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Questão 34 
 
Assunto: Acentuação 
Festival reúne caravelas em barcos 
 
Dizem que o passado não volta, mas a cada 
cinco anos boa parte da história marítima da 
Europa se reúne para navegar junto entre o 
Mar do Norte e o canal de Amsterdã. Caravelas 
e barcos a vapor do século passado se juntam 
a veleiros e lanchas contemporâneas que vêm 
de vários países para um dos maiores 
encontros náuticos gratuitos do mundo. 
Durante o Amsterdam Sail, entre os dias 19 e 
23 de agosto, cerca de 600 embarcações 
celebram a arte de deslizar sobre as águas. 
 
Desde 1975 o grande encontro aquático junta 
apaixonados pelo mar e curiosos às margens 
dos canais para ver barcos históricos e gente 
fazendo festa ao longo de cinco dias – na 
última edição, o público estimado foi de 
1,7milhão de pessoas. Há aulas de vela e de 
remo para adultos e crianças, além de atrações 
musicais. [...] 
 
Você pode até achar que é coisa de criança, 
mas o jogo em que cada um leva o próprio 
balde e simula as tarefas a bordo de um navio 
é instrutivo e divertido para todas as idades. 
 
MORTARA, F. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 4 ago. 2015, 
Caderno D, p. 10. Adaptado. 
 
Das palavras 
acentuadas reúne, países, águas, última e 
vêm, as duas que recebem acento por 
seguirem a mesma norma ortográfica são: 
 
a) águas e vêm 
 
b) última e vêm 
 
c) reúne e águas 
 
d) reúne e países 
 
e) países e última 
 
 
 
 
 
 
Questão 35 
 
Assunto: Acentuação 
Entrevista com Frédéric Martel 
 
Uma guerra mundial pelo conteúdo dos meios 
de comunicação se trava pela conquista do 
público dentro e fora dos países 
criadores. Batalhas se desenrolam pelo 
domínio da notícia, do formato de programas 
de TV e pela exibição de filmes, vídeos, 
música, livros. Nesse processo, um gigante 
domina: os Estados Unidos, com sua 
capacidade de produzir cultura de massas que 
agrada ao grande público em todos os 
continentes. Essa penetração cultural 
americana, que muitos críticos preferem 
chamar de imperialismo, leva os filmes, a 
música e a televisão americana para o 
mundo. Sua arma é o inverso da alta cultura, 
da contracultura, da subcultura, de nichos 
especializados. Visa o público em geral, cultura 
de massa, de milhões. Tornou-se a cultura 
internacional dominante, principal, a 
chamada mainstream, conforme o título do 
livro escrito pelo sociólogo francês Frédéric 
Martel. Para escrever Mainstream, ele 
percorreu 30 países durante cinco anos, 
entrevistou mais de 1.200 pessoas em todas as 
capitais do entertainment, analisou a ação dos 
protagonistas, a lógica dos grupos e 
acompanhou a circulação internacional de 
conteúdo. 
 
É um imperialismo diferente daquele político e 
militar. É uma espécie de imperialismo cultural 
que é bem recebido no mundo. A esse 
respeito, afirma Frédéric Martel: ―É o que 
basicamente chamamos de soft power. Soft 
power significa influenciar as pessoas com 
coisas legais. Você é amigável, não é 
contundente. Você tem as forças armadas, tem 
a diplomacia tradicional e grandes empresas 
econômicas, que formam o hard power, e tem 
o soft power, que influencia as pessoas através 
de filmes, de livros, da internet e de valores.‖ 
 
―A língua é importante. Eu acredito — e essa é 
a principal conclusão do meu livro — que, no 
mundo em que estamos entrando, que reúne 
globalização e digitalização, a língua é 
importante. E eu acredito que a batalha, a 
 
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