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1 Técnicas em fabricação de pizzas e massas 2 Insumos para Panificação Farinha branca É proveniente da moagem do Endosperma do grão. Contém maior quantidade de proteínas (glúten). Farinha Integral É o resultado da moagem do grão de trigo inteiro. Composição química da farinha Amido – 69 a 62% Proteína – 12 a 14% Umidade – 13 a 15% Açúcar – 2,5 a 2,6% Gordura – 1 a 1,2% Cinzas – 0,5 a 0,6% Classificação da farinha de trigo no Brasil Tipo 1 – Teor mínimo de proteínas de 7,5% Tipo 2 – Teor mínimo de gordura de 8,0% 3 Integral – Teor mínimo de gordura de 8,0% Para o preparo de pães a mais adequada é do Tipo 1. Já na fabricação de biscoito pela indústria, usa-se a do Tipo 2. No brasil toda a farinha comercializada recebe doses extras de ferro e ácido fólico. Glúten A força do glúten está relacionada a quantidade de proteína presentes na farinha. Uma farinha forte, ou seja, mais rica em proteínas absorve mais água tornando a massa mais hidratada e mais resistentes que, tendem a crescer mais. Fermentação É um processo de respiração por meio da qual as células obtêm energia para as atividades de seu metabolismo. O fermento de pão também é constituído de leveduras (micro-organismos). Durante a preparação elas realizam o processo de liberação de gás carbônico (CO2), fazendo a massa aumentar o tamanho. 4 Tipos de Fermentos Fermento biológico fresco; Constituído de pôr leveduras cientificamente conhecidos como Saccharomyces cerevisiae. Quando misturado com a farinha e a água libera CO2 fazendo com que a massa ganhe volume. Estabilizado por resfriamento, ao atingir a uma temperatura acima de 20 a 28°c ele é ativado. Fermento biológico seco instantâneo; Constituído de leveduras e emulsificante, obtido da secagem do fermento biológico fresco, sua durabilidade chega a 6 meses conservado fora da geladeira, misturado diretamente a farinha. Fermentação natural; Conhecido também como massa madre, ele é obtido de forma natural, utilizando micro-organismos presentes na farinha e na água, ativado a temperatura ambiente e estabilizado por resfriamento. Fermento em pó químico; Constituído por bicarbonato de sódio e também por ácidos orgânicos. Sua reação química se dá ao contato com umidade e com o calor, a uma temperatura de 50° a 60° ocorre a reação química, proporcionando crescimento e leveza nos preparos. Fermentação mecânica; Obtido através de processo mecânico, se dá ao encorpar oxigênio ao produto. 5 Açúcares mais utilizados na Panificação • Açúcar Cristal • Açúcar Refinado • Açúcar Mascavo • Açúcar de confeiteiro • Açúcar Impalpável • Açúcar Gelado • Açúcar Light Funções dos ingredientes na massa Farinha - estruturação Açúcar – Alimenta o fermento, sabor, coloração e craquelamento, e macies. Água – hidratação da farinha, ajuda a formar a rede de glúten, regula a temperatura da massa Sal – sabor e estruturação da rede de glúten e conservante. Gordura – Serve para dar sabor, retenção de ar, e aumentar a umidade e durabilidade. Ovos – aerar a massa dando volume, coloração e ajuda a estruturar quando coagula com o calor. Fonte de proteínas. Leite – Fonte de cálcio, fósforo, proteínas, lactose e vitaminas, aumentando o valor nutricional dos alimentos. Amaciante e hidratação da farinha. Fermento – volume e sabor. Processo de produção 6 1. Pesagem dos ingredientes 2. Mistura da massa 3. Sovagem 4. Descanso 5. Divisão da massa 6. Modelagem 7. Fermentação 8. Incisão 9. Cocção 10. Resfriamento 11. Embalagem Balanceamento de receitas ✓ Controle de qualidade ✓ Redução de desperdícios ✓ Segurança na execução dos processos ✓ A padronização dos produtos ✓ Controle de estoque ✓ Administração financeira ✓ Facilitador de imprevistos Ordem de importância da adição dos ingredientes 7 Na maioria dos processos de elaboração dos pães, há procedimentos, de