, se beneficiando muito de técnicas
modernas de plantio e colheita.
A produção mundial de milho chegou a 600 milhões de toneladas em 2004.
O maior produtor mundial são os Estados Unidos.
No Brasil, que também é um grande produtor e exportador, São Paulo e
Paraná são os estados líderes na sua produção.
Atualmente cerca de 5% de produção brasileira se destina ao consumo
humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição sobre o milho e
a ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem
como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros
grãos.
Cultivo
O milho tem alto potencial produtivo, e é bastante
responsivo à tecnologia. O nível tecnológico da
cultura está entre o médio e o alto. O cultivo é
idealmente mecanizado, e se beneficia bastante
da técnica de plantio direto. A utilização de discos
de plantio é adequada para a sua peneira.
4
Campo de Milho
O plantio de milho é feito tanto na chamada safrinha quanto na safra principal
(ou seja, a safra de verão). Na região Sudeste do Brasil, o mês de plantio
mais indicado geralmente é em setembro, mas o plantio pode ser feito até em
novembro. Dependendo do mês de plantio, espaçamento entre as linhas a
quantidade de sementes por metro deve variar. O ciclo do plantio varia entre
115 e15 dias.
A adubação deve ser feita conforme a análise do solo. O controle de pragas e
ervas daninhas só deve ser feito se necessário. Nem sempre há
necessidades de irrigação intensiva: pelo menos nas regiões
tradicionalmente produtoras, a precipitação é suficiente para as necessidades
hídricas da planta.
Lavouras bem-sucedidas apresentam valor médio de germinação na faixa de
95%. A produtividade média varia entre 250 e 350 sacas por alqueire. Nas
regiões de produtividade recorde do Brasil que chega alcançar 520sacas por
alqueire.
Colheita
Colheita do milho obra de Candido Portinari
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/desenhos-para-colorir-profissoes/imagens/agricultor.jpg&imgrefurl=http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/desenhos-para-colorir-profissoes/index-agricultor.php&usg=__cSNPxSvgOK3ZA7RJrkMoVlUq3lI=&h=301&w=350&sz=46&hl=pt-BR&start=7&tbnid=ht0uPhNoxnh88M:&tbnh=103&tbnw=120&prev=/images%3Fq%3DAGRICULTOR%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.mongabay.com/images/uganda/600/ug1_3395.JPG&imgrefurl=http://pt.mongabay.com/travel/files/p14240p.html&usg=__6nN7bqYYfBeYSb4TkpEYjN-aWcs=&h=400&w=600&sz=102&hl=pt-BR&start=13&tbnid=pXWdi3cD2amXVM:&tbnh=90&tbnw=135&prev=/images%3Fq%3DCAMPO%2BDE%2BMILHO%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR
5
Colheita do milho em Avaré, Brasil
Antes da Segunda Guerra Mundial, a maior parte do milho era colhida á mão. Isso
frequentemente envolvia grandes números de trabalhadores, e eventos sociais
associados. Um ou dois pequenos tratores eram utilizados, mas as colheitas
mecânicas não foram utilizadas até o fim da guerra.
Na mão ou através da colheitadeira, a espiga inteira é coletada, e a separação dos
grãos e do sabugo é uma operação separada. Anteriormente, isso era feito em uma
máquina especial. Hoje, as colheitadeiras modernas têm unidades de separação de
grãos anexas. Elas cortam o milho próximo á base, separam os grãos da espiga
com rolos de metal, e armazena somente os grãos.
Características da Planta
O milho pertence ao grupo das angiospermas, ou seja,
produz as sementes no fruto. A planta do milho chega
a uma altura de 2,5 metros, embora haja variedades
bem mais baixas. O caule tem aparência de bambu, e
as juntas estão geralmente a 50 centímetros de
distância umas das outras.
A fixação da raiz é relativamente fraca. A espiga é
cilíndrica, e costuma nascer na metade da altura da
planta.
Colheita mecanizada
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Os grãos são do tamanho de ervilhas, e estão
dispostos em fileiras regulares presas no sabugo, que
formam a espiga. Eles têm dimensões, peso ede arroz e invadem os campos, se movimentando
rapidamente. A infestação no campo tem início na floração das plantas, mas os
percevejos preferem se alimentar nas espiguetas que se encontram na fase leitosa,
provocando perda qualitativa e quantitativa. Ataques severos resultam na formação
de sementes com manchas no endosperma, menor massa e reduzido poder
germinativo. Os grãos atacados apresentam aparência “gessada”, de tamanho
irregular e, geralmente, se quebram durante o beneficiamento. Além dos danos
diretos, os percevejos-do-grão, ao se alimentarem nas espiguetas, também podem
transmitir fungos causadores de manchas nos grãos.
Adulto do percevejo-do-grão oebalus ypsilongriseus.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Adulto do percevejo-do-grão Oebalus poecilus.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
49
Adulto do percevejo-do-grão Mormidia sp.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Manejo - O monitoramento dos percevejos nas lavouras de arroz de terras altas
deve ser feito a partir da floração até o amadurecimento das panículas. As
amostragens devem ser realizadas no período da manhã, até às 10:00 h., iniciando
nas margens da lavoura e nas partes onde as plantas estiverem mais vigorosas.
Fazendo uso de uma rede entomológica, deve-se caminhar ao acaso no campo,
retirar uma amostra de 10 redadas em cada ponto de amostragem e contar os
percevejos capturados na rede. O controle químico é recomendado quando forem
encontrados, em média, cinco percevejos adultos, por redada, na fase leitosa, e dez
percevejos adultos, a cada dez redadas, na fase de grão pastoso.
Doenças e método de controle
Brusone
A brusone, causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, é a doença de maior
importância na cultura do arroz, como em todas as áreas produtoras de arroz do
Brasil e do mundo. A doença causa perdas significativas no rendimento das
cultivares suscetíveis, principalmente quando as condições ambientais são
favoráveis ao seu desenvolvimento. Os prejuízos diretos e indiretos ocasionados
pela brusone, nas folhas e nas panículas, são maiores no arroz de terras altas
cultivado na Região Centro-Oeste brasileira, podendo chegar, em determinadas
situações, a 100% de perda. Cada ponto percentual de aumento da severidade da
doença resulta na diminuição da produtividade - em média, de 1,5% para cultivares
tardias e 2,7% para cultivares de ciclo precoce.
Sintomas
A doença ocorre desde o estágio de plântula até a fase de maturação da cultura. Os
sintomas nas folhas iniciam-se com a formação de pequenas lesões necróticas de
coloração marrom, que evoluem, aumentando em tamanho, tornando-se elípticas,
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#p8
50
de margens marrons e com centro cinza ou esbranquiçado. Em condições
favoráveis, as lesões coalescem, causando a morte das folhas e, muitas vezes, da
planta inteira. Os sintomas nos nós e entrenós geralmente aparecem na fase de
maturação.
Brusone nas folhas. Brusone na panícula.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Controle
Os danos causados pela brusone podem ser reduzidos pelo uso de cultivares
resistentes, pelas práticas culturais e pelo uso de fungicidas, utilizados de forma
integrada no manejo da cultura, quais sejam: bom preparo do solo; adubação
equilibrada; uso de sementes de boa qualidade sanitária e fisiológica; incorporação
dos restos culturais; plantios com profundidades uniformes, evitando, assim, focos
de infecção; e plantio coincidindo com o início do período das chuvas. A proteção
contra a brusone na panícula é feita por meio de pulverizações com fungicidas
sistêmicos, sendo feita uma aplicação no final do período de emborrachamento, e a
segunda, na emissão de panículas, com 1% a 5% de emissão.
Mancha parda
A mancha parda, causada pelo fungo Bipolaris oryzae, é uma doença comum em
arroz, e vem assumindo grande importância econômica em todo território nacional.
Esse fungo é o principal agente causador da mancha-de-grãos. A doença afeta as ,
principalmente em lavouras semeadas em outubro, e as plantas adultas próximas à
maturação, provocando perdas de 12% a 30% no peso dos grãos. As sementes
infectadas por B. oryzae sofrem uma redução significativa na germinação. Em geral,
os grãos manchados causam perdas também no rendimento de engenho.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#q4
51
Sintomas
A mancha parda ataca o coleóptilo, folhas, bainha, ramificações das panículas,
glumelas e grãos. Os sintomas geralmente manifestam-se nas folhas logo após a
floração e, mais tarde, nas glumelas e grãos. Nas folhas, os sintomas são lesões
circulares ou ovais, de coloração marrom, com centro acinzentado ou
esbranquiçado, com margens pardas ou avermelhadas. As lesões nas bainhas são
semelhantes às lesões típicas nas folhas. Nos grãos, as manchas têm coloração
marrom-escura e, muitas vezes, juntam-se, cobrindo-os completamente. Quando a
doença se manifesta logo após a emissão das panículas, a infecção das espiguetas
provoca a sua esterilidade.
Mancha parda nas folhas.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Controle
O tratamento de sementes com fungicidas reduz o inóculo inicial, controlando
efetivamente a infecção primária nas plântulas. A aplicação foliar com fungicidas de
ação protetora não tem se mostrado eficaz, mas o uso de fungicidas sistêmicos,
aplicados no início da emissão das panículas, protege os grãos e melhora a
qualidade dos mesmos. Lavouras destinadas à produção de sementes requerem
duas aplicações, sendo a primeira antes da emissão das panículas, e a segunda, de
sete a dez dias após a primeira aplicação. O uso de adubação com silicato de cálcio
pode reduzir a incidência da doença.
