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Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2022 EDIMAR N. MONTEIRO UNESC 13/10/2022 RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS 2 – Carregamento axial Imagem: BEER, F. P; et al. Mechanics of materials. 7. ed. New York: McGrawHill, 2015, p. 54 1 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com SUMÁRIO 2.1 DEFORMAÇÃO ELÁSTICA DE UM ELEMENTO SOB A CARGA AXIAL ................................ 2 Exercícios ......................................................................................................................................... 8 2.2 ELEMENTOS ESTATICAMENTE INDETERMINADOS SOB CARGA AXIAL .........................10 Exercícios ........................................................................................................................................14 2.3 TENSÃO POR DEFORMAÇÃO TÉRMICA .................................................................................16 Exercícios ........................................................................................................................................21 2.4 CONCENTRAÇÃO DE TENSÃO .................................................................................................23 Exercícios ........................................................................................................................................27 RESPOSTAS ........................................................................................................................................27 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................................28 APÊNCIDE A – PROPRIEDADES DE ALGUNS MATERIAIS.........................................................29 2 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.1 DEFORMAÇÃO ELÁSTICA DE UM ELEMENTO SOB A CARGA AXIAL Adotando as premissas da lei de Hooke e as definições de tensão e deformação, podemos desenvolver uma equação para determinar a deformação elástica de um elemento submetido a cargas axiais. Para que possamos desenvolver tal equação, considere a Figura 2.1(a) em que uma barra, cuja área de seção transversal varia gradativamente ao longo de seu comprimento 𝐿, está submetida a cargas concentradas em suas extremidades e uma carga distribuída ao longo de seu comprimento. (a) (b) Figura 2.1 – (a) barra com área de seção transversal variável submetida a cargas diversas e (b) elemento de comprimento 𝒅𝒙 e sua deformação Para determinarmos o deslocamento relativo, 𝛿 (delta), de uma das extremidades da barra em relação à outra, provocado por esse conjunto de cargas, escolhemos um elemento de comprimento 𝑑𝑥 e área de seção 𝐴(𝑥) localizado em uma posição arbitrária 𝑥, tal como mostrado na Figura 2.1(b). O carregamento 𝑃(𝑥) que age nesse elemento fará com que ele se deforme de modo que uma extremidade se desloque em relação a outra em uma quantidade 𝑑𝛿. Se o comportamento descrito for elástico, a lei de Hooke (𝜎 = 𝐸𝜖) pode ser aplicada para determinarmos 𝑑𝛿, visto que: 𝜎 = 𝑃(𝑥) 𝐴(𝑥) e 𝜖 = 𝑑𝛿 𝑑𝑥 Substituindo esses dois termos na lei de Hooke, escrevemos: 𝑃(𝑥) 𝐴(𝑥) = 𝐸 𝑑𝛿 𝑑𝑥 Resolvendo para 𝛿, obtemos: 𝜹 = ∫ 𝑷(𝒙)𝒅𝒙 𝑨(𝒙)𝑬 𝑳 𝟎 (2.1) Em que: 𝛿 = deslocamento de um ponto na barra relativo a um outro ponto, [𝑚]; 𝐿 = distância original entre os pontos, [𝑚]; 𝑃(𝑥) = força axial interna na seção, localizada a distância 𝑥 de uma extremidade, [𝑁]; 𝐴(𝑥) = área da seção transversal da barra, expressa em função de 𝑥, [𝑚2]; 𝐸 = módulo de elasticidade do material, [𝑃𝑎]. A Equação 2.1 é a forma geral para se determinar o deslocamento relativo entre dois pontos de um corpo sujeito a carga axial. É aplicada quanto a carga ou a área variam com o comprimento 𝑥 do corpo. 