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Sumário 
Capítulo 1 
- Conceitos básicos ------ 03 
- Citopatologia ------------ 03 
- Histopatologia ---------- 04 
- Imunoistoquímica ----- 05 
 
Capítulo 2 
- Lesões fundamentais - 05 
 . Mácula --------------------- 06 
 . Placa ----------------------- 06 
 . Pseudomembrana ------ 06 
 . Pápula --------------------- 06 
 . Nódulo --------------------- 06 
 . Tumor ---------------------- 06 
 . Vesícula -------------------- 07 
 . Bolha ----------------------- 07 
 . Erosão ---------------------- 07 
 . Úlcera ---------------------- 07 
 . Petéquia ------------------ 08 
 . Equimose ----------------- 08 
 . Sufusão -------------------- 08 
 . Hematoma --------------- 08 
 
Capítulo 3 
- Conceitos importantes 
para o diagnóstico ------ 08 
- Aspectos radiográficos 08 
- Aspectos clínicos ------- 09 
- Implantação da lesão na 
mucosa -------------------- 09 
- Consistência ------------ 09 
- Delimitação -------------- 10 
 
Capítulo 4 
- Variações da normalidade 
 . Grânulos de Fordyce ---- 10 
 . Leucoedema -------------- 10 
 . Língua fissurada --------- 10 
 . Língua geográfica -------- 11 
 . Língua pilosa -------------- 11 
 . Varicosidades -------------- 11 
 . Artéria de calibre 
persistente --------------------- 11 
 . Exostoses ------------------ 12 
 
Capítulo 5 
- Alterações de glândulas 
salivares --------------------- 12 
- Doenças não neoplásicas 
de glândula salivar ------- 12 
 . Mucocele ------------------ 13 
 . Rânula ---------------------- 14 
 . Sialoadenite aguda ------ 14 
 . Sialoadenite crônica ----- 15 
 . Xerostomia ---------------- 15 
- Doenças neoplásicas de 
glândula salivar ----------- 16 
 . Adenoma pleomórfico -- 16 
 . Carcinoma 
mucoepidermóide ----------- 17 
 . Carcinoma adenóide 
cístico --------------------------- 18 
 
Capítulo 6 
- Lesões pigmentadas da 
mucosa bucal ------------- 19 
 . Mácula melanótica ----- 20 
 . Melanose do fumante -- 20 
 . Melanoacantoma oral -- 20 
 . Nervo melanocítico ----- 20 
 . Nevo azul ------------------ 20 
 . Melanoma ----------------- 21 
 . Tatuagem p/ amálgama 21 
 . Pigmentação 
medicamentosa -------------- 21 
 . Pigmentação por metais 
pesados ------------------------ 22 
 . Língua pilosa ------------- 22 
 
Capítulo 7 
- Processo proliferativos 22 
 . Hiperplasia fibrosa ------ 22 
 . Hiperplasia fibrosa 
inflamatória ------------------- 22 
 . Granuloma piogênico -- 23 
 . Granuloma periférico de 
células gigantes ------------- 23 
 . Fibroma ossificante 
periférico ---------------------- 24 
 . Neuroma traumático --- 24 
 
Capítulo 8 
- Carcinoma de células 
escamosas ----------------- 25 
 . Carcinoma de lábio ----- 26 
 . Carcinoma orofaringe - 27 
 . Carcinoma de boca ----- 27 
- Estadiamento clínico: 
Sistema TNM -------------- 30 
 
Capítulo 9 
- Lesões cancerizáveis -- 32 
 . Leucoplasia --------------- 32 
 . Eritroplasia ---------------- 33 
 . Queilite actínica --------- 34 
 
Capítulo 10 
- Doenças autoimunes - 35 
 . Diagnóstico das doenças 
autoimunes ------------------- 35 
 . Líquen Plano ------------- 37 
 . Líquen Plano reticular -- 38 
 . Líquen Plano erosivo --- 38 
 . Líquen Plano em placa - 39 
 . Líquen Plano atrófico --- 39 
 . Líquen Plano papular -- 39 
 . Líquen Plano bolhoso -- 39 
 . Pênfigo vulgar ----------- 40 
 . Penfigóide ----------------- 41 
 . Eritema multiforme ---- 43 
 . Síndrome de Sjogren. – 44 
 . Xerostomia --------------- 44 
 
Capítulo 11 
- Principais doenças 
infecciosas da cavidade 
bucal ------------------------ 45 
 . Infecções bacterianas; 
 . Sífilis ------------------------ 45 
 . Gengivite ulcerativa 
necrosante -------------------- 48 
 . Periodontite ulcerativa 
necrosante -------------------- 49 
 . Actinomicose ------------ 49 
 . Infecções por 
protozoários 
 . Leishmaniose ------------ 50 
 . Infecções por vírus; 
 . Herpes vírus humano -- 50 
 . Papiloma vírus ----------- 54 
 . Coxsaquievírus Grupo A 55 
 . Infecções fúngicas; 
 . Candidíase ---------------- 56 
 . Paracoccidioidomicose 59 
 
Capítulo 12 
- Cistos ---------------------- 61 
 . Não odontogênicos ----- 62 
 . Odontogênicos ---------- 64 
 
Capítulo 13 
- Principais tumores 
odontogênicos da região 
maxilo-facial --------------- 71 
 . Tumores do epitélio 
odontogênico ---------------- 72 
 . Tumores odontogênicos 
mistos -------------------------- 75 
 . Tumores do 
ectomesênquima 
odontogênico ---------------- 76 
 
Capítulo 14 
- Lesões fibro-ósseas ---- 77 
 . Displasia cemento óssea 
78 
 . Displasia fibrosa --------- 79 
 . Fibroma ossificante 
central ------------------------- 80 
 
Referências -----------80
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Estomatologia 
 
Capítulo 1 
 
Conceitos Básicos 
 
► Estomatologia é o estudo do sistema 
estomatognático 
 
 
Responsável pela fala, respiração, sucção, 
mastigação, deglutição, fonação... 
 
“A estomatologia é a especialidade que tem 
como objetivo a prevenção, diagnóstico e 
tratamento de doenças da boca e 
estruturas anexas, manifestações bucais de 
doenças sistêmicas, bem como prevenção 
de doenças sistêmicas que possam 
interferir no tratamento odontológico. 
Diferentemente do que se pensa, o 
estomatologista, apesar de sua formação 
em odontologia, não trata apenas de 
dentes.” 
 
► Exames utilizados na estomatologia 
 
- Radiografia; 
- Ultrassonografia; 
- Ressonância magnética; 
- Tomografia computadorizada; 
- Exames laboratoriais de sangue, entre 
outros... 
 
► Principais métodos de estudo em 
patologia bucal 
 
Citopatologia ou Citologia Esfoliativa 
 
Cito (célula) + pathos (doença) 
+ logia (estudo) 
= 
Citopatologia (Estudo 
das células – para fins de 
diagnóstico – que estão 
na camada superficial 
do tecido). 
Procedimento: 
 
1 – A cytobrush (escovinha) é esfregada na 
mucosa do paciente, coletando as células 
superficiais que vão descamar (Deve-se 
esfregar a cytobrush várias vezes – cerca de 
8x - na área de exame, para coletar células 
superficiais suficientes); 
2 – Deve-se realizar a higienização das 
lâminas de vidro, pois elas não são 
autoclaváveis. Essa higienização deve ser 
realizada não somente para evitar a 
contaminação, mas também para retirar o 
óleo e resíduos provenientes das mãos (na 
maioria das vezes elas são manuseadas 
com as mãos sem luvas, tendo contato com 
a pele), pois a presença desses resíduos 
pode comprometer o resultado do exame. A 
higienização é realizada lavando a lâmina 
de vidro em água corrente e secando-a com 
gaze estéril; 
3 – Algumas lâminas possuem um lado 
fosco e áspero, deve-se identificar qual é 
esse lado para registrar as informações do 
paciente. Os registros devem ser feitos 
antes da realização do exame, para que haja 
organização; 
4 – Em seguida é realizado o esfregaço 
numa na lâmina de vidro que foi 
higienizada (A rotação da escova sobre a 
lâmina deve ser realizada uma única vez); 
5 – A lâmina deve ser colocada dentro de 
um recipiente contendo etanol 90%. 
6 – Após todos esses procedimentos, deve-
se vedar o recipiente e enviar para o 
laboratório juntamente com uma ficha 
contendo todas as informações do paciente 
e da instituição que realizou o exame. 
 
 
Obs: Esse processo deve 
ser realizado 3x para 
garantir a quantidade 
suficiente de células 
para a realização correta 
do exame. Disponível em: http://patoestomato 
Ufrgs.com.br/citopatologia/ 
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@thaistudandoodonto(Alteração de células) 
 
Principal causa: tabaco. 
- Tabaco + álcool: efeito sinérgico (risco 
aumentado). 
 
 
Curiosidade: Licopeno é uma substância que 
vem sendo estudada como um fator de redução 
de leucoplasias. 
 
 
- Acompanhamento do paciente, biópsias 
periódicas, diagnóstico precoce do 
carcinoma (se houver uma evolução da 
lesão cancerizável). 
 
 
- Para lesões potencialmente malignas 
sempre começamos realizando a biópsia 
incisional. 
 
 
Ao médico Cirurgião de Cabeça e 
Pescoço, 
 
 
 Encaminho paciente José da Silva, 
70 anos, para avaliação e conduta de 
lesão ulcerada na borda lateral de língua, 
lado direito, terço posterior. Paciente foi 
submetido à biópsia incisional, que 
revelou carcinoma de células escamosas. 
Paciente é tabagista e hipertenso. 
 
 
05 de abril de 2021. 
Assinatura e carimbo. 
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Aspectos clínicos da leucoplasia: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leucoplasia: fina e homogênea 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Leucoplasia 
 
Leucoplasia: espessa e heterogênea 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.jornalciencia.com/conheca-algumas-condicoes-
estranhas-que-podem-aparecer-na-lingua/leucoplasia-oral/ 
 
Leucoplasia: Eritroleucoplasia 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://statics-
submarino.b2w.io/sherlock/books/firstChapter/251433.pdf 
 
Leucoplasia: verrucosa proliferativa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://pt.slideshare.net/RuiMoreira32/leucoplasia-verrucosa 
 
Evolução da leucoplasia: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?scr 
ipt=sci_arttext&pid=S0034-72722017000100012&lng=pt&nrm=iso 
 
Eritroplasia 
 
Eritro = vermelha; 
 
- Placa vermelha que não pode ser 
diagnosticada clinicamente ou 
patologicamente como outra lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2015/03/leucoplasia-
eritroplasia-e-queilite.html 
 
- Diagnóstico realizado por meio da 
exclusão. 
 
Principal causa: tabaco. 
- Tabaco + álcool: efeito sinérgico (risco 
aumentado). 
 
Leucoplasia e eritroplasia: 
Delgada e 
homogênea 
Espessa e 
heterogênea 
Eritroleucoplasia 
(áreas brancas e 
vermelhas) 
Leucoplasia verrucosa 
proliferativa (subtipo de 
leucoplasia, relacionada à 
imunossupressão) 
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- Realizamos a 
biópsia incisional 
para investigar o 
grau de displasia 
epitelial; 
 
Área de biópsia: 
região com pior 
aparência clínica. 
 
Disponível em: https://statics-
submarino.b2w.io/sherlock/books/firstChapter/251433.pdf 
 
- Se houver displasia epitelial, remover 
(biópsia excisional). 
- Devemos sempre realizar o 
acompanhamento clínico do paciente 
(avaliar surgimento de novas lesões, 
biópsias periódicas); 
- Além disso, devemos orientar o paciente 
sobre o seu quadro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com 
/2015/03/leucoplasia-eritroplasia-e-queilite.html 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Queilite actínica 
 
Queilite = Inflamação nos lábios. 
 
- Acomete na maioria das vezes o lábio 
inferior; 
- Consequência da exposição crônica ao sol; 
- Adultos de pele clara que vivem em áreas 
ensolaradas; 
- É três vezes mais comum em homens do 
que em mulheres; 
- Perda do limite entre mucosa labial e pele; 
- Ressecamento, afinamento e fragilidade 
da pele do 
lábio, com 
áreas de 
descamação. 
 
Disponível em: 
https://www.scielo.br/sc
ielo.php? 
script=sci_arttext&pid=S
0365-
05962011000100008 
 
Diagnóstico: 
 
- Exame clínico; 
- Biópsia incisional. 
 
Tratamento: 
- Reduzir exposição do lábio ao sol; 
- Uso de protetores labiais; 
- Uso de boné ou chapéu com aba; 
- Hidratação labial; 
- Remoção cirúrgica em caso de displasia; 
- Acompanhamento clínico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatoweb.blogspot.com/2016/06/atividade-para-prova-com-gabarito.html 
 
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Capítulo 10 
 
Doenças autoimunes 
 
 
Alterações causadas pela produção 
imprópria de anticorpos pelo paciente. 
Autoanticorpos ► Constituintes do aparato 
molecular, causando dano. 
 
 
“A resposta imunológica de um indivíduo 
geneticamente predisposto a um patógeno 
do ambiente, em associação com defeitos 
nos mecanismos imunes, pode levar ao 
desenvolvimento de uma doença 
autoimune”. 
(Ermann e Fathman, 2001) 
 
► Diagnóstico das doenças autoimunes 
 
- Exame Anatomopatológico 
Para pacientes com doenças autoimunes, a 
biópsia será realizada para fins de 
diagnóstico. 
Tendo em vista esse fato, realizamos a 
biópsia incisional. 
 
Biópsia = Coleta de tecido para análise. 
 
Biópsia INcisional = Remoção de parte das 
lesões. 
 
Indicações: 
 
- Lesões com características de malignidade 
(câncer); 
- Lesões grandes (pois necessitam de um 
planejamento cirúrgico); 
- Lesões que podem ser tratadas com 
medicamentos (podemos fazer a biópsia 
incisional, pois é uma cirurgia menos 
invasiva que a biópsia excisional, necessária 
para dar o diagnóstico). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo Capítulo 21 – Livro: Cirurgia Oral e Maxilo facial 
contemporânea. 4ed. 
 
Obs: O ideal é tirar a quantidade suficiente 
para um resultado conclusivo 
(Profundidade e tecido suficiente). 
 
Exame macroscópico 
+ Exame microscópico 
 
Coloração por Hematoxilina e Eosina (HE) 
 
Imunohistoquímica 
 
Ocorrerá a remoção do fragmento ► 
Fixação ► Inclusão ► Coloração 
 
- Imunoflorescência 
A imunofluorescência é 
um valioso 
instrumento. 
- Consiste em um 
método laboratorial 
que requer profissionais 
técnicos experientes, e 
detecta imunocomplexos in situ e/ou 
circulantes, que podem estar envolvidos na 
patogênese de tais enfermidades. 
- As reações imunológicas que envolvem a 
ligação antígeno-anticorpo podem ser 
visualizadas ou quantificadas por meio de 
diferentes marcadores para o antígeno ou 
para o anticorpo. 
- A ligação antígeno-anticorpo vai liberar 
uma coloração. 
 
Existem 2 tipos de imunofluorescência: 
 
Direta: Detecta anticorpos que estão 
aderidos aos tecidos do paciente. A análise 
é feita diretamente no fragmento do tecido 
afetado. 
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Esse tipo de exame é considerado padrão 
ouro. 
É um exame ótimo para diagnosticar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://citolab.com.br/exames/if 
 
Indireta: Avalia a presença de anticorpos 
circulantes no sangue. É feito por meio de 
um exame de sangue. 
Como o sangue do paciente reflete todo o 
organismo, o resultado é menos específico. 
Porém, embora ele seja menos específico, é 
um exame mais fácil de ser realizado. 
Ele não é eficiente para fechar diagnóstico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Reacao-de-
Imunofluorescencia-Indireta-utilizando-se-antigeno-de-formas-promastigotas-
de_fig1_261949689 
 
Alguns exames pedidos que consistem na 
técnica indireta são: 
 
FAN (Fator Anti-nuclear) 
- Normalmente nosso corpo reage a 
“invasões” produzindo um número de 
anticorpos; 
- Estes anticorpos são gerados pelo sistema 
imunológico que tem como função a 
proteção. 
- Pessoas que possuem doenças 
autoimunes acabam produzindo anticorpos 
contra os próprios tecidos, células e 
proteínas do corpo. 
- O resultado é a produção dos 
autoanticorpos, anticorpos contra o próprio 
corpo. 
- O FAN é considerado um autoanticorpo e 
vai atacar a região do núcleo celular, 
afetando a produção de proteínas de alguns 
pacientes com doença autoimune. 
- O FAN não é específico,ou seja, não 
conseguimos fechar diagnóstico. 
 
ATENÇÃO 
 
- Muitas pessoas sadias podem ser 
portadoras de FAN em baixos valores (como 
em caso de alergias), sem que sejam 
gerados quaisquer sintomas ou problemas 
de saúde. 
- FAN positivo não é indicador de doença. 
- Sempre que houver suspeita da doença 
autoimune, o exame é indicado. 
 
Resultados: 
- FAN não-reativo: Indica a ausência de 
autoanticorpos. 
- FAN positivo: é necessário avaliar os 
sintomas do paciente e, com isto, iniciar 
uma busca mais específica. 
 
O exame anti-nuclear é, portanto, o início de 
uma investigação para doença autoimune, 
sendo que ele sozinho não é capaz de 
certificar nenhum diagnóstico. 
Devemos associar o FAN com o quadro 
clínico do paciente. 
As doenças mais associadas com o fator 
anti-nuclear positivo são as doenças 
autoimunes sistêmicas. 
 
Anti SSA/SSB 
 
Anti-SSa/Ro: 
- Anticorpo presente em cerca de 70% dos 
pacientes com síndrome de Sjogren 
primária. 
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- Síndrome de Sjogren associada a artrite 
reumatóide está presente em 40% dos 
casos. 
- Presente em 30% dos casos de pacientes 
com Lúpus Eritematoso Sistêmico. 
 
Anti-SSb/La: 
- O anti-La geralmente acompanha o anti-
Ro. A presença de ambos no Lúpus 
Eritematoso Sistêmico é geralmente 
associada a uma doença mais leve do que 
quando o Ro está presente isoladamente. 
- O SSb/La ocorre em mais da metade dos 
pacientes com Sjogren e no Lúpus 
Eritematoso Sistêmico em 15%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Exames complementares 
 
Sinal de Nikolsky 
A pele fica avermelhada, acumula-se um 
fluído debaixo da pele e a mesma sai com 
facilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.sanarmed.com/a-importancia-da-pesquisa-do-sinal-
de-nikolsky-colunistas 
 
O exame não fecha diagnóstico. Consiste 
em esfregar uma região da pele próxima à 
lesão para verificar se 
haverá formação de 
bolha. É o sinal de 
Pênfigo Vulgar. 
Geralmente não 
realizamos esse exame, 
pois ele não fecha 
diagnóstico e provoca 
dor no paciente. 
 
Ultrassonografia 
- A ultrassonografia é uma técnica de 
reprodução simples, não invasiva, com baixa 
resolução de imagens. 
- Apresenta indicação para avaliar lesões 
volumosas superficiais e determinar a 
natureza sólida ou cística da patologia 
glandular. 
- Indicada principalmente no exame inicial 
em diagnóstico da Síndrome de Sjogren 
(doença caracterizada por boca seca e olho 
seco). 
- Apresenta alta especificidade na detecção 
de degeneração adiposa das glândulas 
parótidas com a vantagem sobre as outras 
técnicas em não requerer uso de contrastes. 
- O exame de ultrassonografia revela 
alterações obstrutivas nos ductos salivares 
que impedem a função fisiológica das 
glândulas afetadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.saudebemestar.pt/pt/exame 
/imagiologia/ecografia-glandulas-salivares/ 
 
► Doenças autoimunes / Doenças 
imunologicamente mediadas 
 
- Líquen Plano 
Doença dermatológica relativamente 
comum que afeta a cavidade bucal. 
 
- Lesões de pele semelhantes aos líquens 
das rochas. 
Requisição de Exames 
 
Nome: João da Silva 
Idade: 29 anos 
Quadro clínico: Paciente apresenta lesão 
em boca sugestiva de doença 
autoimune. 
Material a examinar: Sangue 
Solicito: 
- FAN; 
- Anti-SSa/SSb; 
- Hemograma completo; 
- Glicemia; 
- Vitamina B12. 
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- Doença mucocutânea inflamatória crônica 
que acomete epitélio. 
- Acomete pele, mucosas, couro cabeludo e 
unhas. 
- Acomete mais mulheres do que homens 
(3 mulheres: 2 homens). 
- Acomete 0,1% a 2,2% da população. 
- Pode estar associada à Hepatite C. 
- Desde 1978 a Organização Mundial da 
Saúde (OMS) considera o líquen plano como 
uma doença cancerizável. 
- Devemos acompanhar o paciente. 
 
O líquen plano é caracterizado por uma 
resposta inflamatória mediada pelos 
linfócitos T. Há o reconhecimento pela 
apresentação de antígenos. Ocorre a 
ativação linfocitária e a secreção de 
citocinas inflamatórias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://dreduardomartins.med.br/2017/11/23/liquen-plano/ 
 
Lesões cutâneas: 1% da população 
 
- Aspecto de lesões em alvo; 
- Lesões que coçam muito; 
- Pápulas pruriginosas; 
- Geralmente acomete superfícies flexoras; 
- Estrias de Wickham. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://francamentecesar.com.br/liquen-plano/ 
Classificação Clínica do Líquen Plano Bucal 
(LPB) 
 
 
 
 
 
 
As formas mais comuns são: 
 
Líquen Plano Reticular: 
- Lesões que se entrelaçam, formando 
redes; 
- Forma mais comum (clássica); 
- Padrão de linhas brancas que se 
entrelaçam (Estrias de Wickham); 
- Geralmente possui padrão simétrico 
(apresenta a lesão bilateral); 
- Geralmente acomete mucosa jugal 
bilateral, borda lateral e dorso de língua, 
soalho, gengiva, palato; 
- Não estáticas, mudam de lugar/aspecto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com 
/2014/12/liquen-plano.html 
 
Líquen Plano Erosivo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ 
arttext&pid=S0365-05962010000500010 
 
- Segunda forma clínica mais prevalente; 
- Lesões sintomáticas; 
- Áreas eritematosas atróficas com 
ulceração central; 
Assintomáticas: 
- Reticular; 
- Em placa; 
- Papular. 
Sintomáticas: 
- Erosivo; 
- Atrófico; 
- Bolhoso. 
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@thaistudandoodonto 
- As lesões de Líquen podem estar 
associadas (mais de um tipo), porém iremos 
classificar pela lesão mais grave; 
- Pode estar associada a gengivite 
descamativa generalizada. 
 
