Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

RESPONSABILIDADE PELO FATO DO SERVIÇO 
Quem oferece um serviço (o fornecedor) é responsável por qualquer dano causado ao 
consumidor, mesmo que não tenha tido culpa. Isso significa que, se o serviço tiver 
algum defeito ou se o fornecedor não der informações claras sobre como usá-lo ou 
sobre os riscos, ele deve pagar pelos prejuízos causados. 
Esse tipo de responsabilidade é chamada de objetiva, pois não precisa provar que 
houve erro ou má intenção. O simples fato do serviço estar com problema e causar dano 
já é suficiente para o consumidor ter direito à indenização. 
O autor Zelmo Denari reforça que essa responsabilidade vale tanto para defeitos diretos 
no serviço quanto para problemas por falta de informação clara nos contratos ou na 
propaganda. 
DEFINIÇÃO DE SERVIÇO DEFEITUOSO NO CDC 
Um serviço é considerado defeituoso quando não oferece a segurança que o 
consumidor espera. Para avaliar isso, a lei leva em conta: 
1. Como o serviço foi prestado (se foi feito de forma correta ou não); 
2. Os resultados e riscos esperados do serviço (se ele gerou um perigo fora do 
comum); 
3. A época em que o serviço foi oferecido (o que era considerado seguro naquele 
momento). 
O texto também reforça que um defeito não é o mesmo que um vício. O defeito está 
ligado à falta de segurança. Já um vício é mais sobre o funcionamento ou qualidade do 
serviço. 
Mesmo que os riscos do serviço só sejam descobertos depois (chamados de "riscos de 
desenvolvimento"), o fornecedor ainda pode ser responsabilizado. Em resumo: o 
fornecedor é responsável mesmo sem culpa, se o serviço causar dano por não ser 
seguro como deveria. 
 
A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA 
 
 
 
 
O artigo 14, parágrafo 2º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC) diz que um serviço 
não será considerado com defeito só porque surgiram novas técnicas depois que ele 
foi feito. 
Ou seja, o CDC reconhece que a tecnologia evolui, mas isso não significa que um 
serviço mais antigo esteja errado ou defeituoso só por não usar essas novidades. Isso 
mostra que a lei busca proteger o consumidor, mas também respeita o avanço 
tecnológico e é justa com os fornecedores. 
CAUSAS EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR PELO FATO DO 
SERVIÇO NO CDC 
O fornecedor de serviços só não será responsabilizado por um acidente de consumo 
se conseguir provar uma das seguintes situações (art. 14, § 3º do CDC): 
1. Que não houve defeito na prestação do serviço; 
2. Que a culpa foi exclusivamente do consumidor ou de um terceiro. 
Ou seja, mesmo sem culpa, o fornecedor é responsável por problemas causados por 
seus serviços, a menos que consiga provar uma dessas duas exceções. 
O texto também dá o exemplo de uma decisão do STJ, que condenou uma companhia 
aérea por não oferecer condições dignas para uma pessoa cadeirante embarcar na 
aeronave. A empresa foi responsabilizada porque falhou na prestação adequada do 
serviço, o que causou um constrangimento injustificável ao passageiro. 
Resumo em palavras simples: Se um serviço causa um acidente ou problema ao 
consumidor, a empresa tem que pagar pelos danos, mesmo que não tenha agido com 
intenção ou culpa. Ela só escapa dessa obrigação se provar que o serviço estava certo 
ou que o erro foi só do consumidor ou de outra pessoa. Um exemplo foi o caso de uma 
companhia aérea que não ajudou um cadeirante a embarcar com dignidade — o tribunal 
mandou a empresa pagar indenização. 
 
 
 
 
 
A COMPROVAÇÃO DA INEXISTÊNCIA DO DEFEITO COMO CAUSA EXCLUDENTE DE 
RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR PELO FATO DO SERVIÇO 
Uma das formas do fornecedor se livrar da responsabilidade por um serviço com 
problema (prevista no art. 14, § 3º do Código de Defesa do Consumidor) é provar que o 
defeito simplesmente não existe. 
O jurista Bruno Miragem destaca que, na Europa, o fornecedor pode se defender apenas 
mostrando que provavelmente não houve defeito. Mas, no Brasil, a lei é mais rigorosa: o 
fornecedor precisa provar de forma clara que o serviço prestado não tinha nenhum 
problema. Isso protege mais o consumidor em casos de acidentes de consumo. 
A CULPA EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR OU DE TERCEIRO COMO CAUSA 
EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR PELO FATO DO SERVIÇO 
O texto explica uma das formas de o fornecedor de serviço não ser responsabilizado 
quando ocorre um problema com a prestação do serviço: quando a culpa for exclusiva 
do consumidor ou de um terceiro. 
Ou seja, se o fornecedor conseguir provar que o erro ou acidente aconteceu somente 
por culpa do consumidor (como imprudência) ou de alguém de fora (um terceiro), ele 
não precisa indenizar. 
Exemplos do texto: 
• Uma concessionária de rodovia não foi responsabilizada por um roubo e 
sequestro, pois o crime foi considerado um fato totalmente externo à sua 
atividade. 
• Em casos de atropelamentos em linha de trem, o STJ entende que, se a 
empresa não cerca e fiscaliza o local, e o pedestre atravessa de forma 
imprudente, ambos têm culpa — o que diminui, mas não elimina a 
responsabilidade da empresa. 
• O mesmo vale para quem anda pendurado do lado de fora do trem (os chamados 
“pingentes”). 
O texto também aborda a ideia de “teoria do risco criado”, que diz que, quando uma 
empresa presta um serviço arriscado (como transporte), ela deve se responsabilizar 
pelos danos, mesmo que outra pessoa tenha contribuído, se a empresa não tomou 
medidas para evitar o problema. 
 
