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Imprimir INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula, veremos panorama sobre a história e evolução do voleibol, sua criação, evolução cronológica das regras e dos fundamentos, e seu desenvolvimento no Brasil. O conhecimento adquirido será ferramenta teórica para atuar profissionalmente nessa modalidade, seja na área educacional ou de formação esportiva/treinamento. O voleibol é a segunda modalidade coletiva mais praticada no Brasil, atingindo vários públicos, como crianças, adultos, idosos e deficientes. Além disso, é um verdadeiro fenômeno midiático, já que suas regras foram adaptadas de acordo com as necessidades do formato televisivo de transmissão. Vamos lá!? Aula 1 DIMENSÕES HISTÓRICAS DO VOLEIBOL Olá, estudante! Nesta aula, veremos panorama sobre a história e evolução do voleibol, sua criação, evolução cronológica das regras e dos fundamentos, e seu desenvolvimento no Brasil. ESPORTES DE REDE Aula 1 - Dimensões históricas do voleibol Aula 2 - A prática do voleibol Aula 3 - Tênis de mesa Aula 4 - Tênis de campo Aula 5 - Revisão da unidade Referências HISTÓRIA E EVOLUÇÃO VOLEIBOL A história do voleibol está ligada ao desenvolvimento e evolução das suas regras, dos fundamentos técnicos e táticos, assim como a passagem de uma prática restrita ao lazer, em locais específicos, a um fenômeno competitivo e midiático difundido por vários países e com organização burocrática em nível mundial. Porém, o principal fator do jogo não muda ao longo da história: são duas equipes divididas por uma rede. Em sua versão moderna, o voleibol foi criado nos Estados Unidos, no ano de 1895. A modalidade foi desenvolvida pelo professor William G. Morgan, na unidade de Massachusetts da YMCA – sigla em inglês para a Associação Cristã de Moços – entidade historicamente dedicada a divulgar os princípios do cristianismo, e que foi também o local onde se desenvolveram outras modalidades esportivas. O surgimento do voleibol é atribuído a uma grande demanda dos associados da YMCA por um jogo que não fosse tão violento quanto o basquete ou futebol americano, e que não tivesse contato físico entre os participantes. Uma das possibilidades de Morgan seria adaptar o jogo de tênis para um ginásio, o que não se mostrou viável. Inicialmente, tinha o nome de “Mintonette” e sua prática era uma atividade exclusivamente de lazer, composta por duas equipes separadas por uma rede. O objetivo principal do jogo era – e sempre será – passar a bola para o outro lado, por cima da rede, sem deixá-la cair no chão. No princípio era uma prática muito rudimentar, já que contava apenas com dez regras bastante genéricas e não tinha um número certo de participantes. A bola inicialmente era feita com a câmara de ar de uma bola de basquetebol. A partir do ano 1900, já com o nome de Volley Ball, passou a ser desenvolvido oficialmente no programa de Educação Física da YMCA e, posteriormente, passou a ser praticado nas universidades americanas. A partir daí a modalidade se disseminou para outros lugares do mundo, como países da Ásia, Europa e América do Sul. Na década de 1930, o voleibol vai se tornando menos uma atividade de lazer, e cada vez mais uma prática competitiva e organizada. No Brasil, existem duas versões diferentes sobre a chegada do voleibol: a primeira versão conta que foi no colégio Marista de Pernambuco, no ano de 1915. A outra é de que a modalidade foi trazida pela YMCA para a cidade de São Paulo, entre os anos de 1916 e 1917, sendo praticado nas quadras e nas praias. Rapidamente a modalidade ganhou o gosto da população, se difundindo em clubes e escolas. O Brasil é uma potência do voleibol no cenário competitivo mundial, figurando entre as melhores equipes nos principais campeonatos internacionais, tanto nas quadras quanto na areia, contando também com uma das ligas nacionais mais competitivas do mundo. Mas a história do voleibol também é contada a partir da evolução das regras do jogo e dos fundamentos técnicos. Podemos perceber nitidamente que com o passar do tempo, o jogo foi ficando cada vez mais rápido. Os fundamentos técnicos evoluíram, o gesto técnico passou a ser mais refinado, sendo fator preponderante para o desenvolvimento da modalidade, deixando o jogo esteticamente mais vistoso e dinâmico. Conforme algumas situações imprevisíveis ocorriam durante os jogos, expondo as limitações da regra, surgiam novas possibilidades de aprimoramento técnico, sempre visando deixar o jogo mais dinâmico e buscando tornar a competição mais justa para ambas as equipes. Outro fator preponderante para adaptações nas regras foi a adequação do jogo de acordo com as necessidades do formato de transmissão das partidas pela televisão, que precisava principalmente de espaços para a publicidade dos patrocinadores. PRINCIPAIS REGRAS E SUA EVOLUÇÃO TÉCNICA Para melhor compreensão da modalidade voleibol, veremos suas principais características. A quadra de voleibol é um retângulo de 18x9 metros, dividido ao meio por uma linha central que a separa em duas quadras iguais, cada uma delas é um quadrado de 9x9 metros. Cada uma das quadras de voleibol é divida em duas partes, por uma linha paralela à linha central, distante dela 3 metros. Essa linha separa a zona de ataque – mais próxima da rede – e a zona de defesa – mais próxima do fundo da quadra. O jogador que se encontra posicionado na zona de defesa, não pode invadir a zona de ataque para atacar uma bola acima da linha da rede. Cada equipe é composta por 6 jogadores que alternam suas posições na quadra em formato de rodízio. As equipes são separadas por uma rede colocada acima da linha central. A altura da rede é de 2,43 metros no masculino e 2,24 metros no feminino. Duas antenas ficam dispostas na rede, perpendiculares às linhas laterais, estendendo-se por 80 cm acima do bordo superior da rede, delimitando a área de jogo. A cada equipe são permitidos três toques na bola antes de passá-la ao outro lado, não sendo permitido ao jogador tocar duas vezes consecutivas na bola. Uma partida de voleibol é disputada em melhor de 3 sets. Cada set é disputado até 25 pontos, sendo necessária uma diferença de 2 pontos no placar para a equipe vencer um set. Em caso de empate em 2 a 2 sets, é disputado o 5 set, chamado tie break e que termina em 15 pontos, sendo necessária também a diferença mínima de 2 pontos no placar. Entretanto, os fundamentos técnicos do jogo mudaram. A introdução do bloqueio é um exemplo dessa mudança: um novo elemento técnico é criado e posteriormente e passa a ser proibido bloquear um saque. Conforme situações de jogos foram ocorrendo, as regras foram modificando os elementos técnicos do jogo. Esse desenvolvimento se deu ao longo dos anos, a partir de instituições como clubes, associações, federações e confederações, que passaram a organizar e gerir profissionalmente todos os aspectos da modalidade, desde pequenas cidades e regiões, estados, países, até a criação da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) no ano de 1948. Essa entidade regulamenta a modalidade em nível mundial, sendo responsável pela criação e atualização das regras oficiais, assim como pela organização dos principais campeonatos. No Brasil, o voleibol é organizado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) criada em 1954. Vejamos uma breve cronologia da introdução de regras que determinaram mudanças nos fundamentos técnicos do jogo ao longo da história: 1912 – Introdução do rodízio entre os jogadores. 1916 – Cada set passa a ter 15 pontos / Proibido o jogador tocar a bola 2 vezes consecutivas. 