Prévia do material em texto
Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 1 GABARITO COMENTADO PROVA OAB 40 ÉTICA PROFISSIONAL 01. LETRA B TEMA: SOCIEDADE DE ADVOGADOS A) Errada. O contrato para a prestação de serviços e participação nos resultados poderá ser de caráter geral ou restringir-se a determinada causa ou trabalho. B) Correto. O Estatuto da Advocacia especifica que o contrato de associação entre advogados e sociedades de advogados para prestação de serviços e participação nos resultados deve ser registrado no Conselho Seccional da OAB na base territorial onde a sociedade de advogados tem sede. Art. 17-A. EAOAB. O advogado poderá associar-se a uma ou mais sociedades de advogados ou sociedades unipessoais de advocacia, sem que estejam presentes os requisitos legais de vínculo empregatício, para prestação de serviços e participação nos resultados, na forma do Regulamento Geral e de Provimentos do Conselho Federal da OAB. Art. 17-B. EAOAB. A associação de que trata o art. 17-A desta Lei dar-se-á por meio de pactuação de contrato próprio, que poderá ser de caráter geral ou restringir-se a determinada causa ou trabalho e que deverá ser registrado no Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede a sociedade de advogados que dele tomar parte. C) Errada. É vedada a atribuição da totalidade dos riscos ou das receitas exclusivamente a uma das partes. Art. 17-B. Parágrafo único. No contrato de associação, o advogado sócio ou associado e a sociedade pactuarão as condições para o desempenho da atividade advocatícia e estipularão livremente os critérios para a partilha dos resultados dela decorrentes, devendo o contrato conter, no mínimo: III - forma de repartição dos riscos e das receitas entre as partes, vedada a atribuição da totalidade dos riscos ou das receitas exclusivamente a uma delas; D) Errada. Não há proibição de que um advogado celebre contratos de associação com mais de uma sociedade de advogados na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. 02. LETRA C TEMA: ATIVIDADE DE ADVOCACIA/MANDATO JUDICIAL A) Errada. Em regra, o mandato judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo, salvo se o contrário for consignado no respectivo instrumento. B) Errada. O mandato judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo. Ademais, é permitido que as partes estipulem prazos de duração no respectivo instrumento. C) Correta. Omandato judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo, salvo se o contrário for consignado no respectivo instrumento. Ou seja, a relação de mandato entre advogado e cliente permanece válida e eficaz enquanto cumprir as finalidades para as quais foi estabelecida, a menos que as partes estipulem um prazo específico no instrumento de mandato. Art. 18. CEDOAB. Omandato judicial ou extrajudicial não se extingue pelo decurso de tempo, salvo se o contrário for consignado no respectivo instrumento. D) Errada. É possível a estipulação de prazo de vigência do mandato pelas partes. 03. LETRA A TEMA: DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS DOS ADVOGADOS A) Correta. O advogado poderá ser preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da profissão, quando se tratar de crime inafiançável, sendo obrigatório a presença de representante da OAB, no momento da lavratura do auto de prisão em flagrante, sob pena de nulidade. Art. 7º EAOAB. São direitos do advogado: IV - ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB; §3º O advogado somente poderá ser preso em flagrante, por motivo de exercício da profissão, em caso de crime inafiançável, observado o disposto no inciso IV deste artigo. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 2 B) Errada. Trata-se de direito expressamente garantido ao advogado de ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia. C) Errada. A presença de representante da OAB só é obrigatória quando se tratar de prisão em flagrante, por motivo ligado ao exercício da advocacia. Nos demais casos, não há necessidade da presença de representante da OAB, mas deve haver a comunicação expressa à Seccional da OAB. D) Errada. O Estatuto prevê especificamente a presença de um representante da OAB, e não da Defensoria Pública. 04. LETRA C TEMA: DA PUBLICIDADE PROFISSIONAL A) Errada. A incompatibilidade é a proibição total do exercício da advocacia, mesmo em causa própria, em razão da ocupação de determinado cargo, nas hipóteses previstas no art. 28 do EAOAB. Com efeito, inexiste previsão expressa no Estatuto da OAB que torne a contabilidade atividade incompatível com a advocacia. B) Errada. Não é permitida a divulgação conjunta das duas atividades, pois é vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. C) Correta. De fato, não há incompatibilidade entre o exercício da atividade de advocacia e de contador, mas Pedro não pode divulgar a atividade de advocacia em conjunto com a de contador. Art. 1º, §3º. EAOAB. É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade. Art. 39. CEDOAB. A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão. Art. 40. CEDOAB. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados: IV – a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a indicação de vínculos entre uns e outras; D) Errada. Não é permitido a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela. Art. 40. CEDOAB. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados: VI – a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela. 05. (QUESTÃO ANULADA) TEMA: ELEIÇÕES NA OAB A banca narra como gabarito a Letra “A”, a qual dispõe que: “A lista para o preenchimento do cargo no TRE do Estado Alfa ficará sob a incumbência do Conselho Seccional da OAB do respectivo Estado, competindo ao Conselho Federal da OAB elaborar a lista para o preenchimento do cargo no TRF da Enésima Região.” Ocorre que, para o preenchimento de cargos no Tribunal Regional Eleitoral, diferentemente do que se precede no Tribunal de Justiça e no Tribunal Regional Federal – em que há participação da OAB no encaminhamento de listas, constitucionalmente previstas, para o preenchimento de cargos em ambos os Tribunais – não indicação a ser feita pela Ordem dos Advogados do Brasil. Isso porque, os advogados que irão compor o TRE, serão indicados em lista organizada pelos Tribunais de Justiça. Vejamos: Art. 120. CF. Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal. §1º - Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão: III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça. Resolução 23.517 de 04 de abril de 2017 do TSE. “Art. 1º Os advogados a que se refere o inciso III do § 1º do art. 120 da Constituição Federal (CF/1988) serão indicados em lista tríplice organizada pelos tribunais de justiça que será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo respectivo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ou seja, não seria então atribuição/competência do Conselhoo falido ou qualquer de seus representantes ser nomeado depositário dos bens. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 18 D) Errada. Não se exige caução por parte do Sr. Belmonte e da Sra. América Dourada, uma vez que foram escolhidos e indicados pelo próprio administrador judicial, que mantém sua responsabilidade pela guarda dos bens. 48. LETRA A TEMA: PROPRIEDADE INDUSTRIAL - PATENTE A) Correta. A Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996) estabelece que tanto as patentes de invenção quanto as de modelo de utilidade conferem aos seus titulares um direito de exploração exclusiva de caráter temporário. Para as patentes de invenção, o prazo é de 20 anos, e para os modelos de utilidade, de 15 anos, ambos contados a partir da data de depósito. Após esses períodos, a invenção e o modelo de utilidade entram em domínio público, podendo ser livremente utilizados por qualquer pessoa. Art. 40, Lei nº 9.279/1996: A patente de invenção vigorará pelo prazo de 20 (vinte) anos e a de modelo de utilidade pelo prazo 15 (quinze) anos contados da data de depósito. B) Errada. A Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/1996) estabelece que tanto as patentes de invenção quanto as de modelo de utilidade conferem aos seus titulares um direito de exploração exclusiva de caráter temporário. C) Errada. Em ambos os casos o direito de exploração exclusiva possui caráter temporário. D) Errada. Tanto as patentes de invenção quanto as de modelo de utilidade conferem aos seus titulares um direito de exploração exclusiva de caráter temporário. 49. LETRA A TEMA: DIREITO SOCIETÁRIO A) Correta. Tendo em vista que o documento particular de constituição ainda não foi inscrito, a sociedade será regida pelas normas da sociedade em comum e subsidiariamente, e no que for compatível, pelas normas da sociedade simples. Art. 986, CC: Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples. B) Errada. Tendo em vista que o documento particular de constituição ainda não foi inscrito, a sociedade será regida pelas normas da sociedade em comum e subsidiariamente, e no que for compatível, pelas normas da sociedade simples. C) Errada. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples. D) Errada. Tendo em vista que o documento particular de constituição ainda não foi inscrito, a sociedade será regida pelas normas da sociedade em comum e subsidiariamente, e no que for compatível, pelas normas da sociedade simples. 50. LETRA C TEMA: DO ESTABELECIMENTO A) Errada. O estabelecimento não se confunde com o local onde se exerce a atividade empresarial, que poderá ser físico ou virtual. Art. 1.142, § 1º, CC: O estabelecimento não se confunde com o local onde se exerce a atividade empresarial, que poderá ser físico ou virtual. B) Errada. A fixação do horário de funcionamento competirá ao Município quando o local onde se exerce a atividade empresarial for físico. Art. 1.142, § 3º, CC: Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for físico, a fixação do horário de funcionamento competirá ao Município, observada a regra geral prevista no inciso II do caput do art. 3º da Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019. C) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 1.142, § 2º do Código Civil. Art. 1.142, § 2º, CC: Quando o local onde se exerce a atividade empresarial for virtual, o endereço informado para fins de registro poderá ser, conforme o caso, o endereço do empresário individual ou o de um dos sócios da sociedade empresária. D) Errada. Não existe previsão no ordenamento jurídico acerca dessa comunicação. PROCESSO CIVIL 51. LETRA B TEMA: RECURSOS A) Errada. O embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 19 Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação. Art. 1.024, § 4º, CPC: Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. Art. 1.024, § 5º, CPC: Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação. B) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 1.024, § 4º do Código de Processo Civil. Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. C) Errada. O embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. D) Errada. O embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. 52. LETRA D TEMA: RECURSOS A) Errada. É possível a interposição do agravo interno. Tendo sido sobrestado o recurso especial apresentado intempestivamente pela Loja Francesa, o advogado de Leonardo poderá requerer ao presidente ou ao vice-presidente do Tribunal que exclua o recurso em questão da decisão de sobrestamento e o inadmita em razão da sua intempestividade. Caso esse requerimento venha a ser indeferido, será possível a apresentação do agravo interno para o órgão colegiado, que poderá rever a decisão monocrática e, consequentemente, inadmitir o recurso especial apresentado de maneira intempestiva. B) Errada. É possível a interposição do agravo interno. Tendo sido sobrestado o recurso especial apresentado intempestivamente pela Loja Francesa, o advogado de Leonardo poderá requerer ao presidente ou ao vice-presidente do Tribunal que exclua o recurso em questão da decisão de sobrestamento e o inadmita em razão da sua intempestividade. Caso esse requerimento venha a ser indeferido, será possível a apresentação do agravo interno para o órgão colegiado, que poderá rever a decisão monocrática e, consequentemente, inadmitir o recurso especial apresentado de maneira intempestiva. C) Errada. É possível a interposição do agravo interno. Tendo sido sobrestado o recurso especial apresentado intempestivamente pela Loja Francesa, o advogado de Leonardo poderá requerer ao presidente ou ao vice-presidente do Tribunal que exclua o recurso em questão da decisão de sobrestamento e o inadmita em razão da sua intempestividade. Caso esse requerimento venha a ser indeferido, será possível aapresentação do agravo interno para o órgão colegiado, que poderá rever a decisão monocrática e, consequentemente, inadmitir o recurso especial apresentado de maneira intempestiva. D) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 1.036 do Código de Processo Civil. Art. 1.036, CPC: Sempre que houver multiplicidade de recursos extraordinários ou especiais com fundamento em idêntica questão de direito, haverá afetação para julgamento de acordo com as disposições desta Subseção, observado o disposto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal e no do Superior Tribunal de Justiça. § 2º O interessado pode requerer, ao presidente ou ao vice-presidente, que exclua da decisão de sobrestamento e inadmita o recurso especial ou o recurso extraordinário que tenha sido interposto intempestivamente, tendo o recorrente o prazo de 5 (cinco) dias para manifestar-se sobre esse requerimento. § 3º Da decisão que indeferir o requerimento referido no § 2º caberá apenas agravo interno. 