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Práticas educacionais para o trabalho com a diversidade linguística e cultural

Atividade de verdadeiro ou falso sobre formação de professores para educação multilíngue, com afirmações e respostas justificadas que abordam bilinguismo, translinguagem, vertentes curriculares, pedagogia multilíngue (justiça social e prática) e avaliação.

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Práticas educacionais para o trabalho com a diversidade linguística e cultural
Unidade 5
De acordo com os trechos do texto "Formação de Professores para a Educação Multilíngue", de García e Kleyn (2013), assinale cada afirmação abaixo como verdadeira (V) ou falsa (F):
VERDADEIRO - A afirmação das autoras de que todos os professores, de todas as áreas de atuação, devem se preparar para a educação bilíngue no séc. XXI sugere que, além de cada vez mais as salas de aula receberem estudantes de várias culturas e línguas, a globalização e a expansão das tecnologias têm aproximado comunidades, extrapolando os limites geográficos.  Esses fenômenos exigem o desenvolvimento de múltiplos entendimentos sobre idiomas e culturas e promovem a valorização da diversidade humana, buscando a educação dos sujeitos através das línguas e desafiando o ensino tradicional de línguas, em que se ensina a língua pela língua.
FALSO - A primeira vertente de um currículo de formação de professores para a educação multilíngue defende que os professores conheçam plenamente os estudantes, seu contexto socio-histórico, sua cultura e seus interesses. Ressalta também a importância de se estabelecer uma relação de colaboração entre as escolas e as famílias e comunidades dos estudantes. Esse conhecimento contribui para que o professor priorize o ensino da língua majoritária padrão, que deve ser o principal objetivo da educação multilíngue, sobretudo para a populações de imigrantes, que têm o dever de aprender corretamente a língua nativa da nação que as recebe.
VERDADEIRO - A segunda vertente de um currículo de formação de professores para a educação multilíngue propõe que todos os professores tenham conhecimento sobre bilinguismo, educação bilíngue, relações de poder entre as línguas e ideologias de linguagem. Devem entender que bilinguismo não é um problema, mas um recurso, que traz vantagens cognitivas para os sujeitos, possibilitando o biletramento através do desenvolvimento da consciência metalinguística, do uso criativo e do poder de escolhas sobre a língua.
VERDADEIRO - Os professores também devem se familiarizar com os conceitos de bilinguismo dinâmico e translinguagem, porque educar no século XXI significa preparar estudantes para interações que desafiam categorizações tradicionais de língua, como primeira língua, segunda língua, língua estrangeira e língua materna. A complexidade linguística do século XXI é dinâmica e não linear para dar conta de contextos diversos nos quais as práticas linguísticas são múltiplas e estão constantemente se ajustando ao terreno multimodal e multilíngue do ato comunicativo.
VERDADEIRO - A terceira vertente envolve a construção de uma pedagogia multilíngue que abarca dois princípios básicos: a justiça social e a prática social. A justiça social deve se refletir por meio da valorização do bilinguismo e da promoção de um contexto de aprendizagem acolhedor para as identidades dos estudantes, que prestigie a multiplicidade de usos da língua, mantendo o rigor acadêmico e as expectativas de sucesso. O princípio da prática social coloca o aprendizado como resultado da colaboração entre os estudantes, permitindo-lhes experimentar ideias e ações e assim construir socialmente sua aprendizagem (Vygotsky, 1978). Tais princípios demandam o ativismo do professor no sentido de conscientizar seus pares e de desenvolver nos estudantes a capacidade de defenderem seus direitos linguísticos.
FALSO - Não pode haver pedagogia significativa sem avaliação válida. O ensino e a avaliação devem ser planejados simultaneamente. No contexto de educação de imigrantes, os professores devem aprender a observar, a envolver os estudantes em debates, a rever os registos de aprendizagem e os diários dos estudantes e a construir testes adequados, que privilegiam a língua majoritária culta nativa do país que os recebe. Devem fazer uso da avaliação para informar a instrução com o objetivo primordial de avaliar o que os estudantes sabem e podem fazer na vida real usando somente a língua adicional.
