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Como sabemos, o transporte é responsável (em média) por 1 a 2 terços dos custos logísticos totais, sendo, portanto, uma grande preocupação para as empresas. Nesse cenário, estabelecer uma roteirização que seja eficiente e que leve em consideração todas as variáveis do percurso, é um caminho virtuoso para conseguir uma maior produtividade e consequentemente menores custos com transporte. Imagine que você aluna, na situação de um especialista de transporte, precise elaborar as "linhas gerais" de como deve ser planejada a roteirização de determinada empresa. Agora, responda: quais são as principais variáveis e por que devem ser levadas em consideração quando se planeja uma rota de transportes? Para responder a esse questionamento, revise os principais pontos abordados na unidade e pesquise sobre o tema em outras fontes. RESPOSTA: O planejamento de rotas de transporte é uma atividade estratégica fundamental dentro da gestão logística, especialmente considerando que o transporte pode representar de 1 a 2 terços dos custos logísticos totais. Uma roteirização eficiente não apenas reduz custos operacionais, como também contribui para a melhoria do nível de serviço ao cliente, maior previsibilidade das entregas e otimização do uso dos recursos disponíveis. Para que esse planejamento seja eficaz, é necessário considerar uma série de variáveis logísticas, operacionais e estruturais. Entre os principais fatores estão: As condições do trânsito e do pavimento das vias utilizadas; A distância total a ser percorrida entre os pontos de coleta e entrega; A existência de pedágios, restrições de tráfego (como zonas de restrição de circulação de caminhões em áreas urbanas), limites de altura, peso e largura de veículos em determinadas vias; O tempo estimado de deslocamento, considerando tanto a ida quanto a volta; A capacidade dos veículos, bem como a compatibilidade entre o tipo de carga e o modal utilizado; A jornada de trabalho dos motoristas, respeitando as normas legais de descanso e os limites máximos de horas dirigidas por dia; A quantidade de turnos operacionais disponíveis por dia e a frequência das entregas; O volume e tipo de carga a ser transportada (perecível, perigosa, frágil, etc.), além da carga mensal prevista. Além dessas variáveis, é essencial compreender a rede logística da empresa, por meio da identificação dos nós de transporte – ou seja, os pontos - chave de coleta, armazenagem, transferência ou entrega. Mapear corretamente esses nós permite visualizar o fluxo de mercadorias e tomar decisões mais assertivas sobre rotas prioritárias, alternativas viáveis e eventuais gargalos logísticos. Uma prática bastante utilizada para otimizar as rotas e reduzir o número de viagens é o Milk Run, um sistema de coleta e entrega no qual um mesmo veículo percorre múltiplos pontos de coleta (ou entrega) em um único trajeto, reduzindo o tempo ocioso, aumentando a ocupação dos veículos e minimizando o custo por quilômetro rodado. Essa estratégia é particularmente eficaz em ambientes industriais com fornecimento Just in Time, onde há necessidade de abastecimento constante e frequente. Com a evolução da tecnologia, a roteirização passou a contar com ferramentas de sistemas de gestão de transporte (TMS) e softwares com inteligência artificial e algoritmos de otimização, que consideram múltiplas variáveis em tempo real para sugerir as melhores rotas. A utilização de Big Data, geolocalização, análise preditiva e integração com sistemas de telemetria veicular permite que decisões de roteirização sejam mais rápidas, precisas e ajustadas a eventos imprevistos, como acidentes ou mudanças climáticas.