Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Ler em voz alta
Ler em voz alta
Questão 1/10 - Geografia Política
 
“A noção de poder ideológico ou dominação ideológica ocupa lugar central em algumas interpretações das elaborações do pensador marxista Antonio 
Gramsci, a respeito do conceito de hegemonia (Lukes, 1974). De acordo com essas interpretações, nas sociedades contemporâneas, a dominação da 
classe trabalhadora pela burguesia não é mantida por meio da força ou da coerção, senão do consentimento daquela à exploração praticada por esta. 
Esse consentimento, por sua vez, é produto do monopólio da burguesia sobre os meios de produção culturais, como o sistema educacional e os meios 
de comunicação”.
Fonte: SILOTTO, G; GELAPE, L; [et al.]. Poder e território: uma abordagem a partir da ciência política. Curitiba: InterSaberes, 2021 (Capítulo 1: Poder 
ideológico).
Tendo em conta os ensinamentos apreendidos em “Geografia Política”, observe nos enunciados abaixo aqueles que tratam de características 
do poder ideológico.
I. Tal como ocorre com “poder decisório” e “poder de agenda”, a expressão “poder ideológico” se refere a uma relação entre agentes que é, ao mesmo 
tempo, unidirecional e assimétrica.
II. Poder ideológico se refere ao poder de fazer os demais adotarem como suas as preferências dos poderosos, o poder de convencer os demais a agir 
contra seus próprios interesses.
III. Podemos afirmar que quem exerce o poder ideológico faz prevalecer suas preferências sobre os demais. Por consequência, fazendo os demais 
adotarem preferências contrárias aos seus próprios interesses.
IV. A verificação empírica do exercício do poder ideológico depende da existência de preferências conflitantes. Na ausência desse conflito, não é possível 
estabelecer se um agente está agindo conforme a preferência de outro ou conforme a sua própria.
Agora assinale a alternativa que faz uma análise correta:
Uso: 10.0
UM Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
B Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
C Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
E Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
Você assinalou essa alternativa (D)
E As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
Questão 2/10 - Geografia Política
 
Leia o texto abaixo:
“Ainda que uma teoria do imperialismo não possa ser encontrada em Marx e Engels, a colonização a partir da “América” foi posta como marco 
importante para a acumulação primitiva do capital (Marx, 2013:821), e a polêmica interpretação sobre o colonialismo britânico na Índia revelou a 
impossibilidade de emancipação humana fora dos limites do progresso, evolucionismo e eurocentrismo no pensamento marxiano (Marx e Engels, s/d). 
Apesar da antiguidade das manifestações imperiais e coloniais ao longo da história do mundo, a hegemonia da força explicativa pelo marxismo do 
fenômeno imperial provém em parte da sua associação diferencial, constitutiva e vinculante com o desenvolvimento do sistema capitalista na 
modernidade. Seu início, metaforicamente sugerido no ano de 1492 por Dussel (1993), constituiu pela primeira vez um sistema econômico globalmente 
interconectado, o sistema mundo moderno/colonial (Quijano e Wallerstein, 1992)” (BALLESTRIN, 2017, p. 506-507).
Fonte: BALLESTRIN, Luciana Maria de Aragão. Modernidade/Colonialidade sem “Imperialidade”? O Elo Perdido do Giro Decolonial. DADOS – Revista 
de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, vol. 60, no 2, 2017, pp. 505 a 540. Disponível em: 
http://repositorio.ufpel.edu.br:8080/bitstream/prefix/7378/1/Modernidade_Colonialidade_sem_Imperialidade.pdf
Tendo como base o texto citado acima e os conteúdos discutidos na disciplina de Geografia Política, assinale a alternativa que apresenta, 
corretamente, uma das principais críticas, feita pelas abordagens contemporâneas do imperialismo às interpretações sobre o fenômeno dos 
Você acertou!
Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas. Conforme o livro base da disciplina, “De acordo com essa abordagem, o maior
poder seria justamente o de fazer agentes adotarem como suas as preferências dos poderosos. Embora tenha uma longa
história na tradição marxista, a concepção de poder ideológico não é restrita a ela ou à noção de exploração da classe
trabalhadora que lhe é central. Em uma discussão clássica, Steven Lukes (1974) formula essa concepção em termos gerais:
o poder de fazer os demais adotarem como suas as preferências dos poderosos, contra seus próprios interesses, o poder de
convencer os demais a agir contra si mesmos. Assim como o poder decisório e o de agenda, o poder ideológico é uma
relação unidirecional e assimétrica entre agentes. Entretanto, aquele que exerce essa “terceira dimensão do poder” não faz
prevalecer suas preferências impondo suas decisões aos demais, nem impedindo que decisões contrárias às suas
preferências venham a ser tomadas, mas fazendo os demais adotarem preferências contrárias aos seus próprios interesses.
