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HAM Resumo E OSCE 2 - Osce Habilidades Medicas (Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade HAM Resumo E OSCE 2 - Osce Habilidades Medicas (Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce https://www.studocu.com/pt-br/document/instituto-de-educacao-superior-do-vale-do-parnaiba/habilidades-medicas/ham-resumo-e-osce-2-osce/102677073?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce https://www.studocu.com/pt-br/course/instituto-de-educacao-superior-do-vale-do-parnaiba/habilidades-medicas/6619170?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce https://www.studocu.com/pt-br/document/instituto-de-educacao-superior-do-vale-do-parnaiba/habilidades-medicas/ham-resumo-e-osce-2-osce/102677073?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce https://www.studocu.com/pt-br/course/instituto-de-educacao-superior-do-vale-do-parnaiba/habilidades-medicas/6619170?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce Resumo de HAM N2 e roteiro para o OSCE Luíza Maria Grangeiro de Sousa ● Orientações gerais para o OSCE: 1. Apresentar-se e perguntar o nome do paciente 2. Reafirmar as características do caso como se você estivesse lendo o prontuário (Ex.: “Vejo na sua ficha que a senhora deu entrada aqui na unidade com queixa de irritabilidade, insônia, estresse e perda de peso. Irei então realizar o exame de sua tireóide para verificar isso, certo?”) 3. Higienizar as mãos antes de tocar o pct 4. Pedir ao paciente para tirar a blusa, caso necessário 5. Aquecer as mãos antes de tocar no paciente e pedir licença 6. Fazer o exame físico 7. Dar um feedback simples ao paciente 8. Ao final, dizer: “nada a declarar, encerro aqui essa seção do OSCE” ● Situações que caíram nos semestres anteriores -RCP em adulto e lactente -Exame físico das mamas -Exame físico da tireoide (lembrar de especificar o nome da fácies típica da patologia, podendo ser mixedematosa ou basedowiana) -Teste dos reflexos -Testes de sinais meníngeos -Testes de locomotor de MMII e MMSS -Tendinite do tenista -Exame ginecológico -Exame de próstata -Sondagem vesical Suporte Básico de Vida ● Reconhecimento de PCR = inconsciência, ausência de pulso carotídeo e/ou presença de gasping (respiração ineficaz) ● Protocolo extra-hospitalar de parada cardiorrespiratória em adulto 1. Verificar a segurança do local 2. Checar a responsividade do pct, de joelhos, chamando-o e balançando seus ombros 3. Chamar ajuda = acionar o 192/193 e pedir o DEA 4. Checar a respiração e o pulso carotídeo (por no mín 5s e no máx.10s) 5. Ressuscitação a) Se o pct não respira e o pulso é ausente, deve-se iniciar o seguinte protocolo: e Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce *Compressões em 5 ciclos de 30 compressões por 2 ventilações. Se houver 2 socorristas, ao final dos 5 ciclos, eles devem alternar de posição (um fica a cargo das ventilações e o outro executa as compressões) *Compressões com a região hipotenar de uma mão sobre a metade inferior do esterno e a outra mão sobre a 1ª, entrelaçando-a *Profundidade da compressão entre 5 e 6 cm b) Se o pct não respira e o pulso é presente, deve-se iniciar o seguinte protocolo: *1 ventilação a cada 5-6 s, checando o pulso a cada 2 min 6. Utilizar o DEA assim que ele chegar ● Protocolo de parada cardiorrespiratória em bebê/lactente ( 1 ano) 1. Verificar a segurança do local 2. Checar a responsividade da criança chamando-a e tocando em seu ombro 3x 3. Chamar ajuda = acionar o 192/193 e pedir o DEA 4. Checar a respiração e o pulso carotídeo (por no mín 5s e no máx.10s) 5. Ressuscitação e) Se o pct não respira e o pulso é ausente, deve-se iniciar o seguinte protocolo: *1 socorrista: 30 compressões x 2 ventilações *2 socorristas: 15 compressões x 2 ventilações *Compressões com 1 ou 2 mãos no terço inferior do esterno *Profundidade da compressão cerca de 5 cm Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 f) Se o pct não respira e o pulso é presente, deve-se iniciar o seguinte protocolo: *1 ventilação a cada 3-5 s, checando o pulso a cada 2 min 6. Utilizar o DEA assim que ele chegar ● Obstrução das vias aéreas em adultos e em crianças (>1 ano) 1. Se o pct responde ou tosse, deve-se incentivá-lo a continuar tossindo. Caso o contrário deve-se: 2. Posicionar-se atrás do pct 3. Realizar a manobra de Heimlich (eleva o diafragma e aumenta a pressão na via aérea, forçando a saída de ar dos pulmões): a) Colocar a mão fechada com o polegar voltado para o abdome, entre o apêndice xifóide a cicatriz umbilical, colocar a outra mão por cima e realizar compressões no abdome em um movimento para dentro e para cima *Caso o pct for um obeso ou uma grávida, deve-se realizar compressões torácicas *Se o pct for menor que o socorrista, o mesmo deve posicionar-se de joelhos atrás da vítima e realizar a manobra 4. A manobra deve ser repetida até a desobstrução das vias do pct 5. Se ele ficar inconsciente, deve-se realizar o protocolo de PCR. E cada vez que o socorrista abrir as vias aéreas para realizar as ventilações, o mesmo deverá olhar para o interior da cavidade oral; se o corpo estranho estiver visível, deverá ser removido, evitando varredura digital às cegas e não retardando as manobras de RCP ● Obstrução das vias aéreas em bebês (Escala de coma de Glasgow ● Escala de coma de Glasgow (pontuação mín. = 1 e máx. = 15) ➔ Abertura ocular, de acordo com a resposta (1 a 4): OLHO 4: espontânea 3: ao comando verbal 2: à pressão (porção ungueal do dedo, trapézio e região supraorbital) 1: nenhuma NT: não testável ➔ Resposta verbal (1 a 5): VERBO 5: pct lúcido e orientado em tempo e espaço 4: desorientado 3: emite palavras soltas 2: emite sons 1: nenhuma NT ➔ Resposta motora (1 a 6): MOTORA 6: obedece aos comandos 5: localiza a pressão 4: realiza movimento de retirada (flexão normal rápida do membro superior ao nível do cotovelo) 3: realiza flexão anormal do membro superior (decorticação) 2: realiza extensão do membro superior (descerebração) 1: nenhuma NT ➔ Resposta fotomotora (-2 a 0) -2: quando os dois olhos não se contraem ao estímulo luminoso -1: quando um dos olhos não se contrai ao estímulo luminoso 0: quando os dois olhos se contraem ao estímulo luminoso ● Grau de lesão de acordo com a pontuação: ➔ Leve (13-15) ➔ Moderada (9-12) ➔ Grave (3-8) ➔ Coma (3) *Pontuação menor ou igual a 8 é indicativo de intubação orotraqueal Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 Pares cranianos e exame neurológico 1. Nervo olfatório: -O pct deve estar de olhos fechados e tapando uma das narinas, então deve-se apresentar odores (como café, pimenta, cravo, canela..) a fim de que ele identifique as fragrâncias -Possíveis resultados = euosmia, hiposmia, hiperosmia, anosmia, cacosmia, agnosia olfatória, parosmia, fantosmia 2. Nervo óptico: a) Teste de campo visual (campimetria) = o exame é feito em cada olho separadamente, de forma que o avaliador deve comparar seu campo visual com o do pct e perguntá-lo se está vendo seu dedo, se ele está parado ou em movimento ao deslocá-lo em seu campo visual. (p. ex.: “Quantos dedos você vê?” “Está parado ou mexendo?”) *Resultados possíveis = normal, amaurose/cegueira monocular (lesão no nervo óptico), hemianopsia heterônima (lesão no quiasma), hemianopsia homônima (lesão no trato óptico), quadrantanopsia