Prévia do material em texto
EDUCAÇÃO FINANCEIRA AULA 2 Prof. Palminor de Paula Bueno Sobrinho 2 CONVERSA INICIAL Anteriormente, abordamos o tópico “Sonhos e Projetos”. Uma grande ferramenta para a realização desses sonhos é o orçamento, que faz parte do planejamento que diz respeito às finanças pessoais. Entender claramente o que é o orçamento pessoal ou familiar e saber como elaborá-lo é de fundamental importância para o sucesso da vida financeira. Engana-se quem acha que elaborar um orçamento financeiro é uma tarefa muito difícil. Muitos acham que a única solução para resolver problemas financeiros é aumento de renda. É muito mais prático resolver problemas financeiros quando visualizamos detalhadamente e organizadamente as receitas e despesas. É fundamental entender que não importa se ganhamos muito, mas sim se administramos bem essa importância. Se sabemos o que fazer com nossa renda. Nesta etapa veremos os seguintes itens: • O que é orçamento? • Elaboração do orçamento. • Como elaborar um orçamento. • Gestão orçamentária. • Participação da família no orçamento. Esperamos que, ao final desta etapa, você seja capaz de saber que um orçamento pessoal é o que vai garantir que você gaste menos do que ganha. Entender que o objetivo principal do orçamento é a organização das finanças para tentar mantê-las em equilíbrio, elaborar um orçamento adequado à sua realidade financeira. Acompanhar constantemente o orçamento no que diz respeito aos lançamentos de receitas e despesas, buscando fazer escolhas satisfatórias e encontrar soluções para problemas financeiros inesperados, cortando gastos caso seja necessário, ou ainda mudar hábitos de consumo. Compreender a sua real situação financeira através do orçamento e fazer uma melhor utilização do seu dinheiro, e destinar o dinheiro poupado para a realização dos seus objetivos, sejam eles quais forem. TEMA 1 – O QUE É ORÇAMENTO? Precisamos conhecer exemplos de dois conceitos importantes para entendermos claramente o que é orçamento: receitas e despesas. 3 • Exemplos de receitas: venda de produtos, serviços realizados, rendimentos de investimentos, dividendos de ações, rendimentos fixos. • Exemplos de despesas: folhas de pagamentos de salários, contratações de serviços, impostos, contas de consumo, como luz, água, gás, internet, telefone e outras, compras de produtos, pagamentos de financiamentos, pagamento de empréstimos. Um orçamento será dito pessoal quando for referente a uma única pessoa, enquanto será dito familiar quando for referente a pessoas que vivem juntos e dividem os gastos. Podemos dizer que os orçamentos pessoal e familiar são complementares. Para a realização de um orçamento pessoal ou familiar, é necessário que todas as receitas e despesas sejam organizadas e anotadas, contribuindo plenamente para alcançarmos nossos objetivos. A partir do orçamento, podemos verificar claramente a nossa situação financeira e também podemos decidir sobre as nossas prioridades. Além de conhecer a nossa realidade financeira e definir nossas prioridades, podemos também decidir por nossos projetos, planejar financeiramente, reconhecer os hábitos de consumo, estar preparado para possíveis imprevistos e consumir conscientemente. Quando falamos em orçamento familiar, estamos tratando de entradas e saídas de dinheiro de todos os integrantes de uma família. Todos nós temos muita clareza de onde vem o nosso dinheiro, ou seja, a fonte de nossas receitas pode ser de salários, comissões de vendas, diárias, prestação de serviços e outros, que são resultados de trabalhos. A fonte de receitas também pode ser fruto de rendimentos de aplicações financeiras, planos de previdência ou ainda seguros. Uma outra fonte pode ser de aplicações não financeiras tais como aluguéis de imóveis, aluguéis de veículos para transporte, heranças ou prêmios de loterias. Temos ainda uma outra fonte, originária de benefícios que podem ser previdenciários ou de programas sociais governamentais. Em contrapartida, boa parte das pessoas não sabe como gasta o dinheiro que recebe, não há controle dos seus gastos em alimentação, saúde, principalmente incluindo farmácia, lazer e outros. É muito comum não termos respostas a algumas perguntas que nos dizem respeito, como “onde foi parar o meu salário?”, “como fazer para economizar?” e outras, também referentes à nossa situação financeira. Portanto, anotar é o ponto de partida para encontrarmos respostas a tantas indagações. Por menor 4 que seja a importância, muita diferença fará no seu orçamento ao final do mês. Não esquecer também dos gastos não frequentes, como o gás de cozinha que invariavelmente acaba sempre na hora errada e é de fundamental importância