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AVICULTURA-P1 A avicultura começou a muito tempo, tendo relatos arqueológicos de 5 mil anos, sendo que a Gallus Gallus (galinha doméstica) é a espécie trabalhada. Em 1916 ocorreu o primeiro “pedigree”. Antigamente as galinhas colocavam em torno de um ovo por mês, nos dias atuais a produção chega próximo a um ovo por dia. São abatidos cerca de 100 milhões de frango/dia aos 42 dias, possuindo um peso aproximado de 3,3 kg e uma conversão alimentar (CA) de 1,58 ou 1,60. • Conversão alimentar(CA)= quanto o animal come para atingir 1 kg de peso (frango de corte) Nos dias atuais existem 3 principais problemas para a criação aviaria, são eles: • Influenza aviária • Clostridiose • Salmonella OBJETIVOS Executar tarefas relativas à criação, produção e reprodução nos aspectos genéticos, nutricionais, sanitários e de manejo de aves domésticas. DESENVOLVIMENTO TÉCNICO Fatores responsáveis pelo desenvolvimento técnico da avicultura: • Melhoria da ambiência- atualmente são em torno de 18 aves por m2, graças a síntese de vitamina D que possibilitou a criação de aves em confinamento, antigamente era necessário criar os animais a pasto devido ao perigo do raquitismo, tendo em torno de 10 aves por m2 (entre os anos 70-80) • Desenvolvimento genético • Melhoria sanitária • Evolução da nutrição- síntese de aminoácidos, vitaminas (principalmente a vitamina D- década de 60) HISTÓRICO • 1532 - Galinha doméstica - Brasil -Navegadores • 1940-1950 - Segunda grande guerra mundial: híbridos avícolas e melhoramento genético. Primeiros empreendimentos avícolas no brasil. Ocorreu uma necessidade de alimento rapidamente – se viu nas aves essa oportunidade pois não possuem o período de gestação, sendo um processo mais rápido. • 1960 - Sadia: sistema de produção e integração avícola. • Década de 70: crise mundial do petróleo. • 1983 - Primeira exportação de cortes nobres. • 1986 - Plano cruzado: aumento do consumo no mercado interno. ➢ Reforma monetária, com a transformação da moeda Cruzeiro em Cruzado, o qual valia 1000 vezes mais; ➢ Congelamento dos preços em todo o varejo pelo prazo de um ano nos valores de 27 de fevereiro de 1986; ➢ Congelamento e correção automática do salário quando os índices atingissem 20% de inflação; ➢ Adiantamento de 33% do salário mínimo; ➢ Congelamento da Taxa de Câmbio; ➢ Desapropriação de rebanhos. ➢ Nesse contexto, o frango invadiu o espaço das carnes. • 1990 - Aumento do número de cortes e surgimento de produtos industrializados. • 1994 - Plano real: aumento do consumo no mercado interno. • 2005 - Exportação de 2,8 milhões de toneladas. • 2009 - Crise econômica mundial: retração de 15%. • 2017 - Operação carne fraca: redução de 40% do valor do frango. • 2019 - Exportação de 4,3 milhões de toneladas. Dec. 80 : desenvolveu-se linhagens sexadoras Na déc. 80 o Brasil se especializa em cortes, sendo que no final da dec. 90 era líder mundial em corte – país que mais exportava frango no mundo principalmente para atender mercado muçulmano. No mercado mulçumano é necessário realizar o sistema “Hallal”, um método mulçumano de abate no qual os indivíduos abatidos devem estar voltados para a Meca (leste) e quando forem sangrados (jugular) deve ser falado : “você está sendo abatido em nome de Ala” em Árabe. POSIÇÃO AVICULTURA – BRASIL • Extensão territorial ➢ 8,5 milhões de km2 ➢ 5º País em extensão ➢ 22% de terras agricultáveis do mundo • Mercado interno ➢ 215,8 milhões de habitantes (IBGE: 28/03/2023) • Abundancia de grãos Na década de 50 e final de 60 já existiam os primeiros sistemas de integração e cooperação. ➢ Otimizam a cadeia. ➢ Empresas abriram para o sistema de produção integrado para diminuir a força de trabalho, ações trabalhistas e ampliar leque de atuação e compartilhando a produção – cooperativismo. ➢ Divisão dos lucros finais. • Geração de empregos ➢ diretos e indiretos: 4 milhões ➢ Em frigorífico contrata-se: médicos veterinários, químicos, zootecnistas. ➢ Os mais valorizados estão na área de: rações – abatedouros – fomento. • Produção Avícola 2020: ➢ 13,845 milhões tons • Consumo alimentar: ➢ 45,27 kg de carne de frangos/habitante ➢ 251 unidades/habitante • Industria moderna e dinâmica – corte • Produto : Griller, corte sem a cabeça e sem as patas, geralmente são fêmeas com 28 dias e 1,2 kg destinadas à exportação. SISTEMA DE PRODUÇÃO • Sistema integrado: Aviários estariam na mão de terceiros. É necessária uma análise da região para ver possíveis integrados (pessoa física ou empresa rural – achar a terra, construir o aviário nos moldes da integradora, mão de obra, cama aviária). A Integradora fornece os pintinhos, ração, insumos e a assistência técnica. O produtor receberia uma bonificação relativa ao desempenho desse lote. ➢ Equipe de fomento : equipe que possui conhecimento técnico e contribui para as metas e objetivos da integradora para o integrado. 1 técnico para mais ou menos 100 integrados. SUBPRODUTOS SANGUE: Os produtos (frangos) passam pela sangria, depois em um sistema de calhas onde ocorre um processo térmico e químico e resulta no produto farinha de sangue, que é uma fonte proteica de aminoácidos e dependendo do processo terá maior ou menor digestibilidade. PENAS: As penas são molhadas, retiradas, submetidas a um sistema de calhas com água e depois a um digestor com calor e ácido clorídrico, resultando na farinha de penas, que contém um alto valor de aminoácidos sulfurados- metionina. • Queratinase aumenta digestibilidade das penas. VÍSCERAS: Separadas em comestíveis (fígado, coração e moela no Brasil) e em não comestíveis. O subproduto final é a farinha de vísceras e a quantidade de óleo presente nela varia de acordo com a empresa. O Óleo de frango é rico em ácidos graxos essenciais que são fontes de gordura. No processo de ganho de peso, é fornecido óleo vegetal ou animal com o intuito de adquirir esses ácidos graxos e a energia fornecida por ele. CARNE MECANICAMENTE SEPARADA Formada por tudo que não é corte nobre exceto a cabeça. São os embutidos. Passa-se por um processo de uma prensa com alta pressão que tritura e filtra com a pressão. O resultado é o fragmento ósseo e a carne mecanicamente separada (CMS). O fragmento ósseo se tornará a farinha de ossos. • Nutriente mais caro na ração – fósforo PATAS: Podem ser comercializadas no mercado interno para a criação de cosméticos devido ao fato de ser uma fonte de colágeno. RESÍDUOS COM VALOR AGREGADO: Cada frango utiliza em sua vida até o abate 20Litros de água, o que é um problema ambiental de sustentabilidade. A água é levada para lagoas residuárias, onde passa por turbinas de oxigênio e o resíduo presente na água vai para a superfície, criando uma camada de gordura formada por micelas de gordura muito finas e valorizadas para a indústria de detergentes e sabões em pó. TENDÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO DO MUNDO MODERNO Com o aumento populacional e a crescente urbanização ocorreu uma mudança nos hábitos alimentares das pessoas, agora valoriza-se a rapidez de preparo e dissemina-se o “fast-food”. Neste cenário aumenta-se o mercado avícola. A Avicultura hoje é representada em cerca de 70% pelo mercado interno. Os 30% são exportados e, na maioria dos anos, rendem ao mercado produtor de segmento avícola uma renda de capital igual ou maior que os 70% do mercado interno. Ou seja, se equivalem. O Oriente médio, Arábia saudita e Japão são principais importadores. • Preço operado sem valor agregado 900 cents de dólar 1kg de frango. • 75% do aumento da produção mundial de carnes (≥ 52 milhões/t) se verificará nos Países em Desenvolvimento Seria essa a razão pela qual empresas do setor bovino compraram empresas de proteínasanimais alternativas, principalmente de aves e de suínos? A razão dessa mudança reside na progressiva escassez de recursos naturais finitos, principalmente terra arável e água. Esses recursos finitos são disputados para produção de alimentos específicos, combustíveis e proteínas animais, o famoso “feed, food, fuel”. A espécie bovina com conversão de 5,5 kg, 15.977 litros de água por kg de carne e 18/24/30 meses para alcançar peso de abate dificilmente poderá competir com as espécies mais eficientes, mormente aves (1,7kg IC, 2.828 litros de água e 38 dias para alcançar peso de abate) e aquicultura. Significa então que a carne bovina está condenada ao desaparecimento? Evidentemente que não, mas fora dos países donde os rebanhos estão no quintal da casa, a carne bovina se tornará um item de luxo. Dentro 30 anos, assegure-se de ter uma garantia bancária ou cartão de crédito platina antes de pedir uma “picanha” ou um “filet”. E ficaremos felizes com processados, caros