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Questionários online De filosofia do direito: AOL 1: 1)“Em um primeiro plano, vale asseverar que, para a doutrina finalista da ação, a culpabilidade representa um juízo de reprovação do autor do fato típico e antijurídico que poderia ter se comportado conforme o direito, mas não o fez. Assim, só tem sentido tratar de eventual exigibilidade de conduta diversa se, e somente se, na hipótese vertente, tinha o agente consciência de que seu agir contrariava o ordenamento jurídico” (CARNEIRO, 2011, p. 09). Referência CARNEIRO, Andréa Walmsley Soares. A consciência da ilicitude: sua função na dogmática penal a partir da teoria finalista. Dissertação (Mestrado em Ciências Criminais). Universidade Federal de Pernambuco, 2012. No fragmento acima, a autora menciona os contornos fundamentais da doutrina jurídica do finalismo da ação humana. Sobre essa mesma doutrina, pode-se afirmar também que: Resposta: Ela propõe que cabe ao indivíduo ser sujeito da história. 2) "A busca pela liberdade do sujeito nada mais é do que a transmutação do poder social na realidade psíquica sob a forma de consciência e autocensura; a alma que cita Foucault mas não desenvolve: a alma, prisão do corpo (1975a). Alma ou consciência que aprisionará o corpo mediante mortificações ou autopunição" (LLOMBART; LEACHE, 2010, p. 143). Referência LLOMBART, Margot Pujal; LEACHE, Patricia Amigot. El binarismo de género como dispositivo de poder social, corporal y subjetivo. Quaderns de psicologia. International journal of psychology, v. 12, n. 2, p. 131-148, 2010 A respeito da capacidade de um indivíduo determinar a vontade de outro de maneira espontânea, os cientistas políticos dão o nome de: Resposta: Poder Social 3)“A marca do ceticismo de Kelsen sobre o seu projeto juspositivista se faz sentir já na escolha da nomenclatura escolhida pelo jurista: para Kelsen, seu intento teórico não corresponde a um exercício de filosofia do direito, mas de teoria geral do direito” (BRAGA, 2020, p. 09). Referência BRAGA, Ana Luiza Rodrigues. Relativismo moral em Kelsen: do juspositivismo à democracia. Revista Direito GV, v. 16, n. 2, 2020. A respeito da dimensão jurídica dos estudos políticos, pode-se afirmar que sua relevância se deve de acordo com o jurista alemão Hans Kelsen: Resposta: Ao fato de que o direito é fundamento do estado 4)“A lei é certa regra e medida dos atos, segundo a qual alguém é levado a agir, ou a apartar-se da ação” (AQUINO, 2015, I-II, q. 90, a.1). A racionalidade da lei está voltada à ordenação para o bem comum, que não ignora os fins particulares” (AQUINO, 2015 apud SOUZA; PINHEIRO, 2016, p. 75). Referência SOUZA, Elden Borges; PINHEIRO, Victor Sales. Tomás de Aquino e a razão natural dos direitos humanos: pessoa e bem comum. Revista do Direito, v. 1, n. 48, p. 70-91, 2016. O excerto acima apresenta o entendimento do filósofo italiano Tomás de Aquino a respeito das relações entre razão, lei e bem comum. A respeito do bem comum, pode-se dizer: Resposta: Ela acontece na res publica 5) “As primeiras décadas do século XX e os anos de pós-guerra constituíram um período fundamental para entender o estabelecimento da Ciência Política como disciplina acadêmica. Durante esse período se construiu o consenso dominante – tanto do ponto de vista teórico como do ponto de vista prático-institucional – sobre o estatuto da disciplina, seus objetivos, escopo e fundamentalmente sobre seu método. Uma das consequências mais importantes foi o estabelecimento de uma dicotomia fundamental entre Teoria Política, entendida como a história do pensamento político, e Ciência Política, entendida como análise empírica das instituições políticas” (AMADEO, 2011, p. 18). Referência AMADEO, Javier. Teoria Política: um balanço provisório. Revista de Sociologia e Política, [S.l.], v. 19, n. 39, jun. 2011. ISSN 1678-9873. Disponível em: . Acesso em: 20 abril de 2021. O fragmento acima tece considerações sobre a diferente entre os campos de conhecimento das chamadas “Teoria Política” e “Ciência Política”. A respeito desta última, pode-se dizer que: Resposta: A ciência política tem no fenômeno do poder o seu objeto fundamental 6) "Alcançar graus significativos e sustentados de coesão e bem-estar social na região – base da almejada cidadania social – não se logra automaticamente pela mera integração burocrática de sistemas de políticas sociais, mesmo que isto fosse viável" (DRAIBE, 20087,5181-5182). Referência DRAIBE, Sônia Miriam. Coesão social e integração regional: a agenda social do Mercosul e os grandes desafios das políticas sociais integradas. Cadernos de Saúde Pública, v. 23, p. S174-S183, 2007. A respeito da coesão social, pode-se dizer que principal processo que garante essa coesão é: Resposta: A reiteração 7) “A dimensão sociológica da cultura refere-se a um conjunto diversificado de demandas profissionais, institucionais, políticas e econômicas, tendo, portanto, visibilidade em si própria” (BOTELHO, 2001, p. 74). Referência BOTELHO, Isaura. Dimensões da cultura e políticas públicas. São Paulo em Perspectiva, v. 15, n. 2, p. 73-83, 2001. A respeito da dimensão sociológica dos estudos políticos, este tem seu fundamento: Resposta: Nos Fatos Sociais 8) “Haveria alguma base sólida para a suposição de que as principais questões políticas de hoje em geral têm respostas corretas? A obra de John Rawls, em particular sua “Uma Teoria da Justiça”, pode ser considerada a mais importante tentativa, na teoria moral e na filosofia política de expressão em língua inglesa deste século, de responder a essa pergunta” (VITA, 1992, p.5). Referência VITA, Álvaro de. A tarefa prática da filosofia política em John Rawls. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, p. 5-24, 1992. https://revistas.ufpr.br/rsp/article/view/31683 A dimensão filosófica do estudo da vida política reside no fato de que a chamada “Filosofia Política” se ocupa da: Resposta: Crítica da vida pública 9) “Para o estudo do fenômeno estatal, tanto quanto para a iniciação na ciência jurídica, o primeiro problema a ser enfrentado é o das relações entre Estado e Direito. Representam ambos uma realidade única? São duas realidades distintas e independentes?” (MALUF, 2018, p. 1). Referência MALUF, Sahid. Teoria geral do Estado. Saraiva Educação, 2018. Sobre a teoria monística das relações entre Estado e Direito, pode-se afirmar que, de acordo com jurista brasileiro Sahid Malu, essa teoria pressupõe que: Resposta: O direito e o estado são uma única coisa 10) "Para a Sociologia, formações sociais (Gebilde) como “estado”, “cooperativa”, “sociedade por ações”, “fundação” etc. nada mais são do que sequências e cadeias de ações específicas de pessoas individuais, pois só estas são portadoras compreensíveis para nós de ações orientadas por um sentido" (SELL, 2016, p. 335). SELL, Carlos Eduardo. Max Weber e o átomo da sociologia: um individualismo metodológico moderado? Civitas-Revista de Ciências Sociais, v. 16, n. 2, p. 323-347, 2016. A concepção acima, do ponto de vista das teorias políticas sobre o fundamento das sociedades, pode ser considerada: Resposta: Mecanicista ______________________________________ AOL 2: 1)“A liberdade, para Locke, estaria atrelada de alguma forma à ideia da propriedade. Para o autor, o direito à propriedade é a pedra angular que fundamenta os alicerces de sua teoria política. A propriedade seria um direito natural do homem, portanto, que antecede à sociedade estabelecida no contrato. Assim, o ente político não estipularia um direito de propriedade ao homem, criando esse direito. Antes, meramente reconheceria formalmente um direito que já existia antes mesmo do consenso social estruturado” (TAPOROSKY FILHO, 2019, p. 421). Referência TAPOROSKY FILHO, Paulo Silas. John Locke a partir de John Locke: algo contra as incompreensões acerca de suas ideias. Revista Eletrônica da Faculdade de Direito de Pelotas, v. 5, n. 1, 2019. Sobre a teoria lockeana do Estado, pode-se afirmar que: Resposta: A igualdade é a condição comum dos indivíduosno estado de natureza, prévio à instituição do Estado. 