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UNIP-UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE PSICOLOGIA NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx Psicologia e Saúde Mental Ética Profissional São Paulo - Campus Marquês 2024 UNIP-UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE PSICOLOGIA NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx NOME RA: xxxxxxx TURMA: xxxxx Psicologia e Saúde Mental Ética Profissional Trabalho apresentado para a disciplina: Ética Profissional da Universidade Paulista-UNIP sob a orientação da professora Silvia Cristina Alves. São Paulo - Campus Marquês 2024 RESUMO Este trabalho aborda a relação entre psicologia e saúde mental, destacando a importância do equilíbrio emocional para a qualidade de vida. São discutidos conceitos como ansiedade, depressão, estresse e o impacto de fatores externos como ambiente social, trabalho e família no bem-estar psicológico. Além disso, é destacada a relevância da prevenção e do combate ao estigma relacionado à saúde mental, bem como a necessidade de políticas públicas que facilitem o acesso aos serviços de saúde. Palavras-chave: Psicologia, Saúde mental, Ansiedade, Depressão, Terapia cognitivo-comportamental, Prevenção, Estresse, Políticas públicas. SUMÁRIO INTRODUÇÃO...............................................................................................05 DESENVOLVIMENTO.....................................................................................06 CONCLUSÃO.................................................................................................11 REFERÊNCIAS................................................................................................12 1. INTRODUÇÃO A psicologia e a saúde mental estão sempre interligadas, justamente pela contribuição e o bem-estar para auxiliar e tratar em relação aos problemas mentais, como depressão, auxílio em questão diretas relacionadas a saúde mental, dificuldades de atenção, raciocínio, problemas cognitivos, esquizofrenia, aconselhamento familiar ou até mesmo doenças graves, e entre outros apoios. Esse trabalho discorre sobre a psicologia e a saúde mental, suas interligações, abrir tópicos de impactos do cotidiano, do espaço profissional e eventos externos que afetam as emoções e perturbam a mente humana, abalando assim a saúde mental e suas peculiaridades. O objetivo é analisar a saúde mental, no cotidiano em sociedade, evidenciando os impactos negativos e conceder uma análise de como a psicologia pode atuar frente a esses estímulos externos. Para desenvolvimento deste contexto, foi utilizado o Código de Ética do Poder Executivo Federal, nos Decreto 1.171\94, que relata sobre a moralidade da administração Pública, pesquisas em artigos e livros relacionados nas referências. 2. DESENVOLVIMENTO A psicologia e a saúde mental são áreas intimamente ligadas, focadas no estudo e na promoção do bem-estar psicológico, emocional e comportamental. A psicologia, como ciência, busca entender como os indivíduos pensam, sentem e agem, além dos fatores que influenciam essas experiências, tanto internas quanto externas. A saúde mental refere-se ao equilíbrio emocional que permite ao indivíduo lidar com o estresse cotidiano, ter um desempenho produtivo e contribuir para sua comunidade. Atualmente, a saúde mental é considerada uma parte fundamental da saúde integral, pois não há bem-estar físico sem um estado emocional equilibrado. Transtornos mentais, como depressão, ansiedade, transtornos alimentares e de personalidade, estão entre os principais problemas de saúde pública no mundo contemporâneo. Um ponto importante é a luta contra o estigma relacionado à saúde mental. Historicamente, questões psicológicas eram vistas como fracas, contribuindo para o isolamento de quem sofre com transtornos mentais. Nos últimos anos, as campanhas de conscientização têm trabalhado para desmistificar essas ideias, promovendo uma visão mais acolhedora sobre o tema. Nesse contexto, a psicologia tem um papel essencial, oferecendo informações fundamentadas em evidências sobre os transtornos mentais e a importância De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais afetam milhões de pessoas em todo o mundo, impactando a qualidade de vida e a capacidade funcional dos indivíduos. A psicologia, com suas diversas abordagens terapêuticas, como a cognitivo-comportamental, psicanalítica e humanista, busca desenvolver formas de tratamento e intervenção que ajudem as pessoas a gerenciar e superar essas condições. Um exemplo de impacto na saúde mental, é a Pandemia do Coronavírus (COVID-19). A rápida escalada da doença, com disseminação em