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Semana 01
2024.1
1
SUMÁRIO
2024.1
CIRURGIA
APENDICITE AGUDA 3
CLÍNICA MÉDICA
TUBERCULOSE 8
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
VITALIDADE FETAL 12
PEDIATRIA
TRIAGENS NEONATAIS 22
PREVENTIVA
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 28
SEMANA 01
1
CIRURGIA
APENDICITE AGUDA
2
CIRURGIA
APENDICITE AGUDA 
Epidemiologia
• Causa mais comum de abdome agudo de cirúrgico
• Principal emergência cirúrgica
• > Comum entre 10 e 30 anos
• Obstrução intraluminal de apêndice, fecalito (11-52%) 
• Principal causa de abdome agudo não obstétrico na gestante
Fisiopatologia
• Obstrução da luz apendicular
• Aumento da pressão intraluminal + congestão venosa(edema)
• Isquemia + proliferação bacteriana
• Necrose e Abscesso
• Peritonite e perfuração
Sinais Clássicos
Sinal de Blumberg
Dor a descompressão a brusca na fossa ilíaca direita
Sinal de rovsing
Dor na fossa iliaca direita a compressão da fossa ilíaca esquerda
Sinal de Obturador
Dor a rotação interna da coxa direita flexionada 
Sinal de Iliopsoas
Em decúbito lateral esquerdo, dor à extensão + abdução do MID
Sinal de Dunphy
Dor à percussão abdominal ou ao tossir 
Sinal de Lapinsky
Dor à palpação com MID estendido e elevado 
Sinal de Lenander
Diferença de temperatura axilar e retal > 1oC 
Sinal de Ten Horn
Dor à tração suave do testiculo direito
Sinal de Aaron
Dor epigástrica à palpação da FID 
Sinal de Murphy
Som não timpânico à palpação da zona apendicular
Quadro Clínico
Dor epigástrica e periumbilical – migra para FID 
Sintomas associados: Anorexia, inapetência, náuseas, vômitos, disúria e febre
Dor pode ser em local diferente (por causa das variações anatômicas)
Idosos, diabéticos e gestantes podem fazer quadro
APENDICITE AGUDA 
3
CIRURGIA
Clínica atípico: Pode não ter dor (idoso), ter dor em cólica (gestante)
Diagnóstico é CLÍNICO
Escala de Alvarado:
Migração da dor (1 ponto)
Anorexia (1 ponto)
Náusea/Vômito (1 ponto)
Dor à palpação/DB em FID (2 ponto)
Dor à descompressão brusca (DB +) ( vale 1 pontos) 
Febre (1 ponto)
Leucocitose ( vale 2 pontos)
Desvio a esquerda (1 ponto)
Se 7 pontos: alta probabilidade
Exames de Imagem:
USG
Principalmente crianças e mulheres 
Achados:
Apêndice de diâmetro > 6mm
Espessura ou parede > 2mm
Aumento da ecogenicidade da parede 
Sinal em alvo
Apendicolito 
Líquido pericecal ou perivesical
Tomografia
Se dúvida diagnóstica e em paciente em que o USG não é efetivo ou não é indicado. ( não fazer em 
gestante) 
Achados
Apêndice de diâmetro > 6mm
Espessamento focal apical do ceco
Apendicolito
Líquido pericecal 
Borramento de gordura periapendicular
Adenopatia regional e abscesso.
APENDICITE AGUDA 
4
CIRURGIA
Diagnóstico Diferencial:
Doença inflamatória Pélvica: mulher sexualmente ativa, não usa preservativo e corrimento vaginal.
Gravidez Ectópica: mulher sexualmente ativa, não usa método contraceptivo e sangramento.
Torção de ovário.
Abscesso tubo-ovariano.
Pielonefrite: cistite prévia, giordano + e disúria.
Litíase renal: dor intensa que irradia para escroto/hipogastro, giordano + e hidronefrose.
Adenite mesentérica: dor abdominal com quadro de infecção de vias aéreas prévia, é o motivo de 
grande parte das laparotomias brancas.
Diverticulite de meckel: mais comum nas crianças ( sangramento)
Tumor: síndrome consumptiva.
