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SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL (SDM) 
 
A síndrome dolorosa miofascial (SDM) é das mais comuns causas de dor no sistema 
musculoesquelético. Costuma afetar músculos, tecido conjuntivo e fáscias da coluna 
vertebral. Está diretamente associada à presença de dor e incapacidade nos 
indivíduos acometidos. Alguns sinônimos encontrados na literatura para a SDM são 
miofasceíte, fibrosite, reumatismo de partes moles e miosite. (KNOPLICH, 2003). 
A SDM é muitas vezes de difícil diagnóstico, uma vez que necessita principalmente 
da história clínica e dos achados do exame físico. É necessária a identificação do 
ponto gatilho ou doloroso em uma banda tensa, com a reprodução da dor, para que 
existam condições mínimas de diagnóstico. Frequentemente a SDM é confundida com 
outras patologias do sistema musculoesquelético, como bursites e tendinites, o que 
gera tratamentos sem sucesso para o paciente. (KNOPLICH, 2003). 
Segundo Yeng, Kaziyama e Teixeira (2001) são definidos critérios maiores e menores 
para o diagnóstico preciso da SDM: 
 
Critérios maiores: 
– Bandas de tensão muscular; 
– Dor intensa nos PGs em uma banda de tensão; 
– Reprodução da dor à pressão do nódulo doloroso; 
– Limitação da ADM decorrente da dor. 
 
Critérios menores: 
– Evocação da reação contrátil visualmente ou à palpação; 
– Reação contrátil ao agulhamento dos PGs; 
– Atividade eletromiográfica característica de nódulo doloroso em uma 
banda de tensão; 
– Dor, anormalidade sensitiva na distribuição de um PG à compressão 
correspondente. 
 
Para que haja o diagnóstico é necessário que estejam presentes, no mínimo, quatro 
critérios maiores e um menor. Na literatura são encontradas cinco causas para o 
aumento da tensão muscular, achado principal da SDM: tensão muscular: solicitação 
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exagerada, fadiga crônica, esfriamento, redução da circulação e alterações 
metabólicas. 
Diversos tratamentos já foram sugeridos no decorrer da história, alguns deles ainda 
empregados até hoje: crioterapia, automassagem, exercícios e atividades físicas 
moderadas. Para casos agudos sugere-se apenas uma sessão de tratamento; para 
casos crônicos, no entanto, são necessários tratamentos diários entre duas a seis 
semanas. (KNOPLICH, 2003). 
O termo “zonas de gatilho” foi empregado em 1936 por Edeiken e Wolferth, para se 
referir a uma região na qual a dor é sentida durante a palpação de pontos dolorosos 
na região escapular. Outros termos similares, como “áreas de gatilho” ou “pontos 
gatilhos” foram introduzidos posteriormente. (KNOPLICH, 2003). 
 
COMPLEXO DO PONTO GATILHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
 
Em 1938, Kellgren realizou um importante achado. Observou que o acometimento da 
fáscia muscular e da bainha tendínea gerava dor localizada, enquanto o estímulo 
nociceptivo muscular ocasionava dor difusa, com uma zona de referência previsível. 
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http://spallafisioterapia.wordpress.com/tag/ponto-gatilho/
 
 
 
 
Foi então reconhecido como o primeiro autor que identificou o padrão de zona de dor 
referida muscular. (KNOPLICH, 2003). 
O termo “mialgia idiopática” foi introduzido por Travell, em 1983, e posteriormente o 
descreve como áreas de gatilho, ou pontos gatilhos. Surgiram as terminologias “dor 
miofascial” e “síndrome dolorosa miofascial” para definir as afecções de miofilamentos 
de contração de fibras brancas e vermelhas do músculo esquelético. 
Os pontos gatilhos foram redefinidos como “pontos dolorosos profundos circunscritos, 
com resposta contrátil localizada ao ser pressionado ou agulhado e que, quando 
estimulados, ocasionam dor referida”. (KNOPLICH, 2003). Na SDM são encontradas 
bandas musculares tensas que podem ser palpáveis, nas quais são identificados 
pontos dolorosos de grande intensidade (pontos gatilhos, PGs), como são mostrados 
na figura. A palpação digital ou a punção localizada com agulha sobre os PGs causam 
dor local ou referida a distância. Esses pontos são resultados de sobrecargas 
dinâmicas ou estáticas que ocorrem durante as atividades do cotidiano. (KNOPLICH, 
2003). 
 
