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Avaliação Final (Discursiva) - Individual

Prova discursiva (gabarito) com questões sobre atuação do fisioterapeuta perito em equipe multidisciplinar e aplicação da ETCC; inclui respostas esperadas, resposta do aluno e retorno da correção.

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Prova Impressa
GABARITO | Avaliação Final (Discursiva) - Individual
(Cod.:1023114)
Peso da Avaliação 2,00
Prova 94321813
Qtd. de Questões 2
Nota 9,50
A perícia é o ato de analisar fatos, sendo baseada em conhecimentos científicos e específicos da área, 
relativos a cada profissão, que apresentam por objetivo analisar a causa, levando a uma prova jurídica. 
A perícia médica é amplamente conhecida, porém o fisioterapeuta perito foi reconhecido muito tempo 
depois.
Disserte sobre a importância de um fisioterapeuta perito na equipe multidisciplinar. 
Resposta esperada
Uma das razões de se ter uma equipe multidisciplinar é que em conjunto pode-se comprovar não
só fatores externos, mas também fatores internos que agravavam problemas físicos, como
pressão psicológica no ambiente de trabalho, transporte de equipamentos para atender pré-
requisitos em um ambiente onde faltam princípios ergonômicos. Nesse sentido, o profissional de
fisioterapia é um especialista em movimento humano, seja nas alterações patológicas, cinético-
funcionais ou nas suas repercussões psíquicas e orgânicas. O profissional, de ensino superior, tem
total embasamento para a realização de laudos e ser praticante na perícia, podendo ser uma peça
fundamental nessa área.
Minha resposta
A inclusão de fisioterapeutas como peritos em equipes multidisciplinares, representa uma
evolução significativa no reconhecimento da importância da fisioterapia em diversos contextos,
incluindo o jurídico. Sua atuação é essencial para garantir uma avaliação abrangente,
considerando não apenas fatores externos, mas também aspectos internos que podem agravar
problemas físicos; como a pressão psicológica no ambiente de trabalho, a necessidade de
transporte de equipamentos e a ausência de princípios ergonômicos impactam diretamente a
saúde do trabalhador. Por isso, que o fisioterapeuta perito contribui de forma eficaz para a
equipe, aplicando seu conhecimento na avaliação de disfunções do movimento, limitações
funcionais e incapacidades que podem interferir na rotina dos indivíduos. Sua competência em
avaliação funcional permite analisar de maneira detalhada a funcionalidade física dos pacientes,
identificando limitações decorrentes de lesões, doenças ou condições médicas. Além disso, ele é
capaz de interpretar e comunicar de forma clara os resultados clínicos, fornecendo informações
cruciais sobre o impacto funcional das condições avaliadas. Diferentemente da perícia médica,
que foca no diagnóstico e prognóstico das doenças, a perícia fisioterapêutica se concentra na
avaliação funcional do indivíduo, analisando sua capacidade de realização de atividades diárias e
laborais. Desta forma, o fisioterapeuta perito pode identificar o impacto dos dados específicos na
vida do paciente e auxiliar na definição de adaptações, compensações ou benefícios
previdenciários e judiciais. Além de fornecer avaliações e pareceres técnicos, o fisioterapeuta
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perito desempenha um papel fundamental na educação e esclarecimento das partes envolvidas no
processo legal. Sua presença fortalece a tomada de decisões ao oferecer uma visão especializada
sobre reabilitação e prevenção de agravos, colaborando com médicos, psicólogos e assistentes
sociais. Dessa forma, sua atuação contribui para garantir que as decisões sejam justas, baseadas
em critérios científicos sólidos e fundamentadas em evidências, promovendo a equidade no
sistema legal e assegurando que os indivíduos recebam o suporte necessário para sua recuperação
e reintegração social e profissional.
Retorno da correção
Acadêmico, sua resposta apresentou argumentos trazendo alguns elementos fundamentais da
disciplina.
Ao escrever um texto dissertativo é preciso inferir, interpretar, sintetizar, e não se trata apenas de
transcrever as palavras.
Esta orientação é para que nas próximas avaliações você responda à questão com construção
própria. Bons Estudos!
