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Pincel Atômico - 18/03/2025 22:28:00 1/5 DOUGLAS DA SILVA PEREIRA Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 18 (21340) Atividade finalizada em 18/03/2025 17:27:08 (3774125 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: SOCIOLOGIA BRASILEIRA E MOVIMENTOS SOCIAIS [1582832] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,67 pontos [capítulos - 3] Turma: Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Ciências Sociais - Grupo: FPD-MARÇO/2025 - SGegu0A120325 [165214] Aluno(a): 91764820 - DOUGLAS DA SILVA PEREIRA - Respondeu 7 questões corretas, obtendo um total de 1,46 pontos como nota [359940_1533 77] Questão 001 Para o autor Manuel Castells, os MS “[...] são ações coletivas com um determinado propósito cujo resultado, tanto em caso de sucesso como de fracasso, transforma os valores e instituições da sociedade” (2002:20). E acrescenta que, do ponto de vista analítico, não existem movimentos sociais “bons” ou “maus”, progressistas ou retrógrados, eles são “reflexos do que somos, caminhos da transformação, uma vez que a transformação pode levar a uma gama variada de paraísos, infernos ou de infernos paradisíacos.” (CASTELLS, 2002, p. 20). Essa discussão dialoga com a realidade da Sociedade em Rede, uma abordagem que se associa ao movimento operado pelos NMS. Quando o autor problematiza que os Movimentos são reflexos da sociedade e, consequentemente, dos valores que defendem, qual é o recado que deixa nas entrelinhas interpretativas para o atual contexto político brasileiro? Apresentando as possibilidades e limites da sociedade em rede, os autores problematizam a relação ambígua entre uso e acesso indicando que há uma distância considerável para afirmar que a inclusão digital é uma realidade. Junto a isso tem a confusão generalizada sobre o que é um MS e uma AC o que demonstra grande fragilidade de compreensão sobre o tema. X Que nem todo movimento civil ou manifestação de rua é um MS, que nem toda AC tem interesses coletivos alinhados com dimensões ético-políticas humanizantes, que as redes são instrumentos de poder ainda hegemônicos, que é necessário enfrentar essa realidade para que de fato se torne uma estratégia para construção de um outro mundo possível. Que as redes são instrumentos que facilitam a organização das AC e dos MS, que seu acesso/uso está se popularizando, mas ainda carecem de políticas públicas que deem condições objetivas às pessoas para viverem o pleno direito de cidadãos, que outras relações sociais estão sendo tecidas a partir das novas linguagens e relações sociais virtuais estabelecidas. A construção da sociedade que queremos, mais justa e solidária, perpassa pela capacidade sociocultural e política de relações mais humanas. As redes, nesse contexto, possuem a tarefa ontológica de articular e mobilizar pessoas, grupos e instituições com vistas a construção de um tecido social menos excludente e mais tolerante às diferenças e diversidade. Que os estudos neomarxistas, a partir das releituras operadas pelos NMS, são fundamentais para a ressignificação de conceitos e práticas hegemônicas. Introduzindo a possibilidade teórico-prática das redes enquanto conceito e práxis de uma nova forma de estabelecer as relações sociais o autor deixa claro que o novo milênio é já uma outra forma de viver. Assim, o Sistema hegemônico e suas relações estão em transformação graças a inclusão digital oportunizada a todas e todos. Pincel Atômico - 18/03/2025 22:28:00 2/5 [359941_1533 89] Questão 002 “Os movimentos possuem a capacidade de disseminar na sociedade novas formas de pensar sobre os problemas sociais. No entanto, isso não significa transformá-los em um novo sujeito coletivo [...]” (GOSS; PRUDÊNCIO, 2004, p. 88). A reflexão a cima trata de uma relação ético-política da pesquisa sobre os MS e AC levantado pelas autoras. Assinale a alternativa correta conforme a abordagem realizada pelas pesquisadoras: A Sociologia é caracterizada pela pluralidade de abordagens e perspectivas teóricas. Essas, por sua vez, nem sempre dialogam. No tocante aos MS é comum análises menos propositivas em torno do potencial emancipador os percebendo muito mais em sua função reguladora. O potencial político, cultural, social e econômico dos MS é, por vezes, empobrecido pela postura investigativa empreendida por pesquisadoras/es não comprometidas/os com o contexto político de sua época. Essa situação de fragilidade histórica carece ser revista a partir de estudos mais engajados e plurais. Os estudos de pesquisadoras/es militantes abordam a temática de modo plural e interseccional. Essa postura investigativa é fundamental por acolher a experiência empírica tratando-a como conhecimento de base existencial que valoriza o potencial analítico-interpretativo, teórico e prático sobre os fenômenos. As pesquisas científicas realizadas em parceria entre universidades e MS são fecundas, apesar de ser um desafio