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Qconcursos Antropologia > 1 Q3288164 Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, músi Ano: 2025 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de São José dos Quatro Marcos MT Prova: SELECON 2025 Prefeitura de São José dos Quatro Marcos MT Educador Físico Uma das danças realizadas na Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, segundo Gushiken (2020) carrega representações de batalhas entre o mundo africano e o mundo ibérico, revelando os elementos da brincadeira e da arte dramática no folguedo. A manifestação da cultura popular supracitada é denominada de: A Dança do Congo B Ladainha da catira Maracatu melodiado D Dança do siriri ou rasqueado Antropologia > 2 Q3226722 Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica Ano: 2025 Banca: PROMUN Órgão: Prefeitura de Campos do Jordão SP Prova: PROMUN 2025 - Prefeitura de Campos do Jordão SP Intérprete de Libras O modelo Socioantropológico para Educação de Surdos, descrito por Skliar: A Sugere análises sobre a política de cotas para surdos nas Universidades brasileiras e estrangeiras. B Defende a proibição da Língua Portuguesa para as escolas comuns que atuam com crianças surdas. Aponta a diferença como elemento representativo da identidade, e, portanto, não se pode designar adjetivos melhor ou pior, bem ou mal, superior ou inferior. Problematiza a escolaridade de jovens e adultos surdos no desenvolvimento de currículos baseados no referencial D monocultural. 3 Q3221439 Antropologia > Etnografia. Radcliffe-Brown e Lévi-Strauss Estruturalismo. Linguagem e cultura. Etnolinguística Ano: 2025 Banca: Órgão: IF Farroupilha RS Prova: FUNDATEO 2025 IF Farroupilha RS - Professor EBTT Sociologia Assinale a alternativa que apresenta a melhor descrição da visão de Claude Lévi-Strauss sobre o pensamento mágico e sua relação com o pensamento científico. A pensamento mágico possui uma lógica estrutural distinta do pensamento científico. Esses tipos de pensamento não são opostos absolutos, mas formas diferentes de conhecimento e organização do B mundo. O pensamento científico é mais flexível e adaptável, enquanto o pensamento mágico é mais sistemático e universal. D O pensamento mágico é um conhecimento irracional e sem lógica, inferior ao pensamento científico. E O pensamento mágico é uma forma de conhecimento que só existe em sociedades primitivas.Antropologia > Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participa 4 Q3218660 Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, músi Ano: 2025 Banca: UFRR Órgão: UFRR Prova: UFRR 2025 UFRR Produtor Cultural "Cultura é uma dimensão do processo social, da vida de uma sociedade. Não diz respeito apenas a um conjunto de práticas e concepções, como por exemplo se poderia dizer da arte. (..) Entendida dessa forma, cultura diz respeito a todos os aspectos da vida social, e não se pode dizer que ela exista em alguns contextos e não em outros". FONTE: Disponível em: (Santos, ). L. O que é Cultura. São Paulo: Brasiliense, 2006, Tendo como referência o excerto acima, julgue os itens seguintes: I. Do ponto de vista antropológico, existem basicamente dois tipos de cultura: a erudita e a popular. II. Seja entendida como conceito ou como dimensão pratica da vida social, a noção de cultura é historicamente construída. III. É possível afirmar que existem culturas mais evoluídas do que outras, já que nem todas as sociedades desenvolvem-se da mesma forma. IV. Considerando que as nações são unidades politicas da historia contemporânea, é possível falar na existência de diferentes culturas nacionais. As opções CORRETAS são: A e II, apenas. B Il e V, apenas. I, Il e III, apenas. D II, III e IV, apenas. E I, II, III e IV. 5 Q3217768 Antropologia > Antropologia jurídica Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia Leia o trecho a seguir. A parte "jurídica" do mundo não é simplesmente um conjunto de normas, regulamentos, princípios, e valores limitados, que geram tudo que tenha a ver com o direito, desde decisões do júri, até eventos destilados, e sim parte de uma maneira específica de imaginar a realidade. Trata-se, basicamente, não do que aconteceu, e sim do que acontece olhos do direito; e se o direito difere, de um lugar ao outro, de uma época a outra, então o que seus olhos veem também se modifica. GEERTZ, Clifford. saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. A Antropologia do Direito