Glossário
Glumelas - cascas do grão do arroz, também denominado de glumas.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#g2
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#t2
52
Mancha-de-grãos
As manchas de grãos são causadas por um complexo de patógenos, de origem
fúngica ou bacteriana, e vem sendo considerada um dos principais problemas no
arroz de terras altas. A queima-das-glumelas é uma das doenças mais importantes
do complexo mancha-de-grãos, podendo reduzir a produção e a qualidade dos
grãos. A diminuição do peso de panículas varia de 22% a 45%, e o rendimento de
engenho pode ser reduzido em até 14%, em anos de epidemia.
Sintomas
As manchas aparecem desde o início da emissão das panículas até o
amadurecimento. Os sintomas são muito variáveis dependendo do patógeno
predominante, do estágio de infecção e das condições climáticas. A queima-das-
glumelas manifesta-se durante a emissão das panículas, com manchas nas
espiguetas de coloração marrom-avermelhada. As manchas ovais, com centro
esbranquiçado e bordas marrons, aparecem quando a infecção ocorre nas fases
leitosa e pastosa, após a emissão das panículas.
Os principais causadores da mancha-de-grãos são Bipolaris oryzae e Phoma
sorghina, e, entre as bactérias que causam descoloração de grãos, estão a
Pseudomonas fuscovagina e Erwinia sp. É difícil identificar, apenas pelos sintomas,
qual ou quais microrganismos estão causando a mancha-de-grãos. Assim, torna-se
necessário fazer uma análise em laboratório para obter uma identificação precisa de
quais patógenos estão presentes.
A doença é favorecida por chuvas e alta umidade relativa durante a formação dos
grãos; pelo acamamento das plantas, que favorece o contado das panículas com o
solo; e pela presença do percevejo-dos-grãos, Oeabalus poecillus, o qual facilita a
entrada de microrganismos manchadores de grãos.
Mancha-de-grãos.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão53
Controle
Deve-se fazer uso de sementes sadias. O tratamento das sementes com fungicidas
aumenta o vigor e o estande (nº de plantas por unidade de área), além de diminuir o
inóculo inicial. O controle químico deve ser feito de maneira preventiva, com uma ou
mais aplicações, dando preferência aos fungicidas de ação sistêmica. A primeira
aplicação deve ocorrer no final da fase de emborrachamento e início da emissão de
panículas, e a segunda, 10 dias após.
Escaldadura
A escaldadura, causada pelo fungo Monographella albescens (Thümen), vem se
manifestando em níveis significativos, principalmente na Região Centro-Oeste. É
uma enfermidade típica de locais que apresentam temperaturas elevadas
acompanhadas por períodos prolongados de orvalho ou chuvas contínuas. As
perdas resultam da redução da fotossíntese e da paralisação do crescimento das
plantas. Geralmente, ocorre em plantios de arroz de primeiro ano, em solos de
Cerrado e na região pré-amazônica, como também em áreas de rotação com a soja
e em lavouras conduzidas com irrigação suplementar.
Sintomas
Os sintomas típicos iniciam-se pelo ápice das folhas ou pelas bordas das lâminas
foliares. As manchas não apresentam margens bem definidas e são, inicialmente,
de cor verde-oliva. Em seguida, as áreas afetadas apresentam sucessões de faixas
concêntricas. As lesões coalescem, provocando a necrose e morte das folhas
infectadas. A lavoura atacada pela doença apresenta um amarelecimento
generalizado, com as pontas das folhas secas. Quando as condições ambientais
não favorecem o desenvolvimento da doença, as folhas apresentam inúmeras
pontuações pequenas, de coloração marrom-clara, sendo normalmente confundidas
com outras doenças. Sintomas semelhantes são produzidos nas bainhas. Nos
grãos, os sintomas são pequenas manchas do tamanho da cabeça de alfinete; em
casos severos, pode-se observar uma descoloração marrom-avermelhada das
glumelas.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#e6
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#n2
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Escaldadura nas folhas.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Controle
As medidas de controle incluem o uso de sementes de boa qualidade fisiológica e
sanitária. A rotação de culturas e o manejo adequado da irrigação - quando for o
caso - reduzem a incidência da doença. Quanto ao controle químico, não se tem
informação quanto à viabilidade econômica de seu uso.
A adoção de práticas culturais, combinada com o uso de cultivares resistentes,
reduz o uso de produtos químicos e, consequentemente, os danos ambientais e o
custo de produção. Essa é uma tecnologia que deve ser considerada na condução
das lavouras, para proporcionar um manejo eficaz da doença, com reflexo na
produtividade e qualidade do produto final, e reduzir o custo de produção em uma
matriz ambientalmente segura.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#q3
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#r3
55
Você sabia...
... Que o arroz é o personagem principal de uma das mais importantes festas
da Malásia? Ela homenageia o deus criador (Konoingan), que sacrificou sua única
filha para que ela se convertesse num alimento, obviamente, o arroz.
... Os cientistas acreditam que existam 140.000 variedades de arroz cultivado?
Mas o número exato não é conhecido.
... Os arrozais das Filipinas são tão impressionantes, que a Unesco os tombou
como Patrimônio da Humanidade?
... Como surgiu o hábito de jogar arroz nos recém-casados? Certa vez, na
antiga China, um mandarim poderoso quis dar prova de vida farta. Então fez com
que o casamento de sua filha se realizasse sob uma "chuva" de arroz, iniciando a
tradição.
... Que os chineses ofereciam arroz ao mortos? Um antigo rito chinês consistia
em colocar uma tigela de arroz cozido, com um par de pauzinhos (fachis) espetados
na posição vertical aos pés do morto, para que ele possa se alimentar em sua
viagem para o além.
56
Referencial Bibliográfico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milho
http://www.horti.com.br/home/curiosidades/milho_verde.htm
www.plantiodireto.com.br
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/doe
ncas.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tucupi
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mandioca/mandioca_am
apa/pragas.htm
http://recantodaculinaria.blogspot.com/2008/05/torta-mandioca.html
www.ufrgs.br/.../producao/pd_sequeiro.htm
www.varzeaalegre.ce.gov.br/mat285.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasM
atoGrosso/doencas_metodo_controle.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasM
atoGrosso/pragas_metodos_controle.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milho
http://www.horti.com.br/home/curiosidades/milho_verde.htm
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http://www.ufrgs.br/alimentus/terradearroz/producao/pd_sequeiro.htm
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http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/doencas_metodo_controle.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/pragas_metodos_controle.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/pragas_metodos_controle.htmtextura
variáveis.
Dependendo da espécie, os grãos têm cores variadas, podendo ser amarelos,
vermelhos, azuis ou marrons. O núcleo da semente tem um pericarpo que é
utilizado com revestimento.
Curiosidade
Você sabia? Que...
Cada espiga contém de duzentos
a quatrocentos grãos.
O cultivo do milho e a produção no
mundo.
Tudo bem explicado no conteúdo abaixo, eu leio tudo
agora o custo foi começar!
7
O milho é largamente cultivado em diversas regiões do mundo. Os Estados Unidos
respondem por quase 50% da produção mundial. Outros grandes produtores são a
China, a índia, o Brasil, a França, a Indonésia e a África do Sul. A produção mundial
foi de 600 milhões de toneladas em 2004.
O milho é plantado aproveitando-se das chuvas da primavera. Seu sistema de
raízes é fraco, e a planta é dependente de chuvas constantes ou irrigação. Nos
Estados Unidos, uma colheita é prevista tradicionalmente se o milho está “na altura
do joelho por volta de 4 de julho (“knee-high by the Fouth of julu”), embora hídricos
modernos frequentemente excedem essa taxa de crescimento.
Milho utilizado como silagem é colhido enquanto a planta está verde, e o fruto
imaturo. De outro modo, o milho é deixado no campo até o outono, de modo a
secar. Ás vezes, não é colhido até o inverno, ou até o início da primavera. Em
outras regiões e circunstâncias, são utilizados agrotóxicos para secar o milho mais
rápido, e aproveitado altas no preço do grão.
Na América do Norte, os campos são frequentemente plantados utilizando a rotação
de culturas com uma plantação fixadoras de nitrogênio, como feijão ou soja.
Cultivo de Milho no Brasil
Cultivado em todo Brasil, o milho é usado tanto diretamente como alimento, quanto
para usos alternativos. A maior parte de sua produção é utilizada como ração de
bovinos, suínos, aves e peixes.
O cultivo do milho no
Brasil
8
Atualmente cerca de 15% de produção brasileira se destina ao consumo humano e,
mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. Isto se deve
provavelmente à falta de informação sobre o milho e suas qualidades e ao costume
culinário brasileiro de utilizar mais os grãos de arroz e feijão.
Num país como o Brasil, com imensas áreas cultiváveis e
com graves problemas de desnutrição, mais do que
simplesmente uma questão comercial, o aumento do
consumo de milho por parte da população é antes de
tudo uma solução social. É preciso um grande esforço de
todos na discussão e apresentação de propostas sérias
para reverter esta situação.