 
 
 
Em resumo: O fornecedor de serviço só não será responsabilizado quando comprovar 
que o defeito não existiu ou que a culpa foi exclusivamente do consumidor ou de um 
terceiro. Mas, se houver culpa dividida, a empresa ainda responde, mesmo que com 
responsabilidade reduzida. 
O CASO FORTUITO E A FORÇA MAIOR COMO CAUSAS EXCLUDENTES DE 
RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR PELO FATO DO SERVIÇO 
O texto trata da responsabilidade do fornecedor de serviços quando há problemas 
(defeitos) na prestação do serviço, especialmente em situações envolvendo casos 
fortuitos ou ações de terceiros. 
Aqui está um resumo em palavras simples: 
→ O que diz a lei (art. 14, §3º do CDC) 
O fornecedor não será responsabilizado se conseguir provar que: 
• Não houve defeito no serviço, ou 
• A culpa foi somente do consumidor ou de um terceiro (alguém fora da relação). 
 
→ Fortuito interno x Fortuito externo 
• Fortuito interno: está relacionado aos riscos normais da atividade. Nesses 
casos, o fornecedor ainda tem responsabilidade. 
− Exemplo: banco que não impede fraudes ou roubo dentro de suas 
instalações. 
• Fortuito externo: algo totalmente fora do controle e sem relação com o serviço. 
Aqui, o fornecedor não é responsável. 
− Exemplo: roubo em ônibus por terceiros — não tem ligação direta com o 
serviço de transporte. 
 
→ Decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) 
O STJ entende que: 
 
 
 
 
• Bancos respondem por fraudes em operações bancárias, pois segurança faz 
parte do serviço. 
• Se um cliente for roubado fora do banco, o banco não responde, porque é 
fortuito externo. 
• Se o roubo acontece dentro do banco ou se há falha em impedir fraudes com 
cartão de crédito, o banco é responsável. 
• Quando o cliente é idoso, o banco deve ter ainda mais cuidado, pois o 
consumidor é considerado mais vulnerável. 
• Se os dados pessoais do cliente são mal protegidos e usados por golpistas, o 
banco também tem culpa. 
→ Casos em que não há dano moral automático 
• Se o banco corrige rapidamente um erro (como um saque indevido), nem 
sempre o cliente tem direito automático a indenização por danos morais. 
Conclusão: Os fornecedores, especialmente os bancos, têm responsabilidade 
objetiva, ou seja, mesmo sem culpa, devem indenizar o consumidor se houver falha 
na segurança ou no serviço. Mas, se o problema for totalmente externo e imprevisível, 
eles podem não ser obrigados a pagar. 
 
RECALL E EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE 
Mesmo que o consumidor não leve o produto para o conserto após um recall 
(convocação feita pela empresa para corrigir algum defeito),a empresa continua sendo 
responsável pelos problemas que o produto causar. O STJ já decidiu que isso não tira 
a obrigação da empresa de pagar indenização se o defeito causar algum dano. 
RESPONSABILIDADE PESSOAL DO PROFISSIONAL LIBERAL — EXCEÇÃO À REGRA 
DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO CDC 
Geralmente, o fornecedor deve pagar pelos danos que causar ao consumidor, mesmo 
que não tenha agido com intenção ou culpa — isso se chama responsabilidade 
objetiva. 
Mas há uma exceção: quando se trata de profissionais liberais (como médicos, 
advogados etc.), a regra muda. Nesse caso, eles só são obrigados a indenizar se ficar 
comprovado que agiram com culpa ou intenção — ou seja, aí vale a responsabilidade 
subjetiva. 
 
 
 
 
 
ELEMENTOS CONSTITUINTES DA DEFINIÇÃO DE PROFISSIONAL LIBERAL 
O jurista Bruno Miragem explica que o profissional liberal é aquele que trabalha por 
conta própria, sem ter um chefe, e que exerce uma atividade de forma contínua, 
normalmente usando conhecimentos técnicos e especializados. Para ser considerado 
profissional liberal, não é obrigatório ter ensino superior — basta ter uma formação 
específica, como um curso técnico. 
Exemplos comuns de profissionais liberais são: 
• Advogado 
• Médico 
• Dentista 
• Engenheiro 
• Arquiteto 
Ou seja, são pessoas que prestam serviços baseados em conhecimento técnico e 
atuam de maneira independente. 
FUNDAMENTOS DO TRATAMENTO DIFERENCIADO CONCEDIDO AO PROFISSIONAL 
LIBERAL 
Os profissionais liberais, como médicos, advogados e engenheiros, recebem um 
tratamento diferente na lei do consumidor. Isso acontece por três motivos principais: 
1. Relação de confiança pessoal (intuitu personae): O serviço é feito diretamente 
por uma pessoa em quem o cliente confia, como no caso de um paciente que 
escolhe seu médico. 
2. Atividade de meio: O profissional promete fazer o melhor possível com base no 
seu conhecimento, mas não garante um resultado final (por exemplo, o médico 
tenta curar, mas não pode prometer a cura). 
3. Serviço personalizado: Cada cliente ou paciente tem uma situação única, então 
o atendimento é feito de forma individual, diferente dos serviços em massa, 
como um plano de saúde padrão. 
 
