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Apostila - Culturas Anuais - IFMA

Material didático do curso técnico em Agropecuária (PROEJA/Subsequente) do IFMA: apresenta objetivos e competências do diploma, recursos pedagógicos (impressos, AVEA, aulas presenciais, práticas e estágio) e capítulos sobre milho, mandioca e arroz de sequeiro.

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Culturas Anuais
-Subsequente
-PROEJA
Prof. MSc. Aldenir de Carvalho Caetano
 
APRESENTAÇÃO 
 
Caro (a) Aluno (a) 
 O Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão – IFMA sente-se honrado em tê-lo 
(a) como aluno (a) do Curso Técnico de Nível Médio em Agropecuária a Distância. 
 O IFMA Campus São Luís – Maracanã atua na Educação Profissional desde 1953, priorizando o 
desenvolvimento do homem com base nas competências e habilidades para exercer um caráter produtivo na 
sociedade. Assim esta Instituição direciona suas atividades para a formação inicial e continuada de trabalhadores 
técnicos de nível médio. 
 Respaldado no Art. 39 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9. 394/96 e no Decreto nº 
7.589/2011, que institui a Rede e-Tec Brasil, o curso, ora apresentado, foi elaborado com a finalidade de atender 
um contingente com pouco acesso à educação formal e profissional nas modalidades PROEJA e 
SUBSEQUENTE. 
 Os materiais e recursos utilizados são desenvolvidos por professores especializados, com vasta 
experiência no ensino profissionalizante, e aliados à tecnologia da informação e comunicação permitem um 
ensino inovador e de qualidade. 
 Compõem-se como instrumentos pedagógicos: Material impresso, Ambiente de Ensino e Aprendizagem 
– AVEA (Vídeos-aulas, fórum, chat e atividade), Seminários, Aulas Presenciais, Práticas, Teóricas e Estágio. 
 A Rede e-Tec Brasil Campus São Luís Maracanã possui em 18 polos um coordenador de polo e tutores 
presenciais, responsáveis pelo acompanhamento das atividades no polo e na plataforma. 
 O Diploma de Técnico é concedido àquele que concluir com aproveitamento as etapas do curso, sendo 
capaz de: 
 Projetar e acompanhar empreendimentos agropecuários; 
 Implantar, gerenciar e acompanhar o sistema de controle na produção animal e vegetal; 
 Aplicar e acompanhar com inovações tecnológicas o processo de monitoramento e gestão de 
empreendimentos; 
 Planejar e gerenciar os incrementos agrícolas, bem como os recursos humanos disponíveis para a 
produção. 
 Buscar atualização sempre, conhecendo as tendências de mercado da sociedade, bem como sua 
produtividade. 
Sabemos dos desafios que esperam por você, caro (a) aluno (a), mas com seu compromisso, dedicação e 
persistência conseguirá alcançar seus objetivos. 
Sucesso! 
Coordenação do Rede e-Tec Brasil IFMA Campus São Luís - Maracanã 
Sumário
Cultura do Milho .............................................................................................. 2
Cultura da Mandioca ..................................................................................... 21
Cultura do Arroz de Sequeiro ....................................................................... 32
Referencial Bibliográfico .............................................................................. 56
 
 
2 
Culturas Anuais 
 
Cultura do Milho 
 
 
 Revista Plantio Direto 
 
 
 
 
 
 
Espiga de milho 
 
 
 
 
 
O milho é um conhecido cereal 
cultivado em grande parte do mundo. O 
termo denominado “milhão” é milho 
grosso, maior que o milho normal. O 
milho é extensivamente utilizado como 
alimento humano ou ração animal, 
devido as suas qualidades nutricionais. 
Existem várias espécies e variedades 
de milho, todas pertencentes ao gênero 
Zea. 
 
 
 
3 
 
 
 
VOCÊ SABIA? QUE... 
 
 Todas as evidências científicas levam a crer que seja uma planta de origem 
americana, já que aí era cultivada desde o período pré-colombiano. É um dos 
alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os aminoácidos 
conhecidos, sendo exceções a lisina e o triptofano. 
 Tem um alto potencial produtivo, e é bastante responsivo à tecnologia. Seu 
cultivo geralmente é comercializado, se beneficiando muito de técnicas 
modernas de plantio e colheita. 
 A produção mundial de milho chegou a 600 milhões de toneladas em 2004. 
 O maior produtor mundial são os Estados Unidos. 
 No Brasil, que também é um grande produtor e exportador, São Paulo e 
Paraná são os estados líderes na sua produção. 
 Atualmente cerca de 5% de produção brasileira se destina ao consumo 
humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição sobre o milho e 
a ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem 
como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros 
grãos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cultivo 
O milho tem alto potencial produtivo, e é bastante 
responsivo à tecnologia. O nível tecnológico da 
cultura está entre o médio e o alto. O cultivo é 
idealmente mecanizado, e se beneficia bastante 
da técnica de plantio direto. A utilização de discos 
de plantio é adequada para a sua peneira. 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
Campo de Milho 
 
 O plantio de milho é feito tanto na chamada safrinha quanto na safra principal 
(ou seja, a safra de verão). Na região Sudeste do Brasil, o mês de plantio 
mais indicado geralmente é em setembro, mas o plantio pode ser feito até em 
novembro. Dependendo do mês de plantio, espaçamento entre as linhas a 
quantidade de sementes por metro deve variar. O ciclo do plantio varia entre 
115 e15 dias. 
 A adubação deve ser feita conforme a análise do solo. O controle de pragas e 
ervas daninhas só deve ser feito se necessário. Nem sempre há 
necessidades de irrigação intensiva: pelo menos nas regiões 
tradicionalmente produtoras, a precipitação é suficiente para as necessidades 
hídricas da planta. 
 Lavouras bem-sucedidas apresentam valor médio de germinação na faixa de 
95%. A produtividade média varia entre 250 e 350 sacas por alqueire. Nas 
regiões de produtividade recorde do Brasil que chega alcançar 520sacas por 
alqueire. 
 
Colheita 
 
 
 
 
 
 
Colheita do milho obra de Candido Portinari 
 
 
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/desenhos-para-colorir-profissoes/imagens/agricultor.jpg&imgrefurl=http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/desenhos-para-colorir-profissoes/index-agricultor.php&usg=__cSNPxSvgOK3ZA7RJrkMoVlUq3lI=&h=301&w=350&sz=46&hl=pt-BR&start=7&tbnid=ht0uPhNoxnh88M:&tbnh=103&tbnw=120&prev=/images%3Fq%3DAGRICULTOR%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.mongabay.com/images/uganda/600/ug1_3395.JPG&imgrefurl=http://pt.mongabay.com/travel/files/p14240p.html&usg=__6nN7bqYYfBeYSb4TkpEYjN-aWcs=&h=400&w=600&sz=102&hl=pt-BR&start=13&tbnid=pXWdi3cD2amXVM:&tbnh=90&tbnw=135&prev=/images%3Fq%3DCAMPO%2BDE%2BMILHO%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR
 
 
5 
Colheita do milho em Avaré, Brasil 
Antes da Segunda Guerra Mundial, a maior parte do milho era colhida á mão. Isso 
frequentemente envolvia grandes números de trabalhadores, e eventos sociais 
associados. Um ou dois pequenos tratores eram utilizados, mas as colheitas 
mecânicas não foram utilizadas até o fim da guerra. 
 
 
 
 
 
Na mão ou através da colheitadeira, a espiga inteira é coletada, e a separação dos 
grãos e do sabugo é uma operação separada. Anteriormente, isso era feito em uma 
máquina especial. Hoje, as colheitadeiras modernas têm unidades de separação de 
grãos anexas. Elas cortam o milho próximo á base, separam os grãos da espiga 
com rolos de metal, e armazena somente os grãos. 
 
 
Características da Planta 
 
 
O milho pertence ao grupo das angiospermas, ou seja, 
produz as sementes no fruto. A planta do milho chega 
a uma altura de 2,5 metros, embora haja variedades 
bem mais baixas. O caule tem aparência de bambu, e 
as juntas estão geralmente a 50 centímetros de 
distância umas das outras. 
A fixação da raiz é relativamente fraca. A espiga é 
cilíndrica, e costuma nascer na metade da altura da 
planta. 
 
 
 
Colheita mecanizada 
 
 
6 
Os grãos são do tamanho de ervilhas, e estão 
dispostos em fileiras regulares presas no sabugo, que 
formam a espiga. Eles têm dimensões, peso ede arroz e invadem os campos, se movimentando 
rapidamente. A infestação no campo tem início na floração das plantas, mas os 
percevejos preferem se alimentar nas espiguetas que se encontram na fase leitosa, 
provocando perda qualitativa e quantitativa. Ataques severos resultam na formação 
de sementes com manchas no endosperma, menor massa e reduzido poder 
germinativo. Os grãos atacados apresentam aparência “gessada”, de tamanho 
irregular e, geralmente, se quebram durante o beneficiamento. Além dos danos 
diretos, os percevejos-do-grão, ao se alimentarem nas espiguetas, também podem 
transmitir fungos causadores de manchas nos grãos. 
 Adulto do percevejo-do-grão oebalus ypsilongriseus. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
 Adulto do percevejo-do-grão Oebalus poecilus. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
 
 
 
49 
 Adulto do percevejo-do-grão Mormidia sp. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Manejo - O monitoramento dos percevejos nas lavouras de arroz de terras altas 
deve ser feito a partir da floração até o amadurecimento das panículas. As 
amostragens devem ser realizadas no período da manhã, até às 10:00 h., iniciando 
nas margens da lavoura e nas partes onde as plantas estiverem mais vigorosas. 
Fazendo uso de uma rede entomológica, deve-se caminhar ao acaso no campo, 
retirar uma amostra de 10 redadas em cada ponto de amostragem e contar os 
percevejos capturados na rede. O controle químico é recomendado quando forem 
encontrados, em média, cinco percevejos adultos, por redada, na fase leitosa, e dez 
percevejos adultos, a cada dez redadas, na fase de grão pastoso. 
Doenças e método de controle 
Brusone 
A brusone, causada pelo fungo Magnaporthe oryzae, é a doença de maior 
importância na cultura do arroz, como em todas as áreas produtoras de arroz do 
Brasil e do mundo. A doença causa perdas significativas no rendimento das 
cultivares suscetíveis, principalmente quando as condições ambientais são 
favoráveis ao seu desenvolvimento. Os prejuízos diretos e indiretos ocasionados 
pela brusone, nas folhas e nas panículas, são maiores no arroz de terras altas 
cultivado na Região Centro-Oeste brasileira, podendo chegar, em determinadas 
situações, a 100% de perda. Cada ponto percentual de aumento da severidade da 
doença resulta na diminuição da produtividade - em média, de 1,5% para cultivares 
tardias e 2,7% para cultivares de ciclo precoce. 
Sintomas 
A doença ocorre desde o estágio de plântula até a fase de maturação da cultura. Os 
sintomas nas folhas iniciam-se com a formação de pequenas lesões necróticas de 
coloração marrom, que evoluem, aumentando em tamanho, tornando-se elípticas, 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#p8
 