busca compreender a ordenação legal como um fenômeno da sociedade e da cultura. Na concepção exposta acima, o Direito é tomado como A uma construção simbólica que tem por objetivo a interpretação da realidade e sujeita à variabilidade. B um conjunto universal e objetivo de normas que regula e busca homogeneizar o comportamento humano. uma leitura direta dos acontecimentos reais que reflete os fatos concretos e verificáveis da vida social. D um sistema técnico normativo baseado em uma lógica formal e capaz de abarcar os casos particulares. E uma codificação cultural dos fatos humanos que funciona de acordo com suas próprias regras autônomas. Antropologia > 6 Q3217766 Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, músi Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia A concepção de Referência Cultural surge no Brasil na década de 1970 e se torna base para as políticas patrimoniais subsequentes. Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir. I. Investe em uma política de reconhecimento baseada no valor inerente aos próprios objetos culturais para a cultura. II. Inspira o estabelecimento de critérios universais para a identificação e a valorização do patrimônio. III. Instaura uma concepção de bem cultural ligada aos valores atribuídos pela comunidade e à diversidade de expressões. Está correto o que se afirma em A III, apenas. B e II, apenas.III, apenas. D e III, apenas. E I, e III. Antropologia > 7 Q3217765 Sistemas Religiosos Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia O caso a seguir expõe um tipo de relação entre mito e narrativa histórica. A Cachoeira de corresponde a um lugar de referência fundamental para os povos indígenas que habitam a região banhada pelos rios Uaupés e Papuri. Várias pedras, lajes, ilhas e paranás da Cachoeira de simbolizam episódios de guerras, perseguições, mortes e alianças descritos nos mitos de origem e nas narrativas históricas desses povos. Para eles, é seu lugar sagrado, onde está marcada a história de sua origem e fixação nessa região, assim como a história do estabelecimento das relações de afinidade que vêm permitindo, até hoje, a convivência e o compartilhamento de padrões culturais entre os diversos grupos que coabitam naquele território, há milênios. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Mitos de Origem e Narrativas Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/763 Assinale a opção que expressa corretamente essa relação. A A ideia de que os mitos indígenas obtêm valor na medida em que possam ser traduzidos para relatos históricos reais. B A compreensão das diversas dimensões materiais e imateriais que estão incluídas nas narrativas míticas. A valorização dos mitos indígenas como narrativas coletivas autônomas em relação aos processos históricos concretos. D A concepção do mito como relatos de experiências e traumas que contam com ornamentos estéticos suplementares. E A incomensurabilidade entre as narrativas indígenas e os relatos factuais de tipo histórico dos ocidentais. 8 Q3217764 Antropologia > Antropologia jurídica Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 IPHAN Antropologia trecho a seguir estabelece relações entre as linguagens da Antropologia e do Direito No jogo de éticas e de poderes em conflito, no âmbito da arena originada com a defesa de interesses e direitos de novas identidades, os antropólogos e os operadores do direito estão diante de um desafio, que pode ser traduzido pela criação de novos espaços de diálogos possíveis e marcados pela inteligibilidade entre duas tradições de pensamento visando, para começar, a ampliação da compreensão sobre as diferenças que habitam o mundo e a criação de espaços válidos para acomodar essas diferenças. STUCCHI, Deborah. Percursos em dupla jornada: o papel da perícia antropológica e dos antropólogos nas políticas de reconhecimento de direitos. Tese (doutorado) Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2005. A posição apresentada expõe A a salvaguarda da neutralidade nas ciências humanas como forma de conservar a responsabilidade do antropólogo. B o esforço de criação de denominadores comuns na configuração do reconhecimento legal das diferenças. a defesa da uniformização dos direitos mediante a subordinação de fatos culturais à linguagem jurídica. D o conflito irreconciliável entre as linguagens e os protocolos da antropologia, por um lado, e do direito, por outro. E a ideia de que o direito é a