homônima (lesão nas radiações ópticas) b) Teste de Snellen = o pct deve estar a uma distância de 6 metros da tabela e testar um olho de cada vez a fim de avaliar sua acuidade visual por meio da identificação das letras *Possíveis resultados = ideal (o pct enxerga 20/20), ambliopia (diminuição da acuidade), amaurose (cegueira) Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce c) Fundoscopia = o avaliador deve posicionar o oftalmoscópio em cada um dos olhos do pct e identificar o nervo óptico, vasos e a mácula (fóvea) d) Reflexo fotomotor = o avaliador deve incidir um feixe de luz sobre cada olho do pct. Espera-se que as pupilas se contraiam (miose) 3. Nervo oculomotor, troclear e abducente: -Oculomotor = inerva os músculos RM, RS, RI, OI, levantador da pálpebra, esfíncter da pupila e músc. ciliar -Troclear = OS -Abducente = RL -Teste da motilidade extrínseca (ocular) = o exame é feito em cada olho separadamente, de forma que o avaliador deve deslocar seu dedo nas 9 posições do olhar e realizar movimentos de convergência, a fim de avaliar se o olho do pct o acompanha -Teste da motilidade intrínseca (pupilar) = o exame é feito em cada olho separadamente e em um ambiente escuro, de forma que o avaliador incide um feixe luminoso em seu olho e avalia sua resposta. Ela pode ser: isocoria, discoria (apresenta alguma irregularidade do contorno pupilar), anisocoria (desigualdade de diâmetro entre as pupilas), midríase e miose 4. Nervo trigêmio: -É um nervo misto, portanto, avaliam-se respostas sensitivas e motoras -Sensibilidade da face = o avaliador deve encostar algum objeto (algodão, alfinete…) no rosto do pct a fim de avaliar se ele sentiu esses estímulos -Reflexo córneo-palpebral = o avaliador deve encostar uma mecha de algodão entre a esclerótica e córnea do olho do pct, de forma que ele esteja com os olhos virados para o lado oposto. O resultado esperado é a contração orbicular das pálpebras -Motricidade da mastigação = pedir para o pct realizar alguns movimentos como: abrir e fechar a boca, mover mandíbula, trincar os dentes, morder um palito 5. Nervo facial: -É um nervo misto, portanto, avaliam-se respostas sensitivas e motoras -O avaliador deve testar a gustação do pct dando-o soluções de sabor doce, salgado, ácido e amargo -O avaliador deve pedir ao pct realizar alguns mov. como: enrugar a testa, franzir os supercílios, fechar as pálpebras, mostrar os dentes, abrir a boca, assobiar, inflar a boca e contrair o platisma ou músculo cuticular do pescoço, a fim de avaliar se há alguma assimetria facial *Tem importância prática a distinção entre a paralisia por lesão do nervo facial (paralisia infranuclear ou periférica) e aquela por lesão da via corticonuclear (piramidal) ou feixe geniculado (paralisia central ou Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 supranuclear). No tipo periférico, toda a hemiface homolateral é comprometida, enquanto, na central, somente a metade inferior da face contralateral se mostra alterada. Este último tipo ocorre com frequência nos acidentes vasculares e nas neoplasias cerebrais 6. Nervo vestibulococlear: a) Prova de Romberg (equilíbrio estático) e avaliação da marcha (equilíbrio dinâmico) b) Teste de Weber = o avaliador percutir o diapasão e o colocar sobre o ponto médio do neurocrânio, nas testa ou na glabela do pct e pergunta como é a distribuição do som ouvido (igualmente nas duas orelhas, apenas na orelha direita ou apenas na esquerda), a fim de verificar se há diferença do som percebido entre os ouvidos c) Teste de Rinne = trata-se de um comparativo entre a via de condução óssea e aérea. Deve-se percutir o diapasão, colocar sobre a apófise da mastóide (atrás da orelha) do pct até o desaparecimento do som via condução óssea, em seguida deve-se aproximar o diapasão, ainda vibrando, perto do pavilhão auricular e perguntar como é o som ouvido em relação à posição anterior *Possíveis resultados em relação à percepção sonora: 1. Condição normal: via aérea > óssea 2. Rinne positivo na perda neurossensorial = ambas vias estão igualmente diminuídas 3. Rinne negativo na perda condutiva = via óssea > aérea *Tipos de perda auditiva: -Perda neurossensorial = há algum alteração no nervo coclear, assim a percepção do som é rebaixada tanto na via óssea quanto na área -Perda condutiva = há algum obstáculo que impede a condução do som à orelha interna, por isso a percepção óssea é melhor que a aérea 7. Nervo glossofaríngeo e vago: -O avaliador deve pedir ao paciente dizer “ah” para verificar o elevação do palato e tocar no fundo de sua garganta com um palito para testar o reflexo nauseoso 8. Nervo acessório: -O avaliador deve pedir ao pct realizar a rotação de sua cabeça (Mm. esternocleidomastóideo) e elevar seu ombro (porção superior do M. trapézio) 9. Nervo hipoglosso: -O avaliador deve pedir ao pct realizar movimentos com sua língua Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce ● Equilíbrio dinâmico: Deve-se avaliar a marcha do pct e verificar se há algum distúrbio (disbasia) *Pedir ao pct andar normalmente, depois em tandem (pé-antepé), passada calcânea, de ponta dos pés, pés invertidos (borda lateral), indo e voltando 1. Ceifante, helicópode ou hemiplégica -Típico de pcts com AVC, apresenta a postura de Wernicke Mann: -O movimento parece um foice -Uma das pernas arrasta, há abdução e circundução dela -O joelho não flexiona ao andar -Possui a rotação anormal do quadril -O movimento do braço (do mesmo lado da perna) fica comprometido, ele fica levemente fletido em 90° no cotovelo e em adução com a mão fechada 2. Em tesoura ou diplégica -Típico de pcts com paralisiacerebral -As duas pernas estão espásticas -Há abdução e circundução de ambas as pernas -O pct precisa andar com o andador 3. Parkinsoniana, festinante ou propulsiva -Os braços estão rígidos e flexionados (sem o balanço natural) -Aceleração involuntária -Corpo inclinado para frente 4. Escarvante, parética, equina ou cadenciada -Toque no chão com a ponta do pé (como se estivesse cavando) -Joelhos flexionados -Rotação centrífuga do quadril 5. Atáxica, cerebelar ou marcha do ébrio -Típica de pcts com alterações no cerebelo -Parece o andar de uma pessoa alcoolizada -É uma marcha instável e oscilante -De base alargada -Passada calcânea -Dificuldade para fazer curvas -Não consegue andar com os olhos fechados -Não consegue ficar com os pés juntos 6. Anserina ou de pato -Característica de grávidas -Os músculos do quadril estão fracos, por isso o pct não tira as mãos da cintura -Quando ele dá um passo o quadril oposto cai Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ● Equilíbrio estático: ➔ Teste de Romberg -Ficar atrás do pct e com a maca na frente dele -O avaliador deve pedir ao pct ficar em posição ortostática, com as mãos coladas ao corpo, e em seguida verifica seu equilíbrio em posição de pés juntos por alguns segundos de olhos abertos e, em seguida, pede-se que ele fique de olhos fechados *Pode-se sensibilizar o teste pedindo o pct para ficar de pés semi-calcanhar-dedo e de pés calcanhar-dedo e pedir para o pct fechar os olhos e juntar os pés, depois dar pequenos empurrões para testar sua capacidade de equilíbrio. *O teste é positivo quando o pct apresenta oscilações do corpo, com desequilíbrio e forte tendência à queda, que pode ser para qualquer