53. LETRA B TEMA: EXECUÇÃO A) Errada. José Carlos pode requerer a intimação de Luiza para indicar bens passíveis de penhora, que Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 20 caso não o faça, o juiz fixará multa em montante não superior a 20% do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material. Art. 774, CPC: Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou omissiva do executado que: I - frauda a execução; II - se opõe maliciosamente à execução, empregando ardis e meios artificiosos; III - dificulta ou embaraça a realização da penhora; IV - resiste injustificadamente às ordens judiciais; V - intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa de ônus. Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, o juiz fixará multa em montante não superior a vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material. B) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 774, V do Código de Processo Civil. Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou omissiva do executado que intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa de ônus. C) Errada. Conforme o parágrafo único do Artigo 774 do Código de Processo Civil, em caso de conduta atentatória à dignidade da justiça, o juiz fixará multa em montante não superior a 20% do valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material. D) Errada. José Carlos poderá efetuar o requerimento. Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou omissiva do executado que intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão negativa de ônus. 54. LETRA A TEMA: ATOS PROCESSUAIS A) Correta. Admite-se que o advogado, mesmo sem o instrumento de procuração, atue em juízo para evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou, ainda, para praticar um ato considerado urgente. Nessas situações, ele deverá apresentar a procuração no prazo de 15 dias, o qual ainda poderá ser prorrogado pelo magistrado da causa. Art. 104, CPC: O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente. § 1º Nas hipóteses previstas no caput , o advogado deverá, independentemente de caução, exibir a procuração no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por despacho do juiz. § 2º O ato não ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo nome foi praticado, respondendo o advogado pelas despesas e por perdas e danos. B) Errada. Não é necessária a concordância da parte contrária. No caso da questão, por existir a possibilidade de ocorrência de preclusão, o advogado estava autorizado a atuar em nome da sua cliente mesmo sem instrumento de procuração outorgado em seu favor. Nesse caso, ele deverá apresentar a procuração posteriormente, dentro do prazo de 15 dias, salvo prorrogação por igual período pelo juiz. Conforme Artigo 104 do Código de Processo Civil. C) Errada. No caso da questão, por existir a possibilidade de ocorrência de preclusão, o advogado estava autorizado a atuar em nome da sua cliente mesmo sem instrumento de procuração outorgado em seu favor. Nesse caso, ele deverá apresentar a procuração posteriormente, dentro do prazo de 15 dias, salvo prorrogação por igual período pelo juiz. Conforme Artigo 104 do Código de Processo Civil. D) Errada. É possível atuar sem o instrumento de procuração, tendo em vista a possibilidade de ocorrência da preclusão. Conforme Artigo 104 do Código de Processo Civil. 55. LETRA D TEMA: AUXILIARES DA JUSTIÇA A) Errada. Os entes federativos e as demais pessoas jurídicas de direito público possuem prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, sendo assim, o Estado de Minas Gerais terá o prazo de 30 Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 21 dias para a apresentação do recurso de apelação. Essa regra é aplicável de maneira indistinta ao processo físico e ao processo eletrônico. Art. 1.003, § 5º, CPC: Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias. Art. 183, caput, CPC: A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal. B) Errada. Os entes públicos possuem, de fato, a prerrogativa de intimação pessoal, mas essa intimação não precisa ser efetuada exclusivamente por carga ou remessa porque também é possível a utilização do meio eletrônico para a intimação. Art. 183, § 1º, CPC: A intimação pessoal far-se-á por carga, remessa ou meio eletrônico. C) Errada. Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo. Art. 218, § 4º, CPC: Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo. D) Correta. Conforme o Artigo 1.023 do Código de Processo Civil, os embargos serão opostos no prazo de 5 dias, em petição dirigida ao juiz, com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a preparo. Somado à isso, o Artigo 183 do Código de Processo Civil, afirma que os entes federativos e as demais pessoas jurídicas de direito público possuem prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais. Sendo assim, o Estado de Minas Gerais terá o prazo de 10 dias para opor os embargos. Art. 1.023, caput, CPC: Os embargos serão opostos, no prazo de 5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a preparo. Art. 231, CPC: Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo: V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo para que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica; 56. LETRA C TEMA: TUTELA PROVISÓRIA A) Errada. O prazo para o autor formular o pedido principal é de 30 dias, após efetivadaa tutela cautelar. Art. 308, CPC: Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal terá de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que será apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, não dependendo do adiantamento de novas custas processuais. B) Errada. O prazo para que o autor formule o pedido principal é de 30 dias, após efetivada a tutela cautelar. Conforme Artigo 308 do Código de Processo Civil. C) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 309, III do Código de Processo Civil. Art. 309, CPC: Cessa a eficácia da tutela concedida em caráter antecedente, se: III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolução de mérito. D) Errada. Se houver a perda da eficácia da tutela cautelar antecedente, tal pedido poderá ser renovado posteriormente, apenas se existirem novos fundamentos. Art. 309, Parágrafo único, CPC: Se por qualquer motivo cessar a eficácia da tutela cautelar, é vedado à parte renovar o pedido, salvo sob novo fundamento. DIREITO PENAL 57. LETRA A TEMA: CONSUMAÇÃO E TENTATIVA A) Correta. Apesar de Arthur ter começado a execução do crime de furto (“após iniciar o corte para retirar os fios de cobre”), o crime não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente (“foi surpreendido pelo trem, que o atropelou”). Dessa forma, será aplicado o teor do art. 14, II e p. único do CP, que prevê a diminuição da pena, de ⅓ a ⅔. “Art. 14, CP - Diz-se o crime: (...) II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.” B) Errada. Não houve arrependimento posterior, pois, segundo o enunciado, apesar de ter iniciado a prática do crime com os cortes dos fios, não consumou a Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 22 conduta por ter sido atropelado o trem, ou seja, a conduta não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, o que caracteriza a tentativa, nos termos do art. 14, II e p. único do CP. O arrependimento posterior do art. 16, do CP, ocorre quando o agente, voluntariamente, repara o dano ou restitui a coisa até o recebimento da denúncia, o que não é o caso indicado no enunciado. “Art. 16, CP - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de um a dois terços.” C) Errada. Conforme o esclarecido nas alternativas anteriores, houve o início da execução do crime, de forma que este somente não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, o que caracteriza a tentativa, nos termos do art. 14, II e p. único do CP. Não há crime impossível, pois, caso não tivesse sido atropelado, o crime teria se consumado. O crime impossível é verificado quando há ineficácia absoluta do meio ou absoluta impropriedade do objeto, sendo impossível consumar-se o crime, nos termos do art. 17, do CP. O meio e o objeto para consumação do crime, no momento da conduta, eram aptos à consumação. Art. 17, CP - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime. D) Errada. O perdão judicial somente será aplicado em casos específicos, quando o tipo penal tiver previsão expressa nesse sentido, o que não existe para o crime de furto. 58. LETRA B TEMA: FATO TÍPICO A) Errada. O dolo de Júlio era o de desferir o tapa, de modo que o resultado morte ocorreu por fator externo e imprevisível, afastando a responsabilização de Júlio pelo homicídio doloso. B) Correta. Tendo em vista que o resultado morte foi ocasionado por fator externo e imprevisível (Júlio não poderia prever nem controlar o evento subsequente da descarga elétrica), percebe-se a ocorrência de concausa superveniente relativamente independente que, por si só, produziu o resultado morte. Assim, Júlio somente responderá pelo resultado que sua ação dolosa diretamente causou, qual seja, a lesão corporal, nos termos do que dispõe o art. 13, §1°, do CP. “Art. 13, CP - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. § 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.” C) Errada. O resultado morte não foi ocasionado por culpa, pois Júlio não viu o fio e não podia ser visto, já que já era noite e havia pouca iluminação. Portanto, não houve negligência, imprudência ou imperícia, não havendo que se falar em culpa e, consequentemente, em crime preterdoloso, pois este exige dolo na conduta antecedente e culpa na conduta consequente. D) Errada. Não houve violação ao dever de cuidado, pois, conforme o esclarecido anteriormente, Júlio não viu o fio e não podia ser visto, já que já era noite e havia pouca iluminação. Portanto, não há que se falar em culpa em relação ao resultado morte ocasionado. 59. LETRA D TEMA: CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO A) Errada. O dolo do agente não era de roubar, mas sim de obter vantagem econômica mediante restrição da liberdade, de modo que, aqui, é necessária a participação da vítima, que cede à exigência do agente (no caso, exigiu que a vítima transferisse valores para a conta bancária de Gilson, por meio de operações via PIX e TED). Dessa forma, não há que se falar em crime de roubo, pois, no delito de roubo, há a conduta de “Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência”, nos termos do art. 157, do CP. B) Errada. Não houve extorsão mediante sequestro, pois, nesta modalidade, o agente sequestra a vítima a fim de exigir de outrem vantagem indevida como condição ou preço de resgate, nos termos do art. 159, do CP, o que não está verificado no caso em análise. “Art. 159, CP - Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: Pena - reclusão, de oito a quinze anos.” C) Errada. O crime de sequestro ou cárcere privado não objetiva a obtenção de vantagem econômica, portanto, não pode ser aplicado ao caso, nos termos do art. 148, do CP. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 23 “Art. 148, CP - Privar alguém de sua liberdade, mediante sequestro ou cárcere privado: Pena - reclusão, de um a três anos.” D) Correta. O enunciado trata da conduta comumente conhecida como “sequestro relâmpago”, que ocorre quando a extorsão é praticada mediante restrição da liberdade da vítima, com previsão no art. 158, §3°, do CP. O dolo do agente era o de restringir a liberdade da vítima para exigir, da própria vítima, vantagem econômica. Portanto, resta caracterizado o delito de extorsão mediante restrição da liberdade da vítima. “Art. 158, CP - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa:Pena - reclusão, de quatro a dez anos, e multa. § 3º Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima, e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem econômica, a pena é de reclusão, de 6 (seis) a 12 (doze) anos, além da multa; se resulta lesão corporal grave ou morte, aplicam-se as penas previstas no art. 159, §§ 2o e 3o, respectivamente.” 