para o nosso dia a dia. O orçamento financeiro pessoal ou familiar oportuniza um conhecimento da realidade financeira. Permite que sejam feitas escolhas de projetos para a concretização de sonhos e que se faça um planejamento financeiro adequado. Também vai ajudar a definir prioridades, entender os hábitos de consumo e administrar imprevistos. Não há dúvida de que a maior vantagem em se fazer um orçamento financeiro é a organização adequada de todos as suas receitas e despesas. Verificar onde e como gastar o seu dinheiro, permitindo a verificação de gastos desnecessários evitáveis, tornando mais viáveis e possíveis todos os sonhos que deseja realizar. No orçamento pessoal ou familiar, há uma grande possibilidade que lhe proporcione tranquilidade no que diz respeito à sua vida financeira. Para encarar as dificuldades financeiras, há necessidade do conhecimento detalhado da sua situação financeira. O orçamento permitirá que você compreenda perfeitamente seus hábitos de consumo e, por conseguinte, os seus vícios de consumo. Consequentemente, ajudará a definir as suas prioridades, tanto para você quanto para a sua família. Deixará claro de que maneira poderá evoluir financeiramente, aproximando-se cada vez mais da realização dos seus sonhos. Não menos importante é o acompanhamento dos dados ao longo dos dias e dos meses, pois de nada adianta apenas preencher uma tabela ou uma planilha se não interpretarmos os dados corretamente. TEMA 2 – ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO Embora seja inacreditável, há pessoas que não sabem quanto ganham mensalmente. Portanto, para pensar em iniciar a elaboração do orçamento é de fundamental importância conhecer detalhadamente o valor líquido mensal que recebe. Faça um levantamento deste, ou destes valores. Em seguida, será muito interessante que você faça uma relação de todas as despesas começando pelas fixas, relacionando as variáveis também. Caso 5 seja possível, separe-as em categorias como educação, trabalho, habitação, lazer e outros. Para a elaboração de um orçamento financeiro pessoal ou familiar, há um princípio fundamental que deve ser sempre levado em consideração e constantemente praticado, ou seja, jamais as receitas devem ser menores que as despesas. É recomendável que o contrário ocorra, ou seja, as receitas devem sempre ser maiores que as despesas, implicando em uma reserva financeira, chamada de poupança, que pode servir para aposentadoria, realização de sonhos ou ainda para os possíveis contratempos que venham a surgir. É muito importante manter o orçamento atualizado, de preferência com anotações diárias. Outro ponto importante na elaboração do orçamento é o gerenciamento das suas anotações, que deve ser feito constantemente no que diz respeito a verificar o que mais impacta as suas despesas, e tentar mudar esses hábitos dentro do possível. Podemos dizer que o orçamento permite uma prevenção para evitar o endividamento. Não podemos assumir dívidas que não teremos condição de pagar. Fazer um planejamento financeiro pessoal irá permitir que você administre satisfatoriamenteo controle dos seus gastos, que possa saldar possíveis dívidas, que possa poupar e ainda, que possa utilizar estes recursos poupados em investimentos financeiros apropriados. Para a elaboração do orçamento, se preferir, ao invés da utilização de papéis podemos optar por aplicativos ou planilhas. Sendo de fundamental importância que você tenha em mente claramente qual é o seu objetivo financeiro, estimando como você quer viver daqui a 5, 10, 15, 20 ou 30 anos. TEMA 3 – COMO ELABORAR UM ORÇAMENTO Devemos iniciar o orçamento pessoal ou familiar anotando tudo que recebemos e gastamos num determinado período. O período pode ser diário, semanal, quinzenal, mensal, semestral ou anual. O período mais comum é o mensal, mas o diário é mais eficiente. Há várias maneiras de elaborar um orçamento. Utilizaremos um método que é subdividido em quatro momentos: planejamento, registro, agrupamento e avaliação. 