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RELATÓRIO PSICOLÓGICO DE AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL 
Autora: Kelen Martins Santana (Psicóloga, CRP 10ª região/10168). Psicóloga 
formada pela Universidade Federal do Pará com estágio supervisionado em Avaliação 
Psicológica (LAPSIC/UFPA); pós-graduação em Neuropsicologia: avaliação e 
reabilitação e Análise do Comportamento Aplicada ao Transtorno do Espectro Autista 
e Deficiência Intelectual (CBI Of Miami); e certificação em Neurociência do 
Desenvolvimento e Neurociência, Percepção e Infância (PUCRS). 
 
1. IDENTIFICAÇÃO 
1.1 Identificação do paciente 
Nome: João Jorge Lima Campos Idade: 4;9 
Data de Nascimento: 04/03/2020 Naturalidade: Belém-PA 
Escolaridade: Jardim 1, ensino privado regular. 
Filiação: Verena Rodrigues Lima e João Paulo Barbosa Campos 
Diagnóstico prévio: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com atraso na fala, nível 2 de suporte. 
 
1.2 Identificação do documento 
Responsável: Kelen Martins Santana (Psicóloga, CRP 10ª região/10168). 
Período de Avaliação: outubro a dezembro de 2024 
Devolutiva: 10/01/2025 
Solicitante: Cristiane Crispino, Fonoaudióloga. 
Respondentes: Verena Rodrigues Lima (mãe), Kelly Andersen P Lopes (cuidadora), Cristiane Crispino 
(fonoaudióloga). 
Finalidade: Avaliação do comportamento para direcionamento interventivo e produção de Plano Terapêutico 
Individualizado (PTI) em psicologia. 
 
2. DEMANDA E OBJETIVOS 
A presente avaliação tem como objetivo descrever o perfil comportamental de João Jorge, de 4 anos 
e 9 meses de idade, diagnosticado com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) nível 2 de suporte, a fim 
de direcionar a intervenção terapêutica e produzir um Plano Terapêutico Individualizado (PTI) para o 
acompanhamento psicológico. 
As principais demandas comportamentais, a partir do relato familiar e da equipe especializada, dizem 
respeito às dificuldades de autorregulação Socioemocional, ocorridas diante de frustrações, pedidos negados, 
apresentação de demandas cotidianas, como banho, refeição, atividades escolares, e interrupção de 
atividades de interesse. Em algumas ocasiões, João Jorge apresentou autolesivos e heterolesivos, além de 
choro, arremesso de objetos, retraimento e protesto à interferência. A criança tem acesso à telas e 
frequentemente se nega a realizar atividades diárias quando está sob uso desse recurso. As manifestações de 
desregulação também ocorrem no contexto de saída da piscina, atividade de grande interesse para a criança. 
 
 
 
Diante de tal realidade, a avaliação comportamental baseada na Análise do Comportamento Aplicada 
(ABA) se fez necessária para direcionar intervenções eficazes e personalizadas. Tal processo se concentra na 
identificação e compreensão dos comportamentos específicos da criança, bem como nas causas e 
consequências desses comportamentos. 
 
Objetivos específicos: 
2.1 Identificação de Comportamentos Desafiadores: Identificar e descrever comportamentos 
específicos de autorregulação deficiente que ocorrem em situações de frustração, como quando 
os pedidos são negados ou atividades preferidas são interrompidas. 
2.2 Análise Funcional do Comportamento: Determinar as funções dos comportamentos desafiadores, 
avaliando quais são os antecedentes (fatores que antecedem os comportamentos) e as 
consequências (resultados dos comportamentos) que mantêm esses comportamentos. 
2.3 Desenvolvimento de Habilidades de Autorregulação: Elaborar e implementar intervenções 
específicas para desenvolver habilidades de autorregulação na criança, utilizando estratégias 
baseadas em ABA, como reforço positivo, ensino de habilidades alternativas e modelagem. 
2.4 Monitoramento e Avaliação Contínua: Monitorar o progresso da criança e ajustar as intervenções 
conforme necessário, garantindo que os objetivos comportamentais sejam atingidos de forma 
eficaz e ética. 
3. PROCEDIMENTO 
No processo avaliativo foram realizados 9 atendimentos de aproximadamente 60 minutos, compostos 
por anamnese, atendimentos de avaliação (observação clínica, entrevistas semiestruturadas, aplicação de 
instrumentos padronizados e visita escolar) e entrevista devolutiva. 
A coleta de dados contou com a observação clínica, protocolos de avaliação e de monitoramento de 
desenvolvimento infantil, comportamento verbal e habilidades sociais. Além da colaboração da mãe da 
criança, Verena Lima; a cuidadora, Kelly Lopes; a professora, Heloanda Neves; e a fonoaudióloga, Cristiane 
Crispino responderam aos questionários e à entrevista da avaliadora, por vezes oferecendo material 
audiovisual e outras informações. 
A interpretação dos dados e elaboração de plano interventivo foram baseadas na Psicologia 
comportamental, através da Análise do comportamento Aplicada (ABA). 
 
3.1. Instrumentos utilizados 
 
a) Anamnese: entrevista semiestruturada de heterorrelato da mãe sobre o histórico de desenvolvimento, 
as principais demandas e características clínicas da criança. 
b) Inventário Dimensional de Avaliação do Desenvolvimento Infantil - IDADI (SIlva et al., 2020). 
Objetivo: possibilita uma avaliação abrangente do desenvolvimento infantil no que se refere à 
avaliação de suspeita de atrasos ou de transtornos do neurodesenvolvimento, ao monitoramento 
 
 
 
longitudinal do desenvolvimento infantil e ao acompanhamento da efetividade de intervenções na 
primeira infância. 
c) Verbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program - VB-MAPP (SUNDBERG, 2008). 
Objetivo: monitorar o desenvolvimento das habilidades de comportamento verbal de crianças, 
especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 
d) Socially Savvy: An Assessment and Curriculum Guide for Young Children (ELLIS, ALMEIDA, 2011). 
Objetivo: fornecer uma avaliação abrangente e um guia de currículo para ajudar crianças pequenas a 
desenvolverem habilidades sociais essenciais. Este protocolo é especialmente útil para crianças com 
desafios de desenvolvimento, como aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 
 