nível global sendo considerada a síndrome respiratória viral mais severa desde a pandemia de influenza H1N1, em 1918 (Ferguson et al., 2020). O medo de ser infectado por um vírus potencialmente fatal, de rápida disseminação, cujas origens, natureza e curso ainda eram pouco conhecidos, acaba por afetar o bem-estar psicológico de muitas pessoas. Sintomas de depressão, ansiedade e estresse diante da pandemia foram identificados na população geral (Wang et al., 2020) e, em destaque, nos profissionais da saúde. Ademais, casos de suicídio potencialmente ligados às implicações psicológicas da COVID-19 também foram reportados em alguns países como Coreia do Sul (Jung & Jun, 2020) e Índia (Goyal, Chauhan, Chhikara, Gupta, & Singh, 2020). Afora as implicações psicológicas diretamente relacionadas à COVID-19, medidas para contenção da pandemia também podem consistir em fatores de risco à saúde mental. Em revisão de literatura sobre a quarentena, Brooks et al. (2020) identificaram que os efeitos negativos dessa medida incluem sintomas de estresse pós-traumático, confusão e raiva. Preocupações com a escassez de suprimentos e as perdas financeiras também acarretam prejuízos ao bem-estar psicológico. Analisados em conjunto, todos esses fatores remetem à relevância de intervenções psicológicas alinhadas às necessidades emergentes no atual contexto de pandemia. Pessoas com suspeita de infecção pelo coronavírus podem desenvolver sintomas obsessivo-compulsivos, como a verificação repetida da temperatura corporal (Li et al., 2020b). A ansiedade em relação à saúde também pode provocar interpretação equivocada das sensações corporais, fazendo com que as pessoas as confundam com sinais da doença e se dirijam desnecessariamente a serviços hospitalares, conforme ocorreu na pandemia de influenza H1N1, em 2009 (Asmundson & Taylor, 2020). Ademais, medidas como isolamento de casos suspeitos, fechamento de escolas e universidades, distanciamento social de idosos e outros grupos de risco, bem como quarentena, acabaram diminuindo as conexões face a face e das interações sociais rotineiras, o que também pode consistir em um estressor importante nesse período. Intervenções psicológicas voltadas tanto à população geral quanto aos profissionais da saúde desempenham um papel central para lidar com as implicações na saúde mental em decorrência da pandemia. Como as intervenções psicológicas face a face eram restritas para minimizar o risco de propagação do vírus, sugeridos serviços psicológicos realizados por meios de tecnologia da informação e da comunicação, incluindo Internet, telefone e carta. No Brasil, em 26 de março de 2020, foi publicada a Resolução CFP nº 4/2020, que permite a prestação de serviços psicológicos por meios de tecnologia da informação e da comunicação após realização do “Cadastro e-Psi”, embora não seja necessário aguardar a emissão de parecer para iniciar o trabalho remoto. Portanto, passa a ser autorizada a prestação de serviços psicológicos por meios de tecnologia da informação e da comunicação a pessoas e grupos em situação de urgência, emergência e desastre, bem como de violação de direitos ou violência, buscando minimizar as implicações psicológicas diante da COVID-19 (CFP, 2020a). As intervenções voltadas à população geral incluem a oferta de primeiros cuidados psicológicos, os quais envolvem assistência humana e ajuda prática em situações de crise, buscando aliviar preocupações, oferecer conforto, ativar a rede de apoio social e suprir necessidades básicas (ex.: água, alimentação e informação). Ademais, as intervenções psicológicas devem ser dinâmicas e, primeiramente, focadas nos estressores relacionados à doença ou nas dificuldades de adaptação às restrições do período. Contudo, o desenvolvimento de uma boa saúde mental é influenciado por diversos fatores, como genética, ambiente social, experiências de vida e acesso a cuidados de saúde. Traumas na infância, condições socioeconômicas adversas e a falta de suporte emocional, por exemplo, estão frequentemente ligados ao surgimento de transtornos mentais. No entanto, a psicologia sugere que esses fatores podem ser atenuados por meio de intervenções precoces e preventivas, que vão desde o fortalecimento das redes de apoio social até a promoção de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos e um sono adequado. A intervenção psicológica pode ocorrer em diferentes níveis. Para pessoas que enfrentam dificuldades pontuais, como o luto, o divórcio ou uma mudança de emprego, o apoio psicológico pode oferecer estratégias de enfrentamento que ajudam a lidar com o estresse e as emoções. Em casos mais graves, como transtornos