 
50 
de margens marrons e com centro cinza ou esbranquiçado. Em condições 
favoráveis, as lesões coalescem, causando a morte das folhas e, muitas vezes, da 
planta inteira. Os sintomas nos nós e entrenós geralmente aparecem na fase de 
maturação. 
 Brusone nas folhas. Brusone na panícula. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Controle 
Os danos causados pela brusone podem ser reduzidos pelo uso de cultivares 
resistentes, pelas práticas culturais e pelo uso de fungicidas, utilizados de forma 
integrada no manejo da cultura, quais sejam: bom preparo do solo; adubação 
equilibrada; uso de sementes de boa qualidade sanitária e fisiológica; incorporação 
dos restos culturais; plantios com profundidades uniformes, evitando, assim, focos 
de infecção; e plantio coincidindo com o início do período das chuvas. A proteção 
contra a brusone na panícula é feita por meio de pulverizações com fungicidas 
sistêmicos, sendo feita uma aplicação no final do período de emborrachamento, e a 
segunda, na emissão de panículas, com 1% a 5% de emissão. 
Mancha parda 
A mancha parda, causada pelo fungo Bipolaris oryzae, é uma doença comum em 
arroz, e vem assumindo grande importância econômica em todo território nacional. 
Esse fungo é o principal agente causador da mancha-de-grãos. A doença afeta as , 
principalmente em lavouras semeadas em outubro, e as plantas adultas próximas à 
maturação, provocando perdas de 12% a 30% no peso dos grãos. As sementes 
infectadas por B. oryzae sofrem uma redução significativa na germinação. Em geral, 
os grãos manchados causam perdas também no rendimento de engenho. 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#q4
 
 
51 
Sintomas 
A mancha parda ataca o coleóptilo, folhas, bainha, ramificações das panículas, 
glumelas e grãos. Os sintomas geralmente manifestam-se nas folhas logo após a 
floração e, mais tarde, nas glumelas e grãos. Nas folhas, os sintomas são lesões 
circulares ou ovais, de coloração marrom, com centro acinzentado ou 
esbranquiçado, com margens pardas ou avermelhadas. As lesões nas bainhas são 
semelhantes às lesões típicas nas folhas. Nos grãos, as manchas têm coloração 
marrom-escura e, muitas vezes, juntam-se, cobrindo-os completamente. Quando a 
doença se manifesta logo após a emissão das panículas, a infecção das espiguetas 
provoca a sua esterilidade. 
 Mancha parda nas folhas. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Controle 
O tratamento de sementes com fungicidas reduz o inóculo inicial, controlando 
efetivamente a infecção primária nas plântulas. A aplicação foliar com fungicidas de 
ação protetora não tem se mostrado eficaz, mas o uso de fungicidas sistêmicos, 
aplicados no início da emissão das panículas, protege os grãos e melhora a 
qualidade dos mesmos. Lavouras destinadas à produção de sementes requerem 
duas aplicações, sendo a primeira antes da emissão das panículas, e a segunda, de 
sete a dez dias após a primeira aplicação. O uso de adubação com silicato de cálcio 
pode reduzir a incidência da doença. 
 
Glossário 
Glumelas - cascas do grão do arroz, também denominado de glumas. 
 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#g2
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#t2
 
 
52 
Mancha-de-grãos 
As manchas de grãos são causadas por um complexo de patógenos, de origem 
fúngica ou bacteriana, e vem sendo considerada um dos principais problemas no 
arroz de terras altas. A queima-das-glumelas é uma das doenças mais importantes 
do complexo mancha-de-grãos, podendo reduzir a produção e a qualidade dos 
grãos. A diminuição do peso de panículas varia de 22% a 45%, e o rendimento de 
engenho pode ser reduzido em até 14%, em anos de epidemia. 
Sintomas 
As manchas aparecem desde o início da emissão das panículas até o 
amadurecimento. Os sintomas são muito variáveis dependendo do patógeno 
predominante, do estágio de infecção e das condições climáticas. A queima-das-
glumelas manifesta-se durante a emissão das panículas, com manchas nas 
espiguetas de coloração marrom-avermelhada. As manchas ovais, com centro 
esbranquiçado e bordas marrons, aparecem quando a infecção ocorre nas fases 
leitosa e pastosa, após a emissão das panículas. 
Os principais causadores da mancha-de-grãos são Bipolaris oryzae e Phoma 
sorghina, e, entre as bactérias que causam descoloração de grãos, estão a 
Pseudomonas fuscovagina e Erwinia sp. É difícil identificar, apenas pelos sintomas, 
qual ou quais microrganismos estão causando a mancha-de-grãos. Assim, torna-se 
necessário fazer uma análise em laboratório para obter uma identificação precisa de 
quais patógenos estão presentes. 
A doença é favorecida por chuvas e alta umidade relativa durante a formação dos 
grãos; pelo acamamento das plantas, que favorece o contado das panículas com o 
solo; e pela presença do percevejo-dos-grãos, Oeabalus poecillus, o qual facilita a 
entrada de microrganismos manchadores de grãos. 
 Mancha-de-grãos. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão53 
Controle 
Deve-se fazer uso de sementes sadias. O tratamento das sementes com fungicidas 
aumenta o vigor e o estande (nº de plantas por unidade de área), além de diminuir o 
inóculo inicial. O controle químico deve ser feito de maneira preventiva, com uma ou 
mais aplicações, dando preferência aos fungicidas de ação sistêmica. A primeira 
aplicação deve ocorrer no final da fase de emborrachamento e início da emissão de 
panículas, e a segunda, 10 dias após. 
Escaldadura 
A escaldadura, causada pelo fungo Monographella albescens (Thümen), vem se 
manifestando em níveis significativos, principalmente na Região Centro-Oeste. É 
uma enfermidade típica de locais que apresentam temperaturas elevadas 
acompanhadas por períodos prolongados de orvalho ou chuvas contínuas. As 
perdas resultam da redução da fotossíntese e da paralisação do crescimento das 
plantas. Geralmente, ocorre em plantios de arroz de primeiro ano, em solos de 
Cerrado e na região pré-amazônica, como também em áreas de rotação com a soja 
e em lavouras conduzidas com irrigação suplementar. 
Sintomas 
Os sintomas típicos iniciam-se pelo ápice das folhas ou pelas bordas das lâminas 
foliares. As manchas não apresentam margens bem definidas e são, inicialmente, 
de cor verde-oliva. Em seguida, as áreas afetadas apresentam sucessões de faixas 
concêntricas. As lesões coalescem, provocando a necrose e morte das folhas 
infectadas. A lavoura atacada pela doença apresenta um amarelecimento 
generalizado, com as pontas das folhas secas. Quando as condições ambientais 
não favorecem o desenvolvimento da doença, as folhas apresentam inúmeras 
pontuações pequenas, de coloração marrom-clara, sendo normalmente confundidas 
com outras doenças. Sintomas semelhantes são produzidos nas bainhas. Nos 
grãos, os sintomas são pequenas manchas do tamanho da cabeça de alfinete; em 
casos severos, pode-se observar uma descoloração marrom-avermelhada das 
glumelas. 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#e6
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#n2
 
 
54 
 Escaldadura nas folhas. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Controle 
As medidas de controle incluem o uso de sementes de boa qualidade fisiológica e 
sanitária. A rotação de culturas e o manejo adequado da irrigação - quando for o 
caso - reduzem a incidência da doença. Quanto ao controle químico, não se tem 
informação quanto à viabilidade econômica de seu uso. 
A adoção de práticas culturais, combinada com o uso de cultivares resistentes, 
reduz o uso de produtos químicos e, consequentemente, os danos ambientais e o 
custo de produção. Essa é uma tecnologia que deve ser considerada na condução 
das lavouras, para proporcionar um manejo eficaz da doença, com reflexo na 
produtividade e qualidade do produto final, e reduzir o custo de produção em uma 
matriz ambientalmente segura. 
 
 
 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#q3
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#r3
 
 
55 
 
 
 
 
Você sabia... 
... Que o arroz é o personagem principal de uma das mais importantes festas 
da Malásia? Ela homenageia o deus criador (Konoingan), que sacrificou sua única 
filha para que ela se convertesse num alimento, obviamente, o arroz. 
... Os cientistas acreditam que existam 140.000 variedades de arroz cultivado? 
Mas o número exato não é conhecido. 
... Os arrozais das Filipinas são tão impressionantes, que a Unesco os tombou 
como Patrimônio da Humanidade? 
... Como surgiu o hábito de jogar arroz nos recém-casados? Certa vez, na 
antiga China, um mandarim poderoso quis dar prova de vida farta. Então fez com 
que o casamento de sua filha se realizasse sob uma "chuva" de arroz, iniciando a 
tradição. 
 
... Que os chineses ofereciam arroz ao mortos? Um antigo rito chinês consistia 
em colocar uma tigela de arroz cozido, com um par de pauzinhos (fachis) espetados 
na posição vertical aos pés do morto, para que ele possa se alimentar em sua 
viagem para o além. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
Referencial Bibliográfico 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milho 
http://www.horti.com.br/home/curiosidades/milho_verde.htm 
www.plantiodireto.com.br 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/doe
ncas.htm 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tucupi 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mandioca/mandioca_am
apa/pragas.htm 
http://recantodaculinaria.blogspot.com/2008/05/torta-mandioca.html 
www.ufrgs.br/.../producao/pd_sequeiro.htm 
www.varzeaalegre.ce.gov.br/mat285.htm 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasM
atoGrosso/doencas_metodo_controle.htm 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasM
atoGrosso/pragas_metodos_controle.htm 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Milho
http://www.horti.com.br/home/curiosidades/milho_verde.htm
http://www.plantiodireto.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tucupi
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mandioca/mandioca_amapa/pragas.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mandioca/mandioca_amapa/pragas.htm
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http://www.ufrgs.br/alimentus/terradearroz/producao/pd_sequeiro.htm
http://www.varzeaalegre.ce.gov.br/mat285.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/doencas_metodo_controle.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/doencas_metodo_controle.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/pragas_metodos_controle.htm
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/pragas_metodos_controle.htmtextura 
variáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
Dependendo da espécie, os grãos têm cores variadas, podendo ser amarelos, 
vermelhos, azuis ou marrons. O núcleo da semente tem um pericarpo que é 
utilizado com revestimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curiosidade 
Você sabia? Que... 
Cada espiga contém de duzentos 
a quatrocentos grãos. 
O cultivo do milho e a produção no 
mundo. 
Tudo bem explicado no conteúdo abaixo, eu leio tudo 
agora o custo foi começar! 
 