3 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com Entretanto, para um caso específico em que tanto a área de seção quanto a carga não variam, ou seja, para de uma barra uniforme sujeita a cargas axiais iguais e opostas, tal como mostrado na Figura 2.2, a Equação 2.1 pode ser simplificada. Figura 2.2 - Barra axial com área uniforme, módulo de elasticidade uniforme e carga constante em todos os pontos Nesse caso, em que todas as variáveis são constantes, a Equação 2.1 pode ser escrita na forma: 𝜹 = 𝑷𝑳 𝑨𝑬 (2.2) Outra situação específica ocorre quando o corpo é submetido a várias cargas axiais diferentes, ou se a área de seção transversal ou o módulo de elasticidade mudarem repentinamente de uma região da barra para outra, tal como mostrado na Figura 2.3. Figura 2.3 - Barra sob carga axial contendo mudança abrupta nas áreas de seção transversal, cargas e módulo de elasticidade Nesse caso, a Equação 2.2 poderá ser aplicada a cada segmento do corpo em que todas as variáveis são constantes. Então, o deslocamento de uma extremidade da barra em relação à outra será a soma algébrica dos deslocamentos das extremidades (princípio da superposição) de cada segmento, ou seja: 𝜹 = ∑ 𝑷𝒊𝑳𝒊 𝑨𝒊𝑬𝒊 (2.3) 4 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.1) Uma barra tem área de seção igual a 5800 𝑚𝑚2 e 𝐸 = 200 𝐺𝑃𝑎. Determine o deslocamento do ponto 𝐴 da barra se ela está submetida ao carregamento mostrado. 5 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.2) A barra de aço A-36 está submetida ao carregamento mostrado. Se a área de seção transversal é 50 𝑚𝑚2, determine o deslocamento do ponto 𝐷 em relação ao ponto 𝐴. 6 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.3) O conjunto é composto por três hastes de titânio (Ti-6AL-4V) e uma barra rígida 𝐴𝐶. A área de seção transversal de cada haste é dada na figura. Se uma força de 30 𝑘𝑁 for aplicada ao anel 𝐹, determine o deslocamento horizontal do ponto 𝐹. 7 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.4) A barra rígida 𝐵𝐷𝐸 é suspensa por duas barras 𝐴𝐵 e 𝐶𝐷. A barra 𝐴𝐵 é de alumínio (𝐸 = 70 𝐺𝑃𝑎) e tem uma seção transversal com área de 500 𝑚𝑚2; a barra 𝐶𝐷 é de aço (𝐸 = 200 𝐺𝑃𝑎) e tem uma seção transversal com área de 600 𝑚𝑚2. Para a força de 30 𝑘𝑁 mostrada na figura, determine o deslocamento dos pontos 𝐵, 𝐷 e 𝐸. 8 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com Exercícios 2.1) A barra de aço A-36 está submetida ao carregamento mostrado. Se o diâmetro da barra é 20 𝑚𝑚, determine o deslocamento do ponto 𝐶 em relação ao ponto 𝐴. 2.2) Os segmentos AB e CD do componente são barras circulares sólidas enquanto o segmento BC é um tubo. Sabendo que o componente é fabricado em alumínio 6061-T6, determine o deslocamento do ponto 𝐷 em relação ao ponto 𝐴. 2.3) A barra de aço A-36 está submetida ao carregamento mostrado. Se o diâmetro da barra é 30 𝑚𝑚, determine o deslocamento do ponto𝐶 em relação ao ponto 𝐴. 2.4) Se a barra com 20 𝑚𝑚 de diâmetro é fabricada em aço A36 e a mola possui rigidez 𝑘 = 50 𝑀𝑁/𝑚, determine o deslocamento do ponto 𝐴 quando uma carga de 60 𝑘𝑁 é aplicada. 2.5) A barra de titânio 2014-T6 com 20 𝑚𝑚 de diâmetro está submetida à carga distribuída como mostrado, determine o deslocamento do ponto 𝐴. 9 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.6) A barra de titânio 2014-T6 com 20 𝑚𝑚 de diâmetro está submetida à carga distribuída como mostrado, determine o deslocamento do ponto 𝐴. 2.7) A carga é sustentada pelos quatro cabos de aço inoxidável 304 conectados aos elementos rígidos AB e DC. Determine o deslocamento vertical da carga de 2,5 𝑘𝑁 se os elementos estiverem na horizontal quando a carga for aplicada. Cada cabo tem área de seção transversal de 16 𝑚𝑚2. 