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Classificações das Cirurgias Momento Finalidade Risco cardiológico Duração Potencial de Contaminação Momento Operatório/Urgência Cirurgia de emergência: Devido ao quadro clínico do paciente, exige intervenção imediata. Risco de óbito para o paciente Cirurgia de urgência: Necessita de intervenção imediata, porém podem aguardar de 6 a 24 horas, aproximadamente. Paciente não corre risco eminente de óbito. Cirurgia eletiva: Agendadas em datas e horários combinado com o paciente. Apendicectomia Abdominoplastia FAF Finalidade da Cirurgia Cirurgia Paliativa: Visa melhorar as condições do paciente. Proporciona uma melhor qualidade de vida ao paciente. Cirurgia Radical: Ocorre a retirada parcial ou total de um órgão ou segmento corporal. Cirurgia plástica: Tem finalidade estética ou corretiva. Cirurgia diagnóstica: Utilizada para biópsia para diagnóstico e tratamento. Cirurgia reparadora: Repara múltiplos ferimentos. Corrige deformidades físicas ou lesões. Paliativa - HIPEC Radical - Histerectomia Plástica - Blefaroplastia Diagnóstica – Biópsia de pele Reparadora – Abdominoplastia pós bariátrica Risco Cardiológico Risco cirúrgico cardiológico pode ser definido como uma avaliação da saúde do músculo cardíaco antes de uma cirurgia. Calcular a probabilidade da ocorrência de complicações na cirurgia, recomendando medidas para prevenir esses eventos. Constatar a necessidade de interrupção ou modificação dos medicamentos em uso, como aqueles que interferem na coagulação sanguínea. Risco Cardiológico Cirurgia de pequeno porte: Baixo risco de perda de sangue e fluidos. Ex: Clipagem de aneurisma, Transplantes. Cirurgia de médio porte: Médio risco para perda de sangue e fluidos. Ex: Prostatectomia, Histerectomia. Cirurgia de grande porte: Grande risco de perda de sangue e fluidos. Ex: Cirurgia oftalmológica, otorrinolaringológicas. Duração da cirurgia Porte I: Duração de até 2 horas. Porte II: Duração de 2 a 4 horas. Porte III: Duração de 4 a 6 horas. Porte IV: Duração ultrapassa 6 horas. Potencial de Contaminação Cirurgia Limpa: Realizadas em tecidos estéreis ou passivos de descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local. Ex: Cirurgias cardíacas, cirurgias vasculares. Cirurgia Potencialmente contaminada: Realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana resistente, pouco numerosa, quando ocorre penetração do trato digestório, respiratório, geniturinário. Ex: Histerectomia, CVLP, Prostatectomia. Potencial de Contaminação Cirurgia Contaminada: Realizada em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de difícil descontaminação, com processo inflamatório. Ex: Cirurgia de Cólon, amigdalectomia. Cirurgia Infectada: Realizada em tecidos ou órgãos com presença de supuração local (presença de pus), tecido necrótico ou corpo estanho. Ex: Desbridamento, cirurgia em reto e ânus com fezes ou pus, amputações. Inflamação X Infecção Inflamação Infecção Reação do organismo a uma infecção ou lesão dos tecidos. Edema Rubor Dor Sintomas: Calor Rubor (Vermelhidão) Hipersensibilidade Perda de função Causa: Lesões Pancadas Cortes Proliferação de tecidos corporais por microorganismos Sintomas: Febre Vômitos Diarreia Causa: Vírus Bactérias Fungos Infecção no Sítio Cirúrgico As ISC são aquelas que ocorrem como complicação de uma cirurgia, comprometendo a incisão, tecidos, órgãos ou cavidades manipuladas, podendo ser diagnosticadas entre 30 dias após a realização do procedimento até três meses, dependendo do procedimento e da presença ou não de prótese. Infecção no Sítio Cirúrgico - Paciente Idade Obesidade Desnutrição Estadia pós-operatória prolongada Infecção à distância Neoplasia Controle glicêmico (MODIFICÁVEL) Comorbidade Infecção no Sítio Cirúrgico - Procedimento Degermação das mãos Potencial de contaminação Duração da cirurgia Cirurgia de urgência Remoção de pelos (MODIFICÁVEL) Preparo inadequado da pele do paciente (MODIFICÁVEL) Profilaxia inadequada (MODIFICÁVEL) Contaminação intraoperatória (MODIFICÁVEL) Cirurgia prévia Hemostasia deficiente Cirurgia Colorretal – Preparo inadequado (MODIFICÁVEL) Excesso de pessoas na sala (MODIFICÁVEL) Ausência ou inadequação do protocolo de curativos (MODIFICÁVEL) Preparo da Área Cirúrgica Preparo da pele do paciente para o procedimento. Principal objetivo: EVITAR INFECÇÕES. •Utilizar solução antisséptica apropriada no preparo da pele do paciente – clorexidina ou PVPI. Recomenda-se o banho pré-operatório com solução de clorexidina degermante a 2% aplicando do pescoço para baixo, nos três dias que antecedem o procedimento. Preparo da Área Cirúrgica Tricotomia: Ato de remover os pelos com lâminas ou tesouras. Objetivo: Reduzir risco de infeção e a visualização da área a ser operada. Permitir melhor aderência de curativos e compôs estéreis. Preparo da Equipe Remover anéis, relógios e pulseiras antes de iniciar a degermação ou antissepsia cirúrgica das mãos. Unhas artificiais são proibidas. Manter unhas curtas. A degermação cirúrgica das mãos deve incluir os antebraços (até o cotovelo) com solução antisséptica. Manter as mãos elevadas e afastadas do corpo, de maneira que a água escorra das mãos para o cotovelo Assepsia X Antissepsia Assepsia: É o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de microorganismos num ambiente que logicamente não os tem. Antissepsia: É o conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microorganismos ou removê-los de um determinado ambiente image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.png image13.png image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image1.jpeg