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LITERATURA E HERMENÊUTICA DAS RELIGIÕES ORIENTAIS E CONTEMPORÂNEAS
LITERATURA E HERMENÊUTICA DAS RELIGIÕES ORIENTAIS E CONTEMPORÂNEAS
AULA 1
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joachim Andrade
CONVERSA INICIAL
A HERMENÊUTICA NA ORGANIZAÇÃO DAS RELIGIÕES: APROXIMAÇÃO DAS TRADIÇÕES DO ORIENTE
Apresentar o universo da literatura oriental não é uma tarefa fácil. Ele abrange um período extenso de muitos séculos – em alguns casos, em torno de 1.500 anos. Mais difícil ainda é analisar a exegese e a hermenêutica dessas tradições, pois seria o caminho muito mais complexo pela própria natureza da cultura oriental.
A cultura oriental circular é sustentada pelas grandes tradições religiosas, que, por vezes, conduzem-nos por caminhos estranhos. Constroem uma íntima relação entre a cultura e religião e, em alguns casos, as duas se tornam uma unidade, como observa Clifford Geertz em sua obra Interpretação das culturas (1980).
Compreende-se a hermenêutica como filosofia que estuda a teoria da interpretação em maneiras diversas. Isso envolve a arte de interpretar e ao mesmo tempo a prática e treinamento de interpretação. No entanto, nesta abordagem, o nosso foco é a interpretação dos textos escritos das tradições orientais. Para tal propósito, abordaremos, em primeiro momento, o significado da hermenêutica ou o estudo da arte da interpretação e, em segundo momento, apresentaremos um olhar hermenêutico no fenômeno religioso que leva por sua vez analisa os mecanismos que envolvem a construção do conteúdo religioso das tradições religiosas. Por fim, pretendemos mapear sucintamente as tradições religiosas orientais, para conhecer suas regiões de origem e do desenvolvimento.
O que é a hermenêutica? A hermenêutica, ou a arte interpretação, se encontra no interior da religião, ou melhor: refere-se ao estudo da interpretação dos textos escritos das sagradas escrituras e também outros campos como direito e literatura. O termo hermenêutica provém do verbo grego hermēneuein que significa declarar, anunciar, interpretar, esclarecer e, por último, traduzir. 
Esses significados apontam que alguma coisa se faz tornar entendida corretamente, por isso, exige uma interpretação autêntica que leva a uma correta compreensão. Na verdade, o termo deriva do nome do deus da mitologia grega Hermes, considerado como mensageiro de deuses, a quem os gregos atribuem a escrita, a fala e a linguagem.
Nesse sentido, é considerado como deus da comunicação. A partir disso, o ser humano desenvolveu sua racionalidade e o processo de pensar e entender o conteúdo da mensagem transmitida. Além disso, esse termo aponta para uma compreensão do mundo dos deuses, o entendimento do conteúdo da exposição de sua mensagem, consequentemente uma preparação adequada para um aprendizado correto para interpretar a mensagem de deus. O entendimento é que essa mensagem é depositada e preservada nas sagradas escrituras, por isso envolve a interpretação dos textos sagrados.
No modo geral, o projeto de hermenêutica sempre estabelece uma exigência significativa de como construir uma teoria geral da interpretação e da compreensão. Ele deveria ser capaz de estabelecer os princípios gerais de toda e qualquer compreensão e interpretação de manifestações linguísticas tanto escritas como verbais.  É importante saber aplicar a arte da interpretação onde há linguagem, seja verbal ou não verbal, assim, percebe-se que o objeto da compreensão e entendimento é a linguagem. 
Essa afirmação, entretanto, mostra todas as suas implicações quando se lhe justapõe outra tese de Schleiermacher (1998, p. 77): “A linguagem é o modo do pensamento tornar-se efetivo. Pois, não há pensamento sem discurso. [...] Ninguém pode pensar sem palavras”. No entanto, também relaciona aos apontamentos sobre a linguagem de Ludwig Wittgenstein (1889-1951) que foi, sem dúvida, um dos filósofos mais influentes do século XX e o principal responsável pela chamada virada linguística da filosofia. 
Na sua reflexão filosófica sobre a linguagem, Wittgenstein rompeu com a visão tradicional da filosofia e viu o mundo como um mero agregado de coisas que podem ser pensadas de modo independente umas das outras. O pensamento dele é de que as coisas por si só não têm sentido, pois elas ganham significado quando relacionadas com outras coisas. Da mesma forma como não conseguimos pensar em algo fora do espaço e do tempo, também não podemos pensar em nenhum objeto fora da possibilidade de sua ligação com outros (Wittgenstein, 2016).
Por outro lado, existe outro antropólogo, Tambaiah, que também deu significado para a linguagem a partir da análise dos rituais budistas elaborados em Sri Lanka. Para ele, ao contrário de Wittgenstein, a linguagem recebe seu significado quando permanece em silêncio. O silêncio no meio de ritual é mais importante porque elabora os significados para compreender os textos sagrados da tradição (Tambaiah, 1980). 
Dessa forma, ao postular a unidade de pensamento e linguagem, escrita, verbal ou não-verbal, a tarefa da hermenêutica se torna universal e abarca a totalidade daquilo que importa ao humano. Assim, entendemos que a hermenêutica é a compreensão das condições de relação que existe entre o falante e o ouvinte a partir da análise da natureza da linguagem. No campo religioso, entendemos que essa linguagem se encontra em uma forma escrita e oral nas sagradas escrituras. 
TEMA 1 – FENÔMENO RELIGIOSO: OLHAR HERMENÊUTICO  
O mapeamento do fenômeno religioso não é simplesmente tratar das doutrinas, sistemas hierárquicos e instituições que representam que vieram a ser chamados de religiões. Mas, de fato, trata-se, antes de tudo, da própria humanidade, com suas múltiplas inquietações em busca da Realidade Última[1]. Olhando as culturas e crenças, encontramos muita diversidade, com pontos de divergências e também de convergências, assim percebemos que a diversidade é não simplesmente aquilo que separa, mas também une. Os antropólogos e místicos buscaram os meios de resolver as inquietações divergências.
Ao falar sobre o fenômeno religioso falamos sobre as questões fundamentais sobre a vida humana. Como afirma Andrade (2019),
as questões fundamentais são basicamente as experiências que acompanham as formas as quais acontece a nossa inserção e o nosso mover no tempo/espaço, naqueles cenários vitais onde peregrinamos como habitantes da Terra: conseguir o alimento cotidiano e festejar sua partilha; tremer diante de um forte raio; ouvir as tempestades que se aproximam; encantar-se com as estrelas; perceber o ciclo da lua; acompanhar o câmbio das estações; sentir-se pequeno quando se enfrenta o mar; observar o céu imenso e imaginar alcançá-lo; cruzar caminhos e atravessar obstáculos; provar nascimento e morte e outras experiências igualmente significativas (p. 19).
Essas vivências “originárias” são as vivências antropológicas fundantes pelas quais a humanidade buscou a responder suas inquietações. Esse fenômeno parece ser universal. Nesse trajeto existencial, o coração humano deparou-se consigo mesmo, com os semelhantes, com a Natureza e com o Transcendente. Assim nascem culturas e religiões. Portanto, pretende-se fazer o mapeamento do fenômeno religioso, apresentando as causas de origem trilhando o caminho dos antropólogos. Em segundo momento buscaremos elaborar as influências geográficas que deram a origem aos aspectos divergentes e aos aspectos semelhantes. Por fim, apresentaremos sucintamente as diferentes tradições religiosas. 
Enquanto os místicos falam do mesmo fenômeno utilizando linguagem diferente, como “em busca de ponto comum” (Hans Kung, 2007), “unidade na diversidade e diversidade na unidade” (Subash Anand, 2004), “uma ponte entre as religiões” (Dalai Lama: 2015) e “casamento entre Ocidente e Oriente” (Bede Griffiths:1992). Quem está tecendo entre distinção e conexão nessa imensa diversidade é a pessoa humana devido suas múltiplas inquietações, sobre si e sobre aquilo se encontra ao redor. Como diz Marcial Maçaneiro (2011, p. 15),
Nós humanos tecemos essa rede, matizando as cores e nucleando os nós. Assim,para obter a chuva ou outros benefícios. A partir disso, pode-se entender que as entidades do mundo superior exigiam o comportamento adequado dos seres que se encontravam no mundo de baixo, além de exigir certas coisas. Dessa forma, observa-se que a religiosidade primitiva chinesa era rudimentar com os conteúdos mais simples tirados da visão agrícola.  
Toda religiosidade chinesa girava ao redor do pensamento de promover a ordem no mundo, de modo que era necessário pôr a ordem nas relações entre os seres humanos e entre as diversas categorias sociais. A validade das antigas cerimônias religiosas e rituais, como sacrifícios aos antepassados, celebrações fúnebres, grandes festas comunitárias dependiam da legitimidade dos seus oficiantes. Além disso, a noção chinesa da realeza se encontrava enraizada na crença de que os ancestrais reais se tornavam divindades e deveriam ser cultuados. O trabalho dos governantes aqui na terra era manter a regularidade nas estações, boa colheita e ordem na sociedade; significava a aprovação celestial das divindades.
Uma vez estudado esse complexo universo religioso dos chineses, é necessário estabelecer uma ponte entre o antigo e o novo, apontando que a felicidade do ser humano depende da aceitação da vontade Divina. Um princípio espiritual e supremo que regula o encadeamento dos fatos e relacionamentos humanos. Quando as pessoas vivem de acordo com a vontade Divina, a sociedade torna-se estável e as pessoas prósperas e felizes. Contudo, se seguirem seus próprios desejos egoístas não atendem à vontade Divina, de modo que ocorrerão conflitos e desastres naturais que tornariam o universo caótico. 
1.1 INTRODUZINDO AS RELIGIÕES CHINESAS
A China é popularmente conhecida como San-Chiao, ou a terra de três tradições religiosas: confucionismo, taoismo e budismo, que floresceram nos tempos antigos. As primeiras duas por volta de 500 anos a.C. e a última entrou na China no primeiro século da era cristã, influenciando as primeiras duas até ao ponto de modificar seus conteúdos. Essas três tradições tiveram suas propostas específicas ao mesmo tempo que eram complementares. Como Adkinson afirma, 
O primeiro foi o confucionismo, um corpo austero e elitista da crença de apreço especial para as aulas de mandarim. O Budismo foi o segundo, praticado em variedades diversas pelas inúmeras seitas. Em alguns casos, tornou-se pouco mais do que um sistema de magia popular.  Neste aspecto, tendia a sobrepor-se com algumas das formas mais simples do taoísmo, que é o terceiro grande sistema de crença e experiência. Ao contrário do outro, este não era um sistema conjunto com um Deus central, mas uma forma de orientação para o homem. (Adkinson, 1996, p. 6, tradução nossa)
Existe uma íntima relação entre-se e também encontramos as divergências. Os aspectos de uma tradição contemplados no desenvolvimento do conteúdo da outra, ao mesmo tempo que existem aspectos antagônicos em relação à outra. Mas sabemos que as três tradições influenciaram entre-se e deixaram de ser influenciadas umas com as outras. Essas influências são tão íntimas que, por vezes, é difícil identificar o conteúdo específico seja do taoismo ou do budismo.
O budismo é nascido na Índia, também no universo agrícola, mas influenciado fortemente pelo hinduísmo. Foi levado à China, onde foi influenciado pelas duas religiões chinesas e ao mesmo tempo contribuiu imensamente, principalmente ao taoismo. É bom saber que o taoismo nasceu como um movimento anticonfucionista, pelo fato de ele dar ênfase para leis que devem ser seguidas tanto no âmbito da família como no âmbito da sociedade. Enquanto o taoísmo desenvolveu com a visão do não-agir, portanto, a ênfase se deu ao próprio indivíduo, com os aspectos da meditação e o mínimo possível das regras, leis e prescrições.
TEMA 2 – CONFUCIONISMO E SEU DESENVOLVIMENTO: SAGRADAS ESCRITURAS  
O Confucionismo é considerado como uma ideia política que aplicou em seu sistema social os elementos religiosos milenares existentes.   Tradicionalmente chamado como Ju Dii, a doutrina dos sábios ou culto dos filósofos, fundado por Confúcio, segue a ética e os ritos de passagem e ao mesmo tempo busca criar e praticar a ordem e a harmonia na sociedade. Devido ao seu foco mais na conduta humana, o confucionismo, por vezes, é conhecido somente como uma atitude filosófica do que propriamente uma religião.
O confucionismo é uma filosofia de vida pura e simples, cheia de qualidades e virtudes religiosas e espirituais, portanto, pode-se afirmar que ele é uma religião não-religiosa, voltada à ética e conduta humana, e direciona seu foco mais para pôr ordem na sociedade por meio de boas atividades.
A filosofia do Confúcio visa a uma organização nacionalista da sociedade, baseando nos princípios da simpatia universal, que devia obter por meio da educação. Estende-se do indivíduo à família e desta para o Estado que é vista como grande família.
A ética do confucionismo se tornou um ponto referencial na China e no Japão ao longo dos séculos.  A doutrina é um sistema moral prático e praticável, não tendo qualquer sinal de metafísica ou sobrenatural, portanto pode ser compreendida por todos. Confúcio venerado como santo e hoje entre os jovens, tido como patrono da extinta monarquia e indigno de figurar entre os apóstolos da revolução comunista.
Sendo assim, percebe-se que a corrente social do pensamento do confucionismo, nada mais que uma filosofia da organização social, do senso comum e do conhecimento prático, que fornecia à sociedade chinesa um sistema de educação e as convenções estritas do comportamento social. O principal objetivo era estabelecer uma base ética para o sistema familiar tradicional com sua estrutura complexa e seus rituais de adoração aos ancestrais.
Confúcio primeiramente tomou o conhecimento desse universo chinês para elaborar sua doutrina. Percebeu também que a ênfase exagerada do culto aos antepassados seria um bloqueio para o progresso da sociedade. Portanto, Confúcio direcionou toda a sua doutrina ao redor da ética e da conduta humana e ao mesmo tempo incorporando os aspectos religiosos necessários.
Confúcio nasceu em 551 a.C., em Tsu no Estado de Lu. Existem divergências sobre sua descendência, alguns dizem que ele pertencia à família aristocrata e outros afirmam que era oriundo simplesmente de uma família de plebeus. Seu pai Chuliang Ho era um homem de grande estatura física e teve 9 filhas com primeira esposa. De uma união extramatrimonial com Yen Chentsai nasceu um filho a quem deram o nome Kung Chung Ni, que mais tarde veio a conhecer como Confúcio. Quando ainda era pequeno os pais que vieram falecer, assim foi adotado por uma tia e frequentou uma chamada de “Pequena Escola”, que influenciou muito a vida futura. Aprendeu manter a sala limpa; a responder com rapidez e submissão a receber com cortesia e a despedir-se com deferência. Em relação ao seu interesse aos estudos Múcio Porphyrio Ferreira analisando os Analectos de Confúcio afirma:
Diante do amor que demonstrava pelos estudos e a seriedade com que a eles dedicava, o professor perguntou-lhe, certo dia, por que trabalhava tanto. O pequeno respondeu-lhe: “Assusta-me a última parte da vida. Aquele que chega aos quarenta o aos cinquenta anos sem nada ter aprendido não se encontra em aterradora situação? Eu sei que, para estudar, o futuro não vale tanto quanto o presente. E acrescentou: “Quem não se preocupa com os perigos remotos seguramente não evitará que a desgraça se aproxime. (Ferreira, 2001, p. 13)
Confúcio casou-se aos 19 anos e já foi nomeado como administrador dos celeiros, distinguiu-se logo de tal maneira que foi superintendente dos campos.  Mas a inclinação dele era para a filosofia, a poesia e a música, e queria dedicar-se completamente a isso. Aos 34 de idade Confúcio parece ter tido algo em torno de 3000 alunos. O foco principal dele era vencer a ignorância pela educação e a pobreza por meio do ensino das ocupações e profissões úteis ou, como ele mesmo dizia: ensinar a pescar do que dar o peixe.
Confúcio morreu aos 72 anos em479 a.C. e, posteriormente, seus ensinamentos aperfeiçoados ficaram conhecidos como ética e comportamento chinês. Sendo profundo conhecedor da conduta humana, ele introduziu os conceitos de moral e de sabedoria que até hoje constituem como verdadeiros ensinamentos da sociedade chinesa.
2.1 LITERATURA DO CONFUCIONISMO
A literatura confucionista abrange Cinco Clássicos e Quatro Livros. Os cinco clássicos são os livros básicos da educação do povo. Compreendem todas as regras para o comportamento público. O funcionário público ainda hoje tem de passar por um exame de seleção para adquirir um emprego. Nas escolas da china, nas paredes os ensinamentos de Confúcio são escritos em pôsteres para melhor aprendizagem. Nos templos e nos monumentos encontram também esses ensinamentos cravados.  Os livros são:
· Shu – King – livro da história, documentos antigos.
· Shih – king – Livro da poesia, coleção cerca de 300 poemas e cantos populares que vêm dos tempos antigos.
· Livro das mutações – I King (I ching) – um tratado sobre os 64 diagramas. 6 linhas inteiras e seis linhas interrompidas em suas combinações que dão 64. Nisso que se baseia a teoria do Yin Yang. Masculino e feminino, que deram a origem das coisas.
· Li-king – o memorial dos ritos, coleção de tratados morais.
· Chun –Tchiu – Anais da Primavera e do Outono crônicas do reino do Lu.
Os quatro livros da literatura confucionista tratam sobre a vida pública vinculada a ciência apresentando o caráter moral do chinês. Estes são:
· Ta-hio – livro da grande ciência que refere a alta educação e cultura e moral.
· Doutrina do Justo Meio – caráter nacional temperamento do povo chinês.
· Analectos – Lun Yu – falas, conversações e ensino do Confúcio com seus discípulos.
· Obras de Mêncio, um dos discípulos mais respeitado dentro da filosofia confucionista. Este que difundiu a filosofia confucionista em toda a china, portanto ele também é considerado como São Paulo que difundiu o cristianismo.  As obras de Mêncio tratam principalmente as virtudes de benevolência e retidão; e bondade inerente à natureza humana.
2.2 HERMENÊUTICA DO PENSAMENTO SOCIAL E ÉTICO DO CONFÚCIO 
Quando se fala da hermenêutica do Confúcio, encontramos em seus ensinamentos uma mistura de virtudes religiosas ao mesmo tempo aspectos éticos e sociais da conduta humana que compreendem filosofia, religião, moral educação e orientação familiar. Podemos dividir o campo doutrinal do Confúcio em duas dimensões, da ética – moral e da doutrina religiosa. Essa foi a base para o desenvolvimento de uma sociedade ordenada e harmoniosa. Para o Confúcio um bom governo e sociedade organizada começavam na vida familiar.  Portanto, a hermenêutica do conteúdo religioso do Confúcio pode ser direcionada às três áreas distintas: campo familiar, contexto social e âmbito do Estado.
 No âmbito familiar, Confúcio frisou na regra básica do moral que era: “o que não queres que façam a ti, não faças aos outros” (Bowker, 1997, p. 90). Para uma boa conduta humana, ele considerou o Céu como uma fonte principal, mas também ensinava que raramente o Céu se comunicava diretamente com os seres humanos, portanto eles devem se apoiar com seu passado ou a tradição familiar para adquirir bom comportamento. Isso porque Confúcio acreditava que, no mundo, nada há tão grande como o homem, e no homem nada tão grande como a piedade filial.
A harmonia e ordem na família é o ideal confucionista em que os filhos servem os pais. Um dos elementos mais fortes na China imperial era o respeito e obediência aos pais. Os deveres dos filhos para com os pais que seria o exercício da piedade filial, ou seja, o filho deve aos pais respeito, obediência deferência, mantê-los felizes, sustento na velhice, principalmente demonstrar grande pena por ocasião da morte deles e depois de mortos oferecer-lhes sacrifícios com a maior solenidade.  
No âmbito da sociedade, aplicou a ética da vida familiar à vida social, portanto Confúcio elaborou as virtudes que moldaram o caráter chinês. Ele não foi o único autor desse sistema, mas é a figura central que codificou o sistema no nível político, moral e social. Os homens não podem, de modo algum, viver a não ser em sociedade. Se agrupados em sociedade, cada um não recebe o seu quinhão na partilha dos bens e dos encargos, dos direitos e dos deveres, de modo que haverá luta entre eles. A disputa gera a desordem e, esta, a miséria.  Assim em consequência da carência da repartição dos bens e dos encargos – dos direitos e dos deveres – constitui a disputa, em verdade, a grande infelicidade da humanidade.
Apesar de manter o foco mais forte na ética social e conduta humana, a doutrina do Confúcio também abrange os aspectos religiosos e espirituais. A parte espiritual da ética encontra-se quando ele mesmo diz que não se deve pagar o mal com o bem. Com que se pagaria, então, o bem? Pague o bem com o bem e faça justiça ao mal.  Sua compreensão do amor era mais abrangente quando dizia que se dermos mais apreço ao esforço do que à recompensa isso seria o amor.
No âmbito do Estado, seus ensinamentos eram direcionados aos funcionários públicos, que deveriam ser leais ao soberano que, por sua vez, compromete-se em administrar o Estado e governar o mundo, não por uma rigorosa aplicação das leis, mas pelo exercício das virtudes.
Seus ensinamentos dão ênfase para cinco qualidades e cinco virtudes que devem ser cultivadas por todos para criar ordem no mundo. As qualidades são: o respeito, o amor à família, a reciprocidade entre os amigos, a compaixão para com os estranhos e lealdade ao estado. As virtudes são: benevolência – trabalhar bem em benefício do povo; retidão – mostrar a compaixão para com os outros; decência – comportar-se bem, principalmente no público; sabedoria – seguir os mestres ou professores para adquirir o conhecimento e compreensão e sinceridade – estar honesto em seus deveres. O que importa saber a forma como o mundo opera. O Estado tem que garantir essa operação em uma forma harmônica, pois a finalidade do estado é garantir a paz.
TEMA 3 – TAOISMO E SUAS SAGRADAS ESCRITURAS   
O pensamento do taoismo foi elaborado por Lao-Tsé, contemporâneo de Confúcio, apresentando o campo mais intuitivo desenvolvido a partir da experiência. Mas a experiência deve ser feita a partir da luz interior, ou melhor dizer, a partir da experiência mística. Nesse contexto, percebe-se que o pensamento taoísta se desenvolveu contrapondo e complementando as ideias de Confúcio. Mas o caminho taoísta é considerado como o plano do sábio, que seria o ideal, o caminho que deveria ser trilhado para alcançar a unidade mística com o universo. Como afirma Capra (1990, p. 83)
O sábio chinês, contudo, não habita exclusivamente nesse elevado plano espiritual; preocupa-se igualmente com as questões do mundo. Unifica em si mesmo os dois lados complementares da natureza humana – a sabedoria intuitiva e o conhecimento prático, a contemplação e a ação social – que os chineses associaram às imagens do sábio e do rei. Seres humanos plenamente realizados, nas palavras do Chuang Tsé, ‘tornam-se sábios por sua tranquilidade, reais por seus movimentos’.
O pensamento místico que Lao-Tsé desenvolveu na China se tornou algo de referência, inclusive nos tempos atuais, pensamento, esse, apresentado por ele na sua pequena obra Tao Te Ching. Conforme o pensamento taoísta, o mundo é visto como um campo inseparavelmente inter-relacionado, um impulso do qual nenhuma parte pode ser isolada do resto ou avaliada acima ou abaixo do conjunto (Watts, 1958, p.85).
Dentro dessa perspectiva, entende-se que o taoismo possui uma visão universal de vida adquirida pelo caminho da natureza, no qual o bem o mal, o criativo e o destrutivo, a sabedoria e a ignorância são polaridades inesperáveis da existência. É um jogo dinâmico e constante sem domínio de nenhum dos lados. A sabedoria não consiste em se tentar arrancar o bem do mal, mas em aprender a acomodar as coisas como a boia se acomoda às ondas que agitam o mar. Como afirma Watts (1958, p. 78),
Nas raízes da vida chinesa existe uma confiançano bem e no mal de nossa própria natureza que é peculiarmente estranha aos que, como nós, se criaram à sombra de uma consciência cronicamente inquietante da cultura judeu-cristã. E, para o chinês, foi sempre óbvio que o homem que não confia em si mesmo não pode confiar nem na sua desconfiança e, por isso, dever viver na maior confusão e desespero.
Assim, nesse universo tanto cosmológico como solitário, o pensamento taoísta se desenvolveu na China.
3.1 QUEM É LAO-TSÉ
Sabe-se pouco sobre Lao-Tsé, considerado como fundador do Taoismo e autor do livro Tao Te Ching. Sob a ótica histórica, pode-se afirmar que se trata de um personagem mitológico. Como afirma Rohden (2013, p. 2),
em alguns trechos de sua história surge como a figura de um homem estranho, exótico, avesso a honrarias e manifestações sociais. Era a perfeita antítese de seu famoso contemporâneo Confúcio (Kong-fu-Tsé). Lao-Tsé nunca passou de um eficiente funcionário público – bibliotecário do rei ou de algum mandarim da China Imperial.
A mais antiga notícia biográfica do Lao-Tsé está nos “Apontamentos históricos”, apresentados pelo historiador chinês Si-ma Tsién (163-85 a.C.). Esse historiador viveu na corte dos imperadores Han, que fornecem dados importante sobre o Lao-Tsé e, talvez, a mais autêntica informação que possuímos (Kramers, 1999).
Conforme a tradição chinesa, Lao-Tsé teria vivido no século VI a.C., porém a data é discutível e levanta algumas interrogações, pois diversos estudiosos modernos afirmam que Lao-Tsé provavelmente viveu dois séculos depois, durante uma época que ficou conhecida como “Cem Escolas de Pensamento” (Kramers, 1999). Para outros pesquisadores modernos, a figura de Lao-Tsé seria apenas uma criação dos fundadores da escola filosófica e da tradição religiosa. Apesar disso, sendo real ou imaginário, Lao-Tsé deixou um legado tão forte que ultrapassou além-fronteiras espalhando sua doutrina, principalmente no continente asiático em diversas formas.
3.2 OS LIVROS DO TAOISMO
A história do desenvolvimento do taoismo é um pouco estranha, pois seus princípios profundos são “abertura e acomodação refletidos em três grandes obras: Tao Te Ching; Chuang-tzu e I Ching”. O primeiro livro com sua rica simbologia e alegorias introduz o Tao, o caminho da harmonia. O livro Chuan-tzu vai mais adiante tentando resolver a posição do homem em relação à natureza. O terceiro livro I – Ching ou livro das Mutações apresenta as práticas com a lista de possibilidades, mas nunca dando uma instrução definitiva. Mas, nesta aula, iremos apresentar somente Tao te Ching, que envolve o campo vasto para as interpretações de cada conceito.
3.2.1 Tao-Te-Ching
O Tao Te Ching é um livrinho de apenas vinte ou 25 páginas, dividido em 81 capítulos atribuídos à autoria do Lao-Tsé. O Taoismo se baseia nesse livro para elaboração de todo seu conteúdo, portanto é necessário analisar dois conceitos-chave: “Tao” e “Te”, pois Ching significa o “livro”.
3.2.1.1 Tao
O Tao, o “caminho”, é compreendido como “a fonte e a garantia de tudo o que existe neste ou em qualquer outro universo – o que quer dizer que o Tao é o “não-produzido Produtor de tudo o que existe” (Bowker, p. 88). Ele não é uma divindade pessoal que sempre existiu inclusive antes ao céu e a terra.
Um dos símbolos mais próximos ao Tao é o Tei-gi, ou um grande círculo vácuo representa o Divino ou Puro Ser. Mas esse círculo vazio envolve rumo aos relativos, aparecendo como positivo e negativo, que os chineses chamam como elementos opostos: Yin e Yang, masculino e feminino e céu e terra. Esses elementos opostos amadurecem na síntese rumo ao círculo vazio inicial, integrando-se nela sem se diluir na mesma. Esse jogo perene acontece entre os opostos e, por sua vez, com círculo vazio tentando manter a síntese do cosmos.
O tei - gi simboliza a quinta essência da filosofia de Lao-Tsé, o alfa e o ômega de Tao e da mentalidade chinesa. Céu e Terra – para o Tao, os dois são princípios básicos formadores de toda vida. Na vida do ser humano, o ‘céu’ é o ápice da cabeça, desce pela coluna e se encontra, no ventre, com a energia ‘terra’ que, por sua vez, entra pelo períneo. Do encontro dessas duas energias nasce o ser humano e a possibilidade da vida inteligente.
A energia ‘céu’ é representada por três linhas indivisas, por ser masculina, impenetrável, penetradora, criadora e forte. Ela é a conscientização do princípio Yang que fecunda. A energia ‘terra’ é representada por três linhas divididas, representando aquela que se abre e se entrega ao lado receptivo. É a energia que nos situa no momento particular em que vivemos. O céu é o tempo, a terra é o espaço. O céu é invisível e forma, a terra é visível e gera. As duas juntas resumem, em si, todas as possibilidades de vida.
O corpo humano é fundamental para a análise do Tao vinculando ao símbolo de Yin e Yang. Conforme a tradição taoísta, a barriga é central e mais importante no corpo humano, pois é na barriga que se localiza o tanden, centro de equilíbrio físico e de confluência da energia de dois polos opostos. Ali dois tipos de energia se organizam formando o sol, irradiador básico de energia. Além disso, na barriga se encontra o ventre, no qual surge a origem da vida humana. Pensar com o ventre significa voltar à forma original ou à forma mais pura de pensar. Esse pensar é conectado com suas forças mais intimas e legitimas.
Outras duas partes corpo que fazem parte da compreensão do Tao são cabeça e pés. Como cabeça podemos entender algo relativo à consciência; como pés ou caminhar, ir deixando os rastros para trás. Então, o Tao é estado de consciência dinâmica e Nele se encontra uma relação consciente e dinâmica com a vida.
Lao-Tsé reconhece dois estados da vida cotidiana: o de atividade e o de repouso. Quando se pensa em relaxamento ou repouso, normalmente passa ideia de deitar, dormir, sonhar e assim entrando em estado de inconsciência. Quando se pensa fazer algo, normalmente a ideia que se passa é de correria, tensão e ativismo. Faz-se tudo o que pode e sem parar para compreender o que se fez. Mais uma vez se cai no estado tão inconsciente quanto o anterior.
Tendo compreendido esse processo na vida cotidiana, Lao-Tsé sugere, por meio do Tao, uma filosofia propondo um terceiro estado. É o de estar ativo quando relaxados e, por isso, conscientes: a ação por meio da não-ação.  Assim o conceito Tao nos ensina que quando se insiste em ser Yin deve-se aprender o Yang e vice-versa. De tanto se passa de um lado a outro, acaba-se tropeçando no Tao, um terceiro estado que reside entre os dois, um estado de harmonia.  
3.2.1.2 Te
O segundo elemento do livro é a palavra “Te”, que pode ser traduzida como força ou virtude. Ele atua como força do Tao em todo produzir e conservação do mundo, age em todos os fenômenos da natureza. Mas ‘Te’ não é uma virtude como sentido moral e ética correta do ocidente, mas é uma virtude inata do mundo e suas propriedades.
Na medida que o adepto Taoista busca a compreender essas coisas inatas do mundo; na mesma medida o mundo vai revelar a natureza e vida do adepto. A verdadeira Te é uma força natural e simples, coma qual o ser humano vai lidar com seus negócios práticos, depositando seus desejos e aspirações em sintonia com a ordem natural. Como se fosse uma folha seca colocada no riacho, que acompanha a correnteza do riacho, o ser humano deve seguir o caminho natural da ordem natureza. Uma vez que, construída a barragem no riacho, interrompemos o caminho natural provocando a desordem natural das coisas.
3.2.1.3 Ching
Na antiga ortografia chinesa, o ching é o nome geral de todos os livros clássicos. Esse termo pode designar, também, alguns livros estranhos à reflexão filosófica chinesa, como Nei Ching, o livro mestre da medicina chinesa. O significado ideograma ching é trauma, regra, norma ou experiência.
Dessa forma, podemos resumir que Tao Te Ching é o caminho natural para manter harmonia com a ordem universal. Esse caminho endossa uma versão espiritualizada de imortalidade, vista como emergente de uma vida harmoniosa e natural, em que sedá pouca importância ao ganho material.
TEMA 4 – BUDISMO CHINÊS   
Originário da Índia, o budismo nasceu como protesto contra complexos rituais estabelecidos pelo hinduísmo, com nova proposta puramente individualista e racional da iluminação. A doutrina não apresenta as divindades, portanto não existe o espaço para os rituais, a única coisa que exigida é que esteja ciente de tudo o que acontece ao redor de si e dentro de si.
Como afirma Alan Watts (1958, p. 59) apresentando as palavras T’ang Lin-chi, o grande mestre japonês do zen budismo, “no Budismo não há lugar para esforço. Seja comum, sem nada de especial. Com a sua comida, libere os seus intestinos, verta a sua água e quando estiver cansado, deite-se. O ignorante pode rir de mim, mas o sábio me compreenderá”.
A essência e a base dos ensinamentos budistas são quatro Nobres Verdades. A primeira apresenta a verdade do sofrimento, visto como eterno fluir das coisas; a segunda mostra a origem do sofrimento, que é o desejo analisado como causa dele; a terceira apresenta a cessação do sofrimento a partir da supressão do desejo; por fim, a quarta verdade apresenta o caminho que deve tomar para chegar à iluminação.
Justamente essa forma de lidar com a vida da tradição budista atraiu a população chinesa que encontrava certas semelhanças com as doutrinas antigas já existentes. A entrada do budismo na China, como apontamos, aconteceu por volta do século I da era cristã, em que encontrou uma cultura que já possuía a bagagem filosófica há dois mil anos.
O Budismo indiano, com sua doutrina de impermanência, tinha uma visão idêntica à dos chineses; contudo ele se utilizou dessa visão simplesmente como a premissa básica da situação humana, partindo daí para elaborar suas consequências tanto sociais como psicológicas. A confusão entre o taoismo e o budismo aconteceu porque foram usados termos deste para traduzir os ensinamentos de Buda em chinês, e, também, porque as duas tradições apresentavam os aspectos idênticos, tais como a renúncia ao mundo e a dimensão mística do universo.
Surgiram diversas escolas budistas na China, entre as quais duas são mais importantes, a escola chamada Terra Pura e escola do Chan. A escola Terra Pura possuía uma dimensão cultural em que o Buda era visto como salvador e acreditava que o ser humano chegava ao paraíso por meio da invocação e práticas de devoção. Essa escola era uma religião devocional, com uma ampla organização do rito e do culto religioso. Já a escola de Chan era focada mais na meditação – não uma meditação passiva, mas a união entre a quietude da meditação ao movimento.
TEMA 5 – OLHAR HERMENÊUTICO SOBRE AS RELIGIÕES CHINESAS
Alguns estudiosos são da opinião de que precisa ter cautela quando se acompanha a costumeira divisão da religião, San Chiao, ou terra de três religiões, confucionismo, taoismo e budismo.
Apesar de ser chamado San Chiao, essa divisão não contempla a realidade chinesa em sua totalidade. Portanto existem opiniões diferentes, como aponta Richard Wilhelm (1978, p. 21):
Se quisermos ter uma visão da verdadeira situação religiosa, precisaremos antes de tudo, eliminar o budismo que não se originou na China, e classifica-lo ao lado do islamismo e do cristianismo, entre as religiões estrangeiras, mesmo que, dentre estas, ele tenha exercido a maior influência sobre a vida religiosa chinesa.
Mas a China antiga não pode ser pensada sem as contribuições distintas da tradição budista que contribuiu com o sincretismo doutrinal entre as religiões nativas. Assim, percebemos que as duas correntes de pensamento, o confucionismo e o taoismo, representam polos opostos na filosofia chinesa, mas sempre vistas como lados opostos de uma única natureza humana, portanto são consideradas complementares.
O Confúcio, sendo o professor, usou sua enforme influência na transmissão da antiga herança cultural a seus discípulos. Fazendo isso, ultrapassou os limites de uma simples transmissão de conhecimentos, interpretando as ideias tradicionais em consonância com seus próprios conceitos morais.
