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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
	
RELATÓRIO 02
	
	
	DATA:
______/______/______
RELATÓRIO DE PRÁTICA 01
Giovana Pastro Censi Araújo 
04098515
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica 
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME: Giovana Pastro Censi Araújo 
	MATRÍCULA: 04098515
	CURSO: Farmácia
	POLO: Unama Alcindo Cacela
	PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Kamylla Conceição Gomes Nascimento
		TEMA DE AULA: COLETA GINECOLÓGICA E ELEMENTOS CELULARES
RELATÓRIO:
1. COLETA DO MATERIAL CÉRVICO-VAGINAL
A. Qual é o procedimento correto para a coleta do material cérvico-vaginal e quais são os instrumentos utilizados?
O procedimento é simples, rápido e geralmente não é doloroso, mas pode causar algum desconforto, especialmente em mulheres com condições cervicais sensíveis. Procedimento correto:
· Preparação da paciente: A paciente deve ser orientada a esvaziar a bexiga antes do exame; A posição mais comum é a litotômica (deitada de costas, com as pernas flexionadas e afastadas, apoiadas em estribos); O profissional deve explicar o procedimento à paciente, garantindo que ela se sinta confortável.
· Abertura da vagina: O profissional utiliza um espéculo (instrumento metálico ou plástico) para visualizar o colo do útero. Ele é cuidadosamente inserido na vagina e dilatado para permitir a visualização do canal cervical.
· Coleta da amostra: O material cérvico-vaginal é coletado utilizando uma espátula de Ayre (ou espátula de madeira ou plástico) e uma escova cervical; Espátula de Ayre: é usada para raspar a superfície do colo do útero (exclusivamente na parte visível do colo); Escova cervical: é inserida no canal cervical (a parte interna do colo do útero) e girada para coletar as células da área; A coleta deve ser suave para evitar desconforto excessivo ou lesões.
· Transporte do material: O material coletado é colocado em uma lâmina de vidro (se for para exame citológico) ou em um frasco com solução preservadora (quando o exame é para teste de HPV ou cultura de microorganismos).
· Fechamento do procedimento:	 O espéculo é retirado com cuidado, e a paciente pode se recompor após o procedimento.
Instrumentos utilizados:
· Espéculo: para abrir a vagina e visualizar o colo do útero.
· Espátula de Ayre: para a coleta da amostra da superfície do colo do útero.
· Escova cervical: para a coleta das células da parte interna do canal cervical.
· Lâmina de vidro ou frasco com solução preservadora: para transportar a amostra coletada ao laboratório.
Figura 01: Instrumentos Figura 02: Início da coleta 
 
 Fonte: Alunos (2025) Fonte: Alunos (2025)
	 