 
7 
 
O milho é largamente cultivado em diversas regiões do mundo. Os Estados Unidos 
respondem por quase 50% da produção mundial. Outros grandes produtores são a 
China, a índia, o Brasil, a França, a Indonésia e a África do Sul. A produção mundial 
foi de 600 milhões de toneladas em 2004. 
O milho é plantado aproveitando-se das chuvas da primavera. Seu sistema de 
raízes é fraco, e a planta é dependente de chuvas constantes ou irrigação. Nos 
Estados Unidos, uma colheita é prevista tradicionalmente se o milho está “na altura 
do joelho por volta de 4 de julho (“knee-high by the Fouth of julu”), embora hídricos 
modernos frequentemente excedem essa taxa de crescimento. 
Milho utilizado como silagem é colhido enquanto a planta está verde, e o fruto 
imaturo. De outro modo, o milho é deixado no campo até o outono, de modo a 
secar. Ás vezes, não é colhido até o inverno, ou até o início da primavera. Em 
outras regiões e circunstâncias, são utilizados agrotóxicos para secar o milho mais 
rápido, e aproveitado altas no preço do grão. 
Na América do Norte, os campos são frequentemente plantados utilizando a rotação 
de culturas com uma plantação fixadoras de nitrogênio, como feijão ou soja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cultivo de Milho no Brasil 
 
Cultivado em todo Brasil, o milho é usado tanto diretamente como alimento, quanto 
para usos alternativos. A maior parte de sua produção é utilizada como ração de 
bovinos, suínos, aves e peixes. 
O cultivo do milho no 
Brasil 
 
 
8 
Atualmente cerca de 15% de produção brasileira se destina ao consumo humano e, 
mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. Isto se deve 
provavelmente à falta de informação sobre o milho e suas qualidades e ao costume 
culinário brasileiro de utilizar mais os grãos de arroz e feijão. 
 
Num país como o Brasil, com imensas áreas cultiváveis e 
com graves problemas de desnutrição, mais do que 
simplesmente uma questão comercial, o aumento do 
consumo de milho por parte da população é antes de 
tudo uma solução social. É preciso um grande esforço de 
todos na discussão e apresentação de propostas sérias 
para reverter esta situação. 
 
 
 
 
 
Ao lado da soja, a cultura de milho é uma das pontas-de-lança da recente expansão 
da atividade agrícola brasileira. O cultivo de milho é altamente beneficiado pela 
tecnologia e pelas inovações da pesquisa agrícola, sendo um dos principais casos 
de sucesso da marcha revolução verde. 
Além dos benefícios óbvios decorrentes da exportação (como a geração de divisas 
para o país), a cultura de milho adquire importância estratégica quando se leva em 
conta a vantagem do mercado que uma grande produção nacional de milho traz 
para atividades agrícolas que usam a ração animal como base, como: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Milho 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Frequentemente, a área plantada não é suficiente para atender as demandas do 
mercado interno, gerando problemas de abastecimento para a indústria nacional. A 
solução para esse problema passa pela expansão da área plantada e pelo aumento 
da produtividade das áreas atualmente cultivadas. 
Os estados líderes na produção de milho são Paraná e São Paulo. Afora o seu alto 
prestígio no agronegócio, o milho também é uma das culturas mais cultivadas pela 
agricultura familiar brasileira, tanto para a subsistência quanto para a venda local. 
 
Valor nutricional do milho 
 
Milho verde cozido 
Quantidade 1 espiga 
Água (%) 70 
Calorias 85 
Proteína (g) 3 
Gordura (g) 1 
Ácido Graxo Saturado (g) 0,2 
Ácido Graxo Monoinsaturado (g) 0,3 
O milho é muito 
importante tanto 
para os animais 
quanto ao homem, 
pelo seu valor 
nutricional. 
Pecuária Avicultura 
Suinocultura 
Piscicultura 
 
 
10 
Ácido Graxo Poliinsaturado (g) 0,5 
 Colesterol (mg) 0 
Carboidrato (g) 19 
Cálcio (mg) 2 
Fósforo (mg) 79 
 Ferro (mg) 0,5 
Potássio (mg) 192 
Sódio (mg) 13 
Vitamina A (UI) 170 
Vitamina A (Retinol Equivalente) 17 
Tiamina (mg) 0,17 
Riboflavina (mg) 0,06 
Niacina (mg) 1,2 
Ácido Ascórbico (mg) 5 
 
 
 
A LENDA DO MILHO 
Há muitos anos havia uma grande tribo cujo chefe era um velho índio. Era um 
índio muito bom e que estava sempre preocupado com a felicidade da sua tribo. 
Um dia, sentindo-se muito cansado e doente, pressentindo que estava para 
morrer, chamou os seus filhos e disse-lhes que quando morresse o enterrasse no 
meio da oca. E disse-lhes mais: 
-- Três dias depois de me enterrarem, surgirá de minha cova uma planta bem 
viçosa que depois de algum tempo produzirá muitas sementes. Quando virem a 
planta crescer e as lindas espigas aparecerem, não as comam, guardem-nas e 
plante-as. 
Os dias se passaram, o velho índio morreu e os filhos fizeram-lhe tal qual o pai 
ordenara. 
E como o velho índio dissera, surgiu de sua cova uma linda planta com belas 
espigas cheias de grãos dourados. 
Os índios ficaram contentes, a tribo enriqueceu e passaram então a cultivar o 
milho com muito carinho. E assim surgiu o milho, diz a lenda. 
 
 
11 
 
Pragas da cultura do milho 
 
Diatraea lineolata 
 
Crisálida ou pupa da 
broca-do-colmo-do-
milho Diatraea 
lineolata. 
Transição da forma de 
larva para adulto 
Mariposa da broca-
do-colmo-do-milho, 
Diatraea lineolata. 
Forma adulta 
Larva da broca-do-
colmo-do-milho, 
Diatraea lineolata. 
Forma jovem 
Spodoptera frugiperda 
 
 
 
Larva da lagarta-do-
cartucho, Spodoptera 
frugiperda , 
alimentando-se na flor. 
Observe os danos 
causados pela 
lagarta-do-cartucho, 
Spodoptera 
frugiperda. 
Efeito de “janelinhas” 
causado pelas larvas 
jovens da lagarta-do-
cartucho, Spodoptera 
frugiperda na 
superfície das folhas 
do milho, raspadas 
mas não perfuradas. 
 (Imagem cortesia do CIMMYT). 
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http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/13c.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/13d.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/13e.jpg
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http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/38a.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/38b.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/38c.jpg
 
 
12 
 
Agrotis gladiaria - Agrotis ipsilon - Agrotis orthogonia 
 
 
Danos nas folhas e plántulas que são 
cortadas pela Lagarta-rosca, Agrotis 
spp. 
Danos às folhas e corte das plantas ao 
nível do solo devido ao ataque de Agrotis 
spp . 
Plodia interpunctella 
 
 
A larva da traça-dos-cereais, Plodia 
interpunctella produz fios de seda sobre 
a superfície do grão 
Mariposa da traça-dos-cereais, Plodia 
interpunctella 
(Imagem cortesia do CIMMYT). 
 
 
Doenças da cultura 
 
 Doença foliar 
Cercosporiose (Cercospora 
zeae-maydis e C. sorghi f. 
sp.. maydis) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: EMBRAPA 
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http://www.agricomseeds.net/images/clip_image002_0017.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/clip_image004_0004.jpg
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http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/30a.jpg
http://www.agricomseeds.net/images/plagas/big/30b.jpg13 
 
Sintomas: Os sintomas caracterizam-se por manchas de coloração cinza, 
retangulares e irregulares com as lesões desenvolvendo-se paralelas às nervuras. 
Epidemiologia: A disseminação ocorre através de esporos e restos de cultura 
levados pelo vento e respingos de chuva. Os restos de cultura são, portanto, fonte 
local e fonte para outra áreas. 
Manejo da Doença: 
 Plantio de cultivares resistentes. 
 Evitar a permanência de restos da cultura de milho em áreas em que a 
doença ocorreu com alta severidade, para reduzir o potencial de inóculo. 
 Realizar rotação com culturas como soja, sorgo, girassol, algodão e outras, 
uma vez que o milho é o único hospedeiro da Cercospora zeae-maydis. Para 
evitar o aumento do potencial de inóculo da Cercospora zeae-maydis deve - 
se evitar o plantio de milho após milho. 
 Plantar cultivares diferentes em uma mesma área e em cada época de 
plantio. 
 Realizar adubações de acordo com as recomendações técnica para evitar 
desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho, favoráveis ao 
desenvolvimento desse patógeno, principalmente a relação 
nitrogênio/potássio. 
 Para que essas medidas sejam eficientes recomenda-se a sua aplicação 
regional (em macro - regiões) para evitar que a doença volte a se manifestar 
a partir de inóculo trazido pelo vento de lavouras vizinhas infectadas. 
 