1918 – Número de jogadores fixado em 6 por equipe. 1925 – Passa a ser obrigatória a vantagem de 2 pontos para terminar cada set. 1938 – Surgimento do bloqueio – o contato do bloqueio passa a contar 1 toque. 1942 – A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo acima dos joelhos. 1947 – Permitido aos jogadores da zona de ataque trocarem de posição para atacar e bloquear. 1949 – Permitido ao levantador infiltrar e realizarlevantamento a partir da zona de ataque. o 1964 – Bloqueador pode invadir a quadra adversária, bloqueio ofensivo. 1970 – Surgimento das antenas, facilitando a atuação dos árbitros. 1984 – Passa a ser proibido bloquear um saque. 1995 – A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo, inclusive com os pés. 1998 – Criação da função de Líbero. FUNDAMENTOS TÉCNICOS E AÇÕES DO VOLEIBOL O bom conhecimento da modalidade vai proporcionar a capacidade de atuar profissionalmente com o voleibol, seja no ambiente escolar, em práticas de lazer, de formação esportiva ou no esporte de alto rendimento. Para tanto, a compreensão dos principais fundamentos técnicos e seu desenvolvimento na história é fundamental. No início da prática, os principais movimentos corporais eram bastante rudimentares. Não havia muitas regras específicas. Com o passar dos anos e com o aprimoramento da modalidade, a parte técnica passa a ser cada vez mais refinada. Tradicionalmente, os jogadores utilizam 3 tipos de movimento para tocar a bola: Manchete – realizada com os joelhos flexionados, os dois braços estendidos à frente do corpo, rebatendo a bola com os antebraços; Toque – realizado com as duas mãos abertas acima da cabeça, que devem rebater a bola simultaneamente com as pontas dos dedos; e Ataque – também conhecido como “cortada”, é realizado após saltar, rebatendo a bola com a palma da mão aberta, sendo também o movimento realizado no saque. Porém, a regra permite ao jogador tocar a bola com qualquer parte do corpo, desde que seja sempre rebatida, ou seja, a bola nunca pode ser retida e/ou lançada. Quando a modalidade surgiu, seja nos Estados Unidos, no Brasil ou em outros países, não havia um número exato de jogadores, não havia rodízio, nem grande rigor técnico por parte da arbitragem. Com o desenvolvimento histórico da lógica da máxima performance e da busca pela vitória, as novas exigências técnicas do jogo foram sendo incorporadas às regras. Um exemplo icônico desse aprimoramento técnico contemplado por uma nova regra, é o surgimento da função do líbero, jogador especializado em recepção e defesa, que você verá na próxima aula. Vejamos as principais ações técnicas do jogo de voleibol: O saque – realizado atrás da linha de fundo, o saque é a ação inicial de cada ponto. O sacador lança a bola e a rebate por cima da rede, por dentro da área de jogo delimitada pelas antenas. Existem vários tipos de saque: parado, viagem, flutuado, jornada nas estrelas etc. A recepção – também conhecida como “passe”, essa ação é responsável receber o saque adversário, passando a bola para o levantador em posição favorável, próximo à rede. O levantamento – é uma ação realizada normalmente pelo levantador, que é o jogador mais habilidoso da equipe, que prepara a jogada para o atacante finalizar. O ataque – realizado com um salto, rebatendo a bola com a palma da mão, acima da rede, buscando derrubar a bola na quadra adversária. Um ataque é realizado pelas pontas da rede, próximo às antenas, pelo meio da rede ou saltando a partir da zona de defesa (fundo). O bloqueio – é uma ação defensiva, serve para bloquear o ataque da equipe adversária. O bloqueador pode invadir a área da equipe adversária. É uma ação que só pode ser realizada pelos jogadores que estão na zona de ataque. Pode ser simples, duplo ou triplo. A defesa – ação defensiva para impedir a bola de cair na quadra após o ataque adversário. Pode recuperar um ataque forte ou uma largada do adversário. Normalmente recupera a bola mais próxima ao chão. VIDEO RESUMO Olá, estudante! Neste vídeo resumo, fixaremos os conteúdos como as principais características do voleibol, a da história da modalidade, a evolução das regras, seus principais fundamentos, as medidas da quadra e da rede, além das ações de jogo. Saiba mais As regras oficiais do voleibol são elaboradas e atualizadas pela Federação Internacional de Voleibol - FIVB. Esse documento serve de base para todos os campeonatos que são organizados por entidades filiadas à FIVB, como no caso Confederação Brasileira de Voleibol – CBV – entidade que organiza a Superliga, principal campeonato de clubes do Brasil. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta Aula, veremos como funcionam na prática as posições dos jogadores e suas funções no jogo de voleibol. Também, como funciona o rodízio e os principais sistemas táticos utilizados, conhecimento fundamental para compreender o funcionamento da modalidade. A especialização das funções dos jogadores marca o desenvolvimento do voleibol, já que dentro da lógica do esporte de alto nível, essa especialização é fundamental para a conquista da vitória. Outra mudança histórica foi o desenvolvimento de sistemas táticos, ou seja, estratégias de equipe para as ações ofensivas e defensivas, realizadas para maximizar as possibilidades de vitória no jogo de voleibol. Vamos lá? POSIÇÕES E RODÍZIO NO VOLEIBOL A compreensão das posições na quadra e do rodízio dos jogadores de voleibol vai facilitar o processo de ensino e a prática, seja na escola, na formação esportiva ou no lazer. Antes do início do jogo, cada equipe deve informar para a arbitragem quais serão os 6 jogadores que iniciarão a partida, e suas respectivas posições. Ao início de cada ponto, antes da bola entrar em jogo com um saque, cada um dos jogadores deve estar colocado na posição correta. Cada posição é marcada por um número – de 1 a 6. Na zona de ataque ficam as posições 2, 3 e 4, enquanto na zona de defesa estão as posições 1, 5 e 6. Aula 2 A PRÁTICA DO VOLEIBOL Olá, estudante! Nesta Aula, veremos como funcionam na prática as posições dos jogadores e suas funções no jogo de voleibol. https://institucional.cbv.com.br/ Cada posição da zona de ataque tem a sua posição correspondente na zona de defesa: 1 com 4; 2 com 5; 3 com 6. Dessa maneira, a arbitragem vai avaliar se a posição de cada jogador está correta, usando como referencial a posição do jogador correspondente. Vejamos um exemplo das posições correspondentes: antes do início do ponto, caso o jogador da posição 2 (zona de ataque) esteja na mesma linha ou atrás do seu correspondente, no caso o da posição 5 (zona de defesa), será considerada falta e somado 1 ponto para a equipe adversária. Depois que a bola já está em jogo, os jogadores podem trocar suas posições de acordo com o esquema tático da equipe. Porém, quando o próximo ponto for iniciado, os jogadores têm que voltar para a posição correta. Observe na Figura 1: Figura 1 | Posições e rodízio Fonte: Bojikian (2005, p. 25). O jogador que está na posição 1 é aquele que vai realizar o saque. A posição 6 é chamada de fundo meio e a posição 5 é fundo esquerda. A posição 4 é a entrada de rede, 3 é o meio de rede, e a posição 2 é a saída de rede. Quando uma equipe faz um ponto a partir de um saque da equipe adversária, ela recupera a posse da bola e os jogadores “rodam”, ou seja, eles trocam de posição dentro de um sistema de rodízio que ocorre no sentido horário. Depois de entender as posições e o rodízio, você vai aprender as funções no voleibol. Cada jogador é especializado para realizar uma das cinco funções: levantador, ponteiro, central, oposto e líbero. Normalmente, cada função é ocupada pelo jogador que tem as melhores condições técnicas para realizar essa função. No próximo bloco você verá as principais características de cada função. Nos esquemas táticos do jogo, é sempre mais interessante que o levantador esteja na zona de defesa. Dessa maneira o técnico da equipe pode garantir que na zona de ataque estarão 3 jogadores atacantes. Por esse motivo, vemos que normalmente o levantador é o primeiro a realizar o saque, na posição 1 da zona de defesa. Porém, alguns atacantes que estão na zona de defesa, também podem realizar um ataque, desde que saltem atrás da linha de 3 metros. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS FUNÇÕES DO VOLEIBOL Conheceremos mais a fundo as funções dos jogares: O levantador é normalmente o jogador mais habilidoso da equipe.Esse jogador vai receber um passe e levantar a bola para um atacante. Por isso dizemos que a segunda bola é sempre do levantador, pois ele é o mais capacitado para realizar um bom levantamento. Por esse motivo o levantador nunca participa da recepção. O local ideal para o levantador tocar a bola fica entre as posições 2 e 3, e o passe sempre será direcionado para esse local, mas nem sempre com sucesso. Apesar de muito habilidoso, o levantador normalmente é mais baixo que o restante do time, característica que se torna uma desvantagem quando ele precisa bloquear. Ele é responsável por fazer a “leitura” do bloqueio adversário, distribuindo de maneira estratégica os levantamentos para o ponteiro, central e oposto. Quando ele está na zona de defesa, ele infiltra para a zona de ataque para realizar o levantamento. O ponteiro é um jogador que, quando se encontra na zona de ataque, ataca a partir da entrada de rede – posição 4. Mesmo que ele não esteja nessa posição, assim que a bola entra em jogo, ele se direciona para a entrada de rede. São dois ponteiros na equipe, sempre situados em posições correspondentes. Isso garante que sempre haverá um ponteiro na zona de ataque e outro na zona de defesa. O ponteiro que está na zona de defesa, pode atacar a bola saltando atrás da linha, normalmente pelo meio fundo, em uma jogada chamada pipe. Os dois ponteiros também participam da linha de recepção. O central é normalmente um jogador muito alto. Assim como os ponteiros, são 2 centrais na equipe de voleibol, situados em posições correspondentes, garantindo que sempre haverá um na zona de ataque e outro na zona de defesa. O central que está na zona de ataque fica sempre no meio da rede – posição 3. Ele ataca a bola a partir dessa posição, normalmente a partir de um levantamento curto e rápido. Outra função do central na zona de ataque é o bloqueio. Por se tratar de um jogador alto, consegue se deslocar rapidamente do centro para as pontas da rede, compondo um bloqueio com seu colega de time. Já o central que está na zona de defesa, é substituído pelo líbero, pois geralmente não tem muita agilidade para realizar uma defesa. O oposto ataca a bola a partir da saída de rede – posição 2. Quando ele está na zona de ataque, se desloca sempre para a posição 2. Porém quando está na zona de defesa, o oposto se desloca para a posição 1, pois também ataca atrás da linha de 3 metros. Ele não participa da linha de recepção, já que normalmente é o principal atacante do time, ficando livre para atacar, sempre pela saída da rede. Geralmente os opostos canhotos têm maior destaque, pois conseguem um ângulo melhor em seus ataques. O jogador correspondente do oposto no rodízio será sempre o levantador. O líbero é especializado em defesa, e não pode atacar a bola acima do bordo superior da rede. Ele substitui os centrais, sempre na zona de defesa, ou seja, ele passa somente pelas posições 1, 6 e 5. Porém essa mudança não conta como uma substituição. Por se tratar de um jogador mais baixo, o líbero é bastante ágil para defender e tem grande habilidade na recepção. É um jogador que tem a camiseta do uniforme de cor diferente do restante do time, para facilitar sua visualização. PRINCIPAIS SISTEMAS TÁTICOS DO VOLEIBOL Vamos relembrar alguns conceitos, estudante? Você se lembra quais são os elementos técnicos do voleibol? O conjunto de regras desse esporte é o principal elemento técnico, regulamentando os equipamentos do jogo, as medidas da quadra, a interação entre os atletas, entre outros. Os elementos técnicos pouco mudam. Porém, os sistemas táticos não estão no livro de regras. A tática de jogo nada mais é que a estratégia utilizada pela equipe, levando em consideração os limites e as possibilidades que o conjunto de regras permite. Em um exemplo mais prático, o levantador pode utilizar a seguinte estratégia: no 1 set, ele vai distribuir os levantamentos para o atacante central com mais frequência. Porém, a partir do 2 set, ele vai distribuir mais bolas para os atacantes da entrada e da saída de rede – ponteiro e oposto – buscando confundir os bloqueadores da equipe adversária, que estarão mais atentos ao atacante central, e chegarão “atrasados” nas pontas. Mas a tática não se restringe apenas a um jogador, realizando uma estratégia individualmente. Pode haver a tática de grupo, em forma de movimentos sincronizados, realizados por duplas ou por trios. Por exemplo, podemos pensar num bloqueio triplo, que é uma tática utilizada quando o adversário realiza um levantamento muito alto. Nesse caso, os três bloqueadores terão tempo suficiente para saltar de maneira sincronizada. Outro exemplo é a combinação entre o levantador e o central, que realizam diferentes jogadas de acordo com um sinal do levantador. Bola de tempo, chute meio, tempo esquerda, tempo atrás são alguns exemplos dessa interação estratégica entre dois jogadores. Podemos pensar também na tática da equipe. Essa é maneira como a equipe se comporta na quadra, por completo, é uma estratégia de jogo realizada por todos os jogadores em conjunto. É conhecido como “padrão de jogo”, onde cada jogador se posiciona de maneira síncrona, buscando jogadas mais eficientes. Existem alguns sistemas que são bastante utilizados. Nas atividades de lazer e nas categorias de base, é utilizado o sistema 6X0, onde a função do levantador não é de um jogador fixo. Aquele que estiver na posição 3 – meio da rede – será o levantador. Os jogadores não precisam trocar de posição, eles ficam em sua posição original, até o próximo rodízio. As turmas de formação esportiva mais avançadas utilizam com frequência o sistema 4X2 – 4 atacantes e 2 levantadores em posição correspondente – no qual o levantador não precisa infiltrar, já que sempre haverá um deles na zona de ataque. As equipes de alto nível, utilizam o sistema 5X1 – 5 atacantes e 1 levantador. Esse é o sistema tático ofensivo mais funcional, já que possibilita grande variação de jogadas e tem cada jogador com uma função predeterminada. A grande vantagem é ter mais atacantes disponíveis. Nesse sistema, quando o levantador está na zona de defesa, é necessário infiltrar para realizar o levantamento. É de grande importância para o profissional de Educação Física ter os conhecimentos sobre as posições da quadra de voleibol, do sistema de rodízio e das principais funções desempenhadas pelos jogadores, além de estratégias pedagógicas como a utilização de diferentes materiais, brincadeiras e jogos, que contemplem o conteúdo dessa aula. VÍDEO RESUMO Olá, estudante! Aprendemos as posições dos jogadores na quadra de voleibol. Também, que cada jogador tem uma função específica na equipe, como o levantador ou o líbero, por exemplo. Vimos que existe um sistema de rodízio entre as posições, que acontece no sentido horário. Conhecemos, também, os principais sistemas táticos utilizados no jogo de voleibol. Agora vamos relembrar o conteúdo da aula com o vídeo resumo. Saiba mais o o Para ensinar o voleibol para iniciantes, você, futuro professor de Educação Física, deve saber que não se pode seguir o modelo e a lógica do esporte de alto rendimento. Especialmente no ensino para crianças, devemos ter uma prática lúdica, com brincadeiras, utilizando diferentes materiais, diferentes espaços e jogos adaptados à realidade de cada local. Uma boa estratégia é o mini-voleibol, que é praticado em espaços menores que uma quadra inteira, de maneira adaptada e com menos jogadores. Veja mais no artigo “Voleibol escolar: uma proposta de ensino nas dimensões conceitual, procedimental e atitudinal do conteúdo”. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta Aula, veremos como surgiu o tênis de mesa, sua criação e posterior difusão pelo mundo. Também, como essa modalidade chegou da Inglaterra ao Brasil e seu desenvolvimento histórico, seja nas práticas de lazer com o ping pong, seja no tênis de mesa competitivo. Vai conhecer também a evolução técnica dos materiais e equipamentos do jogo, a especializaçãonos fundamentos técnicos, além das principais regras oficiais que regem essa modalidade esportiva, inicialmente ligada às elites europeias, e que se tornou tão popular mundo afora. Vamos lá? HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO TÊNIS DE MESA O tênis de mesa é uma modalidade que foi inventada na Inglaterra, na segunda metade do século XIX. A ideia era imitar um jogo de tênis de campo num ambiente fechado, já que com o inverno rigoroso ficava difícil praticar tênis de campo a céu aberto. Inicialmente a modalidade era realizada com materiais adaptados: uma barreira de livros ou um simples fio utilizados como rede, rolhas de garrafa como bola, lâminas de madeira e caixas de charutos como raquete. O tênis de mesa foi criado para ser um passatempo social, uma atividade de lazer. Seus primeiros registros históricos mostram que era um jogo rudimentar, praticado por estudantes universitários e por militares ingleses na África do Sul e Índia, que eram colônias britânicas até então. As mesas utilizadas e a altura da rede não tinham uma medida correta, não havia um número determinado de pontos numa partida. Perceba, estudante, que as principais regras desse jogo ainda eram muito rudimentares e genéricas e sua prática era restrita a ambientes privados, universidades e clubes. Porém, as principais regras da modalidade não mudaram muito, trata-se de rebater a bola com a raquete, por cima da rede, para o campo adversário. Praticado como atividade exclusivamente de lazer no seu início, a partir do ano 1901 a popularidade dessa prática esportiva teve grande crescimento na Europa, já que campeonatos e torneios passavam a ser cada vez mais frequentes na Alemanha, Áustria e Inglaterra. Aula 3 TÊNIS DE MESA Olá, estudante! Nesta Aula, veremos como surgiu o tênis de mesa, sua criação e posterior difusão pelo mundo. Nos primeiros anos do século XX foram escritos alguns livros de normas e identificamos o início da organização burocrática da modalidade, na Inglaterra, onde foi criada a “Ping Pong association”. Essa mudança é importante pois evidencia a transformação de uma prática estritamente de lazer e entretenimento numa prática competitiva organizada. Informações históricas do site da CBTM – Confederação Brasileira de Tênis de mesa mostram que no ano de 1926 foi criada a ITTF, sigla em inglês da Federação Internacional de Tênis de Mesa, organização que passou a administrar e organizar burocraticamente a modalidade em nível mundial, buscando a padronização das regras e promovendo as competições oficiais. O primeiro campeonato mundial ocorreu em Londres, no ano de 1927, porém, foi somente em 1988 que o tênis de mesa se tornou modalidade olímpica. Segundo Almeida e Yokota (2023), o tênis de mesa chega ao Brasil inicialmente em São Paulo, com o nome “Ping Pong”, trazido por turistas ingleses em 1905. Naquela época já era uma modalidade bastante popular na Inglaterra. Passou a ser praticada de forma mais organizada no Brasil, tendo o primeiro campeonato em 1912. Já em 1924 a modalidade chega ao Rio de Janeiro, inicialmente no Clube de Regatas Vasco da Gama. Em 1940 as regras internacionais do tênis de mesa passam a ser adotadas no Brasil e, um ano depois, surgiu a Federação Paulista de Tênis de Mesa. Em 1979 foi fundada a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa – CBTM. Outra característica marcante na modalidade é a evolução dos materiais utilizados e dos fundamentos técnicos. Na década de 1950 surge uma mudança que revolucionou o esporte: a utilização de um novo material feito de borracha, colado nas duas faces das raquetes de madeira. Essa modificação do implemento esportivo possibilitou um material mais leve e maior controle da bola, facilitando a performance dos jogadores. Outra mudança importante no material ocorreu no ano 2000, quando a bola que até então tinha 38mm, passou a ter 40mm. PRINCIPAIS REGRAS E SEU DESENVOLVIMENTO Agora, veremos as principais regras dessa modalidade, a fim de compreender sua dinâmica, os materiais utilizados, suas medidas, além das duas formas de apropriação desse jogo pelos praticantes – lazer e esporte de alto rendimento. A mesa deve ter 2,74 metros de comprimento, 1,52 metro de largura e 76 centímetros de altura. Deve ser feita em material de cor escura, de textura lisa que permita a bola bater de maneira uniforme em sua superfície. As extremidades da mesa devem ter uma linha de 2 centímetros de largura, na cor branca. Deve haver também uma linha branca de 3 centímetros que divide a mesa ao meio, no sentido do comprimento, utilizada para o jogo de duplas. A rede deve estar a 15,25 centímetros de altura e ter a borda superior na cor branca. Além disso, ela deve se estender 15,25 centímetros além das bordas laterais da mesa. A bola deve ser nas cores branca ou laranja e fosca, feita de um material chamado celulóide ou algum plástico similar, com peso de 2,7 gramas e 40 milímetros de diâmetro. A raquete pode ser de qualquer tamanho, formato ou peso. Deve ser feita de madeira natural em 85% do material. Ela deve ter uma borracha na área que fará contato com a bola, sendo proibido jogar com o lado de madeira. A raquete deve ter duas cores diferentes – sempre vermelho vivo ou preto. Um fundamento técnico importante é a empunhadura realizada, ou seja, a maneira que o jogador segura a raquete. Existem três empunhaduras ou modos de segurar a raquete: Clássico – empunhadura básica, é similar à do tênis, onde a mão fica disposta na raquete como se segurasse um controle remoto. Caneteiro – muito utilizada por jogadores asiáticos, empunha a raquete como se fosse uma caneta, é uma posição muito boa para colocar efeito na bola. Classineta – é o meio termo entre as duas empunhaduras citadas, apresenta maior maleabilidade quanto ao lado da raquete utilizado. Naquilo que tange às diferentes apropriações do fenômeno esportivo Tênis de Mesa, podemos afirmar que sua prática está historicamente ligada às atividades de lazer e tempo livre das elites. A história do jogo mostra, por exemplo, que sua chegada ao Brasil está ligada a socialização e ao divertimento das elites de São Paulo e Rio de Janeiro, já que custava caro importar as mesas e raquetes. É importante, saber quando utilizar o termo “pingue-pongue” ou o termo “tênis de mesa”. Justamente quando sua prática é voltada ao lazer, de perfil lúdico, podemos utilizar o termo “pingue-pongue”, apesar de “tênis de mesa” também ser correto. Mas quando a apropriação for