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Profª Raquel Goreti Eckert Dreher Nutricionista - CRN8 4458 DOENÇAS DA VESÍCULA BILIAR Localização: Ligada ao lado direito da face inferior do fígado junto ao pâncreas; Função: • Concentrar , armazenar e excretar a bile (composta de colesterol, sais biliares e bilirrubina, produzida no fígado). Digestão gorduras Pigmento (degradação hemáceas) PATOLOGIAS DA VESÍCULA BILIAR Colelitíase (cálculo – colesterol e Ca) Coledocolitíase (cálculos nos ductos biliares) Colecistite (aguda e crônica) 95% dos casos causados por obstrução do ducto cístico por cálculo SINTOMAS Dor de variável intensidade, náuseas e vômitos Icterícia (coledocolitíase) Obstrução da bile para o duodeno Regurgitação (retorno para a circulação) Icterícia e acolia fecal FATORES DE RISCOS Idade avançada (20% dos idosos com mais de 65 anos de idade) Assintomáticos Obesidade Dieta ocidental (> gordura estímulo para a síntese de colesterol para composição da bile) Perda rápida de peso Predisposição genética Anualmente, mais de meio milhão de indivíduos no mundo são submetidos à cirurgia de remoção da vesícula biliar (colecistectomia). Alívio dos sintomas A remoção cirúrgica dos cálculos ou da própria vesícula biliar (colecistecomia) TRATAMENTO CLÍNICO DIETOTERAPIA VET: de acordo com as necessidades nutricionais Dieta hipolipídica ( gastrina > suco pancreático com enzimas) FASE INTESTINAL (chegada do quimo no duodeno > secretina e CCK > suco pancreático (enzimas e bicarbonato) + contração da vesícula biliar) A produção dos hormônios pancreáticos ocorrem nas ilhotas de Langerhans que secretam diretamente nos vasos sangüíneos para a circulação sistêmica. Insulina: ANABÓLICO Glucagon: CATABÓLICO PÂNCREAS ENDÓCRINO: HORMÔNIOS PANCREATITE 90% dos pacientes são alcoólatras ou apresentam colelitíase; Outras causas: trauma e câncer de pâncreas; Pancreatite medicamentosa Dor “em faixa” na parte superior do abdome (raramente ausente); Náuseas e êmese (frequentes) hipovolemia e hipotensão; Parada da eliminação de flatos e evacuação ausente (RHA ausentes ou diminuídos); Diarréia esteatorréia Etiologia Sintomas É a condição resultante de processo INFLAMATÓRIO do pâncreas CLASSIFICAÇÃO Pancreatite aguda • Leve • Grave Pancreatite crônica • Lesão irreversível PANCREATITE AGUDA • 80% dos casos • 1% mortalidade • Manejo “simples” • Enfermaria • Melhora em até 7 dias Pancreatite aguda LEVE • 20% dos casos (ETIOLOGIA ETILISMO) • 20% mortalidade • Equipe multiprofissional • UTI • Longa estadia hospitalar Pancreatite aguda GRAVE •Edema •Extravasamento enzimas (“auto digestão do pâncreas”) •Necrose (inflamação) TERAPIA NUTRICIONAL – PANCREATITE AGUDA LEVE Reposição de fluídos por via endovenosa (EV) para prevenir hipovolemia (náuseas, vômitos, sudorese, perda de líquido) Controle da dor (analgésicos) Suspensão da ingestão oral (até melhora dos sintomas) Dieta líquida hipolipídica + fracionamento progredir conforme aceitação Boa evolução na maioria dos casos! Nenhuma forma de terapia nutricional é necessária, por quê? TERAPIA NUTRICIONAL – PANCREATITE AGUDA GRAVE Sintomas mais graves: dor intensa, náuseas e êmese, insuficiência de órgãos, SIRS e hipermetabolismo. Internamento na UTI A terapia nutricional é muito importante para a recuperação da função pancreática! Objetivos: repouso pancreático + alívio de sintomas + preservar o estado nutricional Suspensão da dieta VO SNE pós pilórica em até 48 horas!! Fórmula oligomérica ou monomérica (progressão bem lenta 10 a 15 ml/hora) TNP (restrita a casos de insucesso da NE) 25-30 Kcal/Kg (meta calórica) 35 a 65% VET (CHO); 1,5 a 2 g proteína/Kg e 0,9 a 1 g lipídio/Kg (TCM) Monitorar hiperglicemia e hipertrigliceridemia EM RESUMO... »Pancreatite aguda LEVE = TN deve ser iniciada se não há possibilidade do paciente receber alimentos por via oral após 5-7 dias; »Pancreatite aguda GRAVE = TN deve ser iniciada tão logo haja estabilidade hemodinâmica; »Jejum por mais de 7 dias deve ser evitado, por piorar o catabolismo protéico e energético, induzindo à desnutrição e piorando o prognóstico da doença. PANCREATITE CRÔNICA É o processo de inflamação CONTÍNUA ou RECIDIVA que resulta em dano morfológico irreversível e deterioração permanente da sua função síndromes absortivas e diabetes; Cerca de 50% dos pacientes são desnutridos (> GE, restrição alimentar, diarreia); O alcoolismo crônico é responsável pela maioria dos casos de PC, entretanto, alguns casos são devidos a cálculos biliares. SINTOMAS: Dor (95% casos) Náuseas e êmese incoercíveis (80%) Distensão abdominal, ausência RHA e íleo paralítico Baixa ingestão alimentar (anorexia / suboclusão duodeno) perda peso Icterícia, má absorção, diabetes, cirrose hepática, hemorragia digestiva, esteatorréia e hiperglicemia DESNUTRIÇÃO na PC Restrição alimentar auto- imposta pelo medo da dor Restrição alimentar auto- imposta pelo medo da dor Ingestão seletiva de gorduras, mesmo em uso de analgésicos, lipase e outras enzimas Ingestão seletiva de gorduras, mesmo em uso de analgésicos, lipase e outras enzimas Continuidade da ingestão alcoólica Continuidade da ingestão alcoólica Desenvolvimento de complicações como diabetes e câncer Desenvolvimento de complicações como diabetes e câncer Recomendações médicas para redução da ingestão de gorduras Recomendações médicas para redução da ingestão de gorduras Estado hipermetabólico, com aumento do GER, contribui com a desnutrição em 30 a 50% Estado hipermetabólico, com aumento do GER, contribui com a desnutrição em 30 a 50% Deficiência de micronutrientes e diminuição da capacidade antioxidante – aumento do estresse oxidativo Deficiência de micronutrientes e diminuição da capacidade antioxidante – aumento do estresse oxidativo 50% dos pacientes com PC são desnutridos... DIAGNÓSTICO CLÍNICO Sinais e sintomas Exames bioquímicos Amilase e lipase sérica Função hepática (AST, ALT, FA, GGT e bilirrubinas) Proteína C-reativa Exame de imagem TRATAMENTO CLÍNICO E TERAPIA NUTRICIONAL Tratamento clínico Restrição bebidas alcoólicas (se for causa etiológica) Sintomáticos Administração enzimas pancreáticas Reduzem o número/volume das evacuações; previnem má absorção (esteatorreia) Objetivos da Terapia Nutricional Assegurar o repouso do pâncreas (evitar estímulo de secreção pancreática) Minimizar a resposta metabólica à enfermidade Preservar o estado nutricional e favorecer sua recuperação Atenuar os sintomas de má-absorção TERAPIA NUTRICIONAL Valor energético total: O hipermetabolismo a taxa metabólica basal 30-35 Kcal/Kg IMCdevido ao hipermetabolismo. Lipídios: Dieta hipolipídica (