As outras formas de líquen não são tão 
comuns: 
 
Líquen plano em placa: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Liquen-plano-en-placa-en-
la-lengua-La-imagen-clinica-es-similar-a-una-leucoplasia-El_fig3_28215141 
 
Líquen plano atrófico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sc 
i_arttext&pid=S0365-05962010000200004 
 
Líquen plano papular: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/abd/v86n4/en_v86n4a02.pdf 
 
Líquen plano bolhoso (forma clínica mais 
rara): 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.clinicadavilla.com.br/artigos-cientificos/liquen-plano-
bolhoso-oral-relato-de-caso-clinico/ 
Transformação maligna do Líquen Plano 
(Rara) 
 
- Literatura: Pacientes com líquen plano 
bucal apresentam risco aumentado de 
desenvolver câncer de boca; 
- 0,5 a 2,9%: Transformação em carcinoma 
de células escamosas (CCE); 
- Líquen Plano Bucal erosivo: Possui a maior 
taxa de malignização. 
 
Diagnóstico: 
 
- Quando possível: diagnóstico clínico 
(lesões estriadas, bilaterais); 
- Padrão ouro: Imunofluorescência direta; 
- Mais utilizado: Clínico + Histopatológico 
(Biópsia incisional). 
 
Tratamento: 
 
Tratamos os pacientes que apresentam dor 
(lesões sintomáticas) 
- Lesões sintomáticas: Corticóides tópicos / 
Corticosteróides (anti-inflamatórios 
imunossupressores); 
- Propionato de Clobetasol – 0,05% - 0,1% 
(Bocheco – Deve mandar manipular esse 
medicamento); 
- Se o paciente não melhorar, podemos 
começar o tratamento via oral. 
- Lesão potencialmente maligna requer 
acompanhamento periódico. 
- Em lesões mais brandas, o tratamento 
poderá ser por meio do corticóide tópico (o 
paciente irá realizar bochechos enquanto 
estiver com sintomas). 
 
1ª escolha de tratamento: 
 
- Propionato de Clobetasol / 0,05% - 300mL 
Bochechar 05mL (01 colher de sopa) 4x ao 
dia. 
- ATENÇÃO: Não engolir. 
- Se não houver melhora, utilizar o 
medicamento mais forte (0,1%). 
- Obs: Medicamento deve ser manipulado. 
 
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40 
 
 
@thaistudandoodonto2ª escolha de tratamento: 
 
- Prednisolona / 3mg/Ml – 3 frascos 
(Disponível pelo SUS). 
- Bochechar 4x ao dia durante 7 dias. 
- ATENÇÃO: Não engolir. 
- É um xarope muito utilizado para 
tratamento de bronquite infantil. Embora 
seja xarope, para o tratamento de líquen 
não é necessário engolir. 
 
3ª escolha de tratamento: 
 
- Dexametasona elixir / 0,1mg/mL 
- Melhora mais demorada e não possui no 
SUS. 
 
- Pênfigo Vulgar 
Existe uma proteína que se chama 
desmossomo, que liga o tecido epitelial ao 
tecido conjuntivo. Essa proteína vai sofrer 
uma cavitação. Com isso, o epitélio e o 
conjuntivo irão “descolar”, formando como 
se fosse uma bolha. 
 
- Doença caracterizada por uma alteração 
nos desmossomos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alteração nos desmossomos 
 
 
Fenda intraepitelial 
 
- Acomete 5 a cada 1000000 de pessoas; 
- O primeiro sinal da doença geralmente é a 
lesão bucal. 
- A bolha que se forma está dentro do 
epitélio e recebe o nome de fenda 
intraepitelial. 
- É uma doença rara. 
 
Características clínicas 
 
- Diagnóstico geralmente ocorre por volta 
dos 50 anos; 
- Predisposição associada aos judeus; 
- Lesões bucais erosivas e ulcerações 
superficiais; 
- Lesão fundamental: Vesícula ou bolha; 
- Geralmente quando o paciente chega no 
consultório, já encontramos úlceras, pois é 
as bolhas/vesículas já se encontram 
estouradas (elas se rompem muito 
facilmente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-da-
pele/doen%C3%A7as-que-provocam-bolhas/p%C3%AAnfigo-vulgar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-da-
pele/doen%C3%A7as-que-provocam-bolhas/p%C3%AAnfigo-vulgar 
 
Para as lesões em pele, podemos realizar o 
Sinal de Nikolsky para constatar se existe ou 
não pênfigo vulgar. Porém, esse teste causa 
dor no paciente, e por isso, não é 
recomendada a sua realização na rotina 
clínica. Existem outros exames que poderão 
auxiliar no diagnóstico. 
O sinal de Nikolsky consiste em pressionar 
(esfregar) um local próximo à lesão para 
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@thaistudandoodonto 
observar se haverá ou não a formação de 
bolha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: 
https://ssl.adam.com/content.aspx?productId=125&pid=70&gid=17280&site=bestd
octors.adam.com&login=BEST4545 
 
- Nem todos os pacientes apresentam lesão 
de pele. 
 
Diagnóstico do Pênfigo Vulgar 
 
- Biópsia Incisional; 
- Cirurgia para fins de diagnóstico; 
- Geralmente realizamos a biópsia incisional 
perilesional, pois assim conseguiremos 
enxergar a área entre tecido epitelial e 
conjuntivo (a bolha se encontra nessa 
região – Bolha intraepitelial). 
- Biópsia perilesional: Mais utilizada, pois 
conseguimos identificar a bolha 
intraepitelial 
- Imunofluorescência direta: Padrão ouro, 
porém não é tão acessível. 
 
Aspectos 
Histopatológicos 
do Pênfigo 
Vulgar 
 
Bolha intraepitelial 
Disponível em: 
http://estomatologiaonlinepb.bl
ogspot.com 
/2014/05/penfigo-vulgar.html 
 
 
 
Tratamento do Pênfigo Vulgar 
 
- Imunossupressores (corticóides); 
- Medicamentos Tópicos: Lesões mais 
brandas (bochecho – mesmo tratamento do 
líquen plano); 
- Medicamentos Sistêmicos: Lesões severas; 
Utilizamos primeiramente medicamentos 
por via oral, porém devemos tomar muito 
cuidado pois esses medicamentos 
diminuem a eficiência do sistema imune). 
A dose da manhã é mais alta que a dose da 
noite, pois há alterações no sono do 
paciente. 
- Efeitos colaterais: Imunossupressão; 
- Mortalidade: 5% a 10%. 
- Enquanto o paciente estiver com lesão, 
realizamos o tratamento. Se o uso tópico 
não for suficiente, passamos para o 
medicamento sistêmico. 
Se o tratamento não apresentar resultados 
satisfatórios, devemos encaminhar para que 
o médico avalie melhor a situação do 
paciente. 
 
Exemplo de tratamento: 
 
- Prednisona – 5mg (20 comprimidos) 
Tomar 3 comprimidos pela manhã e 1 
comprimido a noite durante 5 dias. 
- Dose diária – 20 mg/dia. 
 
- Penfigóide 
 
Consiste em uma alteração nos 
hemidesmossomos (Proteínas que ligam o 
tecido conjuntivo ao tecido epitelial, se 
encontram na lâmina basal). Quando ocorre 
o penfigóide, o tecido epitelial se 
“desprende” do tecido conjuntivo. É uma 
doença bolhosa autoimune em que os 
autoanticorpos são direcionados contra os 
componentes da membrana basal. 
 
Alteração nos hemidesmossomos ----> 
Fenda sub-epitelial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Características clínicas 
 
- Geralmente acomete pacientes adultos, 50 
a 60 anos; 
- Acomete principalmente mulheres; 
- Acomete principalmente mucosa jugal, 
conjuntiva, esofágica e vaginal; 
- Lesão fundamental: vesículas ou bolhas 
que podem ser detectadas; 
- Áreas ulceradas extensas dolorosas (mais 
profundas que no pênfigo vulgar). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://secure.unisagrado.edu.br/static/biblioteca/s 
alusvita/salusvita_v28_n2_2009_art_09.pdf 
 
Características clínicas: Bolhas tensas na 
pele normal que se rompem formando 
crosta. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-
pt/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/doen%C3%A7as-
bolhosas/penfigoide-bolhoso 
 
As bolhas geralmente não se rompem, 
acabam secando e cicatrizando. 
 
Mucosa bucal: Bolhas que se rompem 
formando ulcerações rasas ou extensas. 
Mesmo a bolha sendo mais grossa, ela 
tende a se romper pela ação mecânica da 
boca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://dermatopatologia.com/doenca/penfigoide-cicatricical/ 
Característica Clínica 
 
- Gengivite descamativa (Líquen plano 
também possui essa característica, então 
ele é um diagnóstico diferencial do 
penfigóide). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complicação significativa: Lesões oculares 
O penfigóide cicatricial geralmente 
acontece quando há lesões oculares. Pois 
ele causa uma cicatrização do tecido, 
levando a uma fibrose. 
 
 
 
 
Disponível em: 
https://www.sciencedirect.com
/science/article/abs/pii/S07554
98210004331 
 
 
 
 
Todas as mucosas são acometidas pela 
doença, e quando a conjuntiva começa o 
seu processo de cicatrização, há formação 
de cicatriz com o globo ocular. O paciente 
pode perder a movimentação e até mesmo 
a visão. 
Essas cicatrizes se chamam simbléfaros e o 
tratamento será realizado por um 
oftalmologista. 
 
Casos 
mais 
graves: 
 
Disponível em: 
https://www.sc
ielo.br/scielo.p
hp?script=sci_
arttext&pid=S0
365-
059620110002
00023 
 
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@thaistudandoodonto 
Obs: A mortalidade do penfigóide 
geralmente está relacionada à infecção 
secundária. 
 
Diagnóstico 
 
- Biópsia incisional (perilesional): Mais 
utilizada; 
Conseguimos observar a divisão entre o 
tecido epitelial 
e o tecido 
conjuntivo (há 
uma separação 
total entre eles. 
 
Disponível em: 
https://www.pucminas.br/odo
ntologia/Documents/ 
DOC_DSC_NOME_ARQUI200
70530170836.pdf 
 
 
Realizamos a biópsia perilesional, pois se 
fizéssemos na região da lesão, 
conseguiríamos observar apenas tecido 
conjuntivo com membrana 
fibrinopurulenta. 
 
- Imunofluorescência direta: Padrão ouro, 
porém menos acessível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://dermatopatologia.com/doenca/penfigoide-bolhoso/ 
 
- Imunofluorescência indireta (FAN): Pode 
dar positivo. 
 
Tratamento 
 
- Imunossupressores (corticóides); 
- Nos casos de penfigóide é difícil realizar o 
tratamento apenas com bochecho. Sendo 
assim, na maioria das vezes o tratamento já 
é iniciado com medicamentos sistêmicos e 
até mesmo medicamento endovenoso, se 
houver necessidade. 
- Mortalidade: 20%. 
 
- Eritema Multiforme 
Considerado a forma bucal da Síndrome de 
Stevens Johnson. 
- Aspecto clínico muito parecido com o 
pênfigo vulgar e o penfigóide; 
- Condiçãomucocutânea bolhosa e 
ulcerativa; 
- Devemos tomar muito cuidado na 
anamnese, pois no eritema multiforme não 
realizamos biópsia; 
- Aparecimento súbito; 
- Etiopatogenia indefinida; 
- Em 50% dos casos houve infecção 
precedente ou exposição a drogas 
(antibióticos ou analgésico); 
- Sintomas: Febre, mal estar, cefaléia, dor de 
garganta (quadro sistêmico). 
 
Formas clínicas do Eritema Multiforme 
 
 
 
 
 
 
 
A forma leve significa que é restrita à 
cavidade bucal, porém mesmo sendo 
classificada como leve, ela pode ser 
agressiva. 
 
Eritema multiforme maior: Síndrome de 
Stevens Jonhson (Não é um paciente 
odontológico, devemos encaminhar parao 
médico). 
 
Lesões de pele “em alvo” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.mymedfarma.com/pt/galeria-da-saude/11-lesoes-
cutaneas-erupcoes-pustulas-descamacao-e-placas/226-eritema-multiforme 
Leve 
 
Ulcerações na 
mucosa bucal 
Severa 
 
Ulcerações e 
descamação 
em pele e 
mucosas 
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Ulcerações 
 
Obs: No palato mole sempre há lesões. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2016/10/eritema-
multiforme.html 
 
Diagnóstico 
 
- Clínico (Análise de história pregressa e 
anamnese detalhada); 
- Não há necessidade de biópsia. 
 
Tratamento 
 
- Corticoesteróides; 
- Suspensão da droga suspeita; 
- Laserterapia (contribui para uma maior 
rapidez na cicatrização). 
 
- Síndrome de Sjogren / “Síndrome Sicca” 
Caracterizado por xerostomia (boca seca) + 
xeroftalmia (olho seco). 
- Diagnosticada mais em mulheres; 
- Acomete cerca de 3% da população; 
- Pacientes portadores de artrite 
reumatóide: 15% portadores de Sjogren. 
 
Xeroftalmia 
 
- Ceratoconjuntivite sicca: Síndrome do olho 
seco, também conhecida como 
ceratoconjuntivite sicca ou síndrome da 
disfunção lacrimal. Caracteriza-se pela 
diminuição na produção ou aumento na 
evaporação das lágrimas, que provoca 
desconforto, distúrbios visuais e 
instabilidade do filme lacrimal. 
Quando o portador dessa doença pisca, 
ocorrem arranhaduras na córnea. 
O tratamento é realizado pelo 
oftalmologista. 
 
Disponível em: 
https://www.msdmanuals.c
om/pt/casa/dist%C3%BArbi
os-
oftalmol%C3%B3gicos/doen
%C3%A7as-da-
c%C3%B3rnea/ceratoconjun
tivite-seca 
Xerostomia 
 
- Boca seca, hipossalivação. Mucosa fica 
com um aspecto “brilhante”, seco. Os lábios 
também apresentam aspecto seco. 
Queilite Angular: Comissura labial 
ressecada. 
O paciente também apresenta atrofia de 
papilas, aspecto de “língua careca”. 
Além disso, ele também apresenta muita 
sensibilidade no dorso da língua (eritema). 
 
Solicitação de exames 
 
- Nome 
- Material a examinar: Sangue 
- Solicito: FAN, ANTI Ssa/SSb (se der positivo, 
eu penso em Síndrome de Sjogren) 
- Hemograma, vitamina D, vitamina do 
complexo B, ácido fólico, ferro e ferritina 
(deficiência desses nutrientes pode causar 
ardência bucal) e glicemia. 
 
Diagnóstico 
 
- Exames de sangue (FAN, ANTI Ssa/SSb) + 
biópsia de glândula salivar menor (realizada 
no lábio inferior). Na lâmina serão 
observados os agregados de linfócitos. 
 
Se FAN for negativo: pensa-se na 
possibilidade de Síndrome da ardência 
bucal. 
Se os exames de sangue apontarem 
positivo, realizamos a biópsia. 
Se o paciente já for portador da Artrite 
Reumatóide, seus exames já são positivos. 
 
Tratamento 
 
- Encaminhar paciente para reumatologista 
e oftalmologista. Os cirurgiões dentistas 
geralmente auxiliam no tratamento 
paliativo, como por exemplo, receitando o 
uso da saliva artificial para melhorar a 
sensação de boca seca. 
 
 
 
 
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Capítulo 11 
 
 
Principais doenças infecciosas 
da cavidade bucal 
 
 Infecções Bacterianas 
 
- Sífilis; 
- GUN (Gengivite Ulcerativa Necrosante); 
- PUN (Periodontite Ulcerativa Necrosante); 
- Actinomicose. 
 
► Sífilis 
 
- IST (Infecção sexualmente transmissível); 
- Causada pelo Treponema pallidum 
(bactéria); 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://biologydictionary.net/treponema-pallidum/ 
 
- Formas de contágio: sexual (horizontal) ou 
materno-fetal (vertical). 
- A sífilis transmitida via sexual possui 3 
fases (estágios): 
 
Sífilis primária: Ocorre poucas semanas 
depois do primeiro contágio. A lesão 
principal na sífilis primária é chamada de 
cancro (ulceração isolada da pele ou 
mucosas que constitui o estágio inicial de 
várias doenças infecciosas, em geral 
sexualmente transmissíveis). Normalmente 
as lesões da fase primária apresentam-se na 
região genital. 
Geralmente os exames acusam negativo, 
porém o paciente nesse estágio tem um 
alto poder de transmitir a doença. 
 
Latência: A lesão regride e melhora. Com 
isso, o paciente passa por uma fase de 
latência e fica algumas semanas sem 
manifestações da doença. 
 
Sífilis secundária: Quando há o retorno das 
manifestações da doença. Podemos 
observar nessa fase lesões mucocutâneas 
(placas mucosas – lesões na cavidade oral). 
O exame desse paciente já indica positivo 
para sífilis e também transmite a doença. 
O estágio secundário da sífilis é o que mais 
apresenta lesões na cavidade oral. 
Apresenta sintomas como febre, lesões na 
pele, cansaço, prostração, linfonodomegalia. 
 A fase secundária pode-se repetir várias 
vezes no quadro do paciente, até tornar-se 
sífilis terciária. Ou seja, o paciente pode 
apresentar melhora, retornar ao estado 
secundário, e assim sucessivamente até a 
progressão da doença para a fase terciária. 
 
Latência: A lesão regride e melhora. Com 
isso, o paciente passa por uma fase de 
latência e fica algumas semanas sem 
manifestações da doença. 
 
Sifílis terciária: Nesse estágio, o paciente não 
transmite mais a doença. O exame ainda 
acusa positivo e é um estágio mais grave a 
avançado da doença. É conhecida também 
como neurossífilis, pois atinge o Sistema 
Nervoso Central. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Disponível em: https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/sifilis-volta-ser-
epidemia-no-brasil-doenca-ganha-dia-nacional-de-combate-21949038.html 
 
► Sífilis primária 
 
Cancro duro: Lesão indolor (ou com 
sintomatologia bem leve), única, erosada ou 
ulcerada, com bordas duras em rampa, 
fundos limpos, avermelhados, com discreta 
serosidade, altamente contagiosa. 
- Lesão bem localizada. 
- Geralmente na região genital. 
Na sífilis primária, o paciente apresenta 
apenas a lesão cancro duro. Não manifesta 
sintomas como febre, cansaço, dor no 
corpo, dor de cabeça... A bactéria está 
localizada apenas na região que ela entrou. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/11803530/ 
 
Na grande maioria das vezes o exame 
apresenta resultado negativo, pois é um 
exame de sangue e nesse estágio a bactéria 
ainda não atingiu a corrente sanguínea. 
Por esses fatores, o diagnóstico da sífilis 
primária é difícil de ser realizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com 
O cancro duro não tratado, involui de 1 a 2 
meses, chegando ao estado de latência 
(nesse período o paciente raramente infecta 
outras pessoas). 
 
- Exames sorológicos: nem sempre 
positivos, porém o paciente pode 
contaminar outros. 
 
► Sífilis secundária 
 
- Disseminação da bactéria pelo corpo; 
- Sintomas sistêmicos (febre, dor de 
garganta, mal estar, perda de peso e dor 
musculoesquelética, rouquidão, 
linfonodomegalia); 
- Erupções cutâneas máculopapulosas 
castanho-avermelhadas – roséolas sifilíticas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.hnscpm.org.br/blog/casos-de-sifilis-estao-crescendo-
em-para-de-minas-saiba-o-que-e-e-como-se-prevenir 
 
- Ulcerações mucosas = placasmucosas 
indolores. 
- Lesões em formato de “C” / Caracol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.dst.uff.br/revista18-3-2006/SIFILIS%20SEC 
UNDARIA%20DIAGNOSTICO%20A%20PARTIR%20DAS%20LOSOES%20ORAIS.pdf 
 
- Geralmente apresentam alopécia 
localizada. 
- O estágio secundário da sífilis é o que mais 
apresenta lesões na cavidade oral. 
- As lesões são contagiosas e a reação 
sorológica é positiva. 
- Costuma ter uma duração maior que a 
sífilis primária (3 semanas – 5 semanas em 
média). 
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- O ciclo secundário da sífilis pode ser 
repetido várias vezes até evoluir para a sífilis 
terciária. 
- Resolução espontânea em semanas ou 
meses ---> Latência. 
 
► Sifílis terciária 
 
Nesse estágio, o paciente não transmite 
mais a doença. Ela acomete o sistema 
nervoso central (neurossífilis). Pode 
provocar cegueira, demência... 
 
Lesões: Gomas (pele, mucosa, ossos e 
outros): 
- Lesões nodulares ou ulceradas e 
endurecidas; 
- Grande destruição tecidual; 
- Acomete principalmente palato e/ou 
língua. 
 
Goma: Massa nodular, firme, destrutiva. Na 
boca ocorre em língua e palato. Não-
infectante. 
 
- O teste sorológico apresenta resultado 
positivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: Estomatologia online 2015 
 
- 30% a 40% de pacientes não tratados 
previamente, apresentam em alguns ou 
vários anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Sífilis Congênita 
 
- Doença não transmissível. 
- Malformação dos ossos, deficiências 
cognitivas, pode desenvolver surdez e/ou 
cegueira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Dentes anteriores com formato de chave 
de fenda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.slideshare.net/rodrigom 
ontalverne1/sfilis-congnita-rodrigo-montalverne 
 
- Molares com formato de amora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/LET 
%c3%8dCIA%20RIBEIRO%20PAVANI.pdf 
 
Caracterizada pela Tríade de Hutchinson – 
Abrange os 3 aspectos patognomônicos 
(sinais próprios e característicos da doença) 
da sífilis congênita, que são: 
- Dentes de Hutchinson (incisivos com 
formato de chave de fenda e molares com 
formato de amora); 
- Ceratite ocular intersticial; 
- Surdez. 
 
A sífilis congênita não faz parte do ciclo de 
transmissão sexual. 
O organismo se espalhou 
para vários órgãos 
causando lesões ou gomas 
Cérebro 
Fígado 
Coração 
Osso
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► Diagnóstico da Sífilis: 
 
- Testes sorológicos VDRL (alta sensibilidade 
e baixa especificidade, portanto, pode dar 
falso positivo). Pode detectar anticorpos 
que não são próprios da sífilis. 
Cicatriz imunológica: O paciente que já teve 
sífilis não terá o VDRL igual a zero. Ou seja, o 
paciente pode acusar VDRL positivo, porém 
a doença não está ativa. 
- Resultados, como por exemplo: 1:4, 1:8, 1:16, 
1:24, 1:32 (números múltiplos de 4, não 
necessariamente esses valores) – Indicam 
que o resultado do exame tem a 
possibilidade de indicar positivo por causa 
da cicatriz imunológica). 
- Resultados altos, como 1:364: A contagem 
está muito alta, a doença está ativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://telelab.aids.gov.br/moodle/pluginfile.php/22193/m 
od_resource/content/1/S%C3%ADfilis%20%20Manual%20Aula%202.pdf 
 
- FTA-ABS: Muito específico, porém pouco 
sensível. Há chances de dar um falso 
negativo. O FTA-ABS só será positivo 
quando o paciente realmente tem a doença 
ativa. 
 
São exames complementares. 
- Sempre pedir exame de HIV (protocolo do 
Ministério da Saúde). 
- Doença de notificação compulsória: A 
notificação compulsória é feita na situação 
em que a norma legal obriga aos 
profissionais de saúde e pessoas da 
comunidade a comunicar a autoridade 
sanitária a ocorrência de doença ou agravo 
que estão sob vigilância epidemiológica 
(Ministério da Saúde). 
 