ferramenta mais adequada para lidar com conflitos culturais e resolvê-los. 9 Q3217762 Antropologia > Antropologia jurídica Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologiatrecho a seguir discorre sobre as relações entre ciências sociais e ciências naturais, segundo Max Weber. Weber coloca, claramente, como um vício, derivado das ciências naturais a introdução indevida da noção de lei na sociologia, na história e na economia. A partir daí, ele é considerado um expoente na sociologia (em oposição a Durkheim) da distinção radical entre a ciência natural e a ciência social. Outros vão na mesma direção, mas, menos respeitosos em relação à ciência natural, colocam em questão a noção de lei em geral, invertendo a posição e não fazendo distinção fundamental entre os domínios científicos. VELHO, Otávio Guilherme. Considerações (In)Tempestivas sobre Nietzsche e Weber. Anuário Antropológico, 2018. (Adaptado) Assinale a opção que indica corretamente a posição deste autor. A conceito de lei é dispensável para a produção humana de conhecimento, pois toda forma de saber é relativa. B conhecimento sociológico prescinde do rigor metodológico, uma vez que depende da interpretação dos fenômenos. mundo natural e o social comportam uma homogeneidade, pois podem ser explicados a partir de leis universais. D conhecimento social deve progredir no sentido de adotar a aplicação dos pressupostos das ciências naturais. E método das ciências sociais deve focar na compreensão do sentido das ações sociais, e não em regularidades. Antropologia > 10 Q3217761 Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, músi Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia Alimentar a ideia de que a diversidade de costumes no tempo e no espaço não é simplesmente uma questão de indumentária ou aparência é também alimentar a ideia de que a humanidade é tão variada em sua essência como em sua expressão. Mas se nós descartamos a noção de que o Homem, com letra maiúscula, deve ser visto "por trás", "debaixo", ou "além" dos seus costumes, e se a substituímos pela noção de que o homem, sem maiúscula, deve ser visto "dentro" deles, corre-se perigo de perder por completo a perspectiva do homem. GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2015. Assinale a opção que reflete corretamente a problemática antropológica exposta no trecho acima. A A compreensão dos seres humanos por meio das várias culturas pode obscurecer sua humanidade compartilhada. B A antropologia deve buscar uma essência universal do homem, superando as limitações dos costumes. A identidade humana se define primariamente por fatores naturais, dos quais as práticas culturais são variações. D A antropologia deve rejeitar a generalização sobre o humano, tratando cada sistema cultural como incomensurável. E A multiplicidade cultural impossibilita a formulação de uma antropologia que transcenda os contextos específicos. 11 Q3217760 Antropologia > Etnografia. Radcliffe-Brown e Lévi-Strauss Estruturalismo. Linguagem e cultura. Etnolinguística Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia Leia o trecho a seguir. Certo, é verdade que a expressão "arte por arte" é vazia de sentido nas sociedades tradicionais da África negra. Toda produção artística era antes funcional, isto é, chamada a desempenhar um papel utilitário, exceto a aspiração do artista. Uma estatueta que Para um europeu satisfaria o gosto por suas formas harmoniosas, um pingente que lhe serviria para sublinhar uma parte do corpo, tudo isso era destinado a cumprir uma certa função. MUNANGA, Kabengele. "A dimensão estética na arte negro- africana tradicional". In: Arte afro-brasileira: o que é afinal? Lisboa: Oca Editorial, 2020. No Ocidente, a noção de "arte por arte" consolidou-se como uma valorização da experiência estética autônoma. Com base na perspectiva apresentada pelo autor, assinale a afirmativa correta. A A ausência de uma categoria equivalente à "arte por arte" indica a inexistência de apreciação estética. B A arte africana tradicional é ornamental, destacando-se pela valorização da forma e da harmonia estética. A concepção ocidental de arte permite uma leitura mais objetiva da dimensão estética da arte africana. D A arte africana tradicional expressa uma cosmovisão na qual os objetos transcendem a mera apreciação visual.E A separação entre arte e utilidade é uma característica universal, presente em todas as culturas. Antropologia > 12 Q3217758 