Ao lado da soja, a cultura de milho é uma das pontas-de-lança da recente expansão
da atividade agrícola brasileira. O cultivo de milho é altamente beneficiado pela
tecnologia e pelas inovações da pesquisa agrícola, sendo um dos principais casos
de sucesso da marcha revolução verde.
Além dos benefícios óbvios decorrentes da exportação (como a geração de divisas
para o país), a cultura de milho adquire importância estratégica quando se leva em
conta a vantagem do mercado que uma grande produção nacional de milho traz
para atividades agrícolas que usam a ração animal como base, como:
Milho
9
Frequentemente, a área plantada não é suficiente para atender as demandas do
mercado interno, gerando problemas de abastecimento para a indústria nacional. A
solução para esse problema passa pela expansão da área plantada e pelo aumento
da produtividade das áreas atualmente cultivadas.
Os estados líderes na produção de milho são Paraná e São Paulo. Afora o seu alto
prestígio no agronegócio, o milho também é uma das culturas mais cultivadas pela
agricultura familiar brasileira, tanto para a subsistência quanto para a venda local.
Valor nutricional do milho
Milho verde cozido
Quantidade 1 espiga
Água (%) 70
Calorias 85
Proteína (g) 3
Gordura (g) 1
Ácido Graxo Saturado (g) 0,2
Ácido Graxo Monoinsaturado (g) 0,3
O milho é muito
importante tanto
para os animais
quanto ao homem,
pelo seu valor
nutricional.
Pecuária Avicultura
Suinocultura
Piscicultura
10
Ácido Graxo Poliinsaturado (g) 0,5
Colesterol (mg) 0
Carboidrato (g) 19
Cálcio (mg) 2
Fósforo (mg) 79
Ferro (mg) 0,5
Potássio (mg) 192
Sódio (mg) 13
Vitamina A (UI) 170
Vitamina A (Retinol Equivalente) 17
Tiamina (mg) 0,17
Riboflavina (mg) 0,06
Niacina (mg) 1,2
Ácido Ascórbico (mg) 5
A LENDA DO MILHO
Há muitos anos havia uma grande tribo cujo chefe era um velho índio. Era um
índio muito bom e que estava sempre preocupado com a felicidade da sua tribo.
Um dia, sentindo-se muito cansado e doente, pressentindo que estava para
morrer, chamou os seus filhos e disse-lhes que quando morresse o enterrasse no
meio da oca. E disse-lhes mais:
-- Três dias depois de me enterrarem, surgirá de minha cova uma planta bem
viçosa que depois de algum tempo produzirá muitas sementes. Quando virem a
planta crescer e as lindas espigas aparecerem, não as comam, guardem-nas e
plante-as.
Os dias se passaram, o velho índio morreu e os filhos fizeram-lhe tal qual o pai
ordenara.
E como o velho índio dissera, surgiu de sua cova uma linda planta com belas
espigas cheias de grãos dourados.
Os índios ficaram contentes, a tribo enriqueceu e passaram então a cultivar o
milho com muito carinho. E assim surgiu o milho, diz a lenda.
11
Pragas da cultura do milho
Diatraea lineolata
Crisálida ou pupa da
broca-do-colmo-do-
milho Diatraea
lineolata.
Transição da forma de
larva para adulto
Mariposa da broca-
do-colmo-do-milho,
Diatraea lineolata.
Forma adulta
Larva da broca-do-
colmo-do-milho,
Diatraea lineolata.
Forma jovem
Spodoptera frugiperda
Larva da lagarta-do-
cartucho, Spodoptera
frugiperda ,
alimentando-se na flor.
Observe os danos
causados pela
lagarta-do-cartucho,
Spodoptera
frugiperda.
Efeito de “janelinhas”
causado pelas larvas
jovens da lagarta-do-
cartucho, Spodoptera
frugiperda na
superfície das folhas
do milho, raspadas
mas não perfuradas.
(Imagem cortesia do CIMMYT).
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http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/13c.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/13d.jpg
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12
Agrotis gladiaria - Agrotis ipsilon - Agrotis orthogonia
Danos nas folhas e plántulas que são
cortadas pela Lagarta-rosca, Agrotis
spp.
Danos às folhas e corte das plantas ao
nível do solo devido ao ataque de Agrotis
spp .
Plodia interpunctella
A larva da traça-dos-cereais, Plodia
interpunctella produz fios de seda sobre
a superfície do grão
Mariposa da traça-dos-cereais, Plodia
interpunctella
(Imagem cortesia do CIMMYT).
Doenças da cultura
Doença foliar
Cercosporiose (Cercospora
zeae-maydis e C. sorghi f.
sp.. maydis)
Fonte: EMBRAPA
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http://www.agricomseeds.net/images/clip_image002_0017.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/clip_image004_0004.jpg
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http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/30b.jpg13
Sintomas: Os sintomas caracterizam-se por manchas de coloração cinza,
retangulares e irregulares com as lesões desenvolvendo-se paralelas às nervuras.
Epidemiologia: A disseminação ocorre através de esporos e restos de cultura
levados pelo vento e respingos de chuva. Os restos de cultura são, portanto, fonte
local e fonte para outra áreas.
Manejo da Doença:
Plantio de cultivares resistentes.
Evitar a permanência de restos da cultura de milho em áreas em que a
doença ocorreu com alta severidade, para reduzir o potencial de inóculo.
Realizar rotação com culturas como soja, sorgo, girassol, algodão e outras,
uma vez que o milho é o único hospedeiro da Cercospora zeae-maydis. Para
evitar o aumento do potencial de inóculo da Cercospora zeae-maydis deve -
se evitar o plantio de milho após milho.
Plantar cultivares diferentes em uma mesma área e em cada época de
plantio.
Realizar adubações de acordo com as recomendações técnica para evitar
desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho, favoráveis ao
desenvolvimento desse patógeno, principalmente a relação
nitrogênio/potássio.
Para que essas medidas sejam eficientes recomenda-se a sua aplicação
regional (em macro - regiões) para evitar que a doença volte a se manifestar
a partir de inóculo trazido pelo vento de lavouras vizinhas infectadas.
Glossário
Esporo - unidade reprodutiva do fungo, correspondente à semente das plantas.
Inóculo - o patógeno ou parte do patógeno capaz de causar infecção. A parte ou
porção do patógeno que entra em contacto com o hospedeiro.
Patógeno - qualquer organismo vivo capaz de causar doença.
Epidemiologia - estudo dos fatores que afetam a ocorrência e disseminação de
doenças infecciosas.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/esporo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/inoculo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/inoculo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/patogeno.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/inoculo.html
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14
Doença foliar
Mancha de phaeosphaeria
(Phaeosphaeria maydis)
Fonte: EMBRAPA
Sintomas: As lesões iniciais apresentam um aspecto de encharcamento
(anasarca), tornando-se necróticas com coloração palha de formato circular a oval
com 0,3 a 2cm de diâmetro. Há coalescência de lesões em ataques mais severos
Epidemiologia: Alta precipitação, alta umidade relativa (>60%) e baixas
temperaturas noturnas em torno de 14ºC são favoráveis à doença. Plantios tardios
favorecem a doença. Há o envolvimento da bactéria Pantoeae ananas nas fases
iniciais da doença.
Manejo da Doença:
Plantio de cultivares resistentes.
Plantios realizados mais cedo reduzem a severidade da doença.
O uso da prática da rotação de culturas contribui para a redução do potencial
de inóculo.
Glossário
Anasarca - áreas de tecidos doentes com aspecto encharcado.
Necrose (Necróticas) - morte ou descoloração de tecidos foliares resultantes da
infecção por um agente patogênico.
Coalescência (Coalescer) - Fusão de duas ou mais lesões na folha.
Lesão - área de tecido doente (clorótica ou necrótica).
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/anasarca.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/necrose.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/coalesce.html
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http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/necrose.html
15
Doença foliar
Ferrugem Comum
(Puccinia sorghi)
Fonte: EMBRAPA
Sintomas: As pústulas são formadas na parte área da planta e são mais
abundantes nas folhas. Em contraste com a ferrugem polissora, as pústulas são
formadas em ambas as superfícies da folha, apresentam formato circular a
alongado e se rompem rapidamente.
Epidemiologia: Temperaturas baixas (16 a 230ºC) e alta umidade relativa (100%)
favorecem o desenvolvimento da doença.
Manejo da Doença: Plantio de cultivares com resistência genética.
Glossário
Pústula - pequenas elevações que se formam na epiderme da folha, resultante da
pressão causada pelos uredosporos formados internamente.
Doenças do colmo e das raízes
Podridão por Fusarium
Etiologia: é uma doença causada por várias especies de Fusarium entre elas F.
moniliforme e F. moniliforme var. subglutinans que também causam a podridão
rosada das espigas.
Sintomas: Em plantas infectadas, o tecido dos entrenós inferiores geralmente
adquire coloração avermelhada que progride de forma uniforme e contínua da base
em direção à parte superior da planta. Embora a infecção do colmo possa ocorrer
antes da polinização, os sintomas só se tornam visíveis logo após a polinização e
aumentam em severidade à medida que as plantas entram em senescência. A
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/pustula.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/pustula.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
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infecção pode se iniciar pelas raízes e é favorecida por ferimentos causados por
nematóides ou pragas subterrâneas.
Epidemiologia: Esse patógeno é um fungo de solo capaz de sobreviver nos restos
de cultura na forma de micélio e apresenta várias espécies vegetais como
hospedeiras o que torna a medida de rotação de cultura pouco eficiente.