3.2. Cronograma 
 
25/10/24 Anamnese 
01/11/24 Avaliação do repertório social (parte I) 
01/11/24 Avaliação do repertório social (parte II) 
08/11/24 Avaliação do comportamento verbal (parte I) 
15/11/24 Avaliação do comportamento verbal (parte II) 
22/11/24 Avaliação do comportamento verbal (parte III) 
29/11/24 Visita escolar (Avaliação do comportamento de grupo e do brincar social) 
06/12/24 Avaliação do desenvolvimento 
 
4. ANÁLISE DOS RESULTADOS 
 
4.1 Informações do Desenvolvimento 
 
João Jorge nasceu prematuro, por intercorrências de eclampsia, com 29 semanas, pesando 1,100 kg, 
necessitando de internação em Unidade de Terapia Intensiva neonatal. 
Aos 5 meses de vida, iniciou acompanhamento especializado em Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional 
e Fisioterapia sob a indicação de atraso no desenvolvimento motor e na fala. Andou sem apoio com 1 ano e 5 
meses, mas até os 2 anos e 6 meses, não pronunciava nenhuma palavra. 
Aos 3 anos começou a emitir as primeiras palavras e ao longo do tempo foi evoluindo para a 
construção de frases, a partir de acompanhamento fonoaudiológico. Desenvolveu a motricidade, a partir de 
acompanhamento multiprofissional e andou sem apoio com 1 ano e 5 meses de idade. 
Ao longo do seu desenvolvimento passou por intercorrências em sua saúde respiratória, necessitando 
de internação hospitalar por pelo menos duas vezes. 
No que diz respeito ao sono/vigília, de acordo com as informações parentais, a criança apresenta sono 
de qualidade, mas frequentemente tem dificuldade para acordar no horário da escola. 
Quanto à alimentação, apesar de Às vez preferir se alimentar apenas de ovo, no geral, apresenta 
variabilidade de alimentos de sua preferência, não apontando para dificuldades de seletividade alimentar. 
 
 
 
Quanto à atenção, frequentemente dispersa nas atividades escolares, demostrando necessitar de 
manejo para concentrar-se e continuar engajado nas tarefas. 
Sua socialização é dita como adequada, João Jorge apresenta motivaçãoe engajamento em atividades 
em grupo, responde com sorriso e brincadeiras livres com pares da mesma idade e apresenta-se em grupo e 
em público, como danças, coreografias e brincadeiras. De acordo com a mãe, a criança toma iniciativa de 
aproximação com outros pares. 
A criança foi dita como boa observadora e com habilidades mnemônicas visuais e auditivas bem 
desenvolvidas, o que facilita na aprendizagem. “Só precisa ensinar uma vez” (sic). 
Quanto ao processamento sensorial, apresenta dificuldade em cortar o cabelo, por conta do barulho 
da máquina de cortar, também se incomoda com latidos, som de liquidificador e de estalinhos. 
A criança apresenta empatia e mostra-se afetuoso com as pessoas de seu convívio, consegue 
identificar expressão de emoções e busca dar suporte emocional quando necessário. 
A criança reside com seus pais, irmã, avô materno e com a cuidadora. Realiza acompanhamento com 
psicopedagoga no ambiente domiciliar e, além da Psicopedagogia, mantém acompanhamento em 
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. 
As expectativas da família concentram-se no treino adequado da equipe multiprofissional, a fim de 
alinhar a intervenção, além da necessidade urgente do desenvolvimento de estratégias de autorregulação 
emocional, durante os momentos de frustração, negativas e ordens. 
 
4.2 Observação no ambiente clínico e escolar 
 
Durante a visita escolar, foi possível obter informações importantes sobre o comportamento social da 
criança, seu comportamento de grupo, brincar social e interação social. 
João Jorge foi encontrado sentado adequadamente em seu lugar, realizando atividade de classe, 
demostrando colaboração e assertividade durante as explicações da professora e com os colegas de classe. 
Ao perceber minha entrada, estabeleceu contato visual e sorriu; frequentemente olhava e verificava se 
estava obtendo a minha atenção. 
Realizou e seguiu instruções verbais da professora em atividade, de forma adequada. Esperou em seu 
lugar até ser chamado a levantar, aguardou adequadamente em fila, sem exibir comportamento hiperativo 
ou disruptivo. 
Necessitou de ajuda motivacional para a realização da atividade de desenho e escrita. Por vezes mudou 
o foco de atenção, atentando para os chamados dos colegas e respondendo com sorrisos e gargalhadas sociais. 
Aparentava estar com sono, por vezes bocejava, mas manteve-se organizado. 
O ambiente físico da sala é refrigerado, com som ambiente de várias falas paralelas e tumultuoso, como 
é esperado. Neste dia haviam 3 professoras para 9 alunos. 
O ambiente socioemocional é adequado, afetuoso, rico em interação e alegria. João Jorge demostrava 
sentir-se à vontade, sorrindo e brincando com os colegas. Por várias vezes foi abraçado e requisitado para as 
atividades lúdicas, por outros pares. As crianças interagem com igualdade, sem fazer distinção entre si, com 
cordialidade e demonstrações de afeto. A equipe profissional oferece respeito e suporte adequados. 
O ambiente escolar é acolhedor e rico em boas habilidades sociais. Considero este ambiente, um forte 
facilitador do desenvolvimento socioemocional da criança. 
 
 
 
4.3 Marcos do Desenvolvimento 
 
O desenvolvimento é entendido como um processo dinâmico e complexo, que envolve um progresso 
contínuo, com variação na sequência e no tempo de aquisição das habilidades em comparação aos outros 
pares. Essas habilidades constituem os marcos do desenvolvimento e são divididas em categorias como 
cognição, linguagem, motricidade, comportamento adaptativo, dentre outras (Silva et al., 2020). 
Visando um levantamento geral do desenvolvimento de João Jorge administrou-se com sua mãe, sra. 
Verena Lima, o instrumento IDADI1, que avalia os domínios Cognitivo, Socioemocional, Comunicação e 
Linguagem Receptiva, Comunicação e Linguagem Expressiva, Motricidade Ampla, Motricidade Fina e 
Comportamento Adaptativo. 
De acordo com os resultados a partir da percepção da mãe de João Jorge, apresenta desenvolvimento 
preservado em Comunicação e Linguagem Expressiva, Motricidade Ampla, Motricidade Fina e 
Comportamento Adaptativo, indicando um resultado considerado típico para essas áreas. 
Mas apresenta desempenho abaixo da média no desenvolvimento das áreas Cognitiva e Socioemocional, 
indicando alerta para atraso nessas áreas. 
Em Comunicação e Linguagem Receptiva apresentou classificação inferior, indicando atraso clínico. 
 
