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DIREITO INTERNACIONAL FONTES Fontes materiais – Decisões judiciarias e doutrinas de juristas renomados. (Estatuto da Corte Internacional de Justiça - Artigo 38) Fontes formais – Questões racionais, baseadas em fundamentos sociológicos, como base política, econômica, cultural... (Estatuto da Corte Internacional de Justiça – alíneas do artigo 38) CORRENTES Direito internacional tem hierarquia de fontes – a fonte principal deve ser o tratado, costume e princípios gerias (fontes formais) e secundariamente as decisões judiciais internacionais e as doutrinas (fontes materiais) e fonte sobressalente, ou indiretas, valendo-se da equidade (item 2 do artigo 38) Não há hierarquia das fontes – Primeiramente sempre o tratado que regulamenta por serem signatários. Entretanto, qualquer fonte pode ser utilizada concomitantemente, onde todas são fontes do direito internacional e sem que uma se sobressaia em relação as demais. Todo direito público solucionaria qualquer questão. Assim, hoje, não há corrente majoritária ou minoritária. Hoje é mais tendencioso que não há mais hierarquia entre as fontes. CODIFICAÇÃO DO DIP. Nada mais é que costume. Deve ter o uso e costumes. O costume no direito é um conjunto de práticas, comportamentos e hábitos que são considerados obrigatórios e seguidos por um grupo de pessoas em uma sociedade. A jurisprudência não tem tanta força no direito internacional, uma vez cada tribunal define de acordo com seus próprios julgados, o que é insuficiente para dirimir conflitos com outros Estados. O Estado sempre será o maior sujeito do direito internacional público. Do Estado é ilimitado a capacidade. Das organizações são limitadas as capacidades. Direito dos tratados 7030, 2009 até artigo 26. No direito internacional os Estados têm soberania relativa pq são iguais, com relações jurídicas pareadas. A soberania internacional corresponde a um poder independente, ou seja, o Estado soberano não pode sofrer qualquer subordinação por vontade de outros Estados, mas pode autolimitar a sua própria autoridade. Características do Estado moderno: Ordem administrativa jurídica, dotado de amparado com, autoridade legal sobre as pessoas que existem e atos praticados no seu território e legitimidade para emprego da força Resumindo, O Estado Moderno foi uma entidade política surgida na transição da Idade Média para a Idade Moderna, caracterizado por sua soberania, territorialidade, população permanente e monopólio do uso legítimo da força. Suas características incluem a institucionalização e a divisão de poderes. 1. **Monopólio do uso legítimo da força**: - Weber argumenta que o Estado é a única entidade que possui o direito de usar a força física de maneira legítima. Isso significa que, dentro de suas fronteiras, apenas o Estado pode empregar a força para manter a ordem, proteger seus cidadãos e garantir a aplicação das leis. Essa característica é fundamental para a manutenção da paz social e para a prevenção de conflitos, uma vez que evita que indivíduos ou grupos tomem a justiça em suas próprias mãos. 2. **Territorialidade**: - O conceito de territorialidade refere-se à delimitação geográfica onde o Estado exerce sua autoridade. O Estado Moderno possui fronteiras bem definidas, o que permite que ele controle e administre os recursos, a população e a segurança dentro desse espaço. A territorialidade é crucial para a formação da identidade nacional, pois os cidadãos se sentem parte de um território comum, com direitos e deveres específicos. 3. **Administração burocrática**: - A administração do Estado Moderno é caracterizada por uma estrutura burocrática, que é organizada, hierárquica e baseada em regras. Os funcionários públicos são especialistas em suas áreas e operam de acordo com procedimentos estabelecidos, o que garante eficiência e continuidade na administração pública. Essa burocracia é essencial para a implementação de políticas públicas e para a prestação de serviços à população, além de promover a imparcialidade na aplicação das leis. 4. **Soberania**: - A soberania é a capacidade do Estado de governar-se a si mesmo, sem interferência externa. Isso implica que o Estado tem o poder de criar e aplicar suas próprias leis, conduzir sua política externa e tomar decisões sobre questões internas. A soberania é reconhecida por outros Estados, o que permite que o Estado participe de relações internacionais e negociações. Essa característica é fundamental para a autonomia do Estado e para a sua legitimidade no cenário global. Essas características, conforme descritas por Weber, ajudam a entender como o Estado Moderno se diferencia de formas anteriores de organização política e como ele se estabelece como uma entidade central na vida social e política contemporânea. Características advinda com os direitos humanos de 1947: Independência, exercício do direito, igualdade jurídica e legitima defesa Dever do Estado a) Respeitar o direito de outro Estado b) Cumprir os tratados c) Nenhum Estado pode intervir