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Profa Paula Castro 
CONCEITO
Do grego “sepo” –
putrefação ou decadência
“a febre é contínua, a superfície 
externa do corpo é fria e existe, 
internamente, uma grande 
sensação de calor e sede” 
Hipócrates
TERMINOLOGIA
Inflamação: reação fisiológica primária perante agressão tecidual, 
seja ela de natureza física (mecânica), química ou biológica 
(bactérias, vírus ou qualquer outro microorganismo vivo).
Infecção: resposta inflamatória à presença de microrganismos ou à 
invasão dos tecidos normalmente estéreis. 
Bacteremia: presença de bactérias viáveis no sangue.
O que é a SEPSE?
Disfunção orgânica causada por uma
resposta inadequada do hospedeiro frente a
uma infecção;
4
TERMINOLOGIA
• Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS): 
reação inflamatória desencadeada pelo organismo
frente a qualquer agressão infecciosa ou não-
infecciosa.
• Síndrome de disfunção de múltiplos órgãos e 
sistemas (MODS): função orgânica alterada, na qual a 
homeostase não pode ser mantida sem intervenção.
6
7
Mediadores 
Inflamatórios
9
Mediadores 
inflamatórios
10
11
12
O óxido nítrico é um radical livre altamente reativo, e 
liberação excessiva e prolongada de óxido nítrico 
resulta em vasodilatação generalizada e na hipotensão 
sistêmica
É o principal mediador da resposta 
inflamatória aguda a bactérias gram-negativas 
e outros microrganismos infecciosos e é 
responsável por muitas das complicações 
sistêmicas de infecções graves.
Consequências
Vasoconstrição(↓ 
glicose e O2)
Redistribuição do 
volume sanguíneo
↑ Consumo O2
↑Catabolismo 
(glicogenólise e 
gliconeogênese)
Anaerobiose (↑ lactato)
SIRS
Vasodilatação Diminuição volemia Diminuição temperatura Dor
Evento inflamatório exacerbado, em nível sistêmico, desencadeado por vários tipos 
de insultos 
(físico, químico ou biológicos)
SUSPEITA DE SIRS
2/4 3/4
16
Mas porque 
uma pancreatite 
pode levar a 
sepse?
17
Translocação Bacteriana
• Passagem de microorganismos ou seus produtos 
tóxicos (endotoxinas) através da mucosa 
intestinal até a lâmina própria, e desta para os 
linfonodos mesentéricos e, possivelmente, para 
outros tecidos.
• Fragmentos ou endotoxinas das bactérias 
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20
Trauma 
Infecção
Sepse
Choque 
Séptico
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•Disfunção Orgânica 
ameaçadora à vida 
causada por uma 
resposta desregulada do 
organismo á infecção
SEPSE:
23
SOFA qSOFA
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27
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DIAGNÓSTICO 
• Histórico
• Intervenção cirúrgica
• Secreção vaginal
• Secreção nasal purulenta/ tosse
• Aumento de volume abdominal
• BUSCAR O FOCO
• Cavidade torácica
• Cavidade abdominal
• Trato urinário, reprodutivo, gastrointestinal e 
traumas
• PERITONITE**
• Anormalidade CIRCULATÓRIA e 
METABÓLICA grave o suficiente para 
levar o aumento importante da 
mortalidade
•Hipotensão refratária 
• ↑ Lactato
CHOQUE 
SEPTICO:
AUMENTO DO 
LACTATO
Desequilíbrio entre produção e consumo - glicólise em condições de anaerobiose
Indicador para avaliação do metabolismo celular
Sepse grave – hipóxia citopática – há O2 disponível mas a célula não respira pelo
