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AVICULTURA-P1 
A avicultura começou a muito tempo, tendo relatos 
arqueológicos de 5 mil anos, sendo que a Gallus Gallus 
(galinha doméstica) é a espécie trabalhada. 
Em 1916 ocorreu o primeiro “pedigree”. 
Antigamente as galinhas colocavam em torno de um 
ovo por mês, nos dias atuais a produção chega próximo 
a um ovo por dia. 
São abatidos cerca de 100 milhões de frango/dia aos 42 
dias, possuindo um peso aproximado de 3,3 kg e uma 
conversão alimentar (CA) de 1,58 ou 1,60. 
• Conversão alimentar(CA)= quanto o animal 
come para atingir 1 kg de peso (frango de 
corte) 
Nos dias atuais existem 3 principais problemas para a 
criação aviaria, são eles: 
• Influenza aviária 
• Clostridiose 
• Salmonella 
OBJETIVOS 
Executar tarefas relativas à criação, produção e 
reprodução nos aspectos genéticos, nutricionais, 
sanitários e de manejo de aves domésticas. 
DESENVOLVIMENTO TÉCNICO 
Fatores responsáveis pelo desenvolvimento técnico da 
avicultura: 
• Melhoria da ambiência- atualmente são em 
torno de 18 aves por m2, graças a síntese de 
vitamina D que possibilitou a criação de aves 
em confinamento, antigamente era necessário 
criar os animais a pasto devido ao perigo do 
raquitismo, tendo em torno de 10 aves por m2 
(entre os anos 70-80) 
• Desenvolvimento genético 
• Melhoria sanitária 
• Evolução da nutrição- síntese de aminoácidos, 
vitaminas (principalmente a vitamina D- 
década de 60) 
HISTÓRICO 
• 1532 - Galinha doméstica - Brasil -Navegadores 
• 1940-1950 - Segunda grande guerra mundial: 
híbridos avícolas e melhoramento genético. 
Primeiros empreendimentos avícolas no brasil. 
Ocorreu uma necessidade de alimento 
rapidamente – se viu nas aves essa 
oportunidade pois não possuem o período de 
gestação, sendo um processo mais rápido. 
• 1960 - Sadia: sistema de produção e integração 
avícola. 
• Década de 70: crise mundial do petróleo. 
• 1983 - Primeira exportação de cortes nobres. 
• 1986 - Plano cruzado: aumento do consumo no 
mercado interno. 
➢ Reforma monetária, com a 
transformação da moeda Cruzeiro em 
Cruzado, o qual valia 1000 vezes mais; 
➢ Congelamento dos preços em todo o 
varejo pelo prazo de um ano nos 
valores de 27 de fevereiro de 1986; 
➢ Congelamento e correção automática 
do salário quando os índices 
atingissem 20% de inflação; 
➢ Adiantamento de 33% do salário 
mínimo; 
➢ Congelamento da Taxa de Câmbio; 
➢ Desapropriação de rebanhos. 
➢ Nesse contexto, o frango invadiu o 
espaço das carnes. 
• 1990 - Aumento do número de cortes e 
surgimento de produtos industrializados. 
• 1994 - Plano real: aumento do consumo no 
mercado interno. 
• 2005 - Exportação de 2,8 milhões de toneladas. 
• 2009 - Crise econômica mundial: retração de 
15%. 
• 2017 - Operação carne fraca: redução de 40% 
do valor do frango. 
• 2019 - Exportação de 4,3 milhões de toneladas. 
Dec. 80 : desenvolveu-se linhagens sexadoras 
Na déc. 80 o Brasil se especializa em cortes, sendo que 
no final da dec. 90 era líder mundial em corte – país 
que mais exportava frango no mundo principalmente 
para atender mercado muçulmano. No mercado 
mulçumano é necessário realizar o sistema “Hallal”, um 
método mulçumano de abate no qual os indivíduos 
abatidos devem estar voltados para a Meca (leste) e 
quando forem sangrados (jugular) deve ser falado : 
“você está sendo abatido em nome de Ala” em Árabe. 
POSIÇÃO AVICULTURA – BRASIL 
• Extensão territorial 
➢ 8,5 milhões de km2 
➢ 5º País em extensão 
➢ 22% de terras agricultáveis do mundo 
• Mercado interno 
➢ 215,8 milhões de habitantes (IBGE: 
28/03/2023) 
• Abundancia de grãos 
Na década de 50 e final de 60 já existiam os primeiros 
sistemas de integração e cooperação. 
➢ Otimizam a cadeia. 
➢ Empresas abriram para o sistema de 
produção integrado para diminuir a força 
de trabalho, ações trabalhistas e ampliar 
leque de atuação e compartilhando a 
produção – cooperativismo. 
➢ Divisão dos lucros finais. 
• Geração de empregos 
➢ diretos e indiretos: 4 milhões 
➢ Em frigorífico contrata-se: médicos 
veterinários, químicos, zootecnistas. 
➢ Os mais valorizados estão na área de: 
rações – abatedouros – fomento. 
• Produção Avícola 2020: 
➢ 13,845 milhões tons 
• Consumo alimentar: 
➢ 45,27 kg de carne de frangos/habitante 
➢ 251 unidades/habitante 
• Industria moderna e dinâmica – corte 
• Produto : Griller, corte sem a cabeça e sem as 
patas, geralmente são fêmeas com 28 dias e 1,2 kg 
destinadas à exportação. 
SISTEMA DE PRODUÇÃO 
• Sistema integrado: Aviários estariam na mão de 
terceiros. É necessária uma análise da região para 
ver possíveis integrados (pessoa física ou empresa 
rural – achar a terra, construir o aviário nos moldes 
da integradora, mão de obra, cama aviária). A 
Integradora fornece os pintinhos, ração, insumos 
e a assistência técnica. O produtor receberia uma 
bonificação relativa ao desempenho desse lote. 
➢ Equipe de fomento : equipe que possui 
conhecimento técnico e contribui para as 
metas e objetivos da integradora para o 
integrado. 1 técnico para mais ou menos 
100 integrados. 
 
SUBPRODUTOS 
SANGUE: 
Os produtos (frangos) passam pela sangria, depois em 
um sistema de calhas onde ocorre um processo 
térmico e químico e resulta no produto farinha de 
sangue, que é uma fonte proteica de aminoácidos e 
dependendo do processo terá maior ou menor 
digestibilidade. 
PENAS: 
As penas são molhadas, retiradas, submetidas a um 
sistema de calhas com água e depois a um digestor com 
calor e ácido clorídrico, resultando na farinha de penas, 
que contém um alto valor de aminoácidos sulfurados-
metionina. 
• Queratinase aumenta digestibilidade das penas. 
VÍSCERAS: 
Separadas em comestíveis (fígado, coração e moela no 
Brasil) e em não comestíveis. O subproduto final é a 
farinha de vísceras e a quantidade de óleo presente 
nela varia de acordo com a empresa. O Óleo de frango 
é rico em ácidos graxos essenciais que são fontes de 
gordura. No processo de ganho de peso, é fornecido 
óleo vegetal ou animal com o intuito de adquirir esses 
ácidos graxos e a energia fornecida por ele. 
CARNE MECANICAMENTE SEPARADA 
Formada por tudo que não é corte nobre exceto a 
cabeça. São os embutidos. Passa-se por um processo 
de uma prensa com alta pressão que tritura e filtra com 
a pressão. O resultado é o fragmento ósseo e a carne 
mecanicamente separada (CMS). O fragmento ósseo se 
tornará a farinha de ossos. 
• Nutriente mais caro na ração – fósforo 
PATAS: 
Podem ser comercializadas no mercado interno para a 
criação de cosméticos devido ao fato de ser uma fonte 
de colágeno. 
RESÍDUOS COM VALOR AGREGADO: 
Cada frango utiliza em sua vida até o abate 20Litros de 
água, o que é um problema ambiental de 
sustentabilidade. A água é levada para lagoas 
residuárias, onde passa por turbinas de oxigênio e o 
resíduo presente na água vai para a superfície, criando 
uma camada de gordura formada por micelas de 
gordura muito finas e valorizadas para a indústria de 
detergentes e sabões em pó. 
 
 
TENDÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO DO 
MUNDO MODERNO 
Com o aumento populacional e a crescente 
urbanização ocorreu uma mudança nos hábitos 
alimentares das pessoas, agora valoriza-se a rapidez de 
preparo e dissemina-se o “fast-food”. Neste cenário 
aumenta-se o mercado avícola. 
A Avicultura hoje é representada em cerca de 70% pelo 
mercado interno. Os 30% são exportados e, na maioria 
dos anos, rendem ao mercado produtor de segmento 
avícola uma renda de capital igual ou maior que os 70% 
do mercado interno. Ou seja, se equivalem. O Oriente 
médio, Arábia saudita e Japão são principais 
importadores. 
• Preço operado sem valor agregado 900 cents de 
dólar 1kg de frango. 
• 75% do aumento da produção mundial de carnes 
(≥ 52 milhões/t) se verificará nos Países em 
Desenvolvimento 
Seria essa a razão pela qual empresas do setor bovino 
compraram empresas de proteínasanimais 
alternativas, principalmente de aves e de suínos? 
A razão dessa mudança reside na progressiva escassez 
de recursos naturais finitos, principalmente terra 
arável e água. Esses recursos finitos são disputados 
para produção de alimentos específicos, combustíveis 
e proteínas animais, o famoso “feed, food, fuel”. 
A espécie bovina com conversão de 5,5 kg, 15.977 litros 
de água por kg de carne e 18/24/30 meses para 
alcançar peso de abate dificilmente poderá competir 
com as espécies mais eficientes, mormente aves (1,7kg 
IC, 2.828 litros de água e 38 dias para alcançar peso de 
abate) e aquicultura. 
Significa então que a carne bovina está condenada ao 
desaparecimento? 
Evidentemente que não, mas fora dos países donde os 
rebanhos estão no quintal da casa, a carne bovina se 
tornará um item de luxo. Dentro 30 anos, assegure-se 
de ter uma garantia bancária ou cartão de crédito 
platina antes de pedir uma “picanha” ou um “filet”. E 
ficaremos felizes com processados, caros mas 
acessíveis. 
O segmento de carnes é concentrado em poucos países 
e nesses países tende a se concentrar em poucas 
empresas. 
Na maioria das atividades econômicas é possível 
identificar 3 empresas que respondam por 50% do seu 
setor de atuação. 
Alcançada essa posição costuma ser menos oneroso 
expandir para países onde o 3 x 50% ainda não está 
consolidado do que lutar por % adicional no seu 
próprio mercado. 
A carne de aves é a mais comercializada 
internacionalmente e seu comércio importador o 
menos concentrado de todas as carnes 
PRODUÇÃO AVÍCOLA BRASILEIRA 
A Produção avícola brasileira está distante do bioma 
amazônico e está baseada na integração, sendo 
intensiva em trabalho, não em terra. 
Anteriormente, a produção de frango era restrita às 
regiões sul e sudeste do Brasil. Em Santa Catarina, 
havia as empresas Sadia e Perdigão. No Rio Grande do 
Sul, havia a Avipal, Minuano e a Frango Sul. 
Historicamente, da região centro oeste provinham 
maravalhas e grãos. Além disso, do Sul saíam camas 
aviárias estercadas para levar a região centro oeste, 
pois a criação de bovinos confinados envolvia 
alimentação com ureia e cama aviária. Com o 
surgimento da vaca louca, mudou-se esse quadro, e 
ficou-se proibido que subprodutos fossem utilizados na 
alimentação de bovinos. O que incentivou que as 
empresas expandissem para o centro oeste foi em um 
primeiro momento os grãos e os possíveis mercados 
consumidores, como Manaus, Pará, Belém, Rondônia e 
Cuiabá. Em um segundo momento foi a ideia de que 
logo começaria a exportação de frangos pelo Pacífico, 
o que reduziria o preço e 20 dias de viagem até o 
continente asiático (ao contrário da exportação pelo 
Atlântico, que levaria cerca de 40 dias). 
Um fator que prejudicou as empresas foi a mão de obra 
escassa, pois não se tinha a cultura do frango nas 
regiões mais acima. As empresas foram obrigadas a 
Importar do Sul produtores de frango. 
 