Lao-Tsé, com seu estilo intuitivo, apresentou outra forma de lidar com a vida. Ele aproveitou o modo específico do chinês de pensar o mundo, pois diz-se que a mente chinesa não era dada ao pensamento lógico e abstrato, mas aos símbolos e imagens dinâmicas. E no jogo dinâmico das imagens se desenvolveu o pensamento taoísta. Como também aponta Hellern et al. (2000, p. 81),
Enquanto Confúcio desejava educar o homem por meio do conhecimento, Lao-Tsé preferia que as pessoas permanecessem ingênuas e simples, como crianças. Enquanto Confúcio ansiava por regras e sistema fixos na política, Lao-Tsé acreditava que o homem deveria interferir o mínimo possível no desdobramento natural dos fatos. Confúcio queria uma administração bem-ordenada, mas Lao -Tsé acreditava que qualquer administração é má.
O budismo, por sua vez, trouxe a novidade a essas duas correntes, o novo estilo, que é o caminho do meio – ou pode-se dizer que juntou o aspecto místico do taoismo no ativismo social do confucionismo.
Os chineses sempre manifestaram sua admiração incondicional pelo homem que se apresenta e se aceita tal como é.
Para Confúcio, parecia-lhe muito melhor ter um coração humano do que ser uma pessoa de retidão inatacável, e para Lao-Tsé, era óbvio que ninguém conseguiria estar certo sem também estar errado, pois as duas coisas são inesperáveis, como a frente e as costas. (Watts, 1958, p 78) 
Para o budismo chinês, o caminho do meio apresentado pelo Buda e adaptado ao misticismo chinês seria o ponto de vivência adequada. Assim, observamos que o pensamento religioso chinês teve sua forte influência na construção sociedade chinesa até ao surgimento do comunismo.
NA PRÁTICA
No contexto da prática desta aula, sugerimos aos alunos assistirem a um vídeo que objetiva tirar as dúvidas sobre a religião na China. Uma entrevista de uma chinesa radicada aqui no Brasil, que pode oferecer a você, aluno(a), uma noção adequada sobre o pensamento religioso chinês. Disponível em: . Acesso em: 8 fev. 2021.
FINALIZANDO
Há três mil anos a China desenvolveu suas cosmologias e religiosidade em uma forma rudimentar, dando origem aos conteúdos religiosos das grandes religiões. As sagradas escrituras assimilam as experiências religiosas e culturais, cosmologias e filosofias, reelaborando na vivência da sociedade dando origem às três religiões: o taoismo, que é chamado de caminho da natureza; o confucionismo, a religião da ética social e o budismo, o caminho do meio, originário da Índia que adotou ao solo chinês.
Dessa forma, percebemos que a China é a terra de três tradições que surgiram em tempos antigos, com conteúdos distintos e complementares, mas constituindo tradições independentes. Essas tradições influenciaram-se, mas permaneceram distintas, de forma que se diferenciam, mas não se contrapõem a ponto de se excluir reciprocamente.
Existe um paradoxo no desenvolvimento e compreensão do pensamento chinês, sendo que os chineses eram profundamente convictos de que as três religiões podem ser reconduzidas a uma só, valendo também o contrário, isto é, uma religião pode se expressar em três tradições diferentes. Nesse contexto, justifica-se chamar a China como San Chiao ou a terra de três religiões. 
REFERÊNCIAS
ADKINSON, R. Sacred Symbols: Tao. New York: Thames &Hudson, 1996.
BOWKER, J. Para entender as Religiões: As grandes religiões mundiais explicadas por meio de uma combinação perfeita de texto e imagens. São Paulo: Editora Ática, 1997.
CAPRA, F. O Tao da Física: Uma análise dos paralelos entre a física moderna e misticismo oriental. São Paulo: Editora Cultrix, 1990.
FERREIRA, M.  P. (Org). Confúcio: Vida e Doutrina, os Analectos. São Paulo: Editora Pensamento, 2001.
HELLEN, V.; NOTAKER, H.; GAARDER, J. O Livro das Religiões. Trad. Isa Maria Lando. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
KRAMERS, R. P. Lao-Tsé. In: BRUNNER-TRUT, E. (Org). Os fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Editoras Vozes, 1999.
KUNG, H. Religiões do mundo: embusca dos pontos comuns.Campinas: Verus Editora, 2004.
LAO-Tzu. Tao-Te King: O Livro do Sentido e da Vida. Texto e comentário.
ROHDEN, H. Tao te Ching: o livro que revela Deus de Lao Tsé. São Paulo: Martin Claret, 2013. 
WATTS, A. O zen e a experiência mística. São Paulo: Editora Cultrix, 1958.
WILHELM, R. Tao-te king: o livro do sentido e da vida. Trad. Margit Martincic. São Paulo: Editora Pensamento,1978.
AULA 4
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joachim Andrade  
CONVERSA INICIAL
Nesta aula, abordaremos o universo religioso cultural japonês. Tratando-se do campo religioso, as duas tradições principais do Japão, o xintoísmo e o budismo, costumam ser praticadas simultaneamente pelos japoneses. O xintoísmo, que é a religião mais antiga tradicional japonesa, estreitamente ligada à cultura e ao modo de vida japoneses, talvez tenha origem muito remota, possuindo “uma ligação profunda com a natureza, devido ao animismo próprio à sua noção de mundo, segundo o qual todos os elementos, animados ou inanimados, teriam um espírito, entre outros aspectos” (André, 2008, p. 1). A introdução do Budismo, por sua vez, ocorreu nos séculos VI e VII d.C., e também se teria desenvolvido lado a lado ao xintoísmo, sem maiores conflitos, simplesmente dividindo tarefas no âmbito religioso (Varley, 1986, p. 21). De acordo com as estimativas, cerca de 80% da população segue os rituais xintoístas em algum grau, adorando os espíritos dos ancestrais em altares domésticos e também certos santuários públicos. É difícil afirmar o número exato dos adeptos budistas, uma vez que existem as combinações sincréticas de ambas as tradições. Para a maioria da população, filiação religiosa não significa frequência e adoração regulares, mas sim visita aos santuários xintoístas e templos budistas como parte dos eventos anuais e rituais de passagem dos indivíduos.
A nossa tarefa nesta aula é a de apresentar os textos sagrados das tradições japonesas e com eles interpretar a cosmologia japonesa e os elementos que envolvem o culto aos antepassados, além de observar as tendências sincréticas desenvolvidas na religiosidade japonesa.
TEMA 1 – APROXIMANDO-SE DA CULTURA E DAS RELIGIÕES DO JAPÃO   
A origem do povo japonês é incógnita. É consenso que os primeiros movimentos migratórios que deram origem ao povo japonês que acabaram se fixaram como tribos isolados desenvolvendo seus próprios ritos para suas divindades específicas. Pouco se sabe quando foi esse movimento migratório, ainda assim os estudiosos atribuem ao período de Jomon, por volta de 14 mil a.C., um período em que o xintoísmo começou a se formar com seus ritos aos antepassados. Os vestígios de cerâmica mais antiga do mundo encontrados no arquipélago japonês mostram a prática dos cultos aos ancestrais que posteriormente deu a origem à família imperial e às divindades por eles cultuadas ao longo dos milênios. Mas quando as tribos saíram do seu isolamento e estabeleceram as relações comerciais, entre outras, surgiram as características regionais nos cultos e nos ritos. Justamente esses elementos existentes é que reforçam essa ideia de que o xintoísmo é uma religião primordialmente de caráter local.
TEMA 2 – ORIGEM DO XINTOÍSMO  
Alguns dados são necessários para compreender o xintoísmo: essa tradição é somente do povo japonês, uma única etnia, e não é uma religião proselitista, por isso podemos dizer que o povo e a religião formam uma só coisa com a cultura, a história e a mentalidade. Não tem fundadores, mas foi se formando com a espontaneidade do povo e reelaborado, mais tarde, pela vontade da classe imperial. Com base nessa visão, pode-se afirmar que o xintoísmo é basicamente uma religião japonesa que desenvolveu os cultos aos espíritos da natureza e fortemente o culto aos falecidos, quando surgiram os primeiros escritos durante a vinda do budismo por volta do século VI da Era cristã. Apesar de não afirmar um fundador definido, o conjunto de crenças e práticas socialmente desenvolvidas indicam que o xintoísmo preservou seu espírito religioso ao longo dos séculos.
No Japão, as religiões oriundas de outras culturas são consideradas como ensinamentos ou a palavra kyo em japonês. Por exemplo, para o cristianismo eles utilizam como Cristo-kyo ou para o islamismo como islã-kyo. Somente para a tradição nativa, o xintoísmo, eles definem como caminho (to), por isso é xin-to, seja o caminho dos seres humanos ou das divindades chamado de kami.  Em japonês, Xintô quer dizer caminho dos ou para os deuses. A entrada do budismo proveniente da Índia via China levou o xintoísmo para uma autorreflexão para preservar sua autencidade das outras. O xintoísmo é fundamentalmente um conjunto de costumes e rituais, mais que um sistema ético ou moral. Os adeptos elaboram as festas e participam nas peregrinações e valorizam cerimônias, além de desenvolver o complexo rito de higiene corporal. As religiões, de modo geral, são confessionais, portanto elaboram a teologia e a liturgia para as práticas espirituais e místicas. Mas o xintoísmo não é uma religião confessional, por isso seu conteúdo religioso está direcionado para a ética e a moral voltado ao relacionamento familiar, como o culto aos ancestrais e o respeito aos mais velhos. Por não ser uma religião voltada diretamente para o estabelecimento de valores sociais per se, o xintoísmo, apesar de ser considerado como uma religião oficial do Estado no Japão, não possui estruturas burocráticos que influenciam sociedade tanto no seu ordenamento nas mais variadas esferas como na política, economia e o direito.
O que é interessante notar é que as narrativas míticas da tradição xintoísta têm algo comum com os mitos de criação hinduísta – Purusha sukta, narrado no Rig veda X, 90, que aponta que tudo se originou do caos primordial. A narrativa bíblica do Gênesis também aponta para essa afirmação. As fontes literárias mais antigas registradas do xintoísmo apresentam que os mitos que se referem a um caos primordial e do caos surgiram as divindades, o mundo e os seres humanos. Essa ideia também pode ser vista em outros na elaboração de outros mitos de outras culturas.
Ao longo dos séculos, os conteúdos foram organizados e adequados, mas a religião xintoísmo formou-se no período anterior ao budismo, que ganhou força no Japão somente no século VI. A entrada do budismo no Japão e o contato entre os dois modificaram ambas as religiões tanto no conteúdo quanto nas percepções, levando a um sincretismo harmonioso. O budismo japonês, no processo de adaptação, não teve dificuldades de adotar as divindades. Observamos uma mútua sintonia entre as duas tradições. Os xintoístas, que consideravam seus deuses e espíritos invisíveis e sem formas precisas, conseguiram adotar as imagens budistas e erguer os templos votivos.  Mais tarde a sociedade japonesa veio a reconhecer que as duas religiões eram manifestações da mesma realidade última, mas apresentadas de forma distinta. Nesse sentido, originou-se uma tendência sincretista na sociedade japonesa.
Durante o processo da secularização que teve origem a partir do final do século XVII, surgiu também um movimento nacionalista, que pretendeu restaurar e organizar o conteúdo religioso do xintoísmo mediante de série de reformas das práticas antigas e a proclamação de uma ética nacional e elaboração dos ritos patrióticos que deram origem ao xintoísmo do Estado, que era chamado de Kokka xinto. Além disso, foi atribuída a descendência divina à família real, o que deu a origem à instauração do imperador Meiji, em 1868. A partir dessa data, o xintoísmo recebe o status de religião do Estado, tentando preservar sua originalidade, distanciando-se dos costumes do xintoísmo popular como influência do budismo. O xintoísmo estatal exaltava a superioridade da cultura japonesa e divinização do imperador. Mas devido à derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, o Japão foi obrigado a desfazer o status divino do imperador pelos aliados, principalmente pelos Estados Unidos.
2.1 TIPOS DE XINTOÍSMO
Qualquer movimento religioso no processo da evolução abre o espaçopara as novas expressões e manifestações, como aconteceu com o xintoísmo no Japão. Surgiram novas expressões, novas práticas e novos modos de elaborar os ritos por parte dos adeptos. Cada uma das expressões possui os significados específicos, além de ter o lugar propício para a elaboração dos ritos.  Gostaríamos de apresentar cinco tipos de práticas xintoístas desenvolvidos pela população japonesa.
2.1.1 Xintoísmo dos santuários
É a forma de veneração dos antepassados com base nas crenças e festas realizadas nos santuários construídos para tais propósitos. Esses santuários são lugares públicos, mas para que houvesse uma adequada preservação, foi instituída uma associação em Tóquio logo após a Segunda Guerra Mundial. De modo geral, o xintoísmo foi praticado nesses santuários por toda a população japonesa.
2.1.2 Xintoísmo doméstico
Existe a segunda forma de praticar o xintoísmo, na casa dos japoneses. Um pequeno altar é colocado no determinado lugar da casa, onde as divindades são adoradas. Esse altar é chamado de kamidana ou morada do kami da família. Em cima deste altar, encontra-se muitas vezes um amuleto trazido do santuário público da região para preservar a afinidade com sociedade. As famílias colocam nestes altares suas oferendas, como saquê, arroz e sal e recitam-se orações aos antepassados.
2.1.3 Xintoísmo imperial
Esse é mais popular no Japão, resultado do desenvolvimento na casa do imperador a prática dos ritos e cerimônias do xintoísmo. Como afirmamos acima, o xintoísmo imperial desenvolveu-se baseado na crença de que o povo japonês possui uma descendência direta do deusa-sol Amaterasu. Entre eles, o mais eminente deusa-sol Amaterasu é o-mikami, considerada como antepassada da família real japonesa. O xintoísmo imperial constrói a identidade da cultura japonesa, portanto construído um santuário principal chamado de Grande Santuário de Ise, que se encontra na capital, onde os imperadores realizam seus ritos.
2.1.4 Xintoísmo popular
É uma forma mais simples do culto do xintoísmo, do povo simples e caracterizada pela ausência de uma sistematização doutrinária e de uma estrutura do dogma. É o tipo de xintoísmo praticado essencialmente pelos indivíduos numa forma solitária. 
2.1.5 Xintoísmo das seitas
É vinculada ao povo das ilhas que tinham suas deidades – kamis – específicos. Existem inúmeros kamis, mas somente treze formas são reconhecidas pelo Estado. Ao longo do desenvolvimento da tradição xintoísta, alguns líderes locais fizeram algumas reformas, incorporando certos elementos locais e assim criando uma seita especifica dentro da grande tradição. Esses movimentos tinham seus fundadores particulares seja homem ou mulher. Era obrigatório pertencer a essas seitas, pelo menos até o final da Segunda Guerra Mundial. Mas a derrota do Japão deu origem à liberdade religiosa, consequentemente certos movimentos se declararam como organizações independentes.
2.2 ORGANIZAÇÃO SACERDOTAL
Outro elemento que deve ser observado e interpretado no xintoísmo é a instituição do sacerdote, designado pelo termo shinshoku ou kannushi, sendo esta última forma uma designação moderna. O sacerdote deve se tornar um mediador entre um crente e os kamis. Isso é feito por meio da execução dos ritos nos santuários, pedindo a proteção ao povo e também ao seu imperador.
Os sacerdotes xintoístas não são obrigados a levar uma vida de castidade, podendo casar-se e fundar uma família. Existe também o sacerdócio feminino, que se desenvolveu no Japão após a Segunda Guerra Mundial. Fora do grupo de sacerdotisas, as mulheres podem escolher serem mikos. Uma miko é uma mulher que vive a vida celibatária em um monastério, ajudando os sacerdotes a executar os ritos nos templos e executando as danças sagradas. Isso é considerado temporário, pois exercem essas funções durante cinco a dez anos.
No contexto atual, existe uma formação mais organizada para se tornar um sacerdote xintoísta. Essa formação é garantida pela frequência de um curso na universidade pública, havendo um foco específico no contexto dos ritos xintoístas.
TEMA 3 – DIVINDADES DO XINTOÍSMO  
O xintoísmo não tem um correspondente exato para o conceito ocidental de Deus, ou não conhece divindade ou um Deus, embora geralmente se traduza kami como deuses. Nesse sentido, o xintoísmo é comumente classificado como uma religião que tem como características principais o politeísmo e o animismo. É muito difícil exemplificar o conceito de kami utilizando uma terminologia variada – que não a própria terminologia japonesa kami – sem acabar sendo reducionista ou muito fenomenológico, pois ao mesmo tempo seres espirituais a que poderíamos chamar espíritos e gênios se enquadram dentro do conceito de kami, termo por meio do qual se pode designar uma série de divindades, tais como Amaterasu, Ryuguu Otohime e Izanagi. Além disso, os espíritos da natureza – como árvores e montanhas – também entram na categoria, inclusive alguns malignos, denominados tatarigami ou goryoshin (Wijayaratna, 1997, p. 121).
Ao contrário dos deuses das outras religiões, os kamis não são omnipotentes ou omniscientes, possuindo poderes limitados. Nem todos kamis são bons. Existem kamis ligados a fenómenos meteorológicos (chuva, vento, [trovão]...), a lugares (montanhas, ervas, árvores, vales, rios, mares, encruzilhadas...) e kamis associados à vida humana (vestuário, transportes, ofícios...). Incluem-se ainda no conceito de kami os espíritos de homens notáveis, como de certos guerreiros. Para tornar o quadro mais complexo, um ente falecido poderia tornar-se um kami (Wijayaratna, p. 107) – ou, se a morte fosse prematura e violenta, como no caso de afogamentos ou catástrofes naturais, o espírito correria o risco de tornar-se um demônio, que não deixava de ser um kami a seu modo (Wijayaratna, p. 113). Na própria palavra tatarigami, gami é somente uma leitura variante de kami, escrito com o mesmo ideograma (kanji).
Os kamis assumem múltiplos papéis e significados no xintoísmo. Podem ser chamados de deuses pela importância que eles possuem tanto na mitologia, teologia quanto na liturgia e na cosmogonia da tradição xintoísta. Para dar um exemplo em relação a isso, seria a identificação do kami, Amaterasu, que representa o sol, a princípio considerado como governante dos céus. Também existem outros kamis, que são espíritos da natureza que cuidam dos movimentos circulares e das estações da natureza. Por fim, os antepassados são identificados como kamis que protegem as famílias. Nesse sentido, tentar traduzir o termo kami simplesmente como deuses seria um equívoco, assim cmo também chamá-los simplesmente de espíritos da natureza ou como antepassados.
Como ocorre muitas vezes com traduções, muito do significado original do termo pode se perder, e talvez o melhor a ser feito, no caso do conceito de kami, é não o traduzir, e sim entender que tipo de seres espirituais são englobados nesse conceito. A crença nos kamis faz os japoneses deificarem os imperadores, considerando-os como descendências divinas. Outros kamis são vistos como os espíritos guardiões de famílias, heróis nacionais, divindades de árvores, rios, cidades e fontes de água.
Precisa-se compreender a dinâmica da construção das divindades que incluem a vasta cosmogonia e teogonia e uma relação íntima e constante entre os deuses de cima influenciando a vida humana em baixo. A tradição xintoísta possui duas concepções do universo na qual o pensamento religioso é organizado. Na primeira concepção encontram-se três mundos: o mundo dos kamis do céu, chamado de alta planície celeste; o mundo do meio é dos seres humanos, mas criado pelos kamis e é chamado de planície de canaviais e o terceiro é o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos.
Na segunda visão, o universo é considerado somente de dois mundos que existem um ao lado do outro, vistos como bidimensionais. Esses dois mundos são: do meio dos seres humanos e do alto, eterno, um lugar situado para além dos mares, marcado pela felicidade e onde a vida é eterna.
Com base nessa visão, percebemos que os seres humanos podemser divididos em dois tipos: os que habitam no céu (amatsukami) e os que habitam na terra (kunitsukami). Os primeiros trazem à terra influências positivas, ao passo que os segundos a mantêm como ela é. Aquilo que Clifford Geertz (1980) apontou em sua obra Negara “mundo vivido” e “mundo imaginado”, construído no contexto da estrutura do palácio na ilha de Bali. Conforme Kojiki, o advento dos deuses iniciou-se com cinco divindades que pertencem ao mundo de cima – cosmológico:  Amenominakanushi (Senhor do centro do céu), Takamimusubi (Alto gerador do deus prodigioso), Kamimusubi (Divino gerador do deus prodigioso), Umashiashikabihikoji (O mais velho soberano do firmamento) e Amenotokotachi (Aquele que está eternamente deitado no céu).
Essas divindades se encontram em constante relação com o mundo de baixo e prosseguem dando origem às divindades menores, desempenhando na cosmogonia xintoísta o papel da criação. Um dos exemplos dessa relação é a criação do casal Izanagi (homem) e Izanami (mulher), entidades que recebem a designação de kami ou espíritos divinos. Podemos identificar que desse casal, o universo cosmológico é criado de onde surgem as ilhas japonesas assim como as divindades secundárias associadas. Existem diversas narrativas sobre a criação, por exemplo, uma delas afirma que Izanagi contemplou o corpo de Izanami e purificou-o num rio para retornar ao mundo dos vivos. De seus trajes abandonados e das impurezas que saíram do corpo nasceram as divindades maléficas e de outras partes saíram a deusa solar Amaterasu e as deusas de Lua face clara face sombria – Susanowo e Tsukiyomi.
Assim, o xintoísmo reconhece um poder sagrado e sintetiza numa única palavra – kami.  O sol, a lua, as tempestades e os antepassados são identificados como kamis. Assim, os mundos de cima e de baixo se encontram intimamente relacionados dando espaço para múltiplos ritos entre os quais mais importantes são os ritos fúnebres.
TEMA 4 – SAGRADAS ESCRITURAS
O xintoísmo não possui um livro sagrado, como a Bíblia ou o Alcorão. No entanto, há um conjunto de textos sobre os ensinamentos da religião que recebem o nome de Shinten, escrituras sagradas, mas não são considerados textos revelados ou de caráter sobrenatural. As sagradas escrituras foram desenvolvidas posteriormente sendo que a religião simplesmente foi organizada em torno de um conjunto de mitos e ritos sistematicamente prescritos. Não possuía um livro sagrado, sendo que até o século VII d.C., não havia uma linguagem escrita no Japão. Os primeiros livros registrados na história nipônica, o Kojiki e o Nihon Shoki, que reuniam uma série de lendas, histórias (misturadas àquelas) e genealogias reais (que remontavam aos primeiros kamis), foram concluídos em 712 e 720 (Varley, 1986, p. 33), em período histórico próximo à introdução dos caracteres chineses no Japão.
Com a entrada do budismo no Japão, era necessário utilizar as questões relacionadas às sutras budistas que vieram da China numa cópia escrita. A fragmentação regional e dogmática e a ausência, a princípio, de livros sagrados não quer dizer que o culto aos kamis não fosse uma religião: como indica William Paden (2001, p. 22), o conceito é polissêmico e abarca uma série de manifestações distintas.
O xintoísmo, por ser uma religião de cultos, não tem dogmas, teologia, escritura sagrada (os livros da história do Japão, como Cerimônia de bênção do mar, são considerados livros religiosos) nem um código moral. Isso torna o xintoísmo uma religião da conduta moral, restringido a falsidade em três áreas: não ver a falsidade, não falar falsamente e não prestar atenção às coisas falsas. Podemos identificar alguns livros como Kojiki, escrito em 712, o qual é o texto sagrado mais antigo, sendo composto por três volumes. Outro livro, Nihon-shoki, foi redigido em 720 na língua chinesas composto de 30 volumes. Por fim, existe também uma compilação das tradições ritualísticas, concluída no ano 807. Essas escritas fornecem as pistas para desenvolver a ética no xintoísmo.
4.1 ÉTICA DO XINTOÍSMO
A cultura japonesa do xintoísmo tem três princípios que guiam a vida.
O primeiro é o musubi, força misteriosa que está presente desde a criação. A tarefa principal dessa força é estabelecer a relação entre o ser humano e os kamis, entre o ser e o não ser. Além disso, essa força indica a solidariedade e a harmonia que deve unir entre si os membros de um grupo ou uma família.
O segundo é o makoto, focado na pessoa humana. É uma atitude fundamental desenvolvida pela pessoa humana dentro de si – mostrando a humildade e a gratidão. Neste estado estabelece uma relação com os kamis para gerar as virtudes como o amor, a piedade, a lealdade e a fidelidade.
O terceiro é o tsunagari, o princípio da interconexão e interdependência e da mútua relação. Observamos isso na vida humana, em que todos dependem dos pais para nascer e, por sua vez, geram outros descendentes, assim estão interligados e devem viver não apenas para si, mas doar as próprias energias, a cada momento, para encontrar a felicidade de viver. Nisso encontra o fluxo de dar e receber, e aquilo que é dado gratuitamente retorna gratuitamente. Isso significa que todos os seres devem participar do processo biológico da família, histórico da nação para conseguir a paz, o bem-estar, o progresso e a tolerância universal.
TEMA 5 – RITO FUNERAL NO XINTOÍSMO
Entre os ritos de passagem, o mais importante é o culto dos antepassados, o qual desempenha papel proeminente no xintoísmo. Os ritos fúnebres possuem igualmente grande valor que pode ser compreendido melhor em um filme japonês como A Partida (2008). O elemento central do culto mortuário é o mitamaya, “casa nobre das almas ou espíritos”, pequeno cofre branco em cujo interior se coloca a tábula tamashiro, “marca das almas ou espíritos”, que tem inscrito o nome do defunto com sua idade e ano da morte. O mitamaya é considerado, pela família, o altar dos antepassados, diante do qual se realizam as oferendas devidas e aos kamis.  Cada casa xintoísta tem um altar sagrado no qual está colocado um santuário de madeira em miniatura, contendo tábuas em que estão inscritos os nomes dos ancestrais venerados. Além de adorar a muitos deuses, todos eles criados pela imaginação popular ou feitos deuses pela benevolência erudita dos seus líderes, os xintoístas cultuam os seus antepassados, que são consideradas práticas contrárias aos ensinamentos bíblicos e a vontade Divina.
A passagem do morto à sepultura é controlada por uma série de passos claramente determinados. Embora haja uma nomenclatura diferente para a tradição budista e a xintoísta, as práticas em si mesmas são bastante similares.
Assim que ocorre a morte, o corpo é lavado. Tradicionalmente essa limpeza, ou senrei, era feita pelos membros da família, entretanto atualmente é mais comum para os assistentes mortuários fazerem isso. Depois os orifícios do corpo são fechados com gaze ou algodão, antes de o corpo ser vestido com um terno ou um quimono. Quando o quimono é usado, ele é amarrado na parte de trás. Por que isso? Os estudiosos dizem que tem a função de fazer com que o espírito do morto tenha um bloqueio para não lembrar do caminho de volta à sua casa, mas que embarque na sua jornada espiritual. O corpo é então deitado em uma única tábua direcionada ao norte, a direção do lugar celeste.
Assim que o corpo está vestido, e em alguns casos maquiado, ele é então colocado em gelo seco, porque embalsamar ainda não é prática muito comum no Japão. Isto é feito na casa funerária ou na casa da família. É comum que membros da família passem a noite no mesmo quarto que o morto. Quando chega a hora de colocar o corpo no caixão, vários objetos são colocados juntos como cédulas de dinheiro, cigarros, doces ou latas de bebidas.
A fim de acomodar essas crenças, os funerais em geral são feitos no primeiro butsumetsu depois da morte. Nesta ocasião, o caixão, assim como refrescos para os participantes e o altar funerário são escolhidos. Coroas de flores artificiais em preto e branco, chamadas hanawa, são colocadas naentrada da casa da família ou na casa funerária. Na noite antes do funeral, os parentes se juntam para prestar seus respeitos ao morto no velório. A não ser que uma pessoa tenha sido muito ligada ao falecido, ele ou ela não precisa participar do velório e também do funeral. Uma área de recepção, em geral com uma tenda, é colocada na entrada da casa da família ou da funerária. As pessoas que chegam para prestar seus respeitos primeiro registram seus nomes e depois apresentam o dinheiro da condolência.
5.1 RITO FUNERAL DE BUDISTAS E XINTOÍSTAS: OLHAR HERMENÊUTICO 
O apelo da tradição xintoísta remete aos tempos antigos, principalmente os cultos aos kamis, anteriores ao século VI d.C. Com a entrada do budismo, passou pelas modificações, entre as quais os ritos funerais se destacam. Conforme André (2008, p. 87),
não obstante as apropriações, suas relações com o Budismo nem sempre foram harmoniosas, podendo ser encontradas ao longo da história japonesa indícios de conflitos no tocante ao poder simbólico. O artigo não esgota a questão, aliás bastante complexa por inserir-se numa longa duração, porém sugere a existência de rupturas no desenvolvimento das relações entre Budismo e Shintoísmo.
Faremos um estudo comparativo dos ritos funerais na cultura japonesa.
5.2 OLHAR COMPARATIVO DOS RITOS FUNERAIS DO XINTOÍSMO E BUDISMO
Em relação aos ritos fúnebres na tradição budista, o dinheiro de condolência pelos que chegam a prestar homenagem ao falecido é chamado de dinheiro do incenso – okouden; no caso do xintoísmo, é visto como dinheiro para um galho da árvore, que sempre é verde, simbolizando a vida após a morte.
Na tradição budista, o velório é conduzido por um sacerdote ou souryo, que se vira de frente para o altar, faz uma mesura, acende o incenso e depois canta uma sutra. Quando a sutra está sendo cantada, os participantes fazem ofertas de incenso. Essa parte é conduzida de uma maneira estritamente hierárquica, começando com os membros mais próximos da família do falecido. Um sacerdote chamado shinkan conduz o velório xintoísta de uma forma bastante similar. Entretanto, em vez de incenso, os participantes do funeral levam galhos da sempre-viva, árvore da camélia, chamada sakaki, e a colocam diante do altar. Depois da cerimônia, os participantes são convidados a comer e beber. Então os membros da família geralmente passarão a noite com o morto.
Em um funeral budista, o altar é decorado com vários objetos que incluem uma pequena lápide na qual está escrito o nome que o finado adquiriu depois da morte (kaimyou), uma fotografia do finado envolta em uma fita preta, e frutas, doces, velas, crisântemos, uma tigela de incenso e um sininho. O altar xintoísta, por sua vez, tem a fotografia do morto e outras decorações tais como uma espada ou um espelho, comidas cruas e uma tigela de água.
A localização do funeral é da maior importância porque, enquanto na tradição budista ele pode ser conduzido em um templo, em casa ou num salão de cerimônias, na tradição xintoísta o funeral nunca é conduzido em um santuário, porque a fé xintoísta detesta a poluição e seus santuários são considerados sagrados e puros, e, portanto, não devem ser manchados pela morte.
No caso do velório, o sacerdote budista começa a cantar uma sutra e, ao longo da invocação, oferece incenso. Os participantes carregam o rosário budista deslizando os contos numa forma meditativa. Em outros momentos, os participantes se levantam e juntos vão até a urna com o incenso, colocam suas mãos juntas em oração fazendo a reverência ao falecido. Existe também o costume de que cada participante pegue uma pitada do incenso, leva até a testa, e depois colocam em uma urna preparada para esse propósito.
Em um funeral xintoísta, os participantes carregam um galho vivo da árvore camélia embrulhado em papel, levando-o até o altar. 
O participante budista junta as mãos em oração no processo da homenagem ao falecido; o xintoísta faz duas reverências, bate palmas duas vezes e faz uma última reverência. No fim de um funeral budista, os participantes fazem a referência enquanto o sacerdote termina a sutra e sai do templo. Na tradição xintoísta, uma oração, chamada norito, marca o fim da cerimônia.
O serviço funerário é chamado kokubetsushiki na fé budista, ou shinosousai na xintoísta, e é geralmente feito no dia depois do velório. Para ambas as cerimônias os homens se vestem em ternos pretos, e as mulheres em vestidos pretos, e não podem usar mais que um colar de pérolas simples.
5.3 DIMENSÕES SINCRÉTICAS ENTRE DUAS TRADIÇÕES
A fase final dos rituais funerários, tanto no budismo quanto no xintoísmo, é a cremação, porque no Japão, especialmente nas áreas urbanas, a porcentagem de cremação é de quase 100%. O caixão é transferido ao crematório em um carro fúnebre ornamentado e depois é colocado em uma esteira rolante conectada com o forno. A chave da porta do crematório em uso é dada a um membro da família do falecido, recebendo as instruções para retornar para receber os restos. Os familiares retornam à sua casa, onde realizam uma refeição junto com os convidados.
No momento de buscar os restos mortais, eles são devolvidos à família durante uma cerimônia chamada kotsuage, que significa literalmente levantar os ossos. Os familiares utilizam um pauzinho com a abertura na ponta para remover as cinzas e ossos para colocar numa urna. Cada pessoa presente usa pauzinhos longos para remover os ossos, e dois membros da família pegam o mesmo osso juntos e o colocam na urna juntos. Quando se completa o rito do kotsuage, a urna é embrulhada com um pano branco e retornada à casa da família, onde ela permanece até ser enterrada no trigésimo-quinto dia, ou mesmo até o serviço memorial dos 49 dias, chamado shijukunichi, no túmulo da família.
Depois dessas cerimônias, o falecido é lembrado nos hoje chamados serviços memoriais. Um pequeno altar ou butsudan na casa da família é estocado com ofertas ao morto, em alguns lugares diariamente, em outros somente em ocasiões especiais. Se o morto é visto como alguém que deixou este mundo e agora se encontra na Terra Pura como discípulo de Buda, a família reza por ele para que atinja o status de Buda. Na tradição xintoísta, os mortos são venerados como protetores da família ou são considerados deuses da família. Portanto, a relação entre os vivos e os mortos exige uma íntima relação que é preservada pelos rituais, assim tornando-se parte integral da sociedade japonesa.
NA PRÁTICA
Sugiro aos alunos assistirem a um vídeo que aborda sobre o xintoísmo principalmente os caminhos dos kamis, mas também contempla a criação do universo, festivais e os templos. Com base nesse vídeo, os estudantes podem ter uma visão adequada sobre a cultura japonesa e o conteúdo religioso. O vídeo tem a duração de 10:23min:
Saiba mais
XINTOÍSMO – Caminho dos Kami, Universo, Festivais, Templos. Conhecimentos da Humanidade, 14 jan. 2016. Disponível em: . Acesso em: 13 fev. 2021.
O que é importante é elaborar um pequeno texto que contemple a ideia dos kamis e também as formas em que os japoneses desenvolveram seus cultos aos ancestrais e que posteriormente deram origem a uma complexa religião que chamamos de xintoísmo.
FINALIZANDO
Entendemos que o xintoísmo é uma prática religiosa milenar da cultura japonesa, desenvolvida somente nas ilhas do Japão, mas com raízes milenares. Parece ser tida uma prática pré-histórica tribal e, com bas nela, elaboraram-se os relatos mitológicos da criação dos deuses e do mundo assim como da espiritualidade tendo em vista a veneração aos antepassados. No xintoísmo encontramos o caráter animista e politeísta, em que o mundo de cima e de baixo são interligados. Busca-se a harmonia com a natureza e a purificação de corpo e da alma com base nos ritos das divindades conhecidas como kamis. O xintoísmo nunca buscou difundir sua doutrina fora do Japão, e existem duas razões para isso: a primeira é que a religião xintó é considerada herança milenar do Japão; a segunda, que intimamente vinculada à primeira, é que atradição é puramente nativa e criou-se uma atitude de superioridade em relação às outras, portanto vista como religião do Estado. Mas posteriormente, devido à falta da organização de dogmas e doutrinas, foi influenciada pelas outras religiões, como budismo e cristianismo. Nos últimos anos, alguns movimentos religiosos que originaram do xintoísmo, como Igreja Messiânica, o budismo japonês e Seicho-No-Ie, levaram o conteúdo do xintoísmo para fora do território japonês.