mas acessíveis. O segmento de carnes é concentrado em poucos países e nesses países tende a se concentrar em poucas empresas. Na maioria das atividades econômicas é possível identificar 3 empresas que respondam por 50% do seu setor de atuação. Alcançada essa posição costuma ser menos oneroso expandir para países onde o 3 x 50% ainda não está consolidado do que lutar por % adicional no seu próprio mercado. A carne de aves é a mais comercializada internacionalmente e seu comércio importador o menos concentrado de todas as carnes PRODUÇÃO AVÍCOLA BRASILEIRA A Produção avícola brasileira está distante do bioma amazônico e está baseada na integração, sendo intensiva em trabalho, não em terra. Anteriormente, a produção de frango era restrita às regiões sul e sudeste do Brasil. Em Santa Catarina, havia as empresas Sadia e Perdigão. No Rio Grande do Sul, havia a Avipal, Minuano e a Frango Sul. Historicamente, da região centro oeste provinham maravalhas e grãos. Além disso, do Sul saíam camas aviárias estercadas para levar a região centro oeste, pois a criação de bovinos confinados envolvia alimentação com ureia e cama aviária. Com o surgimento da vaca louca, mudou-se esse quadro, e ficou-se proibido que subprodutos fossem utilizados na alimentação de bovinos. O que incentivou que as empresas expandissem para o centro oeste foi em um primeiro momento os grãos e os possíveis mercados consumidores, como Manaus, Pará, Belém, Rondônia e Cuiabá. Em um segundo momento foi a ideia de que logo começaria a exportação de frangos pelo Pacífico, o que reduziria o preço e 20 dias de viagem até o continente asiático (ao contrário da exportação pelo Atlântico, que levaria cerca de 40 dias). Um fator que prejudicou as empresas foi a mão de obra escassa, pois não se tinha a cultura do frango nas regiões mais acima. As empresas foram obrigadas a Importar do Sul produtores de frango. OPORTUNIDADES • Abatedouros e processamentos • Fábrica de ração • Granjas de avós e bisavós • Incubatórios (frangos, avós, bisavós) • Ensino • Pesquisa • Suporte técnico e comercial Perfil do profissional • Habilidades ➢ Análise de informações : Excel-estatística ➢ Administração de recursos ➢ Domínio de idiomas ➢ Planejamento estratégico ➢ Conhecimento técnico – aprendizado O PROFISSIONAL na universidade • Histórico escolar • Trabalho em laboratórios • Projetos desenvolvidos / Trabalhos publicados • Indicação de professores CRUZAMENTOS AVÍCOLAS Complementariedade de dois genótipos gerando um F1. Anos de estudos para se chegar a cruzamentos direcionados. Ao pé da letra é uma ferramenta necessária para obtenção de híbridos- “juntar duas habilidades”. Se a média produtiva dos filhos for superior à média produtiva dos pais justifica-se o cruzamento. OBJETIVOS Do ponto de vista: • Genético: troca de genes entre 2 espécies diferentes. Exemplo: mula. • Zootécnico: cruzamento entre diferentes raças – indivíduos de uma mesma espécie. • Avícola: cruzamentos entre linhagens diferentes dentro de uma mesma raça. OVOS BRANCOS - “ONE-CROSS” Objetivos: Formação de híbridos avícolas resultante do cruzamento de uma única raça com o objetivo de obtenção de poedeiras de ovos de coloração branca. • A casca do ovo terá relação com a genética utilizada e a gema terá relação coma nutrição. • A raça utilizada para o “one-cross” é a Leghorne. Na linha macho seleciona-se os animais com menor peso corporal, fazendo cruzamentos e aumentando a consanguinidade, obtendo-se animais cada vez mais leves. Na linha fêmea, seleciona-se os animais com melhores características reprodutivas, sendo os maiores produtores de ovos. Nesse tipo de cruzamento a sexagem feita é cloacal ou japonesa. Os machos híbridos não podem ser comercializados, sendo mortos no 1º dia. Hy-Line W36: é a que mais vem para o Brasil, ovos menores em maior quantidade. Hy-Line W80: ovos maiores e em menor quantidade • Início de produção : quando 5% dos animais começam a produzir ovos • Longevidade produtiva: quando vai descartar um lote baseado na produção econômica. • Pico de produção : quando tem se o maior número de ovos produzidos. • A produção costuma cair conforme a ave fica mais gorda. • Massa de ovos( MO)= peso X nº de ovos • Taxa de postura(%): 1 ave bota um ovo a cada dia ( aproximadamente 26h), logo se 100 aves botarem 80 ovos em um dia a taxa de postura é de 80%. NECESSIDADES E INFORMAÇÕES SOBRE CADA “FASE” • 0-5 semanas : o animal possui necessidade de crescimento e mantença, nesta fase ocorre o maior pico de crescimento. Possui necessidade nutricional de 1% de Ca e 0,5% de P. Fase de Cria. EM=2977-3087 Kcal/kg e PB=20-18,25% • 5-18 semanas: o animal possui necessidade de crescimento e mantença, aumenta-se o consumo de alimento porém altera-se a proporção de nutrientes, é necessário 0,9% de Ca e 0,45% de P. Fase de recria e crescimento EM=2977-3087 Kcal/kg e PB= 17,5-16,5%. • 18- 20 semanas : fase de pré- postura • 20- 40 semanas: o animal possui necessidade de crescimento , mantença e reprodução, visto que a partir das 20 semanas o animal começa a produzir. Nesta fase há necessidade de 3% de Ca e 0,5% de P. EM= 290-305 Kcal/ave/dia e PB= 16,7-16,30 g/ave. • 40- 80 semanas : o animal para o período de crescimento, sendo considerado adulto, passando a ter necessidades de mantença e reprodução. Nesta fase há necessidade de 4,0- 4,5 de Ca e 0,35-0,30 de P.EM= 285-300 Kcal/ave/dia e PB= 16,30-15,20 g/ave. • O consumo médio até o 1º ovo é de 6,0-6,5 kg de ração por ave • O peso corporal da ave no ciclo produtivo inicia-se em torno de 1,2 – 1,4 kg e chega a aproximadamente 1,6-1,8 kg. • O peso ovo chega a aproximadamente 80g. • A conversão alimentar é de 1,7-1,9 kg/dz (quanto ela come para produzir uma dúzia de ovos) e de 2,2-2,3 kg/kg (quanto ela come para produzir um kg de ovo) • São produzidos cerca de 330-340 ovos por ano/galinha. • As aves tendem a ingerir em torno de 95-105g de ração por dia. A recomendação é de 100g de ração por dia/ ave. OVOS MARRONS – “BI-CROSS” Objetivos: Formação de híbridos avícolas, auto- sexáveis, resultante do cruzamento de duas raças com o objetivo de obtenção de poedeiras de ovos de coloração marrom (castanhos). Raças: • Rhode Island Red (Linha Macho) • New Hampshire (Linha Macho) • Barred Plymouth Rock (Linha Fêmea) • White Plymouth Rock (Linha Fêmea) • Light Sussex (Linha Fêmea) • Ração pré-inicial: baixo/quase 0 o nível de gordura. Os recém nascidos que ingerem gordura tendem a apresentar diarreia. • Ração inicial: possui gordura, frango precisa dos ácidos graxos essenciais, que são o ômega 3 e o ômega 6. • Em casosde falta de sódio o animal não se alimenta e começa a ingerir as próprias fezes. Vantagens : • Formação de híbridos com alta produtividade • Sexagem – macho RIR transfere a característica da sexagem - Quando é feito o cruzamento entre o macho RIR e uma BPR o macho em seu primeiro dia de vida possuirá uma mancha branca na cabeça e a fêmea será toda preta. - Quando é feito o cruzamento entre o macho RIR e a fêmea WPR a fêmea possuirá manchas no dorso e o macho será branco uniforme. Principais linhas comerciais : • HARCO • BROW NICK BLACK • BOVANS NERA Principais linhas comerciais : • ISA BROWN • HY-LINE BROWN • LOHMAN BROWN • Quando comparada a “one-cross”, percebe-se que a galinha “bi-cross” tem um maior consumo, sendo que até o 1º ovo costuma ingerir cerca de 7,5-8,0 kg. Costuma produzir menos ovos ( 5 semanas produtivas a menos- 75). Devido a esses dois fatores os ovos marrons costumam ser mais caros. • Nutrição representa 75% do custo de produção. • O peso inicial das aves no início de produção é em torno de 1,65-1,70 kg e ao o peso final é cerca de 2,3-2,4. • A conversão alimenta desses animais é cerca de 1,9 kg/dz e 2,2-2,3 kg/kg. • O peso final do ovo varia entre 82-84 g. TRI-CROSS Objetivos: Formação de híbridos avícolas, sexáveis, resultante do cruzamento de três raças com o objetivo de obtenção de pintos para corte. Raças: • Cornish (Linha Macho) • Vantress (Linha Macho) • White American (Linha Fêmea) • White Plymouth Rock (Linha Fêmea) • Cornish ou Vantress: Possibilita a sexagem. • White American: grande e branco. • White Plymouth Rock : mediana em tamanho e boa reprodução. O Brasil importa avós e exporta matrizes, “multiplicador de genética”. Principais linhagens : • COBB • ROSS • HUBARD • PICCH • ARBOR Todos os animais são brancos. Nas primeiras 5 semanas o animal recebe ração a vontade, de 5 a 22 semanas a ração se torna restrita e a partir das 26 semanas o animal passa a receber uma ração controlada. ( sistema Dark House) • PCI : 2,4 kg • PCF: 3,20 kg • POF: 82g O animal é mantido em torno de 64 semanas (matrizes). INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS EM AVICULTURA SISTEMA EXTENSIVO Era a realidade do Brasil e do Mundo até 1960. A imagem representa uma criação de aves extensiva com a existência da casa colônia, um local que serve de abrigo para aves. Tal casa colônia se encontra suspensa e em seu interior existem poleiros, pode ou não ser telada e existe a presença de ninhos. Existe áreas de sombreamento e sistema de pasto ao redor ( 5m2 por ave), tal área ao redor permanece cercada. Uma casa colônia com dimensões 6mX6m pode abrigar cerca de 100 aves. Os ninhos são estruturas destinadas para a galinha botar o ovo. O ninho possuirá uma “frente” voltada para dentro da casa colônia onde se localizará um poleiro para que o animal possa entrar, tal poleiro pode ser móvel de forma a permitir o fechamento do ninho após a última coleta de ovos do dia no intuito de evitar que a ave durma dentro dele e se acumule sujidades. A parte de “traz” é o local por onde o ovo será coletado. SISTEMA INTENSIVO Atualmente adota-se o sistema intensivo de criação de aves em grande maioria. Tendo dois tipos de galpões principais, um com pressão positiva em que se mantém 12 frangos por m2 ( pode chegar até 14) até 42 dias, e um com pressão negativa, podendo ser Dark House ou industrial, no qual se mantém 18 frangos por m2 ( pode chegar até 22) até 42 dias. SISTEMA INTENSIVO DE POEDEIRAS SISTEMA DE GAIOLA OU PIRAMIDAL Pode ser chamado de clássico ou ainda convencional. Neste tipo de sistema as aves defecam diretamente em um foço, sendo que este é limpo a cada mudança de lote. Os picos de excreta no foço são um grande indicativo. SISTEMA VERTICAL Um sistema mais tecnificado, onde existe esteiras de excretas logo abaixo das gaiolas sendo contrária a direção do fluxo de ovos. ESCOLHA DO LOCAL Antes de fazer a escolha do local onde iniciar a produção e construir as instalações existem alguns pontos que devem ser considerados. • Condições mercadológicas • Infraestrutura - Logística; assistência técnica; energia elétrica; água; crédito. • Terreno TERRENO • Bem drenado : o frango ingere uma quantidade de água equivalente ao dobro da quantidade de ração ingerida. Por exemplo, se o frango ingerir 5 kg de ração irá ingerir 10 L de água. Desses 10 L de água, 25% é excretado e consequentemente absorvido pela cama. A cama por sua vez irá absorver tanto a quantidade de liquido excretada pelo animal quanto a umidade vinda do solo e este fato justifica a necessidade da escolha de um terreno bem drenado. Colocar um piso em baixo da cama diminui a absorção de umidade vinda do solo para a cama, quando este piso não existe a cama deve ser trocada com uma frequência maior e devido ao acúmulo de amônia é necessário retirar a camada do solo que estava em contato com a cama e em seguida repor. • Boa ventilação • Orientação dos aviários: deve ser construído um galpão no sentido Leste- Oeste ( não tão necessário no sistema Dark House) - Se houver diferença de luminosidade pode ocorrer diferença na uniformidade de produção. • Acessibilidade de estradas. ISOLAMENTO DAS INSTALAÇÕES ( SEPARAÇÃO DOS GALPÕES) • Mesma idade: 35 a 40m • Idades diferentes: 100m • Barreira física - cerca viva ou árvores (sombreamento): O emprego de árvores altas produz microclima ameno nas instalações, devido à projeção de sombra sobre o telhado. DENSIDADE DE ALOJAMENTO: AVES/M2 • Frangos de corte: -10 a 14 - média brasileira - 18 a 22 - alta densidade (qualidade) • Matriz de corte: - 4 a 5 aves/m2 • Matriz de Poedeiras: - 6 a 7 aves/m2 TIPOS DE GALPÕES - Pressão negativa : exaustores e placas de resfriamento. - Pressão positiva- convencionais : ventiladores e aspersores. DARK-HOUSE: • Melhores resultados zootécnicos: existe uma melhor qualidade de pata e menos arranhões na carcaça, os indicadores produtivos (peso) são semelhantes aos galpões convencionais, porém existe uma melhor conversão devido ao menor gasto de energia. • Densidade varia de 12 a 18 aves/m2; • Cortinas externas de duas cores: preta, azul/ branca ou prata; • Exaustores; • Totalmente vedado. • Controlador de Luminosidade: -Características específicas ao tipo de criação; -Controle de intensidade de acordo com a idade dos animais; -Permite trabalhar no manual e automático; -Permite a simulação do amanhecer e anoitecer. ESTRUTURA DO AVIÁRIO Existem basicamente dois tipos principais de estruturas, o primeiro caracteriza-se por possuir uma porta baixa que não permite a passagem de um caminhão para carregamento e portanto o carregamento deve ser feito pela lateral e existe a exigência de várias portas laterais (a cada 12m), já o segundo tipo caracteriza-se por uma porta alta que possibilite a entrada de um caminhão e portanto um carregamento interno. DIMENSÕES DO AVIÁRIO Acima de 14 m de largura o aviário provavelmente não possuirá uma boa ventilação natural. A linha que se encontra em vermelho é aquela que melhor se adequa as características de um galpão ideal, possuirá uma boa ventilação e um menor custo de construção. ESTRUTURA: PILARES • Concreto armado; • Madeira tratada (roliça); • Atualmente: estruturas pré-moldadas de concreto, estruturas metálicas ou mista; • Afastados de 5,0 m. ESTRUTURA: COBERTURA • Telha sanduíche (isotelha) -Isopor (7cm) entre duas chapas de alumínio; -Eficiente isolante térmico, vedação, baixo custo, baixa altura de inclinação (17°) menos armações. • Telha de barro -Pesado; -Grande estrutura;-Custo de armações mais elevado; -Melhor termicamente que o amianto e o alumínio. • Sapê - Pode apresentar problemas com fungos e fogo • Compensado : (Madeirit) revestido por alumínio; • Alumínio Simples; • Amianto; • Chapa Zincada ou Ferro Galvanizada -Pior na qualidade térmica; -Mais durável. ESTRUTURA: LANTERNIM Funções: • Melhora a qualidade do ar; • Diminui pouco a temperatura; • Ventilação mínima. VENTILAÇÃO MÍNIMA • O objetivo é remover umidade, poeira, gases, calor e renovação do ar interno da instalação. • A ventilação pode ser realizada pelos sistemas de ventilação por pressão positiva ou negativa. • Deve funcionar por tempo e não por temperatura, priorizando as trocas de ar; • Renovação parcial do ar de acordo com volume cúbico da área de alojamento; • Não deve causar sensação térmica no nível das aves; • Falha na ventilação mínima: - Baixa qualidade do ar - Baixa qualidade de cama - Baixa qualidade de pinto FORRO • Melhoria do conforto térmico; • Reduz a troca de calor com o interior do aviário; • Menor espaço físico para manter a temperatura; • Materiais mais usados: fibra de vidro, polietileno; • Desvantagem – custo e problemas para desinfecção do aviário. • Vantagem : diminui o custo com energia OITÕES • São a frente e o fundo do aviário • Função de vedação • Fechados; • Preferencialmente de alvenaria; • Cor clara; • Sombreado – vegetação ESTRUTURA: MURETAS • Impedir entrada de animais e água; • Delimitar piso e evitar saída da cama; • Evitar entrada de vento frio (fase inicial) • Fixação de telas e cortinas- principal função • 1/5 do pé direito ou 45cm. TELAS: • Evitar entrada de animais, principalmente pássaros; • Malha 1 polegada (2,54cm) preferencialmente. • Uso obrigatório- avicultura industrial • Quantidade de tela em um aviário = (altura do pé direito – altura da mureta) X comprimento do aviário X 2 CALÇADAS: • Evitar umidade • Evitar erosão • Evitar vegetação nas cortinas e telas • Cimento com 50% de largura do beiral • Inclinação de 3% ; • 10 cm abaixo do piso do galpão. CORTINAS: • Boa aeração (evita a umidade mas garante uma boa ventilação) • Evita que as intempéries atinjam os animais • Cortinamento duplo é o melhor • Abertura superior • Automatizada ou catraca • Cabos em “X” pegando nas tesouras • Diferentes cores no mercado – azul da um ambiente mais propício para o frango dormir • Lona não é cortina • Vantagens: -Evita penetração do sol e chuva; -Controle de ventilação; -Controle de temperatura; • Envelopamento PISO: • 15cm área de serviço, entrada do caminhão, estoque de sacaria e cama aviária. • 20% possui piso: alto custo • Vantagem: biosseguridade, maior reutilização da cama – diminui a umidade passada para a cama. • Concreto mais ou menos liso • Espessura de 5 cm; • Deve suportar a entrada de trator; • Nivelado e a 20 cm do nível do terreno; • 0,5 a 1% de declive no sentido das laterais do galpão, partindo do centro CAMA • Macia • Não produza pó • Material absortivo • Disponibilidade na região • Baixo custo • Reciclável • Bom tamanho de partículas MARAVALHA OU CEPILHO: • Ideal • Não confundir com serragem que não é utilizada como cama, pois não atende aos pré- requisitos – partículas pequenas que costumam causar irritação nos animais • Não pode ser de madeira tratada – químicos tóxicos • Cuidado com a espécie (Timbaúva e