a relação pesquisador x objeto de pesquisa. Ademais, essa relação de colaboração é característica central do estudo sociológico. X A relação do pesquisador com seu objeto de pesquisa, numa relação militante, empresta as análises acentuado otimismo sobre a possibilidade de transformação social que tais movimentos produziriam. Esse conteúdo relacional prejudica a formulação das análises, pois essa postura abre brechas de não confiabilidade e dificuldades devido ao não distanciamento. [359939_1533 67] Questão 003 Discutindo sobre a História e Movimentos Sociais: possibilidades e impasses na constituição do campo do conhecimento, os autores Duarte e Meksenas (2007) elaboram uma discussão sobre o estudo dos MS destacando dimensões sócio- históricas importantes. A leitura contextual sobre o fenômeno é operada em torno de determinantes históricos estruturais. Quais são esses Sistemas? X Capitalismo, Racismo, Patriarcado. Colonialidade, Etnocentrismo, Totalitarismo. Modernidade, Modernismo e Modernização. Eurocentrismo, Globalização, Modernidade. Feminismo, Colonialismo, Capitalismo. [359940_1533 74] Questão 004 O universo simbólico instituído e legitimado na Modernidade assumiu contornos eurocêntricos. Do ponto de vista ontológico, a leitura operada por Duarte e Meksenas (2007) faz a interface entre os MS e a dimensão política local-geral visando romper com essa lógica. Esse recurso analítico-interpretativo realizado pelos autores aponta que as perspectivas estruturais e conjunturais estão em alinhamento epistemológico visando transcender dimensões ortodoxas marxistas, pois essas pouco ajudam compreender a realidade. os estudos marxistas ressignificados pelo movimento Neomarxista abriram possibilidades epistemológicas que superam a leitura de classe como categoria histórica de compreensão da realidade. Pincel Atômico - 18/03/2025 22:28:00 3/5 a ressignificação da teoria marxista valorizou as dimensões situadas na vida em situação assim como as de ordem político-econômicas visando construir pontes ontológicas para superação da contradição de classes. X as leituras microestruturais são consideradas em interconexão com as macroestruturais reconhecendo o potencial de cada categoria histórica, social, política, cultural e econômica. a teoria marxista foi ressignificada de modo a acolher demais demandas sociais e culturais sem, no entanto, abrir mão da centralidade do conceito de classe social. [359939_1533 69] Questão 005 Refletir sobre a ação social, ação coletiva, estruturas de poder, relações humanas e a reprodução ampliada da vida exige rever o lugar da ação individual e coletiva. Somos parte de uma totalidade fissurada que carece ser revisitada e reelaborada constantemente devido campo minado que se tornou a estrutura sócio-política em contexto de golpes diários. (PIELKE, 2021, p. 34-35). O excerto chama a atenção de refletir sobre qual realidade? Realidade brasileira de embates político ideológicos de extrema direita associado a valores capitalistasde livre comércio, a criminalização da pobreza e a elevação da mortalidade infantil. Realidade brasileira de greves, manifestações violentas, recesso e subdesenvolvimento econômico, confrontos culturais e religiosos generalizados e a escassez dos recursos hídricos. Realidade capitalista que desvaloriza outras culturas, saberes e práticas que não estão alinhadas ao seu saber eurocentrado. Uma construção cultural que carece ser revista e reelaborada. X Realidade de diferentes contextos, tempos e espaços de conhecimentos, saberes, experiências e práticas que mantém a ordem política, econômica e cultural refém do interesse de poucos em detrimento do empobrecimento de muitos. Realidade de extrema pobreza, violência e ausência de oportunidades políticas que líderes políticos possam transferir para as pessoas comuns a possibilidade de ascensão social. [359940_1533 80] Questão 006 Castells (1999; 2002; 2003) observa a emergência de três processos independentes que começam a se gestar no final dos anos sessenta e princípio dos setenta e que convergem hoje para a "gênese de um novo mundo". São eles: a) a revolução das tecnologias da informação; b) a crise econômica tanto do capitalismo quanto do estatismo e a subsequente reestruturação destes; e c) o florescimento de movimentos sociais e culturais – feminismo, ambientalismo, defesa dos direitos humanos, das liberdades sexuais, etc. (PICOLOTTO, 2007, p. 164). Como a Sociologia, enquanto Ciência que estuda o desenvolvimento das sociedades e suas diferentes inter-relações, pode se articular ao movimento para a c considerando o contexto da Globalização, Estado com políticas neoliberais e Capitalismo? X A partir do esforço coletivo, enquanto comunidade científica, se apropriar de conceitos/dimensões onto-epistemológicas reproduzidas pelos Sistemas de exploração/dominação: raça, gênero, classe, segregação e alienação; Autorreconhecimento das potencialidades dos diferentes saberes; Construção