Figura 03: Espéculo Figura 04: Exame Papanicolau 
 
 Fonte: Alunos (2025) Fonte: Alunos (2025)	
B. Quais são os critérios de qualidade para a amostra de material cérvico-vaginal coletada e como isso pode influenciar o diagnóstico final?
Os principais critérios incluem:
· Adequada coleta da amostra: A amostra deve ser coletada com o uso de um espéculo e um dispositivo de coleta apropriado. Isso deve ser feito de forma a obter células representativas da zona de transformação do colo uterino; A amostra não deve conter sangue, secreções ou outros contaminantes que possam interferir na análise.
· Volume e distribuição do material: A quantidade de células coletadas deve ser suficiente para análise, mas sem excessos que possam comprometer a qualidade da amostra; As células devem ser distribuídas de maneira uniforme na lâmina ou no meio de transporte (caso o exame seja enviado para laboratório).
· Fixação adequada: Para exames citológicos, a fixação da amostra é crucial para preservar as células e evitar a degradação. A lâmina deve ser fixada imediatamente após a coleta para prevenir alterações nas células, o que pode comprometer a interpretação dos resultados.
· Conservação e transporte adequados: Se a amostra não for analisada imediatamente, ela deve ser armazenada ou transportada de maneira adequada (geralmente em solução de preservação ou refrigerada) para evitar a perda da qualidade.
· Impacto no Diagnóstico Final: Amostra inadequada ou de baixa qualidade pode levar a falsos negativos ou falsos positivos, comprometendo o diagnóstico de condições como infecções, alterações celulares ou câncer cervical. Por exemplo, uma amostra insuficiente pode não detectar lesões precoces do colo uterino, e uma amostra contaminada pode dificultar a análise precisa; A falha na fixação pode alterar a morfologia celular e dificultar a visualização de características importantes para o diagnóstico;Caso a amostra não seja representativa da zona de transformação (área mais propensa a alterações), isso pode resultar em uma avaliação imprecisa da condição do tecido cervical.
Portanto, garantir a qualidade da amostra cérvico-vaginal é fundamental para um diagnóstico correto e a realização de um tratamento eficaz.
C. Descreva as características visuais observadas em cada uma das regiões anatômicas do colo uterino durante o exame.
· Ectocérvix (parte externa do colo uterino): A ectocérvix normalmente apresenta uma superfície lisa e rosada. Sua mucosa é formada por epitélio escamoso estratificado, o que lhe confere uma aparência uniforme; O orifício cervical (ou external) aparece como uma abertura redonda ou em forma de fenda, dependendo da paridade da mulher. Nas mulheres que já tiveram filhos (multíparas), o orifício pode ser mais largo e com formato de fenda; nas mulheres que nunca tiveram filhos (nulíparas), o orifício tende a ser mais estreito e redondo; Eritema ou inflamação, em casos de infecção ou inflamação, a ectocérvix pode apresentar uma coloração avermelhada, o que é conhecido como cervicite; 
· Endocérvix (parte interna do colo uterino): O endocérvix é a região interna do colo uterino, que não é visível diretamente durante um exame físico comum sem o uso de instrumentos específicos (como o espéculo);	Sua mucosa é composta por epitélio cilíndrico simples, que é mais úmido e de cor mais vermelha ou rosada em comparação com a ectocérvix; Endocervicite, quando a mucosa endocervical está inflamada, pode haver sinais de vermelhidão e secreções abundantes; 
· Zona de Transformação: zona de transformação é a área onde o epitélio escamoso da ectocérvix encontra o epitélio cilíndrico do endocérvix. Lesões podem aparecer como áreas irregulares, de cor diferente ou com bordas alteradas; Pápulas ou Verrugas: Em alguns casos de infecção pelo papilomavírus humano (HPV), podem surgir verrugas visíveis na zona de transformação; Leucoplasia: Em casos de alterações celulares precursoras de câncer, podem surgir manchas brancas ou áreas de epitélio espesso na zona de transformação.
· Características específicas associadas a patologias:	Câncer cervical, o câncer cervical, especialmente em suas formas iniciais, pode não ser facilmente visível a olho nu, mas alterações como sangramentos irregulares, ulcerações ou presença de tumores na ectocérvix. Papiloma, Pequenos crescimentos benignos, como papilomas, podem aparecer como áreas elevadas e rugosas na ectocérvix, muitas vezes associadas a infecções por HPV.
Essas observações são importantes, pois podem indicar a necessidade de exames adicionais, como o Papanicolau ou a colposcopia, para monitoramento de lesões pré-cancerosas ou infecções que possam afetar a saúde cervical. A avaliação visual do colo uterino durante o exame físico, aliada ao histórico médico e a exames laboratoriais, é fundamental para um diagnóstico preciso e acompanhamento adequado.
 Figura 05: Posição Ginecológica Figura 06: Slide da aula prática
 
 Fonte: Aluno (2025) Fonte: Aluno (2025)
D. Descreva as técnicas de fixação e coloração do material cérvico-vaginal para análise microscópica.
As técnicas de fixação e coloração do material cérvico-vaginal são fundamentais para a análise microscópica das célulase estruturas presentes, permitindo o diagnóstico de condições como infecções, lesões ou neoplasias. A seguir, apresento as principais técnicas:
· Fixação: a fixação é um processo crucial que visa preservar a estrutura celular e impedir a degradação do material durante o transporte e análise. Existem diferentes métodos de fixação, sendo os mais utilizados,	fixação com álcool etílico a 95%; fixação com solução de Formol a 10%; fixação com solução de Pap (Papaniocolau).
· Coloração: a coloração das células e tecidos do material cérvico-vaginal facilita a observação das características das células, como a forma, o tamanho, o padrão de cromatina, entre outras, permitindo a identificação de alterações que podem indicar doenças. As principais colorações utilizadas são, coloração de Papanicolau (Pap), coloração com Hematoxilina; coloração com Eosina; coloração com Orange G e outras substâncias; coloração de Giemsa; coloração de Hematoxilina e Eosina (HE).
· Processo geral para análise: coleta; fixação imediata; secagem; coloração; análise microscópica.
Essas técnicas são essenciais para realizar uma análise detalhada do material cérvico-vaginal, ajudando a identificar desde infecções até alterações precoces que podem indicar câncer cervical.
Figura 07: Slide da aula prática
 