60. LETRA A TEMA: LEGISLAÇÃO ESPECIAL- LEI MARIA DA PENHA A) Correta. Houve a prática do crime tipificado no art. 24-A da Lei Maria da Penha, crime este de descumprimento de medida protetiva de urgência, cuja ação penal é pública incondicionada. “Art. 24-A, Lei 11.340/06 - Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.” Relembrando… A regra é que a ação penal do crime seja pública incondicionada, de modo que não há necessidade de previsão expressa nesse sentido. Dessa forma, para que um crime seja de ação penal privada ou de ação penal pública condicionada à representação, deve a lei indicar disposição quanto a isso. B) Errada. O crime é afiançável, contudo, segundo o teor do art. 24-A, §3°, da Lei Maria da Penha, “Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.”. C) Errada. Houve a prática de crime tipificado no art. 24-A da Lei Maria da Penha. D) Errada. Houve a prática de crime tipificado no art. 24-A da Lei Maria da Penha. 61. LETRA D TEMA: CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A) Errada. O crime praticado por Patrícia foi o de corrupção ativa consumada, vide comentários da alternativa “D”. A corrupção passiva é cometida por funcionário público ao solicitar ou receber vantagem indevida (art. 317, CP), e, no caso do enunciado, Patrícia, particular, foi quem ofereceu a vantagem. “Art. 317, CP - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” B) Errada. O crime praticado por Patrícia foi o de corrupção ativa consumada, vide comentários da alternativa “D”. C) Errada. O crime de corrupção ativa praticado por Patrícia foi consumado, pois trata-se de crime formal, que se consuma independentemente da obtenção da vantagem indevida. D) Correta. Ao oferecer R$50.000,00 (cinquenta mil reais) para Antônio, funcionário público, para que este interferisse na vitória da licitação em favor de sua empresa, incorreu no delito de corrupção ativa, pois ofereceu vantagem indevida a funcionário público para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício, nos termos do art. 333, do CP. O crime foi consumado, pois é um crime formal, o qual se consuma ainda que não ocorra o efetivo recebimento da vantagem indevida. “Art. 333, CP - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” 62. LETRA A TEMA: CRIMES CONTRA A PESSOA A) Correta. Ainda que a conduta do médico tenha ocasionado lesão corporal gravíssima, tal crime não será aplicado à sua conduta, pois as categorizações de gravidade se aplicam apenas às lesões dolosas. João teve conduta culposa, portanto, responderá pelo Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 24 crime de lesão corporal culposa, nos termos do art. 129, §6º, do CP. Assim, aplicando-se a Lei nº 9.099/95 por se tratar de lesão corporal culposa, poderá fazer jus a eventuais medidas despenalizadoras, desde que presentes os requisitos. “Art. 129, CP - Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. (...) § 6° Se a lesão é culposa: Pena - detenção, de dois meses a um ano. (...)” “Art. 61, L. 9099/95 - Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não commulta.” B) Errada. João cometeu o crime de lesão corporal culposa, de modo que restará afastada a responsabilização por lesão corporal gravíssima, fazendo jus a aplicação de eventuais medidas despenalizadoras, pois as categorizações de gravidade da lesão se aplicam apenas às lesões dolosas. Portanto, haverá a aplicação da Lei 9099/95, vide comentários da alternativa “A”. C) Errada. O crime cometido foi o de lesão corporal culposa, havendo a aplicação da Lei 9099/95 e eventuais medidas despenalizadoras, vide comentários da alternativa “A”. D) Errada. O crime cometido foi o de lesão corporal culposa, havendo a aplicação da Lei 9.099/95 e eventuais medidas despenalizadoras, vide comentários da alternativa “A”. PROCESSO PENAL 63. LETRA C TEMA: AÇÃO PENAL A) Errada. Luís Vicente pode optar entre ajuizar queixa-crime em face de Iório ou oferecer representação ao Ministério Público, nos termos da Súmula 714 do STF. B) Errada. Luís Vicente pode optar entre ajuizar queixa-crime em face de Iório ou oferecer representação ao Ministério Público, nos termos da Súmula 714 do STF. C) Correta. Trata-se de legitimidade concorrente entre o ofendido e o MP para iniciar a ação penal por crime contra a honra de servidor público relacionado ao exercício de suas funções. Assim, poderá ser a ação penal privada, mediante queixa do ofendido, ou, no caso de representação para ação penal pública, de denúncia do MP, nos termos da Súmula 714 do STF. “SÚMULA 714, STF: É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções.” D) Errada. Segundo o que estabelece a Súmula 714 do STF, há a legitimidade concorrente entre o ofendido e o MP para iniciar a ação penal por crime contra a honra de servidor público relacionado ao exercício de suas funções. Não há imunidade material, visto que a disposição do art. 29, VIII, da Constituição Federal não é absoluta, o que pode ser verificado pela própria previsão da Súmula 714 do STF. 64. LETRA C TEMA: PRISÃO E OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES A) Errada. Não há previsão nesse sentido no art. 318, do CPP. B) Errada. Não há previsão nesse sentido no art. 318, do CPP. C) Correta. Segundo o que dispõe o art. 318, IV, do CPP, o fato de Vanessa ser gestante, por si só, autoriza a concessão de prisão domiciliar, independentemente da natureza do delito, apenas devendo ser observado se não se enquadra nas exceções do art. 318-A, do CPP. “Art. 318, CPP: Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: (...) IV - gestante; (...)” “Art. 318-A, CPP: A prisão preventiva imposta à mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência será substituída por prisão domiciliar, desde que: I - não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa; II - não tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente.” D) Errada. O art. 318, IV, do CPP não especifica o tipo de gravidez, não havendo qualquer exigência que seja uma gravidez de risco. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 25 65. LETRA A TEMA: QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES A) Correta. A defesa de Juliano deverá postular ao Juiz da Execução Penal a conversão da pena em medida de segurança, pois, segundo o art. 183 da Lei de Execução Penal (LEP), é permitida a conversão da pena em medida de segurança se, durante a execução, o condenado desenvolver doença mental que o torne incapaz de entender o caráter ilícito do fato. “Art. 183, LEP: Quando, no curso da execução da pena privativa de liberdade, sobrevier doença mental ou perturbação da saúde mental, o Juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, da Defensoria Pública ou da autoridade administrativa, poderá determinar a substituição da pena por medida de segurança.” B) Errada. Trata-se de situação em que deverá ser postulado ao Juiz da Execução Penal a conversão da pena emmedida de segurança, nos termos do art. 183 da Lei de ExecuçãoPenal (LEP). A revisão criminal será cabível nas hipóteses previstas no art. 621, do CPP, o que não pode ser verificado no caso apresentado. “Art. 621, CPP: A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” C) Errada. No caso de alterações na saúde mental APÓS a condenação, no curso da execução da pena privativa de liberdade, será aplicado o teor do art. 183 da Lei de Execução Penal (LEP), vide comentários da alternativa “A”. D) Errada. A prisão-albergue domiciliar do art. 117 da LEP é cabível em hipóteses específicas, não havendo previsão para condenados que desenvolvem doença mental durante a execução da pena. “Art. 117, LEP: Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de: I - condenado maior de 70 (setenta) anos; II - condenado acometido de doença grave; III - condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental; IV - condenada gestante.” 66. LETRA B TEMA: TRIBUNAL DO JÚRI (NULIDADES) A) Errada. A consequência da conduta do MP não é a absolvição imediata do réu, mas sim a nulidade do julgamento, vide comentários da alternativa “B”. B) Correta. A defesa de Jorge deverá postular, em sede de Apelação, a nulidade do julgamento, posterior à pronúncia, em razão da manutenção do réu algemado, sem necessidade concreta, o que fere o teor da Súmula Vinculante 11. Ainda, a nulidade deve basear-se também na referência a este fato pelo órgão do Ministério Público. O MP, de forma equivocada, utilizou tal fato como “justificativa” para a sua condenação (“asseverando que sua periculosidade fica comprovada pela necessidade do uso de algemas durante o julgamento”), havendo clara afronta ao art. 478 do CPP, eis que é vedado o uso de referências ao uso de algemas para beneficiar ou prejudicar o acusado. C) Errada. A manifestação do Ministério Público é vedada pela lei processual, pois afronta o teor do art. 478 do CPP, havendo vedação ao uso de referências ao uso de algemas para beneficiar ou prejudicar o acusado. D) Errada. A consequência da conduta do MP não é a redução das penas do réu, mas sim a nulidade do julgamento, vide comentários da alternativa “B”. 67. LETRA A TEMA: PROVA A) Correta. As provas colhidas são nulas, pois Juca praticou crime cuja pena é de detenção, 2 a 4 anos, e, conforme dispõe o art. 2º, III, da Lei nº 9.296/1996, a interceptação telefônica é inadmissível nos crimes puníveis apenas com detenção. “Art. 2°, Lei nº 9.296/1996: Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: (..) Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 26 III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção.” B) Errada. O critério utilizado pelo art. 2º da Lei nº 9.296/1996 não é o quantum da pena, mas sim a natureza da pena (reclusão ou detenção) e a gravidade do crime. C) Errada. O delegado é autorizado a representar pela interceptação telefônica durante a investigação, desde que haja indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal (art. 3º, I, da Lei nº 9.296/1996). “Art. 3°, Lei nº 9.296/1996: A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo juiz, de ofício ou a requerimento: I - da autoridade policial, na investigação criminal; (..)” D) Errada. Não há exigência de contraditório para a concessão da interceptação telefônica, pois tal medida possui natureza cautelar e sigilosa. Contudo, há o contraditório diferido, que é posterior à sua ocorrência, desde que observada a finalidade investigatória da medida. 68. LETRA B TEMA: RECURSOS EM ESPÉCIE A) Errada. O recurso cabível será a Apelação, vide comentários da alternativa “B”. B) Correta. Havendo decisão de rejeição de queixa-crime em infrações de menor potencial ofensivo, o recurso cabível será a Apelação, por expressa previsão legal do art. 82 da Lei nº 9.099/95. “Art. 82, Lei nº 9.099/95: Da decisão de rejeição da denúncia ou queixa e da sentença caberá apelação, que poderá ser julgada por turma composta de três Juízes em exercício no primeiro grau de jurisdição, reunidos na sede do Juizado.” C) Errada. Tratando-se de crime de menor potencial ofensivo (detenção de quinze dias a um mês, ou multa), a competência será do Juizado Especial Criminal, nos termos do art. 61, da Lei nº 9.099/95. Dessa forma, a Apelação será interposta no Juizado Especial Criminal, já acompanhada de razões recursais dirigidas à Turma Recursal. “Art. 61, Lei nº 9.099/95: Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não commulta.” D) Errada. O recurso cabível será a Apelação, vide comentários da alternativa “B”. DIREITO PREVIDENCIÁRIO 69. LETRA C TEMA: BENEFÍCIOS EM ESPÉCIE A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 48 do Decreto Nº 3.048/1999, conforme segue: “Art. 48, Decreto Nº 3.048/1999. O aposentado por incapacidade permanente que retornar voluntariamente à atividade terá a sua aposentadoria automaticamente cessada, a partir da data de seu retorno, observado o disposto no art. 179.” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Errada. Pois no caso de José independe de carência, por se tratar de um acidente de trabalho, nos termos do art. 30, III do Decreto Nº 3.048/1999. B) Errada. Pois a presente alternativa difere da previsão legal do art. 45 da Lei Nº 8.213/91, conforme segue: “Art. 45, Lei Nº 8.213/91. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento).” C) Correta. Pois a presente alternativa dispõe integralmente a previsão legal do art. 48 do Decreto Nº 3.048/1999. D) Errada. Pois a presente alternativa contraria o disposto no § 2º do art. 43 do Decreto Nº 3.048/99, que diz: “Art. 43, Decreto Nº 3.048/99. [...] § 2º A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao RGPS não lhe conferirá direito à aposentadoria por incapacidade permanente, exceto quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão.” 70. LETRA A TEMA: BENEFÍCIOS EM ESPÉCIE A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 25, IV da Lei Nº 8.213/91, conforme segue: “Art. 25, Lei Nº 8.213/91. A concessão das prestações pecuniárias do Regime Geral de Previdência Social Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 27 depende dos seguintes períodos de carência, ressalvado o disposto no art. 26: IV - auxílio-reclusão: 24 (vinte e quatro) contribuições mensais.” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Correta. Pois dispõe a previsão legal do art. 25, IV da Lei Nº 8.213/91, uma vez que Manoel recolheu apenas 12 contribuições mensais à Previdência Social, sendo que o mínimo seriam 24 contribuições. B) Errada. Pelas razões expostas na alternativa “A”. Ademais, o fato de Maurício ter 19 anos não implica em nada, uma vez que o art. 16, I da Lei Nº 8.213/91 estabelece a condição de menor de 21 anos. C) Errada. Pois tal ato não gera a perda do auxílio-reclusão para os seus dependentes, nos termos do art. 80, § 7º da Lei Nº 8.213/91. D) Errada. Pois a presente alternativa contraria o disposto no art. 80, § 1º da Lei Nº 8.213/91, quediz: “Art. 80, Lei Nº 8.213/91. [...] § 1º O requerimento do auxílio-reclusão será instruído com certidão judicial que ateste o recolhimento efetivo à prisão, e será obrigatória a apresentação de prova de permanência na condição de presidiário para a manutenção do benefício.” DIREITO DO TRABALHO 71. LETRA B TEMA: DIREITO COLETIVO DO TRABALHO A) Errada. Quando a vigência da norma coletiva é encerrada não vai gerar o direito adquirido, em razão da ultratividade da norma, conforme art. 614, §3° da CLT. Art. 614 da CLT. Os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes promoverão, conjunta ou separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenção ou Acôrdo, o depósito de uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em se tratando de instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos. § 3° Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade B) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 614, §3° da CLT, tendo em vista que não há direito adquirido quando têm o término da norma coletiva. C) Errada. Como vimos nas alternativas anteriores, não há direito adquirido quando têm o término da norma coletiva, portanto os empregados que recebiam o adicional não iriam continuar recebendo. D) Errada. A vantagem não vai incorporar ao contrato de trabalho dos empregados, tendo em vista não ter o direito adquirido. Além disso, é vedada a ultratividade do instrumento coletivo. 72. LETRA A TEMA: FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO - FGTS A) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 20, incisos I, III e XV da lei 8.038/90. Observe: Alexandre, embora tenha pedido demissão, possuía mais de 70 anos, logo pode levantar o saldo do FGTS. Art. 20 da lei 8.038/90. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações: XV – quando o trabalhador tiver idade igual ou superior a setenta anos. Reginaldo se aposentou, logo pode receber o FGTS Art. 20 da lei 8.038/90. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações: III – aposentadoria concedida pela Previdência Social; Por fim, Maurício foi dispensado sem justa causa. Art. 20 da lei 8.038/90. A conta vinculada do trabalhador no FGTS poderá ser movimentada nas seguintes situações: I – despedida sem justa causa, inclusive a indireta, de culpa recíproca e de força maior B) Errada. Como visto na alternativa anterior, Alexandre poderá receber o FGTS, pois embora tenha pedido demissão, possuía mais de 70 anos e Maurício foi demitido sem justa causa. C) Errada. Alexandre poderá receber o FGTS, pois embora tenha pedido demissão, possuía mais de 70 anos, nos termos do art. 20, XV da lei 8.036/90. D) Errada. Conforme consta na alternativa “a”, todos poderão receber o FGTS. 73. LETRA C Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 28 TEMA: EMPREGADO - TRABALHADOR RURAL A) Errada. Não há pretensão para o início da contagem do prazo após a prestação de contas. O art. 11 da CLT apenas menciona o prazo. Art. 11 da CLT. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho B) Errada. É até 02 anos da extinção do contrato de trabalho, conforme art. 11 da CLT e art. 7°, XXIX da CF. Art. 7º da CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem àmelhoria de sua condição social: XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho C) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 11 da CLT e o art. 7°, XXIX da CF, tendo em vista que Reginaldo apenas ingressou com a ação após 02 anos e 10 meses da extinção do contrato de trabalho. D) Errada. O art. 11 da CLT e o art. 7°, XXIX da CF não mencionam essa situação de que as verbas precisam ser quitadas no sindicato. 74. LETRA D TEMA: CONTRATO DE TRABALHO - TELETRABALHO A) Errada. O regime de teletrabalho não é incompatível com o estágio, conforme art. 75-B, §6° da CLT. Art. 75-B da CLT. Considera-se teletrabalho ou trabalho remoto a prestação de serviços fora das dependências do empregador, de maneira preponderante ou não, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação, que, por sua natureza, não configure trabalho externo. § 6º Fica permitida a adoção do regime de teletrabalho ou trabalho remoto para estagiários e aprendizes. B) Errada. Não precisa de autorização prévia, tendo em vista que há previsão no art. 75-B, §6° da CLT dando a permissão para que estagiários possam trabalhar no regime de teletrabalho. C) Errada. O art. 75-B, §6° da CLT não traz essa distinção. D) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 75-B, §6° da CLT, portanto, sendo conveniente entre as partes, poderá ser adotado o regime de teletrabalho para os contratos de estágio. 75. LETRA D TEMA: TRABALHO TEMPORÁRIO A) Errada. A cláusula é nula, tendo em vista proibição expressa no art. 11, parágrafo único da lei 6.019/1974. Art. 11 da lei 6.019/1974. O contrato de trabalho celebrado entre empresa de trabalho temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição de uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, escrito e dele deverão constar, expressamente, os direitos conferidos aos trabalhadores por esta Lei. Parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário. B) Errada. Não podemos falar em validade de cláusula de reserva, tendo em vista que é nula. C) Errada. Não existe possibilidade de inserção de cláusula de reserva, nos termos do art. 11, parágrafo único da lei 6.019/1974. D) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 11, parágrafo único da lei 6.019/1974, portanto a cláusula de reserva é nula de pleno direito. PROCESSO DO TRABALHO 76. LETRA D TEMA: EXECUÇÃO A) Errada. Não seria apresentado os embargos à execução, tendo em vista que essa é uma peça de defesa do executado, e no caso em tela, o cliente é o exequente. B) Errada. Caberia a apresentação da impugnação à sentença de liquidação nos termos do art. 884 , caput da CLT. Art. 884 da CLT. Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exeqüente para impugnação. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 29 C) Errada. O prazo para apresentação da impugnação é de 05 dias. D) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 884 , caput da CLT, portanto após a garantia da execução ou da penhora, poderá ser apresentada a impugnação à sentença de liquidação no prazo de 05 dias. 77. LETRA C TEMA: COMPETÊNCIA - EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL A) Errada. O prazo para apresentação da exceção de incompetência territorial não é até a audiência, mas em 05 dias, ANTES da audiência e em peça para sinalizar a existência desta exceção, nos termos do art. 800, caput da CLT. B) Errada. O prazo é de 05 dias úteis contados da citação e não em até 10 dias, conforme art. 800, caput da CLT. C) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 800 da CLT, ou seja, para apresentar a exceção de incompetência territorial, a parte deverá se valer do prazo de 05 dias a contar da notificação, ANTESda audiência. D) Errada. Poderá ser apresentada a exceção de incompetência territorial, tendo em vista que o juízo competente para julgar a reclamação trabalhista é o local da prestação de serviço, nos termos do art. 651 da CLT. Art. 651 da CLT. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 78. LETRA C TEMA: AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO - RECLAMAÇÃO TRABALHISTA A) Errada. Não iria ocorrer uma nova designação de audiência, tendo em vista que o enunciado não menciona que houve um motivo relevante para a ausência, conforme art. 844, §1° da CLT. Art. 844 da CLT. O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. § 1° Ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz suspender o julgamento, designando nova audiência. B) Errada. Não seria apenas a parte autora, tendo em vista que ambas as partes faltaram, portanto seria aplicada a confissão para ambos, conforme súmula 74, I do TST. Súmula 74, I do TST. Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. C) Correta. A alternativa está em consonância com o art. 818 da CLT, portanto o juiz irá julgar de acordo com a distribuição do ônus da prova. Art. 818 da CLT. O ônus da prova incumbe: I – ao reclamante, quanto ao fato constitutivo de seu direito; II – ao reclamado, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do reclamante. D) Errada. Não iria ocorrer o arquivamento, tendo em vista que seria apenas se o reclamante não comparecesse à audiência, nos termos do art. 844, caput da CLT. 79. LETRA B TEMA: RECURSOS A) Errada. Não seria cabível o recurso de revista, pois não está tratando de uma das hipóteses previstas no art. 896 da CLT. Além disso, o recurso que foi negado seguimento é o RR, portanto não seria possível interpor de novo. B) Correta. Alternativa em consonância com o art. 897, b, §2° da CLT, ou seja, deverá interpor o agravo de instrumento em razão do juiz denegar seguimento ao recurso de revista. Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias b) de instrumento, dos despachos que denegarem a interposição de recursos. § 2º - O agravo de instrumento interposto contra o despacho que não receber agravo de petição não suspende a execução da sentença. 🚨Observe que já tínhamos passado pelo RO. O enunciado menciona que a sentença foi julgada improcedente. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 30 De toda sentença na Vara do Trabalho cabe o recurso ordinário, certo? Logo em seguida, o enunciado menciona que o recurso pertinente contra essa decisão também teve o provimento negado, ou seja, o RO não foi aceito. Por fim, o enunciado traz que considerando a decisão contrária ao dispositivo constitucional, você interpôs o recurso cabível, que não foi admitido sob a alegação de que não preenchia os pressupostos para tanto. Aqui estaríamos diante do Recurso de revista. C) Errada. Não seria cabível o recurso extraordinário, tendo em vista que é cabível nos casos previstos no art. 102, III da CF. Além disso, é o último recurso a ser utilizado. Art. 102 da CF. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: III – julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição; b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal; c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal D) Errada. Não seria cabível o agravo de petição, tendo em vista esse recurso ser utilizado na fase da execução, ou seja, é cabível das decisões em fase de execução, conforme art. 897, alínea a da CLT. Dica: Decisão na execuÇÃO -> Agravo de petiÇÃO Art. 897 da CLT. Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias a) de petição, das decisões do Juiz ou Presidente, nas execuções 80. LETRA A TEMA: CUSTAS PROCESSUAIS A) Correta. Alternativa em consonância com o art. 789, §3° da CLT, ou seja, como houve um acordo, as custas processuais deverão incidir sobre esse valor e serão divididas em partes iguais, com exceção do beneficiário da justiça gratuita (art. 790, caput da CLT). Art. 789 da CLT. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas: § 3º Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes. Art. 790-A da CLT. São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita: B) Errada. O valor das custas não seria de 10%, mas sim de 02%. Além disso, não iria ser recolhido integralmente pela ré. Como observamos na alternativa anterior, as custas processuais serão divididas em partes iguais, com exceção de beneficiário da justiça gratuita que não paga, conforme art. 790-A da CLT. C) Errada. A responsabilidade do pagamento das custas não é apenas da autora, como já explicado na alternativa anterior. D) Errada. O valor das custas não seria de 5%, mas sim de 02%, conforme art. 789, caput da CLT. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90Seccional esta indicação, razão pela qual a questão foi anulada. 06. LETRA C TEMA: INCOMPATIBILIDADE E IMPEDIMENTO A) Errada. A incompatibilidade é a proibição total do exercício da advocacia, mesmo em causa própria, em Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 3 razão da ocupação de determinado cargo, nas hipóteses previstas no art. 28 do EAOAB. Dentre as hipóteses previstas estão os ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza. Logo, trata-se de cargo incompatível com o exercício da advocacia em qualquer modalidade, incluindo a advocacia pro bono. B) Errada. Valmir não poderá exercer a advocacia, de modo que a restrição se aplica igualmente ao exercício da advocacia pro bono. C) Correta. O art. 28, V, do EAOAB, estabelece que são incompatíveis com o exercício da advocacia, mesmo em causa própria, os ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza. Sendo assim, ocupando Valmir o cargo de agente da Polícia Civil, ele se encontra em situação de incompatibilidade para o exercício da advocacia, inclusive de forma gratuita, eventual e voluntária (pro bono). Art. 28. EAOAB. A advocacia é incompatível, mesmo em causa própria, com as seguintes atividades: V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a atividade policial de qualquer natureza; D) Errada. Trata-se de causa de incompatibilidade (proibição total com o exercício da advocacia), e não de impedimento. 