Glossário 
Esporo - unidade reprodutiva do fungo, correspondente à semente das plantas. 
Inóculo - o patógeno ou parte do patógeno capaz de causar infecção. A parte ou 
porção do patógeno que entra em contacto com o hospedeiro. 
Patógeno - qualquer organismo vivo capaz de causar doença. 
Epidemiologia - estudo dos fatores que afetam a ocorrência e disseminação de 
doenças infecciosas. 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/esporo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/inoculo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/inoculo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/patogeno.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/inoculo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/patogeno.html
 
 
14 
Doença foliar 
Mancha de phaeosphaeria 
(Phaeosphaeria maydis) 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: EMBRAPA 
 
Sintomas: As lesões iniciais apresentam um aspecto de encharcamento 
(anasarca), tornando-se necróticas com coloração palha de formato circular a oval 
com 0,3 a 2cm de diâmetro. Há coalescência de lesões em ataques mais severos 
Epidemiologia: Alta precipitação, alta umidade relativa (>60%) e baixas 
temperaturas noturnas em torno de 14ºC são favoráveis à doença. Plantios tardios 
favorecem a doença. Há o envolvimento da bactéria Pantoeae ananas nas fases 
iniciais da doença. 
Manejo da Doença: 
 Plantio de cultivares resistentes. 
 Plantios realizados mais cedo reduzem a severidade da doença. 
 O uso da prática da rotação de culturas contribui para a redução do potencial 
de inóculo. 
Glossário 
Anasarca - áreas de tecidos doentes com aspecto encharcado. 
Necrose (Necróticas) - morte ou descoloração de tecidos foliares resultantes da 
infecção por um agente patogênico. 
Coalescência (Coalescer) - Fusão de duas ou mais lesões na folha. 
Lesão - área de tecido doente (clorótica ou necrótica). 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/anasarca.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/necrose.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/coalesce.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/lesao.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/inoculo.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/clorose.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/necrose.html
 
 
15 
Doença foliar 
 
Ferrugem Comum 
(Puccinia sorghi) 
 
 
 
 
Fonte: EMBRAPA 
 
Sintomas: As pústulas são formadas na parte área da planta e são mais 
abundantes nas folhas. Em contraste com a ferrugem polissora, as pústulas são 
formadas em ambas as superfícies da folha, apresentam formato circular a 
alongado e se rompem rapidamente. 
Epidemiologia: Temperaturas baixas (16 a 230ºC) e alta umidade relativa (100%) 
favorecem o desenvolvimento da doença. 
Manejo da Doença: Plantio de cultivares com resistência genética. 
Glossário 
Pústula - pequenas elevações que se formam na epiderme da folha, resultante da 
pressão causada pelos uredosporos formados internamente. 
 
 
Doenças do colmo e das raízes 
Podridão por Fusarium 
Etiologia: é uma doença causada por várias especies de Fusarium entre elas F. 
moniliforme e F. moniliforme var. subglutinans que também causam a podridão 
rosada das espigas. 
Sintomas: Em plantas infectadas, o tecido dos entrenós inferiores geralmente 
adquire coloração avermelhada que progride de forma uniforme e contínua da base 
em direção à parte superior da planta. Embora a infecção do colmo possa ocorrer 
antes da polinização, os sintomas só se tornam visíveis logo após a polinização e 
aumentam em severidade à medida que as plantas entram em senescência. A 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/pustula.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/pustula.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
 
 
16 
infecção pode se iniciar pelas raízes e é favorecida por ferimentos causados por 
nematóides ou pragas subterrâneas. 
Epidemiologia: Esse patógeno é um fungo de solo capaz de sobreviver nos restos 
de cultura na forma de micélio e apresenta várias espécies vegetais como 
hospedeiras o que torna a medida de rotação de cultura pouco eficiente. 
Frequentemente pode ser encontrado associado às sementes. A disseminação dos 
conídios se dá através do vento ou da chuva. 
Manejo da doença: 
 Uso de cultivares resistentes. 
 Evitar altas densidades de semeadura. 
 Realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas para evitar 
desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho. 
Glossário 
Micélio - parte vegetativa dos fungos, formada por um conjunto de hifas. 
Conídios - esporo produzido por fungos na fase de reprodução assexual. 
 
 
 
DOENÇA DO COLMO 
 
Podridão por Macrophomina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: EMBRAPA 
 
Etiologia: É causada pela fungo Macrophomina phaseolina. 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/patogeno.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/micelio.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/conidios.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/hifas.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/esporo.html
 
 
17 
Sintomas: A infecção das plantas se inicia pelas raízes. Embora essa infecção 
possa ocorrer nos primeiros estádios de desenvolvimento da planta, os sintomas 
são visíveis nos entrenós inferiores, após a polinização. Internamente, o tecido da 
medula se desintegra permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os 
quais é possível observar a presença de numerosos pontinhos negros que conferem 
internamente ao colmo, uma cor cinza típica.Epidemiologia: A podridão por Macrophomina é favorecida por altas temperaturas 
(37ºC) e baixa umidade no solo. A sobrevivência de M. phaseolina no solo bem 
como sua disseminação ocorre na forma de esclerócios. Esse fungo apresenta um 
grande número de hospedeiros inclusive o sorgo e a soja o que torna a rotação de 
cultura uma medida de controle pouco eficiente. 
Manejo da doença: 
 Utilização de cultivares resistente. 
 Promover uma irrigação adequada em anos de pouca chuva. 
 Evitar altas densidades de semeadura. 
 Realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas para evitar 
desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho. 
 
Glossário 
Desintegrar – desaparecer. 
Esclerócios - estruturas do fungo capazes de sobreviverem durante dias ou anos, 
em condições ambientais desfavoráveis. 
Hospedeiro - todo vegetal do qual o fungo retira os nutrientes para seu sustento. 
 
 
 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/desinteg.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/escleroc.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/hospedei.html
 
 
18 
 
 
Doença causada por vírus 
 
Rayado Fino (Maize Rayado Fino 
Virus) 
 
 
 
Essa doença é transmitida e 
disseminada por uma cigarrinha de 
cor palha, tamanho de 0,5cm, 
denominada Dalbullus maidis. 
 
 
 
 
Fonte: EMBRAPA 
Sintomas: Os sintomas característicos são riscas formadas por numerosos pontos 
cloróticos coalescentes ao longo das nervuras que são facilmente observados 
quando as folhas são colocadas contra a luz. 
Epidemiologia: O vírus do rayado fino ocorre sistemicamente na planta de milho 
que é transmitido de forma persistente propagativa pela cigarrinha Dalbullus maidis 
que ao se alimentar em plantas doentes adquire o vírus que o transmite para 
plantas sadias. O período latente entre a aquisição desse vírus e sua transmissão 
varia de 7 a 37 dias. A incidência e a severidade dessa doença são influenciadas 
por grau de susceptibilidade da cultivar, por semeaduras tardios e por população 
elevada de cigarrinha coincidente com fases iniciais de desenvolvimento da lavoura 
de milho. O milho é principal hospedeiro tanto do vírus como da cigarrinha. 
Controle: 
 O método mais eficiente e econômico para controlar o vírus rayado fino é a 
utilização de cultivares resistentes. 
 Práticas culturais recomendadas que reduzem a incidência dessa doença no 
milho são: eliminação de plantas voluntárias de milho, fazer o pousio por um 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/clorose.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/coalesce.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
 
 
19 
período de dois a três meses sem a presença de plantas de milho, alterar a 
época de semeadura evitando, as semeaduras tardias e sucessivas de milho. 
 
Glossário 
Clorose (Cloróticas) - amarelecimento dos tecidos foliares, devido à destruição ou 
não formação de clorofila. 
 
 
Doença causada por vírus 
Mosaico comum do milho 
Maize Dwarf Mosaic Virus (MDMV) 
Sugar Cane Mosaic Virus (SCMV) 
Johnson Grass Mosaic Virus (JGMV) 
Sorghum Mosaic Virus (SrMV) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: EMBRAPA 
 
Importância e Distribuição: O mosaico comum do milho ocorre, praticamente, em 
toda região onde se cultiva o milho. Calcula-se que essa doença pode causar uma 
redução na produção de 50%. 
Sintomas: Os sintomas caracterizam-se pela formação nas folhas de manchas 
verde claro com áreas verde normal dando um aspecto de mosaico. As plantas 
doentes são, normalmente, menores em altura e em tamanho de espigas e de 
grãos. 
Agente Causal: O mosaico comum do milho é causado por um complexo viral 
pertencente ao grupo Potyvirus. Dentre eles incluem-se o "Maize Dwarf Mosaico 
 
 
20 
Virus" (MDMV), O "Sugar Cane Mosaico Virus" (SCMV), o "Johnson Grss Mosaico 
Virus" (JGMV) e o "Sorghum Mosaico Virus" (SrMV). 
Epidemiologia: A transmissão do mosaico comum do milho é feita por várias 
espécies de pulgões. Os vetores mais eficientes são as espécies Ropalosiphum 
maidis, Schizophis graminum e Myzus persicae. Os insetos vetores adquirem os 
vírus em poucos segundos ou minutos e os transmitem, também, em poucos 
segundos ou minutos. A transmissão desses vírus pode ser feita, também, 
mecanicamente. Mais de 250 espécies de gramíneas são hospedeiras dos vírus do 
mosaico comum do milho. 
Controle: 
 A utilização de cultivares resistente é o método mais eficiente para controlar 
essa virose. 
 A eliminação de outras plantas hospedeiras pode contribuir na redução da 
incidência dessa doença. 
 A aplicação de inseticidas para o controle dos vetores não tem sido um 
método muito efetivo no controle do mosaico comum do milho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/glossario/epidemio.html
 
 
21 
Cultura da Mandioca 
 
 
 
O cultivo da mandioca é de grande relevância econômica como principal 
fonte de carboidratos para milhões de pessoas, essencialmente nos países em 
desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
A mandioca, Manohot esculenta Crantz, é uma planta perene, arbustiva, 
pertencente a família das Euforbiáceas. A parte mais importante da planta é a raiz. 
Rica em fécula, utilizadas na alimentação humana e animal ou como matéria prima 
O Brasil possui aproximadamente dois milhões de 
hectares é um dos maiores produtores mundiais, 
com produção de 23 milhões de toneladas de raízes 
frescas de mandioca. A região Nordeste 
tradicionalmente caracteriza-se pelo sistema de 
policultivo, ou seja, mistura de mandioca com outras 
espécies alimentares de ciclo curto, principalmente 
feijão, milho e amendoim. 
 
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_dvcovYG9ato/SJSUV_t8zlI/AAAAAAAAApQ/tvilCgMGMHc/s400/ist2_154279_caipira.jpg&imgrefurl=http://blogmaruggi.blogspot.com/2008/08/marido-desconfiado-poesia-caipira-ana.html&usg=__7xgF2JCrr863CqkUyW_X6Px7GkA=&h=380&w=369&sz=52&hl=pt-BR&start=12&um=1&tbnid=IvvBgVbkf93LQM:&tbnh=123&tbnw=119&prev=/images%3Fq%3Dcaipira%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26um%3D1
 
 
22 
para diversas indústrias. Originária do continente americano, provavelmente do 
Brasil, a mandioca já era cultivada pelos índios, por ocasião da descoberta do país. 
 