2.8) Para a treliça de aço (𝐸 = 200 𝐺𝑃𝑎) e o carregamento mostrado, determine as deformações dos componentes AB e AD, sabendo que suas áreas se seção transversal são, respectivamente, 2400 𝑚𝑚2 e 1800 𝑚𝑚2. 2.9) O conjunto é composto por uma haste 𝐶𝐵 e uma barra de alumínio 𝐵𝐴, cada uma com diâmetro de 12 𝑚𝑚. Se o conjunto está sujeito ao carregamento mostrado, determine o deslocamento do anel 𝐵 e da extremidade 𝐴. Considere 𝐸𝑎ç𝑜 = 200 𝐺𝑃𝑎 e 𝐸𝑎𝑙 = 70 𝐺𝑃𝑎. 10 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.2 ELEMENTOS ESTATICAMENTE INDETERMINADOS SOB CARGA AXIAL Em problemas de equilíbrio estático, quando as reações de apoio podem ser determinadas somente com a utilização das equações de equilíbrio translacional e rotacional, dizemos que se trata de um problema estaticamente determinado. Em contraposição a essa premissa, observa a Figura 2.4(a) em que temos uma barra presa em ambas as extremidades (biengastada). A Figura 2.4(b) mostra o diagrama de corpo livre dessa barra com a ação das cargas de reação. (a) (b) (c) Figura 2.4 - Barra sob carga axial contendo mudança abrupta nas áreas de seção transversal, cargas e módulo de elasticidade Ao aplicarmos a equação de equilíbrio translacional na direção vertical, obtemos: +↑ ∑ 𝐹𝑦 = 0; 𝐹𝐵 + 𝐹𝐴 − 𝑃 = 0 (2.4) Nesse caso, visto que a única equação de equilíbrio possível não é suficiente para determinar as reações, dizemos que a barra é estaticamente indeterminada, ou seja, há mais incógnitas do que equações de equilíbrio possíveis. A fim de estabelecermos uma equação adicional para a solução do problema, devemos considerar a geometria da deformação. Esse tipo de equação que indica as condições para o deslocamento é denominado condição de compatibilidade ou condição cinemática. Nesse caso, em específico, uma condição de compatibilidade adequada exige que a soma algébrica dos deslocamentos dos pontos A e B seja zero, uma vez que ambas estão apoiadas em pontos fixos. Dessa forma, escrevemos: 𝛿𝐴 + 𝛿𝐵 = 0 (2.5) Escrevemos as deformações em função das cargas aplicadas em cada segmento, tal como mostrado na Figura 2.4(c), de modo que obtemos: 𝐹𝐴𝐿𝐴𝐶 𝐴𝐸 − 𝐹𝐵𝐿𝐶𝐵 𝐴𝐸 = 0 (2.6) Visto que 𝐴𝐸 é constante, na Equação 4.6, e resolvendo ela em conjunto com a Equação 2.4, determinamos as reações, o que resulta em: 𝐹𝐴 = 𝑃 ( 𝐿𝐶𝐵 𝐿 ) e 𝐹𝐵 = 𝑃 ( 𝐿𝐴𝐶 𝐿 ) (2.7) Observe-se que as condições de compatibilidade devem ser determinadas em função da geometria do deslocamento, o que as tornam específicas para cada problema. Os exemplos que seguem trazem algumas condições de compatibilidade comuns em problemas de engenharia. 11 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.5) A coluna de concreto mostrada na Fig.(a) de 1,5 𝑚 é reforçada com seis barras de aço, cada uma com 28 𝑚𝑚 de diâmetro, sabendo que 𝐸𝑎ç𝑜 = 200 𝐺𝑃𝑎 e 𝐸𝑐𝑜𝑛𝑐 = 25 𝐺𝑃𝑎, determine as tensões normais no aço e no concreto quando uma força 𝑃 centrada axial de 1550 𝑘𝑁 é aplicada à coluna. Use a condição de compatibilidade indicada na Fig.(b). (a) (b) 12 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.6) Se a folga entre a parede rígida em D é de 0,15 𝑚𝑚, determine a reação nos suportes em A e D quando uma força 𝑃 = 200 𝑘𝑁 é aplicada (Fig.a). A estrutura composta por barras cilíndricas é fabricada em aço A-36 (𝐸𝑎ç𝑜 = 200 𝐺𝑃𝑎). Use a condição de compatibilidade mostrada na Fig.(b). (a) (b) 13 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.7) Três barras suspensas, mostradas na Fig.