 
OPORTUNIDADES 
• Abatedouros e processamentos 
• Fábrica de ração 
• Granjas de avós e bisavós 
• Incubatórios (frangos, avós, bisavós) 
• Ensino 
• Pesquisa 
• Suporte técnico e comercial 
Perfil do profissional 
• Habilidades 
➢ Análise de informações : Excel-estatística 
➢ Administração de recursos 
➢ Domínio de idiomas 
➢ Planejamento estratégico 
➢ Conhecimento técnico – aprendizado 
O PROFISSIONAL na universidade 
• Histórico escolar 
• Trabalho em laboratórios 
• Projetos desenvolvidos / Trabalhos publicados 
• Indicação de professores 
CRUZAMENTOS AVÍCOLAS 
Complementariedade de dois genótipos gerando um 
F1. Anos de estudos para se chegar a cruzamentos 
direcionados. Ao pé da letra é uma ferramenta 
necessária para obtenção de híbridos- “juntar duas 
habilidades”. Se a média produtiva dos filhos for 
superior à média produtiva dos pais justifica-se o 
cruzamento. 
OBJETIVOS 
Do ponto de vista: 
• Genético: troca de genes entre 2 espécies 
diferentes. Exemplo: mula. 
• Zootécnico: cruzamento entre diferentes 
raças – indivíduos de uma mesma espécie. 
• Avícola: cruzamentos entre linhagens 
diferentes dentro de uma mesma raça. 
OVOS BRANCOS - “ONE-CROSS” 
Objetivos: Formação de híbridos avícolas resultante do 
cruzamento de uma única raça com o objetivo de 
obtenção de poedeiras de ovos de coloração branca. 
• A casca do ovo terá relação com a genética 
utilizada e a gema terá relação coma nutrição. 
• A raça utilizada para o “one-cross” é a 
Leghorne. 
 
Na linha macho seleciona-se os animais com menor 
peso corporal, fazendo cruzamentos e aumentando a 
consanguinidade, obtendo-se animais cada vez mais 
leves. 
Na linha fêmea, seleciona-se os animais com melhores 
características reprodutivas, sendo os maiores 
produtores de ovos. 
Nesse tipo de cruzamento a sexagem feita é cloacal ou 
japonesa. 
Os machos híbridos não podem ser comercializados, 
sendo mortos no 1º dia. 
 
Hy-Line W36: é a que mais vem para o Brasil, ovos 
menores em maior quantidade. 
Hy-Line W80: ovos maiores e em menor quantidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Início de produção : quando 5% dos animais 
começam a produzir ovos 
• Longevidade produtiva: quando vai descartar 
um lote baseado na produção econômica. 
• Pico de produção : quando tem se o maior 
número de ovos produzidos. 
• A produção costuma cair conforme a ave fica 
mais gorda. 
• Massa de ovos( MO)= peso X nº de ovos 
• Taxa de postura(%): 1 ave bota um ovo a cada 
dia ( aproximadamente 26h), logo se 100 aves 
botarem 80 ovos em um dia a taxa de postura é 
de 80%. 
NECESSIDADES E INFORMAÇÕES SOBRE CADA 
“FASE” 
• 0-5 semanas : o animal possui necessidade de 
crescimento e mantença, nesta fase ocorre o 
maior pico de crescimento. Possui 
necessidade nutricional de 1% de Ca e 0,5% de 
P. Fase de Cria. EM=2977-3087 Kcal/kg e 
PB=20-18,25% 
• 5-18 semanas: o animal possui necessidade de 
crescimento e mantença, aumenta-se o 
consumo de alimento porém altera-se a 
proporção de nutrientes, é necessário 0,9% de 
Ca e 0,45% de P. Fase de recria e crescimento 
EM=2977-3087 Kcal/kg e PB= 17,5-16,5%. 
• 18- 20 semanas : fase de pré- postura 
• 20- 40 semanas: o animal possui necessidade 
de crescimento , mantença e reprodução, 
visto que a partir das 20 semanas o animal 
começa a produzir. Nesta fase há necessidade 
de 3% de Ca e 0,5% de P. EM= 290-305 
Kcal/ave/dia e PB= 16,7-16,30 g/ave. 
• 40- 80 semanas : o animal para o período de 
crescimento, sendo considerado adulto, 
passando a ter necessidades de mantença e 
reprodução. Nesta fase há necessidade de 4,0-
4,5 de Ca e 0,35-0,30 de P.EM= 285-300 
Kcal/ave/dia e PB= 16,30-15,20 g/ave. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• O consumo médio até o 1º ovo é de 6,0-6,5 kg 
de ração por ave 
• O peso corporal da ave no ciclo produtivo 
inicia-se em torno de 1,2 – 1,4 kg e chega a 
aproximadamente 1,6-1,8 kg. 
• O peso ovo chega a aproximadamente 80g. 
• A conversão alimentar é de 1,7-1,9 kg/dz 
(quanto ela come para produzir uma dúzia de 
ovos) e de 2,2-2,3 kg/kg (quanto ela come para 
produzir um kg de ovo) 
• São produzidos cerca de 330-340 ovos por 
ano/galinha. 
• As aves tendem a ingerir em torno de 95-105g 
de ração por dia. A recomendação é de 100g 
de ração por dia/ ave. 
OVOS MARRONS – “BI-CROSS” 
Objetivos: Formação de híbridos avícolas, auto-
sexáveis, resultante do cruzamento de duas raças com 
o objetivo de obtenção de poedeiras de ovos de 
coloração marrom (castanhos). 
Raças: 
• Rhode Island Red (Linha Macho) 
• New Hampshire (Linha Macho) 
• Barred Plymouth Rock (Linha Fêmea) 
• White Plymouth Rock (Linha Fêmea) 
• Light Sussex (Linha Fêmea) 
 
• Ração pré-inicial: baixo/quase 0 o nível de 
gordura. Os recém nascidos que ingerem 
gordura tendem a apresentar diarreia. 
• Ração inicial: possui gordura, frango precisa dos 
ácidos graxos essenciais, que são o ômega 3 e o 
ômega 6. 
• Em casosde falta de sódio o animal não se 
alimenta e começa a ingerir as próprias fezes. 
Vantagens : 
• Formação de híbridos com alta produtividade 
• Sexagem – macho RIR transfere a característica da 
sexagem 
- Quando é feito o 
cruzamento entre o 
macho RIR e uma BPR 
o macho em seu 
primeiro dia de vida 
possuirá uma mancha 
branca na cabeça e a 
fêmea será toda preta. 
- Quando é feito o 
cruzamento entre o 
macho RIR e a fêmea 
WPR a fêmea possuirá 
manchas no dorso e o 
macho será branco 
uniforme. 
 
Principais linhas comerciais : 
• HARCO 
• BROW NICK 
BLACK 
• BOVANS NERA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Principais linhas comerciais : 
• ISA BROWN 
• HY-LINE BROWN 
• LOHMAN BROWN 
 
 
 
 
 
 
• Quando comparada a “one-cross”, percebe-se 
que a galinha “bi-cross” tem um maior 
consumo, sendo que até o 1º ovo costuma 
ingerir cerca de 7,5-8,0 kg. Costuma produzir 
menos ovos ( 5 semanas produtivas a menos-
75). Devido a esses dois fatores os ovos 
marrons costumam ser mais caros. 
• Nutrição representa 75% do custo de 
produção. 
• O peso inicial das aves no início de produção é 
em torno de 1,65-1,70 kg e ao o peso final é 
cerca de 2,3-2,4. 
• A conversão alimenta desses animais é cerca 
de 1,9 kg/dz e 2,2-2,3 kg/kg. 
• O peso final do ovo varia entre 82-84 g. 
TRI-CROSS 
Objetivos: Formação de híbridos avícolas, sexáveis, 
resultante do cruzamento de três raças com o objetivo 
de obtenção de pintos para corte. 
Raças: 
• Cornish (Linha Macho) 
• Vantress (Linha Macho) 
• White American (Linha Fêmea) 
• White Plymouth Rock (Linha Fêmea) 
 
• Cornish ou Vantress: Possibilita a sexagem. 
 
 
 
 
• White American: grande e branco. 
• White Plymouth Rock : mediana em tamanho e boa 
reprodução. 
O Brasil importa avós e exporta matrizes, 
“multiplicador de genética”. 
Principais linhagens : 
• COBB 
• ROSS 
• HUBARD 
• PICCH 
• ARBOR 
Todos os animais são brancos. 
 
Nas primeiras 5 semanas o animal recebe ração a 
vontade, de 5 a 22 semanas a ração se torna restrita e 
a partir das 26 semanas o animal passa a receber uma 
ração controlada. ( sistema Dark House) 
• PCI : 2,4 kg 
• PCF: 3,20 kg 
• POF: 82g 
O animal é mantido em torno de 64 semanas 
(matrizes). 
 
 
INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS EM 
AVICULTURA 
SISTEMA EXTENSIVO 
Era a realidade do Brasil e do Mundo até 1960. 
 