2)“O caráter absoluto da soberania implica que esse poder não aceita ser condicionado, nem tampouco derivado. Esse é um marco fundamental à formação dos Estados, que será melhor formulado quando a Europa se encontrar num processo de secularização mais aprofundado” (BAMBIRA, 2017, p.167) Referência BAMBIRRA, Felipe Magalhães. Soberania revisitada: construção histórico-filosófica e aproximativa entre direitos humanos e soberania através da dialética do reconhecimento. Revista Brasileira de Estudos Políticos, 2017. No excerto acima, o autor aborda uma das características da soberania segundo Jean Bodin, jurista francês que viveu no século XVI e que é considerado um dos principais teóricos de todos os tempos a respeito da ideia política de “soberania”. Pode-se afirmar que, para Bodin, poder soberano é o mesmo que: Resposta: Poder sem limites 3)“A partir do ano de 1977, nota-se uma tensão crescente entre as promessas da “Abertura” e a realidade tutelar do governo Geisel sobre o sistema político. O mês de março daquele ano foi marcado pelo conflito agudo entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que culminaria nos “Pacotes de Abril”, tidos como expressão da face autoritária do governo que prometia retorno à “normalidade” institucional” (NAPOLITANO, 2017, p. 359) Referência NAPOLITANO, Marcos. A imprensa e a construção da memória do regime militar brasileiro (1965-1985). Estudos Ibero-Americanos, v. 43, n. 2, p. 346-366, 2017. A passagem acima menciona a experiência autoritária de regime político vivenciada pelo Brasil na segunda metade do século XX. A respeito das características fundamentais próprias dos regimes autoritários, pode-se dizer que: Resposta: São regimes nos quais não existe a participação da sociedade. 4) “A partir de uma leitura da Constituinte de 1987/1988, revela-se que no Brasil o sentido de federalismo tende à descentralização, que foi o discurso dominante naquela ocasião. Todavia, em contraste, historicamente a organização federativa do Estado assumiu um alto grau de centralização de poder na União, em movimento pendular a depender da Constituição em vigor, mas ainda assim, caracteristicamente centralizada. Em 1988, apesar do discurso quase que uníssono pela descentralização, o resultado foi uma Constituição centralizadora, tanto pela grande gama de competências da União, quanto pelos poucos mecanismos de veto que os entes subnacionais possuem” (LIZIERO, 2019, p. 409). Referência LIZIERO, Leonam. A simetria que não é princípio: análise e crítica do princípio da simetria de acordo com o sentido de federalismo no Brasil. Revista de Direito da Cidade, v. 11, n. 2, p. 392-411, 2019. A passagem acima apresenta considerações sobre o funcionamento político-administrativo do atual federalismo. Sobre o arranjo político próprio do federalismo brasileiro, pode-se afirmar que ele institucionalmente prevê a: Resposta: Proibição de separação entre os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 5) “A institucionalidade democrática é por natureza durável. A sociedade democrática não é apenas aquela na qual vigora a noção de uma pessoa um voto hoje, mas aquela da qual se espera que continue democrática no futuro. “A democracia implica que amanhã haverá um voto para determinar políticas (policies) ou para decidir qual partido irá governar, e essa decisão será tomada por toda a população” (ACEMOGLU; ROBINSON, 1992 apud AVRITZER, 2018, p. 280-281). Referência AVRITZER, Leonardo. O pêndulo da democracia no Brasil: uma análise da crise 2013-2018. Novos estudos CEBRAP, v. 37, n. 2, p. 273-289, 2018. Sobre as consequências fundamentais da democracia na vida política de um país, pode-se dizer que ela produz um: Resposta: Crescimento da esfera pública 6) “A obra “A Condição Humana” nasceu do diagnóstico crítico, ainda extremamente atual, de que a terrível novidade do totalitarismo rompeu a continuidade histórica, trazendo à tona uma crise radical da civilização ocidental que exige repensarmos nossas pressuposições e significações tradicionais sobre o sentido da política, ou seja, sobre o significado da existência pública, ativa e livre dos homens como singularidades plurais capazes de agir e falar” (NETO, 2018, p. 156). Referência NETO, Rodrigo Ribeiro Alves. Totalitarismo e desmundanização liberal. Pensando-Revista de Filosofia, v. 9, n. 17, p. 156-173, 2018. No fragmento acima, o autor menciona as concepções da filósofa política Hannah Arendt a respeito do fenômeno político do totalitarismo no século XX. Sobre os fundamentos do totalitarismo, pode-se afirmar que: Resposta: É um movimento político voltado para influenciar todas as esferas da vida social. 