► Tratamento da Sífilis: 
 
- Penicilinas (Benzetacil/antibiótico– 1ª 
escolha) – Cada injeção tem 1200000Ui/Ml, 1 
Dose = 2400000Ui/mL. 
2 injeções = 1 dose (para cada fase da sífilis). 
O paciente toma 2 injeções de uma vez, 
uma em cada nádega. 
Deve haver o acompanhamento do 
paciente (repete os exames após 1 mês). 
 
- Doxiciclina (2ª escolha – Pacientes 
alérgicos) – 30 dias, 1 comprimido/dia. 
Deve haver o acompanhamento do 
paciente (repete os exames após 1 mês). 
 
► GUN (Gengivite Ulcerativa Necrosante) 
 
- Antigamente era conhecida como GUNA 
(Gengivite Ulcerativa Necrosante Aguda), 
“Infecção de Vincent” e boca de trincheira. 
- Ocorre uma necrose das papilas; 
- Ocorre em adultos jovens de 18 à 30 anos; 
- Varia de 1% à 6,9% em toda a população 
mundial; 
- Alta ocorrência em pacientes HIV+ (pois 
eles são imunossuprimidos). 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.tuasaude.com/gengivite/ 
 
► Fatores etiológicos: 
 
- Bactérias; 
- Fatores psicossomáticos; 
- Má higiene oral; 
- Fumo; 
- Dieta inadequada; 
- Estados sistêmicos. 
 
► Aspectos da doença: 
 
- Necrose marginal e eritema linear; 
- Halitose acentuada; 
- Manifestação brusca; 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ident.com.br/joseumberto/caso-clinico/12559-
gengivite-ulcerativa-necrosante-relato-de-caso 
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- Hemorragia espontânea; 
- Dor; 
- Salivação aumentada; 
- Gosto metálico (devido ao sangramento 
espontâneo + pus); 
- Febre; 
- Sensação de cunha entre os dentes; 
- Linfadenite regional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/dist%C3% 
BArbios-odontol%C3%B3gicos/dist%C3%BArbios-periodontais/gengivite 
ulcerativa-necrosante-aguda-guna 
 
► Riscos 
 
Quando o paciente não realiza o tratamento 
da GUN, ele tem um alto risco de 
desenvolver periodontite necrosante (perda 
óssea). 
► Diagnóstico 
 
- Clínico. 
 
► Tratamento 
 
- Antiboticoterapia (Amoxilina + 
Metronidazol) e higienização. 
- Podemos indicar o bochecho também 
(Clorexidina). 
 
► Terapia da Gengivite e periodontite 
necrosante associada ao HIV 
 
- Baseada no controle de placa; 
- Maior atenção ao controle da dor e à 
possibilidade de necrose óssea e sequestro. 
 
Fase aguda: 
- Paciente deve ser visto a cada 2 ou 3 dias; 
- Metronidazol – 250gm – 4x ao dia (por 4 a 5 
dias – menor incidência de superinfecção 
por Candida do que uso de tetraciclina). 
- Debridamento dos tecidos necróticos e 
remoção de sequestros. 
- Irrigação com iodopovidine a 10% com 
seringa ---> redução de dor e sangramento. 
- Aplicação desta solução pelo paciente em 
casa. 
 
► Actinomicose 
 
- Actinomyces israelii; 
- Bactérias anaeróbias gram-positivas, 
filamentosas; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Actinomyces_israelii 
 
- São componentes da flora oral: amigdalas, 
placa dental, tártaro, dentina cariada, sulco 
gengival; 
- Não é micose. 
- É uma doença que pode ser confundida 
com abscesso odontogênico. 
- Infiltra tecidos bucais de pacientes 
saudáveis após algum trauma, e dissemina 
para os planos faciais (abscesso na região 
do rosto). 
- Pode apresentar mais de uma fístula; 
- Infecção aguda com progressão rápida; 
Pode progredir para: 
- Infecção crônica com disseminação lenta e 
formação de fibrose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/ 
2015/07/actinomicose.html 
 
- Múltiplas fístulas; 
- Dor mínima; 
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- Liberação de grânulos sulfúricos. 
 
► Histopatologia 
 
- Faixa fibrosa periférica envolvendo zona 
com tecido de granulação, circundando 
coleções de neutrófilos e colônias de 
microrganismos. 
- Os microrganismos da colônia formam um 
padrão de roseta radiada.Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4355693/cour 
se/section/2085885/ACTINOMICOSE%20VPS422%202018%20%281%29.pdf 
 
► Diagnóstico e tratamento 
 
- Cultura com antibiograma; 
- Biópsia da fístula; 
- Antibioticoterapia: Penicilina por um 
período prolongado (10 dias e 
acompanhamento do paciente, para que 
haja uma nova prescrição, se for necessário). 
 
Infecções por protozoários 
 
► Leishmaniose 
 
- Agente etiológico: Leishmania brasiliensis 
(causa leishmaniose mucocutânea). 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://fpslivroaberto.blogspot.com/2 
009/12/parasitas-leishmania-spp-e-leishmaniose.html 
 
- Vetor: Mosquito Flebotomíneos (fêmea). 
- Há perda do septo nasal (destruição da 
cartilagem). 
 
► Diagnóstico 
 
- Reação cutânea de Montenegro (teste 
reativo para leishmaniose), biópsia 
incisional, exames laboratoriais e PCR 
(Reação em cadeia da polimerase). 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/con 
teudos/biblioteca/2512/2_forma_cutanea.htm 
 
 
► Tratamento 
 
- Glucantime e Anfotericina (principais). 
 
Infecções por vírus 
 
- Herpes vírus humano; 
- Papiloma vírus; 
- Coxsaquievírus Grupo A. 
 
► Herpes Vírus Humano (HHV) 
 
- HHV1 / HSV1 – Vírus Herpes Simples; 
- HHV2 / HSV2; 
- HHV3 / VZV – Varicela-zoster vírus; 
- HHV4/EBV – Epstein-bahr vírus; 
- HHV5/CMV – Citomegalovírus; 
- HHV6; 
- HHV7; 
- HHV8 (Alterações bucais associadas ao 
vírus da imunodeficiência humana – HIV – e 
síndrome da imunodeficiência adquirida – 
AIDS). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://aia1317.fandom.com/pt-br/wiki/Herpesv%C3 
%ADrus_humanos_%E2%80%93_HSV-1_e_HSV-2 
 
- De acordo com a OMS, 90% da população 
mundial é infectada por algum herpes vírus. 
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Doenças causadas pelo herpes vírus: 
- Herpes; 
- Varicela (catapora); 
- Herpes Zoster; 
- Mononucleose infecciosa. 
 
► Herpes Vírus Simples (HSV) 
 
HSV1: Relacionado a lesões orofaciais; 
HSV2: Relacionado a lesões genitais. 
 
A localização das lesões não 
necessariamente indica o tipo de vírus. 
 
Características clínicas: 
 
- Infecção: 
 
1º Contato ----> Manifestações (80% não 
tem) ----> Vírus, através do nervo, progride 
para o gânglio -----> Latência. 
HSV1: Herpes Vírus Simples 1 
 
Infecção primária ----> Latência ----> Herpes 
recorrente 
 
Gengivoestomatite herpética: Primeiro 
contato com o vírus, geralmente ocorre na 
primeira infância. Só ocorre uma vez na 
vida. O paciente apresenta: 
- Linfonodomegalia; 
- Febre alta; 
- Perda de apetite; 
- Lesões ulceradas + gengivite generalizada. 
 
Obs: Pode ser diferenciada de uma de afta 
pelo fato de que afta não acomete mucosa 
ceratinizada (gengiva inserida, palato duro). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://infomedica.fandom.com/pt-br/wiki/Herpes_Simples 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
 
- Antipiréticos (controle de febre); 
- Hidratação; 
- Repouso. 
 
Evitar contágio de outras pessoas. 
 
- Uso de antiviral (redução de lesões após 
uso). O ideal é começar a utilizá-lo na fase 
prodrômica (Fase que antecede os 
sintomas). 
- Pomada, creme, solução, cápsulas... 
- Em caso de dor: anti-inflamatório ou 
anestésico. 
- Alertar paciente quanto ao risco de 
inoculação. 
 
Diagnóstico: 
 
- Clínico. 
- Confirmação laboratorial: 
 . Cultura tecidual do líquido vesicular; 
 . Teste usando anticorpos para HSV; 
 . Teste sorológico para HSV; 
 . Biópsia de tecido; 
 . Esfregaço citológico; 
 . Técnica de PCR seguida de eletroforese. 
 
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- Nem todas as pessoas manifestam a 
gengivoestomatite herpética. Em alguns 
casos o paciente fica em estado de latência 
permanentemente. 
 
Latência: Período de tempo indeterminado 
na qual o vírus fica incubado e o paciente 
não manifesta a doença. 
 
Herpes recorrente: Manifestação secundária 
da doença. Pode ocorrer várias vezes. 
Surge com imunidade baixa, nervosismo, 
ansiedade... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.delanomaia.com.br/del/artigo/a-herpes-labial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://herpeslabial.pt/o-que-e-o-herpes-labial/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível: 
https://blog.skin. 
pt/2015/07/02/tip 
120-como-preven 
ir-o-herpes-labial/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.diariodecanoas.com.br/cotidiano/viver_com_sau 
de/2019/11/27/herpes-labial-pode-se-manifestar 
 
A herpes pode se manifestar em outros 
locais, como palato, gengiva inserida, 
dedos... 
 
Tratamento: 
 
- Aciclovir tópico (período prodrômico); 
- Laserterapia (auxilia na dor e cicatrização, 
depende do laser utilizado). 
 
Evitar contágio de outras pessoas. 
 
- Quando o paciente apresenta herpes, não 
devemos realizar procedimento 
odontológico para evitar a contaminação de 
outros locais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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► HHV3 / VZV – Vírus Varicela-Zóster 
(Catapora) 
 
Espera-se apenas uma ocorrência de cada 
manifestação. 
 
Catapora: Acomete crianças; 
Herpes-Zóster: Acomete idosos. 
 
- Na maioria dos casos é assintomática; 
- Transmissão se dá pelo contato direto com 
lesões ativas ou, mais comum, por 
disseminação de gotículas no ar. 
- Geralmente o vírus fica latente o resto da 
vida. 
 
Infecção primária ----> Reativação do vírus --
--> Infecção secundária / Herpes Zóster ---> 
Latência 
 
Varicela: Catapora (sintomática e 
transmissível). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://cultura.culturamix.com/curiosidades/a-varicela 
 
1º contato – Latência 2 a 3 semanas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://smsdc-cmsmasaogoto.blogspot.com/ 
2013/10/varicela-catapora-tire-suas-duvidas.html 
- Febre baixa; 
- Anorexia; 
- Mal estar (1 a 2 dias antes da erupção 
cutânea); 
- Na fase prodrômica o paciente já pode 
transmitir a doença; 
- Acomete troncos e face, outras áreas do 
corpo, mucosa da orofaringe e vagina. 
 
 
Tratamento: 
 
- Antipiréticos (Sem AAS - aspirina) e 
banhos mornos com loções para aliviar 
prurido. 
 
Infecção secundária / Herpes Zóster 
 
Proliferação do vírus no trajeto de um nervo. 
Lesão dolorosa. 
 
Fase prodrômica: 
1 a 4 dias; 
- Dor, febre, mal 
estar, cefaléia, 
parestesia. 
 
Fase aguda: 3 a 10 
dias; 
- Vesículas com 
base eritematosa; 
- Vesículas 
pustulam e 
ulceram. 
 
Fase crônica: Mais de 3 meses da 1ª erupção; 
- Neuralgia pós herpética; 
- Queimação pulsátil, contínua, com 
prurido; 
- Maioria regride com 1 ano. 
 
Acomete principalmente pacientes com 
quadro associado à imunossupressão: 
- Pacientes idosos; 
- HIV+; 
- Em tratamento de câncer. 
 
Diagnóstico: 
 
Clínico: Febre, dor generalizada e prurido. 
- História da exposição; 
- Tipo e distribuição das lesões; 
- Idade do paciente. 
Disponível em: 
https://noticias.r7.com/saude/herpes-
zoster-e-mais-comum-em-idosos-
devido-a-queda-da-imunidade-11072019 
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Laboratorial: 
- Esfregaço citopatológico; 
- Cultura viral; 
- Hibridização; 
- PCR. 
 
Tratamento: 
 
Catapora Herpes Zóster 
Antivirais Antivirais 
Antibióticos (Somente 
em situações de 
infecção) 
Caso de febre, 
antipiréticos 
Caso de febre, 
antipiréticos 
Lesões cutâneas 
secas e limpas 
(diminui infecção 
secundária) 
Vacina 
Em casos de 
neuralgia: 
analgésicos, 
narcóticos, 
antidepressivos, 
anticonvulsivantes, 
estimulação nervosa, 
anestésicos tópicos. 
 
► Mononucleose infecciosa (HHV4 / EBV) 
 
- Causada pelo Vírus Epstein-Barr (EBV ou 
HHV-4); 
- 95% dos adultos no mundo são 
soropositivopara anticorpos EBV; 
- Latente; 
- Transmissão se dá pelo contato íntimo, e 
uma vez infectada, o vírus permanece no 
hospedeiro a vida toda. 
 
Crianças: Chupando dedo, brinquedos. 
Geralmente assintomático. 
 
Adultos: “Doença do beijo” / Mononucleose. 
Comumente sintomático. 
 
 
Pode ser confundida com amigdalite 
bacteriana. 
 
- Cerca de 40 dias de incubação (para o 
início da manifestação dos sintomas). 
Porém, durante esse período, o paciente já 
transmite a doença. 
 
1º Contato ----> Manifestações (2 a 7 
semanas depois da exposição) ---> Latência 
 
Manifestações: Mal estar, anorexia, calafrios; 
- 1 a 2 semanas. 
- Febre; 
- Dor de garganta; 
- Dor de cabeça; 
- Mal estar; 
- Fadiga; 
- Tonsilofaringite e linfadenopatia; 
- Edema periorbitário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.directorioodontologico.info/2017/05/medicina-oral-
saiba-como-tratar-doenca.html 
 
- Aumento de volume amigdaliano e 
presença de petéquias. 
Diagnóstico: 
 
Clínico + Confirmação Laboratorial (Exame 
de sangue – Leucograma alterado). 
 
Tratamento: 
 
- Regride de 4 a 6 semanas; 
- Anti-inflamatórios e antipiréticos para 
reduzir as manifestações. 
 
► Papiloma Vírus humanos (HPV) 
 
- Produzem um amplo espectro de lesões 
benignas e malignas em pele e mucosas; 
- Infecta células basais do epitélio; 
- Transmissão por contato pessoal (trauma 
local ou ato sexual). 
 
► Verruga cutânea / Verruga vulgar / 
Papiloma escamoso. 
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Disponível em: https://www.tuasaude.com/hpv-na-boca/ 
 
- Lesões benignas; 
- 2 a 10mm; 
- Região posterior, chamamos de papiloma 
escamoso (orofaringe, palato mole...); 
- Quando está localizada na região anterior, 
chamamos de verruga vulgar; 
- Bem demarcadas; 
- Superfície ceratótica. 
 
Diagnóstico: 
 
Clínico + Avaliação histopatológica (Biópsia 
excisional). 
 
- PCR: Identificação do DNA viral. 
 
Tratamento: 
 
- Remoção cirúrgica; 
- Destruição química (Laser / Crioterapia); 
- Remoção espontânea. 
 
► Condiloma acuminado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.facebook.com/camaragibeagora/ 
photos/pcb.3044190152356613/3044190065689955/ 
 
- É uma IST (Infecção sexualmente 
transmissível); 
- Forte indicativo de abuso sexual infantil. 
- São comumente encontradas na região 
anogenital; 
- Acometem boca a partir de práticas 
sexuais; 
- Acomete geralmente região anterior; 
- Geralmente apresenta múltiplas lesões; 
- Pápulas/nódulos hiperceratóticas 
exofíticas. 
 
Diagnóstico: 
 
- Clínico + Avaliação histopatológica 
(Biópsia). 
 
PCR – Identificação do DNA viral. 
 
Tratamento: 
 
- Remoção cirúrgica; 
- Destruição química (Laser / Crioterapia); 
- Remoção espontânea. 
 
► Coxsaquievírus Grupo A. 
 
- Vírus de RNA, enterovírus; 
- Caracterizado por dor de garganta, tosse 
ou coriza; 
- Traqueobronquite ou pneumonia; 
- Infecção é a partir de ingestão de 
alimentos contaminados, gotículas 
respiratórias e contato direto com 
secreções. 
 
► Herpangina 
- Mácula, pápula, 
vesículas e 
úlceras (7 a 10 
dias); 
- Acomete palato 
mole; 
- Febre súbita (2 a 
4 dias); 
- Vômito, mialgia 
e dor de cabeça 
(não persistem 
até o final); 
- Dor de garganta 
e durante 
deglutição (até 
mais de 1 semana). 
 
Diagnóstico: 
 
- Clínico; 
 
- Laboratorial: PCR, coleta de fezes e exame 
de sangue. 
Disponível em: http://mommyslife 
.com.br/herpangina- 
a-virose-que-a-isabella-teve-nos-eua/ 
 
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Tratamento: 
 
- É uma doença autolimitante (cessa 
sozinha); 
- Geralmente, sem complicações; 
- Baseado em alívio dos sintomas; 
- Antipirético; 
- Anestésico local. 
 
Infecções fúngicas 
 
Qualquer pessoa pode ser acometida por 
uma doença fúngica, porém elas são 
doenças oportunistas e geralmente 
acometem indivíduos com o sistema imune 
já enfraquecido. Por esse motivo, os 
principais grupos de pessoas acometidas 
por doenças fúngicas são: 
- Pessoas com imunossupressão; 
- Pacientes transplantados (principalmente 
medula); 
- Pacientes hospitalizados; 
- Pacientes oncológicos; 
- Pacientes HIV+; 
- Recém nascidos / Extremos de idade; 
- Pacientes com uso de antibióticos (os 
antibióticos podem alterar a microbiota 
bucal, possibilitando a proliferação de 
fungos, mesmo que temporária). 
 
Doenças fúngicas de interesse 
odontológico: 
 
- Candidíase; 
- Paracoccidioidomicose; 
- Histoplasmose 
- Blastomicose; 
- Coccidioidomicose; 
- Criptocose; 
- Zigomicose; 
- Aspergilose. 
 
A candidíase e a paracoccidioidomicose são 
doenças que possuem a cavidade bucal 
como sítio primário. A cavidade oral é muito 
acometida. 
Já as outras doenças costumam acometer o 
corpo inteiro e podem apresentar lesões em 
boca também. 
 
Iremos detalhar as principais doenças de 
interesse odontológico: 
 
- Candidíase 
- Paracoccidioidomicose 
► Candidíase 
 
- Candida albicans (30% - 50% da população 
possuem o fungo habitando na microbiota 
oral). Existem vários tipos de Candida: C. 
tropicalis, C. kruser, C. parapsilosis, C. 
guilliermondii. 
- A Candida albicans é um fungo dimórfico: 
Duas formas de apresentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na cavidade bucal em uma situação 
normal, a Candida albicans apresenta-se no 
formato de levedura. Em uma situação de 
imunossupressão, a levedura se transforma 
em hifa. 
 
- A candidíase é a infecção fúngica oral mais 
comum em humanos; 
- Apresenta-se em diversas formas clínicas; 
- O uso de medicamentos da maneira 
incorreta pode ocasionar uma resistência à 
cepa Candida; 
 - Estado imunológico do paciente 
influencia na manifestação clínica da 
Candida; 
- Ambiente da mucosa bucal: pacientes que 
utilizam próteses antigas e não higienizam 
podem apresentar Candida apenas na 
região onde a prótese se encaixa; 
- A infecção pode variar de leve (maioria dos 
pacientes) a formas graves e disseminadas 
(pacientes imunossuprimidos). 
 
Predisponentes 
sistêmicos 
Predisponentes 
locais 
Extremos de idade 
Uso de próteses 
removíveis 
Antibioticoterapia 
prolongada 
Perda dimensão 
vertical 
Corticóides 
sistêmicos 
Antibioticoterapia 
local / 
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Predisposição à 
alteração da 
microbiota bucal 
Alterações 
hormonais 
Má higienização 
Defeitos imunitários 
Higiene excessiva 
(utilização de 
escovas duras, 
bochecho 
excessivo, 
machucando a 
gengiva...) 
 Língua fissurada 
 Corticóides tópicos 
 
 
Avaliamos primeiro os fatores 
predisponentes locais. O principal fator é o 
uso e má higienização de prótese removível, 
principalmente antiga. 
 
Perda de dimensão vertical: 
 
A perda de 
dimensão 
vertical pode 
ocasionar um 
acúmulo de 
saliva na 
comissura labial. 
A saliva faz parte 
da microbiota 
bucal e faz com 
que aquele 
ambiente (comissura labial) se torne úmido, 
quente e com substrato. Esse ambiente é 
ideal para a proliferação fúngica. 
 
Após a avaliação dos fatores predisponentes 
locais, avaliamos os fatores predisponentes 
sistêmicos. A cândida pode ser uma doença 
secundária, ou seja, houve a sua 
manifestação em decorrência de um fator 
sistêmico. 
 
Tipos clínicos 
 
- Pseudomembranosa; 
- Eritematosa: 
 . Atrófica aguda; 
 . Glossite romboidal mediana; 
 . Multifocal crônica; 
 . Queilite angular; 
 . Estomatite protética. 
- Hiperplásica; 
- Mucocutânea. 
 
Candidíase Pseudomembranosa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://estomatologialmeida.wordpress.com 
/2015/06/01/estomatologia/ 
 
- Forma clássica da doença; 
- Conhecida como “sapinho”; 
- Caracteriza-se por pseudomembranas 
brancas e destacáveis, associado à sensação 
de queimação e/ou gosto desagradável; 
- Comum em crianças (principalmente 
recém nascidos)e adultos com alterações 
imunológicas (é um forte indicativo de 
alteração do sistema imune). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.isaude.com.br/noticias/detalhe/noticia/conheca-
algumas-manifestacoes-de-infeccoes-fungicas-na-cavidade-oral/ 
 
- Devemos pedir exame sorológico para 
pacientes adultos que apresentam 
candidíase e não apresentam doenças 
sistêmicas conhecidas. 
 
Candidíase Eritematosa 
 
- Mais comum do que a 
pseudomembranosa; 
 . Negligenciada clinicamente. 
- Diversas formas clínicas; 
- Caracterizada por áreas vermelhas. O 
componente branco é pouco relevante. 
Disponível em: https://www.implart.com.br/ 
alteracoes-na-dimensao-vertical/ 
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Atrófica aguda / Glossite atrófica aguda 
- Principal causa: administração de 
antibióticos de forma prolongada; 
 . Pacientes com xerostomia. 
- Causa sensação de queimação 
acompanhada de perda das papilas 
filiformes da 
superfície 
dorsal da 
língua; 
- Aspecto de 
língua “c 
areca” ou boca 
ferida por 
antibióticos. 
 
