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Disciplina: Enfermidades 
parasitárias e micóticas
Docente: Gisele Dias
Encontro 3: Doenças 
provocadas por cestódeos
e nematódeos
Introdução 
Classe: Cestoda
Filo: Plathyhelminthes
Espécies de interesse
Taenia solium Taenia saginata
Dipylidium caninum
Introdução 
Família: TaeniidaeGênero Taenia
(Mais de 42 espécies catalogadas)
Morfologia
- Corpos achatados dorso-ventralmente
- Dividido em 3 partes ou regiões 
Escólex (cabeça), Colo (pescoço) e Estróbilo
(corpo) 2 a 7 metros
- T. saginata: não possui rostelo e acúleos
T. solium possui
Pippa, 2018
Introdução 
Morfologia
- Cada um dos segmentos ou anéis que 
constituem o corpo de, que se destacam e 
são eliminados nas fezes
- São subdivididas em jovens, maduras e 
grávidas
- As grávidas são aquelas que apresentam
útero hipertrofiado contendo ovos
PROGLOTES OVOS
- São esféricos, possuem uma casca espessa, 
marrom e com estrias radiais
- No interior dos ovos encontra-se a 
oncosfera (embrião hexacanto)  6 ganchos 
para atravessar a mucosa 
- Às vezes os ovos podem estar envoltos por 
uma membrana fina e hialina.
Introdução 
PROGLOTES
Introdução 
OVOS
CICLO DE VIDA 
- Os hospedeiros intermediários, T. solium (suíno) e T. saginata (bovino), tornam-se 
infectados quando ingerem ovos ou proglotes presentes no ambiente
- O homem é o hospedeiro definitivo, passando a integrar o ciclo biológico destes 
parasitas quando ingere a carne crua ou mal passada, vegetais e frutas contaminados 
por cisticercos de origem suína ou bovina;
- O suíno adquire esses ovos através de alimentos contaminados com fezes humanas;
- Depois de ingeridos, os ovos se transformam em estruturas denominadas oncosferas, 
que seguem através do sangue para a musculatura estriada e desenvolve-se a forma 
larval, o cisticerco
CICLO DE VIDA 
- Os embriões (oncosferas) se libertam do ovo no intestino delgado do hospedeiro 
intermediário pela ação dos sucos digestivos e bile;
- As oncosferas penetram na parede intestinal e, em 24 a 72 horas, difundem-se no 
organismo através da circulação sanguínea;
- Ocorre então formação de cisticercos nos músculos esqueléticos e cardíaco (cistos 
medem de 7 a 12mm de comprimento por 4 a 6mm de largura)
- O homem consome cisticercos viáveis  ação do suco gástrico, evaginação e fixação, 
por meio do escólex, na mucosa do intestino delgado, dando origem a tênia adulta
- Após 3 meses da ingestão do cisto o homem começa a eliminar proglotes grávidas 
pelas fezes e reinicia-se o ciclo
CICLO DE VIDA 
Chieff et al., 2020
Teníase
Cada proglote 
grávida pode 
produzir até 50 
mil ovos
Cisticercos se 
tornam 
infectantes em 
aproximadament
e 8 a 15 semanas
CICLO DE VIDA 
Chieff et al., 2020
Cisticercose
Apenas os ovos 
da T. solium
conseguem se 
desenvolver 
acidentalmente 
no homem
Cisticercos 
podem ficar 
viáveis por até 2 
anos 
Cysticercus bovis
Cysticercus cellulosae
Patogenia e sinais clínicos 
Teníase
- A infecção pelos vermes adultos provoca pouca lesão na mucosa do jejuno
 Raras biópsias (reação inflamatória discreta)
