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68 500 QUESTÕES DA CESPE QUESTÃO 280 (CESPE/2017 - TCE-PE - Analista de Gestão - Admi- nistração) No que tange a regime jurídico-administrativo, organização administrativa e teoria do direito administrati- vo brasileiro, julgue o item a seguir. As autarquias e as fundações públicas incluem-se entre as entidades que integram a administração pública indireta. R: Certo. No Decreto-Lei nº 200/1967 consolida-se esta clássica divisão: “Art. 4° A Administração Federal compreen- de: I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios; II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, do- tadas de personalidade jurídica própria: a) Autarquias; b) Emprêsas Públicas; c) Sociedades de Economia Mista; d) fundações públicas”. QUESTÃO 281 (CESPE/2017 - TCE-PE - Analista de Gestão - Admi- nistração) No que tange a regime jurídico-administrativo, organização administrativa e teoria do direito administrativo brasileiro, julgue o item a seguir. No Brasil, as fontes do direito administrativo são, exclusivamen- te, a Constituição Federal de 1988 (CF), as leis e os regulamentos. R: Errado. A expressão fonte do direito corresponde aos elementos de formação da ciência jurídica ou de um de seus campos. Quando se fala em fontes do direito administrati- vo, refere-se aos elementos que serviram de aparato lógico para a formação do direito administrativo. Fontes diretas: são aquelas que primordialmente influenciam na composição do campo jurídico em estudo, no caso, o direito administrativo. Apontam-se como fontes diretas a Constituição Federal e as leis. Ambas são normas impostas pelo Estado, de observação coativa. Fontes indiretas: são aquelas que decorrem das fon- tes diretas ou que surgem paralelamente a elas. Por exemplo, a doutrina e a jurisprudência estabelecem processos de inter- pretação da norma jurídica, no sentido de que interpretam o que a lei e a Constituição fixam, conferindo rumos para a aplicação das normas do direito administrativo. Já os costu- mes e os princípios gerais do Direito existiam antes mesmo da elaboração da norma, influenciando em sua gênese e irra- diando esta influência em todo o processo de aplicação da lei. QUESTÃO 282 (CESPE/2017 - TCE-PE - Analista de Gestão - Adminis- tração) Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue o item subsequente. Na hipótese de responsabilidade do Estado por dano causado por agente público, apenas nos casos de atos dolo- sos será assegurado ao poder público o direito de regresso. R: Errado. Há também direito de regresso nos casos de culpa do servidor, conforme artigo 37, §6º, CF: “As pessoas jurí- dicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. QUESTÃO 283 (CESPE/2017 - TCE-PE - Analista de Gestão - Ad- ministração) Acerca da responsabilidade civil do Estado, julgue o item subsequente. Considera-se causa atenuante da responsabilidade es- tatal a culpa concorrente da vítima. R: Certo. Considerando a clássica teoria do risco ad- ministrativo, são causas que excluem a responsabilidade: caso fortuito ou força maior; culpa exclusiva da vítima; e fato exclusivo de terceiro. Por sua vez, é causa que atenua a responsabilidade a culpa concorrente da vítima (o Estado ainda responderá, mas de forma atenuada). QUESTÃO 284 (CESPE/2017 - TCE-PE - Analista de Gestão - Admi- nistração) Acerca da responsabilidade civil do Estado, jul- gue o item subsequente. Para efeito de apuração da responsabilidade civil do Estado, é juridicamente irrelevante que o ato tenha sido comissivo ou omissivo. R: Errado. Há relevância porque prevalece na doutrina que nos casos de ação haverá responsabilidade objetiva do Estado, independentemente de culpa, mas nos casos de omissão a responsabilidade estatal será subjetiva, ou seja, será preciso comprovar a culpa do Estado. QUESTÃO (CESPE/2017 - TCE-PE - Analista de Gestão - Admi- nistração) Com referência a atos administrativos e impro- bidade administrativa, julgue o item subsequente. O ato administrativo deve ser avaliado pelo seu con- teúdo, não devendo ser invalidado por desobediência a requisitos de forma. R: Errado. A forma é a maneira pela qual o ato se revela no mundo jurídico. Usualmente, adota-se a forma escrita. Eventualmente, pode ser praticado por sinais ou gestos (ex: trânsito). A forma é sempre fixada por lei. Os vícios podem atingir a forma, quando a lei expressamente exige e não é respeitada, e ainda o motivo, quando pressupostos de fato e/ou de direito não existem e/ou são falsos. No caso, de- pendendo do vício, poderá ou acarretará nulidade. QUESTÃO 285 (CESPE/2017 - TCE-PE - Analista de Gestão - Admi- nistração) Com referência a atos administrativos e impro- bidade administrativa, julgue o item subsequente. Na revogação, o ato é extinto por oportunidade e con- veniência, ao passo que, na anulação, ele é desfeito por motivo(s) de ilegalidade. R: Certo. A anulação é a retirada do ato administrativo em decorrência de sua invalidade, reconhecida judicial ou administrativamente, preservando-se os direitos dos tercei- ros de boa-fé. Trata-se da supressão do ato administrativo, com efeito retroativo, por razões de ilegalidade e ilegitimi-