adição de ingredientes, muito importantes, que devem ser levados em conta. Esses procedimentos devem, principalmente, respeitar e incentivar o processo fermentativo, já que o fermento é um ser vivo que precisa de condições físicas e químicas para se desenvolver e proporcionar um bom desenvolvimento da massa. Esse processo de vida consiste no crescimento e na reprodução. Cada grama de fermento biológico contém cerca de 8 a 10 milhões de células que se reproduzem rapidamente (quando em condições adequadas) pelo modo de bipartição, ou seja, cada célula produz uma célula filha multiplicando-se assim sucessivamente. Primeiro, devemos relembrar a atuação do fermento biológico (Saccharomyces cereviseae) que precisa de condições para o seu desenvolvimento, como: água/umidade; Alimento, que nesse caso é basicamente o açúcar (ou similar), que pode ser um ingrediente acrescentado à receita, ou o próprio açúcar presente na farinha, ou no leite; Temperatura adequada. Mediante essas condições, o fermento consegue exercer suas funções específicas, que são: Produzir gás carbônico (e álcool no caso da fermentação biológica), proporcionando assim crescimento e fazendo com a massa fique com alvéolos. Fazer com que o produto seja mais digestível e nutritivo; 8 Melhorar o aroma e o sabor. Partindo desse contexto devemos ter claros alguns procedimentos importantes: O fermento biológico deve ser manuseado com cuidado de forma que todas as condições propiciem a ação dele, por exemplo: Se ele for ÚMIDO, pode ser: Diretamente incorporado à RECEITA COMO UM TODO (todos os ingredientes), lembrando sempre de não interagir diretamente o açúcar ou o sal; Hidratado previamente, ou seja, colocado em líquido levemente amornado para que a ação inicial aconteça. Se, for um fermento biológico SECO, pode ser: Diretamente incorporado à FARINHA e depois colocando os outros ingredientes; Hidratado previamente, ou seja, colocado em líquido levemente amornado para que a ação inicial aconteça. Observa-se, então, que nunca se deve colocar o fermento em contato direto com o açúcar ou o sal para que não haja interferência nem comprometimento da força do mesmo, pois essa força é que faz o pão crescer e encanta o cliente. 9 Há também outro aspecto muito importante: geralmente a textura da maioria dos pães é macia, e isso significa que tem umidade, que foi incorporado água. Quando é batida uma massa de pão, deve-se, na grande parte dos casos, colocar praticamente toda a quantidade de líquido da receita no processo inicial de batimento, para que a farinha absorva o máximo de líquido. Isso garantirá a maciez do produto. Depois que a massa adquiriu homogeneidade e absorveu grande parte da água deve-se colocar a gordura que faz parte da receita. A incorporação da gordura atuará como uma capa protetora, impedindo de certa forma a saída da água anteriormente incorporada. Então, a gordura funciona como uma capa protetora da água, preservando-a, de certa forma, ao longo dos processos de crescimento e cozimento. Assim, o produto chegará mais facilmente macio ao cliente final. Métodos básicos de preparo de pães As massas de pão têm como componentes essenciais a farinha e a água. A esses dois ingredientes são adicionados vários outros, como: lipídios, açúcares, fermento, ovos, leite, aromatizantes e corantes, que darão características específicas ao produto. De forma geral, o processo básico é composto por três fases: Primeira – consiste na formação da estrutura da massa e homogeneização da mistura (processo de confecção e crescimento do produto) Segunda – há a transformação provocada pela ação do calor durante o cozimento ou geleificação ou reação de Maillard (processo de cozimento, exemplo: forneamento) Terceira – consisteno envelhecimento (retrogradação) após a fase do cozimento 10 Fazendo uma analogia, podemos descrever as