Timbó) – quando umidificada libera um princípio tóxico para as aves. • Grande procura para adubação orgânica. • Deve ser grande o suficiente para o animal não ingerir, mas não ao ponto de atrapalhar a compactação. • Se aplica bem aos princípios de sustentabilidade – a cama pode ser usada por aproximadamente 1-2 anos, mais de um lote utiliza a mesma cama (em torno de 6 lotes por ano). CASCA DE ARROZ: • Tamanho da partícula muito pequeno, podendo causar esofagite; • Teor alto de lignina e sílica causa uma difícil degradação (reciclagem – 2 anos decomposição parcial); • Baixa procura para adubação orgânica. • Não suporta um segundo lote – baixa capacidade de absorção • Muito utilizada em galpões de matrizes com ninhos manuais CASCA DE AMENDOIM E CASCA DE CAFÉ: • Absorção baixa , suporta apenas um lote. • Muito utilizadas em Minas Gerais e São Paulo – Grandes produtores destes produtos • Altura elevada de cama – 40 cm (maravalha – 10cm) AREIA: • Calo de peito • Não é tão bom porém é melhor que chão batido FENO OU PALHA. • Países europeus costumam utilizar bastante, assim com os EUA. • EUA utiliza papelão como cama – cama alta CONTROLE DE ROEDORES ISCAS: • Utilização ao redor de composteiras, depósito de lenha, sala de máquinas de aquecimento, base do silo, casa de gerador; • Limpeza a cada 15 dias; • Reposição das iscas. CERCADOS • Cerca de isolamento com 1 metro de altura e 5 metros de distância. ARCO DE DESINFECÇÃO Aves de um segundo lote criadas na mesma cama que o primeiro lote terão um sistema imunológico melhor, sendo menos suscetíveis as doenças. O 5 e o 6 lote serão ainda melhores porque além do melhor sistema imunológico possuirão uma melhor absorção dos nutrientes (microbiota intestinal mais completa) • O portão sanitário deve conter um arco de desinfecção para entrada de veículos no aviário, sendo obrigatório por lei. • No portão sanitário deve existir ainda um vestiário que possibilite a troca de roupa, ou até mesmo o banho, e um local para desinfecção de utensílios. COMPOSTEIRA • Prevista como obrigatória segundo a instrução normativa. • Serão destinados à composteira os resíduos orgânicos do aviário (animais mortos). EQUIPAMENTOS BEBEDOUROS: • Fornecimento de água limpa; • Fácil limpeza, resistentes e de fácil acesso; • Ingestão de água inadequada = Baixo consumo de ração = desempenho prejudicado; • Diluição e oferta de vacinas; • Os mais utilizados são do tipo pressão, tipo pendular e nipple. TIPO SIFÃO COM COPO DE PRESSÃO: • Utilizado do 1º ao 7º dia; • 1 bebedouro para cada 100 aves • Só possuem um orifício de saída, podendo ocorrer obstrução e deixar a ave sem o acesso à água. • Costuma-se colocar em cima de ripas de madeira – evitar que umedeça a cama. • Não é automático. INTERLIGADO AUTOMÁTICO • Capacidade de 1L • Diâmetro em torno de 240 mm • Com 4 ou 8 bebedouros interligados • 1:100 aves • Funciona por pressão • Normalmente usados até os 7 dias de idade. PENDULAR AUTOMÁTICO: • 1º ao último dia de criação; • 1: 80 aves (poedeiras) ou 1:100 ( aves jovens) • Maior desperdício = baixa qualidade da cama. • Ajuste diário da altura dos bebedouros; • A água deve ficar a 0,5cm da borda do bebedouro no caso de pintos de 1 dia, diminuindo gradativamente até a profundidade de 1,25cm após 7 dias de idade. • Funciona por pressão • Equipamento de baixo custo e versátil, porém exige muita mão de obra para ajuste de altura. NIPPLE: • 1º ao último dia de criação- regulagem da altura a cada fase. • Fornecimento de água mais limpa; • Redução de mão de obra para limpeza. • Possuem um mecanismo de choque para evitar que a ave suba no equipamento. • Média vazão: operam a 50-60 mL/min; -Não possuem reservatório; -Pressão é ajustada para manter o fluxo conforme a necessidade dos frangos. -1:10 aves • Alta vazão: operam a 80-90 mL/min -Fornecem uma gota na extremidade do nipple -Possuem reservatório para o excesso de água que possa vazar. -1:12 aves • Regulagem: • Densidade de aves por nipple: • Vazão vertical conforme idade das aves: • Vantagens: -Não é necessário lavagens periódicas; -Pode ser usado desde o primeiro dia de vida das aves; -Não ocupa espaço no galpão.-Evita transmissão horizontal de doenças através da água. -Evita derramamento de água na cama, mantendo-a mais seca. -Mantém a temperatura da água - Flushing: renovação da água • Desvantagens: -Entupimento; -Necessita filtro duplo (mínimo) antes das linhas de abastecimento; -Mal funcionamento da válvula: vazamentos; -Presença de ar nos tubos; BEBEDOURO AUTOMÁTICO DE VÁLVULA ACOPLADO À COPINHO • Utilizado para poedeiras mantidas em gaiolas; BEBEDOURO TIPO CALHA: • 5cm: frango de corte; • 7cm: Matriz de corte ou poedeiras. • Alumínio em forma de “V” (usado apenas em granjas mais antigas) RESERVATÓRIO DE ÁGUA • Fornecimento ininterrupto de água para as aves; • Capacidade da bomba de fornecimento deve ser suficiente para o Consumo máximo de água das aves e também para atender à necessidade máxima dos sistemas de resfriamento evaporativo e/ou de nebulização; • Armazenados em local fresco e com capacidade de estocagem superior à sete dias. COMEDOUROS BANDEJA: • 1º ao 5º dia; • 1:100 aves • A bandeja deve ter rugosidades para evitar que a ave deslize quando entrar nela – evitar traumas nas aves • Quando a ave defeca em bandejas lisas torna-se mais difícil a higienização quando comparada às bandejas rugosas. • Bandejas rugosas são um pouco mais caras. • Quando se utiliza a bandeja como comedouro tem-se como maior vantagem a colonização do trato gastrointestinal. SEMI AUTOMÁTICO TUBULAR: • 15 kg de ração: 1:35 FC • 20 kg de ração: -1:80 pintos -1: 45 FC • É utilizado desde a fase inicial da ave • Regulagem de forma prático • Grade e sobregrade propiciam uma maior homogeneidade na alimentação das aves TIPO PRATO: • 1:55 aves • Causam pouco derramamento e melhoram a CA • Sistema automático • Ao final da linha tem um “prato controle” que determina a quantidade de ração de todos os pratos. • Utilizado para frango de corte. • Regulagem ideal dos pratos: AUTOMÁTICO DE CORRENTE (CALHA): • Devem fornecer espaço mínimo para alimentação de 15 - 20 cm por ave • Borda deve estar nivelada com dorso das aves • Utilizado para matrizes de corte. COMEDOURO TIPO CALHA: • 8 cm/ave; • Pode ser manual ou automatizado • Utilizados para poedeiras SISTEMA DE ARMAZENAMENTO DE RAÇÕES SILOS: • Devem ter capacidade equivalente ao consumo de ração em 5 dias • Geralmente localizados ao lado de cada galpão, podendo ser de madeira, metal, fibras ou alvenaria; SISTEMAS DE AQUECIMENTO A LENHA EXTERNO: • Equipado com motor e turbina • Controlador de temperatura digital com censor de acionamento automático • Passa pela câmara ar limpo sem gases e fumaça • Não queima oxigênio • Ventoinha – ar quente • Inventado do Rio Grande do Sul • Vantajoso em relação ao interno A LENHA INTERNO: • Não produz temperatura constante; • Maior mão de obra; • Baixo custo; • Alta produção de CO2; • Alta queima de O2; • Baixa qualidade do ar – baixa umidade • Difícil controle da TºC; • 1: 2000 • Relacionada com Ascite. CAMPÂNULAS ELÉTRICAS: • Não são muito eficazes • 1:50 pintinhos com 1 lâmpada de 100W ou 150W • 5 resistências internas 1:500 pintinhos • Alto consumo de energia CAMPÂNULA A GÁS: • 1:500 (1m de diâmetro) • tela de amianto, termostato, • chama piloto, fogareiro – desliga quando se atinge 35 graus. • 50cm da cama • Infra vermelho • 1:1500 ou 1:2000 (vantagem) • 1,5m da cama • 2 a 3 sensores ligados a central • Deixou de ser usado devido ao preço do gás. EQUIPAMENTOS DE REFRIGERAÇÃO VENTILADORES • Auxiliam no controle de UM, T°C, quantidade de gases nocivos no ambiente; • 12m entre ventiladores voltados para o oitão • 8m entre ventiladores voltados para a lateral • Pressão positiva sempre vai ter ventiladores e nebulizadores juntos. EXAUSTORES: • Pressão negativa • Devem permitir uma troca de ar completa a cada 5 minutos ou 8 minutos • Número necessário de exaustores: volume do galpão (m3) / vazão disponível dos exaustores (m3/min) NEBULIZADORES: • Fundamental para regular a UM, diminuir a sensação térmica das aves, a temperatura interna do galpão e a poeira em suspensão; • Os bicos devem ser direcionados evitando molhar o piso; • Devem ser acionados em dias quentes permitindo queda da temperatura dentro do galpão. PAD COOLING – PLACAS EVAPORATIVAS • Restringem o ar que entra e evaporam a umidade na superfície do painel • A energia liberada durante a evaporação reduz a temperatura do ar • Devem ser usados com temperatura acima de 28°C e umidade máxima de 70% • Vantagens: menos umidade e problemas de cama equipamentos. PAINÉIS DE CONTROLE: • Controle automático baseado em sonda de temperatura e umidade relativa do