Por isso, essa noção não necessita de preferências conflitantes entre poderosos e não poderosos.
Em seu lugar, ela introduz dois elementos. Primeiro, os não poderosos adotam sinceramente as preferências dos poderosos
como suas. E, segundo, essas preferências são contrárias aos seus próprios interesses” (Adaptado).
A alternativa IV (A verificação empírica do exercício do poder ideológico depende da existência de preferências conflitantes.
Na ausência desse conflito, não é possível estabelecer se um agente está agindo conforme a preferência de outro ou
conforme a sua própria) está, portanto, incorreta.
Fonte: SILOTTO, G; GELAPE, L; [et al.]. Poder e território: uma abordagem a partir da ciência política. Curitiba: InterSaberes,
2021 (Capítulo 1: Poder ideológico).
javascript:void(0)
javascript:void(0)
lenne
Máquina de escrever
Apol 1 Geografia Política 100
Ler em voz alta
marxistas clássicos:
Uso: 10.0
UM O pensamento marxista sobre o imperialismo encoraja a centralização da religião como instrumento de dominação e
marginaliza a consideração das variáveis militares e econômicas relacionadas com o fenômeno.
B A abordagem marxista a respeito do imperialismo favorece uma redução do fenômeno ao seu caráter cultural e social,
negligenciando a influência das capacidades econômicas e militares para a consolidação do fenômeno.
C A interpretação marxista do imperialismo tende a esvaziar o caráter político desse fenômeno, uma vez que
prioriza as variáveis sistêmicas e estruturais em detrimento da observação das decisões políticas dos atores
envolvidos.
Você assinalou essa alternativa (C)
E A leitura marxista a respeito do imperialismo fomenta uma interpretação economicista do fenômeno, excluindo as
variáveis vinculadas à capacidade militar de um Estado e à necessidade de expansão territorial da observação.
E O enquadramento marxista sobre o imperialismo acaba por adicionar excessiva importância ao componente político do
fenômeno, compreendendo que a dominação imperialista permanece em decorrência da passividade dos atores
dominados.
Questão 3/10 - Geografia Política
 
Leia o trecho a seguir:
“Ao longo da história da formação dos Estados nacionais, os governantes tinham essencialmente três fontes das quais extrair os recursos necessários 
para pagar pela guerra: tributos, empréstimos e minérios. Os tributos eram a fonte a que todos os governantes podiam recorrer, ainda que não sem seus 
desafios. Pelo contrário, os desafios colocados pelo estabelecimento e pela coleta de impostos e a maneira como diferentes príncipes e reis 
enfrentaram-nos deram o caráter da formação dos Estados nacionais cujos governantes não podiam recorrer a outras alternativas” (SILOTTO et al, 
2021).
Fonte: SILOTTO, Graziele; GELAPE, Lucas; CASTRO, Pedro Vicente de; SILVA, Glauco Peres da. Poder e território: uma abordagem a partir da Ciência 
Política. Curitiba: Editora InterSaberes, 2021, Capítulo 2.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Geografia Política, assinale a alternativa que expõe o que os 
Estados Nacionais precisavam para começar a cobrar tributos permanentemente:Uso: 10.0
UM Apoio da nobreza.
B Apoio da Igreja Católica.
C Convencimento da população.
E Desenvolvimento de propaganda.
E Burocracia diretamente submetida ao Estado.
Você assinalou essa alternativa (E)
Você acertou!
O argumento marxista sobre o fenômeno do imperialismo é essencialmente tautológico. O imperialismo seria fruto do avanço
do capital financeiro monopolista, e caracterizaria uma fase do capitalismo: o imperialismo seria o capitalismo avançado. E,
nesse sentido, o contrário também é verdadeiro: capitalismo avançado é sinônimo de imperialismo. Não há qualquer forma de
fugir disso, senão a completa substituição do sistema econômico, o que mais uma vez conta no argumento da militância
política. Mais uma vez, somos conduzidos a confirmar esses argumentos – e por vezes até acreditar em suas propostas de
solução – porque nos baseamos (ou somos levados a fazê-lo) no caráter violento das investidas imperialistas. A prescrição da
teoria marxista sobre o fim do capitalismo (e, portanto, do imperialismo) esvazia toda e
qualquer agência política ao redor do fenômeno, como se um sistema fosse responsável pelos horrores, e não os políticos.