A imagem representa uma criação de aves extensiva 
com a existência da casa colônia, um local que serve de 
abrigo para aves. Tal casa colônia se encontra suspensa 
e em seu interior existem poleiros, pode ou não ser 
telada e existe a presença de ninhos. Existe áreas de 
sombreamento e sistema de pasto ao redor ( 5m2 por 
ave), tal área ao redor permanece cercada. Uma casa 
colônia com dimensões 6mX6m pode abrigar cerca de 
100 aves. Os ninhos são estruturas destinadas para a 
galinha botar o ovo. 
O ninho possuirá uma 
“frente” voltada para 
dentro da casa colônia 
onde se localizará um 
poleiro para que o animal 
possa entrar, tal poleiro 
pode ser móvel de forma a 
permitir o fechamento do 
ninho após a última coleta de ovos do dia no intuito de 
evitar que a ave durma dentro dele e se acumule 
sujidades. A parte de “traz” é o local por onde o ovo 
será coletado. 
SISTEMA INTENSIVO 
Atualmente adota-se o sistema intensivo de criação de 
aves em grande maioria. Tendo dois tipos de galpões 
principais, um com pressão positiva em que se mantém 
12 frangos por m2 ( pode chegar até 14) até 42 dias, e 
um com pressão negativa, podendo ser Dark House ou 
industrial, no qual se mantém 18 frangos por m2 ( pode 
chegar até 22) até 42 dias. 
 
 
SISTEMA INTENSIVO DE POEDEIRAS 
SISTEMA DE GAIOLA OU PIRAMIDAL 
Pode ser chamado de clássico ou ainda convencional. 
 
Neste tipo de sistema as aves defecam diretamente em 
um foço, sendo que este é limpo a cada mudança de 
lote. Os picos de excreta no foço são um grande 
indicativo. 
SISTEMA VERTICAL 
 
Um sistema mais tecnificado, onde existe esteiras de 
excretas logo abaixo das gaiolas sendo contrária a 
direção do fluxo de ovos. 
ESCOLHA DO LOCAL 
Antes de fazer a escolha do local onde iniciar a 
produção e construir as instalações existem alguns 
pontos que devem ser considerados. 
• Condições mercadológicas 
• Infraestrutura 
- Logística; assistência técnica; energia elétrica; 
água; crédito. 
• Terreno 
 
 
TERRENO 
• Bem drenado : o frango ingere uma quantidade de 
água equivalente ao dobro da quantidade de ração 
ingerida. Por exemplo, se o frango ingerir 5 kg de 
ração irá ingerir 10 L de água. Desses 10 L de água, 
25% é excretado e consequentemente absorvido 
pela cama. A cama por sua vez irá absorver tanto a 
quantidade de liquido excretada pelo animal 
quanto a umidade vinda do solo e este fato justifica 
a necessidade da escolha de um terreno bem 
drenado. Colocar um piso em baixo da cama 
diminui a absorção de umidade vinda do solo para 
a cama, quando este piso não existe a cama deve 
ser trocada com uma frequência maior e devido ao 
acúmulo de amônia é necessário retirar a camada 
do solo que estava em contato com a cama e em 
seguida repor. 
• Boa ventilação 
• Orientação dos aviários: deve ser construído um 
galpão no sentido Leste- Oeste ( não tão necessário 
no sistema Dark House) 
- Se houver diferença de luminosidade pode 
ocorrer diferença na uniformidade de 
produção. 
 
• Acessibilidade de estradas. 
ISOLAMENTO DAS INSTALAÇÕES ( SEPARAÇÃO 
DOS GALPÕES) 
• Mesma idade: 35 a 40m 
• Idades diferentes: 100m 
• Barreira física - cerca viva ou árvores 
(sombreamento): O emprego de árvores altas 
produz microclima ameno nas instalações, devido 
à projeção de sombra sobre o telhado. 
 
 
 
DENSIDADE DE ALOJAMENTO: AVES/M2 
• Frangos de corte: 
-10 a 14 - média brasileira 
- 18 a 22 - alta densidade (qualidade) 
• Matriz de corte: 
- 4 a 5 aves/m2 
• Matriz de Poedeiras: 
- 6 a 7 aves/m2 
TIPOS DE GALPÕES 
- Pressão negativa : exaustores e placas de 
resfriamento. 
 
- Pressão positiva- convencionais : ventiladores e 
aspersores. 
DARK-HOUSE: 
• Melhores resultados zootécnicos: existe uma 
melhor qualidade de pata e menos arranhões 
na carcaça, os indicadores produtivos (peso) 
são semelhantes aos galpões convencionais, 
porém existe uma melhor conversão devido ao 
menor gasto de energia. 
• Densidade varia de 12 a 18 aves/m2; 
• Cortinas externas de duas cores: preta, azul/ 
branca ou prata; 
• Exaustores; 
• Totalmente vedado. 
• Controlador de Luminosidade: 
-Características específicas ao tipo de criação; 
-Controle de intensidade de acordo com a 
idade dos animais; 
-Permite trabalhar no manual e automático; 
-Permite a simulação do amanhecer e 
anoitecer. 
ESTRUTURA DO AVIÁRIO 
Existem basicamente dois tipos principais de 
estruturas, o primeiro caracteriza-se por possuir uma 
porta baixa que não permite a passagem de um 
caminhão para carregamento e portanto o 
carregamento deve ser feito pela lateral e existe a 
exigência de várias portas laterais (a cada 12m), já o 
segundo tipo caracteriza-se por uma porta alta que 
possibilite a entrada de um caminhão e portanto um 
carregamento interno. 
DIMENSÕES DO AVIÁRIO 
Acima de 14 m de largura o aviário provavelmente não 
possuirá uma boa ventilação natural. 
 
A linha que se encontra em vermelho é aquela que 
melhor se adequa as características de um galpão ideal, 
possuirá uma boa ventilação e um menor custo de 
construção. 
ESTRUTURA: PILARES 
• Concreto armado; 
• Madeira tratada (roliça); 
• Atualmente: estruturas pré-moldadas de 
concreto, estruturas metálicas ou mista; 
• Afastados de 5,0 m. 
ESTRUTURA: COBERTURA 
• Telha sanduíche (isotelha) 
-Isopor (7cm) entre duas chapas de alumínio; 
-Eficiente isolante térmico, vedação, baixo custo, 
baixa altura de inclinação (17°) menos armações. 
 
• Telha de barro 
-Pesado; 
-Grande estrutura;-Custo de armações mais elevado; 
-Melhor termicamente que o amianto e o alumínio. 
• Sapê 
- Pode apresentar problemas com fungos e fogo 
• Compensado : (Madeirit) revestido por alumínio; 
• Alumínio Simples; 
• Amianto; 
• Chapa Zincada ou Ferro Galvanizada 
-Pior na qualidade térmica; 
-Mais durável. 
ESTRUTURA: LANTERNIM 
Funções: 
• Melhora a qualidade do ar; 
• Diminui pouco a temperatura; 
• Ventilação mínima. 
 
VENTILAÇÃO MÍNIMA 
• O objetivo é remover umidade, poeira, gases, 
calor e renovação do ar interno da instalação. 
• A ventilação pode ser realizada pelos sistemas de 
ventilação por pressão positiva ou negativa. 
• Deve funcionar por tempo e não por 
temperatura, priorizando as trocas de ar; 
• Renovação parcial do ar de acordo com volume 
cúbico da área de alojamento; 
• Não deve causar sensação térmica no nível das 
aves; 
• Falha na ventilação mínima: 
- Baixa qualidade do ar 
- Baixa qualidade de cama 
- Baixa qualidade de pinto 
FORRO 
• Melhoria do conforto térmico; 
• Reduz a troca de calor com o interior do 
aviário; 
• Menor espaço físico para manter a 
temperatura; 
• Materiais mais usados: fibra de vidro, 
polietileno; 
• Desvantagem – custo e problemas para 
desinfecção do aviário. 
• Vantagem : diminui o custo com energia 
 
 
OITÕES 
• São a frente e o fundo do aviário 
• Função de vedação 
• Fechados; 
• Preferencialmente de alvenaria; 
• Cor clara; 
• Sombreado – vegetação 
ESTRUTURA: MURETAS 
• Impedir entrada de animais e água; 
• Delimitar piso e evitar saída da cama; 
• Evitar entrada de vento frio (fase inicial) 
• Fixação de telas e cortinas- principal função 
• 1/5 do pé direito ou 45cm. 
 
TELAS: 
• Evitar entrada de animais, principalmente 
pássaros; 
• Malha 1 polegada (2,54cm) preferencialmente. 
• Uso obrigatório- avicultura industrial 
• Quantidade de tela em um aviário = (altura do 
pé direito – altura da mureta) X comprimento 
do aviário X 2 
 
CALÇADAS: 
• Evitar umidade 
• Evitar erosão 
• Evitar vegetação nas cortinas e telas 
• Cimento com 50% de largura do beiral 
• Inclinação de 3% ; 
• 10 cm abaixo do piso do galpão. 
CORTINAS: 
• Boa aeração (evita a umidade mas garante 
uma boa ventilação) 
• Evita que as intempéries atinjam os animais 
• Cortinamento duplo é o melhor 
• Abertura superior 
• Automatizada ou catraca 
• Cabos em “X” pegando nas tesouras 
• Diferentes cores no mercado – azul da um 
ambiente mais propício para o frango dormir 
• Lona não é cortina 
• Vantagens: 
-Evita penetração do sol e chuva; 
-Controle de ventilação; 
-Controle de temperatura; 
• Envelopamento 
 
PISO: 
• 15cm área de serviço, entrada do caminhão, 
estoque de sacaria e cama aviária. 
• 20% possui piso: alto custo 
• Vantagem: biosseguridade, maior reutilização 
da cama – diminui a umidade passada para a 
cama. 
• Concreto mais ou menos liso 
• Espessura de 5 cm; 
• Deve suportar a entrada de trator; 
• Nivelado e a 20 cm do nível do terreno; 
• 0,5 a 1% de declive no sentido das laterais do 
galpão, partindo do centro 
CAMA 
• Macia 
• Não produza pó 
• Material absortivo 
• Disponibilidade na região 
• Baixo custo 
• Reciclável 
• Bom tamanho de partículas 
 
MARAVALHA OU CEPILHO: 
• Ideal 
• Não confundir com serragem que não é 
utilizada como cama, pois não atende aos pré-
requisitos – partículas pequenas que 
costumam causar irritação nos animais 
• Não pode ser de madeira tratada – químicos 
tóxicos 
• Cuidado com a espécie (Timbaúva e Timbó) – 
quando umidificada libera um princípio tóxico 
para as aves. 
• Grande procura para adubação orgânica. 
• Deve ser grande o suficiente para o animal não 
ingerir, mas não ao ponto de atrapalhar a 
compactação. 
• Se aplica bem aos princípios de 
sustentabilidade – a cama pode ser usada por 
aproximadamente 1-2 anos, mais de um lote 
utiliza a mesma cama (em torno de 6 lotes por 
ano). 
CASCA DE ARROZ: 
• Tamanho da partícula muito pequeno, 
podendo causar esofagite; 
• Teor alto de lignina e sílica causa uma difícil 
degradação (reciclagem – 2 anos 
decomposição parcial); 
• Baixa procura para adubação orgânica. 
• Não suporta um segundo lote – baixa 
capacidade de absorção 
• Muito utilizada em galpões de matrizes com 
ninhos manuais 
CASCA DE AMENDOIM E CASCA DE CAFÉ: 
• Absorção baixa , suporta apenas um lote. 
• Muito utilizadas em Minas Gerais e São Paulo 
– Grandes produtores destes produtos 
• Altura elevada de cama – 40 cm (maravalha – 
10cm) 
 AREIA: 
• Calo de peito 
• Não é tão bom porém é melhor que chão 
batido 
FENO OU PALHA. 
• Países europeus costumam utilizar bastante, 
assim com os EUA. 
• EUA utiliza papelão como cama – cama alta 
 
 
 
 
 
 
CONTROLE DE ROEDORES 
ISCAS: 
 
• Utilização ao redor de composteiras, depósito 
de lenha, sala de máquinas de aquecimento, 
base do silo, casa de gerador; 
• Limpeza a cada 15 dias; 
• Reposição das iscas. 
CERCADOS 
• Cerca de isolamento com 1 metro de altura e 5 
metros de distância. 
 