 
 
 
Por fim, o texto lembra que esse tratamento especial só vale quando há um contrato 
direto com o profissional (e não com uma empresa), o que mostra que a escolha foi 
feita com base na confiança e autonomia desse profissional. 
O PROFISSIONAL LIBERAL NO DESEMPENHO DE ATIVIDADE DE RESULTADO 
O texto explica que, normalmente, o profissional liberal (como médicos, advogados, 
dentistas, engenheiros etc.) só é responsabilizado se ficar provado que ele agiu com 
culpa ou erro, ou seja, ele responde de forma subjetiva. 
No entanto, surge uma dúvida quando esse profissional assume uma obrigação de 
resultado, como ocorre, por exemplo, em uma cirurgia plástica estética (não 
reparadora). Nesses casos, o cliente espera um resultado específico, e o profissional se 
compromete com esse resultado. 
Apesar disso, a responsabilidade continua sendo subjetiva, mas com uma diferença 
importante: há uma presunção de culpa. Isso significa que, se algo der errado, o 
profissional é considerado culpado até que prove o contrário — ele precisa mostrar 
que o problema não foi causado por erro dele. 
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) concorda com essa visão: não se trata de 
responsabilidade automática (objetiva), mas sim de uma presunção de erro, 
cabendo ao profissional provar que agiu corretamente e que houve um fator externo 
ou inevitável (caso fortuito). 
Além disso, o texto lembra que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não se 
aplica a contratos entre advogados e seus clientes, e que, nesses casos, vale o que 
foi acordado entre as partes (regra do “pacta sunt servanda”). 
Resumo em linguagem simples: Mesmo que o profissional liberal prometa um 
resultado (como numa cirurgia estética), ele só é responsabilizado se ficar comprovado 
que errou. Mas, nesses casos, ele é quem tem que provar que não teve culpa. E 
quando o contrato é com advogados, as regras do Código do Consumidor normalmente 
não valem. 
 
 
 
 
 
A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA DIANTE DA FALHA NA ATUAÇÃO DO 
PROFISSIONAL LIBERAL — A PROBLEMÁTICA DA RESPONSABILIDADE DO HOSPITAL 
O texto trata da responsabilidade dos hospitais por danos causados aos pacientes e 
mostra que a resposta não é tão simples quanto parece. Em geral, acredita-se que o 
hospital deve responder de forma objetiva, ou seja, sem precisar provar culpa, como 
prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Mas há situações diferentes, e o 
Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu três tipos de casos: 
1. Erro na estrutura ou organização do hospital 
Exemplo: falta de higiene, equipamento com defeito, falta de medicamentos. 
→ Responsabilidade do hospital é objetiva — ele deve indenizar, mesmo sem 
prova de culpa. 
2. Erro de um médico que não tem vínculo com o hospital 
Exemplo: médico autônomo que apenas usa o hospital para atender. 
→ Hospital não é responsabilizado, desde que não tenha colaborado para o erro. 
3. Erro de um médico que tem vínculo com o hospital 
Exemplo: médico contratado pelo hospital ou que trabalha lá com regularidade. 
→ Responsabilidade é subjetiva, ou seja, precisa provar que o hospital teve culpa 
ou que o médico agiu com erro. Mas se isso for comprovado, hospital e médico 
respondem juntos (solidariamente). 
Além disso, se o paciente estiver em situação de vulnerabilidade (hipossuficiência), o 
juiz pode mandar inverter o ônus da prova — ou seja, o hospital é que terá que provar 
que não teve culpa. 
Resumo simples: 
• Hospital responde diretamente por falhas em sua estrutura. 
• Não responde por erro de médico sem vínculo. 
• Pode responder com o médico se este tiver vínculo com o hospital — mas só se 
for comprovada a culpa. 
 
 
 
 
 
RESPONSABILIDADE PELO VÍCIO DO PRODUTO 
Esse trecho fala sobre um tipo diferente de responsabilidade do fornecedor: quando o 
problema não é um acidente que causa dano físico ou material, mas sim um vício do 
produto ou serviço — ou seja, quando ele não funciona como deveria ou não serve 
bem para o que foi comprado. 
Nesse caso, o foco da lei é proteger o bolso do consumidor, garantindo que ele não 
fique no prejuízo por causa de algo que comprou ou contratou e não atendeu às suas 
expectativas básicas. 
VÍCIOS DO CDC E OS VÍCIOS REDIBITÓRIOS DO CÓDIGO CIVIL 
No Código Civil, o vício (chamado de vício redibitório) tem que ser escondido, grave, 
existente desde a compra, e ter vindo de um contrato. Já no CDC, as regras são mais 
protetivas ao consumidor. 
No CDC: 
• O problema no produto ou serviço não precisa ser escondido ou grave. 
• A responsabilidade do fornecedor é automática, mesmo sem culpa (objetiva). 
• Todos os envolvidos na venda (fabricante, loja, etc.) são responsáveis juntos. 
• O consumidor tem o direito de escolher como resolver o problema (ex: trocar, 
consertar, ou receber o dinheiro de volta). 
• Essas regras não podem ser mudadas por acordos, só nos limites que a própria 
lei permite. 
Ou seja, o CDC facilita muito mais a vida do consumidor do que o Código Civil nesse tipo 
de situação. 
 
