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ÍNDICE Introdução História da diabetes Classificação das Diabetes Fatores de risco Diabetes mellitus tipo 1 Sinais e sintomas Fisiopatologia Causas Tratamento Diabetes mellitus tipo 2 Sinais e sintomas Fisiopatologia Causas Prevenção Tratamento Diabetes gestacional Rastreamento Resultados para o bebê Tratamento Diabetes insipidus Sinais e sintomas Diagnóstico Fisiopatologia Tratamento Outros tipos de diabetes Recomendações Conclusão Bibiografia INTRODUÇÃO O presente trabalho fala sobre a Diabetes numa visão generalizada, portanto devemos salientar que trata-se de um tema muito informativo uma vez que se fala de uma das principais doenças emergentes que existe no mundo. Como salientamos no paragrafo anterior, a nossa pesquisa tem como tema “Diabetes”, e que com esta pesquisa nós pretendemos explicar de forma generalizada sobre esta patologia, para que no final da defesa do trabalho todos que estiverem presente saibam dos os aspectos fundamentais que foram apresentado durante o periodo de apresentação desta tema. E também para que todos possam ter uma noção mais clara sobre este tema que na verdade é muito relevante. A diabetes é um distúrbio metabólico que pode ser de origem genética ou adquirida onde há um aumento da concentração de glicose no sangue (hiperglicemia), e pode provocar danos aos rins, lesões cardiovasculares, danos à retina, danos neurológicos e a cetoacidose (coma diabético). O diabetes representa a maior causa de cegueira da atualidade e, como veremos adiante, essa não é a sua única complicação. Existem 300 milhões de diabéticos no mundo, sendo que metade deles não sabe que é portador da doença. Milhares de doentes, muitos deles sem diagnóstico e sem tratamento. O diabetes também é uma importante causa de morte nos dias atuais. O termo diabetes, geralmente se refere à diabetes mellitus, mas existem muitas outras condições, mais raras, também denominadas como "diabetes". A mais comum delas é a diabetes insípida (insípida significa "sem gosto" em Latim) na qual a urina não é glicosada. Esta diabetes pode ser causada por danos aos rins ou à glândula pituitária. A diabetes está na lista das 5 doenças de maior índice de morte no mundo, e está chegando cada vez mais perto do topo da lista. Por pelo menos 20 anos, o número de diabéticos na América do Norte está aumentando consideravelmente. Em 2005 eram em torno de 20.8 milhões de pessoas com diabetes somente nos Estados Unidos. De acordo com a American Diabetes Association existem cerca de 6.2 milhões de pessoas não diagnosticadas e cerca de 41 milhões de pessoas que poderiam ser consideradas pré-diabéticas. Os Centros de Controles de Doenças classificaram o aumento da doença como epidêmico, e a NDIC (National Diabetes Information Clearinghouse) fez uma estimativa de US$132 bilhões de dólares, somente para os Estados Unidos este ano. Existem vários tipos de diabetes, com vários sintomas, causas e implicações diferentes; há, porém, uma característica que une esses diversos tipos e justifica chamá-los todos de diabetes: a poliúria (excreção excessiva de urina). A forma mais simplificada de dividir esses tipos é entre Diabetes Melito e Diabetes Insípido, sendo que essas categorias ainda podem ser subdividida História da Diabetes A diabetes foi uma das primeiras doenças a ser descrita um manuscrito Egipcío datado de ca. 1500 a.C. faz referência a um "esvaziamento muito grande de urina". Pensa-se que os primeiros casos descritos sejam de diabetes do tipo 1. Por volta da mesma época, a doença foi identificada por médicos Indianos, que a designaram como "urina de mel" depois de repararem que a urina diabética tinha a característica de atrair formigas. O termo "diabetes", no entanto, só viria a ser introduzido em 230 a.C. pelo Grego Apolónio de Mênfis. A doença era rara durante o Império Romano, e Galeno chegou a comentar que durante toda a sua carreira tinha observado apenas dois casos. A separação dos tipos 1 e 2 de diabetes enquanto condições médicas distintas foi feita pela primeira vez pelos Indianos Sushruta e Charaka durante o século V d.C., associando o tipo 1 com a juventude e o tipo 2 com o excesso de peso. O termo "mellitus", ou "do mel", foi acrescentado pelo Britânico John Rolle no fim do século XVIII, de forma a separar esta condição da diabetes insipidus que está igualmente