do campo esportivo competitivo, ou seja, em campeonatos organizados por entidades oficiais, por exemplo, devemos sempre utilizar o termo “tênis de mesa”. Uma partida de tênis de mesa (ou pingue-pongue) pode ser jogada com número de sets ímpares – 1, 3, 5, 7… cada set é disputado em 11 pontos. Em caso de empate em 10 a 10, será vencedor aquele que conseguir fazer 2 pontos consecutivos primeiro. Cada jogador, de acordo com suas características individuais, desenvolverá um fundamento técnico diferente. Um dos fundamentos são a dominância da mão que segura a raquete, ou seja, se o jogador é destro ou canhoto, assim como o tipo de empunhadura utilizada para segurar a raquete. FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO TÊNIS DE MESA O futuro profissional de Educação Física deve conhecer as principais características da modalidade, pois se trata de uma atividade relativamente acessível em termos de custos e de grande valor pedagógico, podendo ser utilizada em ambiente escolar, assim como em escolinhas de formação esportiva ou clubes de lazer. Agora que vimos o processo histórico de desenvolvimento do jogo, os materiais e as principais medidas, os tipos de empunhadura na raquete, veremos como funciona um jogo de tênis de mesa – ou pingue pongue – na prática. O jogo começa com o saque. A bola deve ser lançada na vertical, a partir da palma da mão aberta, devendo ser batida com a raquete no momento da descida. É obrigatório que a bola toque uma vez no campo do sacador antes de passar sobre a rede para o campo adversário, sem tocar a rede.A batida do saque deve sempre ser realizada atrás da linda de fundo, ou seja, o sacador não pode invadir a área do seu campo para sacar. Cada atleta saca duas vezes, passando o saque ao adversário. Outra regra diz que o sacador não pode atrapalhar a visão do adversário durante o saque, sendo obrigatório recolher a mão que lança a bola (mão livre). Todas as vezes que um atleta errar o saque, errar a devolução de um saque, tocar na bola duas vezes consecutivas, ele perderá um ponto. Essa perda de ponto ocorrerá também se o atleta movimentar a mesa de jogo de alguma maneira, bater na bola com o lado de madeira da raquete ou mesmo se a bola tocar duas vezes consecutivas em seu campo. Também será punido caso sua mão livre tocar a superfície da mesa enquanto a bola estiver em jogo. O mesa-tenista realiza diferentes movimentos durante uma partida. Esses movimentos podem ser compreendidos como os fundamentos do tênis de mesa. O primeiro movimento que você vai conhecer se chama forehand, (a parte da frente da mão) e é realizado com a palma da mão que segura a raquete voltada para a frente. Já o backhand (a parte de trás da mão, ou “as costas da mão”) é realizado com as costas da mão que segura a raquete voltadas para a frente. Vamos tomar como exemplo um jogador destro: se a bola vier do lado direito, ele vai utilizar o forehand, mas se a bola vier do lado esquerdo, ou seja, do lado oposto à mão da raquete, ele vai utilizar o backhand. Outro fundamento técnico bastante utilizado é o “efeito” na bola, ou seja, a batida na bola é realizada com a raquete inclinada, de modo a adicionar um giro na bola (spin no inglês), com o objetivo de fazer uma curva ou modificar sua trajetória após tocar a mesa, dificultando a resposta do adversário. Um tipo de efeito bastante utilizado é o topspin, que tem o sentido do giro da bola de cima para baixo. O efeito é um recurso bastante utilizado por jogadores de alto nível, pode ser realizado de forehand ou de backhand, seja no saque, na devolução ou nos ataques. VIDEO RESUMO Olá, estudante! Nesse vídeo resumo, conheceremos o tênis de mesa, um jogo bastante praticado nas escolas e clubes, que pode se tornar uma possibilidade profissional na área da Educação Física. Aprenderemos sobre as origens do jogo, sua difusão da Inglaterra para o mundo, sua chegada ao Brasil e posterior desenvolvimento. Veremos, também as principais regras e fundamentos técnicos desse esporte. Saiba mais Você sabe de onde vem o nome “ping pong”? No século XIX, um inglês voltou de viagem aos Estudos Unidos trazendo consigo uma bola de brinquedo, feita de celulóide, imaginando que poderia ser útil para esse jogo que já existia em seu país. Ouvindo essa nova bola ser golpeada por uma raquete oca, feita de pele de carneiro, associou esse som ao nome “ping pong” que desde então passou a ser adotado em todo o mundo. Para saber mais informações sobre a história, regras e fundamentos do jogo, acesse os sites da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula, aprenderemos como surgiu o tênis de campo, ou simplesmente tênis. Veremos como surgiu essa modalidade, que foi adaptada de jogos muito antigos, até sua retomada na Inglaterra e posterior difusão pelo mundo e profissionalização. Conheceremos, também, como essa modalidade chegou ao Brasil e se desenvolveu, analisando o processo histórico de aprimoramento, seja nas práticas de lazer ou no campo competitivo. Saberemos sobre a evolução técnica dos materiais e equipamentos do jogo, a especialização nos fundamentos técnicos, além das principais regras oficiais que regem o tênis. Vamos lá? Aula 4 TÊNIS DE CAMPO Olá, estudante! Nesta aula, aprenderemos como surgiu o tênis de campo, ou simplesmente tênis. HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DO TÊNIS DE CAMPO O tênis de campo é uma modalidade que foi adaptada de jogos muito antigos, que remontam ao século XII, onde monges franceses realizavam uma brincadeira chamada jeu de paume (jogo da palma). Segundo informações da Confederação Brasileira de Tênis, nesse jogo não eram empregadas as raquetes ainda, os praticavam usavam inicialmente as mãos nuas para rebater uma bola contra um muro e, posteriormente, passaram a utilizar uma espécie de luva. Com o passar do tempo, esse jogo foi sendo adaptado, passando a ser praticado em um retângulo desenhado no chão, dividido em dois por uma corda. Registros históricos mostram uma variação desse jogo que podia ser jogado por até seis pessoas de cada lado. No Brasil, esse jogo chegou por meio de jovens engenheiros britânicos que trabalhavam na construção de ferrovias e obras para melhorias nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo Treter Gonçalves et. al. (2018) o jogo das raquetes desembarcou no Brasil no final da década de 1880, época em que nosso país se encontrava em fase de transição política da monarquia para a República, e que sofria grande influência cultural dos europeus. A primeira quadra de tênis do Brasil foi construída na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro em 1889, sendo observada também a sua prática posteriormente em clubes como o Clube de Regatas Icaraí e Canto do Rio Futebol Clube, que naquela época fomentavam a prática do remo, futebol, críquete, e que pouco a pouco foram introduzindo o tênis como modalidade. No início, o jogo era praticado somente como atividade de lazer, sempre ligado à nobreza e às elites sociais. Não havia muitas regras específicas, que eram convencionadas pelos praticantes, ou seja, entrava-se em acordo verbal sobre os combinados iniciais. Porém, a dinâmica do jogo pouco mudou, ou seja, deve-se rebater a bola para o outro lado da quadra, por cima da rede. O jogo tornou-se tão praticado nas cortes que o Rei Luis XI da França decretou que a bola usada no jogo de tênis deveria ser fabricada com materiais específicos – couro especialmente escolhido com enchimento de lã, sendo vedada a utilização de areia, cal, terra ou qualquer musgo como enchimento da bola. Já sob o reinado de Luís XII, foram codificadas as primeiras