 
Disponível em: https://medsimples.com/cgi-sys/suspendedpage.cgi 
 
Glossite Romboidal Mediana 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://m.pozemedicale.org/Portugal/ 
Doenca-dental/Glossite-romboide-mediana-fotos.html 
 
- Origem de desenvolvimento: falha nos 
processos laterais da língua; 
- Área eritematosa bem demarcada, 
localizada posteriormente na linha média 
da superfície dorsal da língua, com perda 
das papilas filiformes; 
- Assintomática. 
 
Muitas vezes há a lesão beijada: Região do 
palato também apresenta uma área bem 
demarcada por uma lesão de Candida (na 
região onde a língua encosta). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://oldfiles.bjorl.org/conteudo/acervo/acervo.asp?id=3965 
Multifocal crônica 
 
- Glossite romboidal mediana + outros sítios 
de lesões por Candida. 
 
Ex: Glossite romboidal mediana + Lesão 
beijada; 
Glossite romboidal mediana + Candida na 
comissura labial. 
 
Queilite angular 
- Envolvimento do ângulo da boca, com 
eritema, descamação e fissuração; 
- Geralmente o paciente teve a perda dos 
dentes e por isso houve diminuição da 
dimensão vertical; 
- Pessoas com dimensão vertical de oclusão 
reduzida levam ao acúmulo de saliva no 
local; 
- Devemos orientar o paciente a não passar 
a língua no local, para evitar mais 
contaminação; 
- C. albicans e Staphylococcus aureus, C. 
albicans, S. aureus (bactérias). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/images/estomatologia 
/lesoesfundamentais/pibe/1Macula-ou-Mancha/6Candidoseeritematosa.pdf 
 
Estomatite protética / Candidíase atrófica 
crônica 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/images/estomatologia 
/lesoesfundamentais/pibe/1Macula-ou-Mancha/6Candidoseeritematosa.pdf 
 
- Presença de lesões vermelhas em íntimo 
contato com uma prótese removível; 
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 . Uso contínuo com remoção para 
limpeza protética. 
- Presença de lesão eritematosa em 
variáveis níveis de eritema, acompanhada 
ou não de petéquias. 
- Lesão em íntimo contato com prótese 
removível; 
- Raramente é sintomática. 
 
Diagnóstico da Candidíase 
 
- Clínico + Identificação do fungo (quando 
há dúvida) / Citopatologia esfoliativa. 
Tratamento da Candidíase 
 
- Antifúngico + Remoção / Redução de 
fatores predisponentes. 
 
Antifúngico: 
 
O medicamento deve estar em contato 
com a mucosa infectada. 
 
 1ª escolha: Nistatina; 
- Solução ou 
pastilha; 
- 4 – 6x por dia 
durante 10 – 14 dias 
(tratamento 
completo). 
 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fULOb9Lva80 
 
Se o paciente engolir no momento do 
bochecho, não há problema, pois a 
Nistatina não é absorvida pelo trato 
gastrointestinal. Porém, por ser muito doce, 
para pacientes diabéticos é 
desaconselhável engolir no momento do 
bochecho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A depender da condição clínica do paciente 
e da lesão, gel oral pode ser indicado. 
- Miconazol gel. 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.anossadrogaria.com.br/daktarin-gel-oral-40g/p 
 
Tratamento sistêmico: Usado em situações 
específicas, como pacientes extremamente 
imunossuprimidos, pacientes que já 
realizaram o tratamento de 1ª escolha e não 
obtiveram resultados. 
- Clotrimazol; 
-Cetoconazol. 
 
Como comprimidos, os medicamentos 
acima são muito tóxicos para o fígado e o 
rim. Por esse motivo não utilizamos eles 
como primeira escolha. 
 
- Fluconazol (medicamento mais acessível); 
- Itraconazol; 
- Anfotericina B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Casos mais raros de candidíase 
 
Candidíase Hiperplásica e Candidíase 
mucocutânea. 
 
Prognóstico da Candidíase 
 
- Em geral, trata-se de uma infecção 
superficial incômoda, facilmente resolvida 
pelo tratamento antifúngico; 
- Infecções recorrentes mesmo após 
tratamentos requerem uma investigação 
dos fatores predisponentes sistêmicos (ex: 
imunossupressão); 
- Pacientes gravemente comprometidos 
apresentam uma doença profundamente 
invasiva. 
 
► Paracoccidioidomicose 
 
- Chamada, também, de blastomicose sul-
americana. 
Uso tópico 
1) Nistatina 100000UI / Ml – 06 frascos 
(300Ml) 
Bochechar 5 mL (01 colher de sopa) – 
04x/dia durante 10 dias. 
 
DATA E CARIMBO 
Uso oral 
1) Fluconazol _____ 150mg _____ 04 
comprimidos 
Tomar 01 comprimido a cada 07 dias 
durante 28 dias. 
DATA E CARIMBO 
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- Causada pelo fungo Paracoccidioides 
brasiliensis. 
- Infecção fúngica profunda, por inalação, 
comum na América do Sul e Central 
(regiões endêmicas). 
 
Características clínicas 
 
- Predileção por homens – 15 / 25:1. 
- O fungo Paracoccidioides brasiliensis é 
dimórfico, ou seja, se transforma de hifa à 
levedura. Geralmente, fica na natureza em 
capins e em áreas rurais no formato de hifa. 
Quando ele entra no corpo humano e 
chega à temperatura de 37º, se transforma 
em levedura, que é a forma patogênica da 
doença. 
- As mulheres possuem o hormônio Beta-
estradiol (estrogênio). Isso faz com que, 
mesmo se a mulher aspirar a hifa, ela não se 
transforme na forma patogênica (levedura), 
pois o estrogênio impede essa 
transformação. Mulheres com alterações 
hormonais podem ter mais chances de 
desenvolver a doença (pacientes na 
menopausa, pacientes que não passaram 
pela menarca, grávidas...). 
 
- Geralmente acomete pacientes de meia-
idade e trabalhadores rurais; 
- Comum associação de lesões epiteliais 
com lesões pulmonares; 
- A maioria dos casos inicia-se como uma 
infecção pulmonar após exposição ao 
microrganismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.pneumoimagem.com.br/p-pneumo-
imagens/44/178/doencas-fungicas/paracoccidioidomicose/ 
 
Características clínicas na cavidade oral 
 
- O carcinoma de células escamosas é um 
diagnóstico diferencial da 
Paracoccidioidomicose; 
- Úlceras ou massa sólida, eritematosas e 
granulares com aspecto moriforme (amora); 
- Apresentam pontos hemorrágicos; 
- Geralmente afetam mucosa alveolar, 
gengiva e palato (gengiva superior é a 
região mais acometida); 
- Paciente apresenta dor. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/49 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/114 
49/153533/durlacker_rr_dr_araca_int.pdf?sequence=3&isAllowed=y 
 
Histopatologia 
 
- Realiza-se a biópsia incisional 
(procedimento de urgência); 
- Epitélio: Presença de hiperplasia; 
- Tecido conjuntivo: Presença de infecção 
granulomatosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/abd/a/x4dPnFhg 
nwFGhcGr8PkSZPJ/?format=pdf&lang=pt 
 
Tratamento 
 
O cirurgião-dentista participa apenas do 
diagnóstico. 
Médico: Depende da gravidade da doença: 
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- Leves a moderados: Itraconazol ou 
Cetoconazol; 
- Graves: Itraconazol ou Anfoterecina B 
intravenosa. 
 
Critérios de cura 
 
- Ausência de sinais clínicos; 
- Radiografia de tórax sem infecção 
pulmonar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
De Barros, et al 2018 
 
O tratamento da Paracoccidioidomicose é 
longo e requer acompanhamento tanto 
médico, quanto odontológico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 12 
 
Cistos 
 
 
- Não existe cisto maligno, pois cisto não é 
neoplasia. 
- Todo cisto possui um conteúdo no seu 
interior (fluido, semifluido ou gasoso). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tecido epitelial 
Tecido conjuntivo 
 
Cisto verdadeiro – Deve possuir o tecido 
epitelial, cápsula (tecido conjuntivo) e o 
conteúdo no seu interior. 
 
Pseudocisto – Não possui o revestimento 
epitelial interno. 
 
O cisto possui potencial de crescimento de 
acordo com o aumento do seu conteúdo 
interior (produzido pelo epitélio). Com o seu 
crescimento, ele ocasiona reabsorção óssea 
na região onde se encontra. 
 
Classificação dos cistos 
 
► Odontogênicos 
 
Desenvolvimento: 
 
- Cisto dentígero; 
- Cisto de erupção; 
- Ceratocisto odontogênico; 
- Cisto odontogênico ortoceratinizado; 
- Cisto gengival do recém-nascido; 
- Cisto gengival do adulto; 
- Cisto periodontal lateral; 
- Cisto odontogênico calcificante; 
- Cisto odontogênico glandular ou cisto 
sialo-odontogênico. 
 
Inflamatórios: 
 
- Cisto radicular (periapical); 
- Cisto radicular residual; 
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- Cisto paradental (inflamatório colateral, 
bucal mandibular infectado). 
 
► Não Odontogênicos 
 
Desenvolvimento: 
- Cisto palatinos dos recém-nascidos; 
- Cisto nasolabial (nasoalveolar); 
- Cisto do ducto nasopalatino (do canal 
incisivo); 
- Cisto dermoide. 
 
Neville, et al. 2009 
 
Cistos não odontogênicos 
 
► Cistos palatinos dos recém-nascidos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontologistas.com.br/odontol 
ogistas/patologias-bucais/cistos-de-desenvolvimento/ 
 
- Lesão que acomete o palato do recém-
nascido; 
- Pérolas de Epstein: Lesões localizadas ao 
longo da rafe palatina (aprisionamento 
epitelial durante a fusão dos dois lados da 
maxila, formando o palato); 
- Nódulos de Bohn: Lesões espalhadas pelo 
palato (restos epiteliais de glândulas 
salivares menores); 
- Não é necessário nenhum tratamento. 
- Com o tempo, a lesão regride. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.bucomaxilofacial.com.br/2015/01/ 
doencas-bucais-em-criancas-e-bebes.html 
 
► Cistos Nasolabial (Cisto nasoalveolar) 
 
Origem: Proliferação de remanescentes de 
cordões de células de epitélio do ducto 
nasolacrimal pela localização e histologia 
semelhantes. 
- Cisto não-odontogênico raro; 
- Lesão próxima à asa do nariz (entre a asa 
do nariz e o lábio). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-
oftalmol%C3%B3gicos/sintomas-das-doen%C3%A7as-oculares/olhos,-
lacrimejantes 
 
Características clínicas: 
- Tumefação do lábio superior, lateral à linha 
média; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ident.com.br/brunochagas/artigo/22017-cisto-
nasolabial-relato-de-caso-e-revisao-de-literatura 
 
- Elevação da asa do nariz; 
- Obstrução nasal (pois na medida que o 
cisto cresce, ele obstrui a cavidade nasal); 
- Com a palpação conseguimos identificar a 
lesão (ela se movimenta, pois está em 
tecido mole); 
 
 
 
Disponível em: 
http://revodonto.
bvsalud.org/scielo
.php?script=sc 
i_arttext&pid=S18
08-
521020130004000
09 
 
 
 
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- Radiograficamente, podemos observar 
algum desvio do septo nasal. Porém, a 
tomada radiográfica não poderá auxiliar de 
maneira significativa no diagnóstico, pois a 
lesão não se encontra em osso. 
 
Tratamento e prognóstico: 
- Excisão cirúrgica completa por acesso 
intra- bucal (biópsia excisional); 
- Recorrência é rara. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ident.com.br/brunochagas/artigo 
/22017-cisto-nasolabial-relato-de-caso-e-revisao-de-literatura 
 
► Cistos do Ducto Nasopalatino (Do canal 
incisivo) 
 
Origem: Proliferação de remanescentes do 
ducto nasopalatino (vasos e nervos); 
 . Trauma, infecção, retenção de muco de 
glândulas salivares. 
- Cisto não-odontogênico mais comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.imaios.com/br/e-Anatomy/Cabeca-e-Pescoc 
o/Cavidade-nasal-Ilustracoes?taxonId=425&taId=1&structureID=788&frame=44 
 
Características radiográficas: 
 
- Área radiolúcida bem circunscrita, borda 
esclerosada (bem mineralizada, radiopaca); 
- Quando a lesão não apresenta borda, pode 
ser indicativo de uma lesão de crescimento 
muito rápido. 
- Entre incisivos centrais; 
- Divergência das raízes incisivos; 
- Forma de pera invertida ou coração; 
- Radiografia oclusal é a ideal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://fascioradiologia.com.br/post/cisto-do-ducto-nasopalatino 
 
Tratamento e prognóstico: 
- Enucleação cirúrgica (retirada); 
- Recorrência rara. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://openrit.grupotiradentes.com/xmlui/bitstream/handle/set/ 
2131/CISTO%20DO%20DUCTO%20NASOPALATINO%20RELATO% 
20DE%20CASO%20%28UNIT-SE%29.pdf?sequence=1 
 
► Cistos Dermóide 
 
Origem: Restos de epitélio de revestimento. 
 
Características clínicas: 
- Mais comuns em crianças e adultos jovens; 
- Lesão extra óssea (assoalho); 
- Geralmente, projeta a língua do paciente 
para trás; 
- Crescimento lento e assintomático; 
- Consistência borrachóide; 
- Comuns na linha média do soalho; 
- Ressonância magnética ou tomografia são 
úteis para definir extensão da lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.revistacirurgiabmf.com/2014/2/brjoms.14.2.4.pdf 
Canal incisivo 
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- Dificuldade de alimentação; 
- Dificuldade na fonação; 
- Dificuldade na respiração; 
- Tumefação submentoniana. 
 
O músculo gênio-hióideo vai determinar se 
a cirurgia será realizada por baixo da língua 
(quando a lesão está por cima do músculo) 
ou por fora da cavidade oral (quando a lesão 
está por baixo do músculo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://anatomia-papel-e-caneta.com/musculos-supra-hioideos/ 
 
Tratamento e prognóstico: 
- Remoção cirúrgica (retirada – Biópsia 
excisional); 
- Acesso intra e extra bucal, dependendo da 
relação com o músculo gênio-hióideo; 
- Recorrência rara. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20140602_103113.pdf 
 
Cistos odontogênicos 
 
Cistos formados a partir dos remanescentes 
epiteliais odontogênicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características: 
- Lesões geralmente assintomáticas; 
- Acometem exclusivamente maxila e 
mandíbula; 
- Ocasionam aumento de volume; 
- Radiograficamente apresentam imagens 
radiolúcidas, bem definidas, com halo 
radiopaco; 
- Pequeno à médio tamanho / Tratamento é 
remoção total (enucleação); 
- Lesões maiores: Marsupialização / 
Canulização com enucleação posterior; 
- Baixo índices de recidiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Universitária Pink / Pinterest 
Localização: 
- Unilateral, bilateral ou multifocal. 
 
Cistos odontogênicos inflamatórios 
 
► Cistos periapical (radicular) e Cisto 
periapical (radicular) residual 
 
Cisto periapical: Associado a um dente 
necrosado (necrose pulpar); 
Cisto periapical residual: Associado a um 
dente necrosado (necrose pulpar), porém 
nesse caso, houve a extração do dente e o 
cisto ficou; 
 
Origem: 
- Resposta local do osso ao redor do 
periápice dentário; 
- Resultado da necrose pulpar ou da 
destruição dos tecidos periapicais por 
doença periodontalextensa (não houve 
tratamento endodôntico no local e a lesão 
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se estendeu à região de periápice / Tecido 
periodontal do ápice dentário); 
- Formação da lesão periapical inicial 
(abscesso odontogênico); 
- Ainda não é um cisto e não possui o halo 
bem definido na radiografia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://hopeodontologia.com.br/o-que-e- 
canal-e-por-que-e-preciso-fazer/ 
 
Existe uma variação do cisto periapical que 
é denominada cisto radicular lateral. A lesão 
é originária de um canal acessório e o cisto 
terá a sua localização na lateral da raiz. 
 
Os testes de sensibilidade pulpar sempre 
darão resultados negativos, pois o dente 
está com a polpa necrótica. 
 
Características clínicas: 
- Assintomático; 
- Tumefação e sensibilidade leve; 
- Mobilidade e deslocamento dos dentes 
adjacentes; 
- Polpa necrótica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://clinicaodontobite.com.br/servico/19409828 
18/Tratamento%20de%20Canal 
Características radiográficas do Cisto 
Periapical: 
- Radiotransparência periapical; 
- Perda de lâmina dura; 
- Rabsorção radicular (é comum). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ident.com.br/jonasmichel/caso-clinico/34779-
enucleacao-de-cisto-periapical-associado-a-exodontia 
 
Características radiográficas do Cisto 
Periapical Residual: 
 
- Imagem radiolúcida circular a oval, 
localizada em sítio de extração dentária 
prévia. 
- Pode continuar crescendo, mesmo após a 
extração. 
- Com o envelhecimento a lesão tende a 
reduzir e sofrer calcificação do lúmen 
cístico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontologistas.com.br/odontologistas 
/patologias-bucais/cistos-inflamatorios/ 
 
Tratamento e prognóstico: 
- Lesões até 2cm de diâmetro: Não 
cirúrgico, tratamento endodôntico 
conservador e acompanhamento 
radiográfico. 
- Lesões extensas: Remoção cirúrgica por 
enucleação, marsupialização (visa a redução 
do cisto para que haja a possibilidade de 
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excisão cirúrgica) e encaminhamento 
anatomopatológico. 
 
 
Disponível em: https://www.saudebemestar.p 
t/pt/medicina/dentaria/apicectomia/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Lesões inflamatórias periapicais 
 
O processo até a formação do cisto 
periapical é demorado. 
- Abscesso periapical; 
- Granuloma periapical; 
- Cisto periapical (ou radicular). 
 
Lesões: Abscesso periapical (Agudo) e 
Granuloma periapical (Crônica) 
 
Abscesso periapical 
 
- Dor contínua; 
- Quase sempre pulsátil; 
- Mobilidade dental; 
- Sensibilidade à percussão; 
- Às vezes pode ocorrer sensibilidade à 
palpação na área de mucosa; 
- Geralmente a dor no período noturno 
piora. Isso se dá pois o abscesso pressiona o 
dente. Quando o paciente deita, a 
gravidade faz com que essa pressão 
aumente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://knoow.net/ciencmedicas/medicina/abcesso-periapical/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aspectos radiográficos 
- Espessamento do espaço periodontal na 
região apical; 
- Mudança na forma de algumas trabéculas 
no 1/3 apical, a imagem da lâmina dura fica 
mais delgada (menos densa) até 
desaparecer; 
- Área osteolítica de limites / contornos 
indefinidos, junto do periápice. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.dentalpress.com.br/portal/ 
abscesso-agudo-e-cronico/ 
 
Granuloma periapical 
 
- Massa de reação de granulação (tecido 
conjuntivo neoformado com inflamação 
crônica), localizado ao redor do ápice 
radicular; 
- Excelente capacidade de regeneração e 
rapidamente se converte em tecido 
periapical normal, quando o irritante é 
removido, ou seja, o canal radicular é 
tratado; 
- Quase sempre assintomático. O dente 
afetado não responde aos testes de 
vitalidade; 
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- Capacidade de regeneração rápida. 
 
Aspectos radiográficos 
 
- Área radiolúcida; 
- Arredondada; 
- Tamanho pequeno 
(raramente com mais 
de 1cm no maior 
diâmetro, por seu 
limitado potencial de 
crescimento); 
- Ligado ao ápice de 
dente desvitalizado. 
 
Não conseguimos diferenciar 
radiograficamente o granuloma de um 
cisto periapical. 
 
Cistos odontogênicos do desenvolvimento 
 
► Cisto dentígero 
 
- Tem origem em um dente / Lesão cística 
originada no folículo pericoronário; 
- Há o acúmulo de líquido no folículo 
pericoronário; 
- Cisto mais comum dos ossos maxilares 
(20%); 
- Envolve coroa de um dente impactado e 
se conecta ao dente pela junção 
amelocementária; 
- Patogênese: Acúmulo de líquido entre o 
epitélio reduzido do esmalte e a coroa do 
dente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/clipeo 
donto/article/viewFile/1201/896 
 
Obs: Em uma situação específica, o cisto 
dentígero pode ser originado de um 
processo inflamatório. Isso ocorre quando o 
dente decíduo é acometido por uma lesão 
cariosa, que atinge polpa, ocasionando uma 
lesão periapical. O folículo pericoronário do 
dente permanente que está abaixo do 
dente decíduo pode ser acometido pela 
lesão, podendo formar assim o cisto 
dentígero de origem inflamatória. 
 
Origem: 
Desenvolvimento 
Inflamatória: Inflamação em terceiro molar 
parcialmente erupcionado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.danielfalbo.com.br/cistos-buco-maxilo-faciais.html 
 
Características clínicas 
Epidemiologia: 
- Acomete principalmente 3º molar inferior 
(3MI > CS> 3MS> 2PMI); 
- Indivíduos de 10 a 30 anos; 
- Sexo masculino; 
- Leucoderma. 
 
Sintomatologia 
 
Cistos pequenos: 
- Geralmente assintomáticos, descobertos 
em exame de rotina. 
 
Cistos maiores: 
- Associados com expansão indolor, 
provocando assimetria facial. 
- Pode infectar e causar dor; 
- Predispor a fratura patológica. 
Disponível em: 
https://www.odontoblogia.com.
br/granuloma-periapical-
tratamento/ 
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68 
 
 
@thaistudandoodonto 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://britesbucofacial.blogspot.com/2015/10/cisto-dentigero.html 
 
Características 
radiográficas 
- Radiotransparente 
unilocular, margem 
bem definida e 
esclerótica; 
- Infecção: 
Multilocular e borda 
definida. 
 
Distinção entre cisto 
dentígero e folículo 
pericoronário ----> diâmetro do halo 
radiolúcido, deve ser maior que 3mm (cisto). 
 
Tratamento e prognóstico 
 
- Enucleação com manutenção ou não do 
dente. 
- Recidiva é rara. 
- Líquido amarelo citrino: Punção aspirativa 
do cisto dentígero (não serve para fechar 
diagnóstico, apenas para mostrar as 
características do conteúdo cístico). 
- Enucleação com manutenção do dente 
com tratamento ortodôntico; 
- Lesões grandes podem ser tratadas com 
marsupialização (descompressão), para 
possibilitar a remoção cirúrgica; 
- Excelente prognóstico e raramente 
recidivam. 
 
► Cisto paradentário 
 
- Variante do cisto dentígero que 
geralmente acomete 3º molares semi-
inclusos. 
 
 
Disponível em: 
https://pt.slidesh
are.net/Uninove/
aula-de-cistos- 
uninove-2009-
2003-2097030 
 
► Cisto de erupção 
 
- Análogo do cisto dentígero no tecido 
mole; 
- Separação do folículo da coroa de um 
dente em erupção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontoblogia.com.br 
/cisto-de-erupcao-tire-suas-duvidas/ 
 
Tratamento e prognóstico 
 
- Muitas vezes, não é necessário nenhum 
tratamento; 
- Excisão cirúrgica no revestimento cístico 
(Ulectomia); 
- Ótimo prognóstico. 
 
