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Orientações para a inclusão de migrantes na escola
Assista ao Seminário on-line "Repensando la inclusión de los menores migrantes en los
sistemas educativos - Recomendaciones políticas y sugerencias para las prácticas", realizado
em 11 de maio de 2022 e promovido pela Universidade de Barcelona no âmbito do projeto de
pesquisa MiCreate (Migrant Children and Communities in a Transforming Europe). Esse projeto
foi desenvolvido de 2019 a 2022 e envolveu pesquisadores de 10 países europeus. Nesse
seminário, os coordenadores da equipe espanhola (Prof. Dr. Fernando Hernández, Profa. Dra.
Juana Sancho Gil e Profa. Dra. Judit Onsès Segarra) resumem, nos 38 min iniciais, alguns dos
resultados da pesquisa.
Longe de uma perspectiva colonialista que almejaria a mera transposição ou imposição de
orientações europeias para as escolas brasileiras contemporâneas, o objetivo de assistir a esse
seminário é nos aproximarmos dos resultados dessa pesquisa, a fim de refletirmos criticamente
sobre nossos contextos locais no Brasil (inclusive levando em conta as próprias diferenças entre
regiões, estados e cidades do país). Após explorar partes do seminário, vamos sugerir outras
fontes que possam auxiliar você na reflexão acerca do contexto brasileiro.
Na primeira parte do seminário, após resumir o contexto da pesquisa, o Prof. Fernando Hernández apresenta o que os pesquisadores aprenderam
sobre como sistemas educativos europeus lidam com a diversidade discente. Relacione as diferentes visões de inclusão advindas do entendimento
dos diferentes modos como as escolas estudadas abordam a questão.
(A) Enfoque assimilacionista (B) Enfoque intercultural
(C) Enfoque holístico (D) Enfoque segregacionista
A B C D Enfoque segregacionista
Entende que a melhora maneira de trabalhar com crianças migrantes é separando-as do
sistema escolar regular, com o objetivo de promover a integração na sociedade.
A B C D Enfoque intercultural
Evita a colonização do outro na escola; ou seja, objetiva a integração dos migrantes sem que
precisem abdicar das suas culturas, histórias, conhecimentos e trajetórias. Trata crianças
locais e migrantes como iguais, favorecendo a cooperação e a convivência, sem segregação
e antagonismos, e promovendo o conhecimento e a compreensão respeitosa acerca das
culturas dos outros, de modo bidirecional. Valoriza o que os migrantes trazem (valores,
línguas, religiões, culturas) e não os reduz às suas limitações. Fomenta um sentido de
comunidade na escola.
https://www.micreate.eu/
A B C D Enfoque assimilacionista
Tem como objetivo a normalização dos migrantes através da sua adaptação na sociedade de
acolhimento (o que o Prof. Fernando Hernández denuncia como um modo eufemista de se
referir à sociedade dominante que recebe migrantes). Pressupõe que migrantes devem
renunciar às suas identidades construídas até a chegada no país dominante; devem esquecer
as línguas que falam, as culturas nas quais cresceram e sua nacionalidade (e de seus
familiares), de modo a conhecer e adquirir a cultura local, construindo nova identidade
sociocultural condizente com a sociedade e escola acolhedoras.
A B C D Enfoque holístico
Concebe integração de modo estrutural, o que significa que não cabe exclusiva e
isoladamente à escola o papel de integrar os migrante na sociedade, mas sim a todos os
agentes sociais e institucionais envolvidos na rede de acolhimento aos migrantes. Demanda o
envolvimento integrado e conjunto de todos os atores: as crianças e famílias migrantes, as
crianças e famílias locais, a comunidade escolar e a comunidade local. Considera as
diferenças individuais das crianças e adota uma postura inclusiva de respeito aos costumes e
práticas culturais das crianças.

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