REFERÊNCIAS
ANDRÉ, R. Shintoísmo e culto aos Kami: aproximações e distanciamentos. Revista Nures, São Paulo, n. 9, p. 80-87, maio-set. 2008.
GEERTZ, C. Negara: o Estado teatro no século XIX. Lisboa: Difel, 1980.
PADEN, W. E. Interpretando o sagrado. São Paulo: Paulinas, 2001.
TEEUWEN, M.; SCHEID, B. Tracing Shinto in the History of Kami Worship. Japanese Journal of Religious Studies, v. 3-4, n. 29, pp. 195-207, 2002.
VANCE, T. The Etymology of Kami. Japanese Journal of Religious Studies, v. 4, n. 10, p. 277-288, 1983.
VARLEY, H. Japanese culture. Tokyo: Charles E. Tuttle, 1986.
WIJAYARATNA, M. Funerary Rites in Japanese and Other Asian Buddhist Societies. Japan Review, v. 8, p. 105-125, 1997
AULA 5
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joachim Andrade
CONVERSA INICIAL
SIGNIFICADO DOS SÍMBOLOS E RITOS NAS TRADIÇÕES ORIENTAIS
Religião e cultura relacionam-se intimamente. A cultura é o modo como as pessoas vivem, relacionam-se com o mundo e entre si, e celebram a vida por meio da criação de estruturas simbólicas, das quais destaca-se a língua.
A religião provê o significado e a inspiração da perspectiva de um Supremo simbolicamente manifestado no mito ou na revelação e celebrado no ritual. A questão que surge hoje é a seguinte: como podemos compreender uma cultura que é de fato pluralística, partilhada por pessoas comprometidas com várias religiões?
Ninguém desejaria que uma cultura se torne totalmente secular, pois não restaria base autêntica de valores. Encontramos, na história da humanidade, que a religião de maior número de adeptos possui a tendência de dominar os da religião de minoria. Essa atitude é um obstáculo para o diálogo, respeito e convivência harmônica. Nos últimos anos também percebemos uma posição realista entre os cientistas da religião que buscam a unidade na diversidade e a diversidade na unidade. Portanto, devemos procurar uma alternativa válida de desenvolver uma cultura pluralista em que várias religiões convivam juntas e tenham direito à autoexpressão, respeitando-se umas às outras e lutando pelo estabelecimento de uma dimensão religiosa comum para sua cultura comum. 
A expressão “cultura pluralista” começou a aparecer no cenário das Ciências da Religião e vem ocupando espaço de uma maneira acentuada, nos últimos 20 anos, visando abordar a riqueza da diversidade e ao mesmo tempo apontar para a necessidade da convivência harmônica entre os adeptos de religiões diferentes, dentro do único ambiente cultural.
As épocas mudaram e com elas também mudaram as formas de abordar as religiões, uma vez que a essência do conteúdo não é tocada. Antigamente, as culturas, de certa forma, eram independentes das influências externas. Hoje o cenário mudou e notamos que nenhuma cultura consegue viver sem empréstimos dos conteúdos da outra, e assim acontece também com a religião.  Para compreender as trocas e empréstimos entre culturas e religiões, é fundamental conhecer essas culturas, nas quais as religiões encontram suas origens, conhecer de que forma elas elaboram o seu conteúdo religioso, lançando um olhar para o fato de que as culturas em que essas religiões se encontram marcam elementos em sua origem. Por fim, também é importante compreender de que forma realizam as trocas e empréstimos sem perder suas identidades.
Portanto, nesta aula, apresentaremos alguns ritos elaborados pelas religiões orientais que remetem aos significados para a humanidade toda ou melhor fornecem os conteúdos para vivência harmônica a todos independente da cultura ou religião. A chave principal dessa abordagem é elucidar as variadas formas de elaborar os ritos, os significados que eles carregam e interpretar os conteúdos e mostrar sua relevância aos contextos atuais.
Escolhemos algumas práticas ritualísticas distintas de três culturas: ritual do fogo e ritual de tomar banho no rio Ganges da tradição hinduísta; dança do Dragão e dança dos leões da cultura chinesa; e ritual de tomar o chá do budismo japonês. Sendo que é importante apresentar todos esses rituais desenvolvidos no interior de uma cultura, e, primeiro momento, é mister apresentar as possíveis razões para o surgimento das diversas culturas.
Em seguida, elaboraremos sucintamente os rituais anteriormente citados, finalizando com um olhar hermenêutico, mostrando a importância dos rituais e semelhanças nos valores de cada religião que promovem o respeito, a valorização e convivência adequada entre os adeptos de todas as religiões no contexto pluralístico contemporâneo.
TEMA 1 – SÍMBOLOS DAS RELIGIÕES ORIENTAIS NA PLURALIDADE CULTURAL
A pluralidade cultural, todavia, é apenas uma entre tantas as muitas pluralidades que são tanto fonte de benefícios quanto de tensões e de conflitos. A pluralidade cultural significa modos diversos de ver o mundo, de relacionar-se com os outros, de encontrar sentido na vida e de construir uma comunidade. A pluralidade cultural existente no mundo poderia ser analisada segundo o viés antropológico devido à diversidade da própria condição humana, que varia segundo o meio geográfico em que se encontra.
Segundo Amaladoss (1997, p. 106), na antiga tradição tâmil, há uma narração que afirma que toda a terra se encontrava dividida em cinco regiões: a montanha, a floresta, os campos férteis, a região costeira e o deserto árido. Cada tipo de terreno sustentava um modo de vida particular, podendo estar centrado na lavoura, na caça ou na pesca, um certo conjunto especial de animais: tipos particulares de produção natural ou agrícola. Condicionava também o modo como as pessoas experienciavam a vida e o tipo de emoções que expressavam.
A partir daí cria-se um universo cultural em que cada região favorece um gênero especial de relação amorosa, uma ordem particular de musical, e mesmo é protegida por uma deidade especial. Por exemplo: as montanhas promovem união entre os amantes; as regiões florestais encorajam o viver em conjunto, os campos férteis fornecem ao mesmo tempo o contexto para a infidelidade e para o enfado, a região costeira evoca a separação do amante distante, e o deserto aponta para as dificuldades encontradas pelos casais em fuga; separados de seus pais (Amaladoss, 1997, p.106).
Nessa forma, percebe-se que as diversidades culturais são determinadas pelas diversidades geográficas. Por exemplo, o homem do deserto adquire características totalmente diferentes do homem da terra fértil. Cada um se adapta em sua realidade, elaborando os costumes, artes e poesias, assim como a religião. Essa construção do conteúdo em suas múltiplas dimensões que nós chamamos de cultura é onde se encontra inserida a religião.
Encontramos inúmeras definições sobre a cultura, mas recorremos à do antropólogo E. B. Tylor, que elabora em seu livro Primitive Culture, com a seguinte redação de Thomas H. Eriksen e Finn S. Nilson (2007, p. 35):
Cultura, ou civilização, tomada em seu sentido amplo, etnográfico, é aquele todo complexo que inclui conhecimento, crença, arte, moral, lei, costume e quaisquer outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade.  
Nesses ambientes culturais diversificados, encontram-se as origens das religiões e também elaborações dos ritos e outras práticas religiosas, sociais e culturais. Com o passar dos anos, a religião ocupou o lugar da suma importância e tornou-se difícil separá-la da cultura criando uma única unidade nas abordagens religiosas e culturais.
TEMA 2 – RITUAIS NA TRADIÇÃO HINDUÍSTA  
Uma das tradições que apresentam inúmeros ritos é a tradição hinduísta, devido à sua dinâmica de vida social e a forma como ocorreu a construção do conteúdoreligioso. Existem os rituais do fogo – Jyothistoma –; existe o ritual de Ashwamedha – sacrifício do cavalo; existe o ritual de kumbha mela – banho de purificação no lugar de confluência de três rios, Ganges, Yamuna e invisível Sarswati, que na atualidade pode ser substituído com o banho somente no rio Ganges na cidade sagrada de Varanasi. O nosso intuito é simplesmente apresentar dois ritos para compreender melhor a dinâmica de vida social de um adepto hindu.
2.1 RITUAL DO FOGO – JYOTHISTOMA
O ritual do fogo abrange a religiosidade do povo indiano, que é simples e não vive muito preocupado com os escritos sagrados. Por mais grandiosa que seja a tradição hindu, uma boa parte da população da Índia não sabe ler nem escrever.
Para todas essas pessoas, o que mais importa são os inúmeros ritos religiosos que acompanham toda a vida do hindu e que podem ser realizados na natureza, em casa ou no templo, sendo que já nos vedas o fogo goza de extrema veneração.
Em suas origens, o homem quase que só conhecia a força do fogo pelos incêndios que se seguiam à queda de um raio; e um passo decisivo do seu desenvolvimento cultural foi dado quando ele mesmo aprendeu a produzir o fogo, esfregando dois pauzinhos e utilizando de forma controlada. Não é de admirar que na tradição religiosa da Índia o fogo tenha desempenhado um papel central: o fogo está no céu, como sol; está no ar, como raio; na terra, como fogo do lar; no ritual, como fogo do sacrifício; e na cremação de cadáveres, como instrumento para levar as almas dos falecidos ao mundo celeste.
O ritual do fogo foi desenvolvido nos tempos iniciais do vedismo para aplacar as divindades e pedir as chuvas. A compreensão do mundo era dos dois mundos distintos: céu e terra. No mundo do céu estava o deus Agni – personificação do fogo, o primeiro e mais antigo sacerdote sacrificador. A ele muitos hinos nos vedas são dedicados, e a ele o brâmane, o sacerdote na terra, oferece o sacrifício para que a ordem do universo seja mantida. Agni recebe-o, queima-o e o faz subir para os deuses. Tudo é minuciosamente regulamentado: como escolher o lugar do sacrifício, como juntar a lenha para o fogo, como arrumar o lugar do fogo, como preparar as ofertas, como acender o fogo e conservá-lo aceso, que cânticos devem acompanhá-lo, as ações e as orações rituais.
O entendimento era interconexão e interdependência entre dois mundos, de cima, dos deuses, e, de baixo, dos humanos, será preservada a partir do ritual do fogo. Sendo que o contexto era de agricultura, os humanos necessitavam as chuvas periódicos para uma boa colheita e os deuses precisavam periodicamente das adorações dos seres humanos. O modo de fazer isso era o ritual do fogo, no qual a fumaça subia agradando as divindades que, por sua vez, forneciam chuvas suficientes. No processo de sofisticação dos ritos, para perfumar a fumaça, foram inventados os mecanismos específicos – colocar a manteiga no fogo e a invenção de incenso, que ainda existe hoje.
 Uma leitura hermenêutica se faz, hoje, a partir da oração prescrita da manhã e da noite, que, nas sagradas escrituras, apresenta múltiplos significados. Para os jovens, o fogo devia ser um símbolo de crescimento, de tendência para o alto, de entrega. E devia ser ao mesmo tempo um símbolo para o eterno ciclo da natureza. O fogo busca sempre subir da terra para o alto, e, com a matéria queimada, ele carrega consigo aquilo que sustenta toda a vida, a água, levando-a para o céu em que ela se transforma em nuvens, até voltar a cair sobre a terra como chuva e aí despertar a matéria para uma vida nova. Com esse entendimento, foi desenvolvida a compreensão cíclica de vida que, mais tarde, encontra de uma forma aticizada e com doutrina do carma. Muitos consideram-na como o dogma central do pensamento hindu, dando origem às outras práticas hinduístas.
2.2 RITUAL DO BANHO NO RIO GANGES
Entre os ritos de purificação, está o banho no rio Ganges, considerado mais sagrado entre os todos pelo fato de estar vinculado diretamente com a libertação do ciclo de reencarnação. A maior festividade do mundo, por vezes, leva mais de 30 milhões de peregrinos hindus a mergulharam nessas águas sagradas para celebrar o ritual de Kumbh Mela, a maior festividade religiosa do mundo, que acontece a cada 12 anos de confluência dos três ritos: Ganges, Yamuna, e invisível Saraswati.  Os fiéis começaram a entrar nas águas antes do amanhecer, conduzidos por gurus com o corpo coberto de cinzas, para tomar um banho, pois os peregrinos acreditam que banhar-se nessas águas limpa seus pecados e os liberta do ciclo das reencarnações.
O rio Ganges nasce aos pés de Himalaia, percorre em torno de quatro mil quilômetros até entrar na Baia de Bengala. Foram contempladas sete cidades sagradas iniciando com Gangotri, Kedernath, Badrinath, Rishikesh, Haridwar, Prayagraj (Allahabad) e Varanasi, entre os quais o último é mais importante para a tradição hindu.
A cidade é situada às margens do rio Ganges, sendo considerada por muitos fiéis a cidade mais sagrada do hinduísmo, pois ele é mencionado no Rig veda, a mais antigas escrituras do hinduísmo. Nesse local, os adeptos preferem, ao morrer, que as cinzas sejam espalhadas na lavoura ou rio, depois da cremação, para se libertar do ciclo de renascimentos.
Seguem inúmeros contos míticos para comprovar a importância da prática. Um deles é: De acordo com a narrativa hinduísta, um rei muito famoso, Bhagiratha, praticou por muitos anos a meditação, para trazer deus Shiva residente nos picos de Himalaia. O motivo era encontrar a salvação de seus ancestrais, amaldiçoados por um profeta. Assim, o rio Ganges desce por meio de uma trança de cabelo de Shiva, para lavar os pecados e fazer a bacia do rio fértil.  Desde então, para os indianos, o rio Ganges não é apenas um rio, mas também uma divindade materna, um conjunto de tradições tanto sociais como espirituais.
A crença construída entre os hindus é que eles acreditam que uma vida não é completa sem um mergulho no Ganges pelo menos uma vez na vida. Muitas famílias hindus conservam um frasco com água do rio em suas casas, hábito que é considerado prestigioso, para que pessoas à beira da morte possam beber de sua água. Muitos hindus acreditam que o Ganges pode limpar uma pessoa de todos os seus pecados, e poderia até curar a doença.  Assim o ritual do banho rio Ganges possui um significado muito mais abrangente, construindo as dimensões de sobrevivência, processo de libertação e, por fim, a salvação chamada de moksha.
TEMA 3 – DANÇA DOS LEÕES DA CHINA  
A dança do Dragão é uma das festas tradicionais da cultura chinesa, vinculada com a dança dos leões, frequentemente vista nas celebrações festivas. O símbolo do dragão dava um sentimento do grande respeito, sendo chamado frequentemente de Dragão sagrado. Os imperadores eram vistos como dragões, sendo o emblema da autoridade imperial. Além disso, o dragão também simboliza o poder sobrenatural, carregado de virtudes como a benevolência, a fertilidade, a vigilância e a dignidade. Mais tarde, a própria cultura chinesa vinculou o símbolo do dragão para simbolizar a identidade étnica e começou a utilizar a dança do dragão para celebrar a abundância da colheita, além de utilizar como símbolo para impedir e curar as doenças.
Outra crença dos chineses que apoia esse fato da dança dos leões afirma que haviam os espíritos bons, os shen e maus, os kwei. Os bons às vezes deixavam de ser bons e não mandavam as chuvas suficientes para uma boa colheita, pois estavam dormindo. Para acordar esses espíritos, o povo chinês fazia as danças dos dragões. Na atualidade a dança do dragão é importante na cultura e na tradição chinesa e se espalhou por toda a China e pelo mundo inteiro. Virou um espetáculo artístico especial nas atividades, especialmente artes marciais chinesas.
Em relação à dança dos leões, circula uma fábula, contando que, em tempos remotos, passou pela china um monstro, nian, que devorava os animais e homens. Os animais ferozes da china, como tigre ou urso, não conseguiram matar. Somente um leão conseguiutecemos a vida e construímos sentido para o presente e o futuro. Se você mirar à humanidade presente em toda cultura e credo, encontrará sujeitos como eu e você, que tecem a vida em outro lugar, com outros teares, sem romper a grande rede que nos faz igualmente humanos. Mudam-se os territórios e os códigos, permanece a humanidade, sempre intérprete e decifradora do mundo”.
Na tentativa de buscar as origens do fenômeno religioso, somos confrontados com o problema autentico da linguagem: como se explica a experiência religiosa e de que forma essa experiência vivida pelos nossos antepassados chega ao mundo atual? Max Muller aponta que
apesar de a mitologia configurar-se enquanto uma linguagem de criança que exprime ideias infantis, ela se caracteriza enquanto uma ‘linguagem verdadeira’ para uma ‘religião verdadeira’. Ela se afirma, enfim, enquanto produto de uma específica experiência primordial vivida, da qual, na época sucessiva, só chega até nós um eco flébil (Agnolin, 2013, p. 29).
Nessa forma o tratamento idêntico e respeitoso deve ser dado tanto às religiões dos primitivos como às das civilizações superiores. Essa análise ligada ao fato de que as religiões dos primitivos
podem ser consideradas cronologicamente estranhas aos contextos culturais que as subentendem: este vício de fundo aponta para a perspectiva de uma contraposição característica das religiões que se deferenciariam segundo plano que vai da “conservação” de um passado unificante em direção (e, portanto, inicialmente, em contraposição) a um “progresso” diversificante (Agnolin, 2013, p. 29-30). 
Partindo desse pressuposto, Max Muller aponta “que cada cultura, cada povo, tem sua própria religião, e de que somente quem conhece a língua daquele povo pode explicá-la formula-se a exortação: a cada especialista a sua religião” (Agnolin, 2013, p. 30).
Na esteira dessas reflexões, há um crescimento dos estudos que privilegiam o sentido e o funcionamento da linguagem no fenômeno religioso (Nogueira, 2012). Diante da compreensão do papel da linguagem na constituição da experiência humana, pode-se afirmar que a linguagem é parte fundamental da experiência religiosa. A importância dessa questão se dá devido à relação complexa entre fenômeno religioso e linguagem, em que diferentes dimensões da religião – por exemplo, narrativas, ritos e tradições – perpassam direta ou indiretamente por estruturas de linguagem e, consequentemente, por sistemas de sentido. Na abordagem dessa complexa relação, destacam-se três problemáticas que podem ser identificadas em grande parte das investigações sobre essa temática, principalmente naquelas que derivam da hermenêutica filosófica (Alves, 2009). 
A primeira problemática decorre da própria articulação do fenômeno religioso por meio da linguagem, cabendo, primeiramente, tematizar a linguagem enquanto condição de possibilidade da experiência religiosa. Uma das maneiras viáveis de interpelar essa experiência seria pelos modos de expressão, os quais são efetuados por meio de estruturas próprias seja verbal ou não verbal. Sendo assim, a segunda problemática refere-se à concepção de que a linguagem religiosa pode ser identificada a partir de um funcionamento de linguagem no contexto ela é inserida. A elucidação dos aspectos desse tipo de linguagem implica uma terceira problemática: a linguagem religiosa é dotada de sentidos que ultrapassam, de certa forma, o modo de ressignificar a realidade.
1.1 PASSAGEM DO FENÔMENO RELIGIOSO À ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA 
Descrever o início da religião é uma tarefa que nos remete ao início do processo civilizatório da humanidade e àquela pergunta: quando começamos a nos diferenciar das outras espécies? A observações de Alves (2009, p. 20) é que:
a ciência aponta o início desse processo a partir da criação da nossa linguagem, que se diferencia radicalmente da linguagem das outras espécies, pois ela é essencialmente simbólica; o homem é um animal simbólico que é capaz de criar a linguagem, os mitos, a arte e a religião por meio dos símbolos.
Nosso processo civilizatório começa quando passamos a fazer perguntas com o objetivo de compreender a realidade da qual participamos. Os questionamentos antigos se tornam também atuais. A diferença é que, nos tempos iniciais, a ferramenta criada para responder era a religião, talvez o primeiro mecanismo criado pelo ser humano. Como aponta Alves (2009, p. 20),
O avanço da ciência, em vez de desmentir os saberes produzidos pela religião, só está a confirmá-los depurando-os dos vernizes míticos, históricos, doutrinais e ideológicos. As repostas feitas no início persistem com a diferença de que hoje não cabe somente à religião respondê-las. A biologia, a física, a química, a astrofísica, etc. se empenham em dar respostas sobre a origem do cosmos e dos seres viventes;  para perguntas sobre o sentido da vida, temos o empenho das ciências da área de humanas em esclarecê-las, e, sobre o fim último da existência, a vida pós-vida, temos a teologia, a psicologia, a filosofia e outros saberes envolvidos na busca da solução.
A forma de crer e seguir os movimentos da natureza, que incluía o sol e lua, calor e chuva, acompanhava o cotidiano das pessoas primitivas. Com base nesse fenômeno, orientavam-se as explicações para as relações sociais e as atividades produtivas do grupo que garantiam a sua existência e sobrevivência, em um mundo extremamente adverso, além de apontar uma compreensão para o grande enigma da vida humana, que é a sua finitude.
O homem primitivo, na tentativa de compreender o universo no qual estava inserido, percebe que essa compreensão passa primeiramente pelo conhecimento de si mesmo, o que o leva a uma constatação, que irá lhe acompanhar por toda a sua existência, como um grande mistério, que é a da sua finitude, pois ele não é imortal, a morte faz parte da sua existência” (Alves, 2009, p. 21).
TEMA 2 – PERSPECTIVAS DIVERSAS DA ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA  
Qualquer instituição exige certos aspectos concretos para sua sobrevivência; necessita certa organização para orientar os adeptos para assumir com fidelidade o seguimento. Para Passos (2006, p. 43),
a religião constitui um sistema social que vai se organizando de forma mais rígida e estabelecendo, com indivíduos e grupos, relações dialéticas que provocam reproduções de seus sistemas sobre o conjunto da sociedade e reações por parte de indivíduos e grupos na busca de novos sistemas alternativos. 
2.1 PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA
Para Luiz Alves (2009), isso se faz no modo geral, apoiando-se em três elementos básicos, que são: a fundamentação, a preservação e o funcionamento. No campo da religião, esses três aspectos são muito mais importantes que, por sua vez, dão espaço para uma interpretação adequada do conteúdo já construído e transmiti-lo aos adeptos. 
A fundamentação é a elaboração de um discurso, de um saber, em que toda a estrutura (física, hierárquica e teológica) passa por Deus. A vontade divina fundamenta a estrutura organizacional da instituição religiosa – os textos sagrados, as tradições e as doutrinas sofrem um processo de canonização e organização que se tornam os pontos de referência aos seguidores da doutrina. Essa fundamentação é feita por uma classe chamada sacerdotal que determina o que e como deve elaborar os discursos sobre o conteúdo já elaborado.
A preservação da instituição religiosa depende dos mecanismos adotados nas práticas ritualísticas tanto individuais como comunitárias. A religião é apresentada como sagrada que tem a origem divina, como exercício da vontade de Deus. É justamente essa sacralidade que será responsável pela criação e organização dos cultos, das leis e das regras que irão disciplinar a vida social e religiosa dos fiéis. Na medida que a comunidade elabora cotidianamente os ritos, a instituição é preservada.
O funcionamento da instituição depende de estabelecimentos de regras, direitos e deveres. Para que a instituição funcione adequadamente, é necessário que se definam os deveres, direitos e função religiosa dos membros, o que justifica a criação da hierarquiaexpulsar esse monstro. Mas o monstro prometeu voltar depois de um ano. Portanto o leão iniciou seu papel de guardar o palácio imperial. Dizem que não havia leões na China, pois são trazidos do Irã e do Afeganistão. Assim a cultura chinesa desenvolveu a prática de dança dos leões, como afirma Hans Kung (2004, p. 96), “sobretudo na véspera do Ano Novo, a mais importante festa dos chineses. Os leões devem afugentar o mal por um ano e trazer sorte, muitas vezes simbolizada por uma grande pérola com a qual o leão brinca”. Para expulsar o monstro nian, o povo fazia as imagens de leão de bambu ou outros materiais. Desde então, a dança dos leões continua tirando todo o mal e trazendo sorte a cada ano.
TEMA 4 – RITUAL DO CHÁ NO BUDISMO JAPONÊS
Entre os rituais vinculados à espiritualidade, e ao mesmo tempo às relações sociais, está o ritual do chá – o Chanoyu, desenvolvido pelo budismo no contexto da cultura japonesa. O budismo foi levado ao Japão no século VI depois de Cristo, pelos monges chineses, onde desenvolveu numa forma sincrética convivendo com a tradição milenar do Japão, o Xintoísmo. Mas o ritual do chá foi uma introdução posterior, parte do ramo Zen Budismo que foi introduzindo no século XII, também pelos monges chineses que levaram o chá verde em pó, utilizado pelos monges para manterem-se acordados durante suas meditações noturnas.
Esse hábito parece ter se transformado em complexa filosofia de vida, primeiramente praticado somente pelos homens e, mais tarde, estendido ao âmbito familiar, praticado mais fortemente pelas mulheres. Essa cerimônia, não é apenas saborear o chá, mas o ritual, conforme os mestres, leva ao estado de tranquilidade, e o praticante experimenta momentos de paz.
Apresentaremos três aspectos distintos dessa cerimônia: os princípios que envolvem o ritual; os trajes e assessorias da cerimônia e, por fim, diversas etapas da cerimônia.
4.1 OS PRINCÍPIOS
Os princípios da cerimônia do chá se encontram vinculados à filosofia zen, em que o monge Sen Rikyu pregava alguns princípios de espiritualidade, como desprendimento, simplicidade, eliminação do supérfluo, que se tornaram aspectos importantes para a cerimônia do chá. Conforme Sen Rikyu, os princípios básicos do Caminho do chá são: Harmonia (Wa), Respeito (Kei), Pureza (Sei) e Tranquilidade (Jaku). Cabe à pessoa que oferece o chá criar o um ambiente, por meio do rígido ritual e total participação, em que esses princípios sejam sentidos e vividos intensamente por todos envolvidos como se fosse um momento de profunda experiência da espiritualidade.
O primeiro princípio, a harmonia, é resultado da interação do anfitrião, do convidado, da comida servida, dos utensílios usados e da natureza. Antes do chá, será oferecido doce ou uma leve refeição ao convidado, e os pratos estarão de acordo com a estação do ano.
O segundo, o respeito, refere-se à sinceridade do coração, aberto para um relacionamento com o ser humano e a natureza, reconhecendo a dignidade inata de cada um.
O terceiro princípio, relaciona-se ao simples ato de limpar. Os preparativos, o próprio serviço do chá e a limpeza após a cerimônia, colocando em ordem, também, o seu próprio íntimo, que é uma ordem essencial. Finalmente, a tranquilidade é o conceito estético próprio do chá, alcançando por meio da prática constante em nosso cotidiano desses três primeiros princípios básicos.
4.2 OS ASSESSÓRIOS E TRAJES DA CERIMÔNIA
O mais importante quando se trata a cerimônia do chá é ter uma casa, conhecida como sukiya, ou uma pequena casa especialmente construída par tal propósito. Essa casa consiste de uma sala de chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsuki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva à entrada da casa de chá. A casa, geralmente, é localizada em uma seção arborizada especialmente criada para esse fim. Entre os assessórios, os mais importantes são os utensílios utilizados, que compreendem as duas tigelas cha-wan – tigela do chá e cha-ire – tigela recipiente do chá. Além disso, tem também cha-sen – vassourinha de chá feita de bambu e o cha-shaku – concha de chá feita de bambu. Esses utensílios são considerados pelos japoneses como valiosos objetos de arte.
Em termos de vestimentas, as roupas de cores discretas são preferidas. Em ocasiões estritamente formais, os homens vestem quimono de seda, de cor firme, com três ou cinco brasões de família nele estampados e “tabi” brancas – meias tradicionais japonesas. Nessas ocasiões, as mulheres trajam conservador quimono blasonado e também “tabi”. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobrável e uma almofada de “kaishi”, pequenos guardanapos de papel.
4.3 DIVERSAS ETAPAS DO RITUAL DO CHÁ
De modo geral, a cerimônia do chá tradicional consiste em 4 sessões processuais, contemplando tanto a questão da espiritualidade vinculada à busca individual como relações sociais. Esse ritual pode durar em torno de quatro ou cinco horas.
A primeira sessão consiste em uma refeição ligeira, denominada “kaiseki”, servida para os convidados, cinco ao todo, reunidos na sala de espera. O anfitrião comparece e os conduz pelo caminho ajardinado até a sala de chá. Em determinado lugar do caminho, há uma bacia de pedra cheia de água fresca. Ali eles lavam as mãos e a boca. A entrada para a sala é muito pequena, o que obriga os convidados a rastejar para atravessá-la, em uma demonstração de humildade. Ao entrar, cada convidado ajoelha-se fazendo reverência respeitosa à chaleira que se encontra no fogão, em seguida toma os assentos para a refeição.
A segunda sessão é o momento em que os convidados fazem uma breve pausa silenciosa e, logo em seguida, dirigem-se ao jardim para um passeio ou sentar-se em banco de espera que está próximo à casa do chá.
A terceira sessão seria a etapa principal da cerimônia, denominada “Goza-iri”, na qual é servido o chá. Primeiro um gongo de metal próximo à sala é tocado pelo anfitrião para assinalar o início da cerimônia principal. É costume fazer soar o gongo cinco ou sete vezes. Os convidados erguem-se, nesse momento, e entram na sala novamente. Os convidados examinam e admiram as flores e a chaleira exatamente como fizeram no início da primeira sessão. O anfitrião retira-se para a sala de preparo e logo retorna com o receptáculo para a água servida, a cocha e o descanso para da tampa da chaleira ou cocha. O anfitrião ergue a cocha de chá e o recipiente e põe “matcha” (três conchas para cada convidado) na tigela e tira uma concha cheia de água quente da chaleira, pondo cerca de um terço dela na tigela. Logo em seguida ele bate a mistura com a vassourinha até que se transforme em algo que lembre uma muito grossa sopa de ervilha verde tanto na consistência como na cor.
O primeiro convidado faz uma reverência com a cabeça e põe a tigela na palma de sua mão esquerda, sustentando um dos lados dela com a direita. Depois de tomar um gole, ele elogia o sabor da bebida e, em seguida, toma mais dois goles. Limpa a beirada da tigela na qual bebeu e passa a tigela para o segundo convidado que bebe e limpa a tigela tal como o fez o primeiro.  A tigela é então passada para o terceiro e para o quarto, até que todos os cinco tenham partilhado do chá. Quando o último convidado termina, ele entrega a tigela ao convidado principal que a devolve ao anfitrião.
A quarta sessão é a finalização da cerimônia, em que cada convidado recebe sua tigela individual, recebe um chá feito de folhas tenras de plantas novas. Os convidados devem beber toda sua porção. Logo em seguida os utensílios são retirados da sala pelo anfitrião, fazendo uma reverência silenciosa com a cabeça para os convidados, sinalizando a finalização da cerimônia. Os convidados deixam a “sukiya” e assim despedem-se respeitosamente do anfitrião.
Segundo Rikyu, o ponto essencial do ritual do chá é que seus princípios são dirigidos à totalidade da existência e não somente aos momentos vividos em uma sala de chá. É uma disciplina a ser treinada durante toda uma vida. São necessários pelo menos 10 anos para o domínio de todas as nuanças relativasà cerimônia.
TEMA 5 – PAPEL DOS RITUAIS NAS TRADIÇÕES RELIGIOSAS: OLHAR HERMENÊUTICO
Por que as religiões elaboraram os ritos? O que está por trás desses ritos? Nesse ponto, precisa-se realizar uma leitura hermenêutica dos mesmos. Conforme Andrade,
No modo geral, entende-se o ritual como um sistema cultural e religioso de comunicação simbólica, elaborado com certas sequências ordenadas e padronizadas de silêncio, palavras e atos normalmente expressos por múltiplos meios que possuem conteúdos variados. A noção de ritual veio a se tornar uma categoria de análise no século XIX, no âmbito da antropologia e da religião, devido às inúmeras pesquisas de campo realizadas pelos antropólogos em diversos continentes (Andrade, 2010, p 2).  
 Os antropólogos, como James Frazer, tentaram definir os ritos, assumindo a posição de que os ritos eram provenientes das práticas universais, classificando suas formas de expressão, distinguindo-as em práticas mágicas e práticas religiosas. O germe do rito se encontra na crença na ordem regular da natureza. No entanto, às vezes a natureza parecia fugir de sua regularidade causando as tempestades, enchentes e secas criando o medo e preocupação no homem primitivo. Dentro dessa realidade primeiramente os ritos mágicos foram desenvolvidos, com a confiança do homem de poder controlar a natureza.
Conforme Frazer (1982, p. 34), os dois princípios nos quais fundamentam os ritos mágicos são: “que o semelhante produz o semelhante, ou que um efeito se assemelha a sua causa; e, segundo, que as coisas que estiveram em contato continuam a agir umas sobre as outras, mesmo à distância, depois de cortado o contato físico”.
Ao longo da evolução da humanidade e durante o processo do desenvolvimento da sociedade, o ser humano primitivo percebeu que os ritos mágicos não podiam mais controlar a ordem natural, e assim desenvolveu-se a religião na qual se estabelece o reconhecimento da impotência humana diante da natureza. A causa dos fenômenos da ordem natural, segundo essa concepção, não está, portanto, na natureza, mas está além dela, na ordem do pensamento. Posteriormente, os estudiosos das religiões apresentaram as diversas finalidades dos rituais, principalmente para preservar a ordem da natureza aplacando as divindades.
As religiões exploraram bem no desenvolvimento e aplicação dos ritos aos contextos da espiritualidade e também para vida social. Podemos identificar em três áreas específicas em que os ritos desenvolvem seu papel importante: garantir a sobrevivência e da difusão da tradição religiosa; preservação do conteúdo religioso e organização da doutrina e, por fim, resolver os problemas atuais, cura e assim promover o vínculo de pertença.
5.1 GARANTIR A SOBREVIVÊNCIA E A DIFUSÃO DA TRADIÇÃO RELIGIOSA
A sobrevivência de qualquer tradição religiosa depende da profundidade do conteúdo e uso dos mecanismos para oferecer esse conteúdo. A princípio, o conteúdo religioso de uma tradição religiosa se encontra nos mitos, lendas, rituais, pessoa do fundador e na sua doutrina. A importância dos rituais, nesse caso, é perpetuar a figura do fundador e fazer sua doutrina relevante para os tempos atuais. Os rituais estabelecem uma ponte entre o passado e futuro criando um fio condutor desde os tempos antigos até aos tempos modernos.  
Nos últimos anos, as religiões tradicionais deixaram seus ambientes de origem e cruzaram as fronteiras levando seus conteúdos para os novos ambientes culturais e religiosos. Esse processo é conhecido como difusão da religião e, conforme Perry (1992 citado por Montgomery, 1996), distingue três variações principais nas respostas às religiões importadas nos novos ambientes: rejeição, aceitação e aceitação acompanhada por alterações importantes.
Nesse contexto, percebemos que toda a religião que cruza uma fronteira sociocultural assume novas características que refletem a cultura do grupo receptor. Além de doutrina, mitos e fundador, os rituais assumem o papel importante na manutenção do conteúdo original e ao mesmo tempo assume as modificações necessárias para que o conteúdo religioso seja compreendido pelos novos adeptos. Um exemplo muito visível no Brasil seria a difusão do budismo tibetano com seus complexos rituais.