FALSO - Uma pedagogia do multilinguismo promove uma postura de cuidado crítico que  responde ao contexto sociolinguístico da escola e reflete os desejos e aspirações sociais do pais. Também se reflete no material didático usado pelos professores e no currículo orientado para a substituição da língua de casa pela língua padrão majoritária. Todos esses aspectos se materializam no trabalho da escola e do professor para estimular os estudantes imigrantes a utilizarem somente práticas linguísticas na língua-alvo e gradativamente abandonarem as práticas linguísticas de casa para se adaptarem ao país que os recebe.
Longe de uma perspectiva colonialista que almejaria a mera transposição ou imposição de orientações europeias para as escolas brasileiras contemporâneas, o objetivo de assistir a esse seminário é nos aproximarmos dos resultados dessa pesquisa, a fim de refletirmos criticamente sobre nossos contextos locais no Brasil (inclusive levando em conta as próprias diferenças entre regiões, estados e cidades do país). Após explorar partes do seminário, vamos sugerir outras fontes que possam auxiliar você na reflexão acerca do contexto brasileiro.
Na primeira parte do seminário, após resumir o contexto da pesquisa, o Prof. Fernando Hernández apresenta o que os pesquisadores aprenderam sobre como sistemas educativos europeus lidam com a diversidade discente. Relacione as diferentes visões de inclusão advindas do entendimento dos diferentes modos como as escolas estudadas abordam a questão.
(A) Enfoque assimilacionista
(B) Enfoque intercultural
(C) Enfoque holístico
(D) Enfoque segregacionista
D - Entende que a melhora maneira de trabalhar com crianças migrantes é separando-as do sistema escolar regular, com o objetivo de promover a integração na sociedade.
B - Evita a colonização do outro na escola; ou seja, objetiva a integração dos migrantes sem que precisem abdicar das suas culturas, histórias, conhecimentos e trajetórias. Trata crianças locais e migrantes como iguais, favorecendo a cooperação e a convivência, sem segregação e antagonismos, e promovendo o conhecimento e a compreensão respeitosa acerca das culturas dos outros, de modo bidirecional. Valoriza o que os migrantes trazem (valores, línguas, religiões, culturas) e não os reduz às suas limitações. Fomenta um sentido de comunidade na escola.
A - Tem como objetivo a normalização dos migrantes através da sua adaptação na sociedade de acolhimento (o que o Prof. Fernando Hernández denuncia como um modo eufemista de se referir à sociedade dominante que recebe migrantes). Pressupõe que migrantes devem renunciar às suas identidades construídas até a chegada no país dominante; devem esquecer as línguas que falam, as culturas nas quais cresceram e sua nacionalidade (e de seus familiares), de modo a conhecer e adquirir a cultura local, construindo nova identidade sociocultural condizente com a sociedade e escola acolhedoras.
C - Concebe integração de modo estrutural, o que significa que não cabe exclusiva e isoladamente à escola o papel de integrar os migrante na sociedade, mas sim a todos os agentes sociais e institucionais envolvidos na rede de acolhimento aos migrantes. Demanda o envolvimento integrado e conjunto de todos os atores: as crianças e famílias migrantes, as crianças e famílias locais, a comunidade escolar e a comunidade local. Considera as diferenças individuais das crianças e adota uma postura inclusiva de respeito aos costumes e práticas culturais das crianças.
Na segunda parte do seminário, também com base no trabalho com escolas no âmbito do projeto de pesquisa MiCreate, as Profas. Juana Sancho Gil e Judit Onsès Segarra discutem recomendações para escolas considerando os seguintes aspectos (obviamente, interrelacionados):
(1) Sentimentos de pertencimento e bem-estar nas escolas;
(2) Relação com a equipe profissional que trabalha na escola, como bibliotecários(as), porteiros(as), cozinheiros(as), profissionais da limpeza, secretários(as), professores, direção etc.;
(3) Relação comcolegas e amigos(as);
(4) Relação entre as famílias e a escola;
(5) Políticas linguísticas;
(6) Diversidade;
(7) Capacidade de ação das crianças na escola.
Relacione as reflexões a seguir com o aspecto correspondente.
2- Estudantes migrantes (na verdade, todos os estudantes da escola) precisam conceber os profissionais que trabalham na escola como pessoas capazes de fornecer apoio e ajuda. Para tal, é indispensável a formação dos profissionais da escola para trabalhar com questões de interculturalidade, integração, conflitos interétnicos e discriminação.