associada à micção frequente. O primeiro tratamento eficaz só viria a ser desenvolvido já no início do século XX, depois de os Canadianos FrederickBanting e Charles Best terem descoberto a insulina em 1921 e 1922, que por sua vez possibilitou o desenvolvimento da Insulina NPH durante a década de 1940. Fatores de risco Os principais fatores de risco para o diabetes são: Idade acima de 45 anos; Obesidade(>120% peso ideal ou índice de massa corporal Ž 25 kg/m2); História familiar de diabetes em parentes de 1° grau; Diabetes gestacional ou macrossomia prévia; Hipertensão arterialsistêmica; Colesterol HDL abaixo de 35 mg/dl e/ou triglicerídeos acima de 250 mg/dl; Alterações prévias da regulação da glicose; Indivíduos membros de populações de risco (negros, hispânicos, escandinavos e indígenas). Classificação das Diabetes Diabetes mellitus tipo 1 Diabetes mellitus tipo 2 Diabetes gestacional Diabetes insipidus Outros tipos de diabetes Diabetes Mellitus Tipo 1 Diabetes mellitus tipo 1 é uma disfunção metabólica e uma das formas de diabetes mellitus. É uma doença auto-imune que resulta em destruição das células beta do pâncreas, as quais produzem insulina. O Diabetes mellitus tipo 1 acomete aproximadamente de 5-10% da população de diabéticos. Sua incidência varia de acordo com a geografia, sendo mais prevalente em alguns países europeus. No Brasil, a incidência é de sete pacientes a cada 100.000 habitantes. Os sintomas do Diabetes mellitus tipo 1 surgem geralmente na infância e adolescência, o que torna os pacientes dependentes de insulinoterapia por toda a vida. Antigamente conhecido como diabetes juvenil, o diabetes tipo 1 é geralmente diagnosticado em crianças e jovens. Diferentemente do que ocorre nos casos de diabetes tipo 2, nos quais existe produção reduzida de insulina, no diabetes tipo 1 o corpo não produz insulina alguma. Um subtipo de tipo 1, chamado de LADA (ou diabetes autoimune latente), é identificado pela presença de anticorpos contra células beta e tipicamente se desenvolve lentamente, aparecendo quando o indivíduo já é adulto, o que o leva a ser confundido com o tipo 2. Além disso, uma pequena proporção de casos de diabetes tipo 2 manifestam uma forma genética do doença conhecida como diabetes juvenil de início tardio. Sinais e sintomas A tríade clássica dos sintomas da diabetes: poliúria (aumento do volume urinário), polidipsia (sede aumentada e aumento de ingestão de líquidos), polifagia (apetite aumentado). Outros sintomas importantes incluem: Perda de peso Visão turva Cetoacidose diabética Síndrome hiperosmolarhiperglicêmica não cetótica. Pode ocorrer perda de peso. Estes sintomas podem se desenvolver bastante rapidamente no tipo 1, particularmente em crianças (semanas ou meses) ou pode ser sutil ou completamente ausente — assim como pode se desenvolver muito mais lentamente — no tipo 2. No tipo 1 pode haver também perda de peso (apesar da fome aumentada ou normal) e fadiga. Estes sintomas podem também se manifestar na diabetes tipo 2 em pacientes cuja diabetes é mal controlada. Fisiopatologia A diabetes tipo 1 é resultado de um defeito na secreção de insulina e/ou em sua recepção pelas células beta no pâncreas As células beta produzem insulina quando a glicose está alta, por exemplo, depois de digerir carboidratos, e as células alfa produzem glucagon quando a glicose está baixa, por exemplo, durante o jejum ou em situação estressante. O pâncreas é o órgão responsável pela produção do hormônio denominado insulina. Este hormônio é responsável pela regulação da glicemia (glicemia: nível de glicoseno sangue). Para que as células das diversas partes do corpo humano possam realizar o processo de respiração aeróbica (utilizar glicose como fonte de energia), é necessário que a glicose esteja presente na célula. Portanto, as células possuem receptores de insulina (tirosina quínase) que, quando acionados "abrem" a membrana celular para a entrada da glicose presente na circulação sanguínea. Uma falha na produção de insulina resulta em altos níveis de glicose no sangue, já que esta última não é devidamente dirigida ao interior das células. Causas da diabetes tipo 1 As causas da diabetes tipo 1 normalmente podem estar classificada da seguinte forma: Causas Genéticas O Diabetes tipo 1 é uma doença poligênica, isto é, muitos genes diferentes contribuem para o seu aparecimento. O gene