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Fisiologia Humana 
aula 5
Tireóide e Paratireóides
Fisiologia Humana
Tireóide e Paratireóides
Tireóide
Tireóide
▪ A glândula tireoide está localizada abaixo da laringe e na porção anterior da traqueia.
▪ A tireoide é considerada uma das maiores glândulas endócrinas do corpo humano, 
pesando cerca de 15 a 20 gramas em adultos (HALL, 2017). 
▪ Essa glândula é composta por folículos que secretam os hormônios da tireoide —
tiroxina (T4 ) e tri-iodotironina (T3 ) — e por células C que secretam a calcitonina
(SILVERTHORN, 2017; RAFF; LEVITZKY, 2012).
Dra Leticia França
Realce
Dra Leticia França
Chamada
Hormônios que regulam nosso metabolismo. 
Dra Leticia França
Realce
Dra Leticia França
Chamada
Participam das regulações de cálcio plasmático 
Tireóide
Produz T3 e T4 (e são lançadas 
na parte amarela que é uma 
substancia chamada coloide)
Produz Calcitonina
Fibroblastos:Colageno e fibras 
elasticas
Linfócitos:Celulas de defesa
Adipócitos:Celulas de gordura 
que axiliam na sustentação do
orgão e na reserva energetica
Dra Leticia França
Linha
Dra Leticia França
Linha
Tireóide
▪ Os folículos são estruturas cilíndricas revestidas por células epiteliais cuboides e 
preenchidas com uma substância rica em glicoproteínas, chamada de coloide (HALL, 
2017; RAFF; LEVITZKY, 2012). 
▪ Os coloides contêm a glicoproteína tireoglobulina, proteína sintetizada pelo retículo 
endoplasmático e pelo aparelho de Golgi das células epiteliais cuboides e 
armazenada no centro do folículo (RAFF; LEVITZKY, 2012). 
▪ Uma molécula de tireoglobulina é composta por cerca de 70 aminoácidos de tirosina, 
que, combinados com o iodo, servem de substrato para a síntese dos hormônios 
tireoidianos. Portanto, o T4 e o T3 são classificados, quimicamente, como aminas 
derivadas da tirosina iodadas (HALL, 2017).
Dra Leticia França
Comentário do texto
é uma proteína que participa da produção dos hormônios tireoidianos tri-iodotironina (T3) e tetraiodotironina (T4).
Tireóide - TIREOGLOBULINA
ELA É CONSIDERADA UM MARCADOR TUMORAL PARA OS CARCINOMAS BEM 
DIFERENCIADOS DA TIREOIDE, E AUXILIA O MÉDICO NO MANEJO CLÍNICO E NO 
SEGUIMENTO PÓS OPERATÓRIO DOS PACIENTES QUE FORAM SUBMETIDOS A 
TIREOIDECTOMIA.
Tireóide – PRODUÇÃO DE HORMÔNIOS
CÉLULAS EPITELIAIS CUBÓIDES CAPTAM O IODETO PRESENTE NA CIRCULAÇÃO
SISTEMA SIMPORTE DE SÓDIO-IODETO (NIS)
O IODETO (I- ) É TRANSPORTADO PARA O COLOIDE POR UM TRANSPORTADOR 
DE ÂNIONS CHAMADO DE PENDRINA
O IODETO, É OXIDADO PELA ENZIMA TIREOIDE OXIDASE.
ENZIMA RETIRA UM ELÉTRON DO IODO E O ADICIONA À TIROSINA NA 
MOLÉCULA DA TIREOGLOBULINA,
PROCESSO DENOMINADO ORGANIFICAÇÃO DA TIREOGLOBULINA
Tireóide – PRODUÇÃO DE HORMÔNIOS
A LIGAÇÃO DE UM IODO À TIROSINA FORMA A MONOIODOTIROSINA E APÓS 
A LIGAÇÃO DE DOIS IODOS FORMA A DI-IODOTIROSINA ATÉ A FORMAÇÃO 
FINAL DA TIROXINA E DA TRI-IODOTIRONINA.
TIROXINA – T4 TRI-IODOTIRONINA – T3
FORMADA PELA COMBINAÇÃO 
DE DUAS MOLÉCULAS DE
DI-IODOTIROSINA
FORMADA PELA COMBINAÇÃO DE UMA 
MOLÉCULA DE MONOIODOTIROSINA 
COM UMA DI-IODOTIROSINA
Tireóide – LIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS
Tireóide – LIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS
Tireóide – LIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS
▪ Em resposta a fatores como frio, altitudes elevadas, queda nas taxas metabólicas e diminuição nos 
níveis de T3 e T4 , ocorre a ativação do eixo HHT, aumentando a secreção do hormônio liberador da 
tireotropina (TRH, em inglês, thyrotropin-releasing hormone) por neurônios localizados no hipotálamo.