07. LETRA D TEMA: DIREITOS E PRERROGATIVAS DOS ADVOGADOS A) Errada. O direito assegurado à lactante de preferência na ordem das sustentações orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, independe de ser ela a única patrona nos autos, bastando a advogada fazer prova de sua condição. Ademais, existe previsão legal que assegura tal direito. B) Errada. Existe previsão legal expressa que ampara o pedido de Mariângela. C) Errada. A condição da advogada como lactante é suficiente para o deferimento do pedido, independentemente da existência de outra patrona constituída nos autos. D) Correta. De acordo com o art. 7°-A, III, do EAOAB, a advogada gestante, lactante, adotante ou que der à luz, tem direito de preferência na ordem das sustentações orais e das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua condição. 08. LETRA A TEMA: PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR A) Correta. Nos termos do art. 70, §1º do EAOAB, cabe ao Tribunal de Ética e Disciplina, do Conselho Seccional competente, julgar os processos disciplinares, instruídos pelas Subseções ou por relatores do próprio conselho. Art. 70. EAOAB. O poder de punir disciplinarmente os inscritos na OAB compete exclusivamente ao Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta for cometida perante o Conselho Federal. § 1º Cabe ao Tribunal de Ética e Disciplina, do Conselho Seccional competente, julgar os processos disciplinares, instruídos pelas Subseções ou por relatores do próprio conselho. B) Errada. O Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado tenha inscrição principal pode suspendê-lo preventivamente, em caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-lo em sessão especial para a qual deve ser notificado a comparecer, salvo se não atender à notificação. Portanto, em regra, a suspensão preventiva depende de oitiva prévia do advogado em sessão especial, salvo se, após ser notificado à comparecer na sessão, não atender à notificação. Art. 70. §3º. EAOAB. O Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado tenha inscrição principal pode suspendê-lo preventivamente, em caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi-lo em sessão especial para a qual deve ser notificado a comparecer, salvo se não atender à notificação. Neste caso, o processo disciplinar deve ser concluído no prazo máximo de noventa dias. C) Errada. O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante representação do interessado. Art. 72. EAOAB. O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante representação de qualquer autoridade ou pessoa interessada. Art. 51. CEDOAB. O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante representação dos interessados, que não pode ser anônima. D) Errada. Se, após a defesa prévia, o relator se manifestar pelo indeferimento liminar da Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 4 representação, este deve ser decidido pelo Presidente do Conselho Seccional, para determinar seu arquivamento (art. 73, §2º, EAOAB). FILOSOFIA 09. LETRA B Immanuel Kant, em sua obra "Fundamentação da Metafísica dos Costumes", afirma que algo tem dignidade quando está acima de todo preço e, portanto, não pode ser substituído por nada equivalente. Para Kant, a dignidade está relacionada à capacidade da pessoa humana de agir moralmente e de ser autônoma, e não pode ser mensurada ou comparada a qualquer valor material. Assim, a dignidade da pessoa humana é algo intrínseco e inalienável, e constitui o fundamento de sua moralidade e humanidade. 10. LETRA C Hans Kelsen trazia uma distinção entre Constituição em sentido lógico-jurídico e em sentido jurídico-positivo. Em sentido lógico-jurídico, consiste em uma norma fundamental hipotética. Fundamental, por ser o fundamento de validade da constituição em sentido jurídico-positivo e Hipotética, por só existir em tese, como norma metajurídica pressuposta, fruto de uma convenção social indispensável para a validade da constituição jurídica e, por consequência, de todo o ordenamento jurídico. A norma fundamental é uma norma hipotética, pressuposta, que serve de base para a validade de todas as outras normas do sistema. Ela não é escrita ou formalizada; em vez disso, é entendida como a premissa lógica que sustenta a autoridade das normas constitucionais e, por extensão, de todo o sistema jurídico. CONSTITUCIONAL 11. LETRA B TEMA: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE A) Errada. A Emenda Constitucional n.° 45 de 2004 criou as súmulas vinculantes, conforme previsão do art. 103-A da CF. A Carta da República estabelece que o efeito vinculante se dará em relação aos demais órgãos e do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, nas esferas: estaduais e municipais. Portanto, a assertiva está equivocada ao afirmar que vincula unicamente os órgãos do Poder Judiciário. Art. 103-A da CRFB/88: O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. B) Correta. As súmulas vinculantes previstas no art. 103-A da Constituição Federal vincula os demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração pública direta e indireta, nas esferas federais, estaduais e municipais, mas não alcança o Poder Legislativo, vejamos conforme decisão da jurisprudência do STF: Jurisprudência: (...) 3. O desenho institucional erigido pelo constituinte de 1988, mercê de outorgar à Suprema Corte a tarefa da guarda precípua da Lei Fundamental, não erigiu um sistema de supremacia judicial em sentido material (ou definitiva), de maneira que seus pronunciamentos judiciais devem ser compreendidos como última palavra provisória, vinculando formalmente as partes do processo e finalizando uma rodada deliberativa acerca da temática, sem, em consequência, fossilizaro conteúdo constitucional. 4. Os efeitos vinculantes, ínsitos às decisões proferidas em sede de fiscalização abstrata de constitucionalidade, não atingem o Poder Legislativo, ex vi do art. 102, § 2º, e art. 103-A, ambos da Carta da República. (ADI 5105, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 01/10/2015, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-049 DIVULG 15-03-2016 PUBLIC 16-03-2016) C) Errada. A não vinculação se dá em detrimento do Poder Legislativo, aos demais e a Administração Pública possui efeito vinculante, na forma do art. 103-A da CF. D) Errada. Conforme letra “b” não tem efeito vinculante a todos os poderes, posto que o Poder Legislativo não está vinculado. 12. LETRA D TEMA: ORDEM SOCIAL A) Errada. A saúde é um direito de todos, conforme art. 196 da CF. Ainda, a lei n° 8.080/90 que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 5 funcionamento dos serviços correspondentes estabelece que o Estado tem o dever de garantir a saúde e assegurar o acesso universal e igualitário, nos seguintes termos: Art. 2º Lei n° 8.080/90: A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. § 1º O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. B) Errada. José não deve fazer essa comprovação, posto que o acesso ao Sistema Único de Saúde é universal e igualitário. C) Errada. Conforme o caput do art. 5° da CRFB/88, todos são iguais perante a lei e sem distinção, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos fundamentais. D) Correta. Conforme o art. 196 da CF é direito de todos e dever do Estado, portanto, ser trabalhador ou brasileiro não pode constituir motivos para restringir o acesso à saúde. Art. 196 da CRFB/88: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 13. LETRA B TEMA: ESTADO DE DEFESA A) Errada. A definição do prazo não fica a cargo da discricionariedade do Presidente, pois o art. 136, § 2° da CRFB/88 estabelece que o prazo não será superior a 30 dias e pode ser prorrogado uma vez por igual período, se persistirem as razões que justificaram a decretação. B) Correta. Nos termos do art. 136, § 2° da CRFB/88, o prazo é de 30 dias e pode ser prorrogado uma vez por igual período, se persistirem as razões que justificaram a decretação. Art. 136 da CRFB/88: O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. (...) § 2º O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação. C) Errada. O tempo não pode ser superior a 30 dias, na forma do art. 136, § 2° da CRFB/88. D) Errada. Não há discricionariedade na definição do tempo, o art. 136, § 2° da CRFB/88 estabelece que será não superior a 30 dias e pode ser prorrogado uma vez por igual período, se persistirem as razões que justificaram a decretação. 14. LETRA B TEMA: PROCESSO LEGISLATIVO A) Errada. Conforme o art. 62, § 1°, inciso I, alínea “a” da CRFB/88, é vedada a edição de Medida Provisória sobre matéria relativa à cidadania. B) Correta. A assertiva versa sobre a urgência e, portanto, tem respaldo constitucional no art. 64, §§ 1° e 2° da CRFB/88, que disciplina o prazo de até 45 dias, nos seguintes termos: Art. 64. da CRFB/88: A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados. § 1º O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. § 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação. C) Errada. A Emenda Constitucional não se destina a legislação sobre cidadania, mas alteração da Constituição, portanto, não é o instrumento adequado; D) Errada. A Lei delegada é feita pelo Presidente da República, que solicita concessão especial ao Congresso para elaborar uma lei e, por isso, não podem ser objetos atos que sejam de competência exclusiva do Congresso, da Câmara e do Senado e Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 6 temas relacionados à organização do judiciário e do Ministério Público. Ainda, assuntos como: nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos, eleitorais, planos plurianuais e orçamentos. (Fonte: Agência Senado). 15. LETRA B TEMA: DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS A) Errada. Conforme o art. 98, § 2° da CRFB/88, as custas e emolumentos serão destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. B) Correta. As custas e emolumentos serão destinados exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça, nos termos do art. 98, § 2° da CRFB/88, por isso, a Lei Federal X, ao mudar a destinação, é inconstitucional. C) Errada. Conforme letras “a” e “b” é inconstitucional, ao vincular a finalidade diversa da prevista na ordem constitucional, conforme art. 98, § 2° da CRFB/88. D) Errada. Conforme letras “a” e “b” é inconstitucional, ao vincular a finalidade diversa da prevista na ordem constitucional, conforme art. 98, § 2° da CRFB/88. Ainda, conforme anteriormente explicado, deve ser destinada exclusivamente ao custeio dos serviços afetos às atividades específicas da Justiça. 16. LETRA D TEMA: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE A) Errada. Não pode ser objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional e Propostas de Emenda à Constituição (PEC), conforme entendimento manifestado pela Ministra Rosa Weber, na ADI 5669. O objeto da ADI é lei ou ato normativo, na forma do art. 102, I, alínea “a” da CRFB/88. B) Errada. Visto que a PEC não observa as limitações constitucionais materiais ao poder de emendar, pode ser impetrado Mandado de Segurança diante do Supremo Tribunal Federal. C) Errada. A ADPF tem objetivo prevenir ou reparar lesões a preceitos fundamentais que decorram de ato do poder público, visto que a PEC ainda não foi convertida em emenda, não será cabível ADPF. D) Correta. A jurisprudência do STF admite a legitimidade do parlamentar, para impetrar o Mandado de Segurança para coibir atos praticados no processo de aprovação de lei ou emenda Constitucional que sejam incompatíveis com as disposições constitucionais que disciplinem o processo legislativo. (MS 24.667, Pleno, Min. Carlos Velloso, DJ de 23.04.04). DIREITOS HUMANOS 17. LETRA A TEMA: TEORIA GERAL DOS DIREITOS HUMANOS A) Correta. A alternativa está de acordo com o art. 3º das Convenções de Genebra de 1949 (ratificadas pelo Brasil conforme Decreto nº 42.121/1957).O art. 3º abrange também as situações de conflito armado sem caráter internacional e que surjam no território de um Estado-parte da Convenção, visto que tais Convenções estenderam sua proteção não apenas a conflitos internacionais, mas também a conflitos armados que ocorrem dentro das fronteiras de um Estado e que não possuem caráter internacional. “Artigo 3º. No caso de conflito armado sem caráter internacional e que surja no território de uma das Altas Partes Contratantes, cada uma das Partes em luta será obrigada a aplicar pelo menos, as seguintes disposições (...)”