de arranjos político-pedagógicos para aprendizagem cotidiana em interface com as inteligências da cultura digital; Resgatar a dimensão ético-política da Ciência visando enfrentamentos da lógica Tecnocêntrica; Problematizar os limites e possibilidades da relação assimétrica estabelecida entre acesso/uso das tecnologias, colaborando na construção de uma cultura política endógena que contemple o projeto político defendido pela utopia de outro mundo possível, mais democrático e solidário. Pincel Atômico - 18/03/2025 22:28:00 4/5 Através de processos de revisão e atualização da Matriz Curricular dos cursos de Sociologia contemplando disciplinas, temáticas, interfaces, metodologias e experiências que colaborem com a problematização da sociedade em trânsito. Esse movimento articulado às novas tecnologias, metodologias ativas e uso de ferramentas multimodais potencializarão o avanço em categorias teóricas já obsoletas ao mesmo tempo que construirão uma cultura acadêmica mais inclusiva. Nesse contexto de aprendizagens múltiplas e digitais o projeto da transformação social é o início da construção de outra realidade. O movimento operado entre as diferentes formas de pensar o mundo acolhido pelas Ciências Humanas, Sociais e Políticas é já uma possibilidade de reescrever a história da humanidade sob outras lógicas. A questão colocada é se as diferentes perspectivas assumem um horizonte político-ideológico comum. A contradição interna e externa que influencia cada olhar limita o potencial transformador preconizado pela lógica defendida na “gênese de um novo mundo”. Nesse contexto, à Sociologia cabe responder as demandas de seu tempo sem, contudo, assumir posicionamentos político-ideológicos ou se apropriar de temas que não são de sua competência. A construção de uma outra realidade possível perpassa pela capacidade/interesse individual e coletivo de toda uma sociedade política, cultural e econômica. Uma Ciência, por mais bem intencionada e politicamente engajada, não tem a responsabilidade nem a capacidade de transformar o tecido social estabelecido. A ordem de Mundo é um processo histórico e somente a história pode operar tal transformação. A utopia de um novo mundo, ou um outro mundo possível, é uma construção filosófica que mobiliza de modo direto as Ciências Humanas, mais especificamente a Educação. A Sociologia é uma Ciência, um campo de conhecimento, independente que dialoga com diferentes, mas não necessariamente assume os mesmos dilemas e projetos. As dimensões sociais, políticas, culturais e econômicas são fenômenos abordados e compreendidos de diferentes formas. O projeto de um novo mundo não se configura enquanto tema e objeto de preocupação sociológica, mas da educação. [359941_1533 85] Questão 007 Em vez da busca da convergência de interesses nos projetos dos atores sociais isoladamente, a ação coletiva contemporânea requer que o olhar se volte para os pontos nos quais as diferenças se tocam. Em outras palavras, como se formam movimentos sociais nos nós das redes em que se constituem as ações coletivas - articulação numa rede de movimentos sociais [...] A ação coletiva, ainda que com uma nova qualidade, permanece como ponto de ligação, ou transposição do abismo, entre o indivíduo e o cidadão. E aqueles que reapropriaram as ferramentas perdidas da cidadania são os únicos construtores à altura da tarefa de erigir essa ponte em particular. (GOSS; PRUDÊNCIO, 2004, p. 82). As autoras, revisitando o conceito de MS enquanto categoria analítica, ressignificam a compreensão de AC. Qual categoria analítica elas utilizam para operar essa ressignificação? O modo de produção capitalista. As releituras neomarxistas. A Globalização da pobreza. As redes de Movimentos Sociais. X Os meios de comunicação. Pincel Atômico - 18/03/2025 22:28:00 5/5 [359939_1533 72] Questão 008 Dialogar com os pressupostos marxistas hoje exige toda uma releitura histórica e contextual. É necessário datar nossas reflexões, pois os fenômenos sociais estão inseridos em uma realidade de conflitos e contradições determinadas que forjam relações de poder também determinadas. Em cada época essas relações possuem contornos assimétricos distintos, baseados, entretanto, na junção/coalizão de binômios e trinômios ontológicos e epistemológicos. (PIELKE, 2021, p. 36-37). Essa discussão emerge das reflexões provocadas por Picolotto (2007). De quais dimensões ontológicas e epistemológicas o autor se refere? Dimensões de base individual; exploração; dominação; colonização; patriarcado; capitalismo; racismo. Dimensões de base socioeconômica; exploração; dominação; colonização; patriarcado; capitalismo; racismo. Dimensões de base natural; exploração; dominação; colonização; patriarcado; capitalismo; racismo. Dimensões de base cultural; exploração; dominação; colonização; patriarcado; capitalismo; racismo. X Dimensões de base existencial; exploração; dominação; colonização; patriarcado; capitalismo; racismo.