6 No primeiro momento, que é o planejamento, devemos estimar as receitas e despesas do período que desejamos adotar. Nesse caso, tomar como base as ocorrências anteriores e tentando prever situações futuras. Há necessidade de conhecer algumas subdivisões de receitas, que são receitas fixas e receitas variáveis. As receitas fixas são aquelas que não variam ou quase não variam, como exemplos temos o salário, os aluguéis de imóveis, as bolsas auxílio e outros. Já as receitas variáveis são aquelas cujos valores mudam a cada mês, como exemplos temos gorjetas, gratificações, comissões e outros. Do mesmo modo, devemos conhecer as subdivisões de despesas, que são as despesas fixas e as despesas variáveis. As despesas fixas variam ou variam pouco, como exemplos temos os aluguéis, as prestações de financiamentos e outros. As despesas variáveis variam de um mês para o outro, como exemplos temos as contas de consumo como água, luz e outros. Além destes, não podemos deixar de relacionar os compromissos sazonais, como IPVA, IPTU, matrículas referentes à educação e outros. Quanto ao momento do registro, devemos anotar, preferencialmente todo dia, a totalidade de receitas e despesas. Onde anotar? Onde você se sentir mais confortável, caderno, celular, planilha eletrônica e outros. Recomenda-se conferir regularmente extratos de banco, faturas de cartão de crédito, comprovantes de pagamentos e recebimentos. No terceiro momento, do agrupamento, sugere-se agrupar as anotações. Por exemplo, agrupar todas as despesas com supermercados, as despesas com diaristas, as despesas com medicamentos e outros. No quarto momento, o da avaliação, você deve avaliar o comportamento de suas anotações mensais. Verificar se o que recebeu foi suficiente para cobrir os gastos, e se será possível reduzir algum gasto ou aumentar as receitas. Num orçamento, podemos obter três situações: • Orçamento deficitário, quando as receitas são menores que as despesas. • Orçamento neutro, quando as receitas são iguais às despesas. • Orçamento superavitário, quando as receitas são maiores que as despesas. O ponto de partida de um orçamento pode ser o da organização de uma tabela de registros. Como citado anteriormente, o registro diário é mais eficiente. 7 Não há um modelo padrão, nem ideal, depende da adaptação à situação de cada um. A seguir, temos um exemplo de tabela para os registros. Muito importante iniciar registrando a data e o saldo inicial do dia em questão. Tanto nos registros das receitas como nos registros das despesas, além do valor, em reais, anotar também a procedência, de onde vem a receita e para quem paguei a despesa, indicadas por “de onde”, no caso das receitas e por “para onde”, no caso das despesas. Tabela 1 – Receitas e despesas data: saldo inicial do dia: receitas despesas valor (R$) de onde valor (R$) para onde total de receitas R$ total de despesas R$ saldo final do dia: total de receitas – total de despesas = R$ Na última linha da tabela, você vai calcular a diferença entre o total de receitas e o total de despesas, o resultado é o saldo final do dia, que deverá ser registrado como saldo inicial do próximo dia, no início da tabela do dia seguinte. Essa tabela pode ser adaptada para anotações semanais, quinzenais, mensais ou no período que desejar. Para o controle do orçamento pessoal, embora algumas pessoas ainda não se deem bem com a tecnologia e prefiram o uso do bom e velho caderninho, 8 como foi citado anteriormente, algumas ferramentas valiosas podem ser utilizadas como principal, deixando o caderninho para anotações auxiliares. Alguns aplicativos foram criados exatamente para registrar receitas e despesas, podendo ser baixados nos celulares ou acessados pelo navegador nos computadores, ficando todas as informações hospedadas na nuvem. Acessando a Play Store do seu celular, você encontrará muitos aplicativos para controle de gastos, a seguir relacionamos alguns. • Livro Caixa – Despesas diárias. • Orçamento Fácil – Despesas. • Rastreador de despesas. • Minhas Finanças – Despesas. • Controle Financeiro Pessoal. • Gastos – Gestor de orçamento. • Despesas – Controle de gastos. • Minhas Despesas – Controle Sim. • Simples Controle Financeiro. • Organizze – Finanças Pessoais. Outro recurso, muito eficiente, é o editor de planilhas Microsoft Excel, de ampla utilização no mundo das finanças. Muitas pessoas que o utilizam no trabalho não abrem mão dessa ferramenta por apresentar muitos recursos de fórmulas. Para quem não tem habilidade para utilizar essa ferramenta, é uma boa oportunidade de aumentar seus conhecimentos. Há muitos tutoriais disponíveis em canais do YouTube. Também há inúmeras modelos de planilhas de orçamento pessoal ou familiar disponíveis na internet para baixar gratuitamente e utilizar no computador, ou ainda, para imprimir. TEMA 4 – GESTÃO ORÇAMENTÁRIA É evidente que fazer o orçamento por fazer não é o correto. Precisamos avaliar os dados obtidos ao final de cada mês. Nesse momento, surgem algumas perguntas que devem ser respondidas conscientemente com base no que foi registrado. Algumas delas são relacionadas a seguir: • Recebi tudo que estava previsto? • Gastei somente o que havia previsto? 