(a), fabricadas em aço A-36 e apresentam área de seção transversal de 450 𝑚𝑚2 cada. Determine a tensão normal média em cada barra se a viga rígida é submetida ao carregamento mostrado. Use a condição de compatibilidade mostrada na Fig.(b). (a) (b) 14 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com Exercícios 2.10) A coluna é construída de concreto de alta resistência e seis hastes de reforço de aço A-36. Se ela for submetida a uma força axial de 150 𝑘𝑁, determine a tensão normal média no concreto e em cada haste. Cada uma tem diâmetro de 20 𝑚𝑚. 2.11) Para a coluna do problema 2.10, determine o diâmetro exigido para cada haste, de modo que 1 4⁄ da carga seja suportada pelo concreto e 3 4⁄ , pelo aço. 2.12) A barra composta consiste em um segmento AB de aço A-36 com 20 𝑚𝑚 de diâmetro e duas barras de latão vermelho C83400. Determine a tensão normal média em cada barra se o conjunto está submetido ao carregamento mostrado. 2.13) O poste A de aço inoxidável 304 tem diâmetro 𝑑 = 50 𝑚𝑚 e está embutido em um tubo B de latão vermelho C83400. Ambos estão apoiados sobre a superfície rígida. Se for aplicada uma força de 25 𝑘𝑁 à tampa rígida, determine a tensão normal média desenvolvida no poste e no tubo. 2.14) As barras BD e CE são fabricadas em bronze (𝐸 = 105 𝐺𝑃𝑎) e têm área de seção transversal de 200 𝑚𝑚2. Determine a deflexão do ponto A da barra ABC provocada pela carga de 2 𝑘𝑁. 15 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.15) A barra rígda ABC suporta a carga distribuída mostrada. Determine o ângulo de inclinação da barra após a aplicação da carga. Cada suporte consiste em um poste com 120 𝑚𝑚 e módulo de elasticidade 𝐸 = 12 𝐺𝑃𝑎. 2.16) A barra rígida ABCD está fixada ao pino B e pode girar livremente em torno dele, além de estar apoiada nos pontos A e D. As molas A e D possuem rigidezes e 𝑘1 = 10 𝑘𝑁/𝑚 e 𝑘2 = 25 𝑘𝑁/𝑚, respectivamente. Se o ângulo de rotação da barra em torno de B deve ser limitado a 3°, qual a máxima carga 𝑃 que pode ser aplicada? 2.17) O carregamento distribuído é sustentado pelas três barras de suspensão. AB e EF são feitas de alumínio (𝐸𝑎𝑙 = 70 𝐺𝑃𝑎) e CD é feita de aço (𝐸𝑎ç𝑜 = 200 𝐺𝑃𝑎). Se cada barra tiver área de seção transversal de 450 𝑚𝑚2, determine a intensidade máxima 𝑤 do carregamento distribuído de modo a não ultrapassar uma tensão admissível (𝜎𝑎𝑑𝑚)𝑎ç𝑜 = 180 𝑀𝑃𝑎 e (𝜎𝑎𝑑𝑚)𝑎𝑙 = 94 𝑀𝑃𝑎. 16 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.3 TENSÃO POR DEFORMAÇÃO TÉRMICA Alterações dimensionais ocorremnos materiais se sua temperatura variar. Em geral, se a temperatura aumenta, o material expande-se, se a temperatura é reduzida, o material sofre contração. Em caso de materiais homogêneos e isotrópicos essa relação entre a variação dimensional e a expansão ou contração é linear e pode ser determinada pela Equação 2.8. 𝜹𝑻 = 𝜶∆𝑻𝑳 (2.8) Em que: 𝛿𝑇 = variação no comprimento do elemento; 𝛼 = coeficiente linear de expansão térmica. As unidades envolvem deformação por grau de temperatura [1 ℃⁄ ou 1 𝐾⁄ (Kelvin)]. Valores típicos são apresentados no final da apostila; ∆𝑇 = variação na temperatura do elemento; 𝐿 = comprimento inicial do elemento. Caso a variação da temperatura ocorra em todo o comprimento dos elementos, ou seja, ∆𝑇 = ∆𝑇(𝑥), ou se o valor de 𝛿 sofrer alteração ao longo do comprimento, a Equação 2.8 pode ser aplicada individualmente para cada segmento que tenha comprimento 𝑑𝑥. Nesse caso, a mudança no comprimento do elemento pode ser determinada por: 𝜹𝑻 = ∫ 𝜶∆𝑻𝒅𝒙 𝑳 𝟎 (2.9) Quando o elemento é estaticamente determinado a mudança em seu comprimento pode ser calculada diretamente pelas Equações 2.8 e 2.9, uma vez que ele está livre para expandir ou contrair. Em contrapartida, quando o elemento é estaticamente indeterminado, as