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Universidade Estadual do Ceará Curso de Educação Física Princípios nutricionais – Carboidratos e Fibras Paula Freitas CARBOIDRATOS - conceito - classificações - digestão, absorção e processos metabólicos - IG x CG FIBRAS - conceito e classificação - Propriedades CARBOIDRATOS X EXERCÍCIO FÍSICO Alimentar X Nutrir Alimentar consiste no ato voluntário de obter produtos para o consumo, e nutrir está relacionada ao aos alimentos e nutrientes, bem como sua ação, interação e balanço em relação á saúde. Aluno de musculação, com 60kg, vai fazer um treinamento de força com duração de 1h. Mets : 6 Gasto calórico: 360Kcal MET (do inglês “Metabolic Equivalent of Task”) é uma medida para estimar o custo energético da atividade física, independente do peso, em que 1 MET = 1 kcal/kg/h. Ingestão de nutrientes em quantidades inadequadas Possível mal-funcionamento do organismo Risco aumentado de desenvolvimento de doenças São componentes, orgânicos ou inorgânicos, dos alimentos que precisam estar presentes na alimentação humana em quantidades apropriadas, para garantir seu funcionamento adequado. Qual a importância dos Nutrientes? 1) Macronutrientes: - Proteínas - Lipídios - Carboidratos e fibras alimentares 2) Micronutrientes: - Vitaminas - Minerais Água e eletrólitos Compostos orgânicos constituídos por moléculas de carbono, hidrogênio e oxigênio. Principal forma de combustível celular(cada grama de carboidrato: 4 kcal). Importante forma de armazenamento de energia (reserva): Vegetais (Amido) e Animais (glicogênio). Funcionam como elementos de sustentação e estrutura para vários organismos. Funcionam como fonte de carbono para biossíntese de ácidos graxos, colesterol, aminoácidos. São elementos estruturais de paredes celulares de bactérias e vegetais. Componentes da membranas biológicas: glicoproteínas, glicolipídeos. Como elementos de defesa: mucoproteínas, imunoglobulinas. Estrutural: Ribose e desoxirribose: DNA e RNA. Podem de unir: proteínas e lipídeos. As células cerebrais normalmente só usam para fins de energia a glicose. GP = grau de polimerização ou número de monômeros (unidades individuais) que compõem o carboidrato. Glicose – encontrada nas frutas, tubérculos. Importante fonte de energia cerebral. Galactose – obtida na degradação da lactose (leite) Frutose – encontrada em frutas e mel. Maior capacidade adoçante Uma ou mais moléculas de monossacarídeos podem ligar-se, constituindo moléculas maiores, onde os açúcares combinam-se através de ligações covalentes, que passam a ser chamadas ligações glicosídicas. 3-9 unidades de monossacarídeos. Encontrados em legumes Exemplos: frutose, galactose e glicose – encontrada na casca da semente de algodão. 1 frutose + 1 glicose + 2 galactoses – encontrada em leguminosas (como o feijão, ervilhas, e a própria soja). Constituídos > 10 unidades de monossacarídeos. Formados pela ligação de moléculas de glicose, variando na conformação/ligação química Glicogênio: armazenado no fígado e músculos. Importante papel na manutenção da glicemia DIGESTÃO E ABSORÇAO DOS CARBOIDRATOS Composição do amido Amilose Amilopectina Cadeia reta, não ramificada, de 250 a 300 resíduos de α-glicose ligadas por pontes glicosídicas α-1,4. Menos hidrossolúvel que a amilose, constituída de aproximadamente 1400 resíduos de α-glicose ligadas por pontes glicosídicas α-1,4 e ligações α- 1,6. Amilose (1→4)-α-D-glucana Amilopectina (1→4)-α-D-glucana + ramificações (1→6) )-α-D- glucana Boca Glândula salivar -amilase salivar Hidrolisa ligações α-1,4-glicosídicas secreta A digestão enzimática do amido começa na boca. quebra mecânica do alimento e a hidratação com saliva Boca 3 a 5 % dos carboidratos ingeridos são hidrolisados amilose glicose maltose maltotriose dextrina amilopectina - dextrina limite Estômago Continua a digestão por até uma hora na fase de armazenamento gástrico Cerca de 75% são hidrolisados -amilase salivar Inativada em baixo pH gástrico http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=est%C3%B4mago&source=images&cd=&cad=rja&docid=zmjQqLKPgTEsfM&tbnid=Pb9jjRdiPAx0XM:&ved=&url=http%3A%2F%2Fcienciasnaturaisebisjeanpiaget.blogspot.com%2F2012%2F05%2Festomago.html&ei=jzV7UZLNGua50gGl_4GoBA&bvm=bv.45645796,d.dmg&psig=AFQjCNHczghZUPMwcPMDizv7DAldUplThw&ust=1367115535676448 Intestino CCK Pâncreas Continua a digestão do amido Presença de produtos da hidrólise lipídica e proteica α-amilase pancreática Dissacaridases Maltose maltase glicose + glicose Sacarose sacarase glicose + frutose Lactose lactase glicose + galactose Intestino Delgado Enzimas da borda em escova Intestino Delgado Isomaltase ou -dextrinase -1,6 glicosídicas Enzimas da borda em escova Transportadores Especificidade dos transportadores no enterócito Transportador Glicose Galactose Frutose SGLT1 + + - GLUT2 + + + GLUT5 - - + Difusão simples - GLUTs Ativa (Dependente de Na) - SGLTs Produtos finais da digestão que serão absorvidos Glicose (80%) Frutose (15%) Galactose (5%) Glicose Energia Glicogênio ( hepático e muscular) Gordura ( em excesso) A ausência ou a redução da atividade de enzimas especificas da hidrolise de dissacarídeos é a causa de intolera ̂ncia ao respectivo dissacaríeo, cujos sintomas são dores abdominais, cólicas, flatulência, náuseas e diarréia Glicólise Glicogênese / Glicogenólise Lipogênese Gliconeogênese Quebra da glicose com objetivo de gerar energiaSíntese / quebra de glicogênio Formação de lipídios a partir de carboidratos em excesso Formação de glicose a partir de outros substratos. Nova proposta de classificação dos HC com base na sua resposta glicêmica O índice glicêmico é um diferencial entre os alimentos com carboidratos e é estabelecido através da capacidade de oferecer glicose para a corrente sanguínea. Comparação das curvas glicêmicas: 50g de glicose X 50g de HC disponível do alimento (porção) Classificacao IG: Baixo ≤ 55 ; Moderado 56-69 ; Alto >70 Da matéria-prima até a sua ingestão pelo indivíduo: Teor de fibras e de macronutrientes (PTN e LIP) Grau de processamento do grânulo de amido Tamanho da partícula Revestimento fibroso de alguns alimentos (ex.: feijão) Acidez dos alimentos (retarda o esvaziamento gástrico) Ex.: adição de vinagre ou suco de limão Variedade de valores de IG dentro das classes de alimentos: Maturação das frutas Sensibilidade individual à insulina Capacidade funcional das células-beta Motilidade gastrintestinal Atividade física Reflete a qualidade do carboidrato associada a quantidade realmente ingerida. Carga glicêmica = porção do carboidrato disponível x IG / 100. Classificação CG de alimentos: Baixa ≤ 10 ; Moderada 11-19 ; Alta ≥ 20 Determinação do IG de uma Refeição/Dieta: Exemplo: Cardápio de um almoço : Arroz(50g) ,Feijão(25g), Alface(10g) e Bife(80g). Determinação do CG de uma Refeição/Dieta Exemplo:Cardápio de um almoço: Arroz(50g), Feijão(25g), Alface(10g) e Bife(80g). Calcule a carga glicêmica