▪ O TRH é transportado para a hipófise anterior, onde se liga a seus receptores e aumenta a secreção do 
hormônio estimulador da tireoide (TSH, do inglês, thyroid-stimulating hormone). 
▪ Posteriormente, o TSH se liga a receptores presentes nas células epiteliais cuboides dos folículos da 
tireoide, estimulando a produção de T4 e T3 , que serão liberados na circulação. 
▪ T4 e T3 , por sua vez, fazem um processo de retroalimentação negativa (feedback negativo), 
controlando o eixo HHT, ao se ligarem em seus receptores localizados no hipotálamo e na hipófise.
Importante !!!
Tireóide – LIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS
▪ Quando a intensidade metabólica está diminuída com baixos níveis 
sanguíneos de T3 e T4 , ocorre uma ativação do eixo HHT para manter esses 
hormônios em níveis adequados e atender às necessidades fisiológicas do 
organismo. Por outro lado, altos níveis de T3 e T4 a atenuam a ativação do 
eixo HHT.
Importante !!!
Tireóide – LIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS
▪ Para serem liberados para a circulação, os hormônios da tireoide precisam ser 
separados da tireoglobulina. 
▪ Para isso, as células epiteliais cuboides formam pseudópodos, que englobam porções 
do coloide, formando vesículas. 
▪ No citoplasma das células epiteliais cuboides, essas vesículas se fundem com os 
lisossomos que, por meio de algumas enzimas (proteases), degradam a 
tireoglobulina, liberando a tiroxina e a tri-iodotironina. 
▪ Essas então são carreadas através das membranas celulares para a circulação
Importante !!!
Tireóide – LIBERAÇÃO DE HORMÔNIOS
FORMAÇÃO DE PSEUDÓPODOS NAS CÉLULAS EPITELIAIS
DEGRADAÇÃO DA TIREOGLOBULINA
ENGLOBAMENTO DO COLÓIDE FORMANDO VESÍCULAS
FUSÃO DAS VESÍCULAS COM OS LISOSSOMOS
LIBERAÇÃO DOS HORMÔNIOS
Dra Leticia França
Chamada
Os lissosomos vão digerir a tireoglobulina
Tireóide – DISFUNÇÃO
Hipertireoidismo:Excesso deT3 E t4
Hipotireoidismo: Carência de T3 e T4
Tireóide – FUNÇÕES DOS HORMÔNIOS
▪ Funções metabólicas celulares: metabolicamente, esses hormônios aumentam a 
quantidade e a atividade das mitocôndrias e, portanto, o metabolismo celular; aumentam 
o transporte de íons pelas membranas celulares, causando um aumento na liberação de 
calor (são termogênicos); e, por consequência, aumentam o metabolismo corporal. 
▪ Funções relacionadas ao crescimento: os hormônios da tireoide influenciam no 
desenvolvimento infantil. Crianças com hipotireoidismo apresentam desenvolvimento 
retardado, enquanto as com hipertireoidismo apresentam um desenvolvimento 
esquelético excessivo. Adicionalmente, esses hormônios influenciam no desenvolvimento 
do encéfalo durante a vida fetal e nos primeiros anos da vida pós-natal. Se não forem 
secretados em quantidades adequadas, eles prejudicam o desenvolvimento normal do 
encéfalo, causando grave retardo mental
Tireóide – FUNÇÕES DOS HORMÔNIOS
▪ Efeitos sobre o metabolismo de macronutrientes: os hormônios da tireoide estimulam o 
metabolismo de carboidratos (maior absorção da glicose pelas células) e de lipídios 
(aumenta a lipólise) e aumentam a síntese proteica (em níveis elevados, aumentam o 
catabolismo proteico). Além disso, em concentrações elevadas, reduzem a concentração de 
colesterol, fosfolipídios e triglicerídeos plasmáticos.
▪ Efeitos cardiovasculares: os hormônios da tireoide aumentam o débito cardíaco, a 
frequência cardíaca e a força de contração do miocárdio, e causam vasodilatação.
Tireóide – FUNÇÕES DOS HORMÔNIOS
▪ Efeitos respiratórios: devido ao aumento metabólico, ocorre a elevação do consumo de 
oxigênio e a formação de dióxido de carbono, que levam a maior frequência e 
profundidade respiratória.
▪ Efeitos gastrointestinais: levam à maior produção de secreções digestivas e da motilidade 
gastrointestinal
▪ Efeitos musculares: o excesso desses hormônios causa enfraquecimento muscular 
(tremores), devido ao aumento do catabolismo proteico, e a diminuição causa relaxamento 
muscular.