que mais influi para o desenvolvimento do diabetes tipo 1, IDDM1, está localizado na região do MHC Classe II do cromossomo 6, na região de marcação 6p21. Certas variantes deste gene aumentam os riscos para diminuição de histocompatibilidade em pacientes tipo 1, dentre elas DRB1 0401, DRB1 0402, DRB1 0405, DQA 0301, DQB1 0302 e DQB1 0201, as quais são comuns em norte-americanos de descendência europeia e em europeus. Algumas variantes também parecem ser protetoras. Causas Ambientais Gêmeos idênticos, e que portanto possuem exatamente os mesmos genomas, apresentam diferenças na expressão do diabetes tipo 1. Pesquisas indicam que, se um dos irmãos possuir diabetes tipo 1, o outro terá de 30% a 50% de chances de compartilhar a condição. Isto sugere que fatores ambientais também atuam de maneira determinante no aparecimento da doença. Substância químicas e drogas Algumas substâncias químicas e drogas destroem preferencialmente células pancreáticas. O Pyrinuron (Vacor, N-3-piridimetil-N'-p-nitrofenil uréia), um veneno para roedores introduzido nos Estados Unidos em 1976, destrói seletivamente células beta do pâncreas, resultando em diabetes tipo 1 caso ingerido acidental ou intencionalmente. A droga foi retirada de circulação nos EUA em 1979, mas continua sendo empregada em outros países. Tratamento O tratamento é baseado em cinco conceitos: Conscientização e educação do paciente, sem a qual não existe aderência. Alimentação e dieta adequada para o paciente. Vida ativa, mais do que simplesmente exercícios. Medicamentos: Hipoglicemiantes orais Insulina Monitoração dos níveis de glicose e hemoglobina glicada. Diabetes Mellitus Tipo 2 A diabetes mellitus tipo 2 – anteriormente designada por diabetes mellitus não-insulino-dependente ou diabetes tardia – é um distúrbio metabólico caracterizado pelo elevado nível de glicose no sangue no âmbito da resistência à insulina e pela insuficiência relativa de insulina.Distingue-se da diabetes mellitus tipo 1, na qual se verifica a deficiência completa de insulina devido à destruição dos ilhéus de Langerhans no pâncreas. Os sintomas clássicos são a sede excessiva, a micção frequente e a fome constante. A diabetes do tipo 2 corresponde a cerca de 90% dos casos de diabetes, correspondendo os restantes 10% à diabetes mellitus do tipo 1 e à diabetes gestacional. Pensa-se que seja a obesidade a principal causa da diabetes de tipo 2 em indivíduos geneticamente predispostos. O tratamento inicial da diabetes de tipo 2 é feito através de exercício físico e alterações na dieta. Se estas medidas não diminuírem o nível de glicose no sangue, pode ser necessário recorrer à administração de medicamentos, como a metformina ou a insulina. Em indivíduos dependentes de insulina, torna-se normalmente necessária a realização de exames de rotina aos níveis de glicose no sangue. Sinais e sintomas Os sintomas habituais da diabetes são a poliúria (micção frequente), a polidipsia (sensação de sede), polifagia (sensação de fome) e perda de peso. Entre os outros sintomas descritos no momento do diagnóstico estão a visão turva, prurido, neuropatia, infecções vaginais recorrentes e fadiga. No entanto, muitos indivíduos não apresentam qualquer sintoma durante os primeiros anos da doença e são apenas diagnosticados com diabetes através de exames de rotina. Os indivíduos com diabetes do tipo 2 podem, ainda que raramente, apresentar coma hiperosmolar não cetótico, uma condição hiperglicémica associada à diminuição do estado de consciência e reduzida pressão arterial. Causas O desenvolvimento da diabetes de tipo 2 é causado pela combinação de factores genéticos com o estilo de vida. Enquanto alguns desses factores de risco podem ser controlados pelo próprio, como a dieta alimentar e a obesidade, há outros que são impossíveis de controlar, como a predisposição genética, o envelhecimento e o género feminino. A privação de sono tem também sido associada à diabetes de tipo 2, que se acredita ser devido às consequências que implica no metabolismo. A situação nutricional da mãe durante o desenvolvimento do feto pode também ter alguma influência, tendo sido proposta a alteração da metilação do DNA enquanto mecanismo de actuação. Fisiopatologia A diabetes do tipo 2 deve-se à produção insuficiente de insulina pelas células beta no âmbito da resistência à insulina. A resistência à insulina, que é a incapacidade