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NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (NEAD) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APLICAÇÃO PRÁTICA - AP3 
LOGÍSTICA EMPRESARIAL 
 
 
 
 
 
ROSIANE DA SILVA MEDEIROS - 2034104 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2021 
2 
 
SUMÁRIO 
 
TEXTO DESENVOLVIMENTO DA AP3 ...................................................................... 2 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
TEXTO DESENVOLVIMENTO DA AP3 
 
 
Logística surgiu inicialmente como parte da arte dos militares, era utilizada na 
guerra como a área que cuidava do planejamento de vários itens importantes, 
armazenamento, distribuição e manutenção de vários tipos de materiais, como armas, 
roupas, além de alimentos, saúde, transportes e etc. Mais tarde, também passou a 
designar a gestão, armazenamento e distribuição de recursos para uma determinada 
atividade (SANTOS, 2015). 
A logística reversa está associada ao retorno de produtos pós-venda para a 
reforma, reparos, remanufaturas, substituição de materiais; e pós-consumo para a 
reutilização, reciclagem, valorização energética; e a disposição final dos produtos no 
final da vida útil (LAGARINHOS, 2013). 
A logística reversa é um ramo da logística que remete para a movimentação de 
um determinado produto, desde o ponto onde foi consumido até o ponto onde foi 
produzido. A escolha de alguns tipos de lixo reciclável é um dos exemplos de logística 
reversa. Outro exemplo de logística reversa pode ser verificado no serviço dos 
Correios, mais concretamente na remessa de documentos e mercadorias em 
devolução. A logística reversa tem como objetivo reaproveitar alguns resíduos sólidos, 
diminuindo a necessidade de utilizar matéria prima, reduzindo consequentemente o 
impacto ambiental (SANTOS, 2015). 
Este retorno de produtos consiste na Logística Reversa que engloba práticas 
de gerenciamento de logística e atividades envolvidas na redução, gerência e 
disposição de resíduos. Inclui distribuição reversa, que é o processo pelo qual uma 
companhia coleta seus produtos usados, danificados, vencidos ou as embalagens de 
seus consumidores finais (SANTOS, 2015). 
A logística reversa seria o processo de planejamento, implementação e controle 
da eficiência, do custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques de processo, 
produtos acabados e as respectivas informações, desde o ponto de consumo até o 
ponto de origem, com o propósito de recapturar valor ou adequar o seu destino. 
O processo de Logística Reversa pode ter uma maior ou menor eficiência. 
Existem para isto alguns fatores críticos que condicionam o sistema: Controles de 
Entrada (Gatekeeping); Mapeamento e Formalização do Processo; Tempo de Ciclo 
4 
 
dos Produtos; Sistemas de Informação; Infraestrutura Logística; e Relações entre 
Clientes e Fornecedores. 
Em relação aos controles de entrada é necessário identificar corretamente o 
estado dos materiais que retornam para facilitar o fluxo logístico reverso (e para que 
possam ser bem reutilizados) e impedir que materiais estranhos integrem este fluxo 
logístico (gerando despesas e serviços desnecessários). Sistemas de Logística 
Reversa que possuem controles de entrada defasados geram sérias dificuldades 
posteriores (GONÇALVES E MARINS, 2006). 
Muitas empresas consideram o uso da Logística Reversa como um processo 
esporádico e não regular, isso provoca a ausência de processos mapeados e 
procedimentos formalizados. No estudo de caso em questão, esta visão míope 
atrapalhou muito o trabalho dos setores de Planejamento e Controle da Produção e 
de Engenharia de Processo no equacionamento de um sistema de Logística Reversa 
adequado, ou seja, que não gerasse inconvenientes ao processo (GONÇALVES E 
MARINS, 2006). 
Outro aspecto importante considerado foi o tempo de ciclo dos produtos, que 
inclui desde a identificação da necessidade de reutilização de aparas até o seu 
reprocessamento. Sabe-se que, se os tempos de ciclos forem muito longos, eles 
acabam por adicionar custos desnecessários porque atrasam a geração de caixa e 
ocupam espaço de armazenamento. 
Alguns fatores que aumentam o tempo de ciclo são: controles de entrada 
ineficiente, falta de infraestrutura dedicada ao fluxo reverso e falta de procedimentos 
para tratar as exceções ou resíduos de produtos de baixa saída ou elevado valor 
agregado. De fato, todos esses problemas ocorreram num projeto piloto realizado pela 
empresa laminadora de vidros envolvendo um cliente de grande porte, selecionado 
para testar o sistema de logística reversa em desenvolvimento. Naturalmente, eles 
foram solucionados antes da inclusão dos demais clientes no sistema (GONÇALVES 
E MARINS, 2006). 
Infelizmente, praticamente são inexistentes no mercado sistemas capazes de 
lidar com o número de variações e flexibilidade necessárias a uma rede Logística 
Reversa (GONÇALVES E MARINS, 2006). 
 
5 
 
Podemos concluir que a logística é de suma importância para as empresas, 
apesar de ser uma área com pouca prioridade dentro da Cadeia de Suprimentos das 
empresas nacionais, e estejam ainda com desenvolvimento as políticas de logística 
reversa, as pressões externas da legislação ambiental e a procura incessante por 
modelos que reduzam custos têm apresentado necessidade da evolução das 
organizações neste sentido, mas sendo utilizando em amplo espectro para tomada de 
gestão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
SANTOS, Muniz. O que é logística? 2015. Disponível em: 
 
Acesso em: 27 out. 2021. 
 
CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Elsevier Brasil, 
2002. 
 
GONÇALVES, Marcus Eduardo. MARINS, Fernando Augusto Silva. Logística 
Reversa numa empresa de laminação de vidros: um estudo de caso. v.13, n.3, 
p.397-410, set.-dez. 2006. 
 
LAGARINHOS, Carlos A. F. TENÓRIO, Jorge A. S. Artigo Logística reversa dos 
pneus usados no Brasil. Polímeros vol.23 no.1 Epub Oct 11,2012 São Carlos, 2013.

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