7) “O contratualismo kantiano diferencia-se dos modelos usados pelos contratualistas clássicos não em termos, mas no modo de encarar cada um dos momentos da história humana, pois para Kant o estado de natureza não precedeu o momento da assinatura do hipotético contrato originário, assim como, também, nenhum desses momentos precedeu o Estado civil, trata-se todos eles uma mesma coisa. O estado de natureza serve, assim, como demonstração de um estado onde o homem não poderia estar ou continuar enquanto ser racional que é, ou seja, o ser humano, como único animal dotado de razão seria capaz de se utilizar dessa prerrogativa para viver um lugar que lhe proporcionasse, no mínimo, segurança” (FERREIRA, 2020, p. 90). Referência FERREIRA, Paulo Rangel Araújo. Contratualismo kantiano. Revista Húmus, v. 10, n. 28, 2020. Sobre a teoria política do contratualismo, abordada no excerto acima, pode-se afirmar que ela tem como tese central a alegação de que a vida política em uma sociedade é instituída por meio da outorga: Resposta: Da liberdade individual natural 8) “Os escritores florentinos mostravam um grande apreço pela literatura de Cícero (106-43 a.C.), vendo nesta uma fonte intelectual e de sabedoria política prática. Particularmente, o conceito ciceroniano de virtù viria a influenciar, de maneira fundamental, o pensamento político e o debate público da Renascença, bem como o desenvolvimento do humanismo cívico, o qual atingiu nas reflexões políticas de Nicolau Maquiavel a sua maior complexidade” (GIRALDI, 2021, p. 26). Referência GIRALDI, Daniel Castro. História do Pensamento Político Moderno e Contemporâneo. Duque de Caxias: Ed. Unigranrio, 2021, 233p. ISBN 978-65-89635-61-1. O fragmento acima faz menção às raízes conceituais do termo “virtù” no sentido em que ele foi empregado pelo pensador político renascentista Nicolau Maquiavel em suas obras. A respeito do entendimento de Maquiavel sobre o referido termo, pode-se afirmar que virtù corresponde: Resposta: As habilidades políticas de um governante 9) “O poder soberano obtém a obediência dos súditos gerindo e manipulando suas paixões mais poderosas: o medo e a esperança. O governo utiliza os mecanismos de gestão e de manipulação das condutas dos súditos segundo os registros da punição e da recompensa” (RIBEIRO, 2018, p. 80). Referência RIBEIRO, Emmanuel Pedro Sormanny Gabino. Para que governo? Punição e Recompensa como instrumentos de gestão e manipulação do Medo e da Esperança dos súditos no Leviatã de Thomas Hobbes. Revista de Teorias e Filosofias do Estado, v. 4, n. 1, p. 60-81, 2018. Na teoria do Estado hobbesiana, o poder soberano é por ele chamado de “Leviatã”, termo que designa uma imagem mítica mencionada na Bíblia cristã para designar a figura de um monstro aquático que reina soberano nos mares. Acerca das ideias de Hobbes sobre a natureza ou essência do Estado, pode-se afirmar que: Resposta: Para Hobbes, a maldade é o que justifica a instituição do Estado. 10) “A constituição romana demonstrou uma desenvoltura irrefutável para reparar os abusos de poder, seja à custa do espírito do povo, da robustez do Senado ou pela autoridade dos magistrados” (ALVES, 2017, p. 192). Referência ALVES, Vital Francisco Celestino. Montesquieu: republicanismo e corrupção política. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 24,n. 44, p. 185-216, 2017. A questão do abuso de poder político é objeto de argumentações e debates no campo da teoria política desde a Antiguidade. No âmbito do pensamento político montesquiano, pode-se afirmar que sua proposta para que as sociedades evitem o abuso de poder político por parte do Estado reside em sua: Resposta: Teoria do governo civil