Frequentemente pode ser encontrado associado às sementes. A disseminação dos
conídios se dá através do vento ou da chuva.
Manejo da doença:
Uso de cultivares resistentes.
Evitar altas densidades de semeadura.
Realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas para evitar
desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho.
Glossário
Micélio - parte vegetativa dos fungos, formada por um conjunto de hifas.
Conídios - esporo produzido por fungos na fase de reprodução assexual.
DOENÇA DO COLMO
Podridão por Macrophomina
Fonte: EMBRAPA
Etiologia: É causada pela fungo Macrophomina phaseolina.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/patogeno.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/micelio.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/conidios.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/hifas.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/esporo.html
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Sintomas: A infecção das plantas se inicia pelas raízes. Embora essa infecção
possa ocorrer nos primeiros estádios de desenvolvimento da planta, os sintomas
são visíveis nos entrenós inferiores, após a polinização. Internamente, o tecido da
medula se desintegra permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os
quais é possível observar a presença de numerosos pontinhos negros que conferem
internamente ao colmo, uma cor cinza típica.Epidemiologia: A podridão por Macrophomina é favorecida por altas temperaturas
(37ºC) e baixa umidade no solo. A sobrevivência de M. phaseolina no solo bem
como sua disseminação ocorre na forma de esclerócios. Esse fungo apresenta um
grande número de hospedeiros inclusive o sorgo e a soja o que torna a rotação de
cultura uma medida de controle pouco eficiente.
Manejo da doença:
Utilização de cultivares resistente.
Promover uma irrigação adequada em anos de pouca chuva.
Evitar altas densidades de semeadura.
Realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas para evitar
desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho.
Glossário
Desintegrar – desaparecer.
Esclerócios - estruturas do fungo capazes de sobreviverem durante dias ou anos,
em condições ambientais desfavoráveis.
Hospedeiro - todo vegetal do qual o fungo retira os nutrientes para seu sustento.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/desinteg.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/escleroc.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/hospedei.html
18
Doença causada por vírus
Rayado Fino (Maize Rayado Fino
Virus)
Essa doença é transmitida e
disseminada por uma cigarrinha de
cor palha, tamanho de 0,5cm,
denominada Dalbullus maidis.
Fonte: EMBRAPA
Sintomas: Os sintomas característicos são riscas formadas por numerosos pontos
cloróticos coalescentes ao longo das nervuras que são facilmente observados
quando as folhas são colocadas contra a luz.
Epidemiologia: O vírus do rayado fino ocorre sistemicamente na planta de milho
que é transmitido de forma persistente propagativa pela cigarrinha Dalbullus maidis
que ao se alimentar em plantas doentes adquire o vírus que o transmite para
plantas sadias. O período latente entre a aquisição desse vírus e sua transmissão
varia de 7 a 37 dias. A incidência e a severidade dessa doença são influenciadas
por grau de susceptibilidade da cultivar, por semeaduras tardios e por população
elevada de cigarrinha coincidente com fases iniciais de desenvolvimento da lavoura
de milho. O milho é principal hospedeiro tanto do vírus como da cigarrinha.
Controle:
O método mais eficiente e econômico para controlar o vírus rayado fino é a
utilização de cultivares resistentes.
Práticas culturais recomendadas que reduzem a incidência dessa doença no
milho são: eliminação de plantas voluntárias de milho, fazer o pousio por um
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/clorose.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/coalesce.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
19
período de dois a três meses sem a presença de plantas de milho, alterar a
época de semeadura evitando, as semeaduras tardias e sucessivas de milho.
Glossário
Clorose (Cloróticas) - amarelecimento dos tecidos foliares, devido à destruição ou
não formação de clorofila.
Doença causada por vírus
Mosaico comum do milho
Maize Dwarf Mosaic Virus (MDMV)
Sugar Cane Mosaic Virus (SCMV)
Johnson Grass Mosaic Virus (JGMV)
Sorghum Mosaic Virus (SrMV)
Fonte: EMBRAPA
Importância e Distribuição: O mosaico comum do milho ocorre, praticamente, em
toda região onde se cultiva o milho. Calcula-se que essa doença pode causar uma
redução na produção de 50%.
Sintomas: Os sintomas caracterizam-se pela formação nas folhas de manchas
verde claro com áreas verde normal dando um aspecto de mosaico. As plantas
doentes são, normalmente, menores em altura e em tamanho de espigas e de
grãos.
Agente Causal: O mosaico comum do milho é causado por um complexo viral
pertencente ao grupo Potyvirus. Dentre eles incluem-se o "Maize Dwarf Mosaico
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Virus" (MDMV), O "Sugar Cane Mosaico Virus" (SCMV), o "Johnson Grss Mosaico
Virus" (JGMV) e o "Sorghum Mosaico Virus" (SrMV).
Epidemiologia: A transmissão do mosaico comum do milho é feita por várias
espécies de pulgões. Os vetores mais eficientes são as espécies Ropalosiphum
maidis, Schizophis graminum e Myzus persicae. Os insetos vetores adquirem os
vírus em poucos segundos ou minutos e os transmitem, também, em poucos
segundos ou minutos. A transmissão desses vírus pode ser feita, também,
mecanicamente. Mais de 250 espécies de gramíneas são hospedeiras dos vírus do
mosaico comum do milho.
Controle:
A utilização de cultivares resistente é o método mais eficiente para controlar
essa virose.
A eliminação de outras plantas hospedeiras pode contribuir na redução da
incidência dessa doença.
A aplicação de inseticidas para o controle dos vetores não tem sido um
método muito efetivo no controle do mosaico comum do milho.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
21
Cultura da Mandioca
O cultivo da mandioca é de grande relevância econômica como principal
fonte de carboidratos para milhões de pessoas, essencialmente nos países em
desenvolvimento.
A mandioca, Manohot esculenta Crantz, é uma planta perene, arbustiva,
pertencente a família das Euforbiáceas. A parte mais importante da planta é a raiz.
Rica em fécula, utilizadas na alimentação humana e animal ou como matéria prima
O Brasil possui aproximadamente dois milhões de
hectares é um dos maiores produtores mundiais,
com produção de 23 milhões de toneladas de raízes
frescas de mandioca. A região Nordeste
tradicionalmente caracteriza-se pelo sistema de
policultivo, ou seja, mistura de mandioca com outras
espécies alimentares de ciclo curto, principalmente
feijão, milho e amendoim.
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_dvcovYG9ato/SJSUV_t8zlI/AAAAAAAAApQ/tvilCgMGMHc/s400/ist2_154279_caipira.jpg&imgrefurl=http://blogmaruggi.blogspot.com/2008/08/marido-desconfiado-poesia-caipira-ana.html&usg=__7xgF2JCrr863CqkUyW_X6Px7GkA=&h=380&w=369&sz=52&hl=pt-BR&start=12&um=1&tbnid=IvvBgVbkf93LQM:&tbnh=123&tbnw=119&prev=/images%3Fq%3Dcaipira%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26um%3D1
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para diversas indústrias. Originária do continente americano, provavelmente do
Brasil, a mandioca já era cultivada pelos índios, por ocasião da descoberta do país.
Produtos
Os produtos das raízes para alimentação humana são a farinha, a fécula, o beiju, o
carimã, dentre outros. A fécula é bastante utilizada nas indústrias de alimentos
como em outras indústrias.
Mandioca Fécula
Atualmente a demanda de amido de mandioca (fécula) tem crescido de forma
substância, principalmente pelo setor industrial a exemplo da utilização de fécula na
mistura de farinha de trigo para fabricação de pães, objetivando reduzir as
importações de trigo, gerando divisas para o país.
Da mandioca também se extrai o tucupi, muito conhecido na culinária Amazônica.
Tucupi é um molho de cor amarela extraído da
raiz da mandioca brava, que é descascada,
ralada e espremida (tradicionalmente usando-
se um tipiti). Depois de extraído, o molho
"descansa" para que o amido (goma) se
separe do líqüido (tucupi).
Fonte: imagem do Amazon sat
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amarelo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mandioca
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tipiti
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amido
23
Inicialmente venenoso devido à presença do ácido cianídrico, o líqüido é cozido
(processo que elimina o veneno), por horas, podendo, então, ser usado como molho
na culinária.
Lenda
Reza a lenda que Jacy (Lua) e Iassytatassú (Estrela d'alva), combinaram visitar o
centro da Terra. Quando foram atravessar o abismo, Caninana Tyiiba mordeu a face
de Jacy. Jacy derramou suaslágrimas sobre uma plantação de mandioca. Depois
disso o rosto de Jacy ficou marcado para sempre pelas mordidas de Caninana. À
partir das lágrimas de Jacy, surgiu o tycupy (tucupi).
Usos
É muito presente na mesa dos brasileiros na região amazônica. Pato no tucupi é um
prato muito apreciado. O pato é previamente assado e apos destrinchado é levado a
uma fervura leve num molho de tucupi e jambu).
Tacacá é outra especialidade da culinaria amazônica, principalmente "cultuado"
pelos paraenses. Servido numa cuia natural, o tucupi fervente é derramado sobre
uma goma. Uma porção generosa de jambú e camarão seco completam o prato. É
dificil traduzir em palavras os gostos e cheiros amazônicos. O meio ácido/azedo do
tucupi acentua os efeitos do jambú, é dificil não sentir os lábios tremendo depois de
tomar uma cuia, isso tudo sem esquecer de uma boa pimenta de cheiro.
