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1 @thaistudandoodonto Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 2 @thaistudandoodonto Sumário Capítulo 1 - Conceitos básicos ------ 03 - Citopatologia ------------ 03 - Histopatologia ---------- 04 - Imunoistoquímica ----- 05 Capítulo 2 - Lesões fundamentais - 05 . Mácula --------------------- 06 . Placa ----------------------- 06 . Pseudomembrana ------ 06 . Pápula --------------------- 06 . Nódulo --------------------- 06 . Tumor ---------------------- 06 . Vesícula -------------------- 07 . Bolha ----------------------- 07 . Erosão ---------------------- 07 . Úlcera ---------------------- 07 . Petéquia ------------------ 08 . Equimose ----------------- 08 . Sufusão -------------------- 08 . Hematoma --------------- 08 Capítulo 3 - Conceitos importantes para o diagnóstico ------ 08 - Aspectos radiográficos 08 - Aspectos clínicos ------- 09 - Implantação da lesão na mucosa -------------------- 09 - Consistência ------------ 09 - Delimitação -------------- 10 Capítulo 4 - Variações da normalidade . Grânulos de Fordyce ---- 10 . Leucoedema -------------- 10 . Língua fissurada --------- 10 . Língua geográfica -------- 11 . Língua pilosa -------------- 11 . Varicosidades -------------- 11 . Artéria de calibre persistente --------------------- 11 . Exostoses ------------------ 12 Capítulo 5 - Alterações de glândulas salivares --------------------- 12 - Doenças não neoplásicas de glândula salivar ------- 12 . Mucocele ------------------ 13 . Rânula ---------------------- 14 . Sialoadenite aguda ------ 14 . Sialoadenite crônica ----- 15 . Xerostomia ---------------- 15 - Doenças neoplásicas de glândula salivar ----------- 16 . Adenoma pleomórfico -- 16 . Carcinoma mucoepidermóide ----------- 17 . Carcinoma adenóide cístico --------------------------- 18 Capítulo 6 - Lesões pigmentadas da mucosa bucal ------------- 19 . Mácula melanótica ----- 20 . Melanose do fumante -- 20 . Melanoacantoma oral -- 20 . Nervo melanocítico ----- 20 . Nevo azul ------------------ 20 . Melanoma ----------------- 21 . Tatuagem p/ amálgama 21 . Pigmentação medicamentosa -------------- 21 . Pigmentação por metais pesados ------------------------ 22 . Língua pilosa ------------- 22 Capítulo 7 - Processo proliferativos 22 . Hiperplasia fibrosa ------ 22 . Hiperplasia fibrosa inflamatória ------------------- 22 . Granuloma piogênico -- 23 . Granuloma periférico de células gigantes ------------- 23 . Fibroma ossificante periférico ---------------------- 24 . Neuroma traumático --- 24 Capítulo 8 - Carcinoma de células escamosas ----------------- 25 . Carcinoma de lábio ----- 26 . Carcinoma orofaringe - 27 . Carcinoma de boca ----- 27 - Estadiamento clínico: Sistema TNM -------------- 30 Capítulo 9 - Lesões cancerizáveis -- 32 . Leucoplasia --------------- 32 . Eritroplasia ---------------- 33 . Queilite actínica --------- 34 Capítulo 10 - Doenças autoimunes - 35 . Diagnóstico das doenças autoimunes ------------------- 35 . Líquen Plano ------------- 37 . Líquen Plano reticular -- 38 . Líquen Plano erosivo --- 38 . Líquen Plano em placa - 39 . Líquen Plano atrófico --- 39 . Líquen Plano papular -- 39 . Líquen Plano bolhoso -- 39 . Pênfigo vulgar ----------- 40 . Penfigóide ----------------- 41 . Eritema multiforme ---- 43 . Síndrome de Sjogren. – 44 . Xerostomia --------------- 44 Capítulo 11 - Principais doenças infecciosas da cavidade bucal ------------------------ 45 . Infecções bacterianas; . Sífilis ------------------------ 45 . Gengivite ulcerativa necrosante -------------------- 48 . Periodontite ulcerativa necrosante -------------------- 49 . Actinomicose ------------ 49 . Infecções por protozoários . Leishmaniose ------------ 50 . Infecções por vírus; . Herpes vírus humano -- 50 . Papiloma vírus ----------- 54 . Coxsaquievírus Grupo A 55 . Infecções fúngicas; . Candidíase ---------------- 56 . Paracoccidioidomicose 59 Capítulo 12 - Cistos ---------------------- 61 . Não odontogênicos ----- 62 . Odontogênicos ---------- 64 Capítulo 13 - Principais tumores odontogênicos da região maxilo-facial --------------- 71 . Tumores do epitélio odontogênico ---------------- 72 . Tumores odontogênicos mistos -------------------------- 75 . Tumores do ectomesênquima odontogênico ---------------- 76 Capítulo 14 - Lesões fibro-ósseas ---- 77 . Displasia cemento óssea 78 . Displasia fibrosa --------- 79 . Fibroma ossificante central ------------------------- 80 Referências -----------80 Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 3 @thaistudandoodonto Estomatologia Capítulo 1 Conceitos Básicos ► Estomatologia é o estudo do sistema estomatognático Responsável pela fala, respiração, sucção, mastigação, deglutição, fonação... “A estomatologia é a especialidade que tem como objetivo a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças da boca e estruturas anexas, manifestações bucais de doenças sistêmicas, bem como prevenção de doenças sistêmicas que possam interferir no tratamento odontológico. Diferentemente do que se pensa, o estomatologista, apesar de sua formação em odontologia, não trata apenas de dentes.” ► Exames utilizados na estomatologia - Radiografia; - Ultrassonografia; - Ressonância magnética; - Tomografia computadorizada; - Exames laboratoriais de sangue, entre outros... ► Principais métodos de estudo em patologia bucal Citopatologia ou Citologia Esfoliativa Cito (célula) + pathos (doença) + logia (estudo) = Citopatologia (Estudo das células – para fins de diagnóstico – que estão na camada superficial do tecido). Procedimento: 1 – A cytobrush (escovinha) é esfregada na mucosa do paciente, coletando as células superficiais que vão descamar (Deve-se esfregar a cytobrush várias vezes – cerca de 8x - na área de exame, para coletar células superficiais suficientes); 2 – Deve-se realizar a higienização das lâminas de vidro, pois elas não são autoclaváveis. Essa higienização deve ser realizada não somente para evitar a contaminação, mas também para retirar o óleo e resíduos provenientes das mãos (na maioria das vezes elas são manuseadas com as mãos sem luvas, tendo contato com a pele), pois a presença desses resíduos pode comprometer o resultado do exame. A higienização é realizada lavando a lâmina de vidro em água corrente e secando-a com gaze estéril; 3 – Algumas lâminas possuem um lado fosco e áspero, deve-se identificar qual é esse lado para registrar as informações do paciente. Os registros devem ser feitos antes da realização do exame, para que haja organização; 4 – Em seguida é realizado o esfregaço numa na lâmina de vidro que foi higienizada (A rotação da escova sobre a lâmina deve ser realizada uma única vez); 5 – A lâmina deve ser colocada dentro de um recipiente contendo etanol 90%. 6 – Após todos esses procedimentos, deve- se vedar o recipiente e enviar para o laboratório juntamente com uma ficha contendo todas as informações do paciente e da instituição que realizou o exame. Obs: Esse processo deve ser realizado 3x para garantir a quantidade suficiente de células para a realização correta do exame. Disponível em: http://patoestomato Ufrgs.com.br/citopatologia/ Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 4 @thaistudandoodonto(Alteração de células) Principal causa: tabaco. - Tabaco + álcool: efeito sinérgico (risco aumentado). Curiosidade: Licopeno é uma substância que vem sendo estudada como um fator de redução de leucoplasias. - Acompanhamento do paciente, biópsias periódicas, diagnóstico precoce do carcinoma (se houver uma evolução da lesão cancerizável). - Para lesões potencialmente malignas sempre começamos realizando a biópsia incisional. Ao médico Cirurgião de Cabeça e Pescoço, Encaminho paciente José da Silva, 70 anos, para avaliação e conduta de lesão ulcerada na borda lateral de língua, lado direito, terço posterior. Paciente foi submetido à biópsia incisional, que revelou carcinoma de células escamosas. Paciente é tabagista e hipertenso. 05 de abril de 2021. Assinatura e carimbo. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 33 @thaistudandoodonto Aspectos clínicos da leucoplasia: Leucoplasia: fina e homogênea Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Leucoplasia Leucoplasia: espessa e heterogênea Disponível em: https://www.jornalciencia.com/conheca-algumas-condicoes- estranhas-que-podem-aparecer-na-lingua/leucoplasia-oral/ Leucoplasia: Eritroleucoplasia Disponível em: https://statics- submarino.b2w.io/sherlock/books/firstChapter/251433.pdf Leucoplasia: verrucosa proliferativa Disponível em: https://pt.slideshare.net/RuiMoreira32/leucoplasia-verrucosa Evolução da leucoplasia: Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?scr ipt=sci_arttext&pid=S0034-72722017000100012&lng=pt&nrm=iso Eritroplasia Eritro = vermelha; - Placa vermelha que não pode ser diagnosticada clinicamente ou patologicamente como outra lesão. Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2015/03/leucoplasia- eritroplasia-e-queilite.html - Diagnóstico realizado por meio da exclusão. Principal causa: tabaco. - Tabaco + álcool: efeito sinérgico (risco aumentado). Leucoplasia e eritroplasia: Delgada e homogênea Espessa e heterogênea Eritroleucoplasia (áreas brancas e vermelhas) Leucoplasia verrucosa proliferativa (subtipo de leucoplasia, relacionada à imunossupressão) G r a v i d a d e d a l e s ã o Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 34 @thaistudandoodonto - Realizamos a biópsia incisional para investigar o grau de displasia epitelial; Área de biópsia: região com pior aparência clínica. Disponível em: https://statics- submarino.b2w.io/sherlock/books/firstChapter/251433.pdf - Se houver displasia epitelial, remover (biópsia excisional). - Devemos sempre realizar o acompanhamento clínico do paciente (avaliar surgimento de novas lesões, biópsias periódicas); - Além disso, devemos orientar o paciente sobre o seu quadro. Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com /2015/03/leucoplasia-eritroplasia-e-queilite.html Queilite actínica Queilite = Inflamação nos lábios. - Acomete na maioria das vezes o lábio inferior; - Consequência da exposição crônica ao sol; - Adultos de pele clara que vivem em áreas ensolaradas; - É três vezes mais comum em homens do que em mulheres; - Perda do limite entre mucosa labial e pele; - Ressecamento, afinamento e fragilidade da pele do lábio, com áreas de descamação. Disponível em: https://www.scielo.br/sc ielo.php? script=sci_arttext&pid=S 0365- 05962011000100008 Diagnóstico: - Exame clínico; - Biópsia incisional. Tratamento: - Reduzir exposição do lábio ao sol; - Uso de protetores labiais; - Uso de boné ou chapéu com aba; - Hidratação labial; - Remoção cirúrgica em caso de displasia; - Acompanhamento clínico. Disponível em: http://estomatoweb.blogspot.com/2016/06/atividade-para-prova-com-gabarito.html Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 35 @thaistudandoodonto Capítulo 10 Doenças autoimunes Alterações causadas pela produção imprópria de anticorpos pelo paciente. Autoanticorpos ► Constituintes do aparato molecular, causando dano. “A resposta imunológica de um indivíduo geneticamente predisposto a um patógeno do ambiente, em associação com defeitos nos mecanismos imunes, pode levar ao desenvolvimento de uma doença autoimune”. (Ermann e Fathman, 2001) ► Diagnóstico das doenças autoimunes - Exame Anatomopatológico Para pacientes com doenças autoimunes, a biópsia será realizada para fins de diagnóstico. Tendo em vista esse fato, realizamos a biópsia incisional. Biópsia = Coleta de tecido para análise. Biópsia INcisional = Remoção de parte das lesões. Indicações: - Lesões com características de malignidade (câncer); - Lesões grandes (pois necessitam de um planejamento cirúrgico); - Lesões que podem ser tratadas com medicamentos (podemos fazer a biópsia incisional, pois é uma cirurgia menos invasiva que a biópsia excisional, necessária para dar o diagnóstico). Resumo Capítulo 21 – Livro: Cirurgia Oral e Maxilo facial contemporânea. 4ed. Obs: O ideal é tirar a quantidade suficiente para um resultado conclusivo (Profundidade e tecido suficiente). Exame macroscópico + Exame microscópico Coloração por Hematoxilina e Eosina (HE) Imunohistoquímica Ocorrerá a remoção do fragmento ► Fixação ► Inclusão ► Coloração - Imunoflorescência A imunofluorescência é um valioso instrumento. - Consiste em um método laboratorial que requer profissionais técnicos experientes, e detecta imunocomplexos in situ e/ou circulantes, que podem estar envolvidos na patogênese de tais enfermidades. - As reações imunológicas que envolvem a ligação antígeno-anticorpo podem ser visualizadas ou quantificadas por meio de diferentes marcadores para o antígeno ou para o anticorpo. - A ligação antígeno-anticorpo vai liberar uma coloração. Existem 2 tipos de imunofluorescência: Direta: Detecta anticorpos que estão aderidos aos tecidos do paciente. A análise é feita diretamente no fragmento do tecido afetado. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 36 @thaistudandoodonto Esse tipo de exame é considerado padrão ouro. É um exame ótimo para diagnosticar. Disponível em: http://citolab.com.br/exames/if Indireta: Avalia a presença de anticorpos circulantes no sangue. É feito por meio de um exame de sangue. Como o sangue do paciente reflete todo o organismo, o resultado é menos específico. Porém, embora ele seja menos específico, é um exame mais fácil de ser realizado. Ele não é eficiente para fechar diagnóstico. Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Reacao-de- Imunofluorescencia-Indireta-utilizando-se-antigeno-de-formas-promastigotas- de_fig1_261949689 Alguns exames pedidos que consistem na técnica indireta são: FAN (Fator Anti-nuclear) - Normalmente nosso corpo reage a “invasões” produzindo um número de anticorpos; - Estes anticorpos são gerados pelo sistema imunológico que tem como função a proteção. - Pessoas que possuem doenças autoimunes acabam produzindo anticorpos contra os próprios tecidos, células e proteínas do corpo. - O resultado é a produção dos autoanticorpos, anticorpos contra o próprio corpo. - O FAN é considerado um autoanticorpo e vai atacar a região do núcleo celular, afetando a produção de proteínas de alguns pacientes com doença autoimune. - O FAN não é específico,ou seja, não conseguimos fechar diagnóstico. ATENÇÃO - Muitas pessoas sadias podem ser portadoras de FAN em baixos valores (como em caso de alergias), sem que sejam gerados quaisquer sintomas ou problemas de saúde. - FAN positivo não é indicador de doença. - Sempre que houver suspeita da doença autoimune, o exame é indicado. Resultados: - FAN não-reativo: Indica a ausência de autoanticorpos. - FAN positivo: é necessário avaliar os sintomas do paciente e, com isto, iniciar uma busca mais específica. O exame anti-nuclear é, portanto, o início de uma investigação para doença autoimune, sendo que ele sozinho não é capaz de certificar nenhum diagnóstico. Devemos associar o FAN com o quadro clínico do paciente. As doenças mais associadas com o fator anti-nuclear positivo são as doenças autoimunes sistêmicas. Anti SSA/SSB Anti-SSa/Ro: - Anticorpo presente em cerca de 70% dos pacientes com síndrome de Sjogren primária. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 37 @thaistudandoodonto - Síndrome de Sjogren associada a artrite reumatóide está presente em 40% dos casos. - Presente em 30% dos casos de pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico. Anti-SSb/La: - O anti-La geralmente acompanha o anti- Ro. A presença de ambos no Lúpus Eritematoso Sistêmico é geralmente associada a uma doença mais leve do que quando o Ro está presente isoladamente. - O SSb/La ocorre em mais da metade dos pacientes com Sjogren e no Lúpus Eritematoso Sistêmico em 15%. - Exames complementares Sinal de Nikolsky A pele fica avermelhada, acumula-se um fluído debaixo da pele e a mesma sai com facilidade. Disponível em: https://www.sanarmed.com/a-importancia-da-pesquisa-do-sinal- de-nikolsky-colunistas O exame não fecha diagnóstico. Consiste em esfregar uma região da pele próxima à lesão para verificar se haverá formação de bolha. É o sinal de Pênfigo Vulgar. Geralmente não realizamos esse exame, pois ele não fecha diagnóstico e provoca dor no paciente. Ultrassonografia - A ultrassonografia é uma técnica de reprodução simples, não invasiva, com baixa resolução de imagens. - Apresenta indicação para avaliar lesões volumosas superficiais e determinar a natureza sólida ou cística da patologia glandular. - Indicada principalmente no exame inicial em diagnóstico da Síndrome de Sjogren (doença caracterizada por boca seca e olho seco). - Apresenta alta especificidade na detecção de degeneração adiposa das glândulas parótidas com a vantagem sobre as outras técnicas em não requerer uso de contrastes. - O exame de ultrassonografia revela alterações obstrutivas nos ductos salivares que impedem a função fisiológica das glândulas afetadas. Disponível em: https://www.saudebemestar.pt/pt/exame /imagiologia/ecografia-glandulas-salivares/ ► Doenças autoimunes / Doenças imunologicamente mediadas - Líquen Plano Doença dermatológica relativamente comum que afeta a cavidade bucal. - Lesões de pele semelhantes aos líquens das rochas. Requisição de Exames Nome: João da Silva Idade: 29 anos Quadro clínico: Paciente apresenta lesão em boca sugestiva de doença autoimune. Material a examinar: Sangue Solicito: - FAN; - Anti-SSa/SSb; - Hemograma completo; - Glicemia; - Vitamina B12. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 38 @thaistudandoodonto - Doença mucocutânea inflamatória crônica que acomete epitélio. - Acomete pele, mucosas, couro cabeludo e unhas. - Acomete mais mulheres do que homens (3 mulheres: 2 homens). - Acomete 0,1% a 2,2% da população. - Pode estar associada à Hepatite C. - Desde 1978 a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o líquen plano como uma doença cancerizável. - Devemos acompanhar o paciente. O líquen plano é caracterizado por uma resposta inflamatória mediada pelos linfócitos T. Há o reconhecimento pela apresentação de antígenos. Ocorre a ativação linfocitária e a secreção de citocinas inflamatórias. Disponível em: https://dreduardomartins.med.br/2017/11/23/liquen-plano/ Lesões cutâneas: 1% da população - Aspecto de lesões em alvo; - Lesões que coçam muito; - Pápulas pruriginosas; - Geralmente acomete superfícies flexoras; - Estrias de Wickham. Disponível em: https://francamentecesar.com.br/liquen-plano/ Classificação Clínica do Líquen Plano Bucal (LPB) As formas mais comuns são: Líquen Plano Reticular: - Lesões que se entrelaçam, formando redes; - Forma mais comum (clássica); - Padrão de linhas brancas que se entrelaçam (Estrias de Wickham); - Geralmente possui padrão simétrico (apresenta a lesão bilateral); - Geralmente acomete mucosa jugal bilateral, borda lateral e dorso de língua, soalho, gengiva, palato; - Não estáticas, mudam de lugar/aspecto. Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com /2014/12/liquen-plano.html Líquen Plano Erosivo: Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0365-05962010000500010 - Segunda forma clínica mais prevalente; - Lesões sintomáticas; - Áreas eritematosas atróficas com ulceração central; Assintomáticas: - Reticular; - Em placa; - Papular. Sintomáticas: - Erosivo; - Atrófico; - Bolhoso. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 39 @thaistudandoodonto - As lesões de Líquen podem estar associadas (mais de um tipo), porém iremos classificar pela lesão mais grave; - Pode estar associada a gengivite descamativa generalizada. As outras formas de líquen não são tão comuns: Líquen plano em placa: Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Liquen-plano-en-placa-en- la-lengua-La-imagen-clinica-es-similar-a-una-leucoplasia-El_fig3_28215141 Líquen plano atrófico: Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sc i_arttext&pid=S0365-05962010000200004 Líquen plano papular: Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/abd/v86n4/en_v86n4a02.pdf Líquen plano bolhoso (forma clínica mais rara): Disponível em: https://www.clinicadavilla.com.br/artigos-cientificos/liquen-plano- bolhoso-oral-relato-de-caso-clinico/ Transformação maligna do Líquen Plano (Rara) - Literatura: Pacientes com líquen plano bucal apresentam risco aumentado de desenvolver câncer de boca; - 0,5 a 2,9%: Transformação em carcinoma de células escamosas (CCE); - Líquen Plano Bucal erosivo: Possui a maior taxa de malignização. Diagnóstico: - Quando possível: diagnóstico clínico (lesões estriadas, bilaterais); - Padrão ouro: Imunofluorescência direta; - Mais utilizado: Clínico + Histopatológico (Biópsia incisional). Tratamento: Tratamos os pacientes que apresentam dor (lesões sintomáticas) - Lesões sintomáticas: Corticóides tópicos / Corticosteróides (anti-inflamatórios imunossupressores); - Propionato de Clobetasol – 0,05% - 0,1% (Bocheco – Deve mandar manipular esse medicamento); - Se o paciente não melhorar, podemos começar o tratamento via oral. - Lesão potencialmente maligna requer acompanhamento periódico. - Em lesões mais brandas, o tratamento poderá ser por meio do corticóide tópico (o paciente irá realizar bochechos enquanto estiver com sintomas). 1ª escolha de tratamento: - Propionato de Clobetasol / 0,05% - 300mL Bochechar 05mL (01 colher de sopa) 4x ao dia. - ATENÇÃO: Não engolir. - Se não houver melhora, utilizar o medicamento mais forte (0,1%). - Obs: Medicamento deve ser manipulado. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 40 @thaistudandoodonto2ª escolha de tratamento: - Prednisolona / 3mg/Ml – 3 frascos (Disponível pelo SUS). - Bochechar 4x ao dia durante 7 dias. - ATENÇÃO: Não engolir. - É um xarope muito utilizado para tratamento de bronquite infantil. Embora seja xarope, para o tratamento de líquen não é necessário engolir. 3ª escolha de tratamento: - Dexametasona elixir / 0,1mg/mL - Melhora mais demorada e não possui no SUS. - Pênfigo Vulgar Existe uma proteína que se chama desmossomo, que liga o tecido epitelial ao tecido conjuntivo. Essa proteína vai sofrer uma cavitação. Com isso, o epitélio e o conjuntivo irão “descolar”, formando como se fosse uma bolha. - Doença caracterizada por uma alteração nos desmossomos. Alteração nos desmossomos Fenda intraepitelial - Acomete 5 a cada 1000000 de pessoas; - O primeiro sinal da doença geralmente é a lesão bucal. - A bolha que se forma está dentro do epitélio e recebe o nome de fenda intraepitelial. - É uma doença rara. Características clínicas - Diagnóstico geralmente ocorre por volta dos 50 anos; - Predisposição associada aos judeus; - Lesões bucais erosivas e ulcerações superficiais; - Lesão fundamental: Vesícula ou bolha; - Geralmente quando o paciente chega no consultório, já encontramos úlceras, pois é as bolhas/vesículas já se encontram estouradas (elas se rompem muito facilmente). Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-da- pele/doen%C3%A7as-que-provocam-bolhas/p%C3%AAnfigo-vulgar Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-da- pele/doen%C3%A7as-que-provocam-bolhas/p%C3%AAnfigo-vulgar Para as lesões em pele, podemos realizar o Sinal de Nikolsky para constatar se existe ou não pênfigo vulgar. Porém, esse teste causa dor no paciente, e por isso, não é recomendada a sua realização na rotina clínica. Existem outros exames que poderão auxiliar no diagnóstico. O sinal de Nikolsky consiste em pressionar (esfregar) um local próximo à lesão para Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 41 @thaistudandoodonto observar se haverá ou não a formação de bolha. Disponível em: https://ssl.adam.com/content.aspx?productId=125&pid=70&gid=17280&site=bestd octors.adam.com&login=BEST4545 - Nem todos os pacientes apresentam lesão de pele. Diagnóstico do Pênfigo Vulgar - Biópsia Incisional; - Cirurgia para fins de diagnóstico; - Geralmente realizamos a biópsia incisional perilesional, pois assim conseguiremos enxergar a área entre tecido epitelial e conjuntivo (a bolha se encontra nessa região – Bolha intraepitelial). - Biópsia perilesional: Mais utilizada, pois conseguimos identificar a bolha intraepitelial - Imunofluorescência direta: Padrão ouro, porém não é tão acessível. Aspectos Histopatológicos do Pênfigo Vulgar Bolha intraepitelial Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.bl ogspot.com /2014/05/penfigo-vulgar.html Tratamento do Pênfigo Vulgar - Imunossupressores (corticóides); - Medicamentos Tópicos: Lesões mais brandas (bochecho – mesmo tratamento do líquen plano); - Medicamentos Sistêmicos: Lesões severas; Utilizamos primeiramente medicamentos por via oral, porém devemos tomar muito cuidado pois esses medicamentos diminuem a eficiência do sistema imune). A dose da manhã é mais alta que a dose da noite, pois há alterações no sono do paciente. - Efeitos colaterais: Imunossupressão; - Mortalidade: 5% a 10%. - Enquanto o paciente estiver com lesão, realizamos o tratamento. Se o uso tópico não for suficiente, passamos para o medicamento sistêmico. Se o tratamento não apresentar resultados satisfatórios, devemos encaminhar para que o médico avalie melhor a situação do paciente. Exemplo de tratamento: - Prednisona – 5mg (20 comprimidos) Tomar 3 comprimidos pela manhã e 1 comprimido a noite durante 5 dias. - Dose diária – 20 mg/dia. - Penfigóide Consiste em uma alteração nos hemidesmossomos (Proteínas que ligam o tecido conjuntivo ao tecido epitelial, se encontram na lâmina basal). Quando ocorre o penfigóide, o tecido epitelial se “desprende” do tecido conjuntivo. É uma doença bolhosa autoimune em que os autoanticorpos são direcionados contra os componentes da membrana basal. Alteração nos hemidesmossomos ----> Fenda sub-epitelial Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 42 @thaistudandoodonto Características clínicas - Geralmente acomete pacientes adultos, 50 a 60 anos; - Acomete principalmente mulheres; - Acomete principalmente mucosa jugal, conjuntiva, esofágica e vaginal; - Lesão fundamental: vesículas ou bolhas que podem ser detectadas; - Áreas ulceradas extensas dolorosas (mais profundas que no pênfigo vulgar). Disponível em: https://secure.unisagrado.edu.br/static/biblioteca/s alusvita/salusvita_v28_n2_2009_art_09.pdf Características clínicas: Bolhas tensas na pele normal que se rompem formando crosta. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt- pt/profissional/dist%C3%BArbios-dermatol%C3%B3gicos/doen%C3%A7as- bolhosas/penfigoide-bolhoso As bolhas geralmente não se rompem, acabam secando e cicatrizando. Mucosa bucal: Bolhas que se rompem formando ulcerações rasas ou extensas. Mesmo a bolha sendo mais grossa, ela tende a se romper pela ação mecânica da boca. Disponível em: https://dermatopatologia.com/doenca/penfigoide-cicatricical/ Característica Clínica - Gengivite descamativa (Líquen plano também possui essa característica, então ele é um diagnóstico diferencial do penfigóide). Complicação significativa: Lesões oculares O penfigóide cicatricial geralmente acontece quando há lesões oculares. Pois ele causa uma cicatrização do tecido, levando a uma fibrose. Disponível em: https://www.sciencedirect.com /science/article/abs/pii/S07554 98210004331 Todas as mucosas são acometidas pela doença, e quando a conjuntiva começa o seu processo de cicatrização, há formação de cicatriz com o globo ocular. O paciente pode perder a movimentação e até mesmo a visão. Essas cicatrizes se chamam simbléfaros e o tratamento será realizado por um oftalmologista. Casos mais graves: Disponível em: https://www.sc ielo.br/scielo.p hp?script=sci_ arttext&pid=S0 365- 059620110002 00023 Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 43 @thaistudandoodonto Obs: A mortalidade do penfigóide geralmente está relacionada à infecção secundária. Diagnóstico - Biópsia incisional (perilesional): Mais utilizada; Conseguimos observar a divisão entre o tecido epitelial e o tecido conjuntivo (há uma separação total entre eles. Disponível em: https://www.pucminas.br/odo ntologia/Documents/ DOC_DSC_NOME_ARQUI200 70530170836.pdf Realizamos a biópsia perilesional, pois se fizéssemos na região da lesão, conseguiríamos observar apenas tecido conjuntivo com membrana fibrinopurulenta. - Imunofluorescência direta: Padrão ouro, porém menos acessível. Disponível em: https://dermatopatologia.com/doenca/penfigoide-bolhoso/ - Imunofluorescência indireta (FAN): Pode dar positivo. Tratamento - Imunossupressores (corticóides); - Nos casos de penfigóide é difícil realizar o tratamento apenas com bochecho. Sendo assim, na maioria das vezes o tratamento já é iniciado com medicamentos sistêmicos e até mesmo medicamento endovenoso, se houver necessidade. - Mortalidade: 20%. - Eritema Multiforme Considerado a forma bucal da Síndrome de Stevens Johnson. - Aspecto clínico muito parecido com o pênfigo vulgar e o penfigóide; - Condiçãomucocutânea bolhosa e ulcerativa; - Devemos tomar muito cuidado na anamnese, pois no eritema multiforme não realizamos biópsia; - Aparecimento súbito; - Etiopatogenia indefinida; - Em 50% dos casos houve infecção precedente ou exposição a drogas (antibióticos ou analgésico); - Sintomas: Febre, mal estar, cefaléia, dor de garganta (quadro sistêmico). Formas clínicas do Eritema Multiforme A forma leve significa que é restrita à cavidade bucal, porém mesmo sendo classificada como leve, ela pode ser agressiva. Eritema multiforme maior: Síndrome de Stevens Jonhson (Não é um paciente odontológico, devemos encaminhar parao médico). Lesões de pele “em alvo” Disponível em: https://www.mymedfarma.com/pt/galeria-da-saude/11-lesoes- cutaneas-erupcoes-pustulas-descamacao-e-placas/226-eritema-multiforme Leve Ulcerações na mucosa bucal Severa Ulcerações e descamação em pele e mucosas Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 44 @thaistudandoodonto Ulcerações Obs: No palato mole sempre há lesões. Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2016/10/eritema- multiforme.html Diagnóstico - Clínico (Análise de história pregressa e anamnese detalhada); - Não há necessidade de biópsia. Tratamento - Corticoesteróides; - Suspensão da droga suspeita; - Laserterapia (contribui para uma maior rapidez na cicatrização). - Síndrome de Sjogren / “Síndrome Sicca” Caracterizado por xerostomia (boca seca) + xeroftalmia (olho seco). - Diagnosticada mais em mulheres; - Acomete cerca de 3% da população; - Pacientes portadores de artrite reumatóide: 15% portadores de Sjogren. Xeroftalmia - Ceratoconjuntivite sicca: Síndrome do olho seco, também conhecida como ceratoconjuntivite sicca ou síndrome da disfunção lacrimal. Caracteriza-se pela diminuição na produção ou aumento na evaporação das lágrimas, que provoca desconforto, distúrbios visuais e instabilidade do filme lacrimal. Quando o portador dessa doença pisca, ocorrem arranhaduras na córnea. O tratamento é realizado pelo oftalmologista. Disponível em: https://www.msdmanuals.c om/pt/casa/dist%C3%BArbi os- oftalmol%C3%B3gicos/doen %C3%A7as-da- c%C3%B3rnea/ceratoconjun tivite-seca Xerostomia - Boca seca, hipossalivação. Mucosa fica com um aspecto “brilhante”, seco. Os lábios também apresentam aspecto seco. Queilite Angular: Comissura labial ressecada. O paciente também apresenta atrofia de papilas, aspecto de “língua careca”. Além disso, ele também apresenta muita sensibilidade no dorso da língua (eritema). Solicitação de exames - Nome - Material a examinar: Sangue - Solicito: FAN, ANTI Ssa/SSb (se der positivo, eu penso em Síndrome de Sjogren) - Hemograma, vitamina D, vitamina do complexo B, ácido fólico, ferro e ferritina (deficiência desses nutrientes pode causar ardência bucal) e glicemia. Diagnóstico - Exames de sangue (FAN, ANTI Ssa/SSb) + biópsia de glândula salivar menor (realizada no lábio inferior). Na lâmina serão observados os agregados de linfócitos. Se FAN for negativo: pensa-se na possibilidade de Síndrome da ardência bucal. Se os exames de sangue apontarem positivo, realizamos a biópsia. Se o paciente já for portador da Artrite Reumatóide, seus exames já são positivos. Tratamento - Encaminhar paciente para reumatologista e oftalmologista. Os cirurgiões dentistas geralmente auxiliam no tratamento paliativo, como por exemplo, receitando o uso da saliva artificial para melhorar a sensação de boca seca. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 45 @thaistudandoodonto Capítulo 11 Principais doenças infecciosas da cavidade bucal Infecções Bacterianas - Sífilis; - GUN (Gengivite Ulcerativa Necrosante); - PUN (Periodontite Ulcerativa Necrosante); - Actinomicose. ► Sífilis - IST (Infecção sexualmente transmissível); - Causada pelo Treponema pallidum (bactéria); Disponível em: https://biologydictionary.net/treponema-pallidum/ - Formas de contágio: sexual (horizontal) ou materno-fetal (vertical). - A sífilis transmitida via sexual possui 3 fases (estágios): Sífilis primária: Ocorre poucas semanas depois do primeiro contágio. A lesão principal na sífilis primária é chamada de cancro (ulceração isolada da pele ou mucosas que constitui o estágio inicial de várias doenças infecciosas, em geral sexualmente transmissíveis). Normalmente as lesões da fase primária apresentam-se na região genital. Geralmente os exames acusam negativo, porém o paciente nesse estágio tem um alto poder de transmitir a doença. Latência: A lesão regride e melhora. Com isso, o paciente passa por uma fase de latência e fica algumas semanas sem manifestações da doença. Sífilis secundária: Quando há o retorno das manifestações da doença. Podemos observar nessa fase lesões mucocutâneas (placas mucosas – lesões na cavidade oral). O exame desse paciente já indica positivo para sífilis e também transmite a doença. O estágio secundário da sífilis é o que mais apresenta lesões na cavidade oral. Apresenta sintomas como febre, lesões na pele, cansaço, prostração, linfonodomegalia. A fase secundária pode-se repetir várias vezes no quadro do paciente, até tornar-se sífilis terciária. Ou seja, o paciente pode apresentar melhora, retornar ao estado secundário, e assim sucessivamente até a progressão da doença para a fase terciária. Latência: A lesão regride e melhora. Com isso, o paciente passa por uma fase de latência e fica algumas semanas sem manifestações da doença. Sifílis terciária: Nesse estágio, o paciente não transmite mais a doença. O exame ainda acusa positivo e é um estágio mais grave a avançado da doença. É conhecida também como neurossífilis, pois atinge o Sistema Nervoso Central. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 46 @thaistudandoodonto Disponível em: https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/sifilis-volta-ser- epidemia-no-brasil-doenca-ganha-dia-nacional-de-combate-21949038.html ► Sífilis primária Cancro duro: Lesão indolor (ou com sintomatologia bem leve), única, erosada ou ulcerada, com bordas duras em rampa, fundos limpos, avermelhados, com discreta serosidade, altamente contagiosa. - Lesão bem localizada. - Geralmente na região genital. Na sífilis primária, o paciente apresenta apenas a lesão cancro duro. Não manifesta sintomas como febre, cansaço, dor no corpo, dor de cabeça... A bactéria está localizada apenas na região que ela entrou. Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/11803530/ Na grande maioria das vezes o exame apresenta resultado negativo, pois é um exame de sangue e nesse estágio a bactéria ainda não atingiu a corrente sanguínea. Por esses fatores, o diagnóstico da sífilis primária é difícil de ser realizado. Disponível em: https://www.msdmanuals.com O cancro duro não tratado, involui de 1 a 2 meses, chegando ao estado de latência (nesse período o paciente raramente infecta outras pessoas). - Exames sorológicos: nem sempre positivos, porém o paciente pode contaminar outros. ► Sífilis secundária - Disseminação da bactéria pelo corpo; - Sintomas sistêmicos (febre, dor de garganta, mal estar, perda de peso e dor musculoesquelética, rouquidão, linfonodomegalia); - Erupções cutâneas máculopapulosas castanho-avermelhadas – roséolas sifilíticas; Disponível em: http://www.hnscpm.org.br/blog/casos-de-sifilis-estao-crescendo- em-para-de-minas-saiba-o-que-e-e-como-se-prevenir - Ulcerações mucosas = placasmucosas indolores. - Lesões em formato de “C” / Caracol. Disponível em: http://www.dst.uff.br/revista18-3-2006/SIFILIS%20SEC UNDARIA%20DIAGNOSTICO%20A%20PARTIR%20DAS%20LOSOES%20ORAIS.pdf - Geralmente apresentam alopécia localizada. - O estágio secundário da sífilis é o que mais apresenta lesões na cavidade oral. - As lesões são contagiosas e a reação sorológica é positiva. - Costuma ter uma duração maior que a sífilis primária (3 semanas – 5 semanas em média). Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 47 @thaistudandoodonto - O ciclo secundário da sífilis pode ser repetido várias vezes até evoluir para a sífilis terciária. - Resolução espontânea em semanas ou meses ---> Latência. ► Sifílis terciária Nesse estágio, o paciente não transmite mais a doença. Ela acomete o sistema nervoso central (neurossífilis). Pode provocar cegueira, demência... Lesões: Gomas (pele, mucosa, ossos e outros): - Lesões nodulares ou ulceradas e endurecidas; - Grande destruição tecidual; - Acomete principalmente palato e/ou língua. Goma: Massa nodular, firme, destrutiva. Na boca ocorre em língua e palato. Não- infectante. - O teste sorológico apresenta resultado positivo. Disponível em: Estomatologia online 2015 - 30% a 40% de pacientes não tratados previamente, apresentam em alguns ou vários anos. ► Sífilis Congênita - Doença não transmissível. - Malformação dos ossos, deficiências cognitivas, pode desenvolver surdez e/ou cegueira. - Dentes anteriores com formato de chave de fenda. Disponível em: https://www.slideshare.net/rodrigom ontalverne1/sfilis-congnita-rodrigo-montalverne - Molares com formato de amora. Disponível em: https://www.unirv.edu.br/conteudos/fckfiles/files/LET %c3%8dCIA%20RIBEIRO%20PAVANI.pdf Caracterizada pela Tríade de Hutchinson – Abrange os 3 aspectos patognomônicos (sinais próprios e característicos da doença) da sífilis congênita, que são: - Dentes de Hutchinson (incisivos com formato de chave de fenda e molares com formato de amora); - Ceratite ocular intersticial; - Surdez. A sífilis congênita não faz parte do ciclo de transmissão sexual. O organismo se espalhou para vários órgãos causando lesões ou gomas Cérebro Fígado Coração Osso s Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 48 @thaistudandoodonto ► Diagnóstico da Sífilis: - Testes sorológicos VDRL (alta sensibilidade e baixa especificidade, portanto, pode dar falso positivo). Pode detectar anticorpos que não são próprios da sífilis. Cicatriz imunológica: O paciente que já teve sífilis não terá o VDRL igual a zero. Ou seja, o paciente pode acusar VDRL positivo, porém a doença não está ativa. - Resultados, como por exemplo: 1:4, 1:8, 1:16, 1:24, 1:32 (números múltiplos de 4, não necessariamente esses valores) – Indicam que o resultado do exame tem a possibilidade de indicar positivo por causa da cicatriz imunológica). - Resultados altos, como 1:364: A contagem está muito alta, a doença está ativa. Disponível em: https://telelab.aids.gov.br/moodle/pluginfile.php/22193/m od_resource/content/1/S%C3%ADfilis%20%20Manual%20Aula%202.pdf - FTA-ABS: Muito específico, porém pouco sensível. Há chances de dar um falso negativo. O FTA-ABS só será positivo quando o paciente realmente tem a doença ativa. São exames complementares. - Sempre pedir exame de HIV (protocolo do Ministério da Saúde). - Doença de notificação compulsória: A notificação compulsória é feita na situação em que a norma legal obriga aos profissionais de saúde e pessoas da comunidade a comunicar a autoridade sanitária a ocorrência de doença ou agravo que estão sob vigilância epidemiológica (Ministério da Saúde). ► Tratamento da Sífilis: - Penicilinas (Benzetacil/antibiótico– 1ª escolha) – Cada injeção tem 1200000Ui/Ml, 1 Dose = 2400000Ui/mL. 2 injeções = 1 dose (para cada fase da sífilis). O paciente toma 2 injeções de uma vez, uma em cada nádega. Deve haver o acompanhamento do paciente (repete os exames após 1 mês). - Doxiciclina (2ª escolha – Pacientes alérgicos) – 30 dias, 1 comprimido/dia. Deve haver o acompanhamento do paciente (repete os exames após 1 mês). ► GUN (Gengivite Ulcerativa Necrosante) - Antigamente era conhecida como GUNA (Gengivite Ulcerativa Necrosante Aguda), “Infecção de Vincent” e boca de trincheira. - Ocorre uma necrose das papilas; - Ocorre em adultos jovens de 18 à 30 anos; - Varia de 1% à 6,9% em toda a população mundial; - Alta ocorrência em pacientes HIV+ (pois eles são imunossuprimidos). Disponível em: https://www.tuasaude.com/gengivite/ ► Fatores etiológicos: - Bactérias; - Fatores psicossomáticos; - Má higiene oral; - Fumo; - Dieta inadequada; - Estados sistêmicos. ► Aspectos da doença: - Necrose marginal e eritema linear; - Halitose acentuada; - Manifestação brusca; Disponível em: https://www.ident.com.br/joseumberto/caso-clinico/12559- gengivite-ulcerativa-necrosante-relato-de-caso Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 49 @thaistudandoodonto - Hemorragia espontânea; - Dor; - Salivação aumentada; - Gosto metálico (devido ao sangramento espontâneo + pus); - Febre; - Sensação de cunha entre os dentes; - Linfadenite regional. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/dist%C3% BArbios-odontol%C3%B3gicos/dist%C3%BArbios-periodontais/gengivite ulcerativa-necrosante-aguda-guna ► Riscos Quando o paciente não realiza o tratamento da GUN, ele tem um alto risco de desenvolver periodontite necrosante (perda óssea). ► Diagnóstico - Clínico. ► Tratamento - Antiboticoterapia (Amoxilina + Metronidazol) e higienização. - Podemos indicar o bochecho também (Clorexidina). ► Terapia da Gengivite e periodontite necrosante associada ao HIV - Baseada no controle de placa; - Maior atenção ao controle da dor e à possibilidade de necrose óssea e sequestro. Fase aguda: - Paciente deve ser visto a cada 2 ou 3 dias; - Metronidazol – 250gm – 4x ao dia (por 4 a 5 dias – menor incidência de superinfecção por Candida do que uso de tetraciclina). - Debridamento dos tecidos necróticos e remoção de sequestros. - Irrigação com iodopovidine a 10% com seringa ---> redução de dor e sangramento. - Aplicação desta solução pelo paciente em casa. ► Actinomicose - Actinomyces israelii; - Bactérias anaeróbias gram-positivas, filamentosas; Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Actinomyces_israelii - São componentes da flora oral: amigdalas, placa dental, tártaro, dentina cariada, sulco gengival; - Não é micose. - É uma doença que pode ser confundida com abscesso odontogênico. - Infiltra tecidos bucais de pacientes saudáveis após algum trauma, e dissemina para os planos faciais (abscesso na região do rosto). - Pode apresentar mais de uma fístula; - Infecção aguda com progressão rápida; Pode progredir para: - Infecção crônica com disseminação lenta e formação de fibrose. Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/ 2015/07/actinomicose.html - Múltiplas fístulas; - Dor mínima; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 50 @thaistudandoodonto - Liberação de grânulos sulfúricos. ► Histopatologia - Faixa fibrosa periférica envolvendo zona com tecido de granulação, circundando coleções de neutrófilos e colônias de microrganismos. - Os microrganismos da colônia formam um padrão de roseta radiada.Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4355693/cour se/section/2085885/ACTINOMICOSE%20VPS422%202018%20%281%29.pdf ► Diagnóstico e tratamento - Cultura com antibiograma; - Biópsia da fístula; - Antibioticoterapia: Penicilina por um período prolongado (10 dias e acompanhamento do paciente, para que haja uma nova prescrição, se for necessário). Infecções por protozoários ► Leishmaniose - Agente etiológico: Leishmania brasiliensis (causa leishmaniose mucocutânea). Disponível em: http://fpslivroaberto.blogspot.com/2 009/12/parasitas-leishmania-spp-e-leishmaniose.html - Vetor: Mosquito Flebotomíneos (fêmea). - Há perda do septo nasal (destruição da cartilagem). ► Diagnóstico - Reação cutânea de Montenegro (teste reativo para leishmaniose), biópsia incisional, exames laboratoriais e PCR (Reação em cadeia da polimerase). Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/con teudos/biblioteca/2512/2_forma_cutanea.htm ► Tratamento - Glucantime e Anfotericina (principais). Infecções por vírus - Herpes vírus humano; - Papiloma vírus; - Coxsaquievírus Grupo A. ► Herpes Vírus Humano (HHV) - HHV1 / HSV1 – Vírus Herpes Simples; - HHV2 / HSV2; - HHV3 / VZV – Varicela-zoster vírus; - HHV4/EBV – Epstein-bahr vírus; - HHV5/CMV – Citomegalovírus; - HHV6; - HHV7; - HHV8 (Alterações bucais associadas ao vírus da imunodeficiência humana – HIV – e síndrome da imunodeficiência adquirida – AIDS). Disponível em: https://aia1317.fandom.com/pt-br/wiki/Herpesv%C3 %ADrus_humanos_%E2%80%93_HSV-1_e_HSV-2 - De acordo com a OMS, 90% da população mundial é infectada por algum herpes vírus. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 51 @thaistudandoodonto Doenças causadas pelo herpes vírus: - Herpes; - Varicela (catapora); - Herpes Zoster; - Mononucleose infecciosa. ► Herpes Vírus Simples (HSV) HSV1: Relacionado a lesões orofaciais; HSV2: Relacionado a lesões genitais. A localização das lesões não necessariamente indica o tipo de vírus. Características clínicas: - Infecção: 1º Contato ----> Manifestações (80% não tem) ----> Vírus, através do nervo, progride para o gânglio -----> Latência. HSV1: Herpes Vírus Simples 1 Infecção primária ----> Latência ----> Herpes recorrente Gengivoestomatite herpética: Primeiro contato com o vírus, geralmente ocorre na primeira infância. Só ocorre uma vez na vida. O paciente apresenta: - Linfonodomegalia; - Febre alta; - Perda de apetite; - Lesões ulceradas + gengivite generalizada. Obs: Pode ser diferenciada de uma de afta pelo fato de que afta não acomete mucosa ceratinizada (gengiva inserida, palato duro). Disponível em: https://infomedica.fandom.com/pt-br/wiki/Herpes_Simples Tratamento: - Antipiréticos (controle de febre); - Hidratação; - Repouso. Evitar contágio de outras pessoas. - Uso de antiviral (redução de lesões após uso). O ideal é começar a utilizá-lo na fase prodrômica (Fase que antecede os sintomas). - Pomada, creme, solução, cápsulas... - Em caso de dor: anti-inflamatório ou anestésico. - Alertar paciente quanto ao risco de inoculação. Diagnóstico: - Clínico. - Confirmação laboratorial: . Cultura tecidual do líquido vesicular; . Teste usando anticorpos para HSV; . Teste sorológico para HSV; . Biópsia de tecido; . Esfregaço citológico; . Técnica de PCR seguida de eletroforese. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 52 @thaistudandoodonto - Nem todas as pessoas manifestam a gengivoestomatite herpética. Em alguns casos o paciente fica em estado de latência permanentemente. Latência: Período de tempo indeterminado na qual o vírus fica incubado e o paciente não manifesta a doença. Herpes recorrente: Manifestação secundária da doença. Pode ocorrer várias vezes. Surge com imunidade baixa, nervosismo, ansiedade... Disponível em: https://www.delanomaia.com.br/del/artigo/a-herpes-labial Disponível em: https://herpeslabial.pt/o-que-e-o-herpes-labial/ Disponível: https://blog.skin. pt/2015/07/02/tip 120-como-preven ir-o-herpes-labial/ Disponível em: https://www.diariodecanoas.com.br/cotidiano/viver_com_sau de/2019/11/27/herpes-labial-pode-se-manifestar A herpes pode se manifestar em outros locais, como palato, gengiva inserida, dedos... Tratamento: - Aciclovir tópico (período prodrômico); - Laserterapia (auxilia na dor e cicatrização, depende do laser utilizado). Evitar contágio de outras pessoas. - Quando o paciente apresenta herpes, não devemos realizar procedimento odontológico para evitar a contaminação de outros locais. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 53 @thaistudandoodonto ► HHV3 / VZV – Vírus Varicela-Zóster (Catapora) Espera-se apenas uma ocorrência de cada manifestação. Catapora: Acomete crianças; Herpes-Zóster: Acomete idosos. - Na maioria dos casos é assintomática; - Transmissão se dá pelo contato direto com lesões ativas ou, mais comum, por disseminação de gotículas no ar. - Geralmente o vírus fica latente o resto da vida. Infecção primária ----> Reativação do vírus -- --> Infecção secundária / Herpes Zóster ---> Latência Varicela: Catapora (sintomática e transmissível). Disponível em: https://cultura.culturamix.com/curiosidades/a-varicela 1º contato – Latência 2 a 3 semanas. Disponível em: http://smsdc-cmsmasaogoto.blogspot.com/ 2013/10/varicela-catapora-tire-suas-duvidas.html - Febre baixa; - Anorexia; - Mal estar (1 a 2 dias antes da erupção cutânea); - Na fase prodrômica o paciente já pode transmitir a doença; - Acomete troncos e face, outras áreas do corpo, mucosa da orofaringe e vagina. Tratamento: - Antipiréticos (Sem AAS - aspirina) e banhos mornos com loções para aliviar prurido. Infecção secundária / Herpes Zóster Proliferação do vírus no trajeto de um nervo. Lesão dolorosa. Fase prodrômica: 1 a 4 dias; - Dor, febre, mal estar, cefaléia, parestesia. Fase aguda: 3 a 10 dias; - Vesículas com base eritematosa; - Vesículas pustulam e ulceram. Fase crônica: Mais de 3 meses da 1ª erupção; - Neuralgia pós herpética; - Queimação pulsátil, contínua, com prurido; - Maioria regride com 1 ano. Acomete principalmente pacientes com quadro associado à imunossupressão: - Pacientes idosos; - HIV+; - Em tratamento de câncer. Diagnóstico: Clínico: Febre, dor generalizada e prurido. - História da exposição; - Tipo e distribuição das lesões; - Idade do paciente. Disponível em: https://noticias.r7.com/saude/herpes- zoster-e-mais-comum-em-idosos- devido-a-queda-da-imunidade-11072019 Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 54 @thaistudandoodonto Laboratorial: - Esfregaço citopatológico; - Cultura viral; - Hibridização; - PCR. Tratamento: Catapora Herpes Zóster Antivirais Antivirais Antibióticos (Somente em situações de infecção) Caso de febre, antipiréticos Caso de febre, antipiréticos Lesões cutâneas secas e limpas (diminui infecção secundária) Vacina Em casos de neuralgia: analgésicos, narcóticos, antidepressivos, anticonvulsivantes, estimulação nervosa, anestésicos tópicos. ► Mononucleose infecciosa (HHV4 / EBV) - Causada pelo Vírus Epstein-Barr (EBV ou HHV-4); - 95% dos adultos no mundo são soropositivopara anticorpos EBV; - Latente; - Transmissão se dá pelo contato íntimo, e uma vez infectada, o vírus permanece no hospedeiro a vida toda. Crianças: Chupando dedo, brinquedos. Geralmente assintomático. Adultos: “Doença do beijo” / Mononucleose. Comumente sintomático. Pode ser confundida com amigdalite bacteriana. - Cerca de 40 dias de incubação (para o início da manifestação dos sintomas). Porém, durante esse período, o paciente já transmite a doença. 1º Contato ----> Manifestações (2 a 7 semanas depois da exposição) ---> Latência Manifestações: Mal estar, anorexia, calafrios; - 1 a 2 semanas. - Febre; - Dor de garganta; - Dor de cabeça; - Mal estar; - Fadiga; - Tonsilofaringite e linfadenopatia; - Edema periorbitário. Disponível em: https://www.directorioodontologico.info/2017/05/medicina-oral- saiba-como-tratar-doenca.html - Aumento de volume amigdaliano e presença de petéquias. Diagnóstico: Clínico + Confirmação Laboratorial (Exame de sangue – Leucograma alterado). Tratamento: - Regride de 4 a 6 semanas; - Anti-inflamatórios e antipiréticos para reduzir as manifestações. ► Papiloma Vírus humanos (HPV) - Produzem um amplo espectro de lesões benignas e malignas em pele e mucosas; - Infecta células basais do epitélio; - Transmissão por contato pessoal (trauma local ou ato sexual). ► Verruga cutânea / Verruga vulgar / Papiloma escamoso. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 55 @thaistudandoodonto Disponível em: https://www.tuasaude.com/hpv-na-boca/ - Lesões benignas; - 2 a 10mm; - Região posterior, chamamos de papiloma escamoso (orofaringe, palato mole...); - Quando está localizada na região anterior, chamamos de verruga vulgar; - Bem demarcadas; - Superfície ceratótica. Diagnóstico: Clínico + Avaliação histopatológica (Biópsia excisional). - PCR: Identificação do DNA viral. Tratamento: - Remoção cirúrgica; - Destruição química (Laser / Crioterapia); - Remoção espontânea. ► Condiloma acuminado Disponível em: https://www.facebook.com/camaragibeagora/ photos/pcb.3044190152356613/3044190065689955/ - É uma IST (Infecção sexualmente transmissível); - Forte indicativo de abuso sexual infantil. - São comumente encontradas na região anogenital; - Acometem boca a partir de práticas sexuais; - Acomete geralmente região anterior; - Geralmente apresenta múltiplas lesões; - Pápulas/nódulos hiperceratóticas exofíticas. Diagnóstico: - Clínico + Avaliação histopatológica (Biópsia). PCR – Identificação do DNA viral. Tratamento: - Remoção cirúrgica; - Destruição química (Laser / Crioterapia); - Remoção espontânea. ► Coxsaquievírus Grupo A. - Vírus de RNA, enterovírus; - Caracterizado por dor de garganta, tosse ou coriza; - Traqueobronquite ou pneumonia; - Infecção é a partir de ingestão de alimentos contaminados, gotículas respiratórias e contato direto com secreções. ► Herpangina - Mácula, pápula, vesículas e úlceras (7 a 10 dias); - Acomete palato mole; - Febre súbita (2 a 4 dias); - Vômito, mialgia e dor de cabeça (não persistem até o final); - Dor de garganta e durante deglutição (até mais de 1 semana). Diagnóstico: - Clínico; - Laboratorial: PCR, coleta de fezes e exame de sangue. Disponível em: http://mommyslife .com.br/herpangina- a-virose-que-a-isabella-teve-nos-eua/ Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 56 @thaistudandoodonto Tratamento: - É uma doença autolimitante (cessa sozinha); - Geralmente, sem complicações; - Baseado em alívio dos sintomas; - Antipirético; - Anestésico local. Infecções fúngicas Qualquer pessoa pode ser acometida por uma doença fúngica, porém elas são doenças oportunistas e geralmente acometem indivíduos com o sistema imune já enfraquecido. Por esse motivo, os principais grupos de pessoas acometidas por doenças fúngicas são: - Pessoas com imunossupressão; - Pacientes transplantados (principalmente medula); - Pacientes hospitalizados; - Pacientes oncológicos; - Pacientes HIV+; - Recém nascidos / Extremos de idade; - Pacientes com uso de antibióticos (os antibióticos podem alterar a microbiota bucal, possibilitando a proliferação de fungos, mesmo que temporária). Doenças fúngicas de interesse odontológico: - Candidíase; - Paracoccidioidomicose; - Histoplasmose - Blastomicose; - Coccidioidomicose; - Criptocose; - Zigomicose; - Aspergilose. A candidíase e a paracoccidioidomicose são doenças que possuem a cavidade bucal como sítio primário. A cavidade oral é muito acometida. Já as outras doenças costumam acometer o corpo inteiro e podem apresentar lesões em boca também. Iremos detalhar as principais doenças de interesse odontológico: - Candidíase - Paracoccidioidomicose ► Candidíase - Candida albicans (30% - 50% da população possuem o fungo habitando na microbiota oral). Existem vários tipos de Candida: C. tropicalis, C. kruser, C. parapsilosis, C. guilliermondii. - A Candida albicans é um fungo dimórfico: Duas formas de apresentação. Na cavidade bucal em uma situação normal, a Candida albicans apresenta-se no formato de levedura. Em uma situação de imunossupressão, a levedura se transforma em hifa. - A candidíase é a infecção fúngica oral mais comum em humanos; - Apresenta-se em diversas formas clínicas; - O uso de medicamentos da maneira incorreta pode ocasionar uma resistência à cepa Candida; - Estado imunológico do paciente influencia na manifestação clínica da Candida; - Ambiente da mucosa bucal: pacientes que utilizam próteses antigas e não higienizam podem apresentar Candida apenas na região onde a prótese se encaixa; - A infecção pode variar de leve (maioria dos pacientes) a formas graves e disseminadas (pacientes imunossuprimidos). Predisponentes sistêmicos Predisponentes locais Extremos de idade Uso de próteses removíveis Antibioticoterapia prolongada Perda dimensão vertical Corticóides sistêmicos Antibioticoterapia local / Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 57 @thaistudandoodonto Predisposição à alteração da microbiota bucal Alterações hormonais Má higienização Defeitos imunitários Higiene excessiva (utilização de escovas duras, bochecho excessivo, machucando a gengiva...) Língua fissurada Corticóides tópicos Avaliamos primeiro os fatores predisponentes locais. O principal fator é o uso e má higienização de prótese removível, principalmente antiga. Perda de dimensão vertical: A perda de dimensão vertical pode ocasionar um acúmulo de saliva na comissura labial. A saliva faz parte da microbiota bucal e faz com que aquele ambiente (comissura labial) se torne úmido, quente e com substrato. Esse ambiente é ideal para a proliferação fúngica. Após a avaliação dos fatores predisponentes locais, avaliamos os fatores predisponentes sistêmicos. A cândida pode ser uma doença secundária, ou seja, houve a sua manifestação em decorrência de um fator sistêmico. Tipos clínicos - Pseudomembranosa; - Eritematosa: . Atrófica aguda; . Glossite romboidal mediana; . Multifocal crônica; . Queilite angular; . Estomatite protética. - Hiperplásica; - Mucocutânea. Candidíase Pseudomembranosa Disponível em: https://estomatologialmeida.wordpress.com /2015/06/01/estomatologia/ - Forma clássica da doença; - Conhecida como “sapinho”; - Caracteriza-se por pseudomembranas brancas e destacáveis, associado à sensação de queimação e/ou gosto desagradável; - Comum em crianças (principalmente recém nascidos)e adultos com alterações imunológicas (é um forte indicativo de alteração do sistema imune). Disponível em: https://www.isaude.com.br/noticias/detalhe/noticia/conheca- algumas-manifestacoes-de-infeccoes-fungicas-na-cavidade-oral/ - Devemos pedir exame sorológico para pacientes adultos que apresentam candidíase e não apresentam doenças sistêmicas conhecidas. Candidíase Eritematosa - Mais comum do que a pseudomembranosa; . Negligenciada clinicamente. - Diversas formas clínicas; - Caracterizada por áreas vermelhas. O componente branco é pouco relevante. Disponível em: https://www.implart.com.br/ alteracoes-na-dimensao-vertical/ Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 58 @thaistudandoodonto Atrófica aguda / Glossite atrófica aguda - Principal causa: administração de antibióticos de forma prolongada; . Pacientes com xerostomia. - Causa sensação de queimação acompanhada de perda das papilas filiformes da superfície dorsal da língua; - Aspecto de língua “c areca” ou boca ferida por antibióticos. Disponível em: https://medsimples.com/cgi-sys/suspendedpage.cgi Glossite Romboidal Mediana Disponível em: https://m.pozemedicale.org/Portugal/ Doenca-dental/Glossite-romboide-mediana-fotos.html - Origem de desenvolvimento: falha nos processos laterais da língua; - Área eritematosa bem demarcada, localizada posteriormente na linha média da superfície dorsal da língua, com perda das papilas filiformes; - Assintomática. Muitas vezes há a lesão beijada: Região do palato também apresenta uma área bem demarcada por uma lesão de Candida (na região onde a língua encosta). Disponível em: http://oldfiles.bjorl.org/conteudo/acervo/acervo.asp?id=3965 Multifocal crônica - Glossite romboidal mediana + outros sítios de lesões por Candida. Ex: Glossite romboidal mediana + Lesão beijada; Glossite romboidal mediana + Candida na comissura labial. Queilite angular - Envolvimento do ângulo da boca, com eritema, descamação e fissuração; - Geralmente o paciente teve a perda dos dentes e por isso houve diminuição da dimensão vertical; - Pessoas com dimensão vertical de oclusão reduzida levam ao acúmulo de saliva no local; - Devemos orientar o paciente a não passar a língua no local, para evitar mais contaminação; - C. albicans e Staphylococcus aureus, C. albicans, S. aureus (bactérias). Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/images/estomatologia /lesoesfundamentais/pibe/1Macula-ou-Mancha/6Candidoseeritematosa.pdf Estomatite protética / Candidíase atrófica crônica Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/images/estomatologia /lesoesfundamentais/pibe/1Macula-ou-Mancha/6Candidoseeritematosa.pdf - Presença de lesões vermelhas em íntimo contato com uma prótese removível; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 59 @thaistudandoodonto . Uso contínuo com remoção para limpeza protética. - Presença de lesão eritematosa em variáveis níveis de eritema, acompanhada ou não de petéquias. - Lesão em íntimo contato com prótese removível; - Raramente é sintomática. Diagnóstico da Candidíase - Clínico + Identificação do fungo (quando há dúvida) / Citopatologia esfoliativa. Tratamento da Candidíase - Antifúngico + Remoção / Redução de fatores predisponentes. Antifúngico: O medicamento deve estar em contato com a mucosa infectada. 1ª escolha: Nistatina; - Solução ou pastilha; - 4 – 6x por dia durante 10 – 14 dias (tratamento completo). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=fULOb9Lva80 Se o paciente engolir no momento do bochecho, não há problema, pois a Nistatina não é absorvida pelo trato gastrointestinal. Porém, por ser muito doce, para pacientes diabéticos é desaconselhável engolir no momento do bochecho. A depender da condição clínica do paciente e da lesão, gel oral pode ser indicado. - Miconazol gel. Disponível em: https://www.anossadrogaria.com.br/daktarin-gel-oral-40g/p Tratamento sistêmico: Usado em situações específicas, como pacientes extremamente imunossuprimidos, pacientes que já realizaram o tratamento de 1ª escolha e não obtiveram resultados. - Clotrimazol; -Cetoconazol. Como comprimidos, os medicamentos acima são muito tóxicos para o fígado e o rim. Por esse motivo não utilizamos eles como primeira escolha. - Fluconazol (medicamento mais acessível); - Itraconazol; - Anfotericina B. - Casos mais raros de candidíase Candidíase Hiperplásica e Candidíase mucocutânea. Prognóstico da Candidíase - Em geral, trata-se de uma infecção superficial incômoda, facilmente resolvida pelo tratamento antifúngico; - Infecções recorrentes mesmo após tratamentos requerem uma investigação dos fatores predisponentes sistêmicos (ex: imunossupressão); - Pacientes gravemente comprometidos apresentam uma doença profundamente invasiva. ► Paracoccidioidomicose - Chamada, também, de blastomicose sul- americana. Uso tópico 1) Nistatina 100000UI / Ml – 06 frascos (300Ml) Bochechar 5 mL (01 colher de sopa) – 04x/dia durante 10 dias. DATA E CARIMBO Uso oral 1) Fluconazol _____ 150mg _____ 04 comprimidos Tomar 01 comprimido a cada 07 dias durante 28 dias. DATA E CARIMBO Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 60 @thaistudandoodonto - Causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis. - Infecção fúngica profunda, por inalação, comum na América do Sul e Central (regiões endêmicas). Características clínicas - Predileção por homens – 15 / 25:1. - O fungo Paracoccidioides brasiliensis é dimórfico, ou seja, se transforma de hifa à levedura. Geralmente, fica na natureza em capins e em áreas rurais no formato de hifa. Quando ele entra no corpo humano e chega à temperatura de 37º, se transforma em levedura, que é a forma patogênica da doença. - As mulheres possuem o hormônio Beta- estradiol (estrogênio). Isso faz com que, mesmo se a mulher aspirar a hifa, ela não se transforme na forma patogênica (levedura), pois o estrogênio impede essa transformação. Mulheres com alterações hormonais podem ter mais chances de desenvolver a doença (pacientes na menopausa, pacientes que não passaram pela menarca, grávidas...). - Geralmente acomete pacientes de meia- idade e trabalhadores rurais; - Comum associação de lesões epiteliais com lesões pulmonares; - A maioria dos casos inicia-se como uma infecção pulmonar após exposição ao microrganismo. Disponível em: https://www.pneumoimagem.com.br/p-pneumo- imagens/44/178/doencas-fungicas/paracoccidioidomicose/ Características clínicas na cavidade oral - O carcinoma de células escamosas é um diagnóstico diferencial da Paracoccidioidomicose; - Úlceras ou massa sólida, eritematosas e granulares com aspecto moriforme (amora); - Apresentam pontos hemorrágicos; - Geralmente afetam mucosa alveolar, gengiva e palato (gengiva superior é a região mais acometida); - Paciente apresenta dor. Disponível em: http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/49 Disponível em: https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/114 49/153533/durlacker_rr_dr_araca_int.pdf?sequence=3&isAllowed=y Histopatologia - Realiza-se a biópsia incisional (procedimento de urgência); - Epitélio: Presença de hiperplasia; - Tecido conjuntivo: Presença de infecção granulomatosa. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abd/a/x4dPnFhg nwFGhcGr8PkSZPJ/?format=pdf&lang=pt Tratamento O cirurgião-dentista participa apenas do diagnóstico. Médico: Depende da gravidade da doença: Licenciado para - S téfaniM oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 61 @thaistudandoodonto - Leves a moderados: Itraconazol ou Cetoconazol; - Graves: Itraconazol ou Anfoterecina B intravenosa. Critérios de cura - Ausência de sinais clínicos; - Radiografia de tórax sem infecção pulmonar. De Barros, et al 2018 O tratamento da Paracoccidioidomicose é longo e requer acompanhamento tanto médico, quanto odontológico. Capítulo 12 Cistos - Não existe cisto maligno, pois cisto não é neoplasia. - Todo cisto possui um conteúdo no seu interior (fluido, semifluido ou gasoso). Tecido epitelial Tecido conjuntivo Cisto verdadeiro – Deve possuir o tecido epitelial, cápsula (tecido conjuntivo) e o conteúdo no seu interior. Pseudocisto – Não possui o revestimento epitelial interno. O cisto possui potencial de crescimento de acordo com o aumento do seu conteúdo interior (produzido pelo epitélio). Com o seu crescimento, ele ocasiona reabsorção óssea na região onde se encontra. Classificação dos cistos ► Odontogênicos Desenvolvimento: - Cisto dentígero; - Cisto de erupção; - Ceratocisto odontogênico; - Cisto odontogênico ortoceratinizado; - Cisto gengival do recém-nascido; - Cisto gengival do adulto; - Cisto periodontal lateral; - Cisto odontogênico calcificante; - Cisto odontogênico glandular ou cisto sialo-odontogênico. Inflamatórios: - Cisto radicular (periapical); - Cisto radicular residual; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 62 @thaistudandoodonto - Cisto paradental (inflamatório colateral, bucal mandibular infectado). ► Não Odontogênicos Desenvolvimento: - Cisto palatinos dos recém-nascidos; - Cisto nasolabial (nasoalveolar); - Cisto do ducto nasopalatino (do canal incisivo); - Cisto dermoide. Neville, et al. 2009 Cistos não odontogênicos ► Cistos palatinos dos recém-nascidos Disponível em: https://www.odontologistas.com.br/odontol ogistas/patologias-bucais/cistos-de-desenvolvimento/ - Lesão que acomete o palato do recém- nascido; - Pérolas de Epstein: Lesões localizadas ao longo da rafe palatina (aprisionamento epitelial durante a fusão dos dois lados da maxila, formando o palato); - Nódulos de Bohn: Lesões espalhadas pelo palato (restos epiteliais de glândulas salivares menores); - Não é necessário nenhum tratamento. - Com o tempo, a lesão regride. Disponível em: http://www.bucomaxilofacial.com.br/2015/01/ doencas-bucais-em-criancas-e-bebes.html ► Cistos Nasolabial (Cisto nasoalveolar) Origem: Proliferação de remanescentes de cordões de células de epitélio do ducto nasolacrimal pela localização e histologia semelhantes. - Cisto não-odontogênico raro; - Lesão próxima à asa do nariz (entre a asa do nariz e o lábio). Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios- oftalmol%C3%B3gicos/sintomas-das-doen%C3%A7as-oculares/olhos,- lacrimejantes Características clínicas: - Tumefação do lábio superior, lateral à linha média; Disponível em: https://www.ident.com.br/brunochagas/artigo/22017-cisto- nasolabial-relato-de-caso-e-revisao-de-literatura - Elevação da asa do nariz; - Obstrução nasal (pois na medida que o cisto cresce, ele obstrui a cavidade nasal); - Com a palpação conseguimos identificar a lesão (ela se movimenta, pois está em tecido mole); Disponível em: http://revodonto. bvsalud.org/scielo .php?script=sc i_arttext&pid=S18 08- 521020130004000 09 Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 63 @thaistudandoodonto - Radiograficamente, podemos observar algum desvio do septo nasal. Porém, a tomada radiográfica não poderá auxiliar de maneira significativa no diagnóstico, pois a lesão não se encontra em osso. Tratamento e prognóstico: - Excisão cirúrgica completa por acesso intra- bucal (biópsia excisional); - Recorrência é rara. Disponível em: https://www.ident.com.br/brunochagas/artigo /22017-cisto-nasolabial-relato-de-caso-e-revisao-de-literatura ► Cistos do Ducto Nasopalatino (Do canal incisivo) Origem: Proliferação de remanescentes do ducto nasopalatino (vasos e nervos); . Trauma, infecção, retenção de muco de glândulas salivares. - Cisto não-odontogênico mais comum. Disponível em: https://www.imaios.com/br/e-Anatomy/Cabeca-e-Pescoc o/Cavidade-nasal-Ilustracoes?taxonId=425&taId=1&structureID=788&frame=44 Características radiográficas: - Área radiolúcida bem circunscrita, borda esclerosada (bem mineralizada, radiopaca); - Quando a lesão não apresenta borda, pode ser indicativo de uma lesão de crescimento muito rápido. - Entre incisivos centrais; - Divergência das raízes incisivos; - Forma de pera invertida ou coração; - Radiografia oclusal é a ideal. Disponível em: http://fascioradiologia.com.br/post/cisto-do-ducto-nasopalatino Tratamento e prognóstico: - Enucleação cirúrgica (retirada); - Recorrência rara. Disponível em: https://openrit.grupotiradentes.com/xmlui/bitstream/handle/set/ 2131/CISTO%20DO%20DUCTO%20NASOPALATINO%20RELATO% 20DE%20CASO%20%28UNIT-SE%29.pdf?sequence=1 ► Cistos Dermóide Origem: Restos de epitélio de revestimento. Características clínicas: - Mais comuns em crianças e adultos jovens; - Lesão extra óssea (assoalho); - Geralmente, projeta a língua do paciente para trás; - Crescimento lento e assintomático; - Consistência borrachóide; - Comuns na linha média do soalho; - Ressonância magnética ou tomografia são úteis para definir extensão da lesão. Disponível em: https://www.revistacirurgiabmf.com/2014/2/brjoms.14.2.4.pdf Canal incisivo Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 64 @thaistudandoodonto - Dificuldade de alimentação; - Dificuldade na fonação; - Dificuldade na respiração; - Tumefação submentoniana. O músculo gênio-hióideo vai determinar se a cirurgia será realizada por baixo da língua (quando a lesão está por cima do músculo) ou por fora da cavidade oral (quando a lesão está por baixo do músculo). Disponível em: https://anatomia-papel-e-caneta.com/musculos-supra-hioideos/ Tratamento e prognóstico: - Remoção cirúrgica (retirada – Biópsia excisional); - Acesso intra e extra bucal, dependendo da relação com o músculo gênio-hióideo; - Recorrência rara. Disponível em: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20140602_103113.pdf Cistos odontogênicos Cistos formados a partir dos remanescentes epiteliais odontogênicos. Características: - Lesões geralmente assintomáticas; - Acometem exclusivamente maxila e mandíbula; - Ocasionam aumento de volume; - Radiograficamente apresentam imagens radiolúcidas, bem definidas, com halo radiopaco; - Pequeno à médio tamanho / Tratamento é remoção total (enucleação); - Lesões maiores: Marsupialização / Canulização com enucleação posterior; - Baixo índices de recidiva. Fonte: Universitária Pink / Pinterest Localização: - Unilateral, bilateral ou multifocal. Cistos odontogênicos inflamatórios ► Cistos periapical (radicular) e Cisto periapical (radicular) residual Cisto periapical: Associado a um dente necrosado (necrose pulpar); Cisto periapical residual: Associado a um dente necrosado (necrose pulpar), porém nesse caso, houve a extração do dente e o cisto ficou; Origem: - Resposta local do osso ao redor do periápice dentário; - Resultado da necrose pulpar ou da destruição dos tecidos periapicais por doença periodontalextensa (não houve tratamento endodôntico no local e a lesão Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 65 @thaistudandoodonto se estendeu à região de periápice / Tecido periodontal do ápice dentário); - Formação da lesão periapical inicial (abscesso odontogênico); - Ainda não é um cisto e não possui o halo bem definido na radiografia. Disponível em: https://hopeodontologia.com.br/o-que-e- canal-e-por-que-e-preciso-fazer/ Existe uma variação do cisto periapical que é denominada cisto radicular lateral. A lesão é originária de um canal acessório e o cisto terá a sua localização na lateral da raiz. Os testes de sensibilidade pulpar sempre darão resultados negativos, pois o dente está com a polpa necrótica. Características clínicas: - Assintomático; - Tumefação e sensibilidade leve; - Mobilidade e deslocamento dos dentes adjacentes; - Polpa necrótica. Disponível em: https://clinicaodontobite.com.br/servico/19409828 18/Tratamento%20de%20Canal Características radiográficas do Cisto Periapical: - Radiotransparência periapical; - Perda de lâmina dura; - Rabsorção radicular (é comum). Disponível em: https://www.ident.com.br/jonasmichel/caso-clinico/34779- enucleacao-de-cisto-periapical-associado-a-exodontia Características radiográficas do Cisto Periapical Residual: - Imagem radiolúcida circular a oval, localizada em sítio de extração dentária prévia. - Pode continuar crescendo, mesmo após a extração. - Com o envelhecimento a lesão tende a reduzir e sofrer calcificação do lúmen cístico. Disponível em: https://www.odontologistas.com.br/odontologistas /patologias-bucais/cistos-inflamatorios/ Tratamento e prognóstico: - Lesões até 2cm de diâmetro: Não cirúrgico, tratamento endodôntico conservador e acompanhamento radiográfico. - Lesões extensas: Remoção cirúrgica por enucleação, marsupialização (visa a redução do cisto para que haja a possibilidade de Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 66 @thaistudandoodonto excisão cirúrgica) e encaminhamento anatomopatológico. Disponível em: https://www.saudebemestar.p t/pt/medicina/dentaria/apicectomia/ ► Lesões inflamatórias periapicais O processo até a formação do cisto periapical é demorado. - Abscesso periapical; - Granuloma periapical; - Cisto periapical (ou radicular). Lesões: Abscesso periapical (Agudo) e Granuloma periapical (Crônica) Abscesso periapical - Dor contínua; - Quase sempre pulsátil; - Mobilidade dental; - Sensibilidade à percussão; - Às vezes pode ocorrer sensibilidade à palpação na área de mucosa; - Geralmente a dor no período noturno piora. Isso se dá pois o abscesso pressiona o dente. Quando o paciente deita, a gravidade faz com que essa pressão aumente). Disponível em: https://knoow.net/ciencmedicas/medicina/abcesso-periapical/ Aspectos radiográficos - Espessamento do espaço periodontal na região apical; - Mudança na forma de algumas trabéculas no 1/3 apical, a imagem da lâmina dura fica mais delgada (menos densa) até desaparecer; - Área osteolítica de limites / contornos indefinidos, junto do periápice. Disponível em: https://www.dentalpress.com.br/portal/ abscesso-agudo-e-cronico/ Granuloma periapical - Massa de reação de granulação (tecido conjuntivo neoformado com inflamação crônica), localizado ao redor do ápice radicular; - Excelente capacidade de regeneração e rapidamente se converte em tecido periapical normal, quando o irritante é removido, ou seja, o canal radicular é tratado; - Quase sempre assintomático. O dente afetado não responde aos testes de vitalidade; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 67 @thaistudandoodonto - Capacidade de regeneração rápida. Aspectos radiográficos - Área radiolúcida; - Arredondada; - Tamanho pequeno (raramente com mais de 1cm no maior diâmetro, por seu limitado potencial de crescimento); - Ligado ao ápice de dente desvitalizado. Não conseguimos diferenciar radiograficamente o granuloma de um cisto periapical. Cistos odontogênicos do desenvolvimento ► Cisto dentígero - Tem origem em um dente / Lesão cística originada no folículo pericoronário; - Há o acúmulo de líquido no folículo pericoronário; - Cisto mais comum dos ossos maxilares (20%); - Envolve coroa de um dente impactado e se conecta ao dente pela junção amelocementária; - Patogênese: Acúmulo de líquido entre o epitélio reduzido do esmalte e a coroa do dente. Disponível em: http://periodicos.unitau.br/ojs/index.php/clipeo donto/article/viewFile/1201/896 Obs: Em uma situação específica, o cisto dentígero pode ser originado de um processo inflamatório. Isso ocorre quando o dente decíduo é acometido por uma lesão cariosa, que atinge polpa, ocasionando uma lesão periapical. O folículo pericoronário do dente permanente que está abaixo do dente decíduo pode ser acometido pela lesão, podendo formar assim o cisto dentígero de origem inflamatória. Origem: Desenvolvimento Inflamatória: Inflamação em terceiro molar parcialmente erupcionado. Disponível em: http://www.danielfalbo.com.br/cistos-buco-maxilo-faciais.html Características clínicas Epidemiologia: - Acomete principalmente 3º molar inferior (3MI > CS> 3MS> 2PMI); - Indivíduos de 10 a 30 anos; - Sexo masculino; - Leucoderma. Sintomatologia Cistos pequenos: - Geralmente assintomáticos, descobertos em exame de rotina. Cistos maiores: - Associados com expansão indolor, provocando assimetria facial. - Pode infectar e causar dor; - Predispor a fratura patológica. Disponível em: https://www.odontoblogia.com. br/granuloma-periapical- tratamento/ Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 68 @thaistudandoodonto Disponível em: http://britesbucofacial.blogspot.com/2015/10/cisto-dentigero.html Características radiográficas - Radiotransparente unilocular, margem bem definida e esclerótica; - Infecção: Multilocular e borda definida. Distinção entre cisto dentígero e folículo pericoronário ----> diâmetro do halo radiolúcido, deve ser maior que 3mm (cisto). Tratamento e prognóstico - Enucleação com manutenção ou não do dente. - Recidiva é rara. - Líquido amarelo citrino: Punção aspirativa do cisto dentígero (não serve para fechar diagnóstico, apenas para mostrar as características do conteúdo cístico). - Enucleação com manutenção do dente com tratamento ortodôntico; - Lesões grandes podem ser tratadas com marsupialização (descompressão), para possibilitar a remoção cirúrgica; - Excelente prognóstico e raramente recidivam. ► Cisto paradentário - Variante do cisto dentígero que geralmente acomete 3º molares semi- inclusos. Disponível em: https://pt.slidesh are.net/Uninove/ aula-de-cistos- uninove-2009- 2003-2097030 ► Cisto de erupção - Análogo do cisto dentígero no tecido mole; - Separação do folículo da coroa de um dente em erupção. Disponível em: https://www.odontoblogia.com.br /cisto-de-erupcao-tire-suas-duvidas/ Tratamento e prognóstico - Muitas vezes, não é necessário nenhum tratamento; - Excisão cirúrgica no revestimento cístico (Ulectomia); - Ótimo prognóstico. ► Cisto gengival (alveolar) do recém- nascido Clinicamente não conseguimos diferenciar se o cisto é gengival (odontogênico)Indicações: Esse exame será indicado nos casos em que a doença está presente nas áreas superficiais. A principal limitação do exame citopatológico é que não conseguimos identificar uma doença que atingiu camadas mais profundas por meio dele. Por ser um exame bem limitado, não é frequentemente utilizado. Atenção: O exame deve ser feito em uma área representativa (região clinicamente visível da patologia). Se na cavidade bucal houver mais de uma lesão e elas forem diferentes entre si, deve-se fazer um exame para cada região diferenciada. Histopatologia Patologia + Histologia = Histopatologia ► Etapas O exame histopatológico é mais invasivo e consegue atingir todas as camadas do tecido. É o exame mais utilizado dentro da estomatologia. ► Coleta de material A coleta de material para exame histopatológico é realizada por meio da biópsia. Biópsia: Coleta de tecido para análise. - Existem 2 tipos de biópsias: Biópsia INcisional – Remoção de parte das lesões. Indicações: - Lesões com características de malignidade (câncer); - Lesões grandes (pois necessitam de um planejamento cirúrgico); - Lesões que podem ser tratadas com medicamentos (podemos fazer a biópsia incisional, pois é uma cirurgia menos invasiva que a biópsia excisional, necessária para dar o diagnóstico). Resumo Capítulo 21 – Livro: Cirurgia Oral e Maxilo facial contemporânea. 