A ETCC é uma técnica de estimulação cerebral não invasiva que utiliza corrente contínua de baixa 
intensidade aplicada com eletrodos no couro cabeludo, sendo capaz de modular a excitabilidade 
cerebral. O procedimento foi desenvolvido inicialmente para ajudar pacientes com lesões cerebrais, 
como derrames. Testes em adultos saudáveis demonstraram que a técnica pode aumentar a 
performance cognitiva em diversas tarefas, dependendo da área do cérebro que é estimulada. A ETCC 
tem sido utilizada para aumentar as habilidades linguísticas e matemáticas, a atenção, a resolução de 
problemas, a memória e a coordenação.
Disserte sobre a aplicação da ETCC em um paciente e seus efeitos neurofisiológicos. 
Resposta esperada
A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) é uma técnica de Neuromodulação
indolor e não invasiva, que usa corrente elétrica de baixa intensidade para estimular ou inibir
células nervosas, a fim de promover a normalização da atividade cerebral e, dessa forma,
amenizar os sintomas de algumas disfunções. Quando a ETCC é usada no tratamento da dor
crônica, pode se utilizar o córtex motor estimulando o hemisfério contralateral ao lado afetado,
caso seja bilateral, estimula-se o hemisfério dominante. No entanto, se a dor está associada a
componentes afetivos-emocionais importantes deve-se estimular o córtex pré-frontal esquerdo,
como no caso da fibromialgia.
Minha resposta
A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) é uma técnica de neuromodulação
não invasiva que tem se mostrado eficaz no tratamento de diversas condições neurológicas e
neuropsiquiátricas. Seu princípio de funcionamento baseia-se na aplicação de uma corrente
elétrica de baixa intensidade através do couro cabeludo, modulando a excitabilidade cortical e
promovendo efeitos terapêuticos duradouros. A ETCC pode ser utilizada por fisioterapeutas para
o manejo da dor neuropática e nociceptiva, auxiliando também na recuperação de pacientes com
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sequelas de acidente vascular encefálico (AVE), doenças neuromusculares e desordens do
movimento, além de contribuir para a melhora dos sintomas motores da Doença de Parkinson.
Seu mecanismo de ação envolve a indução de mudanças no potencial de membrana dos
neurônios, influenciando a plasticidade sináptica e a transmissão de sinais dentro do sistema
nervoso central. Do ponto de vista neurofisiológico, a ETCC pode atuar de maneira anódica,
aumentando a excitabilidade neuronal, ou catódica, reduzindo essa excitabilidade. A estimulação
anódica favorece a despolarização dos neurônios, promovendo maior ativação cortical, enquanto
a estimulação catódica induz a hiperpolarização, reduzindo a atividade da área estimulada. Esse
efeito polaridade-dependente permite que a técnica seja ajustada conforme o objetivo terapêutico
desejado. Estudos indicam que a ETCC promove efeitos duradouros na plasticidade neural por
meio da modulação de canais iônicos e da regulação de neurotransmissores como o glutamato e o
ácido gama-aminobutírico (GABA). A ativação dos receptores NMDA (N-metil-D-aspartato)
desempenha um papel fundamental na neuroplasticidade, favorecendo processos de
potencialização a longo prazo (LTP) e depressão a longo prazo (LTD). Essas alterações são
cruciais para a recuperação motora em pacientes pós-AVE e para a melhora da dor crônica. A
neuromatrix da dor, que compreende estruturas como o córtex sensorial primário (S1), o córtex
motor primário (M1) e o córtex pré-frontal dorsolateral (CPFDL), é um dos principais alvos da
ETCC no tratamento da dor. A estimulação dessas áreas promove mudanças na conectividade
funcional com o tálamo, ínsula e substância cinzenta periaquedutal, modulando a percepção e
resposta à dor. Dessa forma, a ETCC representa uma alternativa eficaz e de baixo custo para o
manejo da dor crônica, comparável ou superior a outras técnicas de neuromodulação. Por ser
uma técnica segura e de fácil aplicação, a ETCC continua a ser amplamente estudada e
implementada na prática clínica. Seus efeitos benéficos na recuperação motora, no alívio da dor e
na modulação da excitabilidadecortical reforçam seu potencial como uma ferramenta valiosa
dentro da fisioterapia e da reabilitação neurológica.
Retorno da correção
Parabéns, acadêmico, sua resposta atingiu os objetivos da questão e você contemplou o esperado,
demonstrando a competência da análise e síntese do assunto abordado, apresentando excelentes
argumentos próprios, com base nos materiais disponibilizados.
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