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CADEIA DE SUPRIMENTOS AULA 3 Profª Rafaela Aparecida de Almeida A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 2 CONVERSA INICIAL O sistema de produção é um conjunto de elementos, pessoas, máquinas e processos responsáveis por produzir um produto ou serviço. Nesta etapa, você descobrirá o que são os sistemas de produção, os seus diferentes tipos, e como eles se relacionam com o Lean Manufacturing e com o planejamento e o controle da produção (PCP), avaliando ainda a importância da gestão de estoques. Vamos começar? Bons estudos! TOP – SISTEMA DE PRODUÇÃO Paranhos Filho (2012) define o sistema produtivo como a arte e a ciência de transformar materiais em produtos finais utilizáveis e vendáveis – ou seja, uma série de interações complexas entre materiais, pessoas e energias, que tem início com peças individuais (suprimentos), que passam por um processo de transformação, montagem ou fabricação, resultando em um produto final. Campos (2012) acrescenta que os sistemas produtivos passam por um processo de transformação em que os insumos, das mais variadas ordens, como matérias-primas, informações, peças, conjuntos e subconjuntos, sofrem modificações com o auxílio de máquinas, equipamentos, dispositivos e estruturas, tendo como resultado um produto com maior valor agregado ao cliente final (Figura 1). Figura 1 – Representação de um processo produtivo Fonte: Elaborado com base em Campos, 2012. O processo produtivo pode variar de uma organização para a outra, de acordo com o produto produzido e com a estratégia de mercado da organização. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 3 1.1 Classificação dos sistemas produtivos Vejamos as principais características dos sistemas produtivos, de acordo com Chiavenato (2022): • Sistema de produção em lote: sistema utilizado por empresas que produzem uma quantidade limitada de um tipo de produto de cada vez. Por exemplo, um fábrica de tecidos ou uma montadora de automóveis. Essa quantidade limitada é chamada de lote de produção, sendo dimensionada para atender a determinado volume de vendas previsto para determinado período de tempo. • Sistema de produção por encomenda: sistema em que, em primeiro lugar, a empresa oferece o produto ou o serviço ao mercado. Quando recebe o pedido ou o contrato de compra, ela se prepara para produzir. Ou seja, o produto só é produzido quando há um pedido ou uma encomenda. A principal característica é a produção de produtos únicos e específicos, a exemplo da construção de um navio. • Sistema de produção contínua: empregado quando existe alta uniformidade na produção, com demanda de bens e serviços. É um sistema que procura produzir grandes quantidades de determinado produto no menor tempo possível, fazendo com que os processos produtivos sejam independentes, fator que favorece a automatização. Por exemplo, as indústrias de produtos de linha branca, refrigeradores, máquinas de lavar e fogões. Chiavenato (2022) destaca que esse tipo de produto determina o sistema de produção que a empresa deve utilizar. No caso de produtos específicos ou de grande porte, que dependem da encomenda do cliente, o sistema adotado será a produção sob encomenda. Se há uma variedade de produtos que entram e saem de produção, e que a empresa vende somente após estocar, o sistema adotado será a produção de lotes. Se um ou mais produtos permanecem em produção no longo prazo, e se a empresa faz a venda somente após estocá-los, o sistema adotado será o de produção contínua. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 4 ROLÊ 1 – PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO (PCP) Planejamento é a função administrativa que determina, antecipadamente, os objetivos que deverão ser atingidos, e o que deve ser feito para atingi-los da melhor maneira possível. Controle, por sua vez, é a função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho para assegurar que os objetivos planejados sejam executados da melhor maneira possível. A tarefa do controle é verificar se tudo está sendo feito em conformidade com o que foi planejado e organizado, de acordo com as ordens dadas (Chiavenato, 2022). Dessa forma, o PCP (Planejamento e Controle da Produção) é o setor que planeja e controla todas as atividades produtivas da empresa – ou seja, planeja e controla as matérias-primas necessárias, a quantidade de mão de obra, as máquinas e os equipamentos utilizados, bem como o estoque de produtos acabados que deverão estar disponíveis no tempo e no local certo para que a área de vendas possa entregar o bem ou as mercadorias aos clientes finais (Chiavenato, 2022). São algumas das questões que norteiam o PCP: O que produzir e o que comprar? Quando produzir e comprar? Quais os recursos necessários para a produção? 