bloqueio mitocondrial causados pelas citocinas e pelo NO
HIPOPERFUSÃO
SINDROME DE 
DISFUNÇÃO DE 
MULTIPLOS 
ORGÃOS (SDMO)
• Disfunção progressiva de 2 ou mais
sistemas
• 1aria – insulto inicial
• 2aria – inflamação sistêmica
• Complicação mais grave de uma
doença critica
• As citocinas liberadas na SIRS ou SEPSE 
quando atingem níveis sistêmicos→
disfunção cardiorrrespiratoria
progressiva, hipotensão e aumento de 
permeabilidade vascular, disfunção
orgânica, morte
DISFUNÇÕES 
ORGANICAS
• Hipotensão (vasodilatação + permeabilidade
vascular)
• Disfunção miocárdica
• Hipóxia (SARA): cianose e taquipneia
• TFG (Oliúria)
• Alteração do nível de consciência
• Hipoperfusão TGI (atrofia da mucosa →
translocaçao bacteriana)
• Exaustão hepática (Bilirrubinas)
• Ativaçao de citocinas pró coagulantes (consumo
de fatores de coagulaçao)
• Anemia (sequestro e proliferação medular)
• Hipoperfusao ( lactato)
• Hiperglicemia
TRATAMENTO
• 1º ESTABILIZAÇÃO
• Identificação do paciente
com sepse ou choque
séptico
• Critérios de SIRS ou
infecção documentada
ou suspeita
• Identificação do paciente de 
alto risco
• PAS 4mmol/L
38
ANTIBIOTICOTERAPIA
• Identificar o foco
• Colheita de material para cultura e 
antibiograma
• Sangue/ foco infeccioso
• Antes da administração de 
antibiótico
• ATB endovenosa empírica na
primeira hora 
• Idade
• Comorbidades : avaliar FR e FH
• Histórico
• Sítio infeccioso→ ATB com boa 
penetração
• Possíveis agentes envolvidos
• Amplo espectro
• Gram + e Gram – (aeróbio
e anaeróbios)
ANTIBIOTICOTERAPIA
Combinações utilizadas
Amoxixilina com 
clavulânato de potássio
Ampicilina + enrofloxacina
Cefazolina/ ceftriaxona/ 
ceftiofur 
•Associados ao metronidazol
Infecção hospitalar → bactérias mais 
resistentes
Evitar ATB que o paciente já tenha feito 
uso
CONTROLE 
DO FOCO
Lembrar dos acessos infeccionados
Cirurgia de urgência ( a exposição) 
Somente após 
estabilização
Assim que os parâmetro 
normalizarem → IC
Estabilização só se 
mantem se o foco for 
tratado
Intervenção 
cirúrgica + anestesia
Resposta inflamatória
Planejar procedimento 
rápido e pouco invasivo
Boa monitoração da 
anestesia 
NUTRIÇÃO Nutrição enteral
• Colocação de tubos assim
que o paciente estiver
estável→ se necessário
• Manter viabilidade da 
barreira mucosa e da flora
• Reduzindo invasão
bacteriana e bacteremia da 
veia porta
45
46
	Slide 1: Profa Paula Castro 
	Slide 2: CONCEITO
	Slide 3: TERMINOLOGIA
	Slide 4: O que é a SEPSE?
	Slide 5: TERMINOLOGIA
	Slide 6
	Slide 7
	Slide 9: Mediadores Inflamatórios
	Slide 10: Mediadores inflamatórios
	Slide 11
	Slide 12
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15: SUSPEITA DE SIRS
	Slide 16
	Slide 17: Mas porque uma pancreatite pode levar a sepse?
	Slide 18: Translocação Bacteriana
	Slide 19
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29: DIAGNÓSTICO 
	Slide 32
	Slide 33: AUMENTO DO LACTATO
	Slide 35: SINDROME DE DISFUNÇÃO DE MULTIPLOS ORGÃOS (SDMO)
	Slide 36: DISFUNÇÕES ORGANICAS
	Slide 37: TRATAMENTO
	Slide 38
	Slide 40
	Slide 41: ANTIBIOTICOTERAPIA
	Slide 42: ANTIBIOTICOTERAPIA
	Slide 43: CONTROLE DO FOCO
	Slide 44: NUTRIÇÃO
	Slide 45
	Slide 46

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