ar • Indicador digital dos parâmetros de operação • Indicador luminoso de operação EQUIPAMENTOS ACESSÓRIOS • Utensílios para virar cama • Carrinhos para transporte de ração; • Lança chamas; • Ninho manual e automático; • Bandeja para coleta de ovos; • Caixas para pesagem; • Balanças: FRANGOS DE CORTE O que norteia a idade de abate e as condições mercadológicas são os parâmetros de consumo e peso da ave, a conversão é uma variável dependente desses dois parâmetros. A conversão deve ser comparada apenas entre lotes similares. O segmento é muito dependente do manejo e da nutrição, mas o genótipo do pintinho de um dia é um fator muito importante. O pintinho de um dia terá muita influência da matriz, seja da nutrição dela ou até mesmo da idade, vale ressaltar que a incubação é um ponto importante de influência assim como o transporte. • A conversão alimentar tende a ter uma grande melhora, sendo resultado da melhoria da ambiência, manejo, genética, biosseguridade e nutrição. • O manejo vai ser dependente do tipo de lote adotado e também da idade de abate preconizada. A separação do lote de fêmeas e machos é feita a partir do processo de sexagem, utilizando-se a asa. O frango que será comercializado é outro ponto importante de ser analisado quando se busca o manejo ideal, tendo diferenças entre Frango inteiro (Griller– frango de 28 dias de idade – 1400-1500 gramas) e Frango em cortes (frango de 42 dias de Idade – 2800-3000 gramas) CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES • Situação climática e épocas do ano • Instalações (Ambiência): quando o manejo é bem feito é possível quase equiparar o lote, sendo que os resultados dependem de diversos fatores. O segundo galpão tem uma aclimatação melhor e mais controlada e permite uma maior lotação de frangos por m2. • Genótipos ou linhagens • Fases, idade de abate e mercado • Formas físicas da ração • Exigências nutricionais IMPORTÂNCIA DAS EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS • Passado: Problemas por deficiências (eficiência).NRC = regras • Presente: Problemas por desequilíbrio (eficácia).Melhor desempenho, maximizar a produção de carne magra e ↓ os desperdícios de nutrientes nos dejetos. Novos fatores determinantes na criação dos animais : FASES, IDADE DE ABATE E MERCADO Quanto mais fases forem aplicadas no processo produtivo melhor será a qualidade do atendimento das exigências do animal, sendo que o estabelecimento dessas fases é dependente da idade de abate e também das condições mercadológicas. Fases: obrigatoriamente duas fases para os animais abatidos aos 42 dias. • Inicial: 1 - 21 dias de idade • Crescimento: 22 - 42 dias de idade • Terminação: 43 - 49 dias de idade • Inicial: 1 - 21 dias de idade • Crescimento: 22 - 35 dias de idade • Terminação: 36 - 42 dias de idade • Pré-inicial: 1 - 7 dias de idade • Inicial: 8 - 14 dias de idade • Crescimento: 15 - 21 dias de idade • Terminação: 22 - 35 dias de idade Mais usado no Brasil: •Pré-inicial: 1 - 7 dias de idade • Inicial: 8 - 21 dias de idade • Crescimento: 22 - 35 dias de idade • Terminação: 36 - 42 dias de idade • Pré-inicial: 1 - 7 dias de idade • Inicial: 8 - 21 dias de idade • Crescimento 1: 22 - 28 dias de idade • Crescimento 2: 29 – 35 dias de idade • Terminação: 36 - 42 dias de idade A ração de terminação é obrigatória, ou seja, segundo a legislação o frango deve receber uma ração de terminação ou retirada por no mínimo 5 dias, isto se relaciona com a segurança alimentar, sendo uma dieta isenta de qualquer produto químico ou farmacológico.(evitar risco à saúde humana). O que difere a inicial da pré-inicial é os teores de óleo, em uma fase precoce (pré-inicial) a ave não tolera quantidades altas de lipídeos. As aves sobrevivem de suas reservas de lipídeos nos primeiros dias (gema), porém não possuem nesta fase a lipase pancreática, que permite a digestão desse nutriente vindo dos alimentos. A entrada de lipídeo na fase pré-inicial em grande quantidade acarreta em diarreia. Baixas quantidades são necessárias devido aos Ac. Graxos essenciais, sendo eles linoleico, linolênico e ácido araquidônico. Nas fases seguintes é acrescentado óleo na dieta para atender as necessidades de ácidos graxos essenciais, mas também para oferecer maior aporte de energia. PROGRAMA DE 3 RAÇÕES Neste tipo de programa é feita uma média entra as exigências dos animais, sendo que na fase inicial costuma-se existir uma falta de nutrientes e na fase de crescimento existe um excesso, ou seja, um desperdício. Na fase de terminação são atendidas as exigências. PROGRAMA DE 4 RAÇÕES Ocorre uma minimização tanto das faltas de nutrientes quanto dos excessos deles. PROGRAMA DE 5 RAÇÕES Muito próxima das exigências diárias da ave. TRANSPORTE • Durante o transporte deve haver um controle de temperatura e umidade (no aviário há um controle de temperatura porém não há controle efetivo de umidade, sendo necessário o controle ideal da hidratação do animal) • Veículos apropriados e bem equipados; – 24°C – Caixa 32°C • Horário de chegada • Tempo de descarga; • Programação de lotes; PREPARAÇÃO PARA O ALOJAMENTO: • Cama: os pintinhos serão sempre alojados em cama nova. – Inverno: 10 a 15 cm – Verão: 5 a 8 cm • Vedação: utilizada para garantir a temperatura adequada (em torno de 35° C) -Cortinas; -Forro; -Pré-aquecimento (48 horas); ALOJAMENTO • Recepção: recebimento das caixas (cada uma com 100 pintinhos) e colocação dos pintinhos nos círculos destinados ao manejo inicial. • Densidade: 50 a 70 pintos por m2 • Previamente aquecido à 35°C e com a correta vedação. • Coberto com cama nova, sobre ela é colocado também papel pardo onde será oferecida a ração (colonização do trato gastrointestinal). No manejo inicial da ave é apresentado à ela apenas a água nas primeiras 2h, tal tempo pode vir a variar de acordo com o tempo de viagem e o grau de desidratação. Passado este tempo inicial será ofertada a ração. MANEJO NA FASE INICIAL CONDIÇÕES DOS PINTINHOS Utilizadas para analisar a qualidade de um lote inicial. • Uniformidade; • Umbigo cicatrizado – principal elemento de classificação de pintos em pinto de primeira, segunda e refugo. • Penugem totalmente seca; • Alertas e ativos; • Pele dos pés brilhante e oleosa, não deve estar seca e/ou escamosa; • Livres de deformações; ÁGUA E ALIMENTO: Ao contrário do que se pensava, o jejum nas primeiras horas de vida retarda a velocidade de absorção do saco vitelino. É estimulado ao máximo e o mais rápido possível a ingestão de água e alimentos, sendo que o jejum longo destrói/prejudica o desenvolvimento das vilosidades intestinais. TESTE DO PAPO: • Realizado até 24 horas após o alojamento; • Analisar o papo do animal e indiretamente o consumo. • Vazio • Água • Ração CIRCULO DE PROTEÇÃO • Chapa com 3m de comprimento 1m de altura, sendo cortada ao meio e utilizada nas medidas 3mX1,5m. • Os pintinhos recém chegados na granja são colocados no círculo de proteção, cuja finalidade principal resume-se em manter a ambiência -Protege do vento -Animais não ficam dispersos – seguimento de lote -Contém a cama inicial -Mantém um microclima, mantendo a ave aquecida – nas primeiras 24h as aves não tem • Pinto de primeira: pinto com ausência de defeitos anatômicos e umbigo bem cicatrizado (“perfeito”) • Pinto de segunda : pinto com ausência de defeitos anatômicos porém com um umbigo mal cicatrizado. uma definição de calor (SN não reconhece ainda) -Evita morte por esmagamento. • Costumava ser muito usual com campânula à gás. • Dentro do círculo devem existir comedouros e bebedouros. • Em média são mantidos 500 pintinhos por círculo. AQUECIMENTO • Muito ligados ao tipo de combustível e a valorização desse tipo de combustível • Se o aquecimento não for bem feito -LOTE INICIARÁ LENTO -DESUNIFORME ALTA -MORTALIDADE • Um dos melhores é a campânula à gás infravermelho. • Nos dias atuais existem diversas tecnologias que permitem ver a distribuição de calor QUALIDADE DO AR • Aumentar ventilação mínima quando: - CO2 menor que 3000 ppm; - Oxigênio menor que 19,6 %; • Falha na ventilação mínima : - Baixa qualidade de ar - Baixa qualidade de cama – devido a grandes quantidades de amônia no ambiente. - Baixa qualidade de pintos - problemas de calosidades nas patas (escore de 1 a 5). • Alta quantidade de amônia : animal com uma sonolência profunda, a ave está dormindo em pé e não acorda mesmo com a movimentação no galpão, pode estar relacionada ainda com a falta de O2 ou com o excesso de PB na dieta (especificadamente triptofano). NUTRIÇÃO • Ganho é a diferença entre o peso inicial e o peso final. • Peso é o que se vê na balança • Existem em torno de 7 tipos de conversão para cada fase, cuidar ao fazer comparações -Pode ser expressa