 
 
 
 
RESPONSABILIDADE PELO VÍCIO DO PRODUTO NO CDC 
Esse texto fala sobre a responsabilidade dos fornecedores quando um produto 
apresenta algum defeito (chamado de vício) que prejudica seu uso ou diminui seu valor. 
O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que todos os 
envolvidos na cadeia de fornecimento (fabricante, comerciante, etc.) são 
solidariamente responsáveis, ou seja, o consumidor pode reclamar com qualquer um 
deles — inclusive só com o lojista, se quiser. 
O texto também mostra que há dois tipos de defeitos: 
• Vício de qualidade: quando o produto não funciona direito ou não tem a 
qualidade prometida. 
• Vício de quantidade: quando o produto vem com menos do que foi informado 
(ex: uma embalagem que diz 1kg, masvem com 800g). 
Além disso: 
• O comerciante normalmente também deve tentar resolver o problema, mesmo 
se houver assistência técnica disponível na cidade. Mas isso gerou divergência 
no STJ. 
• Em uma decisão mais atual, o STJ entendeu que é o consumidor quem escolhe 
com quem quer resolver o problema (comerciante, fabricante ou assistência), e 
não pode ser forçado a seguir o caminho mais conveniente para o fornecedor. 
Por fim, o texto lembra que o prazo para o conserto é de 30 dias, e o consumidor pode 
depois escolher: substituição do produto, devolução do dinheiro ou abatimento no 
preço. 
VÍCIO DE QUALIDADE DO PRODUTO 
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) exige que os produtos e serviços vendidos 
sejam adequados ao que prometem e ao uso esperado pelo consumidor. Quando isso 
não acontece, há o chamado vício de qualidade, ou seja, um defeito que torna o 
produto ou serviço ruim, inadequado ou com valor menor. 
 
 
 
 
→ O que é um produto impróprio para consumo? Segundo o CDC, são produtos: 
• Com validade vencida; 
• Alterados, falsificados ou perigosos; 
• Que não funcionam direito para o que deveriam servir. 
→ Produtos com pequenos defeitos podem ser vendidos? Sim, mas o consumidor 
precisa saber disso antes de comprar, com: 
• Avisos claros na loja; 
• Produtos separados dos demais; 
• Informações visíveis sobre o defeito e o desconto no preço. 
Esses produtos com defeitos leves não podem representar riscos à saúde ou perder 
totalmente sua utilidade. 
→ Exemplo de caso real: O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que bancos que 
imprimem comprovantes em papel que desbota rápido (papel termossensível) 
estão prestando um serviço com vício de qualidade. Isso porque esses papéis não 
duram o suficiente para o cliente guardar e comprovar operações. O banco, então, 
deve fornecer uma nova via do comprovante sem cobrar por isso, já que a falha foi 
dele. Além disso, não pode repassar o custo dessa nova via aos clientes, nem 
prejudicar o meio ambiente com mais papel, por exemplo. 
→ Conclusão: Se o produto ou serviço não entrega o que promete ou falha naquilo que 
o consumidor espera dele, isso pode ser considerado vício de qualidade, e o 
consumidor tem o direito de reclamar e ser compensado. 
 
 
 
 
 
 
AS VARIAÇÕES QUE NÃO SÃO VÍCIOS DE QUALIDADE DO PRODUTO 
O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor diz que nem toda diferença entre o que 
está indicado na embalagem ou propaganda de um produto e o que o consumidor 
recebe é considerada um defeito (ou vício). Algumas variações são normais por causa 
da natureza do produto. 
Por exemplo, uma tinta pode parecer mais clara ou mais escura dependendo do tipo de 
parede onde for aplicada. Essa diferença é esperada e não é considerada um problema. 
Ou seja, quando a diferença acontece por causa das características naturais do 
produto, não é um defeito. 
Variações decorrentes da natureza do produto não são vícios de qualidade. 
O DIREITO DO FORNECEDOR DE TENTAR CONSERTAR O VÍCIO COMO PRIMEIRA 
SOLUÇÃO ELEITA PELA LEI DIANTE DO VÍCIO DE UM PRODUTO 
Quando um produto apresenta algum problema (vício), a primeira solução prevista 
pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) é dar ao fornecedor (quem vende ou 
fabrica) o direito de consertar o defeito em até 30 dias. 
Somente depois desse prazo, se o problema não for resolvido, o consumidor pode 
escolher entre três opções: 
1. Trocar o produto por outro igual e funcionando; 
2. Receber o dinheiro de volta; 
3. Pagar um valor menor (desconto proporcional). 
Esse prazo de 30 dias é a regra, mas pode ser combinado um prazo diferente entre as 
partes, desde que: 
 
 
 
 
• Não seja menor que 7 dias nem maior que 180 dias; 
• E, em contratos prontos (de adesão), o consumidor precisa concordar 
claramente com esse prazo diferente. 
Alguns autores acham ruim permitir até 180 dias, porque seria injusto com o 
consumidor. Mas o CDC permite esse prazo se o consumidor estiver bem informado 
e entender o que está aceitando. Em casos assim, o fornecedor deve oferecer uma 
solução temporária, como emprestar outro produto até que o problema seja resolvido 
— sem cobrar nada a mais por isso. 
Por fim, esse direito do fornecedor de tentar consertar primeiro tem exceções, que 
serão explicadas depois, no § 3º do mesmo artigo. 
 