Da mesma forma, esvazia-se a agência do outro, a quem só cabe o papel de dominado. Países figuram nessas teorias como
campos de batalha passivos, sob nenhum aspecto como participantes ativos (Brewer, 2002). Só há a dominância dos fortes,
do capital financeiro monopolista do estágio mais alto, ou final, do capitalismo.
Referência: Rota de Aprendizagem de Geografia Política. Aula 3 – Material para a Impressão. Tema 3 “O Imperialismo
acabou, o Capitalismo não”.
Você acertou!
Poder tributar os governados também significava subjugar ou contornar instituições não subordinadas ao Estado. Como
assinalamos, inicialmente, os tributos eram temporários e autorizados pelas assembleias de representantes dos estados.
Essa autorização não era mera formalidade, pois os governantes frequentemente dependiam dos grupos representados
nessas instituições para serem capazes de coletar os impostos. Muitas vezes eram os nobres, o clero e as autoridades
municipais que coletavam os tributos devidos por aqueles sujeitos à sua autoridade e repassavam o valor aos cofres da
Coroa. Libertar-se da necessidade de pedir
autorização a essas instituições dependia da criação de uma burocracia diretamente submetida ao Estado que coletaria os
impostos diretamente da população e, por vezes, à força. Nas regiões em que essa estratégia foi perseguida com sucesso,
isso resultou na irrelevância e, eventualmente, na dissolução das assembleias dos estados.
javascript:void(0)
Ler em voz alta
Ler em voz alta
Questão 4/10 - Geografia Política
 
Leia o texto abaixo:
Norman Angell explicava em ‘A grande ilusão’ (1910) que a “globalização” em curso desde as últimas décadas do século XIX tornara os indivíduos e as 
nações cada vez mais interdependentes e, portanto, inclinados a atitudes progressistas, cosmopolitas e democráticas: Todo progresso no sentido da 
civilização se verifica às custas do espírito militar, e à medida que declina a tendência à luta, desenvolve-se a inclinação para o trabalho. “A nação 
progride mediante a cooperação das pessoas, que trabalham umas com as outras em vez de digladiarem-se” (ANGELL, 2002, p. 192). Os conflitos 
modernos já não eram entre as nações, e sim “entre a democracia e a autocracia, ou entre o socialismo e o individualismo, a reação e o progresso” 
(ANGELL, 2002, p. 164-165)” (LYNCH, 2021, p. 11).
Fonte: Lynch, Christian Edward CyrilIdealismo e realismo na teoria política e no pensamento brasileiro: três modelos de história intelectual. Revista 
Brasileira de Ciência Política [online]. 2021, n. 34, e237103. Disponível em: .
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Geografia Política, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, qual é a 
relação entre o capitalismo e a paz para Gartzke e Rohner:
Uso: 10.0
UM A partir da consolidação de regras e regimes internacionais, que separam países capitalistas de países socialistas,
houve uma ampla diminuição nas guerras entre Estados.
B Em decorrência da ampliação das redes de proteção humanitária nos últimos anos e da diminuição da desigualdade
capitalista podemos observar diminuição nos índices de violência.
C A partir do desenvolvimento tecnológico e cientifico, os países capitalistas aprenderam a produzir todos os recursos
naturais necessários à produção e não precisam mais recorrer à guerra.
E Em decorrência da expansão dos valores capitalistas e cristãos ao redor do globo, observou-se uma sensível diminuição
de conflitos, uma vez que não existem mais Estados subdesenvolvidos.
E A partir dos avanços na produtividade, o capitalismo acabou por subtrair a ênfase econômica dada à terra e aos
recursos minerais, diminuindo assim o uso da força entre os Estados na disputa por esses recursos.