lado e imediatamente após interromper a visão, indicando lesão das vias de sensibilidade proprioceptiva consciente, ou sempre para o mesmo lado, o que pode ser uma lesão do aparelho vestibular. Quando o pct não consegue se manter de pé, o teste é negativo, indicando uma lesão cerebelar ● Motricidade espontânea -O avaliador pede ao pct realizar alguns movimentos como: abrir e fechar a mão, estender e fletir o antebraço, abduzir e elevar o braço, fletir a coxa, fletir e estender a perna e o pé, movimentos repetitivos dos dedos (como aproximar e afastar o indicador e o polegar). Durante a execução desses movimentos, deve-se avaliar o grau de dificuldade de realizá-lo, sua a amplitude e velocidade ● Força muscular -O pct deve realizar os mesmos movimentos mencionados no exame da motricidade espontânea, só que, desta vez, com oposição aplicada pelo examinador (manobras contra-resistência) -Sinal do rechaço/rebote/Stewart-Holmes = “tapa na cara” *Nos casos de discreta ou duvidosa deficiência motora dos membros, realizam-se as denominadas provas deficitárias, representadas pelas provas de Barré, Mingazzini e dos braços estendidos: a) Barré O pct em decúbito ventral deve fletir as pernas sobre as coxas, em ângulo reto. Esta posição, deve ser mantida por alguns minutos sem maior esforço, caso contrário, é sinal de déficit dos músculos flexores das pernas Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce b) Mingazzini O pct em decúbito dorsal deve dispor suas coxas verticalmente e fletí-las sobre a bacia em ângulo reto, as pernas também devem ser fletidas sobre as coxas em ângulo reto. Em casos de lesão da via motora pode-se observar: queda isolada da perna, ou queda isolada da coxa, ou queda simultânea da perna e da coxa c) Braços estendidos O pct fica com os membros superiores estendidos para frente, em ângulo de 90º com o tronco, com as mãos supinadas e os dedos abduzidos e estendidos, devendo manter-se nessa posição por um minuto *Outra maneira de nomear os déficits de movimento é com o grau de força: ■ Grau V: força normal ■ Grau IV: movimento completo contra a força da gravidade e contra certa resistência aplicada pelo examinador ■ Grau III: movimento contra a força da gravidade ■ Grau II: movimento completo sem a força da gravidade ■ Grau I: discreta contração muscular ■ Grau 0: nenhum movimento. ● Tônus muscular -Estado de tensão dos músculos, tanto em repouso (tônus de postura), como em movimento (tônus de ação) -O exame do tônus é realizado com o paciente deitado e em completo relaxamento muscular, obedecendo-se à seguinte técnica: ➔ Inspeção = verifica-se a existência ou não de achatamento das massas musculares de encontro ao plano do leito. É mais evidente nas coxas e só tem valor significativo na acentuada diminuição do tônus ➔Palpação das massas musculares = averigua-se o grau de consistência muscular, a qual se mostra aumentada nas lesões motoras centrais e diminuída nas periféricas ➔Movimentos passivos = imprimem-se movimentos naturais de flexão e extensão nos membros. Durante a execução desses movimentos, deve-se avaliar a passividade/ resistência (tônus aumentado ou diminuído) e a extensibilidade da fibra muscular ➔Balanço passivo = O examinador, com as suas duas mãos, segura e balança o antebraço do paciente, observando se a mão movimenta-se de forma normal, exagerada (na hipotonia) ou diminuída (na hipertonia). O mesmo pode ser observado, aplicando-se a manobra nos membros inferiores, segurando a perna e observando o balanço dos pés *Hipotonia = músculos flácidos = muita amplitude de movimento Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 *Hipertonia = pouca amplitude de movimento *Hipertonia plástica/rigidez = interrupções excessivas do movimento (sinal da roda denteada) (Síndromes extrapiramidais, como Parkinson) *Hipertonia elástica/espástica = retorno do músculo à posição inicial, o qual interrompeu o mov. passivo de extensão (sinal do canivete) (Síndromes piramidais) (Determina a típica postura de Wernicke Mann) ● Coordenação Avalia-se a direção, a velocidade, a precisão e a harmonia dos movimentos ➔ Coordenação dos membro superiores: -Prova índex-índex (de olhos abertos e fechados) -Prova índex-nariz -Prova índex-nariz-índex -Diadococinesia (mov. alternados e rápidos, como: supinação e pronação das palmas da mão) -Movimentos de precisão da mão = movimento de pinça com o indicador e o quirodáctilo ➔ Coordenação dos membros inferiores -Prova calcanhar-joelho = pedir para o pct deitado tocar seu joelho com seu calcanhar -Prova calcanhar-joelho sensibilizado = depois pedir para ele deslizar o calcanhar na perna, tocar na maca e repetir o processo -Prova Hálux-índex do examinador ● Reflexos ➔ Reflexos superficiais ou exteroceptivos a) Cutâneo-plantar -Resposta normal = flexão dos dedos -Respostas anormais = *Abolição do reflexo (interrupção do arco ou lesão da via piramidal) *Sinal de Babinski: extensão do hálux, seguida de um possível movimento que lembra a abertura de um leque pelos demais dedos (lesão da via piramidal ou corticospinal) b) Cutâneo-abdominal ➔ Reflexos profundos, proprioceptivos, musculares ou miotáticos a) Aquileu (L5-S1) = o pct de joelhos sob uma cadeira e com os pés para fora OU o pct sentado e as pernas pendentes e a mão do avaliador apoiando seu pé, esse deve percutir o tendão do calcâneo e observar a contração do tríceps sural com flexão do pé Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce b) Patelar (L2-L4) = com o pct sentado com a perna pendente, sem encostar no chão, o avaliador deve bater com o martelo abaixo da patela, no tendão da patela e na articulação do joelho c) Flexor dos dedos (C7-C8-T1) d) Pronador (processo estilóide da ulna) (C6-C7-C8-T1) e) Braquiorradial/Supinador (C5-C6) = o pct deve colocar seu braço no meio do braço oposto do avaliador, em seguida deve-se bater no tendão do braquiorradial, sob a apófise estilóide do rádio Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319f) Bicipital (C5-C6) = o pct deve colocar o braço no meio do seu braço oposto do avaliador com o seu polegar no tendão do bíceps, em seguida deve-se bater sobre o polegar com a extremidade estreita do martelo g) Tricipital (C6-C7-C8) = o pct deve estar com o braço flexionado posicionado no meio do braço oposto do avaliador, em seguida deve-se bater no tendão do tríceps, que está na fossa do olécrano (acima do cotovelo) com o martelo ● Graduação dos reflexos -Hiporreflexia = - -Hiperreflexia = +++ -Arreflexia = 0 -Reflexo vivo = ++ -Normorreflexia = + ● Sensibilidade: -Avalia os receptores, dermátomos, vias aferentes e regiões do córtex ligadas às sensações *O avaliador deve evitar sugestões quanto à sede e à natureza do estímulo aplicado *Ao aplicar o estímulo, indague: “Está sentindo alguma coisa? O quê? Em que parte do corpo?” -Em seguida, compare os estímulos em áreas homólogas e também em vários locais do mesmo segmento -Há dois tipos de sensibilidade: a) Superficial = Tátil (tato protopático), térmica e dolorosa -Tátil = roçar um pedaço de algodão em várias partes do corpo -Térmica = passar dois tubos de ensaio, um com água gelada e outro com água quente, alternando-se os tubos Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce -Dolorosa = com o estilete rombo -Possíveis resultados: hipoestesia, anestesia