2.1 PCP na prática Para demonstrar a utilização de um PCP em uma empresa, precisamos observar algumas informações importantes, por exemplo: ramo de atividade da empresa, produto, demanda, ciclo de produção e tempo de pedido de compra. Vamos tomar, como exemplo, uma empresa de pequeno porte, a pizzaria Nonna Giovana. Crédito: Microne / Shutterstock. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 5 Vamos analisar algumas informações importantes do processo produtivo dessa empresa. Figura 2 – Processo produtivo Após a apresentação dos itens iniciais da empresa, tendo essas informações abastecidas no PCP, é possível identificar diferentes variáveis do processo e determinar ações para a melhoria da competitividade, e até da produtividade. Por exemplo: • Qual é o volume de vendas de pizzas semana a semana? A demanda sofre alterações em determinados períodos do mês, ou em diferentes dias da semana? • Qual o prazo de entrega de cada fornecedor e com quanto tempo de antecedência é preciso incluir um novo pedido de compras? • É necessário manter estoque de algum item? A observância dessas informações pelo PCP permite uma análise das vendas ou do número de pedidos dos clientes, considerando se a quantidade de recursos é necessária para atender a demanda (número de forno e de colaboradores, por exemplo), se os fornecedores realizam as entregas no prazo e se há ociosidade na produção. Assim, por meio desse controle, podemos propor novos planejamentos, com tomadas de decisão para garantir melhorias •Componentes base de todos os sabores: massa, molho de tomate, milho e ervilha •Componente por sabor: queijo, calabresa e bacon Matéria-prima •Pizzas artesanais de três sabores: queijo, calabresa e bacon Produto final •Pizza de queijo 90 unidades •Pizza de calabresa 130 unidades •Pizza de bacon 140 unidades Histórico de vendas semanal •Variável de acordo com cada fornecedor Tempo de pedido de compra A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 6 no processo e, consequentemente, agregar valor ao produto entregue para o cliente. ROLÊ 2 – FERRAMENTAS DE MRP E MRP II Em nosso rolê anterior, estudamos a importância do Planejamento e Controle de Produção (PCP) para a adequação dos recursos à demanda do mercado. Compreendemos que a principal função do PCP é conciliar, de forma eficiente, o suprimento e a demanda de clientes/usuários finais, quanto aos produtos e serviços oferecidos, de forma a garantir que as suas necessidades sejam atendidas de modo satisfatório. Neste rolê, vamos conhecer dois termos muito comuns no cotidiano das empresas e na gestão da cadeia de suprimentos, MRP – Material Requirement Planning, ou planejamento de necessidades de materiais, e o MRP II – Manufacturing Resource Planning, ou planejamentodos recursos de manufatura, sistemas utilizados para a administração de recursos materiais e de produção muito utilizados pelo PCP. Crédito: chrupka / Shutterstock. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 7 3.1 MRP O surgimento do MRP – Material Requirement Planning, ou planejamento das necessidades de materiais, data da década de 1970. Trata-se de um sistema integrado que serve para proporcionar uma visão geral das necessidades de materiais. O MRP usa como entradas os pedidos em carteira, a previsão de vendas e os materiais em estoque; como saídas, as respostas dadas pelas simulações de PCP e uma relação de quantidade dos materiais a serem comprados, considerando o tempo entre a demanda para um processo e a sua respectiva conclusão (Chiavenato, 2022). 3.2 MRP II O MRP II, que surge nos anos 1980, é considerado uma evolução do sistema MRP, pois integra outros departamentos da empresa, como marketing, engenharia, finanças e vendas. É um software que parte do plano-mestre, que integra estoques de materiais, estoques de componentes, lista de materiais, restrições de mão de obra e disponibilidade de equipamentos, gerando as necessidades de compra (ou até as ordens de compras) para os itens fornecidos por terceiros, considerando ainda ordens de produção para as necessidades de fabricação própria (Chiavenato, 2022). Esse sistema tem a função de estabelecer um processo integrado entre os departamentos de vendas, engenharia e controle de produção, fazendo com que as demandas sejam entregues nos prazos estipulados ou adequadas de acordo com a capacidade produtiva. TRILHA 1 – GESTÃO DE ESTOQUES Estoques: ter ou não ter, eis a questão! Esse talvez seja um dos maiores dilemas na gestão da cadeia de suprimentos, uma vez que manter estoque pode representar dinheiro parado ou materiais obsoletos, enquanto por outro lado a falta de estoque pode comprometer o atendimento ao cliente, tendo como consequência a perda de clientes para a concorrência. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 8 Morais (2015, p. 164) conceitua estoques como “qualquer acúmulo de materiais de suprimentos que uma empresa ou instituição mantém para alimentar o seu processo produtivo”. Portanto, o estoque pode ser considerado qualquer material, como matéria-prima, material em transformação ou produto acabado, que as empresas irão utilizar em seus sistemas produtivos ou para garantir a distribuição física a clientes e consumidores. Crédito: Golden Sikorka / Shutterstock. A gestão de estoques, por sua vez, envolve toda a administração desses materiais, contemplando: responsabilidade pelos valores e quantidades armazenados; políticas de estoque; definições de tempos de ressuprimento; além de controle das entradas, saídas e saldo disponível. 4.1 Tipos de estoque Você já parou para pensar em quantos materiais diferentes são necessários para a fabricação de um único produto? Por exemplo, uma geladeira, um notebook, ou até um carro ou um grande equipamento? A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 9 Os estoques podem ser classificados em diversos tipos. Nogueira (2012) e Morais (2015) os classificam de acordo com a sua natureza, relevância e utilização: • Matéria-prima: aos materiais que requerem processamento para que sejam transformados em produto acabado. A sua quantidade em estoque será definida a partir das distâncias entre os fornecedores e a operação, considerando ainda tempo de entrega e quantidade de elos da cadeia. Exemplo: aço, alumínio, madeira. • Produtos em processo: todos os materiais que passaram por algum tipo de transformação, porém não atingiram a forma final do produto a ser comercializado, e que assim estão aguardando o próximo estágio de produção. Exemplo: chapas dobradas e portas de um veículo. • Produto acabado: produtos com processo de transformação finalizado, de modo que estão prontos para serem comercializados. Exemplo: sapatos, eletrônicos, equipamentos. • Materiais de embalagem: recipientes utilizados para embalar ou transportar produtos. Exemplo: caixa de papelão, caixa de madeira e tambores. • Componentes: materiais essenciais no processo produtivo. A sua falta poderá ocasionar a parada da linha de montagem. Exemplo: porca, parafusos e arruelas. Importante destacar que o tipo de estoque varia de acordo com o produto e a segmentação em que a empresa atua e com o sistema produtivo adotado. 4.2 Just-in-time x Just-in-case Faz parte da gestão da cadeia de suprimentos pensar e planejar ações que possam ser tomadas para diminuir o risco de falta de produto, assim como o excesso de dinheiro “parado”, no caso de empresas que mantêm grandes volumes de estoque. Campos (2012) destaca duas ferramentas estratégicas que podem ser adotadas pelas organizações no controle de estoque. Primeiramente, o Just-in-time (JIT), que implica produzir determinado item necessário na hora certa e na quantidade necessária. Trata-se, portanto, de uma política de otimização de estoques, com estoque próximo de zero. Dentre os parâmetros utilizados, Campos (2012) destaca: A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 10 • Produção sem estoque • Produção enxuta ou puxada • Eliminação de desperdícios • Alto nível de sincronismo com os fornecedores, uma vez que os itens deverão estar disponíveis no momento exato em que serão utilizados Temos também o Just-in-case (JIC), um sistema de produção em que a empresa opera com capacidade máxima, ou seja, com altos volumes de estoque, com o objetivo de atender demandas futuras. Campos (2012) destaca as características desse modelo: • Produção com estoques • Produção empurrada (primeiro produz e “empurra” as vendas para o mercado) • Excesso de produtos A escolha de uma ou outra ferramenta depende da gestão estratégica de estoques da empresa. Porém, vale lembrar que uma gestão de estoques adequada auxilia a empresa a encontrar o equilíbrio entre o atendimento ao cliente no tempo certo e a redução de estoques ao longo da cadeia de suprimentos. TRILHA 2 – SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO (STP) No período posterior à Segunda Guerra mundial, o Japão encontrava-se devastado, enfrentando dificuldades econômicas e precisando se reerguer. No ano de 1950, Eiji Toyoda, então presidente da Toyota, visitou a fábrica da Ford, nos Estados Unidos, com o objetivo de conhecer o modelo de produção em grande escala, conhecido como modelo de produção em massa ou empurrado. Quando Eliji retorna ao Japão, compreende que a situação do país era diferente da realidade americana, e que portanto o modelo Fordista não cabia à Toyota naquele momento. A partir daí, iniciam-se vários estudos, que mais tarde se tornariam os princípios do Sistema Toyota de Produção, ou produção enxuta (Pansonato, 2020). O STP, também conhecido como Lean Manufacturing, se baseia no pedido do cliente, ou seja, na demanda. Por essa razão, é conhecido como sistema puxado. Nesse sistema produtivo, os processos só se movimentam quando é sinalizada uma necessidade do cliente, não antes disso. O STP se A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 11 baseia na redução de desperdícios – originalmente, divididos em sete categorias, hoje em oito. Vamos conhecê-los. Crédito: VectorMine / Shutterstock. 