 
Figura 1 – Comparativo dos escores padronizados de desenvolvimento. Domínios avaliados: COG – cognitivo. SE – socioemocional. 
CLR – comunicação e linguagem receptiva. CLE – comunicação e linguagem expressiva. MA – motricidade ampla. MF – motricidade 
fina. CA – comportamento adaptativo. Caixa em Verde: dentro da média, Caixa vermelha: abaixo da média. Fonte: Elaborado pela 
autora, com base nos dados de Silva et al.(2020). 
 
A seguir, encontra-se uma descrição detalhada das habilidades avaliadas e do desempenho de João Jorge:
 
 
1 SILVA, M A; FILHO, E J M; BANDEIRA, D R. Inventário Dimensional do Desenvolvimento Infantil. Vetor – 1ª edição, Rio Grande do Sul, 
2020. 
0
20
40
60
80
100
120
140
160
COG SE CLR CLE MA MF CA
Resultado obtido Desenvolvimento típico
 
 
 
 Domínios Descrição 
Escore 
Padronizado 
Classificação/ 
Interpretação 
Cognitivo 
Formação de conceitos, simbolização, abstração, 
percepção, atenção, velocidade de processamento da 
informação, processamento visuoespacial, solução de 
problemas e memória 
83 
Abaixo da 
média/Alerta 
para atraso 
Socioemocional 
Capacidade de entender sentimentos e emoções 
próprios e dos outros, regulação emocional, empatia e 
socialização com adultos e pares 
82 
Abaixo da 
média/Alerta 
para atraso 
Comunicação e 
Linguagem 
Receptiva 
 
Habilidade de compreender unidades de significado da 
língua falada, incluindo palavras, frases e expressões 
verbais; compreensão de diferentes tons de voz e 
reconhecimento de gestos e de formas de comunicação 
não-verbais 
76 Inferior/Atraso 
Comunicação e 
Linguagem 
Expressiva 
Capacidade de utilizar unidades da língua falada para se 
expressar verbalmente, transmitir informação e 
instrução necessárias à interação social. Também inclui 
o uso de gestos e expressões não-verbais com fins 
comunicativos. 
85 Média/Típico 
Motricidade Ampla 
Habilidades que envolvem os grandes músculos do 
corpo, como andar, sentar-se, correr, ficar de pé, 
equilibrar-se e coordenar atividades físicas 
101 Média/Típico 
Motricidade Fina 
Coordenação precisa dos pequenos músculos do corpo, 
como os dos pés, mãos, dedos, pulsos, lábios, olhos e 
língua e itens que avaliam habilidades para alcançar, 
agarrar e manipular objetos 
89 Média/Típico 
Comportamento 
Adaptativo 
Desenvolvimento de tarefas cotidianas necessárias para 
a autonomia pessoal e social, incluindo cuidados 
pessoais, percepção sensorial, estabelecimento e 
manutenção de relacionamentos e comunicação de 
necessidades e sentimentos 
99 Média/Típico 
Tabela 1 – Escores do IDADI. Fonte: Adaptado pela autora, de Silva et al.(2020). 
 
No processo de validação do IDADI, crianças com TEA apresentaram resultado geral abaixo da média 
e prejuízo nos domínios de Comunicação e Linguagem Receptiva, Comunicação e Linguagem Expressiva, 
Comportamento Adaptativo e Socioemocional. Destas, João Jorge apresentou escores abaixo da média apenas 
em Comunicação e Linguagem Receptiva e domínio Socioemocional. 
 
4.4. Comportamento Verbal 
 
De acordo com B.F. Skinner, comportamento verbal é qualquer forma de comunicação que é moldada 
e mantida por contingências de reforço social. Em outras palavras, é o uso de palavras e outras formas de 
comunicação que são influenciadas pelo ambiente e pelas respostas que recebemos de outras pessoas. O 
 
 
 
comportamento verbal é uma extensão do comportamento operante, que é aprendido através de interações 
com o ambiente e reforço.2 
O VB-MAPP (Verbal Behavior Milestones Assessmentand Placement Program)3 é uma ferramenta 
abrangente que permite a identificação de pontos fortes e áreas de necessidade, auxiliando no planejamento 
de intervenções personalizadas para promover o desenvolvimento verbal e comportamental da criança. As 
áreas avaliadas através deste protocolo foram: 
 
 Mando: Comportamento verbal usado para fazer solicitações ou expressar necessidades e 
desejos. Exemplo: uma criança pede "água" quando está com sede. 
 Tato: Comportamento verbal que envolve a nomeação ou rotulação de objetos, ações ou eventos 
no ambiente. Exemplo: uma criança vê um cachorro e diz "cachorro". 
 Resposta de Ouvinte: Habilidade de responder adequadamente a comandos e perguntas. Envolve 
a compreensão e seguimento de instruções verbais. Exemplo: uma criança segue a instrução 
"pegue o livro". 
 Resposta de Ouvinte por Função, Característica e Classe: Habilidade de identificar e responder a 
objetos ou eventos com base em suas funções, características ou categorias. Exemplo: apontar 
para um "fruto" quando solicitado ou identificar um "carro" entre diferentes meios de transporte. 
 Percepção Visual e Pareamento ao Modelo: Habilidade de observar e associar objetos ou imagens 
que são semelhantes ou correspondentes. Exemplo: parear uma figura de um gato com uma foto 
de um gato real. 
 Intraverbal: Comportamento verbal que envolve a troca verbal sem o suporte direto do ambiente, 
como responder a perguntas ou completar frases. Exemplo: "Qual é seu nome?" respondido por 
"Meu nome é João". 
 Brincar Independente: Habilidade de brincar sozinho de forma apropriada, explorando e 
manipulando brinquedos ou materiais sem a necessidade de interação constante com outras 
pessoas. 
 Comportamento Social e Brincar Social: Habilidades envolvidas na interação com outras crianças 
e adultos, incluindo jogos cooperativos e turn-taking (turnos). Exemplo: participar de um jogo de 
esconde-esconde. 
 Rotinas de Classe e Habilidades de Grupo: Habilidades necessárias para funcionar em um 
ambiente de sala de aula, como seguir instruções em grupo, esperar sua vez e colaborar com 
outros estudantes em atividades grupais. 
 Linguística: Habilidades relacionadas ao uso e compreensão da linguagem, incluindo vocabulário, 
gramática e construção de frases. 
 
