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RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO TUTORIA 1 Dengue → ARBOVIROSES: • Denominam-se arboviroses as doenças causadas pelo vírus arbovírus. ▹ As arboviroses são virais e transmitidas por artrópodes (mosquitos e carrapatos), classificadas como: • De ciclo urbano: dengue, chikungunya, zika; • De ciclo silvestre: febre amarela... • Chikungunya, é provocada pelo vírus (CHIKV), transmitido pelos mosquitos do gênero Aedes: A. aegypti e A. albopictus. • Zika (ZIKV), trata-se de um arbovírus, cujos modos de transmissão incluem não apenas o vetor, mas também transfusão de sangue, transplante de órgãos, transmissão sexual e transmissão vertical. • Dengue é a arbovirose urbana mais prevalente Seu agente causador, o vírus Dengue (DENV), é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, apresentando quatro sorotipos distintos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). PALESTRA! – dengue ▹ AEDES AEGYPTI • Adquire o vírus se alimentando do sangue; • Após 8 – 12 dias já pode transmitir; • Hábitos diurnos; • Autonomia de voo de 200m. • Maior incidência no verão. → DIAGNOSTICO CLINICO – ARBOVIROSES: Chikungunya é uma doença febril aguda que causa poliartralgia intensa. ▹ Fase aguda (febril): duração de até 2 semanas. Os sintomas típicos são febres (elevada e de curta duração) e poliartralgia intensa, podendo estar acompanhados de exantema, cefaleia, mialgia e fadiga. ▹ FASE SUBAGUDA: (entre 2 semanas e 3 meses de doença) já não apresentam febre, na maioria dos casos, mas sofrem com a manutenção de sintomas articulares. ▹ FASE CRÔNICA: persistência dos sintomas por período superior a três meses. Diferentemente das outras arboviroses, a febre não é um sintoma tão importante em casos de zika. • A febre de baixa intensidade ou ausente. O principal sintoma é o exantema, que surge logo no início do quadro. • características do exantema a evolução craniocaudal, o acometimento palmo plantar e a presença de prurido. CHIKUNGUNYA ZIKA TUTORIA 1 RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO • O Aedes aegypti adquire o vírus se alimentando do sangue de um indivíduo infectado, na fase de viremia, que começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o sexto dia de doença. • Após 8-12 dias (período no qual o vírus se multiplica nas glândulas salivares da fêmea do mosquito), surge a capacidade de transmissão. ▹ FISIOPATOLOGIA: PALESTRA! – dengue ▹ PATOGÊNESE: • Inoculação pela picada; • 1ª replicação: linfonodos e células musculares esqueléticas; • Penetra nos monócitos: 2ª replicação; • Dissemina por todo organismo; • Tropismo por: 1. Monócitos/macrófagos; 2. Células musculares esqueléticas (“febre quebra-ossos”). ▹ RESPOSTA IMUNE • Começa na 1ª semana; • Replicação estimula produção de citocinas; • Humoral e celular; • 4 – 6º dia de doença => IgM (dura alguns meses); • 5 – 7º dia de doença => IgG (dura vida toda). → Explicação detalhada: • Após a inoculação pela picada do A. aegypti, o vírus se replica inicialmente nas células mononucleares dos linfonodos locais ou nas células musculares esqueléticas, produzindo viremia. • No sangue, o vírus penetra nos monócitos, onde sofre a segunda onda de replicação, e se dissemina por todo o organismo. • A replicação viral estimula a produção de citocinas pelos macrófagos – febre. • A resposta imunológica surge na 1º semana de doença. Tanto a imunidade humoral quanto a celular participa do controle da infecção. • 6 dia de doença, o IgM começa a ser detectado, atingindo o pico no final da primeira semana e persistindo no soro por alguns meses. • O IgG surge na 1 semana e atingem o pico no final da segunda semana, mantendo-se positivos por vários anos e conferindo imunidade sorotipo- específica. PALESTRA! – dengue • Dengue “hemorrágica”; • Infecção prévia por um sorotipo, e atual por novo sorotipo; • > chances quando 2ª infecção pelo DENV- 2; • Virulência: DENV- 2 > DENV-3 > DENV-4 > DENV-1. NEM SEMPRE o portador de dengue grave terá sido previamente infectado por algum sorotipo do DENV... Alguns pacientes podem evoluir de forma crítica já na primo-infecção - existência de predisposição genética. ▹ Como explicar isso? PALESTRA! – dengue Teoria de Halstead: ▹ 1ª infecção DENV-1: • Produção de ac neutralizantes (homólogos); • Oferece proteção cruzada (heteróloga) de meses a poucos anos. ▹ 2ª infecção DENV-2: • Ac heterólogos oferecem proteção subneutralizante; • Facilitam a entrada do vírus nos macrófagos. ➢ Maior proliferação viral; ➢ Tempestade de citocinas; ➢ Aumento da permeabilidade capilar; ➢ Extravasamento de líquido. DENGUE DENGUE HEMORRAGICA RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO ▹ Teoria de Halstead: principal teoria patogênica da dengue grave • Na 1º infecção, o sistema imune do paciente produz anticorpos neutralizantes contra o primeiro sorotipo (anticorpos homólogos). • Estes anticorpos também oferecem proteção contra outros sorotipos (imunidade cruzada ou heteróloga), porém de curta duração. • Se o indivíduo for infectado anos mais tarde por um sorotipo diferente (infecção secundária), aqueles anticorpos não serão mais capazes de