► Cisto gengival (alveolar) do recém-
nascido 
 
Clinicamente não conseguimos diferenciar 
se o cisto é gengival (odontogênico)Indicações: Esse exame será indicado nos 
casos em que a doença está presente nas 
áreas superficiais. A principal limitação do 
exame citopatológico é que não 
conseguimos identificar uma doença que 
atingiu camadas mais profundas por meio 
dele. Por ser um exame bem limitado, não é 
frequentemente utilizado. 
 
Atenção: O exame deve ser feito em uma 
área representativa (região clinicamente 
visível da patologia). Se na cavidade bucal 
houver mais de uma lesão e elas forem 
diferentes entre si, deve-se fazer um exame 
para cada região diferenciada. 
 
Histopatologia 
 
Patologia + Histologia 
= 
Histopatologia 
 
► Etapas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O exame histopatológico é mais invasivo e 
consegue atingir todas as camadas do 
tecido. É o exame mais utilizado dentro da 
estomatologia. 
 
► Coleta de material 
 
A coleta de material para exame 
histopatológico é realizada por meio da 
biópsia. 
 
 
Biópsia: Coleta de tecido 
para análise. 
 
- Existem 2 tipos de 
biópsias: 
 
Biópsia INcisional – Remoção de parte das 
lesões. 
 
Indicações: 
 
- Lesões com características de malignidade 
(câncer); 
- Lesões grandes (pois necessitam de um 
planejamento cirúrgico); 
- Lesões que podem ser tratadas com 
medicamentos (podemos fazer a biópsia 
incisional, pois é uma cirurgia menos 
invasiva que a biópsia excisional, necessária 
para dar o diagnóstico). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo Capítulo 21 – Livro: Cirurgia Oral e Maxilo facial 
contemporânea. 4ed. 
 
Obs: O ideal é tirar a quantidade suficiente para um 
resultado conclusivo (Profundidade e tecido 
suficiente). 
 
 
Biópsia 
EXcisional – 
Remoção 
da lesão 
por 
completo. 
 
Resumo 
Capítulo 21 – 
Livro: Cirurgia 
Oral e Maxilo 
facial 
contemporânea
. 4ed. 
 
Coleta de material 
Processamento 
Exame histopatológico 
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Indicações: 
 
- Lesões com características clínicas de 
benignidade; 
- Lesões pequenas. 
 
Se houver hipótese de lesão maligna, 
sempre devemos realizar primeiro a biópsia 
incisional! 
 
► Processamento 
 
Imediatamente após a coleta, devemos 
acondicionar o material coletado no 
formaldeído 10% (formol - fixação). 
 
É necessário que o material fique embebido 
no formol por no mínimo 24h. 
 
Após isso, ocorre a confecção de blocos de 
parafina (inclusão). A partir desses blocos, o 
material será fracionado e colocado nas 
lâminas de vidro. 
 
Com isso, há a confecção da lâmina corada 
por hematoxilina e eosina. 
 
► Exame histopatológico 
 
Após essa confecção, o patologista bucal 
observa a amostra no microscópio e realiza 
a descrição, dando o diagnóstico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vshivkova | Shutterstock – Site: News-medical.net 
 
Imunoistoquímica 
 
A imunoistoquímica é utilizada em casos 
bem específicos. Esse método só é realizado 
após o exame histopatológico (quando esse 
exame não é suficiente para a conclusão do 
diagnóstico). 
 
- As lâminas (sem coloração) que restaram 
do exame anterior são utilizadas. Nelas irão 
acontecer reações entre antígenos e 
anticorpos, por meio de testes com 
reagentes. 
 
- Por meio dessas reações podemos 
descobrir o diagnóstico. 
 
Capítulo 2 
 
Lesões fundamentais 
 
► Lesões fundamentais 
 
Lesões fundamentais é 
o termo utilizado para 
descrever as alterações 
que o paciente 
apresenta na cavidade 
bucal. Elas compõem as 
alterações morfológicas 
que aparecem na 
mucosa bucal ou na pele assumindo 
características clínicas padronizadas e 
individualizadas. Elas orientam o 
profissional na realização da anamnese 
detalhada. 
 
Qual a importância desse tema? 
 
- O conhecimento das lesões fundamentais 
auxilia na elaboração e conclusão do 
diagnóstico; 
- São fundamentais para a comunicação 
entre os profissionais da área da saúde. 
 
Diante de uma lesão, o que devemos 
questionar? 
 
- Duração; 
- Sensibilidade; 
- Tamanho; 
- Consistência; 
- Cor; 
- Formatos; 
- Contorno; 
- Quantidade. 
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@thaistudandoodonto 
 
Quais são as lesões fundamentais? 
 
Mácula 
 
Alteração de 
coloração da 
mucosa bucal, 
plana, sem 
elevação e nem 
depressão (Mancha). 
Existem vários tipos 
de mácula e devemos descrevê-la 
detalhadamente. 
 
Placa 
 
Lesão de superfície plana que apresenta-se 
ligeiramente elevada e não se desprende à 
raspagem. Possui uma leve elevação. 
Ela é grudada, não se desprende! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: 
http://tratogastrointestinal2010.blogspot.com/2010/03/leucoplasia.html 
 
 
Pseudomembrana 
 
Lesão de superfície plana que apresenta-se 
ligeiramente elevada e se desprende à 
raspagem. Ela é análoga às crostas 
(casquinhas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.especialista24.com/ 
► Lesões fundamentais sólidas – 
Caracterizadas por elevações 
 
Observamos o tamanho da lesão para 
diferenciá-la. 
 
Pápula 
 
Lesão elevada e 
sólida, menor 
que 5mm em 
seu maior 
diâmetro. 
 
Disponível em: 
https://www.sdpt.net/PAT/hip
erplasiainflamatoriapapilar.htm 
 
 
Nódulo 
 
Lesão elevada e sólida, com dimensões 
entre 5mm e 15mm em seu maior diâmetro. 
 
Obs: Algumas literaturas consideram 10mm 
e 20mm. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://ead.ict.unesp.br/mod/data/view.php?d=25&rid=55 
 
Tumor 
 
Lesão elevada e sólida, maior que 15mm em 
seu maior diâmetro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://demo.infowayit.com/dentalarcade/torus-palatinus/ 
 
► Lesões fundamentais que possuem 
conteúdo líquido – Se diferenciam pelo 
tamanho. 
Disponível em: 
https://doctorhoogstra.com 
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7 
 
 
@thaistudandoodonto 
Vesícula 
 
Lesão elevada, de conteúdo líquido, menor 
que 5mm em seu maior diâmetro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontologistas.com.br/odontologistas/patologias-
bucais/caracterizacao-e-nomenclatura-das-lesoes-bucais/ 
 
 
Bolha 
 
Lesão elevada, de conteúdo líquido, maior 
que 5mm em seu maior diâmetro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/centros/ceca/811-proex/projetos-
extensao/estomatologia-na-web/lesoes-fundamentais/53778-vesicula-e-bolha 
 
Obs: Dentro da cavidade oral é muito 
comum encontrarmos bolhas estouradas 
(raramente encontramos as bolhas inteiras). 
Quando essa bolha se rompe, vemos lesões 
que lembram feridas. 
 
► Lesões fundamentais são identificadas 
pela perda de alguma estrutura 
 
Erosão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://mol.icb.usp.br/index.php/2-8-tecido-epitelial-de-
revestimento/ 
Rompimento superficial do epitélio, que 
pode ser decorrente da ruptura de vesículas 
e bolhas, sem exposição do tecido 
conjuntivo subjacente. Na erosão, o 
rompimento é extremamente superficial. 
Há uma perda parcial do tecido epitelial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: 
https://www.researchgate.net/publication/51706720_Oral_lichen_planus 
 
A erosão é um quadro mais brando. 
Normalmente, esse tipo de lesão não 
apresenta sangramento espontâneo. 
 
Úlcera 
 
Perda de continuidade do revestimento 
epitelial com exposição do tecido 
conjuntivo subjacente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/3631784/ 
 
A úlcera pode apresentar sangramento 
espontâneo, pois uma parte do tecido 
conjuntivo está exposto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-Lesao-ulcerada-de-
contornos-irregulares-na-mucosa-do-labio-superior-Joao_fig1_310659853 
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8 
 
 
@thaistudandoodonto 
Como diferenciar clinicamente uma úlcera 
de uma erosão? 
 
Úlcera – Presença da membrana 
fibrinopurulenta (pseudomembrana). 
Normalmente apresenta sangramento 
espontâneo. 
 
Erosão – Nãoou 
palatino (não-odontogênico). 
 
 
 
 
 
 
- São lesões comuns e desaparecem 
espontaneamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.naiaodonto.com.br/cuidados/pos-natal/ 
 
► Cisto periodontal lateral 
 
- Lesão localizada na lateral da raiz; 
Disponível em: 
https://raiosxis.com/o-cisto-
dentigero 
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- Diagnóstico diferencial: Cisto radicular 
lateral; 
- Podemos diferenciá-los por meio do teste 
de sensibilidade pulpar (Cisto radicular 
lateral – dente necrótico - negativo / Cisto 
periodontal lateral – dente com vitalidade - 
positivo); 
- Representa a contraparte intra-óssea do 
cisto gengival do adulto; 
- Ocorre ao longo da superfície radicular 
lateral de um dente. 
 
Características clínicas: 
- Lesões pequenas; 
- Assintomáticas; 
- 5ª a 7ª décadas de vida. 
- Lesões de aspecto policístico 
macroscopicamente e microscopicamente 
são denominadas cistos odontogênicos 
botrióides (mais raro e mais agressivo). 
 
Características radiográficas 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/1413-4012/2011/v16n1/a2143.pdf 
 
- Lesão radiolúcida com halo radiopaco na 
lateral da raiz de um dente. 
 
Tratamento e prognóstico 
 
- Enucleação conservadora (biópsia 
excisional), sem danos ao dente; 
- Recidivas são raras. 
- Prognóstico muito bom. 
 
► Cisto gengival do adulto 
 
- Lesão rara, considerada a contraparte de 
tecido mole do cisto periodontal lateral; 
- Derivados de restos da lâmina dentária. 
 
Características clínicas 
- Região de canino e pré-molares inferiores, 
gengiva vestibular ou mucosa alveolar; 
- 5ª a 6ª décadas de vida; 
- São nódulos (até 1cm); 
- Indolores. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://pt.slideshare.net/nadiatonussi/cisto-final-final-21 
 
Características 
radiográficas 
- Raramente 
podem causar 
reabsorção em 
forma de taça. 
 
 
► Ceratocisto odontogênico / Queratocisto 
odontogênico 
 
- “Cisto primordial” ---> em desuso na 
literatura. 
 
 
 
 
- Crescimento lento e indolor; 
- Alto índice de recidiva: epitélio fino e 
friável; 
- Comportamento invasivo e agressivo; 
- Mutação PTCH (gene supressor de tumor). 
 
Características clínicas: 
 
- Segunda e terceira décadas de vida. 
- Regiões de maior acometimento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://raiosxis.com/ceratocisto-odontogenico-tumor-
odontogenico-ceratocistico 
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- Pequenos 
(assintomáticos) x 
grandes (dor e 
edema); 
- Geralmente não 
causa expansão 
do osso devido 
crescimento 
sentido ântero-posterior (medular). 
 
Características 
radiográficas: 
 
- Radiolúcida, uni 
ou multilocular 
com limite 
esclerótico fino, em 
geral radiopaco. 
 
Disponível em: https://raio 
sxis.com/ceratocisto-odontogenico-
tumor-odontogenico-ceratocistico 
 
Tratamento e prognóstico: 
 
- Punção: Líquido (líquido branco leite 
condensado) / Auxilia no diagnóstico. 
- Enucleação ou curetagem ----> 
Dificuldade de remoção completa 
 . Natureza friável; 
 . Tendência à recidivas. 
- Remoção da lesão; 
- Ostectomia periférica com broca; 
- Solução de Carnoy (Solução ácida, para 
causar necrose nas células que restaram da 
lesão). 
 
- Lesões maiores: 
 . Marsupialização, seguido de cirurgia 
(responde muito bem à marsupialização); 
 . Ressecção com margem, seguimento do 
paciente. 
 
► Cisto odontogênico ortoceratinizado 
 
- Subtipo de ceratocisto; 
- Semelhante ao ceratocisto; 
- Menos agressivo; 
- Produz ortoceratina / ceratina sem núcleo 
celular (única diferença entre eles é o tipo 
de ceratina produzida – O ceratocisto 
odontogênico produz a paraceratina / 
ceratina com núcleo celular). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20150803_115137.pdf 
 
► Síndrome de Gorlin-Goltz (Síndrome dos 
carcinomas nevóides basocelulares) 
 
- Múltiplos ceratocistos em maxila e 
mandíbula; 
- Carcinoma basocelular de pele (carcinoma 
de pele); 
- Mutação no gene PTCH. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.flickr.com/photos/radiologiaf 
undecto2008/3945591050 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://bibliotecaatualiza.com.br/arquivotcc/ 
BMCH/BMCH02/LEAL-cleidison.pdf 
 
► Cisto odontogênico calcificante 
 
- Produz calcificação; 
- Outras nomenclaturas: COC, Cisto de 
Gorlin; Tumor dentinogênico de células 
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fantasmas; Cisto odontogênico calcificante 
de células fantasmas. 
- Lesões raras com diversidade 
histopatológica e comportamento clínico 
variável; 
- Podem estar associados a outros tumores 
como odontomas, tumores odontogênicos 
adenomatoide e ameloblastomas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.revistacirurgiabmf.co 
m/2007/v7n1/pdf%20v7n1/art7v7n1.pdf 
 
Características clínicas 
- Comumente intra-ósseas; 
- Acomete igualmente maxila e mandíbula; 
- 2ª e 3ª décadas de vida; 
- Reabsorção radicular e divergência de 
dentes. 
 
Características radiográficas 
- Lesões radiolúcidas, porém com vários 
focos radiopacos (áreas de calcificação). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_ 
arttext&pid=S1130-05582015000400012 
 
Tratamento e prognóstico: 
 
- Remoção cirúrgica, e quando há dentes 
associados, exodontias também. 
 
► Cisto odontogênico glandular 
 
-NÃO tem relação com glândula salivar; 
- Recebe esse nome pois é semelhante ao 
carcinoma mucoepidermóide, porém não 
tem relação com glândula salivar; 
- Tipo raro, que pode apresentar um 
comportamento agressivo; 
- Mais comum em adultos e região anterior 
da mandíbula (atravessando a linha média); 
- Lesões pequenas são assintomáticas / 
Lesões grandes podem causar expansão, 
dor e parestesia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://quizlet.com/449614086/cistos-odontogenicos-flash-cards/ 
 
Características radiográficas 
- Lesão grande. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/23177/ 
1/Cistoodontog%C3%AAnicoglandular.pdf 
 
Tratamento e prognóstico: 
- Lesão não responde à marsupialização; 
- Ressecção da mandíbula; 
- Enucleação e curetagem; 
- Recidivas são comuns (30%) em casos de 
aspecto multilobular e é sugerido ressecção 
em bloco. 
 
Capítulo 13 
 
Principais tumores odontogênicos da 
região maxilo-facial 
 
 
Tumores odontogênicos: Compreendem 
um grupo de lesões de comportamentos 
diferentes. 
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Classificação do tumor: 
Origem: 
- Epitélio odontogênico; 
- Mesênquima odontogênico; 
- Misto (tanto do epitélio quanto do 
mesênquima). 
 
Tumores de epitélio odontogênico: 
- Ameloblastoma 
 . Ameloblastoma maligno; 
 . Carcinoma ameloblástico. 
- Carcinoma odontogênico de células claras; 
- Tumor odontogênico adenomatóide; 
- Tumor odontogênico epitelial calcificante; 
- Tumor odontogênico escamoso. 
 
Tumores odontogênicos mistos: 
- Fibroma ameloblástico; 
- Fibro-odontoma ameloblástico; 
- Fibrossarcoma ameloblástico; 
- Odontoameloblastoma; 
- Odontoma composto; 
- Odontoma complexo. 
 
Tumores do ectomesênquima 
odontogênico: 
- Fibroma odontogênico; 
- Tumor odontogênico de células 
granulares; 
- Mixoma odontogênico; 
- Cementoblastoma. 
 
Tumores odontogênicos de origem epitelial 
 
Os tumores odontogênicos epiteliais são 
compostos de epitélio odontogênico, sem 
participação do mesênquima. 
 
Principais tumores odontogênicos 
derivados do epitélio: 
- Ameloblastoma; 
- Tumor Odontogênico Adenomatóide 
(TOA). 
 
► Ameloblastoma 
 
Características clínicas gerais 
- Crescimento lento; 
- Localmente invasivos (infiltrativo); 
- Geralmente decurso benigno; 
- Curso maligno: Ameloblastoma maligno 
metastatizante e carcinoma ameloblástico. 
- Áreas mais acometidas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.arribadentista.com/2020/07/ameloblastoma-
caracteristicas-clinicas-radiograficas-histopatologia-odontologia-concursos.html 
 
Classificação: 
- Ameloblastoma (se refere ao 
ameloblastoma multicístico); 
- Ameloblastoma unicístico; 
- Ameloblastoma periférico (fora do osso, 
tecido mole). 
 
Ameloblastoma 
 
Características clínicas 
- Lesão sólida; 
- Incomum em pacientes menores de 20 
anos; 
- Mais comuns em mandíbula, região de 
molares; 
- Crescimento lento ----> lesões não tratadas 
assumem proporções grotescas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://pt.slideshare.net 
/AnaCludiaFerreira1/ameloblastoma-10585157 
 
Aspectos radiográficos 
 
- Lesão radiolúcida; 
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- Multilocular (aspecto de bolhas de sabão 
ou favos de mel); 
- Absorção de dentes e de cortical óssea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/dpjo/a/JnBzjdWBV 
cxzdvSd9QprpWh/?lang=en 
 
A cirurgia precisa ser feita com uma 
margem de segurança, pois a lesão é 
infiltrativa. 
 
Conduta 
- Biópsia incisional (pois exige um 
planejamento bem detalhado). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com 
/2014/11/ameloblastoma.html 
 
- Ressecção cirúrgica com margem de 
segurança; 
- Acompanhamento clínico e radiográfico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.elsevier.es/en-revista-revista-portuguesa-
estomatologia-medicina-dentaria-330-articulo-ameloblastoma-padrao-folicular-
em-maxila-S1646289013001660 
- O planejamento cirúrgico é bem 
detalhado. Há a realização da tomografia do 
paciente, e após isso a impressão da 
mandíbula do mesmo utilizando 
impressora 3D. Há o espelhamento do lado 
saudável da mandíbula, criando um modelo 
simétrico da mandíbula. 
 
Ameloblastoma unicístico 
 
Aspectos clínicos 
- Aproximadamente 15% dos 
ameloblastomas; 
- Mais prevalente na segunda década de 
vida; 
- Geralmente assintomático (lesões maiores 
podem causar expansão); 
- Pode estar associado a um dente incluso. 
 
Aspectos radiográficos 
- Área radiolúcida, bem definida; 
- Pode absorver dentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://raiosxis.com/ameloblastoma-unicistico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://editoraplena.com.br/produto/resseccao-segmentar-de-
mandibula-para-exerese-de-ameloblastoma-unicistico-por-acesso-intrabucal-
relato-de-caso/ 
 
Abordagem terapêutica 
 
- Tratamento semelhante a cistos: Biópsia 
incisional ----> Marsupialização (para lesões 
maiores) + enucleação + ostectomia 
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periférica + acompanhamento clínico e 
radiográfico (imprescindível). 
 
Aspecto histológico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Neville, 2002; Miloro, 2008. 
 
Epitélio infiltrativo. 
 
 Ameloblastoma periférico 
 
Aspectos clínicos 
- Raro (Aproximadamente 1% dos 
ameloblastomas); 
- Lesão indolor em gengiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://raiosxis.com/ameloblastoma-periferico-extraosseo 
 
Abordagem terapêutica 
- Biópsia excisional (se necessário, pode ser 
realizada biópsia incisional prévia); 
- Acompanhamento clínico. 
 
Aspecto histológico 
- A lesão não tem relação com o osso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://biopat.cs.urjc.es/conganat/files/2009-2010_G04.pdf 
► Tumor Odontogênico Adenomatóide 
(TOA) 
 
Aspectos clínicos 
- Mais prevalente em pacientes jovens (10 a 
19 anos); 
- Região mais acometida: anterior de 
maxila; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://raiosxis.com/tumor-odontogenico-adenomatoide 
 
- Há aumento de volume; 
- Sempre há associação com a coroa de um 
dente incluso; 
- Expansão indolor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://for.edu.br/2018/07/18/740/ 
 
Características radiográficas 
- Lesão radiolúcida, unilocular, circunscrita, 
envolvendo coroa de dente incluso; 
-A lesão pode conter calcificações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://raiosxis.com/tumor-odontogenico-adenomatoide 
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Disponível em: https://www.goconqr.com/mindmap 
/17609158/tumor-odontog-nico-adenomatoide 
 
Abordagem terapêutica 
- Excisão cirúrgica. 
- Baixas taxas de recidiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.facebook.com/estomatologiabh/p 
hotos/a.1435600963392257/2068176230134724/ 
 
Diagnóstico diferencial: Cisto odontogênico 
calcificante. 
 
Aspecto histológico: As lesões lembram 
ductos das glândulas salivares, apesar de 
não ter relação nenhuma com glândulas. 
Por isso o nome Tumor Odontogênico 
Adenomatóide (remete a glândulas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2014/04/tumor-
odontogenico-adenomatoide.html 
 
Tumores odontogênicos mistos: 
 
Principal tumor odontogênico misto: 
Odontoma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontoblogia.com.b 
r/odontoma-composto-complexo/ 
 
► Odontoma 
 
- Tumor odontogênico mais comum; 
- Anomalia do desenvolvimento 
(hemartomas) ----> Não são neoplasias 
verdadeiras. 
 
Classificação: 
- Odontoma composto; 
- Odontoma complexo. 
 
Composto Complexo 
Muitas estruturas 
pequenas 
semelhantes a 
dentes 
Massa aglomerada 
de esmalte e 
dentina que não 
lembra a estrutura 
de um dente 
Anotações: 
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
______________ 
 
 
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Características 
clínicas 
 
- Primeira década de 
vida (geralmente 
está relacionado à 
falta de erupção de 
um dente); 
- Assintomático 
(descoberto em 
exame de rotina); 
- Mais frequentes em 
maxila. 
 
 
Disponível em: https://www.joomr.org/article.asp?issn=2321-
3841;year=2014;volume=2;issue=3;spage=88;epage=91;aulast=Miloglu;type=3 
 
Características radiográficas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php? 
script=sci_arttext&pid=S1808-52102010000200005 
 
Odontoma composto: Coleção de 
estruturas semelhantes a dentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413-
40122011000300015&script=sci_arttext 
 
Odontoma complexo: Massa calcificada 
com radiodensidade de estrutura dentária. 
 
Tratamento 
- Remoção cirúrgica. 
 