Na tabela a seguir são apresentados os resultados da avaliação do comportamento verbal de João 
Jorge. De acordo com os resultados, houve um melhor desempenho no Ouvinte, Intraverbal, rotinas de classe 
 
2 SKINNER, B.F. Comportamento Verbal. São Paulo: Cultrix, 1972. 
3 SUNDBERG, Mark L. Verbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program (VB-MAPP): Avaliação e Programa de 
Posicionamento de Comportamento Verbal. Concord, CA: AVB Press, 2008. 280 p. ISBN 978-0981835606. 
 
 
 
e habilidades de grupo, Linguística, Resposta de ouvinte por função, característica e classe; mando e tato; em 
comparação com baixo desempenho de Percepção visual e pareamento ao modelo, Brincar independente e 
Comportamento Social e Brincar social. O Plano Terapêutico Individualizado de comportamento verbal 
encontra-se em anexo ao final do documento. 
 
Nível 3 
 Mando Tato Ouvinte VP/MTS BI CSBS Ouvinte FCC Intraverbal RCHG Ling 
15 1 1 1 0 1 0,5 0,5 1 1 0,5 
14 1 1 1 0,5 0 0,5 1 1 1 0,5 
13 0,5 0,5 1 0,5 0 0,5 1 0,5 0,5 1 
12 0,5 0,5 0 0,5 1 0,5 0,5 1 0,5 0,5 
11 0,5 0,5 1 0 0 n/a 0 1 1 1 
Total 3,5 3,5 4 1,5 2 2 3 4,5 4 3,5 
Tabela 2 - Resultado VB-MAPP (nível 3). VP/MTS: percepção visual e pareamento ao modelo; bi: brincar independente; 
csbs: comportamento social e brincar social; Ouvinte FCC: resposta de ouvinte por função, característica e classe; RCHG: 
rotinas de classe e habilidades de grupo. 
*n/a: não foi aplicado. 
 
 
Figura 2 – Comparativo VB-MAPP. VP/MTS: percepção visual e pareamento ao modelo; bi: brincar independente; csbs: 
comportamento social e brincar social; Ouvinte FCC: resposta de ouvinte por função, característica e classe; RCHG: 
rotinas de classe e habilidades de grupo. 
 
4.5. Reforçadores 
Reforçadores são estímulos ou eventos que, quando apresentados após um comportamento, 
aumentam a probabilidade de que esse comportamento ocorra novamente. Eles são fundamentais na 
modificação e no controle do comportamento, na Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Estes 
0
0,5
1
1,5
2
2,5
3
3,5
4
4,5
5
Mando Tato Ouvinte VP/MTS BI CSBS Ouvinte
FCC
Intraverbal RCHG Ling
 
 
 
reforçadores podem ser classificados em várias categorias, com base no tipo de estímulo e na maneira como 
influenciam o comportamento. Abaixo estão alguns exemplos de itens reforçadores observados: 
 Trens, carros: A criança demonstra grande preferência por estes itens, brincando frequentemente 
com modelos de trem e construindo suas próprias pistas de trem com brinquedos. 
 Pista de Corrida: João Jorge demonstrou gostar de desafios envolvendo velocidade e criatividade 
ao configurar as pistas. 
 Slime: A criança adora brincar com slime, experimentando diferentes texturas, cores e formas. É 
uma atividade que a mantém engajada e permite a expressão da criatividade. 
 Brincadeira Simbólica (Cuidados de um Bebê): Envolve-se em brincadeiras simbólicas, como 
cuidar de um bebê de brinquedo. Demonstra habilidades de cuidado e empatia ao alimentar, vestir 
e colocar o bebê para dormir. 
 Pique-Esconde e Pega-Pega: Jogos ao ar livre, como pique-esconde e pega-pega mostram 
entusiasmo e energia, além de interagir bem com outras crianças. 
 Jogos no Celular: Aprecia jogar jogos interativos no celular. 
 Piscina: Tem uma atração particular por brincar na piscina, onde se sente confortável e feliz, 
aproveitando atividades aquáticas diversas. 
 
Categorias de reforçadores, acompanhadas de exemplos específicos de João Jorge. 
 
 Reforçadores Positivos: São estímulos que, quando apresentados após um comportamento, 
aumentam a probabilidade de que esse comportamento ocorra novamente. Exemplo: A criança 
recebe elogios quando cuida do bebê de brinquedo ou ganha um brinquedo novo relacionado a 
trens após completar uma tarefa. 
 Reforçadores Negativos: São estímulos aversivos que, quando removidos após um 
comportamento, aumentam a probabilidade de que esse comportamento ocorra novamente. 
Exemplo: Permitir que a criança pare de fazer uma tarefa desagradável e vá brincar com slime após 
demonstrar comportamento adequado. 
 Reforçadores Primários: São aqueles que têm valor reforçador inato, ou seja, não precisam ser 
aprendidos. Exemplo: A criança recebe um lanche favorito após participar de um jogo de pique-
esconde. 
 Reforçadores Secundários (ou Condicionados): São estímulos que adquiriram seu valor reforçador 
através de associações com reforçadores primários. Exemplo: A criança ganha pontos (fichas) por 
comportamentos desejados que podem ser trocados por tempo extra para jogar no celular. 
 Reforçadores Sociais: Envolvem interações sociais positivas que reforçam o comportamento. 
Exemplo: A criança recebe sorrisos e abraços após brincar bem com os amigos em jogos de pega-
pega. 
 Reforçadores Tangíveis: São itens físicos que reforçam o comportamento. Exemplo: A criança 
ganha um novo brinquedo de pista de corrida após completar suas tarefas diárias. 
 