regras, além de serem construídas pelo menos 40 quadras em Órleans, na França. O desenvolvimento de novos materiais e novas regras foram acontecendo com o passar dos anos, e os fundamentos técnicos também acompanharam essa evolução. No início, os golpes eram realizados de modo rudimentar, sem grande refinamento técnico. A movimentação dos jogadores durante o jogo também não seguia um padrão específico. Com o passar dos anos, surgiram novas necessidades de adaptar os golpes à lógica competitiva, buscando sempre a eficiência com o objetivo da vitória. Com esse desenvolvimento, podemos dizer que os principais fundamentos técnicos do tênis são o forehand, o backhand, o saque, slice, smash, largada e voleio, os quais você conhecerá com mais detalhes a seguir. PRINCIPAIS REGRAS E SEU DESENVOLVIMENTO Veremos, agora, as principais regras, a dinâmica, as medidas da quadra e alguns fundamentos técnicos do jogo. A quadra de tênis deve ter sua superfície de terra batida (saibro), ou um piso sintético (concreto) ou de grama natural. As quadras de saibro são consideradas lentas, enquanto as de grama são consideradas rápidas. Suas medidas são: 23,77 metros de comprimento por 8,23 metros de largura. Quando o jogo é de duplas, o comprimento é o mesmo, porém a largura deve ser de 10,97 metros. A rede divide a quadra ao meio, sendo mais alta nas extremidades (1,07 metro de altura) e mais baixa ao centro (0,914 metro de altura). As linhas fazem parte do campo de jogo, ou seja, quando a bola vai em cima da linha, é considerada bola dentro. Um jogo de tênis é disputado em melhor de 3 ou 5 sets, dependendo do torneio. O set é vencido pelo jogador que vencer 6 games primeiro, com pelo menos 2 games de diferença. Caso o game fique empatado, é jogado o tie break – game de desempate. A contagem de pontos no tênis é totalmente diferente de qualquer outro esporte. Os pontos em um game são somados da seguinte maneira: primeiroponto – 15. Segundo ponto – 30. Terceiro ponto – 40. Quarto ponto – Game. Caso o game fique empatado em 40 a 40 (iguais) vence aquele que abrir 2 pontos de vantagem primeiro. No tênis de campo, o jogador não pode tocar a bola duas vezes seguidas com a raquete, e a bola pode tocar seu campo somente uma vez antes de ser rebatida para o campo do adversário. Cada ponto é iniciado com um saque realizado atrás da linha de fundo. Em cada game, somente um jogador vai realizar o saque (serviço). O saque deve ser direcionado para uma área de 6,40 metros de comprimento e 4,11 metros de largura, no campo adversário, sempre de maneira cruzada, alternando os lados a cada ponto. Em uma partida de tênis existem quatro torneios principais a cada ano, são chamados de Grand Slam: o Australian Open na Austrália, Roland Garros na França, US Open nos EUA, e Wimbledon na Inglaterra. O torneio de Wimbledon é o mais tradicional de todos, pois o jogo de tênis tal qual o conhecemos, teve seu primeiro torneio nas gramas de Wimbledon, em 1877. Foi também nessas quadras de grama que o tênis ressurgiu na história. Depois de ficar desaparecido na era medieval, foi retomado a partir da reestruturação de jogos anteriores, como o Jeu de Palme, no fim do século XIX. (TRETER GONÇALVES et al., 2018). O fato de o tênis ser um jogo elitizado está ligado às classes mais ricas da sociedade desde sua criação. Segundo Andrade et al. (2018) o perfil socioeconômico de tenistas da categoria infantojuvenil é predominantemente de jovens das regiões Sudeste e Sul, e de classe socioeconômica A. No Brasil, em geral, não existem muitas quadras de tênis e sua prática não é economicamente viável para a maioria da população, porém algumas escolas disponibilizam raquetes e bolinhas, sendo viável sua prática de maneira adaptada na educação formal em alguns casos. Agora vamos ver na prática, quais são os principais fundamentos técnicos. FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO TÊNIS DE CAMPO O professor de Educação Física deve conhecer as principais características do tênis, já que eventualmente pode ser conteúdo pedagógico na escola, assim como em escolinhas de formação esportiva ou clubes. Agora que vimos o desenvolvimento histórico do jogo, as principais regras e medidas da quadra, verá agora como funcionam na prática os fundamentos técnicos de um tenista. Vamos tomar como exemplo um jogador destro, que segura a raquete com a mão direita. Quando a bola vem do seu lado direito, ele rebate com um golpe chamado forehand (frente da mão), ou seja, o movimento é feito com a palma da mão voltada para a frente. Já quando a bola vem do lado esquerdo desse jogador, ele rebate a bola com um golpe chamado backhand (costas da mão), movimento feito com as costas da mão voltada para a frete e do lado oposto ao da mão que segura a raquete. O backhand pode ser realizado com uma ou com as duas mãos, dependendo das características individuais de cada jogador. Outro fundamento importante é o saque. O saque é realizado atrás da linha de fundo, sendo que os pés do jogador não podem tocar a linha nesse momento. O primeiro saque é realizado do lado direito, e vai alternando o lado a cada ponto. O movimento é realizado com o lançamento da bola pelo próprio sacador, que a rebate acima e a frente de sua cabeça, em direção à área de saque do campo adversário. Quando o adversário não consegue devolver um saque, dizemos que o sacador fez um ace (saque indefensável). Outro movimento bastante parecido com o saque é o smash, que é realizado de dentro da quadra, acima da cabeça, utilizado quando o adversário devolve uma bola muito alta. Quando o jogador se aproxima da rede durante um ponto, ele utilizará um golpe chamado voleio que é quando rebate a bola antes que ela toque no seu campo. Normalmente é uma jogada vencedora, podendo ser realizado de forehand ou backhand. Outro recurso utilizado com frequência é a largada, quando o jogador rebate uma bola curta, próxima à rede, para o outro campo, surpreendendo o adversário quando ele está no fundo da quadra, esperando por um golpe mais forte e longo. Podemos ver que constantemente os jogadores de tênis utilizam um artifício para dificultar a devolução do adversário: o efeito. Esse fundamento faz bola girar rápido durante sua trajetória, provocando um toque irregular no campo, modificando sua trajetória. O efeito pode ser utilizado no saque, na largada, no voleio ou num golpe normal de forehand ou backhand. Um dos principais tipos de efeito utilizado é chamado de topspin (giro no topo da bola). Outra jogada que utiliza o efeito é chamada slice (fatia), que coloca na bola um efeito no sentido contrário ao do topspin, com o contato da raquete ocorrendo na parte de baixo da bola. Profissionalmente, o tênis de campo é bastante praticado pelo mundo, tendo suas regras oficiais unificadas pela Federação Internacional de Tênis (ITF). VIDEO RESUMO Olá, estudante! Neste vídeo resumo, faremos uma revisão dos assuntos abordados na aula sobre o tênis de campo, ou simplesmente tênis. Um jogo pouco praticado nas escolas, que tem sua prática restrita a condomínios e clubes particulares, mas que pode se tornar uma possibilidade de atuação profissional. Aprenderemos sobre as origens medievais do tênis, seu ressurgimento e difusão da Inglaterra para o Brasil e para o mundo. Veremos, também, as principais regras e fundamentos técnicos desse esporte. Saiba mais Você sabia que nem todas as bolas de tênis são iguais? Dependendo do tipo de piso em que se joga (rápido, médio ou lento) será escolhido um tipo diferente de bola. Fatores como o tamanho ou a pressão interna da bola podem variar, assim como seu peso ou sua cor em