ARCO DE DESINFECÇÃO 
 
Aves de um segundo lote criadas na mesma cama que o 
primeiro lote terão um sistema imunológico melhor, 
sendo menos suscetíveis as doenças. O 5 e o 6 lote serão 
ainda melhores porque além do melhor sistema 
imunológico possuirão uma melhor absorção dos 
nutrientes (microbiota intestinal mais completa) 
 
• O portão sanitário deve conter um arco de 
desinfecção para entrada de veículos no 
aviário, sendo obrigatório por lei. 
• No portão sanitário deve existir ainda um 
vestiário que possibilite a troca de roupa, ou 
até mesmo o banho, e um local para 
desinfecção de utensílios. 
COMPOSTEIRA 
• Prevista como obrigatória segundo a instrução 
normativa. 
• Serão destinados à composteira os resíduos 
orgânicos do aviário (animais mortos). 
 
EQUIPAMENTOS 
BEBEDOUROS: 
• Fornecimento de água limpa; 
• Fácil limpeza, resistentes e de fácil acesso; 
• Ingestão de água inadequada = Baixo consumo 
de ração = desempenho prejudicado; 
• Diluição e oferta de vacinas; 
• Os mais utilizados são do tipo pressão, tipo 
pendular e nipple. 
 
 
 
TIPO SIFÃO COM COPO DE PRESSÃO: 
• Utilizado do 1º ao 7º dia; 
• 1 bebedouro para cada 100 aves 
• Só possuem um orifício de saída, podendo 
ocorrer obstrução e deixar a ave sem o acesso 
à água. 
• Costuma-se colocar em cima de ripas de 
madeira – evitar que umedeça a cama. 
• Não é automático. 
 
INTERLIGADO AUTOMÁTICO 
• Capacidade de 1L 
• Diâmetro em torno de 240 mm 
• Com 4 ou 8 bebedouros interligados 
• 1:100 aves 
• Funciona por pressão 
• Normalmente usados até os 7 dias de idade. 
 
PENDULAR AUTOMÁTICO: 
• 1º ao último dia de criação; 
• 1: 80 aves (poedeiras) ou 1:100 ( aves jovens) 
• Maior desperdício = baixa qualidade da cama. 
• Ajuste diário da altura dos bebedouros; 
• A água deve ficar a 0,5cm da borda do 
bebedouro no caso de pintos de 1 dia, 
diminuindo gradativamente até a 
profundidade de 1,25cm após 7 dias de idade. 
• Funciona por pressão 
• Equipamento de baixo custo e versátil, porém 
exige muita mão de obra para ajuste de altura. 
 
NIPPLE: 
• 1º ao último dia de criação- regulagem da 
altura a cada fase. 
• Fornecimento de água mais limpa; 
• Redução de mão de obra para limpeza. 
• Possuem um mecanismo de choque para evitar 
que a ave suba no equipamento. 
 
• Média vazão: operam a 50-60 mL/min; 
-Não possuem reservatório; 
-Pressão é ajustada para manter o fluxo 
conforme a necessidade dos frangos. 
-1:10 aves 
• Alta vazão: operam a 80-90 mL/min 
-Fornecem uma gota na extremidade do nipple 
-Possuem reservatório para o excesso de água 
que possa vazar. 
-1:12 aves 
• Regulagem: 
 
• Densidade de aves por nipple: 
 
• Vazão vertical conforme idade das aves: 
 
• Vantagens: 
-Não é necessário lavagens periódicas; 
-Pode ser usado desde o primeiro dia de vida 
das aves; 
-Não ocupa espaço no galpão.-Evita transmissão horizontal de doenças 
através da água. 
-Evita derramamento de água na cama, 
mantendo-a mais seca. 
-Mantém a temperatura da água 
- Flushing: renovação da água 
• Desvantagens: 
-Entupimento; 
-Necessita filtro duplo (mínimo) antes das 
linhas de abastecimento; 
-Mal funcionamento da válvula: vazamentos; 
-Presença de ar nos tubos; 
BEBEDOURO AUTOMÁTICO DE VÁLVULA 
ACOPLADO À COPINHO 
• Utilizado para poedeiras mantidas em gaiolas; 
 
BEBEDOURO TIPO CALHA: 
• 5cm: frango de corte; 
• 7cm: Matriz de corte ou poedeiras. 
• Alumínio em forma de “V” (usado apenas em 
granjas mais antigas) 
 
RESERVATÓRIO DE ÁGUA 
• Fornecimento ininterrupto de água para as 
aves; 
• Capacidade da bomba de fornecimento deve 
ser suficiente para o Consumo máximo de água 
das aves e também para atender à necessidade 
máxima dos sistemas de resfriamento 
evaporativo e/ou de nebulização; 
• Armazenados em local fresco e com 
capacidade de estocagem superior à sete dias. 
COMEDOUROS 
BANDEJA: 
• 1º ao 5º dia; 
• 1:100 aves 
• A bandeja deve ter rugosidades para evitar 
que a ave deslize quando entrar nela – 
evitar traumas nas aves 
• Quando a ave defeca em bandejas lisas 
torna-se mais difícil a higienização quando 
comparada às bandejas rugosas. 
• Bandejas rugosas são um pouco mais 
caras. 
• Quando se utiliza a bandeja como 
comedouro tem-se como maior vantagem 
a colonização do trato gastrointestinal. 
 
SEMI AUTOMÁTICO TUBULAR: 
• 15 kg de ração: 1:35 FC 
• 20 kg de ração: 
-1:80 pintos 
-1: 45 FC 
• É utilizado desde a fase inicial da ave 
• Regulagem de forma prático 
• Grade e sobregrade propiciam uma maior 
homogeneidade na alimentação das aves 
 
 
TIPO PRATO: 
• 1:55 aves 
• Causam pouco derramamento e melhoram 
a CA 
• Sistema automático 
• Ao final da linha tem um “prato controle” 
que determina a quantidade de ração de 
todos os pratos. 
• Utilizado para frango de corte. 
 
• Regulagem ideal dos pratos: 
 
AUTOMÁTICO DE CORRENTE (CALHA): 
• Devem fornecer espaço mínimo para 
alimentação de 15 - 20 cm por ave 
• Borda deve estar nivelada com dorso das aves 
• Utilizado para matrizes de corte. 
 
COMEDOURO TIPO CALHA: 
• 8 cm/ave; 
• Pode ser manual ou automatizado 
• Utilizados para poedeiras 
 
SISTEMA DE ARMAZENAMENTO DE RAÇÕES 
SILOS: 
• Devem ter capacidade equivalente ao 
consumo de ração em 5 dias 
• Geralmente localizados ao lado de cada 
galpão, podendo ser de madeira, metal, fibras 
ou alvenaria; 
SISTEMAS DE AQUECIMENTO 
A LENHA EXTERNO: 
• Equipado com motor e turbina 
• Controlador de temperatura digital com 
censor de acionamento automático 
• Passa pela câmara ar limpo sem gases e 
fumaça 
• Não queima oxigênio 
• Ventoinha – ar quente 
• Inventado do Rio Grande do Sul 
• Vantajoso em relação ao interno 
 
A LENHA INTERNO: 
• Não produz temperatura constante; 
• Maior mão de obra; 
• Baixo custo; 
• Alta produção de CO2; 
• Alta queima de O2; 
• Baixa qualidade do ar – baixa umidade 
• Difícil controle da TºC; 
• 1: 2000 
• Relacionada com Ascite. 
 
 
 
CAMPÂNULAS ELÉTRICAS: 
• Não são muito eficazes 
• 1:50 pintinhos com 1 lâmpada de 100W ou 
150W 
• 5 resistências internas 1:500 pintinhos 
• Alto consumo de energia 
 
CAMPÂNULA A GÁS: 
• 1:500 (1m de diâmetro) 
• tela de amianto, termostato, 
• chama piloto, fogareiro – desliga quando se 
atinge 35 graus. 
• 50cm da cama 
 
 
• Infra vermelho 
• 1:1500 ou 1:2000 (vantagem) 
• 1,5m da cama 
• 2 a 3 sensores ligados a central 
• Deixou de ser usado devido ao preço do gás. 
 
EQUIPAMENTOS DE REFRIGERAÇÃO 
VENTILADORES 
• Auxiliam no controle de UM, T°C, quantidade 
de gases nocivos no ambiente; 
• 12m entre ventiladores voltados para o oitão 
• 8m entre ventiladores voltados para a lateral 
• Pressão positiva sempre vai ter ventiladores e 
nebulizadores juntos. 
 
EXAUSTORES: 
• Pressão negativa 
• Devem permitir uma troca de ar completa a 
cada 5 minutos ou 8 minutos 
• Número necessário de exaustores: volume do 
galpão (m3) / vazão disponível dos exaustores 
(m3/min) 
 
NEBULIZADORES: 
• Fundamental para regular a UM, diminuir a 
sensação térmica das aves, a temperatura 
interna do galpão e a poeira em suspensão; 
• Os bicos devem ser direcionados evitando 
molhar o piso; 
• Devem ser acionados em dias quentes 
permitindo queda da temperatura dentro do 
galpão. 
PAD COOLING – PLACAS EVAPORATIVAS 
• Restringem o ar que entra e evaporam a 
umidade na superfície do painel 
• A energia liberada durante a evaporação reduz 
a temperatura do ar 
• Devem ser usados com temperatura acima de 
28°C e umidade máxima de 70% 
• Vantagens: menos umidade e problemas de 
cama equipamentos. 
PAINÉIS DE CONTROLE: 
• Controle automático baseado em sonda de 
temperatura e umidade relativa do ar 
• Indicador digital dos parâmetros de operação 
• Indicador luminoso de operação 
 
EQUIPAMENTOS ACESSÓRIOS 
• Utensílios para virar cama 
 
• Carrinhos para transporte de ração; 
 
• Lança chamas; 
 
• Ninho manual e automático; 
 
• Bandeja para coleta de ovos; 
 
• Caixas para pesagem; 
 
• Balanças: 
 
FRANGOS DE CORTE 
O que norteia a idade de abate e as condições 
mercadológicas são os parâmetros de consumo e peso 
da ave, a conversão é uma variável dependente desses 
dois parâmetros. A conversão deve ser comparada 
apenas entre lotes similares. 
O segmento é muito dependente do manejo e da 
nutrição, mas o genótipo do pintinho de um dia é um 
fator muito importante. O pintinho de um dia terá 
muita influência da matriz, seja da nutrição dela ou até 
mesmo da idade, vale ressaltar que a incubação é um 
ponto importante de influência assim como o 
transporte. 
 