 
 
 Reforçadores de Atividade: Envolvem a oportunidade de engajar-se em atividades agradáveis. 
Exemplo: A criança pode brincar na piscina ou montar pistas de corrida após um bom desempenho 
na escola. 
 Reforçadores Generalizados: São reforçadores que podem ser trocados por uma variedade de 
outros reforçadores. Exemplo: A criança acumula fichas que podem ser trocadas por diferentes 
recompensas, como brinquedos de trem, tempo de jogo no celular ou brincadeiras na piscina. 
 
Essas informações podem ajudar a adaptar estratégias de intervenção e reforço para atender aos 
interesses e motivações específicas da criança. 
A criança responde positivamente a reforçadores tangíveis, como brinquedosrelacionados a trens e 
pistas de corrida. Reforçadores sociais, como elogios e encorajamento durante atividades simbólicas e jogos 
de pique-esconde, são eficazes. Atividades aquáticas e brincadeiras com slime funcionam bem como 
reforçadores de atividade. 
 
4.6. Habilidades Sociais 
 
Com fim de avaliar o repertório comportamental de João Jorge, foi aplicado o Checklist Curriculum 
Socially Savvy4, que conta com informações obtidas de relatos e da observação clínica realizada. 
O Socially Savvy abrange sete áreas específicas, fornecendo insights valiosos para o desenvolvimento 
e intervenção. As áreas avaliadas consistem em: 
 Atenção Compartilhada: avalia a capacidade da criança de se envolver em atividades 
compartilhadas com outras pessoas; 
 Brincar Social: analisa como a criança interage durante o jogo, brincadeiras e atividades com os 
outros; 
 Autorregulação: verifica a habilidade da criança em controlar suas emoções e comportamentos; 
 Habilidade Socioemocional: explora o aspecto emocional das interações sociais; 
 Linguagem Social: avalia a comunicação verbal e não verbal da criança; 
 Comportamento de Grupo: observa o comportamento da criança em ambientes sociais, como a 
sala de aula; 
 Linguagem Não Verbal: foca na expressão não verbal, como gestos e expressões faciais. 
 
Nos gráficos (figura 3), os resultados de João Jorge estão comparados tanto com o resultado máximo 
a ser atingido, em termos de consistências das habilidades avaliadas, quanto como percentual do desempenho 
total a ser obtido. 
No processo de intervenção, as áreas com maiores decréscimos devem ser priorizadas. Deve ocorrer 
manutenção das habilidades consistentes e treino gradativo das emergentes ou inconsistentes. 
 
 
4 ELLIS, James T.; ALMEIDA, Christine. Socially Savvy: An Assessment and Curriculum Guide for Young Children: Avaliação e Guia de 
Currículo para Crianças Jovens. Shawnee Mission, KS: AAPC Publishing, 2011. 218 p. ISBN 978-1934575921. 
 
 
 
 
 
Figura 3 – Resultado Socially Savvy. AC: atenção compartilhada; BS: brincar social; AUT: autorregulação; HS: habilidade 
socioemocional; LS: linguagem social; CG: comportamento de grupo e LNV: linguagem não-verbal. 
Fonte: adaptado de Ellis e Almeida (2015). 
 
De acordo com o Socially Savvy, João Jorge apresenta desempenho social com resultados acima dos 
50% do total a ser atingido, demonstrando ter grandes potencialidades nessas áreas. Em Autorregulação 
(59,26%) apresentou o menor desempenho da escala, o que indica que ele apresenta prejuízo nas habilidades 
0
10
20
30
40
50
60
70
80
Atenção
Conjunta
Brincar Social Autorregulação Socioemocional Linguagem Social Comportamento
de grupo
Linguagem Não-
verbal
Desempenho Obtido Desempenho esperado
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
Atenção
Conjunta
Brincar
Social
Autorregu
lação
Socioemo
cional
Linguage
m Social
Comporta
mento de
grupo
Linguage
m Não-
verbal
Percentual Obtido (%) 70,37 76,39 59,26 77,78 80,56 81,16 77,78
 
 
 
relacionadas à demonstração de flexibilidade e capacidade de regular reações comportamentais em resposta 
a mudanças inesperadas, cometer erros, receber feedback corretivo ou outras situações difíceis. 
Tal resultado corrobora com o escore abaixo da média no domínio Socioemocional do IDADI, 
indicando atraso nas habilidades de entender sentimentos e emoções próprios e dos outros, além da 
habilidade de regulação emocional. 
Habilidades das demais áreas devem ser mantidas e trabalhadas também, se houver necessidade, afim 
de se obter o desempenho esperado indicado nos gráficos. 
Em anexo encontra-se o Plano Terapêutico Individualizado de Habilidades Sociais a serem trabalhadas 
em interação grupal. 
 
5. CONCLUSÕES 
A presente avaliação teve por objetivo descrever o comportamento de João Jorge, de 4 anos de idade, 
em várias áreas, como atenção conjunta, mando, tato, ouvinte, Intraverbal, brincar social, brincar 
independente, autorregulação, dentre outras. Além da avaliação comportamental, foi realizada uma triagem 
do desenvolvimento global, a fim de mensurar o desempenho global da criança e identificar as diversas 
variáveis que podem interferir no seu comportamento, além disso, tais informações podem dar suporte à 
equipe multiprofissional que o acompanha. 
Através da observação do comportamento de João Jorge no ambiente clínico e escolar, das 
informações sobre seu ambiente doméstico (através de heterorrelato) e dos instrumentos utilizados, foi 
possível obter as seguintes conclusões: 
1. A criança apresenta Linguagem expressiva, motricidade e comportamento adaptativo 
(autonomia social e prática) com desempenho preservado. No entanto, através da observação 
clínica, observou-se a necessidade de maior estimulação das habilidades motoras finas e do 
comportamento adaptativo; 
2. Apresenta rebaixamento das habilidades socioemocionais, cognitivas e de linguagem 
receptiva, necessitando de estimulação intensiva dessas áreas; 
3. O comportamento verbal segue em desenvolvimento esperado, indicando satisfatória 
evolução ao longo dos últimos anos, mas ainda precisa atingir maior desempenho, 
principalmente nas áreas da percepção visual, pareamento ao modelo; brincar independente, 
comportamento social e brincar social. 
4. As habilidades sociais apresentam grande potencial de desenvolvimento, apresentando 
desempenho satisfatório de comportamento de grupo, linguagem social e habilidade 
socioemocional (quando não envolve autorregulação); 
5. Autorregulação emocional deficitária; 
6. Desempenho verbal em leitura, escrita e matemática abaixo da média. 
A partir das conclusões apresentadas, indico a necessidade da continuidade do acompanhamento 
multiprofissional através de: 
1. Acompanhamento psicológico em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), para treino de 
habilidades verbais e sociais (individual e grupal) a ser realizado no ambiente doméstico e 
clínico (2 horas semanais); 
 