depressivos profundos ou crises de ansiedade, a psicoterapia, associada ou não a intervenções médicas, pode ser fundamental para a recuperação. Além disso, a psicologia preventiva visa identificar sinais precoces de distúrbios mentais, possibilitando uma ação antecipada antes que esses problemas afetem drasticamente a vida do indivíduo. Em suma, a psicologia, enquanto ciência e prática, desempenha um papel fundamental na promoção da saúde mental. Ao fornecer compreensão e intervenção, ela ajuda as pessoas a lidarem com seus desafios emocionais, a melhorar suas relações interpessoais e a desenvolver uma vida mais equilibrada e satisfatória. A conscientização e o investimento em saúde mental são essenciais para o desenvolvimento de sociedades mais saudáveis, justas e humanas. Diante disso, os profissionais de psicologia devem seguir as diretrizes da Ética. A Ética na Psicologia abrange os princípios, valores e normas que orientam a conduta dos psicólogos em sua prática profissional. Visa promover o bem-estar dos envolvidos e a integridade da profissão, estabelecendo diretrizes para a atuação responsável e ética dos psicólogos. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O profissional de psicologia trabalhará visando promover a saúde mental e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Os psicólogos devem seguir um código de ética profissional estabelecido pelos órgãos reguladores da Psicologia em cada país. Esses códigos fornecem diretrizes específicas para a prática ética, incluindo regras de conduta, responsabilidades profissionais e procedimentos para lidar com dilemas éticos. Podemos nos referir à Ética como padrões de comportamento moralmente aceitos em um determinado grupo, visando a harmonia de convivência, com redução dos danos morais. De acordo com o Conselho de Psicologia de São Paulo, Códigos de Ética expressam sempre uma concepção de homem e de sociedade que determina a direção das relações entre os indivíduos. Traduzem-se em princípios e normas que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores universais, tais como os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; sócio-culturais, que refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma profissão, um código de ética não pode ser visto como um conjunto fixo de normas e imutável no tempo. As sociedades mudam, as profissões transformam-se e isso exige, também, uma reflexão contínua sobre o próprio código de ética que nos orienta. 3. CONCLUSÃO A atuação da psicologia na saúde mental é fundamental para o bem-estar individual e coletivo. A psicologia oferece intervenções que ajudam na prevenção, diagnóstico e tratamento de transtornos mentais, promovendo o autoconhecimento e a resiliência. Além disso, uma abordagem psicológica contribui para a desestigmatização dos problemas de saúde mental, facilitando o acesso ao tratamento e encorajando as pessoas a Conclui-se que a psicologia, ao integrar diferentes abordagens teóricas e práticas, atua não apenas na cura, mas também na promoção de uma vida saudável, abordando questões emocionais, sociais e comportamentais. O fortalecimento da saúde mental é, portanto, um componente essencial para a qualidade de vida e a construção de comunidades mais saudáveis e resilientes. Os psicólogos têm um papel importante, não só no tratamento, mas também na prevenção, oferecendo apoio e estratégias para lidar com dificuldades emocionais. No fundo, a psicologia ajuda as pessoas a encontrarem um caminho mais equilibrado e satisfatório na vida, promovendo a consciência e o cuidado com a saúde mental como chave para sociedades mais saudáveis e justas. 4. REFERÊNCIAS SCHMIDT, B., Crepaldi, M. A., Bolze, S. D. A., Neiva-Silva, L., & Demenech, L. M. (2020). Saúde mental e intervenções psicológicas diante da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Estudos de Psicologia (Campinas), 37, e200063. Disponível em http://dx.doi.org/10.1590/1982-0275202037e200063. Acesso em 31/10/2024. FERGUSON, N., Laydon, D., Nedjati Gilani, G., Imai, N., Ainslie, K., Baguelin, M., ... Ghani, A. (2020). Report 9: impact of non-pharmaceutical interventions (NPIs) to reduce COVID19 mortality and healthcare demand. Disponível em http://dx.doi.org/10.25561/77482. Acesso em 31/10/2024. WANG, C., Pan, R., Wan, X., Tan, Y., Xu, L., Ho, C. S., & Ho, R. C. (2020). 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Disponível em https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-4-2020-dispoe-sobre-regulamentacao-de-servicos-psicologicos-prestados-por-meio-de-tecnologia-da-informacao-e-da-comunicacao-durante-a-pandemia-do-covid19?origin=instituicao. Acesso em 31/10/2024.