5.2 PRESERVAÇÃO DOS MITOS E DOUTRINA DA TRADIÇÃO RELIGIOSA
Nos tempos atuais, em que a pesquisa cientifica exige toda explicação para tudo o que existe, a mentalidade religiosa humana busca voltar às fontes originárias. Enquanto a pesquisa cientifica apresenta o futuro como “perpétuo” e “eterno” com seus avanços tecnológicos e medicinais, o campo religioso apresenta a tendência humana que considera o princípio como preservador dos valores eternos.  Para a ciência, o futuro é perfeito e, para a religião, o passado é perfeito. Dentro dessa mentalidade, percebe-se que a repetição dos rituais nas tradições religiosas é uma forma de permanecer ligado com o passado, que é carregado dos mitos e lendas. Por exemplo, dentro da tradição hinduísta, o épico Ramayana é apresentado em uma forma ritualística, na festa de dussera (mês de outubro), na qual os aspectos míticos são perpetuados – nesse caso a verdade sempre vence o mal.
5.3 SOLUCIONAR OS PROBLEMAS E REALIZAR AS CURAS
Todas as tradições religiosas possuem um aspecto fundamental que é a apresentação da possibilidade de resolver os problemas e realizar as curas. O melhor exemplo dessa natureza são os movimentos pentecostais que se encontram dentro da tradição cristã. As missas e novenas ritualísticas de cura da tradição católica, os rituais do milagre da Igreja Evangélica do Poder de Deus e oferta de solucionar os problemas familiares, doenças e do desemprego, da Igreja Universal Reino de Deus, são os exemplos destacados dessa natureza.  De modo geral, a religião busca solucionar os problemas de solidão e conflito que são os aspectos inevitáveis da condição humana, e os meios ritualísticos utilizados para tal finalidade é a meditação, contemplação, confissão e outros.
NA PRÁTICA
A sugestão é que você, aluno(a), assista a um vídeo sobre rio Ganges, processo da cremação e a casa da morte. Tudo acontece na cidade sagrada de Varanasi na Índia.  Você poderá tirar suas próprias conclusões e interpretar à luz do contexto atual do mundo. Disponível em: . Acesso em: 11 jan. 2021.
FINALIZANDO
A grande maioria das tradições religiosas construíram seus rituais ao longo dos tempos, com distintos propósitos, principalmente para renovar ou ressignificar os momentos importantes da vida dos seus adeptos e da própria tradição. Outras tradições religiosas dispensam o uso das expressões ritualísticas e estão mais centradas no discurso simbólico dos seus ensinamentos ou postulados da fé, para outras, a linguagem ritualística tem importância fundamental.
Como observamos, o ritual tem a função de reunir as pessoas, o tempo e o espaço, e também atualizar, reviver e ressignificar o mito e os acontecimentos históricos carregados de significados espirituais e místicos.  Para algumas vertentes de psicologia, os rituais religiosos ou não religiosos podem ter uma conotação positiva na vida das pessoas, principalmente nos momentos de transição de um estado de ser para outro. Um exemplo disso são os rituais de iniciação à vida adulta, presentes em diversas tradições culturais, chamados de ritos de passagem. Cada rito visa consagrar e legitimar a ação religiosa, ou seja, permitir a ação reconhecida no mundo social, como observamos nos ritos: ritual do banho da tradição hindu, dança dos leões da cultura chinesa e cerimônia do chá do budismo japonês.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, J. Importância dos rituais nas tradições religiosas. In: Informativo da ASSINTEC, Curitiba, n. 28, p. 2-3, Subsídios para o Ensino Religioso. 1º Semestre de 2010.
FRAZER, J. O Ramo de Ouro. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1982.
GEERTZ, C. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
KUNG, H. Religiões do mundo: em busca dos pontos comuns. Campinas: Verus Editora, 2004.
MONTGOMERY, R. The diffusion of religions: A sociologicalperspective. Landham, MD: University Press of America, 1996.
AULA 6
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joachim Andrade
CONVERSA INICIAL  
OLHAR HERMENÊUTICO PARA AS MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS CONTEMPORÂNEAS
Nesta aula, contemplaremos as novas manifestações religiosas contemporâneas. Nos últimos 150 anos o mundo avistou o surgimento de novas expressões de religiosidade em cada canto do planeta. Todas as religiões tradicionais cederam espaço para esse movimento no interior de suas próprias tradições, de modo que há certo abandono das estruturas estabelecidas de preservação doutrinais por parte dos fiéis, assumindo um novo caminho engendrado em uma dimensão de contrato e troca entre os fiéis e Deus.
Algumas religiões tradicionais são orientadas por um pacto que mantém a referência à alteridade e à impossibilidade de um arbítrio frente aos desígnios de Deus. Quem coordena todo o esse caminho é o magistério, a teologia, doutrina e dogmas por uma classe chamada de sacerdotes. No entanto, os novos movimentos marcados apontam pela mesma busca da felicidade e do alívio para o mal-estar, que apontam para distintas configurações de laços sociais do adepto e seus efeitos. Pode-se afirmar que os novos movimentos focam na experiência voltada para a emoção e felicidade do indivíduo do que a pertença a uma tradição religiosa.
Se há necessidade de entender religião, então precisamos conhecer a história dos nossos antepassados que de fato evoluíram para viver em grupos, em primeiro lugar. Nós somos, afinal de contas, descendentes de uma longa linha de relações sociais que foram observados pelo antropólogo Emile Durkheim, por meio dos estudos sobre aborígenes da Austrália.
Ao longo dos séculos, os fenômenos religiosos que foram sistematizados dando a origem às tradições religiosas, focando na organização do conteúdo e preservação do conteúdo assimilado. Esse modo, ao que parece, deu espaço para as novas modalidades de compreender, assimilar e relacionar em duas direções específicas: caminho para dentro de si e o caminho para o divino e outros.
A religião de maioria sofreu esse impacto e está passando por essa dificuldade no contexto atual. Por exemplo, a tradição islã está em crise no Oriente Médio, onde ela é predominante; a crise do hinduísmo na Índia, que leva à perseguição de minoria; a tradição budista em crise no sudeste asiático, onde experimenta a crise de identidade; e o Ocidente, onde a tradição católica era maioria, passa pela crise, dando espaço aos movimentos pentecostais ou mesmo ao abandono da própria tradição.
Nessa abordagem, a nossa pretensão não é apresentar as novas manifestações de tradições do mundo todo. Pretendemos permanecer fiéis aos novos movimentos orientais: indiano, chinês e japonês, dos quais essa disciplina trata. É interessante notar que as novas manifestações religiosas também carregam o cunho cultural, além de ter o foco na espiritualidade. Portanto, pretendemos realizar um mapeamento de geral das manifestações religiosas contemporâneas em primeiro momento e, logo em seguida, buscaremos tratar as tradições especificas de cada país, pois no contexto indiano focaremos no yoga e Hare Krishna; na tradição chinesa, Tai chi chuan e, no contexto japonês, Seicho-No-Iê.
TEMA 1 – NOVAS MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS CONTEMPORÂNEAS
As novas manifestações religiosas, no contexto atual, receberam o termo Novo Movimento Religioso (NRM) para definir diferentes comunidades religiosas ou grupos espirituais, com os aspectos modernos que encontram um espaço na margem dentro da principal cultura religiosa de uma nação. Esses movimentos podem ser uma novidade na origem ou em parte de uma religião mais ampla, no caso de serem diferentes das denominações pré-existentes. Os estudiosos da religião apontam que esse surgimento se deve ao contexto da modernidade, uma resposta aos processos contemporâneos de secularização, globalização, destradicionalização e transformações dos indivíduos e da sociedade.  Alguns desses novos movimentos religiosos lidam com os desafios colocados pelo mundo moderno ao abranger o individualismo onde outros buscam meios de coesão coletiva.
Existe um consenso entre os cientistas de religião em considerar meados do século XIX como o ponto de partida ao surgimento de movimentos religiosos. O movimento pentecostal, espiritualismo na Europa e na América do Norte; o movimento esotérico e espiritual na Índia, com o surgimento de Rama Krishna Mission; a Fé Bahaí, no contexto do Irã e espalhamento das artes marciais da China e movimentos religiosos Seicho-No-Iê do Japão. 
Os novos movimentos religiosos se expandiram em diversos países logo após a Segunda Guerra Mundial, migrando aos contextos culturais diferentes tanto dentro do próprio continente ou fora dele. Posteriormente, logo após o movimento de contracultura, nas décadas de 1970 e 1980, alguns NRM surgiram como oposição aos governos que tiveram a atitude de opressão em relação aos tais movimentos. No contexto do Brasil, os movimentos pentecostais assumiram um papel muito importante na década de 1980, com o chamado neopentecostalismo, dando origem a inúmeras igrejas, mudando o cenário religioso do Brasil.
Por que essas novas manifestações? Isso parece ter duas grandes perspectivas. A primeira, chamada de funcionalismo ou adaptacionismo, apresenta a ideia de que a religião tem benefícios evolucionários positivos, que mais frequentemente são definidos em termos de sua contribuição para a vida em grupo. A segunda considera que a religião é um subproduto de processo evolucionário. Segundo essa interpretação, a religião é como um órgão obsoleto que conseguiu adaptar nos ambientes em que originalmente se desenvolveu, mas, no ambiente contemporâneo, ela é incapaz de adaptar ou modificar a si mesma. Além disso, nos contextos atuais entraram os contextos psicológicos em que religião é considerada como autoajuda ao mesmo tempo precisa resolver os problemas ecológicos.
As manifestações religiosas atuais dão ênfase mais para as relações contratuais, na forma de se instalar com o pacto, implicando obrigações morais e sacrifícios do prazer imediato, tendendo a ser ultrapassados por uma "lógica do consumidor" (Vidal, 2012). Há que se garantir a satisfação demandada pelo cliente que, afinal, tem sempre razão. Esses novos movimentos se oferecem como prestadoras de serviços e bens e vivem de fazer promessas de satisfação em curto prazo. O que une as religiões tradicionais e as manifestações atuais é que ambas são marcadas pela mesma busca da felicidade e do alívio para o mal-estar, ou seja, articulados todos para garantir os meios de apaziguamento do sofrimento – há diferenças acentuadas entre ambos, que apontam para distintas configurações do laço social.
Por isso, não é por acaso que as novas manifestações religiosas deram um susto e continuam dando para as religiões tradicionais a mudarem suas posturas e se adequarem para as épocas atuais. Aquelas que não conseguem embarcar com as novas propostas estão fadadas a desaparecer. Por outro lado, devido ao contexto da globalização, existe um movimento de pessoas em múltiplas direções que fornece o conhecimento de outras tradições religiosas. Trocar, acolher ou fazer parte de uma nova tradição se tornou mais fácil e interessante quando a oferta se torna interessante. Alguns líderes religiosos buscaram modificar os conteúdos no interior da própria tradição, fazendo certos enxertos, buscando adequações para as épocas.
TEMA 2 – MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS NO CONTEXTO INDIANO
Tratando das novas correntes religiosas no contexto indiano, podemos encontrar inúmeras filosofias, movimentos religiosos, expressões culturais, mas sempre vinculadas à principal tradição indiana, o hinduísmo. Entre os mais importantes movimentos, encontramos o Movimento Hare Krishna (ISKON) Missão Vedanta (Ramakrishna Mission) Yoga, Meditação Transcendental etc. Nesse texto, iremos abordar somente dois movimentos que possuem certo impacto no Brasil: Yoga e Movimento Hare Krishna.
2.1 YOGA
A palavra yoga é derivada da raiz yuj, que vem do sânscrito,significando união. A filosofia do yoga postula que o ser humano possui três elementos básicos: corpo, mente e espírito. A perfeita harmonia entre esses três elementos determina a qualidade de vida. No entanto, existe um desequilíbrio entre esses três elementos devido às atividades corporais exageradas. Justamente nesse contexto, o yoga faz sua intervenção, iniciando com suas atividades de pranayama ou de respiração e alguns exercícios físicos suaves para recuperar o equilíbrio dos três elementos. As academias de yoga ou as escolas em suas propagandas comerciais mostram as fotos de diversos exercícios físicos como o elemento mais importante para a saúde e reduzem o yoga somente a esses exercícios.
A origem exata do yoga é desconhecida. Alguns autores são da opinião de que o sábio Patanjali é inventor de yoga, outros remetem sua origem para os tempos da civilização do Vale de Indo, ainda os outros dizem que Shiva, o deus dançarino, foi quem inventou essa arte. Mas as escavações da civilização do povo Dravidiano, realizadas em Mohenjodaro no Vale do Indo, apresentam as estátuas de cerâmica dos yogis em meditação. Portanto, sua origem poderia ser atribuída a um período por volta de 5.000 a C. A civilização desse povo, uma das mais avançadas da antiguidade, ficou soterrada devido às enchentes de região por milhares de anos, somente no século XIX, com as escavações, foram descobertas a elevada cultura desse povo na sua organização sanitária e planejamento urbano. 
O século V a.C. ficou conhecido como era axial, isto é, um dos séculos mais importantes para a humanidade, devido a sua influência no surgimento das religiões em diversos cantos do mundo. Na Índia surgem duas religiões, budismo e jainismo, como opositores da tradição bramânica sobre os rituais e sacrifícios. O budismo estava crescendo inclusive com o apoio dos reis existentes, então surge uma atitude entre os sábios hindus, entrar em defesa da doutrina original. Durante esse período surgem os sistemas filosóficos em defesa da doutrina hindu, entre eles se encontra também o yoga, para preservar a integridade do hinduísmo. Esse complexo sistema veio a ser conhecido como darsana.  
Etimologicamente, darsana quer dizer “visão, ver, encontrar” ou, traduzindo melhor, seria compreender a realidade de uma forma adequada. No interior do darsana, foram desenvolvidos diversos sistemas, entre os quais seis foram mais conhecidos devido à sua contribuição:  Nyaya, Vaisesika, Samkhya, Yoga, Mimamsa e Vedanta. Nessa época, o yoga foi formalmente incorporado pela religião dos invasores que, mais tarde, veio a conhecer como hinduísmo. Patanjali escreve sua mais célebre obra, Yoga Sutra, mostrando a possibilidade da união com o absoluto. Assim, percebe-se que o yoga, tendo suas origens entre os dravidianos. torna-se uma propriedade dos invasores.
O mais interessante nesse processo de incorporação é que, se não fosse Patanjali, o yoga teria desaparecido dos registros históricos. Graças a ele, que obviamente era bem-intencionado e sábio, hoje sabemos da existência de sua codificação. Adaptando o yoga para a realidade ariana então vigente, Patanjali conseguiu que a sociedade e os poderes constituídos da época o aceitassem e, com isso, tal tradição chegou até os nossos dias.
Na Patanjali Sutra não se encontra o conceito de Deus. Mais tarde foram desenvolvidas diversas modalidades de yoga, como Karma yoga – com trabalho, procura-se a união com Deus; Jnana yoga – com sabedoria, procura-se a união com o Absoluto; Bhakti yoga – com a devoção, procura-se a união com a divindade. Esses três poderão ser classificados como Raja yoga, que aponta para um conceito de que, qualquer coisa que você faz, faça com total entrega e submissão, buscar perfeição no que o indivíduo faz.  
Já existe uma atitude de considerar o yoga como algo universal e, nesse contexto, podemos conceber a difusão do yoga ao mundo ocidental, como diz Georg Feuerstein (2014, p. 12):
Embora o yoga tenha-se originado e, por milhares de anos desenvolvido em solo indiano, ele percebe a si mesmo com uma tradição libertadora para toda a humanidade. Seu alicerce moral é considerado universalmente verdadeiro; suas práticas físicas e mentais são desenhadas para nossos corpos e mentes humanos normais, seu objetivo – a Realidade transcendental – é a base de toda existência.
O yoga obviamente solapa ativamente os comportamentos convencionais – pelo menos, aqueles que se interpõem no caminho da liberdade interior, a paz, e a felicidade. Nesse sentido, é um ensinamento radical que atinge a raiz do problema: letargia, medo de mudanças, preconceito, fantasias sobre si mesmo – todas as formas daquilo que pode ser considerado ignorância (avidya). O propósito principal do yoga é remover a ignorância que obstrui o caminho para iluminação.
2.2 MOVIMENTO HARE KRISHNA
Para compreender o Movimentos Hare Krishna, é necessário conhecer os mecanismos que existem no interior do hinduísmo identificado no conceito do avatar. O hinduísmo particulariza a universalidade do fenômeno religioso por meio da observação empírica da natureza e expressa pela forma metafórica do processo cíclico de nascimento, crescimento, morte e renascimento. Percebemos que a observação da natureza influenciou a passagem de uma visão linear da natureza para uma visão cíclica, em que as divindades são concentradas na Tríade – Brahma, Vishnu e Shiva: o Criador, o Preservador e o Destruidor, onde Brahma ocupa a primazia. Nessa visão cíclica, todas as coisas emanam do corpo de deus e possuem um forte desejo de retornar e unir-se mais uma vez a ele. A interpretação cíclica também remete à ideia de que deus está no centro e o processo da criação é a saída da divindade do centro para a periferia e a salvação seria o retorno ao centro.
O Bhagavad Gita, umas das sagradas escrituras hinduístas, apresenta uma nova forma da manutenção da ordem cósmica que é atribuída ao deus preservador, “Vishnu, que cruza o céu e chega à Terra, conforme a necessidade do mundo, especificamente quando aumenta o adharma (ignorância, desordem). Ele vem e estabelece o dharma, reequilibrando as condições. Vishnu, o deus da preservação, assumiu múltiplas manifestações: formas animais, semi-humanas e humanas” (Andrade, 2020, p. 26).  Avatar simboliza a bela atitude do divino para com os seres humanos com suas visitas para estabelecer a ordem. Temos no Bhagavad Gita: “Quando há um declínio na justiça e a desordem opera, Ó Arjuna, naquela época eu me manifesto na Terra” (IV, 7).
Segundo o hinduísmo, o deus preservador Vishnu, cruzou para o planeta Terra nove vezes, assumindo formas diversas. Foram esses: Matsya (Peixe), Kurma (Tartaruga), Varaha (Javali), Nrusimha (Corpo do homem e Cabeça de Leão), Vamana (Mendigo), Parashurama (Rei Sacerdote), Rama (Rei Guerreiro), Krishna e Buddha. Cada descida tem um motivo especifico. As sagradas escrituras nos apontam quatro motivos de avatara: para proteger o bem; para destruir os maldosos; para ensinar os caminhos da salvação e para conceder salvação pela graça. Existem duas formas de avataras; a primeira parcial conhecida como amsavatara ou parcial e outra purnavatara, ou plena. Somente a forma de Krishna é purnavatara e outros são parciais. O último avatara virá no fim dos tempos e irá destruir o mundo.  As formas antigas eram as formas de animais e as posteriores são de seres humanos. Entre todas as manifestações de Vishnu, a manifestação de Krishna é considerada como manifestação total da divindade.
 ISKCON é o nome legal do movimento Hare Krishna, fundado por Srila Bhakti Prabhupada, no início de década 1960, na Índia, seguindo aos profundos ensinamentos do hinduísmo, inspirado pelo Bhagavad-Gita. O movimento Hare Krishna promoveu o caminho de serviço devocional – Bhakti yoga, quer dizer a partir da prática devocional a pessoa pode se encontrar com Deus.
O movimento é difundido no ocidente a pedido de Bhaktisidanta Sarasvati Goswami, mestre espiritual de Srila Prabhupada, e, mais tarde, Prabhupada mesmo decide ir aos EUA, no ano 1965, e as ideias do movimentoespalharam na sociedade americana. A intenção era fazer esse movimento conhecido nos Estados Unidos, de mod que se espalharia no mundo todo. A ISKCON chegou ao Brasil no ano 1974, dos EUA, a pedido de quem mais tarde se tornaria discípulo de Srila Prabhupada, conhecido como Maharaja Dhanvantari Swami. Na atualidade, o movimento permanece em uma forma frágil, como um movimento orientalista, sem ter os vínculos a nenhum grupo étnico ou cultural.
A devoção a Krishna se desenvolveu na região norte e nordeste da Índia. De forma a fugir do caminho intelectual e ritualístico oferecido por outros elementos do hinduísmo, o grupo começou a dar a importância à devoção à Krishna. Mais tarde, a comunidade desenvolveu a devoção de tal forma que o próprio Krishna ocupou o lugar da supremacia do Vishnu.  Foi Prabhupada quem resgatou essa devoção e, mais tarde, articulou em uma forma sistemática. Na pratica dessa doutrina da devoção, são observados quatro princípios fundamentais: não comer carne, ovos ou peixes; não se intoxicar; distanciar-se de jogos de azar; não fazer o sexo ilícito. A prática também envolve cantar diariamente o mantra – hare Rama hare Rama, Rama Rama hare hare; hare Krishna, hare Krishna, Krishna, Krishna hare, hare, no mínimo 1.728 vezes.
TEMA 3 – TRADIÇÕES CONTEMPORÂNEAS NO CONTEXTO CHINÊS
As religiões chinesas abrangem um universo mais amplo, incorporando filosofias e religiões diferentes, dentre os quais três se destacam: confucionismo, taoísmo e budismo. Por esse motivo, a China é também conhecida como a terra dos três caminhos ou, em chinês, San-chiao.
O confucionismo, tradicionalmente chamado Ju Dii, a doutrina dos sábios ou culto dos filósofos, fundado por Confúcio, segue a ética e os ritos de passagem e, ao mesmo tempo, busca criar e praticar a ordem e a harmonia na sociedade. O taoísmo, elaborado pelo Lao-Tsé, apresentou o caminho voltado à natureza a partir da convivência harmônica entre os elementos que existem no universo. Enquanto o budismo, que veio de fora, fincou seus pés adaptando ao contexto chinês, mostrando a proposta do caminho do meio.
Mas tratando as manifestações religiosas contemporâneas, é interessante observar que encontramos uma mistura dos conteúdos dessas três tradições e também elementos culturas locais.  A medicina tradicional chinesa da acupuntura tem influenciado, de forma acentuada, o Ocidente, devido à sua forma inovadora de tratar e também sua forma holística sobre as doenças. A acupuntura tem origem no taoísmo, que dá ênfase mais na prevenção e na cura, com olhar mais holístico, tratando o enfermo como o todo, do que propriamente a doença. A acupuntura – uma das terapias ou medicina mais antigas – é conhecida como aquela que busca o equilíbrio entre yin e yang. 
Outra modalidade que recebeu visibilidade no Ocidente foi o Kung Fu, que, literalmente traduzido, busca alcançar algo com o grande esforço. O Kung Fu foi, posteriormente, considerado como uma das técnicas que envolve movimentos rápidos tanto das mãos como dos pés tanto para se defender como para adquirir a harmonia. O termo ‘kung’ significa mérito e ‘fu’ é traduzido como ‘homem’. Muitos atribuem sua origem ao templo Shaolin (lugar de oração), que parece ter a origem na tradição budista que adaptou ao contexto chinês, em torno do século VI depois de Cristo.
3.1 TAI CHI CHUAN
Tai Chi chuan é uma das belas artes marciais, misturadas com a filosofia e espiritualidade da antiga China, que trata sobre o sistema interno do ser humano. No modo geral, caracterizado pelos movimentos opostos e complementares, lentos e rápidos; leves e fortes para organizar o fluxo de energia dentro do corpo. Os princípios essenciais do Tai chi são embasados na filosofia do Taoísmo, que coloca ênfase no equilíbrio em todas as coisas e viver de acordo com os aspectos espirituais e físicos. 
A arte de Tai Chi Chuan parece ter sua origem no Livro das Mutações, que afirma que em todas as transformações existe o Tai Chi que cria dois princípios opostos e complementares denominados como yin e yang. Os dois se encontram em perfeita harmonia tanto na natureza como no ser humano, preservando o equilíbrio e, assim, oferecendo a paz. É importante notar que existem inúmeras escolas no Ocidente desenvolvendo os treinos, principalmente para as pessoas de meia-idade. No Brasil, muitas vezes nas solenidades é praticado pelos grupos, nas praças públicas, para criar a responsabilidade para com a natureza.
TEMA 4 – MANIFESTAÇÕES RELIGIOSAS DO JAPÃO  
O Japão, sendo um país originariamente da tradição xintoísta, foi afetado com a entrada da tradição budista e, nos tempos coloniais, com a tradição cristã, desenvolveu a atitude mais sincrética do que qualquer outro país. Absolutizar uma única tradição está fora do alcance da cogitação da cultura japonesa. Assim, percebemos que muitos movimentos de ramificações surgiram ao longo dos séculos, entre os quais o Seich No-Iê parece ter um alcance internacional inclusive aqui no Brasil.
4.1 ORIGEM DO SEICHO-NO-IÊ
O movimento Seicho-no-Iê foi iniciado por Taniguchi Masaharu, nascido a 22 de novembro de 1893, na Vila de Karasuhara, município de Kobe, no Japão. Devido à pobreza de seu lar, foi educado por seu tio, de maneira severa. Seu temperamento era retraído e entregava-se à leitura com avidez. Depois de terminar a escola secundária, apesar da oposição de seus pais adotivos, inscreveu-se na Faculdade de Literatura Inglesa da Universidade Waseda, em Tóquio. Alimentava, então, ideias pessimistas sobre a vida, e procurava uma explicação lógica do mundo e do ser humano. Assim, Taniguchi entregou-se ao estudo teórico e prático das ciências psíquicas que exerciam atração sobre ele e nas quais depositava a confiança de que poderiam salvar espiritualmente o ser humano e a sociedade.
Na sua mocidade, Taniguchi buscava em igrejas e templos budistas as respostas para os problemas da dor, sofrimento e morte. Em 1919, Taniguchi diz ter recebido uma revelação na qual ouviu uma voz que dizia:
A matéria não existe. A carne não existe. O sofrimento não existe. O homem não é carne. O homem é filho de Deus, é espírito, é perfeito, é isento de pecado, é imortal. Deus está dentro de você. O ambiente e as circunstâncias estão dentro de você. Mude sua mente e a vida mudará.
A Seicho-No-Iê é movimento religioso que pode ser visto como sincrético, isto é, uma mistura de cristianismo, budismo e de outras religiões orientais.  Assim escreve um adepto da Seita: "Seicho-No-Iê pode ser adotada como uma religião para aqueles que não tem uma religião e querem adotar a Seicho-No-Ie como sua religião, mas para aqueles que já têm uma religião a Seicho-No-Ie pode ser adotada como esclarecedora das dúvidas das suas religiões".
No Brasil a Seicho-No-Iê foi iniciada em 1934, por meio dos irmãos Matsuda, que receberam um dos volumes da coleção A verdade da Vida.
"O Brasil é o país onde a Seicho-No-Ie cresceu espantosamente depois do Japão, [...] a Seicho-No-Iê foi bem aceita devido ao seu caráter de filosofia de integração religiosa, abolindo qualquer tipo de discriminação através da pregação da ‘Verdade Essência das Doutrinas’”.
4.2 ENSINAMENTOS BÁSICOS
A doutrina central da tradição Seicho-no-Iê resume-se em três principais proposições: matéria não tem existência real; só existe a realidade espiritual; o mal não existe; é pura ilusão da mente humana; o pecado também não existe; é mera ilusão. "Os males não têm existência real; nada mais são que simples sombra de imaginação". "O mal, a infelicidade, a doença, a depressão econômica, apagam-se quando são firmemente negados, porque eles nada mais são do que ilusões falsamente criadas pela morte". "Os sofrimentos nada mais são do que projeções da nossa mente em ilusão" (Convite à Prosperidade, p. 16; 27; 71).
Positivamente falando, podemos afirmar que:
As doutrinas que regem a Seicho-No-Ie, basicamente, giram em torno da ‘Verdade Homem Filho de Deus’. Ensina-se sobre a existência espiritual do homem dotado de capacidade infinita, nascido no mundo para manifestar a glória de Deus. Nega-se o pecado,a doença e a morte.
A crença panteísta assume o papel mais importante, sendo que todas as coisas fazem parte de Deus.  O mundo ao nosso redor manifesta-se conforme a atitude mental. A Seicho-No-Iê pratica alguns rituais como culto aos antepassados, cerimônia fúnebre, casamento e batizado.
TEMA 5 – ANÁLISE HERMENÊUTICA DAS TRADIÇÕES CONTEMPORÂNEAS
Tratando das manifestações religiosas atuais, é necessário saber que a experiência do sagrado de um ser humano, de um modo geral, é realizada na moldura do tempo e do lugar. Todas as religiões definem e classificam o espaço e o tempo como sagrado, em oposição ao secular e profano. Os antropólogos observaram tais classificações, principalmente por Durkheim, nas comunidades mais primitivas como elementos básicos da vida religiosa. As classificações podem variar principalmente quando se trata da cultura oriental, mas a noção é quase universal. Conforme Gil Filho, “o sagrado e profano seriam duas modalidades de existência assumidas pelo homem em sua história. São maneiras de ser no mundo e no cosmos. A referência do sagrado posiciona o homem diante de sua própria existência” (Gil Filho, 2007). 
Voltando a tratar o papel do sagrado, identificamos cinco áreas distintas que assumem a importância. Existem os lugares, tempo e objetos sagrados, como também as pessoas e palavras sagradas. Em relação aos lugares sagrados, percebemos que as diversas tradições religiosas consideram alguns lugares como especiais e os preservam com todo respeito. Por exemplo, na tradição islâmica, a terra, ou o universo todo, é a criação de Deus, portanto, não existe lugar profano na terra.  Apesar disso, a mesquita é designada como lugar sagrado, ideal para as orações coletivas, e ka’bah, o lugar central da mesquita de Meca como o lugar mais sagrado do planeta.
Para os hindus, a terra também representa a própria divindade, mas também existem lugares sagrados, como sete cidades sagradas, entre as quais Varanasi é considerada mais sagrada, pois, conforme a crença, o próprio Deus visitou essa cidade.
Além disso, o Vaticano (para os católicos), Jerusalém (para os Judeus) e Bodh Gaya (para os budistas) remetem, de certa forma, a algo mais da presença divina. Como o sociólogo, T. N. Madan afirma:
os lugares ou centros considerados sagrados pelos eventos deverão revelar-lhes o lugar do homem no cosmos e transcender desse modo o mundo meramente físico e social. É por essa razão porque os lugares sagrados não são jamais “escolhidos”, mas sim “descobertos pelo homem. (Madan, 1992, p. 98)
Percebe-se que não somente a sociedade, mas também o lugar e o tempo sagrados são construídos socialmente. 
No pensamento hindu, por exemplo, a pessoa virtuosa, ou de bom caráter moral ou aquele que vive segundo o dharma ou ética, é compreendida como pessoa sagrada. A tradição cristã chama essa pessoa de pessoa santa. Existem os objetos sagrados como terço e as imagens das divindades. Existe o tempo sagrado como a quaresma para os cristãos, Ramadã para os muçulmanos e dussera para os hindus etc. Por fim, encontramos também as palavras sagradas, sendo que algumas apenas são faladas, configurando aquilo que podem ser ditas como tradições orais sagradas ou textos sagrados escritos.  
A nossa leitura hermenêutica aponta que essa sacralidade está perdendo seu lugar nas novas manifestações religiosas. Ainda que exista o valor ao sagrado, busca da espiritualidade e outros aspectos de vida, as manifestações atuais focam mais no bem-estar do indivíduo, suas relações e manifestação de sua emoção. A espiritualidade se voltou mais ao equilíbrio da natureza assim como integridade da criação. A religião existe não somente para cumprir o papel dos dogmas e doutrinas, mas sim assumir certa responsabilidade daquilo que somos e daquilo que fazemos.
A visão holística do mundo oriental é acolhida com base na contemplação da natureza; o mundo é visto como sincrônico deixando de lado a visão diacrônica sustentada pela filosofia grega. Alguns filósofos afirmam que o modo de explicar os fenômenos da natureza na cultura ocidental seria a partir do princípio de causalidade apresentado pelo Tomás de Aquino. Enquanto a cultura oriental, especificamente chinesa, apresenta as formas de explicar o mundo com o princípio de sincronicidade. Os antropólogos têm publicado extensivamente sobre a adaptação do ser humano conforme o meio ambiente em que se encontra inserido e depois a produção de conteúdos, sejam espirituais, éticos ou políticos.
Assim, as novas manifestações religiosas dão importância aos fenômenos atuais e cotidianos, fazendo um corte aos tempos antigos, apresentando a proposta da emoção no destaque da experiência. Inúmeras manifestações religiosas tanto no Oriente como no Ocidente são o exemplo dessa emoção. No Brasil, vale a notar alguns programas de televisão em que os líderes religiosos, explorando a emoção, oferecem uma satisfação momentânea aos adeptos.
NA PRÁTICA
A sugestão é que você, aluno(a), assista ao seguinte vídeo, que aborda, com imagens, as explicações contextuais das celebrações. Você deve assistir e realizar algumas reflexões sobre o fenômeno com base em sua própria tradição.  O vídeo tem como tea manifestações religiosas e está disponível em:  (acesso em: 15 fev. 2021). É importante que você, depois de assistir, escreva um parágrafo explicando sobre as manifestações religiosas que dão uma tonalidade contemporânea para as religiões tradicionais.
FINALIZANDO
Abordar as manifestações religiosas atuais não é uma tarefa simples como imaginamos, pois exige um conhecimento amplo das antigas religiões e também os mecanismos adotados para reorganização dos conteúdos para os tempos atuais. 
O conceito de Deus nas tradições indianas é construído de acordo com experiência empírica da realidade. O “sentir” o divino e o “ver” o divino recebem suma importância na construção tanto do conceito como a imagem de Deus.  As tradições chinesas perceberam o divino mais imanente e próximo do que se encontra na harmonia dos elementos opostos.
A tradição budista nega falar sobre Deus, mas confia plenamente no esforço racional do ser humano para compreender sua condição humana. O xintoísmo mostra o caminho sincrético com os aspectos de veneração dos espíritos dos ancestrais. As novas manifestações, como nós vimos, preservam certos aspectos que fornecem a sustentabilidade ao conteúdo, mas incorporam os novos elementos culturais, sociais, abrindo espaço para novas discussões sobre invenção das tradições. Dessa forma, as manifestações religiosas contemporâneas são os indicadores desse processo que a humanidade assume com novas roupagens conforme época e região.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, J. Da plenitude à ecologia integral: apelos do Sínodo da Amazônia para as relações dialogais. Caminhos de Diálogo, Curitiba, ano 8, n. 12, p. 20-34, jan./jun. 2020.
O BHAGAVAD-GITA como ele é. Tradução de Bhaktivedanta Swami Parabhupada. 2. ed. Lisboa: The Bhaktivedanta Book Trust International, 1995.
GIL FILHO, S. F. O Sagrado e a Religião. Disponível em: . Acesso em: 15 fev. 2021.
MADAN, T. Religion in India. London: Oxford University Press, 1992.
FEUERSTEIN, R. Além da inteligência: Aprendizagem mediada e a capacidade de mudança do cérebro. São Paulo: Editora Vozes, 2014.
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Comparativamente a outros grupos religiosos no Brasil, o segmento das 'religiões orientais' não possui uma expressividade significativa em termos numéricos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 495.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigoROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, segundo dados do IBGE 2010 sobre o budismo no Brasil é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	O budismo vai continuar fazendo parte das religiões minoritárias.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Tais dados acima apontam
que, de uma maneira em geral, o Budismo continuaria a se manter como uma “minoria religiosa” no cenário nacional. (livro-base, p. 495)
	