 
 
2. Acompanhamento fonoaudiológico para estimulação da linguagem receptiva e outros 
aspectos da linguagem expressiva, como ritmo, entonação e pronúncia (2 horas semanais); 
3. Acompanhamento em Terapia Ocupacional para estimulação da motricidade fina e grossa, 
além do comportamento adaptativo social e prático (2 horas semanais); 
4. Acompanhamento psicopedagógico para desenvolvimento de habilidades cognitivas 
relacionadas a lateralidade, identificação e verbalização de letras e números; escrita de letras, 
números e formas, além de habilidades de pré-alfabetização e raciocínio de operações 
matemáticas simples (2 horas semanais). 
Ao ambiente familiar, indico a necessidade de se estabelecer uma rotina estruturada que inclua 
horários definidos para as atividades diárias; limite o acesso ao celular, estipulando períodos específicos e a 
duração do uso, preferencialmente evitando o uso próximo à hora de dormir; promoção da higiene do sono, 
criando um ambiente tranquilo e estabelecendo um horário regular para a criança dormir e acordar, o que 
contribuirá para que ela esteja mais disposta para as atividades escolares. 
Além disso, é importante que todas as pessoas envolvidas no cuidado e convívio com a criança sigam 
essas orientações de maneira consistente, garantindo que as instruções sejam generalizadas e aplicadas de 
forma uniforme. 
Ao ambiente escolar, indico a necessidade de acompanhamento individual, conforme ampara a Lei nº 
13.146/2015, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), para manejo do engajamento nas tarefas de escrita, cópia e 
para direcionamento da concentração e foco nas tarefas. 
Ressalto que este documento contém três Planos de Ensino Individualizado (anexo 1, 2 e 3) para 
direcionamento do acompanhamento multiprofissional, que podem ser utilizados pela família, escola e equipe 
terapêutica, a partir da autorização dos responsáveis da criança. 
Coloco-me à disposição para maiores esclarecimentos. 
 
 
 
Belém, 10 de janeiro de2025.5 
 
 
 
 
 
 
 
5 Nesta data foi realizada a entrevista de devolução ao paciente e/ou seus responsáveis que foram esclarecidos a respeito do 
conhecimento deste relatório. A/o paciente ou responsáveis poderão fornecer cópia do presente documento aos profissionais de saúde 
e educação que achar necessário. Contudo, assinala-se o caráter confidencial e técnico deste documento e a responsabilidade de quem 
o receber de preservar sigilo conforme o artigo 06/2005 do Código de Ética Profissional do Psicólogo e a resolução 006/2019 (CFP, 
2019). Este documento psicológico não pode ser utilizado para fins diferentes daquele apontado no item de identificação. 
Kelen Martins Santana 
Psicóloga - CRP:10/10168 
 
 
 
 
 
 
 
Anexo 1 - Plano Terapêutico Individualizado (Comportamento Verbal) 
 
Plano Terapêutico Individualizado 
(Comportamento Verbal Nível 3) 
 
As habilidades deste PTI devem ser ensinadas a partir de alguns métodos baseados em evidência, presentes 
na ABA, dentre os quais estão: 
 
 Reforço Positivo: Recompensar a criança por comportamentos desejáveis, como concluir uma tarefa 
ou usar corretamente uma palavra. Recompensas podem ser elogios, brinquedos, ou um pequeno 
lanche favorito. 
 Encadeamento de Tarefas (Task Chaining): Dividir uma tarefa complexa em pequenos passos. Cada 
passo é ensinado separadamente e, em seguida, encadeado para formar a tarefa completa. 
 Prompting: Usar dicas ou sinais (visuais, verbais ou físicas) para guiar a criança até que ela possa 
realizar a tarefa de forma independente. Depois, gradualmente reduzir esses prompts. 
 Modelagem (Modeling): Demonstrar o comportamento desejado para a criança e incentivá-la a 
imitar. Treinamento Incidental: Aproveitar situações do dia-a-dia para ensinar habilidades. Por 
exemplo, se a criança quer um brinquedo, usar esse momento para ensinar a pedir de maneira 
adequada. 
 Discretas Tentativas (Discrete Trial Training, DTT): Um método estruturado que envolve uma série 
de tentativas curtas e repetitivas para ensinar uma habilidade. Cada tentativa inclui uma instrução, 
uma resposta da criança e uma consequência (reforço ou correção). 
 Uso de Pictogramas e Recursos Visuais: Utilizar imagens e símbolos para ajudar na comunicação e 
compreensão de instruções. 
 