por : consumo/peso; consumo/ganho (mais adequada), entre outras. TIPOS DE RAÇÃO • Fareladas: não sofre processos, ou seja, é apenas uma mistura de componentes. • Peletizadas: processada, sendo a mais comum na avicultura. Aumenta a digestibilidade do amido, reduz o desperdício, melhora a aglutinação dos ingredientes e reduz o pó. • Trituradas: é uma ração peletizada moída, mais utilizada para pintinhos, possui todas as vantagens da peletizada e possui um tamanho menor, auxiliando na ingestão do grão. QUALIDADE DA ÁGUA • Nutriente essencial • Temperatura : -24-25° -18-20° • Relação água: ração - 1,6 a 2 vezes • Cloração de água - 3-5 ppm • pH 6,5-7,5 PROGRAMAS DE LUZ • Feito na maioria das vezes para aumentar o consumo de ração do frango. • Em dias muito quentes, uma das alternativas para reduzir o estresse calórico nas aves é a retirada de ração durante o dia e manter apenas a oferta de água fresca, essa ração que foi retirada será “devolvida” ao frango nos períodos mais frescos, ou seja, será estimulado o consumo durante a noite e para isso é usado os programas de luz, ofertando menos horas de escuro durante a noite atrelada a liberação de ração. FICHA DE PRODUÇÃO (PRODUTOR) • Data de alojamento / abate • Número de aves • Mortalidade, refugos: é importante anotar a data e a hora que a ave veio a óbito assim como o peso dessa ave e idade. • Consumo de água; • Temperatura máxima e mínima; • Consumo de alimentos; • Peso vivo e idade do lote à medição; • Medicação fornecida – tipo, quantidade, data de administração e período de retirada; • Vacinação – data de administração, tipo e quantidade • Dados sobre recebimento de ração, gás, cama • Controle de visitantes AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO • Pesagem dos lotes: importante dado a ser analisado para averiguar odesenvolvimento dos animais. – Semanalmente (uma amostra do lote): 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias; ÍNDICES ZOOTÉCNICOS Todas a variáveis apresentadas são impactadas pelo desempenho do frango e também pelos manejos adotados. • Peso corporal: – Ganho de peso – Ganho médio diário (GMD) • Consumo de ração: – Conversão alimentar (CA) – Índice de eficiência produtiva (IEP) • Mortalidade: – Viabilidade criatória: retirada das mortes e descartes. MANEJO PRÉ-ABATE (JEJUM) • Objetivo: evitar contaminação no abate por trato gastrointestinal repleto. – Eliminação de todo o conteúdo fecal • Alimentação é retirada aproximadamente 8h antes do abate (jejum sólido) • Água é estimulada que fique o maior tempo possível. MANEJO PRÉ-CARREGAMENTO • Levantar equipamentos; • Divisão do lote: evitar problemas de arranhão de carcaça • Conduzir aves com cuidado; • Colocar o mesmo nº de aves por caixa; • Cuidados com calor; • Diminuir a iluminação; CARREGAMENTO • Apanha: é necessária uma equipe treinada, geralmente feita por uma empresa terceirizada - A mais indicada é a feita pegando a ave pelas asas, uma por vez. Não é recomendada a apanha pelas patas TRANSPORTE ATÉ O ABATEDOURO • No máximo, o frango é transportado por 80km, o período de transporte pode ser contabilizado como tempo de jejum, ou seja, se a viagem durar cerca de 2h, dentro da granja será necessário apenas 6h sem oferta de alimento somando-se ao final 8h de jejum. • Busca-se realizar o transporte nas horas mais frescas do dia. ESPERA PARA ABATE • Cada vez mais humanizada, espera em local com sombreamento e em algumas vezes existe a presença de música, buscando sempre diminuir o estresse das aves. HEMATOMAS • Feito ranqueamento para bonificação ou penalidade do produtor integrado. • Indica a qualidade de manejo – identificação do momento em que o frango sofreu o ferimento/trauma. LIMPEZA DO AVIÁRIO Pós retirada do lote: • Cama reutilizar ou não: se não houver problemas sanitários e a cama ainda possuir qualidade deve-se reutiliza-la – Retirar pontos úmidos (Placões); – Queima das penas; – Revolvimento da cama –Adicionar alcalinizante : 0,5kg de Cal por m2, tornando o meio alcalino e fazendo com que a umidade migre para a superfície. A umidade pode ser removida por ventiladores ou exaustores. – Adicionar acidificante: utiliza-se uma cobertura de lona, assemelhando-se a uma silagem, com o intuito de prevenir/eliminar os cascudinhos. – Adicionar biológico – Enleiramento: afastar cama velha para os cantos e adicionar cama nova ao centro. • Retirada total da cama: vendida muitas vezes para adubação orgânica (70 R$/Tonelada) - Após a retirada total da cama deve ser feito a limpeza do galpão e se necessário é realizado um vazio sanitário. • Esterco de aves é muito valorizado na adubação orgânica devido aos altos teores de nitrogênio e fósforo. ÍNDICES ZOOTÉCNICOS – FRANGOS DE CORTE • Em pintinhos de até 7 dias a conversão alimentar cumulativa é menor que 1, isso justifica-se porque existem nas reservas vitelineas a grande nutrição do frango, o pintinho cresce por si mesmo e a alimentação é apenas um coadjuvante neste momento. Um pinto que possui uma conversão maior que 1 até os 7 dias não é um bom pinto. ÍNDICE DE EFICIÊNCIA PRODUTIVA (IEP) • Fórmula : • Pode-se utilizar diferentes conversões alimentares para se calcular o IEP. • Quanto maior o IEP maior é a bonificação do produtor. • Um IEP a partir de 280 é considerado bom. • Exemplo - cálculo IEP -Aves alojadas: 15000 -Mortalidade: 300 aves -Abate: 42 dias -Peso de abate: 2,750 Kg por frango -Ração fornecida: 74.250 Kg/ lote -Sobra de ração: 1.500 Kg/ lote -Outra forma de calcular a mortalidade e a viabilidade (D= descartes e M= mortes): AVALIAÇÃO DA UNIFORMIDADE EM LOTES DE FRANGOS DE CORTE TIPO GRILLER Objetivo: Avaliar os fatores que afetam na uniformidade dos lotes, e as medidas que devem ser tomadas a fim de minimizar o problema. • Principais problemas priorizados: -Qualidade da cama; -Aquecimento inicial; -Estímulo inicial; -Qualidade do ar; -Idade das matrizes. POEDEIRAS COMERCIAIS O produto final é o ovo, neste produto um aspecto muito analisado é a qualidade de casca. • Cage-Free: livre de gaiolas, dentro de um aviário ou não. Quando dentro do aviário possuem uma lotação de 7 aves por m2 • Free-range: sistema de pastorei. Uma ave precisa de 5m2 (orgânico). SISTEMAS LIVRES DE GAIOLA • A ave possui liberdade para expressar seus comportamentos naturais. SISTEMAS CONVENCIONAL • Busca-se uma alta produtividade mas também a garantia da saúde animal • As aves possuem a garantia de bem estar nestes sistemas de produção • Possuem vantagens econômicas, sanitárias, ocorre uma possibilidade do aumento da densidade e um aumento na qualidade do ovo. • Sistema piramidal: aves defecando em fossos. Os picos de fezes das aves são um bom indicio de produção e também de manejo. • Sistema vertical: aves defecando em sistemas coletores. Mais modernos DESVANTAGENS DOS SISTEMAS: Sistema Livre de Gaiolas: • Mortalidade • Predação • Segurança Alimentar • Doenças: grande quantidade de verminoses. • Custos. Sistema convencional: • Impossibilidade de expressar os comportamentos naturais; • Depenomania: mania da ave de arrancar pena da companheira, sendo um precursor do canibalismo. Sendo que a debicagem é a melhor maneira de evitar. VANTAGENS DOS SISTEMAS: Sistema Livre de Gaiolas: • Bem-estar animal • Valor agregado Sistema Convencional: • Biosseguridade; • Rastreabilidade; • Menores riscos sanitários; • Maior produtividade FASES DE CRIAÇÃO • O animal criado em piso, ou seja, sobre uma cama, provavelmente será criado dessa forma durante todo o processo, enquanto que o destinado à gaiola provavelmente jamais pisará em uma cama aviária. • Bateria : pode ser climatizada ou estar em uma sala climatizada, cada andar possui uma bandeja com cerca de 100 pintinhos contendo comedores e nipple. São ao total 6 andares. A fase inicial é até 28 dias. • Gaiola de recria: aves tem um piso retilíneo e não tem coletador de ovos. Possuem comedouros e bebedouros, além de um local para coletar excretas. 