AS OPÇÕES CONFERIDAS AO CONSUMIDOR DIANTE DO VÍCIO DE QUALIDADE DO 
PRODUTO 
Esse texto explica o que o consumidor pode fazer quando o produto comprado vem com 
defeito e o fornecedor não resolve o problema dentro do prazo (30 dias, ou outro 
combinado entre as partes, entre 7 e 180 dias). O Código de Defesa do Consumidor 
(CDC) dá três opções para o consumidor escolher: 
1. Troca por outro igual, em boas condições. 
a. Se não houver mais esse produto no mercado, pode trocar por outro 
diferente, pagando a diferença ou recebendo o troco, conforme o caso. 
2. Devolução do dinheiro pago, com correção monetária. 
a. O consumidor também pode pedir indenização por danos morais, mas, na 
prática, a Justiça nem sempre concede esse tipo de indenização. 
3. Desconto no preço, ficando com o produto mesmo com o defeito. 
 
→ Importante: O consumidor pode escolher qualquer uma das opções acima, na 
ordem que quiser. 
O CDC ainda permite o uso de ações judiciais para obrigar o fornecedor a cumprir essas 
opções, usando instrumentos como ação de obrigação de fazer, liminar, multa diária, 
etc. 
 
 
 
 
Em resumo: se o produto vier com defeito e o conserto não for feito no prazo, o 
consumidor pode escolher entre trocar, receber o dinheiro de volta, ou pedir 
desconto — e pode ir à Justiça se for necessário. 
 
 
A VIABILIDADE DA CUMULAÇÃO DE ALTERNATIVAS 
Esse trecho explica que, mesmo quando o consumidor escolhe trocar um produto com 
defeito por outro (e não só quando pede o dinheiro de volta), ele também pode pedir 
indenização por prejuízos materiais (gastos que teve) ou morais (transtornos, 
sofrimento). 
O Código de Defesa do Consumidor garante esse direito, mesmo que não fale disso 
diretamente na parte sobre troca de produto. Especialistas, como Rizzatto Nunes, 
concordam que o consumidor tem esse direito, porque nos dois casos (troca ou 
reembolso), o prejuízo pode ser o mesmo. 
Porém, o texto também critica a prática dos tribunais, que muitas vezes não 
reconhecem danos morais, dizendo que o consumidor passou apenas por 
aborrecimentos normais do dia a dia, e não por algo que afete sua dignidade. 
AS OPÇÕES CONFERIDAS AO CONSUMIDOR DIANTE DO VÍCIO DO PRODUTO COMO 
SOLUÇÃO PRIMEIRA — HIPÓTESES DE DESNECESSIDADE DE SE AGUARDAR O 
PRAZO DE CONSERTO 
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) diz que, normalmente, o fornecedor tem 30 
dias para consertar um produto com defeito. Mas, em alguns casos, não é preciso 
esperar esse prazo. O próprio CDC, no art. 18, § 3º, prevê exceções. O consumidor 
 
 
 
 
pode pedir troca, devolução do dinheiro ou abatimento no preço de forma imediata 
quando: 
• O defeito afeta a qualidade, aparência ou valor do produto; 
• O produto é essencial (como remédios, roupas, alimentos); 
• Ou quando o conserto não resolveu o problema. 
 
→ Por exemplo: se um carro novo vai várias vezes para a oficina e o problema volta, o 
consumidor não precisa esperar novamente 30 dias. Pode pedir direto a troca, 
devolução do valor ou abatimento. O STJ já decidiu que, em casos assim, o 
consumidor ainda pode ter direito a indenização por danos morais. 
→ Alguns autores defendem que, por respeito à proteção do consumidor, esse prazo 
de 30 dias deve ser usado só em situações específicas. Já o STJ entende que o 
fornecedor normalmente tem esse prazo, mas há exceções claras, como quando 
o defeito é grave, o produto é essencial ou o conserto falha repetidamente. 
 
 
A RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR IMEDIATO PELOS VÍCIOS DE QUALIDADE 
NOS PRODUTOS IN NATURA 
 
 
 
 
Produtos in natura são aqueles que vêm direto do campo, da fazenda, do mar ou da 
criação de animais, sem passar porprocesso de industrialização. Exemplos: frutas, 
verduras, legumes, carnes, ovos e peixes. 
Como é difícil saber quem produziu esses alimentos, o Código de Defesa do 
Consumidor diz que o comerciante (quem vende diretamente ao consumidor) é o 
responsável por eles quando o produtor não for claramente identificado. 
Nesse caso, não se aplica o prazo de 30 dias para o comerciante consertar o problema 
(como acontece com outros produtos), porque alimentos são produtos essenciais. 
Assim, o consumidor pode escolher diretamente entre trocar o produto, pedir o 
dinheiro de volta ou pedir abatimento no preço. 
 