João Jorge deverá emitir as seguintes habilidades: 
 
 Mando: 
 Mandos com 10 adjetivos diferentes, preposições ou advérbios (ex. Meu lápis está quebrado. Não tire 
isso. Vá rápido) 
 Dá direções, instruções ou explanações sobre como fazer algo ou como participar de uma atividade, 5 
vezes (ex. Você coloca primeiro a cola, então cole. Você sente aqui enquanto eu pego um livro) 
 Mandos para que os outros atendam o seu próprio comportamento intraverbal 5 vezes (ex. me ouça... 
Eu vou te dizer... Olha o que aconteceu... Eu estou contando a história). 
Tato 
 Tateia 4 adjetivos diferentes, excluindo cores e formas (ex. grande, pequeno, longo, curto) e 4 
advérbios (ex. rápido, devagar, silenciosamente, gentilmente) 
 Tateia com sentenças completas contendo 4 ou mais palavras, 20 vezes 
 Tem um total de vocabulário de tato de 1000 palavras (nomes, verbos, adjetivos, etc.), testados ou de 
uma lista acumulada de tatos conhecidos 
 
 
 
Resposta de Ouvinte 
 Segue instruções de 3 passos para 10 diferentes direções (ex.: Pegue seu casaco, pendure-o e sente) 
Percepção visual e pareamento ao modelo 
 Pareia espontaneamente qualquer parte de uma atividade de artes com o modelo de outra pessoa 2 
vezes (ex.: um par colore um balão vermelho e a criança copia a cor vermelha do par para seu próprio 
balão) 
 Demonstra pareamento generalizado não-idêntico num arranjo não organizado de 10 com 3 estímulos 
similares, para 25 itens (i.e. pareia novos itens na primeira tentativa) 
 Completa 20 tipos de blocos diferentes, parquet, quebra-cabeças de formas, ou tarefas similares que 
contenham pelo menos 8 peças diferentes 
 Organiza 5 itens de 5 diferentes categorias sem um modelo (ex.: animais, roupas, mobílias) 
 Continua 20 padrões de três passos, sequências, ou tarefas de seriação (ex.: estrela, triângulo, coração, 
estrela, triângulo...) 
Brincar Independente 
 Repete um comportamento motor grosso para obter um melhor efeito para 2 atividades (ex. joga uma 
bola em uma cesta) 
 Independentemente engaja-se em atividades de arte ou artesanato por 5 minutos (ex. desenho, 
colorir, pintura, corte, colagem) 
 Independentemente desenha ou escreve em livros de atividades pré-acadêmicas por 5 minutos (ex. 
ponto-a-ponto, jogo de pareamento, labirinto, traça letras e números) 
Comportamento social e brincar social 
 Coopera espontaneamente com um colega para alcançar um resultado especifico por 5 vezes (ex.: uma 
criança segura um balde enquanto outra o enche de água). 
 Espontaneamente manda para colegas com um pronome interrogativo, 5 vezes (ex. Onde você está 
indo? O que é isto? Quem você está sendo? 
 Intraverbalmente responde a 5 diferentes perguntas ou afirmações de um colega (ex., verbalmente 
responde a Do que você quer brincar?) 
 Engaja-se em atividades de brincadeira social de faz de conta, com colegas, por 5 minutos, sem dicas 
de adultos ou reforçamento (ex. brincar de se vestir, vídeos de encenação, brincar de casinha) 
 Engaja-se em 4 trocas verbais de 1 tópico com colegas, para 5 tópicos (ex. a criança volta e fala sobre 
fazer um riacho em uma caixa de areia) 
Resposta de ouvinte por função, característica e classe 
 Seleciona o item correto de uma matriz de 10 que contém 3 estímulos similares (ex. cores, formas ou 
classe semelhantes, mas estas são as alternativas erradas), para 25 diferentes questões com pronomes 
interrogativos de tarefas de ouvinte por FCC 
 Seleciona o item correto de um livro ou no ambiente natural dadas 4 questões diferentes rotativas 
sobre um único tópico para 25 tópicos diferentes (ex. onde a vaca vive? O que a vaca come? Quem 
ordenha a vaca?) 
 Demonstra 1000 respostas diferentes de tarefas de ouvinte por FCC, testadas ou obtidas da lista 
acumulada de respostas conhecidas 
null
null
 
 
 
Intraverbal 
 Responde duas questões após ler trechos curtos em um livro (+15 palavras), para 25 trechos (ex. quem 
soprou até a casa cair?) 
Rotinas de classe e habilidades de grupo 
 Trabalha independentemente por 5 minutos em um grupo e se mantém engajado na tarefa por 50% 
do período 
 Adquire 2 novos comportamentos em um formato de ensino em grupo de 15 minutos envolvendo 5 
ou mais crianças 
Linguística 
 Emite inflexão 5 de nome ao combinar a raiz de 10 substantivos com sufixos para o plural (e.g., 
cachorro vs. cachorros) e 10 pronomes possessivos (e.g., dele, dela, meu, seu). 
 Emite inflexões de verbo ao combinar 10 verbos com sufixo para passado simples (ex. joguei) e 10 para 
futuro simples (ex.: jogará) (T/O) 
 Emite 10 diferentes frases verbais contendo pelo menos 3 palavras com 2 modificadores (ex. 
advérbios, preposições, pronomes) (ex. Me empurre com força. Suba os degraus.) 
Leitura 
 Atenta para um livro quando uma história está sendo lida para a criança em 75% das vezes 
 Seleciona (discriminação de ouvinte) a letra maiúscula correta de um conjunto de 5 letras, para 10 
letras diferentes 
 Tateia 10 letras maiúsculas sob comando 
 Lê seu próprio nome 
 Pareia 5 palavras às figuras correspondentes ou itens em um conjunto de 5 e vice-versa (ex. pareia a 
palavra escrita pássaro à figura de um pássaro) 
Escrita 
 Imita 5 ações escritas diferentes modeladas por um adulto usando um instrumento de escrita e uma 
superfície para escrita 
 De forma independente faz um traçado distante somente 0,5 cm das linhas já desenhadas, para 5 
diferentes formas geométricas (ex.: círculo, quadrado, triângulo, retângulo, estrela). 
 Copia 10 letras ou números legíveis 
 Soletrar e escrever de forma legível seu próprio nome sem fazer cópia 
Matemática 
Identifica como ouvinte os números de 1-5 em um conjunto de 5 números diferentes 
 Tateia os números de 1-5 
 Retira a quantidade correta de itens entre 1 e 5 de um conjunto com quantidade maior quando 
solicitada a fazê-lo (e.g., “Pegue 4 carros”; “Agora me dê 2 carros”). 
 Identifica como um ouvinte 8 comparações diferentes envolvendo medidas (ex.: Me mostre o mais ou 
o menos, o grande ou o pequeno, o muito ou o pouco, o cheio ou o vazio, o alto ou o baixo) 
 Combina corretamente um número escrito à quantidade e a quantidade ao número escrito para os 
números de 1-5 (ex.: combinar o número 3 a uma figura com 3 caminhões). 
 