Produtos 
Os produtos das raízes para alimentação humana são a farinha, a fécula, o beiju, o 
carimã, dentre outros. A fécula é bastante utilizada nas indústrias de alimentos 
como em outras indústrias. 
 
Mandioca Fécula 
Atualmente a demanda de amido de mandioca (fécula) tem crescido de forma 
substância, principalmente pelo setor industrial a exemplo da utilização de fécula na 
mistura de farinha de trigo para fabricação de pães, objetivando reduzir as 
importações de trigo, gerando divisas para o país. 
Da mandioca também se extrai o tucupi, muito conhecido na culinária Amazônica. 
Tucupi é um molho de cor amarela extraído da 
raiz da mandioca brava, que é descascada, 
ralada e espremida (tradicionalmente usando-
se um tipiti). Depois de extraído, o molho 
"descansa" para que o amido (goma) se 
separe do líqüido (tucupi). 
Fonte: imagem do Amazon sat 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amarelo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mandioca
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tipiti
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amido
 
 
23 
Inicialmente venenoso devido à presença do ácido cianídrico, o líqüido é cozido 
(processo que elimina o veneno), por horas, podendo, então, ser usado como molho 
na culinária. 
Lenda 
Reza a lenda que Jacy (Lua) e Iassytatassú (Estrela d'alva), combinaram visitar o 
centro da Terra. Quando foram atravessar o abismo, Caninana Tyiiba mordeu a face 
de Jacy. Jacy derramou suaslágrimas sobre uma plantação de mandioca. Depois 
disso o rosto de Jacy ficou marcado para sempre pelas mordidas de Caninana. À 
partir das lágrimas de Jacy, surgiu o tycupy (tucupi). 
Usos 
É muito presente na mesa dos brasileiros na região amazônica. Pato no tucupi é um 
prato muito apreciado. O pato é previamente assado e apos destrinchado é levado a 
uma fervura leve num molho de tucupi e jambu). 
Tacacá é outra especialidade da culinaria amazônica, principalmente "cultuado" 
pelos paraenses. Servido numa cuia natural, o tucupi fervente é derramado sobre 
uma goma. Uma porção generosa de jambú e camarão seco completam o prato. É 
dificil traduzir em palavras os gostos e cheiros amazônicos. O meio ácido/azedo do 
tucupi acentua os efeitos do jambú, é dificil não sentir os lábios tremendo depois de 
tomar uma cuia, isso tudo sem esquecer de uma boa pimenta de cheiro. 
 Beiju ou Biju: 
 Bolo feito de massa de tapioca ou de mandioca 
muito fina, enrolada em forma cilíndrica. 
Característico da alimentação indígena, o beiju foi 
recriado pelos portugueses, que acrescentaram 
açúcar e condimentos diversos à massa, e pelos 
negros, que o enriqueceram molhando no leite de 
coco. 
 Fonte: terrabrasileira.net 
 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Culin%C3%A1ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lua
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Estrela_d%27alva&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terra
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pato_no_tucupi
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jambu
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tacac%C3%A1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Camar%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pimenta
 
 
24 
Farinha de mandioca: 
 A farinha-de-pau, de manic ou manibot - hoje dita 
mandioca -, era feita ralando-se a raiz que cresce 
dentro da terra em três ou quatro meses, tornando-se 
tão grossa quanto a coxa de um homem e longa mais 
ou menos de 1 pé e meio. 
Depois de arrancá-la, secavam-na ao fogo ou ralavam-
na, ainda fresca, numa prancha de madeira cravejada 
de pedrinhas pontudas, reduzindo-a a uma farinha alva, 
empapada, que ia para um recipiente comprido, de 
palha trançada - tipiti -, para escorrer e secar. O que 
escorre é um veneno mortal, por culpa do ácido 
cianídrico, que o sol faz desaparecer em dois ou três 
dias, deixando a manipueira livre de perigo. 
Fonte: terrabrasileira.net 
 
 A farinha sendo torrada nas casas de farinhas 
 
 Beijus torrados 
 
Para maior compreensão do processo e beneficiamento da mandioca visite o 
site www.agrofloresta.net/fotos/farinha/index.htm 
 
http://www.agrofloresta.net/fotos/farinha/index.htm
 
 
25 
Clima e Solo 
É cultivada em regiões de clima tropical e subtropical, com precipitação 
pluviométrica variável de 600 a 1.200mm de chuvas bem distribuídas e uma 
temperatura média de em torno de 25ºC. Temperaturas inferiores a 15ºC prejudica o 
desenvolvimento vegetativo da planta. Pode ser cultivada em altitudes que variam 
de próximo ao nível do mar até mil metros. É bem tolerante à seca possui ampla 
adaptação às mais variadas condições de clima e solo. Os solos mais 
recomendados são os profundos com textura média de boa drenagem. Devem-se 
evitar solos muito arenosos e os permanentes alagados. 
 
Plantio 
Normalmente se recomenda o plantio de maio a outubro. Entretanto o plantio pode 
ser recomendado em qualquer época, desde que haja umidade suficiente para 
garantir a brotação das hastes. 
O espaçamento é definido como a distância entre as fileiras de plantas e entre 
plantas na fileira e variam de 1,0m x 0,60m, em fileiras simples, e 2.0m x uma 
profundidade de cinco a dez centímetros, cobrindo-o com uma leve camada de 
terra. 
 
Adubação e Calagem 
Há evidência que a mandioca tolera as condições de acidez do solo. Entretanto, os 
solos devem ser escolhidos, preparados, e adubados adequadamente, conforme os 
resultados de análise química. As adubações orgânicas e fosfatadas respondem de 
forma bastante positiva no aumento da produtividade. 
 
Tratos Culturais 
São recomendados em média cinco capinas do mato, sendo três no primeiro ano e 
duas no segundo ano. 
 
Pragas 
As principais pragas são: 
 
 
 
26 
Mandarová 
É uma das pragas de maior importância para a cultura da 
mandioca, não somente por sua ampla distribuição 
geográfica, como também devido à sua alta capacidade de 
consumo foliar, especialmente nos últimos ínstares larvais. A 
lagarta pode causar severo desfolhamento, o qual, durante 
os primeiros meses de cultivo, pode reduzir o rendimento e até ocasionar a morte de 
plantas jovens. 
No início, a lagarta é difícil de ser vista na planta, tanto pelo seu tamanho diminuto 
(5 mm) como pela sua coloração, confundindo-se com a da folha. Por outro lado, o 
colorido das lagartas, quando completamente desenvolvidas, é o mais variado 
possível, havendo exemplares de cor verde, castanho-escura, amarela e preta, 
sendo mais freqüentes as de cores verde e castanho-escura. A lagarta passa por 
cinco fases e dura aproximadamente de 12 a 15 dias, período em que consome, em 
média, 1.107 cm ² de área foliar, sendo que 75% dessa área é consumida no 5º 
ínstar. 
Em termos de controle físico, podem ser utilizadas armadilhas luminosas para 
capturar adultos, as quais não constituem propriamente um método de controle, 
mas, além de fornecerem dados para o conhecimento da curva populacional do 
mandarová, previnem o produtor contra ataques intensos e o ajudam a planejar 
melhor a aplicação das diferentes alternativas de controle para esta praga. 
Ácaros 
 
Os ácaros são as pragas mais severas que atacam a cultura da 
mandioca, sendo encontradas em grande número na face 
inferior das folhas, freqüentemente durante a estação seca do 
ano, podendo causar danos consideráveis, principalmente nas 
regiões Nordeste e Centro-Oeste. Alimentam-se penetrando o 
estilete no tecido foliar e seccionando o conteúdo celular. Os sintomas típicos do 
dano são manchas cloróticas, pontuações e bronzeamento no limbo, morte das 
gemas, deformações e queda das folhas. Em conseqüência, a área foliar e a taxa 
fotossintética são reduzidas. Os ácaros mais importantes para a cultura da 
 
 
27 
mandioca no Brasil são o ácaro verde (também conhecido como "tanajoá") e o ácaro 
rajado. 
O controle cultural dos ácaros deve ser utilizado e consiste na realização de certas 
práticas que dificultam o desenvolvimento populacional da praga e retardam a sua 
dispersão, tais como: 
 
Para o controle químico, não há nenhum produto registrado para ácaros da 
mandioca. Este tipo de controle, além de anti-econômico, provoca desequilíbrio por 
eliminar os inimigos naturais (insetos e ácaros benéficos), muito comuns nos 
mandiocais. 
Cupins 
Apresentam o corpo branco-cremoso e asas maiores 
que o abdome. Atacam o material de propagação 
armazenado, as plantas jovens e raízes das plantas 
em crescimento. Quando atacam as manivas 
armazenadas, penetram pela parte seca, podendo 
invadi-las e destruí-las totalmente; nas plantas jovens, constroem galerias entre a 
medula e o córtex, impedindo assim o transporte de nutrientes. Por este motivo, as 
plantas apresentam um secamento progressivo descendente e logo depois morrem. 
Quando esses insetos atacam as raízes de plantas desenvolvidas, observam-se, na 
1. Destruição de plantas hospedeiras; 
2. Inspeções periódicas na cultura para localizar focos; 
3. Destruição dos restos de cultura, prática indispensável naquelas 
plantações que durante seu desenvolvimento apresentaram altas 
populações de ácaros; 
4. Seleção do material de plantio (para obter manivas livres de ácaros, 
insetos e enfermidades); e 
5. Distribuição adequada das plantas no campo para reduzir a disseminação 
dos ácaros. 
 