Divertículo de Meckel: 
• Malformação congênita + comum TGI
• É um remanescente do ducto onfalomesentérico
• Divertículo verdadeiro da borda antimesentérica a 45- 60 cm da válvula ileocecal
• Normalmente assintomático
Complicações:
Criança: + comum sangramento retal
Adulto: + comum obstrução e inflamação
Tratamento: diverticulectomia ou ressecção do intestino e anastomose primária
A “regra dos dois” é usada para descrever a epidemiologia do divertículo de Meckel: ocorre 
em dois por cento (2%) da população com uma proporção de homens para mulheres de 2: 1, é 
encontrada a 2 feet (1 ft = 30,48 cm) da válvula ileocecal, envolve dois tipos de tecido (epitélio 
gástrico e intestinal) e tem duas polegadas de comprimento. E, aproximadamente 2% dos indivíduos 
com divertículo de Meckel, desenvolvem uma complicação ao longo de suas vidas.
Conduta na Apendicite Aguda
1) Prescrição
Jejum
Soro de manutenção Sintomáticos
Antibiótico*
Se fase flegmatoso ou supurado: cefazolina apenas na indução como profilaxia 
antibiótica
Se complicação ( gangrena ou perfuração): ceftriaxona + metronidazol como antibioticoterapia
2) Cirurgia
Apendicectomia aberta ou videolaparoscópica ( preferível)
APENDICITE AGUDA 
5
CIRURGIA
Apendicectomia de Intervalo
História arrastada, massa palpável e paciente grave ?
Suspeitar de apendicite complicada:
Se sepse: cirurgia
Se estável: Fazer TC + Exames Laboratoriais
Se complicado e condições
Avaliar apendicectomia de intervalo, pois normalmente cirurgia na urgência em apendicite 
complicada acaba evoluindo frequentemente com coletoria direita e frequentemente associado 
a neoplasia.
Se coleção menor que 4 cm.
1. Antibiótico por 14 dias
2. Colonoscopia eletiva se > 40 anos
3. Cirurgia Eletiva
Se coleção > 4cm
Fazer drenagem percutânea da coleção.
6
CLÍNICA MÉDICA
TUBERCULOSE
TUBERCULOSE
7
CLÍNICA MÉDICA
DIAGNÓSTICO
2 DE 3 CRITÉRIOS
Tosse > = 3 semanas ( No Brasil primeira hipótese diagnóstica) Febre
Perda ponderal / Sudorese
RX DE TÓRAX
Imagem mostrada sinais: tuberculose com cavitação em ápice em região superior.
Sinais sugestivos de tuberculose ativa:
• Cavidades de paredes espessas
• Nódulos
• Nódulos centrolobulares de distribuição segmentar;
• Nódulo centrolobulares confluentes
• Consolidações
• Espessamento de paredes brônquicas;
• Aspecto de “árvore brônquicas”
• Aspecto de “árvore em brotamento”
• Massas
• Bronquiectasias
Sinais sugestivos de sequela de tuberculose:
• Bandas
• Nódulos calcificados
• Cavidades de paredes finas
• Bronquiectasias de tração
• Espessamento pleural;
Escarro
• Baciloscopia BAAR pelo Ziehl-Nielsen
• Pelo menos 2 amostras para garantir o diagnóstico
• Cultura em casos duvidosos
• Teste Rápido -> Teste de Escolha atualmente;
TRATAMENTO:
Pulmonar:
RIPE por 6 meses
• 2 primeiros meses : RIPE
• 4 meses seguintes : RI
Meníngea ou Osteoarticular
• Corticoide 1-3 Meses
• RIPE por 12 meses
TUBERCULOSE
8 9
CLÍNICA MÉDICA
• 2 primeiros meses
• RIPE 10 meses seguintes RI
DOSES:
• RIFAMPICINA : 600 mg
• ISONIAZIDA: 300 mg
• PIRAZINAMIDA: 1600 mg
• ETAMBUTOL : 1100 mg
EFEITOS ADVERSOS:
• INTOLER NCIA GÁSTRICA
• HEPATOTOXICIDADE (R/I/P)
• SUOR LARANJA E ALERGIA (R)
• NEUROPATIA PERIFÉRICA (I)
• HIPERURICEMIA (P)
• NEURITE ÓPTICA (E)
CONTROLE:
• Tratar bacilíferos - Principal método de controle
• Vacina de BCG : Lembrar que ela não impede de ter a TB más im-
pede as formas graves.