Sistemas Religiosos Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia No texto a seguir, Muniz Sodré discorre sobre relações entre o fenômeno do sincretismo e a religiosidade. No sentido amplo, o amálgama sincrético pertence ao fenômeno da interculturalidade, que se tornou mais característico nas religiões universais: ao se expandir, o cristianismo, por exemplo, incorporou crenças locais, assim como fez o islamismo com relação ao judaísmo e ao cristianismo. Muitos séculos antes disso, os cultos africanos também se constituíram a partir de uma linhagem sincrética de sistemas de crenças egípcios, indianos e outros. sincretismo comporta aspectos tanto espontâneos quanto estratégicos. No caso dos cultos afro-brasileiros, pode-se falar de uma estratégia de natureza religiosa, mítica e histórica, destinada a a continuidade dos africanos e seus descendentes nas condições adversas da diáspora escrava. SODRÉ, Muniz. Pensar Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. Com base no texto, é correto afirmar que o sincretismo A é um fenômeno colonial, característico das dinâmicas de contato forçado entre sociedades. B abarca diferentes facetas, podendo responder a diversos tipos de circunstâncias históricas e culturais. C é um processo deliberado, no qual grupos religiosos articulam conscientemente a fusão de crenças. D depende de contextos de assimetria de poder, surgindo como resposta à dominação de um grupo sobre outro. E é incompatível com a preservação das tradições, que acabam sendo dissolvidas ao longo do processo. Antropologia > 13 Q3217757 Sistemas Religiosos Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia No trecho a seguir, Philippe Descola apresenta elaborações sobre a relação entre humanos e meio ambiente. Faz pouco tempo que começamos a ter a medida do preço extremamente alto que será preciso pagar pela exploração imoderada de nosso meio ambiente, com a poluição crescente do solo, do ar, da água e também dos organismos vivos, com o desaparecimento acelerado de inúmeras espécies de plantas e animais, com as consequências dramáticas do aumento do efeito estufa sobre o planeta. Em outros lugares do mundo, muitas culturas não seguiram o mesmo caminho, não isolaram a natureza como se ela fosse um domínio à parte, exterior, onde toda causa pode ser estudada cientificamente e onde tudo pode ser rentabilizado a serviço dos homens. DESCOLA, Philippe. Outras naturezas, outras culturas. São Paulo: Editora 34, 2016. De acordo com o que é exposto no trecho, assinale a afirmativa correta. A Algumas sociedades permaneceram ao lado da natureza, recusando a passagem à cultura. B problema central da crise ecológica está em desconsiderar o valor da natureza para os seres humanos. Há modos distintos de conceber a distância essencial entre os humanos e a natureza. D As transformações ambientais estão enraizadas em um paradigma cosmológico determinado. E efeito deletério intrínseco à atividade humana resulta na degradação ambiental. Antropologia > 14 Q3217756 Sistemas Religiosos Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia No texto a seguir, os autores criticam um modo de entender a história da espécie humana que se tornou senso comum entre leigos e estudiosos. mundo dos cacadores-coletores, antes da chegada da agricultura, era repleto de experiências sociais arrojadas, parecendo muito mais um variado desfile carnavalesco de formas políticas do que as insípidas abstrações da teoria evolucionária. Além disso, muitas das primeiras comunidades agrícolas eram relativamente isentas de níveis e hierarquias. E, longe de estabelecersólidas diferenças de classe, um número surpreendente das primeiras cidades do mundo se organizava segundo linhas de claro teor igualitário, que dispensavam governantes autoritários, políticos-guerreiros ambiciosos ou mesmo administradores opressores. David; WENGROW, David. despertar de tudo: uma nova história da humanidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. Trata-se da ideia de que a espécie humana evoluiu de formas igualitárias para estruturas cada vez mais hierárquicas, seguindo uma linha de A progresso inevitável. a agricultura e a urbanização foram etapas necessárias para o surgimento de estruturas igualitárias, pois permitiram o B florescimento cultural. a hierarquia social é um fenômeno esporádico, sem relação com o desenvolvimento tecnológico ou econômico das C sociedades. a diversidade política das sociedades