deformações térmicas podem ser restringidas pelos apoios, produzindo tensões térmicas que devem ser consideradas no projeto. Os cálculos dessas tensões térmicas podem ser conduzidos pelas equações de equilíbrio e condições de compatibilidades específicas para cada problema. A Figura 2.5 ilustra alguns dos efeitos das tensões térmicas em projetos de engenharia. (a) Muitas pontes são construídas com juntas de expansão para acomodar a deformação térmica proveniente das mudanças climáticas e, com isso, evitar tensões térmicas (b) Longos tubos destinados a condução de fluidos estão sujeitos a variações climáticas. Juntas de expansão, como as mostradas na figura, são utilizadas para minimizar os efeitos da tensão térmica no material. Figura 4.5 – (a) tensão térmica em justas de pontes e (b) tensão térmica em tubulações Os exemplos que seguem trazem a aplicação de algumas condições de compatibilidade utilizadas para a determinação de tensões térmicas em projetos de engenharia. 17 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.8) Um tubo de vapor com 1,8 𝑚 de comprimento é feito de aço com 𝐸 = 200 𝐺𝑃𝑎 e 𝛼 = 12 × 10−6 ℃−1 e está ligado diretamente a duas turbinas A e B, como mostrado na Fig.(a). O diâmetro externo do tubo é 100 𝑚𝑚 e a espessura da parede é 6 𝑚𝑚. A ligação foi feita a 𝑇1 = 20 ℃. Considerando que os pontos de acoplamento das turbinas são rígidos, determine a força que o tubo exerce sobre ela quando o vapor e, portanto, o tubo, atingem uma temperatura 𝑇2 = 135 ℃. Use a condição de compatibilidade mostrada na Fig.(b). (a) (b) 18 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.9) Para o exemplo 2.8, mostrado na Fig.(a), considere que uma junta elástica com rigidez 𝑘 = 100 𝑘𝑁/𝑚 é instalada nos pontos de acoplamento do tubo com as turbinas. Determine a força que o tubo exerce sobre ela para a mesma variação de temperatura. Considere a condição de compatibilidade mostrada na Fig.(b) (a) (b) 19 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.10) O tubo de bronze 86100 mostrado na Fig.(a) tem raio interno de 12,5 𝑚𝑚 e espessura de parede de 5 𝑚𝑚. Se o gás que passa por ele mudar a temperatura do tubo uniformemente de 𝑇𝐴 = 60 ℃ em A para 𝑇𝐵 = 15 ℃ em B, determine a força axial que ele exerce sobre as paredes. O tubo foi instalado entre as paredes quando 𝑇 = 15 ℃. Considere a condição de compatibilidade do Exemplo 2.8. 20 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.11) Na temperatura ambiente (20 ℃) existe um espaçamento de 0,5 𝑚𝑚 entre as extremidades das barras mostradas na Fig.(a). Algum tempo depois, quando a temperatura atingir 140 ℃, determine (a) a tensão normal na barra de alumínio e (b) sua variação do comprimento. Considere a condição de compatibilidade mostrada na Fig.(b). (a) (b) 21 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com Exercícios 2.18) Uma trena de aço é usada por um supervisor para medir o comprimento de uma reta. A seção transversal da trena é retangular, com 1,25 𝑚𝑚 de espessura por 5 𝑚𝑚 de largura e o comprimento é 30 𝑚𝑚 quando 𝑇1 = 20 ℃ e a carga de tração na trena é 100 𝑁. Determine o comprimento verdadeiro da reta medida se a leitura da trena for 139 𝑚 quando usada sob tração de 175 𝑁 a 𝑇2 = 40 ℃. O piso onde a trena é utilizado é plano. Considere 𝐸𝑎ç𝑜 = 200 𝐺𝑃𝑎, 𝛼𝑎ç𝑜 = 17 × 10−6 ℃−1 2.19) A barra de aço de 15 𝑚𝑚 de diâmetro é montada livre de tensões entre os suportes mostrados na figura. Sabendo que 𝐸𝑎ç𝑜 = 200 𝐺𝑃𝑎, 𝛼𝑎ç𝑜 = 12 × 10−6 ℃−1, determine (a) a variação de temperatura na barra, ∆𝑇 (em graus Célsius), na qual a tensão de cisalhamento no parafuso A de 12 𝑚𝑚 seja de 45 𝑀𝑃𝑎 e (b) com essa variação de temperatura determine