6- As escolas precisam atentar para o fato de que as identidades dos(as) estudantes migrantes podem ser transnacionais e multiculturais. Nesse sentido, é sugerido: (a) que o currículo se distancie de uma organização colonial, de modo a reconhecer diversas culturas, etnias e geografias; (b) novamente, que as línguas de todos sejam valorizadas e respeitadas; e (c) que sejam criados espaços para o ensino também das línguas dos(as) migrantes na escola. A pesquisadora também destaca a importância de que parte dos profissionais que trabalham na escola sejam de origem migrante.
3- Os(as) estudantes migrantes participantes da pesquisa destacaram a importância das amizades para a integração na escola e na sociedade. Para tal, além do trabalho com diversidade em sala de aula (com sua inserção no currículo), a pesquisadora sugere a supervisão de dinâmicas entre colegas — se os(as) estudantes possuem amizades próximas, se se sentem aceitos e apoiados, se na escola há amizades interétnicas —, bem como o estímulo ao apoio entre estudantes.
4- Sendo a família uma importante fonte de apoio psicossocial, a pesquisadora sugere que a escola busque qualificar a comunicação e inclusão das famílias durante toda a escolarização e para todos os níveis escolares. Também sugere a construção de protocolos de acolhimento, o que pode envolver, entre outras ações, a oferta de informações nos idiomas dos familiares.
7- O enfoque centrado nas crianças e adolescentes promove maior engajamento e participação ativa nos processos de integração, possibilitando aos(às) estudantes migrantes um papel mais ativo na definição de problemas e encaminhamentos. Nesse sentido, os(as) estudantes migrantes, assim como todo o corpo discente da escola, precisam ter garantido o direito a opinar e participar da construção das políticas escolares (através de conselhos de classe, comissões etc.).
1- Aqui a cultura escolar possui um papel importantíssimo. Para a promoção desse aspecto, a pesquisadora indica as seguintes sugestões a partir da pesquisa: elaboração (e financiamento) de planos sistemáticos de inclusão (em diálogo com os(as) estudantes e famílias migrantes); inclusão de temas sobre diversidade no currículo e no cotidiano da escola; criação de protocolos para prevenção, denúncia e tratamento de assédio relativo a etnias, culturas de origem, religiões, gêneros etc.; apoio para lidar com o luto por perdas ou distanciamento de familiares em casos de deslocamentos forçados etc.
5- Esse aspecto vincula-se fortemente às unidades anteriores deste curso. Como recomendações fruto da pesquisa, a pesquisadora ressalta a necessidade de: (a) ampliação legal de horas para aprendizagem das línguas oficiais da escola; (b) oferta de apoio linguístico adicional aos migrantes ao longo da escolarização, não apenas no período de chegada à escola; e (c) contratação de professores bilíngues ou multilíngues capazes de se comunicar nas línguas dos(as) estudantes migrantes. Também ressaltam a importância de se promover a legitimação do uso das línguas dos(as) migrantes no cotidiano escolar.
Relacione os objetivos a seguir com o projeto correspondente.
(1) Projeto 1
(2) Projeto 2
Projeto 2 Desenvolver habilidades de busca e síntese de dados; melhorar a leitura e a escrita; promover a reflexão crítica a partir de uma abordagem interseccional; gerar perspectivas não eurocêntricas expandindo as referências curriculares; e introduzir o campo da Filosofia da Ciência. (ESTALAYO et al., 2022, p. 51, tradução nossa).
Projeto 1 Valorizar e respeitar todas as línguas. Encontrar semelhanças e diferenças entre as diferentes línguas. Aprender expressões básicas das diferentes línguas faladas na escola e/ou na comunidade. Estimular a empatia com meninos e meninas recém-chegados que possam ter dificuldades em aprender a(s) língua(s) oficial(is) utilizada(s) na escola e comunidade acolhedora. Representar visual e artisticamente diferentes expressões relacionadas a acolhimento, multiculturalidade, relacionamento e intercâmbio de forma multilíngue. Fomentar e construir relações mais fortes entre a escola e as famílias. Melhorar a convivência entre comunidades e grupos na escola. (Adaptado de Estalayo et al., 2022, p. 33).

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