Você assinalou essa alternativa (E)
Questão 5/10 - Geografia Política
 
Leia o texto abaixo:
“O primeiro momento desse desenvolvimento devastador do imperialismo foi organizado em torno da conquista das Américas, no quadro do sistema 
mercantilista da Europa atlântica da época. As devastações desse primeiro capítulo da expansão capitalista mundial (genocídio dos índios, tráfico de 
escravos africanos) produziram – com atraso – as forças de libertação que questionaram as lógicas que as comandavam. A primeira revolução do 
continente foi a dos escravos de São Domingos (atualmente Haiti), no fim do século XVIII, seguida mais de um século depois pela revolução mexicana 
dos anos 1910, e cinquenta anos mais tarde pela de Cuba. E, se não enumero aqui a famosa "revolução americana", nem a das colônias espanholas 
que rapidamente se seguiu, é porque, nesses casos, tratou-se apenas de uma transferência de poder de decisão das metrópoles para os colonos para 
fazer a mesma coisa, ou seja, dar continuidade ao mesmo projeto com ainda mais brutalidade – sem ter que dividir os lucros com as "mães pátrias" de 
origem” (AMIN, 2005, p. 84).
Fonte: AMIN, Samir. O imperialismo, passado e presente. Tempo, Niterói, v. 9, n. 18, p. 77-123, 2005. Disponível em: . access on 19 May 2021. https://doi.org/10.1590/S1413-77042005000100005.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Geografia Política e o texto citado acima, assinale a alternativa que apresenta, 
corretamente, qual era a solução apontada pelos autores marxistas clássicos para a superação do imperialismo:
Uso: 10.0
UM Para os marxistas clássicos, o imperialismo só poderia ser superado por meio da criação de uma organização
internacional de caráter supranacional.
Referência: Referência: SILOTTO, Graziele; GELAPE, Lucas; CASTRO, Pedro Vicente de; SILVA, Glauco Peres da. Poder e
território: uma abordagem a partir da Ciência Política. Curitiba: Editora InterSaberes, 2021, Capítulo 2.
Você acertou!
Gartzke (2007) testa sua teoria econômica de que o capitalismo - entendido aqui como livre mercado, desenvolvimento
econômico e coordenação na política monetária - é o responsável pela paz e encontra evidências positivas. Segundo Garztke
e Rohner, o capitalismo, segundo o autor, ao tirar a ênfase econômica sobre a terra e recursos minerais, é quem reduz o uso
da força entre os Estados. Seu poder viria da condição de avanços na produtividade, e não da posse de matérias primas
(Gartzke; Rohner, 2011). Além, é claro, de diminuir o peso da ação do Estado na economia (McDonald, 2010). Gartzke (2007)
aponta que não seria necessariamente o arranjo democrático, nem mesmo sua filosofia liberal por si só, mas o livre mercado
e o desenvolvimento econômico possibilitado por ele que trazem paz.
Referências: Rota de Aprendizagem de Geografia Política. Aula 3 – Material para a Impressão. Tema 5 “Democracia,
Capitalismo e Paz”.
SILOTTO, Graziele; GELAPE, Lucas; CASTRO, Pedro Vicente de; SILVA, Glauco Peres da. Poder e Território:uma
abordagem a partir da Ciência Política. Curitiba: Intersaberes. 2021, p. 133.
javascript:void(0)
javascript:void(0)
Ler em voz alta
Ler em voz alta
B Para os marxistas clássicos, o imperialismo só poderia ser superado a partir da realização de uma revolução burguesa e
nacionalista.
C Para os marxistas clássicos, o imperialismo só poderia ser superado por meio da defesa internacional dos direitos
humanos.
E Para os marxistas clássicos, o imperialismo só poderia ser superado a partir da independência dos territórios coloniais.
E Para os marxistas clássicos, o imperialismo só poderia ser superado por meio da revolução socialista.
Você assinalou essa alternativa (E)
Questão 6/10 - Geografia Política
 
“À primeira vista, espaço pode não parecer um conceito central. Todavia, na verdade, está implícito na maneira como concebemos muitas das formas de 
exercício do poder que nos parecem mais naturais. A coerção, por exemplo, frequentemente exige uma proximidade espacial entre os poderosos e 
aqueles por eles subjugados. Não por acaso, o tipo de organização que ocupa lugar central no nosso imaginário sobre o poder político, o Estado 
nacional, tipicamente reivindica poder absoluto sobre determinado espaço geográfico” (Adaptado).
Fonte: SILOTTO, G; GELAPE, L; [et al.]. Poder e território: uma abordagem a partir da ciência política. Curitiba: InterSaberes, 2021 (Capítulo 1: Poder e 
espaço).
Considerando os conhecimentos apreendidos em “Geografia Política”, assinale a alternativa que define coerção.
Uso: 10.0
UM Coerção é a sujeição dos demais aos próprios caprichos.
B Coerção é o exercício do poder por meio da ameaça do uso da violência.