	B
	O budismo deve dobrar o número de adeptos nos próximos três anos.
	
	C
	O budismo deve alcançar maioria religiosa no brasil até 2050.
	
	D
	O budismo é a segunda maior religião no Brasil.
	
	E
	O budismo cresce cerca de 10% ao ano no Brasil.
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“[...] depura-se que, há uma pequena diferença entre os dados levantados nos censos de 1991 e 2010, algo em torno de 9.436 budistas.”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 496.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, sobre o budismo no Brasil, nos últimos dez anos é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	Estagnou, mas se manteve numericamente.
	
	B
	Cresceu numericamente.
	
	C
	Estagnou e praticamente acabou.
	
	D
	Desestagnou, mas não cresceu.
	
	E
	Estagnou e declinou numericamente.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Não apenas estagnou, como também declinou em termos de adesão numericamente. (livro-base, p. 496)
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Somente em tempos mais recentes da produção acadêmica no Brasil, o Budismo tem ganhado maior interesse como objeto de estudos entre os pesquisadores”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, no século XIX já havia uma presença considerável de budistas no Brasil. Assinale a alternativa que marca como o budismo chegou ao território brasileiro:
Nota: 10.0
	
	A
	Através de campanhas missionárias evangelizadoras.
	
	B
	Através de intercâmbios religiosos.
	
	C
	Através de grupos de imigrantes asiáticos.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Muito embora já existisse uma presença significativa de budistas no país desde o século XIX, com grupos de imigrantes asiáticos. (livro-base, p. 485)
	
	D
	Através de incentivos culturais do governo.
 
	
	E
	Através de importação de literatura.
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Leia o seguinte excerto de texto:
“Essa metodologia subdivide dois grandes modelos, a saber: o 'Budismo étnico' ou de 'imigração' e, em segundo lugar, o 'Budismo de conversão' (segmentado entre conversões de 'primeira' e 'segunda' geração)”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 489.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, identifique corretamente os tipos de budismo às suas respectivas características:
1. Budismo étnico ou de imigração.
2. Budismo de conversão de primeira geração.
3. Budismo de conversão de segunda geração.
( ) Tipo de Budismo que toma forma no campo brasileiro é aquele oriundo do processo de adesão, por parte das elites intelectuais da sociedade, há uma prática budista marcada pelo Zen, por certa afinidade à teosofia e a uma perspectiva mais universalista do Budismo.
( ) Diferente da caracterização do perfil dos adeptos anteriores, não é restrita à um grupo étnico. Pelo contrário, o senso IBGE identificou que, a maior parte daqueles que compõem a identidade étnica desse Budismo, são indivíduos em sua grande maioria “brancos”, “pardos” e “pretos”.
( ) Resultante do movimento migratório de grupos familiares e de indivíduos asiáticos a procura de oportunidades de emprego, o Budismo étnico chega por volta dos anos de 1810 como uma prática religiosa restrita a devoção pessoal ou no interior da família.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3
	
	B
	3 – 2 – 1
	
	C
	1 – 3 – 2
	
	D
	3 – 1 – 2
	
	E
	2 – 3 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Budismo étnico ou de imigração: Resultante do movimento migratório de grupos familiares e de indivíduos asiáticos a procura de oportunidades de emprego, o Budismo étnico chega por volta dos anos de 1810 como uma prática religiosa restrita a devoção pessoal ou no interior da família. p. 489. (2) Budismo de conversão de primeira geração: tipo de Budismo que toma forma no campo brasileiro é aquele oriundo do processo de adesão, por parte das elites intelectuais da sociedade, há um prática budista marcada pelo Zen, por certa afinidade à teosofia e a uma perspectiva mais universalista do Budismo. p. 491. (3) Diferente da caracterização do perfil dos adeptos anteriores, não é restrita à um grupo étnico. Pelo contrário, o senso IBGE identificou que, a maior parte daqueles que compõem a identidade étnica desse Budismo, são indivíduos em sua grande maioria “brancos”, “pardos” e “pretos”. (livro-base, p. 492)
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Leia a citação:
“[…] no Brasil, teríamos o que ele chama de um 'universo dos budismos'. Em outras palavras, diferentes e diversas configurações do budismo a partir de tradições e segmentos distintos. O autor identifica pelo menos quatro grandes movimentos do budismo em solo brasileiro”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 493.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, relacione corretamente as tradições de budismo em solo brasileiro às suas respectivas características:
1. Tradição Theravada.
2. Tradição Mahayama.
3. Tradição Vajrayana.
4. Neobudismo.
( ) São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo.
( ) Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos que lhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual.
( ) De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Alémda ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas.
( ) Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
	
	B
	4 – 3 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Tradição Theravada: Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma. p. 493. (2) Tradição Mahayama: De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Além da ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas. p. 493. (3) Tradição Vajrayana: Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos que lhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual. p. 494. (4) Neobudismo: São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo. (livro-base, p. 494)
	
	C
	4 – 1 – 3 – 2
	
	D
	3 – 4 – 1 – 2
	
	E
	2 – 3 – 4 – 1
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Muito embora já existisse uma presença significativa de budistas no país desde o século XIX, com grupos de imigrantes asiáticos, os trabalhos dedicados à análise e avaliação desta tradição religiosa no país remontam, de maneira formal, ao fim dos anos 90 e início de 2000”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa que marca os fatores que contribuem para o aumento das pesquisas de religiões orientais e do budismo:
Nota: 0.0
	
	A
	Maior procura sobre o assunto e liberação de mais bolsas de estudos.
	
	B
	Criação de novos cursos nas universidades federais e maior procura sobre o assunto.
	
	C
	Liberação de mais bolsas de estudos e descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais.
	
	D
	Descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais e criação de novos cursos nas universidades federais.
Comentário: Pode-se dizer que, com a progressiva descentralização das pesquisas sobre cristianismos nos departamentos de Ciências da Religião nas universidades confessionais e a criação de novos cursos nas universidades federais, abriu-se um caminho para um novo status da pesquisa sobre religiões orientais e do Budismo no país. (livro-base, p. 486)
	
	E
	Criação de novos cursos nas universidades federais e diminuição de interesse em outras áreas.
 
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com o censo IBGE 2010, a distribuição por 'raça ou cor' daqueles que se autodeclaram como budistas no Brasil está assim posta: 20% destes são 'pardos', 6% são 'pretos', 42% são brancos e 32% são 'amarelos'.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 497.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do grupo étnico que tem sofrido o maior decréscimo:
Nota: 10.0
	
	A
	Budismo “pardo”.
	
	B
	Budismo “preto”.
	
	C
	Budismo “amarelo”.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Comparando com os dados dos censos anteriores, poderemos notar o movimento de decrescimento entre praticantes étnicos do Budismo. Esse declínio se torna evidente entre o grupo que Usarski (2008) categoriza como “Budismo amarelo”. Entre os resultados dos anos de 2000 (37,9%) e 2010 (31,5%) há uma queda em torno de 6,4% no Budismo. (livro-base, p. 496)
	
	D
	Budismo “branco”
	
	E
	Budismo “vermelho”.
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“[...] a religião vem a proporcionar uma atmosfera existencial: 'para que vás muito bem e vivas muitos e muitos anos sobre a face da terra'”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, para Weber a religião é uma ação comunitária que se transforma em:
Nota: 10.0
	
	A
	ação específica.
Você acertou!
Comentário: E ao afirmar que a religião é uma “ação comunitária”, ou seja, mais do que um conjunto de crenças, ou uma realidade que paira acima dos indivíduos, ela se transforma, na sua concepção, em um certo tipo de ação específica (livro-base, p. 137).
	
	B
	ação religiosa.
	
	C
	ação societária.
	
	D
	ação individual.
	
	E
	ação ordinária.
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber é categórico ao dizer que se preocupa sócio-historicamente com as condições e os efeitos das ações comunitárias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com o nome da obra escrita por Weber:
Nota: 10.0
	
	A
	Economia e sustentabilidade.
	
	B
	Economia e socialismo.
	
	C
	Economia e solidariedade.
	
	D
	Economia e sofrimento.
	
	E
	Economia e sociedade.
Você acertou!
Comentário: Questão que “fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade” (livro-base, p. 137).
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Tais dados atestariam uma transformação no perfil hegemônico entre os praticantesdo Budismo no Brasil”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 497.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, qual fenômeno tem ocorrido com o budismo em relação à faixas etárias? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Um rejuvenescimento com a participação dos mais jovens.
	
	B
	Ausência de participação de crianças.
	
	C
	Um “envelhecimento” com praticantes acima dos 70 anos.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Um último fenômeno que merece destaque, consequência dos demais já observados, é o “envelhecimento” do segmento budista que possui algo em torno de 12,65% de seus praticantes com mais de 70 anos (a média nacional é de 4,84%). (livro-base, p. 497)
	
	D
	Desaparecimento da faixa etária dos jovens.
 
	
	E
	Participantes com mais de 70 anos abaixo da média nacional.
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais)”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, Weber e Fraser concordam quanto a finalidade do surgimento da religião. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa finalidade:
Nota: 10.0
	
	A
	Satisfazer as necessidades culturais.
	
	B
	Satisfazer as necessidades econômicas.
	
	C
	Satisfazer as necessidades sociais.
	
	D
	Satisfazer as necessidades espirituais.
	
	E
	Satisfazer as necessidades da vida.
Você acertou!
Comentário: Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais). No entanto, para ele, a religião surge com a mesma finalidade que para Frazer: satisfazer as necessidades da vida. (livro-base, p. 137)
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Muito embora já existisse uma presença significativa de budistas no país desde o século XIX, com grupos de imigrantes asiáticos, os trabalhos dedicados à análise e avaliação desta tradição religiosa no país remontam, de maneira formal, ao fim dos anos 90 e início de 2000”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa que marca os fatores que contribuem para o aumento das pesquisas de religiões orientais e do budismo:
Nota: 10.0
	
	A
	Maior procura sobre o assunto e liberação de mais bolsas de estudos.
	
	B
	Criação de novos cursos nas universidades federais e maior procura sobre o assunto.
	
	C
	Liberação de mais bolsas de estudos e descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais.
	
	D
	Descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais e criação de novos cursos nas universidades federais.
Você acertou!
Comentário: Pode-se dizer que, com a progressiva descentralização das pesquisas sobre cristianismos nos departamentos de Ciências da Religião nas universidades confessionais e a criação de novos cursos nas universidades federais, abriu-se um caminho para um novo status da pesquisa sobre religiões orientais e do Budismo no país. (livro-base, p. 486)
	
	E
	Criação de novos cursos nas universidades federais e diminuição de interesse em outras áreas.
 
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Outro elemento importante também é a distribuição geográfica do Budismo ao longo do país. Tais dados se acentuam e complexificam na medida em que realocamos a análise para as unidades da Federação”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 496.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do estado brasileiro onde se concentram a maioria dos praticantes de religiões orientais:
Nota: 10.0
	
	A
	Minas Gerais.
	
	B
	Paraná.
	
	C
	Rio de Janeiro.
	
	D
	Bahia.
	
	E
	São Paulo.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. São Paulo é o estado que mais concentra adeptos das “religiões orientais” com 55,31% do total destes no país. Do Budismo, a proporção chega a 62,95%, garantindo-se como o lugar de maior densidade de praticantes de todo o Brasil. (livro-base, p. 496)
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com o censo IBGE 2010, a distribuição por 'raça ou cor' daqueles que se autodeclaram como budistas no Brasil está assim posta: 20% destes são 'pardos', 6% são 'pretos', 42% são brancos e 32% são 'amarelos'.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 497.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do grupo étnico que tem sofrido o maior decréscimo:
Nota: 10.0
	
	A
	Budismo “pardo”.
	
	B
	Budismo “preto”.
	
	C
	Budismo “amarelo”.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Comparando com os dados dos censos anteriores, poderemos notar o movimento de decrescimento entre praticantes étnicos do Budismo. Esse declínio se torna evidente entre o grupo que Usarski (2008) categoriza como “Budismo amarelo”. Entre os resultados dos anos de 2000 (37,9%) e 2010 (31,5%) há uma queda em torno de 6,4% no Budismo. (livro-base, p. 496)
	
	D
	Budismo “branco”
	
	E
	Budismo “vermelho”.
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“É de suma importância iniciarmos nossa compreensão da religião sob o olhar weberiano, buscando entender como Max Weber, considerado por muitos o maior dentre os sociólogos da religião, analisou-a de maneira geral e classificou as diversas religiões que de uma forma ou de outra influenciam significativamente os homens até os nossos dias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e osconteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, para Weber, a “busca da essência religiosa” é considerada:
Nota: 10.0
	
	A
	Importante.
	
	B
	Indiferente.
	
	C
	Imprescindível.
	
	D
	Indispensável.
	
	E
	Irrelevante.
Você acertou!
Comentário: "para outros teóricos diferentes de Weber, como LévyBruhl, James Frazer e Émile Durkheim, o porquê da presença ou permanência da religião é o mesmo onde quer que haja religião. Todos eles trabalham com a busca da essência religiosa, questão que 'fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade'” (livro-base, p. 137).
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Comparativamente a outros grupos religiosos no Brasil, o segmento das 'religiões orientais' não possui uma expressividade significativa em termos numéricos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 495.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, segundo dados do IBGE 2010 sobre o budismo no Brasil é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	O budismo vai continuar fazendo parte das religiões minoritárias.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Tais dados acima apontam
que, de uma maneira em geral, o Budismo continuaria a se manter como uma “minoria religiosa” no cenário nacional. (livro-base, p. 495)
	
	B
	O budismo deve dobrar o número de adeptos nos próximos três anos.
	
	C
	O budismo deve alcançar maioria religiosa no brasil até 2050.
	
	D
	O budismo é a segunda maior religião no Brasil.
	
	E
	O budismo cresce cerca de 10% ao ano no Brasil.
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Tais dados atestariam uma transformação no perfil hegemônico entre os praticantes do Budismo no Brasil”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 497.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, qual fenômeno tem ocorrido com o budismo em relação à faixas etárias? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Um rejuvenescimento com a participação dos mais jovens.
	
	B
	Ausência de participação de crianças.
	
	C
	Um “envelhecimento” com praticantes acima dos 70 anos.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Um último fenômeno que merece destaque, consequência dos demais já observados, é o “envelhecimento” do segmento budista que possui algo em torno de 12,65% de seus praticantes com mais de 70 anos (a média nacional é de 4,84%). (livro-base, p. 497)
	
	D
	Desaparecimento da faixa etária dos jovens.
 
	
	E
	Participantes com mais de 70 anos abaixo da média nacional.
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Leia o seguinte excerto de texto:
“Essa metodologia subdivide dois grandes modelos, a saber: o 'Budismo étnico' ou de 'imigração' e, em segundo lugar, o 'Budismo de conversão' (segmentado entre conversões de 'primeira' e 'segunda' geração)”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 489.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, identifique corretamente os tipos de budismo às suas respectivas características:
1. Budismo étnico ou de imigração.
2. Budismo de conversão de primeira geração.
3. Budismo de conversão de segunda geração.
( ) Tipo de Budismo que toma forma no campo brasileiro é aquele oriundo do processo de adesão, por parte das elites intelectuais da sociedade, há uma prática budista marcada pelo Zen, por certa afinidade à teosofia e a uma perspectiva mais universalista do Budismo.
( ) Diferente da caracterização do perfil dos adeptos anteriores, não é restrita à um grupo étnico. Pelo contrário, o senso IBGE identificou que, a maior parte daqueles que compõem a identidade étnica desse Budismo, são indivíduos em sua grande maioria “brancos”, “pardos” e “pretos”.
( ) Resultante do movimento migratório de grupos familiares e de indivíduos asiáticos a procura de oportunidades de emprego, o Budismo étnico chega por volta dos anos de 1810 como uma prática religiosa restrita a devoção pessoal ou no interior da família.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3
	
	B
	3 – 2 – 1
	
	C
	1 – 3 – 2
	
	D
	3 – 1 – 2
	
	E
	2 – 3 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Budismo étnico ou de imigração: Resultante do movimento migratório de grupos familiares e de indivíduos asiáticos a procura de oportunidades de emprego, o Budismo étnico chega por volta dos anos de 1810 como uma prática religiosa restrita a devoção pessoal ou no interior da família. p. 489. (2) Budismo de conversão de primeira geração: tipo de Budismo que toma forma no campo brasileiro é aquele oriundo do processo de adesão, por parte das elites intelectuais da sociedade, há um prática budista marcada pelo Zen, por certa afinidade à teosofia e a uma perspectiva mais universalista do Budismo. p. 491. (3) Diferente da caracterização do perfil dos adeptos anteriores, não é restrita à um grupo étnico. Pelo contrário, o senso IBGE identificou que, a maior parte daqueles que compõem a identidade étnica desse Budismo, são indivíduos em sua grande maioria “brancos”, “pardos” e “pretos”. (livro-base, p. 492)
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Leia a citação:
“[…] no Brasil, teríamos o que ele chama de um 'universo dos budismos'. Em outras palavras, diferentes e diversas configurações do budismo a partir de tradições e segmentos distintos. O autor identifica pelo menos quatro grandes movimentos do budismo em solo brasileiro”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 493.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, relacione corretamente as tradições de budismo em solo brasileiro às suas respectivas características:
1. Tradição Theravada.
2. Tradição Mahayama.
3. Tradição Vajrayana.
4. Neobudismo.
( ) São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo.
( ) Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos quee dos movimentos religiosos. Esse tipo de estrutura define os papéis dos dirigentes e fiéis, onde as regras irão prevalecer sobre a experiência; os dirigentes, também chamados de especialistas, exercerão o poder de interpretar as regras, normas, leis e doutrinas e de tomar decisões. A definição de papéis reforça a necessidade de existência dos movimentos religiosos, que se caracterizam em ser organizações menores e menos burocratizadas, que dinamizam e animam as experiências religiosas.
2.2 PERSPECTIVA FILOSÓFICA
Existe ainda um olhar no ponto de vista filosófico, que também apresenta três momentos de organização da instituição religiosa. Renomada filósofa brasileira, Marilena Chaui (1994) aponta três momentos que levam as instituições religiosas a se organizarem em uma ordem sequencial. 
A primeira é a formação de uma autoridade que detém o privilégio do saber, porque conhece a vontade divina e suas leis. Com ela, surge a instituição sacerdotal e eclesiástica. O grupo sacerdotal detém vários saberes: o da história sagrada, o dos rituais, o das leis divinas, pelas quais é imposta a moralidade ao grupo. Como esses saberes se referem ao divino, constituem a teologia.
A segunda é a formulação de uma doutrina religiosa baseada na ideia de hierarquia, isto é, de uma realidade organizada sob a forma de graus superiores e inferiores em que se situam todos os seres, por vontade divina. A noção de hierarquia introduz as noções de superior e inferior, definindo a relação entre ambos pelo mando e a obediência. Dessa maneira, a religião organiza o mundo e, com isso, a sociedade. Evidentemente, os que se ocupam com as coisas sagradas estão no topo da hierarquia humana e todos os outros lhes devem obediência.
Finalmente, a terceira é o privilégio do uso da violência sagrada para punir os faltosos ou pecadores. Inicialmente, exigia-se que todos os membros da comunidade fossem piedosos, isto é, respeitassem deuses, tabus, rituais e a memória dos antepassados. Com o surgimento da classe sacerdotal, passa-se a exigir que esses membros da comunidade – os sacerdotes – sejam castos, isto é, possuam integridade corporal e espiritual para oficiar os ritos e interpretar as leis. Na qualidade de castos, são os mais puros e, por isso, investidos do poder de purificação.
2.3 PERSPECTIVA TEOLÓGICA
A autoridade religiosa por produzir a teologia, que é o conhecimento racional das verdades do credo religioso, passa a deter também o poder judiciário, legislando e punindo possíveis transgressões sobre a fé do credo. Por exemplo o saber religioso cristão está consignado em um texto – a Escritura Sagrada – e em um conjunto de textos interpretativos do primeiro – a teologia racional –, formando a doutrina cristã.
Parte dessa doutrina é constituída por verdades reveladas compreensíveis para a razão humana, parte é constituída por verdades reveladas incompreensíveis para a inteligência humana. Essas últimas verdades constituem os dogmas da fé e não podem ser questionadas. Questioná-las ou propor-lhes um conteúdo ou significado diferentes do estabelecido pela doutrina é considerado pecado mortal. Isso significa que a transgressão religiosa pode ocorrer por meio do pensamento ou das ideias. Assim, o sagrado dá origem à religião, enquanto a sociedade faz aparecer o poder teológico da autoridade religiosa.
2.4 PERSPECTIVA DA CIÊNCIA DA RELIGIÃO
O olhar de Passos (2006), que é um cientista da religião, já difere um pouco do olhar de outras perspectivas. Para Passos, são quatro os momentos do processo distintos de organização institucional da religião.
O primeiro momento é fundacional, que vincula com a experiência religiosa e mística do fundador. Isso aponta para a autoridade do fundador como possuidor de um carisma extraordinário, que estabelece regras de vida aceitas pelos seguidores, que é uma comunidade informal de poucos discípulos. Existe a centralidade da mensagem religiosa; comprovação da mensagem por eventos extraordinários; participação intensa dos membros do grupo e, no modo geral, todos os conflitos internos são controlados pela habilidade do fundador.
O segundo passo é o momento da crise, que surge no modo geral depois da morte do fundador. A crise envolve a transmissão do conteúdo deixado pelo fundador. O grupo de seguidores busca de regras para sucessão e transmissão do carisma. Ocorre a dispersão e divisão do grupo.
O terceiro momento é da instituicionalização, em que as regras gerais são elaboradas para preservar o carisma fundacional. A formulação da doutrina, dos rituais, da disciplina e dos documentos além de fixação de uma estrutura de organização. Nessa etapa, busca-se realizar uma ligação entre o momento fundacional e a estrutura institucional. Procura-se criar os mecanismos de reprodução da instituição por meio do conteúdo religioso e de seu ensino, também algumas práticas alternativas de tranmissão.
O quarto momento da institução é de burocratização, que envolve a organização da instituição conforme regras objetivas; afirmação do papel dos especialistas religiosos; criação de normas e trâmites jurídicos universais. Durante esse periodo surge a importância do discurso religioso racional com estabelecimento de regras impessoais para os cargos religiosos; autonomia das funções e das regras da organização; busca de eficiência nas práticas religiosas conforme parâmetros preestabelecidos. 
Apresentando o processo da institucionalização do conteúdo religioso em diversas perspectivas, percebemos que o conteúdo original sofre um processo de forte institucionalização, que causa também dissidencias entre os seguidores, portanto, a instituição cria os mecanismos de controle das dissidências, evitando que o seu saber seja constantemente alterado, assim o conteúdo é preservado durante o processo de institucionalização em uma forma autêntica.
TEMA 3 – PROCESSO DA RACIONALIZAÇÃO  
O processo da racionalização da religião se encontra quando as religiões se organizam, impedindo as rupturas e desvio ou modificações do conteúdo no tempo e no espaço. Isso é necessário para a sobrevivência do conteúdo religioso e evita o desaparecimento da tradição em si. Alguns cientistas de religião apontam que o processo de institucionalização e racionalização da religião acaba deturpando o ideal original, tirando o foco da experiência original do fundador com suas estruturas, normas e dogmas, gerando o surgimento de novos movimentos internos entre os adeptos. 
O processo de racionalização, assim como a institucionalização das religiões, está intimamente ligado à sociedade e também à cultura na qual se encontra inserida. As relações entre cultura e religião são compreendidas como um movimento recíproco e dialético que exige uma organização social para funcionar. Como afirma Alves (2009, p. 28),
percebemos o saber religioso influenciando a cultura e contribuindo com parâmetros organizacionais; quando a sociedade está devidamente organizada e o papel das instituições estão definidos socialmente, a religião deixa de ser a organizadora e passa a funcionar como uma das instituições colaboradoras no aperfeiçoamento das estruturas sociais. 
A história das grandes tradições religiosas mostra sua importância nesse processo, acumulando forças morais e políticas que servem de modelo para um tecido social.
Ao longo dos séculos percebemos que as tradições religiosas trilharam o caminho preservando sua experiência mística que serviu como modelo para a sociedade. A ênfase na experiência seria a proteção contra a perda da identidade da religião e o distanciamento da instituição. Existe, também, um aspecto negativo desse processo de institucionalização, que seria o risco do conservadorismo que torna a instituição rígida, dura, incapaz de acompanhar as mudanças de épocas, que são importantes no processo de modernização das instituições. A rigidez institucional atrasa as mudanças necessárias conforme épocas e necessidades, dificultando as relações sadias entre a tradição religiosa, cultura e sociedade. 
Quase em todas as religiões, sejam menores ou maiores, primitivaslhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual.
( ) De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Além da ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas.
( ) Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
	
	B
	4 – 3 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Tradição Theravada: Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma. p. 493. (2) Tradição Mahayama: De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Além da ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas. p. 493. (3) Tradição Vajrayana: Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos que lhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual. p. 494. (4) Neobudismo: São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo. (livro-base, p. 494)
	
	C
	4 – 1 – 3 – 2
	
	D
	3 – 4 – 1 – 2
	
	E
	2 – 3 – 4 – 1
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Através de uma série de pesquisas de caráter históricas e empíricas, tem-se desde então introduzido uma nova fase de investigações, sobre um espectro temático de diversas práticas relacionadas à religião budista”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485, 486.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa que marca quem tem assumido um lugar de proeminência na produção de novos estudos sobre o budismo:
Nota: 10.0
	
	A
	O MEC.
	
	B
	Os departamentos de filosofia.
	
	C
	Os departamentos de história.
	
	D
	Os departamentos de teologia.
	
	E
	Os departamentos de ciências da religião.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Merecem destaque as pesquisas desenvolvidas pelos departamentos de Ciências da Religião no Brasil que, de maneira vanguardista, têm assumido um lugar de proeminência na produção de novos estudos sobre o Budismo. (livro-base, p. 486)
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Leia o seguinte excerto de texto:
“Essa metodologia subdivide dois grandes modelos, a saber: o 'Budismo étnico' ou de 'imigração' e, em segundo lugar, o 'Budismo de conversão' (segmentado entre conversões de 'primeira' e 'segunda' geração)”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 489.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, identifique corretamente os tipos de budismo às suas respectivas características:
1. Budismo étnico ou de imigração.
2. Budismo de conversão de primeira geração.
3. Budismo de conversão de segunda geração.
( ) Tipo de Budismo que toma forma no campo brasileiro é aquele oriundo do processo de adesão, por parte das elites intelectuais da sociedade, há uma prática budista marcada pelo Zen, por certa afinidade à teosofia e a uma perspectiva mais universalista do Budismo.
( ) Diferente da caracterização do perfil dos adeptos anteriores, não é restrita à um grupo étnico. Pelo contrário, o senso IBGE identificou que, a maior parte daqueles que compõem a identidade étnica desse Budismo, são indivíduos em sua grande maioria “brancos”, “pardos” e “pretos”.
( ) Resultante do movimento migratório de grupos familiares e de indivíduos asiáticos a procura de oportunidades de emprego, o Budismo étnico chega por volta dos anos de 1810 como uma prática religiosa restrita a devoção pessoal ou no interior da família.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3
	
	B
	3 – 2 – 1
	
	C
	1 – 3 – 2
	
	D
	3 – 1 – 2
	
	E
	2 – 3 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Budismo étnico ou de imigração: Resultante do movimento migratório de grupos familiares e de indivíduos asiáticos a procura de oportunidades de emprego, o Budismo étnico chega por volta dos anos de 1810 como uma prática religiosa restrita a devoção pessoal ou no interior da família. p. 489. (2) Budismo de conversão de primeira geração: tipo de Budismo que toma forma no campo brasileiro é aquele oriundo do processo de adesão, por parte das elites intelectuais da sociedade, há um prática budista marcada pelo Zen, por certa afinidade à teosofia e a uma perspectiva mais universalista do Budismo. p. 491. (3) Diferente da caracterização do perfil dos adeptos anteriores, não é restrita à um grupo étnico. Pelo contrário, o senso IBGE identificou que, a maior parte daqueles que compõem a identidade étnica desse Budismo, são indivíduos em sua grande maioria “brancos”, “pardos” e “pretos”. (livro-base, p. 492)
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Através de uma série de pesquisas de caráter históricas e empíricas, tem-se desde então introduzido uma nova fase de investigações, sobre um espectro temático de diversas práticas relacionadas à religião budista”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485, 486.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa que marca quem tem assumido um lugar de proeminência na produção de novos estudos sobre o budismo:
Nota: 10.0
	
	A
	O MEC.
	
	B
	Os departamentos de filosofia.
	
	C
	Os departamentos de história.
	
	D
	Os departamentos de teologia.
	
	E
	Os departamentos de ciências da religião.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Merecem destaque as pesquisas desenvolvidaspelos departamentos de Ciências da Religião no Brasil que, de maneira vanguardista, têm assumido um lugar de proeminência na produção de novos estudos sobre o Budismo. (livro-base, p. 486)
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber é categórico ao dizer que se preocupa sócio-historicamente com as condições e os efeitos das ações comunitárias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com o nome da obra escrita por Weber:
Nota: 10.0
	
	A
	Economia e sustentabilidade.
	
	B
	Economia e socialismo.
	
	C
	Economia e solidariedade.
	
	D
	Economia e sofrimento.
	
	E
	Economia e sociedade.
Você acertou!
Comentário: Questão que “fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade” (livro-base, p. 137).
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Somente em tempos mais recentes da produção acadêmica no Brasil, o Budismo tem ganhado maior interesse como objeto de estudos entre os pesquisadores”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, no século XIX já havia uma presença considerável de budistas no Brasil. Assinale a alternativa que marca como o budismo chegou ao território brasileiro:
Nota: 10.0
	
	A
	Através de campanhas missionárias evangelizadoras.
	
	B
	Através de intercâmbios religiosos.
	