Beiju ou Biju:
Bolo feito de massa de tapioca ou de mandioca
muito fina, enrolada em forma cilíndrica.
Característico da alimentação indígena, o beiju foi
recriado pelos portugueses, que acrescentaram
açúcar e condimentos diversos à massa, e pelos
negros, que o enriqueceram molhando no leite de
coco.
Fonte: terrabrasileira.net
http://pt.wikipedia.org/wiki/Culin%C3%A1ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lua
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Estrela_d%27alva&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pato_no_tucupi
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jambu
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tacac%C3%A1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Camar%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pimenta
24
Farinha de mandioca:
A farinha-de-pau, de manic ou manibot - hoje dita
mandioca -, era feita ralando-se a raiz que cresce
dentro da terra em três ou quatro meses, tornando-se
tão grossa quanto a coxa de um homem e longa mais
ou menos de 1 pé e meio.
Depois de arrancá-la, secavam-na ao fogo ou ralavam-
na, ainda fresca, numa prancha de madeira cravejada
de pedrinhas pontudas, reduzindo-a a uma farinha alva,
empapada, que ia para um recipiente comprido, de
palha trançada - tipiti -, para escorrer e secar. O que
escorre é um veneno mortal, por culpa do ácido
cianídrico, que o sol faz desaparecer em dois ou três
dias, deixando a manipueira livre de perigo.
Fonte: terrabrasileira.net
A farinha sendo torrada nas casas de farinhas
Beijus torrados
Para maior compreensão do processo e beneficiamento da mandioca visite o
site www.agrofloresta.net/fotos/farinha/index.htm
http://www.agrofloresta.net/fotos/farinha/index.htm
25
Clima e Solo
É cultivada em regiões de clima tropical e subtropical, com precipitação
pluviométrica variável de 600 a 1.200mm de chuvas bem distribuídas e uma
temperatura média de em torno de 25ºC. Temperaturas inferiores a 15ºC prejudica o
desenvolvimento vegetativo da planta. Pode ser cultivada em altitudes que variam
de próximo ao nível do mar até mil metros. É bem tolerante à seca possui ampla
adaptação às mais variadas condições de clima e solo. Os solos mais
recomendados são os profundos com textura média de boa drenagem. Devem-se
evitar solos muito arenosos e os permanentes alagados.
Plantio
Normalmente se recomenda o plantio de maio a outubro. Entretanto o plantio pode
ser recomendado em qualquer época, desde que haja umidade suficiente para
garantir a brotação das hastes.
O espaçamento é definido como a distância entre as fileiras de plantas e entre
plantas na fileira e variam de 1,0m x 0,60m, em fileiras simples, e 2.0m x uma
profundidade de cinco a dez centímetros, cobrindo-o com uma leve camada de
terra.
Adubação e Calagem
Há evidência que a mandioca tolera as condições de acidez do solo. Entretanto, os
solos devem ser escolhidos, preparados, e adubados adequadamente, conforme os
resultados de análise química. As adubações orgânicas e fosfatadas respondem de
forma bastante positiva no aumento da produtividade.
Tratos Culturais
São recomendados em média cinco capinas do mato, sendo três no primeiro ano e
duas no segundo ano.
Pragas
As principais pragas são:
26
Mandarová
É uma das pragas de maior importância para a cultura da
mandioca, não somente por sua ampla distribuição
geográfica, como também devido à sua alta capacidade de
consumo foliar, especialmente nos últimos ínstares larvais. A
lagarta pode causar severo desfolhamento, o qual, durante
os primeiros meses de cultivo, pode reduzir o rendimento e até ocasionar a morte de
plantas jovens.
No início, a lagarta é difícil de ser vista na planta, tanto pelo seu tamanho diminuto
(5 mm) como pela sua coloração, confundindo-se com a da folha. Por outro lado, o
colorido das lagartas, quando completamente desenvolvidas, é o mais variado
possível, havendo exemplares de cor verde, castanho-escura, amarela e preta,
sendo mais freqüentes as de cores verde e castanho-escura. A lagarta passa por
cinco fases e dura aproximadamente de 12 a 15 dias, período em que consome, em
média, 1.107 cm ² de área foliar, sendo que 75% dessa área é consumida no 5º
ínstar.
Em termos de controle físico, podem ser utilizadas armadilhas luminosas para
capturar adultos, as quais não constituem propriamente um método de controle,
mas, além de fornecerem dados para o conhecimento da curva populacional do
mandarová, previnem o produtor contra ataques intensos e o ajudam a planejar
melhor a aplicação das diferentes alternativas de controle para esta praga.
Ácaros
Os ácaros são as pragas mais severas que atacam a cultura da
mandioca, sendo encontradas em grande número na face
inferior das folhas, freqüentemente durante a estação seca do
ano, podendo causar danos consideráveis, principalmente nas
regiões Nordeste e Centro-Oeste. Alimentam-se penetrando o
estilete no tecido foliar e seccionando o conteúdo celular. Os sintomas típicos do
dano são manchas cloróticas, pontuações e bronzeamento no limbo, morte das
gemas, deformações e queda das folhas. Em conseqüência, a área foliar e a taxa
fotossintética são reduzidas. Os ácaros mais importantes para a cultura da
27
mandioca no Brasil são o ácaro verde (também conhecido como "tanajoá") e o ácaro
rajado.
O controle cultural dos ácaros deve ser utilizado e consiste na realização de certas
práticas que dificultam o desenvolvimento populacional da praga e retardam a sua
dispersão, tais como:
Para o controle químico, não há nenhum produto registrado para ácaros da
mandioca. Este tipo de controle, além de anti-econômico, provoca desequilíbrio por
eliminar os inimigos naturais (insetos e ácaros benéficos), muito comuns nos
mandiocais.
Cupins
Apresentam o corpo branco-cremoso e asas maiores
que o abdome. Atacam o material de propagação
armazenado, as plantas jovens e raízes das plantas
em crescimento. Quando atacam as manivas
armazenadas, penetram pela parte seca, podendo
invadi-las e destruí-las totalmente; nas plantas jovens, constroem galerias entre a
medula e o córtex, impedindo assim o transporte de nutrientes. Por este motivo, as
plantas apresentam um secamento progressivo descendente e logo depois morrem.
Quando esses insetos atacam as raízes de plantas desenvolvidas, observam-se, na
1. Destruição de plantas hospedeiras;
2. Inspeções periódicas na cultura para localizar focos;
3. Destruição dos restos de cultura, prática indispensável naquelas
plantações que durante seu desenvolvimento apresentaram altas
populações de ácaros;
4. Seleção do material de plantio (para obter manivas livres de ácaros,
insetos e enfermidades); e
5. Distribuição adequada das plantas no campo para reduzir a disseminação
dos ácaros.
28
epiderme, agregações de terra cristalizadasob as quais se localizam os cupins.
Acredita-se que o maior dano é causado quando atacam as manivas, embora
possam afetar seriamente as plantas adultas, podendo também afetar o
estabelecimento do cultivo, especialmente durante épocas de secas prolongadas.
É necessário proteger as manivas por ocasião do plantio, a fim de garantir boa
germinação e bom desenvolvimento das plantas. Recomenda-se incorporar um
inseticida ao solo, abaixo da manivas, no sulco ou na cova, por ocasião do plantio.
Formigas
Podem desfolhar rapidamente as plantas quando
ocorrem em altas populações e/ou não controladas.
Fazem um corte semicircular na folha, podendo
também atingir as gemas quando os ataques são
severos. Os formigueiros podem ser distinguidos
facilmente no campo, pelos montículos de terra que
são formados em volta do orifício de entrada. Em geral
os ataques ocorrem durante os primeiros meses de
desenvolvimento da cultura. Sabe-se que a acumulação de carboidratos nas raízes
depende da atividade fotossintética que ocorre no sistema foliar e, assim, qualquer
distúrbio nessa parte da planta pode prejudicar a quantidade de substâncias
amiláceas elaboradas.
Deve-se efetuar o controle logo que se observem plantas com folhas e pecíolos
cortados. Os insetos podem ser destruídos dento do ninho, através de fumigação,
feita nas épocas chuvosas. O uso de isca granulada, colocada ao longo dos
caminhos deixados pelas formigas, durante épocas secas, faz um bom controle. De
uma maneira geral, a escolha de um formicida vai depender das condições
climáticas por ocasião do controle; os inseticidas líquidos devem ser utilizados nas
épocas chuvosas, enquanto os produtos em pó e as iscas granuladas são indicados
para as épocas secas.
29
Doenças
Podridão radicular é um dos fatores limitante da produção de mandioca na Região
Norte. A doença é particularmente importante nos ecossistemas da Várzea e Terra
Firme dos Estados do Pará, Amazonas e Amapá. Estima-se que, na Região
Amazônica as perdas chegam a ser superiores a 50% na Várzea, podendo atingir
até 30% na Terra Firme. Em alguns casos, têm-se observados prejuízos totais,
principalmente em plantios conduzidos em áreas constituídas de solos adensados e
sujeitos a constantes encharcamentos.
Entre os agentes causadores da podridão radicular destacam-se, como mais
importantes Phytophthora sp e Fusarium sp, não somente pela abrangência
geográfica, mas principalmente por ocasionarem severas perdas na produção.