das células em responder de forma adequada ao nível normal de insulina, ocorre principalmente nos músculos, fígado e tecido adiposo. Numa situação normal, a insulina suprime a libertação de glicose no fígado. No entanto, caso se verifique resistência à insulina, o fígado liberta impropriamente glicose para o sangue. A proporção de resistência à insulina e do nível de disfunção das células beta varia de indivíduo para indivíduo. Enquanto que nalguns se verifica sobretudo resistência à insulina e apenas uma lacuna ligeira na secreção de insulina, outros apresentam apenas uma ligeira resistência à insulina ao mesmo tempo que uma deficiência acentuada na secreção de insulina. Prevenção O aparecimento da diabetes de tipo 2 pode ser adiado ou prevenido através de uma dieta equilibrada e de exercício físico regular. O exercício é sempre benéfico, independentemente do peso inicial ou do peso que se venha a perder. No entanto, são ainda escassas as evidências que sustentem que apenas alterações na dieta, sem serem acompanhadas de exercício, sejam por si só benéficas. Alguns estudos apontam para benefícios individuais de uma dieta rica em hortaliças folhosas e outros para os benefícios da restrição do consumo de bebidas açucaradas, como os refrigerantes. Em indivíduos com anomalia da tolerância à glicose, a alteração na dieta e o exercício físico, sozinhos ou combinados com metformina ou acarbose, podem reduzir o risco de desenvolver diabetes. Tratamento O tratamento da diabetes de tipo 2 foca-se na manutenção do nível de glicose no sangue dentro dos parâmetros normais, e em intervenções no estilo de vida, fazendo assim diminuir outros factores de risco cardiovascular. Em 2008, foi recomendado o autocontrolo da glicose em indivíduos a quem tinha sido recentemente diagnosticada diabetes do tipo 2, embora tenham já sido questionados os eventuais benefícios dessa acção em pacientes que não estejam a tomar múltiplas doses de insulina. Gerir outros factores de risco cardiovascular, como a hipertensão, o colestrol elevado e a albuminúria, aumenta a esperança de vida do diabético. A redução intensiva do nível de glicose (HbA1C<6%), em comparação com a redução normal (HbA1C of 7-7.9%), não aparenta ter qualquer efeito na mortalidade. O objectivo do tratamento são normalmente valores de HbA1C inferiores a 7% ou de glicose em jejum inferior a 6,7 mmol/L (120 mg/dL). No entanto, este objectivo pode variar em função da consulta e da avaliação realizada por um profissional de saúde, que leva em conta outros factores de risco como a hipoglicemia e a esperança de vida. Recomenda-se que todos os indivíduos com diabetes do tipo 2 façam regularmente exames oftalmológicos Diabetes Gestacional Diabetes mellitus gestacional (DMG) é definida como algum grau de intolerância a glicose que foiprimeiramente reconhecida durante a gravidez. Atenção especial deve ser dada ao diabetes diagnosticado durante a gestação. A ele é dado o nome de Diabetes Gestacional. Pode ser transitório ou não e, ao término da gravidez, a paciente deve ser investigada e acompanhada.. Na maioria das vezes ele é detectado no 3o trimestre da gravidez, através de um teste de sobrecarga de glicose. As gestantes que tiverem história prévia de diabetes gestacional, de perdas fetais, má formações fetais, hipertensão arterial, obesidade ou história familiar de diabetes não devem esperar o 3º trimestre para serem testadas, já que sua chance de desenvolverem a doença é maior. Rastreamento Todas as mulheres grávidas devem realizar exame de dosagem de glicose plasmática em jejum (GPJ) na primeira consulta de pré-natal. As que apresentarem GPJ acima de 126 mg/dl, confirmado em outro exame no dia subsequente, têm o critério de diabetes gestacional. As pacientes que apresentarem GPJ acima de 85 mg/dl, independente dos fatores de risco, devem ser submetidas ao Teste Oral de Tolerância a Glicose (75g/2 horas - Padrão MS/OMS), para confirmação diagnóstica. Resultados para o bebê Os bebês nascem em média com 3,5 Kg, mas as pacientes portadoras de DMG pode ter seu filho chegando até 5 Kg. O aumento de peso do Bebê acontece, pois a taxa de insulina e glicose estão altas no bebê, propiciando o aumento de peso. As pacientes portadoras da DMG por ter excesso de glicose no sangue acabam transmitindo um nível muito alto deste substrato para o bebê, obrigando-o a produzir