PGS NO MÚSCULO ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: . 
 
Uma das características marcantes da SDM é a contração muscular visível e palpável 
localizada, que é induzida pela palpação ou punção da banda muscular ou do PG. A 
inflamação na inserção dos feixes musculares, tendões e ligamentos, associada ao 
encurtamento muscular, pode resultar entesites ou entesopatias. (KNOPLICH, 2003). 
Segundo Fritz (2002), frequentemente o terapeuta encontrará no seu cliente a 
presença de PGs no músculo trapézio, ao aplicar a Quick Massage. A figura mostra 
as localizações mais comuns dos PGs nesse músculo e as respectivas regiões de dor 
referida: 
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http://www.triggerpointbook.com/
 
 
 
 
PGS ENCONTRADOS NO MÚSCULO TRAPÉZIO (EM “X”) E AS REGIÕES DE DOR 
IRRADIADA (EM VERMELHO); NA FIGURA À ESQUERDA, VISTA NO PLANO 
SAGITAL E À DIREITA NO PLANO FRONTAL, VISTA POSTERIOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: . 
 
Knoplich (2003) classifica os PGs em ativos ou latentes: 
 
PGs ativos: apresentam uma região bastante irritável, com dor espontânea ou que 
surge com o movimento; estão localizados em bandas musculares tensas em regiões 
com queixa de dor; a pressão gera dor referida em áreas padronizadas. Há limitação 
da amplitude de movimento e pode produzir sensação de fraqueza muscular. 
 
PGs latentes: estão presentes em áreas assintomáticas; apesar de serem pontos 
dolorosos com características semelhantes aos ativos, não estão relacionados à dor 
durante as atividades cotidianas. Geralmente são menos dolorosos, quando palpados, 
e produzem menos disfunções, se comparados aos PGs ativos. Podem se tornar 
ativos com a influência de agentes estressores físicos exógenos, endógenos ou 
emocionais. 
 
A SDM apresenta as seguintes características: 
 
– Banda muscular tensa palpável com a presença de PGs; 
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http://dorescronicas.com.br/
 
 
 
 
– O paciente reproduz as queixas durante a compressão do ponto 
miálgico; 
– Dor do tipo difusa em um músculo ou grupo muscular; 
– Dor descrita como “latejamento” em uma região corporal; 
– Possível queixa de parestesia, sem padrão neuropático; 
– Relato de diminuição da dor após estiramento muscular. (KNOPLICH, 
2003). 
 
Pode ainda ocorrer diminuição da força muscular, durante a realização do teste 
manual. Também é comum a limitação da amplitude de movimento da região 
acometida. No estiramento passivo pode ser notado encurtamento muscular. 
(KNOPLICH, 2003). 
 
Importante: não deve haver padrão de dor radicular ou neuropática para que haja o 
diagnóstico de SDM. 
 