16 aves por m2. - Utiliza-se gaiola porque além de se ter um maior controle sobre animal, pode-se aumentar consideravelmente a densidade de aves por m2. • Na fase de postura, quando criado no piso (cage-free), a ave possuirá um maior número de incidência de fraturas e de quebras de ovos no oviduto. • Gaiola de postura : a ave entra em produção em torno de 18-20 semanas. - 1m de comprimento X0,5m de largura - Divida em 3 celas, sendo que em cada cela é comportada 2 aves de ovos marrons, ou então em 4 celas, sendo que cada cela comportará 2 aves de ovos brancos. FASE INICIAL • Período de 0 – 28 dias de idade ( 0 a 4 semanas) • Objetivo: Seguir uma curva de crescimento crescente contínua até 28 dias • Pontos importantes ✓ Ração ✓ Água ✓ Densidade ✓ Temperatura ✓ Qualidade de ar • Debicagem: 7 a 10 dias de idade da ave - Evitar desperdício de ração; - Evitar as perdas de ovos por bicagem (ovofagia); - Evitar as incidências de canibalismos entre as aves (depenomania) - Melhora empenamento e reduz o estresse geral. - 2 a 3 dias antes e após a debicagem fornecer solução contendo eletrólitos e vitaminas (vit. K). - Utiliza-se apenas o indicador (separar os bicos e tracionar a língua) e o polegar (no occipital para contenção da cabeça) no processo de debicagem - é retirado 1/2 do bico de cima e 1/3 do bico de baixo. -Desvantagens da debicagem quando feita erroneamente :percepção de dor próxima à área debicada e comprometimento da habilidadeda ave se alimentar - Atenção à escolha, ajuste e manutenção de equipamentos (para corte e cauterização do bico). -Monitorar o consumo de água até que os bicos estejam cicatrizados. Se a primeira debicagem for efetuada adequadamente, a segunda debicagem pode ser evitada (10ª a 12ª semanas de idade das aves). FASE DE RECRIA OU CRESCIMENTO • Período: 5ª a 17ª semanas de idade • Meta é a busca pelo peso ideal e atingir a idade ao primeiro ovo com reservas adequadas para suprir as necessidades do período de postura. • As linhagens modernas apresentam comportamento de peso na recria modificados em virtude do desenvolvimento da genética. • O desenvolvimento completo e adequado dos órgãos ocorre até 5 ou 6 semanas de idade. • 90% das dimensões da poedeira adulta são atingidas entre 12 e 14 semanas de idade. • Até o primeiro ovo, a ave se prepara buscando energia suficiente para suportar o início de produção; • Não é fácil estabelecer a composição corporal, em condições de campo; • As aves devem estar uniformes em peso e condição corporal. FASE DE PRÉ-POSTURA • Período: 17ª semanas ao ovo • 17ª semanas de idade -Ração Pré-postura • Transferência • Ração Postura ao primeiro ovo • Desenvolvimento reprodutivo: crista e ovário FASE DE POSTURA • Período: 5% de postura até descarte do lote • Qualidade de casca é afetada por fatores nutricionais e também pelo manejo. Exemplos de manejos de extrema importância para garantia de boa qualidade de casca: -Horário de alimentação: a alimentação das aves durante o período de produção deve ser a vontade. -Uniformidade do lote -Consumo de água -Produção de excrementos -Eliminação de excrementos -Transporte do ovo -Manejo de luz • O maior volume de produção de ovos é entre 9h00 e 11h40. O maior número de coletas, quando manual, deve ser pela manhã ( pelo menos 7 coletas por dia). MATRIZES DE CORTE Utiliza-se um galpão “sombrite”, sendo um meio termo até o darkhouse. FASES DE CRIAÇÃO FASE INICIAL • Período de 0 – 28 dias de idade ( 0 a 4 semanas) • Objetivo: Seguir uma curva de crescimento crescente contínua até 28 dias • Pontos importantes ✓ Ração ✓ Água ✓ Densidade ✓ Temperatura ✓ Qualidade de ar • É feita debicagem FASE DE RECRIA • Período de 29 a 147 dias - (5ª a 21ª semanas de idade) • Objetivos: ✓ Promover o ganho de peso corporal crescente ✓ Uniformidade de peso de corporal ✓ Obter a conformação desejada ✓ Atingir a maturidade sexual uniforme em todo o lote ✓ Controlar o desenvolvimento para alcançar o máximo desempenho reprodutivo. • Evolução desejada: 29 – 70 dias (5 – 10 semanas): ✓ Crescimento para atingir o peso corporal apropriado, de acordo com a idade; ✓ Manutenção de boa uniformidade; 71 a 105 dias ( 10 – 15 semanas): ✓ Sensível aos estímulos luminosos ✓ Transição entre a fase de crescimento e a de reprodução 106 – 147 dias ( 15 – 21 semanas): ✓ Atingem a maturidades sexual UNIFORMIDADE • 1 SELEÇÃO – 28 DIAS Separar em 4 categorias (Pesadas/Médias/Leves/SuperLeves) Se o desenvolvimento estiver ruim pode-se adiantar e fazer a segregação antes dos 28 dias. Ex: Em verde = peso médio - uniformes Abaixo de 360= leves Abaixo de 320= super leves Acima de 440 = pesadas • 2 SELEÇÃO - 6 SEMANAS Separar em 3 categorias (Pesadas/Médias/Leves) • 3 SELEÇÃO – 8 SEMANAS Separar em 2 categorias ou 1 quando já se atingiu a uniformidade. ( Médias/ ? ) • Na média é oferecido exatamente a quantidade de ração que o manual manda, na leve é oferecido um pouco mais de ração e na pesada um pouco menos afim de que no final elas igualem seus pesos. PROGRAMAS DE ARRAÇOAMENTO Feitos na intenção de uniformizar o lote de animais. Ad libitum (a vontade)– até 15 dias Diário controlado ( o que o manual preconiza) – 15 – 21 dias 6 x 1 – 22 a 28 dias ( dos 7 dias da semana, 6 eu vou alimentar e 1 não- o total de alimento que seria oferecido segundo o manual em 7 dias será oferecido em 6) 4 x 3 – 5 a 15 semanas 5 x 2 – 16 a 19 semanas 6 x 1 – 20 a 22 semanas Skip a day: alimenta um dia sim e um dia não. FASE DE PRÉ-POSTURA • Período: 22ª a 24ª semanas de idade • Será sempre trabalhado o diário controlado. • 20ª semanas de idade -Ração Pré-postura • 21ª a 22ª semanas de idade -Transferência -Ração Postura ao primeiro ovo FASE DE POSTURA • Período: 25ª até descarte do lote • Os machos são levados dois dias antes da fêmea: definição da hierarquia. - 1 macho para 12 fêmeas é melhor que um macho para 8 fêmeas, sendo que o ideal é um macho para 10 fêmeas. • O macho como em comedouros elevados e a fêmea em comedores do tipo calha, sendo que este possuiu divisórias que impedem o macho de ingerir o alimento da fêmea. MANEJO PRÉ-PICO • Objetivo: Trazer as fêmeas para a produção por estimulação de alimento e luminosidade • Pontos importantes -Mudar ração ao primeiro ovo -21 semanas primeira fotoestimulação Conforme ocorre aumento da produção ocorre aumento do incremento nutricional, quando a ave a para de responder diminui o incremento, neste caso o animal já atingiu o pico de produção e não responde mais aos incrementos (antes de diminuir mantém por duas semanas afim de confirmar). O melhor é se basear na massa de ovos, evitando a sobra de alimento e engorda das aves. MANEJO PÓS PICO • Objetivos: Maximizar a produção de ovos encubáveis, garantindo a persistência dos altos níveis de produção CULLING • Tem como objetivo retirar as aves improdutivas. • O primeiro ponto é olhar a crista e a barbela -Fora de produção: pequenas; pálidas; rugosas -Alta produção: avermelhadas; grandes. (relaciona-se com a maior produção de calor pela alta produtividade, necessitando de maior superfície de troca) • Observar o empenamento: quanto menor o empenamento maior será a produção, usa-se a energia para produção. • Observar a coloração de patas: -Mais amarelada= menor produção -Menos amarelada=maior produção pois o caroteno está indo para as gemas. • Fazer o teste de mobilidade dos ísquios - Há mobilidade= animal em produção - Não há mobilidade= animal saiu de produção • Medir a distância entre os ísquios e o esterno: quanto maior a distância maior é a produção da ave (oviduto “empurra” o esterno). - 4 dedos: animal em produção - 2 dedos: animal fora de produção. • Observar a cloaca: em produção é mais avermelhada, lubrificada e circular. MANEJO DE MACHOS • Animal em produção possui qualidade de penas inferior, cloaca circular, lubrificada e avermelhada. • Spinking: troca de machos no intuito de melhorar a produção devido ao aumento da fertilidade. LUMINOSIDADE ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL • As aves são mais fotoestimuladas que os humanos • A luz crescente no segundo semestre aumenta a produção de ovos, enquanto que quando ocorre uma luz decrescente no primeiro • 65 semanas-180 ovos-145 pintos • Pelo menos 7 coletas por dia (manuais) semestre do ano ocorre uma menor produção de ovos. • Até mesmo aves cegas produzem ovos, isso se justifica pela presença de fotorreceptores na glândula pineal e nas penas dorsais além de na retina. • A partir das 8 semanas, quando fotoestimulada, já é possível contabilizar o FSH. • Para aves que estão em galpões abertos: - Aves devem crescer com luz decrescente ou constante (evitar uma ação precoce do LH) - Aves devem produzir em luz crescente até constante (produção de FSH e principalmente LH) • O manejo de luz é feito para se buscar uma uniformidade nas aves. • As aves possuem dois ovários e dois ovidutos, sendo que normalmente apenas o esquerdo se desenvolve e fica funcional. • A ocitocina é considerada o hormônio de ovoposição. • Os ovários são muito irrigadose possuem o estigma, que é uma região de pouca ou nenhuma vascularização onde ocorrerá a ação do LH, rompendo o estigma e liberando o folículo. • Quando o lote estiver fora de estação deverá ser feito um programa de luz que forneça as condições adequadas de crescimento e também produção. OVOS ASPECTOS HORMONAIS, FORMAÇÃO, COSTITUINTES E LUMINOSIDADE • No ovário ocorre a formação da gema a partir de lipídeos, sendo considerada a parte nutricional do ovo, é recoberta