neutralizá-lo. Para o novo sorotipo, eles serão considerados anticorpos heterólogos, de caráter “subneutralizante”. → OUTRAS TEORIAS: •Teoria de Rosen: O quadro seria causado por cepas mais virulentas do agente etiológico; •Teoria da Multicausalidade: Integra as duas teorias anteriores e acrescenta outras variáveis (fatores individuais, virais e epidemiológicos). • Antígeno NS1: secretado em grande quantidade durante a infecção, e partículas virais circulantes, são capazes de neutralizar moléculas do glicocálix. → QUADRO CLINICO: PALESTRA! – dengue • Após infecção pelo vírus, pode ocorrer: 1. Infecção assintomática; 2. Dengue clássica (DC); 3. Dengue hemorrágica (DH); 4. Síndrome do choque da dengue; 5. Dengue com complicações (hepatite, encefalite, miocardite, etc.). ▹ DENGUE CLÁSSICA: • Febre alta (39 – 40ºC); • Cefaleia; • Dor retrorbitária; • Mialgia intensa e Artralgia; • Náuseas, vômitos, anorexia; • Prostração. • Exantema; • Dor abdominal; • Fenômenos hemorrágicos: Petéquias; Equimoses; Epistaxe; Gengivorragia. Pequenas hemorragias não são exclusividade da dengue hemorrágica. Assim como, nem toda dengue hemorrágica apresenta sangramento. • Fatores de risco: ➢ Dengue prévia; ➢ Infecção atual pelo DENV-2; ➢ Lactentes de mãe com passado de dengue; ➢ Menores de 12 anos; ➢ Sexo feminino; ➢ Raça branca. Nos casos graves de DH, o choque geralmente ocorre entre o 3º e 7º dia de doença, precedido por um ou mais sinais de alerta. O choque é decorrente do aumento da permeabilidade vascular seguido de hemoconcentração e falência circulatória. PALESTRA! – dengue • Extravasamento plasmático: ➢ Edema; ➢ Derrames cavitários; ➢ Hipovolemia; ➢ Choque. • Sintomas iniciais semelhantes aos da DC; • 2º - 3º dia podem surgir fenômenos hemorrágicos e derrames cavitários: Derrame pleural (80%); Ascite. • Prova do laço costuma ser POSITIVA; • Hepatomegalia. • LABORATÓRIO: ➢ Leucopenia é o achado mais comum; ➢ Linfocitose; ➢ Trombocitopenia leve; ➢ Transaminases podem elevar. • PROVA DO LAÇO: DEVE ser feito em todo caso suspeito de dengue, sem sangramento espontâneo, sem sinais de alarme; PALESTRA! – dengue • Sinais de alarme prenunciam a forma grave; • Evolução para estado de choque é muito rápida: ➢ PA convergente; ➢ Hipotensão; ➢ Letargia; ➢ Acidose metabólica. ➢ Óbito em 12 – 24h, se nada for feito (!). GRUPO A RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MEDXLI - INFECTO → CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA: ● Até o QUINTO DIA de doença somente métodos que identifiquem diretamente o vírus e suas partículas podem ser usados, como: ➢ pesquisa de antígenos virais (dosagem do antígeno NS1 no sangue); ➢ isolamento viral (cultura); ➢ teste de amplificação gênica (RT-PCR); ➢ imuno-histoquímica tecidual (biópsia). A negatividade desses testes não descarta o diagnóstico, só poderá ser afastado em definitivo após demonstração da ausência de anticorpos IgM (sorologia negativa) a partir do sexto dia de doença. • Do SEXTO DIA em diante o diagnóstico deve ser feito por meio da sorologia, com pesquisa de anticorpos IgM pela técnica ELISA. Os anticorpos IgG, se positivos, refletem apenas contato prévio com o vírus. O antígeno NS1 pode ser detectado no soro do paciente com dengue até o quinto dia de doença. → CASO SUSPEITO DE DENGUE: • Febre com até 7 dias; • 2 ou mais destes: ➢ Cefaleia; ➢ Dor retrorbitária; ➢ Mialgia; ➢ Artralgia; ➢ Prostração; ➢ Exantema. • Estado numa área com transmissão. → TRATAMENTO: • Não há um antiviral específico; • Alívio sintomático; • Hidratação vigorosa; (oral nos casos brandos, intravenosa nos casos graves). • Não usar AINEs; Contraindicado na suspeita de dengue, pelo risco de sangramento (inibição plaquetária) ▹ tratamento da dengue em si é feito por meio da chamada abordagem clinico evolutiva. ▹ Com ela dividimos os pacientes com suspeita da doença em quatro grupos de risco (A,B,C,D), de acordo com as informações colhidas pela anamnese e exame físico. → GRUPO A: Caso suspeito + Ausência de sinais de alarme + Ausência de sangramentos espontâneos + Prova do laço negativa + Ausência de comorbidades ▹ Propedêutica: • Confirmação sorológica obrigatória somente fora de epidemia; • Hemograma e demais exames à critério médico. ▹ Tratamento: • Ambulatorial; • Hidratação oral; • 60 a 80mL/kg/dia; • 1/3 SRO + 2/3 líquidos caseiros; • Hidratação oral deve estar na prescrição, por escrito. Caso suspeito + Ausência de sinais de alarme + PRESENÇA de sangramento espontâneo ou Caso suspeito Caso suspeito + Ausência de sinais de alarme + PRESENÇA de comorbidades ou 65 anos ou gestantes ▹ Propedêutica: • Sorologia SEMPRE; • Hemograma SEMPRE; • Demais exames à critério médico; • Paciente deve aguardar o HMG sob observação ▹ Tratamento: • Enquanto aguarda o HMG, recebe hidratação oral conforme grupo A; + + GRUPO B Prova do laço POSITIVA RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO • Se Ht normal, tratamento ambulatorial, reavaliando diariamente; • Se Ht > 10%, manter internado para hidratação oral; • Hidratação venosa se recusa ou vômitos. Caso suspeito + PRESENÇA de algum sinal de alarme + PRESENÇA ou AUSÊNCIA de sangramentos ▹ Propedêutica: • Sorologias