fases como sendo a da vida humana: nascimento, crescimento e morte. Método direto Esse é o método do século XX, porque não é feito nenhum procedimento preliminar, pois consta da incorporação de todos os ingredientes para fazer a massa do pão, apenas seguindo uma ordem determinada dos ingredientes que são incorporados e misturando-os até a perfeita homogeneização. Método esponja (ou indireto) Consta em ativar o fermento antes de adicioná-lo aos demais ingredientes que compõem a massa. Esse processo aumenta os procedimentos manuais do profissional, porém dá como resultado: ✓ Diminuição da quantidade de fermento utilizado na receita, ✓ Melhoria na qualidade, com mais volume e melhoria na textura, ✓ Flexibilidade na manipulação porque a esponja pode ser utilizada mais tarde sem que haja prejuízo ao produto (isso tem uma limitação). 11 Esponja A esponja consta de uma etapa anterior à formação da massa homogênea do produto propriamente dita, onde há uma fermentação prévia. É a mistura simples dos ingredientes básicos: farinha, água e fermento, tendo como objetivo fortalecer o fermento dando condições para o desenvolvimento do mesmo, alimentando-o com farinha de trigo e usando a água como veículo de condução (na maioria dos casos). As esponjas podem variar na consistência (mais moles ou mais duras) e na duração da fermentação (pouco tempo, de 1 a 2 horas ou muito tempo, de 12 a 16 horas). Quando a esponja já fermentou está pronta para que os outros ingredientes sejam incorporados e assim compor a massa propriamente dita. A esponja formada, possui, então, uma quantidade superior de fermento da quantidade inicial, e a fermentação ocorrida modificou as características da farinha e mais especificamente do glúten. O método esponja exerce uma influência substancial, pois contribui para o amadurecimento rápido. Vantagens do emprego da esponja em processos na Panificação: Fornece meio adequado para reprodução do fermento, sendo possível fabricar quantidades maiores a partir de pouca levedura. Permite acondicionamento melhor do glúten e formação de substâncias químicas importantes a um pão melhor (álcoois e gases) 12 Fermentam por mais tempo sem prejudicar as massas Em processos curtos, economizam tempo, produzem pão com miolo mais úmido, volume maior e aparência mais agradável, dando maior durabilidade ao produto. É na fase da formulação da esponja que se inicia o desenvolvimento do glúten. Primeira fermentação É durante a primeira fermentação, na esponja, que inúmeras reações químicas, além do desenvolvimento da massa, acontecem. Além do ataque do fermento sobre os carboidratos da massa para produzir o gás carbônico, uma razoável quantidade de álcool e outros produtos orgânicos são produzidos. É notado um aumento da temperatura da massa, que provocam mudanças nas características físicas da mesma. Usa-se o termo maturada com frequência para expressar o novo aspecto desta massa – a esponja. Reforço Após a fermentação da esponja, inicia se o processo de incorporação dos outros ingredientes, para então compor a massa propriamente dita, é o dito reforço. Os ingredientes, que serão incorporados, variam bastante, pois cada receita tem sua peculiaridade. Nesse contexto, após a junção da esponja com os demais ingredientes deve-se proporcionar o trabalho mecânico com o objetivo e obter uma massa lisa e homogênea, desenvolvendo assim o glúten e formando a estrutura necessária ao produto. 