muita insulina, fato que o protege da hiperglicemia durante a gravidez. Ao termino da 36º semana, se a taxa de glicemia materna continuar fora dos padrões gestacionais, significa que o nível de insulina produzidos pelo bebê estão altos também. Após o trabalho de parto, com o corte do cordão umbilical, ele não mais receberá o alto nível de glicose(da mãe), mas ainda terá um alto nível de insulina, o que provocará a hipoglicemia, podendo causar a morte do bebê. Tratamento O tratamento geralmente é dieta e exercício. Nos poucos casos em que a dieta e o exercício não são suficientes para o controle glicêmico, o tratamento é realizado com insulina. O uso de hipoglicemiantes orais é contra-indicado durante a gravidez. A gestante deve ser acompanhanda no pré-natal de alto risco. Diabetes Insipidus A diabetes insipidus (DI) é uma doença caracterizada pela sede pronunciada e pela excreção de grandes quantidades de urina muito diluída. Esta diluição não diminui quando a ingestão de líquidos é reduzida. Isto denota a incapacidade renal de concentrar a urina. A DI é ocasionada pela deficiência do hormônio antidiurético (vasopressina) ou pela insensibilidade dos rins a este hormônio. O hormônio antidiurético é produzido normalmente no hipotálamo do cérebro e liberado pela neuro-hipófise. Ele controla o modo como os rins removem, filtram e reabsorvem fluidos dentro da corrente sanguínea. Quando ocorre a falta desse hormônio (ou quando os rins não podem responder ao hormônio) os fluidos passam pelos rins e se perdem por meio da micção. Assim, uma pessoa com diabetes insípido precisa ingerir grande quantidade de água em resposta à sede extrema para compensar a perda de água. Sinais e sintomas A diurese excessiva e a sede intensa são típicos da DI. Os sintomas do diabetes insipidus são similares aos da diabetes mellitus, com a distinção de que não ocorre a glicosúria (urina doce) e não há hiperglicemia (glicose do sangue elevada). Problemas de visão são raros. A primeira manifestação do diabetes insípido costuma ser noctúriapela perda de capacidade de concentração da urina no período da noite. A apresentação clínica ocorre com poliúria aumento da freqüência urinária e volume (volume urinário em 24 horas > 3 l [> 40 ml/kg] em adolescentes e adultos e > 2 l/m2 de superfície corporal [> 100 ml/kg] em crianças) e consequente aumento da ingestão de água (polidipsia), sede intensa, com ingestão de grande quantidade de líquidos. A velocidade de instalação dos sintomas é importante, visto que, na maioria dos pacientes com diabetes insípido renal hereditário, a manifestação se verifica já na primeira semana de vida. O excesso de diurese continua dia e noite. Estes pacientes tem uma grande suscetibilidade à desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos. Em pacientes sem acesso livre a água (por exemplo, sedados), com alteração hipotalâmica no centro da sede (por exemplo, lesões hipotalâmicas) e naqueles com grande volume urinário, pode haver distúrbios hidroeletrolíticos graves. Em crianças, a DI pode interferir no apetite, no ganho de peso e no crescimento. Ela pode levar à febre, vómitos ou diarreia. Adultos com uma DI sem tratamento permanecem saudáveis por décadas desde que a ingestão de água seja suficiente para compensar as perdas urinárias. Entretanto, há um risco contínuo de desidratação. Diagnóstico Para identificação da causa da poliúria, a glicemia (glicose do sangue) e o cálcio sérico devem ser testados. Os eletrólitos podem se mostrar alterados; hipernatremia (excesso de sódio) são comuns nos casos graves. O exame Parcial de Urina mostra baixos níveis de electrólitos, e a osmolaridade e densidade urinárias são baixas. Um "teste de privação de água" ajuda a determinar se a DI é causada por: excesso de ingestão de líquidos; um defeito na produção do Hormônio Antidiurético; ou um defeito na resposta renal ao hormônio. Este teste mede modificações no peso corporal, volume urinário e composição urinária. Dosagens de Hormônio Antidiurético (ADH) no sangue pode ser necessário para o diagnóstico final. Para distinguir entre as várias formas, a estimulação com desmopressina (um análogo mais potente da vasopressina), pode também ser utilizada, injectável, via spray nasal ou via oral. Caso ocorra redução do volume urinário e aumento da densidade urinária a produção do ADH pela glândulapituitária é