e hiperestesia b) Profunda = Vibratória, pressórica, cinético-postural e dolorosa *Tato epicrítico -Palestesia (vibratória) = percutir o diapasão em saliências ósseas -Cinéticopostural/artrocinética/batiestesia/proprioceptivas = realizar movimentos passivos de flexão e extensão do hálux, polegar, mão e pé do pct -Grafestesia = escrever na mão ou no pé do pct e pedí-lo para identificar -Estereognosia = pedir para o pct reconhecer um objeto sem visualizá-lo -Barestesia = realizar compressão digital em massas musculares -Dolorosa = comprimir as massas musculares e os tendões do pct, o normal é que ele não sinta dor -Caso o pct refira dor, é sinal de que há neurites ou miosites ● Avaliação de irritação meníngea: -Pode ser causada por uma infecção (meningite) ou por uma hemorragia -A meninge inflamada encolhe, o pus provoca sua agregação (como se fosse uma cola). Isso provoca dor e rigidez da nuca -Provas: rigidez de nuca, Brudzinski e Kerning 1. Rigidez da nuca Com o pct em decúbito dorsal, realiza-se uma flexão forçada de seu pescoço, o teste é positivo se o pct relatar dor na cervical 2. Prova de Brudzinski Com o pct em decúbito dorsal e membros estendidos, o examinador repousa uma das mãos sobre o tórax do paciente e, com a outra colocada na região occipital, executa uma flexão forçada da cabeça. A prova é positiva quando o paciente flete os membros inferiores e/ou relata dor 3. Prova de Kerning Com o pct em decúbito dorsal e membros estendidos, faz-se uma extensão de UMA DAS perna, estando a coxa fletida em ângulo reto sobre a bacia e a perna sobre a coxa. Considera-se a prova positiva quando o paciente sente dor ao longo do trajeto do nervo ciático e tenta impedir o movimento Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ● Avaliação de irritação radicular -Provas = Lasegue, Bragard e Wassermann (Lasegue invertido) 1. Prova de Lasegue Com o paciente em decúbito dorsal e os membros inferiores estendidos, o examinador levanta um dos membros inferiores estendidos. A prova é positiva quando o paciente relata dor na face posterior do membro examinado (que pode irradiar para a região lombossacral), logo no início da prova (cerca de 30° de elevação) 2. Prova de Bragard É igual a prova de Lasegue, só que o examinador faz uma dorsiflexão do pé do pct 3. Prova de Wassermann (Lasegue invertido) Com o pct em decúbito ventral, faz-se uma extensão e abdução do quadril Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce Exame físico da tireóide ● Anamnese -Sexo (é mais comum em mulheres) -Idade > 40 anos -Profissão = profissionais que utilizam iodo e radiação -Procedência = áreas pobres em iodo (bócio endêmico) -Uso de medicamentos = substâncias iodadas (xaropes, contrastes, colutórios), carbonato de lítio, que é absorvível pela pele, medicamentos cardiológicos (amiodarona - rico em iodo - e propranolol - beta bloqueador não seletivo, diminui a conversão de T4 em T3) -Fatores autoimunes ● Alterações locais: dor, edema (nódulo, bócio), rouquidão, dispneia, disfagia ● Manifestações de hiperfunção: Hipersensibilidade ao calor; aumento da sudorese; perda de peso; taquicardia; tremor; irritabilidade; insônia; astenia; diarreia; exoftalmia; mixedema pré-tibial ● Manifestações de hipofunção: Hipersensibilidade ao frio; diminuição da sudorese; aumento do peso; obstipação intestinal; cansaço facial; apatia; sonolência; alterações menstruais; ginecomastia; unhas quebradiças; pele seca; rouquidão; macroglossia; bradicardia ● Características da tireóide a serem avaliadas no exame físico: Volume, dimensões, limites, consistência, textura da superfície, sensibilidade, frêmito, temperatura, presença de nódulos 1. Inspeção -Geral e local -Vista frontal e lateral 2. Palpação *Apalpar os linfonodos regionais -Realizar uma hiperextensão na cervical do pct -Localizar na linha média: 1. Mento 2. Cartilagem tireóidea 3. Depressão (membrana cricotiroidea) 4. Glândula tireoide (mais especificamente o istmo) a) Abordagem posterior Com o pct sentado, o examinador deve-se posicionar atrás dele, colocar os polegares fixos na nuca e as pontas dos indicadores e médios quase a se tocarem na linha mediana. O lobo direito é palpado pelos dedos da mão Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 direita (e o lobo esquerdo vice-versa), enquanto os dedos da outra mão afastam o esternocleidomastóideo b) Abordagem anterior Com o pct sentado ou de pé, o examinador sentado ou de pé deve se posicionar de frente para ele. Os polegares apalpam a glândula, enquanto os outros dedos apoiam-se nas regiões supraclaviculares. Após isso, deve-se realizar a palpação com uma das mãos, que percorre toda a área correspondente à tireoide. *A flexão do pescoço, ou a rotação discreta do pescoço para um lado ou para o outro, provoca relaxamento do músculo esternocleidomastóideo, facilitando a palpação da tireóide -Com os dedos sob a tireoide, deve-se pedir ao paciente fazer o estímulo de deglutição, a fim de avaliar seu contorno e mobilidade *A tireóide normal é palpável (cada lobo tendo 1 polegar de comprimento), e o lobo direito, com frequência, é um pouco maior do que o esquerdo. ● Ausculta -Teste de detecção de possíveis sopros, por conta de um hiperfluxo tireoidiano (que ocorre, por exemplo, no hipertireoidismo) -Pedir que o pct segure a respiração e auscultar ambos os lobos -A tireóide normal costuma não ter sopros auscultados ● Percussão -Percutir o esterno a fim de detectar um possível bócio mergulhante -O som normal é o timpânico. Se houver sons submaciços ou maciços, é sinal de bócio mergulhante Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce ● Feedback Ao final deve-se dar um feedback ao pct. Seria interessante, por exemplo, solicitar os exames de TSH, T3, T4 e T4 livre e/ou encaminhá-lo a um endocrinologista para avaliação mais específica Exame físico em paciente obeso ● Parâmetros do IMC IMCdeve utilizar apenas o IMC, tendo em vista que esse índice não avalia a composição e a distribuição corporal, mas, tão somente, os quilogramas por metro quadrado. Dependendo do grupo populacional, o IMC pode gerar falsos positivos (magros diagnosticados como obesos) ou falso negativos (obesos diagnosticados como magros), devido ao percentual de gordura corporal. Daí a importância de outras medidas antropométricas ➔ Antropometria a) Circunferência abdominal = Reflete o conteúdo de gordura visceral. É medida pelo comprimento ao nível da linha mediana entre a borda inferior da costela e a crista ilíaca (na altura na cicatriz umbilical) *Risco aumentado para morbidades cardiovasculares para adultos, OMS: -Homens = 94 - 102 cm -Mulheres = 80 - 88 cm b) Prega cutânea ● Sinais, sintomas e principais complicações -Acantose nigricans (alteração na pele caracterizada por manchas de textura aveludada e tom escuro, localizada em dobras e vincos, além de axilas, pescoço e virilha) -Lipodistrofia cervical (giba de búfalo) -Xantelasma (pequenas bolsas lipídicas, ligeiramente protuberantes localizadas nas pálpebras. São típicas em pcts com dislipidemia) -Doenças cardiovasculares (como hipertensão) -Diabetes = perda de peso, polifagia, poliúria, polidipsia Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ● Exame de glicemia capilar ➔ Glicemia baixa -Hipoglicemiaisso, deposite o material, ao lado do anterior, rolando