Tumores do ectomesênquima 
odontogênico 
 
Principais tumores odontogênicos 
derivados do mesênquima: 
- Mixoma Odontogênico; 
- Cementoblastoma. 
 
► Mixoma Odontogênico 
 
Características clínicas 
- Adultos jovens; 
- Lesões menores: assintomáticas; 
- Lesões maiores: expansão indolor. 
- Acomete principalmente o terço posterior 
da mandíbula; 
- Potencial infiltrativo alto; 
- Crescimento um pouco mais rápido que o 
ameloblastoma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://diagnosticobucal.com.br/mixoma 
-odontogenico-com-invasao-sinusal/ 
 
Aspectos radiográficos: 
- Lesão radiolúcida, Margens irregulares, 
Multilocular, Causando absorção de dentes; 
- Lesões contém trabéculas de osso em seu 
interior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://raiosxis.com/mixoma-odontogenico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://raiosxis.com/mixoma-odontogenicoLicenciado para - S
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Diagnóstico diferencial: Ameloblastoma 
odontogênico. 
 
Tratamento 
- Biópsia incisional; 
- Remoção cirúrgica com margem de 
segurança; 
- Acompanhamento clínico radiográfico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script= 
sci_arttext&pid=S1808-52102012000400006 
 
Histologia 
- Aspecto de gelatina; 
- Tecido conjuntivo frouxo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://apcdaracatuba.com.br/revista/2402/pag23-27.pdf 
 
► Cementoblastoma 
 
- Primeiro molar inferior de pacientes 
jovens, na segunda e terceira décadas de 
vida; 
- Sintomatologia dolorosa com expansão 
das corticais vestibular e lingual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.php? 
script=sci_arttext&pid=S1698-69462006000600006 
Características radiográficas 
- Massa radiopaca que adere a raiz do 
dente, delimitada por um halo radiolúcido; 
- Reabsorção dentária, invasão do canal 
pulpar, perda de contorno da raiz, 
obliteração de parte do espaço do 
ligamento periodontal e deslocamento de 
dentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://papaizdiagnosticos.com.br/cementoblastoma/ 
 
 
Capítulo 14 
 
Lesões fibro-ósseas 
 
 
Lesões benignas ósseas ----> Substituição 
de osso normal por tecido conjuntivo 
fibroso contendo material mineralizado 
neoformado ----> Parecidas 
microscopicamente, radiograficamente e 
no comportamento clínico. 
 
Displasia cemento óssea 
Displasia fibrosa 
Fibroma ossificante central 
 
Estágio da lesão 
 
Radiolúcida hipodensa ----> Mista ----> 
Radiopaca hiperdensa 
 
 
 
Quanto mais 
radiolúcida é a lesão, 
mais recente ela é. 
 
 
Disponível em: 
https://papaizdiagnosticos.com.br/displasia
-cemento-ossea-periapical-caracteristicas-
radiograficas-e-tomograficas/ 
 
 
 
Diagnóstico final 
 
Vários aspectos irão influenciar: 
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Informações do paciente (clínico) 
- Idade; 
- Sexo; 
- Grupo étnico; 
- Crescimento. 
 
Aspectos radiográficos 
- Localização; 
- Estruturas adjacentes; 
 
Características histopatológicas 
 
► Displasia cemento óssea (DCO) 
 
- Lesão fibro-óssea mais comum; 
- Etiologia e a patogênese da DCO não são 
bem compreendidas; 
- Localização associada às áreas de suporte 
dentário (osso alveolar); 
- Dentes vitais e assintomáticos. 
 
A lesão pode apresentar aspecto 
radiolúcido hipodenso, misto ou radiopaco 
hiperdenso, depende do estado da lesão. 
- Bem delimitada; 
- Comprometimento da lâmina dura e 
ligamento periodontal; 
- Pode estar relacionada a uma área 
desdentada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ident.com.br/DraGabrielaAlves/caso-clinico/12983-
displasia-cemento-ossea-florida-relado-de-caso-clinico 
 
Padrões clínico-radiológicos 
 
DCO Periapical: 
- Geralmente acomete mulheres negras 
(70%), de 30 a 50 anos; 
- Região anterior de mandíbula, geralmente 
na região de incisivos inferiores; 
- Lesões iniciais confundidas com processos 
inflamatórios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://papaizdiagnosticos.com.br/displasia-cemento-ossea-
periapical-caracteristicas-radiograficas-e-tomograficas/ 
 
DCO Focal: 
- Geralmente acomete mulheres negras 
(70%), de 38 a 41 anos; 
- Região posterior de mandíbula. 
- Única região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- DCO Florida: 
 
- Forma generalizada de DCO; 
- Acomete geralmente mulheres de meia 
idade, negras; 
- Lesões Bilaterais, distribuídas 
simetricamente e limitadas ao osso alveolar; 
- Mandíbula é sempre afetada; 
- Maxila é afetada em 2/3 dos casos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://www.revistacirurgiabmf.com/2018/ 
03/Artigos/06ArtClinico.pdf 
 
Tratamento e prognóstico 
- A DOC não requer tratamento; 
- Acompanhamento radiográfico; 
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- Manutenção da saúde bucal. 
 
A DOC florida pode se tornar sintomática e 
desenvolver osteomelite: 
- Osteomelite pode exigir tratamento 
cirúrgico. 
 
- Evitamos a biópsia, para evitar uma 
infecção. 
 
► Displasia fibrosa 
- Pacientes jovens; 
- Mais comum em maxila; 
- Expansiva; 
- Mutações do gene CNAS. 
 
Período que ocorre a mutação: 
 
Período inicial de desenvolvimento 
embrionário ----> Anormalidade em 
múltiplos tipos de células. 
 
Período mais avançado de desenvolvimento 
embrionário ----> Somente osteoblastos são 
afetados. 
 
Lesão: 
 
- Poliostótica ----> Quando ocorre em 2 ou 
mais ossos ----> Síndromes; 
- Monostótica (craniofacial) ----> Quando 
ocorre em apenas um osso. 
 
Displasia fibrosa monostótica 
 
- Região maxilofacial; 
- Forma monostótica mais frequente 
(maxila); 
- Não há predileção por gênero e é mais 
frequente nas 2ª e 3ª décadas de vida; 
- Lesões unilaterais. 
 
Displasia fibrosa Poliostótica 
 
- Ocorre na infância; 
- Dois ossos ou até mais de 75% do 
esqueleto; 
- Dor óssea, deformação óssea ou fraturas 
patológicas; 
- Deve haver acompanhamento médico. 
 
Síndromes associadas à displasia fibrosa 
poliostótica 
 
Síndrome de Jaffe-Linchtenstein (mutação 
na fase final da gestação): Caracterizado por 
displasia fibrosa poliostótica e pigmentação 
café com leite. 
 
McCune-Albright (mutação no meio da 
gestação): Caracterizado por displasia 
fibrosa poliostótica, pigmentação café com 
leite e múltiplas endocrinopatias (sexo 
feminino é mais acometido). 
 
Síndrome de Mazabraud (mutação no início 
da gestação): Caracterizado por displasia 
fibrosa poliostótica e combinação com 
mixomas intramusculares. 
 
Características radiográficas da Displasia 
Fibrosa 
 
- Opacidade difusa (vidro fosco); 
- Margens indefinidas misturam no osso 
adjacente normal (não encapsulada); 
- Corticais afiladas (raramente rompidas); 
- Pode deslocar dentes, canal mandibular e 
perda de definição da lâmina dura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://papaizdiagnosticos.com.br/displasia-fibrosa-aspectos-
radiograficos-e-tomograficos/ 
 
Tratamento e prognóstico 
- Crescimento diminui consideravelmente 
após a puberdade; 
- DF Poliostática e craniofacial podem 
prosseguir seu crescimento; 
- Em alguns casos a cirurgia estética é 
considerável; 
- O prognóstico da DF é geralmente bom. 
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► Fibroma ossificante central 
 
- Neoplasia verdadeira (Não para de 
crescer); 
- Neoplasia benigna que se desenvolve a 
partir de células indiferenciadas do 
ligamento periodontal; 
- Acomete mais a mandíbula (70%) – Região 
posterior (Primeiro molares, molares). 
- Potencial de crescimento; 
- Assimetria facial; 
- Acomete mais mulheres na 2ª a 4ª década 
de vida. 
 
Aspectos radiográficos 
- Aspecto radiográfico muito parecido com 
a displasia fibrosa; 
- Bem definida; 
- Unilocular; 
- Densidade variada. 
 
Pode deslocar os dentes, o nervo alveolar 
inferior, a borda inferior da mandíbula, 
assoalho do seio maxilar e apresentar 
reabsorção radicular. 
 
Quando a expansão cortical está presente, 
as corticais geralmente permanecem 
intactas. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbort/a/v4BFGfNQ9KfM 
3dr3WCp6Bzd/?lang=pt 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.sciencedirect.com/scien 
ce/article/pii/S0102361615000697 
Tratamento e prognóstico 
- Ressecção cirúrgica conservadora (ou 
ressecção e reconstrução); 
- Devido à presença de uma cápsula fibrosa, 
o tumor geralmente sai facilmente durante 
a remoção; 
-Acompanhamento radiográfico a longo 
prazo; 
- Prognóstico geralmente é bom. 
 
Resumo 
 
 
 
Informações 
do paciente 
Exames de 
imagem 
DCO 
Não 
confundir 
com lesões 
inflamatórias 
(Dentes 
vitais) 
Acompanhamento 
radiográfico (evitar 
biópsia/cirurgias).DF Maxila 
Mal delimitada / 
Devemos 
pesquisar 
síndromes 
FO 
(neoplasia 
verdadeira) 
Mandíbula 
Bem definido / 
Fácil remoção 
 
Referências: 
 
- Patologia Oral e Maxilofacial Neville 4ª Ed 
 
- BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo 
Patologia Geral. 2018, 6 ed. Guanabara 
Koogan 
 
- BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo 
Patologia. 2015, 9 ed. Guanabara Koogan 
 
- KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon 
C. Robbins Patologia Básica. 2018, 10 ed. 
Elsevier Brasil • KUMAR, Vinay. Robbins & 
Cotran 
 
- Patologia-Bases Patológicas das Doenças. 
2015, 9 ed. Elsevier Brasil 
 
 
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duzz.comhá membrana 
fibrinopurulenta (pseudomembrana). 
Geralmente não apresenta sangramento 
espontâneo. 
 
► Lesões de origem hemorrágica 
(sangramento) 
 
Petéquia 
 
Lesão hemorrágica plana e pequena (até 
2mm) de aspecto puntiforme. Origem de 
extravasamento sanguíneo. Vários 
pontinhos de sangramento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/multimedia 
/image/v36823140_pt 
 
 
Equimose 
 
Lesão hemorrágica plana com dimensões 
entre 2 e 10mm em seu maior diâmetro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ricardosgomez.com/temas-relevantes/disturbios-
hemorragicos-e-o-tratamento-odontologico/ 
Sufusão 
 
Lesão hemorrágica plana com dimensão 
maior que 10mm em seu maior diâmetro. 
Não é uma lesão muito recorrente. 
 
Hematoma 
 
Lesão que se caracteriza por um aumento 
de volume hemorrágico localizado no 
interior dos tecidos. Ocorre um aumento de 
volume em decorrência do acúmulo de 
sangue. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: 
https://www.google.com/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Frevista.uninga.br%2Findex
.php%2Funinga%2Farticle%2Fdownload%2F2102%2F1650%2F&psig=AOvVaw1n5B
NJkisKEA4MbBJsoMIs&ust=1615871784474000&source=images&cd=vfe&ved=0CA
0QjhxqFwoTCLjrtNPFse8CFQAAAAAdAAAAABAD 
 
Capítulo 3 
 
Conceitos importantes para o diagnóstico 
 
Para elaborar uma hipótese diagnóstica, 
precisamos descrever detalhadamente as 
lesões fundamentais e observar outras 
características, tais como: 
 
Aspectos radiográficos 
 
- Observar quanto à quantidade de 
cavidades interiores: 
 _ Unilocular x Multilocular 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unilocular 
Disponível em: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=115 
1&idioma=Portugues 
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@thaistudandoodonto 
 
 
 
 
 
 
 
Multilocular 
Disponível em: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp 
?id=1151&idioma=Portugues 
 
Esse aspecto é levado em consideração 
quando as lesões acontecem no osso, pois 
há a necessidade de um raio X para analisar 
a situação. 
 
Aspectos Clínicos 
 
- Observar quanto à quantidade de lóbulos: 
 _ Unilobular x Multilobular 
 
 
 
 
 
 
 
 
Unilobular 
Disponível em: https://aps.bvs.br/aps/o-que-e-mucocele/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
Multilobular 
Disponível em: Asha, V. et al.,2014 
 
- Quanto ao número: 
 _ Única x Múltiplas 
 
- Quanto ao tamanho: 
 _ Maior diâmetro 
 
- Quanto à coloração: 
 _ Semelhante à mucosa, branca, 
amarronzada, azulada, eritematosa, 
enegrecida, arroxeada, amarelada. 
Implantação da lesão na mucosa 
 
- Séssil x Pediculada: 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.patologiabucalfcms.com.br 
/artigo/lesoes-fundamentais 
 
Séssil: Possuem o seu maior diâmetro na 
base da lesão. Não possuem pedículo. 
 
Pediculada: Possuem pedículo. O diâmetro 
da base é menor que o diâmetro do 
restante da lesão. 
 
Obs: Lesão pediculada é um forte indicativo 
de benignidade! 
 
- Endofítica x Exofítica: 
 
Obs: Geralmente aplicamos esse conceito 
em lesões malignas. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://pt.slideshare.net/anacborges16/06 
-lesoes-fundamentais-parte-1 
 
Endofítica: Compreende lesões úlcero-
infiltrativas ou úlcero-destrutivas. A lesão 
cresce “para dentro”, infiltrando no tecido. É 
uma lesão infiltrativa. 
 
Exofítica: Compreende lesões que crescem 
“para fora”, provocando um aumento de 
volume. 
 
Consistência 
 
- Macia x Endurecida 
 
- Firme x Flutuante (lesão que se 
movimenta) 
 
Obs: Geralmente, lesões malignas são mais 
endurecidas, pois lesões malignas infiltram 
na área acometida e enrijecem o local. 
 Séssil Pediculada 
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Delimitação 
 
- Focal x Difusa 
 _ Focal: Único foco; 
 _ Difusa: Lesão que acomete várias 
regiões. 
 
- Contorno: 
 _ Definido x Indefinido. 
 
- Limites: 
 _ Regular x Irregular. 
 
► Outras informações relevantes sobre 
lesão de mucosa 
 
- Tempo de evolução; 
- Sintomatologia; 
- Outras lesões no corpo; 
- História médica pregressa; 
- História familiar. 
 
Obs: Sempre fazemos o exame clínico 
completo! Tanto o extrabucal quanto o 
intrabucal. 
 
Capítulo 4 
 
Variações da normalidade 
 
Algumas características que estão dentro 
do espectro da realidade, porém existem 
pessoas que possuem e outras que não. 
 
Obs: Não são consideradas doenças! 
 
Grânulos de Fordyce 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.fisioderme.com.br/tratamentos/granulos-de-fordyce/ 
 
- Glândulas sebáceas que ocorrem na 
mucosa oral (glândulas ectópicas – Ectópica 
= não está no local ideal / Que se encontra 
ou produz fora do lugar habitual.); 
- Pápulas amareladas ou branco-
amareladas. 
- Extremamente pequenas, não causam 
prejuízo estético; 
- Indolor. 
 
Leucoedema 
 
- Mucosa de aparência difusa, opalescente e 
branco-acinzentada, geralmente 
bilateralmente na mucosa jugal; 
- O aspecto esbranquiçado desaparece 
quando a mucosa é evertida e distentida; 
- Mais comum em pessoas negras e pessoas 
tabagistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://eu-ireland-custom-media-prod.s3-eu-west-
1.amazonaws.com/Brasil/Downloads/Esample-Regezi-comp.pdf 
 
Língua Fissurada 
 
Presença de fissuras ou sulcos na superfície 
dorsal da língua. 
Essas fissuras não são cortes, úlceras... São 
apenas características anatômicas da língua 
do paciente. 
 
Obs: Pacientes com língua fissuradas 
devem tomar cuidado redobrado ao 
higienizar a cavidade oral, pois as fissuras 
podem servir como locais de depósito de 
restos alimentares, fungos e bactérias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.dentalis.com.br/blog/ 
o-que-pode-causar-rachaduras-na-lingua 
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Língua Geográfica 
(Eritema migratório benigno) 
 
- Áreas de despapilação da língua: atrofia 
das papilas filiformes, circundadas por 
bordas sinuosas, branco-amareladas e 
levemente elevadas. 
- As lesões desaparecem e reaparecem em 
outras áreas (por isso o nome “Língua 
geográfica”). 
- Geralmente, a população feminina é mais 
afetada por essa variação da normalidade; 
- Pode ser assintomática ou provocar 
sensibilidade a alimentos quentes e 
picantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissiona 
l/multimedia/image/v27388319_pt 
 
Língua Pilosa (Língua saburrosa) 
 
Resultado do acúmulo acentuado de 
ceratina nas papilas filiformes do dorso da 
língua, resultando em aparência que 
lembra pelos. 
Fatores que podem estar associados: 
- Tabagismo; 
- Higiene oral deficiente; 
- Tratamento com radioterapia. 
 
Obs: Quadro de hiposalivação pode 
provocar o surgimento da língua pilosa, pois 
a diminuição da quantidade de saliva na 
cavidade oral estimula um acúmulo de 
biofilme e de bactérias nessa região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Varicosidades (Varizes de mucosa) 
 
- Consiste de veias anormalmente dilatadas 
e tortuosas, resultado da perda de tônus do 
tecido conjuntivo que suporta os vasos. 
- Geralmente essa variação da normalidade 
acontece em pacientes idosos; 
- Na maioria das vezes essa variação está 
presente na região sublingual; 
- Assintomática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontoblogia.com 
.br/varizes-linguais-causas-tratamento/ 
 
Artéria de calibre persistente 
 
- Alteração vascular, na qual um ramo 
arterial principal estende-se para superfície 
mucosa sem redução no seu diâmetro; 
- Geralmente essa variação acomete 
pacientes idosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://europepmc.org/article/pmc/4511880 
 
Obs: Temos a artéria labial do lábio superior. 
Esta artéria encontra-se em uma porção 
mais profunda. Geralmente, com o 
envelhecimento, a perda de tecido adiposo 
faz com que a cavidade oral fique com um 
aspecto “murcho” e menos volumoso. Com 
isso, a artéria labial que antes era profunda, 
começaa ficar superficial. Muitas vezes, essa 
artéria fica visível, resultando na variação da 
normalidade. Também pode acontecer no 
lábio inferior, mas não é tão comum. Disponível em: https://opas.org.br/lingua 
negra-cabeluda-causas-sintomas-e-tratamentos/ 
 
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@thaistudandoodonto 
Exostoses 
 
Exostoses = Todo osso normal em local 
anormal. 
São protuberâncias ósseas. Quando 
localizadas em mandíbula são chamadas 
tórus mandibular e em maxila, tórus 
palatino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tórus mandibular 
 
Disponível em: http://blog.cvdentus.com.br/caso-clinico-dr-diego-bazan-
remocao-de-torus-mandibular/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tórus palatino 
Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/images/ 
estomatologia/lesoesfundamentais/estudodecasoclinico9.pdf/ 
 
Capítulo 5 
 
Alterações de glândulas salivares 
 
3 pares de glândulas maiores: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.tuasaude.com/glandulas-salivares/ 
- Parótida: é a maior glândula salivar e está 
localizada na frente da orelha e atrás da 
mandíbula; 
- Submandibular: fica presente na parte 
posterior da boca; 
- Sublingual: pequena e está localizada por 
baixo da língua. 
 
Obs: Todas as glândulas salivares produzem 
saliva, no entanto as glândulas parótidas 
(maiores glândulas) são responsáveis pela maior 
produção e secreção de saliva. 
 
Numerosas glândulas salivares menores na 
submucosa da cavidade bucal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://tede.unioeste.br/bitstream/tede/50 
79/5/Celina_Cabral2020.pdf 
 
 Doenças não neoplásicas 
de glândula salivar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceitos importantes 
 
Neoplasia = É uma proliferação desordenada e 
autônoma de células no organismo. 
 
Neoplasia maligna (câncer) = Geralmente 
possui crescimento rápido, alteração celular 
em grande escala e ocorre a invasão tecidos 
vizinhos (metástase). 
 
Neoplasia benigna = Geralmente possui 
crescimento lento, ordenado e com limites 
definidos (permanece no local afetado). Os 
tumores benignos são constituídos por células 
bem semelhantes às que os originaram. 
 
Obs: Todo câncer é maligno. 
 
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► Fenômenos de retenção e 
extravasamento de muco (ocorre nas 
glândulas salivares menores): 
 
- Mucocele; 
- Rânula. 
 
Obs: Clinicamente não é possível diferenciar se é 
um fenômeno de retenção ou de 
extravasamento. Só conseguimos identificar essa 
diferença na lâmina histopatológica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://saudecelulahumana.blogspot.com 
/2016/09/biologia-celular-do-acino.html 
 
Se após um trauma a glândula rompe o 
ducto, acontecerá um extravasamento. 
Porém, se ocorrer um entupimento do 
ducto, haverá retenção (acúmulo de saliva). 
Há uma grande incidência desses 
acontecimentos no lábio inferior, pois é uma 
região que possui muitas glândulas 
menores e é mais susceptível a traumas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Retenção de muco (cisto de ducto salivar) 
 
Fenômeno de retenção de muco: 
- Cistos verdadeiros do ducto da glândula 
salivar ou cisto mucoso de retenção – pois ao 
redor do ducto há o revestimento epitelial. 
 
Fenômeno de extravasamento de muco: 
 
- Pseudocisto, ruptura do ducto das 
glândulas salivares com extravasamento de 
muco para os tecidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Extravasamento de muco 
 
Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/3656357/ 
 
Obs: Essas definições são descrições 
histopatológicas. 
 
Diagnósticos: 
 
Mucocele 
 
Fenômeno de retenção ou extravasamento 
de muco das glândulas salivares menores. 
Ocorre em qualquer região da cavidade 
bucal. 
 
- Acomete principalmente crianças e 
adultos jovens (pois crianças possuem mais 
glândulas salivares menores e são mais 
susceptíveis a traumas); 
- Cor normal a azulada (pois possui 
conteúdo salivar); 
- Acomete principalmente lábio inferior e 
lateralmente à linha média (pela quantidade 
de glândula e traumas na região); 
- Lesões são recorrentes, com rompimento e 
liberação de líquido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odontoblogia.com.br/mucocele-tratamento/ 
 
- Não existe mucocele em lábio superior. 
Acredita-se que quando o paciente 
traumatiza glândula do lábio superior, 
ocorre algum fenômeno inflamatório que 
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faz com que ocorra outra lesão, e não a 
mucocele. 
 
_ Tratamento e prognóstico: 
 
- Remoção cirúrgica local; 
- Remoção das glândulas adjacentes; 
- Excelente prognóstico. 
 