no outro sem que o outro autorize ou solicite d) Não utilizar a força, exceto em legítima defesa e) Não permitir que se prepare revolta ou guerra civil contra outro Estado f) Respeitar os direitos do homem g) Evitar que no seu território sejam praticados atos contra a paz ou a ordem internacional h) Resolver os litígios que estiver envolvido por meios pacíficos i) Não utilizar da força como ameaça a integridade de outro Estado j) Não reconhecer a aquisição de território havido por descumprimento do item i k) Não utilizar da guerra como instrumento de política nacional l) Não auxiliar o Estado estiver descumprindo os itens da letra K e contra o estado que a Onu já esteja exercendo ação de política internacional m) Relacionar-se com a comunidade internacional com base no direito internacional Matéria para prova: Significado de alguns termos do artigo segundo do direito dos tratos 7030 Convenção de Viena de 69 (1ao 26 artigos) Princípios do direito internacional – artigo 4 Bases sociológicas do DIP Soberania dentro do universo internacional Declaração universal dos direitos humanos Legitima defesa Estatuo da corte internacional de justiça CIJ -artigo 38 V2 O ato de reconhecimento de Estado é um ato unilateral e irrevogável, discricionário que um Estado realiza para admitir a existência de um novo Estado: · O reconhecimento de Estado é um ato afirmativo que introduz um novo fato nas relações jurídicas internacionais. · O Estado que reconhece o novo Estado admite as consequências jurídicas do fato e considera o novo Estado como um sujeito com o qual pode manter relações jurídicas. · O reconhecimento de Estado é fundamental para que um novo Estado possa exercer as suas prerrogativas de personalidade jurídica internacional. · O reconhecimento de Estado pode ser explícito ou tácito. O reconhecimento explícito é feito por meio de uma declaração oficial de um órgão com autoridade, como uma nota diplomática. O reconhecimento tácito é feito por meio do estabelecimento de relações diplomáticas, como o envio de uma missão diplomática. O reconhecimento de Estado é um ato fundamental no processo de autodeterminação dos povos e nas relações jurídicas internacionais. A criação do Estado deve: · Deve ser um Estado Independente · Deve ser um Estado Autônomo · O governo deve estar cumprindo atos internacionais, idôneo, independente. · O Estado interessado deve estar determinado, com um território X, ainda que as fronteiras não estejam estabelecidas em totalidade. Após o reconhecimento dos requisitos e reconhecimento das suas características, torna-se ato perpétuo. A única forma de reversão deste reconhecimento é quando o Estado formado passa a depender de outro para sua manutenção, logo, caduca sua independência. Este governo para ser reconhecido deve cumprir alguns requisitos: · Efetividade – sem utilização da força Armanda, apenas o controle da população espontâneo com efetiva administração. · Cumprimento das obrigações internacionais – submetido as regras internacionais. ·Surgimento segundo as regras – ou seja, não pode ter outro Estado mantendo esse governo · Sistema democrático – sistema de eleição ampla e democrática. A responsabilidade civil objetiva é a obrigação de reparar danos causados a terceiros, mesmo que o responsável não tenha agido com culpa. A responsabilidade civil objetiva é baseada no risco da atividade desenvolvida, e não na culpa do agente. A imputação do dano ao responsável é feita com base no risco que ele criou, ou que acontece dentro da sua esfera de ação. A responsabilidade civil objetiva pode ser aplicada em diversas situações, como: · Atos de agentes públicos que resultam em danos a terceiros · Ocorrências no transporte de mercadorias, como um acidente com um carro da empresa · Incidentes em obras em vias públicas · Danos causados por bens de consumo · Danos causados pela poluição ambiental A responsabilidade civil objetiva é caracterizada pela demonstração de três requisitos: Conduta (ação ou omissão), Dano, Nexo de causalidade. A responsabilidade civil é diferente da responsabilidade civil subjetiva, que leva em consideração a culpa do indivíduo. Obrigação de reparar um dano causado a outro Estado, como regra geral. O Estado deve demonstrar a culpa daquele que alegar ter causado dano a si. Culpa subjetiva. Portanto, na ausência de lei expressa, a responsabilidade pelo ato ilícito será subjetiva, pois esta é a regra geral no direito brasileiro. As condições de verificação da responsabilidade do Estado são: · Violação de regra jurídica de caráter internacional – Ação ou omissão · Transgressão da regra que causa dano – Elemento Dano · Ofensa seja imputado ao Estado – Nexo causal Seis espécies de responsabilidade do Estado: · Direta – Ato ilício pelo órgão ou seus funcionários · Indireta – Quando cometido por uma coletividade · Comissiva – Ato ilícito resulta de uma ação · Omissiva – Deixa de praticar um ato que era obrigatório · Convencional – Violação de um tratado internacional · Delituosa – Violação de um costume internacional