as cerdas pelo resto da lâmina 7. Após essas duas coletas, deve-se colocar a lâmina imediatamente no frasco com o fixador 8. Por último, deve-se retirar cuidadosamente o espéculo Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 *Caso haja sangramento na hora da coleta, deve-se relatar o ocorrido *Esse exame detecta a presença de câncer de colo uterino, também chamado de câncer cervical *A principal alteração que causa o câncer cervical é o HPV *A realização do exame deve ser periódica: a cada três anos após dois exames anuais consecutivos negativos em mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram relações sexuais *Realizar aos 25 anos, 26, 29, 32, 35 anos… e assim de 3 em 3 anos *O HPV provoca o câncer do colo de útero e o HIV acelera o desenvolvimento do câncer a) Toque vaginal -Realizado apenas nas pct que não possuem mais o hímen íntegro -Pode ser unidigital, bidigital ou combinado -Unidigital = expressão da uretra, palpação das glândulas vestibulares e palpação das paredes uterinas (verificar sua superfície, elasticidade, sensibilidade e temperatura) -Bidigital = avalia-se a o colo do útero e os fundos de sacos vaginais/fórnix (entre o colo e a vagina). No colo, verifica-se sua orientação, forma, volume, superfície, consistência, comprimento, sensibilidade, mobilidade, seu orifício externo e lacerações. Nos fundos de saco, analisa-se sua distensibilidade, profundidade e sensibilidade -Toque combinado = palpação da região do hipogástrio e das fossas ilíacas concomitante ao toque vaginal, retal ou retovaginal b) Toque retal Sistema genital masculino ● Anamnese -Idade: a) Recém-nascidos = os problemas de ambiguidade sexual, a hidrocele, o edema escrotal (hérnias), as criptorquias e as dismorfias penianas b) Crianças = balanopostite (associada à fimose), afecções que interferem com o fluxo sanguíneo testicular (p. ex., torção do cordão espermático) c) Adolescentes e jovens adultos = IST’s e tumores testiculares. d) Meia idade (acima de 40 anos) = câncer testicular, priapismo, hidrocele secundária, prostatovesiculite, câncer peniano e doença de Peyronie e) Idosos (acima de 60 anos) = obstruções urinárias de origem prostática, principalmente a hiperplasia nodular benigna, carcinoma de próstata e de bexiga -Início da atividade sexual Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce -Profissão = carcinoma escrotal (“câncer dos limpadores de chaminés”, profissionais que utilizam piche e alcatrão), distúrbios espermatogênicos (expostos a altas temperaturas - forneiros e padeiros e radiações ionizantes - radiologistas) ● Sinais e sintomas -Dor (dor testicular, sacral, perianal, peniana, lombossacra…) -Disúria = dor ao urinar -Sensação de ardência e queimação ao urinar -Hematúria -Retenção urinária (não consegue expelir a urina) -Priapismo (ereção persistente, prolongada, dolorosa e sem desejo sexual) -Hemospermia -Corrimento uretral (leucorreia) -Ejaculação precoce -Ausência de ejaculação -Impotência sexual -Esterilidade -Anorgasmia (ausência de orgasmo) -Libido diminuída ou ausente -Dispareunia (dor durante o sexo) ● Exame físico geral: -O pct ficar em decúbito dorsal ou de pé -Os órgãos genitais internos são examinados pelo toque retal -É dividido em exame do pênis, da bolsa escrotal, dos testículos, dos epidídimos, dos canais deferentes, dos cordões espermáticos e o exame do toque retal 1. Inspeção: -Geral = avaliar a presença de afecções sistêmicas, principalmente endócrinas, pois essas podem repercutir localmente no sis. genital 2. Palpação: -Linfonodos da região inguinal ● Exame físico do pênis -Anomalias congênitas = agenesia, micropênis, macropênis, hipospadia, epispadia, fimose 1. Inspeção: -Deve-se retrair completamente o prepúcio, a fim de obter uma boa visualização da glande e do sulco balanoprepucial -Afecções = lesões ulceradas, neoplasias, balanopostites, condilomas -Avaliar o diâmetro (8 mm), o aspecto, a posição do meato uretral externo e o calibre do meato (para isso o avaliador deve realizar uma manobra de compressão anteroposterior da glande, tomando-a entre os dedos indicador e polegar Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 2. Palpação: -Avaliar presença de placas fibrosas endurecidas no trajeto dos corpos cavernosos, áreas de endurecimento ao longo do corpo esponjoso, reflexo de processo inflamatório periuretral -Palpação das artérias dorsais: a) Artéria dorsal esquerda = coloca-se o dedo indicador esquerdo na base do pênis e, com o dedo polegar na base do corpo cavernoso esquerdo, e depois pressiona-se para cima, o que põe a artéria dorsal esquerda em contato com o dedo indicador b) Artéria dorsal direita = segue-se a mesma técnica, utilizando a mão direita ● Exame físico da bolsa escrotal 1. Inspeção: -Afecções: processos inflamatórios, varicocele, neoplasias, hidrocele (água na bolsa escrotal), fístulas, úlceras -Sinais: espessamento da pele do escroto, edemaciação, formações bolhosas, sinais flogísticos, flacidez, atrofia, perda dos movimentos de contração, apagamento das pregas horizontais do escroto, pigmentação acentuada da rafe mediana (septo que subdivide a bolsa em 2 compartimentos) *A pele escrotal em adultos é enrugada -Avalia o formato, o tamanho (o normal é ter 4-5cm de comprimento e 2cm de largura), as características da pele, os aspectos vasculares e a consistência (duras ou moles) ● Exame físico dos testículos: 1. Inspeção: -Afecções = volume aumentado, atrofiado, irregularidades na superfície, presença de lesões, endurecimento, sinais flogísticos -Em condições normais, o testículo esquerdo situa-se mais baixo que o direito -Avaliar se há aderência do testículo à parede anterior ou à parede posterior da bolsa escrotal 2. Palpação: -Deve ser feita de forma bastante delicada (risco de disseminação venosa de neoplasias) -Deve-se palpar um testículo de cada vez, a fim de compará-los em seus aspectos de: tamanho, formato, contornos -Aspectos normais = superfície lisa, ovóide, consistência elástica -Reflexo cremastérico ● Exame físico dos epidídimos -Estão localizados na borda posterossuperior do testículo e constituem 3 partes: cabeça, corpo e causa Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce 1. Palpação: -O avaliador deve deslizar, de baixo para cima, com os dedos indicador e polegar entre o epidídimo ● Exame físico dos canais deferentes -Estão localizados posteriormente aos epidídimos e se delimitam do ponto de fusão ao epidídimo até o orifício externo do anel inguinal -Realizar a palpação ● Exame físico dos cordões espermáticos -São estruturas formadas por veias, artérias, linfáticos, músculos, T.C o e pelo canal deferente, servindo de suspensão para o testículo na bolsa escrotal e possibilitando movimentos involuntários protetores -Realizar a palpação ● Exame anorretal ou toque retal: -É necessário uma lubrificação abundante e uma introdução digital suave -Solicita-se ao pct urinar, esvaziando a bexiga o máximo que puder. Se possível, o médico observa o jato urinário. Logo em seguida, palpa-se e percute-se a bexiga para verificar se existe urina residual aumentada -Avalia-se a região anoperineal, examinando-se a pele em volta do ânus em busca de sinais inflamatórios, alterações provocadas pelo ato de coçar, fissuras, pertuitos (furos) fistulosos, condilomas e abscessos -O pct deve estar