Entretanto, outros agentes causais com Diplodia sp, Sytalidium sp e Botriodiplodia
sp podem, em muitas áreas favorecidas por um microclima, tornar-se patógenos
potencialmente prejudiciais à cultura. Em se tratando de Phytophthora sp, alguns
estudos mostram que a sua ocorrência é mais acentuada nos plantios de mandioca
em áreas sujeitas a encharcamento, com textura argilosa e de pH neutro ou
ligeiramente alcalino. No caso de Fusarium sp, acredita-se que sua sobrevivência
está relacionada a solos ácidos e adensados.
Quanto às medidas de controle, envolvem a integração do uso de variedades
tolerantes, associadas a práticas culturais como a rotação de culturas, manejo físico
e químico do solo, sistemas de cultivo e outras. Na Região Norte, trabalhos de
pesquisa executados nas várzeas mostraram que o uso de variedade tolerante,
associado à rotação de culturas e sistemas de plantio, possibilitou a redução da
podridão em cerca de 60%.
OBS.:Ao ser constatada qualquer alteração no estado fitossanitário, consultar
o órgão competente mais rápido.
Colheita e Rendimento
A colheita deve ser iniciada de acordo com o ciclo da variedade utilizada no plantio
e é feita manualmente, através do arranquio das raízes. As colhidas deverão ser
processadas pela indústria durante as primeiras vinte e quatro horas, para não
30
comprometer a qualidade de seus produtos. A produtividade varia de acordo com as
variedades utilizadas, espaçamento e os tratos culturais empregados na cultura. A
produtividade média varia de 15 a 20 toneladas por hectare. O rendimento industrial
varia de 25 a 305, ou seja, uma tonelada de raízes produz cerca de 300 quilos de
ferrinha.
Arrancando a mandioca
Variedades
A cultura da mandioca apresenta uma grande variedade genética, possibilitando um
grande número de variedades disponíveis para recomendação de plantio. As
variedades são recomendadas de acordo com a finalidade de exploração. As
principais cultivares recomendadas para Bahia são: Cigana, Cidade Rica,
Maragogipe, Saracura e Casca Roxa.
A LENDA DA MANDIOCA
Segundo essa lenda de origem indígena, há muito tempo numa tribo indígena a filha de um
cacique ficou grávida sem nunca sem ainda ser casada.
Ao saber da notícia o cacique ficou furioso e a todo custo quis saber quem era o pai da
criança. A jovem índia por sua vez, insistia em dizer que nunca havia namorado ninguém.
O cacique não acreditando na filha rogou aos deuses que punissem a jovem índia. Sua
raiva por essa vergonha era tamanha que ele estava disposto a sacrificar sua filha. Porém,
numa noite ao dormir o cacique sonhara com um homem que lhe dizia para acreditar na
índia e não a punir.
Após os nove meses da gravidez, a jovem índia deu a luz a uma menininha e deu-lhe o
nome de Mani. Para espanto da tribo o bebê era branco, muito branco e já nascera sabendo
falar e andar.
Passa alguns meses, Mani então, com pouco mais de um ano de repente morreu. Todos
estranharam o triste fato, pois não havia ficado doente e nenhuma coisa diferente havia
31
acontecido. A menina simplesmente deitou fechou os olhos e morreu.
Toda a tribo ficou muito triste.
Mani foi enterrada dentro da própria oca onde sempre morou. Todos os dias sua mãe, a
jovem índia regava o local da sepultura de Mani, como era tradição do seu povo.
Após algum tempo, algo estranho aconteceu. No local onde Mani foi enterrada começou a
brotar uma planta desconhecida. Todos ficaram admirados com o acontecido . Resolveram,
pois, desenterrar Mani, para enterrá-la em outro lugar.
Para surpresa da tribo, o corpo da pequena índia não foi encontrado, encontraram somente
as grossas raízes da planta desconhecida. A raiz era marrom, por fora, e branquinha por
dentro. Após cozinharem e provarem a raiz, entenderam que se tratava de um presente do
Deus Tupã. A raiz de Mani veio para saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome da raiz
de Mani e como nasceu dentro de uma oca ficou Manioca, que hoje conhecemos como
mandioca.
C U L I N ÁR I A
Torta mandioca
A torta de mandioca é uma torta
especial. A massa é feita com a
própria mandioca e por isso a massa
fica mais leve, delicada e saborosa.
Para completar a perfeição de sabor
com esta maravilhosa massa,
coloque o recheio que mais agrade
seus amigos ou familiares. Para ajudar você sugerimos alguns recheios, que
certamente irão agradar a todos.
INGREDIENTES
Massa:
1 kg de mandioca cozida
1 lata de creme de leite sem soro
1 colher (sopa) de margarina
2 ovos
queijo parmesão ralado a gosto
Sal a gosto
http://recantodaculinaria.blogspot.com/
http://recantodaculinaria.blogspot.com/2008/05/torta-mandioca.html
32
Sugestão de recheio
Sugerimos queijo mussarela ralado com presunto cortado em tiras, ou carne moída,
ou ainda frango desfiado. Prepare o recheio escolhido com molho de tomate
temperado com azeite, cebola, alho, pimenta vermelha picada, ervas e sal a gosto.
Modo de Preparo 1) Amasse 1 kg de mandioca cozida, ainda quente, e misture
com os outros ingredientes até formar uma massa homogênea de textura mole.
2)Unte o refratário com margarina, e coloque metade da massa de mandioca 3)
Recheie com o recheio de preferência 4) cubra com a outra metade da massa de
mandioca e polvilhe queijo parmesão ralado 5)Leve ao forno por mais ou menos uns
20 minutosCultura do Arroz de sequeiro
33
A origem
O arroz é originário da Ásia, mais precisamente do sul da China, onde é cultivado há
pelo menos 7 mil anos. No século VII foi levado à Europa pelas mãos dos árabes,
de lá chegou ao Brasil, trazido pelos portugueses. Hoje, é um dos alimentos mais
consumidos no mundo, sendo ingrediente principal de vários pratos típicos de
diferentes culturas.
Por isso, este ambiente de aprendizagem foi
elaborado para ajudá-lo a entender melhor os
aspectos da ciência e tecnologia relacionados
com este grão, como o seu processamento,
seus aspectos agronômicos e nutricionais,
entre outras coisas.
Ele foi desenvolvido de maneira que você
decidirá o rumo das coisas, apesar de existir
um "caminho certo" para seguir, este poderá
ser alterado de acordo com seus
conhecimentos sobre o arroz.
34
Atualmente, 13% dos campos de arroz do mundo cultivam esse tipo de arroz
entretanto, representam apenas 4-5% da produção total mundial. Cerca de
20% do arroz de sequeiro do mundo é cultivado na América Latina.
No Brasil, esse tipo de cultura, concentra-se na Região de Cerrado e, apesar
de ocupar cerca de 64% da área cultivada, responde por apenas 39% da
produção nacional.
Diferentemente do arroz irrigado que, ocupando apenas 40% da área
cultivada é responsável por aproximadamente 60% da produção nacional.
Composição do grão de arroz
Para entender as características nutricionais do arroz, precisamos saber que
este cereal pode ser dividido em diferentes partes. Existem várias maneiras de se
dividir um grão de arroz, dependendo da complexidade desejada. Para avaliarmos o
processamento do arroz e suas implicações, é comum dividí-lo como na figura
abaixo.
35
Casca
A casca representa o maior volume entre os subprodutos obtidos durante o
beneficiamento do arroz, chegando, em média, a 22%.
Sua utilização é bastante variada, sendo a principal a produção de energia. Como
propicia temperaturas de até 1000°C, é usada na alimentação de fornalhas de
secadores e das autoclaves da própria indústria arrozeira.
Como sua densidade é baixa, seu transporte torna-se problemático por isso, ela é
transformada em "briquetes", que são aglomerados de casca, que reduzem
consideravelmente seu volume.
Durante a sua queima, a casca produz muita cinza, mas sua fumaça é pouco
poluente, pois não possui enxofre.
A casca de arroz, normalmente, tem a seguinte composição.
Proteína (%) Gordura (%) Fibras (%) Cinzas (%) Carboidratos (%)
2,0 - 2,8 0,3 - 0,8 34,5 - 45,9 13,2 - 21,0 22,0 - 34,0
Farelo
O farelo representa cerca de 8% do beneficiamento do arroz, sendo uma das partes
mais nutritivas do grão. O farelo, da forma como é conhecido comercialmente, é
formado pelo farelo propriamente dito, pelo germe e pela camada de aleurona, o
que explica o seu alto valor nutritivo, como pode ser vista na tabela abaixo.
Grão
O grão propriamente dito, também chamado de miolo, é formado basicamente pelo
endosperma amiláceo, que é a parte mais consumida do cereal, representando
cerca de 70% deste. Por isso, quando se fala em beneficiamento do arroz, o que se
tem em mente é a transformação do produto que vem da lavoura até o "grão" usado
para o consumo.
Proteína (%) Gordura (%) Fibras (%) Cinzas (%) Carboidratos (%)
11,3 - 14,9 15,0 - 19,7 7,0 - 11,4 6,6 - 9,9 34,0 - 62,0
36
Importância Econômica
Cultivado e consumido em todos os continentes, o arroz destaca-se pela produção e
área de cultivo, desempenhando papel estratégico tanto no aspecto econômico
quanto social.
