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DIREITO DE FAMÍLIA CASO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA Acadêmico: Felipe Saraiva Favacho Matrícula: 202308391313 RELATÓRIO DO CASO: Mãe, atual narradora dos fatos, compartilhou os fatos que acontecem no seu cotidiano, no qual conta sobre a dificuldade de arcar com a responsabilidade, educação, saúde e custos que tem que arcar sozinha do seu atual filho. Fruto de um relacionamento amoroso com seu ex companheiro no qual viviam dividindo o mesmo endereço. Ela afirma que o atual pai da criança, informa que não irá realizar o pagamento de pensão alimentícia, muito menos ajudar com qualquer custo na criação do menor, pois afirma ele que ele não reconhece o menor como seu filho, após a separação calorosa do ex-casal. A mesma afirma que o mesmo, possui seu nome na certidão de nascimento do menor que no quando habituavam no mesmo endereço, nunca relatou nada sobre que o filho não seria dele, pelo término conturbado do casal, acabou ele levantando essa questão para se isentar da responsabilidade de criar seu filho menor. Ela frisa que o relacionamento entre pai e filho sempre foi excelente, ele afirmou ainda que ela poderia buscar ajuda judicial se quisesse receber qualquer quantia de sua pessoa. A mãe, mora sozinha com seu filho, trabalhando de segunda a sexta em uma fábrica na cidade, recebendo cerca de 01 (um) salário-mínimo, tendo que arcar sozinha com a alimentação, educação, saúde e lazer da criança, ainda tendo que pagar uma pessoa de sua confiança para permanecer com a criança enquanto ela está no trabalho. Frisa ela que tentou por todos os meios resolver a situação amigável, sem procurar os meios legais para resolução do problema, no qual o mesmo faz pouco caso. Tendo isso ela trouxe o seu problema para que seja debatido por esta turma para que haja melhor solução do seu caso. O mesmo, trabalha de carteira assinada como atendente, em um shopping da cidade em palavras do mesmo disse que já tinha contas demais para pagar, não havendo recursos suficientes para pagar e nem ajudar financeiramente sua ex-cônjuge, mãe do seu único filho. A mesma fala que a atitude começou logo depois que entrou em um novo relacionamento, dizendo também que é o atual namorado que deve arcar com os gastos. FUNDAMENTAÇÃO De fato, ao analisarmos os fatos barrados pela mãe, conseguimos constar a negligência do um pai para com seu filho. Negligenciando as necessidades básicas de seu filho. Nos termos do Código Civil Brasileiro, sustenta e dar a responsabilidade dos pais com a responsabilidade de criá-lo, de forma digna, e lhe prestar a devida educação. Art. 1.634 CC Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos: I. Dirigir-lhes a criação e a educação; É necessário ressaltar que o menor precisa de auxílio do pai, a criança precisa e necessita de alimentação digna, pois todo ser precisa de alimentação para se manter saudável e ter um bom desenvolvimento, temos a lei para nos constar desse direito. Não acendo uma alimentação saudável acarretará o mal desenvolvimento do menor, ressaltando que não é só a genitora que tem o dever de prestar a alimentação de seu filho. De acordo com: Art. 1.694. CC Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem parar viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. § 1º. Os Alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. Também devemos analisar a fala expressa do pai do menor, não se importando com as necessidades da criança, de acordo com nosso código civil brasileiro, os pais têm que suprir as necessidades de seus menores até que a lei determine que não seja mais necessário o pagamento de pensão do genitor ao quem pede, assim diz a Súmula do STJ n 358. Súmula n 358 do STJ - É vetada a exoneração automática do alimentante, sem possibilitar ao alimentado a oportunidade para se manifestar e comprovar, se for o caso, a impossibilidade de prover a própria subsistência. Se porventura, o pai ficar impossibilitado a prestação de pensão, por motivos de desemprego ou de natureza mais grave, deve ele informar pelos meios legais a sua condição financeira atual. Assim como fala a lei, salientado no art. 1.699 do Código Civil. Art. 1.699 Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juíz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo. A genitora gostaria de propor pai, a guarda compartilhada do menor, reaproximando o menor de seu pai, e possibilitando que não só a mãe assuma a responsabilidade dos cuidados com o menor. A guarda compartilhada seria, inicialmente, melhor para o menor, mas deve ser consensual ou decidido por ação judicial. A guarda compartilhada, incialmente seria a melhor alternativa para o menor, ressaltando que sempre devemos buscar o melhor interesse do menor. Art. 1.583. A guarda será unilateral ou compartilhada. (Redação dada pela Lei nº 11.698, de 2008). § 1º. Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que o substitua ( art. 1.584, § 5 o ) e, por guarda compartilhada a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008). § 2º. A guarda unilateral será atribuída ao genitor que revele melhores condições para exercê-la e, objetivamente, mais aptidão para propiciar aos filhos os seguintes fatores: (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008). §3º. Na guarda compartilhada, o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma equilibrada com a mãe e com o pai, sempre tendo em vista as condições fáticas e os interesses dos filhos: (Redação dada pela Lei nº 13.058, de 2014) I – Afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar; (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008). I - Afeto nas relações com o genitor e com o grupo familiar; (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008). II – saúde e segurança; (Incluído pela Lei nº 11.698, de 2008). III – Educação SOLUÇÃO Com todos as informações colidas, teve a mãe (genitora), procurar um advogado atuante em Direito de Famílias, caso não tenha quaisquer recursos, procurar o Ministério Público para buscar os direitos e interesses do menor. Solicitar mediante a justiça, Gratuidade de Justiça de acordo com o art. 5º, inciso LXXIV, CF. Pois a requerente é hipossuficiente de arcar com despesas advocatícias e judiciais. Solicitar, que seja definido o pagamento de 30% de seus recebimentos líquidos, assim mantendo o melhor interesse do menor. Pedir, ao INSS que possa informar qualquer vínculo empregatício do genitor, assim possibilitando o desconto da pensão direto da folha de pagamento. Solicitar ao juiz o pedido de tutela de urgência, vendo e possibilitando o melhor interesse do menor, não acarretando mais prejuízos a criança. O pagamento de valores retroativos, não pagos pelo requerido, evitando o prejuízo de partes. Ananindeua- PA