• Avaliar contactantes por meio de convocação, lembrar da Prova tu-
berculínica PPD. Avaliamos o tamanho do enduramento.
• Retorno mensal com baciloscopia mensalmente; Todo paciente deve ser tratado com TDO 
podendo ser observado por qualquer pessoa da Equipe da saúde da família;
TUBERCULOSE
9
CLÍNICA MÉDICA
TRATAMENTO DE TUBERCULOSE LATENTE:
ISONIAZIDA
• 5 a 10 mg/kg ATÉ A DOSE MÁXIMA DE 300 mg/dia em tomada única
diária;
• POR 6 MESES (6H) OU 9 MESES (9H);
RIFAMPICINA
• 10 mg/kg, até a dose máxima de 600 mg/dia
• POR 4 MESES (4R)
RIFAPENTINA associada á Isoniazida
• Isoniziada : 900 mg/semana + Rifapentina: 900mg/semana
• POR 3 MESES ( 3HP) 
10
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
VITALIDADE FETAL
2
REVALIDA 2011
EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO
D E D I P L O M A S M É D I C O S
EXAME NACIONAL DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMAS MÉDICOS EXPEDIDOS POR INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ESTRANGEIRAS
QUESTÃO 2
Gestante, com 18 anos de idade, negra, G1P0A0, com 36 semanas e um dia de gestação, de acordo com exame 
ecográfi co de primeiro trimestre e tempo de amenorreia, procura o Pronto-Atendimento Obstétrico queixando-se de 
cefaleia intensa, de início súbito há mais ou menos duas horas. Relata epigastralgia com início aproximado de meia 
hora e informa estarem seguimento no Ambulatório de Gestação de Alto Risco. Sua última consulta ocorreu há uma 
semana. Informa fazer uso de Alfa-Metil-Dopa 250mg, de 6/6h associada a Nifedipina 10 mg, ambos por via oral, de 
12/12h. Os exames realizados após a última consulta mostram:
Hemograma (Hb = 12,2 g/dL; Ht = 32 %; leucócitos = 12.200 /mm³; plaquetas = 98.000 /mm³); proteinúria de 24h =1,2 g; 
creatinina sérica = 1,5 mg/dL, ácido úrico sérico= 7,0 mg/dl, AST = 200 U/L, ALT = 350 U/L, Exame ultrassonográfi co 
com biometria fetal compatível para 33 semanas, oligoâmnio acentuado, exame dopplervelocimétrico sem alterações 
na artéria umbilical e cerebral média do feto.
Ao exame: Pressão arterial = 160 x 120 mmHg, pulso=85 bpm; altura uterina = 30 cm; Batimentos cardíacos fetais= 
170 bpm; dinâmica uterina = ausente; Toque vaginal = colo fechado, grosso, posterior; edema em MMII ++++/4+; 
ausculta cardíaca e ausculta pulmonar sem alterações.
Parte I - Com base no quadro clínico-obstétrico, exame físico da mãe e exames complementares apresentados, 
descreva
a) duas suspeitas diagnósticas:
1 -
2 -
b) três informações que justifi quem corretamente a principal suspeita diagnóstica para esse quadro clínico:
1 -
2 -
3 -
c) duas medidas imediatas a serem tomadas pelo médico em relação à paciente ainda na sala de Pronto-Atendimento 
Obstétrico:
1 -
2 -
Parte II - Após as medidas iniciais de assistência à paciente, realizou-se exame de Cardiotocografi a, reproduzida 
à seguir:
d) descreva o observado no traçado cardiotocográfi co representado.
Parte III - Com base nos dados apresentados, estabeleça a conduta defi nitiva para o caso:
e) de forma justifi cada, se há necessidade de internação da gestante.
f) qual é a conduta a ser tomada.
VITALIDADE FETAL
11
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
CARDIOTOCOGRAFIA, PERFIL BIOFÍSICO FETAL, DOPPLER
Introdução
São exames que avaliam o bem estar fetal intra útero, seja antes ou após o trabalho de parto.
Cardiotocografia
Características
É um registro gráfico dos batimentos cardíacos fetais (BCF) obtido através de um eletrodo que 
capta o BCF e outro que registra as contrações uterinas, sendo capaz de avaliar alterações agudas 
fetais.