13 FLUXOGRAMA Método direto Método de Esponja 1 6 Cozimento/ embalagem 1 1.1 1.2 4 Modelagem 5 2ª Fermentação 6 Cocção Embalagem 14 Teste de Glúten 100g farinha de trigo 50 a 60g de água Modo de fazer: Em um bowl misture a água aos poucos a farinha até formar uma massa homogênea. Cubra essa bola com água e deixe descansar por 60 mim. Em temperatura ambiente. Depois retire da água e lave em água correte até retirar todo amido. O Que sobrar é o glúten que a farinha tem. Ajustando a temperatura da água A temperatura ideal para a ação do fermento no interior da massa se situa na faixa de 24C – 25C, aproximadamente. Consequentemente, para uma fermentação normal, há que se manter controle para que a massa não ultrapasse esses índices. Cálculo para a temperatura da água. Temperatura da Farinha Temperatura do ambiente 30C Temperatura da água ? Temperatura base = Tf + Tam Somando a temperatura da farinha e do ambiente temos 54C. Para achar a temperatura da água a ser adicionada a massa devemos subtrair temperatura base da soma da temperatura da farinha mais ambiente (TF+TAm) - TB = Temperatura da água 15 Massa Pizza e suas variações esfirra aberta e calzone. PADRÃO ETAPA INGREDIENTES 1 2 3 TOTAL 1796kg 3592kg 5388kg 1 FARINHA DE TRIGO 1000kg 2000kg 3000g 1 FERMENTO BIOLÓGICO SECO 10g 20g 30g 2 SAL REFINADO 20g 40g 60g 2 MELHORADOR DE FARINHA 10g 20g 30g 2 ÁGUA GELADA 550g 1100kg 1650kg 3 Azeite de oliva (ou óleo de soja) 60g 120g 180g MODO DE PREPARO: • Colocar na masseira a farinha de trigo e o fermento biológico e misturar por 3 minutos; • Acrescentar o melhorador, sal refinado e a água até atingir o ponto; • Colocar o Azeite de Oliva e deixar misturar; • Bater até que a massa atinja o ponto de véu; • Colocar a massa sobre a mesa e dividir em tamanhos desejados, bolear e deixar descansar até dobrar de volume, coberta com plástico; • Abrir a massa e montar pizza como orientado em aula. • Assar em forno sem vapor. TEMPERATURA E TEMPO DE FORNEAMENTO: Pizza assada direto na pedra temperatura +/- 300ºC +/- 3 minutos, até que esteja corada embaixo e em cima. Pizza assada na forma forno convencional temperatura +/- 220ºC +/- 15 minutos, até que esteja corada embaixo e em cima. MASSA DE MINI-PIZZA • Dividir a massa em porções de 100g, abrir em forma de disco com um rolo; • Colocar em uma forma untada e furar a massa; • Cobrir cada massa com molho de tomate e assar a 150ºC, por 5 minutos. CROÛTONS • Cortar cascas ou cubos de pão de forma e temperar com azeite de oliva, sal, orégano, pimenta calabresa e outros temperos; • Assar a 150ºC, por 10 minutos. 16 Massa Esfirra (Catarina) PADRÃO ETAPA INGREDIENTES 1 2 3 TOTAL 1523kg 3046kg 4569kg 1 FARINHA DE TRIGO 1000kg 2000kg 3000g 1 FERMENTO BIOLÓGICO SECO 8g 16g 32g 2 SAL REFINADO 5g 10g 15g 2 AÇÙCAR 10g 20g 30g 2 OVO 100g 200g 300g 2 Leite 300g 600g 900g 3 Óleo de soja 100g 200g 300g MODO DE PREPARO: • Colocar na masseira a farinha de trigo e o fermento biológico e misturar por 3 minutos; • Acrescentar, sal refinado, açúcar, os ovos e a água até atingir o ponto; • Colocar o Azeite de Oliva e deixar misturar; • Bater até ficar homogenia; • Passar a massa no cilindro até ficar lisa; • Abrir a massa com +- 2 mm de espessura, corta e modelar os salgados. • Pintar os salgados com gema. • Assar em forno sem vapor. TEMPERATURA E TEMPO DE FORNEAMENTO: Assada em forma untada, forno preaquecido em temperatura +/- 200ºC +/- 10 minutos, até que esteja levemente corada embaixo e em cima. . 17 Massa Empanadas. PADRÃO ETAPA INGREDIENTES 1 2 3 TOTAL 1085kg 2170kg 3265kg 1 FARINHA DE TRIGO 750g 1500kg 2250g 2 SAL REFINADO 15g 30g 45g 2 ÁGUA quente 240g 480g 720g 3 Banha 80g 160g 320g MODO DE PREPARO: • Colocar água e banha em uma panela, leva ao fogo médio até que a banhaderreter por completo; • Em uma bacia adicionar a farinha e o sal, mexer até ficar homogêneo; • Colocar a mistura ainda quente sobre a farinha, misture em seguida sove até obter uma massa homogenia. • Bolear e cobrir com plástico filme, levar a geladeira por 1 hora. • Abrir a massa e montar como orientado em aula. • Assar em forno sem vapor. TEMPERATURA E TEMPO DE FORNEAMENTO: Assar em forma untada, em forno preaquecido temperatura +/- 200ºC +/- 10 minutos, até que esteja corada embaixo e em cima.