	C
	Através de grupos de imigrantes asiáticos.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Muito embora já existisse uma presença significativa de budistas no país desde o século XIX, com grupos de imigrantes asiáticos. (livro-base, p. 485)
	
	D
	Através de incentivos culturais do governo.
 
	
	E
	Através de importação de literatura.
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com o censo IBGE 2010, a distribuição por 'raça ou cor' daqueles que se autodeclaram como budistas no Brasil está assim posta: 20% destes são 'pardos', 6% são 'pretos', 42% são brancos e 32% são 'amarelos'.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 497.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do grupo étnico que tem sofrido o maior decréscimo:
Nota: 10.0
	
	A
	Budismo “pardo”.
	
	B
	Budismo “preto”.
	
	C
	Budismo “amarelo”.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Comparando com os dados dos censos anteriores, poderemos notar o movimento de decrescimento entre praticantes étnicos do Budismo. Esse declínio se torna evidente entre o grupo que Usarski (2008) categoriza como “Budismo amarelo”. Entre os resultados dos anos de 2000 (37,9%) e 2010 (31,5%) há uma queda em torno de 6,4% no Budismo. (livro-base, p. 496)
	
	D
	Budismo “branco”
	
	E
	Budismo “vermelho”.
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“[...] depura-se que, há uma pequena diferença entre os dados levantados nos censos de 1991 e 2010, algo em torno de 9.436 budistas.”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 496.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, sobre o budismo no Brasil, nos últimos dez anos é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	Estagnou, mas se manteve numericamente.
	
	B
	Cresceu numericamente.
	
	C
	Estagnou e praticamente acabou.
	
	D
	Desestagnou, mas não cresceu.
	
	E
	Estagnou e declinou numericamente.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Não apenas estagnou, como também declinou em termos de adesão numericamente. (livro-base, p. 496)
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Outro elemento importante também é a distribuição geográfica do Budismo ao longo do país. Tais dados se acentuam e complexificam na medida em que realocamos a análise para as unidades da Federação”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 496.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do estado brasileiro onde se concentram a maioria dos praticantes de religiões orientais:
Nota: 10.0
	
	A
	Minas Gerais.
	
	B
	Paraná.
	
	C
	Rio de Janeiro.
	
	D
	Bahia.
	
	E
	São Paulo.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. São Paulo é o estado que mais concentra adeptos das “religiões orientais” com 55,31% do total destes no país. Do Budismo, a proporção chega a 62,95%, garantindo-se como o lugar de maior densidade de praticantes de todo o Brasil. (livro-base, p. 496)
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“É de suma importância iniciarmos nossa compreensão da religião sob o olhar weberiano, buscando entender como Max Weber, considerado por muitos o maior dentre os sociólogos da religião, analisou-a de maneira geral e classificou as diversas religiões que de uma forma ou de outra influenciam significativamente os homens até os nossos dias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, para Weber, a “busca da essência religiosa” é considerada:
Nota: 10.0
	
	A
	Importante.
	
	B
	Indiferente.
	
	C
	Imprescindível.
	
	D
	Indispensável.
	
	E
	Irrelevante.
Você acertou!
Comentário: "para outros teóricos diferentes de Weber, como LévyBruhl, James Frazer e Émile Durkheim, o porquê da presença ou permanência da religião é o mesmo onde quer que haja religião. Todos eles trabalham com a busca da essência religiosa, questão que 'fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade'” (livro-base, p. 137).Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais)”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, Weber e Fraser concordam quanto a finalidade do surgimento da religião. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa finalidade:
Nota: 10.0
	
	A
	Satisfazer as necessidades culturais.
	
	B
	Satisfazer as necessidades econômicas.
	
	C
	Satisfazer as necessidades sociais.
	
	D
	Satisfazer as necessidades espirituais.
	
	E
	Satisfazer as necessidades da vida.
Você acertou!
Comentário: Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais). No entanto, para ele, a religião surge com a mesma finalidade que para Frazer: satisfazer as necessidades da vida. (livro-base, p. 137)
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Muito embora já existisse uma presença significativa de budistas no país desde o século XIX, com grupos de imigrantes asiáticos, os trabalhos dedicados à análise e avaliação desta tradição religiosa no país remontam, de maneira formal, ao fim dos anos 90 e início de 2000”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa que marca os fatores que contribuem para o aumento das pesquisas de religiões orientais e do budismo:
Nota: 10.0
	
	A
	Maior procura sobre o assunto e liberação de mais bolsas de estudos.
	
	B
	Criação de novos cursos nas universidades federais e maior procura sobre o assunto.
	
	C
	Liberação de mais bolsas de estudos e descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais.
	
	D
	Descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais e criação de novos cursos nas universidades federais.
Você acertou!
Comentário: Pode-se dizer que, com a progressiva descentralização das pesquisas sobre cristianismos nos departamentos de Ciências da Religião nas universidades confessionais e a criação de novos cursos nas universidades federais, abriu-se um caminho para um novo status da pesquisa sobre religiões orientais e do Budismo no país. (livro-base, p. 486)
	
	E
	Criação de novos cursos nas universidades federais e diminuição de interesse em outras áreas.
 
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Todos eles trabalham com a busca da essência religiosa, questão que 'fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade'”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com a preocupação principal de Weber em relação às condições e efeitos comunitários:
Nota: 10.0
	
	A
	Socio-economicamente.
	
	B
	Sócio-geograficamente.
	
	C
	Sócio-culturalmente.
	
	D
	Sócio-politicamente.
	
	E
	Sócio-historicamente.
Você acertou!
Comentário: Weber é categórico ao dizer que se preocupa sócio-historicamente com as condições e os efeitos das ações comunitárias (livro-base, p. 137).
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber é categórico ao dizer que se preocupa sócio-historicamente com as condições e os efeitos das ações comunitárias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com o nome da obra escrita por Weber:
Nota: 10.0
	
	A
	Economia e sustentabilidade.
	
	B
	Economia e socialismo.
	
	C
	Economia e solidariedade.
	
	D
	Economia e sofrimento.
	
	E
	Economia e sociedade.
Você acertou!
Comentário: Questão que “fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade” (livro-base, p. 137).
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Somente em tempos mais recentes da produção acadêmica no Brasil, o Budismo tem ganhado maior interesse como objeto de estudos entre os pesquisadores”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, no século XIX já havia uma presença considerável de budistas no Brasil. Assinale a alternativa que marca como o budismo chegou ao território brasileiro:
Nota: 10.0
	
	A
	Através de campanhas missionárias evangelizadoras.
	
	B
	Através de intercâmbios religiosos.
	
	C
	Através de grupos de imigrantes asiáticos.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Muito embora já existisse uma presença significativa de budistas no país desde o século XIX, com grupos de imigrantes asiáticos. (livro-base, p. 485)
	
	D
	Através de incentivos culturais do governo.
 
	
	E
	Através de importação de literatura.
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Outro elemento importante também é a distribuição geográfica do Budismo ao longo do país. Tais dados se acentuam e complexificam na medida em que realocamos a análise para as unidades da Federação”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 496.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do estado brasileiro onde se concentram a maioria dos praticantes de religiões orientais:
Nota: 10.0
	
	A
	Minas Gerais.
	
	B
	Paraná.
	
	C
	Rio de Janeiro.
	
	D
	Bahia.
	
	E
	São Paulo.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta.São Paulo é o estado que mais concentra adeptos das “religiões orientais” com 55,31% do total destes no país. Do Budismo, a proporção chega a 62,95%, garantindo-se como o lugar de maior densidade de praticantes de todo o Brasil. (livro-base, p. 496)
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“[...] a religião vem a proporcionar uma atmosfera existencial: 'para que vás muito bem e vivas muitos e muitos anos sobre a face da terra'”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, para Weber a religião é uma ação comunitária que se transforma em:
Nota: 10.0
	
	A
	ação específica.
Você acertou!
Comentário: E ao afirmar que a religião é uma “ação comunitária”, ou seja, mais do que um conjunto de crenças, ou uma realidade que paira acima dos indivíduos, ela se transforma, na sua concepção, em um certo tipo de ação específica (livro-base, p. 137).
	
	B
	ação religiosa.
	
	C
	ação societária.
	
	D
	ação individual.
	
	E
	ação ordinária.
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais)”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, Weber e Fraser concordam quanto a finalidade do surgimento da religião. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa finalidade:
Nota: 10.0
	
	A
	Satisfazer as necessidades culturais.
	
	B
	Satisfazer as necessidades econômicas.
	
	C
	Satisfazer as necessidades sociais.
	
	D
	Satisfazer as necessidades espirituais.
	
	E
	Satisfazer as necessidades da vida.
Você acertou!
Comentário: Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais). No entanto, para ele, a religião surge com a mesma finalidade que para Frazer: satisfazer as necessidades da vida. (livro-base, p. 137)
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com o censo IBGE 2010, a distribuição por 'raça ou cor' daqueles que se autodeclaram como budistas no Brasil está assim posta: 20% destes são 'pardos', 6% são 'pretos', 42% são brancos e 32% são 'amarelos'.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 497.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do grupo étnico que tem sofrido o maior decréscimo:
Nota: 10.0
	
	A
	Budismo “pardo”.
	
	B
	Budismo “preto”.
	
	C
	Budismo “amarelo”.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Comparando com os dados dos censos anteriores, poderemos notar o movimento de decrescimento entre praticantes étnicos do Budismo. Esse declínio se torna evidente entre o grupo que Usarski (2008) categoriza como “Budismo amarelo”. Entre os resultados dos anos de 2000 (37,9%) e 2010 (31,5%) há uma queda em torno de 6,4% no Budismo. (livro-base, p. 496)
	
	D
	Budismo “branco”
	
	E
	Budismo “vermelho”.
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“É de suma importância iniciarmos nossa compreensão da religião sob o olhar weberiano, buscando entender como Max Weber, considerado por muitos o maior dentre os sociólogos da religião, analisou-a de maneira geral e classificou as diversas religiões que de uma forma ou de outra influenciam significativamente os homens até os nossos dias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, para Weber, a “busca da essência religiosa” é considerada:
Nota: 10.0
	
	A
	Importante.
	
	B
	Indiferente.
	
	C
	Imprescindível.
	
	D
	Indispensável.
	
	E
	Irrelevante.
Você acertou!
Comentário: "para outros teóricos diferentes de Weber, como LévyBruhl, James Frazer e Émile Durkheim, o porquê da presença ou permanência da religião é o mesmo onde quer que haja religião. Todos eles trabalham com a busca da essência religiosa, questão que 'fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade'” (livro-base, p. 137).
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Através de uma série de pesquisas de caráter históricas e empíricas, tem-se desde então introduzido uma nova fase de investigações, sobre um espectro temático de diversas práticas relacionadas à religião budista”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485, 486.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa que marca quem tem assumido um lugar de proeminência na produção de novos estudos sobre o budismo:
Nota: 10.0
	
	A
	O MEC.
	
	B
	Os departamentos de filosofia.
	
	C
	Os departamentos de história.
	
	D
	Os departamentos de teologia.
	
	E
	Os departamentos de ciências da religião.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Merecem destaque as pesquisas desenvolvidas pelos departamentos de Ciências da Religião no Brasil que, de maneira vanguardista, têm assumido um lugar de proeminência na produção de novos estudos sobre o Budismo. (livro-base, p. 486)
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Leia a citação:
“[…] no Brasil, teríamos o que ele chama de um 'universo dos budismos'. Em outras palavras, diferentes e diversas configurações do budismo a partir de tradições e segmentos distintos. O autor identifica pelo menos quatro grandes movimentos do budismo em solo brasileiro”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 493.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, relacione corretamente as tradições de budismoem solo brasileiro às suas respectivas características:
1. Tradição Theravada.
2. Tradição Mahayama.
3. Tradição Vajrayana.
4. Neobudismo.
( ) São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo.
( ) Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos que lhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual.
( ) De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Além da ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas.
( ) Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
	
	B
	4 – 3 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Tradição Theravada: Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma. p. 493. (2) Tradição Mahayama: De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Além da ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas. p. 493. (3) Tradição Vajrayana: Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos que lhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual. p. 494. (4) Neobudismo: São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo. (livro-base, p. 494)
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“É de suma importância iniciarmos nossa compreensão da religião sob o olhar weberiano, buscando entender como Max Weber, considerado por muitos o maior dentre os sociólogos da religião, analisou-a de maneira geral e classificou as diversas religiões que de uma forma ou de outra influenciam significativamente os homens até os nossos dias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, para Weber, a “busca da essência religiosa” é considerada:
Nota: 10.0
	
	A
	Importante.
	
	B
	Indiferente.
	
	C
	Imprescindível.
	
	D
	Indispensável.
	
	E
	Irrelevante.
Você acertou!
Comentário: "para outros teóricos diferentes de Weber, como LévyBruhl, James Frazer e Émile Durkheim, o porquê da presença ou permanência da religião é o mesmo onde quer que haja religião. Todos eles trabalham com a busca da essência religiosa, questão que 'fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade'” (livro-base, p. 137).
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“[...] a religião vem a proporcionar uma atmosfera existencial: 'para que vás muito bem e vivas muitos e muitos anos sobre a face da terra'”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, para Weber a religião é uma ação comunitária que se transforma em:
Nota: 10.0
	
	A
	ação específica.
Você acertou!
Comentário: E ao afirmar que a religião é uma “ação comunitária”, ou seja, mais do que um conjunto de crenças, ou uma realidade que paira acima dos indivíduos, ela se transforma, na sua concepção, em um certo tipo de ação específica (livro-base, p. 137).
	
	B
	ação religiosa.
	
	C
	ação societária.
	
	D
	ação individual.
	
	E
	ação ordinária.
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Comparativamente a outros grupos religiosos no Brasil, o segmento das 'religiões orientais' não possui uma expressividade significativa em termos numéricos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 495.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, segundo dados do IBGE 2010 sobre o budismo no Brasil é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	O budismo vai continuar fazendo parte das religiões minoritárias.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Tais dados acima apontam
que, de uma maneira em geral, o Budismo continuaria a se manter como uma “minoria religiosa” no cenário nacional. (livro-base, p. 495)
	
	B
	O budismo deve dobrar o número de adeptos nos próximos três anos.
	
	C
	O budismo deve alcançar maioria religiosa no brasil até 2050.
	
	D
	O budismo é a segunda maior religião no Brasil.
	
	E
	O budismo cresce cerca de 10% ao ano no Brasil.
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Muito embora já existisse uma presença significativa de budistas no país desde o século XIX, com grupos de imigrantes asiáticos, os trabalhos dedicados à análise e avaliação desta tradição religiosa no país remontam, de maneira formal, ao fim dos anos 90 e início de 2000”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 485.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigoROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa que marca os fatores que contribuem para o aumento das pesquisas de religiões orientais e do budismo:
Nota: 10.0
	
	A
	Maior procura sobre o assunto e liberação de mais bolsas de estudos.
	
	B
	Criação de novos cursos nas universidades federais e maior procura sobre o assunto.
	
	C
	Liberação de mais bolsas de estudos e descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais.
	
	D
	Descentralização de estudos sobre o cristianismo nas universidades confessionais e criação de novos cursos nas universidades federais.
Você acertou!
Comentário: Pode-se dizer que, com a progressiva descentralização das pesquisas sobre cristianismos nos departamentos de Ciências da Religião nas universidades confessionais e a criação de novos cursos nas universidades federais, abriu-se um caminho para um novo status da pesquisa sobre religiões orientais e do Budismo no país. (livro-base, p. 486)
	
	E
	Criação de novos cursos nas universidades federais e diminuição de interesse em outras áreas.
 
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber é categórico ao dizer que se preocupa sócio-historicamente com as condições e os efeitos das ações comunitárias”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com o nome da obra escrita por Weber:
Nota: 10.0
	
	A
	Economia e sustentabilidade.
	
	B
	Economia e socialismo.
	
	C
	Economia e solidariedade.
	
	D
	Economia e sofrimento.
	
	E
	Economia e sociedade.
Você acertou!
Comentário: Questão que “fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade” (livro-base, p. 137).
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Todos eles trabalham com a busca da essência religiosa, questão que 'fora por Weber afastada como sociologicamente irrelevante ou inoportuna, já no início de suas análises sobre a comunidade religiosa na obra Economia e sociedade'”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com a preocupação principal de Weber em relação às condições e efeitos comunitários:
Nota: 10.0
	
	A
	Socio-economicamente.
	
	B
	Sócio-geograficamente.
	
	C
	Sócio-culturalmente.
	
	D
	Sócio-politicamente.
	
	E
	Sócio-historicamente.
Você acertou!
Comentário: Weber é categórico ao dizer que se preocupa sócio-historicamente com as condições e os efeitos das ações comunitárias (livro-base, p. 137).
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Leia a citação:
“[…] no Brasil, teríamos o que ele chama de um 'universo dos budismos'. Em outras palavras, diferentes e diversas configurações do budismo a partir de tradições e segmentos distintos. O autor identifica pelo menos quatro grandes movimentos do budismo em solo brasileiro”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 493.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, relacione corretamente as tradições de budismo em solo brasileiro às suas respectivas características:
1. Tradição Theravada.
2. Tradição Mahayama.
3. Tradição Vajrayana.
4. Neobudismo.
( ) São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo.
( ) Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos que lhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual.
( ) De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Além da ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas.
( ) Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
	
	B
	4 – 3 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Tradição Theravada: Essa corrente, com maior expressividade nos países do Sudeste Asiático, possui como algumas de suas principais características a vida em monastérios e uma observância rigorosa com relação aos preceitos da meditação. No Brasil, ela é representada por três instituições – Sociedade Budista do Brasil, Centro de Estudos Budistas Nalanda e Casa do Dharma. p. 493. (2) Tradição Mahayama: De origem indiana, com influências persas e helenísticas, essa corrente é bastante expressiva em países como a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã. Além da ênfase monástica, desenvolve como modelo de conduta a imagem do bodhisattva, espaços mais abertos para a prática leiga e gerou toda uma tradição de correntes filosóficas. p. 493. (3) Tradição Vajrayana: Também conhecida como “Veículo do Raio ou Diamante” é de predominante em países como o Tibete, na Mongólia, e também em partes da China e Japão. É considerada como um desenvolvimento posterior do Mahayana, distintiva por aspectos que lhe são próprios: a prática de um budismo tântrico, místico e mágico, com um teor de simbolismo sexual. p. 494. (4) Neobudismo: São uma produção religiosa ocidental sobre seus interesses particulares sobre a reinvenção da tradição budista clássica para segmentos específicos de novas realidades sócio-culturais. Existiriam vários e diversos grupos atrelados à esse movimento como o chamado budismo modernista que da destaque aos aspectos filosóficos e psicológicos da doutrina em detrimento do aspecto religioso do budismo. (livro-base, p. 494)
	
	C
	4 – 1 – 3 – 2
	
	D
	3 – 4 – 1 – 2
	
	E
	2 – 3 – 4 – 1
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais)”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDOA RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.137.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, Weber e Fraser concordam quanto a finalidade do surgimento da religião. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa finalidade:
Nota: 10.0
	
	A
	Satisfazer as necessidades culturais.
	
	B
	Satisfazer as necessidades econômicas.
	
	C
	Satisfazer as necessidades sociais.
	
	D
	Satisfazer as necessidades espirituais.
	
	E
	Satisfazer as necessidades da vida.
Você acertou!
Comentário: Weber também é concludente ao afirmar que o porquê da presença e permanência da religião está relacionado com as circunstâncias sociais (econômicas, políticas e culturais). No entanto, para ele, a religião surge com a mesma finalidade que para Frazer: satisfazer as necessidades da vida. (livro-base, p. 137)
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Outro elemento importante também é a distribuição geográfica do Budismo ao longo do país. Tais dados se acentuam e complexificam na medida em que realocamos a análise para as unidades da Federação”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 496.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, assinale a alternativa com o nome do estado brasileiro onde se concentram a maioria dos praticantes de religiões orientais:
Nota: 10.0
	
	A
	Minas Gerais.
	
	B
	Paraná.
	
	C
	Rio de Janeiro.
	
	D
	Bahia.
	
	E
	São Paulo.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. São Paulo é o estado que mais concentra adeptos das “religiões orientais” com 55,31% do total destes no país. Do Budismo, a proporção chega a 62,95%, garantindo-se como o lugar de maior densidade de praticantes de todo o Brasil. (livro-base, p. 496)
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“[...] depura-se que, há uma pequena diferença entre os dados levantados nos censos de 1991 e 2010, algo em torno de 9.436 budistas.”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO. BARROZO, Victor Breno Farias. PARALELLUS Revista de Estudos de Religião – UNICAP, Recife, V 07, N 16, 483-499, Set/Dez, 2016. p. 496.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo ROSTOS DE UM BUDHA TUPINIQUIM: BREVE PANORAMA SOCIAL DO BUDISMO NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO, sobre o budismo no Brasil, nos últimos dez anos é correto afirmar que:
Nota: 10.0
	
	A
	Estagnou, mas se manteve numericamente.
	
	B
	Cresceu numericamente.
	
	C
	Estagnou e praticamente acabou.
	
	D
	Desestagnou, mas não cresceu.
	
	E
	Estagnou e declinou numericamente.
Você acertou!
Comentário: Esta é alternativa correta. Não apenas estagnou, como também declinou em termos de adesão numericamente. (livro-base, p. 496)
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.145.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa que apresenta o tipo de religião na qual Weber se concentra:
Nota: 10.0
	
	A
	Religião Soteriológica.
Você acertou!
Comentário: Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida. Na verdade, o autor se concentra especialmente sobre as religiões soteriológicas, as quais seriam responsáveis por manifestar uma ética fundada na ideia de uma fraternidade acósmica. (livro-base, p. 145)
	
	B
	Religião de libertação.
	
	C
	Religião Oriental.
	
	D
	Religião Mistica.
	
	E
	Religião Ociddental.
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De modo geral, as concepções de misticismo e ascetismo como termos contrapostos são pontos de partida essenciais no estudo das religiões em Weber, estando presentes em todas as suas análises sócio-históricas da religião”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.142.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente Misticismo e ascetismo às suas respectivas características:
1. Misticismo
2. Ascetismo
( ) Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino.
( ) Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina.
( ) Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: [1] Misticismo: Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino. Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador. [2] Ascetismo: Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina . (livro-base, p.143)
	
	B
	1 – 2 – 2
	
	C
	2 – 2 – 1
	
	D
	2 – 1 – 2
	
	E
	2 – 1 – 1
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Na Igreja Messiânica Mundial, as cerimônias de agradecimento tomam a forma de culto de gratidão e têm uma dinâmica centralizadora das várias iniciativas ligadas aos antepassados e à obtenção de graças”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.74.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta os três pilares da Igreja Messiânica Mundial:
Nota: 10.0
	
	A
	Johrel, literatura e proselitismo.
	
	B
	Literatura, Agricultura natural, orações diárias.
	
	C
	Proselitismo, johei e o belo.
	
	D
	Johrel,agricultura natural e o belo.
Você acertou!
Comentário: os três pilares da doutrina da IMM: johrel, agricultura natural e o belo. (livro-base, p. 77)
	
	E
	Aplicação de ervas, literatura e o johei.
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber está preocupado com a motivação, religiosa ou mágica, da ação social, que em sua existência original está voltada para este mundo e que se orienta através da experiência”.
Após esta avaliação, caso queira lero texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.138.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, ao se debruçar sobre as religiões mundiais o que Weber estuda? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Espiritualização cultural de suas cosmovisões.
	
	B
	Racionalização cultural de suas Religiões.
	
	C
	Racionalização cultural de suas denominações.
	
	D
	Espiritualização cultural de suas religiões.
	
	E
	Racionalização cultural de suas cosmovisões.
Você acertou!
Comentário: Ao se debruçar sobre as religiões mundiais (confucionismo-taoísmo, judaísmo-cristianismo e hinduísmo-budismo), Weber estuda a racionalização cultural de suas cosmovisões. (texto-base, p. 138)
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O cenário das religiões de origem japonesa, das NRJ, desvenda-se inicialmente por sua representação no censo demográfico de 2000”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.68.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que demonstra as regiões de maior presença de adeptos das novas religiões japonesas no Brasil:
Nota: 10.0
	
	A
	Sudeste, sul e centro-oeste.
Você acertou!
Comentário: Um dado importante dessa presença indica sua concentração nas regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste, vigoram as NRJ nos centros urbanos. (livro-base, p. 68) 
	
	B
	Sudeste, sul e Norte.
	
	C
	Sul e centro-oeste e nordeste.
	
	D
	Norte, nordeste e sul.
	
	E
	Nordeste, sul e sudeste.
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O alojamento das religiões japonesas no Brasil, de acordo com Mori (1988, p. 559-601), é compreensível em quatro períodos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
4. Quarto período
(  ) É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naquela época.
(  ) Vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "atividades religiosas na colônia".
(  ) Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes.
(  ) Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos.
Nota: 0.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
Comentário: [1] Primeiro período: É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naque- la época. [2] Segundo período: vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "ati- vidades religiosas na colônia". [3] Terceiro período: Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes. [4] Quarto período: Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos. (livro-base, p.70)
	
	B
	4 – 2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 4 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2 – 4
	
	E
	3 – 2 – 4 – 1
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“As transformações históricas que ocorreram no Japão, as quais indicam a introdução de valores ocidentais e de modernização”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.70.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, o que significa o termo japonês “shin-shûkyô”? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Novos japoneses.
	
	B
	Novas religiões.
Você acertou!
Comentário: O termo shin-shûkyô é usado para expressar as novas religiões originadas por meio de movimentos religiosos surgidos no Japão, a partir de meados do século XIX. (livro-base, p. 68)
	
	C
	Novas práticas.
	
	D
	Novas tradições.
	
	E
	Novas nações.
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“As várias sedes religiosas e nos centros de aprimoramento, como os Johrei Centers, são estabelecidas práticas rituais ligadas ao johrei”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.76.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que caracteriza a prática do Johei:
Nota: 10.0
	
	A
	Leituras direcionadas.
	
	B
	Comidas consagradas.
	
	C
	Infusão de chás.
	
	D
	Aplicação de ervas.
	
	E
	Imposição de mãos.
Você acertou!
Comentário: O johrei é uma prática de transmissão de energia divina por meio das mãos (livro-base, p. 76).
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Pela análise dos censos de 1940 a 2000, vê-se o decréscimo de adeptos do catolicismo e um crescente número de seguidores de outras religiões”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.72.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, a presença de qual religião contribuiu de forma decisiva para a aceitação das religiões orientais? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Islamismo.
	
	B
	Judaísmo.
	
	C
	Catolicismo.
	
	D
	Protestantismo.
	
	E
	Espiritismo.
Você acertou!
Comentário: A presença do espiritismo contribuiu de forma decisiva para uma acei- tação e procura pelas manifestações religiosas orientais, fato que teve sua razão em função das semelhanças de princípios (karma, reencarnação). (livro-base, p. 72)
Questão 10/10 - Literaturae Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com Rochedieu (1982, p. 191-192), podem-se estabelecer três períodos históricos em relação ao surgimento e à expansão das NRJ”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.70.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
(  ) Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constituição Japonesa de 1946.
(  ) Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários.
(  ) Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 0.0
	
	A
	1 – 2 – 3
	
	B
	2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2
	
	E
	3 – 2 – 1
Comentário: (1) Primeiro período: Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji. (2) Segundo período: Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários. (3) Terceiro período: Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constitui- ção Japonesa de 1946. (livro-base, p.70)
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Nesse contexto, os símbolos podem nos parecer absurdos, mas o nosso objetivo como cientistas, na visão durkheimiana, é descobrir a realidade que eles representam e seus significados mais profundos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.141.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa que apresenta o nome da obra escrita por Émile Durkheim:
Nota: 10.0
	
	A
	Economia e sociedade.
	
	B
	O Capital.
	
	C
	A república.
	
	D
	Formas elementares da vida religiosa.
Você acertou!
Comentário: Nesse contexto, os símbolos podem nos parecer absurdos, mas o nosso objetivo como cientistas, na visão durkheimiana, é descobrir a realidade que eles representam e seus significados mais profundos. Assim, para o autor das Formas elementares da vida religiosa. (texto-base, p. 141)
	
	E
	Ética protestante e o espírito do capitalismo.
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Para Weber, a sociedade não é vista meramente como uma entidade sui generis, a qual possui uma realidade concreta que se impõe ao indivíduo; e o que importa é o fato da interação, na medida em que influencia a conduta humana”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte, Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 136-155, jun. 2009. p. 142.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com a concepção mais geral utilizada por Weber na análise do fenômeno religioso:
Nota: 0.0
	
	A
	Concepção teleológica.
	
	B
	Concepção teológica.
	
	C
	Concepção sociológica.
	
	D
	Concepção biológica.
	
	E
	Concepção Ontológica.
Comentário: Desta forma, em torno dos aspectos constitutivos da análise da religião em Weber, acreditamos ser importante insistir sobre sua concepção mais geral acerca do fenômeno, ou seja, sua concepção ontológica da religião. (livro-base, p. 141)
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Trata-se de um fenômeno que tem maior incidência em meios urbanos e modernizados, e abrange as influências não só de religiões, mas também de filosofias orientais”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.69.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, o movimento de divulgação da cultura japonesa é denominado:
Nota: 10.0
	
	A
	Nipolização.
	
	B
	Nipomaníacos.
	
	C
	Japonização.
	
	D
	Ocidentalização.
	
	E
	Orientalização.
Você acertou!
Comentário: Torna-se presente um movimento de divulgação ultramarina dos japoneses, que tomou vulto como um processo de "multinacionalização", conforme propõe Nakamaki (1986). Salienta-se o sentido cultural comprometido na base das influências dessa mobilização denominado de orientalização. (livro-base, p. 68)
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.145.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa que apresenta o tipo de religião na qual Weber se concentra:
Nota: 10.0
	
	A
	Religião Soteriológica.
Você acertou!
Comentário: Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida. Na verdade, o autor se concentra especialmente sobre as religiões soteriológicas, as quais seriam responsáveis por manifestar uma ética fundada na ideia de uma fraternidade acósmica. (livro-base, p. 145)
	
	B
	Religião de libertação.
	
	C
	Religião Oriental.
	
	D
	Religião Mistica.
	
	E
	Religião Ociddental.
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O alojamento das religiões japonesas no Brasil, de acordo com Mori (1988, p. 559-601), é compreensível em quatro períodos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
4. Quarto período
(  ) É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japonesesnaquela época.
(  ) Vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "atividades religiosas na colônia".
(  ) Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes.
(  ) Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos.
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
Você acertou!
Comentário: [1] Primeiro período: É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naque- la época. [2] Segundo período: vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "ati- vidades religiosas na colônia". [3] Terceiro período: Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes. [4] Quarto período: Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos. (livro-base, p.70)
	
	B
	4 – 2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 4 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2 – 4
	
	E
	3 – 2 – 4 – 1
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Um dado importante dessa presença indica sua concentração nas regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste, vigoram as NRJ nos centros urbanos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.68.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, o número de adeptos das novas religiões japonesas já ultrapassou 150 mil. Assinale a alternativa que demonstra como é formado esse grupo:
Nota: 10.0
	
	A
	Formado apenas por pessoas de origem japonesa.
	
	B
	Formado por maioria de origem japonesa.
	
	C
	Formado de forma equilibrada, 50% de origem Japoneses e 50% de origem não japonesa.
	
	D
	Formado por maioria de origem não japonesa.
Você acertou!
Comentário: Sabendo-se que a maioria dos 150 mil adeptos compreende membros de origem não-japonesa, define-se um público que se projeta pela criação de significados culturais comprometidos no corpus dessas religiões. (livro-base, p. 68)
	
	E
	Formado apenas por pessoas de origem não japonesa.
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“As várias sedes religiosas e nos centros de aprimoramento, como os Johrei Centers, são estabelecidas práticas rituais ligadas ao johrei”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.76.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que caracteriza a prática do Johei:
Nota: 10.0
	
	A
	Leituras direcionadas.
	
	B
	Comidas consagradas.
	
	C
	Infusão de chás.
	
	D
	Aplicação de ervas.
	
	E
	Imposição de mãos.
Você acertou!
Comentário: O johrei é uma prática de transmissão de energia divina por meio das mãos (livro-base, p. 76).
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O terceiro período, designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta o nome da cidade brasileira que mais recebeu migração japonesa durante o êxodo rural:
Nota: 10.0
	
	A
	Rio de Janeiro.
	
	B
	Maringá.
	
	C
	São Paulo.
Você acertou!
Comentário: A cidade de São Paulo é a que teve maior foco de migração, pelo fato de as colônias japonesas se concentrarem no interior do estado (livro-base, p. 71).
	
	D
	Curitiba.
	
	E
	São Carlos.
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O cenário das religiões de origem japonesa, das NRJ, desvenda-se inicialmente por sua representação no censo demográfico de 2000”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.68.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que demonstra as regiões de maior presença de adeptos das novas religiões japonesas no Brasil:
Nota: 10.0
	
	A
	Sudeste, sul e centro-oeste.
Você acertou!
Comentário: Um dado importante dessa presença indica sua concentração nas regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste, vigoram as NRJ nos centros urbanos. (livro-base, p. 68) 
	
	B
	Sudeste, sul e Norte.
	
	C
	Sul e centro-oeste e nordeste.
	
	D
	Norte, nordeste e sul.
	
	E
	Nordeste, sul e sudeste.
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Na Igreja Messiânica Mundial, as cerimônias de agradecimento tomam a forma de culto de gratidão e têm uma dinâmica centralizadora das várias iniciativas ligadas aos antepassados e à obtenção de graças”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.74.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta os três pilares da Igreja Messiânica Mundial:
Nota: 10.0
	
	A
	Johrel, literatura e proselitismo.
	
	B
	Literatura, Agricultura natural, orações diárias.
	
	C
	Proselitismo, johei e o belo.
	