Consegue analisar o efeito da hipoxemia no sistema nervoso fetal, que altera a frequência cardíaca 
fetal, podendo ser aplicada no período ante e intraparto
É um método simples e não invasivo.
Exige maturidade cardíaca e neurológica fetal - não é usado em todas as idades gestacionais → a 
partir da viabilidade fetal. 
O maior problema na cardiotocografia são os falsos positivos, por isso não é recomendado para 
gestações de baixo risco, por aumentar procedimentos e cesáreas indesejadas. 
No Anteparto:
Non stress test 
Avaliamos em repouso
Parâmetros
• Linha de base 
• Acelerações transitórias 
• Desacelerações 
• Variabilidade 
Em gemelares, o ideal é ser feita em dois fetos simultaneamente 
Linha de base: 
É a média aproximada dos valores de FC fetal - é necessário ter pelo menos 10 minutos, excluindo 
acelerações e desacelerações 
• Normal - 110 e 160 bpm
• Taquicardia - acima de 160 bpm 
• Causas podem ser hipertermia materna, corioamnionite, drogas parassimpáticas 
(atropina), uterolíticos (terbutalina), excesso de movimentação fetal, taquiarritmia 
(geralmente fica acima de 200 bpm)
• Uma das principais causas é hipóxia fetal crônica → estímulo de FC fetal através do 
SNC
• Bradicardia - abaixo de 110 bpm
VITALIDADE FETAL
12
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
• Causas: pós-datismo (acima de 40 semanas), uso de betabloqueadores (pode passar a 
barreira placentária), bloqueio atrioventricular (fica bem baixa - cerca de 50-60 bpm), 
casos finais de sofrimento fetal.
Variabilidade: 
Oscilação da frequência cardíaca fetal em relação à linha de base
• Regulação pelo nó sinoatrial
• Excluímos acelerações e desacelerações para analisar a variabilidade da linha de base
• Interação entre SNA simpático e parassimpático
• Normal: os dois sistemas estão íntegros, com menor chance de hipóxia
Classificação
• Ausente: indetectável → patológica. Hipoxia grave ou sono muito profundo. 
• Mínima: menor ou igual a 5 bpm
• Moderada: 6-25 bpm
• Aumentada: acima de 25 bpm - não é tão patológica. Pode ser sinal de aumento de 
movimentação fetal. (Excesso de movimentação fetal - vigília, uso de drogas estimulantes, 
hipoglicemia, aumento de catecolaminas circulantes) 
• Padrão sinusoidal: monótono, ritmo fixo e regular → sofrimento fetal, duração maior de 20 
min
 
Causas:
• Reduzida: hipóxia fetal, sono fisiológico fetal (tentamos estimulá-lo), drogas (barbitúricos e 
opióides), imaturidade do SNA parassimpático - prematuridade extrema.
• Aumentada: movimentação fetal excessiva, hipoxemia aguda (se o feto não se movimenta
• Sinusoidal: formato de sino, 5-15 bpm, traçado mais raro por ser típico de fetos hidrópicos, 
aloimunização grave ou anemia fetal 
• Aloimunização é a formação de anticorpos quando há a exposição do indivíduo 
a antígenos não próprios, como ocorre, por exemplo, na transfusão de sangue 
incompatível e nas gestantes, cujos fetos expressam em suas células sanguíneas 
antígenos exclusivamente de origem paterna
• Hidropsia: acúmulo de líquido no feto - devido à diferença de fator RH
Aceleração transitória: 
Ascensão abrupta da frequência cardíaca fetal em relação à linha de base
• Parâmetro que indica boa vitalidade fetal quando presente - ativo 
• A importância está na ausência ou presença de aceleração
• Desencadeado por movimentação fetal ou por contração uterina
• Via aferente e eferente do SNC funcionando adequadamente
VITALIDADE FETAL
13
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
• Maior ou igual a 32 semanas: aumento de FCF de 15 bpm por pelo menos 15 seg e no máximo 
2 min - 15/15
• Menor que 32 semanas: aumento de FCF 10 bpm por pelo menos 10 seg e um tempo máximo 
de 2 min - 10/10
• Não tem maturidade suficiente 
• Prolongada: maior que 2 minutos e menor que 10 minutos 
• Mais que 10 min, há alteração da linha de base - troca da linha de base
Desaceleração:
Quedas abruptas e transitórias da FCF
• Geralmente são desencadeadas por contrações uterinas - no período intraparto
• Contrações de braxton hicks não apresentam desacelerações porque não são intensas - 
menos intensas e sem tríplice gradiente descendente 
• Contração uterina → redução do fluxo sanguíneo → menor PO2 → restrição de O2 → 
redução da FCF em relação `linha base
• Decalagem: início da contração e início da desaceleração → tempo para queda da PO2 fetal. 