As causas da SDM podem ser variadas. Dentre elas, destacam-se as sobrecargas 
agudas, traumatismos ou microtraumas repetidos sobre as estruturas 
musculoesqueléticas. Pode também ser o resultado de um processo gradual, 
relacionado a atividades laborais, que produzem fadiga muscular. Indivíduos não 
condicionados, como os praticantes de atividades físicas esporádicas, estresses 
prolongados ou sobrecarga dos músculos antigravitacionais, como resultado de 
posturas inadequadas, além de estresses emocionais, também podem ser 
causadores da SDM. (KNOPLICH, 2003). 
A dor promove sensibilização das terminações nervosas livres e do sistema nervoso 
central, ocasionando dor localizada e referida. Junto a este sintoma são notadas 
alterações no trofismo muscular, fadiga, pequeno comprometimento da força e/ou da 
destreza, principalmente em movimentos que requerem maiorprecisão. (KNOPLICH, 
2003). 
Existem indícios de que os PGs sejam resultado da presença de sangue ou outro 
material extracelular que não foi reabsorvido mesmo após lesão muscular. Dessa 
forma, geram limitação da amplitude de movimento e também aderência tecidual, 
que dificulta o deslizamento das fibras musculares, juntamente com dor, espasmo da 
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musculatura envolvida e tensão, que, por mecanismo reflexo, intensifica a tensão 
muscular inicial, desencadeando os eventos posteriores. (KNOPLICH, 2003). 
Possivelmente, o surgimento dos PGs esteja diretamente relacionado à presença de 
microtraumatismos ou sobrecargas. A ocorrência de estresses repetidos, lesões ou 
sobrecarga única de alta intensidade pode resultar em PGs, que por sua vez 
estimulam uma contração muscular intensa por período prolongado. Nessa condição, 
é frequente o surgimento de fadiga muscular. 
A contração muscular ocasiona isquemia local e alterações nas condições fisiológicas 
das miofibrilas envolvidas, além de substâncias algiogênicas (capazes de produzir 
dor), o que reforça o ciclo vicioso da lesão. Há maior sensibilidade à dor e aumento 
da atividade do sistema nervoso neurovegetativo. Fenômenos centrais e periféricos 
podem também estar envolvidos, intensificando os sintomas. (KNOPLICH, 2003). 
O evidente aumento da tensão muscular ainda promove sobrecarga mecânica no 
tecido conjuntivo e estruturas adjacentes à banda tensa, com consequente diminuição 
da função dos elementos contráteis nos nódulos. (KNOPLICH, 2003). 
Do ponto de vista bioquímico, a SDM pode ser compreendida como a ruptura do 
retículo sarcoplasmático, decorrente dos traumatismos musculares, com liberação e 
acúmulo de cálcio no sarcoplasma. Este reage com o ATP, gerando deslizamento e 
interação da actina com a miosina, além de encurtamento do sarcômero (em função 
da hipertonia ou espasmo muscular). Há aumento do consumo energético do músculo 
e colapso da microcirculação local, devido à compressão mecânica dos capilares. 
(KNOPLICH, 2003; FRITZ, 2002). 
O elevado gasto energético somado à isquemia local resulta na depleção de ATP, que 
ocasiona dificuldade de recaptação ativa do cálcio pela bomba do retículo 
sarcoplasmático. (KNOPLICH, 2003). É notado um ciclo vicioso autossustentado, que 
é esquematizado na figura: 
 
CICLO VICIOSO DA SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL 
 
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Os PGs apresentam elevada sensibilidade, justificada pelo acúmulo de substâncias 
algiogênicas, que geram excitação e sensibilização dos nociceptores. Em um 
mecanismo reflexo, a dor desencadeia espasmo muscular, que intensifica todo o 
quadro geral de sinais e sintomas apresentados. (KNOPLICH, 2003). 
Knoplich (2003) ainda sugere que a SDM pode estar associada, ou ser a causa de dor 
em diversas condições, dentre as quais se destacam: 
– Cefaleia tensional; 
– Doença degenerativa discal; 
– Síndrome do desfiladeiro torácico; 
– Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORTs); 
– Osteoartrose; 
– Síndrome do impacto. 
 
TRATAMENTO 
 
É importante que a abordagem ao paciente portador da SDM seja feita de maneira 
individualizada. Devem-se considerar os fatores causais de cada situação. 
Os músculos envolvidos devem ser exaustivamente avaliados e acompanhados por 
todo o tratamento, para que seja possível quebrar o ciclo vicioso característico dessa 
patologia. Também devem ser considerados todos os possíveis fatores psicossociais 
envolvidos, pois se sabe que estes podem potencializar a lesão muscular. Para isso, 
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é imprescindível que uma equipe interdisciplinar aborde esse paciente. (KNOPLICH, 
2003). 
O tratamento medicamentoso costuma ser a primeira medida para alívio da dor; no 
entanto, seu uso crônico não mostrou resultados satisfatórios, sendo recomendado 
somente para quadros agudos. Relaxantes musculares de ação periférica também 
não exercem ação eficaz na SDM. (KNOPLICH, 2003). 
O tratamento fisioterapêutico baseia-se na inativação dos PGs, cinesioterapia para 
relaxamento muscular, recuperação da atividade fisiológica normal do músculo e 
orientações posturais para eliminação dos possíveis fatores desencadeantes. 
(KNOPLICH, 2003). 
 
