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1 O principio da predominância de interesse é aplicado na repartição de competências legislativas de acordo com o interesse preponderante entre os entes federativos.
Quando uma matéria é de interesse geral da União a própria Constituição Federal prevê em seu art. 20, 21 e 22, CF 88 as tutelas legislativas de sua exclusiva competência. Por exemplo a legislação sobre o uso das águas é exclusivo da União. Estados e municípios não têm competência para legislar ou dispor individualmente sobre o uso das águas. Podem, entretanto, suplementar as leis já previstas pela União.
Matérias de interesses regionais por peculiaridade podem ser legisladas pelos Estados membros mas sempre observando as leis da União seguindo o controle constitucional.
A União tem papel aglutinador dos Estados Membro promovendo um equilíbrio legislativo das diversas funções constitucionais.
2 A competência legislativa concorrente entre União, Estados e DF se aplica quando os entes federativos legislam sobre o mesmo assunto mas de formas diferentes e conflitantes.
À União compete estabelecer normas gerais e aos Estados e ao DF elaborar leis específicas de acordo com as necessidades, características e peculiaridades de cada região de forma a suplementar as normas da União observando o art. 24/CF88.
A superveniência da lei federal sobre a lei estadual ocorre quando uma lei federal suspende a eficácia da lei estadual em sua totalidade ou parcialmente quando esta contraria a lei maior de acordo com o art. 24, §4/CF88. 
Um exemplo é na matéria que tange sobre áreas de preservação ambiental onde estados não podem legislar de forma a diminuir as áreas de preservação ambiental já previstas pela União. Seria uma lei conflitante, portanto superveniente alei da União pela Constituição Federal.
3 A matéria sobre as guardas municipais foi julgada no Recurso Extraordinário RE 608588, com repercussão geral do Tema 656. Onde ficou decidido que os municípios podem atuar um conjunto com as policias estaduais e federal no combate à violência de forma colaborativa e que as leis não sobreponham as leis maiores. Os municípios devem respeitar as atribuições dos demais órgãos de segurança pública previstas no artigo 144 CF88 excluindo qualquer atividade de polícia judiciária, devendo ser submetidas ao controle externo da atividade policial pelo Ministério Público, nos termos do artigo 129, inciso 7º, CF88. 
4 inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre a matéria e concorrentemente ao Estado Membro. A competência legislativa concorrente, prevista no art. 24, da CF, diz respeito apenas a União, Estados e DF, não abarcando os Municípios. Dessa forma, o Município não possui competência para regulamentar a matéria, de modo que a competência é concorrente apenas entre a União Federal, Estados membros e Distrito Federal, não se estendendo aos Municípios.
5 os Estados Membro da União não podem legislar sobre armas principalmente após o Estatuto do Desarmamento dado pela Lei 10.823/2003 que afasta de forma expressa a competência legislativa dos estados e dos municípios sobre a matéria. Assim como o STF que também já decidiu sobre o tema na ADI 7.571/ES, Rel. Min. Cristiano Zanin, julgado em 05/06/2024 (Info 1139) que argumenta que a competência material é exclusiva da União para autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico (art. 21, VI, CF/88). Além disso, ofende a competência privativa da União para legislar sobre o assunto (art. 22, XXI, CF/88)
6 é permitido aos municípios legislar sobre a instalação de hidrômetros individuais em edifícios ou condomínios de acordo com o art. 30, I e V, CF 88 que prevê que é de interesse público local o serviço e fornecimento de água a população local e a empresa prestadora do serviço o que configura uma relação de consumo amparada também pelo CDC.
7 de acordo com o art. 22, IX, CF88 compete privativamente à União legislar sobre trânsito e transporte. 
8 sim, a lei paulista é constitucional pois visa a suplementação da lei maior federal que é o CDC que tem como objetivo a proteção do consumidor. Bem como segundo o art. 24, VIII CF/88 que prevê que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
9 compete privativamente a União legislar sobre sistemas de consorcio e sorteios segundo o art. 22, XX segundo a CF88. Portanto todos os sistemas de sorteios são de matéria exclusiva da União não sendo permitido aos Estados membro, DF e municípios legislar sobre o tema. A ADI 2950 de agosto de 2003, julgada e aprovada por maioria em 2007 fundamentada inclusive pelo verbete nº 2 da Súmula Vinculante do STF que prevê que: “é inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias”.
10 A lei municipal é inconstitucional, principalmente porque o art. 48, XIII, CF/88 deixa expresso que compete ao Congresso Nacional legislar sobre matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações, afastando a possibilidade de que a lei municipal seja válida.
11 segundo o art. 24, CF88 Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico e XI - procedimentos em matéria processual. Portanto é constitucional que em nome da segurança se um Estado vivencia sérios problemas de segurança pública, sendo frequentes as fugas dos presos transportados para participar de atos processuais realizados no âmbito do Poder Judiciário. Os atos processuais estão previstos no inciso XI do art. 24 de forma concorrente legislativo entre União e estado membro o remédio encontrado pelo Estado é válido e eficaz em nome da segurança pública.
12 o IPVA é um imposto de competência estadual podendo o mesmo legislar sobre isenções do mesmo. No entanto uma lei estadual não pode exigir que para tal isenção haja condições que constranjam o beneficiário como a obrigatoriedade de estar cooperado ou associado a alguma instituição violando a liberdade de associação prevista no art. 5º, CF88 e a liberdade sindical. Tal fundamento encontra-se validado pela ADI 5268, Relator(a): DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 08/08/2022, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 16-08-2022 PUBLIC 17-08-2022. 
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16 a melhor forma de resolver o conflito seria um trabalho conjunto entre a União e o Estado de Pernambuco pois de acordo com a CF88 o mar é um bem exclusivo da União em seu art 21, f, não podendo sua propriedade ser transmitida ao Estado. Por outro lado, quem mantem o funcionamento do porto é o Estado Pernambucano. No caso concreto o mais seguro seria delegar a gestão administrativa do Porto baseando-se no art 22, X, CF88. Assim a União manteria a regulação no que tange ao espaço marítimo e o Estado de Pernambuco iria fazer a regulamentação do funcionamento do porto.
17 A lei aprovada pelo estado do Rio de Janeiro é inconstitucional em seu art. 6º, caput, pois regula matéria de direito civil que é de competência privativa do poder legislativo da União segundo o art. 22, I da CF88.

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