• Contração uterina interrompe o fluxo sanguíneo 
• Artéria ilíaca interna → artéria uterina → artérias espiraladas → placenta (espaço 
interviloso, que atua como um tampão, uma reserva de O2).
• Classificação:
• Precoce - DIP I: secundária à compressão do polo cefálico quando há contração.
• Simétrica, gradual
• Aumento da pressão intracraniana → redução do fluxo cerebral → redução de 
pO2 → estímulo ao centro vagal no assoalho do IV ventrículo → redução da 
FCF. 
• Pode acontecer na bolsa rota, no período expulsivo, ou no oligoâmnio extremo. 
• Não tem relação com hipóxia ou acidose fetal - é fisiológica quando está 
em trabalho de parto com as membranas rotas → fora disso é considerado 
patológico 
• decalagem menor que 15 seg
• Nadir da desaceleração = pico de contração 
• Duração maior ou igual a 30 seg
• Tardia - DIP II:
VITALIDADE FETAL
14
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
• Descompasso - primeiro a contração e depois a desaceleração. O nadir não 
bate com o pico da contração - o nadir é após o pico. 
• Gradual - maior ou = 30 seg
• Pode ser pontual, isolada - problema se é de repetição 
• Associada à hipoxemia fetal - pontual, acidose, maior morbidade e mortalidade 
fetal
• o mecanismo é a hipoxemia: fetos com baixa reserva de O2, que não suportam 
a contração.
• Contração e depois desaceleração 
• São simétricas, frequentes, com períodos de decalagem maior que 20-30 seg
• Indica sofrimento fetal - deve ser ultimado o parto
• Variável: não tem relação com contrações
• Inícioe término abruptos 
• Acontece pela compressão da veia umbilical - bolsa rota, oligoâmnio, 
compressão fetal
• Compressão de cordão umbilical ou por pouco líquido amniótico (oligoâmnio). 
• Se for repetitiva, pode ser patológica
• Com relação a contração - periódica 
• Queda maior que 15 bpm por pelo menos 15 seg até 2min 
• Prolongada:
• Mais que 2 min e menos que 10 min
• Associado a hipotensão materna e quadros de hipertonia uterina (muitas 
contrações seguidas)
• Não é bom
VITALIDADE FETAL
15
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
Com estímulo
Fetos inativos, com variabilidade reduzida 
Durante 40 minutos para esperar o feto sair do sono fisiológico
Estímulo sonoro ou mecânico para diferenciar se há sofrimento fetal ou sono fisiológico - pelo 
menos 3 segundos
• Quando acelera bastante, é ótimo
Classificação da vitalidade do feto
• Hipoativo → reativo: aumento da FCF > 20 bpm por pelo menos 3 min 
• Hipoativo → Hiporreativo: aumenta FC por menos que 20 bpm
• Não reativo: sem resposta - sem mudança 
Resposta 
• Bifásica: presença de AT após estímulo 
• Monofásica: sem AT pós estímulo
Com sobrecarga
Injeção intravenosa de ocitocina 
Entender a reserva de O2 do feto
Classificação atual:
Precisamos saber bem a categoria I e III
Categoria I (normal):
VITALIDADE FETAL
16
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
• FCF 110 a 160 bpm, variabilidade moderada (6 a 25 bpm)
• Ausência de desacelerações tardias ou variáveis
• Não exige aceleração por ser intraparto - se tem contração e não há desaceleração, ele não 
está em hipoxemia 
Categoria II (indeterminado):
• Taquicardia ou bradicardia com variabilidade mínima; 
• Variabilidade ausente mas sem desacelerações recorrentes; 
• Variabilidade mínima ou aumentada; 
• Ausência de acelerações após estimulação fetal;
• Desacelerações, recorrentes ou não, com variabilidade mínima ou moderada ou com 
acelerações ‘ombro’
Categoria III (anormal)
• Variabilidade ausente com: desacelerações tardias ou variáveis recorrentes 
• Bradicardia
• Padrão sinusoidal
Conduta:
Perfil biofísico fetal
VITALIDADE FETAL
17
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
Baseado na ultrassonografia com cardiotocografia.