	D
	Johrel,agricultura natural e o belo.
Você acertou!
Comentário: os três pilares da doutrina da IMM: johrel, agricultura natural e o belo. (livro-base, p. 77)
	
	E
	Aplicação de ervas, literatura e o johei.
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Um dado importante dessa presença indica sua concentração nas regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste, vigoram as NRJ nos centros urbanos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis,ou modernas, o conteúdo religioso passa a desempenhar um papel de extrema importância na modernização institucional, porque faz a mediação interna e externa à religião. A mediação interna envolve a provocação de uma reflexão de atualização e adaptação ao momento histórico, o conhecimento da tradição no campo de doutrina, dogmas e ética. Enquanto a mediação externa, busca um diálogo constante com mundo e, assim, procura modernizar seu carisma e preservá-la conforme demandas da sociedade da época. As relações internas e externas devem ocorrer constantemente e simultaneamente no interior da religião.
A religião tem um papel importante de dar o sentido e significado aos elementos que, por vezes, na racionalidade do ser humano, encontram-se impotentes. Como afirma Alves, (2009, p.29), a religião mostra a origem e o fim último das coisas e como as pessoas devem se comportar dentro do mundo. Em síntese, a função da religião é contribuir para o processo de humanização da humanidade, sua função é afastar o homem das determinações biológicas e torná-lo humano, educando-o para a vida. Dentro desse contexto, encontramos o processo da racionalização e ao mesmo tempo a institucionalização da religião.
TEMA 4 – UMA APROXIMAÇÃO COM AS RELIGIÕES ORIENTAIS  
Realizado o caminho da institucionalização e racionalização, é necessário que haja uma aproximação com as tradições orientais antes de serem apresentadas no contexto de sua análise hermenêutica. O Oriente é um universo muito complexo, pois ele, além de ser um lugar de origem de muitas religiões, também é um habitat delas. Identificamos que a maioria delas possui suas raízes no ambiente agrícola e sustentadas pela visão cíclica, assim dificultando uma leitura adequada da interpretação. Apresentaremos brevemente os três universos dessas tradições: as indianas, as chinesas e as japonesas[2]. 
4.1 AS TRADIÇÕES INDIANAS
As religiões indianas às vezes também são denominadas como religiões índicas, sendo que originaram no subcontinente indiano. Essas religiões são hinduísmo, jainismo, budismo e sikhismo, de modo o hinduísmo atribui sua origem para tempos remotos. Embora as religiões indianas estejam conectadas ao longo da história da Índia, elas constituem uma ampla gama de comunidades religiosas, e não estão confinadas somente ao subcontinente indiano.
A história documentada das religiões indianas começa com a religião védica histórica, as práticas religiosas dos primeiros indo-iranianos, que foram coletadas e, posteriormente, redigidas nas primeiras sagradas escrituras chamadas de Vedas que pertence ao hinduísmo.
O período de composição, redação e comentários desses textos é conhecido como período védico, que durou de cerca de 1750 a 500 a.C. Durante esse período extenso, sofreu reformas, contrarreformas, revoltas e transformações, assim dando origem a mais duas tradições, chamadas jainismo e budismo. Posteriormente, com a entrada do islamismo, surgiu também uma religião híbrida, o sikhismo, trazendo uma nova configuração para as religiões indianas.
4.2 AS TRADIÇÕES CHINESAS
A civilização chinesa tem sido historicamente um berço e hospedeiro de uma variedade das tradições religiosas e atitudes filosóficas mais duradouras do mundo. O sistema mais difundido de crenças e práticas evoluiu e se adaptou desde, pelo menos, o período no segundo milênio a.C. Elementos fundamentais de uma teologia e explicação espiritual para a natureza do universo remontam a esse período e foram mais elaborados posteriormente nos séculos VI e V antes de Cristo.
Confucionismo e taoísmo (daoísmo), mais tarde unidos pelo budismo, constituem os "três ensinamentos" que moldaram a cultura chinesa. Não há fronteiras claras entre esses sistemas religiosos entrelaçados, que não afirmam ser exclusivos, e elementos de cada religião popular ou popular enriquecem. Os imperadores da China reivindicaram o Mandato do Céu e participaram de práticas religiosas chinesas. Basicamente, a religião chinesa envolve fidelidade à natureza, muitas vezes traduzida como "espíritos", definindo uma variedade de deuses e imortais.
4.3 AS TRADIÇÕES JAPONESAS 
No Japão, a religião se manifesta em duas correntes, principalmente no xintoísmo e no budismo, as duas principais crenças, que muitas vezes são praticadas simultaneamente. A grande parte da população segue os rituais e cultos xintoístas, que envolve a adoração dos ancestrais e espíritos da natureza em altares domésticos e santuários públicos. Também uma porção significante da população segue a tradição budista, que entrou posteriormente nessas ilhas. Espiritualidade e adoração são altamente ecléticas e personalizadas, e a afiliação religiosa é uma noção alienígena, muitas vezes são as combinações sincréticas de duas tradições.
Esse breve mapeamento das tradições orientais nos leva a perceber, no desenvolvimento da hermenêutica, em quais os elementos de uma religião exigem uma interpretação autêntica que nos leve aos conteúdos elaborados no passado, mas ajudam viver no presente. Para esse propósito, conheceremos brevemente a dinâmica da hermenêutica.  
TEMA 5 – DINÂMICA DA HERMENÊUTICA
Diante do entendimento que estabelece a conformação linguística da experiência religiosa, algumas abordagens têm se preocupado com as modalidades de linguagem do fenômeno religioso. Nessas abordagens, discute-se que a relação entre linguagem e conteúdo religioso possibilita a formação de diferentes formas linguísticas e modalidades de discursos, denominados como gêneros literários. 
Essas modalidades são as formas como as pessoas expressam sua experiência de sagrado, tanto para si como para os outros. Aplicando essa ideia para as religiões orientais, percebe-se que, de acordo com o conteúdo religioso, existem várias formas de expressão como narrativas, hinos, preces, mantras, gestos, fórmulas litúrgicas, ditos de sabedoria, inclusive o silêncio. As formas linguísticas devem ser consideradas mais do que instrumentos de classificação, mas sim instrumentos de produção, os quais, quando tomados em conjunto, auxiliam a delimitar o espaço de interpretação a partir do qual a linguagem religiosa pode ser compreendida (Ricoeur, 1981).
A relação entre religião e linguagem evidencia as características da linguagem religiosa utilizada diante de um conjunto extenso de modalidade linguísticas. Existe uma tendência dentre os estudos relacionados à religião e linguagem em demonstrar que os elementos linguísticos das expressões religiosas apontam para uma característica e funcionamento singular. Isso significa que a linguagem religiosa possui um caráter especifico em relação às outras linguagens, sendo que ela remete à experiência mística do sujeito que as vezes foge da expressão verbal (Ricoeur, 1981).
A reflexão acerca da especificidade da linguagem religiosa é tão complexa quanto a própria conceituação de religião, a qual assume diferentes significados ao longo do tempo e do espaço. Não obstante, observa-se que a principal distinção dessa modalidade linguística está em seu modo de significação: a linguagem religiosa se refere a uma realidade-outra que apenas é indicada nessa linguagem e apenas nela se representa. Justamente no interior dessa abordagem encontram as religiões orientais que também são influenciadas pelas culturas, cosmovisões geográficas e o estilo de vida praticada pelo povo.
NA PRÁTICA 
Sugerimos que você assista a uma entrevista do Professor Frank Usarski que aborda uma relação entre as religiões orientais e ocidentais e as relações que preservam entre si. Com base nessa entrevista, elabore uma reflexão adequada sobre a arte da interpretação.
· Disponível em: . Acesso em: 6 jan. 2021.
FINALIZANDO
Tratando-se da hermenêutica, percebemos que a conformação linguística da experiência religiosa possui uma característica e funcionamento singular, que se dá por meio de seu modo de significação. Com base nas categorias de símbolo e sinal, como proposto por Gadamar (1960), observa-se que a linguagem religiosa é dotada de sentidos de uma realidade-outra,n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.68.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, o número de adeptos das novas religiões japonesas já ultrapassou 150 mil. Assinale a alternativa que demonstra como é formado esse grupo:
Nota: 10.0
	
	A
	Formado apenas por pessoas de origem japonesa.
	
	B
	Formado por maioria de origem japonesa.
	
	C
	Formado de forma equilibrada, 50% de origem Japoneses e 50% de origem não japonesa.
	
	D
	Formado por maioria de origem não japonesa.
Você acertou!
Comentário: Sabendo-se que a maioria dos 150 mil adeptos compreende membros de origem não-japonesa, define-se um público que se projeta pela criação de significados culturais comprometidos no corpus dessas religiões. (livro-base, p. 68)
	
	E
	Formado apenas por pessoas de origem não japonesa.
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“As várias sedes religiosas e nos centros de aprimoramento, como os Johrei Centers, são estabelecidas práticas rituais ligadas ao johrei”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.76.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que caracteriza a prática do Johei:
Nota: 10.0
	
	A
	Leituras direcionadas.
	
	B
	Comidas consagradas.
	
	C
	Infusão de chás.
	
	D
	Aplicação de ervas.
	
	E
	Imposição de mãos.
Você acertou!
Comentário: O johrei é uma prática de transmissão de energia divina por meio das mãos (livro-base, p. 76).
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com Rochedieu (1982, p. 191-192), podem-se estabelecer três períodos históricos em relação ao surgimento e à expansão das NRJ”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.70.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
(  ) Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constituição Japonesa de 1946.
(  ) Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários.
(  ) Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 0.0
	
	A
	1 – 2 – 3
	
	B
	2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2
	
	E
	3 – 2 – 1
Comentário: (1) Primeiro período: Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji. (2) Segundo período: Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários. (3) Terceiro período: Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constitui- ção Japonesa de 1946. (livro-base, p.70)
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.145.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa que apresenta o tipo de religião na qual Weber se concentra:
Nota: 10.0
	
	A
	Religião Soteriológica.
Você acertou!
Comentário: Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida. Na verdade, o autor se concentra especialmente sobre as religiões soteriológicas, as quais seriam responsáveis por manifestar uma ética fundada na ideia de uma fraternidade acósmica. (livro-base, p. 145)
	
	B
	Religião de libertação.
	
	C
	Religião Oriental.
	
	D
	Religião Mistica.
	
	E
	Religião Ociddental.
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De modo geral, as concepções de misticismo e ascetismo como termos contrapostos são pontos de partida essenciais no estudo das religiões em Weber, estando presentes em todas as suas análises sócio-históricas da religião”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.142.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente Misticismo e ascetismo às suas respectivas características:
1. Misticismo
2. Ascetismo
( ) Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino.
( ) Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina.
( ) Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: [1] Misticismo: Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino. Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador. [2] Ascetismo: Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina . (livro-base, p.143)
	
	B
	1 – 2 – 2
	
	C
	2 – 2 – 1
	
	D
	2 – 1 – 2
	
	E
	2 – 1 – 1
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Nesse contexto, os símbolos podem nos parecer absurdos, mas o nosso objetivo como cientistas, na visão durkheimiana, é descobrir a realidade que eles representam e seus significados mais profundos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.141.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa que apresenta o nome da obra escrita por Émile Durkheim:
Nota: 10.0
	
	A
	Economia e sociedade.
	
	B
	O Capital.
	
	C
	A república.
	
	D
	Formas elementares da vida religiosa.
Você acertou!
Comentário: Nesse contexto, os símbolospodem nos parecer absurdos, mas o nosso objetivo como cientistas, na visão durkheimiana, é descobrir a realidade que eles representam e seus significados mais profundos. Assim, para o autor das Formas elementares da vida religiosa. (texto-base, p. 141)
	
	E
	Ética protestante e o espírito do capitalismo.
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber está preocupado com a motivação, religiosa ou mágica, da ação social, que em sua existência original está voltada para este mundo e que se orienta através da experiência”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.138.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, ao se debruçar sobre as religiões mundiais o que Weber estuda? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Espiritualização cultural de suas cosmovisões.
	
	B
	Racionalização cultural de suas Religiões.
	
	C
	Racionalização cultural de suas denominações.
	
	D
	Espiritualização cultural de suas religiões.
	
	E
	Racionalização cultural de suas cosmovisões.
Você acertou!
Comentário: Ao se debruçar sobre as religiões mundiais (confucionismo-taoísmo, judaísmo-cristianismo e hinduísmo-budismo), Weber estuda a racionalização cultural de suas cosmovisões. (texto-base, p. 138)
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Para Weber, a sociedade não é vista meramente como uma entidade sui generis, a qual possui uma realidade concreta que se impõe ao indivíduo; e o que importa é o fato da interação, na medida em que influencia a conduta humana”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte, Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 136-155, jun. 2009. p. 142.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com a concepção mais geral utilizada por Weber na análise do fenômeno religioso:
Nota: 10.0
	
	A
	Concepção teleológica.
	
	B
	Concepção teológica.
	
	C
	Concepção sociológica.
	
	D
	Concepção biológica.
	
	E
	Concepção Ontológica.
Você acertou!
Comentário: Desta forma, em torno dos aspectos constitutivos da análise da religião em Weber, acreditamos ser importante insistir sobre sua concepção mais geral acerca do fenômeno, ou seja, sua concepção ontológica da religião. (livro-base, p. 141)
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O alojamento das religiões japonesas no Brasil, de acordo com Mori (1988, p. 559-601), é compreensível em quatro períodos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
4. Quarto período
(  ) É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naquela época.
(  ) Vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "atividades religiosas na colônia".
(  ) Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes.
(  ) Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos.
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
Você acertou!
Comentário: [1] Primeiro período: É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naque- la época. [2] Segundo período: vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "ati- vidades religiosas na colônia". [3] Terceiro período: Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes. [4] Quarto período: Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos. (livro-base, p.70)
	
	B
	4 – 2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 4 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2 – 4
	
	E
	3 – 2 – 4 – 1
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Na Igreja Messiânica Mundial, as cerimônias de agradecimento tomam a forma de culto de gratidão e têm uma dinâmica centralizadora das várias iniciativas ligadas aos antepassados e à obtenção de graças”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.74.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta os três pilares da Igreja Messiânica Mundial:
Nota: 10.0
	
	A
	Johrel, literatura e proselitismo.
	
	B
	Literatura, Agricultura natural, orações diárias.
	
	C
	Proselitismo, johei e o belo.
	
	D
	Johrel,agricultura natural e o belo.
Você acertou!
Comentário: os três pilares da doutrina da IMM: johrel, agricultura natural e o belo. (livro-base, p. 77)
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“As várias sedes religiosas e nos centros de aprimoramento, como os Johrei Centers, são estabelecidas práticas rituais ligadas ao johrei”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.76.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que caracteriza a prática do Johei:
Nota: 10.0
	
	A
	Leituras direcionadas.
	
	B
	Comidas consagradas.
	
	C
	Infusão de chás.
	
	D
	Aplicação de ervas.
	
	E
	Imposição de mãos.
Você acertou!
Comentário: O johrei é uma prática de transmissão de energia divina por meio das mãos (livro-base, p. 76).
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber está preocupado com a motivação, religiosa ou mágica, da ação social, que em sua existência original está voltada para este mundo e que se orienta através da experiência”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte:Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.138.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, ao se debruçar sobre as religiões mundiais o que Weber estuda? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Espiritualização cultural de suas cosmovisões.
	
	B
	Racionalização cultural de suas Religiões.
	
	C
	Racionalização cultural de suas denominações.
	
	D
	Espiritualização cultural de suas religiões.
	
	E
	Racionalização cultural de suas cosmovisões.
Você acertou!
Comentário: Ao se debruçar sobre as religiões mundiais (confucionismo-taoísmo, judaísmo-cristianismo e hinduísmo-budismo), Weber estuda a racionalização cultural de suas cosmovisões. (texto-base, p. 138)
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De modo geral, as concepções de misticismo e ascetismo como termos contrapostos são pontos de partida essenciais no estudo das religiões em Weber, estando presentes em todas as suas análises sócio-históricas da religião”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.142.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente Misticismo e ascetismo às suas respectivas características:
1. Misticismo
2. Ascetismo
( ) Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino.
( ) Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina.
( ) Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: [1] Misticismo: Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino. Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador. [2] Ascetismo: Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina . (livro-base, p.143)
	
	B
	1 – 2 – 2
	
	C
	2 – 2 – 1
	
	D
	2 – 1 – 2
	
	E
	2 – 1 – 1
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Na Igreja Messiânica Mundial, as cerimônias de agradecimento tomam a forma de culto de gratidão e têm uma dinâmica centralizadora das várias iniciativas ligadas aos antepassados e à obtenção de graças”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.74.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta os três pilares da Igreja Messiânica Mundial:
Nota: 10.0
	
	A
	Johrel, literatura e proselitismo.
	
	B
	Literatura, Agricultura natural, orações diárias.
	
	C
	Proselitismo, johei e o belo.
	
	D
	Johrel,agricultura natural e o belo.
Você acertou!
Comentário: os três pilares da doutrina da IMM: johrel, agricultura natural e o belo. (livro-base, p. 77)
	
	E
	Aplicação de ervas, literatura e o johei.
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Para Weber, a sociedade não é vista meramente como uma entidade sui generis, a qual possui uma realidade concreta que se impõe ao indivíduo; e o que importa é o fato da interação, na medida em que influencia a conduta humana”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte, Belo Horizonte, v. 7, n. 14, p. 136-155, jun. 2009. p. 142.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa com a concepção mais geral utilizada por Weber na análise do fenômeno religioso:
Nota: 10.0
	
	A
	Concepção teleológica.
	
	B
	Concepção teológica.
	
	C
	Concepção sociológica.
	
	D
	Concepção biológica.
	
	E
	Concepção Ontológica.
Você acertou!
Comentário: Desta forma, em torno dos aspectos constitutivos da análise da religião em Weber, acreditamos ser importante insistir sobre sua concepção mais geral acerca do fenômeno, ou seja, sua concepção ontológica da religião. (livro-base, p. 141)
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O alojamento das religiões japonesas no Brasil, de acordo com Mori (1988, p. 559-601), é compreensível em quatro períodos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
4. Quarto período
(  ) É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naquela época.
(  ) Vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "atividades religiosas na colônia".
(  ) Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes.
(  ) Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos.
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
Você acertou!
Comentário: [1] Primeiro período: É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naque- la época. [2] Segundo período: vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "ati- vidades religiosas na colônia". [3] Terceiro período: Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes. [4] Quarto período: Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos. (livro-base, p.70)
	
	B
	4 – 2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 4 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2 – 4
	
	E
	3 – 2 – 4 – 1
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com Rochedieu (1982, p. 191-192), podem-se estabelecer três períodos históricos em relação ao surgimento e à expansão das NRJ”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi.Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.70.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
(  ) Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constituição Japonesa de 1946.
(  ) Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários.
(  ) Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3
	
	B
	2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2
	
	E
	3 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Primeiro período: Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji. (2) Segundo período: Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários. (3) Terceiro período: Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constitui- ção Japonesa de 1946. (livro-base, p.70)
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O terceiro período, designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta o nome da cidade brasileira que mais recebeu migração japonesa durante o êxodo rural:
Nota: 10.0
	
	A
	Rio de Janeiro.
	
	B
	Maringá.
	
	C
	São Paulo.
Você acertou!
Comentário: A cidade de São Paulo é a que teve maior foco de migração, pelo fato de as colônias japonesas se concentrarem no interior do estado (livro-base, p. 71).
	
	D
	Curitiba.
	
	E
	São Carlos.
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“As transformações históricas que ocorreram no Japão, as quais indicam a introdução de valores ocidentais e de modernização”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.70.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, o que significa o termo japonês “shin-shûkyô”? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Novos japoneses.
	
	B
	Novas religiões.
Você acertou!
Comentário: O termo shin-shûkyô é usado para expressar as novas religiões originadas por meio de movimentos religiosos surgidos no Japão, a partir de meados do século XIX. (livro-base, p. 68)
	
	C
	Novas práticas.
	
	D
	Novas tradições.
	
	E
	Novas nações.
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Um dado importante dessa presença indica sua concentração nas regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste, vigoram as NRJ nos centros urbanos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.68.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, o número de adeptos das novas religiões japonesas já ultrapassou 150 mil. Assinale a alternativa que demonstra como é formado esse grupo:
Nota: 10.0
	
	A
	Formado apenas por pessoas de origem japonesa.
	
	B
	Formado por maioria de origem japonesa.
	
	C
	Formado de forma equilibrada, 50% de origem Japoneses e 50% de origem não japonesa.
	
	D
	Formado por maioria de origem não japonesa.
Você acertou!
Comentário: Sabendo-se que a maioria dos 150 mil adeptos compreende membros de origem não-japonesa, define-se um público que se projeta pela criação de significados culturais comprometidos no corpus dessas religiões. (livro-base, p. 68)
Questão 1/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“As várias sedes religiosas e nos centros de aprimoramento, como os Johrei Centers, são estabelecidas práticas rituais ligadas ao johrei”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.76.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que caracteriza a prática do Johei:
Nota: 10.0
	
	A
	Leituras direcionadas.
	
	B
	Comidas consagradas.
	
	C
	Infusão de chás.
	
	D
	Aplicação de ervas.
	
	E
	Imposição de mãos.
Você acertou!
Comentário: O johrei é uma prática de transmissão de energia divina por meio das mãos (livro-base, p. 76).
Questão 2/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De modo geral, as concepções de misticismo e ascetismo como termos contrapostos são pontos de partida essenciais no estudo das religiões em Weber, estando presentes em todas as suas análises sócio-históricas da religião”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.142.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente Misticismo e ascetismo às suas respectivas características:
1. Misticismo
2. Ascetismo
( ) Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino.
( ) Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina.
( ) Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: [1] Misticismo: Não tende ao estado de ação, mas de “possessão”, pelo qual o indivíduo não é um instrumento, mas um receptáculo do divino. Renúncia do mundo e uma glorificação do ócio racional e contemplador e do rito purificador. [2] Ascetismo: Caracterizado como uma postura ético-religiosa em que o homem se concebe como um instrumento da vontade divina . (livro-base, p.143)
	
	B
	1 – 2 – 2
	
	C
	2 – 2 – 1
	
	D
	2 – 1 – 2E
	2 – 1 – 1
Questão 3/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O terceiro período, designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta o nome da cidade brasileira que mais recebeu migração japonesa durante o êxodo rural:
Nota: 10.0
	
	A
	Rio de Janeiro.
	
	B
	Maringá.
	
	C
	São Paulo.
Você acertou!
Comentário: A cidade de São Paulo é a que teve maior foco de migração, pelo fato de as colônias japonesas se concentrarem no interior do estado (livro-base, p. 71).
	
	D
	Curitiba.
	
	E
	São Carlos.
Questão 4/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Pela análise dos censos de 1940 a 2000, vê-se o decréscimo de adeptos do catolicismo e um crescente número de seguidores de outras religiões”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.72.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, a presença de qual religião contribuiu de forma decisiva para a aceitação das religiões orientais? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Islamismo.
	
	B
	Judaísmo.
	
	C
	Catolicismo.
	
	D
	Protestantismo.
	
	E
	Espiritismo.
Você acertou!
Comentário: A presença do espiritismo contribuiu de forma decisiva para uma acei- tação e procura pelas manifestações religiosas orientais, fato que teve sua razão em função das semelhanças de princípios (karma, reencarnação). (livro-base, p. 72)
Questão 5/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“De acordo com Rochedieu (1982, p. 191-192), podem-se estabelecer três períodos históricos em relação ao surgimento e à expansão das NRJ”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.70.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
(  ) Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constituição Japonesa de 1946.
(  ) Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários.
(  ) Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji.
Agora, selecione a alternativa que apresenta a sequência correta:
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3
	
	B
	2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2
	
	E
	3 – 2 – 1
Você acertou!
Comentário: (1) Primeiro período: Vai de meados do século XIX, final da era Tokugawa, anos dos líderes militares do Japão feudal, os xóguns, além de toda a era Meiji. (2) Segundo período: Esse período é caracterizado como de opressão às novas seitas, tendo um cenário caracterizado por grande depressão econômica e com movimentos militares totalitários. (3) Terceiro período: Se iniciou após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, um novo alento inseriu as novas religiões na via de uma expansão solidificada pela liberdade religiosa estabelecida pela Constitui- ção Japonesa de 1946. (livro-base, p.70)
Questão 6/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Nesse contexto, os símbolos podem nos parecer absurdos, mas o nosso objetivo como cientistas, na visão durkheimiana, é descobrir a realidade que eles representam e seus significados mais profundos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.141.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa que apresenta o nome da obra escrita por Émile Durkheim:
Nota: 10.0
	
	A
	Economia e sociedade.
	
	B
	O Capital.
	
	C
	A república.
	
	D
	Formas elementares da vida religiosa.
Você acertou!
Comentário: Nesse contexto, os símbolos podem nos parecer absurdos, mas o nosso objetivo como cientistas, na visão durkheimiana, é descobrir a realidade que eles representam e seus significados mais profundos. Assim, para o autor das Formas elementares da vida religiosa. (texto-base, p. 141)
	
	E
	Ética protestante e o espírito do capitalismo.
Questão 7/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Na Igreja Messiânica Mundial, as cerimônias de agradecimento tomam a forma de culto de gratidão e têm uma dinâmica centralizadora das várias iniciativas ligadas aos antepassados e à obtenção de graças”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.74.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas, assinale a alternativa que apresenta os três pilares da Igreja Messiânica Mundial:
Nota: 10.0
	
	A
	Johrel, literatura e proselitismo.
	
	B
	Literatura, Agricultura natural, orações diárias.
	
	C
	Proselitismo, johei e o belo.
	
	D
	Johrel,agricultura natural e o belo.
Você acertou!
Comentário: os três pilares da doutrina da IMM: johrel, agricultura natural e o belo. (livro-base, p. 77)
	
	E
	Aplicação de ervas, literatura e o johei.
Questão 8/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber está preocupado com a motivação, religiosa ou mágica, da ação social, que em sua existência original está voltada para este mundo e que se orienta através da experiência”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.138.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo-base DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, ao se debruçar sobre as religiões mundiais o que Weber estuda? Assinale a alternativa correta:
Nota: 10.0
	
	A
	Espiritualização cultural de suas cosmovisões.
	
	B
	Racionalização cultural de suas Religiões.
	
	C
	Racionalização cultural de suas denominações.
	
	D
	Espiritualização cultural de suas religiões.E
	Racionalização cultural de suas cosmovisões.
Você acertou!
Comentário: Ao se debruçar sobre as religiões mundiais (confucionismo-taoísmo, judaísmo-cristianismo e hinduísmo-budismo), Weber estuda a racionalização cultural de suas cosmovisões. (texto-base, p. 138)
Questão 9/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“O alojamento das religiões japonesas no Brasil, de acordo com Mori (1988, p. 559-601), é compreensível em quatro períodos”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: A presença de valores orientais na cultura brasileira: as novas religiões japonesas CASTILHO, Gilberto Baptista. GODOY, Marília Gomes Ghizzi. Revista de Ciências Humanas – EDUFSC, Florianópolis, n. 39, p. 67-81, Abril de 20. p.71.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, relacione corretamente os períodos históricos das novas religiões japonesas às suas respectivas características:
1. Primeiro período
2. Segundo período
3. Terceiro período
4. Quarto período
(  ) É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naquela época.
(  ) Vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "atividades religiosas na colônia".
(  ) Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes.
(  ) Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos.
Nota: 10.0
	
	A
	1 – 2 – 3 – 4
Você acertou!
Comentário: [1] Primeiro período: É designado "ausência de religião" e exprime a precária situação dos imigrantes japoneses naque- la época. [2] Segundo período: vai desde a década de 20 a meados da de 30, quando se intensificou a imigração, foi classificado como "ati- vidades religiosas na colônia". [3] Terceiro período: Designado "êxodo rural - migração urbana", abrange a metade da década de 30 ao início da década de 50. Nele se processa a migração urbana quando, por conta de uma bem-sucedida conjuntura econômica da agricultura, muitos japoneses passaram de arrendatários a agricultores independentes. [4] Quarto período: Conhecido como "ressurreição das religiões japonesas", quando ocorreu um primeiro impulso da difusão das religiões japonesas e sua expansão nos centros urbanos. (livro-base, p.70)
	
	B
	4 – 2 – 3 – 1
	
	C
	2 – 4 – 1 – 3
	
	D
	3 – 1 – 2 – 4
	
	E
	3 – 2 – 4 – 1
Questão 10/10 - Literatura e Hermenêutica das Religiões Orientais e Contemporâneas
Considere o fragmento a seguir:
“Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida”.
Após esta avaliação, caso queira ler o texto integralmente, ele está disponível em: DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER. OLIVEIRA, Arilson Silva de. Horizonte: Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião – PUCMG, Belo Horizonte, V 07, N 14, 136-155, Jun, 2019. p.145.
Conforme o fragmento do texto e os conteúdos do artigo DESVENDANDO A RELIGIÃO E AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM MAX WEBER, assinale a alternativa que apresenta o tipo de religião na qual Weber se concentra:
Nota: 10.0
	
	A
	Religião Soteriológica.
Você acertou!
Comentário: Weber se preocupa exatamente com a tensão existente entre a conduta religiosa e as demais esferas da vida. Na verdade, o autor se concentra especialmente sobre as religiões soteriológicas, as quais seriam responsáveis por manifestar uma ética fundada na ideia de uma fraternidade acósmica. (livro-base, p. 145)
	
	B
	Religião de libertação.
	
	C
	Religião Oriental.
	
	D
	Religião Mistica.
	
