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FERIDAS E CURATIVOS Tipos de feridas Processo de cicatrização Tipos de cicatrização Tipos de tecidos Tipos de Secreções Cuidados com a pele perilesão Tipos de curativos LPP INTRODUÇÃO Ferida é qualquer interrupção na continuidade da pele que afete sua integridade. É definida como uma deformidade ou lesão, que pode ser superficial ou profunda, fechada ou aberta, simples ou complexa, aguda ou crônica.¹ O tempo para a reparação da ferida (cicatrização) e as complicações, principalmente infecciosas, bem como sua gravidade e extensão, etiologia e condições clínicas do paciente são fatores determinantes para a cronicidade e complexidade. Feridas simples respondem rapidamente ao tratamento padrão, entretanto, feridas complexas necessitam orientação especializada para um tratamento efetivo.² Oliveira, 20191. Sobest, 20212. IATROGÊNICAS LESA� O POR PRESSA� O Resultante de procedimentos TIPOS DE FERIDAS PATOLÓGICAS Resultante de doenças ou condições de saúde CIRÚGICAS TRAUMÁTICAS Resultante de traumas, acidentes ou violência Resultante de incisão Exemplo: Mucosite devido a radioterapia Exemplo: Úlcera venosa. PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO 1. Fase Inflamatória Inicialmente, após a HEMOSTASIA, inicia-se a fase inflamatória, que geralmente dura entre três a cinco dias. Durante esse período, o corpo responde ao trauma cirúrgico com inflamação, que é uma parte natural do processo de cicatrização. Nessa fase, o corpo envia células sanguíneas e substâncias químicas para a área afetada, a fim de prevenir infecções e iniciar a reparação dos tecidos. Como resultado, os pacientes podem ter inchaço, vermelhidão e dor. Entretanto, essas reações são normais e indicam que o corpo está trabalhando para curar- se. PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO 2. Fase Proliferativa Ocorre geralmente entre o terceiro e o quinzeno dia pós-operatório. Durante essa fase, novos tecidos começam a se formar. O colágeno, uma proteína essencial para a cicatrização, é produzido em abundância, proporcionando força e suporte à nova pele. Além disso, os vasos sanguíneos começam a se reorganizar, garantindo que a área tratada receba oxigênio e nutrientes necessários para a recuperação. Neste estágio, é vital que os pacientes sigam as orientações médicas, pois cuidados inadequados podem comprometer a qualidade da cicatriz. PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO 3. Fase de Maturação Finalmente, a fase de maturação, que pode durar de meses a até anos, é a última etapa do processo de cicatrização. Nessa fase, o colágeno continua a se remodelar e a cicatriz se torna gradualmente mais fina e menos visível. É importante ressaltar que, durante essa fase, a cicatriz pode inicialmente parecer vermelha ou elevada, mas isso é parte do processo normal de cicatrização. Com o tempo, a cor da cicatriz se suaviza e sua textura melhora. Portanto, paciência e cuidados contínuos são essenciais para garantir resultados satisfatórios. INTRODUÇÃO - Tecidos da ferida NECROSE DE COAGULAÇÃO: Causada pela redução total ou parcial do fluxo sanguíneo para o local. Tecido se apresenta escurecido, opaco e seco.³ INTRODUÇÃO - Tecidos da ferida NECROSE LIQUEFATIVA: Tecido amolecido e desvitalizado, de cor branco-amarelada, associado à infecção bacteriana e frequentemente aderido ao leito da lesão.³ INTRODUÇÃO - Tecidos da ferida ESFACELOS: O esfacelo é um tecido necrótico, geralmente, composto por células mortas e fluidos corporais que se acumulam na ferida. Essa formação ocorre principalmente durante a fase inflamatória da cicatrização.