a tenção normal de compressão na arruela de diâmetro 𝐷 = 20 𝑚𝑚. 2.20) O conjunto ABC é montado com duas barras circulares de diâmetros diferentes e mesmo material 𝐸 = 6 𝐺𝑃𝑎 e 𝛼 = 100 × 10−6 ℃−1. Se a barra é submetida a um aumento uniforme de 30 ℃ na temperatura: (a) a força compressiva e a tensão na barra AC da figura “a” e (b) e força compressiva e a tensão na barra AC se o apoio elástico possui rigidez 𝑘 = 50 𝑀𝑁/𝑚. 2.21) O tubo de aço A-36 está acoplado aos colares em 𝐴 e 𝐵. Quando a temperatura é 15 ℃, não há nenhuma carga axial no tubo. Se o gás quente que passa pelo tubo provocar uma elevação de ∆𝑇 = (20 + 30𝑥) ℃ na temperatura do tubo, em que 𝑥 é dado em metros, determine a tensão normal média no tubo. O diâmetro interno é 50 𝑚𝑚, e a espessura da parede é 4 𝑚𝑚. 2.22) A haste é feita de aço A-36 e tem diâmetro de 6 𝑚𝑚. Se as molas forem comprimidas 12 𝑚𝑚 quando a temperatura da haste é 𝑇 = 10 ℃, determine a força de compressão na haste quando sua temperatura for 𝑇 = 75 ℃. 22 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.23) Os trilhos de aço A-36 de uma ferrovia têm 12 𝑚 de comprimento e foram assentados com uma pequena folga entre eles para permitir dilatação térmica. Determine a folga 𝛿 exigida para que os trilhos apenas encostem um no outro quando a temperatura aumentar de 𝑇1 = −30 ℃ para 𝑇2 = 30 ℃. Considerando essa folga, qual seria a força axial nos trilhos se a temperatura atingisse 𝑇3 = 40 ℃? A área de seção transversal dos trilhos é 3200 𝑚𝑚2. 2.24) Três barra, fabricadas com materiais diferentes, são conectadas e colocadas entre apoios rígidos a temperatura 𝑇1 = 12 ℃. Determine a força exercida pelo suporte rígido quando a temperatura aumenta para 𝑇2 = 18 ℃. 2.25) A barra de aço A-36 tem diâmetro de 50 𝑚𝑚 e foi montada entre os apoios rígidos quando 𝑇1 = 50 ℃. Determine a força 𝑃 que deve ser aplicada ao colar central para que a reação em 𝐵 seja zero quando 𝑇2 = 30 ℃. 2.26) O tubo AB fabricado em liga de magnésio AM1004-T61 está fixado ao apoio rígido em A. A folga entre o ponto E e o fim tubo circular de alumínio 6061-T6,ponto C, é de 0,02 𝑚𝑚 quando a temperatura é 30 ℃. Determine a tensão norma desenvolvida em cada tubo quando a temperatura aumenta para 80 ℃. 23 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.4 CONCENTRAÇÃO DE TENSÃO Desenvolvemos o conceito de tensão e deformação a partir da suposição de que, se o material se comportar de forma linear-elástica, essas grandezas serão proporcionais e uniformes em todo o corpo rígido de modo que a tensão calculada representa a tensão média em uma dada seção. Em contraposição a essa suposição, observem como a deformação ocorre em um corpo de prova de alta elasticidade sobre compressão, Figura 2.6(a), e sob tração, Figura 2.6(b). Notem que nas proximidades da aplicação da carga as linhas de grade demarcadas no corpo de prova se deformam de maneira não linear e mais acentuadamente, ou seja, ocorrem deformações localizadas nas proximidades da aplicação da carga. Além disso, as deformações vão se nivelando e tornam-se uniformes em toda a seção média da barra. (a) (b) Figura 2.6 – (a) corpo de prova de alta elasticidade sob compressão e (b) corpo de prova de alta elasticidade sob tração Visto que a tensão está relacionada com a deformação, podemos afirmar que ela será maior nas proximidades do ponto de aplicação da barra e assumirá um valor médio, como suposto, somente para pontos ligeiramente distantes dos pontos de aplicação da carga. A Figura 2.7(b) ilustra como a tensão atinge picos na seção 𝑎 − 𝑎, quase atinge um valor médio na seção 𝑏 − 𝑏 e finalmente alcança o valor médio na seção 𝑐 − 𝑐. Figura 2.7 – Perfil