em uma das 3 posições: a) Posição de Sims ou lateral esquerda = um dos MMII fica semiestendido e o outro flexionado b) Posição genupeitoral = é a mais adequada e preferida pelos examinadores c) Posição de decúbito supino = o pct fica semissentado com as pernas flexionadas. O examinador passa o antebraçopor baixo da coxa do paciente (esta posição é indicada em especial nos enfermos em condições gerais precárias) Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 -Expõe-se o ânus com o dedo indicador e polegar da mão esquerda, coloca-se a polpa do indicador direito sobre a margem anal e faz-se uma compressão continuada e firme para baixo, com o intuito de relaxar o esfíncter externo. Em seguida, introduz-se o dedo, lenta e suavemente, por meio de movimentos rotatórios. A introdução digital tem que ser feita com delicadeza e suavidade para que não haja dor. Quando não se consegue introduzir o dedo devido a dor intensa ou espasticidade esfincteriana, é necessário considerar a possibilidade de criptite ou fissura anal -Observa-se o tônus esfincteriano anal. Um esfíncter anal relaxado, principalmente quando associado a redundância e relaxamento retal, é encontrado nas enfermidades do SNC com disfunção neurológica da bexiga -As estruturas a serem examinadas durante o toque retal são: a) Parede anterior, pela qual se avaliam a próstata, as vesículas seminais e o fundo de saco vesicorretal b) Parede lateral esquerda c) Parede lateral direita d) Parede posterior (sacro e cóccix) e) Para cima (até onde alcançar o dedo) *Na entrada do ânus, as 10-12 glândulas anais ● Exame físico da próstata: -Está a 8cm da abertura retal *A próstata é um órgão musculoglandular acessório responsável pela produção de um líquido que constitui uma parcela do volume do líquido seminal *Fase pré-puberal = tamanho de uma polpa do dedo mínimo *Fase pós-puberal = pesa de 20 a 30 g *Situa- se abaixo da bexiga (em torno do colo vesical) e da vesícula seminal, adiante do reto e atrás da sínfise pubiana -É dividida em 6 lobos contíguos = anterior, posterior, lateral direito, lateral esquerdo, mediano comissural e mediano cervical *Mede em torno de 4 cm no sentido transversal, tem 3 cm de diâmetro vertical e mais ou menos 2 cm de diâmetro anteroposterior -Avaliar o tamanho, a consistência, a superfície, os contornos, simetria, o sulco mediano (que separa os lobos laterais), mobilidade da próstata, presença de nódulos, sensibilidade à dor -Condições normais = ela é palpável na parede anterior do reto, possui formato de coração, com a base voltada para cima e o vértice para baixo, seus lobos laterais são separados por um sulco mediano (é palpável) e tem o tamanho de uma noz grande, é regular, simétrica, depressível, apresenta superfície lisa, consistência elástica, lembrando borracha, contornos precisos e é discretamente móvel *O polo superior tem mais incidência de tumoração Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce Sistema Urinário ● Sinais e sintomas -Alterações da micção e do volume -Vômitos -Alterações da cor da urina -Anorexia -Edema -Anemia -Febre -Irritabilidade neuromuscular -Calafrios (infecções) -Náuseas -Astenia -Poliúria (hiperglicemia) -Dor (situa-se no flanco ou região lombar, entre a 12ª costela e a crista ilíaca) (sensação profunda, pesada, de intensidade variável, fixa, persistente, que piora em posição ereta e ao final do dia) *O parênquima renal é insensível, a distensão da cápsula renal que promove a dor -Estrangúria/tenesmo vesical = dor ao urinar -Dor vesical = é percebida na região hipogástrica, suprapúbica ➔ Alterações do volume *Volume de urina excretada/dia = 700 a 2.000 ml *Capacidade da bexiga = 400 a 600 ml -Oligúria = diurese 2.500 ml/dia ➔ Alterações da micção -Disúria = diurese com algum desconforto, como dor e ardor -Urgência = necessidade súbita e imperiosa de urinar -Polaciúria = aumento da frequência de urinar (intervalo menor que 2h) -Hesitação -Nictúria/noctúria -Retenção urinária -Incontinência urinária ➔ Alterações da cor e aspecto da urina -Hematúria -Hemoglobinúria = hemoglobina livre -Mioglobinúria = resquícios células musculares -Porfirinúria = porfirina (grupo heme), confere cor vermelho-visonha à urina -Urina turva -Cristalúria -Piúria = quantidade anormal de leucócitos, confere aspecto turvo -Proteinúria -Urina com aumento de espuma -Odor desagradável Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ● Exame dos rins *Quando os rins estão aumentados, eles podem ser facilmente palpados e/ou ainda ser vistos 1. Inspeção -Com o pct sentado, deve-se avaliar o abdome, os flancos e o dorso 2. Palpação -Avaliar sensibilidade à dor, tamanho, formato e superfície -Com o pct em decúbito dorsal, deve-se realizar a Manobra de Guyon, bimanual: uma das mãos palpa os quadrantes abdominais superiores, enquanto a outra mão fica espalmada empurrando, nas costas, o flanco correspondente de baixo para cima, na tentativa de evidenciar mais o rim na posição anterior -Em pessoas magras, o polo inferior do rim direito pode ser palpado na inspiração Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce -Com o pct em decúbito lateral, deve-se realizar a Manobra de Israel: 3. Percussão -Avaliar sensibilidade à dor -Manobra de Giordano (punho percussão lombar) = com o pct sentado, realiza-se a percussão, com a face interna da mão fechada, no ângulo costovertebral (entre a borda da última costela e os processos transversos das vértebras lombares superiores) 4. Ausculta -Deve-se auscultar a região do mesogástrio e dos flancos a fim de verificar algum sopro na artéria renal Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ● Exame dos ureteres 1. Palpação -Com o pct em decúbito dorsal, deve-se palpar os “pontos uretrais” = o superior fica no meio dos quadrantes superior direito e esquerdo; e o inferior fica no meio dos hipocôndrios direito e esquerdo, próximo à região suprapúbica -Avaliar sensibilidade à dor ● Exame da bexiga 1. Inspeção -Avaliar se há distensão vesical pelo aumento da região suprapúbica 2. Palpação -Está localizada na região suprapúbica, é uma massa lisa e firme na linha média (globo vesical) -A bexiga quando vazia não é palpável -Avaliar sensibilidade à dor e a presença de abaulamento no hipogástrio ● Sondagem vesical -2 tipos = de alívio e de demora -É a introdução de uma sonda até a bexiga, através da uretra, com a finalidade de facilitar a drenagem da urina ou instalar medicação ou líquido com tempo de permanência determinada pelo médico -Objetivo = possibilita a drenagem de urina em pacientes com problema de retenção e de micção, além disso promove controle rigoroso do débito urinário 1. Lavar as mãos e organizar material na bandeja 2. Explicar ao paciente o procedimento a ser realizado 3. Proteger o/a paciente com biombo ou cortinas 4. Verificar as condições de higiene do períneo, se necessário, proceder à higienização com água e sabão 5. Posicionar o paciente: a) Masculino = em decúbito dorsal horizontal, com os membros inferiores afastados; b) Feminino = posição litotômica (em decúbito dorsal, com as pernas afastadas, os joelhos fletidos e os pés apoiados sobre a cama) e coberta com um lençol; 6. Retirar as luvas de procedimento 7. Higienizar as mãos 8. Organizar o material sobre uma mesa ou local disponível 9. Abrir o pacote de