4ed. Obs: O ideal é tirar a quantidade suficiente para um resultado conclusivo (Profundidade e tecido suficiente). Biópsia EXcisional – Remoção da lesão por completo. Resumo Capítulo 21 – Livro: Cirurgia Oral e Maxilo facial contemporânea . 4ed. Coleta de material Processamento Exame histopatológico Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 5 @thaistudandoodonto Indicações: - Lesões com características clínicas de benignidade; - Lesões pequenas. Se houver hipótese de lesão maligna, sempre devemos realizar primeiro a biópsia incisional! ► Processamento Imediatamente após a coleta, devemos acondicionar o material coletado no formaldeído 10% (formol - fixação). É necessário que o material fique embebido no formol por no mínimo 24h. Após isso, ocorre a confecção de blocos de parafina (inclusão). A partir desses blocos, o material será fracionado e colocado nas lâminas de vidro. Com isso, há a confecção da lâmina corada por hematoxilina e eosina. ► Exame histopatológico Após essa confecção, o patologista bucal observa a amostra no microscópio e realiza a descrição, dando o diagnóstico. Vshivkova | Shutterstock – Site: News-medical.net Imunoistoquímica A imunoistoquímica é utilizada em casos bem específicos. Esse método só é realizado após o exame histopatológico (quando esse exame não é suficiente para a conclusão do diagnóstico). - As lâminas (sem coloração) que restaram do exame anterior são utilizadas. Nelas irão acontecer reações entre antígenos e anticorpos, por meio de testes com reagentes. - Por meio dessas reações podemos descobrir o diagnóstico. Capítulo 2 Lesões fundamentais ► Lesões fundamentais Lesões fundamentais é o termo utilizado para descrever as alterações que o paciente apresenta na cavidade bucal. Elas compõem as alterações morfológicas que aparecem na mucosa bucal ou na pele assumindo características clínicas padronizadas e individualizadas. Elas orientam o profissional na realização da anamnese detalhada. Qual a importância desse tema? - O conhecimento das lesões fundamentais auxilia na elaboração e conclusão do diagnóstico; - São fundamentais para a comunicação entre os profissionais da área da saúde. Diante de uma lesão, o que devemos questionar? - Duração; - Sensibilidade; - Tamanho; - Consistência; - Cor; - Formatos; - Contorno; - Quantidade. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 6 @thaistudandoodonto Quais são as lesões fundamentais? Mácula Alteração de coloração da mucosa bucal, plana, sem elevação e nem depressão (Mancha). Existem vários tipos de mácula e devemos descrevê-la detalhadamente. Placa Lesão de superfície plana que apresenta-se ligeiramente elevada e não se desprende à raspagem. Possui uma leve elevação. Ela é grudada, não se desprende! Disponível em: http://tratogastrointestinal2010.blogspot.com/2010/03/leucoplasia.html Pseudomembrana Lesão de superfície plana que apresenta-se ligeiramente elevada e se desprende à raspagem. Ela é análoga às crostas (casquinhas). Disponível em: http://www.especialista24.com/ ► Lesões fundamentais sólidas – Caracterizadas por elevações Observamos o tamanho da lesão para diferenciá-la. Pápula Lesão elevada e sólida, menor que 5mm em seu maior diâmetro. Disponível em: https://www.sdpt.net/PAT/hip erplasiainflamatoriapapilar.htm Nódulo Lesão elevada e sólida, com dimensões entre 5mm e 15mm em seu maior diâmetro. Obs: Algumas literaturas consideram 10mm e 20mm. Disponível em: https://ead.ict.unesp.br/mod/data/view.php?d=25&rid=55 Tumor Lesão elevada e sólida, maior que 15mm em seu maior diâmetro. Disponível em: http://demo.infowayit.com/dentalarcade/torus-palatinus/ ► Lesões fundamentais que possuem conteúdo líquido – Se diferenciam pelo tamanho. Disponível em: https://doctorhoogstra.com Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 7 @thaistudandoodonto Vesícula Lesão elevada, de conteúdo líquido, menor que 5mm em seu maior diâmetro. Disponível em: https://www.odontologistas.com.br/odontologistas/patologias- bucais/caracterizacao-e-nomenclatura-das-lesoes-bucais/ Bolha Lesão elevada, de conteúdo líquido, maior que 5mm em seu maior diâmetro. Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/centros/ceca/811-proex/projetos- extensao/estomatologia-na-web/lesoes-fundamentais/53778-vesicula-e-bolha Obs: Dentro da cavidade oral é muito comum encontrarmos bolhas estouradas (raramente encontramos as bolhas inteiras). Quando essa bolha se rompe, vemos lesões que lembram feridas. ► Lesões fundamentais são identificadas pela perda de alguma estrutura Erosão Disponível em: https://mol.icb.usp.br/index.php/2-8-tecido-epitelial-de- revestimento/ Rompimento superficial do epitélio, que pode ser decorrente da ruptura de vesículas e bolhas, sem exposição do tecido conjuntivo subjacente. Na erosão, o rompimento é extremamente superficial. Há uma perda parcial do tecido epitelial. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/51706720_Oral_lichen_planus A erosão é um quadro mais brando. Normalmente, esse tipo de lesão não apresenta sangramento espontâneo. Úlcera Perda de continuidade do revestimento epitelial com exposição do tecido conjuntivo subjacente. Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/3631784/ A úlcera pode apresentar sangramento espontâneo, pois uma parte do tecido conjuntivo está exposto. Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-Lesao-ulcerada-de- contornos-irregulares-na-mucosa-do-labio-superior-Joao_fig1_310659853 Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 8 @thaistudandoodonto Como diferenciar clinicamente uma úlcera de uma erosão? Úlcera – Presença da membrana fibrinopurulenta (pseudomembrana). Normalmente apresenta sangramento espontâneo. Erosão – Nãoou palatino (não-odontogênico). - São lesões comuns e desaparecem espontaneamente. Disponível em: http://www.naiaodonto.com.br/cuidados/pos-natal/ ► Cisto periodontal lateral - Lesão localizada na lateral da raiz; Disponível em: https://raiosxis.com/o-cisto- dentigero Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 69 @thaistudandoodonto - Diagnóstico diferencial: Cisto radicular lateral; - Podemos diferenciá-los por meio do teste de sensibilidade pulpar (Cisto radicular lateral – dente necrótico - negativo / Cisto periodontal lateral – dente com vitalidade - positivo); - Representa a contraparte intra-óssea do cisto gengival do adulto; - Ocorre ao longo da superfície radicular lateral de um dente. Características clínicas: - Lesões pequenas; - Assintomáticas; - 5ª a 7ª décadas de vida. - Lesões de aspecto policístico macroscopicamente e microscopicamente são denominadas cistos odontogênicos botrióides (mais raro e mais agressivo). Características radiográficas Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/1413-4012/2011/v16n1/a2143.pdf - Lesão radiolúcida com halo radiopaco na lateral da raiz de um dente. Tratamento e prognóstico - Enucleação conservadora (biópsia excisional), sem danos ao dente; - Recidivas são raras. - Prognóstico muito bom. ► Cisto gengival do adulto - Lesão rara, considerada a contraparte de tecido mole do cisto periodontal lateral; - Derivados de restos da lâmina dentária. Características clínicas - Região de canino e pré-molares inferiores, gengiva vestibular ou mucosa alveolar; - 5ª a 6ª décadas de vida; - São nódulos (até 1cm); - Indolores. Disponível em: https://pt.slideshare.net/nadiatonussi/cisto-final-final-21 Características radiográficas - Raramente podem causar reabsorção em forma de taça. ► Ceratocisto odontogênico / Queratocisto odontogênico - “Cisto primordial” ---> em desuso na literatura. - Crescimento lento e indolor; - Alto índice de recidiva: epitélio fino e friável; - Comportamento invasivo e agressivo; - Mutação PTCH (gene supressor de tumor). Características clínicas: - Segunda e terceira décadas de vida. - Regiões de maior acometimento: Disponível em: https://raiosxis.com/ceratocisto-odontogenico-tumor- odontogenico-ceratocistico Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 70 @thaistudandoodonto - Pequenos (assintomáticos) x grandes (dor e edema); - Geralmente não causa expansão do osso devido crescimento sentido ântero-posterior (medular). Características radiográficas: - Radiolúcida, uni ou multilocular com limite esclerótico fino, em geral radiopaco. Disponível em: https://raio sxis.com/ceratocisto-odontogenico- tumor-odontogenico-ceratocistico Tratamento e prognóstico: - Punção: Líquido (líquido branco leite condensado) / Auxilia no diagnóstico. - Enucleação ou curetagem ----> Dificuldade de remoção completa . Natureza friável; . Tendência à recidivas. - Remoção da lesão; - Ostectomia periférica com broca; - Solução de Carnoy (Solução ácida, para causar necrose nas células que restaram da lesão). - Lesões maiores: . Marsupialização, seguido de cirurgia (responde muito bem à marsupialização); . Ressecção com margem, seguimento do paciente. ► Cisto odontogênico ortoceratinizado - Subtipo de ceratocisto; - Semelhante ao ceratocisto; - Menos agressivo; - Produz ortoceratina / ceratina sem núcleo celular (única diferença entre eles é o tipo de ceratina produzida – O ceratocisto odontogênico produz a paraceratina / ceratina com núcleo celular). Disponível em: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20150803_115137.pdf ► Síndrome de Gorlin-Goltz (Síndrome dos carcinomas nevóides basocelulares) - Múltiplos ceratocistos em maxila e mandíbula; - Carcinoma basocelular de pele (carcinoma de pele); - Mutação no gene PTCH. Disponível em: https://www.flickr.com/photos/radiologiaf undecto2008/3945591050 Disponível em: http://bibliotecaatualiza.com.br/arquivotcc/ BMCH/BMCH02/LEAL-cleidison.pdf ► Cisto odontogênico calcificante - Produz calcificação; - Outras nomenclaturas: COC, Cisto de Gorlin; Tumor dentinogênico de células Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 71 @thaistudandoodonto fantasmas; Cisto odontogênico calcificante de células fantasmas. - Lesões raras com diversidade histopatológica e comportamento clínico variável; - Podem estar associados a outros tumores como odontomas, tumores odontogênicos adenomatoide e ameloblastomas. Disponível em: https://www.revistacirurgiabmf.co m/2007/v7n1/pdf%20v7n1/art7v7n1.pdf Características clínicas - Comumente intra-ósseas; - Acomete igualmente maxila e mandíbula; - 2ª e 3ª décadas de vida; - Reabsorção radicular e divergência de dentes. Características radiográficas - Lesões radiolúcidas, porém com vários focos radiopacos (áreas de calcificação). Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S1130-05582015000400012 Tratamento e prognóstico: - Remoção cirúrgica, e quando há dentes associados, exodontias também. ► Cisto odontogênico glandular -NÃO tem relação com glândula salivar; - Recebe esse nome pois é semelhante ao carcinoma mucoepidermóide, porém não tem relação com glândula salivar; - Tipo raro, que pode apresentar um comportamento agressivo; - Mais comum em adultos e região anterior da mandíbula (atravessando a linha média); - Lesões pequenas são assintomáticas / Lesões grandes podem causar expansão, dor e parestesia. Disponível em: https://quizlet.com/449614086/cistos-odontogenicos-flash-cards/ Características radiográficas - Lesão grande. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/23177/ 1/Cistoodontog%C3%AAnicoglandular.pdf Tratamento e prognóstico: - Lesão não responde à marsupialização; - Ressecção da mandíbula; - Enucleação e curetagem; - Recidivas são comuns (30%) em casos de aspecto multilobular e é sugerido ressecção em bloco. Capítulo 13 Principais tumores odontogênicos da região maxilo-facial Tumores odontogênicos: Compreendem um grupo de lesões de comportamentos diferentes. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 72 @thaistudandoodonto Classificação do tumor: Origem: - Epitélio odontogênico; - Mesênquima odontogênico; - Misto (tanto do epitélio quanto do mesênquima). Tumores de epitélio odontogênico: - Ameloblastoma . Ameloblastoma maligno; . Carcinoma ameloblástico. - Carcinoma odontogênico de células claras; - Tumor odontogênico adenomatóide; - Tumor odontogênico epitelial calcificante; - Tumor odontogênico escamoso. Tumores odontogênicos mistos: - Fibroma ameloblástico; - Fibro-odontoma ameloblástico; - Fibrossarcoma ameloblástico; - Odontoameloblastoma; - Odontoma composto; - Odontoma complexo. Tumores do ectomesênquima odontogênico: - Fibroma odontogênico; - Tumor odontogênico de células granulares; - Mixoma odontogênico; - Cementoblastoma. Tumores odontogênicos de origem epitelial Os tumores odontogênicos epiteliais são compostos de epitélio odontogênico, sem participação do mesênquima. Principais tumores odontogênicos derivados do epitélio: - Ameloblastoma; - Tumor Odontogênico Adenomatóide (TOA). ► Ameloblastoma Características clínicas gerais - Crescimento lento; - Localmente invasivos (infiltrativo); - Geralmente decurso benigno; - Curso maligno: Ameloblastoma maligno metastatizante e carcinoma ameloblástico. - Áreas mais acometidas: Disponível em: http://www.arribadentista.com/2020/07/ameloblastoma- caracteristicas-clinicas-radiograficas-histopatologia-odontologia-concursos.html Classificação: - Ameloblastoma (se refere ao ameloblastoma multicístico); - Ameloblastoma unicístico; - Ameloblastoma periférico (fora do osso, tecido mole). Ameloblastoma Características clínicas - Lesão sólida; - Incomum em pacientes menores de 20 anos; - Mais comuns em mandíbula, região de molares; - Crescimento lento ----> lesões não tratadas assumem proporções grotescas. Disponível em: https://pt.slideshare.net /AnaCludiaFerreira1/ameloblastoma-10585157 Aspectos radiográficos - Lesão radiolúcida; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 73 @thaistudandoodonto - Multilocular (aspecto de bolhas de sabão ou favos de mel); - Absorção de dentes e de cortical óssea. Disponível em: https://www.scielo.br/j/dpjo/a/JnBzjdWBV cxzdvSd9QprpWh/?lang=en A cirurgia precisa ser feita com uma margem de segurança, pois a lesão é infiltrativa. Conduta - Biópsia incisional (pois exige um planejamento bem detalhado). Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com /2014/11/ameloblastoma.html - Ressecção cirúrgica com margem de segurança; - Acompanhamento clínico e radiográfico. Disponível em: https://www.elsevier.es/en-revista-revista-portuguesa- estomatologia-medicina-dentaria-330-articulo-ameloblastoma-padrao-folicular- em-maxila-S1646289013001660 - O planejamento cirúrgico é bem detalhado. Há a realização da tomografia do paciente, e após isso a impressão da mandíbula do mesmo utilizando impressora 3D. Há o espelhamento do lado saudável da mandíbula, criando um modelo simétrico da mandíbula. Ameloblastoma unicístico Aspectos clínicos - Aproximadamente 15% dos ameloblastomas; - Mais prevalente na segunda década de vida; - Geralmente assintomático (lesões maiores podem causar expansão); - Pode estar associado a um dente incluso. Aspectos radiográficos - Área radiolúcida, bem definida; - Pode absorver dentes. Disponível em: https://raiosxis.com/ameloblastoma-unicistico Disponível em: https://editoraplena.com.br/produto/resseccao-segmentar-de- mandibula-para-exerese-de-ameloblastoma-unicistico-por-acesso-intrabucal- relato-de-caso/ Abordagem terapêutica - Tratamento semelhante a cistos: Biópsia incisional ----> Marsupialização (para lesões maiores) + enucleação + ostectomia Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 74 @thaistudandoodonto periférica + acompanhamento clínico e radiográfico (imprescindível). Aspecto histológico Neville, 2002; Miloro, 2008. Epitélio infiltrativo. Ameloblastoma periférico Aspectos clínicos - Raro (Aproximadamente 1% dos ameloblastomas); - Lesão indolor em gengiva. Disponível em: https://raiosxis.com/ameloblastoma-periferico-extraosseo Abordagem terapêutica - Biópsia excisional (se necessário, pode ser realizada biópsia incisional prévia); - Acompanhamento clínico. Aspecto histológico - A lesão não tem relação com o osso. Disponível em: http://biopat.cs.urjc.es/conganat/files/2009-2010_G04.pdf ► Tumor Odontogênico Adenomatóide (TOA) Aspectos clínicos - Mais prevalente em pacientes jovens (10 a 19 anos); - Região mais acometida: anterior de maxila; Disponível em: https://raiosxis.com/tumor-odontogenico-adenomatoide - Há aumento de volume; - Sempre há associação com a coroa de um dente incluso; - Expansão indolor. Disponível em: https://for.edu.br/2018/07/18/740/ Características radiográficas - Lesão radiolúcida, unilocular, circunscrita, envolvendo coroa de dente incluso; -A lesão pode conter calcificações. Disponível em: https://raiosxis.com/tumor-odontogenico-adenomatoide Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 75 @thaistudandoodonto Disponível em: https://www.goconqr.com/mindmap /17609158/tumor-odontog-nico-adenomatoide Abordagem terapêutica - Excisão cirúrgica. - Baixas taxas de recidiva. Disponível em: https://www.facebook.com/estomatologiabh/p hotos/a.1435600963392257/2068176230134724/ Diagnóstico diferencial: Cisto odontogênico calcificante. Aspecto histológico: As lesões lembram ductos das glândulas salivares, apesar de não ter relação nenhuma com glândulas. Por isso o nome Tumor Odontogênico Adenomatóide (remete a glândulas). Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2014/04/tumor- odontogenico-adenomatoide.html Tumores odontogênicos mistos: Principal tumor odontogênico misto: Odontoma. Disponível em: https://www.odontoblogia.com.b r/odontoma-composto-complexo/ ► Odontoma - Tumor odontogênico mais comum; - Anomalia do desenvolvimento (hemartomas) ----> Não são neoplasias verdadeiras. Classificação: - Odontoma composto; - Odontoma complexo. Composto Complexo Muitas estruturas pequenas semelhantes a dentes Massa aglomerada de esmalte e dentina que não lembra a estrutura de um dente Anotações: __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________ ______________ Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 76 @thaistudandoodonto Características clínicas - Primeira década de vida (geralmente está relacionado à falta de erupção de um dente); - Assintomático (descoberto em exame de rotina); - Mais frequentes em maxila. Disponível em: https://www.joomr.org/article.asp?issn=2321- 3841;year=2014;volume=2;issue=3;spage=88;epage=91;aulast=Miloglu;type=3 Características radiográficas Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1808-52102010000200005 Odontoma composto: Coleção de estruturas semelhantes a dentes. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413- 40122011000300015&script=sci_arttext Odontoma complexo: Massa calcificada com radiodensidade de estrutura dentária. Tratamento - Remoção cirúrgica. Tumores do ectomesênquima odontogênico Principais tumores odontogênicos derivados do mesênquima: - Mixoma Odontogênico; - Cementoblastoma. ► Mixoma Odontogênico Características clínicas - Adultos jovens; - Lesões menores: assintomáticas; - Lesões maiores: expansão indolor. - Acomete principalmente o terço posterior da mandíbula; - Potencial infiltrativo alto; - Crescimento um pouco mais rápido que o ameloblastoma. Disponível em: http://diagnosticobucal.com.br/mixoma -odontogenico-com-invasao-sinusal/ Aspectos radiográficos: - Lesão radiolúcida, Margens irregulares, Multilocular, Causando absorção de dentes; - Lesões contém trabéculas de osso em seu interior. Disponível em: https://raiosxis.com/mixoma-odontogenico Disponível em: https://raiosxis.com/mixoma-odontogenicoLicenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 77 @thaistudandoodonto Diagnóstico diferencial: Ameloblastoma odontogênico. Tratamento - Biópsia incisional; - Remoção cirúrgica com margem de segurança; - Acompanhamento clínico radiográfico. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script= sci_arttext&pid=S1808-52102012000400006 Histologia - Aspecto de gelatina; - Tecido conjuntivo frouxo. Disponível em: https://apcdaracatuba.com.br/revista/2402/pag23-27.pdf ► Cementoblastoma - Primeiro molar inferior de pacientes jovens, na segunda e terceira décadas de vida; - Sintomatologia dolorosa com expansão das corticais vestibular e lingual. Disponível em: https://scielo.isciii.es/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1698-69462006000600006 Características radiográficas - Massa radiopaca que adere a raiz do dente, delimitada por um halo radiolúcido; - Reabsorção dentária, invasão do canal pulpar, perda de contorno da raiz, obliteração de parte do espaço do ligamento periodontal e deslocamento de dentes. Disponível em: https://papaizdiagnosticos.com.br/cementoblastoma/ Capítulo 14 Lesões fibro-ósseas Lesões benignas ósseas ----> Substituição de osso normal por tecido conjuntivo fibroso contendo material mineralizado neoformado ----> Parecidas microscopicamente, radiograficamente e no comportamento clínico. Displasia cemento óssea Displasia fibrosa Fibroma ossificante central Estágio da lesão Radiolúcida hipodensa ----> Mista ----> Radiopaca hiperdensa Quanto mais radiolúcida é a lesão, mais recente ela é. Disponível em: https://papaizdiagnosticos.com.br/displasia -cemento-ossea-periapical-caracteristicas- radiograficas-e-tomograficas/ Diagnóstico final Vários aspectos irão influenciar: Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 78 @thaistudandoodonto Informações do paciente (clínico) - Idade; - Sexo; - Grupo étnico; - Crescimento. Aspectos radiográficos - Localização; - Estruturas adjacentes; Características histopatológicas ► Displasia cemento óssea (DCO) - Lesão fibro-óssea mais comum; - Etiologia e a patogênese da DCO não são bem compreendidas; - Localização associada às áreas de suporte dentário (osso alveolar); - Dentes vitais e assintomáticos. A lesão pode apresentar aspecto radiolúcido hipodenso, misto ou radiopaco hiperdenso, depende do estado da lesão. - Bem delimitada; - Comprometimento da lâmina dura e ligamento periodontal; - Pode estar relacionada a uma área desdentada. Disponível em: https://www.ident.com.br/DraGabrielaAlves/caso-clinico/12983- displasia-cemento-ossea-florida-relado-de-caso-clinico Padrões clínico-radiológicos DCO Periapical: - Geralmente acomete mulheres negras (70%), de 30 a 50 anos; - Região anterior de mandíbula, geralmente na região de incisivos inferiores; - Lesões iniciais confundidas com processos inflamatórios. Disponível em: https://papaizdiagnosticos.com.br/displasia-cemento-ossea- periapical-caracteristicas-radiograficas-e-tomograficas/ DCO Focal: - Geralmente acomete mulheres negras (70%), de 38 a 41 anos; - Região posterior de mandíbula. - Única região. - DCO Florida: - Forma generalizada de DCO; - Acomete geralmente mulheres de meia idade, negras; - Lesões Bilaterais, distribuídas simetricamente e limitadas ao osso alveolar; - Mandíbula é sempre afetada; - Maxila é afetada em 2/3 dos casos. Disponível em: http://www.revistacirurgiabmf.com/2018/ 03/Artigos/06ArtClinico.pdf Tratamento e prognóstico - A DOC não requer tratamento; - Acompanhamento radiográfico; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 79 @thaistudandoodonto - Manutenção da saúde bucal. A DOC florida pode se tornar sintomática e desenvolver osteomelite: - Osteomelite pode exigir tratamento cirúrgico. - Evitamos a biópsia, para evitar uma infecção. ► Displasia fibrosa - Pacientes jovens; - Mais comum em maxila; - Expansiva; - Mutações do gene CNAS. Período que ocorre a mutação: Período inicial de desenvolvimento embrionário ----> Anormalidade em múltiplos tipos de células. Período mais avançado de desenvolvimento embrionário ----> Somente osteoblastos são afetados. Lesão: - Poliostótica ----> Quando ocorre em 2 ou mais ossos ----> Síndromes; - Monostótica (craniofacial) ----> Quando ocorre em apenas um osso. Displasia fibrosa monostótica - Região maxilofacial; - Forma monostótica mais frequente (maxila); - Não há predileção por gênero e é mais frequente nas 2ª e 3ª décadas de vida; - Lesões unilaterais. Displasia fibrosa Poliostótica - Ocorre na infância; - Dois ossos ou até mais de 75% do esqueleto; - Dor óssea, deformação óssea ou fraturas patológicas; - Deve haver acompanhamento médico. Síndromes associadas à displasia fibrosa poliostótica Síndrome de Jaffe-Linchtenstein (mutação na fase final da gestação): Caracterizado por displasia fibrosa poliostótica e pigmentação café com leite. McCune-Albright (mutação no meio da gestação): Caracterizado por displasia fibrosa poliostótica, pigmentação café com leite e múltiplas endocrinopatias (sexo feminino é mais acometido). Síndrome de Mazabraud (mutação no início da gestação): Caracterizado por displasia fibrosa poliostótica e combinação com mixomas intramusculares. Características radiográficas da Displasia Fibrosa - Opacidade difusa (vidro fosco); - Margens indefinidas misturam no osso adjacente normal (não encapsulada); - Corticais afiladas (raramente rompidas); - Pode deslocar dentes, canal mandibular e perda de definição da lâmina dura. Disponível em: https://papaizdiagnosticos.com.br/displasia-fibrosa-aspectos- radiograficos-e-tomograficos/ Tratamento e prognóstico - Crescimento diminui consideravelmente após a puberdade; - DF Poliostática e craniofacial podem prosseguir seu crescimento; - Em alguns casos a cirurgia estética é considerável; - O prognóstico da DF é geralmente bom. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 80 @thaistudandoodonto ► Fibroma ossificante central - Neoplasia verdadeira (Não para de crescer); - Neoplasia benigna que se desenvolve a partir de células indiferenciadas do ligamento periodontal; - Acomete mais a mandíbula (70%) – Região posterior (Primeiro molares, molares). - Potencial de crescimento; - Assimetria facial; - Acomete mais mulheres na 2ª a 4ª década de vida. Aspectos radiográficos - Aspecto radiográfico muito parecido com a displasia fibrosa; - Bem definida; - Unilocular; - Densidade variada. Pode deslocar os dentes, o nervo alveolar inferior, a borda inferior da mandíbula, assoalho do seio maxilar e apresentar reabsorção radicular. Quando a expansão cortical está presente, as corticais geralmente permanecem intactas. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbort/a/v4BFGfNQ9KfM 3dr3WCp6Bzd/?lang=pt Disponível em: https://www.sciencedirect.com/scien ce/article/pii/S0102361615000697 Tratamento e prognóstico - Ressecção cirúrgica conservadora (ou ressecção e reconstrução); - Devido à presença de uma cápsula fibrosa, o tumor geralmente sai facilmente durante a remoção; -Acompanhamento radiográfico a longo prazo; - Prognóstico geralmente é bom. Resumo Informações do paciente Exames de imagem DCO Não confundir com lesões inflamatórias (Dentes vitais) Acompanhamento radiográfico (evitar biópsia/cirurgias).DF Maxila Mal delimitada / Devemos pesquisar síndromes FO (neoplasia verdadeira) Mandíbula Bem definido / Fácil remoção Referências: - Patologia Oral e Maxilofacial Neville 4ª Ed - BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo Patologia Geral. 2018, 6 ed. Guanabara Koogan - BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo Patologia. 2015, 9 ed. Guanabara Koogan - KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Robbins Patologia Básica. 2018, 10 ed. Elsevier Brasil • KUMAR, Vinay. Robbins & Cotran - Patologia-Bases Patológicas das Doenças. 2015, 9 ed. Elsevier Brasil Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.comhá membrana fibrinopurulenta (pseudomembrana). Geralmente não apresenta sangramento espontâneo. ► Lesões de origem hemorrágica (sangramento) Petéquia Lesão hemorrágica plana e pequena (até 2mm) de aspecto puntiforme. Origem de extravasamento sanguíneo. Vários pontinhos de sangramento. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/multimedia /image/v36823140_pt Equimose Lesão hemorrágica plana com dimensões entre 2 e 10mm em seu maior diâmetro. Disponível em: https://www.ricardosgomez.com/temas-relevantes/disturbios- hemorragicos-e-o-tratamento-odontologico/ Sufusão Lesão hemorrágica plana com dimensão maior que 10mm em seu maior diâmetro. Não é uma lesão muito recorrente. Hematoma Lesão que se caracteriza por um aumento de volume hemorrágico localizado no interior dos tecidos. Ocorre um aumento de volume em decorrência do acúmulo de sangue. Disponível em: https://www.google.com/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Frevista.uninga.br%2Findex .php%2Funinga%2Farticle%2Fdownload%2F2102%2F1650%2F&psig=AOvVaw1n5B NJkisKEA4MbBJsoMIs&ust=1615871784474000&source=images&cd=vfe&ved=0CA 0QjhxqFwoTCLjrtNPFse8CFQAAAAAdAAAAABAD Capítulo 3 Conceitos importantes para o diagnóstico Para elaborar uma hipótese diagnóstica, precisamos descrever detalhadamente as lesões fundamentais e observar outras características, tais como: Aspectos radiográficos - Observar quanto à quantidade de cavidades interiores: _ Unilocular x Multilocular Unilocular Disponível em: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp?id=115 1&idioma=Portugues Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 9 @thaistudandoodonto Multilocular Disponível em: http://www.rb.org.br/detalhe_artigo.asp ?id=1151&idioma=Portugues Esse aspecto é levado em consideração quando as lesões acontecem no osso, pois há a necessidade de um raio X para analisar a situação. Aspectos Clínicos - Observar quanto à quantidade de lóbulos: _ Unilobular x Multilobular Unilobular Disponível em: https://aps.bvs.br/aps/o-que-e-mucocele/ Multilobular Disponível em: Asha, V. et al.,2014 - Quanto ao número: _ Única x Múltiplas - Quanto ao tamanho: _ Maior diâmetro - Quanto à coloração: _ Semelhante à mucosa, branca, amarronzada, azulada, eritematosa, enegrecida, arroxeada, amarelada. Implantação da lesão na mucosa - Séssil x Pediculada: Disponível em: https://www.patologiabucalfcms.com.br /artigo/lesoes-fundamentais Séssil: Possuem o seu maior diâmetro na base da lesão. Não possuem pedículo. Pediculada: Possuem pedículo. O diâmetro da base é menor que o diâmetro do restante da lesão. Obs: Lesão pediculada é um forte indicativo de benignidade! - Endofítica x Exofítica: Obs: Geralmente aplicamos esse conceito em lesões malignas. Disponível em: http://pt.slideshare.net/anacborges16/06 -lesoes-fundamentais-parte-1 Endofítica: Compreende lesões úlcero- infiltrativas ou úlcero-destrutivas. A lesão cresce “para dentro”, infiltrando no tecido. É uma lesão infiltrativa. Exofítica: Compreende lesões que crescem “para fora”, provocando um aumento de volume. Consistência - Macia x Endurecida - Firme x Flutuante (lesão que se movimenta) Obs: Geralmente, lesões malignas são mais endurecidas, pois lesões malignas infiltram na área acometida e enrijecem o local. Séssil Pediculada Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 10 @thaistudandoodonto Delimitação - Focal x Difusa _ Focal: Único foco; _ Difusa: Lesão que acomete várias regiões. - Contorno: _ Definido x Indefinido. - Limites: _ Regular x Irregular. ► Outras informações relevantes sobre lesão de mucosa - Tempo de evolução; - Sintomatologia; - Outras lesões no corpo; - História médica pregressa; - História familiar. Obs: Sempre fazemos o exame clínico completo! Tanto o extrabucal quanto o intrabucal. Capítulo 4 Variações da normalidade Algumas características que estão dentro do espectro da realidade, porém existem pessoas que possuem e outras que não. Obs: Não são consideradas doenças! Grânulos de Fordyce Disponível em: https://www.fisioderme.com.br/tratamentos/granulos-de-fordyce/ - Glândulas sebáceas que ocorrem na mucosa oral (glândulas ectópicas – Ectópica = não está no local ideal / Que se encontra ou produz fora do lugar habitual.); - Pápulas amareladas ou branco- amareladas. - Extremamente pequenas, não causam prejuízo estético; - Indolor. Leucoedema - Mucosa de aparência difusa, opalescente e branco-acinzentada, geralmente bilateralmente na mucosa jugal; - O aspecto esbranquiçado desaparece quando a mucosa é evertida e distentida; - Mais comum em pessoas negras e pessoas tabagistas. Disponível em: https://eu-ireland-custom-media-prod.s3-eu-west- 1.amazonaws.com/Brasil/Downloads/Esample-Regezi-comp.pdf Língua Fissurada Presença de fissuras ou sulcos na superfície dorsal da língua. Essas fissuras não são cortes, úlceras... São apenas características anatômicas da língua do paciente. Obs: Pacientes com língua fissuradas devem tomar cuidado redobrado ao higienizar a cavidade oral, pois as fissuras podem servir como locais de depósito de restos alimentares, fungos e bactérias. Disponível em: https://www.dentalis.com.br/blog/ o-que-pode-causar-rachaduras-na-lingua Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 11 @thaistudandoodonto Língua Geográfica (Eritema migratório benigno) - Áreas de despapilação da língua: atrofia das papilas filiformes, circundadas por bordas sinuosas, branco-amareladas e levemente elevadas. - As lesões desaparecem e reaparecem em outras áreas (por isso o nome “Língua geográfica”). - Geralmente, a população feminina é mais afetada por essa variação da normalidade; - Pode ser assintomática ou provocar sensibilidade a alimentos quentes e picantes. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissiona l/multimedia/image/v27388319_pt Língua Pilosa (Língua saburrosa) Resultado do acúmulo acentuado de ceratina nas papilas filiformes do dorso da língua, resultando em aparência que lembra pelos. Fatores que podem estar associados: - Tabagismo; - Higiene oral deficiente; - Tratamento com radioterapia. Obs: Quadro de hiposalivação pode provocar o surgimento da língua pilosa, pois a diminuição da quantidade de saliva na cavidade oral estimula um acúmulo de biofilme e de bactérias nessa região. Varicosidades (Varizes de mucosa) - Consiste de veias anormalmente dilatadas e tortuosas, resultado da perda de tônus do tecido conjuntivo que suporta os vasos. - Geralmente essa variação da normalidade acontece em pacientes idosos; - Na maioria das vezes essa variação está presente na região sublingual; - Assintomática. Disponível em: https://www.odontoblogia.com .br/varizes-linguais-causas-tratamento/ Artéria de calibre persistente - Alteração vascular, na qual um ramo arterial principal estende-se para superfície mucosa sem redução no seu diâmetro; - Geralmente essa variação acomete pacientes idosos. Disponível em: https://europepmc.org/article/pmc/4511880 Obs: Temos a artéria labial do lábio superior. Esta artéria encontra-se em uma porção mais profunda. Geralmente, com o envelhecimento, a perda de tecido adiposo faz com que a cavidade oral fique com um aspecto “murcho” e menos volumoso. Com isso, a artéria labial que antes era profunda, começaa ficar superficial. Muitas vezes, essa artéria fica visível, resultando na variação da normalidade. Também pode acontecer no lábio inferior, mas não é tão comum. Disponível em: https://opas.org.br/lingua negra-cabeluda-causas-sintomas-e-tratamentos/ Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 12 @thaistudandoodonto Exostoses Exostoses = Todo osso normal em local anormal. São protuberâncias ósseas. Quando localizadas em mandíbula são chamadas tórus mandibular e em maxila, tórus palatino. Tórus mandibular Disponível em: http://blog.cvdentus.com.br/caso-clinico-dr-diego-bazan- remocao-de-torus-mandibular/ Tórus palatino Disponível em: https://www.unioeste.br/portal/images/ estomatologia/lesoesfundamentais/estudodecasoclinico9.pdf/ Capítulo 5 Alterações de glândulas salivares 3 pares de glândulas maiores: Disponível em: https://www.tuasaude.com/glandulas-salivares/ - Parótida: é a maior glândula salivar e está localizada na frente da orelha e atrás da mandíbula; - Submandibular: fica presente na parte posterior da boca; - Sublingual: pequena e está localizada por baixo da língua. Obs: Todas as glândulas salivares produzem saliva, no entanto as glândulas parótidas (maiores glândulas) são responsáveis pela maior produção e secreção de saliva. Numerosas glândulas salivares menores na submucosa da cavidade bucal. Disponível em: http://tede.unioeste.br/bitstream/tede/50 79/5/Celina_Cabral2020.pdf Doenças não neoplásicas de glândula salivar Conceitos importantes Neoplasia = É uma proliferação desordenada e autônoma de células no organismo. Neoplasia maligna (câncer) = Geralmente possui crescimento rápido, alteração celular em grande escala e ocorre a invasão tecidos vizinhos (metástase). Neoplasia benigna = Geralmente possui crescimento lento, ordenado e com limites definidos (permanece no local afetado). Os tumores benignos são constituídos por células bem semelhantes às que os originaram. Obs: Todo câncer é maligno. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 13 @thaistudandoodonto ► Fenômenos de retenção e extravasamento de muco (ocorre nas glândulas salivares menores): - Mucocele; - Rânula. Obs: Clinicamente não é possível diferenciar se é um fenômeno de retenção ou de extravasamento. Só conseguimos identificar essa diferença na lâmina histopatológica. Disponível em: http://saudecelulahumana.blogspot.com /2016/09/biologia-celular-do-acino.html Se após um trauma a glândula rompe o ducto, acontecerá um extravasamento. Porém, se ocorrer um entupimento do ducto, haverá retenção (acúmulo de saliva). Há uma grande incidência desses acontecimentos no lábio inferior, pois é uma região que possui muitas glândulas menores e é mais susceptível a traumas. Retenção de muco (cisto de ducto salivar) Fenômeno de retenção de muco: - Cistos verdadeiros do ducto da glândula salivar ou cisto mucoso de retenção – pois ao redor do ducto há o revestimento epitelial. Fenômeno de extravasamento de muco: - Pseudocisto, ruptura do ducto das glândulas salivares com extravasamento de muco para os tecidos. Extravasamento de muco Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/3656357/ Obs: Essas definições são descrições histopatológicas. Diagnósticos: Mucocele Fenômeno de retenção ou extravasamento de muco das glândulas salivares menores. Ocorre em qualquer região da cavidade bucal. - Acomete principalmente crianças e adultos jovens (pois crianças possuem mais glândulas salivares menores e são mais susceptíveis a traumas); - Cor normal a azulada (pois possui conteúdo salivar); - Acomete principalmente lábio inferior e lateralmente à linha média (pela quantidade de glândula e traumas na região); - Lesões são recorrentes, com rompimento e liberação de líquido. Disponível em: https://www.odontoblogia.com.br/mucocele-tratamento/ - Não existe mucocele em lábio superior. Acredita-se que quando o paciente traumatiza glândula do lábio superior, ocorre algum fenômeno inflamatório que Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 14 @thaistudandoodonto faz com que ocorra outra lesão, e não a mucocele. _ Tratamento e prognóstico: - Remoção cirúrgica local; - Remoção das glândulas adjacentes; - Excelente prognóstico. Prognóstico = previsão da evolução do quadro do paciente. Rânula Mucocele no assoalho bucal. - Tumefação azulada, flutuante; - Ocorre lateralmente à linha média (diferente de cisto dermóide). Disponível em: http://dentopolis.blogspot.com/2015/08/o-que-e-ranula-ou- mucocele-sublingual.html _ Tratamento e prognóstico: - Remoção completa: Não é uma opção muito viável, pois o assoalho bucal é uma região com muitos vasos sanguíneos calibrosos e superficiais. Desse modo há grandes chances de rompimento desses vasos, podendo causar uma hemorragia. - Marsupialização: Há a remoção da “tampinha” da rânula. A área removida será encaminhada para a biópsia e o “buraco” que ficou na rânula será suturado, de modo que continue aberto. O objetivo da sutura nessa situação é não deixar o corte cicatrizar. Essa sutura tem por objetivo permitir o processo de epitelização do local, ou seja, haverá o surgimento de um novo ducto. - Micromarsupialização. É utilizado um fio de sutura grosso e são feitas suturas na rânula. No momento de realizar a suturas a saliva vasa. O objetivo é deixar essa sutura vários dias para que aconteça a epitelização e consequentemente o surgimento de vários ductos novos. ► Sialoadenites (ocorre nas glândulas salivares maiores): - Sialoadenite aguda; - Sialoadenite crônica (Sialolitíase). Sialo = Saliva + Adeno = glândula + Ite = inflamação Sialoadenite = Inflamação na glândula salivar. Sialoadenite aguda Sialoadenite supurativa aguda (infecção bacteriana): - Geralmente acomete a glândula parótida; - Causas: Redução do fluxo salivar ou obstrução do ducto salivar; - Staphylococcus aureus é o principal agente causal, de 50% a 90% dos casos. Disponível em: http://docplayer.com.br/75991718-Karen-correa-de-oliveira- sialolitiase-consideracoes-sobre-etiologia-diagnostico-e-tratamento.html O diagnóstico é clínico e o tratamento é a eliminação das causas, como: - Hidratação; - Higiene oral adequada; - Uso de antibióticos. Obs: Sialolito é o cálculo que se desenvolveu na glândula salivar. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 15 @thaistudandoodonto Sialoadenite crônica, sialoadenite obstrutiva ou sialolitíase - Sintomatologia dolorosa é mais fraca; - Ocorre por um período mais prolongado; - Haverá a investigação da existência de um sialolito; - 80% dos casos ocorrem na glândula submandibular (ducto tortuoso – ducto que faz curva e facilita o acúmulo de saliva); - Aproximadamente 20% na glândula parótida; - Diagnóstico é clínico e uso de exames de imagem (oclusal); - Clinicamente observa-se endurecimento no soalho à palpação e o orifício do ducto torna-se eritematoso e elevado. Disponível em: https://puromd.com/tratamento-dos-sintomas- da-pedra-da-glandula-salivar-para-pedras-no-ducto/ Deverá haver a estimulação de salivação para a retirada do cálculo (limão, hiperbolóide...). Não há utilização de antibióticos em casos crônicos. Obs: Quando o sialolito encontra-se dentro da glândula, o paciente deverá ser encaminhadopara o cirurgião de cabeça e pescoço, pois cirurgiões-dentistas não operam glândulas salivares maiores. _ Tratamento: - Massagens na glândula; - Aplicação de calor; - Aumento de ingestão de líquidos; - Tratamento cirúrgico (quando o sialolito não é expelido sozinho). ► Xerostomia. Xerostomia (boca seca) Sensação “boca seca”: - Sensação de secura mas com fluxo salivar normal (candidíase); - Diminuição do fluxo salivar (hipofunção da glândula); É necessário avaliar o fluxo salivar para descobrir se a xerostomia é apenas sensação ou se há realmente uma diminuição de fluxo. Sintomas comuns da hipofunção do fluxo salivar: - Dificuldade para mastigar ou engolir; - Alteração do paladar; - Sensação de queimação e dor; - Aumento da viscosidade da saliva; - Dificuldade de uso da prótese. Causas específicas: - Aplasia (ausência) de glândulas salivares. Doenças sistêmicas: - Síndrome de Sjogren (doença autoimune caracterizada pela hipofunção de glândula lacrimal e salivar); - Diabetes; - Infecção pelo HIV; - Síndrome da ardência bucal. Iatrogênica: - Medicação; - Radiação. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Xerostomia _Tratamento: Em casos de sintomatologia: - Produtos de uso tópico para aumentar lubrificação da mucosa; - Hidratação adequada; - Estimulantes salivares como goma de mascar. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 16 @thaistudandoodonto Doenças neoplásicas de glândula salivar ► Neoplasias epiteliais benignas: - Adenoma Pleomórfico (tumor misto); - Mioepitelioma; - Adenoma de Células Basais; - Adenoma Canalicular; - Tumor de Warthin; - Oncocitoma; - Adenoma Sebáceo; - Papilomas Ductais; - Cistoadenoma papilar; - Sialoblastoma. ► Neoplasias epiteliais malignas: - Tumor misto maligno _ Carcinoma ex-adenoma pleomórfico; _ Tumor misto metastatizante. - Carcinoma mucoepidermóide; - Adenocarcinoma de células acinares; - Carcinoma adenóide cístico; - Adenocarcinoma polimórfico de baixo grau; - Adenocarcinoma de células basais; - Adenocarcinoma de células claras; - Adenocarcinoma; - Carcinoma mioepitelial; - Carcinoma do ducto salivar; - Adenocarcinoma de células claras; - Carcinoma oncocítico. ► Incidência: - 2% a 6,5% das neoplasias de cabeça e pescoço; - Discreta predominância feminina. ► Etiologia: - Predisposição genética; - Exposição à radiação; - Tabaco e álcool. ► Localização mais comum: - Parótida: 64% a 80%; - Glândulas salivares menores: 9% a 23%; - Submandibular: 8% a 11%; - Sublingual: 1%. ► Localização x Subtipo: Tumores benignos Tumores malignos Parótida Adenoma pleomórfico Carcinoma mucoepidermóide e adenocarcinoma de células acinares Submandibular Carcinoma adenóide cístico Sublingual Carcinoma adenóide cístico e mucoepidermóide Glândulas menores Carcinoma mucoepidermóide e adenocarcinoma polimorfo de baixo grau ► Neoplasia benigna de glândula salivar Adenoma pleomórfico - Pleomórfico = híbrido, misto. Tumor misto, pois ocorre a neoplasia das: - Células do ducto; - Células mioepiteliais. Características clínicas: - Tumor misto (células do ducto e mioepiteliais); - Glândula mais comum – 60% dos tumores em parótida; - Nas glândulas salivares menores localizam-se principalmente no palato duro e mole. Diagnóstico diferencial = Se refere a doenças possíveis do paciente, que possam explicar seus sinais e sintomas. São todas as hipóteses diagnósticas. Diagnóstico diferencial do adenoma pleomórfico = Tórus. Sublingual: 1%. Submandibular: 8% a 11% Parótida: 64% a 80%. Glândulas salivares menores: 9% a 23%. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 17 @thaistudandoodonto Obs: O adenoma pleomórfico é uma lesão encapsulada. Cirurgicamente essa cápsula facilita a remoção total da lesão. Disponível em: https://www.isaude.com.br/noticias/detalhe/ noticia/voce-sabe-o-que-e-adenoma-pleomorfico/ _Tratamento e prognóstico: - Excisão cirúrgica; - Podem ocorrer recidivas; - Índice de cura de 95%; - Transformação maligna de 5%: _ Carcinoma ex-adenoma pleomórfico. Disponível em: https://www.elsevier.es/en-revista-revista-portuguesa- estomatologia-medicina-dentaria-330-articulo-tratamento-adenoma- pleomorfico-em-palato-S1646289016000066 - Prognóstico: bom. ► Neoplasia maligna de glândula salivar Obs: Toda lesão que começa com “carcinoma” remete a uma neoplasia maligna. Carcinoma mucoepidermóide - Neoplasia maligna mais comum tanto em glândulas maiores como menores (principalmente palato); - Ampla distribuição etária (mais comum em crianças e jovens adultos); - Associada à história de radioterapia terapêutica, ou radiação ionizante (tratamento de câncer). - Massa firme, de crescimento lento, indolor e superfície lisa; - Massas de crescimento rápido, fixas, ulceradas dolorosas, disfagia, hemorragia ou trismo. Diagnóstico diferencial do carcinoma mucoepidermóide = Adenoma pleomórfico, mucoceles, carcinoma de células escamosas. Obs: É exatamente por causa do diagnóstico diferencial que é recomendado realizar a biópsia incisional em casos de suspeita de adenoma pleomórfico, pois a partir da análise da biópsia pode-se descobrir que na verdade a lesão é um carcinoma mucoepidermóide. Histopatologia: - O tumor tem uma aparência citológica benigna, mas é invasivo. - Podem acontecer ocasionais metástases; - O tumor apresenta uma variável proporção de estruturas císticas e áreas sólidas. _ estruturas císticas são compostas por células epidermóides, mucosas, intermediárias ou colunares; _ espaços císticos contém muco. O carcinoma mucoepidermóide é uma lesão de origem glandular, porém pode acometer a área intra-óssea. Gradação histopatológica: Formação cística Atipia Células mucosas, epidermóides e intermediárias Baixo grau Fortement e presente Presente ou não Fortemente presente células mucosas Grau intermediário Intermediá rio Presente ou não Três tipos celulares Alto grau Pouco presente Presente Fortemente presente células epidermóides Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 18 @thaistudandoodonto Obs: Baixo grau = Prognóstico melhor, pois possui um baixo grau de malignidade; Atipia = Presença de células bizarras. Disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1808- 52102010000100010&script=sci_arttext _Tratamento e prognóstico: - Remoção cirúrgica completa (com margem de segurança); - Recidivas raras em lesões de baixo grau; - Prognóstico é desfavorável em lesões de alto grau (Pode ser necessária a radioterapia após a cirurgia). - Mais comum nas glândulas menores, parótida e sublingual. Pode acontecer na glândula submandibular, porém não é tão comum. Carcinoma adenóide cístico - 50% ocorre em glândulas salivares menores (palato) e, em seguida parótida. - Prevalência de 5ª a 7ª década de vida, geralmente acomete mulheres. - Crescimento lento, mas apresenta-se como uma massa infiltrativa, às vezes com evidência radiográfica de destruição óssea. - Lesão mais agressiva. Características Histopatológicas: _Tratamento e prognóstico: - Sobrevida em 5 anos é 80% (20% dos pacientes morrem dessa doença em 5 anos); - Recorrência é comum; - Excisão local e radioterapia (padrão). Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/27238077.pdf Revisão: ► Lesões de retenção e extravasamento de muco Mucocele Rânula Localização Qualquer região Assoalho bucal Cor Arrozeada/azulada Tratamento Remoçãocirúrgica Micromarsupialização, remoção completa e marsupialização Causa Trauma Mucocele – Regiões mais acometidas: 1 – Lábio inferior; 2 – Ventre de língua; 3 – Mucosa jugal. Grupo de pacientes mais acometidos: Crianças (pois possuem mais glândulas e sofrem mais traumas). ► Sialoadenites - Sialoadenite X Sialolitíase; - SIaloadenite = Inflamação das glândulas salivares; - Sialolitíase = Presença de sialolito; - Sialolito = Cálculo (se não for expelido, deve-se remover cirurgicamente); - A sialolitíase pode causar uma sialoadenite, ou seja, a glânndula pode inflamar devido à presença de um cálculo. Padrão cribiforme Padrão tubular Padrão sólido Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 19 @thaistudandoodonto - Existe sialoadenite aguda e crônica; - Conseguimos diferenciar aguada de crônica observando aspectos como: _ Dor; _ Presença de pus; _ Sintomas fortes. - Tratamento: Na sialoadenite aguda utilizamos antibiótico, na crônica apenas iremos estimular a produção de saliva. Aguda Crônica Supuração Sim Não Dor Muita Ausente ou leve Saliva (à ordenha) Turva, purulenta Escassa ou ausente Aumento de volume Sim Sim Pode ser causado por um sialolito? Sim Sim Tratamento ATB (Clavulin) + estimulação da glândula Estimulação da glândula salivar Capítulo 6 Lesões pigmentadas da mucosa bucal Aspectos que devem ser observados: - Uni x Multifocal; - Fator exógeno associado; - Lesões de pele / / Diagnósticos diferenciais; - Evolução da lesão; - História médica pregressa; Endógena Exógena Mácula melanótica oral Melanose do fumante Melanoacantoma oral Pigmentação por metais - Nevo melanocítico - Nevo azul Pigmentação medicamentosa Melanoma (maligno) Língua pilosa ► Neoplasias de origem glandular Adenoma pleomórfico Carcinoma mucoepidermóide Carcinoma adenóide cístico Natureza Benigno Maligno Maligno Idade Variável Crianças e jovens adultos Idosos Tratamento Remoção cirúrgica Remoção cirúrgica com margem de segurança (em alguns casos pode ser necessária redioterapia) Remoção cirúrgica + radioterapia Metástase Não Raro Sim Prognóstico Bom Variável Ruim Crescimento Lento Variável Lento (porém infiltrativo) Dados clínicos Bem delimitado, firme à palpação e recoberto por mucosa saudável Variável (pode variar entre o adenoma pleomórfico e o c. adenóide cístico) Mal delimitado, macio, ulcerado ou não. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 20 @thaistudandoodonto A melanose do fumante é um tipo de mácula melanótica, porém de causa exógena. Endógena: Pigmentação decorrente do próprio organismo do paciente. Exógena: Pigmentação decorrente de fatores externos. ► Mácula melanótica: Mancha decorrente da deposição de melanina na cavidade bucal. Disponível em: https://doctorhoogstra.com/pt/wiki/macula-melanotica-labial/ Quando a pigmentação na gengiva inserida incomoda o paciente, há a possibilidade de realizar um procedimento estético para a retirada da mácula. Porém, por ser uma pigmentação fisiológica, ela pode retornar. ► Melanose do fumante: A melanose do fumante é um tipo de mácula melanótica, porém de causa exógena. Ocorre em pacientes que fazem o uso crônico do tabaco. Geralmente pacientes com melanose do fumante possuem lábios escurecidos e pigmentação nos dentes. - É reacional (tabaco); Disponível em: https://pt.slideshare.net/rafa12071/leses-fsicas-e-qumicas-bucais - Lesões acontecem principalmente na parte interna da boca, na gengiva inserida anterior (pois no momento que o paciente traga a fumaça quente, a fumaça atinge diretamente a gengiva. A produção de melanina é uma reação de proteção da mucosa contra essa fumaça). - Pode regredir após a cessação do hábito. ► Melanoacantoma oral: É um diagnóstico diferencial da mácula melanótica. Disponível em: https://www.jomfp.in/viewimage.asp?img=JOral MaxillofacPathol_2012_16_3_441_102514_f1.jpg A lesão surge na cavidade oral do paciente e apresenta crescimento. Tem origem patológica. - Remissão espontânea após biópsia (O estímulo cirúrgico faz com que a lesão desapareça). ► Nevo melanocítico: Nevos são lesões que possuem pequenas elevações. Na cavidade bucal são mais difíceis de acontecer, pois geralmente o seu surgimento é estimulado pela radiação solar. Disponível em: https://www.ricardosgomez.com/temas-relevantes/o-desafio-no- diagnostico-das-les%C3%B5es-pigmentadas-da-mucosa-bucal/ Diagnóstico diferencial: Melanoma. ► Nevo azul: Possui como principal diagnóstico diferencial as lesões por Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 21 @thaistudandoodonto medicamentos. Há uma pequena taxa de transformação maligna. Realiza-se primeiro a biópsia incisional e depois de confirmado o diagnóstico de nevo azul, a biópsia excisional é realizada. Não é um diagnóstico diferencial do leucoedema, pois o leucoedema acontece em mucosa jugal e o nevo azul ocorre em palato duro. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0365-05962011000700015 ► Melanoma: Raro na cavidade bucal. É uma lesão grave, infiltrativa e agressiva. Possui crescimento rápido e é heterogêneo. Geralmente realiza-se a biópsia incisional. O seu prognóstico em cavidade bucal é pior que o prognóstico de melanoma em pele. Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com /2015/03/melanoma-oral.html ► Tatuagem por amálgama: Lesões com fundo acinzentado. Geralmente as lesões possuem uma cor parecida com chumbo. A primeira conduta de uma suspeita de tatuagem por amálgama é realizar o raio-x. Muitas vezes o amálgama que está impregnado no tecido aparece como uma estrutura radiopaca na radiografia. Se o raio-x não for suficiente para chegar a um diagnóstico conclusivo (pois a prata pode ser insuficiente para aparecer na radiografia), deve-se realizar a biópsia incisional para se obter o diagnóstico correto. Nesses casos, devemos proservar o paciente (Proservar: Estágio de observações periódicas de um tratamento Odontológico para o acompanhamento da evolução de estados clínicos, radiográficos de saúde bucal e da saúde geral do paciente). Após a conclusão do diagnóstico o paciente segue a sua vida normalmente. Disponível em: https://www.facebook.com/ estomatologiabh/photos/tat uagem-por- am%C3%A1lgamamuitos- materiais-pigmentados- podem-ser-implantados-na- mucos/1939639386321743/ ► Pigmentação medicamentosa: Pigmentação decorrente do uso de medicamentos. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2017/11/580410 /manchasescuras.pdf Exemplos de medicamentos que causam pigmentação: Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 22 @thaistudandoodonto - AZT; - Ciclosporina; - Cloroquina; - Glivec. ► Pigmentação por metais pesados: Pigmentação decorrente da aspiração do pó de metais pesados (geralmente acomete trabalhadores de minas, pois eles aspiram o pó do minério). Tais pessoas podem apresentar problemas pulmonares (fibrose pulmonar) e pigmentação na gengiva. São casos raros. ► Língua pilosa: Condição benigna decorrente do acúmulo de ceratina nas papilas filiformes (estão presentes no dorso da língua). Se apresenta como projeções difusas, semelhantes a pelos no dorso da língua devido à retenção de ceratina na superfície das papilas filiformes. Sua coloração varia entreacastanhada, amarelada ou enegrecida em função da participação de diferentes pigmentos provenientes da alimentação, tabaco e bactérias. Geralmente não apresenta sintomas, mas em alguns casos podem surgir sensações de náusea, gosto desagradável e halitose. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45464573 Capítulo 7 Processos proliferativos Processos proliferativos não neoplásicos: - Lesões que ocorrem comumente na mucosa bucal caracterizadas pela proliferação tecidual geralmente de natureza inflamatória (lesões relacionadas a um fator irritativo). ► Características comuns: - Elevações nodulares; - Pediculadas ou sésseis; - Coloração rosada a avermelhada; - Evolução lenta e bem delimitada; - Consistentes à palpação; - Superfície lisa, lobulada, brilhante ou ulcerada (trauma). ► Fibroma de irritação / Hiperplasia fibrosa / Fibroma traumático: Acomete principalmente pacientes adultos de meia- idade e idosos; - Pacientes do sexo feminino são mais acometidas; - Mucosa jugal, ao longo da linha de oclusão, língua e região labial; - Lesões nodulares comuns, consistência firme, assintomáticas, coloração semelhante à mucosa, base pediculada, superfície lisa; - Lesão decorrente de traumas crônicos (ações repetitivas); - Quanto mais branca a lesão, mais antiga ela é (pois o trauma estimula a produção de ceratina). Disponível em: https://ead.ict.unesp.br/mod/data/view.php?d=25&rid=36 ► Hiperplasia fibrosa inflamatória: Adultos de meia-idade e idosos. Acomete principalmente pessoas que utilizam prótese removível; - Geralmente ocorre em ambos maxilares (maxila e mandíbula na região de rebordo alveolar); Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 23 @thaistudandoodonto - É uma lesão traumática; - Epúlide Fissurada (termo antigo): Caracterizada por uma hiperplasia fibrosa inflamatória em decorrência do uso de prótese que apresenta uma fissura entre a lesão, onde a prótese “se encaixa”; - Pregas de tecido hiperplásico no rebordo alveolar; - Frequentemente associada ao uso de prótese mal adaptada. Disponível em: https://pt.slideshare.net/sanmarreto/ hiperplasias-reacionais-do-tecido-conjuntivo Tratamento: - Remoção cirúrgica; - Correção da prótese para evitar recidiva. ► Granuloma piogênico: Acomete principalmente crianças e adultos jovens; - Acomete com grande prevalência gestantes (granuloma gravídico). Mulheres grávidas apresentam lesões em gengiva com crescimento gradual durante a gravidez. No granuloma gravídico a principal causa da lesão são as alterações hormonais; - Lesão associada à higienização precária; - Presença de biofilme bacteriano, tártaro, principalmente na gengiva; - Geralmente está associado à ulceração secundária; - Coloração mais avermelhada relacionada ao fator inflamatório (presença de microorganismos, biofilme, tártaro...) e ao fator morfológico da lesão (pois ele possui como característica a proliferação de vasos sanguíneos); - Lesão que possui sangramento espontâneo; - A inflamação estimula a hiperemia (vaso sanguíneo com maior volume de sangue); - O granuloma piogênico acomete principalmente a gengiva, mas não exclusivamente. Disponível em: https://dspace.uniceplac.edu.br/bitstream/12345 6789/159/1/Viviane_Lima_0005952.pdf Tratamento: - Remoção cirúrgica (biópsia excisional, exceto em lesões muito grandes em que há dúvidas do diagnóstico); - Remoção dos fatores irritantes; - O tratamento pode ser postergado para lesões durante a gravidez; - Em pacientes gestantes é indicado realizar a cirurgia no 2º trimestre de gravidez, pois no 1º trimestre há o risco de aborto espontâneo e no 3º trimestre há o risco de parto prematuro. Se a lesão não for removida completamente, pode ocorrer recidiva. A tendência do granuloma piogênico com o passar do tempo é ficar menos vascularizado e mais fibrosado. ► Granuloma periférico de células gigantes: É um diagnóstico diferencial do granuloma piogênico (porém apresenta uma coloração mais arroxeada). - É uma lesão reacional a um trauma (caracterizada pela migração de muitas células gigantes multinucleadas – macrófagos que vão se diferenciar para combater infecções): _ Extrações dentárias, próteses e restaurações mal adaptadas, cálculos... - Geralmente acomete adultos jovens, na maioria das vezes mulheres; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 24 @thaistudandoodonto - Predileção pela mandíbula; - Exclusivo da gengiva ou rebordo alveolar edêntulo; - Lesão semelhante histologicamente ao granuloma de células gigantes central; - Nódulo, cor de vermelho a azulado (arroxeado), séssil ou pediculado, podendo ter superfície ulcerada. Disponível em: https://www.doi.editoracubo.com.br//10.4322/1980-0029.182017 Granuloma Periférico de células gigantes: Lesão Extra-óssea (tecido mole). Granuloma Central de células gigantes: Lesão Intra-óssea (tecido duro). Na Lâmina as lesões são iguais, porém são doenças diferentes. Tratamento: - Remoção cirúrgica (biópsia excisional, exceto em lesões em que há dúvidas do diagnóstico); - Remoção dos fatores irritantes. ► Fibroma ossificante periférico: Lesão localizada fora do osso (periférica); - Crescimento localizado na gengiva e representa lesão proliferativa reacional. - Granuloma piogênico ---> Maturação e mineralização (teoria de que o granuloma piogênico não removido pode ficar mais fibrosado e causar o fibroma ossificante periférico). - Exclusivo da gengiva; - Massa nodular (pode aumentar o seu tamanho e se tornar um tumor), séssil ou pediculada, cor vermelha ou rosa e pode apresentar ulceração; - Acomete geralmente jovens e na maioria das vezes mulheres; - Predileção pela maxila anterior. Disponível em: https://www.ricardosgomez.com/casos-clinicos/fibroma- ossificante-periferico/ Radiograficamente: Conseguimos identificar um material calcificado na radiografia. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid= S0102- 36162016000100100&script=sci_arttex t&tlng=pt Tratamento: - Remoção cirúrgica, subperiosticamente; - Remoção dos fatores irritantes. ► Neuroma traumático: Trauma em nervo periférico, devido a procedimentos cirúrgicos (exodontias ou injeção de anestésico). - Tentativa de regeneração resulta em massa de tecido fibroso, composto por células de Schwann e axônios. - Possui sintomatologia dolorosa; - Nódulos não ulcerados de superfície lisa; Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 25 @thaistudandoodonto - Mais comuns na região do forame mentoniano, língua e lábio inferior. Disponível em: http://oqueeissodoutor.blogspot.com/2017/05/neurofibroma-e- neuroma-traumatico.html - Geralmente ocorre em porções mais profundas; - Pacientes adultos de meia-idade são mais acometidos; - Mais comum em mulheres; - Lesões são assintomáticas na maioria, mas podem apresentar dor evidente (dano em fibra nervosa). Microscopicamente: Proliferação aleatória de feixes nervosos maduros em um estroma de tecido conjuntivo fibroso. Tratamento: - Remoção cirúrgica envolvendo porção do nervo envolvido. - A dor pode persistir ou retornar. Capítulo 8 Carcinoma de células escamosas (Carcinoma Espinocelular) Abreviações: CEC ou CCE. ►Neoplasia: Neo = novo + plasia = formação - Proliferação celular anormal, descontrolada e autônoma. Alterações genéticas ► Lesões malignas de boca: - 90% são carcinomas de células escamosas. - 10% são neoplasias: _ Glândula salivar; _ Linfomas;_ Mesenquimal. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) – 2005 Neoplasia maligna = Câncer. Carcinoma = Todo câncer que tem origem de célula epitelial. Sarcoma = Câncer que tem origem em células mesenquimais. ►Carcinoma de células escamosas (Carcinoma espinocelular): - Neoplasia maligna mais frequente da cavidade bucal (>90% das lesões malignas de boca); - Acomete geralmente pacientes do sexo masculino, > 40 anos (fortemente relacionado aos fatores de risco, como álcool, tabaco, exposição ao sol...); Conceitos importantes: Tumor: Aumento de volume. Nem sempre é neoplasia. Neoplasia: Proliferação celular anormal e autônoma que persiste mesmo após cessado o estímulo que a provocou. Classifica-se de acordo com o comportamento biológico em benigna ou maligna. Câncer: Neoplasia maligna. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 26 @thaistudandoodonto - A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados (lesão inicial indolor). Características clínicas do carcinoma de células escamosas: - Lesões únicas; - Bordas em roletes e endurecidas; - Limites imprecisos; - Fixação aos tecidos adjacentes; - Associação com áreas eritroplásicas ou leucoplásicas; - Áreas de hemorragia; - A lesão pode ter aspecto granuloso (aspecto de amora, moriforme); - Crescimento rápido; - Áreas de necrose (as células proliferam tão rápido que o fluxo sanguíneo não consegue irrigar, por isso ocorre morte celular). Disponível em: https://opas.org.br/carcinoma-de-celulas-escamosas/ Disponível em: https://www.odonto.ufmg.br/cenex/cursos-e- eventos/patologia2020/ Aspecto “roído por traça” - Indica lesão maligna. Áreas afetadas: - O carcinoma de células escamosas pode acometer qualquer região da cavidade bucal; - Regiões diferentes podem apresentar comportamentos diferentes. ►Carcinoma de células escamosas de lábio - Pode acometer tanto o lábio superior quanto o inferior; - Principal causa (fator etiológico): exposição solar; Distribuição proporcional dos 10 tipos de câncer estimados para 2014 (Estudo realizado em 2010 pela Organização Mundial da Saúde – último levantamento realizado pela OMS) Resultados ► Estimativa do carcinoma de células escamosas: 5º mais comum entre os homens e 11º mais comum em mulheres. Bordas em rolete e endurecidas Pontos de hemorragia Pontos de hemorragia Áreas leucoplásicas (áreas de placa branca) Limites imprecisos Carcinoma de lábio - Lábio superior; - Lábio inferior. Carcinoma de orofaringe - Palato mole; - Base de língua; - Tonsilas. Carcinoma de boca - Língua; - Assoalho; - Gengiva; - Mucosa jugal. Áreas de necrose (úlcera de fundo sujo) Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 27 @thaistudandoodonto - Acomete mais o lábio inferior, pois o lábio superior recebe proteção contra a exposição solar (nariz); - 25% a 30% dos casos de carcinoma de células escamosas; - Crescimento lento e metástase incomum; - Acomete principalmente pacientes do gênero masculino (A prevalência de pessoas do sexo masculino em profissões que são submetidas à exposição solar é maior. Outro fator é que as pessoas do sexo feminino costumam usar batom, que mesmo em pequena parcela, ajuda no combate à exposição solar); - O índice de morte é baixo, porém a cirurgia pode ser mutiladora. Disponível em: https://medicoresponde.com.br/ quais-sao-os-sintomas-de-cancer-de-boca/ Disponível em: https://www.cabecaepescocosp.com.br/cancer-de-labio/ ►Carcinoma de células escamosas de orofaringe - Geralmente o paciente sente sintomas de faringite; - Dor difusa; - Disfagia (Dificuldade para deglutir); - Principal fator etiológico: Infecção por HPV (principalmente subtipo 16); - A vacina de HPV é um método de prevenção do carcinoma de células escamosas de orofaringe. Disponível em: https://scielo.conicyt.cl/sciel o.php?script=sci_arttext&pid =S0717-95022011000300004 ►Carcinoma de boca: - Região mais acometida: Língua (25% a 40%) seguida de assoalho bucal (15% a 30%); - Pacientes do sexo masculino da 6ª a 8ª década de vida são mais acometidos; - A metástase é comum. - Etiologia: Multifatorial (Vários fatores podem influenciar para a ocorrência dessa doença): _ Fatores genéticos; _ Tabagismo; Disponível em: https://vivamelhoronline.com/2011/08/2 4/conheca-alguns-compostos-do-cigarro/ Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 28 @thaistudandoodonto _ Etilismo; _ Nóz de betel; _ Imunodepressão; _ Desnutrição. - Não existe prevenção de câncer de boca, existe diagnóstico precoce. - Principal fator etiológico: Tabagismo (risco dose dependente – quanto mais o paciente fuma, maior o risco de desenvolver câncer de boca); - Para o câncer de boca, o cigarro de palha é mais prejudicial que o de filtro, pois nele a nicótica e a fumaça quente entra em contato direto com a mucosa do usuário. - Etilismo: Etanol sozinho não é carcinogênico, porém o paciente que ingere bebidas alcoólicas possui maior risco de ter câncer de boca do que um paciente que não ingere bebidas alcoólicas (Aumenta o risco de 8,5x a 9,2x). Porém, quando o álcool é associado ao fumo, a chance de desenvolver câncer de boca aumenta 141x. - Imunossupressão/Imunodepressão: Pacientes que possuem imunidade baixa, geralmente pessoas portadoras de HIV, transplantadas de medula óssea. Células malignas recém-criadas “escapam” do sistema imunológico (O nosso corpo possui algumas células que são criadas para exterminar células com alterações genéticas. O sistema imunológico, principalmente algumas células T, NK, conseguem identificar células com alterações genéticas e exterminá-las antes do câncer acontecer. Porém, em pacientes com o sistema imunológico debilitado, as células malignas “escapam” e conseguem se desenvolver). Imagem Disponível em: https://slideplayer.com.br/slide/17813802/ - Alterações genéticas: Os que codificam proteínas que dão sinais positivos a proliferação celular são os protooncogenes. Quando há uma mutação nessas proteínas, elas enviam estímulos de proliferação de células com uma frequência maior. Os que participam do controle negativo da proliferação celular e produzem proteínas que estão envolvidas na inibição do ciclo celular são os antioncogenes ou genes supressores de tumor. Se há uma mutação que faz com que eles não exerçam a sua função da maneira correta, as células proliferam descontroladamente. Progressão: Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/neoplasia.htm Obs: É um processo linear. Metástase – As células neoplásicas entram na corrente sanguínea ou nos vasos linfáticos. No caso do câncer de boca, a Carcinoma in situ Quando as células neoplásicas estão restritas ao epitélio Carcinoma de células escamosas (invasão local – invadem o tecido conjuntivo) Metástases à distância (invadem outros órgãos) Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 29 @thaistudandoodonto metástase se dá pelos vasos linfáticos. Há o desprendimento e a disseminação das células neoplásicas, que vão percorrer os vasos linfáticos e alcançar outros órgãos, tecidos... Existem alguns sinais clínicos que indicam se o paciente já está em um processo de metástase. Devemos avaliar os linfonodos. O linfonodo metastático possui as seguintes características: - Fixo; - Duro; - Aumento de volume(crescimento progressivo); - Na maioria das vezes é unilateral; - Assintomático. O prognóstico do câncer de boca é pior do que os demais, pois a região onde se encontra a lesão está próxima dos linfonodos. Com isso, há grandes chances da metástase acontecer. Diagnóstico: Biópsia incisional + exame histopatológico. Disponível em: http://estomatologiaonlinepb.blogspot.com/2014/03/lesoes- malignas-carcinoma-de-celulas.html Pleomorfismo = Perda da morfologia Pleomorfismo celular: Células com formatos irregulares e perda de diferenciação celular (célula bizarra). Pleomorfismo nuclear: Núcleos de tamanhos e formas alterados. Núcleos hipercromáticos: Coloração forte. Figuras de mitose atípica: Células tentando se dividir de maneira irregular. Graus de diferenciação: Subtipos de carcinomas de células escamosas de boca Subtipo Características Basalóide Carcinoma de alto grau, metástase mais frequente De células fusiformes Pior prognóstico; tipicamente ocorre como recorrência de pós-radiação Adenoescamoso Altamente infiltrativo e agressivo, metástase frequente e pior prognóstico Cuniculatum Bem diferenciado, localmente destrutivo, metástase rara, ocorre lentamente Verrucoso Não metastática, bem diferenciada, exofítica, não apresenta atipia, bom prognóstico, pode evoluir para lesão convencional invasiva Linfoepitelial Rara, geralmente associada a linfonodo metastático Bem diferenciados - Células neoplásicas mais semelhantes às do tecido de origem; - Melhor prognóstico. Intermediário Indiferenciado - Maior chance de metástases; - Pior o prognóstico. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 30 @thaistudandoodonto Papilar Se origina da gengiva, melhor prognóstico Acantolítico Variante cutânea que pode ocorrer no lábio ►Esquema das características: ►Fatores prognósticos do carcinoma de células escamosas: Prognóstico = Quadro de evolução da doença. Fatores prognósticos: - Estadiamento clínico: Sistema TNM; - Localização da lesão (acesso); - Grau de diferenciação; - Estado geral do paciente. Estadiamento clínico: Sistema TNM Utilizado para estadiar (nivelar) todos os cânceres que existem. Sistema que permite classificar a evolução das neoplasias malignas, para se determinar o melhor tratamento e a sobrevida dos pacientes. Leva em consideração 3 aspectos: T = Tamanho Dimensão do tumor (1 a 4) N = Nódulo metastático Disseminação linfonodos regionais (0 a 3) M = Metástase à distância Presença ou não de metástases (0 a 1) Combinação das subcategorias do TNM determina os estádios clínicos (0 a IV). TNM: T = Tamanho tumor primário Tx: Tumor não pode ser avaliado. T0: Tumor primário não foi encontrado. Ex: Se tiverem realizado a biópsia excisional. Tis: Carcinoma in situ. T1. T2, T3 e T4: Descrevem tamanho do tumor e o grau de infiltração nos tecidos adjacentes (Quanto maior o T, maior a lesão). TNM: N = Presença de nódulos linfáticos Nx: Linfonodos não podem ser avaliados. N0: Ausência de lesão nos linfonodos vizinhos. N1, N2 e N3: Tamanho e número de linfonodos envolvidos. N1: 1 linfonodo de apenas um lado; N2: Mais de um linfonodo de apenas um lado; N3: Linfonodos bilaterais. Quanto maior o grau, pior o prognóstico. TNM: M = Critério de metástase M0: Ausência de metástase. M1: Presença de metástase. Outras úlceras: - Podem ser lesões múltiplas ou únicas; - Recorrentes; - Cicatrizam em uma semana; - Dolorosas. Carcinoma: - Únicas; - Bordas em rolete e endurecidas; - Não cicatriza; - Dificuldade de fala; - Manipulação causa sangramento. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 31 @thaistudandoodonto Exame que avalia a presença ou não de metástase: PET Scan. Estadiamento geral dos tumores: Estádio Descrição 0 Carcinoma “in situ” (T1Sn0M0) I Invasão local inicial (T2N0M0) II Tumor primário limitado ou invasão linfática regional mínima (T3N3M0) III Tumor local extenso ou invasão linfática regional extensa (T4N3M0) IV Tumor localmente avançado ou presença de metástases (T4N3M1) Paciente com prognóstico bom, pois a lesão está restrita ao epitélio. Não possui nódulos linfáticos e nem metástase. No estágio 0 geralmente o tratamento é a realização de um procedimento cirúrgico. Pacientes que não possuem nódulos metastáticos e nem metástase, porém o tumor possui um tamanho considerável. No estágio I geralmente o tratamento é a realização de um procedimento cirúrgico ou radioterapia. A partir do momento que o paciente apresenta nódulos metastáticos, ele já se encontra no estágio II. No estágio II geralmente o tratamento é a realização de um procedimento cirúrgico, esvaziamento cervical + radioterapia. A partir do momento que o paciente possui uma lesão grande e apresenta nódulos metastáticos bilaterais, ele já se encontra no estágio III. No estágio III geralmente o tratamento é a realização de um procedimento cirúrgico, esvaziamento cervical + radioterapia. Quando o paciente apresenta metástase à distância, ele já se encontra no estágio IV. É o estágio que apresenta o pior prognóstico. Nesse estágio podem ser indicados os seguintes tratamentos: - Cirurgia; - Quimioterapia; - Radioterapia; - Tratamento paliativo. ►A importância do estadiamento geral dos tumores: - Obtenção de informações sobre o comportamento biológico do tumor; - Seleção da terapêutica; - Previsão das complicações; - Obtenção de informações para estimar o prognóstico do caso; - Avaliação dos resultados do tratamento; - Investigação em oncologia: pesquisa básica e clínica; - Publicação dos resultados e troca de informações. ►Função do cirurgião-dentista: _ Conduta: Encaminhar para o médico cirurgião de cabeça e pescoço. Devemos ter o laudo em mãos. O médico irá decidir quais serão os procedimentos realizados pelo paciente (cirúrgico, radioterapia e/ou quimioterapia). Responsabilidade do dentista: - Orientação; - Diagnóstico. Tratamento não realizado por dentistas. Licenciado para - S téfani M oura de S ouza - 10423410440 - P rotegido por E duzz.com 32 @thaistudandoodonto _ Documentação necessária (original e cópia): O paciente deve levar na Secretaria de Saúde da sua cidade: - RG + Comprovante de endereço + Laudo da biópsia (anatomopatológico) + encaminhamento. _ Modelo de encaminhamento: Capítulo 9 Lesões cancerizáveis ► Lesões com potencial de malignização São alterações teciduais que podem assumir o caráter de tumor maligno, a qualquer tempo, mas, por outro lado, podem permanecer estáveis por um considerável período de tempo. ► Principais lesões cancerizáveis da cavidade bucal - Leucoplasia (Leuco = Lesão branca); - Eritoplasia (Eritro = Lesão vermelha); - Queilite actínica (Lábio); - Líquen Plano. Leucoplasia Leuco = branco; - Placa branca que não pode ser caracterizada como outra doença que pode afetar qualquer região da mucosa bucal. - Diagnóstico realizado por exclusão. Disponível em: https://coeodontologia.wordpress.com/2011/08/31/lesoes-bucais- aftas-herpes-bucal-leucoplasia-candidiase-o-que-e-importante-observar-e- saber-o-que-sao-lesoes-bucais-sao-inchacos-manchas-ou-feridas-em-sua-boca- nos-labios-ou-na-lingua-ha-vari/ Cor branca = Camada de ceratina espessada (super produção de ceratina). - Lesão cancerígena (pré maligna). Grande frequência de transformação em carcinoma de células escamosas. Displasia epitelial