 
• A conversão alimentar tende a ter uma grande 
melhora, sendo resultado da melhoria da 
ambiência, manejo, genética, biosseguridade e 
nutrição. 
• O manejo vai ser dependente do tipo de lote 
adotado e também da idade de abate 
preconizada. A separação do lote de fêmeas e 
machos é feita a partir do processo de 
sexagem, utilizando-se a asa. O frango que será 
comercializado é outro ponto importante de 
ser analisado quando se busca o manejo ideal, 
tendo diferenças entre Frango inteiro (Griller– 
frango de 28 dias de idade – 1400-1500 
gramas) e Frango em cortes (frango de 42 dias 
de Idade – 2800-3000 gramas) 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES 
• Situação climática e épocas do ano 
• Instalações (Ambiência): quando o manejo é 
bem feito é possível quase equiparar o lote, 
sendo que os resultados dependem de 
diversos fatores. O segundo galpão tem uma 
aclimatação melhor e mais controlada e 
permite uma maior lotação de frangos por m2. 
 
 
 
 
• Genótipos ou linhagens 
• Fases, idade de abate e mercado 
• Formas físicas da ração 
• Exigências nutricionais 
IMPORTÂNCIA DAS EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS 
• Passado: Problemas por deficiências 
(eficiência).NRC = regras 
• Presente: Problemas por desequilíbrio 
(eficácia).Melhor desempenho, maximizar a 
produção de carne magra e ↓ os desperdícios 
de nutrientes nos dejetos. 
 
 
Novos fatores determinantes na criação dos animais : 
 
 
 
FASES, IDADE DE ABATE E MERCADO 
Quanto mais fases forem aplicadas no processo 
produtivo melhor será a qualidade do atendimento das 
exigências do animal, sendo que o estabelecimento 
dessas fases é dependente da idade de abate e 
também das condições mercadológicas. 
Fases: obrigatoriamente duas fases para os animais 
abatidos aos 42 dias. 
• Inicial: 1 - 21 dias de idade 
• Crescimento: 22 - 42 dias de idade 
• Terminação: 43 - 49 dias de idade 
 
• Inicial: 1 - 21 dias de idade 
• Crescimento: 22 - 35 dias de idade 
• Terminação: 36 - 42 dias de idade 
 
• Pré-inicial: 1 - 7 dias de idade 
• Inicial: 8 - 14 dias de idade 
• Crescimento: 15 - 21 dias de idade 
• Terminação: 22 - 35 dias de idade 
 
Mais usado no Brasil: 
•Pré-inicial: 1 - 7 dias de idade 
• Inicial: 8 - 21 dias de idade 
• Crescimento: 22 - 35 dias de idade 
• Terminação: 36 - 42 dias de idade 
 
• Pré-inicial: 1 - 7 dias de idade 
• Inicial: 8 - 21 dias de idade 
• Crescimento 1: 22 - 28 dias de idade 
• Crescimento 2: 29 – 35 dias de idade 
• Terminação: 36 - 42 dias de idade 
A ração de terminação é obrigatória, ou seja, segundo 
a legislação o frango deve receber uma ração de 
terminação ou retirada por no mínimo 5 dias, isto se 
relaciona com a segurança alimentar, sendo uma dieta 
isenta de qualquer produto químico ou 
farmacológico.(evitar risco à saúde humana). 
O que difere a inicial da pré-inicial é os teores de óleo, 
em uma fase precoce (pré-inicial) a ave não tolera 
quantidades altas de lipídeos. As aves sobrevivem de 
suas reservas de lipídeos nos primeiros dias (gema), 
porém não possuem nesta fase a lipase pancreática, 
que permite a digestão desse nutriente vindo dos 
alimentos. A entrada de lipídeo na fase pré-inicial em 
grande quantidade acarreta em diarreia. Baixas 
quantidades são necessárias devido aos Ac. Graxos 
essenciais, sendo eles linoleico, linolênico e ácido 
araquidônico. Nas fases seguintes é acrescentado óleo 
na dieta para atender as necessidades de ácidos graxos 
essenciais, mas também para oferecer maior aporte de 
energia. 
PROGRAMA DE 3 RAÇÕES 
Neste tipo de programa é feita uma média entra as 
exigências dos animais, sendo que na fase inicial 
costuma-se existir uma falta de nutrientes e na fase de 
crescimento existe um excesso, ou seja, um 
desperdício. Na fase de terminação são atendidas as 
exigências. 
 
PROGRAMA DE 4 RAÇÕES 
Ocorre uma minimização tanto das faltas de nutrientes 
quanto dos excessos deles. 
 
PROGRAMA DE 5 RAÇÕES 
Muito próxima das exigências diárias da ave. 
 
TRANSPORTE 
• Durante o transporte deve haver um controle 
de temperatura e umidade (no aviário há um 
controle de temperatura porém não há 
controle efetivo de umidade, sendo necessário 
o controle ideal da hidratação do animal) 
• Veículos apropriados e bem equipados; 
– 24°C 
– Caixa 32°C 
• Horário de chegada 
• Tempo de descarga; 
• Programação de lotes; 
PREPARAÇÃO PARA O ALOJAMENTO: 
• Cama: os pintinhos serão sempre alojados em 
cama nova. 
– Inverno: 10 a 15 cm 
– Verão: 5 a 8 cm 
 
• Vedação: utilizada para garantir a temperatura 
adequada (em torno de 35° C) 
-Cortinas; 
-Forro; 
-Pré-aquecimento (48 horas); 
 
ALOJAMENTO 
• Recepção: recebimento das caixas (cada uma 
com 100 pintinhos) e colocação dos pintinhos 
nos círculos destinados ao manejo inicial. 
• Densidade: 50 a 70 pintos por m2 
• Previamente aquecido à 35°C e com a correta 
vedação. 
• Coberto com cama nova, sobre ela é colocado 
também papel pardo onde será oferecida a 
ração (colonização do trato gastrointestinal). 
No manejo inicial da ave é apresentado à ela 
apenas a água nas primeiras 2h, tal tempo 
pode vir a variar de acordo com o tempo de 
viagem e o grau de desidratação. Passado este 
tempo inicial será ofertada a ração. 
 
MANEJO NA FASE INICIAL 
CONDIÇÕES DOS PINTINHOS 
Utilizadas para analisar a qualidade de um lote inicial. 
• Uniformidade; 
• Umbigo cicatrizado – principal elemento de 
classificação de pintos em pinto de primeira, 
segunda e refugo. 
• Penugem totalmente seca; 
• Alertas e ativos; 
• Pele dos pés brilhante e oleosa, não deve estar 
seca e/ou escamosa; 
• Livres de deformações; 
 
 
 
 
 
ÁGUA E ALIMENTO: 
Ao contrário do que se pensava, o jejum nas primeiras 
horas de vida retarda a velocidade de absorção do saco 
vitelino. É estimulado ao máximo e o mais rápido 
possível a ingestão de água e alimentos, sendo que o 
jejum longo destrói/prejudica o desenvolvimento das 
vilosidades intestinais. 
 
TESTE DO PAPO: 
• Realizado até 24 horas após o alojamento; 
• Analisar o papo do animal e indiretamente o 
consumo. 
• Vazio 
• Água 
• Ração 
CIRCULO DE PROTEÇÃO 
• Chapa com 3m de comprimento 1m de altura, 
sendo cortada ao meio e utilizada nas medidas 
3mX1,5m. 
• Os pintinhos recém chegados na granja são 
colocados no círculo de proteção, cuja 
finalidade principal resume-se em manter a 
ambiência 
-Protege do vento 
-Animais não ficam dispersos – seguimento de 
lote 
-Contém a cama inicial 
-Mantém um microclima, mantendo a ave 
aquecida – nas primeiras 24h as aves não tem 
• Pinto de primeira: pinto com ausência de 
defeitos anatômicos e umbigo bem cicatrizado 
(“perfeito”) 
• Pinto de segunda : pinto com ausência de 
defeitos anatômicos porém com um umbigo mal 
cicatrizado. 
uma definição de calor (SN não reconhece 
ainda) 
-Evita morte por esmagamento. 
• Costumava ser muito usual com campânula à 
gás. 
• Dentro do círculo devem existir comedouros e 
bebedouros. 
• Em média são mantidos 500 pintinhos por 
círculo. 
AQUECIMENTO 
 
• Muito ligados ao tipo de combustível e a 
valorização desse tipo de combustível 
• Se o aquecimento não for bem feito 
-LOTE INICIARÁ LENTO 
-DESUNIFORME ALTA 
-MORTALIDADE 
• Um dos melhores é a campânula à gás 
infravermelho. 
• Nos dias atuais existem diversas tecnologias 
que permitem ver a distribuição de calor 
QUALIDADE DO AR 
 
• Aumentar ventilação mínima quando: 
- CO2 menor que 3000 ppm; 
- Oxigênio menor que 19,6 %; 
• Falha na ventilação mínima : 
- Baixa qualidade de ar 
- Baixa qualidade de cama – devido a grandes 
quantidades de amônia no ambiente. 
- Baixa qualidade de pintos - problemas de 
calosidades nas patas (escore de 1 a 5). 
• Alta quantidade de amônia : animal com uma 
sonolência profunda, a ave está dormindo em 
pé e não acorda mesmo com a movimentação 
no galpão, pode estar relacionada ainda com a 
falta de O2 ou com o excesso de PB na dieta 
(especificadamente triptofano). 
 
NUTRIÇÃO 
 
 
• Ganho é a diferença entre o peso inicial e o 
peso final. 
• Peso é o que se vê na balança 
• Existem em torno de 7 tipos de conversão para 
cada fase, cuidar ao fazer comparações 
-Pode ser expressa por : consumo/peso; 
consumo/ganho (mais adequada), entre 
outras. 
 