TENDER POINT (PONTO FRACO – PF) 
 
Knoplich (2003) lembra que é bastante comum a comparação entre trigger points 
(pontos gatilhos) e tender points (pontos fracos). Este último trata-se de pontos com 
maior sensibilidade, que apresentam dor localizada, e estão presentes em pacientes 
com fibromialgia, que será abordada posteriormente. (item 7.1 da apostila). 
É importante ressaltar que os pontos gatilhos são característicos da síndrome 
dolorosa miofascial (SDM), enquanto os tender points estão presentes na fibromialgia. 
A SDM acomete ambos os sexos igualmente e caracteriza-se por trigger points 
assimétricos e contração local à palpação. A fibromialgia, por sua vez, apresenta ao 
menos 11 dos 18 locais predeterminados com a presença de tender points, é mais 
comum em mulheres na faixa etária entre 40 e 60 anos de idade, com característica 
de tender points simétricos e dor difusa. (KNOPLICH, 2003). 
 
 
PRINCIPAIS PATOLOGIAS MUSCULOESQUELÉTICAS QUE ACOMETEM A 
COLUNA VERTEBRAL 
 
Serão abordadas aqui algumas patologias de origem ortopédica e reumatológica que 
podem acometer a coluna vertebral. 
 
FIBROMIALGIA 
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A fibromialgia é uma doença reumatológica caracterizada por manifestações físicas e 
psicológicas, tendo por isso a denominação “reumatismo psicogênico” por alguns 
autores. (KNOPLICH, 2003). O Colégio Americano de Reumatologia definiu, em 1990, 
nove pares de pontos dolorosos relacionados à fibromialgia. Para o diagnóstico dessa 
doença é preciso que o paciente apresente ao menos 11 desses 18 pontos com dor, 
bilateralmente. Os nove pares, são: 
– Região occipital: inserções dos músculos suboccipitais; 
– Região cervical inferior: no espaço correspondente à projeção dos 
processos transversos de C5 a C7; 
– Músculo trapézio: no ponto médio da borda superior; 
– Músculo supraespinhoso: acima da espinha da escápula, próximo à 
borda medial; 
– Segunda costela: segunda junção esternocostal; 
– Epicôndilos laterais: dois centímetros distalmente a eles; 
– Região glútea: quadrante superoexterno; 
– Trocanter maior: posterior às eminências trocantéricas; 
– Região do joelho: acima da linha articular, na face medial. (KNOPLICH, 
2003). 
 