9 • Qual o maior gasto do mês? • Qual o menor gasto do mês? • A minha meta de economia foi atingida neste mês? • Qual a minha meta para o mês seguinte? Como objetivo básico da gestão financeira pessoal, espera-se que, com o passar do tempo, o orçamento torne-se e mantenha-se superavitário. Nesse caso, recomenda-se que o dinheiro que sobra seja poupado. O hábito de poupar deve ser entendido como uma medida a ser tomada antes da realização do pagamento de alguma despesa. É um compromisso que devemos assumir regularmente. Se o que sobra for utilizado ao longo do mês, é quase certo que nada sobrará para a poupança. Uma boa estratégia para priorizar a poupança é deixar uma autorização ao banco para que seja debitado do seu salário mensalmente, evidentemente que deve ser uma quantia que não irá fazer falta para os pagamentos e despesas do mês. Não se deve esquecer de registrar essa poupança no orçamento. Embora saibamos que as moedas devem circular, uma prática que funciona perfeitamente é o acúmulo de moedas até atingir determinado valor, de preferência baixo, por exemplo, R$ 20,00. Ao atingir o valor desejado, você deve trocar as moedas num comércio, que depende e precisa muito delas, por uma cédula e guardá-la, registrando no orçamento como uma receita. Alguns métodos são sugeridos para serem aplicados num orçamento. Tais métodos dividem o orçamento em porcentagens. A seguir, relacionaremos alguns deles. 1º método Método 60 – 10 – 10 – 20. Sessenta por cento (60%) deve ser destinado a despesas básicas, correspondente ao mínimo que se tem para sobreviver, como alimentação,água e energia elétrica. Dez por cento (10%) deve ser destinado a objetivos ou projetos de curto e médio prazo, considerar até 5 anos este prazo, podendo aqui ser incluídas as reservas para emergências. Dez por cento (10%) deve ser destinado a objetivos ou projetos de longo prazo, neste caso considerar acima de 5 anos, podendo aqui ser incluída a compra de um imóvel ou ainda, um plano de aposentadoria. 10 Os restantes vinte por cento (20%) serão destinados a supérfluos, podendo aqui incluir viagens e lazer em geral. 2º método Método dos 6 potes. Cinquenta e cinco por cento (55%) destinados a despesas básicas. Dez por cento (10%) para o lazer. Dez por cento (10%) utilizados para o futuro, de preferência guardar em investimento seguro, sacando apenas quando obtiver a independência financeira. Dez por cento (10%) para investimentos em educação financeira e crescimento pessoal profissional, neste caso podendo ser em cursos ou livros. Dez por cento (10%) para supérfluos. Cinco por cento (5%) para presentes e caridade. 3º método Regra dos 50 – 30 – 20. Cinquenta por cento (50%) para gastos essenciais, considerados aqui aqueles que são necessários para o dia a dia, como moradia, educação, transporte, luz, água, alimentação e saúde. Trinta por cento (30%) para qualidade de vida, considerados aqui os gastos que não são imprescindíveis e sim, aqueles que propiciam aproveitar mais a vida, tais como lazer e estilo de vida. Vinte por cento (20%) para prioridades financeiras, aqui há uma subdivisão, se você tiver dívidas, deverá priorizar a quitação destas dívidas. Caso não tenha dívidas, utilizar para poupar e garantir uma reserva de emergências. Mas, se já tiver reserva financeira, poupar para outros propósitos. 4º método O livro Os segredos da mente milionária, do autor T. Harv Eker, traz o método conhecido como Sistema 50 – 10 – 10 – 10 – 10 – 10. Cinquenta por cento (50%) para as necessidades básicas. Dez por cento (10%) dos rendimentos para investimentos de longo prazo. Dez por cento (10%) para diversões. Dez por cento (10%) para despesas de longo prazo. Dez por cento (10%) para instrução financeira. Dez por cento (10%) para doações. 11 TEMA 5 – PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO ORÇAMENTO Não podemos esquecer da participação de todos os membros da família no orçamento. Tal participação, sem dúvida alguma, é relevante para o êxito do orçamento. Até as crianças devem ser envolvidas na participação da elaboração do orçamento, controlando as despesas, criando um simples hábito de apagar as luzes quando não estiver num determinado recinto da casa. Embora tenhamos hábitos, quanto às finanças, distintos, é de suma importância a mudança para o sucesso financeiro familiar. Naturalmente, algumas pessoas são controladas, tendem a poupar. Porém, outras são mais descontroladas no que diz respeito aos gastos, são imediatistas consumistas. Enquanto umas são preocupadas com o que gastam, outras são totalmente desorganizadas. Uns são mais realistas, enquanto outros são sonhadores. Nesse sentido, é fundamental o planejamento de projetos que sejam comuns aos membros da família, tentando encontrar limites. Nesse caso, é fundamental que todos busquem comprometimento e envolvimento para que sejam produzidos