deficiente e a resposta renal é normal. Caso haja falta de resposta renal a desmopressina não fará efeito. Se a DI central é suspeitada, testa-se outro hormónios produzidos pela pituitária e realiza-se uma ressonância nuclear magnética (MRI) para descobrir se alguma outra doença está afectando a pituitária, como um prolactinoma. Fisiopatologia A concentração urinária que ocorre em pessoas normais é devida à secreção do hormônio antidiurético (ADH) pela porção posterior da glândula hipofisária e pela ação deste hormônio nos rins, onde ocorre a concentração urinária. Há dois tipos distintos de diabete insípido: o central, onde ocorre uma deficiência da glândula hipofisária em liberar o ADH, e que pode ser primário ou secundário. É primário quando não há uma lesão identificável na hipófise, podendo ser genético ou esporádico (idiopático); é secundário, quando há danos na hipófise ou no hipotálamo, como cirurgias, infecções ou traumas. O outro tipo de diabete insípido é o nefrogênico, onde a hipófise produz adequadamente o ADH, mas os rins não respondem em função de um defeito nos túbulos renais que interferem na reabsorção da água. Esta forma pode ser genética ou adquirida, ocorrendo em doenças como amiloidose, mieloma, síndrome de Sjogren, anemia falciforme e hipercalcemia crônica. Basicamente Pode ocorrer por deficiência do hormônio antidiurético (ADH) ou por resistência à sua ação nos túbulos renais. Quando há deficiência na síntese do ADH, o diabetes insípido é chamado central, neuro-hipofisário ou neurogênico; quando há resistência à sua ação nos túbulos renais, é dito renal ou nefrogênico. Tratamento A DI Central e a DI gestacional respondem ao uso de desmopressina. Na DI dipsogenica e na DI nefrogênica a desmopressina não surte efeito Desmopressina é um análogo sintético do ADH com maior tempo de ação, maior potência antidiurética e menor efeito pressórico quando comparado ao ADH. O tratamento do diabetes insípido com desmopressina tem embasamento em séries de casos Outros tipos de diabetes Outros tipos de diabetes <5% de todos os casos diagnosticados:A: Defeito genético nas células beta. B: Resistência à insulina determinada geneticamente. C: Doenças no pâncreas. D: Causada por defeitos hormonais. E: Causada por compostos químicos ou fármacos. F: Infecciosas (rubéola congênita, citamegalovírus e outros). G: Formas incomuns de diabetes imuno-mediadas (síndrome do "Homem Rígido", anticorpos anti-insulina e outros) H: Outras síndromes genéticas algumas vezes associadas com diabetes (síndrome de Down; síndrome de Klinefelter, síndrome de Turner, síndrome de Wolfram, ataxia de Friedreich, coréia de Huntington, síndrome de Laurence-Moon-Biedl, distrofia miotônica, porfiria, síndrome de Prader-Willi e outras) Recomendações É importante que o paciente compareça às consultas regularmente, conforme a determinação médica, nas quais ele deverá receber orientações sobre a doença e seu tratamento. Só um especialista saberá indicar de forma correta: • a orientação nutricional adequada, • como evitar complicações, • como usar insulina ou outros medicamentos, • como usar os aparelhos que medem a glicose (glicosímetros) e as canetas de insulina, • fornecer orientações sobre atividade física, • fornecer orientações de como proceder em situações de hipo e de hiperglicemia. Esse aprendizado é fundamental não só para o bom controle do diabetes como também para garantir autonomia e independência ao paciente. É muito importante que ele realize suas atividades de rotina, viajar ou praticar esportes com muito mais segurança. É importante o envolvimento dos familiares com o tratamento do paciente diabético, visto que, muitas vezes, há uma mudança de hábitos, requerendo a adaptação de todo núcleo familiar. CONCLUSÃO Por estas palavras concluímos que é de extrema importância o ser humano ter uma vida saudável, e isso é algo que não será possível com a diabetes por perto. O tema escolhido foi a doença Diabetes, pela sua importância na área da saúde, e pela ampla incidência e a necessidade da sociedade evitar esta patologia sendo uma das maiores causas de sofrimento do ser humano. Prevenir e controlar a pressão alta, moderar a ingestão de álcool, manter um peso saudável, praticar atividades físicas regularmente, ter uma dieta saudável, contudo podemos ter uma vida mais saudável e alertar aqueles que nos relacionamos.