Avalia marcadores agudos e crônicos.
Marcador crônico
• Líquido amniótico
• ILA > 5cm 
• Maior bolsão > 2cm 
Parâmetros ultrassonográficos + cardiotocografia = score
Tem associação com acidose fetal e hipóxia 
Determinar o reflexo da oxigenação do bebê naquele momento.
Score
Mão fechada - tônus presente/mão aberta - tônus ausente 
Varia de 0 a 10 e somente números pares
Marcadores:
• O líquido amniótico é um marcador crônico 
• Reduz a perfusão fetal do rim e do pulmão
VITALIDADE FETAL
18
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
• Redução da diurese fetal → redução do líquido amniótico 
• Cada ponto normal - 2 pontos. Cada parâmetro alterado 0 pontos 
• Em hipoxemia, o que se altera primeiro é 
• Cardiotocografia
• Movimentos respiratórios 
• Movimentos corporais
• Tônus 
Interpretação do score
Se for 0, 2 ou 4 - alta probabilidade de asfixia e sofrimento fetal
• 80% de morte fetal 
Dopplervelocimetria
Sofrimento fetal é um quadro clínico decorrente de reações feitas frente a uma hipoxemia 
Pode ser agudo ou crônico:
• Agudo geralmente em trabalho de parto, distúrbios hemodinâmicos, hemorragias
• Crônico: em gestações de alto risco
Paralisia cerebral 
• Anoxia aguda durante o parto por encefalopatia hipóxico-isquêmica 
• Anoxia crônica ante e pós parto
Desnutrição do feto em 40% dos casos não tem causa conhecida
VITALIDADE FETAL
19
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
Diagnóstico de insuficiência placentária
É importante para encontrar tal condição para evitar sofrimento fetal
Rastreamento clínico:
• Síndromes hipertensivas
• RCF anterior 
• Diabetes com vasculopatia 
• Trombofilia
• Colagenoses
• Anemia falciforme
• Pneumopatias restritivas 
Placentação:
Invasão trofoblástica das arteríolas espiraladas: quando adequada, ocorre uma invasão, com fluxo 
de baixa resistência, rico em O2 e com troca entre mãe e feto. Isso permite expansão vilositária.
Dopplervelocimetria: avaliar o fluxo das artérias umbilicais até as vilosidades 
• Caracterização de alta resistência: queda abrupta, invasão incompleta, incisura 
protodiastólica (no início da diástole) 
• Velocidade diastólica decresce - anormal 
Classificação
Centralização da circulação fetal - proteção de coração, adrenais e SNC 
• Avaliamos se há essa compensação por cardiotocografia 
• Pode haver isquemia renal e pulmonar → menor produção de líquido
• Doppler arterial leva ao diagnóstico da centralização da circulação e a doppler venoso 
mostra descompensação do ducto venoso (até antes) 
20
PEDIATRIA
TRIAGENS NEONATAIS
TRIAGENS NEONATAIS 
21
PEDIATRIA
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
Realizado para diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas críticas (necessitam de abordagem 
cirúrgica / cateterismo no 1º ano de vida). 