por uma membrana vitelina. As demais estruturas serão formadas ao decorrer do oviduto. -Massa de pequenos folículos e tecido estromático -Hierarquia folicular: desenvolvimento em reprodução -Gonadotrofinas: estimulam esteroidogênese (estrógeno, testosterona, progesterona) nas paredes estromáticas e folicular e também desenvolvimento folicular -Ovulação: liberação do folículo F1 com ruptura do estigma -Formação do ovo: 24 –26 horas após ovulação. Ovulação ocorre 0,5 a 1 hora após a Oviposição anterior • No infundíbulo não ocorre secreções, sua principal função é a captação do folículo para o tubo, além de ser o local da fecundação. • No magno ocorre a formação da chalaza, que se trata da albumina em sua forma espiralada, sendo responsável pela centralização da gema no ovo. - Ocorre um banho de albumina liquida, seguido por um banho de albumina densa e novamente um banho de albumina liquida, sendo formado um sistema de amortecimento. • No istmo ocorre a formação das duas membranas (externa e interna). • No útero ocorre a deposição de carbonato de cálcio, principal componente da casca do ovo, sendo que o PTH é o principal responsável. - O cálcio é retirado da dieta e também dos ossos das aves. • Quando o ovo sai pela cloaca, revestido por uma cutícula (depositada na vagina) que protege os poros, ocorre o endurecimento da casca e formação da câmara de ar. • Aos 18 dias depois de posto o pintinho fura a câmara de ar e passa a realizar uma respiração pulmonar. • Tamanho do ovo e idade da fêmea • Ovo: • Formação do ovo – intervalos: Túbulos de armazenamento de esperma • Esperma é estocado nos túbulos da junção útero- vaginal e infundíbulo, sendo liberado continuamente de maneira aleatória, associa-se o movimento do esperma com a liberação de LH. • Composição do ovo comercial: • Principais problemas no ovo comercial : - Postura interna -Ovulação dupla e tripla -Manchas de sangue -Partículas de tecido AÇÃO ESTROGÊNICA • Abertura dos ossos púbicos • Expressão das características sexuais • Desenvolvimento de cristas e barbelas • Síntese hepática de constituintes da gema • Desenvolvimento de ossos medulares FASE DE POSTURA QUALIDADE DE OVOS Medida através dos seguintes parâmetros : • Peso do ovo, casca, albúmen e da gema • Unidade Haugh • pH do albúmen • Resistência da membrana vitelina • Índice da gema • Coloração da gema • Concentração de carotenoides totais (β- caroteno) na gema • Teor de Cantaxantina, Luteína, Zeaxantina e α- tocoferol na gema • Oxidação Lipídica: Substâncias que reagem com o ácido tiobarbitúrico (TBARS) DESEMPENHO PRODUTIVO Medido através dos seguintes parâmetros: • Taxa de Postura • Consumo alimentar • Peso corporal • Peso dos ovos frescos ( 0 dias) • Conversão alimentar por dúzia e massa de ovos INCUBAÇÃO ARTIFICIAL MANEJO DE OVOS PARA INCUBAÇÃO NÚCLEO 1- Coleta: pode ser feita de forma manual ou automática, sendo que a manual permite índices melhores e deve ser feita o maior número de vezes possível (5 de manhã e 2 de tarde). Para realizar a coleta deve-se lavar as mãos e coletar primeiro os ovos limpos e depois os ovos sujos. 2- Pré-seleção: são retirados nessa etapa ovos com deposição anormal de bicarbonato, ovos deformados, ovos com trincas e ovos com rugosidades. 3- Desinfecção (galpão): pode ser gasosa ou por aspersão. 4- Transporte 5- Seleção 6- Desinfecção 7- Armazenamento 8- Transporte: Baú isotérmico, climatização e monitoramento • O ovo que passou a noite na cama (ovo gelado) deve ser descartado, já o ovo de cama fresco pode ser incubado, porém deve ser mantido separado dos outros. • A casca do ovo nunca está completamente estéril. No oviduto os ovos entram em contato com algumas bactérias, 300 a 500 bactérias estão presentes na casca no momento da postura e após a postura mais bactérias se alojam na superfície da casca, a todo instante o ovo entra em contato com novas bactérias. • A defesa natural dos ovos contra as bactérias: -Casca: 8000 poros – muitos são pequenos o suficiente para impedir a penetração bacteriana -Qualidade da casca -Cutícula: provavelmente a mais efetiva defesa -Membrana interna e externa da casca: impedem que as bactérias penetrem nas demais partes do ovo -pH alcalino do albúmen: mais uma barreira às bactérias • Cuidados e métodos de desinfecção dos ovos: -Incubar apenas os ovos limpos dos ninhos -Manter os ninhos limpos -Substituir os ninhos sujos -Material usado nos ninhos deve ser seco e macio: areia, casca de arroz, etc. -Fumigação -Ozonização -Aplicação manual ou automática de desinfetante spray -Imersão • Como as bactérias penetram na casca do ovo e membranas: -Diferença de temperatura -Condensação de água na superfície da casca INCUBATÓRIO 1- Plataforma de recepção 2- Desinfecção: Pode ser feita por diferentes métodos -Fumigação: FORMALINA (7g KMnO4 + 14 ml Formol (37%)/m3) é extremamente corrosivo sendo necessário o uso de EPI adequado, considerado fungicida e bactericida. -Aspersão: Amônia quaternária, Glutaraldeído, Peróxido de Hidrogênio, etc. -Imersão -Ozonização • Quando o ovo explode -Ovos sujos -Ovos de cama -Ovos “suados”(condensação d á́gua) -Ovos molhados -Desinfecção incorreta • Sala de armazenagem: - Posição: Ponta fina do ovo para baixo - Umidade relativa - Tempo: 7 dias (14 cuidados especiais) • Sala de pré-aquecimento: - Pré-incubação - Sala específica • Deve-se ter um cuidado durante todo o processo com os seguintes pontos: -Temperatura, -Umidade relativa, -Viragem -Fluxo de ar, -Teor de oxigênio -Teor de dióxido de carbono • Na incubação: - Posição: Ponta fina para baixo - Umidade relativa: 65% - Tempo: 18 dias - Temperatura Bulbo Seco: 37,2°C - Temperatura Bulbo Úmido: 30,2°C - Viragem: 1 hora • No nascedouro - Posição: Ovos deitados - Umidade relativa: 85% - Tempo: 3 dias - Temperatura Bulbo Seco: 36,7°C - Temperatura Bulbo Úmido: 32,2°C TIPOS DE INCUBADORA: • Estágio Único - Ovos introduzidos ao mesmo tempo (carga única), - Período de vazio permite a limpeza, higiene, desinfecção da máquina e práticas de manutenção. • Estágio Múltiplo - Ovos introduzidos em diferentes momentos (carga escalonada) - Ocupa-se espaços deixado pelos ovos transferidos aos nascedouros - Máquinas nunca são esvaziadas. • Diferentes estágios de incubação requerem condições ambientais específicas para se obter o melhor processo de incubação TEMPO DE INCUBAÇÃO • Efeito da idade do lote -Matrizes jovens – menor tempo para incubação pois os ovos são menores -Matrizes velhas – incubação mais longa (ovos maiores) • Efeito do tamanho do ovo -Quanto maior o tamanho do ovo, mais longa é a incubação. Para cada 2,5 gramas acima de 50g do ovo, aumentar 30 minutos o tempo de incubação. • Efeito da estação do ano -Verão – menos tempo para incubação -Primavera/Outono – tempo médio -Inverno – incubação mais demorada • Efeito do tempo de armazenamento -Quanto maior o período de estocagem mais longa é a incubação. Para cada dia pós o 5° dia de armazenamento, aumentar 1 hora no tempo de incubação. NASCIMENTO ADIANTADO • Ovos pequenos • Influência do clima • Linhagem/Matriz •Alta temperatura de incubação • Baixa umidade de incubação NASCIMENTO TARDIO • Ovos muito grandes • Armazenamento prolongado • Matrizes velhas • Baixa temperatura de incubação • Alta umidade de incubação SINAIS PARA RETIRADA DOS PINTOS DO NASCEDOURO • Estão barulhentos • Ofegantes • Secos • Momento de retirar os pintos do nascedouro – 5 a 10% estão com pescoço molhado MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NO 1° DIA • Período e condições de estocagem • Fumigação incorreta • Manuseio e transporte • Altas temperaturas • Matrizes muito jovens ou velhas • Genética • Doenças • Contaminação • Coleta dos ovos MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NA 1ª SEMANA • Período de estocagem e manuseio • Fumigação • Altas temperaturas • Matrizes velhas • Nutrição • Infertilidade • Contaminação • Pré-incubação • Ventilação e viragem MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NA 2ª SEMANA • Condições de incubação • Contaminação • Nutrição • Genética • Janela de oclusão: tempo entre o primeiro pintinho nascido e o último pintinho nascido. MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NA 3ª SEMANA • Fumigação • Condições de incubação • Nutrição • Contaminação • Embrião mal posicionado • Qualidade da casca • Doença da matriz BICADO (NÃO NASCIDO) • Alta umidade na incubação • Alta temperatura no nascedouro • Viragem • Baixa temperatura de incubação • Ventilação PERDA DE ÁGUA DURANTE A INCUBAÇÃO • Ampla variação entre espécies, até 14% antes do pinto bicar a casca • Na incubação ,os pintos perdem de 0,55 a 0,65% por dia • Mais 6% é perdida na bicada • O limite aceitável é de 0,5 a 0,7% por dia