SEMPRE; • Hemograma SEMPRE; • Demais exames SEMPRE: • Transaminases; • Albumina; • Rx de tórax em PA, perfil e Laurell; • USG de abdome. ▹ Tratamento: • Deve ser internado por pelo menos 48h; • TODOS devem receber hidratação venosa. Caso suspeito + PRESENÇA de sinais de choque ou Desconforto respiratório grave ou Disfunção grave de órgãos + PRESENÇA ou AUSÊNCIA de sangramentos ▹ Propedêutica: • Sorologias SEMPRE; • Hemograma SEMPRE; • Demais exames SEMPRE: • Transaminases; • Albumina; • Rx de tórax em PA, perfil e Laurell; • USG de abdome. ▹ Tratamento: • Internar em UTI; • Hidratação Venosa. → PROFILAXIA: Vacina ▹ Dengvaxia: • crianças a partir de 6 anos de idade, adolescentes e adultos até 45 anos; • É recomendada somente para pessoas previamente infectadas por um dos vírus da dengue (soropositivos). ▹ QDenga: • crianças a partir de 4 anos de idade, adolescentes e adultos até 60 anos; • Tanto soronegativos como soropositivos para dengue. GRUPO C GRUPO D RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO Tuberculose • Doença infecciosa crônica com preferência pelo parênquima pulmonar. ▹ POPULAÇÕES MAIS VULNERAVEIS: moradores de rua, PVHA, PPL E indígenas. → AGENTE ETIOLÓGICO: • Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch – BK); • Bacilo Álcool-Ácido Resistente (BAAR), aeróbio. → TRANSMISSÃO: PALESTRA! – tuberculose • Fala, espirro e tosse; • Gotículas contaminadas vários tamanhos (gotículas de Flügge); • Gotículas leves, desidratadas, de até 5 micras, com 1 a 2 bacilos (núcleos de Wells) = infectantes; • As gotículas exaladas (gotículas de Pflüger) se tornam secas e transformam-se em partículas menores. • Essas partículas menores (núcleos de Wells), contendo 1 a 2 bacilos, são capazes de alcançar os alvéolos, onde podem se multiplicar e provocar a primo-infecção. • O termo “bacilífero” refere-se a pessoas com TB pulmonar ou laríngea que tem baciloscopia positiva no escarro. Esses casos têm maior capacidade de transmissão, entretanto pessoas com outros exames como cultura e/ou Teste (TRM-TB) positivos também podem transmitir. • O risco de transmissão da TB perdura enquanto o paciente eliminar bacilos no escarro. → INFECTIVIDADE: Depende: • Concentração de bacilos expelidos; • Intensidade e frequência do contato; • Condições ambientais; • Resistência natural do indivíduo. → PATOGENIA E IMUNIDADE: PALESTRA! – tuberculose • 2 a 3 semanas o organismo normal reconhece a invasão e começa a luta (macrófagos); • Distribuição linfohematogênica; • 2 a 10 semanas imunidade celular específica se desenvolve. • Ao ser inalado, o bacilo é fagocitado pelos macrófagos alveolares onde desencadeiam uma reação inflamatória inespecífica local. • são transportados, pelos macrófagos, aos linfonodos hilares reproduzindo o mesmo padrão de resposta inflamatória. • Por volta da 2º semana ocorre, a resposta do tipo celular, mediada por linfócitos TCD4+. Estas células ativa macrófagos para destruir micobactérias. • Linfócitos TCD8+ lisam macrófagos infectados levando à formação de reação granulomatosa com necrose caseosa (reação de hipersensibilidade tardia). • Em pacientes com bom estado imunológico a regressão desta lesão leva à cicatrização da área comprometida. • O foco granulomatoso pulmonar - nódulo de Ghon. Geralmente é único, e se localiza no terço médio (lobo médio, língula, parte inferior do lobo superior ou parte superior do lobo inferior). • O bacilo, no entanto, permanece inerte por muitos anos, na área cicatrizada, dentro de macrófagos. TUTORIA 2 foco nos linfonodos satélites também pode crescer, levando à adenopatia hilar e/ou mediastinal ipsilateral. A associação do nódulo de Ghon com adenopatia satélite - complexo de Ranke. foco nos linfonodos satélites tambémpode crescer, levan-do à adenopatia hilar e/ou mediastinal ipsilateral – ver .A associação do nódulo de Ghon com adenopatia satélite é chamada de “complexo primário” oucomplexo de Ranke. foco nos linfonodos satélites tambémpode crescer, levan-do à adenopatia hilar e/ou mediastinal ipsilateral – ver .A associação do nódulo de Ghon com adenopatia satélite é chamada de “complexo primário” oucomplexo de RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO PALESTRA! – tuberculose ▹ HISTÓRIA NATURAL: 4 possibilidades de desfecho: 1. Eliminação do bacilo; 2. Primo-infecção tuberculosa (TB latente); 3. Tuberculose primária; 4. Tuberculose pós-primária (ativação após vários anos). • Bacilo fagocitado é destruído por macrófagos alveolares; 1º linha de defesa. • Destruição antes do estímulo à resposta imunológica; • Não deixa “marcas” (PPD fraco ou não-reator).