Prognóstico = previsão da evolução do 
quadro do paciente. 
 
Rânula 
 
Mucocele no assoalho bucal. 
 
- Tumefação azulada, flutuante; 
- Ocorre lateralmente à linha média 
(diferente de cisto dermóide). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://dentopolis.blogspot.com/2015/08/o-que-e-ranula-ou-
mucocele-sublingual.html 
 
_ Tratamento e prognóstico: 
 
- Remoção completa: 
Não é uma opção muito viável, pois o 
assoalho bucal é uma região com muitos 
vasos sanguíneos calibrosos e superficiais. 
Desse modo há grandes chances de 
rompimento desses vasos, podendo causar 
uma hemorragia. 
 
- Marsupialização: 
Há a remoção da “tampinha” da rânula. A 
área removida será encaminhada para a 
biópsia e o “buraco” que ficou na rânula será 
suturado, de modo que continue aberto. O 
objetivo da sutura nessa situação é não 
deixar o corte cicatrizar. Essa sutura tem por 
objetivo permitir o processo de epitelização 
do local, ou seja, haverá o surgimento de um 
novo ducto. 
 
- Micromarsupialização. 
É utilizado um fio de sutura grosso e são 
feitas suturas na rânula. No momento de 
realizar a suturas a saliva vasa. O objetivo é 
deixar essa sutura vários dias para que 
aconteça a epitelização e 
consequentemente o surgimento de vários 
ductos novos. 
 
► Sialoadenites (ocorre nas glândulas 
salivares maiores): 
 
- Sialoadenite aguda; 
- Sialoadenite crônica (Sialolitíase). 
 
Sialo = Saliva 
+ Adeno = glândula 
+ Ite = inflamação 
Sialoadenite = Inflamação na glândula 
salivar. 
 
Sialoadenite aguda 
 
Sialoadenite supurativa aguda (infecção 
bacteriana): 
 
- Geralmente acomete a glândula parótida; 
- Causas: Redução do fluxo salivar ou 
obstrução do ducto salivar; 
- Staphylococcus aureus é o principal agente 
causal, de 50% a 90% dos casos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://docplayer.com.br/75991718-Karen-correa-de-oliveira-
sialolitiase-consideracoes-sobre-etiologia-diagnostico-e-tratamento.html 
 
O diagnóstico é clínico e o tratamento é a 
eliminação das causas, como: 
 
- Hidratação; 
- Higiene oral adequada; 
- Uso de antibióticos. 
 
Obs: Sialolito é o cálculo que se desenvolveu na 
glândula salivar. 
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Sialoadenite crônica, sialoadenite obstrutiva 
ou sialolitíase 
 
- Sintomatologia dolorosa é mais fraca; 
- Ocorre por um período mais prolongado; 
- Haverá a investigação da existência de um 
sialolito; 
- 80% dos casos ocorrem na glândula 
submandibular (ducto tortuoso – ducto que 
faz curva e facilita o acúmulo de saliva); 
- Aproximadamente 20% na glândula 
parótida; 
- Diagnóstico é clínico e uso de exames de 
imagem (oclusal); 
- Clinicamente observa-se endurecimento 
no soalho à palpação e o orifício do ducto 
torna-se eritematoso e elevado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://puromd.com/tratamento-dos-sintomas- 
da-pedra-da-glandula-salivar-para-pedras-no-ducto/ 
 
Deverá haver a estimulação de salivação 
para a retirada do cálculo (limão, 
hiperbolóide...). Não há utilização de 
antibióticos em casos crônicos. 
 
Obs: Quando o sialolito encontra-se dentro da 
glândula, o paciente deverá ser encaminhadopara o cirurgião de cabeça e pescoço, pois 
cirurgiões-dentistas não operam glândulas 
salivares maiores. 
 
_ Tratamento: 
 
- Massagens na glândula; 
- Aplicação de calor; 
- Aumento de ingestão de líquidos; 
- Tratamento cirúrgico (quando o sialolito 
não é expelido sozinho). 
 
► Xerostomia. 
 
Xerostomia (boca seca) 
 
Sensação “boca seca”: 
- Sensação de secura mas com fluxo salivar 
normal (candidíase); 
- Diminuição do fluxo salivar (hipofunção da 
glândula); 
É necessário avaliar o fluxo salivar para descobrir 
se a xerostomia é apenas sensação ou se há 
realmente uma diminuição de fluxo. 
 
 
Sintomas comuns da hipofunção do fluxo 
salivar: 
- Dificuldade para mastigar ou engolir; 
- Alteração do paladar; 
- Sensação de queimação e dor; 
- Aumento da viscosidade da saliva; 
- Dificuldade de uso da prótese. 
 
Causas específicas: 
- Aplasia (ausência) de glândulas salivares. 
 
Doenças sistêmicas: 
- Síndrome de Sjogren (doença autoimune 
caracterizada pela hipofunção de glândula 
lacrimal e salivar); 
- Diabetes; 
- Infecção pelo HIV; 
- Síndrome da ardência bucal. 
Iatrogênica: 
- Medicação; 
- Radiação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Xerostomia 
 
_Tratamento: 
 
Em casos de sintomatologia: 
- Produtos de uso tópico para aumentar 
lubrificação da mucosa; 
- Hidratação adequada; 
- Estimulantes salivares como goma de 
mascar. 
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 Doenças neoplásicas 
de glândula salivar 
 
► Neoplasias epiteliais benignas: 
 
- Adenoma Pleomórfico (tumor misto); 
- Mioepitelioma; 
- Adenoma de Células Basais; 
- Adenoma Canalicular; 
- Tumor de Warthin; 
- Oncocitoma; 
- Adenoma Sebáceo; 
- Papilomas Ductais; 
- Cistoadenoma papilar; 
- Sialoblastoma. 
 
► Neoplasias epiteliais malignas: 
- Tumor misto maligno 
 _ Carcinoma ex-adenoma pleomórfico; 
 _ Tumor misto metastatizante. 
- Carcinoma mucoepidermóide; 
- Adenocarcinoma de células acinares; 
- Carcinoma adenóide cístico; 
- Adenocarcinoma polimórfico de baixo 
grau; 
- Adenocarcinoma de células basais; 
- Adenocarcinoma de células claras; 
- Adenocarcinoma; 
- Carcinoma mioepitelial; 
- Carcinoma do ducto salivar; 
- Adenocarcinoma de células claras; 
- Carcinoma oncocítico. 
 
► Incidência: 
- 2% a 6,5% das neoplasias de cabeça e 
pescoço; 
- Discreta predominância feminina. 
 
► Etiologia: 
- Predisposição genética; 
- Exposição à radiação; 
- Tabaco e álcool. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
► Localização mais comum: 
- Parótida: 64% a 80%; 
- Glândulas salivares menores: 9% a 23%; 
- Submandibular: 8% a 11%; 
- Sublingual: 1%. 
 
► Localização x Subtipo: 
 
 
Tumores 
benignos 
Tumores malignos 
Parótida 
Adenoma 
pleomórfico 
Carcinoma 
mucoepidermóide 
e adenocarcinoma 
de células acinares 
Submandibular 
Carcinoma 
adenóide cístico 
Sublingual 
Carcinoma 
adenóide cístico e 
mucoepidermóide 
Glândulas 
menores 
Carcinoma 
mucoepidermóide 
e adenocarcinoma 
polimorfo de baixo 
grau 
 
► Neoplasia benigna de glândula salivar 
 
Adenoma pleomórfico 
 
- Pleomórfico = híbrido, misto. 
 
Tumor misto, pois ocorre a neoplasia das: 
- Células do ducto; 
- Células mioepiteliais. 
 
Características clínicas: 
- Tumor misto (células do ducto e 
mioepiteliais); 
- Glândula mais comum – 60% dos tumores 
em parótida; 
- Nas glândulas salivares menores 
localizam-se principalmente no palato duro 
e mole. 
 
Diagnóstico diferencial = Se refere a 
doenças possíveis do paciente, que possam 
explicar seus sinais e sintomas. São todas as 
hipóteses diagnósticas. 
 
Diagnóstico diferencial do adenoma 
pleomórfico = Tórus. 
Sublingual: 1%. 
Submandibular: 
8% a 11% 
Parótida: 
64% a 80%. 
Glândulas salivares 
menores: 9% a 23%. 
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Obs: O adenoma pleomórfico é uma lesão 
encapsulada. Cirurgicamente essa cápsula 
facilita a remoção total da lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.isaude.com.br/noticias/detalhe/ 
noticia/voce-sabe-o-que-e-adenoma-pleomorfico/ 
 
_Tratamento e prognóstico: 
 
- Excisão cirúrgica; 
- Podem ocorrer recidivas; 
- Índice de cura de 95%; 
- Transformação maligna de 5%: 
 _ Carcinoma ex-adenoma pleomórfico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.elsevier.es/en-revista-revista-portuguesa-
estomatologia-medicina-dentaria-330-articulo-tratamento-adenoma-
pleomorfico-em-palato-S1646289016000066 
 
- Prognóstico: bom. 
 
► Neoplasia maligna de glândula salivar 
 
Obs: Toda lesão que começa com “carcinoma” 
remete a uma neoplasia maligna. 
 
Carcinoma mucoepidermóide 
 
- Neoplasia maligna mais comum tanto em 
glândulas maiores como menores 
(principalmente palato); 
- Ampla distribuição etária (mais comum 
em crianças e jovens adultos); 
- Associada à história de radioterapia 
terapêutica, ou radiação ionizante 
(tratamento de câncer). 
- Massa firme, de crescimento lento, indolor 
e superfície lisa; 
- Massas de crescimento rápido, fixas, 
ulceradas dolorosas, disfagia, hemorragia 
ou trismo. 
 
Diagnóstico diferencial do carcinoma 
mucoepidermóide = Adenoma pleomórfico, 
mucoceles, carcinoma de células 
escamosas. 
 
Obs: É exatamente por causa do diagnóstico 
diferencial que é recomendado realizar a biópsia 
incisional em casos de suspeita de adenoma 
pleomórfico, pois a partir da análise da biópsia 
pode-se descobrir que na verdade a lesão é um 
carcinoma mucoepidermóide. 
 
Histopatologia: 
- O tumor tem uma aparência citológica 
benigna, mas é invasivo. 
- Podem acontecer ocasionais metástases; 
- O tumor apresenta uma variável 
proporção de estruturas císticas e áreas 
sólidas. 
 _ estruturas císticas são compostas por células 
epidermóides, mucosas, intermediárias ou 
colunares; 
 _ espaços císticos contém muco. 
 
O carcinoma mucoepidermóide é uma 
lesão de origem glandular, porém pode 
acometer a área intra-óssea. 
 
Gradação histopatológica: 
 
 
Formação 
cística 
Atipia 
Células 
mucosas, 
epidermóides e 
intermediárias 
Baixo grau 
Fortement
e presente 
Presente 
ou não 
Fortemente 
presente células 
mucosas 
Grau 
intermediário 
Intermediá
rio 
Presente 
ou não 
Três tipos 
celulares 
Alto grau 
Pouco 
presente 
Presente 
Fortemente 
presente células 
epidermóides 
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Obs: Baixo grau = Prognóstico melhor, pois 
possui um baixo grau de malignidade; 
 
Atipia = Presença de células bizarras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808-
52102010000100010&script=sci_arttext 
 
_Tratamento e prognóstico: 
 
- Remoção cirúrgica completa (com 
margem de segurança); 
- Recidivas raras em lesões de baixo grau; 
- Prognóstico é desfavorável em lesões de 
alto grau (Pode ser necessária a 
radioterapia após a cirurgia). 
- Mais comum nas glândulas menores, 
parótida e sublingual. Pode acontecer na 
glândula submandibular, porém não é tão 
comum. 
 
Carcinoma adenóide cístico 
 
- 50% ocorre em glândulas salivares 
menores (palato) e, em seguida parótida. 
- Prevalência de 5ª a 7ª década de vida, 
geralmente acomete mulheres. 
- Crescimento lento, mas apresenta-se 
como uma massa infiltrativa, às vezes com 
evidência radiográfica de destruição óssea. 
- Lesão mais agressiva. 
 
Características Histopatológicas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_Tratamento e prognóstico: 
 
- Sobrevida em 5 anos é 80% (20% dos 
pacientes morrem dessa doença em 5 
anos); 
- Recorrência é comum; 
- Excisão local e radioterapia (padrão). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/27238077.pdf 
 
Revisão: 
 
► Lesões de retenção e extravasamento de 
muco 
 
 Mucocele Rânula 
Localização 
Qualquer 
região 
Assoalho bucal 
Cor Arrozeada/azulada 
Tratamento 
Remoçãocirúrgica 
Micromarsupialização, 
remoção completa e 
marsupialização 
Causa Trauma 
 
Mucocele – Regiões mais acometidas: 
1 – Lábio inferior; 
2 – Ventre de língua; 
3 – Mucosa jugal. 
 
Grupo de pacientes mais acometidos: 
Crianças (pois possuem mais glândulas e 
sofrem mais traumas). 
 
► Sialoadenites 
 
- Sialoadenite X Sialolitíase; 
- SIaloadenite = Inflamação das glândulas 
salivares; 
- Sialolitíase = Presença de sialolito; 
- Sialolito = Cálculo (se não for expelido, 
deve-se remover cirurgicamente); 
- A sialolitíase pode causar uma 
sialoadenite, ou seja, a glânndula pode 
inflamar devido à presença de um cálculo. 
Padrão 
cribiforme 
Padrão 
tubular 
Padrão 
sólido 
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- Existe sialoadenite aguda e crônica; 
- Conseguimos diferenciar aguada de 
crônica observando aspectos como: 
 _ Dor; 
 _ Presença de pus; 
 _ Sintomas fortes. 
- Tratamento: 
Na sialoadenite aguda utilizamos 
antibiótico, na crônica apenas iremos 
estimular a produção de saliva. 
 
 Aguda Crônica 
Supuração Sim Não 
Dor Muita 
Ausente ou 
leve 
Saliva (à ordenha) 
Turva, 
purulenta 
Escassa ou 
ausente 
Aumento de 
volume 
Sim Sim 
Pode ser causado 
por um sialolito? 
Sim Sim 
Tratamento 
ATB 
(Clavulin) + 
estimulação 
da glândula 
Estimulação 
da glândula 
salivar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 6 
 
Lesões pigmentadas da mucosa bucal 
 
Aspectos que devem ser observados: 
 
- Uni x Multifocal; 
- Fator exógeno associado; 
- Lesões de pele / / Diagnósticos diferenciais; 
- Evolução da lesão; 
- História médica pregressa; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Endógena Exógena 
Mácula melanótica oral Melanose do fumante 
Melanoacantoma oral 
Pigmentação por 
metais 
- Nevo melanocítico 
- Nevo azul 
Pigmentação 
medicamentosa 
Melanoma (maligno) Língua pilosa 
 
 
► Neoplasias de origem glandular 
 
 Adenoma pleomórfico Carcinoma mucoepidermóide 
Carcinoma adenóide 
cístico 
Natureza Benigno Maligno Maligno 
Idade Variável Crianças e jovens adultos Idosos 
Tratamento Remoção cirúrgica 
Remoção cirúrgica com margem 
de segurança (em alguns casos 
pode ser necessária redioterapia) 
Remoção cirúrgica + 
radioterapia 
Metástase Não Raro Sim 
Prognóstico Bom Variável Ruim 
Crescimento Lento Variável Lento (porém infiltrativo) 
Dados 
clínicos 
Bem delimitado, firme 
à palpação e recoberto 
por mucosa saudável 
Variável (pode variar entre o 
adenoma pleomórfico e o c. 
adenóide cístico) 
Mal delimitado, macio, 
ulcerado ou não. 
 
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A melanose do fumante é um tipo de mácula 
melanótica, porém de causa exógena. 
 
Endógena: Pigmentação decorrente do 
próprio organismo do paciente. 
Exógena: Pigmentação decorrente de 
fatores externos. 
 
► Mácula melanótica: Mancha decorrente 
da deposição de melanina na cavidade 
bucal. 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://doctorhoogstra.com/pt/wiki/macula-melanotica-labial/ 
 
Quando a pigmentação na gengiva inserida 
incomoda o paciente, há a possibilidade de 
realizar um procedimento estético para a 
retirada da mácula. Porém, por ser uma 
pigmentação fisiológica, ela pode retornar. 
 
► Melanose do fumante: A melanose do 
fumante é um tipo de mácula melanótica, 
porém de causa exógena. Ocorre em 
pacientes que fazem o uso crônico do 
tabaco. Geralmente pacientes com 
melanose do fumante possuem lábios 
escurecidos e pigmentação nos dentes. 
- É reacional (tabaco); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://pt.slideshare.net/rafa12071/leses-fsicas-e-qumicas-bucais 
 
- Lesões acontecem principalmente na 
parte interna da boca, na gengiva inserida 
anterior (pois no momento que o paciente 
traga a fumaça quente, a fumaça atinge 
diretamente a gengiva. A produção de 
melanina é uma reação de proteção da 
mucosa contra essa fumaça). 
- Pode regredir após a cessação do hábito. 
 
► Melanoacantoma oral: É um diagnóstico 
diferencial da mácula melanótica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.jomfp.in/viewimage.asp?img=JOral 
MaxillofacPathol_2012_16_3_441_102514_f1.jpg 
A lesão surge na cavidade oral do paciente e 
apresenta crescimento. Tem origem 
patológica. 
- Remissão espontânea após biópsia (O 
estímulo cirúrgico faz com que a lesão 
desapareça). 
 
► Nevo melanocítico: Nevos são lesões que 
possuem pequenas elevações. Na cavidade 
bucal são mais difíceis de acontecer, pois 
geralmente o seu surgimento é estimulado 
pela radiação solar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ricardosgomez.com/temas-relevantes/o-desafio-no-
diagnostico-das-les%C3%B5es-pigmentadas-da-mucosa-bucal/ 
 
Diagnóstico diferencial: Melanoma. 
 
► Nevo azul: Possui como principal 
diagnóstico diferencial as lesões por 
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medicamentos. Há uma pequena taxa de 
transformação maligna. 
Realiza-se primeiro a biópsia incisional e 
depois de confirmado o diagnóstico de 
nevo azul, a biópsia excisional é realizada. 
Não é um diagnóstico diferencial do 
leucoedema, pois o leucoedema acontece 
em mucosa jugal e o nevo azul ocorre em 
palato duro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ 
arttext&pid=S0365-05962011000700015 
 
► Melanoma: Raro na cavidade bucal. É 
uma lesão grave, infiltrativa e agressiva. 
Possui crescimento rápido e é heterogêneo. 
Geralmente realiza-se a biópsia incisional. 
O seu prognóstico em cavidade bucal é pior 
que o prognóstico de melanoma em pele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com 
/2015/03/melanoma-oral.html 
 
► Tatuagem por amálgama: Lesões com 
fundo acinzentado. Geralmente as lesões 
possuem uma cor parecida com chumbo. 
A primeira conduta de uma suspeita de 
tatuagem por amálgama é realizar o raio-x. 
Muitas vezes o amálgama que está 
impregnado no tecido aparece como uma 
estrutura radiopaca na radiografia. 
Se o raio-x não for suficiente para chegar a 
um diagnóstico conclusivo (pois a prata 
pode ser insuficiente para aparecer na 
radiografia), deve-se realizar a biópsia 
incisional para se obter o diagnóstico 
correto. 
Nesses casos, devemos proservar o paciente 
(Proservar: Estágio de observações 
periódicas de um tratamento Odontológico 
para o acompanhamento da evolução de 
estados clínicos, radiográficos de saúde 
bucal e da saúde geral do paciente). Após a 
conclusão do 
diagnóstico o 
paciente segue 
a sua vida 
normalmente. 
 
Disponível em: 
https://www.facebook.com/
estomatologiabh/photos/tat
uagem-por-
am%C3%A1lgamamuitos-
materiais-pigmentados-
podem-ser-implantados-na-
mucos/1939639386321743/ 
 
► Pigmentação medicamentosa: 
 
Pigmentação decorrente do uso de 
medicamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2017/11/580410 
/manchasescuras.pdf 
 
Exemplos de medicamentos que causam 
pigmentação: 
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- AZT; 
- Ciclosporina; 
- Cloroquina; 
- Glivec. 
 
► Pigmentação por metais pesados: 
 
Pigmentação decorrente da aspiração do 
pó de metais pesados (geralmente acomete 
trabalhadores de minas, pois eles aspiram o 
pó do minério). Tais pessoas podem 
apresentar problemas pulmonares (fibrose 
pulmonar) e pigmentação na gengiva. São 
casos raros. 
 
► Língua pilosa: 
 
Condição benigna decorrente do acúmulo 
de ceratina nas papilas filiformes (estão 
presentes no dorso da língua). Se apresenta 
como projeções difusas, semelhantes a 
pelos no dorso da língua devido à retenção 
de ceratina na superfície das papilas 
filiformes. Sua coloração varia entreacastanhada, amarelada ou enegrecida em 
função da participação de diferentes 
pigmentos provenientes da alimentação, 
tabaco e bactérias. 
Geralmente não apresenta sintomas, mas 
em alguns casos podem surgir sensações 
de náusea, gosto desagradável e halitose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45464573 
 
Capítulo 7 
 
Processos proliferativos 
 
 
Processos proliferativos não neoplásicos: 
 
- Lesões que ocorrem comumente na 
mucosa bucal caracterizadas pela 
proliferação tecidual geralmente de 
natureza inflamatória (lesões relacionadas a 
um fator irritativo). 
 
► Características comuns: 
 
- Elevações nodulares; 
- Pediculadas ou sésseis; 
- Coloração rosada a avermelhada; 
- Evolução lenta e bem delimitada; 
- Consistentes à palpação; 
- Superfície lisa, lobulada, brilhante ou 
ulcerada (trauma). 
 
► Fibroma de irritação / Hiperplasia fibrosa 
/ Fibroma traumático: Acomete 
principalmente pacientes adultos de meia-
idade e idosos; 
- Pacientes do sexo feminino são mais 
acometidas; 
- Mucosa jugal, ao longo da linha de 
oclusão, língua e região labial; 
- Lesões nodulares comuns, consistência 
firme, assintomáticas, coloração 
semelhante à mucosa, base pediculada, 
superfície lisa; 
- Lesão decorrente de traumas crônicos 
(ações repetitivas); 
- Quanto mais branca a lesão, mais antiga 
ela é (pois o trauma estimula a produção de 
ceratina). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://ead.ict.unesp.br/mod/data/view.php?d=25&rid=36 
 
► Hiperplasia fibrosa inflamatória: Adultos 
de meia-idade e idosos. Acomete 
principalmente pessoas que utilizam 
prótese removível; 
- Geralmente ocorre em ambos maxilares 
(maxila e mandíbula na região de rebordo 
alveolar); 
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- É uma lesão traumática; 
- Epúlide Fissurada (termo antigo): 
Caracterizada por uma hiperplasia fibrosa 
inflamatória em decorrência do uso de 
prótese que apresenta uma fissura entre a 
lesão, onde a prótese “se encaixa”; 
- Pregas de tecido hiperplásico no rebordo 
alveolar; 
- Frequentemente associada ao uso de 
prótese mal adaptada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://pt.slideshare.net/sanmarreto/ 
hiperplasias-reacionais-do-tecido-conjuntivo 
 
Tratamento: 
- Remoção cirúrgica; 
- Correção da prótese para evitar recidiva. 
 