sondagem, acrescentando: quantidade suficiente de antisséptico na cuba redonda, pacotes de gaze sobre o campo estéril, a sonda (testar o balonete) 10.Acrescentar aproximadamente 10 ml de xilocaína gel na seringa, tendo-se o cuidado de descartar o primeiro jato e de não contaminar a seringa(pode-se segurá-la com o próprio invólucro e retirar o êmbolo com uma gaze, (apoiando- o no campo). Após, dispor a seringa com a xilocaína sobre o campo Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce 11. Calçar as luvas estéreis 12.Dobrar as gazes e colocar na cuba com o antisséptico 13.Conectar o cateter de Foley ao coletor em sistema fechado 14.Lubrificar a sonda por cerca de 10 cm 15.Proceder à antissepsia do meato uretral ➔ Cateterismo vesical feminino: 1. Utilizar os dedos indicador e polegar da mão não dominante para separar os pequenos lábios e visualizar o meato uretral 2. Realizar a antissepsia no sentido púbis-ânus e, na sequência, grandes lábios, pequenos lábios, meato uretral até períneo, com as gazes que foram embebidas no antisséptico. Usar a gaze uma vez e descartá-la 3. Remover o antisséptico degermante da região com soro fisiológico, obedecendo aos mesmos princípios de assepsia descritos 4. Retirar as luvas de procedimento 5. Higienizar as mãos 6. Calçar as luvas estéreis 7. Colocar o campo fenestrado de maneira a permitir a visualização do meato uretral 8. Colocar a cuba rim sobre o campo fenestrado, em frente à fenestra do campo 9. Inserir o cateter lubrificado através do orifício uretral da paciente 10. Introduzir o cateter mais 3 a 4 cm, após a urina começar a fluir, a fim de assegurar que o balão não se encontra na uretra ➔ Cateterismo vesical masculino: 1. Afastar o prepúcio 2. Segurar o pênis com uma gaze com a mão não dominante, mantendo-o perpendicular ao abdome 3. Realizar antissepsia com as gazes embebidas com solução antisséptica degermante, do meato uretral para a periferia. Usar a gaze uma vez e descarta-la 4. Remover o antisséptico degermante da região com soro fisiológico, obedecendo aos mesmos princípios de assepsia descritos anteriormente 5. Retirar as luvas de procedimento 6. Higienizar as mãos 7. Calçar as luvas estéreis 8. Manter o pênis perpendicular ao corpo, retraindo o prepúcio 9. Aplicar o lubrificante/anestésico, lentamente, através do meato uretral com auxílio da seringa luer slip de 20 ml 10.Aguardar alguns segundos para o início da ação do lubrificante/anestésico 11. Introduzir o cateter vesical até encontrar resistência 12. Inclinar o pênis em um ângulo de 45° em direção ao abdome e continuar introduzindo o cateter, o que facilita a passagem na uretra bulbar Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 13. Introduzir o cateter até a bifurcação em “Y”, 15 a 20 cm, até o refluxo de urina ➔ Para ambos os sexos: 1. Insuflar o balonete com 15-20 ml de água destilada e tracionar o cateter delicadamente para verificar se está fixo na bexiga 2. Retirar o campo fenestrado 3. Fixar o corpo da sonda na região da face medial da coxa (sexo feminino) / região hipogástrica (sexo masculino) 4. Fixar o saco coletor na lateral do leito, do mesmo lado em que foi fixada a sonda vesical, abaixo do nível da bexiga 5. Posicionar o paciente confortavelmente 6. Recolher o material, providenciando o descarte e armazenamento adequado 7. Higienizar as mãos novamente, retornar e identificar o saco coletor com nome do paciente, data, turno e nome do profissional responsável Exame físico do Sistema Locomotor ● Anamnese: -Aparecimento da queixa (quando começou) -Tipo de dor -Duração da dor -Fatores de melhora e piora -Locais de irradiação -Peso -Profissão (movimentos repetitivos e postura) -Histórico familiar patológico -Rotina de exercícios físicos e/ou de esportes ● Exame físico -É necessário pesquisar os movimentos ativo e passivo, comparando articulações homólogas -O médico deve estar atento às reações do paciente, em especial à demonstração de dor -Ao realizar algum teste, deve-se perguntar ao pct: “O que você está sentindo com esse movimento?” Ao invés de induzi-lo a resposta como em: “Esse movimento é doloroso?” -Utilizando-se a inspeção e a palpação de modo conjugado, são estudadas as seguintes estruturas: pele e anexos, tecido celular subcutâneo, musculatura, tendões e ligamentos, rede vascular, sistema nervoso, estruturas osteoarticulares, formato e tamanho dos vários segmentos ósseos e pontos dolorosos Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce 1. Inspeção -Observar e comparar articulações homólogas, procurando reconhecer aumento de volume, rubor, atrofia, desalinhamento articular, deformidades, nódulos e fístulas -Análise da pele e das unhas -Presença de varizes e hipodesenvolvimento muscular -Analisar da postura (com o paciente em posição ortostática), é possível reconhecer genu varum, genu valgum, pé plano ou cavo, cifose, escoliose e cifoescoliose 2. Palpação -Localização das articulações (desalinhamento articular - genu valgum ou comprometimento articular) -Volume e formato articular (irregularidades do contorno e modificações do tamanho das juntas. Medir a circunferência da articulação com fita métrica ou com o artrocitômetro) -Tônus das massas musculares -Presença de pontos hipersensíveis no nível da linha interarticular e em outras áreas -Tumorações (nódulos, ossificações, neoplasias) -Aumento da temperatura local (indicativo de inflamação) -Nódulos subcutâneos, únicos ou múltiplos, indolores -Nódulos eritematosos ou eritematocianóticos, hipersensíveis -Depósitos de uratos, constituindo os tofos da gota úrica -Realizar testes de tônus muscular -Crepitação articular indica processo articular degenerativo, no qual há comprometimento da cartilagem hialina -Crepitação óssea denuncia a presença de fratura 3. Testes dos movimentos articulares -Sempre que possível, a amplitude dos movimentos precisa ser medida em graus, partindo-se de uma posição neutra que seria o ponto zero -Não sendo possível medir em graus, pode-se falar em limitação total, quando a articulação está impossibilitada de fazer a mínima movimentação, ou em limitação parcial, que pode ser mínima, moderada ou intensa (quase total) -É necessário pesquisar os movimentos ativo e passivo, comparando articulações homólogas. Movimentos como: abdução, adução, flexão, extensão, rotação lateral/externa, rotação medial/interna, circundução, pronação supinação -O avaliador deve estar atento às reações do paciente, em especial à demonstração de dor Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ➔ Avaliação do ombro e braço: a) Teste de Jobe = avalia lesões no M. supraespinhal. Com o pct em pé ou sentado, com os ombros abduzidos no plano escapular, com extensão de cotovelos e rotação medial (interna) de ombros, o avaliador deverá aplicar uma resistência inferior na região do punho. O teste é positivo caso o paciente apresente dor ou incapacidade de realizar o teste b) Teste de Neer = avalia lesões no músc. supraespinhal e em seu tendão. Com o pct em pé ou sentado, o avaliador deve segurar o punho do paciente e mover passivamente o ombro em flexão, caso ele sinta dor, provavelmente há uma lesão no M. supraespinhal ou no tendão do M. bicipital c) Teste de Yergason = avalia lesões no músc. bíceps. Com o cotovelo flexionado em 90° e o braço em pronação, o pct deve realizar uma