▪ Efeitos sobre o sono e sobre a reprodução: o hipertireoidismo causa cansaço, fadiga, além 
de atrapalhar o sono. A falta desses hormônios também pode causar desequilíbrio no ciclo 
menstrual e queda na libido
Tireóide – CALCITONINA
▪ A calcitonina é um hormônio peptídico (sintetizado como uma proteína) secretado pelas 
células parafoliculares ou células C, localizadas entre os folículos da glândula tireoide. 
▪ A calcitonina está envolvida na regulação do cálcio extracelular, e altos níveis de cálcio 
plasmáticos estimulam a sua liberação (RAFF; LEVITZKY, 2012). 
▪ Os efeitos da calcitonina são mediados por receptores ligadosà proteína G, semelhantes 
aos receptores do paratormônio (PTH) (RAFF; LEVITZKY, 2012); entretanto, em humanos, 
a calcitonina possui efeitos menos pronunciados na regulação do cálcio quando 
comparada ao PTH (HALL, 2017; RAFF; LEVITZKY, 2012)
Dra Leticia França
Chamada
É um dos hormônios que participa da regulação das concentrações de cálcio plasmático. 
Tireóide – CALCITONINA
Dra Leticia França
Chamada
QUANDO OS NIVEIS DE CALCIO PLASMATICO ESTÃO ELEVADOS, A TIREOIDE LIBERA A CALCITONINA
Dra Leticia França
Chamada
Se os níveis de cálcio caírem muito as paratireoides vão produzir um hormônio chamado paratormônio ou PTH
Dra Leticia França
Chamada
Diminuem a absorção de cálcio da alimentação
Dra Leticia França
Chamada
Quando as concentrações de cálcio voltarem a ficar elevadas a tireoide volta a liberar calcitonina 
Tireóide – FUNÇÕES DA CALCITONINA
▪ A calcitonina possui efeitos contrários aos do PTH. 
▪ Ela diminui a concentração plasmática do cálcio ao inibir a reabsorção óssea e diminui a 
reabsorção de cálcio (aumenta a excreção de cálcio pela urina) (HALL, 2017; RAFF; 
LEVITZKY, 2012).
Tireóide – FUNÇÕES DA CALCITONINA
Paratireóides
Paratireóides
▪ As paratireoides são quatro glândulas que ficam no pescoço, atrás da 
tireoide, cuja função é controlar os níveis de cálcio no sangue por meio da 
produção do hormônio paratireoideano ou paratormônio (PTH).
Paratormônio 
O PTH é um hormônio proteico secretado pelas glândulas paratireoides, sendo 
o principal hormônio que atua na regulação do cálcio sanguíneo.
O PTH é um hormônio peptídico que, contrário ao papel da calcitonina, é estimulado 
quando acontece uma diminuição da concentração plasmática do cálcio. Quando a 
queda no cálcio é percebida por receptores sensíveis ao cálcio (CaSR) nas paratireoides, 
o PTH é estimulado. Para reverter essa diminuição, o PTH atua mobilizando cálcio por 
meio de:
- perda rápida de fosfato pela urina e aumento da reabsorção tubular de 
cálcio; 
- aumento da absorção intestinal de cálcio e fosfato, processo esse que 
depende da vitamina D
Paratormônio 
CÁLCIO
O cálcio corporal total está distribuído no líquido extracelular (cerca de 0,1%), nas 
células e organelas como mitocôndria e retículo endoplasmático (aproximadamente 1%) 
e o restante está armazenado nos ossos. 
No plasma, cerca de 41% do cálcio são encontrados ligados a proteínas plasmáticas, 9% 
estão combinados a ânions e 50% estão na forma ionizada. O cálcio iônico é a forma 
mais importante para as funções do cálcio no corpo (HALL, 2017).
Assim como o cálcio, a maior parte do fosfato também é armazenada nos ossos (cerca 
de 85%) (HALL, 2017). Especialmente as concentrações plasmáticas de cálcio são 
estreitamente reguladas, devido a sua grande influência em diversos processos 
fisiológicos, entre eles (HALL, 2017; SILVERTHORN, 2017; RAFF; LEVITZKY, 2012)
Calcitriol - Hormonio que auxilia na regulação do calcio, ele é produzido pelos rins
CÁLCIO
CÁLCIO - DESEQUILÍBRIO
▪ Hipocalcemia (diminuição nos níveis de cálcio extracelular): a hipocalcemia causa 
hiperexcitabilidade do sistema nervoso, podendo levar à contração muscular 
tetânica (involuntária). 