PONTOS DE DOR NA FIBROMIALGIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O sintoma mais marcante nesses pacientes é a dor, que pode se manifestar de 
maneira localizada, inicialmente, na região cervical, ombros e cabeça, e 
posteriormente atingir maiores regiões corporais, com dor crônica generalizada na 
musculatura da coluna e também em membros superiores e inferiores. O paciente tem 
dificuldade em identificar a origem das dores, e costumam dizer que “dói tudo”. 
Quando refere regiões de dor, aponta para o ventre muscular, mas também em 
inserções tendíneas e em proeminências ósseas. (KNOPLICH, 2003). 
Dentre as queixas mais comuns desses pacientes, além da dor, também estão: fadiga, 
distúrbios do sono, rigidez articular, parestesias, dor de cabeça, síndrome do cólon 
irritável, depressão ou ansiedade. Esses sintomas não ocorrem simultaneamente e 
podem não se manifestar em todos os pacientes. (KNOPLICH, 2003). 
A imensa maioria deles refere distúrbios do sono, com relatos de que acorda cansado, 
mesmo dormindo a quantidade normal de horas por noite. Costumam dormir com os 
dentescerrados, com grande pressão nos músculos masseteres, com as mãos 
fechadas e o corpo flexionado, geralmente em posição fetal. A depressão é vista em 
25% deles, necessitando muitas vezes de medicamentos antidepressivos. Existe uma 
maior ocorrência em mulheres, com uma possível tendência familiar. (KNOPLICH, 
2003). 
As doenças crônicas da coluna também podem ser uma manifestação da fibromialgia. 
É comum a observação de pacientes fibromiálgicos com alterações na postura da 
coluna, com hipercifose torácica. Indivíduos deprimidos geralmente apresentam essa 
alteração postural, como se “carregasse o mundo nas costas”, posição que favorece 
a fadiga na musculatura da cadeia posterior, em função da grande tensão gerada. O 
periósteo das vértebras tensionados, somado à tensão muscular e à restrição 
circulatória, intensificam a dor e o desconforto na região. (KNOPLICH, 2003). 
O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar e conta com a participação do 
fisioterapeuta, médico, psicólogo, professor de Educação Física, entre outros 
profissionais da saúde. É importante que o paciente inicie um programa regular de 
atividade física bem orientada, com predomínio de atividades aeróbias inicialmente. 
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http://www.reumatologiaavancada.com.br/doencas-reumaticas/fibromialgia/
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A hidroterapia é bastante recomendada, para alívio das tensões musculares e 
ativação da circulação sanguínea e linfática. A reeducação postural atuará na 
correção da hipercifose torácica e/ou outras alterações posturais evidentes. A 
psicoterapia é um ponto essencial do tratamento, para tratamento da depressão, 
ansiedade e outros possíveis distúrbios relacionados. (KNOPLICH, 2003). 
 
DEGENERAÇÃO DA COLUNA VERTEBRAL ÁREA DE PROTRUSÃO DISCAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Dentre os segmentos da coluna vertebral, a região cervical e a lombar são as que 
mais apresentam processos degenerativos, devido à maior mobilidade. (KNOPLICH, 
2003). As alterações degenerativas geralmente estão associadas ao processo de 
envelhecimento. É difícil determinar, no entanto, a influência de cada um dos 
elementos anatômicos na etiopatogenia da dor. A faixa etária entre 30 a 50 anos é a 
mais propícia para o desenvolvimento de dores na coluna, em especial as lombalgias 
e as dores isquiáticas. (KNOPLICH, 2003). 
Em relação ao gênero, são observadas degenerações em maior frequência no sexo 
masculino, principalmente em relação às lombalgias. A respeito das características de 
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peso corporal e altura, deve-se ressaltar que o centro de gravidade corporal incide 
sobre S2, a segunda vértebra sacral. Essa região suporta cerca de metade do peso 
corporal. Estudos sugerem que o volume abdominal influi mais que o próprio peso 
corporal, uma vez que as pessoas obesas geralmente apresentam vértebras mais 
largas e, portanto, adaptadas para tal função. A obesidade está relacionada com 
mais frequência à osteoartrose nas articulações do joelho e coxofemoral. (KNOPLICH, 
2003). 
 
DISCO INTERVERTEBRAL ROMPIDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Estudos também demonstram que o hábito de fumar influencia na saúde da coluna 
vertebral. Esse risco é ainda maior quando o indivíduo fuma mais que 16 cigarros por 
dia, no caso do homem, e 13/dia para a mulher. (KNOPLICH, 2003). A prática de 
esportes deve ser incentivada, porém bem monitorada. O exercício físico sem 
orientação pode promover lesões na coluna. É demonstrada uma relação positiva 
entre a prática de esportes e a prevenção de lesões na coluna. (KNOPLICH, 2003). 
O processo degenerativo da coluna pode atingir todas as estruturas 
musculoesqueléticas, mas só é capaz de produzir sintomas evidentes quando ocorre 
compressão da raiz nervosa que está localizada no orifício de conjugação ou da 
medula no canal vertebral. As artroses causam dores em função da irritação das 
terminações nervosas das estruturas degeneradas. (KNOPLICH, 2003). Knoplich 
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http://mmspf.msdonline.com.br/pacientes/manual_merck/secao_06/cap_069.html#section_10
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(2003) classifica as alterações degenerativas da seguinte forma: 
 