de distribuição de tensão normal ao longo de uma barra sob carregamento axial 24 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com Como regra geral, pode-se considerar que a tensão estará livre dos efeitos da deformação localizada, ou seja, assumirá um valor médio, a uma distância de no mínimo igual a maior dimensão da seção carregada. Essa regra baseia-se em análises experimentais e análises conduzidas pela teoria da elasticidade. O fato de a tensão e a deformação comportarem-se dessa maneira recebe a denominação de princípio de Saint-Venant, uma vez que foi observado pela primeira vez pelo cientista francês Barré de Saint-Venant em 1855. Em suma, esse princípio afirma que a tensão e a deformação produzidas em pontos suficientemente distantes da região de aplicação da carga serão iguais à tensão e à deformação produzidas por quaisquer carregamentos aplicados que terão a mesma resultante estaticamente equivalente e que sejam aplicados ao corpo dentro da mesma região, como mostrado na Figura 2.7(c). Essas distribuições de tensão complexas não surgem somente sob carregamento concentrado, mas também aparecem em regiões em que a área da seção transversal do elemento sofre alguma mudança. Como exemplo, considere a barra mostrada na Figura 2.8(a), que está submetida a uma carga axial 𝑃. Podemos observar que as linhas de grade sofrem deflexão e assumem um padrão irregular de deformação nas proximidades do furo. A tensão máxima ocorre na seção 𝑎 − 𝑎 que passa pela menor área de seção transversal da barra. Nessa seção, a forma real da distribuição da tensão normal é aquela mostrada na Figura 2.8(b). Entretanto, na prática de engenharia essa distribuição real de tensão não precisa ser determinada, em vez disso, basta conhecer o valor máximo nas seções críticas de modo que o elemento seja projetado para suportá- la. Figura 2.8 – (a) barra com furo sob carregamento axial, (b) distribuição real de tensão na região de menor área de seção transversal e (c) distribuição de tensão média Para determinarmos o valor máximo da tensão, dispomos de gráficos desenvolvidos a partir de observações experimentais ou técnicas matemáticas avançadas que estabelecem um fator de concentração de tensão, 𝑲, que pode ser definido como a razão entre a tensão máxima e a tensão média que agem na menor área de seção transversal do elemento, isto é: 𝑲 = 𝝈𝒎á𝒙 𝝈𝒎é𝒅 (2.10) Em que: 𝐾 = fator de concentração de tensão que depende somente da geometria da descontinuidade; 𝜎𝑚é𝑑 = tensão normal média obtida na menor área de seção da descontinuidade; 𝜎𝑚á𝑥 = tensão normal máxima obtida na menor área de seção da descontinuidade. Contanto que o valor de 𝐾 seja determinado através das cartas de concentração de tensão e a tensão normal média seja calculada por 𝜎𝑚é𝑑 = 𝑃/𝐴, em que 𝐴 é a menor área de seção transversal, então, pela Equação 2.10 pode-se determinar a tensão normal máxima, 𝜎𝑚á𝑥. As Figuras 2.9 e 2.10 são cartas de concentração de tensão típicas para barras sob carregamento axial. Notem que o valor de 𝐾 independe das propriedades do material, em vez disso, depende somente da geometria da barra e do tipo específico de descontinuidade. À medida que o valor do raio, 𝑟, da descontinuidade diminui, a concentração de tensão aumenta. 25 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com Figura 2.9 – Carta de concentração de tensão para elemento estrutural sob carga axial com diferentes áreas de seção transversal Adaptado de: HIBBELER, 2011 p. 161 Figura 2.10 – Carta de concentração de tensão para elemento estrutural sob carga axial com furo Adaptado de: HIBBELER, 2011 p. 161 26 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com EXEMPLO 2.12) Se a tensão normal admissível para a barra for 𝜎𝑎𝑑𝑚 = 120 𝑀𝑃𝑎, determine a força axial máxima 𝑃 que pode ser aplicada à barra. 