Fonte: Aluno (2025)
2. ELEMENTOS CELULARES
A. Quais são as principais características morfológicas das células que compõem o epitélio escamoso e o epitélio glandular do colo uterino?
As principais características morfológicas das células que compõem o epitélio escamoso e o epitélio glandular do colo uterino são distintas, pois cada tipo de epitélio tem funções e estruturas celulares específicas. Aqui estão as características de ambos os epitélios:
· Epitélio escamoso: Células planas, dispostas em camadas, com núcleos bem definidos nas camadas mais profundas. É encontrado na ectocervix (parte externa do colo uterino) e oferece proteção mecânica e contra infecções.
· Epitélio glandular: Células colunares, com núcleos localizados na base e citoplasma claro, muitas vezes com secreções. Está presente no canal endocervical e tem a função de secretar muco cervical, facilitando a proteção e a função reprodutiva.
	Essas duas regiões epiteliais têm papéis complementares no funcionamento do colo uterino e sua proteção contra infecções e lesões.
B. Adicione fotos das células do epitélio escamoso e glandular observadas durante o exame, destacando suas características distintivas. 
 Figura 08: Epitélio escamoso Figura 09: Epitélio glandular 
 visão frontal (sem alteração) visão frontal (com alteração)
 
 Fonte: Aluno (2025) Fonte: Aluno (2025)
 
Principais diferenças entre as células do epitélio escamoso e glandular. Essas células são fundamentais para a função do colo uterino, com o epitélio escamoso oferecendo proteção física e o epitélio glandular facilitando a secreção e a defesa imunitária através da produção de muco cervical.
	Características
	Epitélio Escamoso
	Epitélio Glandular
	Forma das células
	Achatadas e poligonais (escamas)
	Colunares (cilíndricas)
	Núcleo
	Grande, arredondada ou oval, pode ser fragmentado na superfície.
	Alongado, geralmente na base da célula.
	Camadas
	Estratificada (várias camadas)
	Simples ou dupla camada (em algumas áreas)
	Citoplasma
	Mais denso e eosinofílico nas camas mais profundas
	Claro, granular devido a secreções
	Função
	Proteção contra traumas e infecções
	Secreção de muco cervical para lubrificação e defesa
	Localização
	Ectocervix (parte externa do colo uterino)
	Endocervix (canal cervical)
C. Quais são os estágios maturativos das células escamosas do colo uterino e como cada estágio pode ser identificado microscopicamente?
Os estágios maturativos das células escamosas do colo uterino referem-se ao processo de diferenciação e transformação das células que compõem o epitélio escamoso, que é estratificado. O desenvolvimento dessas células pode ser observado microscopicamente em diferentes camadas, desde as mais profundas até as mais superficiais. 
Estágios maturativos das células escamosas do colo uterino: Células Basais (ou Camada Basal); Células prontas para mitoses (ou camada espinhosa); Células granulosas (ou camada granulosa); Células Superficiais (ou camada superficial).
	Estágio
	Características Microscopicas
	Camada Basal
	Células cuboidais ou cilíndricas, núcleos grandes e densamente cromáticos, citoplasma escasso.
	Camada Espinhosa
	Células irregulares e poligonais, núcleos grandes e com cromatina condensada, presença de espinhas ou projeções.
	Camada Granulosa
	Células achatadas, com grânulos citoplasmáticos (queratohialina), núcleos menores e pálidos, citoplasma eosinofílico.
	Camada Superficial
	Células totalmente achatadas, núcleos ausentes ou fragmentados, citoplasma eosinofílico e aparência seca ou escamosa.
D. Quais são os elementos não-epiteliais que podem ser encontrados no colo uterino e qual é sua relevância clínica?
No colo uterino, além das células epiteliais (escamosas e glandulares), podem ser encontrados diversos elementos não-epiteliais, que são importantes para a avaliação clínica, especialmente em exames como o Papanicolau e outros exames citológicos. Esses elementos incluem células inflamatórias, células do sistema imune, micro-organismos, entre outros. A presença e as características desses elementos podem fornecer informações valiosas sobre a saúde cervical e possíveis condições patológicas. Abaixo estão alguns dos principais elementos não-epiteliais encontrados no colo uterino e sua relevância clínica: Células Inflamatórias; Células do Sistema Imunológico; Micro-organismos; Sangue; Células Tumorais; Leucócitos.
Relevância Clínica Geral: A análise dos elementos não-epiteliais encontrados no material cérvico-vaginal tem grande importância no diagnóstico de uma variedade de condições clínicas, como: Infecções bacterianas, virais e fúngicas; Inflamação crônica ou aguda no colo uterino; precoces de câncer cervical ou neoplasias intraepiteliais cervicais; Sangramentos anormais e outras condições relacionadas.
A detecção e interpretação desses elementos, em conjunto com a análise das células epiteliais, são cruciais para a realização de diagnósticos precisos e a determinação de tratamentos adequados.
	
	RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
ENSINO DIGITAL 
	
RELATÓRIO 01
	
	
	DATA:
______/______/______
RELATÓRIO DE PRÁTICA 02
Giovana Pastro Censi Araújo
04098515
	
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica 
DADOS DO(A) ALUNO(A):
	NOME: Giovana Pastro Censi Araújo 
	MATRÍCULA: 04098515
	CURSO: Farmácia
	POLO: Unama Alcindo Cacela
	PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): Kamylla Conceição Gomes Nascimento
		TEMA DE AULA: CITOLOGIA INFLAMATÓRIA E ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E NEOPLASICAS 
RELATÓRIO:
1. CITOLOGIA INFLAMATÓRIA
A. Descreva quais são os principais micro-organismos que podem causar infecções no colo uterino, como eles são identificados microscopicamente.
Os principais micro-organismos que podem causar infecções no colo uterino são bactérias, vírus, fungos e parasitas. Aqui estão alguns dos mais comuns e como são identificados microscopicamente:
	Microrganismo
	Identificação Microscópica
	Chlamydia
Trachomatis
(bactéria)
	A identificação é frequentemente feita através de exames de PCR (reação em cadeia da polimerase) ou coloração de Gram, embora a visualização direta de corpos elementares (formas infecciosas) no microscópio possa ser difícil. O teste de imunofluorescência também pode ser utilizado.
	Neisseria
Gonorrhoeae
(bactéria)
	Pode ser identificada através da coloração de Gram, onde a Neisseria gonorrhoeae aparece como diplococos gram-negativos (pares de cocos). No esfregaço de secreção cervical, esses micro-organismos aparecem como grãos no interior dos leucócitos.
	Vírus do Papiloma Humano (HPV)
	A identificação do HPV é realizada principalmente através de exames moleculares(PCR), mas alterações celulares podem ser observadas no exame citológico (Papanicolau), como a presença de células gigantes, corpos de inclusão citoplasmáticos ou padrões nucleares alterados.
	Herpes Simplex Virus (Hsv)
	O HSV pode ser identificado através da observação de células multinucleadas no exame citológico (Papanicolau) ou pela detecção de suas características virais em lâminas coradas, com o uso de métodos de imunofluorescência.
	Trichomonas Vaginalis (Parasita)
	O parasita é visível no exame microscópico direto de secreções cervicais ou vaginais, onde aparece como um protozoário móvel de forma oval, com flagelos.
	Candida Spp. (fungo)
	A Candida pode ser identificada por exame direto, onde aparece como hifas ou esporos em esfregaços corados de secreção vaginal ou cervical. A coloração de Gram pode evidenciar as hifas típicas de fungos
	Gardnerella Vaginalis
(bactéria)
	No exame microscópico, pode ser observada como bacilos gram-negativos ou gramvariáveis, muitas vezes em forma de “clue cells” (células epiteliais revestidas por bactérias) no esfregaço de secreção vaginal.
B. Adicione fotos dos micro-organismos identificados, destacando suas características distintivas.
	Microrganismo
	Imagens 
	Características Distintas
	Chlamydia
Trachomatis
	