 
28 
epiderme, agregações de terra cristalizadasob as quais se localizam os cupins. 
Acredita-se que o maior dano é causado quando atacam as manivas, embora 
possam afetar seriamente as plantas adultas, podendo também afetar o 
estabelecimento do cultivo, especialmente durante épocas de secas prolongadas. 
É necessário proteger as manivas por ocasião do plantio, a fim de garantir boa 
germinação e bom desenvolvimento das plantas. Recomenda-se incorporar um 
inseticida ao solo, abaixo da manivas, no sulco ou na cova, por ocasião do plantio. 
Formigas 
Podem desfolhar rapidamente as plantas quando 
ocorrem em altas populações e/ou não controladas. 
Fazem um corte semicircular na folha, podendo 
também atingir as gemas quando os ataques são 
severos. Os formigueiros podem ser distinguidos 
facilmente no campo, pelos montículos de terra que 
são formados em volta do orifício de entrada. Em geral 
os ataques ocorrem durante os primeiros meses de 
desenvolvimento da cultura. Sabe-se que a acumulação de carboidratos nas raízes 
depende da atividade fotossintética que ocorre no sistema foliar e, assim, qualquer 
distúrbio nessa parte da planta pode prejudicar a quantidade de substâncias 
amiláceas elaboradas. 
Deve-se efetuar o controle logo que se observem plantas com folhas e pecíolos 
cortados. Os insetos podem ser destruídos dento do ninho, através de fumigação, 
feita nas épocas chuvosas. O uso de isca granulada, colocada ao longo dos 
caminhos deixados pelas formigas, durante épocas secas, faz um bom controle. De 
uma maneira geral, a escolha de um formicida vai depender das condições 
climáticas por ocasião do controle; os inseticidas líquidos devem ser utilizados nas 
épocas chuvosas, enquanto os produtos em pó e as iscas granuladas são indicados 
para as épocas secas. 
 
 
 
 
 
 
29 
Doenças 
Podridão radicular é um dos fatores limitante da produção de mandioca na Região 
Norte. A doença é particularmente importante nos ecossistemas da Várzea e Terra 
Firme dos Estados do Pará, Amazonas e Amapá. Estima-se que, na Região 
Amazônica as perdas chegam a ser superiores a 50% na Várzea, podendo atingir 
até 30% na Terra Firme. Em alguns casos, têm-se observados prejuízos totais, 
principalmente em plantios conduzidos em áreas constituídas de solos adensados e 
sujeitos a constantes encharcamentos. 
Entre os agentes causadores da podridão radicular destacam-se, como mais 
importantes Phytophthora sp e Fusarium sp, não somente pela abrangência 
geográfica, mas principalmente por ocasionarem severas perdas na produção. 
Entretanto, outros agentes causais com Diplodia sp, Sytalidium sp e Botriodiplodia 
sp podem, em muitas áreas favorecidas por um microclima, tornar-se patógenos 
potencialmente prejudiciais à cultura. Em se tratando de Phytophthora sp, alguns 
estudos mostram que a sua ocorrência é mais acentuada nos plantios de mandioca 
em áreas sujeitas a encharcamento, com textura argilosa e de pH neutro ou 
ligeiramente alcalino. No caso de Fusarium sp, acredita-se que sua sobrevivência 
está relacionada a solos ácidos e adensados. 
Quanto às medidas de controle, envolvem a integração do uso de variedades 
tolerantes, associadas a práticas culturais como a rotação de culturas, manejo físico 
e químico do solo, sistemas de cultivo e outras. Na Região Norte, trabalhos de 
pesquisa executados nas várzeas mostraram que o uso de variedade tolerante, 
associado à rotação de culturas e sistemas de plantio, possibilitou a redução da 
podridão em cerca de 60%. 
 
OBS.:Ao ser constatada qualquer alteração no estado fitossanitário, consultar 
o órgão competente mais rápido. 
 
Colheita e Rendimento 
A colheita deve ser iniciada de acordo com o ciclo da variedade utilizada no plantio 
e é feita manualmente, através do arranquio das raízes. As colhidas deverão ser 
processadas pela indústria durante as primeiras vinte e quatro horas, para não 
 
 
30 
comprometer a qualidade de seus produtos. A produtividade varia de acordo com as 
variedades utilizadas, espaçamento e os tratos culturais empregados na cultura. A 
produtividade média varia de 15 a 20 toneladas por hectare. O rendimento industrial 
varia de 25 a 305, ou seja, uma tonelada de raízes produz cerca de 300 quilos de 
ferrinha. 
 Arrancando a mandioca 
Variedades 
A cultura da mandioca apresenta uma grande variedade genética, possibilitando um 
grande número de variedades disponíveis para recomendação de plantio. As 
variedades são recomendadas de acordo com a finalidade de exploração. As 
principais cultivares recomendadas para Bahia são: Cigana, Cidade Rica, 
Maragogipe, Saracura e Casca Roxa. 
 
A LENDA DA MANDIOCA 
 
Segundo essa lenda de origem indígena, há muito tempo numa tribo indígena a filha de um 
cacique ficou grávida sem nunca sem ainda ser casada. 
Ao saber da notícia o cacique ficou furioso e a todo custo quis saber quem era o pai da 
criança. A jovem índia por sua vez, insistia em dizer que nunca havia namorado ninguém. 
O cacique não acreditando na filha rogou aos deuses que punissem a jovem índia. Sua 
raiva por essa vergonha era tamanha que ele estava disposto a sacrificar sua filha. Porém, 
numa noite ao dormir o cacique sonhara com um homem que lhe dizia para acreditar na 
índia e não a punir. 
Após os nove meses da gravidez, a jovem índia deu a luz a uma menininha e deu-lhe o 
nome de Mani. Para espanto da tribo o bebê era branco, muito branco e já nascera sabendo 
falar e andar. 
Passa alguns meses, Mani então, com pouco mais de um ano de repente morreu. Todos 
estranharam o triste fato, pois não havia ficado doente e nenhuma coisa diferente havia 
 
 
31 
acontecido. A menina simplesmente deitou fechou os olhos e morreu. 
Toda a tribo ficou muito triste. 
Mani foi enterrada dentro da própria oca onde sempre morou. Todos os dias sua mãe, a 
jovem índia regava o local da sepultura de Mani, como era tradição do seu povo. 
Após algum tempo, algo estranho aconteceu. No local onde Mani foi enterrada começou a 
brotar uma planta desconhecida. Todos ficaram admirados com o acontecido . Resolveram, 
pois, desenterrar Mani, para enterrá-la em outro lugar. 
Para surpresa da tribo, o corpo da pequena índia não foi encontrado, encontraram somente 
as grossas raízes da planta desconhecida. A raiz era marrom, por fora, e branquinha por 
dentro. Após cozinharem e provarem a raiz, entenderam que se tratava de um presente do 
Deus Tupã. A raiz de Mani veio para saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome da raiz 
de Mani e como nasceu dentro de uma oca ficou Manioca, que hoje conhecemos como 
mandioca. 
 C U L I N ÁR I A 
Torta mandioca 
A torta de mandioca é uma torta 
especial. A massa é feita com a 
própria mandioca e por isso a massa 
fica mais leve, delicada e saborosa. 
Para completar a perfeição de sabor 
com esta maravilhosa massa, 
coloque o recheio que mais agrade 
seus amigos ou familiares. Para ajudar você sugerimos alguns recheios, que 
certamente irão agradar a todos. 
INGREDIENTES 
Massa: 
 1 kg de mandioca cozida 
 1 lata de creme de leite sem soro 
 1 colher (sopa) de margarina 
 2 ovos 
 queijo parmesão ralado a gosto 
 Sal a gosto 
http://recantodaculinaria.blogspot.com/
http://recantodaculinaria.blogspot.com/2008/05/torta-mandioca.html
 
 
32 
Sugestão de recheio 
 
Sugerimos queijo mussarela ralado com presunto cortado em tiras, ou carne moída, 
ou ainda frango desfiado. Prepare o recheio escolhido com molho de tomate 
temperado com azeite, cebola, alho, pimenta vermelha picada, ervas e sal a gosto. 
 
Modo de Preparo 1) Amasse 1 kg de mandioca cozida, ainda quente, e misture 
com os outros ingredientes até formar uma massa homogênea de textura mole. 
2)Unte o refratário com margarina, e coloque metade da massa de mandioca 3) 
Recheie com o recheio de preferência 4) cubra com a outra metade da massa de 
mandioca e polvilhe queijo parmesão ralado 5)Leve ao forno por mais ou menos uns 
20 minutosCultura do Arroz de sequeiro 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
A origem 
O arroz é originário da Ásia, mais precisamente do sul da China, onde é cultivado há 
pelo menos 7 mil anos. No século VII foi levado à Europa pelas mãos dos árabes, 
de lá chegou ao Brasil, trazido pelos portugueses. Hoje, é um dos alimentos mais 
consumidos no mundo, sendo ingrediente principal de vários pratos típicos de 
diferentes culturas. 
 
 
 
 
 
 
 
Por isso, este ambiente de aprendizagem foi 
elaborado para ajudá-lo a entender melhor os 
aspectos da ciência e tecnologia relacionados 
com este grão, como o seu processamento, 
seus aspectos agronômicos e nutricionais, 
entre outras coisas. 
Ele foi desenvolvido de maneira que você 
decidirá o rumo das coisas, apesar de existir 
um "caminho certo" para seguir, este poderá 
ser alterado de acordo com seus 
conhecimentos sobre o arroz. 
 
 
 
34 
 
 
 
 
 
 Atualmente, 13% dos campos de arroz do mundo cultivam esse tipo de arroz 
entretanto, representam apenas 4-5% da produção total mundial. Cerca de 
20% do arroz de sequeiro do mundo é cultivado na América Latina. 
 No Brasil, esse tipo de cultura, concentra-se na Região de Cerrado e, apesar 
de ocupar cerca de 64% da área cultivada, responde por apenas 39% da 
produção nacional. 
 Diferentemente do arroz irrigado que, ocupando apenas 40% da área 
cultivada é responsável por aproximadamente 60% da produção nacional. 
 
 
Composição do grão de arroz 
 
 Para entender as características nutricionais do arroz, precisamos saber que 
este cereal pode ser dividido em diferentes partes. Existem várias maneiras de se 
dividir um grão de arroz, dependendo da complexidade desejada. Para avaliarmos o 
processamento do arroz e suas implicações, é comum dividí-lo como na figura 
abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
Casca 
 
A casca representa o maior volume entre os subprodutos obtidos durante o 
beneficiamento do arroz, chegando, em média, a 22%. 
Sua utilização é bastante variada, sendo a principal a produção de energia. Como 
propicia temperaturas de até 1000°C, é usada na alimentação de fornalhas de 
secadores e das autoclaves da própria indústria arrozeira. 
Como sua densidade é baixa, seu transporte torna-se problemático por isso, ela é 
transformada em "briquetes", que são aglomerados de casca, que reduzem 
consideravelmente seu volume. 
Durante a sua queima, a casca produz muita cinza, mas sua fumaça é pouco 
poluente, pois não possui enxofre. 
 A casca de arroz, normalmente, tem a seguinte composição. 
 