5.1 Oito desperdícios do Lean Manufacturing Nenhum cliente quer pagar por ineficiências no processo produtivo de uma empresa. Dessa forma, agregar valor é simplesmente considerar aquilo que o cliente está disposto a pagar por determinado bem ou serviço. Assim, a base do Lean Manufacturing é agregar valor para o cliente, o que ocorrepor meio da eliminação de desperdícios. Originalmente, foram identificados pela Toyota sete desperdícios; no entanto, com o tempo, foi considerado um oitavo. Vejamos (Pansonato, 2020): • Defeito (retrabalho): está relacionado com a atividade de produzir e em seguida precisar retrabalhar ou concertar um produto com defeito. Por exemplo: recall de um veículo ou de uma peça que precisa ser retrabalhada. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 12 • Superprodução: produção de itens para os quais não há demanda. Nesse caso, o desperdício acarreta compra de materiais em volume maior que o necessário, com elevados custos de transporte e armazenagem, devido ao estoque excessivo. • Espera: a espera pode ocorrer por atraso do fornecedor, por falha na programação da produção e por falha no controle de estoque, fazendo com que um ou mais trabalhadores fiquem parados, aguardando que m processo seja finalizado ou ainda a chegada de algum recurso. • Desperdício de criatividade: relacionado à falta de comunicação dentro da organização, e também quando não se aproveita o conhecimento e a capacidade dos colaboradores. Por exemplo, desperdício de ideias ou de proposta de melhoria que não são consideradas pela gestão da empresa. • Transporte: ocorre quando existem movimentações desnecessárias no transporte interno de materiais do estoque até a linha de produção e também entre as linhas de produção. Nesse caso, recomenda-se avaliar se o layout da produção está organizado, de forma a evitar transportes desnecessários. • Excesso de estoque: na maior parte dos casos, os estoques são causados por superprodução, gerando excesso de matéria-prima, de estoque em processo ou de produtos acabados – como consequência, elevados custos com transporte, armazenagem e obsolescência. • Movimento desnecessário: qualquer movimentação desnecessária, tanto de colaboradores quando de equipamentos. Para reduzir as perdas em movimento, é preciso ter um ambiente de trabalho organizado, mantendo os produtos ao alcance, para evitar esforços desnecessários durante o trabalho. • Excesso de processo: fases de processo desnecessárias que não agregam valor ao produto. Para eliminar o processamento excessivo, é necessário identificar o que o cliente realmente necessita e valoriza em relação ao produto, buscando simplificar os processos, eliminando redundâncias e tarefas desnecessárias. Conhecer os oito desperdícios do Lean Manufacturing e aplicá-los resulta em redução de custos e otimização de processos, entregando valor ao cliente e ganho de competitividade em relação aos concorrentes. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 13 ELO Nesta etapa, estudamos o papel do sistema de produção dentro da cadeia de suprimentos, avaliando as suas diferentes classificações, de acordo com o posicionamento estratégico de cada organização. Analisamos ainda a importância do Planejamento e do Controle da Produção e a sua ligação com os sistemas de gestão de materiais MRP e MRPII. Na sequência, tratamos da gestão de estoques, avaliando os diferentes tipos de estoques e compreendendo as diferenças entre a metodologia Just-in-time e Just-in-case. Finalizamos com estudos sobre o Sistema Toyota de Produção, analisando os oito desperdícios que devem ser evitados dentro do sistema produtivo. Até a próxima! A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com 14 REFERÊNCIAS CAMPOS, L. F. R. Supply chain: uma visão gerencial. Curitiba: InterSaberes, 2012. CHIAVENATO, I. Gestão da produção: uma abordagem introdutória. Barueri: Atlas, 2022. MORAIS, R. R. Logística empresarial. Curitiba: InterSaberes, 2015. NOGUEIRA, A. S. Logística empresarial: uma visão local com pensamento global. São Paulo: Editora Atlas, 2012. PANSONATO, R. Lean Manufacturing. Curitiba: Contentus, 2020. PARANHOS FILHO, M. Gestão da produção industrial. Curitiba: InterSaberes, 2012. A luno: P A T R IC IA O LIV E IR A D A S ILV A E m ail: patriciaods@ outlook.com