supinação ativa e extensão do antebraço contra resistência do avaliador, que deve palpar o tendão do bíceps do pct com uma das mãos e com a outra mão segurar seu punho e fazê-lo rodar externamente o ombro e supinar o antebraço contra a sua resistência, caso ele sinta dor, provavelmente há uma lesão do músc. bíceps ou uma inflamação em seu tendão Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce d) Teste de Yokum = avalia lesões no músc. supraespinhalou na articulação acromioclavicular. O pct deve colocar a sua mão no ombro oposto, caso ele sinta dor, o teste é positivo e) Teste de Gerber = avalia lesões no subescapular. O pct deve realizar uma adução e rotação interna do braço e colocar sua mão na região lombar, em seguida o avaliador solicita que ele a afaste do dorso, caso o pct sinta dor, o teste é positivo ➔ Avaliação do cotovelo: a) Teste de Cozen = avalia a presença de *epicondilite lateral (do tenista). Com o cotovelo do pct flexionado em 90° e seu antebraço em pronação, o avaliador deve fazer um movimento de resistência contra a extensão de punho (com desvio radial) realizada ativamente pelo pct b) Teste de Mill = avalia a presença de *epicondilite lateral (do tenista). Com o cotovelo do pct flexionado em 90°, seu antebraço em pronação e seu punho flexionado, o avaliador deve fazer um movimento resistência contra a extensão e supinação do punho realizada ativamente pelo pct Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 c) Teste do cotovelo do golfista = avalia a presença de epicondilite medial (do golfista). Com o cotovelo estendido e a mão supinada, o pct deve flexionar o punho contra a resistência do avaliador ➔ Avaliação do punho: a) Teste de Phallen = o pct deve flexionar uma mão contra a outra, caso ele sinta dor, o teste é positivo para síndrome do túnel do carpo b) Teste de Tinel = com o antebraço do pct supinado, o avaliador deve percutir a região do túnel do carpo do punho do pct, caso ele relate sensação de choque, o teste é positivo para síndrome do túnel do carpo Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce c) Teste de Finkelstein = o pct deve fechar a mão com o polegar flexionado na superfície palmar da mão e forçar o punho ou desvio ulnar medialmente, caso ele sinta dor, o teste é positivo para tenossinovite estenosante (doença de de Quervain ou de Hoffman) ● Lesão no nervo ulnar: Sinal da mão em garra -Causa = paralisia de todos os músc. intermédios das falanges IV e V e perda da abdução das falanges II e III -Resultado = em repouso, há a hiperextensão das articulações metacarpofalângicas e das articulações interfalangeanas nas falanges IV e V ● Lesão do nervo mediano: a) Mão de macaco -Causa = paralisia dos músc. da região tenar -Resultado = em repouso, a I falange é hiperestendida até a linha dorsal Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 b) Mão em benção, na altura do cotovelo -Causa = paralisia dos flexores superficiais dos dedos, dos flexores longos e curtos, do ½ radial do flexor profundo dos dedos -Resultado = em posição ativa de fechar as mãos, há flexão parcial dos dedos IV e V, enquanto os dedos I, II e III permanecem estendidos ● Síndrome do túnel do carpo: -Compressão do nervo mediano ao longo do seu percurso túnel do carpo, sob o retináculo dos flexores do punho -Sintomas = dormência, formigamento no I, II, III e ½ radial do IV dedo; dor em choque no punho à percussão (Sinal de Tinel positivo) e dor ao flexionar uma mão contra a outra (Sinal de Phallen positivo) ➔ Avaliação da coluna: a) Teste de Spurling = extensão, lateralização e pressão sobre a cabeça do pct. O teste é positivo quando há dor, ou seja, o pct está com uma radiculopatia na cervical Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce b) Teste de Schober = avalia a mobilidade/flexibilidade da coluna lombar. Com o pct em posição ortostática, o avaliador deve marcar a partir da espinha ilíaca pósterossuperior 10 cm na coluna lombar, espera-se que quando o pct fletir a coluna, esse marco aumente 5 cm ➔ Avaliação do quadril: a) Teste de Lewis = avalia a articulação entre o íleo e o sacro. Com o pct em decúbito lateral, o avaliador deve comprimir a articulação sobre a crista ilíaca b) Teste de Mennel = avalia a articulação entre o íleo e o sacro. Com o pct em decúbito lateral, com o joelho contralateral à dor fletido (segurado por ele) e a perna ipsilateral estendida, o avaliador deve realizar uma extensão da perna ipsilateral, caso o pct sinta dor na região das nádegas, o teste é positivo para sacroileíte Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 c) Teste de Trendelenburg = avalia a mobilidade do quadril, mais especificamente a integridade dos músculos abdutores. Com o pct em posição ortostática, ele deve fletir a coxa sobre o quadril, o avaliador deve ficar atrás do mesmo observando o movimento e protegendo-o de uma possível queda. Caso o pct apresente fraqueza nesses músculos, haverá queda da pelve pelve que está suspensa *Quando o pct flexiona o joelho direito, os músculos abdutores esquerdos estão sendo testados e vice-versa d) Teste de Patrick ou Fabere = avalia o quadril. O pct em decúbito dorsal, deve-se fletir uma perna sobre a outra na altura do joelho ➔ Avaliação dos MMII: a) Sinal da tecla = com o pct em decúbito dorsal, o avaliador deve realizar uma contração da patela e avaliar se há derrame articular de líquido inflamatório/infeccioso da patela, caso haja flutuação da mesma Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce b) Teste de Lachman = avalia a estabilidade do joelho por meio do ligamento cruzado anterior. Com o pct em decúbito dorsal e o joelho fletido em torno de 20° o avaliador deve realizar uma anteriorização da tíbia, caso haja uma instabilidade do joelho, o teste é positivo c) Teste da gaveta anterior = avalia a estabilidade do joelho por meio do ligamento cruzado anterior. Com o pct em decúbito dorsal e o joelho fletido em torno de 70°, o avaliador sentado em cima do pé do pct (para estabilizar) deve realizar uma anteriorização d) Teste do ligamento cruzado posterior = avalia a estabilidade do joelho por meio do ligamento cruzado posterir. Com o pct em decúbito dorsal e o joelho fletido em torno de 70°, o avaliador deve realizar uma posteriorização e) Teste de Apley = avalia o menisco. Com o pct em decúbito ventral, o avaliador realiza uma flexão do joelho, uma contração no pé, uma rotação externa (para avaliação do menisco medial) e uma rotação interna (menisco lateral) Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 ● Alterações na coluna a) Escoliose = a coluna é desviada da linha mediana (lateralização) para direita ou para esquerda b) Cifose = proeminência extrínseca c) Espondilite anquilosante = mobilidade limitada, retificação da lordose lombar, acentuação da cifose torácica, retificação da lordose cervical com projeção da cabeça para frente causada por alterações intervertebrais d) Hérnia discal ● Alterações das articulações dos MMII 1. Artrite reumatoide = nodulações nas articulações do pé provocadas por inflamações 2. Artrose = desgaste das articulações entre o tarso e a falange 3. Gota = deposição de cristais de ácido úrico Baixado por kim na na (kellyjantsch@gmail.com) lOMoARcPSD|39967319 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=ham-resumo-e-osce-2-osce