antigas comprova que o igualitarismo só é viável em comunidades pequenas e D nômades. a acumulação de excedentes nas sociedades agrícolas levou a diferentes arranjos políticos, alguns dos quais evitaram E a centralização do poder. Antropologia > 15 Q3217755 Antropologia Social: Família, Sistemas de Parentesco, Matrimônio e Incesto. Organizações políticas em sociedades tradicion Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 Antropologia No fragmento a seguir, Marcel Mauss discorre sobre a vida econômica em determinadas sociedades não ocidentais, propondo um contraste em relação às concepções modernas. [T]oda essa economia muito rica está cheia de elementos religiosos: a moeda tem ainda seu poder mágico e ainda está ligada ao clã ou ao indivíduo; as diversas atividades econômicas, por exemplo o mercado, ainda estão impregnadas de ritos e de mitos; conservam um caráter cerimonial, obrigatório, eficaz; estão repletas de ritos e de direitos. É algo muito diferente do útil que circula nessas sociedades, a maioria delas já bastante esclarecidas. MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. São Paulo: Naify, 2003. De acordo com o fragmento, assinale a afirmativa correta. A As trocas comerciais são acompanhadas por ritos complementares voltados ao reforço de laços sociais. B A dimensão do sagrado interfere na vida econômica coletiva à maneira de uma particularidade étnica. C As trocas estão imersas em dimensões simbólicas e se situam para além do nível estritamente utilitário. D A relação entre religiosidade e economia altera o pragmatismo da vida cotidiana durante celebrações. E As práticas econômicas são rudimentares e ainda estão subordinadas às esferas política e religiosa. Antropologia > 16 Q3217754 Sistemas Religiosos Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia No texto a seguir, o autor apresenta uma aparente contradição no discurso da modernidade. Se o "espírito" era "moderno", ele o era na medida em que estava determinado que a realidade deveria ser emancipada da "mão morta" de sua própria história e isso só poderia ser feito derretendo os sólidos (isto é, por definição, dissolvendo o que quer que persistisse no tempo e fosse infenso à sua passagem ou imune a seu fluxo). Lembremos, no entanto, que tudo isso seria feito não para acabar de uma vez por todas com os sólidos e construir um admirável mundo novo livre deles para sempre, mas para limpar a área para novos e aperfeiçoados sólidos. BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar, 2000 Nesse trecho, ele sugere que a modernidade A rejeita as permanências e acaba criando um estado de fluxo contínuo sem criação de novas estruturas. B define-se pela destruição das estruturas consolidadas do passado, mas acaba estabelecendo novas permanências.reafirma as estruturas tradicionais ao invés de transformá-las, ao contrário do que afirmam seus ideólogos. D caracteriza-se pela criação de novas formas institucionais que reforçam a estabilidade social sem eliminar a tradição. E objetiva a emancipação do homem, mas acaba criando uma servidão ainda maior do que a tradicional. Antropologia > 17 Q3217752 Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, músi Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia Os movimentos feministas são frequentemente concebidos em ondas, cada uma marcando um momento distinto das lutas das mulheres, com reivindicações, pautas e estratégias próprias. Assinale a opção que apresenta a característica distintiva da chamada quarta onda do feminismo. A A crítica às representações midiáticas hegemônicas e a demanda por pluralidade representacional. B A problematização estrutural das disparidades laborais, com ênfase na equiparação remuneratória. A por meio de ciberativismo, utilizando redes sociais para a exposição sistemática de violências estruturais. D A subversão crítica de arquétipos normativos de gênero, com foco na despatologização das corporeidades. E A consolidação de direitos políticos e civis, articulando-se em torno da universalização de garantias jurídicas. Antropologia > 18 Q3217751 Antropologia Social: Família, Sistemas de Parentesco, Matrimônio e Incesto. Organizações políticas em sociedades tradicion Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia No trecho a seguir, Pierre Clastres apresenta uma leitura sobre a organização política das sociedades sem Estado. [O] que os selvagens [sic] nos mostram é o esforço permanente