. B) Errada. Não há previsão nesse sentido no art. 3º das Convenções de Genebra de 1949. C) Errada. Não há previsão nesse sentido no art. 3º das Convenções de Genebra de 1949. D) Errada. Não há previsão nesse sentido no art. 3º das Convenções de Genebra de 1949. 18. LETRA B TEMA: DIREITOS HUMANOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 A) Errada. Não se trata de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, mas sim de Incidente de Deslocamento de Competência, vide comentários da alternativa “B”. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) é um instrumento de controle concentrado de constitucionalidade, o qual é utilizado para evitar ou reparar lesão a preceito fundamental resultante de ato do poder público. B) Correta. Segundo o narrado no enunciado, trata-se de Incidente de Deslocamento de Competência, nos termos do art. 109, § 5º, da CF/88. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 7 C) Errada. Não se trata de Tese com Repercussão Geral, mas sim de Incidente de Deslocamento de Competência, vide comentários da alternativa “B”. Tese com Repercussão Geral nada mais é do que um entendimento firmado pelo STF, que trata sobre questões constitucionais de relevância social, política, econômica ou jurídica. D) Errada. Não se trata de Ação Popular, mas sim de Incidente de Deslocamento de Competência, vide comentários da alternativa “B”. A ação popular é uma ação constitucional posta à disposição de qualquer cidadão que visa a invalidar ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural (art. 5º, LXXIII, da CF, e Lei nº 4.717/65). DIREITO ELEITORAL 19. LETRA D TEMA: PROPAGANDA ELEITORAL A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 36-A, § 1º da Lei Nº 9.504/97, conforme segue: “Art. 36-A, Lei Nº 9.504/97. Não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet: § 1º É vedada a transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão das prévias partidárias, sem prejuízo da cobertura dos meios de comunicação social.” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Errada. Pois na verdade a lei veda a transmissão ao vivo por emissoras de rádio e de televisão das prévias partidárias. B) Errada. Pois o § 1º do art. 36-A da Lei Nº 9.504/97 dispõe que é vedada a transmissão ao vivo. C) Errada. Pelas mesmas razões expostas na alternativa “B”. D) Correta. Pois a presente alternativa dispõe integralmente acerca da previsão legal do § 1º do art. 36-A da Lei Nº 9.504/97. 20. LETRA A TEMA: PARTIDOS POLÍTICOS A referida questão requer o conhecimento acerca do disposto no art. 29, § 2º da Lei Nº 9.504/97, conforme segue: “Art. 29, Lei Nº 9.504/97. Ao receber as prestações de contas e demais informações dos candidatos às eleições majoritárias e dos candidatos às eleições proporcionais que optarem por prestar contas por seu intermédio, os comitês deverão: § 2º A inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos eleitos, enquanto perdurar.” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Correta. Pois é o que dispõe o § 2º do art. 29 da Lei Nº 9.504/97, uma vez que João não apresentou os documentos em tempo hábil, tendo como consequência a sua impossibilidade de diplomação. B) Errada. Pelas razões expostas na alternativa “A”, nos termos do art. 29, § 2º da Lei Nº 9.504/97. C) Errada. Pelas razões expostas na alternativa “A”, nos termos do art. 29, § 2º da Lei Nº 9.504/97. D) Errada. Pelas razões expostas na alternativa “A”, nos termos do art. 29, § 2º da Lei Nº 9.504/97. DIREITO INTERNACIONAL 21. LETRA D TEMA: COMPETÊNCIA A) Errada. A autoridade judiciária competente para processar e julgar eventual demanda entre as contratantes não é a inglesa, tendo em vista que estamos diante de uma concorrente, sendo a autoridade Brasileira competente para julgar a demanda, pois o enunciado deixa claro que a obrigação da entrega das 500 sacas de café seria cumprida no Brasil, conforme art. 12 da LINDB e art. 21, II do CPC. Art. 12 da LINDB. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. Art. 21 do CPC. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação. B) Errada. Como o enunciado menciona que a obrigação da entrega das 500 sacas de café seria cumprida no Brasil, a competência para processar Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 8 julgar eventual demanda seria do Brasil, conforme art. 12 da LINDB e art. 21, II do CPC. C) Errada. Não seria competência da autoridade judiciária Alemã, conforme explicação das alternativas anteriores. D) Correta. A autoridade judiciária competente para processar e julgar eventual demanda entre as contratantes é a brasileira, conforme art. 12 da LINDB e art. 21, II do CPC. 22. LETRA B TEMA: ORGANIZAÇÕES DE INTERESSE COLETIVO ESTRANGEIRAS A) Errada. Não precisa de prévia decisão judicial brasileira, apenas aprovação dos atos constitutivos pelo governo brasileiro, conforme art. 11, §1° da LINDB. Art. 11 da LINDB. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituírem. §1º Não poderão, entretanto, ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira. B) Correta. A fundação não pode ter filial no Brasil, antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira. C) Errada. Não precisa de autorização legislativa do Congresso Nacional. D) Errada. A filial não ficará sujeita à lei moçambicana, mas a brasileira, conforme art. 11, §1° da LINDB. DIREITO FINANCEIRO 23. LETRA A TEMA: LEIS ORÇAMENTÁRIAS A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 165, III e art. 166, § 6º, ambos da CRFB/88, conforme segue: “Art. 165, CRFB/88. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: III - os orçamentos anuais.” “Art. 166, CRFB/88. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum. § 6º Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º.” Bem como acerca do seguinte entendimento jurisprudencial do STF: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO POR INCONSTITUCIONALIDADE. ARTIGO 323, § 2º, DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. MATÉRIA ORÇAMENTÁRIA. VÍCIO DE INICIATIVA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência da SupremaCorte é pacífica no sentido de constituir ingerência na esfera do Poder Executivo a edição de normas afetas à matéria orçamentária por iniciativa do Poder Legislativo. 2. Agravo regimental não provido. (STF - RE: 612594 RJ, Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Data de Julgamento: 05/08/2014, Primeira Turma, Data de Publicação: ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-197 DIVULG 08-10-2014 PUBLIC 09-10-2014)” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Correta. Pois é o que dispõe o art. 165, III, bem como art. 166, § 6º, ambos da CRFB/88, uma vez que compete de forma privativa ao Presidente da República a elaboração e o envio do projeto de Lei Orçamentária Anual para a aprovação do Congresso Nacional. Ademais, a jurisprudência do STF vem para reafirmar que trata-se de um ingerência por parte do Poder Executivo caso ocorra tal fato. B) Errada. Pelas razões expostas na alternativa “A”. C) Errada. Pois o art. 32 da Lei Nº 4.320/64 diz que: “Art. 32, Lei Nº 4.320/64. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente.” D) Errada. Pelas razões expostas na alternativa “A”. 24. LETRA C TEMA: FISCALIZAÇÃO, CONTROLE INTERNO E EXTERNO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E TRIBUNAIS DE CONTAS A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 70, Parágrafo único da CRFB/88, conforme segue: Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 9 “Art. 70, CRFB/88. [...] Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.” Bem como acerca do art. 71, VI da CRFB/88, que diz: “Art. 71, CRFB/88. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Errada. Pois qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que receber e utilizar dinheiro público deverá prestar contas, nos moldes do art. 70, Parágrafo único da CRFB/88. B) Errada. Pois o TCU possui sim competência para tal fiscalização, com base no art. 71, VI da CRFB/88. C) Correta. Pois dispõe integralmente a previsão legal do art. 70, Parágrafo único da CRFB/88. D) Errada. Pelas mesmas razões expostas na alternativa “A”, nos termos do art. 70, Parágrafo único da CRFB/88. DIREITO TRIBUTÁRIO 25. LETRA A TEMA: IMUNIDADE TRIBUTÁRIA A) Correta. O STF, inicialmente, através do julgamento do RE 330.817 de repercussão geral, fixou que os E-BOOKS são imunes à tributação, posto que “de igual modo, as mudanças históricas e os fatores políticos e sociais presentes na atualidade, seja em razão do avanço tecnológico, seja em decorrência da preocupação ambiental, justificam a equiparação do “papel”. Posteriormente, foi editada a Súmula Vinculante 57, fixando expressamente o entendimento de que a imunidade tributária prevista no artigo 150, VI, “d” da Constituição Federal de 1988 se aplica à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como os aparelhos leitores de livros eletrônicos (e-readers), mesmo que possuam funcionalidades acessórias. B) Errada. A imunidade tributária do livro eletrônico abrange também os suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias. C) Errada. A imunidade tributária para livros eletrônicos e seus respectivos aparelhos leitores aplica-se, também, ao ICMS. Ou seja, alcança tanto os impostos de importação, quanto os de comercialização. D) Errada. A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias. 26. LETRA C TEMA: PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS A) Errada. A União não pode instituir isenções sobre tributos que não sejam de sua competência, conforme determina o art. 151, III da CF. B) Errada. A isenção não é permitida pela Constituição Federal, uma vez que também atinge tributos de competência dos Estados. C) Correta. As isenções são formas de exclusão do crédito tributário, as quais devem estar previstas em lei, sendo que o ente competente para instituir o tributo, deve também legislar a respeito das hipóteses de isenção. Quando um ente cria isenções relativas a um tributo de competência de outro ente, chama-se de isenção heterônoma, situação vedada pela Constituição Federal, nos termos do art. 151, III. Art. 151. CF. É vedado à União: III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. D) Errada. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) não possui competência tributária. A competência tributária é atribuída aos Entes Federativos. 27. LETRA D TEMA: IMPOSTOS MUNICIPAIS A) Errada. Não incide ITBI sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital. Logo, não há que se falar em solidariedade. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 10 B) Errada. Não há previsão legal específica nesse sentido. A não incidência do ITBI sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, independe de ser ou não as empresas do setor de informática. C) Errada. Temos, na hipótese, uma imunidade tributária, de modo que não incide ITBI sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital. D) Correta. O ITBI possui uma imunidade específica prevista no art. 156, §2º, II da CF, o qual determina que tal tributo não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. ATENÇÃO!! A exceção a esta imunidade específica verifica-se quando a atividade preponderante do adquirente é a compra e venda desses bens ou direitos transmitidos, a locação de bens imóveis ou o arrendamento mercantil, conforme prevê a parte final do artigo supramencionado. 28. LETRA D TEMA: IMPOSTOS FEDERAIS A) Errada. A competência para a instituição do Imposto Extraordinário de Guerra é da União (e não dos Estados e do DF). B) Errada. A instituição de impostos extraordinários não depende de lei complementar, isto é, pode ser feita por meio lei ordinária ou medida provisória. C) Errada. A distribuição se verifica quando dois entes federativos distintos instituem tributos sobre um mesmo fato gerador. Em regra, é vedada, sendo permitida em caráter excepcional nos casos constitucionalmente previstos, a exemplo do Imposto Extraordinário de Guerra. Art. 154. CF. A União poderá instituir: II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária (exceção à bitributação), os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação. D) Correta. A União podeinstituir o IEG havendo guerra externa ou iminência de guerra externa, devendo ser suprimido gradativamente quando cessada a guerra externa ou sua iminência. A União definirá, quando da instituição do IEG, o seu fato gerador, podendo escolher, inclusive, dentre os fatos geradores correspondentes a outros impostos já previstos na Constituição, sendo esses impostos de competência federal ou não. Assim, a União poderia instituir IEG sobre serviços de qualquer natureza, sobre a propriedade de veículos automotores, sobre a importação ou sobre um fato gerador totalmente diverso dos já previstos constitucionalmente, sendo, portanto, uma exceção constitucional à bitributação. 