³ INTRODUÇÃO - Tecidos da ferida BIOFILME: Agregados bacterianos, microorganismos incorporados em uma barreira fina e pequena de açúcares e proteínas. O biofilme pode formar em uma ferida em cerca de 24 horas. ⁴ INTRODUÇÃO - Tecidos da ferida GRANULAÇÃO: Aparência rósea, lisa e granular e se caracteriza pela formação de pequenos novos vasos sanguíneos e multiplicação de fibroblastos (responsáveis pela produção de colágeno). ⁵ INTRODUÇÃO - Tecidos da ferida EPITELIZAÇÃO: Presente na fase final do processo de cicatrização. Tem coloração rosada e, geralmente, surge nas bordas da lesão e se desenvolve para o centro.⁵ TIPOS DE EXSUDATOS INTEGRIDADE DA PELE DE ÁREA PERILESIONAL TIPOS DE CURATIVOS ESTUDO DE CASO FERIDA TRAUMÁTICA CRÔNICA *11/09/2024. Pelo pronto atendimento – Convênios. Região femoral anterior MID MIE Região do trocanter ascendente para femoral anterior EVOLUÇÃO 20/09/2024 ANTES DEPOIS MID MIE Desbridamento instrumental - técnica Cover EVOLUÇÃO 26/09/2024 ANTE S DEPOIS MID MIE Desbridamento instrumental + autolítico EVOLUÇÃO 03/10/2024 MID MIE EVOLUÇÃO 09/10/2024 MID MIE EVOLUÇÃO 15/10/2024 MID MIE EVOLUÇÃO 23/10/2024 MID MIE EVOLUÇÃO 29/10/2024 MID MIE EVOLUÇÃO 06/11/2024 MID MIE EVOLUÇÃO 12/11/2024 MID MIE EVOLUÇÃO 19/11/2024 MID MIE CRONOLOGIA DA LESÃO - MID CRONOLOGIA DA LESÃO - MIE LESÃO POR PRESSÃO Úlcera por Pressão ou Lesão por Pressão? Afinal, qual a nomenclatura correta? A partir, de 2016, novas diretrizes para os cuidados em lesão por pressão trouxe a nova definição: “Lesão por Pressão ou LP“ Portanto, o novo termo, substitui Úlcera por Pressão. Isso porque o termo Lesão descreve de um modo mais preciso o quadro clínico do paciente, tanto na pele intacta quando na pele ulcerada. É uma lesão localizada em seja na pele ou em estruturas anatômicas abaixo da pele. Pode ou não ocorrer em área de proeminência óssea. Sua fisiopatologia está relacionada diretamente da pressão isolada ou combinada com as forças de fricção e cisalhamento. LESÃO POR PRESSÃO PRESSÃO, FRICÇÃO E CISALHAMENTO FA TO R ES D E R IS C O ESTÁGIOS DA LP PREVENÇÃO Cuidando da pele: Identificar sinais precoces de lesões causadas por pressão. Utilizar Ácidos Graxos Essenciais (AGE), cremes de barreiras, filmes transparentes para proteção da pele. Identificar sinais de ressecamento, rachaduras, eritema, maceração, fragilidade, calor e enduração. Uso de creme de barreira e sonda retal (se necessário para desvio de efluente) Hidratar pele PREVENÇÃO PREVENÇÃO Reduzindo a umidade: Identificar e tratar causas de umidades. Realizar higiene íntima após cada troca de fralda. Incentivar o uso de comadre e dispositivos urinários, mantendo as roupas de cama sempre secas. PREVENÇÃO Avaliando a Pressão: Realizar mudanças de decúbito a cada 2-3 horas. Utilizar dispositivos de alívio de pressão tais como: colchões especiais (colchão pneumático), travesseiros, almofadas de gel. Aumentar a superfície de apoio na região onde está sendo exercida a pressão. Proteger calcâneo manter os membros inferiores aquecidos. Necessidade de elevação dos MMII (descompressão dos calcâneos Não utilizar almofadas tipo “donut” com furo no meio Realizar a elevação do calcâneo, não usar luvas com água para apoiar os calcâneos Atenção: não massagear as áreas proeminências ósseas e hiperemiadas. PREVENÇÃO 8 6 4 12 10 DECÚBITO LATERAL DIREITO DECÚBITO DORSAL 2 DECÚBITO LATERAL ESQUERDO DECÚBITO DORSAL DECÚBITO LATERAL DIREITO DECÚBITO LATERAL ESQUERDO PREVENÇÃO Reduzindo a fricção e cisalhamento: Realizar transferências e movimentações do cliente com o auxílio de coxins e apoios. Posicionar o paciente no leito de forma correta. Estimulando a Movimentação OBRIGADA