O arroz é um dos mais importantes grãos em termos de valor econômico quanto
social. É considerado o cultivo de maior importância em muitos países em
desenvolvimento, principalmente na Ásia e Oceania, onde vivem 70% da população
total dos países em desenvolvimento e cerca de dois terços da população
subnutrida mundial.
Glossário
Endosperma: é um tecido vegetal, de natureza triplóide (com três conjuntos
cromossômicos = 3n), que se encontra nas sementes de muitas angiospermas.
Amiláceo: Que contém amido, que tem natureza semelhante ao amido ou que se lhe
assemelha.
Fases de Desenvolvimento do Arroz
Fase Vegetativa
Essa fase vai da germinação até a elongação do caule. Compreende as etapas
0,1,2 e 3.
Etapa 0 (germinação): vai desde a colocação da semente no solo até o
aparecimento da primeira folha.
Vocês entenderam como o arroz é
dividido na indústria de
beneficiamento? Foi bem simples a
explicação é só ler novamente que
vocês vão entender tudo que está
escrito. Está lá em cima moço!
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://img.photobucket.com/albums/v285/virgilinojuca/caipira.jpg&imgrefurl=http://zefuxicco.zip.net/&usg=__VDbewlr6ZNV3NvTDyQo4lyd_xV0=&h=800&w=507&sz=231&hl=pt-BR&start=31&tbnid=CAjrx0QguFoetM:&tbnh=143&tbnw=91&prev=/images%3Fq%3Dcaipira%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D20
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vegetal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Semente
37
Etapa 1 (plântula):compreende o período que vai da formação da primeira folha até
imediatamente antes do aparecimento d primeiro perfilo.
Etapa 2 (perfilhamento): compreendo do período do início do perfilhamento até o
máximo perfilhamento produtivo.
Etapa 3 (elongação do caule): inicia no momento em que o entrenó superior do
colmo principalmente começa a ser notado, e vai até a iniciação do primórdio floral.
Fase Reprodutiva
Essa etapa se inicia com a diferenciação do primórdio floral e termina com a
floração.
Etapa 4 (iniciação da panícula): vai desde o final da elongação do caule até o
aparecimento de um ponto branco em forma de pluma de algodão sobre o quarto
nó.
Etapa 5 (desenvolvimento de penícula): essa etapa abrange o período que vai da
diferenciação visível da penícula até o momento em que ela aparece através da
folha bandeira.
Etapa 6 (floração): o início dessa etapa é
marcado pela emergência da panícula através da
floração da folha bandeira.
Floração do arroz
Fase de maturação
Compreende a fase final do ciclo da cultura do arroz. Indo da fecundação a
maturação completa dos grãos.
Etapa 7 (grão leitoso): inicia no momento em que a flora é fecundada, indo até o
grão adquirir certa consistência.
38
Etapa 8 (grão pastoso): a consistência do grão é no princípio, pastosa suave,
endurecendo entre 3 a 5 dias.
Etapa 9 (maturação): vai desde o
momento em que a panícula está virada,
até quando dois terços dos grãos está
amarelo. Aproximadamente 30 dias após
a floração os grãos atingem a maturação.
Condições Climáticas para o Cultivo do Arroz
Temperatura
A temperatura é dos elementos climáticos de maior importância para o crescimento,
o desenvolvimento e a produtividade da cultura do arroz. A temperatura ótima para
o desenvolvimento do arroz situa-se entre 20e35ºC, sendo esta faixa a ideal para a
germinação, de 30 a 33ºC para a floração e de 20 a 25ºC para a maturação.
Características das Cultivares de Arroz
Um dos fatores que mais contribuem para elevar a lucratividade, via aumento da
produtividade de grãos, na lavoura de arroz, é o perfeito conhecimento, por parte do
produtor, das exigências e peculiaridades das principais cultiváveis disponíveis para
o cultivo na região subtropical, que permita a escolha do material genético
adequado à sua realidade de lavoura.
O arroz, uma gramínea do gênero Oryza, é um dos principais cereais do mundo,
cultivado por cerca de 100 nações. Na maioria dos casos, quase toda a produção é
destinadaao consumo interno destes países.
Esta gramínea cresce nas mais variadas condições: de 50° de latitude norte a 40°
de latitude sul, e em altitudes inferiores ao nível do mar ou superiores a 3.000
metros. Existem duas espécies cultivadas, o Oryza sativa, muito comum nas zonas
tropicais e temperadas, e o Oryza glaberrima, originário da África ocidental.
39
Colheita e Pós-Colheita
As operações de colheita e pós-colheita constituem etapas importantes do processo
de produção e, quando mal conduzidas, acarretam perdas elevadas de grãos,
comprometendo os esforços e os investimentos dedicados à cultura.
A colheita pode ser realizada por três métodos: o manual, o semi-mecanizado e o
mecanizado.
No primeiro, as operações de corte, enleiramento, recolhimento e trilhamento
são feitas manualmente;
No semi-mecanizado, o corte, o enleiramento e o recolhimento das plantas
são, geralmente, manuais, e o trilhamento mecanizado;
No método mecanizado, todas as operações são feitas à máquina.
Qualquer que seja o método utilizado, quando o arroz é colhido muito úmido ou
tardiamente, com baixo teor de umidade, a produtividade e a qualidade dos grãos
são prejudicadas. Para a maioria das cultivares, o ideal é colher o arroz entre 18 a
23% de umidade.
No caso da colheita manual,
para evitar perdas
desnecessárias, recomenda-
se, adicionalmente, que o
arroz cortado não permaneça
enleirado por tempo
desnecessário no campo e
que se evite o manuseio de
feixes muito volumosos de
cada vez, para facilitar a
operação de trilhamento.
Na colheita mecânica, além da regulagem adequada dos mecanismos externos e
internos da colhedora, deve-se atentar para a velocidade do molinete, que deve ser
suficiente apenas para puxar as plantas para dentro da máquina.
Fonte: Secretaria Municipal de Várzea Alegre – Ceará.
Agricultores realizam a colheita do arroz de sequeiro,
executando os elementares processos de corte e
"batimento" dos cachos.
40
O Processamento
As três formas mais conhecidas de processamento de arroz são para a produção
de:
• Arroz integral
• Arroz parboilizado
• Arroz polido ou branco
Você sabia...
... Que existem diversas lendas que contam sobre a origem do arroz? Os
árabes acreditam que o arroz se originou de uma gota de suor de Maomé. Já os
chineses contam que durante uma grande fome, os habitantes da região de
Sichuam enviaram pássaros aos deuses pedindo um alimento para aliviar a sua
fome, e como resposta os pássaros trouxeram grãos de arroz.
... Que os maiores consumidores de arroz no mundo são China, Índia e
Indonésia? Na China são colhidas 197 milhões de toneladas por ano.
... Que em muitas línguas asiáticas algumas palavras e expressões estão
relacionadas ao arroz? No Vietnã, quando alguém encontra um amigo passeando
com seu filho pequeno e deseja saber como anda a criança ele pergunta: "Quantas
tigelas de arroz ele comeu hoje?". Na Tailândia a palavra refeição significa "comer
arroz".
41
Pragas e método de controle
O conhecimento do impacto dos insetos sobre o crescimento e produção do arroz e
as condições que favorecem o crescimento de suas populações são fundamentais
para que se possa realizar o manejo adequado das pragas na lavoura. Os
procedimentos devem iniciar com a escolha do sistema de manejo de solo, rotação,
localização da lavoura em relação a outras culturas e variedade. Após o plantio, o
manejo começa com a identificação das pragas e uma diagnose precisa de sua
injúria, cuja gravidade está diretamente relacionada ao estádio fenológico (estuda o
desenvolvimento desde a semente ate o grão seco colhido) da planta. Na Figura 1
apresenta-se as espécies de pragas mais comuns que atacam o arroz de terras
altas nas fases da cultura em que há maior probabilidade de causarem dano
econômico.
Fig. 1. Relação entre espécie praga e fases de desenvolvimento do arroz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
A seguir, são detalhadas informações sobre as pragas de ocorrência mais comum,
bem como os benefícios e limitações do tratamento químico das sementes.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/pragas_metodos_controle.htm#fig1#fig1
42
Pragas iniciais
A fase inicial da cultura do arroz de terras altas corresponde ao período que vai da
emergência das plantas até o início do perfilhamento. Nesse intervalo, a cultura está
sujeita ao ataque de vários artrópodes, dentre os quais destacam-se a broca-do-
colo, os cupins e a cigarrinha-das-pastagens.
Broca-do-colo - Também conhecida como lagarta-elasmo, Elasmopalpus
lignosellus Zeller, é uma das principais espécies que ataca o arroz de terras altas na
fase inicial das plantas adultos são pequenas mariposas que medem de 8-10 mm de
comprimento. As fêmeas depositam ovos no solo ou diretamente nas plantas de
arroz. Uma fêmea produz mais de 100 ovos que eclodem em quatro dias. As larvas
broqueiam o colmo na sua base, próxima da superfície do solo. Cinco a sete dias
após, as plantas de arroz já exibem sintomas de “coração morto”. Uma única lagarta
pode matar vários colmos de arroz. A fase de pupa ocorre no interior de um casulo
que permanece ligado à planta. Seu ciclo biológico dura de 22 a 27 dias. Surtos da
praga são mais freqüentes em solos arenosos, quando predominam precipitação
baixa e temperatura elevada. Ataques da praga podem ser esporádicos e
localizados ou devastar grandes áreas da lavoura.