▹ A fagocitose inclui a ligação da bactéria ao macrófago, a internalização dentro do fagossoma e morte ou inibição do crescimento do bacilo. ▹A capacidade de o agente infeccioso sobreviver dependerá de fatores relacionados à sua virulência e à habilidade das células do hospedeiro em eliminá-lo. ▹ 2: INFECÇÃO LATENTE • Bacilos se proliferam dentro dos macrófagos; • Reação inflamatória local forma o granuloma (foco de Gohn); • Coincide com o surgimento da imunidade celular (PPD reator); • Bacilos se replicam e alcançam drenagem linfática e gânglios satélites; • Nódulo de Gohn + linfangite + adenopatia satélite = Complexo de Ranke; • Em 95% dos casos não há doença, pela ação da resposta imune celular (assintomática). ▹ A estrutura característica da tuberculose é o granuloma, que é um agregado de células imunes, macrófagos, linfócitos. ▹ O granuloma representa o sequestro de bactérias pelo hospedeiro para limitar sua disseminação, mas também proporciona um espaço para a persistência de M. tuberculosis a longo prazo - infecção latente assintomática. ▹ Outros 10% adoecerão, sendo: • 5% de tuberculose primária (ocorre na primo- infecção); • 5% de tuberculose pós-primária (protegidos pela BCG ou imunidade desenvolvida). • resposta imune celular insuficiente; • Desenvolve até 5 anos após primo-infecção (TB da criança); • As formas extrapulmonares são na maioria das vezes TB primária; • TB miliar: disseminação hematogênica maciça. ▹ A TB pulmonar primária ocorre pouco depois da infecção inicial pelo bacilo da TB. ▹ apresenta linfadenopatia hilar ou paratraqueal devido à disseminação de bacilos do parênquima pulmonar através dos vasos linfáticos. ▹ A doença primária evolui a partir do foco pulmonar ou, com maior frequência, do foco ganglionar. Esses gânglios podem fistulizar-se para um brônquio adjacente e determinar a disseminação broncogênica da tuberculose. ▹ Com a expansão das lesões, os bacilos atingem os vasos sanguíneos e disseminam-se para o pulmão e outros órgãos. 1: ELIMINAÇÃO DO BACILO 2: INFECÇÃO LATENTE 3: TUBERCULOSE PRIMÁRIA RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO ▹ Na ausência de uma resposta imune adquirida suficiente, que em geral contém a infecção, pode ocorrer doença disseminada ou miliar. ▹ Forma miliar: consequente à disseminação hematogênica, e que apresenta lesões granulomatosas muito pequenas e difusas, que atingem não apenas os pulmões, mas muitos órgãos. • Reativação endógena lenta e progressiva da TB latente; • Favorecida por imunodepressão ou nova exposição; • TB do adulto. ▹ A tuberculose pós-primária pode ocorrer por: (1) reativação de um foco latente; ou por (2) reinfecção – inalação de um novo inóculo bacilar. ▹ Os segmentos posteriores dos lobos superiores e o segmento superior dos lobos inferiores são os mais acometidos pela tuberculose pós-primária. ▹ Existem duas explicações para este fato: (1) maior tensão de O2 nos alvéolos da porção superior dos pulmões; (2) menor drenagem linfática desses segmentos. ▹ Como a “memória imunológica” já está desenvolvida, a reação granulomatosa se instala rapidamente, juntamente com áreas de necrose caseosa. ▹ Uma resposta mista, com componente proliferativo e exsudativo, toma o tecido pulmonar afetado. ▹ Suas possíveis consequências: (1) surgimento da “caverna tuberculosa” – um local rico em O2 onde o bacilo se multiplica de forma absurda; (2) disseminação broncogênica – grande carga bacilar atingindo outros lobos e segmentos pulmonares (incluindo o pulmão contralateral), determinando infiltrados pneumônicos; (3) transmissão da infecção – a cada tosse, espirro, ou mesmo durante a fala, uma infinidade de gotículas contendo bacilo viável é expelida. apesar da resposta imunológica exacerbada, não costuma haver adenopatia hilar ou mediastinal em adultos da mesma forma que nas crianças... → TUBERCULOSE EXTRAPULMONAR: A partir de um foco inicial, primário ou secundário, pode haver disseminação do bacilo, através da árvore traqueobrônquica, da corrente sanguínea ou linfática levando a formas isoladas. ▹ Os mais acometidos são: pleura, linfonodos, ossos, articulações, meninges, cérebro, rins, genitália interna, pericárdio, peritônio e intestino. → DIAGNOSTICO PALESTRA! - tuberculose ▹ Diagnóstico: • Clínica (sintomático respiratório); • Microbiologia; • Radiologia; • Histopatologia; • Exclusão de outras doenças; • Resposta imune (PPD); • Amplificação do DNA (PCR). • Tosse seca ou expectorante por mais de 3 semanas; • Febre vespertina; • Sudorese noturna; • Emagrecimento; • Hemoptoico. • Mínimo de 2 amostras; ➢ 1ª no dia da consulta; ➢ 2ª na manhã do dia seguinte. ▹ Cultura: De 25 a 60 dias para crescer. ▹Indicações: • Suspeita clínica/radiológica de TB com baciloscopia repetidamente negativa; • Suspeita com amostras paucibacilares; 4: TUBERCULOSE PÓS-PRIMÁRIA CLÍNICA (sintomático respiratório) MICROBIOLOGIA → BACILOSCOPIA RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO • Suspeita de TB com dificuldade de obtenção da amostra (p. ex. criança); • Suspeita de TB extrapulmonar; • Suspeita de TB por micobactérias não- tuberculosas. ▹ Teste de Sensibilidade → Indicações: • Contato de casos com TB resistente; • Tratamento prévio; • Imunodeprimidos; • Baciloscopia + no 2º mês de tratamento; • Falência ao tratamento; • Grupos de risco para TB resistente. → EXPLICAÇÃO DETALHADA: • A pesquisa do bacilo álcool-ácido resistente – BAAR, pelo método de Ziehl-Nielsen. • A baciloscopia positiva são os maiores responsáveis pela manutenção da cadeia de transmissão. • Em crianças, a sensibilidade da baciloscopia é diminuída pela dificuldade de obtenção de uma amostra com boa qualidade. • Baciloscopia positiva e quadro clínico compatível com TB fecham o diagnóstico e autorizam o início de tratamento