- A maioria dos indivíduos infectados é assintomática ou apresenta sinais
clínicos inespecíficos
- Crianças com infecções recorrentes tendem a apresentar sinais menos
intensos
- Eosinofilia é uma característica comum, mas raramente os eosinófilos
representam mais de 15% dos leucócitos circulantes
- O diagnóstico de teníase, em indivíduos assintomáticos, é frequentemente
feito quando ocorre a saída espontânea de proglotes grávidas nas fezes
Dor abdominal, 
náuseas, perda de 
apetite e 
emagrecimento 
progressivo
Patogenia e sinais clínicos 
Cisticercose
- Animais normalmente não apresentam sinais clínicos (cisticerco não costuma produzir 
reação inflamatória)
- Humanos  variável (quantidade de cisticercos, local, atividade metabólica, resposta imune 
e quantidade)
- A neurocisticercose é a apresentação clínica mais comum e relevante da cisticercose 
- Os cisticercos podem localizar-se no córtex cerebral, nas meninges ou ventrículos
- Morte das larvas  Reação inflamatória intensa
- A manifestação clínica mais comum é a convulsão, mas podem ocorrer outras lesões focais, 
como déficits motores e distúrbios visuais 
Diagnóstico
- Exame coproparasitológico A coleta de 1 amostra : identifica dois terços dos casos 
- Amostragem seriada  90% dos casos 
- Nas infecções por T. saginata, é comum encontrar ovos nas regiões perianal e perineal, 
liberados de proglotes grávidas independentemente de evacuações  Swab anal e ELISA
- Diferenciação das espécies  PCR
Teníase
Diagnóstico
- Humanos  Sinais clínicos 
- Animais  Inspeção em frigoríficos 
Cisticercose
Aspectos macroscópicos e histológicos da cisticercose bovina. (A) Lesão vesicular 
no coração com parede levemente opaca. (B) Músculo masseter. Cisticerco com 
membrana translúcida preenchido por líquido claro. (C) Superfície de corte de dois 
cisticercos viáveis fixados em formol observados no músculo esquelético e língua. 
músculo esquelético. HE, obj.20x. Panziera et al., 2017
Epidemiologia 
Cisticercose - Doença tropical negligenciada (OMS, 2024)
No Brasil, entre os anos 2010 e 2020 → foram identificados mais 
de 6.500.000 bovídeos acometidos de cisticercose
Condições 
sanitárias precárias e ao baixo nível socioeconômico
Redução dos casos em suínos 
Os cisticercos são destruídos em aquecimento a 96º C por pelo 
menos 10 minutos ou 45º C por 2 horas
Tratamento
- Os cistos viáveis intraparenquimatosos → doses altas de Albendazol (10 a 15
mg/kg/dia durante 8 dias) ou Praziquantel (50 mg/ kg/dia durante 15 a 30 dias)
- Cistos extraparenquimatosos (nas cisternas ou ventrículos) e cisticercos racemosos
(aglomerados de cistos grandes em forma de cachos de uva) exigem conduta
terapêutica mais agressiva→ cirúrgico
Prevenção e controle
Políticas públicas
Inspeção
Manejo adequado
Dipylidium 
caninum
Dipylidium caninum - Dipilidiose
Familia: DilepidiidaeGênero Dipylidium
Morfologia
- Corpos achatados dorso-ventralmente
- Dividido em 3 partes ou regiões 
Escólex (cabeça), Colo (pescoço) e Estróbilo
(corpo)
- Mais curto (máximo 50 cm) que Taenia
spp.