	· Bactéria intracelular obrigatória.
· Causa infecções genitais, como clamídia.
· Transmissão sexual 
	Neisseria Gonorrhoeae
	
	· Bactéria gram-negativa.
· Causa gonorreia.
· Afeta principalmente trato genital, mas também pode afetar garganta e reto.
	Vírus do Papiloma Humano (HPV)
	
	· Vírus DNA, com mais de 200 tipos.
· Transmissão sexual.
· Alguns tipos estão associados ao câncer cervical, anal e orofaríngeo.
	Herpes Simplex
(Hsv)
	
	· Vírus DNA, com tipos 1 e 2.
· Tipo 1 geralmente causa herpes labial e tipo 2, herpes genital.
· Causa lesões dolorosas, com surtos.
	Trichomonas Vaginalis
	
	· Protozoário unicelular.
· Causa tricomoníase, com sintomas como secreção vaginal e dor ao urinar.
	Candida Spp.
	
	· Fungos do gênero Candida (principalmente Candida albicans).
· Causa candidíase, frequentemente em mucosas (vagina, boca).
	Gardnerella Vaginalis
	
	· Bactéria anaeróbia gram-variável.
· Associada à vaginose bacteriana.
· Causa alterações no equilíbrio da microbiota vaginal, com secreção e odor 
Fonte: Google (2025).
C. Qual é a importância clínica de identificar corretamente os micro-organismos que podem causar infestações e infecções no colo uterino?
A identificação correta dos micro-organismos que causam infestações e infecções no colo uterino é crucial para o diagnóstico preciso e tratamento adequado, prevenindo complicações como infertilidade, parto prematuro, doenças pélvicas inflamatórias e transmissão de infecções para o feto. Além disso, permite a escolha de terapias antimicrobianas específicas, evitando resistência bacteriana e promovendo uma recuperação mais eficiente da paciente.
D. Descreva os micro-organismos observados durante os exames e como eles afetam o tecido cervical.
· Chlamydia trachomatis: A clamídia é uma das causas mais comuns de infecção no colo uterino, podendo levar a cervicite (inflamação do colo uterino) e até a doenças mais graves, como a doença inflamatória pélvica (DIP).
· Neisseria gonorrhoeae:: Causa a gonorreia, que pode afetar o colo uterino, resultando em cervicite purulenta.
· Vírus do Papiloma Humano (HPV): HPV é uma das causas mais comuns de infecções no colo uterino, especialmente em relação à lesões pré-cancerosas e câncer cervical.
· Herpes Simplex Virus (HSV): HSV, particularmente o tipo 2, pode causar infecção genital e afetar o colo uterino, levando a úlceras dolorosas e cervicite.
· Trichomonas vaginalis (parasita): Causa a tricomoníase, uma infecção que pode afetar o colo uterino, levando a secreção vaginal anormal e irritação local.
· Candida spp. (fungo): A infecção por Candida, como a candidíase, pode afetar o colo uterino, causando corrimento espesso, branco e coceira.
· Gardnerella vaginalis: Associada à vaginose bacteriana, essa bactéria pode colonizar o colo uterino e causar sintomas vaginais, como secreção e odor.
Esses micro-organismos são frequentemente identificados por meio de 
exames laboratoriais específicos, como culturas microbiológicas, PCR, coloração de 
Gram, imunofluorescência e exames citológicos (Papanicolau).
2. ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E NEOPLASICAS
A. Descreva as características morfológicas das alterações pré-malignas observadas no colo uterino.
As alterações pré-malignas no colo uterino, conhecidas como lesões precursoras, incluem alterações morfológicas como:
· Displasia ou Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC): Caracteriza-se pela alteração no epitélio cervical, com células que mostram anormalidades na forma, tamanho e organização. Pode ser classificada em diferentes graus: NIC I (leve), NIC II (moderada) e NIC III (grave).
· Hiperplasia das células epiteliais: Aumento no número de células, podendo formar estruturas irregulares.
· Alterações nucleares: Núcleos das células podem se tornar maiores, mais irregulares e com cromatina dispersa.
· Aumento da mitose: Aumento no número de células em divisão, o que indica atividade celular elevada.