 
TIPOS DE RAÇÃO 
• Fareladas: não sofre 
processos, ou seja, é apenas 
uma mistura de 
componentes. 
• Peletizadas: processada, 
sendo a mais comum na 
avicultura. Aumenta a 
digestibilidade do amido, 
reduz o desperdício, 
melhora a aglutinação dos 
ingredientes e reduz o pó. 
• Trituradas: é uma ração 
peletizada moída, mais 
utilizada para pintinhos, 
possui todas as vantagens 
da peletizada e possui um 
tamanho menor, auxiliando 
na ingestão do grão. 
QUALIDADE DA ÁGUA 
• Nutriente essencial 
• Temperatura : 
-24-25° 
-18-20° 
• Relação água: ração 
- 1,6 a 2 vezes 
• Cloração de água 
- 3-5 ppm 
• pH 6,5-7,5 
PROGRAMAS DE LUZ 
• Feito na maioria das vezes para aumentar o 
consumo de ração do frango. 
• Em dias muito quentes, uma das alternativas 
para reduzir o estresse calórico nas aves é a 
retirada de ração durante o dia e manter 
apenas a oferta de água fresca, essa ração que 
foi retirada será “devolvida” ao frango nos 
períodos mais frescos, ou seja, será estimulado 
o consumo durante a noite e para isso é usado 
os programas de luz, ofertando menos horas 
de escuro durante a noite atrelada a liberação 
de ração. 
 
FICHA DE PRODUÇÃO (PRODUTOR) 
• Data de alojamento / abate 
• Número de aves 
• Mortalidade, refugos: é importante anotar a 
data e a hora que a ave veio a óbito assim como 
o peso dessa ave e idade. 
• Consumo de água; 
• Temperatura máxima e mínima; 
• Consumo de alimentos; 
• Peso vivo e idade do lote à medição; 
• Medicação fornecida – tipo, quantidade, data 
de administração e período de retirada; 
• Vacinação – data de administração, tipo e 
quantidade 
• Dados sobre recebimento de ração, gás, cama 
• Controle de visitantes 
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO 
• Pesagem dos lotes: importante dado a ser 
analisado para averiguar odesenvolvimento 
dos animais. 
– Semanalmente (uma amostra do lote): 7, 14, 
21, 28, 35 e 42 dias; 
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS 
Todas a variáveis apresentadas são impactadas pelo 
desempenho do frango e também pelos manejos 
adotados. 
• Peso corporal: 
– Ganho de peso 
– Ganho médio diário (GMD) 
• Consumo de ração: 
– Conversão alimentar (CA) 
– Índice de eficiência produtiva (IEP) 
• Mortalidade: 
– Viabilidade criatória: retirada das mortes e 
descartes. 
 
 
MANEJO PRÉ-ABATE (JEJUM) 
• Objetivo: evitar contaminação no abate por 
trato gastrointestinal repleto. 
– Eliminação de todo o conteúdo fecal 
• Alimentação é retirada aproximadamente 8h 
antes do abate (jejum sólido) 
• Água é estimulada que fique o maior tempo 
possível. 
MANEJO PRÉ-CARREGAMENTO 
• Levantar equipamentos; 
• Divisão do lote: evitar problemas de arranhão 
de carcaça 
• Conduzir aves com cuidado; 
• Colocar o mesmo nº de aves por caixa; 
• Cuidados com calor; 
• Diminuir a iluminação; 
CARREGAMENTO 
• Apanha: é necessária uma equipe treinada, 
geralmente feita por uma empresa terceirizada 
- A mais indicada é a feita pegando a ave pelas 
asas, uma por vez. Não é recomendada a 
apanha pelas patas 
 
TRANSPORTE ATÉ O ABATEDOURO 
• No máximo, o frango é transportado por 80km, 
o período de transporte pode ser contabilizado 
como tempo de jejum, ou seja, se a viagem 
durar cerca de 2h, dentro da granja será 
necessário apenas 6h sem oferta de alimento 
somando-se ao final 8h de jejum. 
• Busca-se realizar o transporte nas horas mais 
frescas do dia. 
 
ESPERA PARA ABATE 
• Cada vez mais humanizada, espera em local 
com sombreamento e em algumas vezes existe 
a presença de música, buscando sempre 
diminuir o estresse das aves. 
HEMATOMAS 
 
• Feito ranqueamento para bonificação ou 
penalidade do produtor integrado. 
• Indica a qualidade de manejo – identificação 
do momento em que o frango sofreu o 
ferimento/trauma. 
 
 
LIMPEZA DO AVIÁRIO 
Pós retirada do lote: 
• Cama reutilizar ou não: se não houver 
problemas sanitários e a cama ainda possuir 
qualidade deve-se reutiliza-la 
– Retirar pontos úmidos (Placões); 
– Queima das penas; 
– Revolvimento da cama 
–Adicionar alcalinizante : 0,5kg de Cal por m2, 
tornando o meio alcalino e fazendo com que a 
umidade migre para a superfície. A umidade 
pode ser removida por ventiladores ou 
exaustores. 
– Adicionar acidificante: utiliza-se uma 
cobertura de lona, assemelhando-se a uma 
silagem, com o intuito de prevenir/eliminar os 
cascudinhos. 
– Adicionar biológico 
– Enleiramento: afastar cama velha para os 
cantos e adicionar cama nova ao centro. 
• Retirada total da cama: vendida muitas vezes 
para adubação orgânica (70 R$/Tonelada) 
- Após a retirada total da cama deve ser feito a 
limpeza do galpão e se necessário é realizado 
um vazio sanitário. 
 
• Esterco de aves é muito valorizado na 
adubação orgânica devido aos altos teores de 
nitrogênio e fósforo. 
ÍNDICES ZOOTÉCNICOS – FRANGOS DE CORTE 
• Em pintinhos de até 7 dias a conversão 
alimentar cumulativa é menor que 1, isso 
justifica-se porque existem nas reservas 
vitelineas a grande nutrição do frango, o 
pintinho cresce por si mesmo e a alimentação 
é apenas um coadjuvante neste momento. Um 
pinto que possui uma conversão maior que 1 
até os 7 dias não é um bom pinto. 
 
ÍNDICE DE EFICIÊNCIA PRODUTIVA (IEP) 
• Fórmula : 
 
• Pode-se utilizar diferentes conversões 
alimentares para se calcular o IEP. 
• Quanto maior o IEP maior é a bonificação do 
produtor. 
• Um IEP a partir de 280 é considerado bom. 
• Exemplo - cálculo IEP 
-Aves alojadas: 15000 
-Mortalidade: 300 aves 
-Abate: 42 dias 
-Peso de abate: 2,750 Kg por frango 
-Ração fornecida: 74.250 Kg/ lote 
-Sobra de ração: 1.500 Kg/ lote 
 
 
 
 
 
-Outra forma de calcular a mortalidade e a 
viabilidade (D= descartes e M= mortes): 
 
AVALIAÇÃO DA UNIFORMIDADE EM LOTES DE 
FRANGOS DE CORTE TIPO GRILLER 
Objetivo: Avaliar os fatores que afetam na 
uniformidade dos lotes, e as medidas que devem ser 
tomadas a fim de minimizar o problema. 
• Principais problemas priorizados: 
-Qualidade da cama; 
-Aquecimento inicial; 
-Estímulo inicial; 
-Qualidade do ar; 
-Idade das matrizes. 
POEDEIRAS COMERCIAIS 
 
O produto final é o ovo, neste produto um aspecto 
muito analisado é a qualidade de casca. 
• Cage-Free: livre de gaiolas, dentro de um 
aviário ou não. Quando dentro do aviário 
possuem uma lotação de 7 aves por m2 
• Free-range: sistema de pastorei. Uma ave 
precisa de 5m2 (orgânico). 
SISTEMAS LIVRES DE GAIOLA 
• A ave possui liberdade para expressar seus 
comportamentos naturais. 
 
SISTEMAS CONVENCIONAL 
• Busca-se uma alta produtividade mas também 
a garantia da saúde animal 
• As aves possuem a garantia de bem estar 
nestes sistemas de produção 
• Possuem vantagens econômicas, sanitárias, 
ocorre uma possibilidade do aumento da 
densidade e um aumento na qualidade do ovo. 
 
• Sistema piramidal: aves defecando em fossos. 
Os picos de fezes das aves são um bom indicio 
de produção e também de manejo. 
• Sistema vertical: aves defecando em sistemas 
coletores. Mais modernos 
DESVANTAGENS DOS SISTEMAS: 
Sistema Livre de Gaiolas: 
• Mortalidade 
• Predação 
• Segurança Alimentar 
• Doenças: grande quantidade de verminoses. 
• Custos. 
Sistema convencional: 
• Impossibilidade de expressar os 
comportamentos naturais; 
• Depenomania: mania da ave de arrancar pena 
da companheira, sendo um precursor do 
canibalismo. Sendo que a debicagem é a 
melhor maneira de evitar. 
VANTAGENS DOS SISTEMAS: 
Sistema Livre de Gaiolas: 
• Bem-estar animal 
• Valor agregado 
Sistema Convencional: 
• Biosseguridade; 
• Rastreabilidade; 
• Menores riscos sanitários; 
• Maior produtividade 
FASES DE CRIAÇÃO 
 
• O animal criado em piso, ou seja, sobre uma 
cama, provavelmente será criado dessa forma 
durante todo o processo, enquanto que o 
destinado à gaiola provavelmente jamais 
pisará em uma cama aviária. 
• Bateria : pode ser climatizada ou estar em uma 
sala climatizada, cada andar possui uma 
bandeja com cerca de 100 pintinhos contendo 
comedores e nipple. São ao total 6 andares. A 
fase inicial é até 28 dias. 
• Gaiola de recria: aves tem um piso retilíneo e 
não tem coletador de ovos. Possuem 
comedouros e bebedouros, além de um local 
para coletar excretas. 16 aves por m2. 
- Utiliza-se gaiola porque além de se ter um 
maior controle sobre animal, pode-se 
aumentar consideravelmente a densidade de 
aves por m2. 
• Na fase de postura, quando criado no piso 
(cage-free), a ave possuirá um maior número 
de incidência de fraturas e de quebras de ovos 
no oviduto. 
• Gaiola de postura : a ave entra em produção 
em torno de 18-20 semanas. 
 
- 1m de comprimento X0,5m de largura 
- Divida em 3 celas, sendo que em cada cela é 
comportada 2 aves de ovos marrons, ou então 
em 4 celas, sendo que cada cela comportará 2 
aves de ovos brancos. 
FASE INICIAL 
• Período de 0 – 28 dias de idade ( 0 a 4 semanas) 
• Objetivo: Seguir uma curva de crescimento 
crescente contínua até 28 dias 
• Pontos importantes 
✓ Ração 
✓ Água 
✓ Densidade 
✓ Temperatura 
✓ Qualidade de ar 
• Debicagem: 7 a 10 dias de idade da ave 
- Evitar desperdício de ração; 
- Evitar as perdas de ovos por bicagem 
(ovofagia); 
- Evitar as incidências de canibalismos entre as 
aves (depenomania) 
- Melhora empenamento e reduz o estresse 
geral. 
- 2 a 3 dias antes e após a debicagem fornecer 
solução contendo eletrólitos e vitaminas (vit. 
K). 
- Utiliza-se apenas o indicador (separar os bicos 
e tracionar a língua) e o polegar (no occipital 
para contenção da cabeça) no processo de 
debicagem 
- é retirado 1/2 do bico de cima e 1/3 do bico 
de baixo. 
-Desvantagens da debicagem quando feita 
erroneamente :percepção de dor próxima à 
área debicada e comprometimento da 
habilidadeda ave se alimentar 
- Atenção à escolha, ajuste e manutenção de 
equipamentos (para corte e cauterização do 
bico). 
 