do seu almoço. porção do carboidrato disponível x IG / 100. Alimento (25g) ( 1 colher de servir) HC glicêmico IG Arroz 7,6 64 Feijão 10,7 48 Macarrão 12,6 87 Carnes / Vegetais 0 0 Saladas cozidas 12 80 Baixa ≤ 10 ; Moderada 11-19 ; Alta ≥ 20 - É o conjunto de componentes de alimentos vegetais não digeríveis ou que resistem à hidrólise a partir das secreções endógenas do tubo digestivo de mamíferos. Celulose, hemicelulose, pectinas, gomas, mucilagens e ceras + lignina. Fibras alimentares, com a exceção da lignina pertencem ao grupo dos carboidratos. São polissacarídeos não amiláceos compostos por moléculasde açúcares: pentoses , hexoses (ou ácidos urônicos . Por definição, são polímeros com mais de onze unidades destes açúcares, unidas por ligações glicosídicas. No Brasil, o Ministério da Saúde, pela portaria nº 41, de 14 de janeiro de 1998, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, define fibras alimentares como: Qualquer material comestível de origem vegetal que não seja hidrolisado pelas enzimas endógenas do trato digestivo humano 1. ESTRUTURAIS: A) Polissacarídeos: celulose, hemicelulose e algumas pectinas. B) Não Polissacarídeos: LIGNINA 2. NÃO ESTRUTURAIS: Gomas , mucilagens, algumas pectinas. 3. OUTRAS SUBSTÂNCIAS: ceras, cutinas, fitatos etc. Motilidade gástrica Alimento funcional Motilidade intestinal Saciedade Viscosidade Espessante e geleificante Inibição enzimática ↓ Colesterol sérico FIBRAS INSOLÚVEIS Celulose Hemicelulose Lignina Trigo Grãos e Hortaliças Hortaliças FIBRAS SOLÚVEIS Pectinas Gomas Frutas Leguminosas, Aveia, Cevada Aproximadamente um terço das fibras alimentares totais ingeridas com a dieta . Formam géis em contato com água, aumentando a viscosidade dos alimentos parcialmente digeridos no estômago. Efeitos principalmente sobre a absorção de glicose e lipídios no intestino delgado Fermentadas por bactérias no cólon - formação de AGCC (acético, propiônico, butírico) e alguns gases (metano, hidrogênio, CO2). Os AGCC estão particularmente envolvidos na regulação da divisão e morte celular, sustentando o ritmo normal de renovação, essencial para garantir as trocas constantes do epitélio digestivo. Aumenta o tempo de trânsito Diminui o colesterol plasmático São fermentadas lenta e incompletamente, tendo efeitos mais pronunciados nos hábitos intestinais Diminuem o tempo de trânsito Aumentam o volume do bolo fecal Contribui para que a glicose do alimento seja fornecida de forma lenta e constante durante a prática dos exercícios. Auxiliam no bom funcionamento do intestino impedindo a constipação intestinal, evitando desconfortos intestinal. Para os esportistas que desejam emagrecer, as fibras também são uma importante aliada pois promovem a sensação de saciedade prolongada. Antes dos exercícios Curto a moderado Prolongado Intermitente Efeito pouco significante Pode melhorar desempenho Pode melhorar desempenho Durante o exercício prolongado Benefícios: Manter as concentrações de glicose Reduz a percepção do esforço Após o exercício Benefícios: Reposição dos estoques depletados Aumenta a capacidade de armazenamento COZZOLINO,S. M. F., COMINETTI, C. Bases bioqui ́micas e fisiológicas da nutric ̧ão: nas diferentes fases da Manole, SP, 2013. BACURAU, R. F. Nutrição e Suplementação Esportiva. Phorte, SP, 2001. BRASIL, Ministério da Saúde. Glossário Temático: Alimentação e Nutrição.2005. MAHAN L. K., STUMP, S. E., Krause, Alimentos Nutrição e Dietoterapia. Roca, SP, 2000.