Essas alterações são frequentemente detectadas por exames como o Papanicolau e são causadas principalmente pela infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano).
B. Descreva as características morfológicas celulares das neoplasias malignas observadas no epitélio escamoso e glandular do colo uterino. 
As neoplasias malignas no epitélio escamoso e glandular do colo uterino, como o carcinoma espinocelular e o adenocarcinoma, apresentam características morfológicas celulares específicas:
· Epitélio escamoso (Carcinoma espinocelular):
· Pleomorfismo celular: As células apresentam tamanhos e formas variadas.
· Hipercrômase: Núcleos escuros, com maior densidade de cromatina.
· Aumento da razão núcleo/cito: Núcleos maiores em relação ao citoplasma.
· Mitoses anormais: Presença de mitoses atípicas, muitas vezes figuras de mitose.
· Perda de diferenciação: Células escamosas normais tornam-se menos diferenciadas.
· Epitélio glandular (Adenocarcinoma):
· Células displásicas: Apresentam núcleos irregulares, alongados ou aumentados, com cromatina dispersa.
· Mitoses frequentes e anormais: Presença de mitoses atípicas.
· Formação de glândulas irregulares: Estruturas glandulares imaturas ou desorganizadas.
· Hipercrômase e pleomorfismo nuclear: Núcleos grandes e de coloração intensa, com variação de forma e tamanho.
Essas alterações refletem a perda da arquitetura normal e a invasão local característica das neoplasias malignas.
C. Descreva os efeitos celulares causados pelo HPV no tecido cervical.
O HPV (Papilomavírus Humano) afeta o tecido cervical, principalmente as células da camada basal e suprabasal do epitélio cervical. O vírus entra nas células e começa a se replicar, alterando o ciclo celular. Ele pode induzir a expressão de proteínas como E6 e E7, que inibem os mecanismos de controle do ciclo celular, como as proteínas p53 e retinoblastoma, resultando em proliferação celular desregulada. Isso pode levar ao acúmulo de células anormais, que, em alguns casos, evoluem para lesões precoces, como displasias, e até para câncer cervical, se não tratadas.
D. Adicione fotos das alterações pré-malignas observadas no colo uterino, destacando suas características morfológicas.
Figura 10: Colo do Utero normal e com alterações
Fonte: Aluno (2025)
Figura 11: Fases do Câncer do colo de útero 
Fonte: Rio de Saúde (2015)
Alterações pré-malignas no colo uterino incluem principalmente lesões chamadas displasias ou lesões intraepiteliais escamosas. As características morfológicas dessas alterações são:
· Displasia de baixo grau (CIN 1):
· Alterações celulares leves.
· Aumento da proporção núcleo/citoplasma.
· Núcleo com cromatina levemente irregular.
· Citoplasma mais reduzido.
· Displasia de alto grau (CIN 2 e CIN 3):
· Aumento do tamanho e da irregularidade dos núcleos.
· Cromatina densa e desorganizada.
· Mitoses atípicase pleomorfismo celular.
· Lesões visíveis durante a colposcopia com áreas brancas (acetobrancas).
· Essas alterações podem ser observadas por meio de exames como a citologia e a colposcopia, sendo indicativo de risco de progressão para câncer cervical se não tratadas adequadamente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Atlas de Citopatologia Ginecológica - Nísio Marcondes - Livraria Atheneu, 1987.
Biologia e Patologia do Colo Uterino - Edgar da Rosa Ribeiro - Revinter, 1994.
Citologia Ginecológica e suas Bases Anátomo - Clínicas - Claude Gompel e Leopold
Koss - Editora Manole - 1. Edição Brasileira, 1997.
Colposcopia - René e Isabelle Cartier - Roca, 1994.
GOMPEL, C.; KOSS, L.G. Citologia Ginecológica e suas bases anatomoclínicas, 1 ed., 1997.
CARVALHO, G. Citologia do trato genital feminino. 4.ed., 2002.
TUON, F. F. B.; BITTENCOURT, M. S.; PANICHI, M. A.; PINTO, A. P. Avaliação da sensibilidade especificidade dos exames citopatológico e colposcópico em relação ao exame histológico r identificação das lesões intra-epiteliais cervicais. Revista da Associação Médica Brasileira, 48, n. 2, 2002.
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