-Monitorar o consumo de água até que os 
bicos estejam cicatrizados. Se a primeira 
debicagem for efetuada adequadamente, a 
segunda debicagem pode ser evitada (10ª a 
12ª semanas de idade das aves). 
FASE DE RECRIA OU CRESCIMENTO 
• Período: 5ª a 17ª semanas de idade 
• Meta é a busca pelo peso ideal e atingir a idade 
ao primeiro ovo com reservas adequadas para 
suprir as necessidades do período de postura. 
• As linhagens modernas apresentam 
comportamento de peso na recria modificados 
em virtude do desenvolvimento da genética. 
• O desenvolvimento completo e adequado dos 
órgãos ocorre até 5 ou 6 semanas de idade. 
• 90% das dimensões da poedeira adulta são 
atingidas entre 12 e 14 semanas de idade. 
• Até o primeiro ovo, a ave se prepara buscando 
energia suficiente para suportar o início de 
produção; 
• Não é fácil estabelecer a composição corporal, 
em condições de campo; 
• As aves devem estar uniformes em peso e 
condição corporal. 
FASE DE PRÉ-POSTURA 
• Período: 17ª semanas ao ovo 
• 17ª semanas de idade 
-Ração Pré-postura 
• Transferência 
• Ração Postura ao primeiro ovo 
• Desenvolvimento reprodutivo: crista e ovário 
 
 
FASE DE POSTURA 
• Período: 5% de postura até descarte do lote 
• Qualidade de casca é afetada por fatores 
nutricionais e também pelo manejo. Exemplos 
de manejos de extrema importância para 
garantia de boa qualidade de casca: 
-Horário de alimentação: a alimentação das 
aves durante o período de produção deve ser 
a vontade. 
-Uniformidade do lote 
-Consumo de água 
-Produção de excrementos 
-Eliminação de excrementos 
-Transporte do ovo 
-Manejo de luz 
• O maior volume de produção de ovos é entre 
9h00 e 11h40. O maior número de coletas, 
quando manual, deve ser pela manhã ( pelo 
menos 7 coletas por dia). 
MATRIZES DE CORTE 
 
Utiliza-se um galpão “sombrite”, sendo um meio termo 
até o darkhouse. 
FASES DE CRIAÇÃO 
 
 
FASE INICIAL 
• Período de 0 – 28 dias de idade ( 0 a 4 semanas) 
• Objetivo: Seguir uma curva de crescimento 
crescente contínua até 28 dias 
• Pontos importantes 
✓ Ração 
✓ Água 
✓ Densidade 
✓ Temperatura 
✓ Qualidade de ar 
• É feita debicagem 
 
FASE DE RECRIA 
• Período de 29 a 147 dias - (5ª a 21ª semanas de 
idade) 
• Objetivos: 
✓ Promover o ganho de peso corporal 
crescente 
✓ Uniformidade de peso de corporal 
✓ Obter a conformação desejada 
✓ Atingir a maturidade sexual uniforme em 
todo o lote 
✓ Controlar o desenvolvimento para alcançar 
o máximo desempenho reprodutivo. 
• Evolução desejada: 
29 – 70 dias (5 – 10 semanas): 
✓ Crescimento para atingir o peso corporal 
apropriado, de acordo com a idade; 
✓ Manutenção de boa uniformidade; 
71 a 105 dias ( 10 – 15 semanas): 
✓ Sensível aos estímulos luminosos 
✓ Transição entre a fase de crescimento e a de 
reprodução 
106 – 147 dias ( 15 – 21 semanas): 
✓ Atingem a maturidades sexual 
 
UNIFORMIDADE 
• 1 SELEÇÃO – 28 DIAS 
Separar em 4 categorias 
(Pesadas/Médias/Leves/SuperLeves) 
Se o desenvolvimento estiver ruim pode-se 
adiantar e fazer a segregação antes dos 28 
dias. 
Ex: 
 
Em verde = peso médio - uniformes 
Abaixo de 360= leves 
Abaixo de 320= super leves 
Acima de 440 = pesadas 
• 2 SELEÇÃO - 6 SEMANAS 
Separar em 3 categorias 
(Pesadas/Médias/Leves) 
• 3 SELEÇÃO – 8 SEMANAS 
Separar em 2 categorias ou 1 quando já se 
atingiu a uniformidade. 
( Médias/ ? ) 
• Na média é oferecido exatamente a 
quantidade de ração que o manual manda, na 
leve é oferecido um pouco mais de ração e na 
pesada um pouco menos afim de que no final 
elas igualem seus pesos. 
PROGRAMAS DE ARRAÇOAMENTO 
Feitos na intenção de uniformizar o lote de animais. 
Ad libitum (a vontade)– até 15 dias 
Diário controlado ( o que o manual preconiza) – 15 – 21 
dias 
6 x 1 – 22 a 28 dias ( dos 7 dias da semana, 6 eu vou 
alimentar e 1 não- o total de alimento que seria 
oferecido segundo o manual em 7 dias será oferecido 
em 6) 
4 x 3 – 5 a 15 semanas 
5 x 2 – 16 a 19 semanas 
6 x 1 – 20 a 22 semanas 
Skip a day: alimenta um dia sim e um dia não. 
 
 
FASE DE PRÉ-POSTURA 
• Período: 22ª a 24ª semanas de idade 
• Será sempre trabalhado o diário controlado. 
• 20ª semanas de idade 
-Ração Pré-postura 
• 21ª a 22ª semanas de idade 
-Transferência 
-Ração Postura ao primeiro ovo 
FASE DE POSTURA 
• Período: 25ª até descarte do lote 
• Os machos são levados dois dias antes da 
fêmea: definição da hierarquia. 
- 1 macho para 12 fêmeas é melhor que um 
macho para 8 fêmeas, sendo que o ideal é um 
macho para 10 fêmeas. 
• O macho como em comedouros elevados e a 
fêmea em comedores do tipo calha, sendo que 
este possuiu divisórias que impedem o macho 
de ingerir o alimento da fêmea. 
MANEJO PRÉ-PICO 
• Objetivo: Trazer as fêmeas para a produção 
por estimulação de alimento e luminosidade 
• Pontos importantes 
-Mudar ração ao primeiro ovo 
-21 semanas primeira fotoestimulação 
 
 
 
Conforme ocorre aumento da produção ocorre 
aumento do incremento nutricional, quando a ave a 
para de responder diminui o incremento, neste caso o 
animal já atingiu o pico de produção e não responde 
mais aos incrementos (antes de diminuir mantém por 
duas semanas afim de confirmar). O melhor é se basear 
na massa de ovos, evitando a sobra de alimento e 
engorda das aves. 
MANEJO PÓS PICO 
• Objetivos: Maximizar a produção de ovos 
encubáveis, garantindo a persistência dos altos 
níveis de produção 
 
CULLING 
• Tem como objetivo retirar as aves 
improdutivas. 
• O primeiro ponto é olhar a crista e a barbela 
-Fora de produção: pequenas; pálidas; rugosas 
-Alta produção: avermelhadas; grandes. 
(relaciona-se com a maior produção de calor 
pela alta produtividade, necessitando de maior 
superfície de troca) 
• Observar o empenamento: quanto menor o 
empenamento maior será a produção, usa-se a 
energia para produção. 
• Observar a coloração de patas: 
-Mais amarelada= menor produção 
-Menos amarelada=maior produção pois o 
caroteno está indo para as gemas. 
• Fazer o teste de mobilidade dos ísquios 
- Há mobilidade= animal em produção 
- Não há mobilidade= animal saiu de produção 
• Medir a distância entre os ísquios e o esterno: 
quanto maior a distância maior é a produção 
da ave (oviduto “empurra” o esterno). 
- 4 dedos: animal em produção 
- 2 dedos: animal fora de produção. 
• Observar a cloaca: em produção é mais 
avermelhada, lubrificada e circular. 
MANEJO DE MACHOS 
• Animal em produção possui qualidade de 
penas inferior, cloaca circular, lubrificada e 
avermelhada. 
• Spinking: troca de machos no intuito de 
melhorar a produção devido ao aumento da 
fertilidade. 
 
 
 
 
 
LUMINOSIDADE ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL 
 
• As aves são mais fotoestimuladas que os 
humanos 
• A luz crescente no segundo semestre aumenta 
a produção de ovos, enquanto que quando 
ocorre uma luz decrescente no primeiro 
• 65 semanas-180 ovos-145 pintos 
• Pelo menos 7 coletas por dia (manuais) 
semestre do ano ocorre uma menor produção 
de ovos. 
• Até mesmo aves cegas produzem ovos, isso se 
justifica pela presença de fotorreceptores na 
glândula pineal e nas penas dorsais além de na 
retina. 
 
• A partir das 8 semanas, quando 
fotoestimulada, já é possível contabilizar o 
FSH. 
• Para aves que estão em galpões abertos: 
- Aves devem crescer com luz decrescente ou 
constante (evitar uma ação precoce do LH) 
- Aves devem produzir em luz crescente até 
constante (produção de FSH e principalmente 
LH) 
• O manejo de luz é feito para se buscar uma 
uniformidade nas aves. 
• As aves possuem dois ovários e dois ovidutos, 
sendo que normalmente apenas o esquerdo se 
desenvolve e fica funcional. 
• A ocitocina é considerada o hormônio de 
ovoposição. 
 
 
• Os ovários são muito irrigadose possuem o 
estigma, que é uma região de pouca ou 
nenhuma vascularização onde ocorrerá a ação 
do LH, rompendo o estigma e liberando o 
folículo. 
 
• Quando o lote estiver fora de estação deverá 
ser feito um programa de luz que forneça as 
condições adequadas de crescimento e 
também produção. 
OVOS ASPECTOS HORMONAIS, FORMAÇÃO, 
COSTITUINTES E LUMINOSIDADE 
• No ovário ocorre a formação da gema a partir 
de lipídeos, sendo considerada a parte 
nutricional do ovo, é recoberta por uma 
membrana vitelina. As demais estruturas serão 
formadas ao decorrer do oviduto. 
-Massa de pequenos folículos e tecido 
estromático 
-Hierarquia folicular: desenvolvimento em 
reprodução 
-Gonadotrofinas: estimulam esteroidogênese 
(estrógeno, testosterona, progesterona) nas 
paredes estromáticas e folicular e também 
desenvolvimento folicular 
-Ovulação: liberação do folículo F1 com 
ruptura do estigma 
-Formação do ovo: 24 –26 horas após 
ovulação. Ovulação ocorre 0,5 a 1 hora após a 
Oviposição anterior 
• No infundíbulo não ocorre secreções, sua 
principal função é a captação do folículo para o 
tubo, além de ser o local da fecundação. 
 