Moreno et al., 2011
Dipylidium caninum - Dipilidiose
- Cestódeo mais comum em cães, gatos e carnívoros selvagens
- É considerada uma zoonose, embora casos em humanos sejam 
menos frequentes
- Pulgas e Piolhos são hospedeiros intermediários
- Ingestão dos hospedeiros intermediários pelos definitivos
Dipylidium caninum - Dipilidiose
- No hospedeiro definitivo tem-se a reprodução sexuada  Proglotes grávidas
- No ambiente as cápsulas ovígeras são liberas e consumidas pelo Hospedeiro 
intermediário
- As larvas de pulgas albergam o parasita até a fase de formação do cisticerco 
- Pulgas adultas carregam os cisticercos em seu interior Hospedeiro 
definitivo
Ctenocephalides spp. e Pulex irritans
Dipylidium caninum - Dipilidiose
Ctenocephalides spp. e Pulex irritans
- No intestino delgado do hospedeiro mamífero, a larva cisticercoide é digerida e fixa-se 
à parede intestinal pelo escólex, iniciando o processo de desenvolvimento adulto
- Dentro de 2–3 semanas as proglotes ovígeras se desprendem do estróbilo e passam 
para as fezes (podem ter movimentação ativa)
Dipylidium caninum - Dipilidiose
Patogenia e sinais clínicos
- A infecção em cães e gatos é geralmente assintomática Proglotes nas fezes
Parasitismo intenso
- Prurido anal severo 
- Diarreia 
- Anorexia
- Perda de peso
- Coinfecções
Alho et al., 2015
Diagnóstico
O diagnóstico tradicional baseia-se em métodos coprológicos, técnicas que permitem 
a observação macroscópica e microscópica de parasitas nas fezes
Diagnóstico é baseado na observação de 
cápsulas ovígeras, com cinco a 30 ovos
Desvantagem  Se a cápsula ovígera se 
romper, os ovos serão indistinguíveis de outros 
ovos de teniídeos, possivelmente levando a 
uma subestimação da prevalência de D. 
caninum
Diagnóstico
O diagnóstico tradicional baseia-se em métodoscoprológicos, técnicas que permitem 
a observação macroscópica e microscópica de parasitas nas fezes
Diagnóstico é baseado na observação de 
cápsulas ovígeras, com cinco a 30 ovos
Prevalência
Cropológico 0 e 39%
Necropsia  0,9 a 86%
Baixa sensibilidade
Diagnóstico
Possibilidades 
- Fita adesiva
- Exames seriados (pelo menos 3 dias consecutivos)
- Técnicas moleculares  PCR
Coelho, 2016
Diagnóstico
Fatores de risco e/ou apresentação clínica
Prurido anal
Infestação por pulgas e/ou piolhos
Diarreia frequente Observação macroscópica
Cropológico
PCR
Positivo Negativo
Tratamento +
Controle de ectoparasitas 
3 coletas seriadas
Epidemiologia
Rosseau et al., 2022
Epidemiologia
- A maior prevalência em áreas rurais ou suburbanas (1,3–13,1%), em comparação 
com áreas urbanas (0,7–5,7%)
- Pode estar relacionada às condições ambientais e a um menor controle de ecto
e endoparasitas devido a cuidados veterinários mais deficientes, dificultados por 
uma maior distância. para clínicas/hospitais veterinários
-Fatores de risco: Animais mais jovens (imunidade) ou mais velhos (baixa 
proteção pós-infecção) ; aumento do contato com outros animais
- Mais frequente em cães
Tratamento 
O medicamento de escolha para o tratamento da infecção por D. caninum em cães 
e gatos é o praziquantel, administrado por via oral ou subcutânea em dose única de 
5 mg/kg
+
Tratamento das consequências 
- O tratamento com um anticestódio deve ser combinado com medidas de controle 
de pulgas e piolhos
Cuidado: Resistência
Prevenção e controle 
É necessária uma abordagem multifacetada para controlar e 
prevenir D. caninum
- FOCO NO HOSPEDEIRO INTERMEDIÁRIO
- Avaliação periódica dos animais  pelo menos 2 vezes no ano pelo 
veterinário (exames)
- Administração de ectoparasiticidas a todos os animais da casa 
durante todo o ano (respeitando o tempo de ação)
- Limpeza e aspiração regular das áreas de descanso do animal, 
utensílios de tosa
Outras espécies
Winter et al., 2012
Outras espécies
- Moniezia spp. é encontrado frequentemente 
no intestino delgado dos ovinos
Os parasitas adultos podem atingir até 2 m de 
comprimento por 1,6 cm de largura
Baixa produtividade Cordeiros
Winter et al., 2012
Mapa Mental
Elabore um mapa mental abordando medidas de prevenção e 
controle da dipilidiose em cães e gatos

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