Você assinalou essa alternativa (B)
C Coerção é o exercício do poder acompanhado pela reivindicação de que é justo, bom ou vantajoso.
E Trata-se de um mecanismo de representação eleitoral que coincide com a soberania popular e o poder estatal.
E A coerção é compreendida como todas as violações dos direitos civis, como a vida, a propriedade, a liberdade de ir e vir,
de consciência e de culto.
Questão 7/10 - Geografia Política
 
Leia o trecho a seguir:
“Nos oito ou dez milênios depois que surgiu o primeiro casal, as cidades e os estados oscilaram entre o amor e o ódio. Conquistadores armados muitas 
vezes arrasaram cidades e chacinaram os seus habitantes apenas para erguer novas capitais em seu lugar. O povo da cidade resguardou a sua 
independência e reclamou da interferência do rei nas questões urbanas, mas solicitou a proteção de seu rei contra os bandidos, os piratas e os grupos 
rivais de mercadores. A longo prazo e a certa distância, as cidades e os estados revelaram-se indispensáveis um ao outro.
Durante a maior parte da história, os estados nacionais - aqueles que governam múltiplas regiões adjacentes e as suas cidades por intermédio de 
estruturas centralizadas, diferenciadas e autônomas — surgiram muito raramente. A maioria deles eram não-nacionais: impérios, cidades-estado, ou algo 
semelhante. Para nosso pesar, o termo "estado nacional" não significa necessariamente estado-nação, um estado cujo povo compartilha uma forte 
identidade linguística, religiosa e simbólica. Embora alguns estados, como a Suécia e a Irlanda, se aproximem hoje desse ideal, pouquíssimos estados 
nacionais da Europa se qualificaram algum dia como estados-nação (TILLY, 1996).”
Você acertou!
No decorrer da aula 3, observamos que para Lenin e Bukharin o imperialismo consistia na expansão do capitalismo em seu
maior estágio (a fase monopolista), não constituindo apenas uma forma de expansão territorial do Estado-Nação. Ambos os
autores, assim como Rosa Luxemburgo, entendiam que a revolução socialista era a única saída para o capitalismo e,
portanto, para o imperialismo. Assim, à exceção de Hobson, todos os autores prescreviam como única solução para os
horrores do imperialismo a saída revolucionária socialista. Esse tipo de leitura era frequente porque, como ressaltou
Callinicos (2009), essa literatura ocupou, sobretudo, autores ativistas. A literatura sobre imperialismo é essencialmente não
acadêmica. Isso era visto como um problema para alguns, como Hilferding, que se indagava sobre a exclusão destes autores
das universidades, restando a eles o tempo de lazer para a produção teórica sobre o fenômeno.
Referência: Rota de Aprendizagem de Geografia Política. Aula 3 – Material para a Impressão. Tema 2 “Teorias Clássicas
sobre o Imperialismo”; Tema 3 “O Imperialismo acabou, o Capitalismo não”.
Você acertou!
A alternativa correta é: (Coerção é o exercício do poder por meio da ameaça do uso da violência). De acordo com o livro base
da disciplina, “A coerção é a influência exercida sobre as ações de uma pessoa por meio da ameaça e, em última instância,
do uso da violência. A dominação é o estado em que um agente impõe suas preferências a outro, que está totalmente sujeito
a seus caprichos. Tanto a coerção quanto a dominação são relações unidirecionais, assimétricas entre agentes, nas quais um
comanda e o outro obedece. Esses elementos também esclarecem a razão de ser útil caracterizar essa concepção como
poder decisório: o agente que detém essa espécie de poder pode impor suas decisões àqueles sobre os quais tem poder,
pode decidir em seu lugar e ter suas decisões obedecidas”. As demais alternativas estão, portanto, incorretas.
Fonte: SILOTTO, G; GELAPE, L; [et al.]. Poder e território: uma abordagem a partir da ciência política. Curitiba: InterSaberes,
2021 (Capítulo 1: Poder decisório).
javascript:void(0)
javascript:void(0)
Ler em voz alta
Fonte: TILLY, Charles (1996). Coerção, capital e estados europeus (990-1992). São Paulo: EDUSP.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Geografia Política, assinale a alternativa que expõe, corretamente, 
como se deu a formação dos Estados nacionais europeus:
Uso: 10.0
UM Ela se deu de forma regular e linear ao longo dos séculos e ao mesmo tempo.
B Ela se deu como um efeito colateral da atividade de guerrear dos governantes europeus.