Proteína (%) Gordura (%) Fibras (%) Cinzas (%) Carboidratos (%) 
2,0 - 2,8 0,3 - 0,8 34,5 - 45,9 13,2 - 21,0 22,0 - 34,0 
 
 
 
 
Farelo 
 
O farelo representa cerca de 8% do beneficiamento do arroz, sendo uma das partes 
mais nutritivas do grão. O farelo, da forma como é conhecido comercialmente, é 
formado pelo farelo propriamente dito, pelo germe e pela camada de aleurona, o 
que explica o seu alto valor nutritivo, como pode ser vista na tabela abaixo. 
 
 
 
 
Grão 
O grão propriamente dito, também chamado de miolo, é formado basicamente pelo 
endosperma amiláceo, que é a parte mais consumida do cereal, representando 
cerca de 70% deste. Por isso, quando se fala em beneficiamento do arroz, o que se 
tem em mente é a transformação do produto que vem da lavoura até o "grão" usado 
para o consumo. 
Proteína (%) Gordura (%) Fibras (%) Cinzas (%) Carboidratos (%) 
11,3 - 14,9 15,0 - 19,7 7,0 - 11,4 6,6 - 9,9 34,0 - 62,0 
 
 
36 
 
 
 
 
 
 
Importância Econômica 
 
Cultivado e consumido em todos os continentes, o arroz destaca-se pela produção e 
área de cultivo, desempenhando papel estratégico tanto no aspecto econômico 
quanto social. 
O arroz é um dos mais importantes grãos em termos de valor econômico quanto 
social. É considerado o cultivo de maior importância em muitos países em 
desenvolvimento, principalmente na Ásia e Oceania, onde vivem 70% da população 
total dos países em desenvolvimento e cerca de dois terços da população 
subnutrida mundial. 
 
 
Glossário 
Endosperma: é um tecido vegetal, de natureza triplóide (com três conjuntos 
cromossômicos = 3n), que se encontra nas sementes de muitas angiospermas. 
Amiláceo: Que contém amido, que tem natureza semelhante ao amido ou que se lhe 
assemelha. 
 
Fases de Desenvolvimento do Arroz 
 
Fase Vegetativa 
Essa fase vai da germinação até a elongação do caule. Compreende as etapas 
0,1,2 e 3. 
Etapa 0 (germinação): vai desde a colocação da semente no solo até o 
aparecimento da primeira folha. 
Vocês entenderam como o arroz é 
dividido na indústria de 
beneficiamento? Foi bem simples a 
explicação é só ler novamente que 
vocês vão entender tudo que está 
escrito. Está lá em cima moço! 
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://img.photobucket.com/albums/v285/virgilinojuca/caipira.jpg&imgrefurl=http://zefuxicco.zip.net/&usg=__VDbewlr6ZNV3NvTDyQo4lyd_xV0=&h=800&w=507&sz=231&hl=pt-BR&start=31&tbnid=CAjrx0QguFoetM:&tbnh=143&tbnw=91&prev=/images%3Fq%3Dcaipira%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D20
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vegetal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Semente
 
 
37 
Etapa 1 (plântula):compreende o período que vai da formação da primeira folha até 
imediatamente antes do aparecimento d primeiro perfilo. 
Etapa 2 (perfilhamento): compreendo do período do início do perfilhamento até o 
máximo perfilhamento produtivo. 
Etapa 3 (elongação do caule): inicia no momento em que o entrenó superior do 
colmo principalmente começa a ser notado, e vai até a iniciação do primórdio floral. 
 
 
 
 
Fase Reprodutiva 
Essa etapa se inicia com a diferenciação do primórdio floral e termina com a 
floração. 
Etapa 4 (iniciação da panícula): vai desde o final da elongação do caule até o 
aparecimento de um ponto branco em forma de pluma de algodão sobre o quarto 
nó. 
Etapa 5 (desenvolvimento de penícula): essa etapa abrange o período que vai da 
diferenciação visível da penícula até o momento em que ela aparece através da 
folha bandeira. 
 Etapa 6 (floração): o início dessa etapa é 
marcado pela emergência da panícula através da 
floração da folha bandeira. 
 
 Floração do arroz 
Fase de maturação 
Compreende a fase final do ciclo da cultura do arroz. Indo da fecundação a 
maturação completa dos grãos. 
Etapa 7 (grão leitoso): inicia no momento em que a flora é fecundada, indo até o 
grão adquirir certa consistência. 
 
 
38 
Etapa 8 (grão pastoso): a consistência do grão é no princípio, pastosa suave, 
endurecendo entre 3 a 5 dias. 
Etapa 9 (maturação): vai desde o 
momento em que a panícula está virada, 
até quando dois terços dos grãos está 
amarelo. Aproximadamente 30 dias após 
a floração os grãos atingem a maturação. 
 
 
 
 
 
Condições Climáticas para o Cultivo do Arroz 
 
Temperatura 
A temperatura é dos elementos climáticos de maior importância para o crescimento, 
o desenvolvimento e a produtividade da cultura do arroz. A temperatura ótima para 
o desenvolvimento do arroz situa-se entre 20e35ºC, sendo esta faixa a ideal para a 
germinação, de 30 a 33ºC para a floração e de 20 a 25ºC para a maturação. 
 
Características das Cultivares de Arroz 
 
Um dos fatores que mais contribuem para elevar a lucratividade, via aumento da 
produtividade de grãos, na lavoura de arroz, é o perfeito conhecimento, por parte do 
produtor, das exigências e peculiaridades das principais cultiváveis disponíveis para 
o cultivo na região subtropical, que permita a escolha do material genético 
adequado à sua realidade de lavoura. 
O arroz, uma gramínea do gênero Oryza, é um dos principais cereais do mundo, 
cultivado por cerca de 100 nações. Na maioria dos casos, quase toda a produção é 
destinadaao consumo interno destes países. 
Esta gramínea cresce nas mais variadas condições: de 50° de latitude norte a 40° 
de latitude sul, e em altitudes inferiores ao nível do mar ou superiores a 3.000 
metros. Existem duas espécies cultivadas, o Oryza sativa, muito comum nas zonas 
tropicais e temperadas, e o Oryza glaberrima, originário da África ocidental. 
 
 
 
 
39 
Colheita e Pós-Colheita 
 
As operações de colheita e pós-colheita constituem etapas importantes do processo 
de produção e, quando mal conduzidas, acarretam perdas elevadas de grãos, 
comprometendo os esforços e os investimentos dedicados à cultura. 
A colheita pode ser realizada por três métodos: o manual, o semi-mecanizado e o 
mecanizado. 
 No primeiro, as operações de corte, enleiramento, recolhimento e trilhamento 
são feitas manualmente; 
 No semi-mecanizado, o corte, o enleiramento e o recolhimento das plantas 
são, geralmente, manuais, e o trilhamento mecanizado; 
 No método mecanizado, todas as operações são feitas à máquina. 
Qualquer que seja o método utilizado, quando o arroz é colhido muito úmido ou 
tardiamente, com baixo teor de umidade, a produtividade e a qualidade dos grãos 
são prejudicadas. Para a maioria das cultivares, o ideal é colher o arroz entre 18 a 
23% de umidade. 
No caso da colheita manual, 
para evitar perdas 
desnecessárias, recomenda-
se, adicionalmente, que o 
arroz cortado não permaneça 
enleirado por tempo 
desnecessário no campo e 
que se evite o manuseio de 
feixes muito volumosos de 
cada vez, para facilitar a 
operação de trilhamento. 
Na colheita mecânica, além da regulagem adequada dos mecanismos externos e 
internos da colhedora, deve-se atentar para a velocidade do molinete, que deve ser 
suficiente apenas para puxar as plantas para dentro da máquina. 
 
 
 
 
 
Fonte: Secretaria Municipal de Várzea Alegre – Ceará. 
Agricultores realizam a colheita do arroz de sequeiro, 
executando os elementares processos de corte e 
"batimento" dos cachos. 
 
 
40 
 
 
O Processamento 
 
As três formas mais conhecidas de processamento de arroz são para a produção 
de: 
 • Arroz integral 
 • Arroz parboilizado 
 • Arroz polido ou branco 
 
 
 
 
 
 Você sabia... 
... Que existem diversas lendas que contam sobre a origem do arroz? Os 
árabes acreditam que o arroz se originou de uma gota de suor de Maomé. Já os 
chineses contam que durante uma grande fome, os habitantes da região de 
Sichuam enviaram pássaros aos deuses pedindo um alimento para aliviar a sua 
fome, e como resposta os pássaros trouxeram grãos de arroz. 
... Que os maiores consumidores de arroz no mundo são China, Índia e 
Indonésia? Na China são colhidas 197 milhões de toneladas por ano. 
... Que em muitas línguas asiáticas algumas palavras e expressões estão 
relacionadas ao arroz? No Vietnã, quando alguém encontra um amigo passeando 
com seu filho pequeno e deseja saber como anda a criança ele pergunta: "Quantas 
tigelas de arroz ele comeu hoje?". Na Tailândia a palavra refeição significa "comer 
arroz". 
 
 
 
41 
Pragas e método de controle 
O conhecimento do impacto dos insetos sobre o crescimento e produção do arroz e 
as condições que favorecem o crescimento de suas populações são fundamentais 
para que se possa realizar o manejo adequado das pragas na lavoura. Os 
procedimentos devem iniciar com a escolha do sistema de manejo de solo, rotação, 
localização da lavoura em relação a outras culturas e variedade. Após o plantio, o 
manejo começa com a identificação das pragas e uma diagnose precisa de sua 
injúria, cuja gravidade está diretamente relacionada ao estádio fenológico (estuda o 
desenvolvimento desde a semente ate o grão seco colhido) da planta. Na Figura 1 
apresenta-se as espécies de pragas mais comuns que atacam o arroz de terras 
altas nas fases da cultura em que há maior probabilidade de causarem dano 
econômico. 
 