► Granuloma piogênico: Acomete 
principalmente crianças e adultos jovens; 
- Acomete com grande prevalência 
gestantes (granuloma gravídico). Mulheres 
grávidas apresentam lesões em gengiva 
com crescimento gradual durante a 
gravidez. No granuloma gravídico a 
principal causa da lesão são as alterações 
hormonais; 
- Lesão associada à higienização precária; 
- Presença de biofilme bacteriano, tártaro, 
principalmente na gengiva; 
- Geralmente está associado à ulceração 
secundária; 
- Coloração mais avermelhada relacionada 
ao fator inflamatório (presença de 
microorganismos, biofilme, tártaro...) e ao 
fator morfológico da lesão (pois ele possui 
como característica a proliferação de vasos 
sanguíneos); 
- Lesão que possui sangramento 
espontâneo; 
- A inflamação estimula a hiperemia (vaso 
sanguíneo com maior volume de sangue); 
- O granuloma piogênico acomete 
principalmente a gengiva, mas não 
exclusivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://dspace.uniceplac.edu.br/bitstream/12345 
6789/159/1/Viviane_Lima_0005952.pdf 
 
Tratamento: 
- Remoção cirúrgica (biópsia excisional, 
exceto em lesões muito grandes em que há 
dúvidas do diagnóstico); 
- Remoção dos fatores irritantes; 
- O tratamento pode ser postergado para 
lesões durante a gravidez; 
- Em pacientes gestantes é indicado realizar 
a cirurgia no 2º trimestre de gravidez, pois 
no 1º trimestre há o risco de aborto 
espontâneo e no 3º trimestre há o risco de 
parto prematuro. 
 
Se a lesão não for removida 
completamente, pode ocorrer recidiva. 
A tendência do granuloma piogênico com o 
passar do tempo é ficar menos 
vascularizado e mais fibrosado. 
 
► Granuloma periférico de células gigantes: 
É um diagnóstico diferencial do granuloma 
piogênico (porém apresenta uma coloração 
mais arroxeada). 
- É uma lesão reacional a um trauma 
(caracterizada pela migração de muitas 
células gigantes multinucleadas – 
macrófagos que vão se diferenciar para 
combater infecções): 
 _ Extrações dentárias, próteses e 
restaurações mal adaptadas, cálculos... 
- Geralmente acomete adultos jovens, na 
maioria das vezes mulheres; 
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- Predileção pela mandíbula; 
- Exclusivo da gengiva ou rebordo alveolar 
edêntulo; 
- Lesão semelhante histologicamente ao 
granuloma de células gigantes central; 
- Nódulo, cor de vermelho a azulado 
(arroxeado), séssil ou pediculado, podendo 
ter superfície ulcerada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.doi.editoracubo.com.br//10.4322/1980-0029.182017 
 
Granuloma Periférico de células gigantes: 
Lesão Extra-óssea (tecido mole). 
Granuloma Central de células gigantes: 
Lesão Intra-óssea (tecido duro). 
Na Lâmina as lesões são iguais, porém são 
doenças diferentes. 
 
Tratamento: 
- Remoção cirúrgica (biópsia excisional, 
exceto em lesões em que há dúvidas do 
diagnóstico); 
- Remoção dos fatores irritantes. 
 
► Fibroma ossificante periférico: Lesão 
localizada fora do osso (periférica); 
- Crescimento localizado na gengiva e 
representa lesão proliferativa reacional. 
- Granuloma piogênico ---> Maturação e 
mineralização (teoria de que o granuloma 
piogênico não removido pode ficar mais 
fibrosado e causar o fibroma ossificante 
periférico). 
- Exclusivo da gengiva; 
- Massa nodular (pode aumentar o seu 
tamanho e se tornar um tumor), séssil ou 
pediculada, cor vermelha ou rosa e pode 
apresentar ulceração; 
- Acomete geralmente jovens e na maioria 
das vezes mulheres; 
- Predileção pela maxila anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.ricardosgomez.com/casos-clinicos/fibroma-
ossificante-periferico/ 
 
Radiograficamente: 
Conseguimos 
identificar um 
material calcificado 
na radiografia. 
 
Disponível em: 
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=
S0102-
36162016000100100&script=sci_arttex
t&tlng=pt 
 
Tratamento: 
- Remoção cirúrgica, subperiosticamente; 
- Remoção dos fatores irritantes. 
 
► Neuroma traumático: Trauma em nervo 
periférico, devido a procedimentos 
cirúrgicos (exodontias ou injeção de 
anestésico). 
- Tentativa de regeneração resulta em 
massa de tecido fibroso, composto por 
células de Schwann e axônios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Possui sintomatologia dolorosa; 
- Nódulos não ulcerados de superfície lisa; 
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- Mais comuns na região do forame 
mentoniano, língua e lábio inferior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://oqueeissodoutor.blogspot.com/2017/05/neurofibroma-e-
neuroma-traumatico.html 
 
- Geralmente ocorre em porções mais 
profundas; 
- Pacientes adultos de meia-idade são mais 
acometidos; 
- Mais comum em mulheres; 
- Lesões são assintomáticas na maioria, mas 
podem apresentar dor evidente (dano em 
fibra nervosa). 
 
Microscopicamente: Proliferação aleatória 
de feixes nervosos maduros em um 
estroma de tecido conjuntivo fibroso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
- Remoção cirúrgica envolvendo porção do 
nervo envolvido. 
- A dor pode persistir ou retornar. 
 
Capítulo 8 
 
Carcinoma de células escamosas 
(Carcinoma Espinocelular) 
 
 
Abreviações: CEC ou CCE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
►Neoplasia: 
 
Neo = novo + plasia = formação 
 
- Proliferação celular anormal, 
descontrolada e autônoma. 
 
 
 
Alterações genéticas 
 
► Lesões malignas de boca: 
 
- 90% são carcinomas de células escamosas. 
- 10% são neoplasias: 
 _ Glândula salivar; 
 _ Linfomas;_ Mesenquimal. 
 
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) 
– 2005 
 
Neoplasia maligna = Câncer. 
Carcinoma = Todo câncer que tem origem 
de célula epitelial. 
Sarcoma = Câncer que tem origem em 
células mesenquimais. 
 
►Carcinoma de células escamosas 
(Carcinoma espinocelular): 
 
- Neoplasia maligna mais frequente da 
cavidade bucal (>90% das lesões malignas 
de boca); 
- Acomete geralmente pacientes do sexo 
masculino, > 40 anos (fortemente 
relacionado aos fatores de risco, como 
álcool, tabaco, exposição ao sol...); 
 
 
Conceitos importantes: 
 
Tumor: Aumento de volume. Nem sempre 
é neoplasia. 
 
Neoplasia: Proliferação celular anormal e 
autônoma que persiste mesmo após 
cessado o estímulo que a provocou. 
Classifica-se de acordo com o 
comportamento biológico em benigna ou 
maligna. 
 
Câncer: Neoplasia maligna. 
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26 
 
 
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- A maioria dos casos é diagnosticada em 
estágios avançados (lesão inicial indolor). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características clínicas do carcinoma de 
células escamosas: 
 
- Lesões únicas; 
- Bordas em roletes e endurecidas; 
- Limites imprecisos; 
- Fixação aos tecidos adjacentes; 
- Associação com áreas eritroplásicas ou 
leucoplásicas; 
- Áreas de hemorragia; 
- A lesão pode ter aspecto granuloso 
(aspecto de amora, moriforme); 
- Crescimento rápido; 
- Áreas de necrose (as células proliferam tão 
rápido que o fluxo sanguíneo não consegue 
irrigar, por isso ocorre morte celular). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://opas.org.br/carcinoma-de-celulas-escamosas/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.odonto.ufmg.br/cenex/cursos-e-
eventos/patologia2020/ 
 
Aspecto “roído por traça” - Indica lesão 
maligna. 
 
Áreas afetadas: 
 
- O carcinoma de células escamosas pode 
acometer qualquer região da cavidade 
bucal; 
- Regiões diferentes podem apresentar 
comportamentos diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
►Carcinoma de células escamosas de lábio 
 
- Pode acometer tanto o lábio superior 
quanto o inferior; 
- Principal causa (fator etiológico): exposição 
solar; 
Distribuição proporcional dos 10 tipos de 
câncer estimados para 2014 (Estudo 
realizado em 2010 pela Organização Mundial 
da Saúde – último levantamento realizado 
pela OMS) 
 
Resultados ► Estimativa do carcinoma 
de células escamosas: 5º mais comum 
entre os homens e 11º mais comum em 
mulheres. 
 
Bordas em rolete e endurecidas 
Pontos de hemorragia 
Pontos de hemorragia 
Áreas leucoplásicas 
(áreas de placa branca) 
Limites imprecisos 
Carcinoma de lábio 
- Lábio superior; 
- Lábio inferior. 
 
Carcinoma de orofaringe 
- Palato mole; 
- Base de língua; 
- Tonsilas. 
 
Carcinoma de boca 
- Língua; 
- Assoalho; 
- Gengiva; 
- Mucosa jugal. 
 
Áreas de necrose (úlcera 
de fundo sujo) 
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- Acomete mais o lábio inferior, pois o lábio 
superior recebe proteção contra a 
exposição solar (nariz); 
- 25% a 30% dos casos de carcinoma de 
células escamosas; 
- Crescimento lento e metástase incomum; 
- Acomete principalmente pacientes do 
gênero masculino (A prevalência de pessoas 
do sexo masculino em profissões que são 
submetidas à exposição solar é maior. Outro 
fator é que as pessoas do sexo feminino 
costumam usar batom, que mesmo em 
pequena parcela, ajuda no combate à 
exposição solar); 
- O índice de morte é baixo, porém a 
cirurgia pode ser mutiladora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://medicoresponde.com.br/ 
quais-sao-os-sintomas-de-cancer-de-boca/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://www.cabecaepescocosp.com.br/cancer-de-labio/ 
 
►Carcinoma de células escamosas de 
orofaringe 
 
- Geralmente o paciente sente sintomas de 
faringite; 
- Dor difusa; 
- Disfagia (Dificuldade para deglutir); 
- Principal fator etiológico: Infecção por HPV 
(principalmente subtipo 16); 
- A vacina de HPV é um método de 
prevenção do carcinoma de células 
escamosas de orofaringe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: 
https://scielo.conicyt.cl/sciel 
o.php?script=sci_arttext&pid 
=S0717-95022011000300004 
 
 
 
 
►Carcinoma de boca: 
 
- Região mais acometida: Língua (25% a 
40%) seguida de assoalho bucal (15% a 30%); 
- Pacientes do sexo masculino da 6ª a 8ª 
década de vida são mais acometidos; 
- A metástase é comum. 
- Etiologia: Multifatorial (Vários fatores 
podem influenciar para a ocorrência dessa 
doença): 
 _ Fatores genéticos; 
 _ Tabagismo; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://vivamelhoronline.com/2011/08/2 
4/conheca-alguns-compostos-do-cigarro/ 
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 _ Etilismo; 
 _ Nóz de betel; 
 _ Imunodepressão; 
 _ Desnutrição. 
 
- Não existe prevenção de câncer de boca, 
existe diagnóstico precoce. 
 
- Principal fator etiológico: Tabagismo (risco 
dose dependente – quanto mais o paciente 
fuma, maior o risco de desenvolver câncer 
de boca); 
 
- Para o câncer de boca, o cigarro de palha é 
mais prejudicial que o de filtro, pois nele a 
nicótica e a fumaça quente entra em 
contato direto com a mucosa do usuário. 
 
- Etilismo: Etanol sozinho não é 
carcinogênico, porém o paciente que ingere 
bebidas alcoólicas possui maior risco de ter 
câncer de boca do que um paciente que 
não ingere bebidas alcoólicas (Aumenta o 
risco de 8,5x a 9,2x). 
Porém, quando o álcool é associado ao 
fumo, a chance de desenvolver câncer de 
boca aumenta 141x. 
 
- Imunossupressão/Imunodepressão: 
Pacientes que possuem imunidade baixa, 
geralmente pessoas portadoras de HIV, 
transplantadas de medula óssea. 
Células malignas recém-criadas “escapam” 
do sistema imunológico (O nosso corpo 
possui algumas células que são criadas para 
exterminar células com alterações 
genéticas. O sistema imunológico, 
principalmente algumas células T, NK, 
conseguem identificar células com 
alterações genéticas e exterminá-las antes 
do câncer 
acontecer. 
Porém, em 
pacientes 
com o 
sistema 
imunológico 
debilitado, 
as células 
malignas “escapam” e conseguem se 
desenvolver). 
 
Imagem Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/17813802/ 
 
- Alterações genéticas: Os que codificam 
proteínas que dão sinais positivos a 
proliferação celular são os protooncogenes. 
Quando há uma mutação nessas proteínas, 
elas enviam estímulos de proliferação de 
células com uma frequência maior. 
 
Os que participam do controle negativo da 
proliferação celular e produzem proteínas 
que estão envolvidas na inibição do ciclo 
celular são os antioncogenes ou genes 
supressores de tumor. Se há uma mutação 
que faz com que eles não exerçam a sua 
função da maneira correta, as células 
proliferam descontroladamente. 
 
Progressão: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/neoplasia.htm 
 
Obs: É um processo linear. 
 
Metástase – As células neoplásicas entram 
na corrente sanguínea ou nos vasos 
linfáticos. No caso do câncer de boca, a 
Carcinoma in situ 
Quando as células neoplásicas estão 
restritas ao epitélio 
 
Carcinoma de células escamosas 
(invasão local – invadem o tecido 
conjuntivo) 
 
Metástases à distância (invadem 
outros órgãos) 
 
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metástase se dá pelos vasos linfáticos. Há o 
desprendimento e a disseminação das 
células neoplásicas, que vão percorrer os 
vasos linfáticos e alcançar outros órgãos, 
tecidos... 
Existem alguns sinais clínicos que indicam 
se o paciente já está em um processo de 
metástase. 
Devemos avaliar os linfonodos. 
O linfonodo metastático possui as seguintes 
características: 
- Fixo; 
- Duro; 
- Aumento de volume(crescimento 
progressivo); 
- Na maioria das vezes é unilateral; 
- Assintomático. 
 
O prognóstico do câncer de boca é pior do 
que os demais, pois a região onde se 
encontra a lesão está próxima dos 
linfonodos. Com isso, há grandes chances 
da metástase acontecer. 
 
Diagnóstico: Biópsia incisional + exame 
histopatológico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2014/03/lesoes-
malignas-carcinoma-de-celulas.html 
 
Pleomorfismo = Perda da morfologia 
 
Pleomorfismo celular: Células com formatos 
irregulares e perda de diferenciação celular 
(célula bizarra). 
 
Pleomorfismo nuclear: Núcleos de 
tamanhos e formas alterados. 
 
Núcleos hipercromáticos: Coloração forte. 
 
Figuras de mitose atípica: Células tentando 
se dividir de maneira irregular. 
 
Graus de diferenciação: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Subtipos de carcinomas de células 
escamosas de boca 
 
Subtipo Características 
Basalóide 
Carcinoma de alto grau, 
metástase mais 
frequente 
De células 
fusiformes 
Pior prognóstico; 
tipicamente ocorre 
como recorrência de 
pós-radiação 
Adenoescamoso 
Altamente infiltrativo e 
agressivo, metástase 
frequente e pior 
prognóstico 
Cuniculatum 
Bem diferenciado, 
localmente destrutivo, 
metástase rara, ocorre 
lentamente 
Verrucoso 
Não metastática, bem 
diferenciada, exofítica, 
não apresenta atipia, 
bom prognóstico, pode 
evoluir para lesão 
convencional invasiva 
Linfoepitelial 
Rara, geralmente 
associada a linfonodo 
metastático 
Bem diferenciados 
- Células neoplásicas mais 
semelhantes às do tecido de origem; 
- Melhor prognóstico. 
 
Intermediário 
 
Indiferenciado 
- Maior chance de metástases; 
- Pior o prognóstico. 
 
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Papilar 
Se origina da gengiva, 
melhor prognóstico 
Acantolítico 
Variante cutânea que 
pode ocorrer no lábio 
 
►Esquema das características: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
►Fatores prognósticos do carcinoma de 
células escamosas: 
 
Prognóstico = Quadro de evolução da 
doença. 
 
Fatores prognósticos: 
- Estadiamento clínico: Sistema TNM; 
- Localização da lesão (acesso); 
- Grau de diferenciação; 
- Estado geral do paciente. 
 
Estadiamento clínico: Sistema TNM 
 
Utilizado para estadiar (nivelar) todos os 
cânceres que existem. Sistema que permite 
classificar a evolução das neoplasias 
malignas, para se determinar o melhor 
tratamento e a sobrevida dos pacientes. 
 
Leva em consideração 3 aspectos: 
 
T = Tamanho 
Dimensão do tumor (1 a 4) 
N = Nódulo metastático 
Disseminação linfonodos regionais (0 a 3) 
 
M = Metástase à distância 
Presença ou não de metástases (0 a 1) 
 
Combinação das subcategorias do TNM 
determina os estádios clínicos (0 a IV). 
 
TNM: 
 
T = Tamanho tumor primário 
 
Tx: Tumor não pode ser avaliado. 
T0: Tumor primário não foi encontrado. 
Ex: Se tiverem realizado a biópsia excisional. 
Tis: Carcinoma in situ. 
 
T1. T2, T3 e T4: Descrevem tamanho do 
tumor e o grau de infiltração nos tecidos 
adjacentes (Quanto maior o T, maior a 
lesão). 
 
TNM: 
 
N = Presença de nódulos linfáticos 
 
Nx: Linfonodos não podem ser avaliados. 
N0: Ausência de lesão nos linfonodos 
vizinhos. 
 
N1, N2 e N3: Tamanho e número de 
linfonodos envolvidos. 
 
N1: 1 linfonodo de apenas um lado; 
N2: Mais de um linfonodo de apenas um 
lado; 
N3: Linfonodos bilaterais. 
 
Quanto maior o grau, pior o prognóstico. 
 
TNM: 
 
M = Critério de metástase 
 
M0: Ausência de metástase. 
 
M1: Presença de metástase. 
Outras úlceras: 
 
- Podem ser lesões 
múltiplas ou únicas; 
- Recorrentes; 
- Cicatrizam em uma 
semana; 
- Dolorosas. 
 
 
Carcinoma: 
 
- Únicas; 
- Bordas em rolete e 
endurecidas; 
- Não cicatriza; 
- Dificuldade de fala; 
- Manipulação causa 
sangramento. 
 
 
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Exame que avalia a presença ou não de 
metástase: PET Scan. 
 
Estadiamento geral dos tumores: 
 
Estádio Descrição 
0 
Carcinoma “in situ” 
(T1Sn0M0) 
I 
Invasão local inicial 
(T2N0M0) 
II 
Tumor primário 
limitado ou invasão 
linfática regional 
mínima (T3N3M0) 
III 
Tumor local extenso 
ou invasão linfática 
regional extensa 
(T4N3M0) 
IV 
Tumor localmente 
avançado ou 
presença de 
metástases 
(T4N3M1) 
 
Paciente com prognóstico bom, pois a lesão 
está restrita ao epitélio. Não possui nódulos 
linfáticos e nem metástase. No estágio 0 
geralmente o tratamento é a realização de 
um procedimento cirúrgico. 
 
Pacientes que não possuem nódulos 
metastáticos e nem metástase, porém o 
tumor possui um tamanho considerável. No 
estágio I geralmente o tratamento é a 
realização de um procedimento cirúrgico 
ou radioterapia. 
 
A partir do momento que o paciente 
apresenta nódulos metastáticos, ele já se 
encontra no estágio II. No estágio II 
geralmente o tratamento é a realização de 
um procedimento cirúrgico, esvaziamento 
cervical + radioterapia. 
 
A partir do momento que o paciente possui 
uma lesão grande e apresenta nódulos 
metastáticos bilaterais, ele já se encontra no 
estágio III. No estágio III geralmente o 
tratamento é a realização de um 
procedimento cirúrgico, esvaziamento 
cervical + radioterapia. 
 
Quando o paciente apresenta metástase à 
distância, ele já se encontra no estágio IV. É 
o estágio que apresenta o pior prognóstico. 
Nesse estágio podem ser indicados os 
seguintes tratamentos: 
- Cirurgia; 
- Quimioterapia; 
- Radioterapia; 
- Tratamento paliativo. 
 
►A importância do estadiamento geral dos 
tumores: 
 
- Obtenção de informações sobre o 
comportamento biológico do tumor; 
- Seleção da terapêutica; 
- Previsão das complicações; 
- Obtenção de informações para estimar o 
prognóstico do caso; 
- Avaliação dos resultados do tratamento; 
- Investigação em oncologia: pesquisa 
básica e clínica; 
- Publicação dos resultados e troca de 
informações. 
 
►Função do cirurgião-dentista: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_ Conduta: 
 
Encaminhar para o médico cirurgião de 
cabeça e pescoço. Devemos ter o laudo em 
mãos. 
O médico irá decidir quais serão os 
procedimentos realizados pelo paciente 
(cirúrgico, radioterapia e/ou quimioterapia). 
Responsabilidade do 
dentista: 
- Orientação; 
- Diagnóstico. 
 
Tratamento não 
realizado por 
dentistas. 
 
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_ Documentação necessária (original e 
cópia): 
 
O paciente deve levar na Secretaria de 
Saúde da sua cidade: 
 
- RG + Comprovante de endereço + Laudo 
da biópsia (anatomopatológico) + 
encaminhamento. 
 
_ Modelo de encaminhamento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 9 
 
Lesões cancerizáveis 
 
 
 
► Lesões com potencial 
de malignização 
 
São alterações teciduais 
que podem assumir o 
caráter de tumor 
maligno, a qualquer 
tempo, mas, por outro 
lado, podem 
permanecer estáveis por um considerável 
período de tempo. 
 
► Principais lesões cancerizáveis da 
cavidade bucal 
 
- Leucoplasia (Leuco = Lesão branca); 
- Eritoplasia (Eritro = Lesão vermelha); 
- Queilite actínica (Lábio); 
- Líquen Plano. 
Leucoplasia 
 
Leuco = branco; 
 
- Placa branca que não pode ser 
caracterizada como outra doença que pode 
afetar qualquer região da mucosa bucal. 
- Diagnóstico realizado por exclusão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disponível em: https://coeodontologia.wordpress.com/2011/08/31/lesoes-bucais-
aftas-herpes-bucal-leucoplasia-candidiase-o-que-e-importante-observar-e-
saber-o-que-sao-lesoes-bucais-sao-inchacos-manchas-ou-feridas-em-sua-boca-
nos-labios-ou-na-lingua-ha-vari/ 
 
 
Cor branca = Camada de ceratina espessada 
(super produção de ceratina). 
 
- Lesão cancerígena (pré maligna). 
 
 
Grande frequência de transformação em 
carcinoma de células escamosas. 
 
 
 
 
Displasia epitelial