VÍCIO DE QUANTIDADE DO PRODUTO 
O texto trata do vício de quantidade no produto, ou seja, quando o que está dentro da 
embalagem é menos do que o prometido. 
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) diz que os fornecedores são responsáveis 
juntos (solidariamente) sempre que a quantidade for menor do que o informado na 
embalagem, propaganda ou rótulo — respeitando variações naturais, como em 
produtos que perdem líquido com o tempo. 
→ Isso vale para qualquer tipo de medida, não só para conteúdo líquido. 
Mesmo que o comerciante não tenha fabricado o produto, ele também responde pelo 
erro e não pode se isentar, culpando apenas o fabricante. O STJ (Superior Tribunal de 
Justiça) confirmou isso em uma decisão: se o produto veio com menos quantidade do 
que o indicado, o comerciante também é responsável. 
→ Resumo simples: Se o produto tem menos do que promete na embalagem, o 
consumidor tem direito de reclamar, e todos os envolvidos na venda respondem 
pelo erro, inclusive o comerciante. 
 
 
 
 
 
 
AS VARIAÇÕES QUE NÃO SÃO VÍCIOS DE QUANTIDADE DO PRODUTO 
Esse trecho explica que nem toda diferença na quantidade de um produto é 
considerada um problema (ou vício), segundo o Código de Defesa do Consumidor. Em 
alguns casos, pequenas variações são normais e esperadas, por causa da natureza 
do produto. 
Um exemplo é o gás de cozinha (GLP). Durante o engarrafamento, é normal perder um 
pouco, e isso não configura defeito se estiver dentro dos limites aceitos por órgãos 
como o INMETRO. 
O texto também menciona uma lei do Paraná que exigia que os botijões fossem 
pesados na frente do consumidor e que o preço fosse ajustado se houvesse diferença 
na quantidade. Essa lei foi considerada inconstitucional pelo STF, porque: 
• Invadia a competência da União, que é quem pode legislar sobre esse tipo de 
assunto. 
• Exagerava nas exigências, ferindo os princípios da proporcionalidade e 
razoabilidade. 
Resumo fácil: Nem toda diferença na quantidade de um produto é um defeito. Algumas 
variações são normais. E leis estaduais não podem impor regras exageradas sobre isso, 
como exigir pesagem obrigatória de botijões de gás. 
AS OPÇÕES CONFERIDAS AO CONSUMIDOR DIANTE DO VÍCIO DE QUANTIDADE DO 
PRODUTO 
O texto trata dos direitos do consumidor quando ele compra um produto com 
quantidade menor do que a informada (como menos peso ou volume). O Código de 
Defesa do Consumidor dá ao consumidor algumas opções, que ele pode escolher na 
ordem que quiser: 
1. Abatimento proporcional do preço – pagar menos pelo produto que veio com 
menos quantidade. 
 
 
 
 
2. Complementação do peso ou medida – exigir que o fornecedor complete o que 
está faltando. 
3. Substituição do produto – trocar por outro igual (mesma marca e modelo) sem 
o defeito. 
a. Se o produto igual não existir, pode trocar por um diferente, com: 
i. pagamento da diferença (se for mais caro); 
ii. ou devolução da diferença (se for mais barato). 
4. Devolução do valor pago – receber o dinheiro de volta, com correção monetária, 
e ainda pode pedir indenização se tiver sofrido prejuízos (materiais ou morais), 
desde que comprove. 
Resumindo: se o produto tiver menos do que o prometido, o consumidor pode escolher 
o que for melhor para ele entre desconto, complemento, troca ou devolução com 
possível indenização. 
 
A RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR IMEDIATO PELOS VÍCIOS DE QUANTIDADE 
EM RAZÃO DA FALHA NA MEDIÇÃO 
O artigo 19, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor diz que o vendedor direto 
(fornecedor imediato) será responsável se pesar ou medir um produto usando um 
equipamento que não esteja calibrado corretamente, conforme os padrões oficiais. 
Segundo o jurista Leonardo Roscoe Bessa, quando a quantidade do produto é medida 
no momento da venda, fica muito claro que a responsabilidade é do vendedor. Isso pode 
acontecer tanto por falta de cuidado com o equipamento quanto por má intenção. Por 
isso, nessa situação, a lei entende que não se deve culpar toda a cadeia de 
fornecedores, apenas o vendedor direto. 
 
RESPONSABILIDADE PELO VÍCIO DO SERVIÇO 
 
 
 
 
O artigo 20 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) diz que, quando um serviço for 
malfeito ou não corresponder ao que foi prometido, o consumidor tem direito de 
escolher entre três opções: 
1. Refazer o serviço sem custo extra 
2. Receber o dinheiro de volta, corrigido 
3. Pedir um desconto proporcional ao problema 
O serviço será considerado ruim (ou "impróprio") se ele: 
• Não servir para o que foi contratado; 
• Não seguir regras técnicas ou de qualidade. 
Por exemplo, se você manda polir seu carro e ele volta sem brilho ou mal-acabado, isso 
é um serviço com vício, e você pode escolher uma das três soluções acima. 
Mesmo que o artigo não fale diretamente em "quantidade", ele cobre situações em que 
o serviço entregue não corresponde ao que foi prometido em propaganda ou contrato. 
Um exemplo seria uma escola que não dá todas as aulas previstas no programa: o aluno 
pode exigir que o curso seja completado, ou pedir reembolso ou desconto. 
 