Fig. 1. Relação entre espécie praga e fases de desenvolvimento do arroz. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
A seguir, são detalhadas informações sobre as pragas de ocorrência mais comum, 
bem como os benefícios e limitações do tratamento químico das sementes. 
 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/pragas_metodos_controle.htm#fig1#fig1
 
 
42 
Pragas iniciais 
A fase inicial da cultura do arroz de terras altas corresponde ao período que vai da 
emergência das plantas até o início do perfilhamento. Nesse intervalo, a cultura está 
sujeita ao ataque de vários artrópodes, dentre os quais destacam-se a broca-do-
colo, os cupins e a cigarrinha-das-pastagens. 
Broca-do-colo - Também conhecida como lagarta-elasmo, Elasmopalpus 
lignosellus Zeller, é uma das principais espécies que ataca o arroz de terras altas na 
fase inicial das plantas adultos são pequenas mariposas que medem de 8-10 mm de 
comprimento. As fêmeas depositam ovos no solo ou diretamente nas plantas de 
arroz. Uma fêmea produz mais de 100 ovos que eclodem em quatro dias. As larvas 
broqueiam o colmo na sua base, próxima da superfície do solo. Cinco a sete dias 
após, as plantas de arroz já exibem sintomas de “coração morto”. Uma única lagarta 
pode matar vários colmos de arroz. A fase de pupa ocorre no interior de um casulo 
que permanece ligado à planta. Seu ciclo biológico dura de 22 a 27 dias. Surtos da 
praga são mais freqüentes em solos arenosos, quando predominam precipitação 
baixa e temperatura elevada. Ataques da praga podem ser esporádicos e 
localizados ou devastar grandes áreas da lavoura. 
 
Larva de Elasmopalpus lignosellus. Adulto de Elasmopalpus lignosellus. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
 Planta doente 
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#p3
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#a9
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#l1
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozTerrasAltasMatoGrosso/glossario.htm#p13
 
 
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Glossário 
Pupa - estágio entre a larva e o adulto de insetos com metamorfose completa. Nesse 
estágio, eles não se alimentam e, normalmente, são inativos. 
Artrópodes - é o maior grupo de animais existente no mundo e incluem os insetos, 
aracnídeos, crustáceos e outras formas semelhantes. Estão descritas cientificamente mais 
de 1 milhão de espécies de artrópodes, desde formas microcópicas, com menos de um 
quarto de milímetro, até animais de grandes dimensões. Os artrópodes existem em todos os 
ambientes da terra: no mar, na água doce, no meio terrestre e no ar. 
Perfilhamento - capacidade de alguns grupos de plantas emitirem brotação lateral. 
 
Cupins - São insetos que vivem em colônias localizadas abaixo da superfície do 
solo e atacam as raízes da planta. Dentre as espécies mais importantes para a 
cultura do arroz, destacam-se Procornitermes triacifer (Silvestri) e Syntermes 
molestus (Burmeister. Os adultos operários são de coloração branca, medem de 5-
10 mm de comprimento, possuem mandíbulas desenvolvidas e são os responsáveis 
pela injúria às plantas. 
Cigarrinha-das-pastagens - Dentre as espécies que atacam o arroz, a mais 
comum é a Deois flavopicta. Os adultos medem 10 mm, são de cor preta com três 
manchas amarelas nas asas. Ao se alimentarem, introduzem toxinas que resultam 
no aparecimento de folhas amarelas com faixas brancas e pontas murchas. 
Infestações severas resultam na seca das folhas, seguida pela morte da planta. 
 Adulto da cigarrinha das pastagens (Deois flavopicta). 
 Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Manejo - O monitoramento e o manejo das pragas na fase inicial da cultura são 
fundamentais para a obtenção de um estandeadequado, principalmente nas 
variedades de ciclo curto e pouco perfilhadoras. Perda de colmos primários contribui 
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para a obtenção de lavouras com estande reduzido, desuniformes e de baixa 
produtividade. Em áreas onde, no início da estação, pragas como cupins, lagarta-
elasmo e cigarrinha-das-pastagens, freqüentemente danificam as plantas jovens de 
arroz, o tratamento químico preventivo com inseticidas, via sementes, pode ser 
usado, em vez de aplicações em pós-emergência. Contudo, antes de decidir sobre 
qual método usar no controle dessas pragas, alguns fatores devem ser 
considerados, incluindo, dentre outros: a área a ser cultivada com arroz; a 
disponibilidade de equipamentos e mão-de-obra; o conhecimento das pragas do 
arroz, seus inimigos naturais e o histórico da ocorrência dessas pragas nos anos 
anteriores; e a tendência de veranico. 
Cascudo-preto 
Várias espécies atacam o arroz, sendo Euetheola humilis a mais comum nos 
arrozais de terras altas. As larvas, quando eclodem, medem 3 mm de comprimento 
e, ao final de seu desenvolvimento, podem atingir até 50 mm, quando se 
transformam em pupa no solo. Tantos os adultos como as larvas reduzem a 
população de plantas de arroz na fase inicial. As lavas se desenvolvem com a 
cultura e, em estágios mais avançados, reduzem o sistema radicular das plantas 
provocando murchamento das mesmas, mesmo quando o solo apresenta boa 
disponibilidade de água. Em áreas onde o predomina, sua infestação tende a ser 
mais intensa. Em áreas em que a população dessa praga é alta, a aração do solo é 
uma alternativa para expor as larvas aos inimigos naturais e à ação direta dos 
componentes climáticos, como, por exemplo, a ação direta da luz solar que provoca 
dessecação das larvas. 
 Larva do bicho bolo (Eutheola humilis). 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Glossário 
Infestação – ataque violento por um organismo de forma ampla e mais ou menos 
uniforme sobre uma área ou indivíduo. 
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Pulgão-da-raiz 
É uma praga de ocorrência esporádica que vem ganhando importância, 
principalmente em áreas de plantio direto. São pequenos insetos sugadores, de 
corpo mole, que não exalam odor. A principal espécie é Rhopalosiphum 
rufiabdominale Sasaki. Alta infestação afeta o desenvolvimento das raízes e causa o 
amarelecimento das folhas e a paralisação do crescimento das plantas. 
 Fêmea adulta áptera de Rhopalosiphum rufiabdominale. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Lagartas desfolhadoras 
A lagarta-das-folhas, Spodoptera frugiperda, e o curuquerê-dos-capinzais, Mocis 
latipes , são os mais importantes desfolhadores do arroz. Geralmente, a população 
de lagartas permanece abaixo do nível de controle, embora a ocorrência de surtos 
dessas pragas não seja rara, principalmente na fase vegetativa da cultura. A 
lagarta-das-folhas, além de se alimentar das folhas do arroz, também se alimenta 
dos colmos das plantas jovens, podendo consumi-los até rente ao solo. O período 
mais crítico para a cultura é o início da fase vegetativa, quando ataques das lagartas 
podem destruir totalmente a lavoura. Já o curuquerê-dos-capinzais aparece 
geralmente quando as plantas de arroz se encontram no estádio vegetativo 
adiantado ou no estádio reprodutivo. 
 Lagarta de Spodoptera frugiperda. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
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 Lagarta de Mocis latipes. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Manejo - O monitoramento do inseto deve ser iniciado logo após a emergência das 
plantas, em intervalos semanais, usando, para tanto, um quadro de metal, medindo 
0,5 m x 0,5m, ao longo das linhas na lavoura. No início da fase vegetativa, uma 
lagarta de 30 ínstar, com ± 1cm de comprimento, em média/m2, pode causar uma 
redução em torno de 1% na produção de grãos. Nos estádios mais adiantados da 
fase vegetativa, as plantas são mais tolerantes ao ataque da praga. Além do 
monitoramento, recomenda-se: atentar para os plantios próximos de cultivos de 
milho e sorgo; adequar a fertilidade do solo para promover o rápido crescimento das 
plantas, reduzindo o período de maior suscetibilidade ao ataque do inseto, e manter 
as plantas em boas condições para que possam recuperar-se dos danos sofridos; e 
aplicar inseticidas apenas quando o nível de controle for atingido, para preservar os 
inimigos naturais da praga. 
 
Glossário 
Ínstar - o crescimento do corpo do inseto é mais ou menos cíclico, com períodos de 
descanso alternados com períodos de atividade. Portanto, o inseto cresce em 
sucessivas mudas, e o intervalo entre uma muda e outra é chamado de instar. 
 
Percevejo-do-colmo 
O percevejo-do-colmo, Tibraca limbativentris, é praga muito importante dos cultivos 
irrigados. Sua importância no ambiente de terras altas vem crescendo nos últimos 
anos, especialmente nos locais mais favorecidos pelas chuvas. Os adultos do 
percevejo-do-colmo localizam-se próximos à base dos colmos das plantas de arroz, 
posicionando-se com a cabeça voltada para baixo. A lavoura está sujeita ao ataque 
do percevejo-do-colmo a partir de 30 dias da emergência das plantas, porque é 
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necessário que a planta apresente o colmo com consistência suficiente para que o 
inseto possa apoiar as pernas anteriores e forçar a introdução das suas peças 
bucais nos tecidos do colmo. Os danos têm início a partir do momento em que os 
insetos injetam sua saliva tóxica, provocando a morte da parte interna da planta – 
dando origem, na fase vegetativa, ao sintoma de "coração morto" e, na fase 
reprodutiva, às panículas brancas ou à alta percentagem de espiguetas vazias. 
 Adulto do percevejo do colmo (Tibraca limbativentris). 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
 Dano do percevejo-do-colmo (Tibraca limbativentris) em arroz. 
Foto: Embrapa Arroz e Feijão 
Manejo - Para o manejo do percevejo-do-colmo recomenda-se a adoção de 
medidas que visem reduzir a população em níveis mínimos, tais como: diminuir o 
número de plantas hospedeiras no interior e ao redor dos campos, bem como os 
restos culturais e os materiais que sirvam de abrigo ao percevejo na entressafra da 
cultura. O monitoramento dos campos deve iniciar 40 dias após a semeadura, 
realizando amostragens semanais. Para a amostragem recomenda-se contar o 
número de adultos em 1 m2 em, pelo menos, 10 pontos, a partir das bordas da 
lavoura. O controle é recomendado quando for encontrado 1 percevejo por m2, em 
média. É importante iniciar as amostragens no período recomendado pois, no caso 
de ser necessária a intervenção com inseticida, esta deve ser feita antes que os 
insetos efetuem a postura nas plantas. Como os insetos se alojam na base dos 
 
 
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colmos, quando as plantas desenvolvem, é difícil o inseticida atingir os indivíduos 
alojados na parte baixa do dossel das plantas. 
Percevejos-do-grão 
São várias as espécies de percevejos que se alimentam das panículas do arroz de 
terras altas, sendo Oebalus ypsilongriseus a mais comum nesse ambiente em todas 
as regiões produtoras do Brasil. Outras espécies, como O. poecilus e Mormidea 
spp., também podem ser encontradas. As populações de percevejos-do-grão 
crescem fora da lavoura

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