Osteocondrose Intervertebral 
 
Condição mais comum em indivíduos idosos. Esta lesão está associada à 
degeneração do disco intervertebral, em especial o núcleo pulposo. Inicialmente, 
ocorre desidratação do núcleo, fissura no ânulo fibroso, com achatamento do disco, 
diminuição do espaço discal e, por fim, esclerose do corpo vertebral. O disco pode 
se projetar para dentro do corpo vertebral (chamado núcleo de Schmorl) ou pode gerar 
projeção inclinada. O processo degenerativo pode envolver também a síndrome da 
cauda equina ou a estenose (estreitamento) do canal. 
 
Espondilose Deformante ou Hiperostose 
 
Trata-se de uma degeneração caracterizada pela presença de osteófitos 
(popularmente chamados de “bico de papagaio”) em grande quantidade. O 
deslocamento do disco produz elevação do ligamento longitudinal anterior, com 
consequente tração no local de inserção do ligamento no corpo vertebral. Pode 
haver também ossificação do ligamento longitudinal posterior, hipertrofia do ligamento 
amarelo, que causarão diminuição do diâmetro do orifício de conjugação e, por sua 
vez, pressionarão o nervo. 
 
Osteoartrose 
 
Degeneração progressiva da coluna, marcada por erosões na cartilagem articular, 
lesão no tecido ósseo subcondral, hiperplasia e, nos estágios avançados, anquilose 
fibrosa ou óssea na articulação. Nos exames de imagem é possível visualizar 
diminuição do espaço articular e osteófitos marginais. O paciente geralmente 
apresenta dor irradiada nos membros superiores, quando a patologia acomete as 
vértebras cervicais, e nos membros inferiores, quando relacionada a algum dano nos 
segmentos lombares. 
 
 
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AN02FREV001/REV 4.0 
54 
 
 
 
 
 
ÁREA DE DEGENERAÇÃO VERTEBRAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS 
 
Atualmente, o excesso de compromissos das pessoas, associado a uma vida com alto 
nível de estresse, fez com que muitas deixassem de cuidar da própria saúde e bem-
estar. A Quick Massage é uma alternativa, pois proporciona relaxamento muscular e 
diminuição das tensões globais, em um procedimento que dura cerca de 15 minutos 
e sem necessitar de grandes espaços físicos. (FRITZ, 2002). 
Trata-se de uma técnica criada em 1982, na Califórnia, nos Estados Unidos e 
posteriormente aperfeiçoada no Japão. O principal instrumento utilizado pelo 
profissional é a cadeira de Quick Massage, portátil e desmontável. As primeiras foram 
feitas de madeira; com o passar dos anos, novos modelos e materiais foram 
empregados, o que resultou em maior conforto e adaptação às diferenças anatômicas 
de cada cliente. (FRITZ, 2002). 
 
 
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CADEIRA DE QUICK MASSAGE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A Quick Massage pode ser realizada no ambiente de trabalho, ao ar livre, em 
shoppings centers, salões de beleza, spas, clubes, clínicas e em diversos outros 
lugares, em função da sua praticidade e rapidez. (FRITZ, 2002). A técnica é indicada 
para diversos tipos de pessoas, especialmente àquelas que apresentam queixas de 
dor, decorrente de cansaço físico e mental, estresse, tensões muscularese dores de 
cabeça. 
A massagem promove melhora da circulação sanguínea e aumenta a disposição do 
indivíduo, em função do seu efeito revigorante, sendo também indicada para 
indivíduos com atividades laborais monótonas e/ou repetitivas. (FRITZ, 2002). 
Uma grande vantagem dessa técnica é que o cliente não precisa trocar ou tirar a 
roupa e os sapatos, o que aumenta a sua praticidade. Praticamente todas as pessoas, 
de todas as idades e sexo, podem receber a Quick Massage. As contraindicações 
principais são para grávidas (restrição relativa) e para indivíduos com câncer (restrição 
absoluta). Em relação à gestante, deve-se considerar principalmente o mês da 
gestação (mulheres no segundo e terceiro trimestre podem sentir desconforto na 
cadeira, com a compressão abdominal) (leia com atenção o item 10). (FRITZ, 2002). 
Os efeitos da Quick Massage podem ser divididos em métodos reflexos e mecânicos. 
O primeiro gera estímulo ao sistema nervoso, endócrino e substâncias químicas do 
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http://ribeiraopires.olx.com.br/cadeira-de-quick-massage-iid-133060379
 