29. LETRA B TEMA: COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA A) Errada. Trata-se de delegação da capacidade tributária ativa, consubstanciada na função de arrecadar e fiscalizar tributos. A competência tributária é a aptidão para criar tributos através da lei. Não devemos confundir com a capacidade tributária ativa que é a aptidão para arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária. Dessa forma, a União pode transferir a capacidade tributária ativa a um Estado, Município ou DF, sem perder a competência tributária. O que se verificou no presente caso. Art. 7º CTN. A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. B) Correta. A União é o ente federativo que detém a competência tributária para instituir, arrecadar e fiscalizar o ITR. Entretanto, a União pode delegar ao Município a capacidade ativa tributária, no tocante a fiscalização e cobrança, conforme autoriza o art. 153, §4º, III da Constituição de 1988. Tal dispositivo foi regulamentado pela Lei nº 11.250/2005, que prevê, em seu art. 1º, a possibilidade de convênios entre a União com o Distrito Federal e os Municípios que assim optarem, visando a delegar as atribuições de fiscalização e de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural. Ao optar por realizar tais funções, 100% do produto da arrecadação do ITR pertencerá ao município fiscalizador e arrecadador. Art. 153. CF. Compete à União instituir impostos sobre: Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 11 VI - propriedade territorial rural; §4º O imposto previsto no inciso VI do caput: III - será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem, na forma da lei, desde que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal. Art.1º. Lei nº 11.250/2005. A União, por intermédio da Secretaria da Receita Federal, para fins do disposto no inciso III do § 4º do art. 153 da Constituição Federal, poderá celebrar convênios com o Distrito Federal e os Municípios que assim optarem, visando a delegar as atribuições de fiscalização, inclusive a de lançamento dos créditos tributários, e de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, de que trata o inciso VI do art. 153 da Constituição Federal, sem prejuízo da competência supletiva da Secretaria da Receita Federal. Art. 158. CF. Pertencem aos Municípios: II - cinquenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis neles situados, cabendo a totalidade na hipótese da opção a que se refere o art. 153, § 4º, III; C) Errada. O convênio é autorizado pelo art. 153, § 4º, III, da CF/88. Ademais, não há qualquer violação à capacidade tributária ativa. D) Errada. A delegação pode compreender a aptidão para arrecadar ou fiscalizar tributos, executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas emmatéria tributária. DIREITO ADMINISTRATIVO 30. LETRA C TEMA: AGENTES PÚBLICOS A) Errada. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens (art. 28 da Lei 8.112/90). Marcelo não será reintegrado, uma vez que ele não foi demitido administrativa ou judicialmente e teve sua demissão invalidada. B) Errada. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorre: inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; ou reintegração do anterior ocupante (art. 29, I e II da Lei 8.112/90). Marcelo não voltará por meio da recondução, uma vez que não foi inabilitado em estágio probatório (relativo a outro cargo) ou reintegrado do anterior ocupante. C) Correta. A reversão é o retorno à atividade do servidor aposentado por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria, nos termos do art. 25, I da Lei 8.112/90, por isso, Marcelo voltará por essa forma de provimento. O enunciado narra a situação de uma aposentadoria por invalidez por meio de declaração de insubsistência dos motivos da aposentadoria, por isso, a alternativa está correta. D) Errada. A readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica (art. 24 da Lei 8.112/90), por isso, Marcelo não será readaptado. 31. LETRA D TEMA: LEI ANTICORRUPÇÃO A) Errada. A dissolução compulsória da Pessoa jurídica tem previsão no art. 19, inciso III e § 1º da Lei 12.846/13, por isso, pode ser aplicada. Ainda, há significativa diferença entre a Lei Anticorrupção (12.846/13) e Lei de Improbidade. A Lei 12.846/13 é aplicada para responsabilização objetiva, administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira. Já a Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade) destina-se a responsabilização do agente público o agente político, o servidor público e todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades referidas no art. 1º da Lei. B) Errada. Na Lei 12.846/13 não há essa ressalva. C) Errada. A dissolução compulsória da Pessoa jurídica tem previsão no art. 19, inciso III e § 1º da Lei 12.846/13, por isso, pode ser aplicada e existe. D) Correta. Conforme art. 19, inciso III e § 1º da Lei 12.846/13, é possível a dissolução compulsória de Pessoa Jurídica, quando comprovada a habitualidade no uso da personalidade jurídica para promover a prática de ilícitos ou dissimular interesses ilícitos. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art153%C2%A74iii https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art153%C2%A74iii https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art153vi https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art153vi Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 12 Art. 19, Lei 12.846/13: Em razão da prática de atos previstos no art. 5º desta Lei, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por meio das respectivas Advocacias Públicas ou órgãos de representação judicial, ou equivalentes, e o Ministério Público, poderão ajuizar ação com vistas à aplicação das seguintes sanções às pessoas jurídicas infratoras: III - dissolução compulsória da pessoa jurídica; (...) § 1º A dissolução compulsória da pessoa jurídica será determinada quando comprovado: I - ter sido a personalidade jurídica utilizada de forma habitual para facilitar ou promover a prática de atos ilícitos; ou II - ter sido constituída para ocultar ou dissimularinteresses ilícitos ou a identidade dos beneficiários dos atos praticados. 32. LETRA B TEMA: PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR A) Errada. Em regra, as instâncias são independentes, porém, o que a Lei 8.112/90 estabelece no art. 126 é que a responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. B) Correta. Alípio, ainda não alcançou estabilidade e, por isso, não poderia compor a comissão, pois nos termos do art. 149 da Lei 8.112/90 a comissão será composta por 3 servidores estáveis designados pela autoridade competente. Art. 149, Lei 8.112/90: Art. 149. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente, observado o disposto no § 3 º do art. 143, que indicará, dentre eles, o seu presidente, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. C) Errada. Não suspende, pois conforme art. 125 da Lei 8.112/90 as sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. D) Errada. A sentença absolutória na ação penal repercute na esfera administrativa quando negar existência do fato ou a autoria, conforme art. 126 da Lei 8.112/90. A ausência de provas não repercute. 33. LETRA D TEMA: SERVIÇOS PÚBLICOS A) Errada. A permissão prevista no art. 2°, IV da Lei 8.987/95 não exige modalidade específica de licitação. B) Errada. Conforme art. 2°, IV da Lei 8.987/95 deve ser realizada licitação. C) Errada. A Sociedade de Propósitos (SPE) Específicos deve ser para PPP, não há exigência de constituição de SPE para a permissão. D) Correta. A redação da assertiva está nos termos do art. 2°, IV da Lei 8.987/95, é a título precário porque a qualquer momento pode ser “retomado”, exige licitação dado ao regime pública e, diferentemente das outras modalidades, pode ser à Pessoa Física ou Jurídica que demonstra a capacidade para desempenhar (afinal é uma contratação com o Poder Público): Art. 2 º, IV, Lei 8.987/95: Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se: IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco. 34. LETRA D TEMA: AGENTES PÚBLICOS - CARGOS PÚBLICOS A) Errada. Não há direito adquirido a regime jurídico. B) Errada. Como o cargo de Jamile foi extinto, deve ser colocado em disponibilidade e seu retorno à atividade, sim, consistiria em aproveitamento, mas os vencimentos devem ser compatíveis com o anteriormente ocupado, na forma do art. 30 da Lei 8.112/90. Art. 30, Lei 8.112/90: O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. C) Errada. A exoneração é a saída não punitiva do servidor público, portanto, não é o caso. D) Correta. Quando o cargo for extinto deve o servidor ficar em disponibilidade, como Jamile, por previsão do art. 37, § 3° da Lei 8.112/90. Art. 37, § 3°, Lei 8.112/90: Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 13 extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31. DIREITO AMBIENTAL 35. LETRA A TEMA: LICENCIAMENTO AMBIENTAL A) Correta. A licença prévia é concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação, exatamente o caso da questão – licença deferida na fase inicial do planejamento do empreendimento, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. Ou seja, trata-se de licença prévia. Art. 8º Resolução CONAMA nº 237/1997: O Poder Público, no exercício de sua competência de controle, expedirá as seguintes licenças: I - Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação; B) Errada. Embora o conceito de licença de instalação esteja correto, o enunciado se refere à licença prévia, conforme explicado anteriormente. C) Errada. O enunciado se refere à licença prévia. Ademais, não há previsão na Resolução CONAMA nº 237/1997 sobre licença de funcionamento ou licença ambiental simplificada. D) Errada. O enunciado se refere à licença prévia. Ademais, o conceito de licença de operação está incorreto. A licença de operação autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para a operação (art. 8°, III, da Resolução CONAMA nº 237/1997). 36. LETRA C TEMA: SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SNUC A) Errada. Não há qualquer previsão legal na Lei Federal nº 9.985/2000 exigindo autorização prévia dos órgãos ambientais estadual e federal para alterações em Unidades de Conservação. B) Errada. A alteração pretendida, referente a redução de limites geográficos, só pode ser feita mediante lei específica, ainda que existam estudos técnicos e consulta pública. C) Correta. Conforme o art. 22, § 7°, da lei 9.985/00, a desafetação ou redução dos limites de uma unidade de conservação só pode ser feita mediante lei específica. D) Errada. Não é possível, por meio de decreto, desafetar ou reduzir os limites de uma unidade de conservação. A desafetação ou redução dos limites de uma unidade de conservação só pode ser feita mediante lei específica. DIREITO CIVIL 37. LETRA B TEMA: DIREITO DE FAMÍLIA A) Errada. O adultério de Lucas não gera automaticamente o direito à indenização correspondente a parte dos bens do casal. Não existe previsão no Código Civil para esse tipo de indenização. De fato, a fidelidade é um dever no casamento, conforme o Artigo 1.566, I do Código Civil. Porém, o descumprimento não acarreta nenhuma indenização prevista no ordenamento jurídico. Art. 1.566, CC: São deveres de ambos os cônjuges: I - fidelidade recíproca; B) Correta. Desde a Emenda Constitucional nº 66 de 2010, no caso de divórcio, a divisão de bens deve seguir as regras do regime escolhido no casamento, sem discussão de culpa e culpados, inclusive no que tange a possível infidelidade conjugal. C) Errada. Não há previsão legal quanto à consequência de perda do direito à meação. D) Errada. O adultério não irá interferir na guarda dos filhos porque a guarda não é definida com base no divórcio. Art. 1.579, CC: O divórcio não modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. Parágrafo único. Novo casamento de qualquer dos pais, ou de ambos, não poderá importar restrições aos direitos e deveres previstos neste artigo. Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 14 38. LETRA C TEMA: NEGÓCIO JURÍDICO A) Errada. O dolo está configurado quando uma pessoa tenta enganar a outra para que seja celebrado um negócio jurídico, o que não é o caso do enunciado. B) Errada. Na lesão, o prejuízo é apenas patrimonial. Ocorre quando uma pessoa por premente necessidade ouinexperiência, assume negócio jurídico oneroso para ela, porém na situação em que a lesão está presente, não existe uma pessoa correndo risco de vida ou de saúde. Art. 157, CC: Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta. § 1º Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi celebrado o negócio jurídico. § 2º Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito. C) Correta. O estado de perigo está presente quando uma pessoa assume um negócio jurídico oneroso porque ela ou alguém de sua família está correndo risco de vida, risco de saúde. O que é o caso da questão: Joaquim assume o pagamento desproporcional (oneroso) porque sua filha estava correndo risco de vida. Art. 156, CC: Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. Parágrafo único. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante, o juiz decidirá segundo as circunstâncias. D) Errada. O estado de necessidade surge quando uma pessoa age para remover um perigo iminente e não faz parte dos defeitos do negócio jurídico. 39. LETRA C TEMA: CONTRATOS A) Errada. Independentemente da existência, ou não, de cláusula expressa no contrato, considera-se vício redibitório o defeito oculto que torna a coisa imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminua o valor. Se o defeito era preexistente e Bernardo tinha conhecimento, deverá ser responsável pela indenização. Art. 441, caput, CC: A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor. B) Errada. Para que Bernardo seja responsável pela indenização, deve-se comprovar que ele tinha conhecimento do defeito. Art. 443, CC: Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. C) Correta. Se o alienante sabia da existência do vício e o adquirente rejeitar a coisa, o alienante, além de devolver o valor, deverá ainda pagar perdas e danos. Por outro lado, se o alienante não conhecia o vício, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato, conforme Artigo 443 do Código Civil. D) Errada. Não é necessária a existência de cláusula no contrato de garantia contra vícios ocultos para que Bernardo seja responsável. 40. LETRA B TEMA: DIREITO DE FAMÍLIA A) Errada. São impenhoráveis os móveis que guarnecem a casa, exceto as obras de arte e os adornos suntuosos. Art. 2º, Lei nº 8.009/90: Excluem-se da impenhorabilidade os veículos de transporte, obras de arte e adornos suntuosos. B) Correta. O imóvel residencial de Alzira é impenhorável. Art. 1º, Lei nº 8.009/90: O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei. Parágrafo único. A impenhorabilidade compreende o imóvel sobre o qual se assentam a construção, as plantações, as benfeitorias de qualquer natureza e todos os equipamentos, inclusive os de uso profissional, ou móveis que guarnecem a casa, desde que quitados. Porém, conforme o Artigo 2º da Lei 8.009/90: Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 15 Art. 2º, Lei 8.009/90: Excluem-se da impenhorabilidade os veículos de transporte, obras de arte e adornos suntuosos. C) Errada. O imóvel residencial de Alzira é impenhorável, conforme Artigo 1º da Lei nº 8.009/90. D) Errada. O imóvel residencial de Alzira é impenhorável, conforme Artigo 1º da Lei nº 8.009/90. 41. LETRA C TEMA: DIREITOS REAIS A) Errada. Benfeitorias são todas as obras executadas pelo possuidor de determinado bem, tanto de boa-fé quanto de má-fé, para conservá-lo, melhorá-lo ou embelezá-lo, sendo classificadas em necessárias, úteis e voluptuárias. B) Errada. Benfeitorias úteis são aquelas que aumentam ou facilitam o uso do bem. No caso da questão, a reforma da cozinha é uma benfeitoria necessária, pois tinha a finalidade de evitar maior deterioração do imóvel, reparar o dano e conservar o bem, enquanto a reforma dos armários e construção de um aquário constituem benfeitorias voluptuárias, destinadas ao mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornemmais agradável ou sejam de elevado valor. C) Correta. a reforma da cozinha é uma benfeitoria necessária, pois tinha a finalidade de evitar maior deterioração do imóvel, reparar o dano e conservar o bem, enquanto a reforma dos armários e construção de um aquário constituem benfeitorias voluptuárias, destinadas ao mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornemmais agradável ou sejam de elevado valor. Art. 96, CC: As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias. § 1º São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. § 2º São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. § 3º São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. D) Errada. A reforma dos armários e construção de um aquário constituem benfeitorias voluptuárias. 42. LETRA A TEMA: DIREITO DE FAMÍLIA A) Correta. A situação conjugal não interfere nos direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. Art. 1.579, CC: O divórcio não modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. Parágrafo único. Novo casamento de qualquer dos pais, ou de ambos, não poderá importar restrições aos direitos e deveres previstos neste artigo. Art. 1.634, CC: Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: I - dirigir-lhes a criação e a educação; B) Errada. Ainda que Mariana resida com o pai, é conjunto o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe (ainda que não vivam sob o mesmo teto) concernentes ao poder familiar dos filhos comuns, incluindo o cuidado, a guarda, a proteção e, especialmente, a educação dos filhos. Art. 1.583, § 1º, CC: Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que o substitua (art. 1.584, § 5 o ) e, por guarda compartilhada a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. C) Errada. O dever continua sendo de ambos os pais, independentemente do divórcio porque a situação conjugal dos pais não interfere nos direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. D) Errada. O dever continua sendo de ambos os pais, independentemente do divórcio porque a situação conjugal dos pais não interfere nos direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 43. LETRA D TEMA: FAMÍLIA SUBSTITUTA: GUARDA E ADOÇÃO A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 41 do ECA, conforme segue: “Art. 41, ECA. A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais. § 1º Se um dos cônjuges ou concubinos adota o filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante@metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 16 entre o adotado e o cônjuge ou concubino do adotante e os respectivos parentes. § 2º É recíproco o direito sucessório entre o adotado, seus descendentes, o adotante, seus ascendentes, descendentes e colaterais até o 4º grau, observada a ordem de vocação hereditária.” Bem como acerca do seguinte entendimento jurisprudencial: “FILHO BIOLÓGICO ADOTADO POR TERCEIROS - PRETENSÃO DE PARTICIPAR DA SUCESSÃO DA MÃE BIOLÓGICA - INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL - POSSIBILIDADE - ARTIGO 39, PARÁGRAFO 1º. DA LEI 8.069/90 - RECURSO DESPROVIDO. Quando a sentença preenche os requisitos mencionados no artigo 489 do Código de Processo Civil, estando presentes, de forma clara e objetiva, as razões de convencimento, não há como falar em nulidade - O artigo 39, parágrafo 1º, da lei 8.069/90 estabelece que a adoção é irrevogável. E o "caput", do artigo 41, do mesmo diploma legal, deixa claro que a adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-se de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo impedimentos matrimoniais. Assim, ante o desligamento dos vínculos com os pais biológicos, não há como se falar em direito sucessórios dos bens deixados por eles. (TJ-MG - AC: 00264351220188130529, Relator: Des.(a) Moreira Diniz, Data de Julgamento: 24/08/2023, 4ª Câmara Cível Especializada, Data de Publicação: 28/08/2023)” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Errada. Pois inexiste previsão legal neste sentido. B) Errada. Pois conforme dispõe a própria jurisprudência, a adoção é irrevogável. C) Errada. Pois nos termos do caput do art. 41 do ECA, temos que a adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios. Ademais, o § 1º do art. 41 do ECA também reafirma o fato de que se um dos cônjuges adota o filho do outro, mantêm-se os vínculos de filiação entre o adotado e o cônjuge. D) Correta. Pois nos termos do caput do art. 41 do ECA, temos que a adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios. Ademais, a jurisprudência, acima mencionada também reafirma tal entendimento normativo. 44. LETRA C TEMA: MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 120 do ECA, conforme segue: “Art. 120, ECA. O regime de semi-liberdade pode ser determinado desde o início, ou como forma de transição para o meio aberto, possibilitada a realização de atividades externas, independentemente de autorização judicial. § 1º São obrigatórias a escolarização e a profissionalização, devendo, sempre que possível, ser utilizados os recursos existentes na comunidade. § 2º A medida não comporta prazo determinado aplicando-se, no que couber, as disposições relativas à internação.” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Errada. Pois independe de autorização judicial, nos termos do caput do art. 120 do ECA. B) Errada. Pois o ECA não prevê um prazo mínimo, sendo possível tal ato desde o início do cumprimento da medida, conforme prevê o caput do art. 120 do ECA. C) Correta. Pois a presente alternativa dispõe integralmente o texto legal do caput do art. 120 do ECA. D) Errada. Pois o caput do art. 120 do ECA dispõe de forma contrária à presente alternativa, sendo sim possível que Rafael realize atividades externas, independentemente de autorização judicial. DIREITO DO CONSUMIDOR 45. LETRA D TEMA: PROTEÇÃO CONTRATUAL DO CONSUMIDOR A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 51, § 1º do CDC, conforme segue: “Art. 51, CDC. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: § 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que: I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence; Nome: Cristiane Rodrigues Leite, CPF: 00103492607 IP: 138.122.55.149, 172.68.19.90 Simulados -Método VDE 1ª fase OAB @viciodeumaestudante @metodovde Material de uso individual. Proibido o repasse! 17 II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual; III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Errada. Pois ao contrário do disposto na presente alternativa, a cláusula é inválida e abusiva, nos moldes do art. 51, §1º do CDC. Ademais, é sim possível a aplicação do rol da referida norma nos contratos de adesão. B) Errada. Pois ao contrário do disposto na presente alternativa será permitido a anulação das cláusulas que se mostrem abusivas, mesmo que não listadas, conforme dispõe o art. 51, § 1º do CDC. C) Errada. Pelas mesmas razões expostas na alternativa “A”. D) Correta. Pois a presente alternativa dispõe integralmente o previsto no art. 51, § 1º do CDC. 46. LETRA C (ANULADA PELO CONTEÚDO NÃO ESTÁ DENTRO DO EDITAL) TEMA: DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR A referida questão requer o conhecimento acerca do art. 4º do Decreto Nº 11.034/2022, conforme segue: “Art. 4º, Decreto Nº 11.034/2022. O acesso ao SAC estará disponível, ininterruptamente, durante vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. § 1º O acesso de que trata o caput será garantido por meio de, no mínimo, um dos canais de atendimento integrados, cujo funcionamento será amplamente divulgado. § 2º O acesso ao SAC prestado por atendimento telefônico será obrigatório, nos termos do disposto no art. 5º. § 3º Na hipótese de o serviço ofertado não estar disponível para fruição ou contratação nos termos do disposto no caput, o acesso ao SAC poderá ser interrompido, observada a regulamentação dos órgãos ou das entidades reguladoras competentes. § 4º O acesso inicial ao atendente não será condicionado ao fornecimento prévio de dados pelo consumidor. § 5º É vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o atendimento, exceto se houver consentimento prévio do consumidor. § 6º Sem prejuízo do disposto no § 5º, é admitida a veiculação de mensagens de caráter informativo durante o tempo de espera, desde que tratem dos direitos e deveres dos consumidores ou dos outros canais de atendimento disponíveis.” Dessa forma, passemos para a análise das alternativas: A) Errada. Pois o caput do art. 4º do Decreto Nº 11.034/2022 diz que o acesso ao SAC é ininterrupto. B) Errada. Pois o caput do art. 4º do Decreto Nº 11.034/2022 diz que o acesso ao SAC é ininterrupto. Ademais, o § 5º do art. 4º do Decreto Nº 11.034/2022 dispõe que é vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o atendimento. C) Correta. Pois a presente alternativa dispõe integralmente o art. 4º, § 6º do Decreto Nº 11.034/2022. D) Errada. Pois ao contrário do disposto na presente alternativa, a operadora do plano de saúde cometeu sim uma infração administrativa, conforme dispõe o § 2º do art. 4º do Decreto Nº 11.034/2022. DIREITO EMPRESARIAL 47. LETRA B TEMA: FALÊNCIA A) Errada. Os bens arrecadados podem ficar sob a guarda do administrador judicial OU de pessoa por ele escolhida, sob responsabilidade daquele. Art. 108, § 1º, Lei nº 11.101/2005: Os bens arrecadados ficarão sob a guarda do administrador judicial ou de pessoa por ele escolhida, sob responsabilidade daquele, podendo o falido ou qualquer de seus representantes ser nomeado depositário dos bens. B) Correta. Alternativa de acordo com o Artigo 108, § 1º da Lei nº 11.101/2005. Os bens arrecadados ficarão sob a guarda do administrador judicial ou de pessoa por ele escolhida, sob responsabilidade daquele, podendo o falido ou qualquer de seus representantes ser nomeado depositário dos bens. C) Errada. Os bens arrecadados ficarão sob a guarda do administrador judicial ou de pessoa por ele escolhida, sob responsabilidade daquele, podendo