 
 
 
 
• No magno ocorre a formação da chalaza, que 
se trata da albumina em sua forma espiralada, 
sendo responsável pela centralização da gema 
no ovo. 
- Ocorre um banho de albumina liquida, 
seguido por um banho de albumina densa e 
novamente um banho de albumina liquida, 
sendo formado um sistema de amortecimento. 
• No istmo ocorre a formação das duas 
membranas (externa e interna). 
• No útero ocorre a deposição de carbonato de 
cálcio, principal componente da casca do ovo, 
sendo que o PTH é o principal responsável. 
- O cálcio é retirado da dieta e também dos 
ossos das aves. 
• Quando o ovo sai pela cloaca, revestido por 
uma cutícula (depositada na vagina) que 
protege os poros, ocorre o endurecimento da 
casca e formação da câmara de ar. 
• Aos 18 dias depois de posto o pintinho fura a 
câmara de ar e passa a realizar uma respiração 
pulmonar. 
 
• Tamanho do ovo e idade da fêmea 
 
• Ovo: 
 
• Formação do ovo – intervalos: 
 
Túbulos de armazenamento de esperma 
• Esperma é estocado nos túbulos da junção útero-
vaginal e infundíbulo, sendo liberado continuamente 
de maneira aleatória, associa-se o movimento do 
esperma com a liberação de LH. 
• Composição do ovo comercial: 
 
• Principais problemas no ovo comercial : 
- Postura interna 
-Ovulação dupla e tripla 
-Manchas de sangue 
-Partículas de tecido 
AÇÃO ESTROGÊNICA 
• Abertura dos ossos púbicos 
• Expressão das características sexuais 
• Desenvolvimento de cristas e barbelas 
• Síntese hepática de constituintes da gema 
• Desenvolvimento de ossos medulares 
FASE DE POSTURA 
QUALIDADE DE OVOS 
Medida através dos seguintes parâmetros : 
• Peso do ovo, casca, albúmen e da gema 
• Unidade Haugh 
 
• pH do albúmen 
• Resistência da membrana vitelina 
• Índice da gema 
• Coloração da gema 
• Concentração de carotenoides totais (β-
caroteno) na gema 
• Teor de Cantaxantina, Luteína, Zeaxantina e α-
tocoferol na gema 
• Oxidação Lipídica: Substâncias que reagem 
com o ácido tiobarbitúrico (TBARS) 
DESEMPENHO PRODUTIVO 
Medido através dos seguintes parâmetros: 
• Taxa de Postura 
 
• Consumo alimentar 
• Peso corporal 
• Peso dos ovos frescos ( 0 dias) 
• Conversão alimentar por dúzia e massa de ovos 
INCUBAÇÃO ARTIFICIAL 
MANEJO DE OVOS PARA INCUBAÇÃO 
NÚCLEO 
1- Coleta: pode ser feita de forma manual ou 
automática, sendo que a manual permite 
índices melhores e deve ser feita o maior 
número de vezes possível (5 de manhã e 2 de 
tarde). Para realizar a coleta deve-se lavar as 
mãos e coletar primeiro os ovos limpos e 
depois os ovos sujos. 
2- Pré-seleção: são retirados nessa etapa ovos 
com deposição anormal de bicarbonato, ovos 
deformados, ovos com trincas e ovos com 
rugosidades. 
3- Desinfecção (galpão): pode ser gasosa ou por 
aspersão. 
4- Transporte 
5- Seleção 
6- Desinfecção 
7- Armazenamento 
8- Transporte: Baú isotérmico, climatização e 
monitoramento 
 
• O ovo que passou a noite na cama (ovo gelado) 
deve ser descartado, já o ovo de cama fresco 
pode ser incubado, porém deve ser mantido 
separado dos outros. 
• A casca do ovo nunca está completamente 
estéril. No oviduto os ovos entram em contato 
com algumas bactérias, 300 a 500 bactérias 
estão presentes na casca no momento da 
postura e após a postura mais bactérias se 
alojam na superfície da casca, a todo instante 
o ovo entra em contato com novas bactérias. 
 
 
• A defesa natural dos ovos contra as bactérias: 
-Casca: 8000 poros – muitos são pequenos o 
suficiente para impedir a penetração 
bacteriana 
-Qualidade da casca 
-Cutícula: provavelmente a mais efetiva defesa 
-Membrana interna e externa da casca: 
impedem que as bactérias penetrem nas 
demais partes do ovo 
-pH alcalino do albúmen: mais uma barreira às 
bactérias 
• Cuidados e métodos de desinfecção dos ovos: 
-Incubar apenas os ovos limpos dos ninhos 
-Manter os ninhos limpos 
-Substituir os ninhos sujos 
-Material usado nos ninhos deve ser seco e 
macio: areia, casca de arroz, etc. 
-Fumigação 
-Ozonização 
-Aplicação manual ou automática de 
desinfetante spray 
-Imersão 
 
• Como as bactérias penetram na casca do ovo e 
membranas: 
-Diferença de temperatura 
-Condensação de água na superfície da casca 
INCUBATÓRIO 
1- Plataforma de recepção 
2- Desinfecção: Pode ser feita por diferentes 
métodos 
-Fumigação: FORMALINA (7g KMnO4 + 14 ml 
Formol (37%)/m3) é extremamente corrosivo 
sendo necessário o uso de EPI adequado, 
considerado fungicida e bactericida. 
-Aspersão: Amônia quaternária, Glutaraldeído, 
Peróxido de Hidrogênio, etc. 
-Imersão 
-Ozonização 
• Quando o ovo explode 
-Ovos sujos 
-Ovos de cama 
-Ovos “suados”(condensação d á́gua) 
-Ovos molhados 
-Desinfecção incorreta 
 
• Sala de armazenagem: 
- Posição: Ponta fina do ovo para baixo 
- Umidade relativa 
- Tempo: 7 dias (14 cuidados especiais) 
• Sala de pré-aquecimento: 
- Pré-incubação - Sala específica 
• Deve-se ter um cuidado durante todo o 
processo com os seguintes pontos: 
-Temperatura, 
-Umidade relativa, 
-Viragem 
-Fluxo de ar, 
-Teor de oxigênio 
-Teor de dióxido de carbono 
• Na incubação: 
- Posição: Ponta fina para baixo 
- Umidade relativa: 65% 
- Tempo: 18 dias 
- Temperatura Bulbo Seco: 37,2°C 
- Temperatura Bulbo Úmido: 30,2°C 
- Viragem: 1 hora 
• No nascedouro 
- Posição: Ovos deitados 
- Umidade relativa: 85% 
- Tempo: 3 dias 
- Temperatura Bulbo Seco: 36,7°C 
- Temperatura Bulbo Úmido: 32,2°C 
 
TIPOS DE INCUBADORA: 
• Estágio Único 
- Ovos introduzidos ao mesmo tempo (carga 
única), 
- Período de vazio permite a limpeza, higiene, 
desinfecção da máquina e práticas de 
manutenção. 
• Estágio Múltiplo 
- Ovos introduzidos em diferentes momentos 
(carga escalonada) 
- Ocupa-se espaços deixado pelos ovos 
transferidos aos nascedouros 
- Máquinas nunca são esvaziadas. 
• Diferentes estágios de incubação requerem 
condições ambientais específicas para se obter 
o melhor processo de incubação 
TEMPO DE INCUBAÇÃO 
• Efeito da idade do lote 
-Matrizes jovens – menor tempo para 
incubação pois os ovos são menores 
-Matrizes velhas – incubação mais longa (ovos 
maiores) 
• Efeito do tamanho do ovo 
-Quanto maior o tamanho do ovo, mais longa 
é a incubação. Para cada 2,5 gramas acima de 
50g do ovo, aumentar 30 minutos o tempo de 
incubação. 
• Efeito da estação do ano 
-Verão – menos tempo para incubação 
-Primavera/Outono – tempo médio 
-Inverno – incubação mais demorada 
• Efeito do tempo de armazenamento 
-Quanto maior o período de estocagem mais 
longa é a incubação. Para cada dia pós o 5° dia 
de armazenamento, aumentar 1 hora no 
tempo de incubação. 
NASCIMENTO ADIANTADO 
• Ovos pequenos 
• Influência do clima 
• Linhagem/Matriz 
•Alta temperatura de incubação 
• Baixa umidade de incubação 
 
 
 
 
NASCIMENTO TARDIO 
• Ovos muito grandes 
• Armazenamento prolongado 
• Matrizes velhas 
• Baixa temperatura de incubação 
• Alta umidade de incubação 
 
 
SINAIS PARA RETIRADA DOS PINTOS DO 
NASCEDOURO 
• Estão barulhentos 
• Ofegantes 
• Secos 
• Momento de retirar os pintos do nascedouro – 
5 a 10% estão com pescoço molhado 
MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NO 1° DIA 
• Período e condições de estocagem 
• Fumigação incorreta 
• Manuseio e transporte 
• Altas temperaturas 
• Matrizes muito jovens ou velhas 
• Genética 
• Doenças 
• Contaminação 
• Coleta dos ovos 
MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NA 1ª SEMANA 
• Período de estocagem e manuseio 
• Fumigação 
• Altas temperaturas 
• Matrizes velhas 
• Nutrição 
• Infertilidade 
• Contaminação 
• Pré-incubação 
• Ventilação e viragem 
MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NA 2ª SEMANA 
• Condições de incubação 
• Contaminação 
• Nutrição 
• Genética 
• Janela de oclusão: tempo entre o primeiro 
pintinho nascido e o último pintinho nascido. 
MORTALIDADE EMBRIONÁRIA NA 3ª SEMANA 
• Fumigação 
• Condições de incubação 
• Nutrição 
• Contaminação 
• Embrião mal posicionado 
• Qualidade da casca 
• Doença da matriz 
BICADO (NÃO NASCIDO) 
• Alta umidade na incubação 
• Alta temperatura no nascedouro 
• Viragem 
• Baixa temperatura de incubação 
• Ventilação 
PERDA DE ÁGUA DURANTE A INCUBAÇÃO 
• Ampla variação entre espécies, até 14% antes 
do pinto bicar a casca 
• Na incubação ,os pintos perdem de 0,55 a 
0,65% por dia 
• Mais 6% é perdida na bicada 
• O limite aceitável é de 0,5 a 0,7% por dia