da TB. • Radiografia do tórax é o de escolha na avaliação inicial e no acompanhamento da TB pulmonar. • A radiografia deve ser solicitada para todo paciente com suspeita clínica de TB pulmonar. Juntamente realizado com os exames laboratoriais. • Diagnóstico da pós-exposição (TB latente). • Recomendado para: ➢ Portadores de HIV; ➢ Contactantes; ➢ Imunocomprometidos; • Muito utilizado para: Auxílio no dx da TB ativa. ▹ A prova tuberculínica (teste de Mantoux), identifica os indivíduos infectados pelo bacilo, seja “infecção latente” ou “infecção doença” (TB). ▹ O PPD é uma fração proteica purificada que contém os principais antígenos do M. tuberculosis. ▹ Ao injetarmos o PPD na derme do paciente, surge uma lesão indurada e eritematosa cerca de 48-72h após – os linfócitos específicos contra o BK cria reação tipo IV (hipersensibilidade tardia) naquele local. ▹ medindo-se o tamanho da induração: ▹ COMO DIAGNOSTICAR TBL? duas ferramentas: PPD e IGRA. RADIOLOGIA PROVA TUBERCULÍNICA (PT) OU “PPD” IGRA (ENSAIO DE LIBERAÇÃO DE INTERFERON GAMA) RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO ▹ PPD X IGRA: ● Sensibilidade; ● Especificidade; ● Capacidade prever o risco futuro de TB. ▹ Ambos avaliam a imunidade mediada por células; ▹ A escolha baseia-se na logística, custo e disponibilidade de ambos. → PPD: • Executor/examinador dependente; • Baixa disponibilidade; • Paciente precisa retornar (48-72h); • Oferecido na rede pública; • Um teste interfere no próximo. → IGRA: • Menor dependência do executor; • Não precisa de retorno; • Custo elevado; • Ainda não amplamente disponível na rede pública; • Um teste não interfere no próximo. ▹ IGRA é usado para o diagnóstico de Infecção Latente por TB. É altamente específica cujo resultado NÃO é falseado pelo uso da vacinaBCG. ▹ O sangue do paciente é coletado e exposto a antígenos do M. tuberculosis, medindo-se a produção de IFN-gama pelos linfócitos na amostra. ▹ Somente os indivíduos que já tiveram contato prévio com o BK apresentam maior secreção e INF-gama - “IGRA positivo”. ▹ O TRM-TB é um teste de amplificação de ácidos nucleicos utilizado para detecção de DNA dos bacilos do complexo M. tuberculosis e triagem de cepas resistentes à rifampicina pela técnica (PCR) em tempo real. • Não identifica micobactéria não tuberculosa; ➢ Sensibilidade = 90,4%; ➢ Especificidade = 98,4%; • Detecta gene mutante de resistência à Rifampicina; ➢ Sensibilidade = 94,1%; ➢ Especificidade = 97%. ▹ Amostras para realização do TRM-TB: • Escarro; • escarro induzido; • lavado broncoalveolar; • lavado gástrico; • líquor; • gânglios linfáticos e outros tecidos → TRATAMENTO: • A proposta da OMS: TDO –Tratamento Diretamente Observado. Tem como objetivo propiciar a adesão ao tratamento, reduzindo a chance de surgimento de resistência aos fármacos e aumentando a probabilidade de cura. ▹ Drogas tuberculostáticas: • Rifampicina (R); • Isoniazida (hidrazida) (H); • Pirazinamida (Z); • Etambutol (E); • Estreptomicina (S); • Terizidona (T); • Ofloxacino (O); ▹ Os fármacos só atuam quando há atividade metabólica, ou seja, bacilos em estado de latência não são atingidos pelos medicamentos, mas são destruídos pelo sistema imunológico. ▹ Rifampicina: Interfere na ação dos contraceptivos. → ESQUEMA BASICO: ▹ Tratamento de adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade): 2RHZE/4RH • 4 fármacos na fase intensiva (2 meses). • 2 fármacos na fase de manutenção (4 meses). ▹ Esquema Básico para crianças ( 2 kg; • Reduz em 85% incidência de formas graves de TB (meningite tuberculose e TB miliar); • Não reduz número total de casos de TB. ENCAMINHAR PARA A REFERÊNCIA RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO Hiv e Aids • HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) • SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) • 1982: doença dos 5 Hs: Homossexuais, hemofílicos, haitianos, heroinômanos e hookers; → ETIOLOGIA: • HIV-1 e HIV2; • RNA; • Retrovírus; • Capacidade de infectar primeiramente linfócitos e macrófagos. • O HIV é um vírus, envelopado, apresentando em sua superfície uma membrana lipídica e duas glicoproteínas (gp41 e gp120). Internamente a essa membrana, está a matriz proteica, formada pela proteína p17 e pelo capsídeo viral composto pela proteína p24. • O material genético, o RNA transportador (tRNA) e as enzimas necessárias para os primeiros eventos da replicação viral encontram-se no capsídeo viral. • PROTAGONISTAS DA FUSÃO: vírus e linfócitos, macrófagos. • Enzimas necessárias para o início do ciclo viral: (protease, transcriptase reversa e integrase) → CICLO VIRAL: • O vírus se liga ao seu receptor (CD4) e aos correceptores (CCR5 e CXCR4). Após entrada na célula, ocorre o processo de transcrição reversa, formando-se o DNA complementar, pela enzima transcriptase reversa, integrado no genoma da célula hospedeira pela enzima integrase. • O vírus pode permanecer quiescente ou segue a fase de replicação, pela síntese das proteínas virais e do RNA genômico. • As proteínas virais se concentram perto da membrana plasmática, onde ocorre a montagem da partícula viral e o brotamento viral. ▹ TRANSMISSÃO: PALESTRA • Sexual; • Parenteral; ➢ Transfusão; ➢ Acidente perfurocortante; ➢ Drogas injetáveis. • Perinatal: ➢ Gestação; ➢ Parto; ➢ Amamentação. • Fatores que aumentam os riscos: ➢ Presença de ISTs; ➢ Transmissor sem tratamento; ➢ Número de parceiros sexuais. → PATOGÊNESE: PALESTRA E LIVRO • Infecção aguda; • Latência clínica; • SIDA. • O HIV infecta linfócitos e macrófagos que têm em sua superfície o marcador CD4. A infecção seletiva de linfócitos CD4+, importantes TUTORIA 3 Redução da quantidade de linfócitos T CD4 RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO organizadores da resposta imune adaptativa, é o marco fisiopatológico da doença. • A doença causada pelo HIV é caracterizada por uma queda progressiva na contagem de linfócitos T CD4+. A perda dessas células– resulta no aparecimento de infecções e neoplasias oportunistas, culminando num estado de profunda imunodeficiência. → INFECÇÃO AGUDA: • Entre 1 a 6 semanas; • febre, cefaleia, mal-estar, mialgia, artralgia, linfadenopatia, faringite e exantema. • Elevação de carga viral (CV); • Redução de CD4; • Melhor momento para iniciar a terapia antirretroviral (TARV). ● Após 2 horas do contato do vírus ele entra em contato com macrófagos teciduais, linfócitos e células dendríticas, carreando o vírus até o grupamento linfoide mais próximo. • Uma vez no linfonodo mais próximo, o vírus é apresentado ao linfócito T CD4+. Começa então a replicação viral no linfonodo, atingindo toda subpopulação de linfócitos CD4+ presente. • Nesse momento de grande viremia, surgem os sintomas da infecção aguda. • Ausência de sinais e sintomas; • Recuperação, estabilização e redução gradual dos LT-CD4; • Redução, estabilização e elevação gradual da CV. • A replicação viral ativa é contínua e progressiva durante esse período assintomático. • Alguns pacientes permanecem totalmente assintomáticos, embora suas contagens de células T CD4+ apresentem declínio contínuo e progressivo até chegar a níveis extremamente baixos. • Em geral, esses indivíduos têm níveis extremamente baixos de RNA viral; • Queda acentuada do LT-CD4; • Surgimento dos sintomas de doença avançada: • Cansaço fácil, astenia, indisposição, febre persistente e baixa, diarreia, alopecia e perda de peso, etc. • Surgimento das doenças oportunistas. Após a fase aguda, advém um período assintomático, de duração variável, no qual o vírus segue se replicando, e há diminuição progressiva da imunidade, até um ponto em que o organismo se torna altamente suscetível a infecções oportunistas, neoplasias e manifestações autoimunes. Essa última fase é denominada síndrome da imunodeficiência adquirida (aids). → DOENÇAS OPORTUNISTAS: • Candidíase (oral e esofágica); • Pneumocistose; • Neurocriptococose; • Neurotoxoplasmose; • Sarcoma de Kaposi; • Linfoma não-Hodgkin; → CO-INFECÇÃO E DOENÇAS OPORTUNISTA: ▹ CO-INFECÇÃO: ocorre quando uma pessoa é infectada por dois ou mais agentes infecciosos ao mesmo tempo. • A pessoa já infectada pelo HIV adquire outra infecção, como hepatite, tuberculose ou sífilis. Estas doenças podem ocorrer independente do grau de imunossupressão,mas sua gravidade e controle podem ser afetados pelo estado imunológico comprometido do paciente com HIV. INFECÇÃO AGUDA LATÊNCIA CLÍNICA SIDA RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO ▹ DOENÇA OPORTUNISTA: são aquelas causadas por patógenos que geralmente não causam doenças graves em pessoas com sistema imunológico saudável, mas que podem causar infecções sérias ou fatais em pessoas com sistema imunológico debilitado (HIV/AIDS). → DIAGNOSTICO: • Teste-rápido; • Sorologia para HIV 1 e 2; • Contagem de Carga-Viral. → TRATAMENTO: • Terapia Antirretroviral (TARV); • 2017: Tenofovir + Lamivudina + Dolutegravir (TDF + 3TC + DTG). ▹ Inibidores de Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos (ITRN): Eles atuam como "falsos nucleosídeos" e são incorporados ao DNA viral, impedindo a continuação da síntese do DNA. • Exemplos: Zidovudina (AZT), Lamivudina (3TC), Tenofovir (TDF). ▹ Inibidores de Transcriptase Reversa Não Análogos de Nucleosídeos (ITRNN): se ligam diretamente à transcriptase reversa, causando uma alteração na conformação da enzima e bloqueando sua função. • Exemplos: Efavirenz (EFV), Nevirapina (NVP). ▹ Inibidores de Protease (IP): ao inibir a protease, esses medicamentos impedem que o HIV produza proteínas maduras e funcionais, resultando na liberação de partículas virais imaturas e incapazes de infectar outras células. • Exemplos: Lopinavir (LPV), Atazanavir (ATV), Darunavir (DRV). ▹ Inibidores de Integração: bloqueiam a enzima integrasse, com isso, o vírus não pode se replicar, o que limita a progressão da infecção. • Exemplos: Raltegravir (RAL), Dolutegravir (DTG). → PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO – PrEP: • Tomada diária de 1 comprimido: Tenofovir + entricitabina. • O efeito tem início: • Após 7 dias de uso para sexo anal; • Após 20 dias de uso para sexo vaginal. • Não protege contra outras ISTs. • População alvo (MS): • HSHs; • Pessoas trans; • Trabalhadores do sexo. • Condições alvo: • Deixa de usar camisinha frequentemente; • Mantem relação com PVHA sem tratamento; • Faz uso constante de PEP; • Apresenta episódios frequentes de ISTs. RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO Sepse • Presença de disfunção orgânica...em decorrência da presença de resposta imune desregulada...