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Resumo NP2 - Temas em psicologia social

Resumo de psicologia social que aborda conceito de preconceito e pré-conceito, mimética, estereótipos, tabu, heteronomia e cultura; discute racismo (sutil, flagrante, institucional), gênero como construção e binaridade, e normas sociais.

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Resumo para NP2 Temas em psicologia social Preconceito: ideia pré-concebida, sem se ter conhecimento de fatos. Se manifesta individualmente, mas surge no processo de socialização por conflitos gerados na luta pela sobrevivência. Diz mais sobre as necessidades do preconceituoso do que sobre as características do objeto discriminado. Surge da própria cultura. É a ausência de reflexão e experiência. Mimética: agir sem reflexão. É a reação presente no preconceituoso. Pode gerar duas reações: aceitação exagerada ou rejeição. Pré-conceito: assim como ideias pré-concebidas, faz parte da relação com o mundo. São necessários para a formação do conhecimento, já que ele não é possível sem algum conhecimento prévio sobre aquilo que se quer conhecer. É como se fosse a base para a formação de um conhecimento. Não é preconceito. Preconceito: dependende e não depende do objeto. Depende porque existe algo no objeto que desperta o preconceito no preconceituoso. Não depende porque o preconceito diz algo sobre o próprio preconceituoso. problema é o que o discriminado representa, não o que ele é. É se fechar para a experiência, então ela poderia ser o antídoto para o preconceito. É um mecanismo desenvolvido para que o indivíduo possa se defender de ameaças imaginárias. Estereótipos: apresentados pela cultura e justificam a dominação. Ele + o fechamento a experiência impede a com o outro, fazendo com que a pessoa fique presa a repetições e não reflita, seguindo exatamente aquilo que a cultura sem questionar (heteronomia). Um dos elementos do preconceito. Surgem da necessidade imposta pela sociedade de se dar respostas rápidas e precisas. Evitam a reflexão sobre o mundo social e sobre nós mesmos. Tornam natural a opressão e justificam a dominação. É também chamado de preconceito cultural (fornecidos pela ciência e faz parte da ideologia justifictiva para a dominação). Estereótipo X preconceito: estereótipo é propagado pela cultura, enquanto o preconceito é individual. Tabu: envolve um ritual de ter sempre as mesmas reações estereotipadas. Heteronomia: a pessoa só segue o que a cultura manda, sem questionar e refletir, tendo aversão a novas experiências. Dessa forma, ela não consegue perceber a influência que as normas sociais tem na sua formação, a pessoa não consegue mais se perceber como sujeito e objeto da realidade que vive. Cultura: deve se estabelecer com ela uma proximidade e ao mesmo tempo distância, para que possa se manter distante o suficiente para questioná-la e refletir sobre ela, e próximo o suficiente para não negá-la. indivíduo só pode se constituir por ela e é ela que pode ou não permitir sua individuação. Se ela não permitir, os preconceitos surgem.Racismo: organizar as relações de poder e justificar desigualdades sociais. Preconceito sutil: forma discreta e indireta de discriminar. Preconceito flagrante: rejeição direta a algum grupo. Igualitários: favoráveis a medidas que melhorem a situação de grupos discriminados. Sutis: não são a favor de mudanças, preferem que as coisas permaneçam com estão, mas não são a favor de medidas disscriminatórias diretas. Racismo institucional: racismo que se apresenta na forma de falta de acesso a determinados lugares. Racismo no Brasil: sua negação foi influenciada por dois fatores: ideal do branqueamento ( a atribuição ao negro do desejo de embranquecer) e o mito da democracia racial (existe diferenças no tratamento da justiça com brancos e negros). Metafísica da substância: a autora critica ela, dizendo que não há na invocação nominal homem ou mulher qualquer conteúdo substantivo. Não há nada que seja próprio de homem ou de mulher. que existe são práticas cotidianas que vão concretizar. que existe é umaa operatividade, não uma substancialidade. Gênero: não é algo fixo, mas sim uma repetição de atos e expressões. É socialmente construído e mantido. Deve-se combater as normas política impostas para que se possa realmente ter maior liberdade na expressão de gênero. Gênero não se é, se faz: ele se faz porque é uma construção social. Gênero não é algo fixo ou inato, mas sim moldado e performado através da repetição de comportamentos. No entanto, não é uma mera cópia, tem também um contexto social e cultural por trás, que ajuda na reprodução e manutenção dessas repetições. A binaridade de gênero, que categoriza as pessoas exclusivamente como "homem" ou "mulher", não reflete a realidade da experiência humana porque não abrange a diversidade das identidades e expressões de gênero que existem. Muitas pessoas não se identificam com nenhuma dessas representações. Desconstruir essa binaridade ajuda na compreensão e inclusão da identidade de gênero. Normas sociais: mantidas e construídas pela família, religião e mídia. Reforçadas pela sociedade e pela cultura, o que acarreta a desigualdades. Controlam o individuo, moldando comportamentos e expectativas. Desconstruir essas normas de gênero pode abrir espaço para novas formas de identidade e expressão, porque reduz a pressão para continuar performando um papel de gênero imposto --> esse é um caminho para a emancipação e liberdade. Interseccionalidade: a forma como diferentes tipos de discriminação interagem entre si e criam experiências de desigualdades únicas, fazendo com que a explicação por trás dessasdesigualdades não possam ser produzidas através de um único problema (machismo ou racismo); Performance de gênero: é necessário reconhecer que existe essa performance para que se possa desafiar as normas sociais impostas. Papel da linguagem: a linguagem produz e descreve realidades sociais. As palavras e categorias que usamos moldam como enxergamos e desempenhamos o gênero. É através dela que as representações e expectativas de gênero são transmitidas.

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