Você assinalou essa alternativa (B)
C Ela se deu como resultado da ampliação do leste europeu, em acordos de paz com o sul.
E Para vencer as guerras, os governantes desejavam organizar a sua estrutura e com isso criaram as cidades-estados.
E Ela se deu como um resultado da conquista e autonomia da Prússia e do Império Romano-Germânico, sendo esses os
únicos do continente.
Questão 8/10 - Geografia Política
 
Leia o trecho a seguir:
“Apesar de Maquiavel e Clausewitz, nem toda política envolve confronto. Algumas vezes as pessoas trabalham consensualmente, outras vezes reúnem-
se para celebrar memórias compartilhadas e frequentemente institucionalizam suas atividades políticas. O confronto político tem início quando, de forma 
coletiva, as pessoas fazem reivindicações a outras pessoas cujos interesses seriam afetados se elas fossem atendidas. As reivindicações vão desde 
súplicas humildes até ataques brutais, passando por petições, reivindicações através de palavras de ordem e manifestos revolucionários. O confronto, 
portanto, depende da mobilização, da criação de meios e de capacidades para a interação coletiva.”
Fonte: MCADAM, Doug; TARROW, Sidney e TILLY, Charles. Para mapear o confronto político. Lua Nova [online]. 2009, n.76, pp.11-48. Disponível em: 
. ISSN 0102-6445. 
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-64452009000100002
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Geografia Política, assinale a alternativa que expõe, corretamente, 
padrões, semelhanças, que existem na formação dos Estados nacionais na Europa:
Uso: 10.0
UM Padrões linguísticos.
Você acertou!
A história europeia é de guerras praticamente incessantes, que não apenas foram constantes ao longo da história do
continente, mas também, quando ocorriam, frequentemente envolviam quase todos os Estados da região. Príncipes e reis
europeus estavam todos emaranhados em uma rede de aliançaspor parentesco, casamento ou conveniência. Todos tinham
algo a ganhar ou a perder em uma guerra. Se não fossem ganhos territoriais diretos, seriam ganhos indiretos por meio do
fortalecimento de um aliado ou enfraquecimento de uma ameaça. Sucessões incertas, com a morte de um monarca que não
deixa um herdeiro direto, por exemplo, eram um convite para que outros intervissem, apoiando candidatos ao trono alinhados
consigo e escalonando a crise, que, eventualmente, resultava em guerra civil e internacional. Nesses casos, a primeira
raramente acontecia sem a segunda. A guerra era o jogo em que se desenrolavam as ambições da nobreza real europeia.
Esse ponto é central para o surgimento dos Estados nacionais. Como explica Tilly (1985; 1993), os Estados nacionais
surgiram como um efeito colateral da atividade de guerrear dos governantes europeus. Para fazer e vencer guerras, estes
precisaram tomar uma série de decisões e resolver inúmeros de problemas. A cada momento, tomaram um curso de ação
quando havia outros disponíveis. Essas escolhas influenciavam quais cursos estariam disponíveis dali em diante. Algumas
trajetórias tomadas dessa forma se mostraram bem-sucedidas no longo prazo; outras, não. Houve, ainda, aquelas que
pareceram bem-sucedidas por muito tempo, até que deixaram de ser. Tudo isso, contudo, aconteceu em um prazo muito
mais longo do que aqueles que os governantes que adotaram esses cursos de ação tinham em mente. Eles estavam apenas
tomando as melhores decisões para que pudessem ganhar as guerras em que estavam envolvidos ou as próximas e, dessa
forma, sobreviverem.
Referência: SILOTTO, Graziele; GELAPE, Lucas; CASTRO, Pedro Vicente de; SILVA, Glauco Peres da. Poder e território:
uma abordagem a partir da Ciência Política. Curitiba: Editora InterSaberes, 2021, Capítulo 2.
javascript:void(0)
Ler em voz alta
Ler em voz alta
B Padrões geográficos.
Você assinalou essa alternativa (B)
C Padrões culturais, distribuição regular.
E Padrão de formação de constituições nacionais.
E Padrão de conquista a partir do emprego da democracia e do voto.
Questão 9/10 - Geografia Política
 
Leia o trecho a seguir:
“Todo contrato é uma transferência mútua, uma troca de direitos; e essa é a razão pela qual aquele que apenas fornece a promessa deve, pelo fato de 
que ele já recebeu a vantagem que motiva sua promessa, ser compreendido como se tivesse a intenção de que seu direito passe a outrem: com efeito, 
se ele não tivesse consentido a que suas palavras fossem compreendidas desse modo, o outro não teria se executado primeiro (HOBBES, 1988).”