para impedir os chefes de serem chefes, é a recusa da unificação, é o trabalho de conjuração do Um, do Estado. A história dos povos que têm uma história é, diz-se, a história da luta de classes. A história dos povos sem história é, dir-se-á com menos tanta verdade, a história da sua luta contra o Estado. CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosao Naify, 2003. Assinale a opção que melhor representa a concepção do autor. A A luta dessas sociedades é uma etapa primitiva da dialética histórica que culminará no conflito de classes moderno. B A inexistência de um Estado decorre da imaturidade de suas instituições políticas, ainda em processo de formação. A oposição à unificação do poder está enraizada em sistemas mitológicos que associam chefes a forças cósmicas perigosas. D A negação do Estado se opera por meio de estratégias coletivas que bloqueiam a formação do poder coercitivo. E A organização política em lideranças consensuais, nas quais o governo existe sem hierarquia fixa. Antropologia > 19 Q3217750 Antropologia Social: Família, Sistemas de Parentesco, Matrimônio e Incesto. Organizações políticas em sociedades tradicion Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia Leia o trecho a seguir. Não foram apenas os intelectuais racistas formuladores das propostas de branqueamento racial ou os propagadores da mesticagem hierarquizada e cordial que viram os povos bantos como dotados de um conjunto de práticas desprovidas de maior profundidade. Até mesmo intelectuais comprometidos com a valorização das culturas africanas para a formação da identidade brasileira consideraram os saberes e espiritualidades dos bantos menos sofisticados, complexos e elaborados do que os dos iorubás, trouxeram ao Brasil o culto dos Luiz Antonio. Umbandas: uma história do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022 Com base no trecho, que aborda as tensões em torno das culturas africanas no Brasil, assinale a afirmativa correta.A categorização das culturas africanas reproduziu uma lógica de dominação mesmo em discursos que buscaram A exaltar a herança cultural dos subalternizados. Os ideólogos conservadores da mestiçagem tomaram as culturas banto como exemplares das características então B desejadas para a sociedade brasileira. A hierarquização das culturas africanas foi uma estratégia deliberada das elites coloniais para dividir as populações C escravizadas e enfraquecer a resistência cultural Os intelectuais reconhecedores da influência positiva das culturas africanas no Brasil tomaram a simplicidade das D culturas banto como modelo. A predominância dos cultos de matriz iorubá no imaginário brasileiro reflete imparcialidade na valorização das E diferentes culturas trazidas ao Brasil. Antropologia > 20 Q3217748 Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, músi Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV 2025 IPHAN Antropologia No trecho a seguir, o pensador quilombola, também conhecido como Nêgo Bispo, apresenta uma estratégia contracolonial para a relação com a língua Certa vez, fui questionado por um pesquisador de Cabo Verde: "Como podemos contracolonizar falando a língua do inimigo?". E respondi: "Vamos pegar as palavras do inimigo que estão potentes e vamos enfraquecê-las. E vamos pegar as nossas palavras que estão enfraquecidas e vamos potencializá-las. Por exemplo, se o inimigo adora dizer desenvolvimento, nós vamos dizer que o desenvolvimento desconecta, que o desenvolvimento é uma variante da cosmofobia. Vamos dizer que a cosmofobia é um vírus pandêmico e botar para ferrar com a palavra desenvolvimento. Porque a palavra boa é envolvimento". BISPO DOS SANTOS, Antônio. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023. Assinale a opção que corresponde à estratégia apresentada. A A desconstrução da língua do colonizador, evidenciando a fluidez e a falta de fixidez de seus significados. B A rejeição da língua colonizadora, apostando a revitalização de línguas ancestrais como ato de resistência. C A inversão de valor ideológico dos termos da língua dominante, questionando as suas bases. D A ampliação do sentido das palavras do colonizador, expandindo sua aplicação a diferentes contextos culturais. E uso da argumentação lógica, expondo contradições presentes no sistema embutido na linguagem do opressor. Respostas 1: A 2: C 3: B 4: B 5: A 6: A 7: B 8: B 9: E 11: D 12: B 13: D 14: A 15: C 16: B 17: C 18: D 19: A 20: C Qconcursos