categorias de idade mais baixa. No livro de regras oficiais da Federação Internacional de Tênis, traduzido para o português, você pode encontrar todas as especificações da bola, assim como dos outros implementos do jogo, além de todas as regras oficiais vigentes. Veja o livro completo de regras oficiais do jogo no site da Confederação Brasileira de Tênis. OS FUNDAMENTOS BÁSICOS DOS ESPORTES DE REDE Olá, estudante! Agora que conhecemos as principais características das três modalidades estudadas nessa unidade – voleibol, tênis de mesa e tênis de campo – vamos conversar sobre a prática. Os esportes de rede são práticas esportivas muito interessantes do ponto de vista pedagógico, seja no ensino formal ou nas escolinhas de formação esportiva. Nesse sentido, algumas semelhanças e diferenças devem ser observadas pelo profissional de Educação Física: o voleibol é uma modalidade coletiva, que tem o potencial de ser praticado por um número maior de alunos simultaneamente, em comparação com os esportes de raquete. A lógica dos esportes coletivos é diferente da lógica dos esportes de raquete, que são considerados modalidades individuais, mesmo sendo jogados também em duplas. Outra característica importante dos esportes de rede é a questão do acesso. O voleibol, por exemplo, tem seu acesso facilitado, pois pode ser jogado em qualquer quadra poliesportiva e normalmente as escolas brasileiras contam com os postes, a rede e bolas de voleibol. No tênis de mesa, o acesso à mesa, raquetes e bolinhas também é economicamente viável, porém o tênis de campo é uma modalidade que tem seus implementos de alto valor financeiro – as raquetes e as bolinhas custam caro e as quadras de tênis são inviáveis para a realidade escolar brasileira. Desse modo, é importante salientar a necessidade do professor adaptar os materiais, os espaços e as estratégias pedagógicas para o desenvolvimento dessas três modalidades. É importante que o futuro profissional de Educação Física saiba com qual tipo de público vai trabalhar. Um dos fatores ao qual você deve estar atento é a idade dos participantes, ao grau de maturação biológica e ao nível de desenvolvimento motor dos alunos. Normalmente, nos primeiros anos do ensino fundamental, o professor deve priorizar a experiência dos alunos com os implementos, permitindo-osexperimentar e vivenciar a prática de maneira lúdica e divertida, com diferentes materiais e pequenos jogos adaptados. Já nas últimas séries do ensino fundamental, deve haver um enriquecimento técnico do gesto motor, utilizando os fundamentos técnicos específicos da modalidade e exercícios que remetam ao formato global do jogo, evitando exercícios que tenham muitos movimentos repetitivos. Esse tecnicismo esportivo não deve ocorrer nas aulas de Educação Física escolar. Porém, nas escolinhas de formação esportiva ou no alto rendimento, os fundamentos técnicos e táticos devem ser priorizados. No voleibol, os fundamentos técnicos que devem ser ensinados são: a manchete, o toque e o ataque (cortada). Já as principais ações são o saque, recepção, levantamento, ataque, bloqueio e defesa. Cada jogador desempenha uma função diferente na equipe – levantador, oposto, ponteiro, central e líbero. Eles mudam de posição com o passar do jogo, rodando em sentido horário. Aula 5 REVISÃO DA UNIDADE https://conteudo.colaboraread.com.br/202401/WHITE_LABEL/PRATICAS_ESPORTIVAS/LIVRO/U3/cbt-tenis.com.br/arquivos/seniors/seniors_5a1c3b134e691_27-11-2017_14-19-31.pdf https://conteudo.colaboraread.com.br/202401/WHITE_LABEL/PRATICAS_ESPORTIVAS/LIVRO/U3/cbt-tenis.com.br/arquivos/seniors/seniors_5a1c3b134e691_27-11-2017_14-19-31.pdf Já no tênis de mesa e no tênis de campo, apesar da grande diferença de tamanho entre a mesa e o campo, os principais golpes com a raquete têm o mesmo nome – Forehand (frente da mão) utilizado para rebater a bola do lado da mão que segura a raquete, e Backhand (costas da mão) utilizado para rebater a bola do lado oposto ao da mão que segura a raquete. No tênis de mesa, existem 3 empunhaduras da raquete – clássica, caneteiro e classineta. O saque é um dos fundamentos mais importantes. O principal tipo de efeito utilizado no tênis de mesa é o topspin (efeito colocado no topo da bola). Já no tênis de campo os principais fundamentos técnicos são o saque, voleio, largada, smash e slice (efeito colocado na parte baixa da bola). Essas foram as principais características dos esportes de rede. REVISÃO DA UNIDADE Olá, estudante! Neste vídeo resumo, iremos rever a história, as principais regras e fundamentos técnicos dos esportes de rede – voleibol, tênis de mesa e tênis de campo. Os esportes de rede fazem parte do cotidiano do profissional de Educação Física, sendo muito importante o conhecimento de suas características e as diferentes maneiras de utilizar essas atividades. ESTUDO DE CASO Para contextualizar o aprendizado, imagine que você, estudante, que está no último semestre do curso de Educação Física, prestes a se formar, é o estagiário em uma escola do ensino fundamental. Você está bastante envolvido com o estágio e acabou de aceitar um convite da direção para ser contratado no próximo ano, já que o professor efetivo irá se aposentar. Como você já está acompanhando as aulas de voleibol no último mês, percebeu que as crianças do 3 ano, meninos e meninas, estão desinteressadas e sem motivação para participar das aulas. No início da aula são realizados exercícios e os alunos passam grande parte do tempo em fila, aguardando sua vez de repetir o toque ou a manchete, um a um, com a bola na mão. Ao terminar os movimentos, o professor corrige os erros, buscando a perfeição do gesto técnico. No fim da aula, ele divide os alunos em times de 6 crianças e deixa o jogo rolar, na quadra de medida oficial. Nesse caso, você identificou que muitas das crianças também ficam paradas na quadra, sem ao menos tocar na bola durante o jogo. Na maioria das vezes, elas nem conseguem sacar por cima da rede, que está com a altura oficial da categoria masculina, que é de 2,43 metros. O professor, com o apito na boca, faz o papel de árbitro, marcando o ponto para a outra equipe a cada saque errado. Você ficou inquieto com essa situação, já que estava percebendo que essa estratégia pedagógica gerava conflitos entre os alunos, que estavam constantemente frustrados com sua incapacidade de realizar o movimento exigido, além de constrangidos muitas vezes, com certo autoritarismo do professor. Não era uma aula divertida de Educação Física. De acordo com a situação do caso proposto, o que você faria quando fosse efetivado na escola, futuro professor? Quais estratégias você utilizaria para tornar as aulas de voleibol dessa escola mais atrativas e deixar os alunos mais motivados? Como você faria para garantir que todos os alunos participassem igualmente da aula? Quais tipos de exercícios você planejaria e que tipo de exigência seus alunos teriam de você? o Agora é hora de planejar suas estratégias. Faça o exercício de colocar no papel o planejamento da sua aula de voleibol, criando uma atividade de aquecimento, uma atividade principal que contemple os fundamentos técnicos do jogo, e uma atividade final que simule a realidade de um jogo de voleibol. Use sua criatividade para adaptar materiais e espaços, tornando sua aula produtiva e divertida. Reflita A Educação Física tem sua história marcada inicialmente pela influência dos militares. O esporte de alto rendimento também tem sua contribuição na construção da Educação Física, trazendo a lógica da vitória e do treinamento. Muitas vezes, essas raízes contaminam a Educação Física com certo autoritarismo, da performance esportiva e da submissão ao técnico/professor, que na maioria das vezes vai oferecer aos alunos atividades num modelo tecnicista, que prioriza a perfeição técnica e muitas vezes deixa de lado a promoção de fatores biopsicossociais, importantes para o desenvolvimento do ser humano. Uma aula de Educação Física deve utilizar a modalidade esportiva como ferramenta pedagógica, promovendo o desenvolvimento motor da criança, a autoconfiança, a socialização e a resolução de conflitos, transformando o aluno em verdadeiro protagonista da atividade realizada, de maneira saudável e divertida. Assim, é importante saber as diferenças entre um treino e uma aula de voleibol. Também é importante distinguir os diferentes papéis do técnico e do professor, não deixando a aula de Educação Física se transformar num treino. Da mesma maneira, no esporte de alto nível, a exigência técnica, tática e física deve ser prioridade nos treinamentos. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Você já pensou nas possibilidades para planejar o estudo de caso? Quais estratégias vai seguir quando for professor efetivo na escola? Nas turmas do 3 ano do ensino fundamental, as crianças têm entre 8 e 9 anos de idade, meninas e meninos misturados, e essa informação é fundamental para seu planejamento. Para essa faixa etária, deve haver um enriquecimento das habilidades motoras básicas: correr, saltar, rebater, segurar, lançar etc. Além disso, você não pode se esquecer de promover atividades que incluam brincadeiras e que promovam a participação de todos os alunos, como gincanas. É muito importante que você faça adaptações no espaço de jogo, na altura da rede, e que utilize diferentes tipos de bolas, como bolas de parque por exemplo, que são leves e grandes, facilitando o contato do aluno com o jogo. Normalmente, no início da aula de voleibol, o professor pode utilizar como aquecimento alguma brincadeira ou grande jogo, como pega-pega por exemplo. Jogos adaptados e dinâmicos que envolvam todos os participantes e que incluam os elementos do jogo, como as linhas da quadra, a rede e/ou as bolas, são recomendados. Posteriormente, na atividade principal, podem ser trabalhados elementos como lateralidade, coordenação motora, deslocamentos, saltos, entre outros, incluindo necessariamente os elementos e fundamentos técnicos do jogo, como toque, manchete e ataque. Exercícios de familiarização com os implementos do jogo, atividades de controle de bola, individuais, em duplas ou pequenos grupos devem ser realizados. o Outra estratégia interessante que pode ser utilizada no final da aula é o mini-voleibol. Trata-se de um jogo adaptado em espaçomenor, com pequenas redes que podem ser adaptadas com os postes feitos de bambu e a base com um pneu de carro, mais baixas que a altura oficial. Ele é jogado entre equipes de dois, três ou até quatro alunos cada. Dessa maneira, diversos jogos podem ser realizados simultaneamente no espaço da quadra, possibilitando a participação de todos os alunos e estimulando-os a serem protagonistas da atividade, contando o placar, organizando o rodízio etc. Agora é com você! Na prática, vale a sua criatividade para planejar em detalhes suas atividades, levando em consideração as especificidades de cada modalidade e o tipo de público que vai participar. RESUMO VISUAL Aula 1 JUNIOR, N. K. M. História do voleibol, parte. Revista Digital, Buenos Aires, n. 169. MEZZAROBA, C.; PIRES, G. L. Breve panorama histórico do voleibol: do seu surgimento à espetacularização esportiva. Atividade Física, Lazer & Qualidade de Vida: revista de educação física, 2011. Aula 2 BARROSO, A. L. R.; DARIDO, S. C. Voleibol escolar: uma proposta de ensino nas dimensões conceitual, procedimental e atitudinal do conteúdo. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 24, n. 2, p. 179– 194, abr. 2010. BOJIKIAN, J. C. M. Ensinando Voleibol. São Paulo: Phorte, 2005. REFERÊNCIAS Imagem de capa: Storyset e ShutterStock. Aula 3 ALMEIDA, M. B.; YOKOTA, G. K. A chegada do tênis de mesa ao Brasil: origens e significados do ping-pong enquanto prática civilizada (1902-1909). Revista Brasileira de Estudos do Lazer, Belo Horizonte, v. 10, n. 1, p. 42–62, jan/abr., 2023. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TÊNIS. CBTM. Disponível em: www.cbtm.org.br. Acesso em: 19 set. 2023. Aula 4 ANDRADE, A.; et al. Perfil Sociodemográfico, Socioeconômico e Esportivo de Tenistas Infantojuvenis Brasileiros de Elite. Movimento, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 65–76, 2018. DOI: 10.22456/1982-8918.74041. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/74041. Acesso em: 30 set. 2023. TRETER GONCALVES, G. H. et al. Uma história do tênis no Brasil: apontamentos sobre os clubes esportivos e seus métodos de ensino. Educ. fís. cienc., Ensenada, v. 20, n. 3, p. 11-12, jul. 2018. Disponível em: http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2314-25612018000300011&lng=es&nrm=iso. Acesso em: 28 set. 2023. Aula 5 ALMEIDA, M. B.; YOKOTA, G. K. A chegada do tênis de mesa ao Brasil: origens e significados do ping-pong enquanto prática civilizada (1902-1909). Revista Brasileira de Estudos do Lazer, Belo Horizonte, v. 10, n. 1, p. 42–62, jan/abr., 2023. BOJIKIAN, J. C. M. Ensinando Voleibol. São Paulo: Phorte, 2005. JUNIOR, N. K. M. História do voleibol, parte. Revista Digital, Buenos Aires, n. 169. MEZZAROBA, C.; PIRES, G. L. Breve panorama histórico do voleibol: do seu surgimento à espetacularização esportiva. Atividade Física, Lazer & Qualidade de Vida: revista de educação física, 2011. TRETER GONCALVES, G. H. et al. Uma história do tênis no Brasil: apontamentos sobre os clubes esportivos e seus métodos de ensino. Educ. fís. cienc.,Ensenada, v. 20, n. 3, p. 11-12, jul. 2018.Disponível em: http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2314-25612018000300011&lng=es&nrm=iso. Acesso em: 28 set. 2023. https://storyset.com/ https://www.shutterstock.com/pt/ http://www.cbtm.org.br/ https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/74041. http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2314-25612018000300011&lng=es&nrm=iso https://conteudo.colaboraread.com.br/202401/WHITE_LABEL/PRATICAS_ESPORTIVAS/LIVRO/U3/%3Cp%3EALMEIDA,%20M.%20B.;%20YOKOTA,%20G.%20K.%20A%20chegada%20do%20tênis%20de%20mesa%20ao%20Brasil:%20origens%20e%20significados%20do%20ping-pong%20enquanto%20prática%20civilizada%20(1902-1909).%20%3Cstrong%3ERevista%20Brasileira%20de%20Estudos%20do%20Lazer,%20%3C/strong%3EBelo%20Horizonte,%20v.%2010,%20n.%201,%20p.%2042–62,%20jan/abr.,%202023.%3C/p%3E%20%3Cp%3EBOJIKIAN,%20J.%20C.%20M.%20%3Cstrong%3EEnsinando%20Voleibol.%20%3C/strong%3ESão%20Paulo:%20Phorte,%202005.%3C/p%3E%20%3Cp%3EJUNIOR,%20N.%20K.%20M.%20História%20do%20voleibol,%20parte. %3Cstrong%3ERevista%20Digital%3C/strong%3E,%20Buenos%20Aires,%20n.%20169.%3C/p%3E%20%3Cp%3EMEZZAROBA,%20C.;%20PIRES,%20G.%20L.%20Breve%20panorama%20histórico%20do%20voleibol:%20do%20seu%20surgimento%20à%20espetacularização%20esportiva.%20%3Cstrong%3EAtividade%20Física,%20Lazer%20&%20Qualidade%20de%20Vida:%3C/strong%3E%20revista%20de%20educação%20física,%202011. %3C/p%3E%20%3Cp%3ETRETER%20GONCALVES,%20G.%20H.%20%3Cem%3Eet%20al%3C/em%3E.%20Uma%20história%20do%20tênis%20no%20Brasil:%20apontamentos%20sobre%20os%20clubes%20esportivos%20e%20seus%20métodos%20de%20ensino. %3Cstrong%3EEduc.%20fís.%20cienc.,Ensenada%3C/strong%3E, %20v.%2020, n.%203, p.%2011-12,%20jul. 2018.Disponível%20em:%20http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2314-25612018000300011&lng=es&nrm=iso.%20Acesso%20em:%2028%20set. %202023. %20%3C/p%3E