▪ Hipercalcemia (elevação dos níveis de cálcio iônico extracelular acima de 
12mg/dL): causa depressão do sistema nervoso, lentidão de reflexos, falta de 
apetite e constipação
CÁLCIO - METABOLISMO
▪ A elevada concentração de cálcio plasmático desencadeia um processo de 
retroalimentação negativa que diminui a ação do PTH (SILVERTHORN, 2017). 
▪ A mobilização do cálcio através da absorção intestinal acontece por intermédio da 
vitamina D. 
▪ A vitamina D3 é lipossolúvel e é obtida pela ingestão de vegetais ricos em 
ergocalciferol (D2 ) e pela síntese cutânea por meio da irradiação da luz solar 
(RAFF; LEVITZKY, 2012). 
▪ Na pele, a síntese da vitamina D3 acontece através da irradiação de raios 
ultravioleta do sol sobre componentes derivados do colesterol. Entretanto, para se 
tornar ativa, a Vitamina D passa por reações de hidroxilação no fígado e rins.
CÁLCIO - METABOLISMO
▪ REAÇÕES DE HIDROXILAÇÃO PARA ATIVAÇÃO DA VITAMINA D
O COLECALCIFEROL (D3 ) E O ERGOCALCIFEROL (D2 ) SÃO HIDROXILADOS NO FÍGADO
FORMAÇÃO DO PRÉ-HORMÔNIO 25-HIDROXICOLECALCIFEROL. 
O 25-HIDROXICOLECALCIFEROL, POSTERIORMENTE, É HIDROXILADO NOS RINS, FORMANDO 
1,25-DI-HIDROXICOLECALCIFEROL.
A 1,25-DI-HIDROXICOLECALCIFEROL É CONSIDERADA A FORMA MAIS ATIVA 
DA VITAMINA D E SÓ PODE SER FORMADA NA PRESENÇA DO PTH
CÁLCIO - METABOLISMO
▪ REAÇÕES DE HIDROXILAÇÃO PARA ATIVAÇÃO DA VITAMINA D
QUANDO A CONCENTRAÇÃO DE CÁLCIO PLASMÁTICA É BAIXA
O PTH É ATIVADO E ESTIMULA A FORMAÇÃO DESSE PRODUTO NOS RINS
QUANDO A CONCENTRAÇÃO DE CÁLCIO PLASMÁTICA É ALTA
OCORRE A SUPRESSÃO DO PTH E O 25-HIDROXICOLECALCIFEROL É 
CONVERTIDO EM OUTRA MOLÉCULA, A 24,25-DI-HIDROXICOLECALCIFEROL
CÁLCIO - METABOLISMO
REGULAÇÃO ÓSSEA DO CÁLCIO PLASMÁTICO
▪ Os ossos estão em constante remodelação, alternando processos de remoção (reabsorção) e renovação 
(formação).
▪ Os ossos são compostos por regiões distintas com comportamentos diferentes: a porção mais interna 
(medula); a camada mais externa (córtex), responsável pela sustentação; e as extremidades (trabéculas)
▪ A região cortical e a trabecular, em especial, são constantemente renovadas. Forças mecânicas ou alguns 
mediadores, como o PTH, estimulam a reabsorção óssea. 
▪ O PTH estimula indiretamente (liga-se a seus receptores PTHR1 nos osteoblastos) os osteoclastos (células 
responsáveis pela reabsorção óssea) a liberar enzimas proteolíticas e ácidos (ácido cítrico e lático) para 
degradar a matriz óssea, liberando cálcio e fosfato para o plasma.
▪ A seguir mais osteoclastos são atraídos para a região e, simultaneamente, chegam osteoblastos no local, 
iniciando a formação óssea. Enquanto os osteoclastos seguem fazendo a reabsorção óssea, os osteoblastos 
começam a se depositar na matriz óssea osteoide (tecido composto por fibras de colágeno e 
proteoglicanos). Após a formação do osteoide, começam a se depositar cristais de hidroxiapatita sobre os 
osteoides (mineralização óssea) até a renovação ser finalizada.
ALTERAÇÕES NOS NÍVEIS DE VITAMINA D
▪ Toxicidade da vitamina D: o excesso de vitamina D pode causar a calcinose (calcificação 
de tecidos moles), deposição de cálcio e fosfato nos rins e aumento plasmático do cálcio, 
que pode causar arritmias (RAFF; LEVITZKY, 2012). 
▪ Deficiência da vitamina D: associada a fraqueza, curvatura da estrutura dos ossos de 
sustentação e defeitos dentários. Essa deficiência pode causar o raquitismo, patologia que 
acomete principalmente crianças, e, na idade adulta, a osteomalácia, ambas 
caracterizadas pela diminuição da massa óssea (RAFF; LEVITZKY, 2012
ALTERAÇÕES NOS NÍVEIS DE VITAMINA D

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