27 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com Exercícios 2.27) Determine a máxima tensão normal desenvolvida na barra quando é submetida a uma carga 𝑃 = 8 𝑘𝑁. 2.28) A distribuição de tensão resultante ao longo da seção AB para a barra é mostrada na figura. Por essa distribuição, determine o valor aproximado da força axial resultante 𝑃 aplicada à barra. Além disso, qual é o fator de concentração de tensão para essa geometria? RESPOSTAS 2.1) 𝛿𝐶/𝐴 = −0,318 𝑚𝑚 2.2) 𝛿𝐷/𝐴 = −0,449 𝑚𝑚 2.3) 𝛿𝐶/𝐴 = −0,772 𝑚𝑚 2.4) 𝛿𝐴 = 1,96 𝑚𝑚 ↓ 2.5) 𝛿𝐴 = 0,529 𝑚𝑚 2.6) 𝛿𝐴 = 0,88 𝑚𝑚 2.7) 𝛿 = 0,67 𝑚𝑚 2.8) 𝛿𝐴𝐵 = −2,11 𝑚𝑚 𝛿𝐴𝐷 = −2,03 𝑚𝑚 2.9) 𝛿𝐵 = 1,59 𝑚𝑚 𝛿𝐴 = 6,14 𝑚𝑚 2.10) 𝜎𝑎ç𝑜 = 24,32 𝑀𝑃𝑎 𝜎𝑐𝑜𝑛𝑐 = 3,53 𝑀𝑃𝑎 2.11) 𝑑𝑎ç𝑜 = 44,95 𝑚𝑚 2.12) 𝜎𝐴𝐵 = 134 𝑀𝑃𝑎 𝜎𝐴𝐷 = 55,0 𝑀𝑃𝑎 𝜎𝐵𝐶 = 80,4 𝑀𝑃𝑎 2.13) 𝜎𝑎ç𝑜 = 5,335 𝑀𝑃𝑎 𝜎𝑙𝑎𝑡 = 2,8 𝑀𝑃𝑎 2.14) 𝛿𝐴 = 0,536 𝑚𝑚 ↓ 2.15) 𝜃 ≈ 0,02 × 10−3 𝑟𝑎𝑑 ≈ 1,15 × 10−3° 2.16) 𝑃𝑚𝑎𝑥 = 1800 𝑁 2.17) 𝑤 = 45,9 𝑘𝑁/𝑚 2.18) 𝐿′ = 139,056 𝑚 2.19) (a) ∆𝑇 = 37,5 ℃ (b) 𝜎 = 509,1 𝑘𝑃𝑎 2.20) (a) 𝐹 = 51,78 𝑘𝑁 𝜎𝐴𝐶 = 26,37 𝑀𝑃𝑎 (b) 𝐹 = 31,24 𝑘𝑁 𝜎𝐴𝐶 = 15,91 𝑀𝑃𝑎 2.21) 𝜎 = 134,4 𝑀𝑃𝑎 2.22) 𝐹 = 2,442 𝑘𝑁 2.23) 𝛿 = 8,64 𝑚𝑚 𝐹 = 76,80 𝑘𝑁 2.24) 𝐹 = 4,2 𝑘𝑁 28 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com 2.25) 𝑃 = 188 𝑘𝑁 2.26) 𝜎𝐴𝐵 = 45,3 𝑀𝑃𝑎 𝜎𝐶𝐷 = 65,2 𝑀𝑃𝑎 2.27) 𝜎 = 88,3 𝑀𝑃𝑎 2.28) 𝑃 = 19 𝑘𝑁 𝜎𝑚é𝑑 = 23,75 𝑀𝑃𝑎 𝐾 = 1,25 REFERÊNCIAS CALLISTER, W. D. Jr. Ciência e engenharia dos materiais: uma introdução. 8 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2013. BEER el al. Mecânica Vetorial para Engenheiros: Estática. 9. ed. Porto Alegre: AMGM, 2012. BEER, F. P; et al. Mecânica dos Materiais. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. BEER, F. P; JOHNSTON, R. E. Resistência dos Materiais. 3. ed. São Paulo: Pearson Makron Books, 1995. GERE, J. M; GOODINO, B. J. Mecânica dos Materiais: Tradução da 7ª edição norte- americana. 7. ed. São Paulo: CengageLearning, 2010. HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais. 10. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018. HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais. 7. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010. ROY, R; CRAIG, Jr. Mecânica dos Materiais. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003. 29 Prof. Edimar N. Monteiro e-mail: eng.enmonteiro@gmail.com APÊNCIDE A – PROPRIEDADES DE ALGUNS MATERIAIS Materiais Massa específica, 𝝆 (𝒌𝒈/𝒎𝟑) Módulo de elasticidade longitudinal, 𝑬 (𝑮𝑷𝒂) Módulo de elasticidade transversal, 𝑮 (𝑮𝑷𝒂) Tensão de escoamento, 𝝈𝒆 (𝑴𝑷𝒂) Coeficiente de Poisson, ν Coeficiente de dilação térmica, 𝜶 (𝟏𝟎−𝟔 ℃−𝟏) Tração Compr. Cisalh. Metálicos Ligas de alumínio forjadas 2014-T6 2790 73,1 27 414 414 172 0,35 23 6061-T6 2710 68,9 26 255 255 131 0,35 24 Ligas de ferro fundido Cinzento ASTM 2 7190 67,0 27 - - - 0,28 12 Maleável ASTM A-197 7280 172 68 - - - 0,28 12 Ligas de cobre Latão vermelho C83400 8740 101 37 70 70 - 0,35 18 Bronze C86100 8830 103 38 345 345 - 0,34 17 Liga de magnésio Am 1004-T61 1830 44,7 18 152 152 - 0,3 26 Ligas de aço Estrutural A36 7850 200 75 250 250 - 0,32 12 Inoxidável 304 7860 193 75 207 207 - 0,27 17 Ferramenta L2 8160 200 75 703 703 - 0,32 12 Liga de titânio TI-6AL-4V 4430 120 44 924 924 - 0,36 9,4 Não metálicos Concreto Baixa resistência 2380 22,1 - - - 12 0,15 11 Alta resistência 2380 29 - - - 38 0,15 11 Polímero reforçado Kevlar 49 1450 131 - - - - 0,34 - Vidro 30% 1450 72,4 - - - - 0,34 - Madeira estrutural Abeto Douglas 470 13,1 - - - - 0,29 - Espruce branco 3600 9,65 - - - - 0,31 - Fonte: HIBBELER, 2018, p. 754.