Fonte: HOBBES, T. Leviatã ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. Coleção Os Pensadores. (1º volume). 4ª Edição, Nova Cultural, 
1988.
Tendo como base a contextualização acima e os conteúdos da disciplina de Geografia Política, assinale a alternativa que expõe, corretamente, 
a motivação do surgimento dos Estados nacionais:
Uso: 10.0
UM Surgiram em resposta aos governados, após a conquista de direitos sociais.
B Surgiram em resposta às demandas das corporações de ofício, da Igreja Católica e as assembléias locais.
C Surgiram em resposta aos interesses da Igreja Católica que, para fortalecer o seu poder, eliminou a possibilidade de
outras organizações políticas.
E Surgiram em resposta às demandas da população que, empobrecida, almejava a conquista de direitos sociais e
políticos.
E Surgiram em resposta aos interesses dos governantes em eliminar as organizações políticas que competiam
consigo dentro do mesmo território, como a nobreza, as corporações de ofício, a Igreja Católica e as
assembleias locais.
Você assinalou essa alternativa (E)
Questão 10/10 - Geografia Política
 
“Assim como a concepção de Estado soberano, parece natural que a relação das pessoas com esse tipo de organização política apresente uma 
estrutura geográfica particular: sujeição virtualmente completa de um lado de uma linha imaginária, restrição de entrada do outro. No entanto, assim 
como os Estados nacionais a que está associada, essa estrutura geográfica é historicamente delimitada e contingente. Trata-se de uma estratégia de 
exercício de poder sobre pessoas em particular, hoje dominante, mas não a única. Historicamente, organizações políticas que visavam exercer poder 
sobre indivíduos adotaram diversas estratégias. Os impérios antigos, como o romano, preocupavam-se muito mais em se valer do controle das cidades e 
não tanto das fronteiras, muito mais porosas do que a concepção contemporânea de fronteiras nacionais nos faria imaginar”.
Fonte: SILOTTO, G; GELAPE, L; [et al.]. Poder e território: uma abordagem a partir da ciência política. Curitiba: InterSaberes, 2021 (Capítulo 1: 
Território).
Você acertou!
O processo de formação dos Estados nacionais na Europa apresentou padrões geográficos. A distribuição irregular, ao longo
do território europeu, dos fatores que influenciaram as diferentes trajetórias de formação dos Estados nacionais fez com que
estes assumissem configurações variadas em diversas regiões do continente. Tais fatores podem ser reduzidos à presença
de cidades e de grandes proprietários rurais ou, na terminologia de Tilly (1993), de capital e coerção. Onde havia escassez de
capital e concentração de coerção, o processo de formação do Estado nacional foi marcado pela ênfase na coerção.
Monarquias fortes e centralizadas formaram-se onde príncipes e reis foram capazes de aglutinar a nobreza fundiária, como
na Suécia e na Rússia, e colapsaram onde os governantes não exibiram essa capacidade, como na Polônia-Lituânia. No
outro ponto do espectro, onde havia escassez de coerção e concentração de capital, outras formas de Estado predominaram,
como as cidades-Estados do norte da Itália, a república dos Países Baixos ou a federação de cantões suíços. Essas formas
sobreviveram enquanto foram capazes de resistir ao insistente assédio de ambições dinásticas, a que algumas,
eventualmente, sucumbiram, como na Itália. Entre esses extremos, encontramos Estados onde príncipes e reis contavam
tanto com uma nobreza fundiária quanto com acesso a centros comerciais e financeiros, como na Inglaterra e na França.
Referência: Referência: SILOTTO, Graziele; GELAPE, Lucas; CASTRO, Pedro Vicente de; SILVA, Glauco Peres da. Poder e
território: uma abordagem a partir da Ciência Política. Curitiba: Editora InterSaberes, 2021, Capítulo 2.
Você acertou!
Os Estados nacionais surgiram em resposta aos interesses dos governantes, não dos governados. Era do interesse dos
governantes eliminar as organizações políticas que competiam consigo dentro do mesmo território, como a nobreza, as
corporações de ofício, a Igreja Católica e as assembleias locais.
Referência: SILOTTO, Graziele; GELAPE, Lucas; CASTRO, Pedro Vicente de; SILVA, Glauco Peres da. Poder e território:
uma abordagem a partir da Ciência Política. Curitiba: Editora InterSaberes, 2021, Capítulo 2.
javascript:void(0)
javascript:void(0)
Partindo do conteúdo da disciplina “Geografia Política”, examine nos enunciados quais são as armadilhas territoriais que devemos evitar ao associar 
Estado, soberania e território.