 
AS OPÇÕES CONFERIDAS AO CONSUMIDOR DIANTE DO VÍCIO NO SERVIÇO 
O Código de Defesa do Consumidor diz que, quando um serviço apresentar defeito 
(vício), o consumidor pode escolher uma destas três soluções: 
 
 
 
 
• Refazer o serviço sem custo extra, desde que possível; 
• Receber de volta o valor pago, corrigido, e também pedir indenização por 
prejuízos, se for o caso; 
• Pedir desconto no preço proporcional ao problema. 
Se o consumidor não quiser que o mesmo fornecedor refaça o serviço (por exemplo, por 
ter perdido a confiança), ele pode contratar outra pessoa capacitada e o fornecedor 
original terá que pagar por isso. 
O consumidor também pode pedir indenização por danos materiais (como dinheiro 
gasto) ou morais (como humilhações), desde que comprove esses prejuízos. 
Por fim, pedir um abatimento no preço pode ser uma boa solução quando o 
consumidor decide resolver o problema sozinho. Nesse caso, o desconto deve ser justo, 
proporcional à parte do serviço que foi mal feita. 
O SERVIÇO DE REPARO E O REGRAMENTO NA UTILIZAÇÃO DAS PEÇAS DE 
REPOSIÇÃO 
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) diz que, quando um serviço envolve 
consertar um produto, o fornecedor deve usar peças novas, originais e adequadas, 
ou outras peças com as mesmas especificações do fabricante. 
Só pode usar peça diferente disso se o consumidor autorizar. Mas essa autorização só 
vale se o consumidor for bem informado sobre os riscos e as vantagens de usar outra 
peça, e se isso não comprometer a segurança ou a qualidade do produto. 
A lei não proíbe usar peças usadas, mas isso só pode acontecer se o consumidor 
concordar de forma clara. Se a empresa usar peça usada sem avisar, comete crime, 
conforme o artigo 70 do CDC. 
Ou seja, usar peças diferentes ou usadas só é permitido com autorização expressa do 
consumidor, que precisa ser bem informado antes de aceitar. 
 
A RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO FORNECEDOR PELO VÍCIO DE QUALIDADE, DE 
QUANTIDADE E DE SERVIÇO 
 
 
 
 
O texto explica que, mesmo que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não diga de 
forma direta nos artigos 18, 19 e 20 que a responsabilidade do fornecedor por produtos 
ou serviços com defeito (vício) é objetiva, isso pode ser entendido como uma regra geral 
do CDC. 
Responsabilidade objetiva significa que o fornecedordeve responder pelos problemas 
causados, mesmo que não tenha tido culpa ou intenção de causar o defeito. O artigo 
23 do CDC apoia essa ideia ao dizer que não importa se o fornecedor sabia ou não do 
defeito, ele continua sendo responsável. 
A doutrina (estudiosos do direito) não concorda totalmente sobre isso, mas muitos 
autores e o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) já disseram que, sim, a 
responsabilidade do fornecedor por vício é objetiva. Ou seja, basta que o problema 
exista para que o consumidor tenha direito à reparação, sem precisar provar que o 
fornecedor agiu com culpa. 
Resumindo: 
• O fornecedor é responsável por vícios nos produtos ou serviços, mesmo que não 
tenha culpa. 
• O consumidor não precisa provar a culpa, só o defeito. 
• Essa regra protege o consumidor e é apoiada por decisões do STJ. 
 
RESPONSABILIDADE DAS ENTIDADES PÚBLICAS NAS RELAÇÕES DE CONSUMO 
Esse trecho explica como o Código de Defesa do Consumidor (CDC) se aplica a 
serviços públicos prestados por órgãos do governo ou empresas contratadas por 
ele. Aqui está um resumo com palavras mais simples: 
→ Quem presta serviço público (como água, luz, transporte, etc.) tem obrigação de 
garantir que ele seja: 
• Adequado, 
• Eficiente, 
• Seguro, 
 
 
 
 
• E, se for essencial, contínuo (sem interrupções). 
 
→ Se essas obrigações não forem cumpridas, a empresa ou órgão público terá que 
corrigir o problema e pagar pelos danos causados ao consumidor. 
→ Todos os tipos de órgãos públicos (União, Estados, Municípios, autarquias, 
fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista) podem ser 
responsabilizados. 
→ Mas existe uma diferença: 
• Se o órgão for de direito público (como prefeituras ou autarquias), ou de direito 
privado, mas presta serviço público (como Correios ou empresas de ônibus 
contratadas pelo governo), a responsabilidade é objetiva — ou seja, não 
precisa provar culpa. 
• Já se for uma empresa estatal que atua como empresa comum (exemplo: Banco 
do Brasil), a responsabilidade normalmente seria subjetiva — ou seja, só paga 
se tiver culpa... Mas se a situação for uma relação de consumo, aí sim vale a 
regra do CDC, e a responsabilidade volta a ser objetiva. 
Resumindo: Se você for lesado como consumidor por qualquer serviço, inclusive 
público, o fornecedor — mesmo que seja um órgão ou empresa estatal — pode ser 
responsabilizado, sem precisar provar culpa. 
RESPONSABILIDADE NAS RELAÇÕES DE CONSUMO POR MEIO ELETRÔNICO 
O texto diz que, embora o Marco Civil da Internet tenha decepcionado alguns 
profissionais do Direito, os consumidores continuam protegidos pelo Código de Defesa 
do Consumidor (CDC). Ele defende que as leis devem trabalhar juntas (em "diálogo das 
fontes") para garantir os direitos do consumidor, que é um direito fundamental. Por isso, 
o CDC também deve ser aplicado às relações feitas pela internet, como em redes 
sociais (por exemplo, Facebook) e sites de compras coletivas (como Peixe Urbano e 
Groupon). 
A RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR ADMINISTRADOR DE SITES DE 
RELACIONAMENTOS 
O texto fala sobre a responsabilidade dos sites de relacionamento (como Facebook) e 
de compras (como Groupon) com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC). 
Mesmo sendo gratuitos, esses sites prestam um serviço, e por isso devem seguir as 
regras do CDC. Se causarem algum dano ao consumidor, podem ter que indenizar, 
mesmo que não tenham cobrado nada diretamente. 
Pontos principais: 
 