à infecção. ▹ Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS): é uma resposta inflamatória a uma grande variedade de condições clínicas severas. • TC > 38,3ºC ou 37,5ºC ou 90bpm; • FR > 20rpm, ou PaCO2 12.000/mm³ ou 10% de formas jovens (desvio à esquerda). → SEPSE: ▹ Mecanismos selecionados implicados na patogênese da disfunção orgânica e celular induzida pela sepse: A resposta do hospedeiro à sepse envolve múltiplos mecanismos que levam à diminuição do transporte de oxigênio (DO2) em nível tecidual. • O dano tecidual resultante e a morte celular necrótica levam à liberação (DAMPs). • Essas moléculas promovem a ativação de leucócitos, levando a maior disfunção endotelial; ativação da coagulação; e ativação do complemento. • Essa cascata é composta ainda por alterações macrovasculares como vasodilatação e hipotensão, que são exacerbadas por hipovolemia intravascular e maior edema do tecido por vazamento endotelial. • Alterações subsequentes no bioenergético celular levam a maior glicólise (↑produção de lactato). → SINDROME DA DISFUNÇÃO ORGANICA MULTIPLA: • Disfunção metabólica: Acidose metabólica inexplicável (déficit de bases ≤ 5mEq/L e lactato elevado; Na presença de UMA dessas disfunções, sem outra explicação plausível, aventar o diagnóstico de sepse; iniciar pacote de tratamento. TUTORIA 4 RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO → Suspeita clinica (triagem): Os pacientes, na presença de sinais sugestivos de infecção com comprometimento de funções orgânicas, devem ser rapidamente investigados para sepse. ▹ quick SOFA (qSOFA): Esse sistema avalia 3 critérios para avaliar precocemente pacientes graves com suspeita de sepse em ambientes de emergência, ou à beira-leito. ▹ Cada parâmetro vale 1 ponto (0 a 3) e se for maior ou igual a 2, sugere maior mortalidade ou de maior permanência na UTI. ▹ A partir da suspeita clínica de gravidade de um paciente deverão ser utilizados parâmetros, a fim de avaliar presença de disfunções orgânicas e sua relação com o processo infeccioso. Utiliza-se o Escore SOFA: SOFA: critério clínico para diagnóstico de sepse em UTI. qSOFA: Critério de triagem clínica para se diagnosticar sepse. → Surviving sepsis campagln → TRATAMENTO: • Pacote de 3h; • Pacote de 6h; • Outras recomendações. ▹PACOTE DE 3h: • Gasometria, lactato arterial, HMG, creatinina, bilirrubinas e coagulograma; • Hemocultura de locais diferentes, e demais sítios (aspirado traqueal, líquor, urina); • Antes da 1ª dose do antibiótico. • Prescrever antibiótico de amplo espectro, por via EV, de preferência dentro da 1ª hora; • Se hipotensão ou hipoperfusão, iniciar ressuscitação volêmica. Infusão imediata de 30mL/kg de cristaloides em até 3h. ▹ PACOTE DE 6h: • Uso de vasopressores para os que permaneçam hipotensos: ➢ Noradrenalina (1ª opção); • Lactato > 2x: ➢ Após todo o protocolo de ressuscitação adequado, solicitar novas dosagens, dentro das 6h. • Transfusão sanguínea: ➢ Hipoperfusão ou Hbo paciente apresente uma infecção renal, ao ser realizado o teste, ele irá rapidamente se deslocar para frente sentindo muita dor. → ITU-RAS: • Antiga ITU hospitalar/nosocomial; • ITU-RAS – Infecção do Trato Urinário Relacionada à Assistência à Saúde; • ITU que se inicia após 48h de internação. → PATOGÊNESE: • Via ascendente; • Via hematogênica; • Via linfática; • Fístula vesicoenteral. ▹ VIA ASCENDENTE: é a PRINCIPAL via de infecção! • condições predispõem à perda da flora normal, o que “abre espaço” para micro-organismos provenientes do intestino. • os uropatógenos seguem uma sequência: colonização do períneo — introito vaginal (ou prepúcio nos homens) — uretra distal e ascensão para a bexiga. • Somente bactérias com capacidade de adesão ao epitélio urinário conseguem “subir” até os rins por conta própria – pielonefrite. ▹ VIA HEMATOGÊNICA: o parênquima renal pode ser invadido durante um episódio de bacteremia. Os principais agentes são S. aureus e Candida spp, oriundos de um foco infeccioso à distância. ▹ VIA LINFÁTICA: a existência de conexões linfáticas entre os ureteres e os rins cujo fluxo de linfa se dirige à pelve renal na vigência de aumento na pressão intravesical. ▹ FÍSTULA VESICOENTERAL: bacteriúria por germes anaeróbios (como o Bacteroides fragilis) sugere a existência de uma conexão entre o trato urinário e o intestino. → AGENTE ETIOLÓGICO: • Está relacionado com à presença ou ausência de certos dados clínicos; • ITU esporádica e sem complicações: ➢ E. coli (80 – 85%); TUTORIA 5 ITU BAIXA ITU ALTA RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO ➢ S. saprophyticus (10 – 15%). • ITU recorrente ou complicada: ➢ Enterococcus, Pseudomonas e Serratia ganham importância; ➢ Acinetobacter e Stenotrophomonas maltophilia (nosocomial) • Mesmo nessas situações E. coli continua sendo a principal causa (50%). • Nefrolitíase aumenta a chance de Proteus e Klebsiella; • ITU por S. aureus sugere bacteremia e foco infeccioso à distância; • Candida spp., mais comum em diabéticos. → DIAGNÓSTICO: • Clínico; • EAS*; • Urocultura. ▹EAS: Não deve ser valorizado de maneira isolada; • Piúria (leucocitúria) é ≥ 10 leucócitos/campo: ➢ Sensibilidade 65%; ➢ Especificidade 80%. • Nitrito é importante: ➢ G- entéricos (exceto P. aeruginosa) transformam nitrato urinário em nitrito. • Hematúria tem como causa mais comum a ITU. ▹ UROCULTURA: • Solicitado nas ITU’s baixas sem melhora, recorrentes e complicadas; • Sempre solicitar quando ITU em homens (!); • Sempre solicitar quando suspeita de pielonefrite. → TRATAMENTO: • Antibioticoterapia; • Espera-se melhora em 24 – 48h; • Caso não haja melhora, pensar em: ➢ Bactéria resistente? ➢ Uretrite e não cistite? ➢ Obstrução urinária? ➢ Abscesso? ▹ANTIBIOTICOTERAPIA: • Colher EAS e urocultura antes de iniciar, sempre que possível; • Adequar pelo antibiograma, sempre que possível. ▹ ESQUEMAS: 1 - 14 dias • CISTITE: Nitrofurantoína, fosfomicina; • Gestantes: cefalexina, amoxicilina, nitrofurantoína; • PIELONEFRITE: Ceftriaxone • Preferir iniciar endovenoso • Gestantes: ceftriaxone. ▹BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA: • Se assintomático, NÃO DEVE SER TRATADA; • Tratar quando: ➢ Gestantes; ➢ Pré-operatório de cirurgias urológicas. Não solicite urocultura para quem não tem sinais/sintomas de ITU → DIAGNOSTICO DIFERENCIAL: • URETRITE • VAGINITE • VULVOVAGINITE • DIP • PROSTATITE • UROLITIASE RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO Pneumonia • Infecção aguda do pulmão; ▹ define-se como uma condensação inflamatória aguda dos alvéolos e/ou infiltração do tecido intersticial pulmonar que resulta da ação de células inflamatórias em resposta à agressão de um determinado agente microbiano. • Podendo ser por bactéria, fungo ou vírus. ➢ Streptococcus pneumoniae ➢ Pneumocystis jirovecii ➢ Sars-Cov-2 • Acomete mais os extremos de idade: 65 anos; • E comórbidos: pneumo, cardio e nefropatas, diabéticos... • Pneumonia que ocorre em paciente sem história de internação nos últimos 90 dias; • E não institucionalizado. • PAC. • Pneumonia cujos sintomas iniciaram após 48h de internação; • Pneumonia cujos sintomas iniciaram em até 90 dias após a alta; • Pneumonia em pacientes institucionalizados. → QUADRO CLÍNICO: • Febre. • Tosse expectorante. • Estertores. • Taquidispneia. • Calafrios. • Dor torácica pleurítica. PALESTRA! - pneumonia ▹ FISIOPATOLOGIA: • Patógenos colonizam o epitélio das VAS; • Microaspirações das VAS; • Bactérias versus Mecanismos de Defesa; • Bactérias chegam aos alvéolos; • Infiltrado neutrofílico e exsudativo alveolar. ▹ Os microrganismos chegam às vias aéreas inferiores pela aspiração das secreções orofaríngeas. ▹ Os fatores mecânicos são importantes para a defesa do hospedeiro: - MECANISMOS DE DEFESA: • Epitélio mucociliar; • Reflexo da tosse; • IgA de superfície; • IgM e IgG do surfactante; • Macrófagos alveolares; • Neutrófilos. ▹ barreiras superadas ou microrganismos pequenos, são inalados até os alvéolos, os macrófagos alveolares residentes – atua na sua eliminação. ▹ A pneumonia evidencia quando a capacidade dos macrófagos alveolares – é superada. ▹ Nessa condição, os macrófagos alveolares ativam a resposta inflamatória para reforçar as defesas das vias aéreas - produz exsudato que interfere com a difusão. ▹ Além da presença de leucócitos (neutrófilos) no local onde havia ar ocorre o edema da mucosa: TUTORIA 6 PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE PNEUMONIA RAS De início agudo Pneumonia evitam combatem RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO • oclusão parcial dos brônquios e alvéolos, com uma resultante diminuição da pressão de oxigênio alveolar. Hipoventilação ocorrendo desequilíbrio da ventilação-perfusão Hipoxemia arterial → TIPOS HISTOPATOLÓGICOS: • Broncopneumonia: + comum • Acomete alguns alvéolos multifocais e/ou coalescentes; • Predomina na região peribrônquica. • Pneumonia lobar: • Acometimento alveolar extenso; • Lobo pulmonar inteiro. → PROPEDÊUTICA: • Hemograma = leucocitose com neutrofilia; • PCR = elevado; • Ureia (ajuda definir internação); • Exames de imagem. ▹ Radiografia de tórax: → USAR escore de gravidade para auxiliar na decisão de tratamento ambulatorial ou internação – CURB – 65: ▹ COMPLICAÇÕES: Devem ser considerados em pneumonias com apresentações graves e falha de tratamento empírico: • Sepse; • Derrame pleural (exsudato); • Abscesso; • Pneumatocele (S. aureus). ▹ DERRAME PLEURAL: velamento do seio costofrênico lateral. • acúmulos de líquido dentro do espaço pleural. RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO - Velamento do seio costofrênico posterior. → ABSCESSO: é uma cavidade com pus no pulmão, rodeada por tecido inflamado e causada por uma infecção. → PNEUMATOCELE: Trata-se de distensão alveolar que leva ao aparecimento de cistos no parênquima pulmonar. → PATÓGENOS: → TRATAMENTO 5 - 10 DIAS: RESUMO UNIC JULIA CAROLINA – MED XLI - INFECTO ← QUANDO ASSOCIAR CORTICOIDE? • HIDROCORTISONA NA PNEUMONIA GRAVE ADQUIRIDA NA COMUNIDADE; • Pneumonias GRAVES. • Necessidade de O2 (invasivo ou não- invasivo); • Relação P/F 130 DICAS • Se tudo estiver indo bem... • Não faça exame de imagem de “controle”. • Surgiu pneumatocele, cubra S. aureus.