●	 Fluxo pulmonar dependente de canal: Atresia de valva pulmonar ou estenose pulmonar de 
grau acentuado > comprometimento do coração direito 
●	 Fluxo sistêmico dependente de canal: Atresia ou estenose crítica da valva aórtica ou 
obstrução crítica no arco aórtico > comprometimento do coração esquerdo 
●	 Circulação em paralelo: transposição de grandes vasos 
Rotina de realização
●	 Todos RN com mais de 34 semanas de idade gestacional a partir de 24 horas de vida 
●	 Oximetria de membro superior direito + algum membro inferior 
●	 SatO2 ≥ 95% em ambos membros ou diferença entre eles 5 dias 
●	 Necessidade de ventilação extracorpórea, ventilação assistida, exposição a drogas ototóxicas 
(aminoglicosídeo, diurético de alça), hiperbilirrubinemia importante, anóxia neonatal grave
●	 Peso nascimento avaliação a via de condução da audição (orelha externa até 
cóclea)
●	 PEATE = potencial evocado de tronco encefálico > avalia a via neurossensorial da audição 
(cóclea até tronco encefálico)
●	 Acompanhamento = rotina de puericultura habitual 
●	 Monitoramento = rotina de puericultura habitual + avaliação fonoaudiológica entre 7-12 
meses 
REFLEXO DO OLHO VERMELHO
Rastreia alterações que comprometem transparência dos meios oculares (catarata congênita, 
glaucoma congênito, toxoplasmose congênita, retinoblastoma)
●	 Realizado com oftalmoscópio direto com distância de 30 cm do olho do paciente em sala 
escura 
●	 Normal: reflexo vermelho bilateral 
●	 Resultado alterado: solicitar avaliação do oftalmologista 
TESTE DO PEZINHO 
Diagnóstico de doenças assintomáticas com testes de boa sensibilidade sendo capaz de interferir 
no curso da doença permitindo tratamento precoce específico ou eliminação de sequelas 
HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO
●	 Etiologias:
○	 Disgenesia (85%): agenesia tireoide, tireoide ectópica, hipoplasia de tireoide
○	 Disormonogênese (10-15%): alterações na produção de hormônios tireoidianos
○	 Transitório: mãe com uso de amiodarona, mãe com hipotireoidismo com presença de 
anticorpos●	 Quadro clínico: hipotonia muscular, dificuldade respiratória, cianose, icterícia prolongada, 
constipação, atraso para eliminação de mecônio, bradicardia, sopro cardíaco, anemia, 
sonolência e dificuldade de amamentação, choro rouco, hérnia umbilical, alargamento de 
fontanela, déficit de crescimento, retardo da maturação óssea, atraso desenvolvimento 
neuropsicomotor, deficiência intelectual 
●	 Diagnóstico: dosagem de TSH no teste do pezinho
○	 20 = avaliação médica + TSH e T4L séricos 
●	 Iniciar Levotiroxina o mais precoce possível (preferencialmente nas primeiras 2-4 semanas 
de vida) para evitar sequelas neurológicas e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor 
HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA
●	 O tipo mais comum ocorre por mutação na enzima 21 hidroxilase que participa do 
metabolismo da progesterona na adrenal. A ausência dessa enzima leva uma redução na 
TRIAGENS NEONATAIS 
24
PEDIATRIA
produção da aldosterona e cortisol, levando a crise adrenal, e aumento na produção de 
testosterona e 17 OH progesterona, levando a virilização 
●	 Diagnóstico: elevação de 17 OH progesterona > confirmação com dosagem sérica 
●	 Quadro clínico: 
○	 Forma clássica perdedora de sal: virilização da genitália externa + crise adrenal 
(desidratação, hiponatremia, hipercalemia) 
○	 Forma clássica não perdedora de sal: virilização da genitália 
○	 Forma não clássica: pubarca precoce, oligossintomática em meninos 
●	 Tratamento: reposição hormonal (hidrocortisona / fludrocortisona)
○	 Crise adrenal: expansão volêmica + correção glicemia + correção distúrbios 
hidroelétricos + corticoide (hidrocortisona / fludrocortisona)
HEMOGLOBINOPATIAS 
●	 Alteração na quantidade ou formação de cadeias de hemoglobina 
●	 Diagnóstico confirmado com eletroforese de hemoglobina aos 6 meses de vida, quando há 
queda na Hb fetal 
FENILCETONÚRIA
●	 Fenilanina é um aminoácido essencial que através da fenilalanina hidroxilase leva a formação 
de neurotransmissores. Na Fenilcetonúria há uma ausência dessa enzima levando a um 
acúmulo de fenilalanina associado a uma redução de produção de neurotransmissores o 