 
 
 
• Responsabilidade dos sites: Se um site permitir, por exemplo, a publicação de 
conteúdo ofensivo contra alguém, só será responsabilizado se souber do 
problema e não fizer nada para resolver. Isso vale para plataformas que 
hospedam conteúdo de terceiros. 
• O STJ (Superior Tribunal de Justiça) entende que os sites não precisam revisar 
tudo que os usuários postam, mas devem agir rápido quando forem avisados 
de que algo errado foi publicado. 
• O site deve ter ferramentas para identificar os usuários que publicam 
conteúdos, como o registro do IP, e manter meios de denúncia funcionando de 
verdade. 
• Marco Civil da Internet: essa lei de 2014 confirmou que provedores só são 
responsabilizados se não cumprirem uma ordem judicial pedindo a remoção 
de conteúdo ilegal. A exceção é quando se trata de conteúdo íntimo (nudez, 
sexo etc.): nesse caso, basta o aviso da vítima para o site ter o dever de retirar o 
conteúdo. 
Em resumo, os sites devem respeitar o direito do consumidor e podem ser punidos se 
forem omissos diante de conteúdo prejudicial. A responsabilidade deles é geralmente 
subjetiva (depende de culpa), mas em alguns casos pode ser objetiva (independe de 
culpa), como quando deixam de agir mesmo após serem avisados. 
A RESPONSABILIDADE DO FORNECEDOR ADMINISTRADOR DE SITE DE COMPRAS 
COLETIVAS — UMA ANÁLISE DA LEI N. 12.965, DE 2014 (MARCO CIVIL DA INTERNET), 
DO DECRETO N. 8.771, DE 2016, E DO DECRETO N. 7.962, DE 2013, QUE DISPÕEM 
SOBRE A CONTRATAÇÃO NO COMÉRCIO ELETRÔNICO 
Esse texto trata dos sites de compras coletivas, como o Peixe Urbano e o Groupon, 
que oferecem produtos e serviços com grandes descontos, desde que um número 
mínimo de pessoas faça a compra. Essa prática se popularizou bastante e virou uma 
forma eficaz de divulgação para os fornecedores, já que atrai muitos consumidores. 
No entanto, surgiram muitos problemas, como por exemplo quando um consumidor 
vai a um restaurante com o cupom e não consegue ser atendido porque o local está 
cheio ou o restaurante se recusa a aceitar o cupom. 
A responsabilidade nesses casos, segundo o texto, não é só do restaurante ou 
fornecedor, mas também do site que promove a oferta. Ou seja, ambos são 
responsáveis por qualquer prejuízo ao consumidor, com base no Código de Defesa do 
Consumidor (CDC). 
Além disso, o Decreto nº 7.962/2013 veio para regras as compras feitas pela internet, 
exigindo que os sites deixem claro: 
 
 
 
 
• Quem é o fornecedor do produto e do site; 
• O número mínimo de compradores para ativar a promoção; 
• O prazo para usar a oferta; 
• Informações detalhadas do produto/serviço; 
• Todos os custos, como entrega ou seguro; 
• As formas de pagamento e prazos; 
• E possíveis restrições (como dias ou horários para uso do cupom). 
Ou seja, o consumidor tem o direito de ser totalmente informado e respeitado quando 
faz uma compra coletiva. 
 
 
 
 
 
 
	Exemplos do texto:
	Em resumo: O fornecedor de serviço só não será responsabilizado quando comprovar que o defeito não existiu ou que a culpa foi exclusivamente do consumidor ou de um terceiro. Mas, se houver culpa dividida, a empresa ainda responde, mesmo que com respon...
	→ O que diz a lei (art. 14, §3º do CDC)
	→ Casos em que não há dano moral automático
	Conclusão: Os fornecedores, especialmente os bancos, têm responsabilidade objetiva, ou seja, mesmo sem culpa, devem indenizar o consumidor se houver falha na segurança ou no serviço. Mas, se o problema for totalmente externo e imprevisível, eles podem...
	1. Erro na estrutura ou organização do hospital
	2. Erro de um médico que não tem vínculo com o hospital
	3. Erro de um médico que tem vínculo com o hospital
	Resumo simples:
	→ O que é um produto impróprio para consumo? Segundo o CDC, são produtos:
	→ Produtos com pequenos defeitos podem ser vendidos? Sim, mas o consumidor precisa saber disso antes de comprar, com:
	→ Exemplo de caso real: O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que bancos que imprimem comprovantes em papel que desbota rápido (papel termossensível) estão prestando um serviço com vício de qualidade. Isso porque esses papéis não duram o sufici...
	→ Conclusão: Se o produto ou serviço não entrega o que promete ou falha naquilo que o consumidor espera dele, isso pode ser considerado vício de qualidade, e o consumidor tem o direito de reclamar e ser compensado.

Mais conteúdos dessa disciplina