null
null
 
 
 
Anexo 2 - Plano Terapêutico Individualizado (Habilidades Sociais em Grupo) 
 
Plano Terapêutico Individualizado 
(Habilidades Sociais em Grupo) 
 
Nos ambientes em que houver possibilidade de interação com 1 ou mais pares da mesma idade, como escola, 
parquinho, terapia em grupo, João Jorge deverá ser exposto à situações que o permitam emitir, desenvolver 
e aperfeiçoar as seguintes habilidades: 
 
 Brincar cooperativamente (dar e receber instruções de pares) por 5 a 10 minutos com brincadeiras 
com fim definido (ex. quebra-cabeça, encaixe de formas) 
 Brincar cooperativamente (dar e receber instruções de pares) por 5 a 10 minutos com brincadeiras 
sem fim definido (ex. blocos, caminhões, legos) 
 Trocar de turno como parte de um jogo estruturado e sustentar atenção até o fim 
 Convidar um par para brincar em uma atividade de sua preferência 
 Aproximar-se de um par e apropriadamente juntar-se a atividade em curso 
 Lidar apropriadamente com pedidos negados 
 Levantar a mão e espera ser chamado antes de falar 
 Usar estratégias para se acalmar quando ajudado por um adulto 
 Identificar quando chateado/frustrado e pedir um tempo ou uma atividade de forma calma e 
apropriada 
 Demonstrar flexibilidade quando atividades preferidas são interrompidas 
 Responder a um feedback/correção sem exibir comportamentos negativos 
 Modificar seu comportamento em resposta a um feedback 
 Advogar em causa própria (ex. "eu não peguei um", "eu não consigo ver", "licença por favor", "pare") 
sem exibir comportamentos negativos (ex. agressão, provocação) 
 Expressar emoções negativas sem exibir comportamentos inadequados 
 Fazer perguntas sociais (ex. nome, idade, nome de familiares, nome de pets) 
 Fazer perguntas concretas sobre um item ou informação compartilhada por outros (ex. nome de um 
objeto, localização de um objeto, quem tem algo) 
 Iniciar cumprimentos sociais 
 Falar usando marcadores de educação (ex. "por favor", "com licença", "obrigado") 
 Dar instruções sobre novas atividades 
 Expressar sua preferência ou opinião dentro de um grupo 
 Iniciar interações não verbais com adultos e pares apropriadamente 
 Identificar interações básicas sem palavras (ex. caretas) 
 Seguir dicas básicas e não verbais (ex. para uma ação quando a pessoa levanta a mão, vai quando a 
pessoa chama só com as mãos) 
 Modificar o próprio comportamento baseado na linguagem corporal, ação ou olhar do outro. 
 
null
null
null
null
 
 
 
Anexo 3 - Plano Terapêutico Individualizado (Comportamento Verbal) 
 
Plano Terapêutico Individualizado 
(Desenvolvimento global) 
 
Cognitivo 
 Seguir regras simples de jogos como memória, dominó, cartas. 
 Saber de memória quantos dedos tem em cada mão. 
 Saber qual é a mão direita e a mão esquerda 
 Escrever cinco ou mais letras ou números 
 Contar corretamente de 1 até 30 
 Copiar algumas palavras 
 Dizer pelo menos 6 dos 7 números da semana 
 Responder corretamente a contas de somar (2+2, 1+4...) 
 Responder corretamente a contas de subtração (3-1, 2-1, 5-3...) 
 Dizer a hora a partir da leitura de um relógio com ponteiros 
 Reconhecer e dar nome às letras do alfabeto 
 Ler algumas palavras simples em um livro 
 Escrever corretamente nome e sobrenome 
 Procurar ler as palavras separando-as em parte (sa-pa-to) 
 Contar de trás pra frente do 10 até o 1 
Socioemocional 
 Colaborar com outras crianças para construírem coisas juntas 
 Responder de maneira esperada quando apresentado a outras pessoas 
 Evitar empurrar ou bater em outra criança quando está irritado 
 Aceitar correções sem apresentar descontrole 
 Ter um amigo preferido pra brincar 
 Pedir desculpas quando fizer algo errado 
 Fazer comentários sobre outras crianças e pessoas 
 Responder às perguntas sobre o porquê de algo 
 Dar justificativas por não ter feito algo 
 Abrir mão das próprias vontade para benefício de um grupo 
Comunicação e Linguagem Receptiva 
 Responder corretamente quantos anos tem 
 Perguntar detalhes sobre uma história contada por 5 minutos 
 Seguir três instruções consecutivas não relacionadas 
 Entender o significado de “a maioria” 
 Entender o significado de “ontem, hoje, amanhã” 
 Conversar respeitando a vez de falar e ouvir 
 
 
 
Comunicação e Linguagem Expressiva 
 Usar adequadamente os artigos: o, a um, uma 
 Aumentar o repertório vocabulário 
 Usar as palavras eu, mim e eu corretamente 
Motricidade ampla 
 Quicar e rebater uma bola no chão, várias vezes 
 Jogar uma bola pra cima e pegar antes de cair 
 Conseguir pegar uma bola que foi lançada ao ar 
Motricidade Fina 
 Abotoar e desabotoar um ou mais botões 
 Desenhar linhas retas em um papel 
 Enfiar um barbante em pequenos objetos que tenham furo 
 Desenhar figuras que podem ser reconhecidas por outros 
 Usar tesoura para recortar formas curvas 
 Usar tesoura para recortar figuras 
Comportamento Adaptativo 
 Comer ou beber sozinho sem precisar de muito incentivo e sem o celular 
 Comer com um garfo (apropriado) sem ajuda 
 Vestir sozinho roupas largas e com elástico 
 Vestir e tirar as próprias roupas sem ajuda, utilizando zíperes, fechos, botões) 
 Utilizar o banheiro de maneira mais independente, sob supervisão

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