I. Presumir que a política doméstica é independente da política internacional.
II. Entender territórios como a base do exercício do poder em Estados soberanos.
III. Assumir que existe uma forte descontinuidade entre os domínios da política doméstica e da política internacional.
IV. Esperar encontrar órgão do Estado exercendo o poder contra e acima de organizações locais em um determinado espaço geográfico.
Sobre as assertivas acima, é correto o que se afirma em:
Uso: 10.0
UM Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Você assinalou essa alternativa (B)
C Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
E Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
E As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
Você acertou!
Apenas as afirmativas III e IV estão corretas. De acordo com o livro base da disciplina, “A naturalidade dessa associação
entre Estado,soberania e território, prende nossa compreensão da relação entre poder e espaço em uma “armadilha
territorial”, argumenta o geógrafo John Agnew (1994). Quando questionamos como e por quem o poder é exercido em
determinado espaço geográfico, somos levados, por essa armadilha territorial, a esperarmos encontrar órgãos do Estado
exercendo-o contra e acima de organizações locais. Frequentemente, contudo, isso não é o que observamos. A noção de
Estados falidos refere-se, precisamente, a organizações políticas que são reconhecidas internacionalmente como titulares da
soberania sobre determinado território, porém não são capazes de efetivamente exercer controle militar sobre ele. O governo
reconhecido internacionalmente da Somália, por exemplo, exerce consistentemente controle militar apenas sobre a capital,
Mogadíscio. O interior é controlado por diferentes grupos sob o comando de senhores da guerra locais e os mares, por
piratas. Confrontados com a inconsistência entre essas realidades empíricas e as expectativas geradas pela associação
entre Estado, soberania e território, somos levados pela armadilha territorial a classificar essas situações como excepcionais
e desviantes, quando historicamente elas são a regra. Em uma perspectiva histórica, a exceção é o Estado soberano que
exerce consistentemente controle militar sobre o território sob sua jurisdição. No entanto, essa não é a única miopia causada
pela armadilha territorial, uma vez que esta também nos conduz a assumir uma forte descontinuidade entre os domínios da
política doméstica e da política internacional. A política internacional é povoada por Estados interagindo entre si, seja
competindo, seja cooperando. Estes são como indivíduos, com interesses e vontades próprios. A política doméstica é
relevante apenas na medida em que influencia a formação da vontade desses Estados. É claro que há disputas no domínio
da política doméstica sobre questões de política internacional, mas assume-se que são resolvidas, mesmo que sempre
provisoriamente, no domínio doméstico, e somente essas resoluções – não as disputas que as demandaram – são
carregadas para o plano internacional. Nesse domínio, os Estados comportam-se como indivíduos em uma condição de
natureza hobbesiana. A realidade empírica contradiz novamente essas expectativas. Frequentemente, política doméstica e
política internacional estão intimamente relacionadas. Grupos políticos poderosos no domínio doméstico atuarão no
internacional de maneira a favorecer seus interesses, domésticos ou não. Ditadores interferirão na política doméstica de
outros países para tentar colocar políticos amigáveis no poder e, dessa forma, reduzir o risco externo à sua própria
sobrevivência política. Líderes
eleitos se envolverão em conflitos armados do outro lado do mundo para evitar que adversários políticos possam acusá-los
de derrota para um Estado percebido como inimigo pela opinião pública doméstica. A interferência, armada ou não, de
organizações estrangeiras no processo de seleção de líderes domésticos é uma constante histórica. Todas essas
considerações colocam em dúvida a naturalidade da associação entre Estado, soberania e território. A reação mais
apropriada não é necessariamente rejeitar esses conceitos e as relações tradicionalmente articuladas entre eles, pois estes
são centrais para a teoria e para a retórica política, tal que não é possível compreender as relações entre política e espaço na
contemporaneidade sem os utilizar”.
As alternativas I (Presumir que a política doméstica é independente da política internacional) e II (Entender territórios como a
base do exercício do poder em Estados soberanos) estão, portanto, incorretas.
Fonte: SILOTTO, G; GELAPE, L; [et al.]. Poder e território: uma abordagem a partir da ciência política. Curitiba: InterSaberes,
2021 (Capítulo 1: Território).

Mais conteúdos dessa disciplina