 
 
 
corpo. Reflexo é uma resposta involuntária a um estímulo, sendo específico e 
previsível, além de intencional e adaptável. Os métodos mecânicos, por sua vez, 
atuam sobre o tecido mole por meio de técnicas que normalizam o tecido conectivo 
ou movem os fluidos do corpo e o conteúdo intestinal. (FRITZ, 2002). 
No entanto, deve-se reconhecer que a massagem produz efeitos que são resultantes 
de uma combinação de fatores mecânicos, neurais, químicos e psicológicos. (FRITZ, 
2002). 
Dentre os efeitos fisiológicos dessa massagem, Fritz (2002) destaca: 
- relaxamento muscular; 
- diminuição da fadiga muscular; 
- remoção de toxinas do organismo; 
- aumento das trocas metabólicas e energéticas do organismo; 
- facilitação do deslizamento entre as fáscias e os músculos esqueléticos; 
- melhora da textura da pele; 
- estímulo à produção de colágeno e elastina; 
- melhora do estado de possíveis aderências cutâneas; 
- efeito analgésico; 
- estímulo ao esvaziamento gástrico; 
- melhora do peristaltismo; 
- melhor ativação do sistema linfático; 
- melhora do bem-estar respiratório e diminuição de obstruções 
brônquicas; 
- melhora da consciência corporal. 
 
 
Dentre as substâncias químicas influenciadas pela massagem destacam-se a 
dopamina, serotonina e adrenalina/noradrenalina. 
 
DOPAMINA: baixos índices dessa substância geram falta de controle motor, 
incapacidade de concentração, tédio. Índices elevados proporcionam inspiração, 
alegria e entusiasmo. Acredita-se que a massagem gere aumento do nível de 
dopamina circulante no organismo. (FRITZ, 2002). 
SEROTONINA: regula o humor relacionado a emoções convenientes, atenção a 
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pensamentos e efeitos calmantes, tranquilizantes e confortantes. Reduz a 
irritabilidade e regula estados de ímpeto, de modo que permite a repressão da ânsia 
de falar, etc. Também está envolvida no processo de saciedade e modula o ciclo 
sono/vigília. Níveis baixos de serotonina estão associados à depressão, distúrbios 
alimentares e até desordens obsessivo-compulsivas. Existem grandes indícios de que 
a massagem promova aumento do nível de serotonina. (FRITZ, 2002). 
ADRENALINA E NORADRENALINA: Também mencionados na literatura como 
epinefrina e norepinefrina, respectivamente. A adrenalina está relacionada a 
mecanismos de excitação no organismo, enquanto a noradrenalina atua 
principalmente no cérebro. Estão diretamente associadas à excitação, alerta, alarme, 
na resposta de “luta ou fuga” e nos comportamentos de excitação simpática (sistema 
nervoso autônomo). Excesso dessa substância resulta em hipervigilância e 
hiperatividade, podendo ter distúrbios do sono. Índices baixos da mesma geram 
sonolência, fadiga e lentidão. (FRITZ, 2002). 
Existem indícios de que a massagem atue também regulando a quantidade de 
adrenalina e noradrenalina, por meio da estimulação/inibição do sistema nervoso 
simpático/parassimpático. É possível que a massagem desperte um indivíduo, assim 
como acalme outro que se encontre hiperativo. Inicialmente, ela age estimulando o 
sistema nervoso simpático e, posteriormente, é capaz de desencadear as funções 
parassimpáticas. Dessa forma, a Quick Massage, devido ao seu curto período de 
duração, pode promover excelentes benefícios a trabalhadores, deixando-os mais 
atentos à sua função. (FRITZ, 2002). 
 
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