Larva de Elasmopalpus lignosellus. Adulto de Elasmopalpus lignosellus.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Planta doente
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#p3
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#a9
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#l1
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#p13
43
Glossário
Pupa - estágio entre a larva e o adulto de insetos com metamorfose completa. Nesse
estágio, eles não se alimentam e, normalmente, são inativos.
Artrópodes - é o maior grupo de animais existente no mundo e incluem os insetos,
aracnídeos, crustáceos e outras formas semelhantes. Estão descritas cientificamente mais
de 1 milhão de espécies de artrópodes, desde formas microcópicas, com menos de um
quarto de milímetro, até animais de grandes dimensões. Os artrópodes existem em todos os
ambientes da terra: no mar, na água doce, no meio terrestre e no ar.
Perfilhamento - capacidade de alguns grupos de plantas emitirem brotação lateral.
Cupins - São insetos que vivem em colônias localizadas abaixo da superfície do
solo e atacam as raízes da planta. Dentre as espécies mais importantes para a
cultura do arroz, destacam-se Procornitermes triacifer (Silvestri) e Syntermes
molestus (Burmeister. Os adultos operários são de coloração branca, medem de 5-
10 mm de comprimento, possuem mandíbulas desenvolvidas e são os responsáveis
pela injúria às plantas.
Cigarrinha-das-pastagens - Dentre as espécies que atacam o arroz, a mais
comum é a Deois flavopicta. Os adultos medem 10 mm, são de cor preta com três
manchas amarelas nas asas. Ao se alimentarem, introduzem toxinas que resultam
no aparecimento de folhas amarelas com faixas brancas e pontas murchas.
Infestações severas resultam na seca das folhas, seguida pela morte da planta.
Adulto da cigarrinha das pastagens (Deois flavopicta).
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Manejo - O monitoramento e o manejo das pragas na fase inicial da cultura são
fundamentais para a obtenção de um estandeadequado, principalmente nas
variedades de ciclo curto e pouco perfilhadoras. Perda de colmos primários contribui
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#e6
44
para a obtenção de lavouras com estande reduzido, desuniformes e de baixa
produtividade. Em áreas onde, no início da estação, pragas como cupins, lagarta-
elasmo e cigarrinha-das-pastagens, freqüentemente danificam as plantas jovens de
arroz, o tratamento químico preventivo com inseticidas, via sementes, pode ser
usado, em vez de aplicações em pós-emergência. Contudo, antes de decidir sobre
qual método usar no controle dessas pragas, alguns fatores devem ser
considerados, incluindo, dentre outros: a área a ser cultivada com arroz; a
disponibilidade de equipamentos e mão-de-obra; o conhecimento das pragas do
arroz, seus inimigos naturais e o histórico da ocorrência dessas pragas nos anos
anteriores; e a tendência de veranico.
Cascudo-preto
Várias espécies atacam o arroz, sendo Euetheola humilis a mais comum nos
arrozais de terras altas. As larvas, quando eclodem, medem 3 mm de comprimento
e, ao final de seu desenvolvimento, podem atingir até 50 mm, quando se
transformam em pupa no solo. Tantos os adultos como as larvas reduzem a
população de plantas de arroz na fase inicial. As lavas se desenvolvem com a
cultura e, em estágios mais avançados, reduzem o sistema radicular das plantas
provocando murchamento das mesmas, mesmo quando o solo apresenta boa
disponibilidade de água. Em áreas onde o predomina, sua infestação tende a ser
mais intensa. Em áreas em que a população dessa praga é alta, a aração do solo é
uma alternativa para expor as larvas aos inimigos naturais e à ação direta dos
componentes climáticos, como, por exemplo, a ação direta da luz solar que provoca
dessecação das larvas.
Larva do bicho bolo (Eutheola humilis).
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Glossário
Infestação – ataque violento por um organismo de forma ampla e mais ou menos
uniforme sobre uma área ou indivíduo.
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#i3
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#v2
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#i2
45
Pulgão-da-raiz
É uma praga de ocorrência esporádica que vem ganhando importância,
principalmente em áreas de plantio direto. São pequenos insetos sugadores, de
corpo mole, que não exalam odor. A principal espécie é Rhopalosiphum
rufiabdominale Sasaki. Alta infestação afeta o desenvolvimento das raízes e causa o
amarelecimento das folhas e a paralisação do crescimento das plantas.
Fêmea adulta áptera de Rhopalosiphum rufiabdominale.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Lagartas desfolhadoras
A lagarta-das-folhas, Spodoptera frugiperda, e o curuquerê-dos-capinzais, Mocis
latipes , são os mais importantes desfolhadores do arroz. Geralmente, a população
de lagartas permanece abaixo do nível de controle, embora a ocorrência de surtos
dessas pragas não seja rara, principalmente na fase vegetativa da cultura. A
lagarta-das-folhas, além de se alimentar das folhas do arroz, também se alimenta
dos colmos das plantas jovens, podendo consumi-los até rente ao solo. O período
mais crítico para a cultura é o início da fase vegetativa, quando ataques das lagartas
podem destruir totalmente a lavoura. Já o curuquerê-dos-capinzais aparece
geralmente quando as plantas de arroz se encontram no estádio vegetativo
adiantado ou no estádio reprodutivo.
Lagarta de Spodoptera frugiperda.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#e3
46
Lagarta de Mocis latipes.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Manejo - O monitoramento do inseto deve ser iniciado logo após a emergência das
plantas, em intervalos semanais, usando, para tanto, um quadro de metal, medindo
0,5 m x 0,5m, ao longo das linhas na lavoura. No início da fase vegetativa, uma
lagarta de 30 ínstar, com ± 1cm de comprimento, em média/m2, pode causar uma
redução em torno de 1% na produção de grãos. Nos estádios mais adiantados da
fase vegetativa, as plantas são mais tolerantes ao ataque da praga. Além do
monitoramento, recomenda-se: atentar para os plantios próximos de cultivos de
milho e sorgo; adequar a fertilidade do solo para promover o rápido crescimento das
plantas, reduzindo o período de maior suscetibilidade ao ataque do inseto, e manter
as plantas em boas condições para que possam recuperar-se dos danos sofridos; e
aplicar inseticidas apenas quando o nível de controle for atingido, para preservar os
inimigos naturais da praga.
Glossário
Ínstar - o crescimento do corpo do inseto é mais ou menos cíclico, com períodos de
descanso alternados com períodos de atividade. Portanto, o inseto cresce em
sucessivas mudas, e o intervalo entre uma muda e outra é chamado de instar.
Percevejo-do-colmo
O percevejo-do-colmo, Tibraca limbativentris, é praga muito importante dos cultivos
irrigados. Sua importância no ambiente de terras altas vem crescendo nos últimos
anos, especialmente nos locais mais favorecidos pelas chuvas. Os adultos do
percevejo-do-colmo localizam-se próximos à base dos colmos das plantas de arroz,
posicionando-se com a cabeça voltada para baixo. A lavoura está sujeita ao ataque
do percevejo-do-colmo a partir de 30 dias da emergência das plantas, porque é
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#i5
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#t1
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#f1
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necessário que a planta apresente o colmo com consistência suficiente para que o
inseto possa apoiar as pernas anteriores e forçar a introdução das suas peças
bucais nos tecidos do colmo. Os danos têm início a partir do momento em que os
insetos injetam sua saliva tóxica, provocando a morte da parte interna da planta –
dando origem, na fase vegetativa, ao sintoma de "coração morto" e, na fase
reprodutiva, às panículas brancas ou à alta percentagem de espiguetas vazias.
Adulto do percevejo do colmo (Tibraca limbativentris).
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Dano do percevejo-do-colmo (Tibraca limbativentris) em arroz.
Foto: Embrapa Arroz e Feijão
Manejo - Para o manejo do percevejo-do-colmo recomenda-se a adoção de
medidas que visem reduzir a população em níveis mínimos, tais como: diminuir o
número de plantas hospedeiras no interior e ao redor dos campos, bem como os
restos culturais e os materiais que sirvam de abrigo ao percevejo na entressafra da
cultura. O monitoramento dos campos deve iniciar 40 dias após a semeadura,
realizando amostragens semanais. Para a amostragem recomenda-se contar o
número de adultos em 1 m2 em, pelo menos, 10 pontos, a partir das bordas da
lavoura. O controle é recomendado quando for encontrado 1 percevejo por m2, em
média. É importante iniciar as amostragens no período recomendado pois, no caso
de ser necessária a intervenção com inseticida, esta deve ser feita antes que os
insetos efetuem a postura nas plantas. Como os insetos se alojam na base dos
48
colmos, quando as plantas desenvolvem, é difícil o inseticida atingir os indivíduos
alojados na parte baixa do dossel das plantas.
Percevejos-do-grão
São várias as espécies de percevejos que se alimentam das panículas do arroz de
terras altas, sendo Oebalus ypsilongriseus a mais comum nesse ambiente em todas
as regiões produtoras do Brasil. Outras espécies, como O. poecilus e Mormidea
spp., também podem ser encontradas. As populações de percevejos-do-grão
crescem fora da lavoura