resultados positivos para todos. Devido a estes tipos de costumes financeiros distintos, é essencial praticar um tratamento pertinente relacionado ao orçamento, visando alcançar equilíbrio entre os integrantes da família. E será que existe uma única maneira para atingir esse equilíbrio? Poderíamos pensar em adotar uma estratégia de impor limites a todos os integrantes da família. Nesse caso, possivelmente teríamos resistência de algum elemento da família, não obtendo o comprometimento de todos para o sucesso do orçamento. Tal situação pode ser ilustrada na hipótese de que você exigisse a colaboração de todos, no que diz respeito a economizar, com a finalidade de obter um bem que traria apenas benefícios a si próprio. Com absoluta certeza os outros integrantes da família não se sentiriam motivados a fazê-lo. Então, ao invés de impor limites, seria mais indicado buscar limites com o envolvimento de todos os integrantes da família, associado a objetivos que tragam benefícios a todos. Por certo, trará muito mais resultados positivos para o sucesso do orçamento. Além disso, essa prática envolvendo todos os familiares resultará positivamente em outro sentido, tão importante quanto o orçamento, que é a união da família. Para a educação financeira, caminhar juntos nos projetos comuns é um dos objetivos que por certo será alcançado através de tais ações. 12 NA PRÁTICA Chegou o momento de você colocar em prática alguns conhecimentos que vimos. Exercício 1: para iniciar um orçamento pessoal, você vai preencher a seguinte tabela, durante os sete dias da próxima semana, iniciando na segunda- feira e terminando no domingo. Tabela 2 – Orçamento pessoal data: saldo inicial do dia: receitas despesas valor (R$) de onde valor (R$) para onde total de receitas R$ total de despesas R$ saldo final do dia: total de receitas – total de despesas = R$ Exercício 2: faça o exercício 1, agora utilizando o editor de planilhas Microsoft Excel. Exercício 3: faça o exercício 1, agora utilizando um aplicativo que encontrar na Play Store do seu celular. Após as três práticas, você deve escolher uma das três ferramentas que utilizou, evidentemente aquela que melhor se adaptou. Agora faça os próximos exercícios. 13 Exercício 4: como você tem os dados de 7 dias da semana, separe o orçamento em porcentagens e verifique se ele se aproxima de algum dos métodos citados anteriormente. Exercício 5: faça uma avaliação do seu orçamento e, se for o caso, altere o planejamento para a próxima semana. Exercício 6: faça todos os exercícios novamente, agora para um orçamento mensal. Exercício 7: faça todos os exercícios novamente, agora para um orçamento familiar. FINALIZANDO Nesta etapa, estudamos os seguintes tópicos: • O que é orçamento? Vimos que o orçamento pessoal ou familiar é a organização das receitas e despesas, incluindo o planejamento de objetivos que desejamos alcançar. • Elaboração do orçamento: percebemos a importância da organização do orçamento pessoal ou familiar para conseguir alcançar os objetivos, permitindo a identificação de suas receitas, gastos fixos, gastos variáveis, inclusive os supérfluos. • Como elaborar um orçamento? Vimos que a organização é fundamental para a obtenção dos resultados que permitam avaliação adequada da situação financeira. • Gestão orçamentária: importante conseguir enxergar seu orçamento com clareza, de modo a permitir a obtenção de recursos suficientes para a tomada de decisões quanto à situação financeira. Dividir em porcentagens o orçamento pode ser uma medida muito mais apropriada. • Participação da família no orçamento: concluímos que a participação comprometida de cada um dos membros da família é muito importante para o sucesso do orçamento pessoal ou familiar. Portanto, faça uso do orçamento para que possa obter pleno sucesso na gestão de seus recursos financeiros. Um planejamento financeiro pessoal ou familiar muito bem estruturado deve servir como uma ferramenta útil para aquisição de bens ou ainda, alcançar a tão sonhada independência financeira. 14 REFERÊNCIAS BANCO CENTRAL DO BRASIL, Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB, 2013. COMITÊ NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Educação Financeira nas Escolas: Ensino Médio: Livro do Professor. Brasília: CONEF, 2013. _____. Educação Financeira nas Escolas: Ensino Fundamental: Livro do Aluno. Brasília: CONEF, 2014. CVM – COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS,Planejamento financeiro pessoal. Rio de Janeiro: CVM, 2019. KIYOSAKI, R.T.; LECHTER, S. L. Pai rico, pai pobre. Amadora: Vogais, 2017. EKER, T. H. Os segredos da mente milionária. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.