que causa um atraso global do DNPM e deficiência intelectual 
●	 Diagnóstico: dosagem de Fanilalanina no teste do pezinho > confirmação do diagnóstico 
repetindo a dosagem 
○	 10-20 = Fenilcetonúria leve
○	 > 20 = Fenilcetonúria clássica 
●	 Tratamento com redução da ingestão do aminoácido com dieta hipoproteica
○	 Não há contraindicação ao aleitamento materno 
FIBROSE CÍSTICA
●	 Doença autossômica recessiva com mutação do canal de condutância transmembrana 
(CFTR) responsável pelo transporte de cloro e fluidificação das secreções 
●	 Quadro clínico: variável e extenso pelo acometimento de vários órgãos e diferentes 
mutações com diferentes graus de acometimento da função do canal 
RESPIRATÓRIO INFECÇÕES CRÔNICAS E DE 
REPETIÇÃO, BRONQUIECTASIA
Pancreático Insuficiência endócrina e exócrina
Nutricional Desnutrição 
TRIAGENS NEONATAIS 
25
PEDIATRIA
RESPIRATÓRIO INFECÇÕES CRÔNICAS E DE 
REPETIÇÃO, BRONQUIECTASIA
Hepatobiliar Esteatose, cirrose biliar 
Intestinal Íleo meconial 
Sistema reprodutor Infertilidade 
Glândulas sudoríparas Desidratação 
●	 Diagnóstico: 2 testes do pezinho com IRT aumentando + teste do cloro no suor alterado 
○	 Na presença de íleo meconial diagnóstico somente com teste de cloro no suor 
●	 Tratamento: acompanhamento multidisciplinar em centro de referência com manejo 
nutricional, tratamento de complicações, fisioterapia respiratória e tratamento direcionado 
a mutação em vigência 
TOXOPLASMOSE CONGÊNITA 
●	 Quadro clínico: maioria assintomático 
○	 Clássico: Coriorretinite + calcificações intracerebrais + proteinorraquia 
●	 Diagnóstico: IgM para toxoplasmose no teste do pezinho
○	 Teste alterado: solicitar sorologia materna e fetal, fundo de olho, USG de crânio, TC 
de crânio, liquor, PEATE, hemograma e transaminases 
DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE
●	 Deficiência do metabolismo de biotina levando a quadro de crise convulsiva, hipotonia, 
microcefalia, atraso DNPM, distúrbios visuais e auditivos 
●	 Diagnóstico: 2 testes do pezinho alterados 
●	 Tratamento: reposição de biotina
26
PREVENTIVA
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 
27
PREVENTIVA
DEFINIÇÃO
●	 Modelo assistencial da atenção básica, fundamentado no trabalho de equipes 
multiprofissionais de um território
●	 Tem um papel de desenvolver ações de saúde a partir da realidade local e das necessidades 
da sua população
COMPOSIÇÃO DA eSF – EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA
CARGA DE TRABALHO
●	 Cada equipe de ESF deve ter no máximo 4.000 pessoas
●	 Média recomendada de 3.000 pessoas.
PAPEL DA ESF
●	 Equipe multidisciplinar que trabalha em prevenção e promoção de saúde
●	 Profissionais aumentam a abrangência da UBS → Visitas domiciliares e Consultório de Rua
●	 Médico do ESF pode atender qualquer demanda → UBS É a porta de entrada para o sistema
único de saúde
NASF
• Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica
• Equipe Multiprofissional da Atenção Básica
• Pode ser composto por diversos Profissionais 
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 
28
PREVENTIVA
“Realizar discussão de casos, atendimento individual, compartilhado, interconsulta, construção 
conjunta de projetos terapêuticos, educação permanente, intervenções no território e na saúde 
de grupos populacionais de todos os ciclos de vida, e da coletividade, ações intersetoriais, ações 
de prevenção e promoção da saúde, discussão do processo de trabalho das equipes dentre outros, 
no território.”
Não é um local ou serviço independente.
Faz PARTE da UBS e recebe casos referenciados pelas equipes que compõe a estratégia 
Tem como objetivo Aumentar a Resolutividade na Atenção Primária
COMPOSIÇÃO DA eSF – EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA
Modelo assistencial da atenção básica, fundamentado no trabalho de equipes multiprofissionais 
de um território
Tem um papel de desenvolver ações de saúde a partir da realidade local e das necessidades da sua 
população.
	APENDICITE AGUDA
	TUBERCULOSE
	VITALIDADE FETAL
	TRIAGENS NEONATAIS
	ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

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