	E
	Religião Ociddental.
image1.wmf
image2.wmfcujos sentidos são reconhecidos por sua comunidade religiosa e por meio dos quais essa mesma comunidade se afirma no reconhecimento deles.
Entende-se que o símbolo como função representativa e o sinal como função indicativa apresentam os mecanismos de compreender a linguagem religiosa verbal e não verbal. Nesse sentido, conclui-se que a reflexão das linguagens das religiões envolve também uma reflexão de seus lugares de origem e pertencimento.
A hermenêutica, portanto, por se preocupar em compreender os sentidos contidos nas enunciações, destaca-se como um instrumento importante para a interpretação da linguagem religiosa, contribuindo para refletir e aprender as significações que fazem dessa linguagem uma modalidade particular.
REFERÊNCIAS
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ANDRADE, J. Relações ecumênicas e inter-religiosas: construindo uma ponte entre as religiões. Curitiba: InterSaberes, 2019.
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CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994.
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GEERTZ, C.  A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
KUNG, H. Religiões do mundo: Em busca dos pontos comuns. Campinas: Verus Editora, 2004.
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NOGUEIRA, P. A. S. (Org.). Linguagens da Religião: desafios, métodos e conceitos centrais. São Paulo: Paulinas, 2012.
PASSOS, J. Como a religião se organiza: tipos e processos. São Paulo, Paulinas, 2006.
RICOUER, P. Hermeneutics and the Human Sciences: Essays on Language, Action and Interpretation. Cambridge University Press, 1981.
SCHLEIERMACHER, F. Hermeneutics and Criticism: And other writings. Editor Andrew Bowie, Anglia Polytechnic University, Cambridge, 1998.
WITTGENSTEIN, L. Tractatus Logico-Philosophicus. Chiron Academic Press, 2016.
[1]No campo da ciência da religião, a “Realidade Última” ou “Sentido Último” são as formas utilizadas para designar Deus ou Absoluto ou supremo.
[2]Muitas vezes esquecemos que as religiões ocidentais como judaísmo, cristianismo e islamismo, também são do Oriente, sendo que elas têm suas raízes no Oriente Médio, mas nesta abordagem não iremos tratar dessas tradições religiosas.
AULA 2
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joachim Andrade
CONVERSA INICIAL
Desde os tempos imemoriais, a Índia era uma terra fascinante devidos a suas paisagens geográficas e sua localização estratégica. A terra fértil proporcionou para agricultura que deu ao cultivo de variedade de especiarias que são conhecidas no mundo todo. Inúmeros povos invadiram e maioria deles permaneceram. A evolução social, a convivência com o diferente e atitude pacífica e política ao longo dos séculos enriqueceu enormemente a cultura indiana, possibilitando a origem a grandes tradições religiosas e na construção do seu conteúdo religioso.
A teoria evolucionista do historiador e indólogo Max Muller sobre a origem da civilização indiana afirma que, em torno do ano de 2500 a.C., certo grupo de nômades do norte do Irã, chamado arianos, deixou sua realidade do deserto emigrando em seis direções. Os grupos que foram em direção ao ocidente se espalharam em toda a Europa, tornando-se os ancestrais dos povos gregos, romanos, celtas, teutônicos e eslavos. Enquanto os que tomaram a direção do Oriente tornaram-se os ancestrais dos indianos.
É que, quando os arianos invadiram a Índia, ali encontraram um povo nativo conhecido como drávidas, o povo da agricultura. Os nômades, com seus espíritos aventureiros, estabeleceram a supremacia sobre os pacíficos nativos, aculturaram-se e finalmente deram origem a uma complexa religião ritualística conhecida como a Religião Védica ou Vedismo.  Ao longo dos séculos, essa tradição original sofreu as ramificações dando origem as outras tradições como jainismo, budismo e sikhismo e outras manifestações contemporâneas.
Nesta aula, não há pretensão de tratar sobre as religiões indianas em si, mas sim, apresentar as sagradas escrituras em que se encontra o depósito do saber e a experiência mística que levou a desenvolver as tradições religiosas. Seguiremos a ordem cronológica, iniciando com hinduísmo, jainismo, budismo e sikhismo que são as religiões originárias da Índia que possuem uma mútua relação entre si. Para tal procedimento, é necessário o mapeamento do contexto histórico de origem cada uma dessas tradições, que por sua vez ajudaria o estudante compreender melhor o universo indiano distante e peculiar para interpretar e entender melhor as religiões indianas.
TEMA 1 – CONTEXTO DE ORIGEM DAS RELIGIÕES INDIANAS  
Seguindo a ordem cronológica, é difícil datar a origem do hinduísmo, sendo que essa tradição é vista como “way of life”, estilo de vida. Mas existem evidencias dos ritos védicos elaborados por volta de 1500 a.C. Posteriormente se tornou uma religião muito mais complexa vinculada à vida espiritual e social. Ao longo do primeiro milênio antes de Cristo, passou por reformas, contrarreformas, atualizações de conteúdos e, assim, deu a origem para novas ramificações.
As religiões jainismo e budismo podem ser consideradas como religiões filhas da mãe hinduísmo, sendo que os conteúdos dessas tradições seria um aperfeiçoamento do imaginário hinduísta. Tanto o hinduísmo como as outras duas possuem suas raízes na terra fértil da bacia do rio Ganges, portanto o foco delas está mais voltado para a tranquilidade, contato com a natureza, o silêncio e meditação.
É fundamental saber os contextos históricos que levaram os fundadores do jainismo e o budismo para tomar uma atitude de escolher caminhos distintos – um caminho puramente individual e racional. Entre os séculos 800 – 500 a.C. o hinduísmo se encontrava no auge em seu sistema religioso com seus complexos ritos. Também nesse período, desenvolveu-se uma estrutura social que levou a uma eventual dominação da classe sacerdotal conhecida como brâmanes.
A religião védica, que era centrada nos quatro Vedas, estava sob controle dessa classe que dava mais importância aos rituais. Então, surgiu uma reação muito forte por parte dos não conformistas, que levou à queda dos brâmanes e eventual transferência do poder à classe guerreira. Surgiram diversos movimentos religiosos, em que os líderes espirituais tentaram achar as respostas para questões de vida dentro de si mesmos e não mais nos rituais.
As existentes divindades começaram a perder seu lugar no universo ritualístico, e o indivíduo emergiu como centro da consciência, conhecimento. O enfraquecimento do poder dos brâmanes à classe guerreira (kshatriyas) e os fundadores dessas duas correntes pertenciam a classe guerreira, perceberam a manipulação por parte da classe sacerdotal hindu e iniciam uma revolução religiosa que daria pouco espaço aos rituais, assim evitando os mediadores da salvação.  Os dois precisamente criticaram o sistema das castas, rituais oficiados pelos sacerdotes, por fim a própria existência das divindades. A partir desse protesto surgiram o jainismo e budismo já no século VI a.C.
O contexto do surgimento sikhismo passa um período de dois milênios depois do surgimento do jainismo e budismo. Remete para as épocas de descobrimentos, colonizações, avanço da tradição islã etc. Precisamente os séculos XV e XVI avistaram um crescente conflito entre os fiéis de duas religiões dominantes da Índia o hinduísmo e o islamismo.  A qualidade da vida moral dos muçulmanos era muito inferior e a vida espiritual dos hindus estava na decadência. O hinduísmo afirmava a presença de inúmeras deidades criando uma confusão nos rituais, enquanto os reis muçulmanos estavam no poder apoiando muita violência e agressão.
Muitos hindus foram obrigados a se converter ao islamismo. Nessa realidade conflituosa, surge o sikhismo, afirmando que a verdadeira unidade entre as crenças diferentesé possível por meio da adoração do objeto comum – Um único Deus.  Assim o sikhismo nasceu no começo de século XVI, contra a intolerância islâmica e contra múltiplas divindades hinduístas. 
Essa breve introdução dos contextos de origem dessas quatro religiões indianas nos leva a fazer uma análise adequada sobre cada uma delas, dando ênfase principal para as sagradas escrituras.    
TEMA 2 – HINDUÍSMO
É considerada a mais antiga das religiões vivas da humanidade. Atualiza-se permanentemente por meio das novas roupagens oferecidas por numerosos mestres espirituais que viveram na Índia ao longo dos séculos. A palavra hindu foi inventada pelos muçulmanos para manter a pureza de sua raça e crença. Compreendida a partir da subdivisão, hi quer dizer violência, du significa longe.
O hindu é aquele que está longe da violência. O hinduísmo não surgiu a partir de um único fundador como o cristianismo, budismo ou islã. É uma coletânea da sabedoria de diversos mestres, anônimos em sua maioria. Sendo a origem obscura, seu nome primal é Sanathana Dharma, que significa “A Religião Eterna”. Por essa razão, a grande maioria dos hindus, na Índia, considera, misticamente, que o Hinduísmo não tem origem nem fim, simplesmente apareceu e permanecerá pela eternidade.
Afinal, como lembra Andrade (2010, p. 41), “não tendo um único fundador, o hinduísmo parece ter a vantagem de não estar preso a uma figura referencial, o que possibilita a abertura de espaço para diversas interpretações” que, por não terem um fundador e um dogma absoluto, acabam sendo “tidas como válidas”.
Em vez de todas as novas ideias serem rejeitadas como heresias, inúmeras passam a ser incorporadas dentro do hinduísmo como novas perspectivas ou novas linhas desta religião plural, assim como inúmeros “homens santos” se tornam, em certa medida, os representantes da religião para seus discípulos e as comunidades nas quais estão inseridos, em certa medida “encarnando” a autoridade religiosa normalmente fluida e indefinida.
Por outro lado, cientistas da religião, historiadores e antropólogos procuram estabelecer um possível período para sua origem histórica e desenvolvimento. Os ícones das divindades encontradas na região do vale do Indu, os resquícios das práticas ritualísticas e as mais importantes descobertas arqueológicas, das ruínas de antigas civilizações em Mohen-jo-daro e Harappa, apontam a existência de um povo conhecido como dravidianos no período em torno de 3000 a.C. Adoradores de uma divindade conhecida como Pashupathi, "Senhor do Gado", apontam também para a origem do Shivaísmo, religião vigente antes da invasão dos nômades arianos, em torno de 2500 a.C. 
Para se situar melhor, apresentaremos somente alguns elementos mais importantes, pois o hinduísmo é muito vasto e complexo. Primeiramente, o hinduísmo estabelece alguns princípios de vida para a existência humana, que poderão ser resumidos em quatro: artha, kama, dharma e moksha. Como aponta Octávio Paz, esses princípios têm sua própria dinâmica, e um sustenta o outro.  
O primeiro refere-se à vida prática, ao mundo dos ganhos e das perdas, dos êxitos e fracassos; o segundo, domínio do prazer e da vida sexual, não está regido pelo interesse, mas pelo desejo; o terceiro compreende a vida superior: o dever, a moral e os princípios que norteiam a conduta de cada um diante de sua família, sua casta e a sociedade; o quarto consiste na libertação das cadeias da existência. Todas as quatro finalidades são legítimas. Porém, na escala de valores, o prazer é superior ao trabalho, o dever ao prazer, e a libertação aos outros três (Paz, 1996, p. 151).
A vivência desses princípios se dá a partir de outro conceito, Varnashramadharma, que por sua vez se subdivide em três: varna, ahrama e dharma. 
Varna significa "cor". Os arianos, de pele clara, discriminaram os nativos indianos de pele escura no início do processo de aculturação. Essa atitude promoveu posteriormente o estabelecimento do sistema das castas na Índia.
Ashrama consiste em quatro estágios que cada ser humano deve vivenciar ao longo de sua vida, idealmente, para cumprir a contento suas obrigações religiosas. Cada fase consiste em 25 anos, a primeira, brahmacharya, o estágio da disciplina e da educação, os anos da juventude plena; grahastha, o estágio da paternidade e da maternidade e do trabalho ativo, no qual os vínculos familiares são vividos; vanaprastha, o estágio de recolhimento, quando os laços como mundo exterior são desatados e finalmente sanyasa, uma passagem para a vida ascética, que significa um desapego completo em relação ao mundo e à família (Jansen, 1995). O ashrama é o sistema que impulsiona o indivíduo a evoluir gradativamente de um estado para outro.
Um último conceito que deve ser destacado é a ‘lei do carma’ ou a crença na reencarnação. A lei do carma pode ser vista como uma espécie de mecanismo cósmico de equilíbrio do qual ninguém pode escapar.
A presente existência é configurada e determinada pelas ações [carma] de uma existência prévia, que por si só foi o resultado das ações de uma existência anterior, e assim sucessivamente numa série de vidas sem início definido, submetidas a um determinismo cego de rígida retribuição. (Antoine, 1997, p. 153)
As nossas ações nos deixam permanecer na roda da vida, conhecida como samsara.
O hinduísmo também apresenta diversos caminhos para sair desse samsara, que são: caminhos de conhecimento, serviço e devoção (jnana, karma, bhakti). Por isso percebe-se que o povo hindu no modo geral é religioso e demonstra isso por meio de suas práticas ascéticas tradicionais.
2.1 SAGRADAS ESCRITURAS DO HINDUÍSMO
As formulações de Sagradas Escrituras hinduístas estendem um período de quase 1500 anos e se encontra intimamente vinculada com a experiência direta de Deus dos milhares de mestres, pois conforme a tradição hinduísta "o único teste aceitável da verdade (Deus) é a experiência direta do indivíduo" (Lokeswarananda, 1995, 4). Foi à experiência pessoal direta de muitos sábios durante centenas de anos que formou o conjunto das Sagradas Escrituras.
Existem duas formas de fazer a experiência de Deus. A primeira é chamada como Sruti, a experiência direta, significando "aquilo que é ouvido"; a segunda é Smriti ou “aquilo que é lembrado” quando a experiência direta é testada e verificada na vida com defasagem no tempo. Todo o conjunto de Sagradas Escrituras pode ser chamado de Vedas, mas esse conjunto também é dividido em diversas partes conforme a época de sua formulação.
Os primeiros livros desse conjunto chamam-se os quarto Vedas: Rig, o livro das orações; Sama, o livro dos cânticos; Yajur, o livro dos rituais que são utilizados nos sacrifícios; o quarto veda, Atharva, é o livro dos encantamentos sagrados, de onde adquirimos o conhecimento relativo às crenças mágicas e animistas do povo comum.
Os livros que seguem posteriormente são: Bramanas e Aranyakas. O foco destes livros é a elaboração dos rituais. Quem deve oficiar os ritos, regras de pureza aos ritos, a língua deve ser utilizada aos ritos etc. A classe sacerdotal recebe as prescrições e orientações para oficiar tais rituais. 
Upanishads, são 13 livros, coletânea das histórias espirituais que dão importância para as práticas de meditação e de escuta. Upa significa, ao lado; nishad simbolicamente prestar atenção. Aquele que senta ao lado do mestre para escutar.
Os últimos livros são dois épicos: Ramayana e Mahabharata que elaboram os princípios éticos para uma vivência adequada na sociedade. O último capítulo do épico Mahabharata é conhecido como Bhagavad Gita, mais importante entre as sagradas escrituras. Este é tão aclamado quanto o Novo Testamento dos cristãos; finaliza o teste da experiência direta, sendo um relato da veracidade do conhecimento empírico dos textos anteriores.
TEMA 3 – JAINISMO
O surgimento do jainsimo se deve aos fatores ritualísticos e o complexo sistema das castas que foram elaborados pelo hinduísmo durante o período da estratificação da sociedade indiana. O fundador Vardhamana Mahavira (599 – 527 a.C.) um príncipe que realizouuma revolta em relação as práticas e deu nova visão para uma nova religião. A existência do fundador de uma religião deve ser compreendida a partir de duas perspectivas, a mítica e a histórica. Na perspectiva mítica, a vida de Mahavira se insere no entendimento do tempo como algo infinito, composto por uma série de movimentos ascendentes e descendentes que duram milhões de anos. Ele é um – o vigésimo quarto – dentre vinte e quatro mestres ou tirthankaras, aqueles que fazem a vau por meio das águas do renascimento, que reacendem a fé jainista quando a humanidade entra em declínio espiritual (Bowker, 1997, p. 46).
Na perspectiva histórica, Mahavira, considerado como o renovador do jainismo, era contemporâneo de Buda. Ele nasceu por volta das 599 a. C. na bacia do rio Ganges, na região de Patna, em uma família da casta guerreira no norte da Índia. Seu pai era o rei Sudhodana, sua mãe, a rainha Chaitra Shukla Trayodsahi, popularmente conhecida como Trishala Devi.
Segue uma lenda provocativa em relação ao papel dos brâmanes no contexto de seu nascimento: a rainha Trishala era a “segunda mãe” do futuro líder religioso, pois
[...] o embrião de Mahavira fora equivocadamente colocado, por um dos servos de deus Indra, no útero de Devananda, uma mulher que pertencia à casta sacerdotal bramanista. Como todos os tirthankaras devem nascer na casta guerreira, o embrião foi transferido para a rainha Trishala pelo mensageiro Harinegameshin. (Bowker, 1997, p.46)
O nome inicial do renovador era Vardhamana, que significa “aquele que caminha sempre para frente” – assim, foi destinado, desde a concepção de seu nome, a ser um dos grandes profetas do Jainismo. Pouco se sabe sobre sua vida histórica, pois muitas lendas foram incorporadas ao redor dele pelos seus discípulos ao longo dos anos.
Desde a infância, Vardhamana era conhecido pela coragem, tanto que recebeu o título de “Mahavira”, “Grande Herói” (“Maha”, “grande”, e “Vira” ou “Veera”, “herói”). Como príncipe, teve todas as possibilidades de desenvolver suas capacidades em todas as artes e também na esfera intelectual. Mahavira era obediente aos pais e, já aos oito anos de idade, observou votos de não violência. Não se casou e viveu uma vida austera, dedicando-se à contemplação pessoal. Ele renunciou a todos os prazeres e à vida palaciana; deixou, mesmo, a família e os amigos para se tornar um asceta errante. Depois de “negar o corpo” fazendo penitência intensa por doze anos, atingiu a iluminação. Mahavira acreditava que a renúncia seria o único caminho para atingir a alegria eterna. Então, distribuiu toda sua riqueza aos pobres da região – inclusive, o pequeno pedaço de tecido que lhe cobria o corpo – e permaneceu vivendo na floresta.
Depois da iluminação pessoal, realizou algumas viagens pregando a experiência religiosa adquirida durante sua vida de ascese. A experiência empírica do sofrimento entre os seres humanos, observava, extraiu toda a felicidade da vida, o que fez com que procurasse um meio adequado para ajudar os seres humanos. Sua primeira atitude foi fazer uma profunda análise do Hinduísmo e seus complexos rituais.
Conforme Mahavira, os rituais do Hinduísmo eram meras superstições incapazes de trazer benefício aos seres humanos. A adoração das divindades se mostrava mais uma busca de aquisição de mérito pessoal do que a prática de bondade e da compreensão do verdadeiro significado das sagradas escrituras. Ele condenou a prática religiosa dos brâmanes e introduziu uma ética mais simples, tendo pregado a não violência em relação aos outros seres.
Encontramos semelhança entre sua pregação e as de Jesus e Confúcio, quando Mahavira afirma em seu sermão: “faça aos outros o que você deseja ser feito a si próprio. A violência ou a dor que você causa para qualquer ser, em qualquer forma, animal ou humana, é igualmente maléfica, como se fosse causada a si próprio” (SASHITAL). Assim, percebe-se que toda doutrina de Mahavira enfatiza a unidade da vida e a fraternidade. Mahavira faleceu aos 72 anos, em 527 a. C.
3.1 SAGRADAS ESCRITURAS JAINISTAS
Os textos sagrados jainistas compreendem “o Agama” os ensinamentos de Mahaveera; “os Cheda-sutras”, as regras do asceticismo e “Culika-sutras” os textos abrangem a natureza da mente e do conhecimento.
Os Cheda-sutras apresentam o cerne de doutrina jainista, os Grandes Votos, conhecidos como Mahavratas que são feitas pelos monges. Como apresenta Bowker, “não violência (ahimsa), falar a verdade (satya), a abstinência sexual (brahmacharya), não pegar nada que não seja dado (asteya) e desligamento de pessoas, lugares e coisas (aparigraha). Mais tarde, um sexto foi a ele adicionado: abster-se de comer à noite” (Bowker, p. 42). Enquanto os leigos fazem os votos menores, por exemplo, viver por toda a vida como vegetarianos, manter a proibição de cultivar a terra, cortar as árvores, ferver a água, usar o fogo e matar os insetos. Para os jainistas somente seis ocupações são aceitáveis pela tradição: “governar, escrever, as artes, a lavoura, sem um artífice e o comércio” (Bowker, p. 42). No modo geral eles são muito ricos.
TEMA 4 – BUDISMO  
Nenhuma biografia de Buda foi escrita antes de se passarem algumas centenas de anos de sua morte; em consequência, sua figura e sua vida compõem um misto de história e de lenda. Conforme as evidências históricas, Sidhartha Gautama, nasceu por volta de 563 a.C em Kapilavastu, no sopé do Himalaya, em território do atual Nepal. Era o filho de rei Shuddhodana, da tribo dos guerreiros chamados Shakyas, sua mãe rainha Maya Devi que faleceu logo após seu nascimento. Devido à sua pertença a essa tribo Sidhartha também chamado como Shakyamuni.
No modo geral, pouco que conhecemos os elementos básicos de sua vida, pois logo os elementos lendários foram incorporados ao redor da vida dele. Um dos elementos incorporado dessa natureza é que logo após seu nascimento, Sidhartha, o príncipe, foi encontrado caminhando sete passos, imprimindo sete marcas de lótus no chão e neste ínterim, com uma das mãos erguidas para o céu e outra para a terra, proclamando:
Eu venho do Paraíso de Tusita. Este é meu último renascer no Mundo dos Homens. Estou vindo a este mundo para tornar-me Buda pelo bem da humanidade. Irei elucidar a todos sobre ambos, os segredos do Universo e as verdades da vida. Será minha missão redimir e libertar todos os seres vivos. (Yun, p. 5) 
Desorientados os pais notaram 36 marcas no corpo de Sidhartha, o pai convocou os monges da região para saber o significado dessas marcas. Um dos monges Asita disse: “Ele tornar-se-á um grande imperador, o chakravartin o movedor de roda governando o mundo se mantiver-se leigo; ou alcançará a iluminação e tornar-se-á Buda se for ordenado monge sanyasin, ou o renunciante” (Yun, p. 2). Para assegurá-lo como príncipe, o rei comprou uma fazenda onde construiu três palácios: para inverno, verão e outono, oferecendo-lhe todo o luxo e beleza da vida.
Nessa fazenda teve sua formação e demonstrou sua extraordinária inteligência. Aos doze anos, ele podia compreender na totalidade, o chamado Pancha Vidya, as cinco ciências ou estudos da Índia antiga; e o no campo religioso o domínio no conhecimento dos Quatro Vedas ou Dogmas. Além disso, especializou-se também na ciência bélica e nas táticas militares, o Príncipe Siddhartha era incomparavelmente magnífico. Casou-se aos 16 anos de idade como sua prima Yashodhara, conforme o desejo do seu pai, e teve também um filho Rahula. Tudo era tranquilo para Sidhartha até seus 29 anos de idade.
É difícil dizer quais os eventos tristes levaram Sidhartha a sair do palácio, mas a tradição preserva a história de sua experiência que foi ver as imagens do sofrimento, que encontrou ao sair do palácio. Como sintetiza Renard, “[...] o jovem viu o homem encurvado e perguntou qual era o problema. Velhice, foi a resposta dos servos. Quando perguntou sobre o leproso em agonia; doença foi a resposta. Sobre a procissão dos aflitos ao redor de um defunto; os servos disseram a morte” (Renard, p. 24). Depois de avistar essas imagens, ficou profundamente entristecidorealizou seu quarto passeio em que “encontra-se com um monge mendicante, de uma magreza espantosa, vestido com farrapos e apenas com tigela de esmolas na mão. No entanto, possuía o olhar sereno de um vencedor. Era um monge asceta, um homem que vencera a dor, a morte, e a angústia, em busca do Atman (o Eu)” (Simões, p. 22). Depois de avistar esse monge Sidhartha percebeu que é na serenidade dele que existe uma saída que conduz à libertação. 
Assim, aos 29 anos de idade, após um período de profunda reflexão, o Príncipe Siddhartha decidiu desistir do mundo; e, ao mesmo tempo, solicitou ao seu Pai, o Rei Suddhodana, permissão para prosseguir e realizar aquilo que ele havia decidido. O pai tentou convencer o filho a assumir o trono. Então, o Príncipe Siddhartha, decididamente disse ao seu pai se ele poderia atender e cumprir a vontade do pai uma vez que ele garante a realização de quatro aspectos fundamentais de vida: (1) Que não exista a velhice e que o homem possua a eterna juventude; (2) Que não haja doença; (3) Que não haja morte para nenhum ser vivo; e, (4) Que nada acabe ou se deteriore.
Por não encontrar nenhuma saída, o pai o deixou. Uma vez que Sidhartha tinha clareza de seus objetivos procurou por formas diversas, por diferentes caminhos e, também, consultando os monges hindus. Não encontrando as respostas ele mesmo iniciou seu caminho pessoal, meditando embaixo de uma figueira perto de aldeia de Gaya. Neste local, ele chegou à perfeita harmonia, que, de modo geral, é conhecida como iluminação. Até então ele era Sidhartha e daquele momento em diante veio a ser um Buda, um ser iluminado. Pela primeira vez, então, reconhece no mal a causa de todos os sofrimentos e vislumbra os meios pelos quais poderia conseguir triunfar sobre ele. Feita esta experiência o Buda foi pregando sua doutrina por mais 45 anos até sua morte aos 80 anos de idade.
4.1 SAGRADAS ESCRITURAS BUDISTAS  
Buda mesmo não escreveu textos sagrados budistas, parece que os discípulos de Buda posteriormente escreveram sobre seus ensinamentos. Por muito tempo os monges budistas mantiveram os textos sagrados em uma forma oral, recitando nos encontros e nas orações diárias.
A primeira e mais completa coleção de sagradas escrituras é “Tripitaka” ou Três cestos de sabedoria que se encontra na língua pali, que era falada no tempo de Buda no norte da Índia.
O primeiro cesto era chamado como vinaya-pitaka ou cesto da ordem. O conteúdo básico deste é a vida do Buda, a origem da vida monástica e as regras de disciplina no monastério.
Sutra–pitaka é o segundo, o cesto das instruções que contém os ensinamentos de Buda e suas vidas anteriores. Encontram-se escritos em uma forma de histórias ou jatakas.
O terceiro cesto, o Abhidharma-pitaka, do ensino superior. Este contém o conteúdo organizado em sete secções desde o século IV antes de Cristo.
Existem outros textos secundários que abordam o conteúdo do budismo. O texto Mahavastu, que aborda sobre os diversos estágios de se tornar um bodhisatva. O segundo texto secundário é “Questões do Rei Milinda” que incorpora o diálogo entre o Nagasena, o sábio budista com o rei Milinda da origem grega, que teve ocupação da Índia depois do Alexandre Magno. O terceiro texto secundário é Prjnaparamita sutra ou a Sabedoria Perfeita que compreende as explanações para atingir a iluminação. 
TEMA 5 – SIKHISMO
Guru Nanak (1469-1539), fundador do Sikhismo, nasce dentro da tradição Hindu em um pequeno vilarejo Talwandi no Estado de Punjab no norte da Índia. Casou-se aos 12 anos de idade, ainda rapaz, manifestou tendências à meditação e poucas habilidades para as ocupações terrenas. Contudo, aceitou trabalhar no armazém de um nawab (funcionário do império mongol na Índia) como guarda-livros na cidade de Sultanpur. Conforme as escritas sikh, em 1499, Guru Nanak enquanto se banhava no rio Bein, teve uma profunda experiência da presença de Deus que ele mesmo afirmar como o chamado de Deus. Nanak recebe uma taça de amrit (néctar celestial) e uma ordem:
Nanak esta é taça devoção ao Nome: bebe-a [...]. Estou contigo e abençôo e exalto. Todo aquele que se lembrar de ti terá a minha benção. Vai, rejubila-te em meu Nome e ensina os outros a fazerem o mesmo [...]. Deposito sobre ti o dom de meu Nome. Que isso seja tua vocação. (Bowker, 1997, p. 78)
Ele emergiu do rio depois de três dias, vendeu tudo o que tinha e afirmou que não existem hindus ou muçulmanos, pois ele tinha percebido que a maioria das pessoas não seguia sua fé com a fidelidade. Podemos notar sua atitude de que o Deus era maior do que qualquer tipo de divisão religiosa. Tendo essa atitude iniciou inúmeras viagens que o levaram quase toda Índia, principalmente aos centros de peregrinações inclusive ao exterior especificamente a cidade de Meca. Nesses centros ele estabeleceu os centros de adoração conhecidos como dharamsalas ou sanghat. O propósito desses centros era para escutar o mestre e cantar os hinos sendo que eles eram considerados como a congregação mista das religiões. Era uma comunidade aberta, com cozinha – guru ka langar, para todos comerem juntos.
Notamos que Nanak tirou todo seu conteúdo religioso do hinduísmo e islamismo, ele mesmo não teve a simpatia para com as práticas dessas duas religiões. Ele não teve simpatia para com os sanyasis hindus ou aqueles que largaram o mundo e os compromissos da sociedade. Sua crítica se encontra nas suas respostas quando alguém lhe perguntou: ‘Nanak como vai o mundo” e ele respondeu: “A terra está cheia de pecado, os sábios, místicos e os santos estão escondidos nas montanhas. Quem que está aqui para salvar o mundo?”. Sua crítica aos muçulmanos é percebida em outra pergunta, feita por um peregrino perto de Meca: quem é superior, hindu ou muçulmano? Nanak respondeu “Os hindus e os muçulmanos irão chorar e não terão lugar no céu pela brutalidade que fizeram”.
Nanak também utilizou o bom senso, quando adormecido com os pés na direção de Meca, um muçulmano, o acordou, pedindo-o para mudar a direção.  “Irmão”, disse Nanak, “se pensas que mostrei o desrespeito por ter meus pés apontados para a casa de Deus – então me indica alguma outra direção onde Deus não esteja”. Sua proposta de apresentar a igualdade entre as pessoas pode ser notada na sua acolhida dos dois companheiros Bala e Mardana de castas inferiores a quem ele chamou bhai, que significa irmãos, pois conforme o Nanak, o verdadeiro religioso é aquele vê todas pessoas como iguais.
Nos últimos anos de sua vida, Nanak retirou-se paras a cidade de kartarpur, que lhe foi dada, onde morreu em 1539. 
5.1 SAGRADAS ESCRITURAS DO SIKHISMO
O livro sagrado do sikhismo é conhecido como Adi Granth, ou o “Livro Original”, reverenciado como o “Guru Granth Sahib”, o Guru que incorpora a tradição sikh (Bowker, 1997). É uma coletânea dos hinos escritos por diversos gurus falando sobre a mensagem da libertação espiritual por meio da crença no único Deus ou Nam. O conteúdo do livro é organizado conforme a tonalidade musical conhecida como raga ou melodia. Além disso, a riqueza do Guru Granth Sahib é que ele incorpora também os hinos compostos pelos místicos hindus e muçulmanos.
A leitura pode ser realizada tanto pelas mulheres como os homens, uma vez que ambos tenham o conhecimento da escrita. O sikhismo também encoraja a leitura contínua de 48 horas do Guru Granth Sahib para adquirir o foco mental e concentração e assim trazer o benéfico espiritual. Normalmente O Guru Granth Sahib se encontra instalado no Gurudwara e tratado com muito respeito e devoção. Alguns rituais também são mantidos, como cobri-lo com roupas, guirlandas e abaná-lo com chauri ou leque para refrescá-lo e, dessa forma, a palavra de Deus e seus ensinamentos são respeitados.   
NA PRÁTICA
A sugestão é que assistam a um vídeo que aborda sobre as sagradas escrituras hinduístas, principalmente os vedas. A partir dessa informação, adquirir os conhecimentos sobre a construção do conteúdo das tradições religiosas indianas. Vídeo disponível em: . Acesso em: 7 fev. 2021.
FINALIZANDOO primeiro olhar hermenêutico das religiões indianas, seja de dentro e fora da Índia, afirmam que elas possuem muita culpa na pobreza e na miséria das massas indianas. O pensamento voltado para o além, a crença no destino, a resignação em face das injustiças sociais e, sobretudo, o sistema de castas levariam à falta de responsabilidade política, à passividade social e à indiferença face à crescente corrupção.
Esses olhares, entretanto, não devem esquecer o que o antigo presidente K. R. Narayanan mencionou como ponto positivo: que no hinduísmo, desde o início e sobretudo a partir do movimento de renovação do século XIX, sempre existiu a vigorosa tradição de um etos, de valores, normas e atitudes éticas.  Apesar de existirem poucos tratados sistemáticos de ética, encontramos já no século II a.C., a primeira sistematização da ética e orientação muito prática realizada por Patanjali, o fundador da filosofia da yoga. O ensinamento seria como libertar-se dos apegos construídos ao longo do crescimento por meio de esforços sistemáticos e assim controlar as forças físicas e psíquicas da natureza humana.
A partir dos textos sagrados, percebe-se que o hinduísmo apresenta o itinerário de autodomínio com os elementos de uma ética básica: satya – a verdade; asteya – o não furtar; brahmacharya – a castidade e aparigraha – o não possuir. Enquanto o jainsimo fornece as pistas a partir do conceito de ahisma – ou não violência rigorosa com as práticas meditativas. O budismo, por sua vez, apresenta o caminho de racionalidade, buscando compreender a razão da dukha, o sofrimento humano para solucioná-lo. Por fim, o sikhismo apresenta o caminho da irmandade, a partir da cozinha comum – guru ka langar – para partilhar a mesa.
Nessa forma, mostram-se dogmaticamente abertas, colocando frente a frente as diversas concepções filosóficas de vida assim pessoas podem nelas basear-se, encontrando aí a fundamentação de interpretações para os problemas cotidianos. Além disso, fornecem um ponto de partida realista com as pistas para um campo de batalha, o "lugar de luta" da vida, com todos os seus conflitos externos e internos.
É interessante notar que as religiões indianas defendem claramente um etos mundial: não uma "ética", no sentido de um sistema ético, mas sim um etos, no sentido de uma atitude moral. Não é exigida uma ascese, por exemplo, nem uma renúncia monástica ao mundo com o fim de livrar-se do fluxo dos nascimentos. Mas sim uma atividade unida a um distanciamento do mundo, que, em larga escala, também pode ser aceita por adeptos de qualquer tradição religiosa.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, J. DEUS DO DESERTO, DEUS DO VALE: a Geografia como ponto de partida para a compreensão do Fenômeno Religioso. In: INTERAÇÕES: Cultura e Comunidade. Revista de Ciência da Religião Faculdade Católica de Uberlândia. Dossiê Geografia da Religião – nova abordagem, v.5 n.7, p. 13-38, jan./jun. 2010.
ANTOINE, R. Hindu Ethics: General Ethics. In: DE SMET, R.; NEUNER, J.(ed).  Religious Hinduism. St. Pauls: Mumbai, 1997.
BOWKER, J. Para entender as Religiões: As grandes religiões mundiais explicadas por meio de uma combinação perfeita de texto e imagens. São Paulo: Editora Ática, 1997.
JANSEN, J. (compiladora). O livro das Imagens Hinduístas. São Paulo: Totalidade Editora LTDa, 1995.
LOKESWARANANDA, S. The Essence of Hinduism. In: MATAJI, V. (ed). Shabda Shakti Sangam, Jeevan-Dhara Sadhana Kutir, Rishikesh, 1995. 
PAZ, O. Vislumbres da Índia: Um diálogo com a condição humana. São Paulo: Mandarim, 1996.
RENARD, J. Responses to 101 Questions on Buddhism. Bandra, Mumbai, India: Better Yourself Books, 2001.
SIMÕES, G. JOSÉ. O Pensamento Vivo de Buda. São Paulo: Maria Claret Editores, 1985.
YUN, S. S. V. Buda, Nosso Grande Senhor: Biografia Resumida do Buda Sakyamuni. São Paulo: Editora Fundação Fuman, 1986.
AULA 3
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joachim Andrade
CONVERSA INICIAL
HERMENÊUTICA DAS RELIGIÕES CHINESAS: CONFUCIONISMO, TAOISMO E BUDISMO CHINÊS
Ao observar o Ocidente, percebe-se que há muita influência da China em campos variados, mas o campo religioso, todavia, permanece incógnito. As religiões chinesas abrangem um universo mais amplo, incorporando filosofias, cosmovisões e crenças nos espíritos e antepassados. Desse modo, observa-se que a religiosidade chinesa era carregada de magia e outros cultos primitivos.
Por volta do século VI a.C. essa religiosidade começa a ser organizada por dois pensadores: Confúcio e Lao-Tsé, apresentando focos distintos. O primeiro, na dimensão social, e o segundo, na dimensão individual. Mais tarde a doutrina budista indiana foi levada à China, que conseguiu adaptar ao contexto chinês mostrando novos caminhos. Assim, todo o conteúdo religioso das sagradas escrituras e o pensamento religioso e filosófico atribuído às essas três tradições.
Nesta aula, a nossa pretensão é apresentar os textos sagrados dessas tradições para que possamos interpretá-los e entendê-los melhor. Para tal propósito, iremos abordar sucintamente o universo cosmológico da China, que deu a origem e habitat para essas religiões e ajudou a estabelecerem suas marcas religiosas e sociais tanto na China como em alguns países do sudeste asiático.
Em seguida apresentaremos cada uma das tradições, tratando sobre os fundadores e os textos sagrados. Por fim, teremos um olhar hermenêutico sobre os textos sagrados, análise dos seus contextos históricos e a possibilidade de aplicar seus conteúdos aos nossos tempos.
TEMA 1 – MAPEANDO COSMOLOGIA DA CHINA   
A cosmovisão chinesa anterior a essas três tradições era rudimentar e primitiva, vista como adoração aos espíritos, particularmente o culto aos antepassados. Os antigos chineses acreditavam que, no início dos tempos, o universo estava com grande vazio, e deste vazio iniciou surgir algumas coisas entre as quais a mais importante é o ser primordial, conhecido como Pan Ku. 
Quando Pan Ku morreu, dele nasceu o trovão, o vento, o sol, a lua, os rios, as flores e a terra e, por fim, apareceram as pessoas. Os chineses antigos adoravam o sol, lua rios porque tinham os espíritos. A chuva, o vento, o trovão e o mesmo arco-íris vinham do céu. A partir dessa visão podemos afirmar que eles construíram a cosmologia, na qual os seres humanos e o mundo se complementam e se completam.
O mundo abrange três planos: embaixo – reino dos mortos; o mundo do meio – lugar dos vivos; o mundo de cima – lugar dos ancestrais e dos deuses. Tendo esses três universos mutuamente dependentes, os mitos, fábulas e ritos foram elaborados ao longo dos séculos, alguns ainda são praticados outros são modificados, todavia a veneração aos ancestrais ainda existe na atualidade.
A veneração aos ancestrais leva a perceber que tudo não acaba com a morte, mas a morte se torna uma passagem para outro mundo. As relações entre esse mundo e outro continuam a existir. Conforme Hans Kung,
para os chineses, o conceito de família se estende, em essência, aos antepassados e ao tempo anterior. A piedade (xiao) filial visa á reciprocidade e vigora para além da morte. Assim, desde os tempos antiquíssimos, a veneração dos mortos ocupa o centro da piedade chinesa. (Kung, 2004, p. 98)
No outro mundo havia diversos deuses, mas o Deus principal era T’ien. Nesse mundo também se encontravam os antepassados, os pais, heróis, os imperadores. É difícil afirmar em que época a China iniciou sua caminhada política imperial, na qual o imperador era uma figura muito importante. Como afirma Hellern et al. (2000, p. 76),  
[...] o imperador era considerado o representante do país diante do supremo deus Céu. Ao mesmo tempo, era também o filho do Céu e na Terra. O próprio imperador realizava o sacrifício ao Céu no Tempo do Céu, situado na capital, Pequim. Fazia ainda sacrifícios às montanhas e aos rios sagrados da China.
A relação entre o mundo de cima e o mundo de baixo se encontra na fase primitiva do desenvolvimento em quase todas as tradições religiosas do mundo, assim como entre os chineses. Conforme a necessidade, os seres humanos aplacavam as divindades a partir dos sacrifícios

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